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09/12/2022 17:36 Versão para impressão - DESENVOLVIMENTO DA CONTABILIDADE
https://conteudo.catolica.edu.br/conteudos/unileste_cursos/disciplinas/nucleo_formacao_geral/teoria_da_contabilidade/tema_02/index.html?prin… 1/19
DESENVOLVIMENTO
DA CONTABILIDADE
09/12/2022 17:36 Versão para impressão - DESENVOLVIMENTO DA CONTABILIDADE
https://conteudo.catolica.edu.br/conteudos/unileste_cursos/disciplinas/nucleo_formacao_geral/teoria_da_contabilidade/tema_02/index.html?prin… 2/19
©2018 Copyright ©Católica EAD. Ensino a distância (EAD) com a qualidade da Universidade Católica de Brasília
Apresentação 
Olá, seja bem-vindo (a)! 
A Contabilidade, enquanto ciência social, é influenciada pelo ambiente onde atua. Porém,
cada país terá sua própria história, derivada das diversas maneiras pelas quais a
contabilidade se desenvolveu em sua nação, sobre a influência de seu povo.
Com os adventos da Revolução Industrial, da Crise de 1929, entre outros acontecimentos
históricos, surgiu a necessidade de evolução e harmonização das normas e princípios
contábeis, pois eles são a base que norteiam a elaboração das normas e práticas contábeis
para que seus usuários possam atingir seus objetivos. Normas contábeis estão sendo
constantemente editadas e estudadas para acompanharem a evolução do mundo ao seu
redor.
Os profissionais contábeis devem estar sempre em alerta para absorver esses novos
procedimentos, para assim, atender às demandas dos usuários que vão surgindo em
conjunto com as mudanças introduzidas. Dessa maneira, procuramos iniciar esta unidade
com uma visão geral da evolução histórica da contabilidade. Na sequência, iremos abordar
os princípios contábeis, o processo de regulamentação da contabilidade e a criação do
Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).
Para um melhor aproveitamento dos estudos, esta unidade está organizada nos seguintes
tópicos:
Evolução histórica da contabilidade.
Evolução dos princípios contábeis.
Regulamentação da contabilidade.
Criação do CPC.
Bons estudos!
Objetivos
Entender a evolução histórica da contabilidade como ciência.
Compreender os princípios contábeis.
09/12/2022 17:36 Versão para impressão - DESENVOLVIMENTO DA CONTABILIDADE
https://conteudo.catolica.edu.br/conteudos/unileste_cursos/disciplinas/nucleo_formacao_geral/teoria_da_contabilidade/tema_02/index.html?prin… 3/19
Reconhecer o processo de regulamentação da contabilidade.
Conhecer sobre a criação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis.
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https://conteudo.catolica.edu.br/conteudos/unileste_cursos/disciplinas/nucleo_formacao_geral/teoria_da_contabilidade/tema_02/index.html?prin… 4/19
©2018 Copyright ©Católica EAD. Ensino a distância (EAD) com a qualidade da Universidade Católica de Brasília
Desafio 
Leia o artigo "Construção de uma narrativa hegemônica sobre a adoção das IFRS no Brasil
", de Paulo Frederico Homero Junior, que propõe uma análise crítica do discurso, tendo
como objeto o capítulo de livro "Convergência da contabilidade brasileira às Normas
Internacionais de Contabilidade (IFRS): retrospectiva histórica e desafios para o futuro", de
autoria de Salotti, Carvalho e Murcia (2015), "almejando identificar as principais estratégias
discursivas empregadas para construir uma narrativa hegemônica sobre a adoção das IFRS
no Brasil".
Considerando que esse artigo tem caráter unicamente motivador, redija um texto
dissertativo-argumentativo, com extensão mínima de 10 (dez) linhas e no máximo 15
(quinze) linhas, apontando a sua compreensão a respeito da contribuição das normas
internacionais de contabilidade no processo de regulação e normatização da contabilidade
no Brasil.
http://www.scielo.br/pdf/cebape/v17n2/1679-3951-cebape-17-02-338.pdf
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https://conteudo.catolica.edu.br/conteudos/unileste_cursos/disciplinas/nucleo_formacao_geral/teoria_da_contabilidade/tema_02/index.html?prin… 5/19
©2018 Copyright ©Católica EAD. Ensino a distância (EAD) com a qualidade da Universidade Católica de Brasília
Conteúdo 
Evolução Histórica da Contabilidade
Para melhor entendimento do estudo em qualquer área de ensino faz-se necessário a
compreensão da evolução histórica do objeto que se pretende estudar. Sendo assim, neste
tópico iremos relatar e analisar os principais fatos que influenciaram na evolução histórica
da Contabilidade.
Nos primórdios, D'Auria (1924), já colocava que a partir do passado da história da
Contabilidade, obteríamos lições a seguir no futuro, pois essa se trata de uma ciência que
não está definitivamente constituída, cabendo ao futuro esse honroso papel. E conclui:
"Conhecer a origem da Contabilidade e seu evoluir através dos tempos é, portanto, um dos
nossos deveres, se quisermos – como devemos querer – elevar a nossa disciplina".
Iniciamos então, o estudo da história da contabilidade pelo final do século XIX, quando as
empresas do ramo de estradas de ferro tiveram um grande desenvolvimento e concentração
de poder econômico, e partilhavam enormes dividendos, o que levava os investidores a
pagar altos preços pelas ações. Todavia, esses investidores encontravam-se em situação
delicada por estarem desprotegidos de fraudes, já que não contavam com demonstrações
contábeis auditadas, além de desconhecer as práticas contábeis da época.
Com isso, os estados norte-americanos tentaram proteger os seus cidadãos contra as
atividades das companhias, porém, as atividades comerciais que se originassem ou se
destinassem além da atividade de um estado, não poderiam ser regulamentadas por aquele
estado. Então, visando a regulamentação federal das companhias de transporte ferroviário
foi criado em 1887, a Interstate Commerce Commission (ICC), entidade que tinha autoridade
para estabelecer um sistema contábil uniforme para uso na fixação de tarifas apropriadas
(PAULO , 2002).
A primeira associação profissional americana de contadora denominada de AAPA foi
criada em 1886 e teve como principal pressuposto o favorecimento da construção dos
padrões de contabilidade e, posteriormente, em 1894 sugeriu uma nova forma de
apresentação do balanço patrimonial, a saber, ordem e liquidação.
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Com a finalidade de fiscalizar práticas que produzissem restrições ao comércio, foi criada,
em 1913, a Federal Trade Commission (FTC). E no ano seguinte, foi constituído o primeiro
Banco Central controlado pelo governo americano, o Federal Reserve Board (FRB).
Em consequência à necessidade de uniformização das Demonstrações Contábeis
apresentadas aos bancos para concessão de empréstimos, o FTC apresentou, em 1917, um
documento intitulado Uniform Accounting, que fundou a primeira declaração formal de
prática aceitável produzida por contadores americanos, que era na verdade, um manual de
procedimentos de auditoria (HENDRIKSEN; BREDA , 1999).
Por volta do início do século XX, percebe-se que muito pouco se escreveu em termos de
literatura contábil, a principal fonte para práticos e acadêmicos da época eram as literaturas
de origem britânica. Com isso, as diversas organizações adotam diferentes técnicas
contábeis para a mesma transação ou evento econômico e/ou financeiro.
Com a crise de 1929, várias críticas foram atribuídas, entre elas as que foram tidas como
fator importante para a crise foi a falta de uniformidade e de rigidez nas práticas contábeis.
Então, reagindo a crise, a bolsa de valores de Nova York exigiu que todas as organizações
que fossem solicitar registro na bolsa fornecessem demonstrações financeiras
acompanhadas de pareceres de auditores credenciados sob as leis de algum estado/ país
(HENDRIKSEN; BREDA, 1999).
Segundo Paulo (2002), a fim de minimizar a intranquilidade no mercado financeiro, a SEC
(Securities and Exchange Commission) adotouuma política vigorosa com o objetivo de
proteger o investidor. A principal delas foi a adoção de uniformidade dos princípios
contábeis e sua aplicação, para que as companhias pudessem ser comparadas, já que
obedeceriam às mesmas bases contábeis.
Ainda segundo o autor, com o fim da Segunda Guerra Mundial, o mercado de ações voltou a
crescer, assim como, a busca dos americanos por investir nelas. A decisão dos investidores,
para os seus investimentos, tomava como base o lucro por ação das empresas. Com isso,
muitos apelos e discussões surgiram na época, pois para se mensurar o lucro, as empresas
adotavam métodos e normas contábeis distintas umas das outras, o que dificultava a
análise do investidor em termos de rentabilidade e decisões de investimento. Um outro
apelo levantado em questão era em relação à uniformidade e à comparabilidade dos
métodos contábeis adotados pelas empresas, que estavam levando alguns investidores a
decisões erradas de investimento.
Essas pressões tornaram-se muito grandes e, em 1957, durante a reunião anual do AICPA
(American Institute of Certified Public Accountants) foi dada uma maior ênfase na pesquisa
por considerá-la como a chave do desenvolvimento de princípios contábeis. No ano
seguinte, a AICPA constituiu um comitê especial de pesquisa para estudar como a prática
da Contabilidade deveria ser melhor organizada.
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Em seguida, a partir de um grupo de estudos contábeis, criado em 1961, surgiu o
International Accounting Standards Committee (IASC), que tinha por objetivo assessorar os
membros da Comunidade Europeia acerca de temas contábeis. O IASC é uma fundação
privada, independente, de finalidade não lucrativa, tinha como objetivo desenvolver padrões
internacionais de Contabilidade de alta qualidade destinada a propósitos gerais das
demonstrações contábeis, voltados para o interesse público.
Segundo Filho, Lopes e Pederneiras  (2011), esses padrões são editados por meio do
International Accounting Standards Board (IASB), que promove a utilização e a rigorosa
aplicação das International Financial Reporting Standard (IFRS), além de devotar especial
atenção para as necessidades das pequenas e médias entidades.
O FASB apresenta papel relevante no desenvolvimento da teoria contábil nos Estados
Unidos, sua repercussão vem sendo aceita nos trabalhos de outros países que mantêm com
ele estreitas relações políticas e comerciais, que aplicam por via indireta ou adotam os
procedimentos e padrões por meio de atos normativos.
Este fato, foi observado por Filho, Lopes e Pederneiras (2011), por meio da edição da Lei nº
6404/76 e também pelo Decreto nº 1598/78, que introduziu no Brasil a obrigatoriedade de
utilização de procedimentos e regras contábeis anglo-saxônicas, sob a justificativa de
uniformização de padrões eram utilizados pelas empresas transnacionais que estavam se
estabelecendo em nosso país, e alegando ainda a maior transparência das informações
contábeis.
Evolução dos Princípios Contábeis
A sustentação da Contabilidade enquanto ciência social passou pelo conhecimento anterior
e aprofundamento do que estava estabelecido em bases sólidas, para o desenvolvimento de
bases doutrinárias, em outras palavras, para o aperfeiçoamento dos alicerces da estrutura
da teoria contábil no mundo atual.
Desde 1976, que a Lei nº 6.404 estabeleceu os procedimentos para escrituração contábil, os
critérios de avaliação dos ativos e passivos, e consequentemente os critérios para
reconhecimento das receitas, custos e despesas na mensuração do resultado, e ainda a
estrutura das demonstrações contábeis das sociedades anônimas, que se passou a
Vale ressaltar! A busca pelos princípios contábeis ganha claramente importância nas
décadas de 20 e 30, quando a Contabilidade muda o foco de seus objetivos da
informação voltada aos administradores e credores, para centrar-se na informação
direcionada para os investidores e acionistas (PAULO, 2002).
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conviver com um núcleo básico de construção teórica da contabilidade, baseada nos
chamados princípios de contabilidade geralmente aceitos, conforme constava no texto
original daquela Lei.
Os pilares estabelecidos, segundo Filho, Lopes e Pederneiras (2011), que fundamentaram os
estudos e pesquisas em contabilidade e disseminação doutrinária foram:
postulados enunciadores do ambiente contábil: entidade e continuidade;
princípios orientadores das bases avaliatórias dos ativos e passivos e definidores do
resultado econômico: custo original como base de valor; realização da receita e
confrontação da despesa, conhecido também como competência dos exercícios;
reconhecimento da perda do poder aquisitivo da moeda, em torno dos elementos do
ativo permanente e do patrimônio líquido;
fundamentos contábeis para a reorganização empresarial ou a combinação de
negócios.
Sendo assim, os princípios fundamentais de contabilidade deverão ser aplicados em
qualquer patrimônio, independentemente do tipo, forma ou natureza das atividades da
entidade, servindo de base para a verdadeira evidenciação dos fatos e eventos econômicos
e financeiros, conforme Resolução CFC 774/94 .
A norma ainda traz que os princípios não podem, em hipótese alguma, ser hierarquizados,
isto é, os princípios têm o mesmo grau de importância dentro do conjunto de
conhecimentos contábeis. Como natureza de verdade da Ciência, os princípios não serão
emanados de normas ou diretivas operacionais, sendo fonte obrigatória na elaboração das
Normas Brasileiras de Contabilidade (PAULO, 2002).
A partir das Normas Brasileiras de Contabilidade, o Conselho Federal de Contabilidade,
alinhou no caminho dos fundamentos estabelecidos pela Lei nº 6.404/76, para
desenvolvimento de uma base teórica da Contabilidade diante do estágio do seu
desenvolvimento no Brasil, utilizando-se dos conhecimentos desenvolvidos pelas
instituições de pesquisas brasileiras, como a FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas
Contábeis, Atuarias e Financeiras) da Universidade de São Paulo, e de outros centros
universitários de expressivo valor acadêmico.
A Resolução nº 750/93 trouxe a estrutura de princípios denominada de Princípios
Fundamentais de Contabilidade, em torno dos quais devem se basear o exercício das
atividades contábeis para avaliação e reporte dos elementos patrimoniais e de resultado.
Portanto, não se fala mais em postulados e sim, em princípios. São eles:
Entidade
Este princípio reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade, afirmando a autonomia
patrimonial e a necessidade de diferenciação de em patrimônio particular no universo dos
patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, a um conjunto de
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pessoas, a uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem
fins lucrativos. Desse modo, o patrimônio não se confunde com aqueles de seus sócios
(CFC, 93).
Quando uma empresa paga uma despesa, é o caixa dela que está desembolsando o
dinheiro, e não o dono/sócio da empresa, embora materialmente às vezes essas duas
coisas se confundirem. Este princípio, consolida a antiga diferenciação jurídica entre
pessoas físicas e jurídicas, "o patrimônio da entidade não se confunde com aqueles dos
seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição" (Resolução CFC 750/93).
O panorama da autonomia patrimonial acredita ser esse princípio fundamental para
aplicação dos meios de avaliação dos ativos e passivose do patrimônio líquido de uma
entidade, entendendo-se esta como um sujeito que, nas relações jurídicas, é suscetível de
adquirir direitos e contrair obrigações. Admite-se que a soma ou agregação pura e simples
de patrimônios autônomos não resulta em nova entidade, mas numa unidade de natureza
econômico-contábil (RIBEIRO FILHO; LOPES; PEDERNEIRAS, 2011).
Continuidade
"A Continuidade ou não da Entidade, bem como sua vida definida ou provável devem ser
consideradas quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas
e qualitativas" (CFC, 93). Nesse sentido, entende-se que as demonstrações contábeis são
normalmente elaboradas no pressuposto da permanência da entidade em operação até um
futuro previsível, ou seja, presume-se que a entidade não tem a intenção nem a necessidade
de entrar em liquidação, nem diminuir radicalmente o tamanho das suas operações.
Sá (2007) trazia em seu texto que com a finalidade de adquirir uma imagem verdadeira e
apropriada da situação financeira e de resultados das operações da empresa, indicam-se
seguir o princípio da continuidade, que considera que a empresa opere continuamente, com
duração limitada.
De fato, se não tivéssemos a ideia que a duração da empresa é determinada, e achássemos
que era indeterminada, a teoria de avaliação a ser escolhida iria ser oposta àquela que
adotaríamos no caso de liquidação da empresa, quando interessam os valores de liquidação
do passivo e de realização do ativo. Assim, no caso de existir a intenção de
descontinuidade, as demonstrações contábeis terão que ser preparadas numa base
apropriada para evidenciar o interesse de supressão das atividades operacionais.
Competência
Este princípio afirma que as receitas e as despesas são atribuídas aos períodos de acordo
com a real inocorrência dos mesmos, ou seja, conforme a data do fato gerador e não
quando são recebidos ou pagos em dinheiro. Por exemplo, a folha de pagamento dos
empregados relativa ao mês de março, suponhamos, será considerada como despesa de
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março, mesmo que na prática o pagamento só seja efetuado nos primeiros dias de abril.
Aqui, o fato gerador da despesa é o serviço prestado dos empregados, e não a pagamento
do salário.
Defende-se o fato gerador como causa primeira do registro das receitas, dos custos e das
despesas contra o momento do recebimento ou o pagamento desses elementos de
resultado, rejeitando-se dessa maneira o registro pelo regime de caixa. O regime de
competência pressupõe a confrontação entre receitas, custos e despesas (FILHO; LOPES;
PEDERNEIRAS, 2011).
A Resolução nº 750/93 do CFC apresenta as seguintes possibilidades de realização da
receita e ocorrência de custos e despesas, para fins de aplicação correta do princípio da
Competência.
Consideram-se realizadas as receitas:
nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem
compromisso firme de efetivá-lo, quer pela investidura na propriedade de bens
anteriormente pertencentes à entidade, quer pelo usufruto de serviços por esta
prestados (CFC, 93);
quando da extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer que seja o motivo, sem o
desaparecimento concomitante de um ativo de valor igual ou maior (CFC, 93);
pela geração natural e novos ativos independentemente da intervenção de terceiros
(CFC, 93);
no recebimento efetivo de doações e subvenções (CFC, 93).
Consideram-se incorridos os custos e despesas:
quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por transferência de sua
propriedade para terceiros (CFC, 93);
pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo (CFC, 93);
pelo surgimento de um passivo, sem o correspondente ativo.  (CFC, 93).
Esses pressupostos normatizados pelas Normas Brasileiras de Contabilidade já são
apreciados amplamente pela doutrina contábil e servem como orientação ao profissional de
Contabilidade na preparação e auditoria das demonstrações, para a correta aplicação dos
Princípios Fundamentais de Contabilidade.
Atualização Monetária
Este princípio trata-se da correção monetária que deve ser utilizada nos elementos
patrimoniais com a finalidade de atualizar sua expressão, cujo registro está efetuado pelo
valor de entrada, e apresenta perda do poder aquisitivo da moeda corrente (FILHO; LOPES,
PEDERNEIRAS, 2011);
A atualização monetária reconhece a necessidade de reconhecer a perda do poder
aquisitivo da moeda, representando, então, o ajuste dos valores originais para um
determinado período por meio de índices econômicos ou indexadores.
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Registro pelo Valor Original
Conforme art. 7º da Resolução CFC nº 750/93, o princípio do Registro pelo Valor Original
determina que os fatos contábeis deverão ser registrados pelo valor das transações em
acordo com documentos habilitados, expressos a valor presente na moeda do País onde
situa-se a entidade.
A citada Resolução acrescenta, ainda, que esse princípio é compatível com o princípio da
Atualização Monetária, posto que este apenas atualiza e mantém atualizado o valor de
entrada.
Por fim, "o valor original será mantido enquanto o componente permanecer como parte do
patrimônio, inclusive quando da saída deste" – Resolução CFC, §7º, inciso III -, isto é, uma
vez integrado ao patrimônio da entidade o bem não poderá ter seu valor alterado.
Prudência
Este princípio determina o equilíbrio entre as contas de natureza credora e devedora.
Conforme as Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC), ele afirma que no meio de
situações de igual relevância, o profissional Contábil deve escolher por aquele que de menor
valor para os ativos e maior valor aos passivos, para quantificação e registro de mutações
patrimoniais que alterem o patrimônio líquido, de maneira a evitar que decisões gerenciais
sejam tomadas diante de incertezas.
Em outras palavras, esse princípio determina que as receitas devem ser avaliadas por menor
valor e as despesas por maior valor, a fim de que o resultado apresentado no patrimônio
líquido seja o mais coerente com a realidade.
Sendo assim, o objetivo desse princípio é evitar a criação de reservas ocultas ou qualquer
tipo de manipulação do resultado. Constitui então, a tentativa de garantia a inexistência de
valores artificiais de interesses particulares do administrativo, fator importantíssimo quando
se trata do mercado de capitais.
Oportunidade
O princípio da Oportunidade tem como principal objetivo o reconhecimento imediato do
patrimônio e suas mutações, de forma tempestiva e íntegra, com a extensão correta, sem
depender dos fatores que as originaram.
Em outras palavras, o princípio traz que os ativos e passivos da entidade espelhem com
precisão e objetividade as transações e eventos a que se refere. Lembrando que apesar do
princípio dar ênfase a sua aplicação nas demonstrações contábeis, o mesmo cabe a
qualquer circunstância, a começar pelos registros contábeis.
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Regulamentação da Contabilidade
Um dos maiores desafios da contabilidade estava relacionado à seleção de padrões
contábeis que definissem a maneira mais adequada para o reconhecimento, mensuração e
divulgação das informações econômico-financeiras ao público externo. Dessa forma, a
regulação da contabilidade desempenha papel de destaque na conduta técnica de
profissionais da área e no desenvolvimento de práticas que acatem as necessidades dos
usuários no tocante à quantidade e qualidade das informações contábeis.
A regulamentaçãona contabilidade se trata de um processo inevitável, diversos
questionamentos podem surgir quanto a este processo, como: por que regular, qual a sua
abrangência, quem deve regular, como deve ser feita essa regulação e qual o papel a ser
desempenhado pelo regulador e o regulado.
Para Kothari; Ramanna e Skinner (2010) a regulação, no âmbito da contabilidade, inclui a
produção de padrões contábeis pelos normatizadores estatais ou privados, os quais
definem os elementos da prática contábil, as regras e os princípios a serem seguidos nos
relatórios financeiros das entidades.
O processo de regulação da contabilidade sofre, de certo modo, influências e tendências
diversas, pois, conforme Filho e Machado (2004), a contabilidade é resultado da
convergência de fenômenos de ordem econômica, política, social, cultural, entre outros.
Um episódio relevante na história do mercado de capitais e que impactou a regulamentação
contábil mundial foram os escândalos contábeis ocorridos no início do século XXI. Enron,
WorldCom, a empresa de auditoria Arthur Andersen, entre outras entidades, americanas e
europeias, burlaram os bons procedimentos de contabilidade com o intuito de adquirir
benefícios para seus executivos.
Assim, quando os eventos vieram a público essas empresas foram à falência levando os
investidores em geral a exigirem do congresso americano uma atitude para aumentar a
transparência das demonstrações contábeis, bem como os processos, costumes e leis que
norteavam a forma como as organizações estavam sendo administradas.
Como consequência, foi sancionada em 30 de julho de 2002 a Lei Sarbanes-Oxley (SOX) que
trazia como objetivo proteger os investidores por meio do restabelecimento da
confiabilidade nas informações prestadas pelas empresas (FILHO; LOPES; PEDERNEIRAS,
2011). A SOX tinha como foco fazer com que as empresas tivessem controle interno mais
consistente para que as demonstrações contábeis estivessem menos suscetíveis às
fraudes. Além disso, aumentou-se o grau de responsabilidade dos gestores e auditores
contratados.
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Um outro episódio que chacoalhou o mercado de capitais, trazido pelos autores – Filho,
Lopes e Pederneiras (2011) -, foi a crise dos subprimes causada pelas instituições
financeiras norte-americanas. Essa crise se espalhou pelo mundo e requisitou medidas
coordenadas de diversos países para conter suas possíveis consequências.
A questão é que a contabilidade sempre levanta discussão. Por isso, a necessidade de
regulamentação e de evolução na regulamentação, pois esta, está sempre em constante
mudança conforme os acontecimentos econômicos.
Devido aos Estados Unidos serem a maior economia e possuírem o maior mercado de
capitais, sua maneira de estabelecimento de pronunciamentos contábeis acabou sendo
espalhada por outros países e organismos internacionais como o IASB (International
Accounting Standards Board).
Com um tempo, no sistema brasileiro, a necessidade de um processo mais harmônico se
tornou evidente de maneira que vários órgãos reguladores começaram a se preocupar com
este propósito único.
A partir de 1993, com a promulgação da Resolução CFC 751/93, foi colocado que:
as Normas Brasileiras de Contabilidade estabelecem regras de conduta
profissional e procedimentos técnicos a serem observados quando da realização
dos trabalhos previstos na Resolução CFC n°560-83, de 28-10-1993, em
consonância com os Princípios Fundamentais de Contabilidade.
E, para além das normas brasileiras de contabilidade que estabelecem regras de conduta no
âmbito profissional, o mesmo conselho federal tem a competência para se manifestar em
situações que decorrem de atos do governo que possam afetar, mesmo que de maneira
temporária, o sistema normativo brasileiro que se destina aos atos contábeis, quais sejam:
NBC T 1 – Das Características da Informação Contábil;
NBC T 2 – Da Escrituração Contábil;
NBC T 3 – Conceito, Conteúdo, Estrutura e Nomenclatura das Demonstrações Contábeis;
NBC T 4 – Da Avaliação Patrimonial;
NBC T 5 – Da Atualização Monetária;
NBC T 6 – Da Divulgação das Demonstrações Contábeis;
NBC T 7 – Da Conversão da Moeda Estrangeira nas Demonstrações Contábeis;
NBC T 8 – Das Demonstrações Contábeis Consolidadas;
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NBC T 9 – Da Fusão, Incorporação, Cisão, Transformação e Liquidação de Entidades;
NBC T 10 – Dos Aspectos Contábeis Específicos em Entidades Diversas;
NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis;
NBC T 12 – Da Auditoria Interna;
NBC T 13 – Da Perícia Contábil; e
NBC T 14 – Das Normas sobre a revisão externa de qualidade.
Conforme Lopes e Lima  (2001), as normas e os princípios contábeis adotados passaram
a refletir o desejo de segurança e objetividade da informação produzida pela contabilidade,
influenciando diretamente muitas convenções e princípios adotados pela profissão contábil
internacionalmente.
Devido aos diversos tipos de usuários e de interesses nas informações contábeis, cada país
desenvolveu um processo particular de suas normas contábeis. Entretanto, para Silva 
(2007), atualmente existe uma tendência mundial de convergência dessas normas. A
harmonização das práticas contábeis, por meio das convergências em curso hoje, pode
ajudar a romper, de uma maneira positiva, a heterogeneidade normativa entre países.
Sendo assim, a fixação de normas contábeis deriva do juízo de doutrinadores e
profissionais, que buscam, por meio desse processo, encontrar regras mais adequadas para
a contabilização dos fatos, com a finalidade de cumprir os fins informativos e orientadores
da Contabilidade (FRANCO , 1997).
A criação do CPC
Em 2005, os representantes dos elaboradores de demonstrações contábeis, dos contadores,
dos auditores independentes, da academia, dos usuários das informações contábeis, dos
órgãos reguladores contábeis principais do Brasil, do Ministério da Fazenda e seu órgão
responsável pela tributação e de outros interessados se reuniram e constituíram o Comitê
de Pronunciamentos Contábeis (CPC).
Conforme Iudícibus et al. (2010), esse comitê elabora Pronunciamentos, Interpretações e
Orientações a partir das normas internacionais emanadas dos IASB, que como visto nos
tópicos anteriores, é o órgão internacional para o qual estão em processo de convergência
mais de uma centena de países, a começar por todos os da União Europeia.
Vale ressaltar! No Brasil, há mais de uma fonte emissora de normas contábeis.
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Com a Lei 11.638/07, que previa a adoção de um novo modelo de regulação contábil, o
Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) foi reconhecido como o órgão competente
para centralizar os esforços de convergência das práticas contábeis brasileiras as
internacionais.
Conforme art. 3º da Resolução CFC nº 1.055/05, o objetivo do CPC é:
o estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre
procedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza,
para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasileira, visando
à centralização e uniformização do seu processo de produção, levando sempre em
conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais.
A criação do CPC representou o começo de grandes avanços no caminho da atualização e
da modernização de normas e preceitos contábeis, modernizando a concordância de
questões regulamentares ao reunir representantes de entidades das áreas privadas, do setoracadêmico e do setor governamental na busca da almejada inovação (CARDOSO et al .,
2010).
O pronunciamento emitido pelo CPC, logo adotado pela CVM 539, em 14 de março de 2008,
e pelo CFC, por sua Resolução 1.121/08, trata-se, de fato, de um documento sobre Estrutura
Conceitual e adota um formato muito diferente daquele dito anteriormente, intitulado como
"Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis".
O documento é bastante amplo e tem uma estrutura diferenciada dos documentos e
estudos teóricos anteriores, sendo mais completo. No lugar dos princípios, temos apenas
dois pressupostos básicos: Regime da Competência e Continuidade.
Traz um grande destaque aos usuários e suas necessidades de informação, ao objetivo das
demonstrações contábeis e às características qualitativas das informações as quais dedica
boa parte do documento. Apresenta as Demonstrações Contábeis (conceito de ativo,
passivo, receitas, despesas, entre outros), bem como reconhecimento dos elementos, das
demonstrações contábeis, mensuração dos elementos das demonstrações contábeis e
conceitos de capital e de manutenção do capital (IUDÍCIBUS et al. , 2010).
Tome nota! As antigas estruturas conceituais (da CVM e do CFC), já citadas, foram
revogadas, tácita ou explicitamente, e, a partir de agora, a Deliberação 539 da CVM
(também adotada por outros órgãos reguladores por atos próprios) passa a ser a base
conceitual ampla para a emissão das normas práticas posteriores e, de certa forma, a
bíblia conceitual dos praticantes da contabilidade, a partir de 2008.
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Seu conteúdo é denso e de entendimento e absorção não muito fácil. Iudícibus et al. (2010),
ressaltam que noções como relevância, prudência, materialidade e outras que, em nossa
estrutura conceitual, conforme mencionada nos tópicos anteriores, são tratadas como
convenções, nesse documento estão filiadas as qualidades da informação contábil.
Outra particularidade é o tamanho dos assuntos tratados, que vão desde as necessidades
dos usuários, até definições de ativo, passivo, etc. e estrutura de capital, no que vai além dos
documentos anteriores. Esses assuntos, principalmente as definições dos elementos das
demonstrações contábeis, não constavam nos documentos anteriores e nos estudos
teóricos.
Por fim, os conceitos utilizados recentemente pela CVM, IASB, entre outros, reconhecem a
noção de Valor Justo e sua aplicação a certos itens do ativo e do passivo.
Finalizando a Unidade 
Nesta unidade, abordamos a origem da ciência contábil e sua evolução ao longo da
história, desde os seus princípios até sua regulamentação, compreendendo então
todo o processo até a chegada da convergência às normas internacionais.
Em seguida, estudamos a história da contabilidade, os eventos históricos que
influenciaram a economia da época, a evolução da contabilidade no que tange à
estrutura conceitual e como os fatos e as necessidades caminharam para a criação
das normas e princípios não só no Brasil, mas nas principais economias mundiais.
Sobre os princípios contábeis, entre os motivos que levaram o Conselho Federal de
Contabilidade a atualizá-los e criar o Comitê de Pronunciamentos Contábeis junto aos
outros órgãos regulamentadores, está a adoção das normas internacionais de
contabilidade, feitas a partir da Resolução nº1.282, no primeiro semestre de 2010.
Entre as mudanças, ressalta-se a introdução de redações mais objetivas e práticas no
que se refere à estrutura dos relatórios contábeis e determinação de seus princípios.
Por fim, concluímos que o estudo da contabilidade não se esgota, ou seja, quanto
mais refletimos sobre sua aplicabilidade, quanto maior for a compreensão sobre os
princípios pelos profissionais da área, melhor, mais confiáveis e mais adequadas
serão as demonstrações e as informações aos usuários. Verificamos também que as
divergências nos documentos conceituais da contabilidade refletem um
amadurecimento da profissão contábil no Brasil. Os dispositivos legais e
regulamentadores influenciaram de forma muito forte o desenvolvimento da
contabilidade até os dias atuais.
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Dica do Professor 
Leia mais em: KOTHARI, S. P.; RAMANA, K.; SKINNER, D. J. Implications for GAAP from an
analysis of positive research in accounting. Journal of Accounting and Economics, 50, 246-
286, 2010.
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Saiba Mais 
Leia o artigo "Efeitos da Convergência às Normas Contábeis Internacionais na Relevância da
Informação Contábil de Empresas Brasileiras", de Silva, Brighenti e Klann, que verificou "a
influência do processo de convergência às normas contábeis internacionais do IASB na
relevância da informação contábil divulgada por empresas brasileiras", auxiliando-nos na
compreensão do processo de regulação e normatização da contabilidade no Brasil.
http://dvl.ccn.ufsc.br/congresso_internacional/anais/6CCF/29_16.pdf
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Contabilidade a Luz da Teoria Tridimensional do Direito de Miguel Reale. Revista
Universo Contábil, v.6, n.1, p. 06-27, jan./mar., 2010.
D’AURIA, F. Da história da Contabilidade, especialmente no Brasil. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE CONTABILIDADE, 1, Rio de Janeiro, Anais - 1924.
FILHO, J. M. D.; MACHADO, L. H. B. Abordagens da pesquisa em contabilidade. In:
IUDICIBUS, S. D.; LOPES, A. B. (orgs.). Teoria Avançada da Contabilidade. São Paulo:
Atlas, 2004.
FILHO, J.F.R.; LOPES, J.; PEDERNEIRAS, M. Estudando Teoria da Contabilidade. São
Paulo, editora Atlas, 1ª edição – 2009.
FRANCO, H. Contabilidade Geral. São Paulo: Atlas, 1997.
HENDRIKSEN, E.; VAN BREDA, M. F. Teoria da Contabilidade. Trad. Antônio Zoratto
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IUDÍCIBUS, S.; et al. Contabilidade Introdutória. 11 edição, São Paulo – 2010.
KOTHARI, S. P.; RAMANA, K.; SKINNER, D. J. Implications for GAAP from an analysis of
positive research in accounting. Journal of Accounting and Economics, 50, 246-286,
2010.
LOPES, A. B.; LIMA, I. S. Perspectiva para a pesquisa em contabilidade: o impacto dos
derivativos. Revista de Contabilidade & Finanças, v.15, n.26, p. 25-41, mai./ago., 2001.
SÁ, A. L. Princípios Fundamentais da Contabilidade. São Paulo, editora Atlas, 4ª
edição – 2007.

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