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SISTEMA DE ENSINO CONTABILIDADE GERAL Conceitos Básicos e Princípios Contábeis Livro Eletrônico 2 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Sumário Apresentação .....................................................................................................................................................................4 Conceitos Básicos e Princípios Contábeis ........................................................................................................6 Origem da Contabilidade Moderna ........................................................................................................................6 Cenário Brasileiro Atual ...............................................................................................................................................7 Conceito de Contabilidade .........................................................................................................................................11 Objeto da Contabilidade .............................................................................................................................................17 Objetivo da Contabilidade ........................................................................................................................................ 29 Normas Brasileiras de Contabilidade ...............................................................................................................35 Pronunciamentos Técnicos do CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) .........................39 CPC 00 R2 - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro .....................................................................................................................................................43 Capítulo 1 – Objetivo do Relatório Financeiro para Fins Gerais ........................................................47 Capítulo 2 – As Características Qualitativas de Informações Financeiras Úteis .....................51 Capítulo 3 – Demonstrações Contábeis e a Entidade que Reporta ................................................. 68 Capítulo 4 - Elementos das Demonstrações Contábeis ..........................................................................71 Capítulo 5 – Reconhecimento e Desreconhecimento .............................................................................. 79 Capítulo 6 – Mensuração .......................................................................................................................................... 82 Capítulo 7 – Apresentação e Divulgação ....................................................................................................... 92 Capítulo 8 – Conceitos de Capital e Manutenção de Capital ............................................................... 93 Princípios Contábeis .................................................................................................................................................109 Entidade ............................................................................................................................................................................118 Continuidade ...................................................................................................................................................................119 Oportunidade .................................................................................................................................................................120 Registro pelo Valor Original ..................................................................................................................................121 Competência ..................................................................................................................................................................123 Prudência ......................................................................................................................................................................... 124 Resumo .............................................................................................................................................................................155 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 3 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Questões de Concurso .............................................................................................................................................162 Gabarito ............................................................................................................................................................................172 Gabarito Comentado ................................................................................................................................................. 173 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 4 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo ApresentAção Prezado(a) contador(a). Tudo bem contigo? Espero que sim, que esteja com saúde, com muita disposição e vontade de estudar. Neste seu projeto pessoal, conte comigo. Sou o professor Claudio Zorzo, ministro aulas de contabilidade, auditoria e mercado finan- ceiro para concurso público desde 2000, com dedicação exclusiva à docência desde 2007, quando deixei o serviço público. Sou contador, com cursos de especialização em controladoria, auditoria e análise das de- monstrações contábeis. Hoje vamos começar as nossas aulas sobre a bela, dinâmica e atraente contabilidade. Para ajudá-lo, e tenho certeza que vou, dividi este curso em aulas respeitando uma visão acadêmica do conhecimento. Nelas, apresentarei os conceitos técnicos, sempre objetivos e direcionados para concursos, depois resolverei questões de provas anteriores, para embasar o conceito, conhecer e entender a “linguagem da banca”. Nestas questões, que denomino “DIRETO DO CONCURSO”, trabalharei com várias ban- cas, para que você consiga entender os conceitos de forma geral, sob várias vertentes de interpretação. Ao término de cada aula, comentarei dezenas de questões de prova, especialmente da ban- ca FGV; nas questões de provas anteriores, tratarei de assuntos que estão interligados com a aula anterior, desta forma, em todas as aulas, reforçarei os conceitos básicos de tal maneira que você vai acabar entendendo o que ele quer dizer e compreendendo a sua efetividade den- tro da ciência contábil. Este curso vai te ajudar, tenha certeza disto. Muito bem, feita esta objetiva apresentação, vamos começar nossa primeira aula. Preparado(a)? Então vamos lá. Desejo todo sucesso para você e que consiga atingir o seu objetivo final. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 5 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Conforme meu planejamento inicial, nesta aula vamos estudar os conceitos básicosda contabilidade. Vou começar a aula tratando sobre a origem e a evolução da contabilidade moderna no Brasil; depois, falo sobre as normas do CFC; sobre o CPC e sua estrutura conceitual básica; e, por fim, trato dos princípios contábeis. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 6 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo CONCEITOS BÁSICOS E PRINCÍPIOS CONTÁBEIS origem dA ContAbilidAde modernA Conceitualmente, a contabilidade é uma ciência social que estuda, controla, administra e acompanha a evolução do patrimônio de qualquer pessoa, objetivando representá-lo grafica- mente, evidenciando as suas mutações, por meio das demonstrações contábeis. A contabilidade tem o seu início com a publicação de uma coleção de conhecimentos de aritmética, geometria, proporção e proporcionalidade, em 1494, por Luca Paccioli. Neste do- cumento histórico, o monge franciscano Paccioli, que era um matemático de formação, trata do mecanismo de partidas dobradas como princípio básico da contabilidade, destacando a necessidade do inventário sobre o patrimônio, de livros contábeis e do registro das contas; apresentando, assim, uma base técnica, teórica e escrita para que a arte contábil começasse a ser tratada como ciência. O mecanismo de partidas dobradas, que é o princípio basilar da contabilidade, estabelece que, para toda aplicação de recursos, deva existir uma origem, ou seja, deve ser informado para onde foi o recurso e de onde ele veio, facilitando o controle sobre o patrimônio. Assim, em cada fato contábil, devem existir, no mínimo, duas contas envolvidas, sendo a aplicação debitada e a origem creditada. O trabalho apresentado por Luca Paccioli foi a origem da primeira escola de pensamento contábil – o Contismo. Esta escola estabeleceu que a contabilidade tivesse como objeto a escrituração dos fatos, por meio de contas contábeis, e o objetivo era controlar o patrimônio. Por isto, a essência do mecanismo de partidas dobradas é a identificação das contas que re- presentam, respectivamente, a aplicação e a origem dos recursos. O patrimônio era representado por 5 contas, a saber: bens, direitos, obrigações, ganhos e perdas. Bens e direitos eram as aplicações patrimoniais, as obrigações representavam a ori- gem dos bens e direitos. Os ganhos eram origens oriundas das atividades, que, de certa forma, afetavam diretamente os bens ou direitos; já as perdas eram sacrifícios necessários para a geração de ganhos. Tendo como alicerce a orientação básica do mecanismo de partidas dobradas, a contabili- dade foi objeto de vários estudos científicos, em especial os de Francesco Villa, publicado em 1840; de Giuseppe Cerboni, apresentado em 1867; de Fábio Besta, apresentado em 1880; e de Vicenzo Mais, divulgado em 1923, todos italianos, como Paccioli. Estes estudos deram origem e fortaleceram a Escola Italiana, que tinha como objeto da contabilidade o patrimônio, e a pre- missa básica de que a contabilidade tinha por objetivo o controle sobre o patrimônio. Com a expansão da economia mundial, especialmente a norte-americana, em 1887 surgiu a Escola Americana, que tinha como objetivo melhorar a qualidade da informação contábil, de modo a torná-la mais útil para as empresas e para os usuários das informações, sejam inter- nos ou externos. Neste período, ocorreu a evolução da teoria para a prática contábil. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 7 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Como a Escola Italiana era muito teórica, tanto que é a base da ciência contábil, a Escola Americana direcionou seu estudos para o fornecimento de informações práticas para a toma- da de decisão, padronizando a informação contábil, de modo a facilitar a comparação entre o desempenho das várias empresas por parte dos investidores. A essência da Escola Americana é o fornecimento de informações confiáveis, oportunas e compreenssíveis. Foi esta escola a responsável pela divisão da contabilidade em financeira (demonstrações contábeis) e geren- cial (análise e custos). A contabilidade financeira é voltada para a geração de informações que atendam aos an- seios do público externo, estas informações são apresentadas por meio das demonstrações contábeis. A contabilidade gerencial visa ao fornecimento de informações aos administrado- res da empresa, ou seja, ao público interno, por meio do fornecimento de informações sobre os custos e as despesas em geral. As duas escolas, Italiana e Amerciana, complementam-se, ou seja, uma não contradiz a outra - o que existe é uma evolução do objetivo da contabilidade, passando do mero controle patrimonial para o fornecimento de informações úteis. Cenário brAsileiro AtuAl A contabilidade brasileira, inicialmente, seguia as bases da Escola Italiana, pois a primeira lei das S/As - Sociedades Anônimas - editada no Brasil, o Decreto-Lei número 2.627 de 1940, era nitidamente influenciada pela escola patrimonialista italiana. Com a expansão empresarial e a necessidade de fomentar o mercado com informações sobre a situação das empresas, o Brasil passou a adotar, na década de 50, a Escola Americana. Esta escola, no Brasil, foi a base da elaboração dos Princípios de Contabilidade, apresentados pelo CFC – Conselho Federal de Contabilidade, e da publicação da Lei 6.404/76, conhecida como Lei Societária, que trata das demonstrações financeiras. Por isto, podemos entender que a legislação contábil no Brasil, com essa lei, passou a ser embasada na Escola Americana, pois ela estabelece um padrão para a estrutura das demonstrações contábeis de acordo com a forma norte-americana de apresentação, destacando a apresentação do balanço patrimonial em ordem decrescente de liquidez para o ativo e decrescente de exigibilidade para o passivo. A Lei 6.404/76 passou por uma grande atualização com a apresentação da Lei 11.638/07 e com a Lei 11.941/09. A Lei 11.638 orienta, entre outros pontos, o equacionamento das normas contábeis brasileiras às normas internacionais emitidas pelo IASB (International Accounting Standards Board). Estas normas destacam a necessidade de fornecer relatórios com infor- mações confiáveis e precisas que possam ser entendidas pelos usuários e estejam de acordo com as normas aplicadas na maioria dos países. Com o advento da Lei 11.638/07, estabelece-se uma mudança de foco na legislação con- tábil, onde o objetivo da contabilidade passa a ser a diminuição da assimetria informacional por meio do fornecimento de informações fidedignas, tendo como base de sustentação os O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 8 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo padrões contábeis do IASB, destacando a primazia da essência econômica sobre a forma jurí- dica, ou seja, a primazia do controle de um recurso sobre a sua propriedade. A Lei 11.941/09, que alterou a Lei 11.638 e a Lei 6.404, veio para fazer alguns ajustes tribu- tários, visando a atender algumas solicitações do fisco federal. Vejaa seguinte síntese da evolução das leis: O Brasil vive hoje, portanto, um momento de nova transição e está norteando seus rumos contábeis em direção às normas internacionais, afastando-se das normas norte-americanas. Esta atualização na nossa legislação era necessária, pois o Brasil é um país que recebe inves- timentos externos de todo o mundo, e o seu mercado mobiliário tem crescido consideravel- mente. A cada ano, um grande número de empresas nacionais está captando recursos com investidores internacionais, por meio de parcerias, vendas de ações ou de outros instrumentos financeiros, normalmente com taxas de juros baixas. O objetivo da captação de recursos é me- lhorar a saúde financeira da empresa para conseguir atuar no mercado nacional e internacional com as mesmas condições dos concorrentes. Para conseguir captar recursos, é necessário que uma empresa esteja preparada para for- necer não só produtos competitivos, como também informações de qualidade, seguras e fi- dedignas, o que atualmente é feito pela apresentação das demonstrações contábeis e suas respectivas notas explicativas. As demonstrações contábeis, que compõem o conjunto das informações contábeis, devem ser preparadas em uma linguagem acessível ao maior número possível de usuários da informação contábil, especialmente aos usuários externos. O grande problema da divulgação de informações para os interessados reside no fato de que, em alguns países, as diferenças de normas contábeis são significativas e, quando aplica- das, as demonstrações contábeis seguem estruturas e critérios de avaliação diferentes, apre- sentando situações financeiras, econômicas e patrimoniais diferentes. O resultado econômico O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 9 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo informado por uma empresa no Brasil pode ser diferente daquele informado pela empresa de acordo com as regras internacionais, tendo como consequência uma dificuldade de análise quanto à comparabilidade das demonstrações contábeis. A importância de que todos os mercados utilizassem a mesma linguagem contábil levou à criação de uma entidade conhecida como IASC - International Accoutingg Standard Commit- tee, em 1973, por representantes da Austrália, do Canadá, da França, da Alemanha, do Japão, do México, da Holanda, do Reino Unido, da Irlanda e dos Estados Unidos. Em 2001, foi fundado, em Londres, Inglaterra, o IASB - International Accounting Standards Board, entidade sucessora da IASC. Atualmente, as normas emanadas pelo IASB são aceitas em mais de 160 países. O IASB tem como compromisso principal desenvolver um modelo único de normas con- tábeis internacionais de alta qualidade, que requeiram transparência e comparabilidade na elaboração de demonstrações contábeis e que atendam ao público interessado nas infor- mações contábeis, sejam eles investidores, administradores, analistas, pesquisadores ou quaisquer outros usuários e leitores de tais demonstrações. O IASB emite pronunciamentos contábeis de abrangência internacional, que são denominados International Financial Repor- ting Standards – IFRS. A equiparação das normas nacionais às normas internacionais requer um destaque na importância do CPC – Comitê de Pronunciamento Contábil. O CPC nasceu ao final de 2005, da união das seguintes entidades: CFC – Conselho Federal de Contabilidade; IBRACON – Instituto Brasileiro de Contadores; FIPECAFI - Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras; BOVESPA – Bolsa de Valores de São Paulo; APIMEC – Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais; e ABRASCA – Associação Brasileira de Companhias abertas. O CPC tem como missão integrar as regras contábeis aos padrões internacionais, por meio de uma participação, no debate interno, de representantes de todos os setores do mercado brasileiro, como o governo, a iniciativa privada e os órgãos acadêmicos, com o objetivo final de emitir Pronunciamentos Técnicos sobre contabilidade para permitir a emissão de normas pelas entidades reguladoras brasileiras, visando à centralização e à uniformização do seu pro- cesso de produção de informações, levando sempre em conta a convergência da Contabilida- de brasileira aos padrões internacionais emanados pelo IASB. O CPC, respeitando as possíveis diferenças estruturais, tem o mesmo poder orientador que o IASB, pois os pronunciamentos do CPC são orientações de cunho técnico - e não de- terminações legais. Estes pronunciamentos são oficializados pelas normas emanadas pelos organismos ofi- ciais, como a CVM, o BACEN e o CFC, assim, é importante entender que um pronunciamento do CPC pode ser normatizado por vários documentos oficiais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 10 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Obs.: � Por exemplo � O pronunciamento conceitual básico do CPC, denominado CPC 00, que apresenta a Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, foi aprovado pelos seguintes organismos: � - CFC – NB TG Estrutura Conceitual; � - CVM – deliberação 675/11; � - SUSEP – circular SUSEP 517/15; � - BACEN – resolução 4.144/12; � - ANEEL – ofício circular 2.775/08; � - ANTT – comunicado SUREG 1/09. Com respeito à legislação e à normatização contábil brasileira vigentes, julgue o item subsequente. 001. (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) A Lei n.º 6.404/1976, ou Lei das Sociedades por Ações, originalmente elaborada em consonância com as teorias da Escola Italiana de Contabilidade, foi, nos últimos anos, modificada para atender a convergência da contabilidade brasileira às normas internacionais de contabilidade do IASB. A Lei 6.404/76 abarcava a Escola Norte-Americana. As leis 11.638/07 e 11.941/09 abarcam a Escola Internacional. Errado. Com relação à Ciência Contábil e suas características, julgue os itens que se seguem. 002. (CESPE/STM/CONTADOR/2011) No Brasil, a Ciência Contábil, desde as últimas altera- ções na Lei n.º 6.404/1976, vem se afastando da escola italiana, ao mesmo tempo em que se aproxima da escola norte americana. A Lei 6.404/76 foi elaborada tendo como base a Escola Americana de Contabilidade e, neste momento, afastava-se da Escola Italiana. As alterações que ocorreram na Lei 6.404/76 busca- ram a convergência das normas nacionais às normas internacionais emitidas pelo IASB. Assim, as alterações apresentadas pelas novas leis foram para adequá-la à Escola Internacio- nal, afastando-se da Escola Americana. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 11 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Acerca da Lei n.º 6.404/1976 e suas alterações recentes, julgue os itens que se seguem. 003. (CESPE/FUB/CONTADOR/2011) As alterações promovidas pela Lei n.º 11.638/2007 e posteriores tiveram por finalidade criar alternativas às normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB, dadas as condições reais da economia brasileira. Asalterações promovidas pelas leis 11.638 e 11.941 não tiveram a finalidade de CRIAR ALTER- NATIVAS, mas, sim, de promover a convergência das normas nacionais às internacionais. É importante destacar que a convergência às normas internacionais de contabilidade, no Bra- sil, teve seu marco legal com a promulgação da Lei 11.638/2007, que determinou a adoção dos padrões internacionais de contabilidade. Errado. ConCeito de ContAbilidAde O primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na cidade do Rio de Janeiro, em agosto de 1924, estabeleceu e formulou alguns conceitos oficiais para a contabilidade, com o objetivo de dar uma formalidade oficial para a matéria. Ficou estabelecido, na reunião, o seguinte conceito para a contabilidade: É a ciência aplicada (social) que estuda a prática e as funções de orientação, de controle e de regis- tro, relativos aos atos e aos fatos de administração econômica. Junto ao conceito de contabilidade, foram formalizadas outras informações e outros con- ceitos relacionados à disciplina; o interessante é que estes conceitos têm sido cobrados em provas atualmente; os principais são: − Escrituração: registro metódico dos fatos administrativos de ordem econômica; − Contabilista: profissional versado nos estudos de contabilidade; profissional que exe- cuta os trabalhos de contabilidade; − Contabilizar: significa organizar o patrimônio e as informações de acordo com as normas contábeis, respeitando um processo sistemático; − Digrafia: consiste em afirmar que a escrituração dos fatos será feita por partidas dobradas. Destes conceitos básicos, podemos inferir algumas informações que estudaremos nas nossas aulas, por exemplo: • A contabilidade é uma ciência social; • O foco da contabilidade é administração econômica de atos e fatos; • São escriturados somente os fatos, os atos são controlados; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 12 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo • O profissional responsável deve ser um contabilista; • Contabilizar é respeitar um sistema de informações contábeis; • A digrafia contábil é a aplicação do mecanismo de partidas dobradas, em que, para toda aplicação de recurso, deverá existir uma origem. Quando a banca tratar deste assunto, lembre-se do seguinte: − Contabilidade = ciência social; − Digrafia = partidas dobradas; − Escrituração = fatos contábeis; − Profissional = contabilista. Como nosso objetivo, nesta aula, é tratar da ciência contábil, vou começar conceituan- do ciência: É todo o conhecimento adquirido através do estudo ou da prática, baseado em axiomas. Mas simplesmente, expandindo os termos: estudo ou prática” podemos dizer que Ciência é algo sistematizado, que tem um objeto, um objetivo, uma finalidade, um campo de aplicação e um princípio básico. Assim, a contabilidade é uma ciência porque possui objeto de estudo, que é o patrimô- nio; tem um método próprio de análise e prática, que é a escrituração contábil; e possui um axioma básico, que é o mecanismo das partidas dobradas, em que “todo débito possui um crédito correspondente”. As ciências sociais analisam as manifestações e os relacionamentos da sociedade, quer materiais, quer simbólicas. Dentro da classificação de ciência, a contabilidade faz parte das ciências sociais, pois trata de relacionamentos entre pessoas. Estas pessoas representam a origem e a aplicação O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 13 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo no patrimônio, dentro de uma sociedade, com implicações internas e externas, dado que va- riações nesse patrimônio afetam de alguma forma o meio em que ele está inserido. Veja um conceito completo e atual de contabilidade: “É a ciência social que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração e a divulgação desses fatos, com o objetivo de oferecer infor- mações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial aos usuários.” (Hilário Franco) Já sabemos que a contabilidade é uma ciência social. Social porque tem relacionamento envolvido; ciência porque tem objeto, objetivo, finalidade, campo de aplicação e axioma básico. Agora, vamos ver os seguintes pontos da excitante contabilidade: • Objeto – Patrimônio; • Objetivo – Fornecer informações; • Finalidade – Controlar o patrimônio; • Campo de aplicação – Qualquer pessoa física ou jurídica; • Princípio básico – Partidas dobradas. Vimos que toda ciência social trata de relacionamentos; na contabilidade, não é diferente, ela trata do relacionamento entre contas que compõem o patrimônio, por meio de débitos e créditos; estes débitos e créditos representam a essência do ato de registar o que a contabili- dade está disposta a demonstrar. Por isto, é necessário que você saiba que a contabilidade como ciência social trata do pa- trimônio por meio de conhecimentos obtidos por metodologia racional, com as condições de generalidade, certeza e busca das causas. • Metodologia Racional, pois possui uma sistemática própria (objeto, objetivo e finalida- de) e aplica-se a algo prático; • Generalidade, pois trata de informações para qualquer pessoa, não há um usuário es- pecífico; • Certeza, pois a informação deve ser fidedigna e factual, embasada em fatos; • Busca de causas, pois deve ser provado cada fato com documentos que lhe originaram. Estas qualidades que fazem com que a contabilidade, como ciência, distinga-se da es- crituração contábil, pois a escrituração é um meio técnico e disciplinado para registrar a mo- vimentação dos fatos patrimoniais e de evidenciá-los, enquanto a ciência se ocupa tanto do fenômeno patrimonial e da explicação do que ocorre com o patrimônio em suas muitas trans- formações, com lastro em teorias e teoremas, quanto de um conjunto de conceitos. A seguir, vou apresentar uns excertos de questões de provas e algumas questões, para que você consiga visualizar como as bancas têm cobrado o assunto. Quando eu for tratar do assunto conforme a visão da banca, utilizarei a expressão DIRETO DO CONCURSO. 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A contabilidade como ciência social trata do patrimônio por meio de conhecimentos obtidos por metodologia racional, com as condições de generalidade, certeza e busca das causas. Certo. Acerca das noções básicas de contabilidade,julgue o item. 005. (QUADRIX/CRO-AC/TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) A contabilidade tem objeto determinado, mas não pode ser considerada como uma ciência porque sua metodologia não leva à certeza das causas dos fenômenos. Contabilidade é a ciência social que, por meio de metodologia própria, estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no PATRIMÔNIO das aziendas, mediante o registro, a demons- tração e a divulgação desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial aos usuários. Errado. Julgue os itens a seguir, relativos a contabilidade. 006. (CESPE/CGE-PE/AUDITOR/2010-ADAPTADA) A contabilidade é uma ciência exata A assertiva é bem simples, pois basta saber que a contabilidade é uma ciência social - e não exata. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 15 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Com relação a conceitos, objetivos e finalidades da contabilidade, julgue os itens que se seguem 007. (CESPE/FUB/TÉCNICO CONTÁBIL/2014) A contabilidade consiste em um sistema de informações financeiras destinado a identificar, registrar e comunicar os eventos econômicos de uma organização A CONTABILIDADE é uma ciência social que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração e a divulgação desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o re- sultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial aos usuários. Certo. Considerando que a contabilidade é a ciência que estuda os fenômenos patrimoniais sob o aspecto da finalidade organizacional, julgue o item a seguir, no que se refere a conceitos, obje- tivos e finalidades da contabilidade. 008. (CESPE/DPF/AGENTE/2018) A contabilidade integra o rol das ciências exatas por estar dedicada à mensuração da riqueza do ente contábil. Note que, novamente, a banca quer tratar a contabilidade como uma ciência exata, contudo sabemos que ela é uma ciência social, pois trata de relacionamento entre as contas. Errado. 009. (FCPC/UNILAB/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Existe um conceito oficial de contabilidade formulado no Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade. Assinale a opção que corrobora com esse conceito oficial. a) Contabilidade é uma ciência aplicada que estuda e pratica as funções de orientação, de controle e de registro relativas à Administração Econômica. b) Contabilidade estuda o patrimônio do ponto de vista econômico e financeiro, observando seus aspectos quantitativo e específico e as variações por ele sofridas. c) Contabilidade é a ciência que controla o patrimônio das empresas, mediante registro, de- monstração expositiva, confirmação, análise e interpretação dos fatos nele ocorridos. d) Contabilidade é a técnica especial concebida para, registrar, reunir e interpretar os fenôme- nos que afetam as situações patrimoniais, financeiras e econômicas de qualquer empresa. e) Contabilidade é a técnica de registrar todas as transações de uma companhia, que possam ser expressas em termos monetários, e de informar os reflexos dessas transações na situação dessa companhia. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 16 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo O Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na cidade do Rio de Janeiro, em agos- to de 1924, estabeleceu que contabilidade é a ciência social que estuda a prática e as funções de orientação, de controle e de registro, relativos aos atos e aos fatos de administração econômica. Letra a. 010. (CESGRANRIO/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO/2018) Muitas são as definições de Contabilidade apresentadas pelos autores contábeis, variando, ligeiramente, de acordo com sua corrente doutrinária. Entretanto, todos os conceitos, de uma forma ou de outra, convergem para a definição cunhada no I Congresso Brasileiro de Contabilidade. Nesse Congresso, a Contabilidade foi definida como sendo a ciência que, em relação aos atos e fatos da administração econômica, pratica as funções de a) anotação, mensuração e contagem b) comprovação, verificação e acompanhamento c) informação, medição e evidenciação d) levantamento, marcação e apropriação e) orientação, controle e registro O Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na cidade do Rio de Janeiro, em agosto de 1924, estabeleceu que a contabilidade é a ciência social que estuda a prática e as funções de orientação, de controle e de registro, relativos aos atos e aos fatos de adminis- tração econômica. Letra e. 011. (VUNESP/MPE-SP/CONTADOR/2019) Assinale a alternativa que define corretamente a Contabilidade. a) É uma ciência que se desenvolve com o objetivo de controlar o caixa de uma entidade finan- ceira. São entidades financeiras todas aquelas que possuam uma conta caixa. b) É uma ciência que define na empresa um sistema de informações contábil que tem por obje- tivo subsidiar a tomada de decisões sobre entidades econômicas. São entidades econômicas pessoas físicas ou jurídicas que tomem decisões sobre recursos econômicos. c) Corresponde ao registro dos itens do ativo e do passivo que tenham ou não valor econômi- co. O valor econômico de um ativo é definido como sendo o seu custo histórico de aquisição. d) É uma ciência exata que permite mensurar objetivamente o patrimônio líquido das entida- des econômicas. O patrimônio líquido corresponde à diferença entre os grupos ativo intangível e passivo intangível. e) É uma ciência histórica que tem por finalidade a evidenciação das operações de uma entida- de com o objetivo principal de possibilitar ao estado o exercício da tributação e a cobrança do cumprimento das obrigações assessórias. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 17 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo A contabilidade é uma ciência social que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no pa- trimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração e a divulgação desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial aos usuários. Note que a contabilidade se utiliza de um sistema de informações para atender ao seu obje- tivo, que é fornecer informações aos usuários internos e externos, que podem ser pessoas físicas ou jurídicas. Letra b. 012. (IBADE/JARÚ-RO/CONTADOR/2019) Pode-se definir Contabilidade como: a) a técnica que tem por objetivo o estudo das variações quantitativas e qualitativas ocorridas no patrimônio das entidades. b) a ciência que tem por objetivo o estudo das variações quantitativas e qualitativas ocorridas no patrimônio das entidades. c) um segmento da contabilidade que se preocupa só com o patrimônio das entidades. d) é a técnica que evolui para que seus usuários possam tomar decisões. e) é a técnica que elabora os demonstrativoscontábeis. O Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na cidade do Rio de Janeiro, em agosto de 1924, estabeleceu que contabilidade é a ciência aplicada que estuda a prática e as funções de orientação, de controle e de registro, relativos aos atos e aos fatos de admi- nistração econômica. Letra b. objeto dA ContAbilidAde O objeto delimita o campo de abrangência de uma ciência, tanto nas ciências formais quan- to nas factuais, das quais fazem parte as ciências sociais. Na Contabilidade, que é uma ciência social, o objeto é sempre o PATRIMÔNIO de uma enti- dade, definido como um conjunto de bens, direitos e obrigações para com terceiros, pertencen- te a uma pessoa física, a um conjunto de pessoas (como ocorre nas sociedades informais) ou a uma sociedade ou instituição de qualquer natureza, independentemente da sua finalidade, que pode, ou não, incluir o lucro. Deixe a banca perguntar o que ela quiser e da forma que ela quiser, o OBJETO DA CONTABILI- DADE é sempre o PATRIMÔNIO. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 18 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Patrimônio de forma simples é denominado de conjunto dos RECURSOS que representam os bens, direitos e obrigações das pessoas. O Conselho Federal de Contabilidade apresentou um conceito mais completo para o Patrimô- nio Público, como a contabilidade é una, o conceito pode ser explorado na contabilidade geral. Veja: Patrimônio público é o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, ad- quiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelas entidades do setor público, que seja portador ou represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor público e suas obrigações. Vou aproveitar a exuberância de detalhes deste conceito e tratar de cada uma das qualida- des dos bens e direitos, pois elas se aplicam à contabilidade geral também: − Tangíveis – são os bens que possuem corpo, matéria; − Intangíveis – são os bens incorpóreos; − Onerados – bens e direitos que podem ser dados como garantia ou exigem um pa- gamento; − Não onerados – bens e direitos que não podem ser utilizados como garantia ou não exigem pagamento; − Adquiridos – são os bens e direitos comprados, à vista ou a prazo; − Formados – foram criados pela empresa (por exemplo, a marca); − Produzidos – bens industrializados (por exemplo, a produção, a transformação dos insumos em produto); − Recebidos – bens e direitos recebidos como doação; − Mantidos – bens e direitos sob o domínio da empresa (usufruto); − Utilizados – bens e direitos de uso, fazem parte das atividades operacionais (máqui- nas e equipamentos). Por bens entende-se o conjunto de coisas que possuem valor econômico e que podem ser convertidas em dinheiro; normalmente, são utilizadas na realização do objetivo principal da empresa. Estes bens podem ser tangíveis ou intangíveis. Os bens tangíveis são de fácil identificação, querem ver? Levantem a cabeça e olhem ao redor... quantas coisas vocês estão vendo? Identifiquem cinco coisas. Eu fiz isto aqui no meu escritório e identifiquei: − 1. Computador; − 2. Impressora; − 3. Mesa; − 4. Cadeira; − 5. 2 cachorros, o Fredo e o Floqui. 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Como exemplo de bens intangíveis, temos o capital intelectual, a marca, um direito de ex- ploração de um espaço comercial e o direito de explorar uma franquia. Direitos são os recursos que a empresa tem a receber ou a recuperar junto a terceiros; re- presentam os créditos da empresa junto aos terceiros. Guarde o seguinte: Só existe direito em uma empresa porque alguém deve alguma coisa para ela. Por exemplo: duplicata a receber, contas a receber, clientes, impostos a recuperar, entre outros. Já as obrigações representam as dívidas, os valores que devem ser pagos pela empresa junto aos terceiros. As obrigações representam os débitos, por isto são um exigível, aquilo que empresa terá que pagar para alguém. Por exemplo: contas a pagar, duplicatas a pagar, fornecedores, impos- tos a recolher, etc. Dúvida de Sala de Aula Estava ministrando aula em Goiânia, num curso onde tinham alguns alunos iniciantes, pes- soas que estavam tendo o primeiro contato com a matéria. Em certo momento da aula, uma jovem, toda receosa, perguntou: - Professor, o senhor sempre fala de terceiros, quem são os primeiros e os segundos? A dúvida parece ser simples, entretanto envolve um conhecimento aprofundado da teoria contábil, pois, no estabelecimento da contabilidade como ciência, temos a Teoria Personalista, que designa as relações da entidade. Assim, respondendo à dúvida: • O primeiro é a empresa, a personalidade jurídica; • Os segundos são os sócios, aqueles que têm responsabilidade indireta pelas negocia- ções do primeiro; • Os terceiros são os credores e devedores em relação ao primeiro, ou seja, são as obriga- ções (fornecedores) e os direitos (clientes) da empresa. Não esqueça que o patrimônio é representado por contas contábeis. Abaixo, apresento uma pequena relação de contas com a sua identificação, para que vocês consigam visualizar a composição dos bens, dos direitos e das obrigações: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 20 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Bens Direitos Obrigações Caixa Banco conta corrente Banco conta empréstimo Estoque Duplicatas a receber Duplicatas a pagar Móveis Contas a receber Contas a pagar Computadores Debêntures adquiridas Debêntures emitidas Equipamentos Empréstimos a receber Empréstimos a pagar Veículos Despesas antecipadas Receitas antecipadas Imóveis Adiantamento a cliente Adiantamento de cliente Terrenos Adiantamento a fornecedor Adiantamento de fornecedor Obras em andamento Aplicações financeiras Derivativos a pagar Marcas e patentes Empréstimos a sócios Empréstimos de sócios Minas – jazidas Impostos a recuperar Impostos a recolher A representação gráfica para fins de divulgação do patrimônio é feita em uma demonstra- ção denominada Balanço Patrimonial. Ele é composto por um grupo de contas, que são: ativo, passivo e patrimônio líquido. − Os bens e direitos = formam lado ativo do patrimônio, representam o potencial eco- nômico da empresa. − As obrigações = apresentam o lado passivo do patrimônio. Do conceito de patrimônio surge o patrimônio líquido.Assim, patrimônio é diferente de patri- mônio líquido. Contabilmente, o Patrimônio Líquido é a situação líquida do patrimônio, ou seja, representa o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos seus passivos. PL = bens + direitos – obrigações Notou que, estruturalmente, o PL é uma sobra? Veja que, do total dos bens e direitos da empresa, são retiradas as dívidas, assim, o PL representa o que é da empresa mesmo, devido a isto, é denominado CAPITAL PRÓPRIO da entidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 21 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Balanço Patrimonial Ativo bens + direitos Passivo obrigações Patrimonio líquido capital próprio PARA NÃO ESQUECER TUDO O QUE UMA EMPRESA TEM NO ATIVO É DE TERCEIROS (PASSIVO) OU É DOS SÓCIOS (PL). No entanto o patrimônio também é objeto de outras ciências sociais – por exemplo, da Economia, da Administração e do Direito – que o estudam sob ângulos diversos daquele da contabilidade, que o estuda nos seus aspectos quantitativos (valores) e qualitativos (compo- sição). O ponto de vista sob o qual esse objeto é estudado difere de uma ciência para outra - e isto tem sido exigido em alguns concursos. Para o Direito, o patrimônio é a representação econômica da pessoa e a sua natureza jurídica é a de universalidade de direitos e obrigações. Assim, denomina-se patrimônio o complexo de direitos e obrigações pecuniariamente apreciáveis inerentes a uma pessoa, compreendendo as coisas, os créditos e débitos, enfim, todas as relações jurídicas de conteúdo econômico das quais participe ativa ou passivamente a entidade. A Lei 6.404/76, denominada Lei das Sociedades Anônimas, que é muito cobrada nas provas de concurso, pois trata da contabilidade societária, em seu artigo 178 apresenta o seguinte: No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia § 1º No ativo, as contas serão dispostas, nos seguintes grupos: I – ativo circulante; e II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível. § 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: I – passivo circulante; II – passivo não circulante; e III – patrimônio líquido. 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A justificativa contábil é a de que o sócio não empresta dinheiro para a empresa; ele aplica no capital social, para que ocorra a maturação de seu investimento com a continuidade das ati- vidades; então, ele não quer “receber” o dinheiro de volta em um tempo pré-determinado, como os terceiros querem; ele quer que seu investimento se valorize com o crescimento da empresa. O PULO DO GATO Para não cair nas artimanhas da banca, fazendo uma relação entre a legislação (Código Civil e Lei 6.404) e as normas contábeis, podemos inferir que o passivo é dividido em exigível (dívidas com terceiros) e não exigível (dívidas com os sócios). Para contextualizar, apresento a estrutura do patrimônio no Balanço Patrimonial: Patrimônio Ativo Bens “Coisas” Tangíveis e intangíveis Direitos “Haveres” a receber ou a recuperar Passivo Obrigações com terceiros “passivo exigível” Obrigações com os sócios “Não exigível” Patrimônio Líquido Outro ponto que merece destaque em relação ao tema é a confusão feita entre patrimônio e capital. Entendo que a relação entre os conceitos de capital e patrimônio é complementar, pois o patrimônio é originado do capital de alguém, ou seja, para existir patrimônio em uma empre- sa, alguém deve ter dado o seu capital para ela, desta forma, o capital de alguém é a origem do ativo; sendo que o ativo pode ser originado do capital dos sócios (PL) ou do capital de terceiros (passivo). É importantíssimo entender que, contabilmente, capital representa uma riqueza de alguém - e este alguém decidiu aplicar esta riqueza em uma empresa. Por isto que surgem expressões como capital total aplicado, capital de terceiros ou capital próprio - Todas estas expressões têm relação direta com o conceito de patrimônio. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 23 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Empresa (Azienda) Ativo = Capital à disposição da empresa Passivo = Capital de terceiros PL = Capital dos sócios PEGADINHA DA BANCA As bancas gostam de confundir os concorrentes, cobrando outras denominações para os com- ponentes de patrimônio e capital. Para evitar que vocês sejam “enganados”, apresento, abaixo, uma relação de sinônimos: Ativo Patrimônio bruto Capital total Capital aplicado Realizável Passivo Patrimônio de terceiros Capital alheio Exigível Patrimônio Líquido Capital próprio Não exigível Da demonstração do patrimônio no balanço patrimonial surge a equação patrimonial, que é: Ativo = Passivo + Patrimônio líquido Bens + direitos = obrigações exigíveis + capital próprio da empresa O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 24 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Esta equação é também apresentada com as seguintes denominações: Patrimônio bruto = patrimônio alheio + patrimônio líquido Capital total aplicado = capital de terceiros + capital próprio O patrimônio também é objeto de outras ciências sociais – por exemplo, da Economia, da Administração e do Direito – que, entretanto, estudam-no sob ângulos diversos daquele da contabilidade, que o estuda nos seus aspectos quantitativos e qualitativos. A contabilidade busca, primordialmente, apreender, no sentido mais amplo possível, e en- tender as mutações sofridas pelo patrimônio, tendo em mira, muitas vezes, uma visão pros- pectiva de possíveis variações. As mutações tanto podem decorrer da ação do homem quanto, embora quase sempre se- cundariamente, dos efeitos da natureza sobre o patrimônio. Acerca dos temas fundamentais da contabilidade, julgue o item. 013. (QUADRIX/CREA-TO/CONTADOR/2019) A contabilidade é uma ciência que dispõe de objeto de estudo e metodologia próprios. Na contabilidade, que é uma ciência social, o objeto é sempre o PATRIMÔNIO de uma entidade, no entanto o patrimônio também é objeto de outras ciências sociais que o estudamsob ângu- los diversos daquele da contabilidade. Certo. Considerando que a contabilidade é a ciência que estuda os fenômenos patrimoniais sob o aspecto da finalidade organizacional, julgue o item a seguir, no que se refere a conceitos, obje- tivos e finalidades da contabilidade. 014. (CESPE/DPF/AGENTE/2018) Sob a ótica citada, o objeto da contabilidade é o patrimô- nio do ente contábil específico. O objeto de estudo da contabilidade é o patrimônio de qualquer pessoa, ou seja, de qualquer ente específico. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 25 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Com relação à Ciência Contábil e suas características, julgue os itens que se seguem. 015. (CESPE/STM/CONTADOR/2011) O objeto da contabilidade é o patrimônio, constituído pelo conjunto de bens, direitos e obrigações próprios de determinado ente. A questão tratou do conceito de patrimônio e destacou que o patrimônio é da entidade. É bom lembrar que o patrimônio é da entidade, mas a entidade não é do patrimônio, isto tem relação com a autonomia patrimonial. Certo. Com referência a conceitos básicos de contabilidade, julgue os itens seguintes. 016. (CESPE/TRE-ES/CONTADOR/2011) A confusão normalmente feita entre os termos ca- pital e patrimônio é causada pelo fato de, na contabilidade, o capital ser constituído pelo patri- mônio líquido, enquanto o patrimônio é formado pelo ativo total das entidades. A questão tratou do conceito de patrimônio e de capital, para responder basta lembrar que patrimônio é o conjunto dos bens, direitos e obrigações, e capital é a origem do patrimônio; ou seja, para existir o patrimônio em uma empresa, alguém aplicou o seu capital. O capital total é o patrimônio bruto da entidade, ou seja, o seu ativo, que foi originado pelo ca- pital de terceiros (passivo) e pelo capital próprio (PL). Assim, a questão apresentou o conceito de forma invertida, pois o patrimônio líquido é forma- do pelo capital próprio, e o patrimônio é formado pelo ativo e pelo passivo. Errado. 017. (COSEAC/UFF/ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO/2015) O objeto da Contabilidade é: a) o capital. b) a empresa. c) a riqueza. d) o patrimônio. e) o dinheiro. Uma questão simples. A contabilidade é uma ciência social; tem por objeto o PATRIMÔNIO; por objetivo fornecer in- formações úteis, com a finalidade de controlar o patrimônio; seu campo de aplicação são tanto as aziendas quanto os usuários internos e externos. Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 26 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo 018. (IDIB/CRF-RJ/CONTADOR/2018) O patrimônio é definido como sendo: a) O conjunto de bens tangíveis e intangíveis de propriedade de uma empresa. b) São bens da empresa utilizados para atingimento de seus objetivos. c) São bens, valores e as obrigações com sócios e terceiros. d) Conjunto de bens, direitos e obrigações pertencentes a uma determinada entidade. Vimos, na aula, que o patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma entidade. Valores não é o mesmo que direito. Lembre-se que as obrigações podem ser junto aos terceiros (passivo exigível) ou junto aos sócios (patrimônio líquido). Letra d. 019. (UFMT/ TJ-MT/ CONTADOR/2016) Patrimônio Bruto é o mesmo que: a) Capital Aplicado. b) Capital Fixo. c) Capital Próprio. d) Capital de Terceiros. A questão trata de um sinônimo de ativo, fica fácil demais responder; basta lembrar que o ativo é o patrimônio bruto, que é o mesmo que capital aplicado. Mole, mole, mole... Letra a. 020. (IBADE/DEPASA-AC/CONTADOR/2019) De acordo com a Resolução CFC n. 774 de 16 de dezembro de 1994 do Conselho Federal de Contabilidade, o objeto de estudo da contabili- dade em seus aspectos qualitativos e quantitativos, denomina-se: a) Aziendas. b) Patrimônio Líquido. c) Controle do Patrimônio. d) Ação Administrativa. e) Patrimônio. Segundo a referida resolução na contabilidade, o objeto é sempre o PATRIMÔNIO de uma enti- dade, definido como um conjunto de bens, direitos e obrigações para com terceiros, pertencen- te a uma pessoa física, a um conjunto de pessoas, como ocorre nas sociedades informais, ou a uma sociedade ou instituição de qualquer natureza, independentemente da sua finalidade, que pode, ou não, incluir o lucro. Letra e. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 27 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo 021. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2017) O conceito de pa- trimônio de uma empresa abrange a) bens e direitos mais obrigações. b) bens e direitos menos obrigações. c) bens e direitos apenas. d) bens tangíveis e direitos. e) bens tangíveis e bens intangíveis. Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculado a uma pessoa ou a uma entidade. Representa a soma dos bens + direitos + obrigações de uma entidade. Letra a. 022. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/ANALISTA CONTÁBIL/2016) As Ciências Contábeis, as- sim como qualquer outra área de conhecimento, possuem um objeto de estudo. Assinale a alternativa que apresenta o objeto de estudo da Contabilidade. a) Riqueza da empresa. b) Balanço Patrimonial (BP) c) Bens, Direitos, Obrigações, Receitas, Despesas, Contas a Receber e a Pagar. d) Patrimônio. e) Método das Partidas Dobradas. O objeto de estudo da contabilidade é o PATRIMÔNIO das entidades econômicas-administra- tivas, as aziendas. Letra d. 023. (INSTITUTO AOCP/JUIZ DE FORA/CONTADOR/2016) O objeto de estudo da contabili- dade é o Patrimônio das Entidades. Considerando essa afirmação, assinale a alternativa que apresenta o conceito de Patrimônio. a) Conjunto de Bens e Direitos das Entidades. b) Conjunto de Bens, Direitos e Obrigações das Entidades. c) Conjunto de Bens e Direitos menos as Obrigações das Entidades. d) Conjunto de Ativos menos Passivos e Patrimônio Líquido das Entidades. e) Bens Tangíveis e Intangíveis da Entidade. Patrimônio é o conjunto de bens direitos e obrigações vinculados a uma pessoa física ou jurí- dica, com ou sem fins lucrativos. Letra b. 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(INSTITUTO AOCP/UFPB/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Assinale a alternativa que repre- senta o conceito de Bens sob a ótica da contabilidade. a) São itens corpóreos mensuráveis em dinheiro que podem integrar o patrimônio das entida- des para utilização futura, tais como marcas e patentes. b) São os itens que estão em poder de terceiros que podem ser utilizados de forma imediata. c) São itens incorpóreos que são mensuráveis em dinheiro que podem ser tocados, tais como máquinas e veículos. d) São os direitos de terceiros em poder daentidade. e) São itens tangíveis e intangíveis quantificáveis em dinheiro e que integrarão o patrimônio da entidade para utilização imediata. Os bens representam os ativos tangíveis (máquinas, equipamentos, estoques, etc.) e intangí- veis (marca, fórmulas, softwares, etc.) que podem ser mensurados economicamente e serão utilizados, pela empresa, nas suas atividades comerciais e administrativas. Letra e. 025. (INSTITUTO AOCP/IPM-SP/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) A prefeitura municipal adquiriu um software para controle patrimonial. O contador deverá classificar esse software como a) material de consumo. b) investimento. c) ativo intangível. d) ativo imobilizado. e) despesas do período. O software é um ativo intangível, sem substância física, utilizado nas atividades da empresa. Letra c. 026. (SELECON/ENGEPROM/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2021) O conjunto de bens, valores, direitos e obrigações de uma pessoa física ou jurídica que possa ser avaliado pecunia- riamente e que seja utilizado na consecução dos objetivos da empresa denomina-se: Alternativas a) capital b) situação líquida c) patrimônio d) fatores de produção Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculado a uma pessoa física ou jurídica. O PATRIMÔNIO das entidades é o objeto de estudo da contabilidade. Letra c. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 29 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo objetivo dA ContAbilidAde Antes de apresentar o objetivo da contabilidade, VAMOS LEMBRAR: A contabilidade é uma ciência, isto quer dizer que tem: objeto, objetivo, finalidade, usuários, campo de aplicação e um princípio básico. É uma ciência SOCIAL, pois trata do relacionamento entre pessoas, que são as contas. A Resolução 774/94, do CFC, apresentou a seguinte posição sobre o objetivo da con- tabilidade: A existência de objetivos específicos não é essencial à caracterização de uma ciência, pois, caso o fosse, inexistiria a ciência “pura”, aquela que se concentra, tão-somente, no seu objeto. Aliás, na própria área contábil, encontramos muitos pesquisadores cuja obra não apresenta qualquer escopo pragmático, concentrando-se na Contabilidade como ciência. De qualquer forma, como já vimos, não há qualquer dificuldade na delimitação dos objetivos da Contabilidade no terreno científico, a partir do seu objeto, que é o Patrimônio, por estarem concentrados na correta representação deste e nas causas das suas mutações. O objetivo científico da Contabilidade manifesta-se na correta apresentação do Patrimônio e na apreensão e análise das causas das suas mutações. Já sob ótica pragmática, a aplicação da Con- tabilidade a uma Entidade particularizada, busca prover os usuários com informações sobre as- pectos de natureza econômica, financeira e física do Patrimônio da Entidade e suas mutações, o que compreende registros, demonstrações, análises, diagnósticos e prognósticos, expressos sob a forma de relatos, pareceres, tabelas, planilhas, e outros meios. De forma geral, no âmbito dos profissionais e usuários da Contabilidade, os objetivos desta, quan- do aplicada a uma Entidade particularizada, são identificados com a geração de informações, a serem utilizadas por determinados usuários em decisões que buscam a realização de interesses e objetivos próprios. O tema, tão claro no quadrante científico, comporta comentários mais minuciosos quando direcio- nado aos objetivos concretos perseguidos na aplicação da Contabilidade a uma Entidade em parti- cular. Adentramos, no caso, o terreno operacional, regulado pelas normas. A Resolução 774/94 foi revogada, entretanto a necessidade de a contabilidade fornecer informações aos usuários foi apresentada no CPC 00 R2 – Estrutura Conceitual Básica da seguinte forma: Demonstrações contábeis elaboradas dentro do que prescreve esta Estrutura Conceitual objetivam fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões econômicas e avaliações por parte dos usuários em geral, não tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica de determinados grupos de usuários. Assim, como muitas pessoas dependem das informações que uma empresa levanta, o principal objetivo da contabilidade é: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 30 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Fornecer informação de natureza econômica, financeira, operacional e social, que seja útil aos usu- ários internos e externos. Econômica: informação que apresenta o resultado apurado, as receitas e as despesas que ocorre- ram no exercício. Financeira: informação relacionada com o fluxo dinheiro e a capacidade de pagamento da empresa. Operacional: informação vinculada às atividades rotineiras da empresa, normalmente tem relação com o uso do imobilizado na produção (máquinas, equipamentos) e as receitas e despesas opera- cionais. Ajuda aos administradores em suas decisões operacionais. Social: Informação que apresenta quanto que a empresa contribuiu para o desenvolvimento da socie- dade/região onde está sediada, e como é sua política de recursos humanos. Normalmente estas infor- mações são apresentadas em notas explicativas e na DVA (demonstração dos valores adicionados). Atualmente as informações contábeis são divididas em gerenciais e financeiras/econômicas. As in- formações gerenciais são de uso interno, para tomada de decisão operacional pela alta administra- ção e normalmente não são divulgadas aos usuários externos, pois estão vinculadas à “expertise” da empresa. As informações financeiras/econômicas são apresentadas por meio de dados sintéticos nas Demonstrações Contábeis. Elas caracterizam o término do processo contábil, são elabora- das após as análises internas, por isto não atendem aos interesses dos usuários internos, mas objetivam atender aos usuários externos, que, até a divulgação das demonstrações contábeis, não tinham informações sobre a situação financeira, patrimonial e econômica da empresa. O PULO DO GATO Fiquem atentos: a contabilidade fornece informações para usuários internos e externos. As demonstrações contábeis são destinadas aos usuários externos. Informações contábeis Internos informações tempestivas Externos informações pontuais Usários Na sua essência, o processo contábil consiste na obtenção, na análise e na mensuração das mutações sofridas pelo patrimônio da entidade, para, por fim, gerar informações e divulgá- -las. Contudo a natureza (qual) e a extensão (amplitude) das informações que serão apresen- tadas vai depender das necessidades específicas e, principalmente, de quem é o usuário, pois um investidor tem interesse em saber o resultado econômico da empresa; o fornecedor quer saber a capacidade de pagamento da empresa; os diretores querem informações de caráter operacional - e assim por diante. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 31 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Para que atendam às necessidades, as informações contábeis são consideradasde pro- pósito geral (amplas), contudo visam a atender às necessidades específicas de cada usuário, pois, segundo as normas contábeis, elas devem propiciar aos seus usuários base segura para suas decisões, pela compreensão do estado em que se encontra a entidade, seu desempenho, sua evolução, os riscos e as oportunidades que oferece. AS INFORMAÇÕES SÃO DE PROPÓSITO GERAL, JÁ OS INTERESSES DOS USUÁRIOS SÃO ESPECÍ- FICOS. É importante entender que, devido à sua amplitude, a informação contábil se expressa por diferentes meios, como demonstrações contábeis, escrituração ou registros permanentes e sistemáticos, documentos, livros, planilhas, listagens, notas explicativas, mapas, pareceres, laudos, diagnósticos, prognósticos, descrições críticas ou quaisquer outros utilizados no exer- cício profissional ou previstos em legislação. Para que sejam apresentadas informações que atendam aos interesses da coletividade, o pronunciamento conceitual básico da contabilidade determina que, para ser útil, ela precisa ser relevante e representar, com fidedignidade, o que se propõe. Dúvida de Sala de Aula Estava ministrando aula em Porto Alegre quando um aluno fez o seguinte questionamento: Professor, todas as informações da empresa estão apresentadas nas Demonstrações Contábeis? Veja que questionamento interessante. A resposta é não. O normal, para o estudante, é achar que somente as demonstrações contábeis apresentam informações, no entanto existem várias formas de a contabilidade apresentar uma informa- ção. Pode ser por meio de relatório, de planilhas, de extratos, etc. As demonstrações contábeis são denominadas relatórios financeiros e apresentam os da- dos apurados pela empresa; estes dados interessam aos usuários externos, pois os usuários internos (entenda a alta administração) se utilizam de informações mais tempestivas e de fácil acesso, como um relatório de custo da produção, um relatório de fluxo de caixa para a semana, um relatório de perdas no estoque, etc. De certa forma, seria algo fora da lógica a administração depender das demonstrações contábeis para tomar suas decisões operacionais. Concordam comigo? O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 32 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo A respeito das noções básicas de contabilidade, julgue o item. 027. (QUADRIX/CRF-ES/CONTADOR/2019) Se a contabilidade for capaz de atender aos re- quisitos da legislação referente aos impostos diretos e indiretos, incidentes sobre as opera- ções de cada entidade, terá atingido seus objetivos finais. O OBJETIVO final da contabilidade é o de fornecer informação de natureza econômica, finan- ceira, operacional e social, que seja útil aos usuários internos e externos. A contabilidade não pode se restringir a fornecer informações somente sobre os impostos. Errado. Com relação às noções fundamentais de contabilidade, julgue o item. 028. (QUADRIX/CREA-GO/CONTADOR/2019) Para atingir seu objetivo fundamental, a conta- bilidade deve priorizar a evidenciação de todas as informações que possibilitem o controle e a tomada de decisões por parte de seus usuários. O objetivo da contabilidade é fornecer informações aos usuários, sejam internos ou externos. As informações são fornecidas por meio de relatórios específicos ou de propósito geral. Certo. Em relação aos conceitos, objetivos e finalidades da contabilidade, julgue o item subsequente. 029. (CESPE/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) O principal objetivo da contabilidade é fornecer informações úteis sobre o patrimônio da entidade para finalidades diversas, entre as quais, planejamento, controle e auxílio no processo decisório. O objetivo da contabilidade é fornecer informação de natureza econômica, financeira, opera- cional e social que seja útil aos usuários internos e externos no seu processo decisório. Certo. 030. (IDECAN/INMETRO/ASSISTENTE EXECUTIVO ADMINISTRAÇÃO/2015) “Estudo e contro- le do patrimônio e de suas variações, para fornecer aos usuários o máximo possível de infor- mações de natureza econômica, financeira e patrimonial, que sejam úteis para a tomada de decisões econômicas.” O conceito se refere ao a) plano de contas contábil. b) objetivo da contabilidade. 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(CONSULPLAN/TSE/CONTADOR/2012) A contabilidade foi definida no I Congresso Brasileiro de Contabilidade como: “a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro relativo aos atos e fatos da administração econômica.” São objetivos da contabilidade, EXCETO: a) Fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira, o desempenho e as mudan- ças na posição financeira da entidade. b) Auxiliar o maior número de usuários em suas avaliações e tomadas de decisão financeira. c) Apresentar os resultados da atuação da administração na gestão da entidade quanto aos recursos que lhe foram confiados. d) Auxiliar os acionistas a avaliar a produtividade de cada funcionário da empresa e o desem- penho dos gerentes. Conceitualmente, a contabilidade é uma ciência social que estuda, administra e controla o pa- trimônio de qualquer pessoa, a fim de fornecer informações. Não se encaixa, dentro dos objetivos da contabilidade, auxiliar os acionistas a avaliar os funcionários. As demais assertivas têm relação com a ciência contábil. Letra d. 032. (CESPE/TRE-BA/CONTADOR/2017) A contabilidade tem como principal objetivo a(o) a) fornecimento de informações que proporcionem aos seus mais diversos usuários — seja internos, seja externos — utilidade no processo de tomada de decisões. b) elaboração de guias de recolhimento de tributos a fim de manter a entidade em conformi- dade com os ditames legais. c) elaboração de demonstrações contábeis que atendam às finalidades específicas de deter- minado grupo de usuários. d) avaliação da capacidade das entidades comerciais em arcar com suas obrigações financeiras. e) mensuração de bens patrimoniais a fim de elaborar corretamente as demonstrações contábeis. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 34 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo O objetivo da contabilidade é fornecer informações que sejam úteis aos usuários internos e externos. Letra a. 033. (CETREDE/SÃO GONÇALO-CE/CONTADOR/2019) Com relação ao objetivo da Contabi- lidade, analise as afirmativas a seguir. I – Objetiva o controle dos tributos. II – Objetiva o controle das obrigações trabalhistas e tributárias. III – Objetiva gerar informações para o apoio das decisões econômico-financeiras. IV – Objetiva gerar informações para o mercado financeiro. Marque a opção que indica a(s) afirmativa(s) CORRETA(S). a) I. b) II - IV. c) III. d) I - II - IV. e) II – IIIO objetivo da contabilidade é fornecer informações que sejam úteis aos usuários internos e externos em suas tomadas de decisão. Letra c. 034. (AOCP/SERCOMTEL/ANALISTA/2016) Assinale alternativa que apresenta o objetivo da Contabilidade. a) É uma ciência social que tem como propósito estudar o patrimônio de uma empresa com a finalidade de conhecer os seus bens, direitos e obrigações. b) Com a finalidade de emitir relatórios contábeis, a Contabilidade tem a função de analisar todo o trabalho desenvolvido no processo de escrituração contábil. c) A Contabilidade tem o intuito de analisar as demonstrações contábeis que são os resultados do processo de escrituração contábil que vêm refletir o patrimônio das empresas. d) Fornecer informações de natureza econômica, financeira e patrimonial para o controle das operações e para o planejamento das empresas. e) Com o propósito de analisar as informações geradas através dos relatórios contábeis, a Contabilidade tem a meta de obter conhecimentos sobre as contas que pertencem ao Patri- mônio Líquido. A questão tratou de vários conceitos relacionados com a contabilidade, contudo, como cobrava o objetivo, ficou fácil a resposta, pois vimos que o objetivo da contabilidade é o fornecimento de O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 35 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo informações, para usuários internos e externos, de forma que consigam planejar e controlar suas ações e tomar decisões. Letra d. 035. (AOCP/EBSERH/ANALISTA CONTÁBIL/2016) A Contabilidade como ramo do conhe- cimento pode ser estudada ou compreendida sob diferentes perspectivas. Dentre as opções apresentadas, assinale aquela que corresponde especificamente ao objetivo/finalidade da contabilidade. a) Registrar os eventos pelo método das partidas dobradas. b) Fornecer informações sobre o patrimônio da entidade, aos seus usuários, de maneira a au- xiliar no processo de tomada de decisões. c) Instituir políticas e práticas empresariais dentro da empresa. d) Elaborar os relatórios contábeis através do método das partidas dobradas e utilizando-se do regime de competência para tal fim e) Analisar os números dispostos nos relatórios contábeis, com o objetivo de melhorar o de- sempenho econômico e financeiro da empresa. O OBJETIVO da contabilidade é fornecer informações sobre o patrimônio e sua evolução, aos usuários internos e externos, para que consigam fazer o planejamento, controlar as ações e tomar suas decisões. Letra b. normAs brAsileirAs de ContAbilidAde Até 2006, as Normas Brasileiras de Contabilidade seguiam o disposto na Lei n. 6.404, de 1976, que era embasada na Escola Contábil Norte-Americana. Esta lei trazia diversos procedi- mentos contábeis e instruía os profissionais sobre como a contabilidade e as demonstrações contábeis deveriam ser elaboradas. No entanto, 30 anos depois, houve uma grande transformação com o advento da Lei n. 11.638, de 2007, fazendo com que a contabilidade brasileira passasse por um movimento de adaptação ao novo cenário mundial, num processo de convergência com as normas de conta- bilidade internacionais. A Lei 6.404/76 passou por uma grande atualização com a apresentação da Lei 11.638/07 e com a Lei 11.941/09. A Lei 11.638 orienta, entre outros pontos, o equacionamento das normas contábeis brasileiras às normas internacionais emitidas pelo IASB (International Accounting Standards Board). 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Esta atualização na nossa legislação era necessária, pois o Brasil é um país que recebe investimen- tos externos de todo o mundo, e o seu mercado mobiliário tem crescido consideravelmente. Para ajustar nossas normas contábeis, o CFC, em 2011, apresentou a Resolução CFC 1.328, que dispõe sobre a estrutura das Normas Brasileiras de Contabilidade, considerando o proces- so de convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade aos padrões internacionais. As Normas Internacionais de Informação Financeira (International Financial Reporting Standards/IFRS) são emitidas pelo Comitê Internacional de Normas de Contabilidade (Interna- tional Accounting Standards Board/IASB) e visam a uniformizar os procedimentos contábeis entre os países. A Resolução trouxe uma nova estrutura para as Normas Brasileiras de Contabilidade, clas- sificando-as em dois grupos: Profissionais (NBC-P) e Técnicas (NBC-T), sendo que as normas brasileiras, profissionais e técnicas devem seguir os mesmos padrões de elaboração e estilo utilizados nas normas internacionais e compreendem as normas propriamente ditas, as inter- pretações técnicas e os comunicados técnicos. Para facilitar o entendimento pelos usuários, as normas são identificadas conforme segue: I – A Norma Brasileira de Contabilidade é identificada pela sigla NBC, seguida das letras, numeração específica em cada agrupamento, seguido de hífen e denominação. Por exemplo: NBC PA 290 – “Denominação”; NBC TG 01 – “Denominação”; II – A Interpretação Técnica é identificada pela sigla IT, seguida da letra ou letras e numera- ção do grupo a que pertence, seguida de hífen e denominação. Por exemplo: ITG 01 – “Deno- minação”; ITSP 01 – “Denominação”; III – o Comunicado Técnico é identificado pela sigla CT, seguida da letra ou letras e nume- ração do grupo a que pertence, seguido de hífen e denominação. Por exemplo: CTG 01 – “De- nominação”; CTSP 01 – “Denominação”. As normas profissionais estabelecem regras de exercício profissional e classificam-se em: • NBC PG – Geral: abrange todas as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicáveis indis- tintamente a todos os profissionais do ramo contábil. Vinculadas a ela, encontram-se as normas: NBC PG 100 (aplicação geral a todos profissionais da contabilidade); NBC PG 200 (aplicada a contadores externos/prestadores de serviços); NBC PG 300 (aplicada a contadores internos - colaboradores/empregados); NBC PG 12 - R3 (contém regras para educação continuada); O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 37 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo • NBC PA – do Auditor Independente - inclui todas as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas aos profissionais do ramo de Auditoria Independente. Vinculadas a ela estão 5 NBCs, que abrangem questões relacionadas à independência do trabalho, qualidade, revisão externa de qualidade, qualificação técnica, entre outras; • NBC PP - do Perito Contábil - abrange as normas aplicadas aos contadores que atuamna área de Perícia Contábil. Estão relacionadas a ela duas normas técnicas que tratam da função de perito contábil e do exame de qualificação técnica; Já as normas técnicas estabelecem conceitos doutrinários, regras e procedimentos aplica- dos de Contabilidade e classificam-se em: • NBC TG – Geral (Normas Completas; Normas Simplificadas para PMEs; Normas Espe- cíficas); • NBC TSP – do Setor Público; • NBC TA – de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica; • NBC TR – de Revisão de Informação Contábil Histórica; • NBC TO – de Asseguração de Informação Não Histórica; • NBC TSC – de Serviço Correlato; • NBC TI – de Auditoria Interna; • NBC TP – de Perícia. As Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas se estruturam conforme segue: I – Geral – NBC TG – são as Normas Brasileiras de Contabilidade convergentes com as nor- mas internacionais emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB); e as Normas Brasileiras de Contabilidade editadas por necessidades locais, sem equivalentes internacionais; II – do Setor Público – NBC TSP – são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público, convergentes com as Normas Internacionais de Contabilidade para o Setor Público, emitidas pela International Federation of Accountants (IFAC); e as Normas Brasi- leiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público editadas por necessidades locais, sem equivalentes internacionais; III – de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica – NBC TA – são as Nor- mas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à Auditoria, convergentes com as Normas Interna- cionais de Auditoria Independente emitidas pela IFAC; IV – de Revisão de Informação Contábil Histórica – NBC TR – são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à Revisão, convergentes com as Normas Internacionais de Revisão emitidas pela IFAC; V – de Asseguração de Informação Não Histórica – NBC TO – são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à Asseguração convergentes, com as Normas Internacionais de Asseguração emitidas pela IFAC; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 38 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo VI – de Serviço Correlato – NBC TSC – são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplica- das aos Serviços Correlatos convergentes com as Normas Internacionais para Serviços Corre- latos emitidas pela IFAC; VII – de Auditoria Interna – NBC TI – são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicáveis aos trabalhos de Auditoria Interna; VIII – de Perícia – NBC TP – são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicáveis aos trabalhos de Perícia; IX – de Auditoria de Informação Contábil Histórica Aplicável ao Setor Público – NBC TASP – são as Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicáveis à Auditoria de Informação Contábil Histórica Aplicadas à Auditoria do Setor Público convergentes com as Normas Internacionais de Auditoria emitidas pela International Federation of Accountants (Ifac) e recepcionadas pela Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores (INTOSAI) - Alterado pela Resolução CFC n.º 1.601/2020). As NBCTG - Geral são segregadas em: a) Normas completas que compreendem as normas editadas pelo CFC a partir dos do- cumentos emitidos pelo CPC que estão convergentes com as normas do IASB, numeradas de 00 a 999; b) Normas simplificadas para PMEs que compreendem a norma de PME editada pelo CFC a partir do documento emitido pelo IASB, bem como as ITs e os CTs editados pelo CFC sobre o assunto, numerados de 1000 a 1999; c) Normas específicas que compreendem as ITs e os CTs editados pelo CFC sobre entida- des, atividades e assuntos específicos, numerados de 2000 a 2999. A interpretação técnica tem por objetivo esclarecer a aplicação das Normas Brasileiras de Contabilidade, definindo regras e procedimentos a serem aplicados em situações, transações ou atividades específicas, sem alterar a substância dessas normas. O comunicado técnico tem por objetivo esclarecer assuntos de natureza contábil, com a definição de procedimentos a serem observados, considerando os interesses da profissão e as demandas da sociedade; normalmente, são emitidos quando ocorrem situações decorrentes de atos governamentais que afetam, transitoriamente, as Normas Brasileiras de Contabilidade. Por fim, o CFC destaca que as Normas Brasileiras de Contabilidade, com exceção dos co- municados técnicos, devem ser submetidas à audiência pública com duração mínima de 30 (trinta) dias e que a inobservância às Normas Brasileiras de Contabilidade constitui infração disciplinar sujeita às penalidades previstas nas alíneas de “c” a “g” do art. 27 do Decreto-Lei n. 9.295/46, alterado pela Lei n. 12.249/10, e ao Código de Ética Profissional do Contador. Como o rol de normas do CFC é extenso, nesta aula vou tratar da estrutura básica, que é o sustentáculo normativo para a elaboração de todos os documentos orientadores do CFC, con- siderando os pronunciamentos do CPC. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 39 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo pronunCiAmentos téCniCos do CpC (Comitê de pronunCiAmentos Con- tábeis) O CPC foi criado pela Resolução CFC n. 1.055/05 e tem como objetivo: O estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabili- dade e a divulgação de informações dessa natureza, para permitir a emissão de normas pela enti- dade reguladora brasileira, visando à centralização e uniformização do seu processo de produção, levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais. É importante destacar que o Conselho é um organismo não governamental que nasceu ao final de 2005, da união de interesses das seguintes entidades: • CFC – Conselho Federal de Contabilidade; • IBRACON – Instituto Brasileiro de Contadores; • FIPECAFI – Representantes da academia – USP; • BOVESPA – Bolsa de Valores de São Paulo; • APIMEC – Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais; • ABRASCA – Associação Brasileira de Companhias abertas. O CPC é totalmente autônomo das entidades representadas, sendo que o Conselho Fede- ral de Contabilidade fornece a estrutura necessária para as reuniões, e os seus membros, na maioria contadores, não auferem remuneração. Foi idealizado em função das necessidades de: • Convergência internacional das normas contábeis (redução de custo de elaboração de relatórios contábeis, redução de riscos e custo nas análises e decisões, redução de custo de capital); • Centralização na emissão de normas dessa natureza (no Brasil, diversas entidades o fazem); • Representação e processo democrático na produção dessas informações (produtores da informação contábil, auditor, usuário, intermediário, academia, governo). O PULO DO GATO O CPC não emite normas. O CPC emite pronunciamentos técnicos sobre contabilidade para permitir a emissão de nor- mas pelas entidades reguladoras brasileiras, visando à centralização e à uniformização do seu processo de produção de informações. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 40 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Os produtos do trabalho do CPC são: pronunciamentos técnicos, orientações e inter- pretações; sendo que os pronunciamentos técnicos serão obrigatoriamente submetidos à audiência pública. As orientações e interpretações poderão, também, sofrer esse processo, mas não é obrigatório. Atualmente, os pronunciamentos contábeis são os seguintes: Documento Título Data Aprovação Data Divulgação CPC 00 Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro 02/12/2011 15/12/2011 CPC 01 Redução ao Valor Recuperável de Ativos 06/08/2010 07/10/2010 CPC 02 Efeitos das mudanças nas taxas de câmbio e conversão de demonstrações contábeis 03/09/2010 07/10/2010 CPC 03 Demonstração dos Fluxos de Caixa 03/09/2010 07/10/2010 CPC 04 Ativo Intangível 05/11/2010 02/12/2010 CPC 05 Divulgação sobre Partes Relacionadas 03/09/2010 07/10/2010 CPC 06 Operações de Arrendamento Mercantil 06/10/2017 21/12/2017 CPC 07 Subvenção e Assistência Governamentais 05/11/2010 02/12/2010 CPC 08 Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários 03/12/2010 16/12/2010 CPC 09 Demonstração do Valor Adicionado (DVA) 30/10/2008 12/11/2008 CPC 10 Pagamento Baseado em Ações 03/12/2010 16/12/2010 CPC 11 Contratos de Seguro 05/12/2008 17/12/2008 CPC 12 Ajuste a Valor Presente 05/12/2008 17/12/2008 CPC 13 Adoção Inicial da Lei n. 11.638/07 e da Medida Provisória n. 449/08 05/12/2008 17/12/2008 CPC 14 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação (Fase I) - Transformado em OCPC 03 CPC 15 Combinação de Negócios 03/06/2011 04/08/2011 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=80 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=80 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=80 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=80 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=2 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=2 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=2 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=9 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=9 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=9 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=9 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=34 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=34 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=35 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=35 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=36 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=36 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=36 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=37 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=37 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=37 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=38 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=38 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=38 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=39 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=39 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=39 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=39 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=40 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=40 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=40 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=41 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=41 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=42 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=42 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=43 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=43 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=44 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=44 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=44 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=45 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=45 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=45 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=45 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=45 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=46 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=46 41 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Documento Título Data Aprovação Data Divulgação CPC 16 Estoques 08/05/2009 08/09/2009 CPC 17 Contratos de Construção (revogado a partir de 1º/01/2018) 19/10/2012 08/11/2012 CPC 18 Investimento em Coligada, em Controlada e em Empreendimento Controlado em Conjunto 07/12/2012 13/12/2012 CPC 19 Negócios em Conjunto 09/11/2012 23/11/2012 CPC 20 Custos de Empréstimos 02/09/2011 20/10/2011 CPC 21 Demonstração Intermediária 02/09/2011 20/10/2011 CPC 22 Informações por Segmento 26/06/2009 31/07/2009 CPC 23 Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro 26/06/2009 16/09/2009 CPC 24 Evento Subsequente 17/07/2009 16/09/2009 CPC 25 Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes 26/06/2009 16/09/2009 CPC 26 Apresentação das Demonstrações Contábeis 02/12/2011 15/12/2011 CPC 27 Ativo Imobilizado 26/06/2009 31/07/2009 CPC 28 Propriedade para Investimento 26/06/2009 31/07/2009 CPC 29 Ativo Biológico e Produto Agrícola 07/08/2009 16/09/2009 CPC 30 Receitas (revogado a partir de 1º/01/2018) 19/10/2012 08/11/2012 CPC 31 Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada 17/07/2009 16/09/2009 CPC 32 Tributos sobre o Lucro 17/07/2009 16/09/2009 CPC 33 Benefícios a Empregados 07/12/2012 13/12/2012 CPC 34 Exploração e Avaliação de Recursos Minerais (Não editado) CPC 35 Demonstrações Separadas 31/10/2012 08/11/2012 CPC 36 Demonstrações Consolidadas 07/12/2012 20/12/2012 CPC 37 Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade 05/11/2010 02/12/2010 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=47http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=47 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=48 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=48 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=48 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=49 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=49 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=49 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=49 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=50 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=50 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=51 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=51 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=52 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=52 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=53 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=53 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=54 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=54 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=54 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=55 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=55 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=56 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=56 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=56 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=57 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=57 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=57 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=58 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=58 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=59 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=59 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=60 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=60 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=61 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=61 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=61 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=62 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=62 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=62 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=63 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=63 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=64 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=64 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=65 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=65 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=65 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=66 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=66 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=67 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=67 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=68 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=68 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=68 42 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Documento Título Data Aprovação Data Divulgação CPC 38 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração (revogado a partir de 1º/01/2018) 02/10/2009 19/11/2009 CPC 39 Instrumentos Financeiros: Apresentação 02/10/2009 19/11/2009 CPC 40 Instrumentos Financeiros: Evidenciação 01/06/2012 30/08/2012 CPC 41 Resultado por Ação 08/07/2010 06/08/2010 CPC 42 Contabilidade em Economia Hiperinflacionária 07/12/2018 21/12/2018 CPC 43 Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 15 a 41 03/12/2010 16/12/2010 CPC 44 Demonstrações Combinadas 02/12/2011 02/05/2013 CPC 45 Divulgação de Participações em outras Entidades 07/12/2012 13/12/2012 CPC 46 Mensuração do Valor Justo 07/12/2012 20/12/2012 CPC 47 Receita de Contrato com Cliente 04/11/2016 22/12/2016 CPC 48 Instrumentos Financeiros 04/11/2016 22/12/2016 CPC 49 Contabilização e Relatório Contábil de Planos de Benefícios de Aposentadoria 06/04/2018 18/04/2018 CPC PME Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas com Glossário de Termos 04/12/2009 16/12/2009 036. (IADES/CITEC/CONTADOR/2016) Acerca do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), assinale a alternativa correta. a) Trata-se de um órgão público subordinado à Comissão de Valores Mobiliários. b) Desde a respectiva criação, em 2005, além dos pronunciamentos técnicos, o CPC passou a emitir as resoluções do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). c) O CPC tem prerrogativas legais, portanto a aplicação das próprias normas é obrigatória. d) Trata-se de uma entidade de direito privado subordinada ao International Accounting Stan- dards Board (IASB). e) Os pronunciamentos técnicos emitidos pelo CPC subsidiam a emissão de normas que per- mitem a convergência da Contabilidade Brasileira com os padrões internacionais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=69 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=69 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=69 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=69 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=70 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=70 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=70 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=71 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=71 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=71 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=72 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=72 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=73 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=73 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=73 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=74 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=74http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=74 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=76 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=76 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=75 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=75 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=75 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=78 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=78 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=105 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=105 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=106 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=106 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=111 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=111 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=111 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=111 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=79 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=79 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=79 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=79 43 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo O CPC não emite norma para o mercado, ele se pronuncia sobre assuntos específicos. Quem normatiza são as autarquias. O CPC é autônomo, não tem vinculação com nenhuma instituição pública ou privada. Letra e. CpC 00 r2 - estruturA ConCeituAl pArA elAborAção e divulgAção de relAtório Contábil-FinAnCeiro Em dezembro de 2019, o CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) apresentou e o CFC (Conselho Federal de Contabilidade) aprovou a revisão do Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) - Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. A revisão trouxe alguns conceitos novos e apresentou pequenas variações nos conceitos antigos, tudo objetivando melhorar a qualidade da informação contábil que é apresentada pelas empresas, no material denomi- nado entidade que reporta. Assim, esta aula já está de acordo com os novos conceitos. O Pronunciamento Conceitual Básico (R2) é o resultado da segunda revisão sobre o CPC 00, que apresenta conceitos-base para a elaboração das Demonstrações Contábeis e outros demonstrativos, trata-se de um referencial teórico da contabilidade e dos conceitos que mol- dam a prática contábil, servindo de base para a elaboração dos demais pronunciamentos. O complemento ao nome do pronunciamento “R2” informa quantas vezes o pronunciamen- to foi revisado e atualizado; a última atualização foi em novembro de 2019. É importante destacar que a estrutura conceitual não é um pronunciamento técnico pro- priamente dito e, portanto, não define normas ou procedimentos para qualquer questão par- ticular sobre aspectos de mensuração ou divulgação. Ela é o arcabouço conceitual para a elaboração dos demais pronunciamentos, devido a isto, é denominada “CPC 00”. Um pronunciamento técnico tem por objetivo definir conceitos doutrinários, estrutura técni- ca e procedimentos específicos que serão aplicados sobre um assunto, enquanto o pronuncia- mento básico dá subsídio conceitual para a elaboração dos demais pronunciamentos. PEGADINHA DA BANCA Quando for observado um conflito entre a estrutura conceitual e um pronunciamento técnico, as exigências do pronunciamento técnico devem prevalecer sobre a estrutura conceitual. As bancas tentam enganar o aluno dizendo que o pronunciamento básico se sobrepõe aos de- mais pronunciamentos técnicos. Guarde o seguinte: a estrutura conceitual não é um pronunciamento técnico propriamente dito. Ela não é específica. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 44 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Se a estrutura conceitual não é um pronunciamento técnico propriamente dito, qual é, en- tão, a sua finalidade? Para responder isto, devemos entender que ela busca apresentar conceitos que ajudam a suprir a necessidade de informações que contribuem para a transparência, ao melhorar a comparabilidade internacional e a qualidade de informações financeiras, permitindo que os investidores e outros participantes do mercado tomem decisões econômicas fundamentadas. Com a apresentação destes conceitos, ela atende às seguintes finalidades: a) auxiliar o desenvolvimento das Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS), para que tenham base em conceitos consistentes; b) auxiliar os responsáveis pela elaboração (preparadores) dos relatórios financeiros a de- senvolver políticas contábeis consistentes quando nenhuma norma se aplica à determinada transação ou outro evento, ou quando a norma permite uma escolha de política contábil; c) auxiliar todas as partes a entender e interpretar as normas. Você viu que as finalidades estão diretamente vinculadas ao suporte e ao auxílio na elabo- ração dos pronunciamentos e até mesmo de normas pelos organismos normatizadores. Para atender estas finalidades, sendo essencialmente um arcabouço conceitual, o CPC “00 R2” é dividido nos seguintes capítulos: • Capítulo 1 – Objetivo do relatório financeiro para fins gerais; • Capítulo 2 – As características qualitativas de informações financeiras úteis; • Capítulo 3 – Demonstrações contábeis e a entidade que reporta; • Capítulo 4 – Elementos das demonstrações contábeis; • Capítulo 5 – Reconhecimento e desreconhecimento; • Capítulo 6 – Mensuração; • Capítulo 7 – Apresentação e divulgação; • Capítulo 8 – Conceitos de capital e manutenção de capital. Sobre a estrutura conceitual estabelecida pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), analise a assertiva: 037. (IF-PE/IF-PE/CONTADOR/2016-ADAPTADA) no caso de conflito entre a estrutura concei- tual e um pronunciamento técnico do CPC, o disposto na Estrutura Conceitual deve ter preva- lência sobre as exigências do pronunciamento técnico. Como a estrutura conceitual não é um procedimento técnico, não deve prevalecer, ela tem um caráter de orientação. Guardem o seguinte: “quem manda são os pronunciamentos técnicos”. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 45 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo No que se refere ao Pronunciamento Conceitual Básico CPC 00 (R1) - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, assinale as assertivas: 038. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA CONTÁBIL/2015-ADAPTADA) É um Pronunciamento Técni- co propriamente dito e, portanto, define normas e procedimentos sobre aspectos relacionados à mensuração ou divulgação dos elementos patrimoniais. Podemos ver que a banca tratou o CPC 00 como um pronunciamento técnico, o que não é verdade, portanto: Errado. 039. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA CONTÁBIL/2015-ADAPTADA) Quando for observado um conflito entre essa Estrutura Conceitual e um Pronunciamento Técnico,uma interpretação ou uma orientação, as exigências da Estrutura Conceitual devem prevalecer. Nesta assertiva, tivemos o mesmo questionamento da questão anterior, contudo o autor des- tacou que a estrutura conceitual se sobrepõe aos pronunciamentos técnicos, o que sabemos que não é verdade. Errada. Com relação à estrutura conceitual do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue os itens a seguir. 040. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) No caso de conflito entre a estrutura conceitual e um pronunciamento técnico do CPC, o disposto na estrutura conceitual deve ter prevalência sobre as exigências do pronunciamento técnico. Questão idêntica às demais, contudo sabemos que a estrutura básica não prevalece sobre os pronunciamentos técnicos. Errado. 041. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA CONTÁBIL/2015) No que se refere ao Pronunciamento Con- ceitual Básico CPC 00 (R1) - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, assinale a alternativa correta. a) É um Pronunciamento Técnico propriamente dito e, portanto, define normas e procedimen- tos sobre aspectos relacionados à mensuração ou divulgação dos elementos patrimoniais. b) É um Pronunciamento Técnico que estabelece critérios para elaboração e apresentação de demonstrações contábeis destinadas a usuários internos e externos da informação contábil. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 46 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo c) Conforme esse Pronunciamento Técnico, as demonstrações contábeis são comumente ela- boradas segundo modelo com base no valor justo. d) Quando for observado um conflito entre essa Estrutura Conceitual e um Pronunciamento Técnico, uma interpretação ou uma orientação, as exigências da Estrutura Conceitual devem prevalecer. e) Demonstrações contábeis são elaboradas dentro do que prescreve essa Estrutura Concei- tual não tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica de determinados grupos de usuários. Podemos responder esta questão por meio da eliminação das assertivas. As letras a), b) e c) estão erradas, pois tratam o pronunciamento conceitual como um pronuncia- mento técnico. Vimos que ele é uma estrutura básica - e não pronunciamento propriamente dito. Quanto à d), o erro está em afirmar que, em caso de conflito normativo, o pronunciamento básico se sobrepõe aos pronunciamentos técnicos. Vimos que o pronunciamento técnico é que manda. A e), de forma correta, apresenta que as demonstrações contábeis não têm propósito especí- fico. Elas têm propósito geral. Letra e. 042. (AOCP/CARIACICA/AFTM/2020) Em relação ao CPC 00 (R1) – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatórios Contábil-Financeiros, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s). I – A Estrutura Conceitual define normas ou procedimentos, para as questões particulares so- bre aspectos de mensuração ou divulgação, reportados nas demonstrações financeiras. II – As exigências do Pronunciamento Técnico, da Interpretação ou da Orientação específicos não devem prevalecer sobre a Estrutura Conceitual. III – As demonstrações financeiras não são elaboradas para se chegar ao valor da entidade que reporta a informação. a) Apenas I e II. b) Apenas I e III. c) Apenas II. d) Apenas III. O CPC 00 é a estrutura conceitual básica da contabilidade, apresenta os conceitos que servirão de base para a elaboração dos demais pronunciamentos. Já está na revisão R2. I – Errado. A estrutura conceitual NÃO define normas ou procedimentos específicos; os procedi- mentos são definidos nos pronunciamentos técnicos que abarcam os mais diversos assuntos. 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CApítulo 1 – objetivo do relAtório FinAnCeiro pArA Fins gerAis O objetivo do relatório financeiro para fins gerais é fornecer informações financeiras, sobre a entidade que reporta, que sejam úteis para investidores, credores por empréstimos e outros cre- dores, existentes e potenciais, na tomada de decisões referente à oferta de recursos à entidade. Essas decisões envolvem decisões sobre: a) comprar, vender ou manter instrumento de patrimônio e de dívida; b) conceder ou liquidar empréstimos ou outras formas de crédito; c) exercer direitos de votar ou, de outro modo, influenciar os atos da administração que afetam o uso dos recursos econômicos da entidade. Informação é o conjunto de dados prontos para uso, obtido no registro, no proces- samento, na análise e na organização dos fatos contábeis, de forma que exerça uma alteração (quantitativa ou qualitativa) no conhecimento de quem a recebe, reduzindo incertezas e servindo de orientação. O Pronunciamento 00 destaca que muitos investidores e credores por empréstimo não podem requerer que as entidades que reportam a informação prestem a eles diretamente as informações de que necessitam, devendo, desse modo, confiar nos relatórios financeiros de propósito geral, para grande parte da informação contábil-financeira que buscam. Consequen- temente, eles são os usuários primários, sem hierarquia de prioridade; para quem relatórios contábil-financeiros de propósito geral são direcionados. As demonstrações contábeis de propósito geral são destinadas, prioritariamente, aos investi- dores e credores por empréstimos. Segundo o CPC, o foco dos relatórios financeiros está nos usuários que aplicam dinheiro na empresa, ou seja, os fornecedores de capital; contudo devemos entender que eles não são os únicos usuários, já que os clientes, os fornecedores, o governo, os sindicatos representan- do os funcionários e o governo utilizam as informações contábeis apresentadas para atender suas necessidades específicas. 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Contudo esses relatórios não são direcionados essencialmente a esses outros grupos; que são denominados usuários externos secundários. Os relatórios contábil-financeirode propósito geral englobam o conjunto das demonstrações contábeis. Ou seja, as demonstrações contábeis fazem parte dos relatórios apresentados. Relatórios financeiros, para fins gerais, fornecem informações sobre a posição financeira da entidade que reporta, as quais consistem em informações sobre os recursos econômicos da entidade e as reivindicações contra a entidade que reporta; fornecem, ainda, informações sobre os efeitos de transações e outros eventos que alteram os recursos econômicos e as reivindicações da entidade que reporta. Ambos os tipos de informações fornecem dados úteis para decisões referentes à oferta de recursos à entidade. Contudo os relatórios para fins gerais não se destinam a apresentar o valor da entidade que reporta, mas fornecem informações para auxiliar investidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes e potenciais, a estimar o valor da entidade que reporta. O PULO DO GATO Os governos, órgãos reguladores ou autoridades tributárias, financiadores, por exemplo, podem determinar especificamente exigências para atender a seus próprios interesses. Daí surgem os relatórios de propósito específico. São relatórios específicos por atenderem somente um usuário. Essas exigências específicas não devem afetar as demonstrações contábeis elaboradas segundo a estrutura conceitual, pois elas devem atender as necessidades de todos os seus usuários para a tomada de decisões econômicas, tais como: a) decidir quando comprar, manter ou vender instrumentos patrimoniais; b) avaliar a administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe tenha sido confe- rida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas; c) avaliar a capacidade de a entidade pagar seus empregados e proporcionar-lhes outros benefícios; d) avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros emprestados à entidade; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 49 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo e) determinar políticas tributárias; f) determinar a distribuição de lucros e dividendos; g) elaborar e usar estatísticas da renda nacional; h) regulamentar as atividades das entidades. O CPC 00 R2 destaca, também, que o objetivo da elaboração e da divulgação do relatório de propósito geral constitui o pilar da Estrutura Conceitual, pois os outros aspectos aborda- dos, como as características qualitativas da informação contábil-financeira útil e suas restri- ções, os elementos das demonstrações contábeis, o reconhecimento e o desreconhecimento, a mensuração, a apresentação e a evidenciação fluem logicamente desse objetivo. Outro ponto que merece destaque é que os relatórios são, na maioria das informações, baseados em estimativas, julgamentos e modelos - e não em descrições ou retratos exatos. Por fim, a estrutura conceitual ressalta que as informações apresentadas devem ser regis- tradas de acordo com o regime de competência, mas devem também ser apresentadas infor- mações sobre o fluxo de caixa da entidade. O regime de competência reflete os efeitos de transações e outros eventos nos períodos em que esses efeitos ocorrem, mesmo que os pagamentos e recebimentos à vista resultantes ocorram em período diferente, ou seja, é importante a divulgação da informação na ocorrência do fato gerador do direito ou obrigação. Isso é necessário porque informações sobre os recursos econômicos e as reivindicações da entidade e suas alterações durante o período fornecem uma base melhor para a avaliação do desempenho passado e futuro da entidade do que informações exclusivamente sobre rece- bimentos e pagamentos à vista durante esse período. De acordo com o pronunciamento técnico CPC 00 (R1) —estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatórios contábil-financeiros —, julgue o item a seguir, referente a conceito, objetivos e usuários da contabilidade. 043. (CESPE/DPU/CONTADOR/2016) O objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral é fornecer informações contábil-financeiras úteis acerca da entidade para a tomada de decisão por parte de usuários internos, como os gerentes de produção, e de usuários externos, como os acionistas. A assertiva destaca que os relatórios são destinados aos usuários internos e externos, o que não é verdade. Nós vimos que as demonstrações são direcionadas aos usuários externos. Errado. 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Em nossa aula, vimos que estes relatórios não atendem todas as ne- cessidades dos usuários. Agora é lógico que os relatórios de “propósito geral” não atendem e não podem atender a todas as informações de que estes usuários necessitam, por isto eles precisam considerar informação pertinente de outras fontes, como, por exemplo, condições econômicas gerais e expectativas, eventos políticos e clima político, perspectivas e panorama para a indústria e para a entidade, evolução do mercado, concorrência, etc. Errado. De acordo com o pronunciamento técnico CPC 00 (R1) — estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatórios contábil-financeiros —, julgue o item a seguir, referente a conceito, objetivos e usuários da contabilidade. 045. (CESPE/DPU/CONTADOR/2016) Os relatórios contábil-financeiros de propósitos gerais não são os instrumentos que atendem a todas as informações de que os usuários externos — in- vestidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes e em potencial — necessitam. Os relatórios objetivam fornecer informações aos usuários externos, especialmente aos in- vestidores, contudo estas informações devem ser melhoradas com outras fontes. Assim, a assertiva está correta, pois os relatórios não atendem todas as necessidades dos usuários. Certo. 046. (FCC/PREFEITURA DE SP/AUDITOR FISCAL/2012) Sobre a Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-financeiro, considere: I – As autoridades tributárias podem determinar exigências específicas para atender a seus próprios interesses e, consequentemente, mudar a estrutura conceitual para elaboração e di- vulgação de relatório contábil-financeiro de propósito geral. II – A avaliação da administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe tenha sido con- ferida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas é uma das neces- sidades comuns da maioria dos usuários dos relatórios contábil-financeiros de propósito geral. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br51 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo III – O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações e outros even- tos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e reivindicações da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos efeitos são produzidos. IV – Comparabilidade é a característica qualitativa que define o uso dos mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período entre entidades. Está correto o que se afirma APENAS em a) I e II. b) II e III. c) III e IV. d) I, II e III. e) II, III e IV. Os itens I e IV estão errados. No item I, o erro é que as autoridades tributárias NÃO podem modificar a estrutura básica. Quando a autoridade exigir informações específicas, a empresa deve elaborar um relatório de propósito específico. No item IV, o conceito apresentado é de consistência - e não de comparabilidade. A comparabi- lidade é a característica qualitativa que permite que os usuários identifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles. Diferentemente de outras características quali- tativas, a comparabilidade não está relacionada com um único item. A comparação requer, no mínimo, dois itens. Letra b. CApítulo 2 – As CArACterístiCAs QuAlitAtivAs de inFormAções FinAnCeirAs Úteis Vimos que o objetivo dos relatórios é levar informações úteis, primariamente aos investido- res, ou seja, ao mercado de capital, e aos credores financeiros. Para que as informações produzam benefícios, elas precisam ser apresentadas com trans- parência, completude e de forma verdadeira, para aumentar a credibilidade entre os usuários, ou seja, devem possuir algumas características básicas que as qualificam como úteis. As características qualitativas de informações financeiras úteis identificam os tipos de in- formações que tendem a ser mais úteis a investidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes e potenciais, para que tomem decisões sobre a entidade que reporta com base nas informações contidas em seu relatório financeiro (informações financeiras). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 52 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo As características qualitativas de informações financeiras úteis se aplicam a informações fi- nanceiras fornecidas nas demonstrações contábeis, bem como a informações financeiras for- necidas de outras formas, em relatórios complementares e notas explicativas. A estrutura básica inicial passou por algumas mudanças na sua revisão “R1”, dentre as modificações estabelecidas destacam-se: A característica qualitativa da confiabilidade passou a ser denominada representação fidedigna; A característica da “Essência sobre a Forma” foi retirada da condição de componente sepa- rado da Representação Fidedigna, uma vez que foi considerada uma redundância, já que, para ser fidedigna, a informação deve priorizar o controle sobre a propriedade; A característica da prudência (ou conservadorismo) foi retirada na revisão, pois ela é incon- sistente com o atributo da neutralidade. As caraterísticas qualitativas são divididas em fundamentais e de melhoria, da se- guinte forma: a) Características qualitativas fundamentais (fundamental qualitative characteristics – re- levância e representação fidedigna), as mais críticas; b) Características qualitativas de melhoria (enhancing qualitative characteristics – compa- rabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade), menos críticas, mas, ainda assim, altamente desejáveis. A revisão R2 não mudou nenhum conceito, somente alterou o nome da caraterística da VERIFI- CABILIDADE para CAPACIDADE DE VERIFICAÇÃO. As características qualitativas são os atributos, as condições que devem ser atendidas para que a informação seja proveitosa para os usuários, assim, representam as propriedades necessárias para dar utilidade às informações. Para entender a importância das caraterísticas das informações que são apresentadas nas demonstrações contábeis, devemos lembrar que os usuários externos dependem das in- formações que são fornecidas. Assim, se não houvesse uma padronização na qualidade das informações, cada administrador poderia decidir sobre o que e como divulgar, criando, desta forma, uma assimetria informacional. Como as demonstrações servirão de base para a tomada de decisão pelos usuários exter- nos, elas deverão conter informações relevantes e que representam corretamente a situação da empresa; por isto, a estrutura básica destaca que tais informações deverão ser úteis, e, na busca de uma padronização formal, as características qualitativas da informação apresenta- das pelo “pronunciamento 00 R2” identificam os tipos de informação que muito provavelmente são reputadas como as mais úteis para a tomada de decisões acerca da entidade. 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Informação útil Relevante Fidedigna Fundamental Informação relevante Informação contábil-financeira relevante é aquela capaz de fazer diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários. Podemos entender que é relevante a informação que, se não for prestada ou se for prestada de forma equivocada, afetará a decisão dos usuários, mesmo que eles optem por não tirar vantagem delas ou já tenham conhecimento delas a partir de outras fontes. A informação pode ser capaz de fazer diferença em uma decisão mesmo no caso de o usuário decidir não a levar em consideração ou, até mesmo, se já tiver tomado ciência de sua existên- cia por outras fontes, contudo a decisão pela importância da informação deve ser do usuário, a empresa tem a obrigação de prestar a informação. Uma interpretação interessante para relevância é no sentido de que, se o usuário tivesse tido a informação em momento hábil, ele teria tomada uma decisão diferente. Por exemplo: Um gestor de fundos de investimento decide aplicar nas debêntures de uma empresa, pois ela está distribuindo um lucro acima do esperado. Para tomar a sua decisão, ele considera somen- te os dados apresentados nas demonstrações e nas notas explicativas. Após a compra dos títulos, é divulgado, pela administração da empresa, que ela irá reconhecer uma despesa por dano ambiental em relação a um sinistro ocorrido no ano anterior. Sabe-se que o fato gerador da despesa foi um vazamento, que causou um dano ambiental, ocorrido anteriormente - e a administração não divulgou esta informação. Note que, se o gestor do fundo tivesse esta informação, ele não teria comprado as debêntu- res, pois as despesas irão diminuir o lucro e, por consequência, diminuir a distribuição aos debenturistas.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 54 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo A informação relevante é capaz de fazer diferença nas decisões dos usuários se tiver valor preditivo, valor confirmatório ou ambos. A informação contábil-financeira tem valor preditivo se puder ser utilizada como dado de entrada em processos empregados pelos usuários para predizer futuros resultados. A informação contábil-financeira tem valor confirmatório se retro- -alimentar – servir de feedback – avaliações prévias (confirmá-las ou alterá-las). Por valor confirmatório de uma informação entende-se a condição de que o usuário com a informação possa verificar a efetividade das ações da administração, ou seja, se foram atingi- dos os objetivos estabelecidos. A informação deve ajudar a confirmar se a administração fez o que queria fazer. O valor preditivo de uma informação está relacionado com a condição de que ela irá servir de direcionador nas decisões que serão tomadas elos usuários. O valor confirmatório da informação tem relação com o passado e o valor preditivo com o futuro, por isto, devem ser analisados em conjunto, de forma inter-relacionada, pois a capa- cidade de fazer predições é efetivada a partir do momento da possibilidade de confirmar as predições feitas anteriormente. Por exemplo A informação sobre a composição do ativo e sobre a receita da empresa auxilia o usuário a predizer a capacidade de geração de riqueza da entidade com base em seu ativo, tendo, assim, um indicador sobre o possível retorno do investimento a ser feito. O pronunciamento destaca, também, que a relevância da informação é afetada pela sua materialidade. A materialidade está relacionada com a mudança de uma decisão, pelo usuário, devido ao conhecimento de uma informação, por isto, tem relação com a natureza e a magni- tude do que está sendo informado. A informação contábil-financeira será material quando a sua omissão ou a sua divulgação de forma distorcida (mistating) influenciar nas tomadas de decisões dos usuários das infor- mações. Ela é considerada um aspecto de relevância específico da entidade e, por essa razão, não é possível especificar um limite quantitativo uniforme para materialidade ou predefinir o que seria jugado material em uma situação concreta. Normalmente, a materialidade de uma informação está diretamente relacionada com o julgamento profissional do usuário, devido a isto, deve ser analisado caso a caso, para definir se uma informação é material ou não. Em alguns casos, a natureza das informações, por si só, é suficiente para determinar a sua relevância. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 55 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Por exemplo Reportar uma nova linha de produtos que a entidade venha a operar pode afetar a avaliação dos riscos e das oportunidades com que a entidade se depara, independentemente dos valo- res envolvidos. Em outros casos, a materialidade é importante pelo valor envolvido. Por exemplo A empresa tem estoque composto por vários produtos, sendo que os produtos mais valorados não têm mercado atuante e tendem a não se realizarem rapidamente, assim, é importante des- tacar esta informação pelos valores envolvidos. Esta convenção contábil é de extrema importância para a relação custo-benefício, pois desobriga um tratamento mais rigoroso para aqueles itens cujo valor monetário é pequeno dentro dos gastos totais, assim, itens imateriais não necessitam de um controle efetivo. O PULO DO GATO A materialidade é um aspecto de relevância específico da entidade com base na natureza ou magnitude, ou ambas, dos itens aos quais as informações se referem no contexto do relató- rio financeiro da entidade individual. Consequentemente, não se pode especificar um limite quantitativo uniforme para materialidade ou predeterminar o que pode ser material em uma situação específica. Representação Fidedigna Representar fidedignamente um evento econômico quer dizer ser fiel ao fato, de forma neutra e sem um viés informacional, de forma mais simples, é falar a verdade, o que realmente acorreu. A representação fidedigna, anteriormente denominada “confiabilidade”, é definida como a qualidade da informação que garante aos usuários uma mensagem livre de erro e de viés e que represente fielmente o que se pretende informar. Conforme orientação normativa, a representação fidedigna deve priorizar a essência da transação em detrimento da forma, ou seja, os eventos devem ser apresentados de acordo com a sua substância e realidade econômica - e não meramente sua forma legal. Disto, pode- mos inferir que o controle sobre um bem ou direito suplanta a propriedade, quando da divulga- ção das informações. Assim, para ser representação perfeitamente fidedigna, a realidade retratada precisa ter três atributos. Ela tem que ser completa, neutra e livre de erro. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 56 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo • Completa: “deve incluir toda a informação necessária para que o usuário compreenda o fenômeno sendo retratado, incluindo todas as descrições e explicações necessárias.” O retrato da realidade econômica completo deve incluir toda a informação necessária para que o usuário compreenda o fenômeno sendo retratado, incluindo todas as descrições e expli- cações necessárias. Por exemplo Um retrato completo de um grupo de ativos incluiria, no mínimo, a descrição da natureza dos ativos que compõem o grupo, o retrato numérico de todos os ativos que compõem o grupo e a descrição acerca do que o retrato numérico representa (por exemplo: custo histórico original, custo histórico ajustado ou valor justo). • Neutra: ausência de viés na seleção ou na apresentação da informação contábil-finan- ceira. A representação neutra não possui inclinações, não é parcial, não é enfatizada ou deixa de ser enfatizada, nem é, de outro modo, manipulada para aumentar a probabilidade de que as informações financeiras serão recebidas de forma favorável ou desfavorável pelos usuários. Informações neutras não significam informações sem nenhum propósito ou sem nenhuma influência sobre o comportamento - ao contrário, informações financeiras relevantes são, por definição, capazes de fazer diferença nas decisões dos usuários. Uma novidade na revisão R2 foi a apresentação de que neutralidade é apoiada pelo exer- cício da prudência. Prudência é o exercício de cautela ao fazer julgamentos sob condições de incerteza. O exercício de prudência significa que ativos e receitas não estão superavaliados, assim como passivos e despesas não estão subavaliados. Da mesma forma, o exercício de prudência não permite a subavaliação de ativos ou receitas ou a superavaliação de passivos ou despesas. Essas divulgações distorcidas podem levar à superavaliação ou subavaliação de receitas ou despesas em períodos futuros. Assim, ao estabelecer as estimativas para perda ou as provisões parapagamentos, a entidade deverá observar a prudência, como apoio à neutralidade. • Livre de erros: não pode haver erros ou omissões relevantes no fenômeno retratado. Um retrato da realidade econômica livre de erros significa que não há erros ou omissões no fenômeno retratado e que o processo utilizado, para produzir a informação reportada, foi selecionado e foi aplicado livre de erros. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 57 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Assim, representação fidedigna não significa exatidão em todos os aspectos. Nesse senti- do, um retrato da realidade econômica livre de erros não significa algo perfeitamente exato em todos os aspectos. Por exemplo A estimativa de preço ou valor não observável não pode ser qualificada como algo exato ou inexato. Entretanto a representação dessa estimativa pode ser considerada fidedigna se o montante for descrito claramente e precisamente como uma estimativa, se a natureza e as limitações do processo forem devidamente reveladas e nenhum erro tiver sido cometido na seleção e na aplicação do processo apropriado para desenvolvimento da estimativa. Não esqueça: A informação precisa concomitantemente ser relevante e representar, com fidedignidade, a realidade reportada para ser útil. Nem a representação fidedigna de fenômeno irrelevante, tampouco a representação não fidedigna de fenômeno relevante, auxilia os usuários a toma- rem boas decisões. O processo mais eficiente e eficaz para aplicar as características qualitativas fundamen- tais é, normalmente, o seguinte: Em primeiro lugar, identificar o fenômeno econômico, informações sobre o que é capaz de ser útil para os usuários das informações financeiras da entidade que reporta. Em segundo lugar, identificar o tipo de informação sobre esse fenômeno que é mais relevante. Em terceiro lugar, determinar se essas informações estão disponíveis e se podem fornecer representação fidedigna do fenômeno econômico. Em caso afirmativo, o processo para satis- fazer às características qualitativas fundamentais se encerra nesse ponto. Em caso negativo, o processo é repetido com o próximo tipo de informação mais relevante. As características fundamentais são bastante exigidas em concurso, sendo que ques- tões normalmente são literais, assim, basta saber quais são e alguns conceitos relacionados. Vamos ver: Julgue o item seguinte, de acordo com os princípios de contabilidade e as normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). 047. (CESPE/DPF/PERITO CONTADOR/2013) Relevância e comparabilidade são característi- cas qualitativas fundamentais da informação contábil-financeira útil, pois tornam a informação capaz de fazer a diferença nas decisões tomadas pelos usuários. A assertiva cobra, literalmente, quais são as características fundamentais da informação con- tábil. Para responder, basta lembra que são a relevância e a representação fidedigna. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 58 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo 048. (FEPESE/MPE-SC/AUDITOR/2014) De acordo com o CPC 00/R1/2011, são duas as ca- racterísticas qualitativas fundamentais da informação contábil-financeira. Assinale a alternativa que traz estas características fundamentais a) Compreensibilidade e relevância b) Verificabilidade e tempestividade c) Comparabilidade e verificabilidade d) Relevância e representação fidedigna e) Representação fidedigna e tempestividade. Novamente, a questão é literal, basta saber que relevância e representação fidedigna são as características fundamentais da informação contábil. “É só correr para o abraço”. Letra d. 049. (IF-PI/ IF-PI/PROFESSOR DE CONTABILIDADE/2016) As demonstrações contábeis são importantes para que o usuário interessado pela informação tome decisões e conheça a si- tuação econômico-financeira de uma entidade. Conforme a Estrutura Conceitual Básica-CPC 00(R1), a qualidade da informação contábil deve ser útil e relevante. Conforme a afirmação acima marque a alternativa CORRETA: a) As características qualitativas fundamentais são relevância e representação fidedigna. b) A informação econômica é capaz de fazer diferença nas decisões se tiver valor preditivo, valor médio ou ambos. c) A informação contábil-financeira já é considerada útil se representar um fenômeno relevante. d) Representação fidedigna de uma informação significa exatidão em todos os aspectos. Boa questão; contudo a resposta é a mesma das demais. a) Certa. b) Errada. Sabemos que a informação é relevante se possuir valor preditivo e confirmató- rio, ou ambos. c) Errada. Não basta ser relevante, lembram? Deve ser relevante e fidedigna. d) Errada. A representação fidedigna não representa exatidão, mas, sim, que as informações estão livres de erros materiais. Letra a. 050. (INAZ DO PARÁ/CORE-PE/CONTADOR/2019) As características qualitativas fundamen- tais da Informação Contábil-Financeira são relevância e representação fidedigna. Diante das informações qualitativas fundamentais, assinale a alternativa correta: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 59 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo a) Informação contábil-financeira relevante é aquela que não possui poder de influenciar as decisões que possam ser tomadas pelos usuários. b) Para ser útil, a informação contábil-financeira não tem só que representar um fenômeno relevan- te, mas tem também que representar com fidedignidade o fenômeno que se propõe representar. c) Representação fidedigna, por si só, pode resultar necessariamente em informação útil. d) A informação precisa concomitantemente ser irrelevante e representar com fidedignidade a realidade reportada para ser útil. e) A informação contábil-financeira precisa ser uma predição ou uma projeção para que pos- sua valor preditivo. Vimos na aula que, para ser útil, a informação contábil-financeira deve ter as características fundamentais da relevância e da representação fidedigna. Assim, ela não tem só que represen- tar um fenômeno relevante, tem, também, que representar, com fidedignidade, o fenômeno que se propõe representar. Letra b. 051. (VUNESP/GUARULHOS/FISCAL DE RENDAS/2019) De acordo com a Estrutura Con- ceitual (Resolução CFC n. 1.374/2011), são características fundamentais da informação contábil-financeira: a) Relevância e representação fidedigna. b) Relevância e compreensibilidade. c) Regime de competência e relevância. d) Regime de competência e consistência. e) Comparabilidade e verificabilidade. As características qualitativas fundamentais são relevância e representação fidedigna. Letra a. 052. (CESGRANRIO/PETROBRAS/CONTADOR JÚNIOR/2015) Os termos do Pronunciamen- to Conceitual Básico (R1) contemplam as características qualitativas da informação contábil útil. Nesse aspecto, são características qualitativas fundamentais da informação contábil útil: a) Comparabilidade e Materialidade b) Materialidade e Verificabilidade c) Compreensão e Representação Tempestivad) Relevância e Representação Fidedigna e) Tempestividade e Anualidade O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 60 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo As características fundamentais são: relevância e representação fidedigna. Letra d. 053. (FCC/TCE-GO/CONTADOR/2014) Os três atributos para que uma demonstração finan- ceira seja considerada fidedigna são: a) Completa, neutra e livre de erro. b) Suficiente, prudente e livre de fraude. c) Limitada, suficiente e livre de erro. d) Integral, prudente e livre de fraude. e) Adequada, possível e livre de erro. Para ser representação fidedigna, a realidade da informação retratada precisa ter três atribu- tos. Ela tem que ser completa, neutra e livre de erro. Letra a. 054. (FCC/MANAUS/AFTM/2019) Na avaliação de materialidade, é razoável que o auditor assuma que os usuários de demonstrações financeiras a) possuem aprofundado conhecimento de economia. b) não sabem que as demonstrações contábeis são auditadas considerando níveis de ma- terialidade. c) possuem conhecimento razoável de contabilidade. d) não possuem disposição para estudar as informações contábeis com diligência. e) possuem aprofundado conhecimento das atividades econômicas. Segundo o CPC 00, a materialidade é um atributo da relevância. Em auditoria, materialidade é o montante fixado pelo auditor, que deverá estar correto. Assim, é material a informação que afeta a opinião do usuário. A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e é afe- tada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários das demonstrações contábeis. Neste contexto, é razoável que o auditor assuma que os usuários: a)possuem conhecimento razoável de negócios, atividades econômicas, contabilidade e a dis- posição de estudar as informações das demonstrações contábeis com razoável diligência. Letra c. 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É importante destacar que as características de melhoria são desejáveis, mas não essen- ciais, pois elas agregam valor e melhoram a qualidade da informação, servindo para auxiliar qual de duas alternativas de informação igualmente relevante e fidedigna deveria ser apre- sentada em relação a um fenômeno, no entanto elas não tornam a informação útil, se uma informação for irrelevante ou não tiver representação fidedigna, não importa ser comparável, verificável, tempestiva ou compreensível, ela não é uma informação útil. A aplicação das características qualitativas de melhoria é um processo interativo que não se- gue uma ordem preestabelecida, nem existe hierarquia entre os atributos. Algumas vezes, uma característica qualitativa de melhoria pode ter que ser diminuída para maximização de outra característica qualitativa. Por exemplo, a redução temporária na comparabilidade como resul- tado da aplicação prospectiva de uma nova norma contábil-financeira pode ser vantajosa para o aprimoramento da relevância ou da representação fidedigna no longo prazo. Comparabilidade A comparabilidade é a característica qualitativa de melhoria que visa a fazer com que os usuários identifiquem e compreendam as semelhanças e as diferenças entres as informações e os dados apresentados e divulgados. As decisões de usuários implicam escolhas entre alternativas, como, por exemplo, ven- der ou manter um investimento ou investir em uma entidade ou noutra. Consequentemente, a informação acerca da entidade será mais útil caso possa ser comparada com informação similar sobre outras entidades e com informação similar sobre a mesma entidade para outro período ou para outra data. A COMPARABILIDADE tem como necessidade própria precisar de, pelo menos, dois itens para efetivar a comparação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 62 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Assim, por uma questão de lógica, se o objetivo é comparar, existe a necessidade de ter um dado em mãos para comparar com outro dado - e assim inferir sobre algo. O atributo da comparabilidade permite que sejam comparadas informações com outras entidades ou com a mesma entidade, entre mais de um período. Outro ponto importante da comparabilidade é que ela não se confunde com o atributo da consistência ou de uniformidade. É normal as bancas apresentarem que comparabilidade é o mesmo que consistência ou que uniformidade. Consistência, embora esteja relacionada com a comparabilidade, não significa o mesmo. Consistência refere-se ao uso dos mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período entre entidades. Comparabilidade é a meta; a consistência auxilia a alcançar essa meta. Comparabilidade também não significa uniformidade. Para que a informação seja compa- rável, coisas iguais precisam parecer iguais, e coisas diferentes precisam parecer diferentes. A comparabilidade da informação contábil-financeira não é aprimorada ao se fazer com que coisas diferentes pareçam iguais ou, ainda, ao se fazer coisas iguais parecerem diferentes. Meu(inha) amigo(a), chamo a sua atenção para que entenda que manter a consistência não quer dizer que a empresa não possa mudar algum critério. A consistência estabelece que a empresa mantenha os MESMOS critérios dentro do exercício, e, se está utilizando um critério, este seja utilizado em todos os itens da mesma natureza. Por exemplo Se a empresa utiliza, em suas máquinas da linha de produção, o critério da depreciação pelo número de unidades produzidas, deve utilizar, para todas as máquinas na linha de produção, o mesmo critério. Se a empresa faz estimativa de inadimplência para as contas a receber, deve fazer para todas as contas a receber. Qualquer mudança de critério que impacte de forma relevante nos dados apresentados deve ser divulgada em notas explicativas junto com as demonstrações contábeis. Na sua essência, a comparabilidade deve possibilitar ao usuário o conhecimento da situa- ção e evolução de determinada informação ao longo do tempo, numa mesma entidade ou em diversas entidades, de tal forma que se obtenha condição para a melhor tomada de decisão. Capacidade de Verificação A capacidade de verificação ajuda a garantir aos usuários que as informações represen- tem, de forma fidedigna, os fenômenos econômicos que pretendem representar. A capacidade de verificação significaque diferentes observadores bem informados e in- dependentes podem chegar ao consenso, embora não a um acordo necessariamente comple- to de que a representação específica é representação fidedigna. Tem relação com conseguir comprovar uma informação. 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Verificação indireta significa checar os dados de entrada do modelo, da fórmula ou de ou- tra técnica e recalcular os resultados obtidos por meio da aplicação da mesma metodologia; está relacionada com exame documental. Um exemplo é a verificação do valor contábil dos estoques por meio da checagem dos dados de entrada (quantidades e custos) e por meio do recálculo do saldo final dos estoques, utilizando a mesma premissa adotada no fluxo do custo (por exemplo: utilizando o método PEPS). Tempestividade Tempestividade significa ter informação disponível para tomadores de decisão a tempo de poder influenciá-los em suas decisões. Tem relação direta com a oportunidade de uma informação - devido a isto, a informação tem que estar disponível, para tomadores de decisão, a tempo para poder influenciá-los em suas decisões. Em geral, a informação mais antiga é a que tem menos utilidade. Contudo certa informação pode ter o seu atributo tempestividade prolongado após o encerramento do período contábil, em decorrência de alguns usuários necessitarem identificar e avaliar tendências. A falta de tempestividade pode criar uma assimetria informacional entre os usuários. Por exemplo Os usuários internos (administradores) têm conhecimento de uma informação relevante, con- tudo não a divulgam, para não afetar a negociação de um título da empresa no mercado de capital. Quando a informação for divulgada, após a negociação dos papéis ter sido efetivada, ela perdeu a sua oportunidade - e, de certa forma, foi inútil naquele momento. Compreensibilidade Compreensibilidade é uma das características que ajudam o usuário a assimilar o signifi- cado das informações. Assim, classificar, mensurar e apresentar a informação com clareza e concisão torna-a compreensível. A compreensibilidade presume que o usuário disponha de conhecimentos de contabilida- de e dos negócios e das atividades da entidade, em nível que o habilite ao entendimento das in- formações colocadas à sua disposição, desde que se proponha analisá-las, pelo tempo e com a profundidade necessários, sendo que uma eventual dificuldade de entendimento suficiente das informações contábeis por algum usuário jamais será motivo para a sua não-divulgação. 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De- vem ser divulgadas todas as informações relevantes, inclusive as que envolvem cálculos com- plexos, como os relacionados com a precificação de ativos e derivativos no mercado de capital. Então, para ser compreensível, a informação deve ser divulgada com clareza e completude, contudo exige-se que o usuário saiba interpretar as informações, pois as informações sobre assuntos complexos que devam ser incluídas nas demonstrações contábeis, por causa da sua relevância para as necessidades de tomada de decisão pelos usuários, não devem ser excluí- das meramente sob o pretexto de que seria difícil certos usuários as entenderem. Informação contábil Fundamental Relevante Importante Fidedigna Verdadeira De Melhoria Compreensibilidade Entendível Comparabilidade Analisável Verificabilidade Comprovável Tempestividade Oportuna Na elaboração das informações, a administração deverá analisar a relação custo benefício, pois o custo é uma restrição generalizada sobre as informações que podem ser fornecidas pelo relatório financeiro. A elaboração do relatório de informações financeiras impõe custos - e é importante que esses custos sejam justificados pelos benefícios de apresentar essas informações. 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(IF-ES/IF-ES/TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) De acordo com a “Estrutura Con- ceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro (CPC 00 – R1)” é um exemplo de característica qualitativa capaz de melhorar a utilidade da informação contábil- -financeira, a ________. No tocante ao caso específico do setor público, a “NBC TSP Estrutura Conceitual para Elabora- ção e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público” prevê que os usuários dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público almejam subsídios nestes relatórios para fins de prestação de contas e responsabili- zação (accountability) e para o (a) _________. Completam de forma CORRETA as lacunas do texto na ordem prevista: a) Comparabilidade / tomada de decisão. b) Representação fidedigna / fiscalização dos tributos arrecadados. c) Relevância / fiscalização dos agentes públicos. d) Tempestividade / acompanhamento da ação governamental. e) Compreensibilidade / participação democrática. As caraterísticas qualitativas de melhoria são a comparabilidade, a verificabilidade, a tempesti- vidade e a compreensibilidade; elas melhoram a utilidade da informação que é relevante e que é representada com fidedignidade. Assim, eliminamos as letras b) e c). Os usuários, sejam públicos ou privados, utilizam as informações apresentadas pela contabili- dade para tomar uma decisão sobre a melhor forma de alocar seus recursos. Letra a. 056. (AOCP/PC-ES/PERITO CONTÁBIL/2019) Conforme a Estrutura Conceitual para Elabora- ção e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro,a característica qualitativa da confiabilidade foi redenominada para a) verificabilidade. b) compreensibilidade. c) comparabilidade. d) representação fidedigna. e) relevância. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 66 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo A característica qualitativa confiabilidade foi redenominada representação fidedigna. Letra d. 057. (IBFC/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2017) Com base na NBC TSP Estrutura Conceitual – estrutura conceitual para elaboração e divulgação de informação contábil de propósito geral pelas entidades do setor público, assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. “ _______________ significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca a sua capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão”. a) Tempestividade b) Compreensibilidade c) Neutralidade d) Comparabilidade e) Verificabilidade. A tempestividade significa ter informação disponível para tomadores de decisão a tempo de poder influenciá-los em suas decisões. Em geral, a informação mais antiga é a que tem menos utilidade. Contudo certa informação pode ter o seu atributo tempestividade prolongado após o encerramento do período contábil, em decorrência de alguns usuários, por exemplo, necessita- rem identificar e avaliar tendências. Está representando o princípio da oportunidade. Letra a. 058. (IESES/CRM-SC/CONTADOR/2015) As características qualitativas da informação con- tábil-financeira identificam os tipos de informações que muito provavelmente são reputadas como as mais úteis para investidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes e em potencial, para tomada de decisões acerca da entidade. Assinale a alternativa que representa uma característica qualitativa fundamental da informa- ção contábil-financeira. a) Relevância. b) Competência. c) Entidade. d) Continuidade. As características fundamentais são relevância e representação fidedigna. Não se esqueça dos atributos de melhoria: comparabilidade, compreensibilidade, tempestividade e verificabilidade. Letra a. 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III – As demonstrações contábeis são preparadas com base no pressuposto de que a entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar em liquidação, nem reduzir materialmente a escala das suas operações. IV – As informações sobre assuntos complexos que dificultam a compreensibilidade para al- guns usuários da contabilidade devem ser excluídas das demonstrações contábeis. Está correto o que se afirma APENAS em a) I e II. b) II e III. c) I, II e III. d) II, III e IV. e) III e IV. I – Errado. Os relatórios de propósito emitidos pela empresa visam a atender aos usuários externos; os administradores que representam os usuários internos utilizam informações pontuais e específicas. II – Certo. O objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações que sejam úteis a um grande número de usuários em suas avaliações e tomadas de decisão econômica, por isto que são denominadas relatórios de propósito geral. III – Certo. As demonstrações contábeis são preparadas com base no pressuposto da con- tinuidade, ou seja, considerando que a empresa não tem a intenção, nem a necessidade, de entrar em liquidação, nem reduzir materialmente a escala das suas operações. IV – Errado. As informações sobre assuntos complexos que dificultam a compreensibilidade para alguns usuários da contabilidade NÃO devem ser excluídas das demonstrações contá- beis. É o caso dos instrumentos financeiros sem um mercado ativo. A exclusão de informa- ções sobre esses fenômenos dos relatórios contábil-financeiros pode tornar a informação constante em referidos relatórios mais facilmente compreendida. Contudo referidos relatórios seriam considerados incompletos e potencialmente distorcidos. Letra b. 060. (AOCP/SANTO AGOSTINHO-PE/CONTADOR/2019) Segundo o CPC 00 (R1) – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 68 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo a) a utilização do regime de caixa fornece melhor base de avaliação da performance passada e da futura da entidade a que reporta a informação. b) as características qualitativas foram divididas em duas categorias: as fundamentais e as da relevância. c) para ser representação perfeitamente fidedigna, a realidade retratada da informação precisa ter os atributos da neutralidade e ser livre de distorções relevantes. d) as informações se destinam, principalmente, ao público externo, com foco nos investidores, credores por empréstimos e a outros credores. a) Errada. A estrutura conceitual determina a utilização do regime de competência para a apu- ração dos resultados, pois o regime de caixa apresenta somente as entradas e saídas de di- nheiro, fornecendo uma base de informações muito pequena. b) Errada. As características da informação contábil foram divididas em fundamentais e de melhoria. c) Errada. Incompleta! A representação fidedigna deve ser completa, neutra e livre de erros. d) Certa. As informações apresentadas pela contabilidade devem atender, principalmente, aos usuários externos primários, que são os que aplicam dinheiro na empresa. Letra d. 061. (AOCP/ADAF-AM/CONTADOR/2018) Nos termos do CPC 00, são características quali- tativas de melhoria: a) conservadorismo, relevância, confiabilidade e comparabilidade. b) representação fidedigna, materialidade, comparabilidade e compreensibilidade. c) comparabilidade, tempestividade, confiabilidade e relevância. d) comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade. e) fidedignidade, confiabilidade, materialidade e conservadorismo. As características qualitativas de melhoria são comparabilidade, capacidade de verificação (verificabilidade), tempestividade e compreensibilidade, menos críticas, mas, ainda assim, al- tamente desejáveis. Letra d. CApítulo 3 – demonstrAções Contábeis e A entidAde Que reportA A estrutura conceitual destaca que as demonstrações contábeis fornecem informações sobre recursos econômicos (ativos) da entidade que reporta; reivindicações contra a entidade (obrigações exigíveis) e alterações nesses recursos (receitas e despesas); devido a isto, elas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquertítulo, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 69 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo têm o objetivo de fornecer informações financeiras sobre ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas e despesas que sejam úteis aos usuários das demonstrações contábeis na avaliação das perspectivas para futuros fluxos de entrada de caixa líquidos e na avaliação da gestão de recursos da administração sobre os recursos econômicos da entidade. As informações são apresentadas no balanço patrimonial, ao reconhecer ativos, passivos e patrimônio líquido; na demonstração do resultado, ao reconhecer as receitas e despesas; e na demonstração do resultado abrangente, que apresenta as receitas e despesas abrangentes (contas apresentadas no Patrimônio Líquido na conta Ajuste da Avaliação Patrimonial); e em outras demonstrações e notas explicativas. Aqui temos uma novidade. O CPC 00 R2 apresenta a necessidade da elaboração da DRA – De- monstração dos Resultados Abrangentes. O balanço patrimonial, a demonstração do resultado e a demonstração do resultado abran- gente refletem o ativo, o passivo, as receitas, as despesas e o patrimônio líquido reconhecidos da entidade em sumários estruturados, que se destinam a tornar as informações financeiras comparáveis e compreensíveis. Uma característica importante das estruturas desses sumários é que os valores reconheci- dos em uma demonstração estão incluídos nos totais e, se aplicável, nos subtotais que vincu- lam os itens reconhecidos na demonstração. Desta forma, as demonstrações devem retratar os efeitos patrimoniais e financeiros das transações e outros eventos, por meio do grupamento deles em classes amplas, de acordo com as suas características econômicas (são os grupos e subgrupos de contas). Assim, as informações sobre possíveis transações futuras e outros possíveis eventos fu- turos (informações abrangentes-prospectivas) são incluídas nas demonstrações contábeis se: a) referirem-se a ativos ou passivos da entidade – incluindo ativos ou passivos não reco- nhecidos – ou patrimônio líquido que existiam no final do período de relatório, ou durante o período de relatório, ou a receitas ou a despesas do período de relatório; b) forem úteis aos usuários das demonstrações contábeis. Os ativos e passivos NÃO RECONHECIDOS são os considerados contingentes, que não apare- cem no balanço patrimonial, mas são divulgados em notas explicativas. No Brasil, o período utilizado para a elaboração das demonstrações é o exercício social adotado pela empresa, que, em regra, é o ano civil - Contudo independe do prazo utilizado na elaboração das demonstrações. Para ajudar os usuários a identificarem e avaliarem mudanças e tendências, as demonstrações contábeis também fornecem informações comparativas de, pelo menos, um período de relatório anterior. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 70 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo O PULO DO GATO A empresa deve apresentar as demonstrações do período corrente e as demonstrações do período anterior. Outra inclusão é a de que as demonstrações contábeis são normalmente elaboradas com base na suposição de que a entidade está em continuidade operacional e continuará em ope- ração no futuro previsível. Assim, presume-se que a entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar em liquidação ou deixar de negociar. Se existe essa intenção ou necessidade, as demonstrações contábeis podem ter que ser elaboradas em base diferente. Em caso afirmativo, as demonstra- ções contábeis descrevem a base utilizada. Entidade que Reporta A entidade que reporta é a entidade que é obrigada a, ou decide, elaborar demonstrações contábeis; pode ser uma única entidade ou parte da entidade ou pode compreender mais de uma entidade. Às vezes, a entidade (controladora) tem o controle sobre outra entidade (controlada). Se a en- tidade que reporta compreende tanto a controladora como suas controladas, as demonstrações contábeis da entidade que reporta são denominadas “demonstrações contábeis consolidadas”. As demonstrações consolidadas fornecem informações sobre ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas e despesas tanto da controladora como de suas controladas, como uma única entidade. Essas informações são úteis para investidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes e potenciais, da controladora em sua avaliação das perspectivas para futu- ros fluxos de entrada de caixa líquidos para a controladora. Isso porque os fluxos de entrada de caixa líquidos para a controladora incluem distribuições para a controladora de suas controladas, e essas distribuições dependem de fluxos de entrada de caixa líquidos para as controladas. Se a entidade que reporta é apenas a controladora, as demonstrações contábeis são deno- minadas “demonstrações contábeis não consolidadas”. Demonstrações contábeis não consolidadas destinam-se a fornecer informações sobre ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas e despesas da controladora - e não sobre aquelas de suas controladas Se a entidade que reporta compreende duas ou mais entidades que não são todas vincu- ladas pelo relacionamento controladora-controlada, as demonstrações contábeis da entidade que reporta são denominadas “demonstrações contábeis combinadas”. As demonstrações contábeis podem ser não consolidadas (individuais), consolidadas ou combinadas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 71 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo CApítulo 4 - elementos dAs demonstrAções Contábeis Os elementos das demonstrações contábeis definidos na estrutura conceitual são apre- sentados pelas classes de contas que compõem os ativos, passivos e patrimônio líquido, que se referem à posição financeira da entidade que reporta; e receitas e despesas, que se referem ao desempenho financeiro da entidade que reporta. Essas classes amplas são denominadas elementos das demonstrações contábeis. Os elementos das demonstrações contábeis definidos nesta estrutura conceitual são: • ativos, passivos e patrimônio líquido, que se referem à posição financeira da entidade que reporta; • receitas e despesas, que se referem ao desempenho financeiro da entidade que reporta. A apresentação desses elementos no balanço patrimonial e na demonstração do resultado envolve um processo de subclassificação. Por exemplo. Ativos e passivos podem ser classificados por sua natureza ou função nos negócios da entida- de, em circulante ou não circulantes, a fim de mostrar as informações da maneira mais útil aos usuários, para fins de tomada de decisões econômicas. As receitas e despesas são segmenta- das, conforme as atividades, em operacionais e outras receitas ou despesas. Definição dos Elementos A definição dos elementos prevista no pronunciamento nos apresenta os conceitos de ati- vo, passivo, patrimônio líquido, receita e despesa. Contudo são denominados elementos das demonstrações contábeis. Os elementos diretamente relacionados com a posição financeira da entidade que reporta são os ativos, os passivos e o patrimônio líquido. Estes são definidoscomo segue: • Ativo é um recurso econômico presente controlado pela entidade como resultado de eventos passados. Recurso econômico é um direito que tem o potencial de produzir benefícios econômicos e deve atender três aspectos: direito, potencial de produzir benefícios econômicos e controle. Os direitos que têm o potencial de produzir benefícios econômicos assumem muitas formas, incluindo: a) direitos que correspondem à obrigação de outra parte; b) direitos de receber caixa; c) direitos de receber produtos ou serviços; d) direitos de trocar recursos econômicos com outra parte em condições favoráveis. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 72 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo A entidade não pode ter direito de obter benefícios econômicos de si mesma. Um recurso econômico é um direito que tem o potencial de produzir benefícios econômicos. Para que esse potencial exista, não precisa ser certo, ou mesmo provável, que esse direito produzirá benefícios econômicos. É necessário somente que o direito já exista e que, em pelo menos uma circunstância, produzirá. para a entidade. benefícios econômicos além daqueles disponíveis para todas as outras partes. Um recurso econômico pode produzir benefícios econômicos para a entidade, com um ou mais dos seguintes atos: a) receber fluxos de caixa contratuais ou outro recurso econômico; b) trocar recursos econômicos com outra parte em condições favoráveis; c) produzir fluxos de entrada de caixa ou evitar fluxos de saída de caixa, por exemplo: I – utilizando o recurso econômico para produzir produtos ou prestar serviços; II – utilizando o recurso econômico para melhorar o valor de outros recursos econômicos; III – arrendando o recurso econômico a outra parte; d) receber caixa ou outros recursos econômicos por meio da venda do recurso econômico; e) extinguir passivos por meio da transferência do recurso econômico. O benefício econômico futuro de um ativo é o seu potencial em contribuir, direta ou indireta- mente, para o fluxo de caixa ou equivalentes de caixa para a entidade. O controle vincula um recurso econômico à entidade. A entidade controla um recurso eco- nômico se ela tem a capacidade presente de direcionar o uso do recurso econômico e obter os benefícios econômicos que podem fluir dele. Controle inclui a capacidade de impedir outras partes de direcionar o uso do recurso eco- nômico e de obter os benefícios econômicos que podem fluir dele. Ocorre que, se uma parte controla um recurso econômico, nenhuma outra parte controla esse recurso. − Passivo é uma obrigação presente da entidade de transferir um recurso econômico como resultado de eventos passados. Para que exista passivo, três critérios devem ser satisfeitos: a entidade tem uma obrigação; a obrigação é de transferir um recurso econômico; a obrigação é uma obrigação presente que existe como resultado de eventos passados O primeiro critério para o passivo é que a entidade tenha a obrigação. A obrigação é o dever ou a responsabilidade que a entidade não tem a capacidade prática de evitar. A obrigação é sempre devida à outra parte (ou partes). A outra parte (ou partes) pode ser uma pessoa ou outra entidade, grupo de pessoas ou outras entidades, ou a sociedade em geral. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 73 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Não é necessário conhecer a identidade da parte (ou partes) para quem a obrigação é devida. Muitas obrigações são estabelecidas por contrato, legislação ou meios similares e são legalmente exigíveis pela parte (ou partes) para quem são devidas. Obrigações também podem resultar, contudo, de práticas usuais, políticas publicadas ou declarações específicas da entidade se a entidade não tem capacidade prática de agir de modo inconsistente com essas práticas, políticas ou declarações. A obrigação que surge nessas situações é denominada, às vezes, “obrigação presumida”. O segundo critério para um passivo é que a obrigação seja de transferir um recurso econômico. Para satisfazer a esse critério, a obrigação deve ter o potencial de exigir que a entidade transfira um recurso econômico para outra parte (ou partes). Para que esse potencial exista, não é necessário que seja certo, ou mesmo provável, que a entidade será obrigada a transferir um recurso econômico – a transferência pode, por exemplo, ser obrigada somente se ocorrer evento futuro incerto especificado. É necessário somente que a obrigação já exista e que, em pelo menos uma circunstância, exigirá que a entidade transfira um recurso econômico. Obrigações de transferir um recurso econômico incluem, por exemplo: a) obrigações de pagar o valor à vista; b) obrigações de entregar produtos ou prestar serviços; c) obrigações de trocar recursos econômicos com outra parte em condições desfavoráveis. Essas obrigações incluem, por exemplo, contrato a termo para vender um recurso econômico em condições que são atualmente desfavoráveis ou a opção que dá direito à outra entidade de comprar um recurso econômico da entidade; d) obrigações de transferir um recurso econômico se ocorrer evento futuro incerto específico; e) obrigações de emitir instrumento financeiro se esse instrumento financeiro obrigar a entidade a transferir um recurso econômico. O terceiro critério para um passivo é que a obrigação seja uma obrigação presente que exista como resultado de eventos passados. A obrigação presente existe como resultado de eventos passados somente se: a) a entidade já tiver obtido benefícios econômicos ou tomado uma ação; b) como consequência, a entidade terá ou poderá ter que transferir um recurso econômico que de outro modo não teria que transferir. A obrigação presente pode existir mesmo se a transferência de recursos econômicos não puder ser executada até algum momento no futuro. Por exemplo, passivo contratual de pagar o valor à vista pode existir atualmente mesmo se o contrato não exige o pagamento até uma data futura. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 74 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo De modo similar, a obrigação contratual para a entidade realizar um trabalho em data futu- ra pode existir atualmente, mesmo se a contraparte não puder exigir que a entidade realize o trabalho até essa data futura. − Patrimônio líquido é a participação residual nos ativos da entidade após a dedução de todos os seus passivos. É uma obrigação não exigível para a empresa, pois os direitos sobre o patrimônio líquido são reivindicações contra a entidade que não atendem à definição de passivo. Essas reivindicações podem ser estabelecidas por contrato, legislação ou meios similares e incluem, na medida em que não atendem à definição de passivo: a) ações de diversos tipos emitidas pela entidade; b) algumas obrigações da entidade de emitir outro direito sobre o patrimônio líquido, como dividendos e proventos. Os elementos diretamente relacionados com o desempenhofinanceiro da entidade são as receitas e as despesas. a) Receitas são aumentos nos ativos, ou reduções nos passivos, que resultam em aumen- tos no patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a contribuições de detentores de direitos sobre o patrimônio; b) Despesas são reduções nos ativos, ou aumentos nos passivos, que resultam em redu- ções no patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a distribuições aos detentores de direi- tos sobre o patrimônio. O resultado é frequentemente utilizado como medida de performance, desempenho ou como base para outras medidas, tais como o retorno do investimento ou o resultado por ação. elementos das "DC" Posição patrimonial e financeira Ativo Recurso controlado Passivo Obrigação presente Patrimônio Líquido Resíduo patrimonial Desempenho financeiro Receitas Ganho econômico Despesas Perda econômica O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 75 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo O CPC 00 R2 apresenta a seguinte síntese sobre os conceitos: 062. (FCC/TCE-SE/TÉCNICO DE CONTROLE EXTERNO/2012) Ativo é definido na estrutura conceitual da contabilidade como um recurso a) de propriedade da entidade, utilizado em suas atividades operacionais, independentemente do fluxo de caixa que este venha a gerar. b) do qual se espera apenas uma saída próxima de recursos da entidade para o seu pagamento. c) adquirido à vista pela entidade. d) controlado pela entidade e do qual se espera que resultem benefícios econômicos futuros. e) que não pode ser distribuído aos proprietários da entidade como restituição do capital. O conceito de ativo é um recurso econômico controlado pela entidade como resultado de eventos passados. Recurso controlado não precisa ser de propriedade da empresa, por exemplo, direito de uso de uma marca, um ativo obtido por arrendamento mercantil financeiro. Por resultado de eventos passados, entendemos que deve ter corrido um fato contábil, onde forma identificadas mensuradas as contas. O ativo representa o potencial econômico da empresa, e este potencial está relacionado com os futuros benefícios econômicos esperados. Em suma, o ativo existe para gerar benefícios O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 76 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo econômicos, ou seja, gerar lucro para a empresa, aumentando as receitas ou diminuindo as despesas. Letra d. 063. (FCC/TJ-SE/ANALISTA DE CONTABILIDADE/2009) A identificação de um gasto efetu- ado que NÃO produza benefícios econômicos futuros é reconhecido nas demonstrações de uma entidade como a) ganho. b) despesa. c) custo. d) receita. e) ativo. A essência de um ativo é ter um potencial econômico embutido; caso ocorra um gasto que seja improvável à futura geração de benefícios econômicos para a entidade, como é o caso de uma perda econômica, com sinistros, doações, etc., o elemento deverá ser reconhecido como despesa. Letra b. 064. (IF-PE/IF-PE/CONTADOR/2016) Sobre a estrutura conceitual estabelecida pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), está CORRETO afirmar que a) segundo a Estrutura Conceitual, reconhecimento é o processo que consiste na incorporação ao balanço patrimonial ou à demonstração do resultado de item que se enquadre na definição de elemento e que satisfaça os critérios de reconhecimento mencionados na Estrutura Conceitual. b) no caso de conflito entre a estrutura conceitual e um pronunciamento técnico do CPC, o dispos- to na Estrutura Conceitual deve ter prevalência sobre as exigências do pronunciamento técnico. c) demonstrações contábeis elaboradas dentro do que prescreve a Estrutura Conceitual obje- tivam fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões econômicas e avaliações por parte dos usuários, tendo o propósito de atender finalidade específica de determinados grupos de usuários. d) aportes dos proprietários da empresa é receita, pois são aumentos nos benefícios econômi- cos durante o período contábil sob a forma de entrada de recursos que resultam em aumento do patrimônio líquido. e) despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil sob a forma da saída de recursos ou da redução de ativos ou assunção de passivos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquido. Porém essa definição não abrange as perdas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 77 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo a) Certa. Reconhecer um elemento é identificar as caraterísticas de ativo, passivo, PL, receita e despesa; além disto, verificar se foram atendidos os critérios necessários para o seu registro no balanço patrimonial ou demonstração do resultado do exercício. b) Errada. Quando houver conflito entre a estrutura conceitual básica e um pronunciamento técnico, prevalece o que estiver previsto no pronunciamento técnico. c) Errada. As demonstrações são elaboradas para atender aos propósitos de todos os usuários externos - e não especificamente um usuário. d) Errada. Aporte de capital representa um aumento no capital social com a aplicação de dinhei- ro pelos sócios - não é receita, pois não tem relação com as atividades normais da empresa. e) Errada. Uma perda também é uma despesa, por exemplo, um sinistro, um incêndio ou um roubo. As perdas não têm relação com as atividades normais, são tratadas como despesas descontinuadas. Letra a. 065. (VUNESP/DOIS CÓRREGOS/CONTADOR/2018) Em uma empresa, uma despesa pode ser gerada a) pela redução das reservas de lucros para aumento do capital social. b) pelo aumento de uma aplicação financeira avaliada a valor justo. c) pelo pagamento a fornecedores. d) pelo reconhecimento de ajuste de perdas de estoques. e) pela aquisição de um veículo à vista. A despesa é uma perda econômica que deixa a empresa mais pobre; toda despesa diminui a situação líquida; diminuindo o ativo ou aumentando o passivo. O reconhecimento de perdas no estoque é uma despesa que diminui o ativo. Letra d. 066. (VUNESP/DOIS CÓRREGOS/CONTADOR/2018) Em uma empresa, uma receita pode ser gerada a) pelo aumento de capital social em dinheiro. b) pela redução do passivo em decorrência do reconhecimento de variação cambial. c) pelos juros dos empréstimos obtidos. d) pela perda por impairment. e) pelo reconhecimento inicial de uma provisão trabalhista. Receita é um ganho econômico que deixa a empresa mais rica; será registrada independente- mente do recebimento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 78 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Toda receita aumenta a situação líquida da empresa, aumentando o ativo ou diminuindo o pas- sivo; contudonem todo aumento da situação líquida é uma receita, como é o caso do aumento do capital social e a conversão de dívidas em ações. A diminuição do passivo pelo ganho na variação cambial é um exemplo de receita. Letra b. 067. (VUNESP/DOIS CÓRREGOS/CONTADOR/2018) Em uma empresa, uma das caracterís- ticas essenciais de um ativo é a) gerar benefícios econômicos para a entidade. b) ser um recurso decorrente de evento futuro. c) ser de propriedade legal. d) ter sido utilizado para liquidar um passivo. e) ter forma física. O ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade - e pode ser tangível ou intangível. Letra a. 068. (UFG/UFG/CONTADOR/2017) Até há bem pouco tempo, era comum conceituar Ativo como o conjunto de bens e direitos, embora diversos autores afirmassem que a utilização de um conceito simplificado se devia à formação ainda incipiente dos estudantes. O Ativo, após a divulgação da estrutura conceitual para a elaboração e divulgação das demonstrações contá- beis, passa a ser um recurso a) possuído por uma entidade, como resultado de eventos passados, e que apresenta va- lor de troca. b) possuído por uma entidade, como resultado de eventos passados, e do qual se espera que benefícios econômicos futuros fluam para essa entidade. c) controlado por uma entidade, como resultado de eventos passados, e do qual se espera que benefícios econômicos futuros fluam para essa entidade. d) controlado por uma entidade, como resultado de eventos passados, e que apresenta va- lor de troca. A questão cobrou literalmente o conceito de ativo: Ativo é um recurso econômico controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 79 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Lembre-se que, atualmente, o ativo não precisa mais ser de propriedade da empresa, contudo deve estar sob o seu controle. Letra c. CApítulo 5 – reConheCimento e desreConheCimento Reconhecimento é o processo de captação para inclusão no balanço patrimonial ou na demonstração do resultado e na demonstração do resultado abrangente de item que atenda à definição de um dos elementos das demonstrações contábeis – ativo, passivo, patrimônio líquido, receita ou despesa. O reconhecimento de um elemento envolve refletir o item em uma dessas demonstra- ções – seja isoladamente ou em conjunto com outros itens –, em palavras e por meio do valor monetário, ou seja, a conta ou o grupo de contas, e incluir esse valor em um ou mais totais nessa demonstração. O valor pelo qual ativo, passivo ou patrimônio líquido é reconhecido no balanço patrimonial é referido como o seu “valor contábil”. Segundo o CPC 00 R2, o reconhecimento vincula os elementos, o balanço patrimonial e a demonstração do resultado e a demonstração do resultado abrangente, conforme abaixo: a) no balanço patrimonial no início e no final do período de relatório, total do ativo menos total do passivo equivale ao total do patrimônio líquido; b) alterações reconhecidas no patrimônio líquido durante o período de relatório compreendem: I – receitas menos despesas reconhecidas na demonstração do resultado e na demonstra- ção do resultado abrangente; II – contribuições de detentores de direitos sobre o patrimônio, menos distribuições aos detentores de direitos sobre o patrimônio. 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Reconhecimento é o processo que consiste na incorporação nas demonstrações contá- beis de item que se enquadre na definição de elemento, ou seja, é o processo de identificação e classificação do elemento, contudo, para que um item seja registrado nas demonstrações, ele deve satisfazer os seguintes critérios: a) for provável que algum benefício econômico futuro associado ao item flua para a enti- dade (ativo) ou flua da entidade (passivo); b) o item tiver custo ou valor que possa ser mensurado com confiabilidade. Note que a palavra chave é a probabilidade (provável) de um bem se realizar para a empre- sa, quando for um ativo, ou exigir algo da empresa, quando for um passivo. Esta diferença é que caracteriza o ativo como realizável e o passivo como exigível. 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O conceito de probabilidade deve ser adotado nos critérios de reconhecimento para de- terminar o grau de incerteza com que os benefícios econômicos futuros referentes ao item venham a fluir para a entidade ou a fluir da entidade. As avaliações acerca do grau de incerteza quanto à realização de um bem deve ser feita com base na evidência disponível quando as demonstrações contábeis são elaboradas, ou seja, deve ser na data das demonstrações, o que ocorre normalmente no dia 31/12. Por exemplo Quando for provável que uma conta a receber devida à entidade não será paga pelo deve- dor, é, então, justificável reconhecer uma estimativa de perda pela provável inadimplência e, dessa forma, reconhecer como despesa a esperada redução nos recebimentos (benefícios econômicos esperados). O segundo critério para reconhecimento de um item é que ele possua custo ou valor que pos- sa ser mensurado com confiabilidade. Em muitos casos, o custo ou valor precisa ser estimado; o uso de estimativas razoáveis é parte essencial da elaboração das demonstrações contábeis e não prejudica a sua confiabilidade. Quando, entretanto, não puder ser feita estimativa razoável, o item não deve ser reconhecido no balanço patrimonial ou na demonstração do resultado. Por exemplo O valor que se espera receber de uma ação judicial pode enquadrar-se nas definições tanto de ativo (direito) quanto de receita (ganho), assim como nos critérios probabilísticos exigidos para reconhecimento. Todavia, se não é possível mensurar com confiabilidade o montante que será recebido, ele não deve ser reconhecido como ativo ou receita. Desreconhecimento Desreconhecimento é a retirada de parte ou da totalidade de ativo ou passivo reconhecido do balançopatrimonial da entidade, ou seja, consiste em dar baixa do componente patrimonial. O desreconhecimento, normalmente, ocorre quando esse item não atende mais à definição de ativo ou passivo: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 82 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo • para o ativo, o desreconhecimento normalmente ocorre quando a entidade perde o con- trole da totalidade ou de parte do ativo reconhecido; • para o passivo, o desreconhecimento normalmente ocorre quando a entidade não pos- sui mais uma obrigação presente pela totalidade ou parte do passivo reconhecido. Normalmente, o desreconhecimento é feito quando quaisquer ativos ou passivos expira- ram ou foram consumidos, recebidos, executados ou transferidos, tendo, como contrapartida do registro da baixa, receitas ou despesas. O PULO DO GATO O desreconhecimento NÃO deve ser feito se a entidade aparentemente tiver transferido o ativo, mas mantém exposição a significativas variações positivas ou negativas no valor dos benefí- cios econômicos que podem ser produzidos pelo ativo, ou seja, ainda controla o recurso. CApítulo 6 – mensurAção Mensuração é o processo que consiste em determinar os montantes monetários (VALOR) por meio dos quais os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados no balanço patrimonial e na demonstração do resultado. Para conseguir estabelecer o valor de um elemento nas demonstrações contábeis, a empresa deve selecionar uma base inicial de mensuração, ou seja, estabelecer o valor de entrada do item. Após o reconhecimento do valor do bem, a empresa ajusta este valor ao seu VALOR ATUAL, de acordo com a sua realização corrente (uso/perda/desvalorização, etc.), desta forma, no tér- mino do exercício, ao elaborar as demonstrações, a empresa deve apresentar o valor de saída do bem pelo valor mais próximo do atual possível; mesmo que por estimativa. A mensuração consiste em estabelecer, com base no preço de entrada, o preço de SAÍDA, de realização para ativos e exigibilidade para passivos. Valores de entrada: referem-se aos valores de obtenção dos elementos para seu primeiro registro nas demonstrações. Valores de saída: refletem os valores recebidos ou gastos pela firma, na liquidação de um item. Na contabilidade, um número variado de bases de mensuração é empregado em diferentes graus e em variadas combinações para estabelecer o valor dos itens nas demonstrações con- tábeis. Cada item terá um tratamento, vai depender da sua natureza. Por exemplo: os estoques são mensurados ao valor de mercado; os valores a receber e a pagar ao valor presente; o imo- bilizado é ajustado ao seu valor realizável, etc. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 83 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Segundo o pronunciamento conceitual R2, são utilizadas as bases de mensuração do cus- to histórico, que deve ser ajustado ao seu custo atual, que pode ser pelo valor justo, valor em uso e valor de cumprimento ou custo corrente. A lógica do processo de mensuração é atender aos atributos fundamentais da informação contábil, respeitando a relevância e a representação fidedigna. Custo Histórico Os ativos são registrados pelos valores pagos ou pelo valor justo dos recursos que são entregues para adquiri-los na data da aquisição. Os passivos são registrados pelos valores dos recursos que serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações. A mensuração ao custo histórico fornece informações monetárias sobre ativos, passivos e respectivas receitas e despesas, utilizando informações derivadas, pelo menos em parte, do preço da transação ou outro evento que deu origem a eles. Diferentemente do valor atual, o custo histórico não reflete as mudanças nos valores, exceto na medida em que essas mudan- ças se referirem à redução ao valor recuperável de ativo ou passivo que se torna onerosa. O custo histórico representa o valor original de negociação, o primeiro valor registrado. Para estabelecer o valor original, é importante considerar que tudo o que for gasto com o item até a sua disponibilização para a empresa é considerado um custo, assim, se a empresa com- prar uma máquina por R$ 10.000,00 e gastar R$ 5.000,00 com frete e seguro, o valor original da máquina é de R$ 15.000,00. O custo histórico de ativo quando é adquirido ou criado é o valor dos custos incorridos na aquisi- ção ou na criação do ativo, compreendendo a contraprestação paga para adquirir ou criar o ativo mais custos de transação. O custo histórico de passivo quando é incorrido ou assumido é o valor da contraprestação recebida para incorrer ou assumir o passivo, menos os custos de transação. Como o custo histórico é reduzido para refletir o consumo do ativo e sua redução ao valor recuperável, o valor que se espera que seja recuperado do ativo mensurado ao custo histórico é, pelo menos, tão grande quanto o seu valor contábil. Similarmente, como o custo histórico do passivo é aumentado quando se torna oneroso, o valor da obrigação de transferir os recursos econômicos necessários para satisfazer à obriga- ção não é maior do que o valor contábil do passivo. Assim, o custo histórico do ativo e do passivo devem ser atualizados ao longo do tempo, para refletir, se aplicável: Atualização do custo histórico do ativo deve ser feita quando: • do consumo da totalidade ou parte do recurso econômico que constitui o ativo (em ou- tras palavras, a estrutura conceitual quer dizer que o valor do ativo deve ser atualizado O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 84 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo sempre que for diminuindo o seu potencial de uso, como, por exemplo, uma máquina que estiver sendo utilizada na produção de algo deve ter seu valor original ajustado pela sua depreciação acumulada); • dos pagamentos recebidos que extinguem a totalidade ou parte do ativo; • do efeito de eventos que fazem com que a totalidade ou parte do custo histórico do ativo não seja mais recuperável (redução ao valor recuperável); • da provisão de juros para refletir qualquer componente de financiamento do ativo. A atualização do custo histórico do passivo deve ser feita quando: • do cumprimento da totalidade ou parte do passivo, por exemplo, efetuando pagamen- tos que extinguem a totalidade ou parte do passivo ou satisfazendo a obrigação de entregar produtos; • do efeito de eventos que aumentam o valor da obrigação de transferir os recursos eco- nômicos necessários para cumprir a obrigação em tal medida que o passivo se torna oneroso. O passivo é oneroso se o custo histórico não é mais suficiente para refletir a obrigação de satisfazer o passivo; e • da provisão de juros para refletir qualquer componente de financiamento do passivo. Valor Atual O valor atual de um componente das demonstrações é o seu valor histórico ajustado pelas alterações necessárias que ocorreram no exercício corrente. Diferentemente do custo histórico,o valor atual de ativo ou passivo não resulta, mesmo em parte, do preço da transação ou outro evento que deu origem ao ativo ou passivo, mas, sim, é o resultado das variações que ocorreram nos itens do patrimônio. As mensurações ao valor atual fornecem informações monetárias sobre ativos, passivos e respectivas receitas e despesas, utilizando informações atualizadas para refletir condições na data de mensuração. Devido à atualização, os valores atuais de ativos e passivos refletem as mudanças, desde a data de mensuração anterior, em estimativas de fluxos de caixa e outros fatores refletidos nesses valores atuais. As bases de mensuração do valor atual incluem: a) valor justo; b) valor em uso de ativos e valor de cumprimento de passivos; c) custo corrente. a) Valor justo O valor justo do ativo é o preço que seria recebido para vendê-lo sem deduzir custos de tran- sação na alienação; para o passivo, é o preço que seria pago para transferir a parte não cum- prida da obrigação, não incluindo custos de transação que seriam incorridos na transferência. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 85 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo O valor justo é determinado pela perspectiva dos participantes do mercado - e não pela pers- pectiva específica da entidade. As informações fornecidas mensurando ativos e passivos ao valor justo podem ter valor preditivo, porque o valor justo reflete as atuais expectativas dos participantes do mercado sobre o valor, a época e a incerteza de fluxos de caixa futuros. Essas expectativas são precificadas de modo que reflitam as atuais preferências de risco dos participantes do mercado. Essas informa- ções também podem ter valor confirmatório, fornecendo feedback sobre expectativas anteriores. Receitas e despesas que refletem as atuais expectativas dos participantes do mercado podem ter algum valor preditivo, pois essas receitas e despesas podem ser usadas como dado para prever futuras receitas e despesas. Essas receitas e despesas também podem ajudar na avaliação da eficiência e eficácia da administração da entidade no cumprimento de suas res- ponsabilidades sobre o uso dos recursos econômicos da entidade. A mudança no valor justo de ativo ou passivo pode resultar de vários fatores. Quan- do esses fatores possuem diferentes características, identificar separadamente receitas e despesas que resultam desses fatores pode fornecer informações úteis aos usuários das demonstrações contábeis. Se a entidade adquiriu o ativo em mercado e determina o valor justo utilizando preços de mercado diferente (mercado em que a entidade venderia o ativo), qualquer diferença entre os preços nesses dois mercados é reconhecida como receita quando esse valor justo é inicial- mente determinado. b) Valor em uso (ativo) e valor de cumprimento (passivo) O valor em uso é uma das bases de mensuração do ativo, e normalmente também repre- senta o valor realizável do bem, ou seja, o valor que a empresa espera realizar utilizando o bem em suas atividades operacionais; já o valor de cumprimento, que apresenta o montante exigível para liquidar uma obrigação, é utilizado como base de mensuração do passivo, já que representa o valor que a empresa espera ter que gastar para acabar com uma obrigação. O valor em uso fornece informações sobre o valor presente dos fluxos de caixa estimados do uso de ativo e de sua alienação final. Essas informações podem ter valor preditivo, porque podem ser utilizadas ao avaliar as perspectivas de futuros fluxos de entrada de caixa líquidos. O valor de cumprimento fornece informações sobre o valor presente dos fluxos de caixa estimados necessários para satisfazer o passivo. Assim, o valor de cumprimento pode ter valor preditivo, particularmente se a obrigação for cumprida, em vez de transferida ou liqui- dada por negociação. As estimativas atualizadas de valor em uso ou valor de cumprimento, combinadas com informações sobre estimativas do valor, época e incerteza de fluxos de caixa futuros, também podem ter valor confirmatório, porque fornecem feedback sobre as estimativas anteriores de valor em uso ou valor de cumprimento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 86 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo c) Custo corrente Os ativos são mantidos valores que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ati- vos equivalentes fossem adquiridos na data do balanço. Os passivos são reconhecidos pelos valores, não descontados (com os juros embutidos), que se espera serem necessários para liquidar a obrigação na data do balanço. O custo corrente é conhecido como custo de reposição e normalmente é utilizado para tomadas de decisão interna. As informações sobre ativos e passivos mensurados ao custo corrente podem ser relevan- tes, porque o custo corrente reflete o custo pelo qual o ativo equivalente poderia ser adquirido ou criado na data de mensuração ou a contraprestação que seria recebida por incorrer ou as- sumir passivo equivalente. Assim como o custo histórico, o custo corrente fornece informações sobre o custo de ativo consumido ou sobre receita do cumprimento de passivos. Essas informações podem ser uti- lizadas para obter as margens correntes e como dado para prever margens futuras. Diferente- mente do custo histórico, o custo corrente reflete os preços vigentes no momento do consumo ou cumprimento. Quando as mudanças de preço são significativas, as margens baseadas em custo corrente podem ser mais úteis para prever margens futuras do que as margens basea- das em custo histórico. Para informar o custo corrente de consumo (ou a receita corrente do cumprimento), é ne- cessário separar a mudança no valor contábil no período de relatório em custo corrente de con- sumo (ou receita corrente do cumprimento) e o efeito de mudanças nos preços. O efeito de mu- dança nos preços às vezes é denominado “ganho de manutenção” ou “perda de manutenção”. O PULO DO GATO A estrutura conceitual não determina os critérios para utilizar uma ou outra base; entretanto destaca que, ao escolher a base de mensuração a ser utilizada, é necessário considerar a na- tureza das informações que a base de mensuração produzirá nas demonstrações. Ou seja, a seleção será feita com base no julgamento profissional. Na maioria dos casos, nenhum fator único determina qual base de mensuração deve ser escolhida. A importância relativa de cada fator depende de fatos e circunstâncias, assim, a base de mensuração mais comumente adotada pelas entidades na elaboração de suas de- monstrações contábeis é o custo histórico. Ele é normalmente combinado com outras bases de mensuração. Entretanto o CPC destaca a necessidade de a escolha da base de mensuração ser determi- nada considerando-se tanto a mensuração inicial como a mensuração subsequente, sempre de acordo com a relevância e a fidedignidade das informações apresentadas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 87 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADEGERAL Claudio Zorzo Por exemplo, os estoques são geralmente mantidos pelo menor valor entre o custo e o valor líquido de realização, os títulos e valores mobiliários negociáveis podem, em determinadas circunstâncias, ser mantidos a valor de mercado, e os passivos decorrentes de pensões são mantidos pelo seu valor presente. Em 15/7/2015, uma empresa adquiriu, à vista, mercadorias para revenda no valor unitário de R$ 7,00, contemplando todos os custos de aquisição. Em 31/7/2015, o preço de reposição unitário das referidas mercadorias havia alcançado o valor de R$ 7,80, ao passo que o preço de venda unitário estimado da mercadoria era R$ 12,50, e o gasto estimado necessário para a concretização da venda era R$ 1,50 por unidade. Em uma transação sem favorecimentos, cada uma dessas mercadorias poderia ser trocada no mercado pelo valor de R$ 12,50 no último dia do mês de julho de 2015. Com base na situação hipotética apresentada, julgue os próximos itens: 069. (CESPE/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO – CONTABILIDADE/2015) Em 31/7/2015, o custo corrente unitário das mercadorias adquiridas era R$ 7,80. Esta questão é muito boa para contextualizar cada conceito apresentado. Valor de aquisição = valor histórico = R$ 7,00 Preço de reposição = valor corrente = R$ 7,80 Preço de venda (-) custos de vendas = Valor realizável líquido = R$ 11,00 (12,50 – 1,50) Valor de troca = valor justo = 12,50 A assertiva está correta, pois o valor corrente é de R$ 7,80. Certo. 070. (CESPE/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO – CONTABILIDADE/2015) Em atendimento ao princípio do registro pelo valor original, que indica o custo histórico como a base de mensu- ração a ser utilizada para o registro inicial dos componentes patrimoniais, cada unidade da mercadoria adquirida deve ser reconhecida ao preço de R$ 7,00. Esta questão é muito boa para contextualizar cada conceito apresentado. Valor de aquisição = valor histórico = R$ 7,00 Preço de reposição = valor corrente = R$ 7,80 Preço de venda (-) custos de vendas = Valor realizável líquido = R$ 11,00 (12,50 – 1,50) Valor de troca = valor justo = 12,50 A assertiva está correta, pois o valor histórico é de R$ 7,00. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 88 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Acerca da estrutura conceitual básica da contabilidade, dos planos de contas, dos lançamen- tos e da apuração de resultados bem como da estrutura das demonstrações contábeis, julgue os itens que se seguem. 071. (CESPE/FUNPRESP-EXE/CONTABILIDADE E FINANÇAS/2016) A verificabilidade, uma das características qualitativas de melhoria, é aquela que garante a uniformidade das demons- trações contábeis, dando segurança ao usuário sobre a adoção de métodos semelhantes para contabilização de itens idênticos. A verificabilidade é uma característica de melhoria e está relacionada com a capacidade de comprovação de uma informação pelos usuários. A utilização de métodos uniformes tem rela- ção com o atributo da comparabilidade. Errado. Julgue o item seguinte, acerca dos componentes patrimoniais, suas características e con- tabilização. 072. (CESPE/MPU/ANALISTA ATUARIAL/2015) As despesas configuram perdas nos bene- fícios econômicos de uma entidade, sob a forma de redução de ativos ou acréscimo de passi- vos, não estando relacionadas a distribuição de recursos a sócios/acionistas. A assertiva cobra, literalmente, o conceito de despesa apresentado na estrutura conceitual. As transações com os sócios, como aumento de capital, saída de sócios e pagamento de dividen- dos, não são tratadas como receitas ou despesas. Não esqueçam que toda despesa diminui o PL, contudo nem toda diminuição do PL é despesa. Certo. Com relação aos princípios, às normas, às teorias e às práticas contábeis vigentes, julgue o item que se segue. 073. (CESPE/TCE-RN/AUDITOR/2015) A essência sobre a forma é conceito indispensável para o cumprimento da característica qualitativa da representação fidedigna, ao passo que a prudên- cia, por ser inconsistente com a neutralidade, é incompatível com a representação fidedigna. A essência sobre a forma foi retirada na revisão do pronunciamento conceitual por ser con- siderada uma redundância, pois, para a contabilidade, a representação fidedigna exige que o controle sobreponha a propriedade. A prudência foi excluída por ser contrária à neutralidade, uma característica da representação fidedigna. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 89 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Com relação à estrutura conceitual do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue os itens a seguir. 074. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) O direito de propriedade é condição essencial para que seja configurada a existência de um ativo, o qual surge sempre em decorrência de um direito legal. Como vimos, na contabilidade atual, prevalece a “essência econômica sobre a forma legal”, daí podemos inferir que o controle sobrepõe a propriedade. Desta forma, um item pode estar no ativo da empresa mesmo não sendo de sua propriedade legal. O caso mais caraterizador da essência sobre a forma é o arrendamento mercantil financeiro, onde a empresa é usufrutuária do bem, contudo a propriedade é da financeira (arrendadora). Errado. Julgue o item seguinte, de acordo com os princípios de contabilidade e as normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). 075. (CESPE/DPF/PERITO CONTADOR/2013) Relevância e comparabilidade são característi- cas qualitativas fundamentais da informação contábil-financeira útil, pois tornam a informação capaz de fazer a diferença nas decisões tomadas pelos usuários. As caraterísticas fundamentais da informação contábil são: RELEVÂNCIA E REPRESENTA- ÇÃO FIDEDIGNA. Existem, também, os atributos de melhoria, que são: comparabilidade, verificabilidade, tempes- tividade e compreensibilidade. Errado. 076. (IF-PA/IF-PA/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) De acordo com a Resolução CFC 1374/2011- Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, Mensura- ção é o processo que consiste em determinar os montantes monetários por meio dos quais os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados no balanço patrimonial e na demonstração do resultado. Esse processo envolve a seleção das seguintes bases específicas de mensuração. 1. Custo Corrente 2. Valor Presente 3. Custo Histórico 4. Valor Realizável O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 90 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo ( ) � Os ativos são registrados pelos montantes pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos entregues para adquiri-los na data da aquisição. ( ) � Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data do balanço. ( ) � Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que pode- riam ser obtidospela sua venda em forma ordenada. ( ) � Os ativos são mantidos pelo valor descontado, dos fluxos futuros de entradas líquidas de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações. De acordo com a Resolução CFC 1374/2011, relacione as colunas e marque a alternativa que contenha sequência correta das bases de mensuração dos Ativos: a) 3, 2, 4, 1. b) 2, 1, 2,4. c) 4, 3, 1, 2. d) 1, 2, 3, 4. e) 3, 1, 4, 2. Custo Histórico - Os ativos são registrados pelos montantes pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos entregues para adquiri-los na data da aquisição. Custo Corrente - Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data do balanço. Valor Realizável - Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que poderiam ser obtidos pela sua venda em forma ordenada. Valor Presente - Os ativos são mantidos pelo valor descontado dos fluxos futuros de entradas líquidas de caixa que se espera que seja gerado pelo item no curso normal das operações. Letra e. 077. (IF-PA/IF-PA/GESTÃO FINANCEIRA/2019) Em atenção à Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade, assinale a afirmação que NÃO É VERDADEIRA. a) Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados a uma pessoa física ou jurídica, ou a uma entidade. b) Ativo é um recurso necessariamente de propriedade da entidade, resultado de eventos pas- sados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos. c) Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquida- ção se espera que resulte na saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 91 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo d) Patrimônio Líquido é o interesse residual nos ativos da entidade, depois de deduzidos todos os seus passivos. e) Os usuários da contabilidade são as pessoas físicas ou jurídicas que tenham interesse na avaliação da situação patrimonial da entidade. O ativo não necessita ser de propriedade da empresa, entretanto deve estar sob o seu controle. Letra b. 078. (VUNESP/MPE-SP/CONTADOR/2019) O patrimônio líquido pode ser estudado de dife- rentes perspectivas, como, por exemplo, dos pontos de vista legal, contábil e econômico. Con- siderando-se essas vertentes, é correto afirmar: a) contabilmente, o patrimônio líquido corresponde à diferença entre ativos totais e passivos exigíveis. b) economicamente, o patrimônio líquido é o valor de mercado de uma entidade. c) legalmente, o patrimônio líquido pode ser entendido como o valor de responsabilidade dos sócios em relação às obrigações de uma entidade, no caso de uma empresa S.A. d) o patrimônio líquido contábil é o conjunto dos fluxos de caixa futuros da entidade trazidos a valor presente pelo seu custo de oportunidade. e) economicamente, o patrimônio líquido é obtido trazendo os fluxos de resultados previstos a valor presente pelo seu custo de oportunidade. Contabilmente, o patrimônio líquido é um resíduo patrimonial, e seu valor é obtido pela equação: PL = ativo - passivo exigível. Legalmente, conforme determinação da Lei 6.404/76, o PL é uma obrigação não exigível da empresa junto aos sócios. Economicamente, o PL representa o valor patrimonial da empresa, ou seja, o valor da empresa considerando somente o seu patrimônio ativo e passivo; o valor de mercado da empresa é o seu valor justo em um mercado ativo. Letra a. 079. (UFMT/UFMT/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Quais elementos das Demonstrações Contábeis na Estrutura Conceitual estão diretamente relacionados com a mensuração do desempenho? a) Ativo e Passivo b) Ativo e Patrimônio Líquido c) Receitas e Despesas d) Patrimônio Líquido e Passivo O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 92 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Os elementos diretamente relacionados com a mensuração e apuração do desempenho da empresa são as receitas e as despesas. a)receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma da entrada de recursos ou do aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com a contribuição dos de- tentores dos instrumentos patrimoniais; b)despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma da saída de recursos ou da redução de ativos ou assunção de passivos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com distribuições aos detentores dos instrumentos patrimoniais. Letra c. CApítulo 7 – ApresentAção e divulgAção Para entender este capítulo, é importante lembrar que a apresentação é, nas demonstra- ções, como um conta ou um grupo de contas, e a divulgação é feita nas notas explicativas. Vimos que a entidade que reporta deve apresentar informações sobre seus ativos, passi- vos, patrimônio líquido, receitas e despesas, pois a comunicação efetiva de informações nas demonstrações contábeis torna essas informações mais relevantes e contribui para uma re- presentação fidedigna de ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas e despesas da entidade. Sua apresentação também aprimora a compreensibilidade e a comparabilidade das infor- mações nas demonstrações contábeis. A comunicação efetiva de informações nas demons- trações contábeis requer: a) concentrar-se em princípios e objetivos de divulgação e apresentação em vez de con- centrar-se em regras Concentrar-se em princípios e objetivos de divulgação e apresentação em vez de concen- trar-se em regras, está em acordo com a aplicação da essência econômica sobre a forma jurí- dica, atributo inerente da representação fidedigna. b) classificar informações de maneira a agrupar itens similares e separar itens diferentes Classificação é a organização de ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas ou despesas com base em características compartilhadas, para fins de divulgação e apresentação. Essas características incluem, entre outras, a natureza do item, seu papel (ou função) dentro das ati- vidades de negócio conduzidas pela entidade e como é mensurado. A classificação é aplicada à unidade de conta selecionada para ativo ou passivo. Contu- do, às vezes, pode ser apropriado separar o ativo ou passivo em componentes que possuem diferentes características e classificar esses componentes separadamente. Isso é apropriado se classificar esses componentes separadamente melhorasse a utilidade das informações O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 93 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo financeiras resultantes. Por exemplo, pode ser apropriado separar ativo ou passivo em compo- nentes circulantes e não circulantes e classificar esses componentes separadamente. c) agregar informações de tal modo que não sejam obscurecidas por detalhes desneces-sários ou por agregação excessiva A agregação é a soma de ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas ou despesas que possuem características compartilhadas e são incluídas na mesma classificação. A agregação torna as informações mais úteis ao resumir grande quantidade de detalhes, é utilizada no imobilizado de uso, por exemplo, quando são agregadas todas as máquinas em um grupo. Contudo a agregação oculta alguns desses detalhes, como, por exemplo: agregar, no ativo investimento, as participações societárias e as propriedades para investimento dificul- tará a interpretação da informação pelo usuário, já que são aplicações de natureza diferentes. Portanto, deve-se observar um equilíbrio, de modo que as informações relevantes não sejam obscurecidas por grande quantidade de detalhes insignificantes ou por agregação excessiva. Assim como custo restringe outras decisões de relatório financeiro, restringe decisões sobre apresentação e divulgação. Então, ao tomar decisões sobre apresentação e divulgação, é im- portante considerar se é provável que os benefícios fornecidos aos usuários das demonstra- ções contábeis, ao apresentar ou divulgar informações específicas, justifiquem os custos de fornecer e utilizar essas informações. CApítulo 8 – ConCeitos de CApitAl e mAnutenção de CApitAl Nesta parte, o pronunciamento procura conceituar o termo capital. Por capital, entende-se o montante aplicado na empresa pelos sócios; incialmente, tem uma relação direta com o capital social e, por fim, com o montante do Patrimônio Líquido, pois o “PL” em última análise representa o capital dos sócios na empresa. De acordo com a Estrutura Conceitual,o capital de uma entidade pode ser definido como financeiro (monetário) ou físico (operacional). De acordo com o conceito de capital financeiro, tal como o dinheiro investido ou o seu poder de compra investido, o capital é sinônimo de ativos líquidos ou patrimônio líquido da entidade. Segun- do o conceito de capital físico, tal como capacidade operacional, o capital é considerado como a capacidade produtiva da entidade baseada, por exemplo, nas unidades de produção diária. De acordo com o conceito, podemos inferir que o capital financeiro refere-se ao investimen- to realizado, ou seja, ao dinheiro colocado no negócio pelos sócios, que foi ajustado pelos re- sultados oriundos das atividades correntes, representando, assim, o resíduo patrimonial, deno- minado de ativo líquido ou patrimônio líquido. Representa o valor patrimonial de uma empresa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 94 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo PL = ATIVO LÍQUIDO = CAPITAL PRÓPRIO = ATIVO (-) PASSIVO O capital físico, por sua vez, diz respeito à capacidade produtiva ou operacional da entida- de. Este conceito tem relação com a produção, por isto, é mais direcionado para as indústrias, que estabelecem o valor do seu capital (PL) pela sua capacidade de produção. É um bom pa- râmetro para se estabelecer o valor de mercado de uma empresa. O pronunciamento prevê que a seleção do conceito de capital apropriado (financeiro ou físico) para a entidade deve estar baseada nas necessidades dos usuários das demonstra- ções contábeis. Assim, o conceito de capital financeiro deve ser adotado se os usuários das demonstrações contábeis estiverem primariamente interessados na manutenção do capital nominal investido ou no poder de compra do capital investido. Se, contudo, a principal preocu- pação dos usuários for com a capacidade operacional da entidade, o conceito de capital físico deve ser adotado. No Brasil, as empresas divulgam suas demonstrações com base no conceito de capital financeiro. Conceito de capital Financeiro Dinheiro Físico Produção Dúvida de Sala de Aula Em sala de aula, um aluno questionou: Professor, o capital financeiro é o próprio Patrimônio Líquido? Do jeito que já era? Exatamente, se vocês notarem o conceito de capital financeiro, nada mais é que o valor do PL; ou seja, o valor patrimonial da empresa. Assim, primeiro se estabelece o valor financeiro para o ativo total, depois retira-se o total do passivo exigível, e a sobra é o patrimônio líquido. Este é o normal nas nossas empresas, avaliar o capital dos sócios pelo montante financeiro. Contudo o valor de mercado da empresa na Bolsa de Valores ou em outro mercado de negociação pode ser mensurado com base no capital físico. Por isto que este conceito é mais utilizado com ferramenta gerencial e de decisão. Conceito de Manutenção de Capital O conceito de manutenção do capital está relacionado com a forma que a entidade define o capital que ela procura manter, assim, tem relação direta com o capital financeiro ou físico. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 95 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo • Manutenção do capital financeiro. De acordo com esse conceito, o lucro é considerado auferido somente se o montante financeiro (ou dinheiro) dos ativos líquidos, no fim do período, exceder o seu montante financeiro (ou dinheiro) no começo do período, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante o período. A manutenção do capital financeiro pode ser medida em qualquer unidade monetária nominal ou em unidades de poder aquisitivo constante. O conceito financeiro de manutenção do capital não requer o uso de uma base específica de mensuração. A escolha da base depende do tipo de capital que a entidade procura manter, e o lucro representa o aumento do capital nominal no período. PL inicial PL final Resultado • Manutenção do capital físico. De acordo com esse conceito, o lucro é considerado aufe- rido somente se a capacidade física produtiva (ou capacidade operacional) da entidade (ou os recursos ou fundos necessários para atingir essa capacidade), no fim do período, exceder a capacidade física produtiva no início do período, depois de excluídas quais- quer distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante o período. A manutenção do capital físico requer a adoção do custo corrente como base de avaliação, e o lucro representa o aumento do capital físico no período. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 96 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Produção inicial Produção final Resultado A principal diferença entre os dois conceitos de manutenção de capital está no tratamento dos efeitos das mudanças nos preços dos ativos e passivos da entidade. No conceito financei- ro, é considerado o valor monetário para mensurar o ativo e o passivo, enquanto, no conceito físico, o valor produtivo é levado em consideração para a mensuração. Em termos gerais, a en- tidade terá mantido seu capital investido se ela tiver tanto capital (PL) no fim do período como tinha no início, computados os efeitos das distribuições aos proprietários e seus aportes para o capital durante esse período. Qualquer valor além daquele necessário para mantero capital do início do período é lucro. Note que a manutenção de capital representa um elo entre os conceitos de capital e os conceitos de lucro, pois fornece o ponto de referência para medição do resultado apurado pela empresa, com base nos valores do ativo e do passivo. Em termos gerais, a entidade terá manti- do seu capital se ela tiver tanto capital no fim do período como tinha no início, computados os efeitos das distribuições aos proprietários e seus aportes para o capital durante esse período. Qualquer valor além daquele necessário para manter o capital do início do período é lucro. De acordo com o conceito de manutenção do capital financeiro, por meio do qual o ca- pital é definido em termos de unidades monetárias nominais, o lucro representa o aumento do capital monetário nominal ao longo do período. Assim, os aumentos nos preços de ativos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 97 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo mantidos ao longo do período, convencionalmente designados ganhos de estocagem, são, conceitualmente, lucros. Entretanto eles podem não ser reconhecidos como tais até que os ativos sejam realizados mediante transação de troca. Quando o conceito de manutenção do capital financeiro é definido em termos de unidades de poder aquisitivo constante, o lucro representa o aumento no poder de compra investido ao longo do período. Assim, somente a parcela do aumento nos preços dos ativos que exceder o aumento no nível geral de preços é considerada lucro. O restante do aumento é tratado como ajuste para manutenção do capital e, consequentemente, como parte integrante do patrimônio líquido. De acordo com o conceito de manutenção do capital físico, quando o capital é definido em termos de capacidade física produtiva, o lucro representa o aumento desse capital ao longo do período. Todas as mudanças de preços afetando ativos e passivos da entidade são vistas, nesse conceito, como mudanças na mensuração da capacidade física produtiva da entidade. Assim sendo, devem ser tratadas como ajustes para manutenção do capital, que são parte do patrimônio líquido - e não como lucro. Este assunto tem sido cobrado em algumas provas, vamos ver: 080. (FUNDEP/IFN-MG/TÉCNICO CONTÁBIL/2016) Tomando por base a estrutura conceitu- al básica da Contabilidade (Resolução N. 1.374/11 do Conselho Federal de Contabilidade), em relação os conceitos de manutenção de capital e determinação do lucro, é incorreto afirmar: a) De acordo com o conceito de manutenção do capital financeiro, o lucro é considerado au- ferido somente se o montante financeiro dos ativos líquidos no fim do período exceder o seu montante financeiro no começo dele, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprie- tários e seus aportes de capital durante o período. b) De acordo com o conceito de manutenção do capital físico, o lucro é considerado auferido somente se a capacidade física produtiva da entidade no fim do período exceder a capacidade física produtiva no início dele, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante o período. c) O conceito de manutenção de capital representa um elo entre os conceitos de capital e os de lucro, pois fornece um ponto de referência para medição do lucro. O conceito de manutenção do capital físico requer a adoção do custo histórico como base de mensuração, enquanto o concei- to de manutenção do capital financeiro não requer o uso de uma base específica de mensuração. d) A principal diferença entre os dois conceitos de manutenção de capital está no tratamento dos efeitos das mudanças nos preços dos ativos e passivos da entidade. Em termos gerais, a entidade terá mantido seu capital se ela tiver tanto capital no fim do período como tinha no início, computados os efeitos das distribuições aos proprietários e seus aportes para o capital durante esse período. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 98 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo A questão é bem teórica, quase que literal ao pronunciamento. a) Certa. b) Certa. De acordo com o conceito de manutenção do capital, o lucro é a variação positiva no PL depois de deduzidas as movimentações com os sócios (aporte de capital/dividendos e juros sobre capital pagos). c) Errada. O conceito de manutenção do capital físico requer a adoção do custo CORRENTE como base de mensuração. O custo corrente é o custo de reposição de um ativo. d) Certa. Representa, de forma literal, a diferença entre os dois modelos de conceitos de manu- tenção de capital. A diferença entre os modelos é a forma de valoração dos ativos e passivos, um é pelo valor monetário (capital financeiro), e outro pelo valor produtivo (capital físico). Letra c. 081. (CFC/CFC/BACHAREL EM CONTABILIDADE/2014) Com base na Resolução NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, julgue os itens sobre Manutenção de Capital como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA. I – De acordo com o conceito de capital financeiro, tal como o dinheiro investido ou o seu poder de compra investido, o capital é sinônimo de ativos líquidos ou patrimônio líquido da entidade. II – De acordo com o conceito de manutenção do capital físico, o lucro é considerado auferido somente se a capacidade física produtiva da entidade no fim do período exceder a capacidade física produtiva no início do período, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprie- tários e seus aportes de capital durante o período. III – Todas as mudanças de preços, afetando ativos e passivos da entidade, são vistas, no conceito de manutenção de capital físico, como mudanças na mensuração da capacidade financeira da entidade, devendo ser tratadas como lucro. A sequência CORRETA é a) F, F, V. b) F, V, F. c) V, F, V. d) V, V, F. Outra questão literal: I – Verdadeiro. De acordo com o conceito de capital financeiro, tal como o dinheiro investido ou o seu poder de compra investido, o capital é sinônimo de ativos líquidos ou patrimônio líquido da entidade. Lembrem que o conceito financeiro está relacionado com o valor em dinheiro do PL. II – Verdadeiro. Manutenção do capital físico. De acordo com esse conceito, o lucro é con- siderado auferido somente se a capacidade física produtiva (ou capacidade operacional) da O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 99 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo entidade (ou os recursos ou fundos necessários para atingir essa capacidade), no fim do perí- odo, exceder a capacidade física produtiva no início do período, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante o período. Entendam que a manutenção de capital está relacionada com a manutenção do valor do PL; se o PL aumentar de um ano para o outro sem ter sido pelas atividades com os sócios, a empresa apurou um lucro. III – Falso.De acordo com o conceito de manutenção do capital físico, quando o capital é de- finido em termos de capacidade física produtiva, o lucro representa o aumento desse capital ao longo do período. Todas as mudanças de preços afetando ativos e passivos da entidade são vistas, nesse conceito, como mudanças na mensuração da capacidade física produtiva da entidade. Assim sendo, devem ser tratadas como ajustes para manutenção do capital, que são parte do patrimônio líquido - e não como lucro. Letra d. 082. (CESGRANRIO/PETROBRÁS/PROFISSIONAL JUNIOR/2015) O Pronunciamento Con- ceitual Básico (R1) do Comitê de Pronunciamentos Contábeis dispõe sobre a Estrutura Concei- tual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, aprovado pela Deliberação CVM n. 675, de 13 de dezembro de 2011. Esse Pronunciamento estabelece que a estrutura conceitual, quanto ao seu alcance, dentre outros aspectos conceituais, aborda a) o reconhecimento e a mensuração dos elementos a partir dos quais as demonstrações con- tábeis são elaboradas. b) o objetivo da elaboração do relatório contábil-financeiro e da evidenciação de seus respec- tivos elementos. c) o objetivo da divulgação das demonstrações contábeis e da classificação dos respectivos elementos que elas evidenciam d) as características quantitativas, qualitativas e informacionais dos elementos apresentados nas demonstrações contábeis. e) as características e a mensuração dos elementos da estrutura de capitais, sua manutenção e respectiva evidenciação. Esta questão é totalmente literal. Não mede conhecimento. Segundo o CPC 00, a estrutura conceitual aborda: a) O objetivo da elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro; b) As características qualitativas da informação contábil-financeira útil; c) A definição, o reconhecimento e a mensuração dos elementos a partir dos quais as demonstra- ções contábeis são elaboradas; e d) Os conceitos de capital e de manutenção de capital. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 100 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Notem que há uma única opção literal ao pronunciamento, as demais não estão com os temos previstos na estrutura conceitual. Letra a. 083. (UFES/UFES/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) A afirmação que NÃO está de acordo com os preceitos da NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL é: a) As Demonstrações Contábeis são elaboradas e apresentadas para usuários externos em geral, tendo em vista suas finalidades distintas e necessidades diversas. b) A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL estabelece os conceitos que fundamentam a elabora- ção e a apresentação de Demonstrações Contábeis destinadas a usuários internos e externos. c) A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL não substitui qualquer norma, interpretação ou comu- nicado técnico. d) A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL aborda, entre outros aspectos, os conceitos de capital e de manutenção de capital. e) A comparabilidade, a verificabilidade e a tempestividade estão entre as características qua- litativas de melhoria previstas na NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL. Vimos, na aula, que os relatórios (demonstrações contábeis) são destinados aos usuários ex- ternos, especialmente para os investidores e credores por empréstimos. Os usuários internos tomam suas decisões com base nas informações coletadas de forma tempestiva, durante o ano corrente, assim, não dependem das demonstrações contábeis. Letra b. 084. (IF-TO/IF-TO/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) Com relação à Estrutura Conceitual Básica para a elaboração e divulgação dos relatórios contábeis financeiros de uma entidade, considere: I – A escrituração contábil deve seguir a estrutura básica conceitual, uma vez que as necessi- dades comuns da maioria dos usuários dos relatórios contábeis financeiros de propósito geral é a avaliação da administração da entidade, quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas e quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida. II – As autoridades tributárias podem determinar exigências específicas para atender a seus próprios interesses e, consequentemente, mudar a estrutura conceitual para elaboração e di- vulgação de relatório contábil-financeiro de propósito geral. III – O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações e outros even- tos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e reivindicações da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos efeitos são produzidos. IV – Comparabilidade é uma característica qualitativa que define o uso dos mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para o período entre entidades. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 101 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Com base nas afirmativas apresentadas, marque a alternativa que contempla somente as corretas. a) I, III e IV. b) II e III. c) I, II e IV. d) I e III. e) II, III e IV. Questão interessante, vamos analisar os itens individualmente: I – Certo. A assertiva destaca que as entidades devem seguir a estrutura conceitual como base para fornecer informações para todos os usuários externos. Ou seja, as demonstrações são de propósito geral. II – Errado. As autoridades tributárias podem solicitar informações específicas, contudo esta solicitação exige a elaboração de relatórios de propósito específico. As autoridades tributárias não têm poder para mudar a estrutura conceitual. III – Certo. O regime de competência tem relação com o registro do fato gerador de uma receita ou despesa, assim, reporta os direitos e as obrigações na medida em que os fatos ocorreram. IV – Errado. Comparabilidade é a característica qualitativa que permite que os usuários iden- tifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles. Utilizar os mesmos métodos para os mesmos itens é sinônimo de consistência. Letra d. 085. (FCC/TJ-SE/ANALISTA DE CONTABILIDADE/2009) De acordo com a estrutura concei- tual contábil, considere: I – Todos os bens adquiridos pela empresa devem ser registrados no balanço patrimonial, nos grupos de ativos. II – As despesas devem ser reconhecidas no resultado da empresa, considerando-se a sua associação direta com a receita gerada. III – O conceito físico de manutenção de capital pressupõe a manutenção dos montantes fi- nanceiros dos ativos líquidos existentes no início do período e no final do período do Balanço Patrimonial. Está correto o que se afirma APENAS em a) I. b) I e II. c) I e III. d) II. e) III. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 102 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo I – Errado. Segundo o CPC 00, um ativo é reconhecido no balanço patrimonial quando for pro- vável que benefícios econômicos futuros dele provenientes fluirão para a entidade e seu custo ou valor puder ser determinado em bases confiáveis. Assim, não basta adquirir para registrá-lo. II – Certo. Conforme apresenta o CPC 00, as despesas são reconhecidas na demonstraçãodo resultado, com base na associação direta entre elas e os correspondentes itens de receita. III – Errado. O conceito físico de patrimônio está relacionado com a produção - e não com o capital financeiro. Letra d. 086. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/PERITO CRIMINAL/2019) Nas entidades societárias, as de- monstrações financeiras deverão ser assinadas pelo(s) a) administradores e por contabilistas legalmente habilitados. b) auditores e contadores legalmente habilitados. c) contador legalmente habilitado. d) administrador legalmente habilitado. e) contador legalmente habilitado e auditor independente. A Lei 6.404-76 apresenta, em seu artigo 177, no parágrafo 4º, o seguinte sobre a escrituração: § 4º As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores e por contabilistas legal- mente habilitados. Letra a. 087. (PRÓ-MUNICIPIO/CRP 11ª/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Complete as lacunas da frase sobre a Contabilidade e assinale a opção que apresenta a ordem correta: “A Contabilidade tem como objeto o(a) _______, e a(o) seu(ua) _______ é fornecer informações para seus _______. a) Empresa, finalidade, sócios; b) Patrimônio, finalidade, usuários; c) Empresa, objeto, diretores; d) Patrimônio, objetivo, auditores. O objeto da contabilidade é o PATRIMÔNIO, e o seu OBJETIVO/FINALIDADE é fornecer infor- mações para seus USUÁRIOS. Letra b. 088. (IBFC/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2017) Com base na NBC TSP Estrutura Conceitual – estrutura conceitual para elaboração e divulgação de informação contábil de propósito geral pelas entidades do setor público, assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. 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Contudo certa informação pode ter o seu atributo tempestividade prolongado após o encer- ramento do período contábil, em decorrência de alguns usuários, por exemplo, necessitarem identificar e avaliar tendências. A tempestividade está representando o princípio da oportunidade do fornecimento das informações. Letra a. 089. (IBFC/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2020) Analise as afirmativas a seguir em relação aos conceitos, objetivos e finalidades da contabilidade. I – A contabilidade tem como finalidade o fornecimento de informações referente a situação patrimonial e econômica, seja de pessoa física ou jurídica. II – Dentre os seus objetivos está o de registrar e documentar atos e fatos ocorridos em deter- minada entidade, tanto de natureza econômica quanto financeira. III – Conceitualmente é uma ciência técnica, isto porque historicamente elabora técnicas de registros para controle e organização. Estão corretas as afirmativas: Alternativas a) I apenas b) I, I I e I I I c) I e I I I apenas d) I e I I apenas e) I I e I I I apenas Vimos, na aula, que a contabilidade é uma ciência social - e não uma ciência técnica, e que, atualmente, o objetivo da contabilidade, segundo a escola americana e a escola internacional, é o de fornecer informações, e a sua finalidade é o controle das transações. 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(IBFC/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2016) “A Contabilidade é uma ciência que desenvolveu uma metodologia própria com a finalidade de controlar o patrimônio das aziendas, apurar o rédito das atividades das aziendas e prestar informações às pessoas que tenham interesse na avaliação da situação patrimonial e do desempenho dessas atividades” (Neves e Viceconti - 2009). Com base neste conceito, assinale a alternativa incorreta: Alternativas a) Pessoa Jurídica é a unidade resultante de um agrupamento humano organizado, estável, objetivando fins de unidade pública ou privada, inteiramente distinta dos indivíduos que a com- põe, capaz de possuir e exercitar direitos e contrair obrigações. b) Com relação às informações de natureza econômica, podemos afirmar que compreendem os fluxos de receitas e de despesas, que geram lucros ou prejuízos à uma entidade, assim como das variações no patrimônio desta entidade e com relação às informações de natureza financeira tratam-se dos fluxos de caixa e do capital de giro das entidades. c) O objeto da Contabilidade é o patrimônio das entidades económico-administrativas (aziendas). d) O objetivo da Contabilidade é todas as pessoas físicas ou jurídicas que, direta ou indireta- mente, tenham interesse na avaliação e no desenvolvimento da entidade. e) O campo de aplicação são as aziendas. Atualmente, o objetivo da contabilidade é fornecer informações de natureza econômica, patri- monial, financeira e física sobre o patrimônio e suas modificações. As pessoas físicas e jurídicas consideradas uma entidade são o campo de aplicação da contabilidade. Letra d. 091. (IBFC/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2016) Analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta. I – O termo patrimônio significa, a princípio, o conjunto de bens pertencente a uma pessoa ou empresa. Compõe-se também de valores a receber. II – Em contabilidade, a palavra patrimônio tem sentido amplo: por um lado significa o con- junto de bens e direitos pertencentes a uma pessoa ou empresa; por outro lado inclui as obrigações a serem pagas. III – Para a contabilidade patrimônio é, apenas, o conjunto de bens. 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(IBFC/IDAM/CONTADOR/2019) A Norma Brasileira de Contabilidade, (NBC TSP) estru- tura conceitual de 2016 apresenta as características qualitativas da informação incluída nos RCPG Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades doSetor Público. Com base na NBC TSP, assinale a alternativa correta que contenha apenas características qualitativas. Alternativas a) Relevância, verificabilidade e materialidade b) Relevância, representação fidedigna e tempestividade c) Verificabilidade, custo benefício e tempestividade d) Comparabilidade, materialidade e compreensibilidade As características das informações contábeis previstas na contabilidade geral e na contabili- dade pública são as mesmas, são elas: relevância, representação fidedigna, comparabilidade, compreensibilidade, tempestividade e verificabilidade ou capacidade de verificação. Assim, a relevância, a representação fidedigna e a tempestividade são características qualita- tivas das informações contábeis. Letra b. 093. (IBFC/EBSERH/CONTADOR/2013) O objetivo da contabilidade é: Alternativas a) O controle e o estudo do patrimônio e de suas variações visando ao fornecimento de infor- mações que sejam úteis para a tomada de decisões econômicas. b) O patrimônio das entidades econômico-administrativas. c) O controle dos componentes patrimoniais em termos monetários. d) A entidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 106 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Atualmente, segundo a escola americana e a escola internacional do IASB, o objetivo da con- tabilidade é o fornecimento de informações sobre o patrimônio e sua evolução aos usuários internos e externos. É importante atentar que a banca IBFC tem seguindo a orientação da escola italiana, que con- sidera que o objetivo da contabilidade é o controle patrimonial, para que a entidade consiga fornecer informações aos usuários. Letra a. 094. (IBFC/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2020) Assinale a alternativa que apresenta os ele- mentos diretamente relacionados com a mensuração da posição patrimonial e financeira, se- gundo a Norma Brasileira de Contabilidade Técnica Geral (NBCTG) - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro. Alternativas a) Ativos, Passivos, Receitas e Despesas b) Ativos, Passivos, Receitas, Despesas e Custos c) Ativos, Passivos e Patrimônio Líquido d) Ativos, Passivos e Resultado Econômico e) Bens, Direitos e Obrigações A posição financeira e patrimonial de uma empresa é apresentada no Balanço Patrimonial, por meio dos seus ativos, passivos e patrimônio líquido. Letra c. 095. (IBFC/DIVINÓPOLIS-MG/CONTADOR/2018) Segundo a NBCTG Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, as características qualitativas das Demonstrações Contábeis são divididas entre fundamentais e de melhoria. Para tanto, analise os itens a seguir: I – Relevância. II – Comparabilidade. III – Compreensibilidade. IV – Representação Fidedigna. V – Tempestividade. São características qualitativas fundamentais das demonstrações: Alternativas a) I, II e III apenas b) I, III e V apenas c) II e IV apenas d) I e IV apenas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 107 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo As características fundamentais são a RELEVÂNCIA e a REPRESENTAÇÃO FIDEDIGNA. Letra d. 096. (IBFC/ARARAQUARA-SP/CONTROLE INTERNO/2018) Em relação as características qualitativas da informação contábil, abordadas na NBC TSP – Estrutura conceitual e no Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público. Assinale a alternativa INCORRETA: Alternativas a) Relevância e Representação fidedigna b) Compreensibilidade e Tempestividade c) Competência e Comparabilidade d) Verificabilidade e compreensibilidade e) Comparabilidade e Relevância As características das informações previstas na contabilidade geral e na contabilidade pública são as mesmas, são elas: relevância, representação fidedigna, comparabilidade, compreensi- bilidade, tempestividade e verificabilidade ou capacidade de verificação. A competência não é uma característica qualitativa da informação contábil, portanto: Letra c. 097. (IBFC/SES-PR/CONTADOR/2016) Analise as afirmações abaixo e assinale a alternati- va correta. I – A contabilidade é a doutrina do controle econômico e da determinação do retido em qual- quer espécie de empresa. II – A contabilidade é a ciência do patrimônio. III – A Contabilidade é a técnica da revelação patrimonial. A revelação consiste na descrição, na colocação em evidência, de determinados fatos. Alternativas a) Todas as afirmações estão corretas. b) Apenas a afirmação II está correta. c) Apenas a afirmação II está incorreta. d) Apenas a afirmação I está incorreta. I – Errado. A banca destaca que a contabilidade é uma doutrina, isto não é certo, pois doutrinas são alicerces de uma ciência, normalmente apresentadas como princípios. II – Certo. A contabilidade é uma ciência social que tem por objeto o patrimônio das entidades. Assim, é comum ela ser tratada como a ciência do patrimônio. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 108 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo III – Errado. A banca destaca que a contabilidade é uma técnica - e isto também não está certo. Como já falei, a contabilidade é uma ciência que, dentre suas funções, tem a técnica da elabo- ração das demonstrações contábeis para fins de revelação dos fatos que ocorreram. O gabarito da banca afirma que somente o item I está errado. Letra d. 098. (IBFC/PC-RJ/PERITO CONTÁBIL/2013) São Princípios Contábeis, de acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade, EXCETO: Alternativas a) A Oportunidade e o Registro pelo Valor Original. b) A Prudência e a Atualização Monetária. c) A Continuidade e a Prudência. d) A Oportunidade e a Entidade. e) A Oportunidade e a Prudência. Os princípios contábeis, previstos nas normas revogadas do CFC, são entidade, competência, continuidade, oportunidade, prudência e registro pelo valor original. Não existe o princípio da atualização monetária, portanto: Letra b. 099. (IDECAN/INMETRO/ASSISTENTE EXECUTIVO ADMINISTRAÇÃO/2015) “Estudo e contro- le do patrimônio e de suas variações, para fornecer aos usuários o máximo possível de infor- mações de natureza econômica, financeira e patrimonial, que sejam úteis para a tomada de decisões econômicas.” O conceito se refere ao a) plano de contas contábil. b) objetivo da contabilidade. c) usuário da informação contábil. d) objeto de estudo da contabilidade. e) campo de aplicação da contabilidade. A finalidade da contabilidade é controlar o patrimônio e a sua evolução, por meio de um pro- cesso contábil, de forma a fornecer informações sobre a situação física, econômica e financei- ra de uma entidade. Fornecer informações sobre o patrimônio e sua evolução é o objetivo atual da contabilidade. Letra b. 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Na minha visão, a sua inclusão no edital se deu porque, na sua apresentação, ela revogou uma série de resoluções do CFC que tratavam dos princípios contábeis, assim, não há a necessida- de de aprofundar seus estudos na contabilidade pública, mas, sim, entender como estão sendo tratados os princípios contábeis pela contabilidade dentro da estrutura conceitual. Ao revogar as resoluções que tratavam dos princípios contábeis, o CFC deixou claro que, atualmente, os arcabouços conceituais teóricos são as estruturas conceituais CPC 00 (conta- bilidade privada) e NBCTSP (contabilidade pública). Os ajustes apresentados pela NBCTSP visam a atender ao objetivo da contabilidade, melho- rando, cada vez mais, a qualidade das informações contábeis apresentadas pelas empresas. No dia 23 de setembro de 2016, o CFC – Conselho Federal de Contabilidade nos presen- teou com uma bela norma, a NBC TSP ESTRUTURA CONCEITUAL – estrutura conceitual para elaboração e divulgação de informação contábil pelas entidades do setor público. A norma teve os seus efeitos aplicados a partir de 1º de janeiro de 2017. Esta norma chegou a bom tempo e vai ajudar muito na padronização da contabilidade pública, pois sabe-se que a legislação que regulamenta a contabilidade pública brasileira data de 1964 - e não reflete os avanços pelos quais estão passando a contabilidade e a sociedade. É importante destacar que esta norma é parte do processo de convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade aos padrões internacionais e ela foi elaborada de acordo com o Pronunciamento intitulado The Conceptual Framework for General Purpose Financial Repor- ting by Public Sector Entities, emitido pelo IFAC (International Federation of Accountants). No Brasil, estão submetidos à norma os governos nacionais, estaduais, distritais e munici- pais e seus respectivos poderes, incluindo os Tribunais de Contas, Defensorias e Ministério Pú- blico. Ainda, incluem-se órgãos, secretarias, departamentos, agências, autarquias, fundações instituídas e mantidas pelo poder público, fundos, consórcios públicos e outras repartições públicas congêneres da administração direta e indireta, abrangendo aí as empresas estatais dependentes, como, por exemplo, a Embrapa. As informações sobre a norma são: Número da resolução: 2016/NBCTSP-EC Descrição: Aprova a NBC TSP ESTRUTURA CONCEITUAL Data de Publicação no Diário Oficial da União: 04/10/2016 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 110 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Resolução em vigor: SIM Resolução foi alterada: NÃO Resolução foi revogada: NÃO Ementa: aprova a NBC TSP ESTRUTURA CONCEITUAL - Estrutura Conceitual para Elaboração e Di- vulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público Esta Resolução revogou a(s) seguinte(s) Resolução(ões): 2011/001367 - Altera o Apêndice II da Resolução CFC n.º 750/93, - D.O.U de 29/11/2011 2010/001282 - Atualiza e consolida dispositivos da Resolução CFC 750/93 - D.O.U de 02/06/2010 2007/001111 - Apêndice II-Res. CFC 750/93 - Princípios Fundamentais de Contabilidade - D.O.U de 05/12/2007 1993/000750 - Princípios Fundamentais Contabilidade - D.O.U de 31/12/1993 Meu objetivo, nesta aula, é falar sobre um ponto específico nela apresentado: a revogação da Resolução CFC n. 750, que aprovou os princípios contábeis, e a revogação das demais re- soluções relacionadas aos princípios contábeis, em especial a Resolução CFC n. 1.282/2010. Antes de adentrar na revogação propriamente dita, é importante destacar que a sustenta- ção científica da contabilidade apresentava que os princípios de contabilidade representam o núcleo central da própria contabilidade, na sua condição de ciência social, sendo a ela ineren- tes, ou seja, a contabilidade é baseada nos princípios. Destacava, também, que os princípios constituem sempre as vigas-mestras de uma ci- ência, revestindo-se dos atributos de universalidade e veracidade, conservando validade em qualquer circunstância. Com base na premissa da universalidade, os princípios devem ser respeitados tanto na contabilidade aplicada ao setor privado quanto na contabilidade aplicada ao setor público. Desta forma, não existem princípios para a contabilidade pública e princípios para a contabili- dade privada, o que existem são princípios para a contabilidade. Ao revogar a resolução que trata dos princípios contábeis, o CFC deixa claro que os princípios são parte das informações apresentadas e, agora, são tratados nos pressupostos básicos e atributos qualitativos das informações apresentados na estrutura conceitual. Hoje, a base de sustentação dos registros e da apresentação das informações contábeis são os pronunciamentos contábeis, em especial os seguintes: “pronunciamentos conceituais básicos – Estruturas Conceituais”. − NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulga- ção de Relatório Contábil-Financeiro pelas entidades do setor privado, é o CPC 00 R2. − NBC TSP ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divul- gação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas entidades do setor público. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 111 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Voltando ao assunto base deste material, e os princípios? Segundo o CFC, nas resoluções revogadas, os princípios estão obrigatoriamente presentes na formulação das Normas Brasileiras de Contabilidade, são verdadeiros pilares do sistema de normas e não podem sofrer qualquer restrição na sua observância, ou seja, eles devem ser respeitados. Contudo esta determinação conflitava com algumas orientações e alguns pronunciamentos do CPC e, consequentemente, do próprio CFC, principalmente nos ajustes às novas orientações contábeis, como a essência econômica sobre a forma, a neutralidade, entre outras. Assim, o CFC revogou a norma que tratava dos princípios e, posteriormente, deixou claro que a revogação da Resolução n. 750/1993 não implica na extinção dos princípios contábeis no Brasil, mas, sim, a convergência deles para os pronunciamentos básicos, sob um novo con- texto conceitual. Na verdade, o Brasil passou a contar com uma estrutura conceitual que é estruturada em capítulos e temas que serão aplicados conforme as necessidades da empresa, respeitando as orientações específicas, e deixou de ter uma norma sobre os princípios, que deveriam ser aplicados de forma semelhante por todas as empresas. O PULO DO GATO O próprio CFC já destacou, em suas publicações, que revogar a Resolução n. 750/1993 não sig- nifica que os princípios de contabilidade estejam extintos. A revogação das resoluções visa à unicidade conceitual, indispensável para evitar divergências na concepção doutrinária e teórica, que poderiam comprometer aspectos formais das Normas Brasileirasde Contabilidade (NBCs). Então, os princípios de contabilidade, sob o ponto de vista das estruturas conceituais dos setores privado e público, passaram a ser comportados dentro das normas específicas, respec- tivamente, a NBC TG Estrutura Conceitual e NBC TSP – e, por isto, tornou-se necessária e natural a revogação da Resolução n. 750/1993, para evitar eventual conflito de referência conceitual. Após a revisão do CPC 00, denominada revisão R2, de maneira geral, todos os princípios mencionados na Resolução n. 750/1993 estão na estrutura conceitual original, contudo apre- sentados em contexto teórico diferente e denominados pressupostos básicos. Na estrutura conceitual, é possível identificar a necessidade de destacar a continuidade da empresa (CONTINUIDADE); a importância da oportunidade das informações em respeito à tempestividade (OPORTUNIDADADE), o respeito ao registro do valor original e outras bases de mensuração (REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL), a competência de exercícios na apuração do desempenho econômico (COMPETÊNCIA) e o princípio da ENTIDADE aparece quando a Estrutura Conceitual destaca a necessidade da identificação da “entidade que reporta a infor- mação”. E, em 2019, com a reinclusão da PRUDÊNCIA como apoio à neutralidade, o conjunto dos princípios está completo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 112 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo É importantíssimo destacar que, independentemente de norma, o objetivo científico da conta- bilidade continua diretamente relacionado com a correta apresentação das informações sobre o patrimônio e com a apreensão e a análise das causas das suas mutações. As estruturas básicas CPC 00 R2 e a NBCTSP deixam claro que a contabilidade tem por objetivo divulgar informações úteis mostrando os fatos que as fundamentam; inclusive o pro- nunciamento conceitual básico destaca que, se a informação contábil-financeira é para ser útil, ela precisa ser relevante e representar, com fidedignidade, o que se propõe a representar. A utilidade da informação contábil-financeira é melhorada se ela for comparável, verificável, tem- pestiva e compreensível. Estas são as características qualitativas das informações contábeis. Em 2011, na primeira revisão feita sobre o pronunciamento básico para as entidades pri- vadas, o CPC destacou que a característica essência sobre a forma foi formalmente retirada da condição de componente separado da representação fidedigna, por ser considerado uma redundância. O CPC deixou claro que a representação pela forma legal que difira da substância econô- mica não pode resultar em representação fidedigna. Assim, essência sobre a forma passou a ser a bandeira insubstituível nas normas do IASB - e passa a ser a premissa básica da informação contábil. Outro ponto muito importante desta revisão, e aí conflitando diretamente com o princípio contábil da prudência, foi que a característica da prudência (conservadorismo) foi retirada da condição de aspecto da representação fidedigna por ser inconsistente com a neutralidade. Desta forma, as informações fidedignas devem ser neutras e não prudentes. Em 2019, o CPC revisou novamente o CPC 00 e apresentou a revisão R2, por meio dela decidiu incluir a prudência novamente; agora, a prudência passou a ser uma base de análise da neutralidade ao estabelecer as estimativas contábeis, especialmente as estimativas para perdas do ativo e as provisões passivas. Na classe contábil, a revogação dos princípios criou clima de “falta de base científica” - e isto fez com que o CFC se pronunciasse sobre o assunto da seguinte forma: Por Maristela Girotto Comunicação CFC Com informações: Grupo Assessor do CFC para o setor público Instrumento fundamental do processo de convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBC TSP) ao padrão internacional, editado pela Federação Internacional de Contadores (Ifac, na sigla em inglês), a Estrutura Conceitual (NBC TSP EC) foi publicada pelo Con- selho Federal de Contabilidade no dia 4 de outubro de 2016. Esta norma antecede a convergência das demais, apresentando os conceitos basilares para a elaboração e divulgação de informação contábil de propósito geral pelas entidades do setor público. Até o final de 2016, serão publicadas as primeiras cinco NBC TSP convergidas, produzindo efeitos a partir de janeiro de 2017. 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A revogação das resoluções visa à unicidade conceitual, indispensável para evitar divergências na concepção doutrinária e teórica, que poderiam comprometer aspectos formais das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBCs). Para orientação geral e esclarecimentos que possam vir a ser necessários sobre a revogação da Resolução n. 750/1993 e seu apêndice, a Resolução n. 1.111/2007, o CFC traz à luz os fatos, provi- dos do necessário contexto histórico, relativos à revogação das duas resoluções e à realocação dos Princípios de Contabilidade em Estruturas Conceituais específicas: Contexto Em 2008, quando se iniciou o processo de convergência das normas contábeis brasileiras aos padrões internacionais – International Financial Reporting Standards (IFRS), para o setor privado, e International Public Sector Accounting Standards (Ipsas), para a área pública –, a Resolução n. 750/1993 teve que ser revista em razão da aprovação do “Pronunciamento Conceitual Básico – Es- trutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Esse Pronunciamento foi referendado pelo CFC e deu origem à NBC T 1 – Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis (Resolução n. 1.121/2008). Naquele ano, com a publicação da NBC T 1, houve reflexões sobre a oportunidade de revogação da Resolução n. 750/1993, considerando-se que passariam a coexistir duas orientações sobre as características da informação contábil do setor privado. Decidiu-se, na época, que a resolução não seria revogada porque seria realizada, futuramente, uma revisão em seu conteúdo para adequação à NBC T 1 e, também, para a manutenção dos princípios para as entidades do setor público. Em 2011, a NBC T1 foi revogada pela Resolução n. 1.374, que lhe deu nova redação, passando a ser intitulada NBC TG Estrutura Conceitual – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro. No processo de revisão da Resolução n. 750/1993, surgiram questões como, por exemplo, a pre- ponderância de alguns princípios da contabilidade sobre outros – ou seja, alguns princípios não apresentados na Resolução n. 750/1993 poderiam ser interpretados como de menor relevância, ou não “fundamentais”, gerando dúvidas para os profissionais. Outro ponto considerado no processode revisão da resolução foi a mudança do contexto socioe- conômico do Brasil, que levou à necessidade de alguns ajustes, como a avaliação da aplicabilidade do princípio da atualização monetária no contexto da estabilidade financeira. Desse processo de revisão surgiu a Resolução n. 1.282/2010, alterando a Resolução n. 750/1993. A convergência da contabilidade das empresas privadas ao padrão internacional (IFRS) avançou rapidamente. Enquanto isso, a Contabilidade Aplicada ao Setor Público (Casp) iniciava a busca por padrões internacionais e carecia de uma Estrutura Conceitual que pudesse ampliar os princípios da contabilidade sob a perspectiva do setor público. As primeiras NBC TSP (NBC T 16.1 a 16.10), editadas em 2008, buscaram compatibilizar as dire- trizes dos princípios de contabilidade com a informação contábil do setor público alinhada aos padrões internacionais. 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Da mesma forma como ocorreu no processo de convergência da contabilidade do setor privado, a primeira norma da área pública convergida foi a NBC TSP Estrutura Conceitual – Estrutura Concei- tual para a Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público, publicada no DOU do dia 4 de outubro de 2016. Com isso, os Princípios de Contabilidade, sob o ponto de vista das Estruturas Conceituais dos seto- res privado e público, passaram a ser comportados dentro das normas específicas, respectivamen- te, a NBC TG Estrutura Conceitual (Resolução n. 1.374/2011) e NBC TSP Estrutura Conceitual. Diante desses fatos, tornou-se necessária e natural a revogação da Resolução n. 750/1993, para evitar eventual conflito de referência conceitual. Considerações Alguns professores, de conceituadas universidades brasileiras, dão depoimentos sobre a revogação da Resolução n. 750/1993: “A revogação da Resolução n. 750/1993 me deixou muito satisfeito, porque não é bom para a contabi- lidade a existência de duas Estruturas Conceituais para as mesmas entidades, ainda mais aprovadas pelo mesmo órgão. Acabou agora o meu desconforto. Desconforto que seria muito maior existindo duas Estruturas Conceituais para entidades comerciais e outra para entidades públicas. Assim, acho que, com essa revogação, o CFC está agindo em prol da unificação de entendimentos, da Contabilida- de, da nossa classe e, inclusive, em prol da simplificação perante nossos usuários. Só tenho a parabe- nizar o Conselho Federal.” Eliseu Martins, professor da Universidade de São Paulo (USP). “Desde a aprovação da Resolução n. 1.374/2011 (NBC TG Estrutura Conceitual aplicável às enti- dades do setor privado), passamos a conviver com duas Estruturas Conceituais, uma vez que a Resolução n. 750/1993 permaneceu vigente, gerando, em muitas situações, dúvidas nos profissio- nais e no âmbito da academia. Com o processo de convergência e a recente aprovação da NBC TSP - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público me parece oportuna a revogação da Resolução n. 750/1993, contribuindo, assim, para um adequado alinhamento, em nível internacional, e melhor compreensão por parte de todos os que militam na contabilidade ou dela são usuários.” Ernani Ott, professor da Unisinos e diretor presidente da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Ciências Contábeis (Anpcont). “Muito oportuna a revogação da Resolução n. 750/1993, com a aprovação da NBC TSP - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas En- tidades do Setor Público. Acadêmicos e profissionais das entidades privadas finalmente contam com uma única base conceitual, a NBC TG Estrutura Conceitual para a Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro. Agora, são duas estruturas conceituais qualificadas para a análise e a aplicação de normas contábeis pertinentes à cada área: pública e privada. Deve-se reconhecer, mais uma vez, a atuação criteriosa do Conselho Federal de Contabilidade no processo de convergência, promovendo melhor compreensão das normas contábeis pelos profissionais e usuários da contabi- lidade.” Márcia Martins Mendes De Luca, professora da Universidade Federal do Ceará e Coordena- dora Adjunta da área de Administração, Ciências Contábeis e Turismo da Capes. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 115 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo “A recente revogação da Resolução n. 750/1993 não implica na extinção dos princípios contábeis no Brasil. Na verdade, após a aprovação da Resolução 1.374/2011, o Brasil passou a contar com uma Es- trutura Conceitual (EC/11). Enquanto a Resolução n. 750/1993 era estruturada em ‘princípios’, a EC/11 é estruturada em capítulos, como, por exemplo, o do objetivo ou o das características qualitativas. De maneira geral, podemos ver que todos os princípios mencionados na Resolução n. 750/1993 também estão na EC, com exceção do da prudência. O ‘de/para’ da Resolução n. 750/1993 é apre- sentado a seguir, com os respectivos parágrafos da Estrutura Conceitual entre parênteses: continui- dade (4.1), oportunidade (QC12 e QC19), registro do valor original e outras bases de mensuração (4.54 a 4.56), competência (OB17 a OB20). Em relação ao princípio da entidade, a EC faz menção à “entidade que reporta a informação”. É importante destacar que uma versão revisada da EC deverá ser emitida em breve pelo International Accounting Standards Board (Iasb). A versão revisada de- dicará um capítulo ao conceito de ‘entidade’ e deve reintroduzir o conceito de ‘prudência’, que não significa antecipar as ‘más notícias’ e postergar as ‘boas notícias’, mas, sim, exigir cautela em julga- mentos sob condições de incerteza. Concluindo, existem formas diferenciadas de estruturar os conceitos fundamentais que temos em Contabilidade, mas tenham certeza de que sempre estarão vivos e continuarão sendo a estrela-guia para o desenvolvimento dos pronunciamentos e das decisões a serem tomadas pelos profissio- nais.” Fábio Moraes da Costa, professor da Fucape Business School. “Os Princípios Fundamentais de Contabilidade aprovados e editados pela Resolução n. 750/1993 foram de significativa importância para a melhoria do arcabouço teórico-normativo da Contabilida- de no Brasil e suas contribuições são de incontestável relevância para a qualidade da informação produzida pelas práticas contábeis. Contudo, a dinâmica da economia e a gestão dos negócios, em âmbito global, exigem unicidade de regras e procedimentos para obtenção de informação justa que, para ser entendida como tal, deve propugnar a ausência de dualidade e a redução de viés, para ser compreendida com singularidade pelos usuários. Neste contexto, a coexistência dos princípios edi- tados pela Resolução n. 750/1993 com a estrutura conceitual vigente, em função daadoção do pa- drão IFRS, contribui para inquietação de operadores e usuários na escolha da referência conceitual. Assim, como ente instituído para velar pelo regramento contabilístico aplicado no Brasil, o CFC age com prudência e acerto, eliminando a possibilidade de conflito normativo, ao revogar a Resolução n. 750/1993, considerando a inserção do Brasil no padrão internacional.” José Antonio de França, professor do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Universidade de Brasília (UnB). “A adoção das IFRS pressupõe igualmente a observância da estrutura conceitual aprovada pelo Iasb, visto que é a base utilizada pelo Board para desenvolver as normas internacionais, bem como para analisar questões relativas à aplicação consistente dessas normas. Adicionalmente, a estru- tura conceitual do Iasb auxilia as entidades a avaliar alternativas e desenvolver políticas contábeis, com base em princípios que promovam a representação fidedigna dos eventos econômicos nas situações em que nenhuma IFRS específica se aplique a determinada transação ou, ainda, quando a norma existente permite a definição de política contábil, mediante a inclusão de opções para o reconhecimento de tais eventos. Finalmente, além do Iasb e das entidades responsáveis pela elabo- ração e divulgação de relatórios financeiros, a estrutura conceitual facilita a compreensão e a inter- pretação das IFRS pelos usuários.” Amaro Gomes, membro do International Accounting Standards Board (Iasb). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 116 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo O PULO DO GATO Leia com calma as considerações apresentadas pelos professores, muitas delas poderão ser cobradas em provas. Como a estrutura conceitual entra em vigor na data de sua publicação, em 05/10/16, tendo os seus efeitos aplicados a partir de 1º de janeiro de 2017, a partir de 2017, a base de sustenta- ção das informações contábeis são: a primazia da essência econômica sobre a forma jurídica; os atributos qualitativos fundamentais e de melhoria, conforme os pressupostos básicos do registro pelo valor original ajustado, da competência, da oportunidade, da continuidade, da en- tidade e, agora, também da prudência. Os princípios de contabilidade representam o núcleo central da própria contabilidade, na sua condição de ciência social, sendo a ela inerentes. Constituem sempre as vigas-mestras de uma ciência, revestindo-se dos atributos de universalidade e veracidade, conservando validade em qualquer circunstância. No caso da contabilidade, presente seu objeto, seus princípios de contabilidade valem para todos os patrimônios, independentemente das entidades a que pertencem, as finalidades para as quais são usados, a forma jurídica da qual estão revestidos, sua localização, expressividade e quaisquer outros qualificativos, desde que gozem da condição de autonomia em relação aos demais patrimônios existentes. Os princípios contábeis constituem normas que representam a essência da ciência con- tábil, por isto a observância dos princípios contábeis é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC). Na aplica- ção dos princípios contábeis em situações concretas, a essência das transações deve prevale- cer sobre seus aspectos formais. Nos princípios científicos, jamais pode haver hierarquização formal, dado que eles são os ele- mentos predominantes na constituição de um corpo orgânico, proposições que se colocam no início de uma dedução, e são deduzidos de outras dentro do sistema. Nas ciências sociais, os princípios se colocam como axiomas, premissas universais e verdadeiras, assim admitidas sem necessidade de demonstração, ultrapassando, pois, a condição de simples conceitos. Os princípios, na condição de verdades primeiras de uma ciência, jamais serão diretivas de natureza operacional, característica essencial das normas – expressões de direito positivo, que, a partir dos princípios, estabelecem ordenamentos sobre o “como fazer”, isto é, técnicas, procedimentos, métodos, critérios, etc., tanto nos aspectos substantivos quanto nos formais. Dessa maneira, alcança-se um todo organicamente integrado, em que, com base nas verdades gerais, chega-se ao detalhe aplicado, mantidas a harmonia e a coerência do conjunto. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 117 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Os princípios simplesmente são e, portanto, preexistem às normas, fundamentando e jus- tificando a ação, enquanto aquelas a dirigem na prática. No caso brasileiro, os princípios es- tão presentes na formulação das Normas Brasileiras de Contabilidade, verdadeiros pilares do sistema de normas, que estabelecerá regras sobre apreensão, registro, relato, demonstração e análise das variações sofridas pelo patrimônio, buscando descobrir suas causas, de forma a possibilitar a feitura de prospecções sobre a entidade, e não podem sofrer qualquer restrição na sua observância. Em termos de conteúdo, os princípios dizem respeito à caracterização da entidade e do pa- trimônio, à avaliação dos componentes deste e ao reconhecimento das mutações e dos seus efeitos diante do patrimônio líquido. Como os princípios alcançam o patrimônio na sua globalidade, sua observância nos pro- cedimentos aplicados resultará, automaticamente, em informações de utilidade para decisões sobre situações concretas. Esta é a razão pela qual os objetivos pragmáticos da contabilidade são caracterizados pela palavra “informação”. Desta forma, os princípios de contabilidade representam a essência das doutrinas e teorias relativas à ciência da contabilidade, consoante o entendimento predominante nos universos científico e profissional de nosso país. Concernem, pois, à contabilidade no seu sentido mais amplo de ciência social, cujo objeto é o patrimônio das entidades. Nos princípios científicos, jamais pode haver hierarquização formal, dado que eles são os ele- mentos predominantes na constituição de um corpo orgânico. Segundo a Resolução CFC 750/93, modificada pelas resoluções n. 1.111/ 07 e n. 1.367/11, são princípios de contabilidade sob a perspectiva do setor público: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 118 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo entidAde O princípio da ENTIDADE reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um patrimônio particular no univer- so dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou uma instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição. O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimôniosautônomos não resulta em nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza econômico-contábil. O cerne do princípio da ENTIDADE está na autonomia do patrimônio a ela pertencente. O princípio, em exame, afirma que o patrimônio deve revestir-se do atributo de autonomia em relação a todos os outros patrimônios existentes, pertencendo a uma entidade, no sentido de sujeito suscetível à aquisição de direitos e obrigações. A autonomia tem por consequência o fato de que o patrimônio de uma entidade jamais pode confundir-se com aqueles dos seus sócios ou proprietários. A entidade poderá ser desde uma pessoa física, ou qualquer tipo de sociedade, instituição ou mesmo conjuntos de pessoas, tais como: − Famílias; − Empresas; − Governos, nas diferentes esferas do poder; − Sociedades beneficentes, religiosa, culturais, esportivas, de lazer, técnicas; − Sociedades cooperativas; − Fundos de investimento e outras modalidades afins. O patrimônio, na sua condição de objeto da contabilidade, é, no mínimo, aquele juridica- mente formalizado como pertencente à entidade, com ajustes quantitativos e qualitativos rea- lizados em consonância com os princípios da própria contabilidade. A autonomia patrimonial apresenta sentido unívoco. Por consequência, o patrimônio pode ser decomposto em partes segundo os mais variados critérios, em termos tanto quantitativos quanto qualitativos. Mas nenhuma classificação, mesmo que dirigida sob ótica setorial, resul- tará em novas entidades. Carece, pois, de sentido a ideia de que as divisões ou os departamentos de uma entidade possam constituir novas entidades, ou “microentidades”, precisamente porque sempre lhes faltará o atributo da autonomia. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 119 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo A única circunstância em que poderá surgir nova entidade será aquela em que a proprieda- de de parte do patrimônio de uma entidade for transferida para outra unidade, eventualmente até criada naquele momento. Mas, no caso, teremos um novo patrimônio autônomo, perten- cente a outra entidade. Na contabilidade aplicada, especialmente nas áreas de custos e de orçamento, trabalha-se, muitas vezes, com controles divisionais, que podem ser extraordinaria- mente úteis, porém não significam a criação de novas entidades, precisamente pela ausência de autonomia patrimonial. Perspectivas do Setor Público O princípio da entidade se afirma, para o ente público, pela autonomia e responsabilização do patrimônio a ele pertencente. A autonomia patrimonial tem origem na destinação social do patrimônio, e a responsabili- zação pela obrigatoriedade da prestação de contas pelos agentes públicos ContinuidAde O princípio da continuidade pressupõe que a entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância. O princípio da continuidade, à semelhança do da prudência, está intimamente ligado com o da competência, formando-se uma espécie de trilogia. A razão é simples: a continuidade diz respeito diretamente ao valor econômico dos bens, ou seja, ao fato de um ativo manter-se nesta condição ou transformar-se, total ou parcialmente, quando há previsão de encerramento das atividades da entidade, com o vencimento antecipado ou o surgimento de exigibilidades. Nesta última circunstância, sua ligação será com o princípio da oportunidade. A denominação “princípio da continuidade”, como também a de “entidade em marcha”, ou “going concern”, é encontrada em muitos sistemas de normas no exterior e também na literatura contábil estrangeira, embora o princípio da continuidade também parta do pressuposto de que a entidade deva concretizar seus objetivos continuamente – o que nem sempre significa a geração de riqueza no sentido material –, não se fundamenta na ideia de entidade em movimento. O motivo é simples, pois uma entidade com suas atividades reduzidas ou suspensas tem- porariamente continuará a ser objeto da contabilidade enquanto dispuser de patrimônio. Perspectivas do Setor Público No âmbito da entidade pública, a continuidade está vinculada ao estrito cumprimento da destinação social do seu patrimônio, ou seja, a continuidade da entidade se dá enquanto per- durar sua finalidade. Portanto, se o órgão público deixar de atender à finalidade de sua criação, ele estará violan- do o princípio da continuidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 120 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo oportunidAde O princípio da oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da informação contá- bil pode ocasionar a perda de sua relevância, por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. O princípio da OPORTUNIDADE exige a apreensão, o registro e o relato de todas as varia- ções sofridas pelo patrimônio de uma entidade, no momento em que elas ocorrerem. Cumpri- do tal preceito, chega-se ao acervo máximo de dados primários sobre o patrimônio, fonte de todos os relatos, demonstrações e análises posteriores, ou seja, o princípio da oportunidade é a base indispensável à fidedignidade das informações sobre o patrimônio da entidade, relati- vas a um determinado período e com o emprego de quaisquer procedimentos técnicos. É o fundamento daquilo que muitos sistemas de normas denominam “representação fiel” pela informação, ou seja, que esta espelhe com precisão e objetividade as transações e eventos a que concerne. Tal tributo é, igualmente, exigível em qualquer circunstância, a começar sempre nos registros contábeis, embora as normas tendam a enfatizá-lo nas demonstrações contábeis. O princípio da oportunidade deve ser observado, como já foi dito, sempre que haja variação patrimonial, cujas origens principais são, de forma geral, as seguintes: a) Transações realizadas com outras entidades, formalizadas mediante acordo de vonta- des, independentemente da forma ou da documentação de suporte, como compra ou venda de bens e serviços; b) Eventos de origem externa, de ocorrência alheia à vontade da administração, mas com efeitos sobre o patrimônio, como modificações nas taxas de câmbio, quebras de clientes, efei- tos de catástrofes naturais, etc.; c) Movimentos internos que modificam predominantemente a estrutura qualitativa dop, como a transformação de materiais em produtos sem fabricados ou destes em produtos prontos, mas também a estrutura quantitativo-qualitativa, como no sucateamento de bens inservíveis. O princípio da OPORTUNIDADE abarca dois aspectos distintos, mas complementares: a inte- gridade e a tempestividade, razão pela qual alguns autores preferem denominá-los princípio da UNIVERSALIDADE. O princípio da OPORTUNIDADE tem sido confundido, algumas vezes, com o da COMPE- TÊNCIA, embora os dois apresentem conteúdos manifestamente diversos. Na oportunidade, o objetivo está na completeza da apreensão das variações, do seu oportuno conhecimento, enquanto, na competência, o fulcro está na qualificação das variações diante do patrimônio líquido, isto é, na decisão sobre se estas o alteram ou não. Em síntese, no primeiro caso,temos o conhecimento da variação, e, na competência, a determinação de sua natureza. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 121 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo A integridade diz respeito à necessidade de as variações serem reconhecidas na sua tota- lidade, isto é, sem qualquer falta ou excesso. Concerne, pois, à completeza da apreensão, que não admite a exclusão de quaisquer variações monetariamente quantificáveis. Como as variações incluem elementos quantitativos e qualitativos, bem como os aspec- tos físicos pertinentes, e ainda que a avaliação é regida por princípios próprios, a integridade diz respeito fundamentalmente às variações em si. Tal fato não elimina a necessidade do reconhecimento destas, mesmo nos casos em que não há certeza definitiva da sua ocor- rência, mas somente alto grau de possibilidade. Bons exemplos neste sentido fornecem as depreciações, pois a vida útil de um bem será sempre uma hipótese, mais ou menos fundada tecnicamente, porquanto dependente de diversos fatores de ocorrência aleatória. Natural- mente, pressupõe-se que, na hipótese do uso de estimativas, estas tenham fundamentação estatística e econômica suficientes. A tempestividade obriga que as variações sejam registradas no momento em que ocorre- rem, mesmo na hipótese de alguma incerteza, na forma relatada no item anterior. Sem o regis- tro no momento da ocorrência, ficarão incompletos os registros sobre o patrimônio até aquele momento, e, em decorrência, insuficientes quaisquer demonstrações ou relatos, e falseadas as conclusões, diagnósticos e prognósticos. Perspectivas do Setor Público O princípio da oportunidade é base indispensável à integridade e à fidedignidade dos pro- cessos de reconhecimento, mensuração e evidenciação da informação contábil, dos atos e dos fatos que afetam ou possam afetar o patrimônio da entidade pública, observadas as Nor- mas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público. A integridade e a fidedignidade dizem respeito à necessidade de as variações serem reco- nhecidas na sua totalidade, independentemente do cumprimento das formalidades legais para sua ocorrência, visando ao completo atendimento da essência sobre a forma. registro pelo vAlor originAl O princípio do registro pelo valor original determina que os componentes do patrimônio devem ser, inicialmente, registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional. No caso de doações recebidas pela entidade, também existe a transação com o mundo exterior, com efeito quantitativo e qualitativo sobre o patrimônio. Como a doação resulta em inegável aumento do patrimônio líquido, cabe o registro pelo valor efetivo da coisa recebida, no momento do recebimento, segundo o valor de mercado. Este princípio determina a necessidade de se registrar os itens patrimoniais pelo seu valor his- tórico, ou seja, pelo valor da primeira negociação; contudo se aceita ajustes ao valor original. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 122 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo I – Custo histórico. Os ativos são registrados pelos valores pagos ou a serem pagos. Os passivos são registrados pelos valores dos recursos que foram recebidos em troca da obrigação ou pelos valores necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações. II – Variação do custo histórico. Uma vez integrado ao patrimônio, os componentes patrimoniais, podem sofrer variações decorrentes dos seguintes fatores: a) Custo corrente; b) Valor realizável; c) Valor presente; d) Valor justo. a) Custo corrente Os ativos são reconhecidos pelos valores que teriam de ser pagos se esses ativos fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis. Os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa, não descontados, que seriam ne- cessários para liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis. b) Valor realizável Os ativos são mantidos pelos valores que poderiam ser obtidos pela venda em uma for- ma ordenada. Os passivos são mantidos pelos valores, não descontados, que se espera que seriam pa- gos para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações da entidade. c) Valor presente Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera que seja gerado pelo item no curso normal das operações da entidade. Os passivos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo. d) Valor justo É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhe- cedoras, dispostas a isso, em uma transação sem favorecimentos e sem compulsoriedade. Perspectivas do Setor Público Nos registros dos atos e fatos contábeis, será considerado o valor original dos componen- tes patrimoniais. Valor original, que, ao longo do tempo, não se confunde com o custo histórico, corresponde ao valor resultante de consensos de mensuração com agentes internos ou externos, com base O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 123 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo em valores de entrada – a exemplo de custo histórico, custo histórico corrigido e custo corren- te; ou valores de saída – a exemplo de valor de liquidação, valor de realização, valor presente do fluxo de benefício do ativo e valor justo. Exemplo a) Em novembro, a empresa compra mercadorias no total de R$ 100.000,00, com frete e seguro de R$ 30.000,00, e carga e descarga de R$ 20.000,00. b) No fim do ano, ao elaborar o “BP”, a administração levanta as seguintes informações: I – Preço de reposição de R$ 160.000,00. II – Preço de venda, à vista, da mercadoria R$ 210.000,00; a margem de lucro e os impostos estimados na venda eram R$ 40.000,00. III – Se vender a prazo, o preço é de R$250,000,00. IV – As mercadorias poderiam ser trocadas no mercado pelo valor de R$ 180.000,00 c) Os valores, segundo o princípio do registro pelo valor histórico ajustado, são os seguintes: Custo original: 150.000,00 Custo corrente: 160.000,00 Valor realizável líquido: 170.000,00 Valor presente: 210.000,00 Valor justo: 180.000,00 CompetênCiA O princípio da competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamen- to. Ainda, pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. A compreensão do princípio da COMPETÊNCIA está diretamente ligada ao entendimento das variações patrimoniais e sua natureza. Nestas, encontramos duas grandes classes: a daquelas que somente modificam a qualida- de ou a natureza dos componentes patrimoniais, sem repercutirem no montante do patrimônio líquido, e a das que o modificam. As primeiras são denominadas “qualitativas”, ou “permutati- vas”, enquanto as segundas são chamadas de “quantitativas”, ou “modificativas”.Observa-se que o princípio da competência não está relacionado com recebimentos ou pagamentos, mas, sim, com o reconhecimento das receitas geradas e das despesas incorridas no período. Mesmo com desvinculação temporal das receitas e despesas, respectivamente do recebimen- to e do pagamento, a longo prazo ocorre a equalização entre os valores do resultado contábil e o fluxo de caixa derivado das receitas e despesas, em razão dos princípios referentes à ava- liação dos componentes patrimoniais. 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A prudência pressupõe o emprego de certo grau de precaução no exercício dos julgamen- tos necessários às estimativas em certas condições de incerteza, no sentido de que ativos e receitas não sejam superestimados, e que passivos e despesas não sejam subestimados, atribuindo maior confiabilidade ao processo de mensuração e apresentação dos componen- tes patrimoniais. A PRUDÊNCIA – de forma a obter-se o menor patrimônio líquido, dentre aqueles possíveis diante de procedimentos alternativos de avaliação – está restrita às variações patrimoniais posteriores às transações originais com o mundo exterior, uma vez que estas deverão decorrer de consenso com os agentes econômicos externos ou da imposição destes. Esta é a razão pela qual a aplicação do princípio da prudência ocorrerá concomitantemente com a do princípio da COMPETÊNCIA, quando resultará, sempre, variação patrimonial quanti- tativa negativa, isto é, redutora do patrimônio líquido. Perspectivas do Setor Público As estimativas de valores que afetam o patrimônio devem refletir a aplicação de procedi- mentos de mensuração que prefiram montantes menores para ativos, entre alternativas igual- mente válidas, e valores maiores para passivos. A prudência deve ser observada quando, existindo um ativo ou um passivo já escriturado por determinados valores, segundo os princípios do valor original, surgirem possibilidades de novas mensurações. A aplicação do princípio da prudência não deve levar a excessos ou a situações classificá- veis como manipulação do resultado, ocultação de passivos, super ou subavaliação de ativos. Pelo contrário, em consonância com os princípios constitucionais da administração pública, deve constituir garantia de inexistência de valores fictícios, de interesses de grupos ou pesso- as, especialmente gestores, ordenadores e controladores. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 125 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo 100. (FUNDATEC/SISPREM/CONTADOR/2015) O Princípio Contábil da Entidade des- creve que o a) Patrimônio Contábil é dividido em quotas, relativas à participação de cada sócio. b) Patrimônio Contábil deve ser escriturado dentro de normas de prudência e conservadorismo. c) Patrimônio da Entidade deve ser apurado mensalmente dentro de critérios de prudência. d) Patrimônio da Entidade não se confunde com aqueles dos seus sócios ou de proprietários da Entidade. e) Patrimônio da Entidade é único e não se confunde com o de outras entidades similares. O princípio da ENTIDADE reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e afirma a auto- nomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pesso- as, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por consequência, o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietá- rios, no caso de sociedade ou instituição. Letra d. 101. (IBADE/VILA VELHA/CONTADOR/2020) Os Princípios de Contabilidade representam a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade, consoante o entendimen- to predominante nos universos científico e profissional. NÃO é princípio da contabilidade a/o: a) Entidade b) Continuidade c) Impessoalidade d) Oportunidade e) Registro pelo valor original A impessoalidade não é um princípio contábil. Letra c. 102. (INSTITUTO ACCESS/ORIZANIA-MG/CONTADOR/2020) Os efeitos das transações e ou- tros eventos devem ser reconhecidos nos períodos a que se referem, ou seja, receitas e despesas devem ser consideradas em função do fato gerador, independentemente dos recebimentos ou pagamentos; pressupõe simultaneidade da confrontação entre receitas e despesas correlatas. O fragmento acima se refere ao Princípio Contábil da: a) Competência. b) Continuidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 126 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo c) Entidade. d) Oportunidade. e) Prudência. O princípio da competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem. Independentemente do recebimento ou paga- mento, ele pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. Letra a. 103. (UNIFIL/SANTO ANTÔNIO DO SUDOESTE/2020) Os princípios de Contabilidade repre- sentam doutrinas e teorias relacionados a ciência, aplicados no sentido mais amplo, sendo o objetivo o patrimônio das empresas. Sobre os princípios, assinale a alternativa incorreta. a) O princípio da competência determina que as transações sejam reconhecidas nos períodos a qual se referem, independente do recebimento ou forma de pagamento. b) O princípio da entidade reconhece o patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma au- tonomia patrimonial, a necessidade da igualdade de um patrimônio particular entre os demais existentes, independentemente de a quem pertencer. c) O princípio da continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro, levando em conta esta circunstância para mensuração e apresentação dos componentes. d) O princípio do registro pelo valor original, como a própria denominação diz, este princípio de- termina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional. O princípio da entidade determina a necessidade de SEPARAR o patrimônio da empresa do patrimônio dos sócios. Letra b. 104. (INSTITUTO AOCP/ITEP-RN/PERITO CONTÁBIL/2018) Pelas normas brasileiras da legis- lação societária e também de acordo com a Deliberação da CVM (Comissão de Valores Mobi- liários), os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos por qual regime? a) Prudência. b) Proficiência. c) Caixa. d) Competência. e) Jurisprudência.O regime de escrituração obrigatório no Brasil é o regime da competência. Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 127 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo 105. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/CONTADOR/2017) Assinale a alternativa que apresenta o correto conceito do respectivo princípio contábil. a) Entidade: pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensu- ração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta essa circunstância. b) Continuidade: refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes pa- trimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. c) Prudência: determina a adoção do menor valor para os componentes do ativo e do maior para do passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantifica- ção das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. d) Oportunidade: determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconheci- dos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento. e) Competência: reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e determina a autono- mia patrimonial, sendo necessário diferenciá-lo do Patrimônio particular. a) Errada. Apresenta o conceito do princípio da continuidade. b) Errada. Apresenta o conceito do princípio da oportunidade. c) Certa. d) Errada. Apresenta o conceito do princípio da competência. e) Errada. Apresenta o conceito do princípio da entidade. Letra c. 106. (INSTITUTO AOCP/UFFS/CONTADOR/2016) Qual princípio contábil refere-se, simulta- neamente, à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta? a) Registro pelo valor original. b) Valor justo. c) Ambiental. d) Oportunidade. e) Patrimonial. O princípio da OPORTUNIDADE refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos com- ponentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. Letra d. 107. (INSTITUTO AOCP/UFFS/CONTADOR/2016) Qual princípio da contabilidade reconhece como objeto da contabilidade o patrimônio? a) Princípio da universalidade. b) Princípio da contingência. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 128 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo c) Princípio da entidade. d) Princípio da unidade. e) Princípio da oportunidade. O princípio da ENTIDADE reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e determina a autonomia patrimonial, sendo necessário diferenciá-lo do patrimônio particular. Letra c. 108. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/CONTADOR/2016) Qual princípio contábil determina que a avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita com base nos valores de entrada, considerando-se como tais os resultantes do consenso com os agentes externos ou da im- posição destes? a) Tempestividade. b) Integridade. c) Oportunidade. d) Registro pelo valor original. e) Continuidade. O princípio do registro pelo valor original determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações com terceiros, expressos em moeda nacional, e, uma vez integrado ao patrimônio, os componentes patrimoniais, ativos e passivos, podem sofrer variações decorrentes de ajustes correntes. Letra d. 109. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/CONTADOR/2016) Qual princípio contábil expõe que a fo- lha de pagamento de dezembroX15, será considerada em dezembroX15, mesmo que o paga- mento ocorra no mês de janeiroX16, no momento do pagamento? a) Comparabilidade. b) Primazia. c) Entidade. d) Atualização Monetária. e) Competência. É o princípio da COMPETÊNCIA que determina a necessidade de se registrar as receitas e des- pesas quando elas ocorreram, independentemente de recebimento ou pagamento. Letra e. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 129 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo 110. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/CONTADOR/2016) Um financiamento de longo prazo para uma determinada empresa, poderá ser obtido, pois parte-se do pressuposto de que essa em- presa permanecerá funcionando por muito tempo e certamente venderá muito os seus produ- tos, tendo-se a expectativa de que pagará o financiamento ao longo do tempo. A qual princípio contábil diz respeito o exemplo apresentado? a) Compreensibilidade. b) Continuidade. c) Materialidade. d) Tempestividade. e) Equilíbrio. O princípio da CONTINUIDADE pressupõe que a entidade continuará em operação no futuro - e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta essa circunstância. Letra b. 111. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/CONTADOR/2016) Uma empresa calculou sua dívida com um determinado banco, incluindo multas, juros, comissões etc. e chegou a R$ 20.000,00. O setor jurídico do banco apresentou uma dívida atualizada em R$ 25.000,00. Qual princípio con- tábil expõe que a empresa deverá registrar os R$ 25.000,00? a) Custo histórico. b) Registro pelo valor original. c) Prudência. d) Materialidade. e) Continuidade. O princípio da PRUDÊNCIA determina que a empresa reconheça o maior valor para o passivo e o menor para o ativo, sempre que a situação for baseada em normas contábeis. Letra c. 112. (INSTITUTO AOCP/ANGRA DOS REIS/CONTADOR/2016) Qual é o Princípio do Regis- tro Pelo Valor Original, de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e suas conceituações? a) Os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transa- ções com o mundo exterior, expressos a valor presente na moeda do País. b) Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis por meio do ajustamento da expressão formal dos valores dos com- ponentes patrimoniais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 130 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo c) As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. d) O princípio do registro pelo valor original determina a adoção do menor valor para os compo- nentes do ativo e do maior para os do passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmen- te válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. e) O princípio do registro pelo valor original reconhece o Patrimônio como objeto da Contabili- dade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio par- ticular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa ou um conjuntode pessoas. O princípio do registro pelo valor original determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações com terceiros, expressos em moeda nacional, e, uma vez integrados ao patrimônio, os componentes patrimoniais, ativos e passivos, podem sofrer variações decorrentes de ajustes correntes. Letra a. 113. (FUNDATEC/AL-RS/ANALISTA CONTADOR/2018) Assinale o princípio de contabilidade que se refere ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas, aplicado ao setor público. a) Entidade. b) Oportunidade. c) Registro pelo valor original. d) Prudência. e) Continuidade. O princípio da oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos compo- nentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. A tempestividade está relacionada com apresentar as informações no momento em que elas possam auxiliar os usuários em sua tomada de decisão. Letra b. Complete a lacuna com a alternativa correta. 114. (IBFC/SES-PR/CONTADOR/2016) De acordo com a Lei 6.404/76, a escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com obediência aos preceitos da legis- lação comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patri- moniais segundo____________. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 131 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Alternativas a) O regime de caixa. b) O regime misto. c) O regime de competência. d) O regime da prudência. A Lei 6.404-76 estabelece, em seu artigo 177, que a escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com obediência tanto aos preceitos da legislação comercial e des- ta lei quanto aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de COMPETÊNCIA. Letra c. 115. (IDECAN/LEOPOLDINA-MG/CONTADOR/2016) Os ativos são mantidos pelo valor pre- sente, descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. Os passivos são mantidos pelo valor pre- sente, descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade.” Segundo o princípio do registro pelo valor original, a afirmativa anterior refere-se à base de mensuração Alternativas a) valor justo. b) valor presente. c) custo corrente. d) valor realizável. O VALOR PRESENTE é a base de mensuração que apresenta o valor futuro dos componentes do patrimônio descontado dos juros embutidos. Letra b. 116. (IDECAN/NATAL-RN/CONTADOR/2016) “Contabilidade é uma arte. É a arte de registrar todas as transações de uma companhia, que possam ser expressas em termos monetários.” (Gouveia, 1984.) Portanto, o objeto de estudo da contabilidade é(são): Alternativas a) O Patrimônio. b) Os controles financeiros. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 132 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo c) As transações comerciais. d) Os ativos e os passivos das empresas A contabilidade é uma ciência social que tem como objeto de estudo o PATRIMÔNIO de qual- quer pessoa, seja física ou jurídica. Letra a. 117. (IDECAN/NATAL-RN/CONTADOR/2016) Com referência às principais funções da conta- bilidade, analise as afirmativas. I – Coletar os documentos comprobatórios dos atos e fatos administrativos e econômicos que ocorrem na entidade. II – Manter sigilo total da situação patrimonial, econômica e financeira da entidade. III – Registrar os fatos contábeis decorrentes das alterações patrimoniais nos livros de escritu- ração contábil da entidade. IV – Acumular informações quantitativas e qualitativas, especificamente do patrimônio públi- co, bem como suas variações ao longo do tempo. V – Classificar os documentos comprobatórios de acordo com as alterações que provocam no patrimônio da entidade. Estão corretas apenas as afirmativas Alternativas a) I, II e III. b) I, III e V. c) II, III e IV. d) III, IV e V. A contabilidade, por meio de seu processo contábil, levanta, mensura e analisa as informações referentes aos atos e fatos administrativos; registrando, em seus livros contábeis, os fatos que afetaram o patrimônio, qualitativa ou quantitativamente. I – Certo. II – Errado. A contabilidade tem como objetivo apresentar informações - e não manter o si- gilo delas. III – Certo. IV – Errado. A contabilidade tem, como campo de aplicação, o patrimônio de qualquer entida- de, seja pública ou privada - e não especificamente o patrimônio público. V – Certo. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 133 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo 118. (IDECAN/NATAL-RN/CONTADOR/2016) A finalidade fundamental da contabilidade é gerar informações de ordem Alternativas a) financeira, com ênfase para o controle e o planejamento. b) física sobre o patrimônio, com ênfase para o controle e o planejamento. c) econômica sobre o patrimônio, com ênfase para o controle e o planejamento. d) física, econômica e financeira sobre o patrimônio, com ênfase para o controle e o planejamento. A finalidade da contabilidade é controlar o patrimônio e a sua evolução, por meio de um pro- cesso contábil, de forma a fornecer informações sobre a situação física, econômica e financei- ra de uma entidade. Letra d. 119. (IDECAN/DETRAN-RO/CONTADOR/2016) “O grande objetivo da Contabilidade é prover seus usuários, em geral, com o máximo possível de informações sobre o patrimônio de uma entidade e suas mutações.” (Iudícibus et al, 2010, p. 11.) “___________são usuários que pos- suem duplo interesse nas informações contábeis: primeiramente porque se baseiam nas mes- mas para arrecadar tributos; e, em segundo lugar, interessam-se pelos dados econômicos das unidades microeconômicas para que, devidamente agregados e tratados estatisticamente, possam fornecer bases adequadas para análises econômicas.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior. Alternativas a) Pessoas físicas b) Sócios, acionistas e proprietários c) Bancos e emprestadores de recursos d) Administradores e diretores executivos e) Governo e economistas governamentais O governo e os economistas governamentais utilizam as informações apresentadas pelas entidades para formar uma base de dados sobre a economia nacional e, principalmente, so- bre a arrecadação. Letra e. 120. (IDECAN/DETRAN-RO/CONTADOR/2016) A Lei Federal n. 6.404/76 e suas alterações posteriores estabelecem as demonstrações contábeis de natureza obrigatória e/ou facultati- vas, conforme o caso, e a forma de sua apresentação. Acerca das demonstrações contábeis de que trata a referida Lei, é correto afirmar que são fundamentais para os seus usuários,visto que: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 134 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Alternativas a) fornecem dados variados para a Receita Federal. b) subsidiam as diretrizes e procedimentos contábeis. c) evidenciam a situação financeira e econômica da entidade. d) fornecem dados relevantes para o setor fiscal da entidade. e) tornam mais simples e eficientes os métodos de controle interno. A Lei 6.404-76 destaca, em seu artigo 176, que, ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar as demonstrações financeiras, que deverão exprimir, com clareza, a situação do patri- mônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício. As demonstrações contábeis são relatórios que apresentam a situação patrimonial, financeira e econômica da empresa. Letra c. 121. (IDECAN/NATAL-RN/CONTADOR/2016) Com referência aos conceitos de contabilida- de, analise. I – Os usuários da contabilidade são os bancos e o governo, pois necessitam destas informa- ções para concessão de empréstimos e estudos econômicos. II – Os usuários da contabilidade são os administradores, diretores e executivos cujo objetivo é obter informações sobre a empresa e, as informações geradas pela contabilidade, na maioria das vezes, são confusas e não são esclarecedoras. III – Os usuários da contabilidade dividem-se em internos e externos e as informações geradas pela contabilidade devem ser claras e objetivas, a fim de que o usuário possa planejar suas próprias operações. IV – Os usuários da contabilidade são aqueles que desejam informações sobre a empresa e as informações geradas pela contabilidade podem ou não refletir a situação econômico-finan- ceira da empresa. Está correta apenas a afirmativa Alternativas a) I. b) II. c) III. d) IV. Somente o item III está certo. Os usuários da contabilidade são internos e externos; os usuários internos compõem a alta administração da empresa; já os usuários externos são divididos em primários, que aplicam dinheiro na empresa, e secundários, que têm relacionamento operacional com a empresa. Letra c. 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Alternativas a) Balanço Patrimonial. b) Demonstração do Resultado do Exercício. c) Demonstração dos Fluxos de Caixa. d) Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. e) Demonstração do Valor Adicionado. Segundo a Lei 6.404-76, em seu artigo 186, a DLPA - Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados discriminará: I – o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial; II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício; III – as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período. Letra d. 123. (IADES/CITEC/CONTADOR/2016) Acerca do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), assinale a alternativa correta. a) Trata-se de um órgão público subordinado à Comissão de Valores Mobiliários. b) Desde a respectiva criação, em 2005, além dos pronunciamentos técnicos, o CPC passou a emitir as resoluções do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). c) O CPC tem prerrogativas legais, portanto a aplicação das próprias normas é obrigatória. d) Trata-se de uma entidade de direito privado subordinada ao International Accounting Stan- dards Board (IASB). e) Os pronunciamentos técnicos emitidos pelo CPC subsidiam a emissão de normas que per- mitem a convergência da Contabilidade Brasileira com os padrões internacionais. O CPC não emite norma para o mercado, ele se pronuncia sobre assuntos específicos. Quem normatiza são as autarquias reguladoras, como o CFC, a CVM e o Bacen. O CPC é um órgão autônomo, não tem vinculação com nenhuma instituição pública ou privada. Letra e. 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Considerando essa informação, é correto afirmar que a contabilidade a) é um sistema de informação e avaliação que fornece demonstrações e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, com relação à entidade objeto de contabilização. b) estuda o passivo à disposição das aziendas, em seus aspectos estáticos e em suas varia- ções, para enunciar, por meio de fórmulas racionalmente deduzidas, os efeitos da administra- ção sobre a formação e a distribuição dos créditos. c) é uma ciência que permite manter um controle permanente do passivo da empresa, usando técnicas de cunho financeiro e fiscal. d) sobrepõe-se, como ciência, à administração e ao direito, pois não há como administrar sem números e sem referência contábil e financeira. e) é uma ciência concebida para coletar, registrar, resumir e interpretar dados e fenômenos que afetam as situações administrativas de uma organização. A contabilidade é a ciência social que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no patri- mônio das entidades, mediante o registro, a demonstração e a divulgação desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial aos usuários. Para atingir seu objetivo, a contabilidade necessita de que exista, na empresa, um sistema de controle interno que consiga capturar e tratar as informações relacionadas com os fatos con- tábeis que afetam o PATRIMÔNIO, para que, assim, as informações sejam apresentadas por meio de relatórios e demonstrações contábeis. Letra a. 125. (IADES/CRF-DF/CONTADOR/2017) A técnica contábil que tem por propósito efetuar o registro dos fatos contábeis em livros próprios é denominada a) elaboração. b) levantamento. c) escrituração. d) lavratura. e) auditoria. As técnicas contábeis representam as ferramentas que a contabilidade possui para controlar o patrimônio. As técnicas são a escrituração, as demonstrações contábeis, a auditoria e a aná- lise das demonstrações. A técnica relacionada com os registros contábeis é a escrituração. Letra c. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.brhttps://www.grancursosonline.com.br 137 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo 126. (IADES/HEMOCENTRO-DF/TÉCNICO CONTÁBIL/2017) Acerca do conceito, dos objeti- vos e das finalidades da contabilidade, assinale a alternativa correta. a) Entre os usuários da contabilidade há os fornecedores, que analisam as demonstrações, a fim de verificar a capacidade de pagamento da empresa. b) A contabilidade produz informações com a utilização de métodos quantitativos. Portanto, não pode ser considerada uma ciência social. c) Os relatórios contábeis são estáticos. Portanto, não são úteis para se avaliarem tendências. d) A contabilidade surgiu da necessidade dos governos de controlar e de tributar as empresas. e) As demonstrações contábeis contêm informações sigilosas referentes à empresa. Portanto, somente devem ser divulgadas para os respectivos acionistas e, mediante solicitação, para a autoridade tributária. A contabilidade é uma ciência social. Apresenta informações sobre os aspectos qualitativos e quantitativos do patrimônio, por meio de seus relatórios e de suas demonstrações contábeis, que são relatórios dinâmicos, onde as informações são apresentadas para todos os usuários com interesse na empresa, como investidores, clientes, fornecedores, bancos, empregados, etc. Letra a. 127. (IADES/CRC-MG/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) O conjunto de bens, direitos e obrigações pertencentes a uma pessoa física ou jurídica ou a um conjunto de pessoas, susceptíveis de avaliação econômica, é o conceito de a) passivo. b) ativo. c) situação líquida. d) obrigações exigíveis. e) patrimônio. PATRIMÔNIO é o conjunto de recursos próprios e de terceiros representados pelos bens, pelos direitos e pelas obrigações de uma empresa. Letra e. 128. (IADES/SEAP-DF/TÉCNICO CONTÁBIL/2014) Acerca do conceito, do objeto e da finali- dade da contabilidade, assinale a alternativa correta. a) O objeto da contabilidade são as informações sobre um patrimônio, que servem de base para a tomada de decisões. b) As informações contábeis referentes a um patrimônio interessam apenas aos titulares des- se patrimônio. 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O objetivo da contabilidade é o de fornecer informações aos usuários internos e externos. Para atender seu objetivo, a contabilidade se utiliza de um sistema de informações interno que permi- te capturar, registrar e controlar os atos e fatos que afetam a situação patrimonial da empresa. Letra e. 129. (IADES/METRO-DF/TÉCNICO CONTÁBIL/2014) Acerca do conceito, do objetivo e da finalidade de contabilidade, é correto afirmar que a) os dados gerados pela contabilidade têm caráter sigiloso, sendo, portanto, destinados exclu- sivamente a usuários internos. b) a contabilidade provê um conjunto de informações aos seus usuários para a tomada de decisão. c) o objetivo principal da contabilidade é atender às exigências do Fisco. d) as informações coletadas e geradas pela contabilidade são úteis apenas para o exercício financeiro a que se referem, não se justificando o seu armazenamento por prazos maiores. e) a contabilidade é um sistema de informação com foco no registro de fatos passados, por- tanto, sob esse aspecto, não é uma ferramenta útil para tomada de decisão. A contabilidade é uma ciência social que tem como objeto de estudo o patrimônio, que repre- senta o conjunto dos bens, dos direitos e das obrigações de uma entidade. O objetivo da contabilidade é o de fornecer informações aos usuários internos e exter- nos em geral. Para atender seu objetivo, a contabilidade se utiliza de um sistema de informações interno que permite capturar, registrar e controlar os atos e fatos que afetam a situação patrimonial da empresa, estas informações auxiliarão os usuários em suas tomadas de decisões futuras. Letra b. 130. (IADES/SES-DF/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) A contabilidade é uma ciência social que se caracteriza por estudar objetos, fenômenos e atos decorrentes de ações humanas (fatos contábeis), que afetam diretamente o respectivo objeto de estudo, que é o (a) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 139 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo a) patrimônio de uma pessoa física ou jurídica. b) produtividade dos insumos utilizados no processo de produção. c) eficiência na alocação de recursos de uma sociedade de qualquer natureza. d) resultado financeiro de qualquer tipo de sociedade em determinado período. e) eficácia da gestão de recursos financeiros, humanos e tecnológicos de uma organização. O objeto de estudo da contabilidade é o patrimônio de qualquer pessoa, seja física ou jurídica. Letra a. 131. (IADES/HEMOCENTRO-DF/TÉCNICO CONTÁBIL/2017) Considerando que o objetivo da contabilidade é o controle de um patrimônio, assinale a alternativa correta. a) A contabilidade ocupa-se apenas do patrimônio das pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos. b) A contabilidade, por meio das demonstrações contábeis, apresenta a situação econômico- -financeira de uma entidade em tempo real. c) A contabilidade é um sistema de informação que controla o patrimônio de uma entidade, auxiliando os respectivos usuários na tomada de decisão. d) Uma entidade contábil pode referir-se a uma pessoa física ou jurídica sem, contudo, confun- dir-se com o respectivo patrimônio. e) O patrimônio é o conjunto de bens e direitos de uma entidade, deduzido das respectivas obrigações. A contabilidade é uma ciência social, que, por meio de um sistema contábil, estuda e controla o patrimônio de qualquer pessoa, seja física ou jurídica, com o objetivo de fornecer informações úteis para tomada de decisão dos usuários das informações. As informações fornecidas estão relacionadas com dados passados. Letra c. 132. (IADES/HEMOCENTRO-DF/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2017) Bens e direitos de pro- priedade da entidade, que fornecem benefícios e oportunizam lucros para a organização. Como elementos positivos, destacam-se: equipamentos, estoque, duplicatas a receber, entre outros. Considerando que, na esfera das ciências contábeis, o patrimônio possui determinados com- ponentes, é correto afirmar que a definição apresentada se refere ao patrimônio Alternativas a) ativo. b) líquido. c) passivo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 140 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo d) ativo circulante. e) de obrigações.Os bens e direitos compõem o lato ATIVO do patrimônio. Na estrutura do balanço patrimonial, o ativo é dividido em circulante e não circulante, conforme o seu prazo de realização. Letra a. 133. (IADES/HEMOCENTRO-DF/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2017) Considerando que o patrimônio compreende um conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados a uma pessoa física ou jurídica, é correto afirmar que a patente de uma invenção é um(a) Alternativas a) bem tangível. b) direito interno. c) obrigação. d) bem intangível. e) direito externo. Uma patente ou uma marca da empresa é um bem INTANGÍVEL. O ativo da empresa é dividido em direitos e bens; que podem ser tangíveis ou intangíveis. Letra d. 134. (FUMARC/CARNERINHO-MG/FISCAL TRIBUTÁRIO/2018) Nos termos do CPC 00, que trata da estrutura conceitual para a elaboração e apresentação das Demonstrações Contábeis, os elementos diretamente relacionados com a mensuração da posição patrimonial financeira são Ativos, Passivos e Patrimônio líquido. Estes são definidos como segue: I – Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade. Se não houver a expectativa de contribuição futura, direta ou indireta, ao caixa da empresa, não existe o ativo. II – Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja liqui- dação se espera que resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos. III – Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos e receitas da entidade, depois de deduzi- das todas as suas despesas. Estão CORRETAS apenas as afirmativas: Alternativas a) I e II, apenas. b) I e III, apenas. c) II e III, apenas. d) I, II e III. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 141 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo O objeto da contabilidade é o patrimônio, representado por ativo, passivo e patrimônio líquido. O CPC 00 é o documento técnico que apresenta os conceitos básicos sobre a contabilidade, e, nele, temos os seguintes conceitos sobre os elementos do patrimônio: Ativo é um recurso econômico presente controlado pela entidade como resultado de eventos pas- sados. Recurso econômico é um direito que tem o potencial de produzir benefícios econômicos. Passivo é uma obrigação presente da entidade de transferir um recurso econômico como resultado de eventos passados. Patrimônio líquido é a participação residual nos ativos da entidade após a dedução de todos os seus passivos. Assim, está errado somente o item III, pois o PL é deduzido das obrigações - e não das despesas. Letra a. 135. (FUMARC/CARNERINHO-MG/FISCAL TRIBUTÁRIO/2018) Nos termos do CPC 00, que trata da estrutura conceitual para a elaboração e apresentação das Demonstrações Contábeis, as características qualitativas das citadas demonstrações são os atributos que as tornam úteis para os seus usuários. As quatro principais características qualitativas são: Alternativas a) Compreensibilidade, relevância, comparabilidade e competência. b) Compreensibilidade, relevância, confiabilidade e comparabilidade. c) Compreensibilidade, relevância, confiabilidade e continuidade. d) Compreensibilidade, relevância, materialidade e continuidade. Esta questão está totalmente desatualizada, pois já estamos na segunda revisão do CPC 00. Em 2008, o CPC 00 original previa 4 características que deveriam ser respeitadas no fornecimen- to das informações; são elas: compreensibilidade, relevância, confiabilidade e comparabilidade. Contudo, em 2011, a estrutura básica inicial passou por algumas mudanças na sua revisão de- nominada “R1”, as caraterísticas qualitativas ficaram divididas em fundamentais e de melhoria, da seguinte forma: a)Características qualitativas fundamentais (fundamental qualitative characteristics– relevân- cia e representação fidedigna), as mais críticas; e b)Características qualitativas de melhoria (enhancing qualitative characteristics – comparabi- lidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade), menos críticas, mas, ainda as- sim, altamente desejáveis. Assim, a assertiva menos errada é: Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 142 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo 136. (FUMARC/CEMIG/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) Nos termos da estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro, os elementos diretamente relaciona- dos com a mensuração da posição patrimonial e financeira são os ativos, os passivos e o pa- trimônio líquido. Estes são definidos como segue: I – Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade. II – Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos. III – Patrimônio líquido é o interesse total nos ativos monetários da entidade depois de deduzi- dos todos os seus passivos e demais custos. Estão CORRETAS as afirmativas: Alternativas a) I, II e III. b) I e II, apenas. c) I e III, apenas d) II e III, apenas. O objeto da contabilidade é o patrimônio, representado por ativo, passivo e patrimônio líquido. O CPC 00 é o documento técnico que apresenta os conceitos básicos sobre a contabilidade, e, nele, temos os seguintes conceitos sobre os elementos do patrimônio: Ativo é um recurso econômico presente controlado pela entidade como resultado de eventos pas- sados. Recurso econômico é um direito que tem o potencial de produzir benefícios econômicos. Passivo é uma obrigação presente da entidade de transferir um recurso econômico como resultado de eventos passados. Patrimônio líquido é a participação residual nos ativos da entidade após a dedução de todos os seus passivos. Assim, está errado somente o item III, pois o PL é deduzido das obrigações - e não dos de- mais custos. Letra b. 137. (FUMARC/CEMIG/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) As demonstrações contábeis são elabo- radas e apresentadas para usuários externos em geral, tendo em vista suas finalidades distin- tas e necessidades diversas. Portanto, as informações contábeis devem ser úteis para os seus usuários. A característica qualitativa de melhoria das demonstrações contábeis, que ajuda a assegurar aos usuários que a informação representa fidedignamente o fenômeno econômico que se propõe representar, denomina-se: Alternativas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 143 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo a) Compreensibilidade. b) Relevância. c) Tempestividade. d) Verificabilidade. A verificabilidade, agora denominada capacidade de verificação, estabelece que diferentes usu- ários, conscientes do que estão analisando e independentes, podem chegar a um consenso quanto ao retrato de uma realidade econômica em particular ser uma representação fidedigna. Letra d. 138. (FUMARC/CEMIG/TÉCNICO CONTÁBIL/2018)Como ramo do conhecimento, a Conta- bilidade deve ser classificada dentre: Alternativas a) As Ciências Exatas. b) As Ciências Humanas. c) As Ciências Patrimoniais. d) As Ciências Sociais A contabilidade é uma ciência social que trata dos relacionamentos, por meio de débitos e créditos, das contas. Letra d. 139. (FGV/FUNSAÚDE-CE/CONTADOR/2021) Os recursos econômicos presentes controla- dos por uma entidade como resultado de eventos passados são denominados Alternativas a) ativos. b) passivos. c) receitas. d) despesas. e) reservas. Vimos que o ATIVO é um recurso econômico presente controlado pela entidade como resulta- do de eventos passados. Sendo que um recurso econômico é um direito que tem o potencial de produzir benefícios econômicos para a entidade. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 144 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo 140. (CONSULPLAN/TSE/CONTADOR/2012) A contabilidade foi definida no I Congresso Brasileiro de Contabilidade como: “a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro relativo aos atos e fatos da administração econômica.” São objetivos da contabilidade, EXCETO: a) Fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira, o desempenho e as mudan- ças na posição financeira da entidade. b) Auxiliar o maior número de usuários em suas avaliações e tomadas de decisão financeira. c) Apresentar os resultados da atuação da administração na gestão da entidade quanto aos recursos que lhe foram confiados. d) Auxiliar os acionistas a avaliar a produtividade de cada funcionário da empresa e o desem- penho dos gerentes. Conceitualmente, a contabilidade é uma ciência social que estuda, administra e controla o pa- trimônio de qualquer pessoa, a fim de fornecer informações. Não se encaixa dentro dos objetivos da contabilidade auxiliar os acionistas a avaliar os funcionários. As demais assertivas têm relação com a ciência contábil. Letra d. 141. (CONSULPLAN/CAPANEMA-PA/TESOUREIRO/2020) Levando em consideração os procedimentos contábeis básicos, importância especial deve ser dada à qualidade da infor- mação a ser disponibilizada, conceitos referentes à qualidade da informação devem estar bem sedimentados por servidores que trabalham diretamente com recursos orçamentários e finan- ceiros nos órgãos públicos; analise-os. I – “________________ é a qualidade da informação que possibilita aos usuários identificar seme- lhanças e diferenças entre dois conjuntos de fenômenos.” II – “________________ é a qualidade da informação que permite que os usuários compreendam o seu significado.” III – “________________ é a qualidade da informação que ajuda a assegurar aos usuários que a informação contida nos Relatórios Contábeis de Propósitos Gerais das entidades do setor público representa fielmente os fenômenos econômicos ou de outra natureza que se propõe a representar.” IV – “________________ significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca a sua capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização e tomada de decisão.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as afirmativas anteriores. Alternativas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 145 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo a) I. Comparabilidade II. Compreensibilidade III. Verificabilidade IV. Tempestividade b) I. Compreensibilidade II. Comparabilidade III. Verificabilidade IV. Tempestividade c) I. Verificabilidade II. Compreensibilidade III. Tempestividade IV. Comparabilidade d) I. Tempestividade II. Compreensibilidade III. Comparabilidade IV. Verificabilidade e) I. Verificabilidade II. Comparabilidade III. Compreensibilidade IV. Tempestividade A relação correta dos conceitos é a seguinte: A COMPARABILIDADE é a qualidade da informação que possibilita aos usuários identificar semelhanças e diferenças entre dois conjuntos de fenômenos. A COMPREENSIBILIDADE é a qualidade da informação que permite que os usuários compre- endam o seu significado. A VERIFICABILIDADE é a qualidade da informação que ajuda a assegurar aos usuários que a informação contida nos Relatórios Contábeis de Propósitos Gerais das entidades do setor público representa fielmente os fenômenos econômicos ou de outra natureza que se propõe a representar. A TEMPESTIVIDADE significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca a sua capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização e tomada de decisão. Letra a. 142. (CONSULPLAN/CAPANEMA-PA/TESOUREIRO/2020) Considerando os fundamentos conceituais de contabilidade, primordialmente no que tange ao objetivo, à utilidade e às limita- ções do relatório contábil-financeiro de propósito geral, assinale a alternativa INCORRETA Alternativas a) Relatórios contábil-financeiros de propósito geral não são elaborados para se chegar ao valor da entidade. b) Em larga extensão, os relatórios contábil-financeiros são baseados em estimativas, julga- mentos e modelos e não em descrições ou retratos exatos. c) O objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral é disponibilizar informações contábil-financeiras que sejam úteis a investidores, a credores por empréstimos e a outros cre- dores, quando da tomada decisão ligada ao fornecimento de recursos para a entidade d) Relatórios contábil-financeiros de propósito geral não atendem e não podem atender a todas as informações de que investidores, credores por empréstimo e outros credores necessitam. Esses usuários precisam considerar informações pertinentes de outras fontes e) Investidores, credores por empréstimo e outros credores têm direito, legalmente ampara- do, de requerer que as entidades que reportam a informação prestem a eles diretamente as informações de que necessitam. Eles não devem confiar nos relatórios contábil-financeiros de propósito geral, para grande parte da informação contábil-financeira que buscam. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 146 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo As demonstrações contábeis, ou seja, os relatórios contábeis de propósito geral, são direciona- das aos usuários externos primários, assim, eles DEVEM confiar nas informações apresentadas. Contudo estes relatórios não fornecem, nem podem fornecer, todas as informações que são necessárias para os investidores ou credores por empréstimos tomarem as suas decisões. Letra e. 143. (CONSULPLAN/CFC/BACHAREL/2018.1) Com base na referida NBC TG Estrutura Con- ceitual, reconhecimento envolve a descrição do item, a mensuração do seu montante mone- tário e a sua inclusão no balanço patrimonial ou na demonstração do resultado. Segundo a norma, os itens que satisfazem os critérios de reconhecimento devem ser reconhecidos no balanço patrimonial ou na demonstração do resultado. A falta de reconhecimento de tais itens não é corrigida pela divulgação das práticas contábeis adotadas nem tampouco pelas notas explicativas ou materialelucidativo. Referente ao assunto intitulado reconhecimento à luz da referida norma, assinale a alternativa INCORRETA. a) As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado quando ocasionarem em decréscimo nos benefícios econômicos futuros, relacionado com o aumento de um ativo ou a diminuição de um passivo, e puder ser mensurado com confiabilidade. Isso significa, na prática, que o reconhecimento da despesa ocorre simultaneamente com o reconhecimento de aumento nos passivos ou de diminuição nos ativos (por exemplo, a alocação por competência de obrigações trabalhistas ou da depreciação de equipamento). b) A receita deve ser reconhecida na demonstração do resultado quando resultar em aumento nos benefícios econômicos futuros relacionado com o aumento de ativo ou com a diminuição de passivo, e puder ser mensurado com confiabilidade. Isso significa, na prática, que o reco- nhecimento da receita ocorre simultaneamente com o reconhecimento do aumento nos ativos ou da diminuição nos passivos (por exemplo, o aumento líquido nos ativos originado da venda de bens e serviços ou o decréscimo do passivo originado do perdão de dívida a ser paga). c) Um ativo não deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando os gastos incorridos não proporcionarem a expectativa provável de geração de benefícios econômicos para a entidade além do período contábil corrente. Ao invés disso, tal transação deve ser reconhecida como despesa na demonstração do resultado. Esse tratamento não implica dizer que a intenção da administração ao incorrer nos gastos não tenha sido a de gerar benefícios econômicos futuros para a entidade ou que a administração tenha sido mal conduzida. A única implicação é que o grau de certeza quanto à geração de benefícios econômicos para a entidade, além do período contábil corrente, é insuficiente para garantir o reconhecimento do ativo. d) Um passivo deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que uma saí- da de recursos detentores de benefícios econômicos seja exigida em liquidação de obrigação presente e o valor pelo qual essa liquidação se dará puder ser mensurado com confiabilidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 147 de 190www.grancursosonline.com.br Conceitos Básicos e Princípios Contábeis CONTABILIDADE GERAL Claudio Zorzo Na prática, as obrigações originadas de contratos ainda não integralmente cumpridos de modo proporcional – proportionately unperformed (por exemplo, passivos decorrentes de pedidos de compra de produtos e mercadorias ainda não recebidos) – não são geralmente reconhecidas como passivos nas demonstrações contábeis. Contudo, tais obrigações podem enquadrar-se na definição de passivos caso sejam atendidos os critérios de reconhecimento nas circunstân- cias específicas, e podem qualificar-se para reconhecimento. Nesses casos, o reconhecimento dos passivos exige o reconhecimento dos correspondentes ativos ou despesas. As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado quando ocasionarem um decréscimo nos benefícios econômicos futuros, relacionado com a DIMINUIÇÃO de um ativo ou o AUMENTO de um passivo, e puder ser mensurado com confiabilidade. Isso significa, na prática, que o reconhecimento da despesa ocorre simultaneamente com o re- conhecimento de aumento nos passivos ou de diminuição nos ativos (por exemplo, a alocação por competência de obrigações trabalhistas ou da depreciação de equipamento). Letra a. 144. (CONSULPLAN/TRE-MG/TÉCNICO CONTADOR/2015) A contabilidade é uma ciência social que tem por objeto o patrimônio das entidades. Para isso tem definido de forma clara sua finalidade e formas de escrituração. Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir. I – A principal finalidade da contabilidade é fornecer informações sobre o patrimônio, informa- ções estas de ordem econômica e financeira para facilitar as tomadas de decisões por parte dos seus usuários. II – Diversos são os tipos de usuários interessados nas informações contidas nas demonstra- ções contábeis das entidades. Um desses grupos é constituído pelos clientes, cujo interesse é tanto menor quanto maior forem a sua dependência e a concentração nos fornecimentos de algumas poucas entidades. III – A escrituração começa pelo livro razão, no qual todos os registros são efetuados mediante documentos que comprovem as ocorrências dos fatos. IV – A escrituração é uma das técnicas utilizadas pela contabilidade que consiste em registrar, nos livros contábeis, os acontecimentos que provocam ou que possam provocar modificações futuras do patrimônio. Estão corretas apenas as afirmativas a) I e IV. b) I e III. c) II e III. d) II e IV. 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Um bom exemplo são os clientes, que, quanto MAIOR for sua relação de dependência com a empresa, MAIOR será o seu interesse nas informações. III – Errado. A escrituração é uma técnica contábil que começa com a identificação do fato contábil; depois, é feito o registro do lançamento contábil no livro DIÁRIO; e, concomitantemen- te, é feito o controle do saldo das contas no livro razão. Então, primeiro, registra-se o fato no livro diário e, depois, ajusta-se o saldo das contas no livro razão. IV – Certo. A assertiva conceitua corretamente “escrituração”. Letra a. 145. (CONSULPLAN/CFC/BACHAREL/2018.2) À luz da NBC TG Estrutura Conceitual, mensu- ração é o processo que consiste em determinar os montantes monetários por meio dos quais os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados no ba- lanço patrimonial e na demonstração do resultado. Esse processo envolve a seleção da base específica de mensuração. Ainda, segundo a norma, um número variado de bases de men- suração é empregado em diferentes graus e em variadas combinações nas demonstrações contábeis. Sobre este assunto, analise as afirmativas a seguir, marque V para as verdadeiras e F para as falsas. ( ) � Custo histórico. Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data do balanço. Os passivos são reconhecidos pelos montantes em cai- xa ou equivalentes de caixa, não descontados, que se espera seriam necessários para liquidar a obrigação na data do balanço. ( ) � Custo corrente. Os ativos são registrados pelos montantes pagos em caixa ou equiva- lentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos entregues para adquiri-los na data da aquisição. Os passivos são registrados pelos montantes dos recursos recebidos em troca da obrigação ou, em algumas circunstâncias (como, por exemplo, imposto de ren- da), pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa se espera serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações. ( ) � Valor realizável (valor de realização ou de liquidação). Os ativos são mantidos