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Conceitos e Princípios Contábeis

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SISTEMA DE ENSINO
CONTABILIDADE 
GERAL
Conceitos Básicos e Princípios 
Contábeis
Livro Eletrônico
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Sumário
Apresentação .....................................................................................................................................................................4
Conceitos Básicos e Princípios Contábeis ........................................................................................................6
Origem da Contabilidade Moderna ........................................................................................................................6
Cenário Brasileiro Atual ...............................................................................................................................................7
Conceito de Contabilidade .........................................................................................................................................11
Objeto da Contabilidade .............................................................................................................................................17
Objetivo da Contabilidade ........................................................................................................................................ 29
Normas Brasileiras de Contabilidade ...............................................................................................................35
Pronunciamentos Técnicos do CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) .........................39
CPC 00 R2 - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório 
Contábil-Financeiro .....................................................................................................................................................43
Capítulo 1 – Objetivo do Relatório Financeiro para Fins Gerais ........................................................47
Capítulo 2 – As Características Qualitativas de Informações Financeiras Úteis .....................51
Capítulo 3 – Demonstrações Contábeis e a Entidade que Reporta ................................................. 68
Capítulo 4 - Elementos das Demonstrações Contábeis ..........................................................................71
Capítulo 5 – Reconhecimento e Desreconhecimento .............................................................................. 79
Capítulo 6 – Mensuração .......................................................................................................................................... 82
Capítulo 7 – Apresentação e Divulgação ....................................................................................................... 92
Capítulo 8 – Conceitos de Capital e Manutenção de Capital ............................................................... 93
Princípios Contábeis .................................................................................................................................................109
Entidade ............................................................................................................................................................................118
Continuidade ...................................................................................................................................................................119
Oportunidade .................................................................................................................................................................120
Registro pelo Valor Original ..................................................................................................................................121
Competência ..................................................................................................................................................................123
Prudência ......................................................................................................................................................................... 124
Resumo .............................................................................................................................................................................155
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Questões de Concurso .............................................................................................................................................162
Gabarito ............................................................................................................................................................................172
Gabarito Comentado ................................................................................................................................................. 173
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
ApresentAção
Prezado(a) contador(a).
Tudo bem contigo?
Espero que sim, que esteja com saúde, com muita disposição e vontade de estudar.
Neste seu projeto pessoal, conte comigo.
Sou o professor Claudio Zorzo, ministro aulas de contabilidade, auditoria e mercado finan-
ceiro para concurso público desde 2000, com dedicação exclusiva à docência desde 2007, 
quando deixei o serviço público.
Sou contador, com cursos de especialização em controladoria, auditoria e análise das de-
monstrações contábeis.
Hoje vamos começar as nossas aulas sobre a bela, dinâmica e atraente contabilidade.
Para ajudá-lo, e tenho certeza que vou, dividi este curso em aulas respeitando uma visão 
acadêmica do conhecimento. Nelas, apresentarei os conceitos técnicos, sempre objetivos e 
direcionados para concursos, depois resolverei questões de provas anteriores, para embasar o 
conceito, conhecer e entender a “linguagem da banca”.
Nestas questões, que denomino “DIRETO DO CONCURSO”, trabalharei com várias ban-
cas, para que você consiga entender os conceitos de forma geral, sob várias vertentes de 
interpretação.
Ao término de cada aula, comentarei dezenas de questões de prova, especialmente da ban-
ca FGV; nas questões de provas anteriores, tratarei de assuntos que estão interligados com a 
aula anterior, desta forma, em todas as aulas, reforçarei os conceitos básicos de tal maneira 
que você vai acabar entendendo o que ele quer dizer e compreendendo a sua efetividade den-
tro da ciência contábil.
Este curso vai te ajudar, tenha certeza disto.
Muito bem, feita esta objetiva apresentação, vamos começar nossa primeira aula.
Preparado(a)?
Então vamos lá.
Desejo todo sucesso para você e que consiga atingir o seu objetivo final.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
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Claudio Zorzo
Conforme meu planejamento inicial, nesta aula vamos estudar os conceitos básicosda 
contabilidade.
Vou começar a aula tratando sobre a origem e a evolução da contabilidade moderna no 
Brasil; depois, falo sobre as normas do CFC; sobre o CPC e sua estrutura conceitual básica; e, 
por fim, trato dos princípios contábeis.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
CONCEITOS BÁSICOS E PRINCÍPIOS CONTÁBEIS
origem dA ContAbilidAde modernA
Conceitualmente, a contabilidade é uma ciência social que estuda, controla, administra e 
acompanha a evolução do patrimônio de qualquer pessoa, objetivando representá-lo grafica-
mente, evidenciando as suas mutações, por meio das demonstrações contábeis.
A contabilidade tem o seu início com a publicação de uma coleção de conhecimentos de 
aritmética, geometria, proporção e proporcionalidade, em 1494, por Luca Paccioli. Neste do-
cumento histórico, o monge franciscano Paccioli, que era um matemático de formação, trata 
do mecanismo de partidas dobradas como princípio básico da contabilidade, destacando a 
necessidade do inventário sobre o patrimônio, de livros contábeis e do registro das contas; 
apresentando, assim, uma base técnica, teórica e escrita para que a arte contábil começasse 
a ser tratada como ciência.
O mecanismo de partidas dobradas, que é o princípio basilar da contabilidade, estabelece 
que, para toda aplicação de recursos, deva existir uma origem, ou seja, deve ser informado para 
onde foi o recurso e de onde ele veio, facilitando o controle sobre o patrimônio. Assim, em cada 
fato contábil, devem existir, no mínimo, duas contas envolvidas, sendo a aplicação debitada e 
a origem creditada.
O trabalho apresentado por Luca Paccioli foi a origem da primeira escola de pensamento 
contábil – o Contismo. Esta escola estabeleceu que a contabilidade tivesse como objeto a 
escrituração dos fatos, por meio de contas contábeis, e o objetivo era controlar o patrimônio. 
Por isto, a essência do mecanismo de partidas dobradas é a identificação das contas que re-
presentam, respectivamente, a aplicação e a origem dos recursos.
O patrimônio era representado por 5 contas, a saber: bens, direitos, obrigações, ganhos e 
perdas. Bens e direitos eram as aplicações patrimoniais, as obrigações representavam a ori-
gem dos bens e direitos. Os ganhos eram origens oriundas das atividades, que, de certa forma, 
afetavam diretamente os bens ou direitos; já as perdas eram sacrifícios necessários para a 
geração de ganhos.
Tendo como alicerce a orientação básica do mecanismo de partidas dobradas, a contabili-
dade foi objeto de vários estudos científicos, em especial os de Francesco Villa, publicado em 
1840; de Giuseppe Cerboni, apresentado em 1867; de Fábio Besta, apresentado em 1880; e de 
Vicenzo Mais, divulgado em 1923, todos italianos, como Paccioli. Estes estudos deram origem 
e fortaleceram a Escola Italiana, que tinha como objeto da contabilidade o patrimônio, e a pre-
missa básica de que a contabilidade tinha por objetivo o controle sobre o patrimônio.
Com a expansão da economia mundial, especialmente a norte-americana, em 1887 surgiu 
a Escola Americana, que tinha como objetivo melhorar a qualidade da informação contábil, de 
modo a torná-la mais útil para as empresas e para os usuários das informações, sejam inter-
nos ou externos. Neste período, ocorreu a evolução da teoria para a prática contábil.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
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Claudio Zorzo
Como a Escola Italiana era muito teórica, tanto que é a base da ciência contábil, a Escola 
Americana direcionou seu estudos para o fornecimento de informações práticas para a toma-
da de decisão, padronizando a informação contábil, de modo a facilitar a comparação entre o 
desempenho das várias empresas por parte dos investidores. A essência da Escola Americana 
é o fornecimento de informações confiáveis, oportunas e compreenssíveis. Foi esta escola a 
responsável pela divisão da contabilidade em financeira (demonstrações contábeis) e geren-
cial (análise e custos).
A contabilidade financeira é voltada para a geração de informações que atendam aos an-
seios do público externo, estas informações são apresentadas por meio das demonstrações 
contábeis. A contabilidade gerencial visa ao fornecimento de informações aos administrado-
res da empresa, ou seja, ao público interno, por meio do fornecimento de informações sobre os 
custos e as despesas em geral.
As duas escolas, Italiana e Amerciana, complementam-se, ou seja, uma não contradiz a 
outra - o que existe é uma evolução do objetivo da contabilidade, passando do mero controle 
patrimonial para o fornecimento de informações úteis.
Cenário brAsileiro AtuAl
A contabilidade brasileira, inicialmente, seguia as bases da Escola Italiana, pois a primeira 
lei das S/As - Sociedades Anônimas - editada no Brasil, o Decreto-Lei número 2.627 de 1940, 
era nitidamente influenciada pela escola patrimonialista italiana.
Com a expansão empresarial e a necessidade de fomentar o mercado com informações 
sobre a situação das empresas, o Brasil passou a adotar, na década de 50, a Escola Americana. 
Esta escola, no Brasil, foi a base da elaboração dos Princípios de Contabilidade, apresentados 
pelo CFC – Conselho Federal de Contabilidade, e da publicação da Lei 6.404/76, conhecida 
como Lei Societária, que trata das demonstrações financeiras. Por isto, podemos entender 
que a legislação contábil no Brasil, com essa lei, passou a ser embasada na Escola Americana, 
pois ela estabelece um padrão para a estrutura das demonstrações contábeis de acordo com 
a forma norte-americana de apresentação, destacando a apresentação do balanço patrimonial 
em ordem decrescente de liquidez para o ativo e decrescente de exigibilidade para o passivo.
A Lei 6.404/76 passou por uma grande atualização com a apresentação da Lei 11.638/07 e 
com a Lei 11.941/09. A Lei 11.638 orienta, entre outros pontos, o equacionamento das normas 
contábeis brasileiras às normas internacionais emitidas pelo IASB (International Accounting 
Standards Board). Estas normas destacam a necessidade de fornecer relatórios com infor-
mações confiáveis e precisas que possam ser entendidas pelos usuários e estejam de acordo 
com as normas aplicadas na maioria dos países.
Com o advento da Lei 11.638/07, estabelece-se uma mudança de foco na legislação con-
tábil, onde o objetivo da contabilidade passa a ser a diminuição da assimetria informacional 
por meio do fornecimento de informações fidedignas, tendo como base de sustentação os 
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
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padrões contábeis do IASB, destacando a primazia da essência econômica sobre a forma jurí-
dica, ou seja, a primazia do controle de um recurso sobre a sua propriedade.
A Lei 11.941/09, que alterou a Lei 11.638 e a Lei 6.404, veio para fazer alguns ajustes tribu-
tários, visando a atender algumas solicitações do fisco federal.
Vejaa seguinte síntese da evolução das leis:
O Brasil vive hoje, portanto, um momento de nova transição e está norteando seus rumos 
contábeis em direção às normas internacionais, afastando-se das normas norte-americanas. 
Esta atualização na nossa legislação era necessária, pois o Brasil é um país que recebe inves-
timentos externos de todo o mundo, e o seu mercado mobiliário tem crescido consideravel-
mente. A cada ano, um grande número de empresas nacionais está captando recursos com 
investidores internacionais, por meio de parcerias, vendas de ações ou de outros instrumentos 
financeiros, normalmente com taxas de juros baixas. O objetivo da captação de recursos é me-
lhorar a saúde financeira da empresa para conseguir atuar no mercado nacional e internacional 
com as mesmas condições dos concorrentes.
Para conseguir captar recursos, é necessário que uma empresa esteja preparada para for-
necer não só produtos competitivos, como também informações de qualidade, seguras e fi-
dedignas, o que atualmente é feito pela apresentação das demonstrações contábeis e suas 
respectivas notas explicativas. As demonstrações contábeis, que compõem o conjunto das 
informações contábeis, devem ser preparadas em uma linguagem acessível ao maior número 
possível de usuários da informação contábil, especialmente aos usuários externos.
O grande problema da divulgação de informações para os interessados reside no fato de 
que, em alguns países, as diferenças de normas contábeis são significativas e, quando aplica-
das, as demonstrações contábeis seguem estruturas e critérios de avaliação diferentes, apre-
sentando situações financeiras, econômicas e patrimoniais diferentes. O resultado econômico 
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informado por uma empresa no Brasil pode ser diferente daquele informado pela empresa de 
acordo com as regras internacionais, tendo como consequência uma dificuldade de análise 
quanto à comparabilidade das demonstrações contábeis.
A importância de que todos os mercados utilizassem a mesma linguagem contábil levou à 
criação de uma entidade conhecida como IASC - International Accoutingg Standard Commit-
tee, em 1973, por representantes da Austrália, do Canadá, da França, da Alemanha, do Japão, 
do México, da Holanda, do Reino Unido, da Irlanda e dos Estados Unidos.
Em 2001, foi fundado, em Londres, Inglaterra, o IASB - International Accounting Standards 
Board, entidade sucessora da IASC. Atualmente, as normas emanadas pelo IASB são aceitas 
em mais de 160 países.
O IASB tem como compromisso principal desenvolver um modelo único de normas con-
tábeis internacionais de alta qualidade, que requeiram transparência e comparabilidade na 
elaboração de demonstrações contábeis e que atendam ao público interessado nas infor-
mações contábeis, sejam eles investidores, administradores, analistas, pesquisadores ou 
quaisquer outros usuários e leitores de tais demonstrações. O IASB emite pronunciamentos 
contábeis de abrangência internacional, que são denominados International Financial Repor-
ting Standards – IFRS.
A equiparação das normas nacionais às normas internacionais requer um destaque na 
importância do CPC – Comitê de Pronunciamento Contábil. O CPC nasceu ao final de 2005, da 
união das seguintes entidades: CFC – Conselho Federal de Contabilidade; IBRACON – Instituto 
Brasileiro de Contadores; FIPECAFI - Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e 
Financeiras; BOVESPA – Bolsa de Valores de São Paulo; APIMEC – Associação dos Analistas 
e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais; e ABRASCA – Associação Brasileira 
de Companhias abertas.
O CPC tem como missão integrar as regras contábeis aos padrões internacionais, por meio 
de uma participação, no debate interno, de representantes de todos os setores do mercado 
brasileiro, como o governo, a iniciativa privada e os órgãos acadêmicos, com o objetivo final 
de emitir Pronunciamentos Técnicos sobre contabilidade para permitir a emissão de normas 
pelas entidades reguladoras brasileiras, visando à centralização e à uniformização do seu pro-
cesso de produção de informações, levando sempre em conta a convergência da Contabilida-
de brasileira aos padrões internacionais emanados pelo IASB.
O CPC, respeitando as possíveis diferenças estruturais, tem o mesmo poder orientador 
que o IASB, pois os pronunciamentos do CPC são orientações de cunho técnico - e não de-
terminações legais.
Estes pronunciamentos são oficializados pelas normas emanadas pelos organismos ofi-
ciais, como a CVM, o BACEN e o CFC, assim, é importante entender que um pronunciamento 
do CPC pode ser normatizado por vários documentos oficiais.
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Obs.: � Por exemplo
 � O pronunciamento conceitual básico do CPC, denominado CPC 00, que apresenta a 
Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, foi 
aprovado pelos seguintes organismos:
 � - CFC – NB TG Estrutura Conceitual;
 � - CVM – deliberação 675/11;
 � - SUSEP – circular SUSEP 517/15;
 � - BACEN – resolução 4.144/12;
 � - ANEEL – ofício circular 2.775/08;
 � - ANTT – comunicado SUREG 1/09.
Com respeito à legislação e à normatização contábil brasileira vigentes, julgue o item 
subsequente.
001. (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) A Lei n.º 6.404/1976, ou Lei das Sociedades por Ações, 
originalmente elaborada em consonância com as teorias da Escola Italiana de Contabilidade, 
foi, nos últimos anos, modificada para atender a convergência da contabilidade brasileira às 
normas internacionais de contabilidade do IASB.
A Lei 6.404/76 abarcava a Escola Norte-Americana. As leis 11.638/07 e 11.941/09 abarcam a 
Escola Internacional.
Errado.
Com relação à Ciência Contábil e suas características, julgue os itens que se seguem.
002. (CESPE/STM/CONTADOR/2011) No Brasil, a Ciência Contábil, desde as últimas altera-
ções na Lei n.º 6.404/1976, vem se afastando da escola italiana, ao mesmo tempo em que se 
aproxima da escola norte americana.
A Lei 6.404/76 foi elaborada tendo como base a Escola Americana de Contabilidade e, neste 
momento, afastava-se da Escola Italiana. As alterações que ocorreram na Lei 6.404/76 busca-
ram a convergência das normas nacionais às normas internacionais emitidas pelo IASB.
Assim, as alterações apresentadas pelas novas leis foram para adequá-la à Escola Internacio-
nal, afastando-se da Escola Americana.
Errado.
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Acerca da Lei n.º 6.404/1976 e suas alterações recentes, julgue os itens que se seguem.
003. (CESPE/FUB/CONTADOR/2011) As alterações promovidas pela Lei n.º 11.638/2007 e 
posteriores tiveram por finalidade criar alternativas às normas internacionais de contabilidade 
emitidas pelo IASB, dadas as condições reais da economia brasileira.
Asalterações promovidas pelas leis 11.638 e 11.941 não tiveram a finalidade de CRIAR ALTER-
NATIVAS, mas, sim, de promover a convergência das normas nacionais às internacionais.
É importante destacar que a convergência às normas internacionais de contabilidade, no Bra-
sil, teve seu marco legal com a promulgação da Lei 11.638/2007, que determinou a adoção dos 
padrões internacionais de contabilidade.
Errado.
ConCeito de ContAbilidAde
O primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na cidade do Rio de Janeiro, em 
agosto de 1924, estabeleceu e formulou alguns conceitos oficiais para a contabilidade, com o 
objetivo de dar uma formalidade oficial para a matéria.
Ficou estabelecido, na reunião, o seguinte conceito para a contabilidade:
É a ciência aplicada (social) que estuda a prática e as funções de orientação, de controle e de regis-
tro, relativos aos atos e aos fatos de administração econômica.
Junto ao conceito de contabilidade, foram formalizadas outras informações e outros con-
ceitos relacionados à disciplina; o interessante é que estes conceitos têm sido cobrados em 
provas atualmente; os principais são:
− Escrituração: registro metódico dos fatos administrativos de ordem econômica;
− Contabilista: profissional versado nos estudos de contabilidade; profissional que exe-
cuta os trabalhos de contabilidade;
− Contabilizar: significa organizar o patrimônio e as informações de acordo com as 
normas contábeis, respeitando um processo sistemático;
− Digrafia: consiste em afirmar que a escrituração dos fatos será feita por partidas 
dobradas.
Destes conceitos básicos, podemos inferir algumas informações que estudaremos nas 
nossas aulas, por exemplo:
• A contabilidade é uma ciência social;
• O foco da contabilidade é administração econômica de atos e fatos;
• São escriturados somente os fatos, os atos são controlados;
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
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• O profissional responsável deve ser um contabilista;
• Contabilizar é respeitar um sistema de informações contábeis;
• A digrafia contábil é a aplicação do mecanismo de partidas dobradas, em que, para toda 
aplicação de recurso, deverá existir uma origem.
Quando a banca tratar deste assunto, lembre-se do seguinte:
− Contabilidade = ciência social;
− Digrafia = partidas dobradas;
− Escrituração = fatos contábeis;
− Profissional = contabilista.
Como nosso objetivo, nesta aula, é tratar da ciência contábil, vou começar conceituan-
do ciência:
É todo o conhecimento adquirido através do estudo ou da prática, baseado em axiomas.
Mas simplesmente, expandindo os termos:
estudo ou prática” podemos dizer que Ciência é algo sistematizado, que tem um objeto, um objetivo, 
uma finalidade, um campo de aplicação e um princípio básico.
Assim, a contabilidade é uma ciência porque possui objeto de estudo, que é o patrimô-
nio; tem um método próprio de análise e prática, que é a escrituração contábil; e possui um 
axioma básico, que é o mecanismo das partidas dobradas, em que “todo débito possui um 
crédito correspondente”.
As ciências sociais analisam as manifestações
e os relacionamentos da sociedade, quer
materiais, quer simbólicas.
Dentro da classificação de ciência, a contabilidade faz parte das ciências sociais, pois 
trata de relacionamentos entre pessoas. Estas pessoas representam a origem e a aplicação 
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CONTABILIDADE GERAL
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no patrimônio, dentro de uma sociedade, com implicações internas e externas, dado que va-
riações nesse patrimônio afetam de alguma forma o meio em que ele está inserido.
Veja um conceito completo e atual de contabilidade:
“É a ciência social que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades, 
mediante o registro, a demonstração e a divulgação desses fatos, com o objetivo de oferecer infor-
mações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da 
gestão da riqueza patrimonial aos usuários.” (Hilário Franco)
Já sabemos que a contabilidade é uma ciência social. Social porque tem relacionamento 
envolvido; ciência porque tem objeto, objetivo, finalidade, campo de aplicação e axioma básico. 
Agora, vamos ver os seguintes pontos da excitante contabilidade:
• Objeto – Patrimônio;
• Objetivo – Fornecer informações;
• Finalidade – Controlar o patrimônio;
• Campo de aplicação – Qualquer pessoa física ou jurídica;
• Princípio básico – Partidas dobradas.
Vimos que toda ciência social trata de relacionamentos; na contabilidade, não é diferente, 
ela trata do relacionamento entre contas que compõem o patrimônio, por meio de débitos e 
créditos; estes débitos e créditos representam a essência do ato de registar o que a contabili-
dade está disposta a demonstrar.
Por isto, é necessário que você saiba que a contabilidade como ciência social trata do pa-
trimônio por meio de conhecimentos obtidos por metodologia racional, com as condições de 
generalidade, certeza e busca das causas.
• Metodologia Racional, pois possui uma sistemática própria (objeto, objetivo e finalida-
de) e aplica-se a algo prático;
• Generalidade, pois trata de informações para qualquer pessoa, não há um usuário es-
pecífico;
• Certeza, pois a informação deve ser fidedigna e factual, embasada em fatos;
• Busca de causas, pois deve ser provado cada fato com documentos que lhe originaram.
Estas qualidades que fazem com que a contabilidade, como ciência, distinga-se da es-
crituração contábil, pois a escrituração é um meio técnico e disciplinado para registrar a mo-
vimentação dos fatos patrimoniais e de evidenciá-los, enquanto a ciência se ocupa tanto do 
fenômeno patrimonial e da explicação do que ocorre com o patrimônio em suas muitas trans-
formações, com lastro em teorias e teoremas, quanto de um conjunto de conceitos.
A seguir, vou apresentar uns excertos de questões de provas e algumas questões, para 
que você consiga visualizar como as bancas têm cobrado o assunto. Quando eu for tratar do 
assunto conforme a visão da banca, utilizarei a expressão DIRETO DO CONCURSO.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Entenda que o objetivo principal do DIRETO DO CONCURSO não é somente avaliar o conhe-
cimento, mas também apresentar o assunto conforme ele foi cobrado nas provas. É para você 
se familiarizar com a linguagem das bancas.
Acerca dos aspectos fundamentais da contabilidade, julgue o item.
004. (QUADRIX/CRO-AC/TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) A contabilidade consiste em 
conhecimentos obtidos por metodologia racional, com condições de generalidade, certeza e 
busca das causas dos fenômenos observados.
A contabilidade como ciência social trata do patrimônio por meio de conhecimentos obtidos 
por metodologia racional, com as condições de generalidade, certeza e busca das causas.
Certo.
Acerca das noções básicas de contabilidade,julgue o item.
005. (QUADRIX/CRO-AC/TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) A contabilidade tem objeto 
determinado, mas não pode ser considerada como uma ciência porque sua metodologia não 
leva à certeza das causas dos fenômenos.
Contabilidade é a ciência social que, por meio de metodologia própria, estuda, controla e 
interpreta os fatos ocorridos no PATRIMÔNIO das aziendas, mediante o registro, a demons-
tração e a divulgação desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre a composição 
do patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza 
patrimonial aos usuários.
Errado.
Julgue os itens a seguir, relativos a contabilidade.
006. (CESPE/CGE-PE/AUDITOR/2010-ADAPTADA) A contabilidade é uma ciência exata
A assertiva é bem simples, pois basta saber que a contabilidade é uma ciência social - e 
não exata.
Errado.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Com relação a conceitos, objetivos e finalidades da contabilidade, julgue os itens que se seguem
007. (CESPE/FUB/TÉCNICO CONTÁBIL/2014) A contabilidade consiste em um sistema de 
informações financeiras destinado a identificar, registrar e comunicar os eventos econômicos 
de uma organização
A CONTABILIDADE é uma ciência social que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no 
patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração e a divulgação desses fatos, 
com o fim de oferecer informações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o re-
sultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial aos usuários.
Certo.
Considerando que a contabilidade é a ciência que estuda os fenômenos patrimoniais sob o 
aspecto da finalidade organizacional, julgue o item a seguir, no que se refere a conceitos, obje-
tivos e finalidades da contabilidade.
008. (CESPE/DPF/AGENTE/2018) A contabilidade integra o rol das ciências exatas por estar 
dedicada à mensuração da riqueza do ente contábil.
Note que, novamente, a banca quer tratar a contabilidade como uma ciência exata, contudo 
sabemos que ela é uma ciência social, pois trata de relacionamento entre as contas.
Errado.
009. (FCPC/UNILAB/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Existe um conceito oficial de contabilidade 
formulado no Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade. Assinale a opção que corrobora 
com esse conceito oficial.
a) Contabilidade é uma ciência aplicada que estuda e pratica as funções de orientação, de 
controle e de registro relativas à Administração Econômica.
b) Contabilidade estuda o patrimônio do ponto de vista econômico e financeiro, observando 
seus aspectos quantitativo e específico e as variações por ele sofridas.
c) Contabilidade é a ciência que controla o patrimônio das empresas, mediante registro, de-
monstração expositiva, confirmação, análise e interpretação dos fatos nele ocorridos.
d) Contabilidade é a técnica especial concebida para, registrar, reunir e interpretar os fenôme-
nos que afetam as situações patrimoniais, financeiras e econômicas de qualquer empresa.
e) Contabilidade é a técnica de registrar todas as transações de uma companhia, que possam 
ser expressas em termos monetários, e de informar os reflexos dessas transações na situação 
dessa companhia.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
O Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na cidade do Rio de Janeiro, em agos-
to de 1924, estabeleceu que contabilidade é a ciência social que estuda a prática e as funções de 
orientação, de controle e de registro, relativos aos atos e aos fatos de administração econômica.
Letra a.
010. (CESGRANRIO/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO/2018) Muitas são as definições de 
Contabilidade apresentadas pelos autores contábeis, variando, ligeiramente, de acordo com 
sua corrente doutrinária. Entretanto, todos os conceitos, de uma forma ou de outra, convergem 
para a definição cunhada no I Congresso Brasileiro de Contabilidade.
Nesse Congresso, a Contabilidade foi definida como sendo a ciência que, em relação aos atos 
e fatos da administração econômica, pratica as funções de
a) anotação, mensuração e contagem
b) comprovação, verificação e acompanhamento
c) informação, medição e evidenciação
d) levantamento, marcação e apropriação
e) orientação, controle e registro
O Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na cidade do Rio de Janeiro, em 
agosto de 1924, estabeleceu que a contabilidade é a ciência social que estuda a prática e as 
funções de orientação, de controle e de registro, relativos aos atos e aos fatos de adminis-
tração econômica.
Letra e.
011. (VUNESP/MPE-SP/CONTADOR/2019) Assinale a alternativa que define corretamente a 
Contabilidade.
a) É uma ciência que se desenvolve com o objetivo de controlar o caixa de uma entidade finan-
ceira. São entidades financeiras todas aquelas que possuam uma conta caixa.
b) É uma ciência que define na empresa um sistema de informações contábil que tem por obje-
tivo subsidiar a tomada de decisões sobre entidades econômicas. São entidades econômicas 
pessoas físicas ou jurídicas que tomem decisões sobre recursos econômicos.
c) Corresponde ao registro dos itens do ativo e do passivo que tenham ou não valor econômi-
co. O valor econômico de um ativo é definido como sendo o seu custo histórico de aquisição.
d) É uma ciência exata que permite mensurar objetivamente o patrimônio líquido das entida-
des econômicas. O patrimônio líquido corresponde à diferença entre os grupos ativo intangível 
e passivo intangível.
e) É uma ciência histórica que tem por finalidade a evidenciação das operações de uma entida-
de com o objetivo principal de possibilitar ao estado o exercício da tributação e a cobrança do 
cumprimento das obrigações assessórias.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
A contabilidade é uma ciência social que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no pa-
trimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração e a divulgação desses fatos, com 
o fim de oferecer informações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado 
econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial aos usuários.
Note que a contabilidade se utiliza de um sistema de informações para atender ao seu obje-
tivo, que é fornecer informações aos usuários internos e externos, que podem ser pessoas 
físicas ou jurídicas.
Letra b.
012. (IBADE/JARÚ-RO/CONTADOR/2019) Pode-se definir Contabilidade como:
a) a técnica que tem por objetivo o estudo das variações quantitativas e qualitativas ocorridas 
no patrimônio das entidades.
b) a ciência que tem por objetivo o estudo das variações quantitativas e qualitativas ocorridas 
no patrimônio das entidades.
c) um segmento da contabilidade que se preocupa só com o patrimônio das entidades.
d) é a técnica que evolui para que seus usuários possam tomar decisões.
e) é a técnica que elabora os demonstrativoscontábeis.
O Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na cidade do Rio de Janeiro, em 
agosto de 1924, estabeleceu que contabilidade é a ciência aplicada que estuda a prática e 
as funções de orientação, de controle e de registro, relativos aos atos e aos fatos de admi-
nistração econômica.
Letra b.
objeto dA ContAbilidAde
O objeto delimita o campo de abrangência de uma ciência, tanto nas ciências formais quan-
to nas factuais, das quais fazem parte as ciências sociais.
Na Contabilidade, que é uma ciência social, o objeto é sempre o PATRIMÔNIO de uma enti-
dade, definido como um conjunto de bens, direitos e obrigações para com terceiros, pertencen-
te a uma pessoa física, a um conjunto de pessoas (como ocorre nas sociedades informais) ou 
a uma sociedade ou instituição de qualquer natureza, independentemente da sua finalidade, 
que pode, ou não, incluir o lucro.
Deixe a banca perguntar o que ela quiser e da forma que ela quiser, o OBJETO DA CONTABILI-
DADE é sempre o PATRIMÔNIO.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Patrimônio de forma simples é denominado de conjunto dos RECURSOS que representam os bens, 
direitos e obrigações das pessoas.
O Conselho Federal de Contabilidade apresentou um conceito mais completo para o Patrimô-
nio Público, como a contabilidade é una, o conceito pode ser explorado na contabilidade geral.
Veja:
Patrimônio público é o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, ad-
quiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelas entidades do setor público, 
que seja portador ou represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de 
serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor público e suas obrigações.
Vou aproveitar a exuberância de detalhes deste conceito e tratar de cada uma das qualida-
des dos bens e direitos, pois elas se aplicam à contabilidade geral também:
− Tangíveis – são os bens que possuem corpo, matéria;
− Intangíveis – são os bens incorpóreos;
− Onerados – bens e direitos que podem ser dados como garantia ou exigem um pa-
gamento;
− Não onerados – bens e direitos que não podem ser utilizados como garantia ou não 
exigem pagamento;
− Adquiridos – são os bens e direitos comprados, à vista ou a prazo;
− Formados – foram criados pela empresa (por exemplo, a marca);
− Produzidos – bens industrializados (por exemplo, a produção, a transformação dos 
insumos em produto);
− Recebidos – bens e direitos recebidos como doação;
− Mantidos – bens e direitos sob o domínio da empresa (usufruto);
− Utilizados – bens e direitos de uso, fazem parte das atividades operacionais (máqui-
nas e equipamentos).
Por bens entende-se o conjunto de coisas que possuem valor econômico e que podem ser 
convertidas em dinheiro; normalmente, são utilizadas na realização do objetivo principal da 
empresa. Estes bens podem ser tangíveis ou intangíveis.
Os bens tangíveis são de fácil identificação, querem ver? Levantem a cabeça e olhem ao 
redor... quantas coisas vocês estão vendo? Identifiquem cinco coisas.
Eu fiz isto aqui no meu escritório e identifiquei:
− 1. Computador;
− 2. Impressora;
− 3. Mesa;
− 4. Cadeira;
− 5. 2 cachorros, o Fredo e o Floqui.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Agora, entenda que estas coisas fazem parte do meu patrimônio, independentemente de já 
terem sido pagas ou não. São meus bens tangíveis.
O intangível é que tem apresentado complicação na sua identificação, pois ele não tem cor-
po – e, assim, não é identificado visualmente, o que torna difícil mensurá-lo. A sua identificação 
é feita por meio de contratos, documentos ou outra forma que evidencie a sua existência. Con-
tudo somente quando identificado e controlado pela empresa pode ser registrado.
Como exemplo de bens intangíveis, temos o capital intelectual, a marca, um direito de ex-
ploração de um espaço comercial e o direito de explorar uma franquia.
Direitos são os recursos que a empresa tem a receber ou a recuperar junto a terceiros; re-
presentam os créditos da empresa junto aos terceiros.
Guarde o seguinte: Só existe direito em uma empresa porque alguém deve alguma coisa 
para ela. Por exemplo: duplicata a receber, contas a receber, clientes, impostos a recuperar, 
entre outros.
Já as obrigações representam as dívidas, os valores que devem ser pagos pela empresa 
junto aos terceiros.
As obrigações representam os débitos, por isto são um exigível, aquilo que empresa terá 
que pagar para alguém. Por exemplo: contas a pagar, duplicatas a pagar, fornecedores, impos-
tos a recolher, etc.
Dúvida de Sala de Aula
Estava ministrando aula em Goiânia, num curso onde tinham alguns alunos iniciantes, pes-
soas que estavam tendo o primeiro contato com a matéria. Em certo momento da aula, uma 
jovem, toda receosa, perguntou:
- Professor, o senhor sempre fala de terceiros, quem são os primeiros e os segundos?
A dúvida parece ser simples, entretanto envolve um conhecimento aprofundado da teoria 
contábil, pois, no estabelecimento da contabilidade como ciência, temos a Teoria Personalista, 
que designa as relações da entidade. Assim, respondendo à dúvida:
• O primeiro é a empresa, a personalidade jurídica;
• Os segundos são os sócios, aqueles que têm responsabilidade indireta pelas negocia-
ções do primeiro;
• Os terceiros são os credores e devedores em relação ao primeiro, ou seja, são as obriga-
ções (fornecedores) e os direitos (clientes) da empresa.
Não esqueça que o patrimônio é representado por contas contábeis. Abaixo, apresento 
uma pequena relação de contas com a sua identificação, para que vocês consigam visualizar 
a composição dos bens, dos direitos e das obrigações:
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Bens Direitos Obrigações
Caixa Banco conta corrente Banco conta empréstimo
Estoque Duplicatas a receber Duplicatas a pagar
Móveis Contas a receber Contas a pagar
Computadores Debêntures adquiridas Debêntures emitidas
Equipamentos Empréstimos a receber Empréstimos a pagar
Veículos Despesas antecipadas Receitas antecipadas
Imóveis Adiantamento a cliente Adiantamento de cliente
Terrenos Adiantamento a fornecedor Adiantamento de fornecedor
Obras em andamento Aplicações financeiras Derivativos a pagar
Marcas e patentes Empréstimos a sócios Empréstimos de sócios
Minas – jazidas Impostos a recuperar Impostos a recolher
A representação gráfica para fins de divulgação do patrimônio é feita em uma demonstra-
ção denominada Balanço Patrimonial. Ele é composto por um grupo de contas, que são: ativo, 
passivo e patrimônio líquido.
− Os bens e direitos = formam lado ativo do patrimônio, representam o potencial eco-
nômico da empresa.
− As obrigações = apresentam o lado passivo do patrimônio.
Do conceito de patrimônio surge o patrimônio líquido.Assim, patrimônio é diferente de patri-
mônio líquido.
Contabilmente, o Patrimônio Líquido é a situação líquida do patrimônio, ou seja, representa 
o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos seus passivos.
PL = bens + direitos – obrigações
Notou que, estruturalmente, o PL é uma sobra? Veja que, do total dos bens e direitos da 
empresa, são retiradas as dívidas, assim, o PL representa o que é da empresa mesmo, devido 
a isto, é denominado CAPITAL PRÓPRIO da entidade.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Balanço Patrimonial
Ativo
bens + direitos
Passivo
obrigações 
Patrimonio líquido
capital próprio
PARA NÃO ESQUECER
TUDO O QUE UMA EMPRESA TEM NO ATIVO É DE TERCEIROS 
(PASSIVO) OU É DOS SÓCIOS (PL).
No entanto o patrimônio também é objeto de outras ciências sociais – por exemplo, da 
Economia, da Administração e do Direito – que o estudam sob ângulos diversos daquele da 
contabilidade, que o estuda nos seus aspectos quantitativos (valores) e qualitativos (compo-
sição). O ponto de vista sob o qual esse objeto é estudado difere de uma ciência para outra - e 
isto tem sido exigido em alguns concursos.
Para o Direito, o patrimônio é a representação econômica da pessoa e a sua natureza jurídica 
é a de universalidade de direitos e obrigações. Assim, denomina-se patrimônio o complexo de 
direitos e obrigações pecuniariamente apreciáveis inerentes a uma pessoa, compreendendo 
as coisas, os créditos e débitos, enfim, todas as relações jurídicas de conteúdo econômico das 
quais participe ativa ou passivamente a entidade.
A Lei 6.404/76, denominada Lei das Sociedades Anônimas, que é muito cobrada nas provas 
de concurso, pois trata da contabilidade societária, em seu artigo 178 apresenta o seguinte:
No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e 
agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia
§ 1º No ativo, as contas serão dispostas, nos seguintes grupos:
I – ativo circulante; e
II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado 
e intangível.
§ 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos:
I – passivo circulante;
II – passivo não circulante; e
III – patrimônio líquido.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
O problema é o inciso III do § 2º. Veja que, segundo a Lei das S/As, o patrimônio líquido faz 
parte do passivo, como uma obrigação da empresa junto aos sócios.
Nós já vimos que, para as normas contábeis, o patrimônio líquido não representa uma obri-
gação para a empresa, mas, sim, um resíduo patrimonial.
A justificativa contábil é a de que o sócio não empresta dinheiro para a empresa; ele aplica 
no capital social, para que ocorra a maturação de seu investimento com a continuidade das ati-
vidades; então, ele não quer “receber” o dinheiro de volta em um tempo pré-determinado, como 
os terceiros querem; ele quer que seu investimento se valorize com o crescimento da empresa.
O PULO DO GATO
Para não cair nas artimanhas da banca, fazendo uma relação entre a legislação (Código Civil e 
Lei 6.404) e as normas contábeis, podemos inferir que o passivo é dividido em exigível (dívidas 
com terceiros) e não exigível (dívidas com os sócios).
Para contextualizar, apresento a estrutura do patrimônio no Balanço Patrimonial:
Patrimônio
Ativo 
Bens
“Coisas”
Tangíveis e 
intangíveis
Direitos
“Haveres” 
a receber ou a 
recuperar
Passivo
Obrigações com 
terceiros
“passivo exigível”
Obrigações com os 
sócios
“Não exigível”
Patrimônio Líquido
Outro ponto que merece destaque em relação ao tema é a confusão feita entre patrimônio 
e capital.
Entendo que a relação entre os conceitos de capital e patrimônio é complementar, pois o 
patrimônio é originado do capital de alguém, ou seja, para existir patrimônio em uma empre-
sa, alguém deve ter dado o seu capital para ela, desta forma, o capital de alguém é a origem 
do ativo; sendo que o ativo pode ser originado do capital dos sócios (PL) ou do capital de 
terceiros (passivo).
É importantíssimo entender que, contabilmente, capital representa uma riqueza de alguém 
- e este alguém decidiu aplicar esta riqueza em uma empresa. Por isto que surgem expressões 
como capital total aplicado, capital de terceiros ou capital próprio - Todas estas expressões 
têm relação direta com o conceito de patrimônio.
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CONTABILIDADE GERAL
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Empresa
(Azienda)
Ativo =
Capital à 
disposição da 
empresa
Passivo = 
Capital de 
terceiros
PL = Capital dos 
sócios 
PEGADINHA DA BANCA
As bancas gostam de confundir os concorrentes, cobrando outras denominações para os com-
ponentes de patrimônio e capital. Para evitar que vocês sejam “enganados”, apresento, abaixo, 
uma relação de sinônimos:
Ativo
Patrimônio bruto
Capital total
Capital aplicado
Realizável 
Passivo
Patrimônio de 
terceiros
Capital alheio
Exigível 
Patrimônio Líquido
Capital próprio
Não exigível 
Da demonstração do patrimônio no balanço patrimonial surge a equação patrimonial, que é:
Ativo = Passivo + Patrimônio líquido
Bens + direitos = obrigações exigíveis + capital próprio da empresa
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
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Esta equação é também apresentada com as seguintes denominações:
Patrimônio bruto = patrimônio alheio + patrimônio líquido
Capital total aplicado = capital de terceiros + capital próprio
O patrimônio também é objeto de outras ciências sociais – por exemplo, da Economia, da 
Administração e do Direito – que, entretanto, estudam-no sob ângulos diversos daquele da 
contabilidade, que o estuda nos seus aspectos quantitativos e qualitativos.
A contabilidade busca, primordialmente, apreender, no sentido mais amplo possível, e en-
tender as mutações sofridas pelo patrimônio, tendo em mira, muitas vezes, uma visão pros-
pectiva de possíveis variações.
As mutações tanto podem decorrer da ação do homem quanto, embora quase sempre se-
cundariamente, dos efeitos da natureza sobre o patrimônio.
Acerca dos temas fundamentais da contabilidade, julgue o item.
013. (QUADRIX/CREA-TO/CONTADOR/2019) A contabilidade é uma ciência que dispõe de 
objeto de estudo e metodologia próprios.
Na contabilidade, que é uma ciência social, o objeto é sempre o PATRIMÔNIO de uma entidade, 
no entanto o patrimônio também é objeto de outras ciências sociais que o estudamsob ângu-
los diversos daquele da contabilidade.
Certo.
Considerando que a contabilidade é a ciência que estuda os fenômenos patrimoniais sob o 
aspecto da finalidade organizacional, julgue o item a seguir, no que se refere a conceitos, obje-
tivos e finalidades da contabilidade.
014. (CESPE/DPF/AGENTE/2018) Sob a ótica citada, o objeto da contabilidade é o patrimô-
nio do ente contábil específico.
O objeto de estudo da contabilidade é o patrimônio de qualquer pessoa, ou seja, de qualquer 
ente específico.
Certo.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
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Com relação à Ciência Contábil e suas características, julgue os itens que se seguem.
015. (CESPE/STM/CONTADOR/2011) O objeto da contabilidade é o patrimônio, constituído 
pelo conjunto de bens, direitos e obrigações próprios de determinado ente.
A questão tratou do conceito de patrimônio e destacou que o patrimônio é da entidade.
É bom lembrar que o patrimônio é da entidade, mas a entidade não é do patrimônio, isto tem 
relação com a autonomia patrimonial.
Certo.
Com referência a conceitos básicos de contabilidade, julgue os itens seguintes.
016. (CESPE/TRE-ES/CONTADOR/2011) A confusão normalmente feita entre os termos ca-
pital e patrimônio é causada pelo fato de, na contabilidade, o capital ser constituído pelo patri-
mônio líquido, enquanto o patrimônio é formado pelo ativo total das entidades.
A questão tratou do conceito de patrimônio e de capital, para responder basta lembrar que 
patrimônio é o conjunto dos bens, direitos e obrigações, e capital é a origem do patrimônio; ou 
seja, para existir o patrimônio em uma empresa, alguém aplicou o seu capital.
O capital total é o patrimônio bruto da entidade, ou seja, o seu ativo, que foi originado pelo ca-
pital de terceiros (passivo) e pelo capital próprio (PL).
Assim, a questão apresentou o conceito de forma invertida, pois o patrimônio líquido é forma-
do pelo capital próprio, e o patrimônio é formado pelo ativo e pelo passivo.
Errado.
017. (COSEAC/UFF/ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO/2015) O objeto da Contabilidade é:
a) o capital.
b) a empresa.
c) a riqueza.
d) o patrimônio.
e) o dinheiro.
Uma questão simples.
A contabilidade é uma ciência social; tem por objeto o PATRIMÔNIO; por objetivo fornecer in-
formações úteis, com a finalidade de controlar o patrimônio; seu campo de aplicação são tanto 
as aziendas quanto os usuários internos e externos.
Letra d.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
018. (IDIB/CRF-RJ/CONTADOR/2018) O patrimônio é definido como sendo:
a) O conjunto de bens tangíveis e intangíveis de propriedade de uma empresa.
b) São bens da empresa utilizados para atingimento de seus objetivos.
c) São bens, valores e as obrigações com sócios e terceiros.
d) Conjunto de bens, direitos e obrigações pertencentes a uma determinada entidade.
Vimos, na aula, que o patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma entidade.
Valores não é o mesmo que direito.
Lembre-se que as obrigações podem ser junto aos terceiros (passivo exigível) ou junto aos 
sócios (patrimônio líquido).
Letra d.
019. (UFMT/ TJ-MT/ CONTADOR/2016) Patrimônio Bruto é o mesmo que:
a) Capital Aplicado.
b) Capital Fixo.
c) Capital Próprio.
d) Capital de Terceiros.
A questão trata de um sinônimo de ativo, fica fácil demais responder; basta lembrar que o ativo 
é o patrimônio bruto, que é o mesmo que capital aplicado. Mole, mole, mole...
Letra a.
020. (IBADE/DEPASA-AC/CONTADOR/2019) De acordo com a Resolução CFC n. 774 de 16 
de dezembro de 1994 do Conselho Federal de Contabilidade, o objeto de estudo da contabili-
dade em seus aspectos qualitativos e quantitativos, denomina-se:
a) Aziendas.
b) Patrimônio Líquido.
c) Controle do Patrimônio.
d) Ação Administrativa.
e) Patrimônio.
Segundo a referida resolução na contabilidade, o objeto é sempre o PATRIMÔNIO de uma enti-
dade, definido como um conjunto de bens, direitos e obrigações para com terceiros, pertencen-
te a uma pessoa física, a um conjunto de pessoas, como ocorre nas sociedades informais, ou 
a uma sociedade ou instituição de qualquer natureza, independentemente da sua finalidade, 
que pode, ou não, incluir o lucro.
Letra e.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
021. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2017) O conceito de pa-
trimônio de uma empresa abrange
a) bens e direitos mais obrigações.
b) bens e direitos menos obrigações.
c) bens e direitos apenas.
d) bens tangíveis e direitos.
e) bens tangíveis e bens intangíveis.
Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculado a uma pessoa ou a 
uma entidade.
Representa a soma dos bens + direitos + obrigações de uma entidade.
Letra a.
022. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/ANALISTA CONTÁBIL/2016) As Ciências Contábeis, as-
sim como qualquer outra área de conhecimento, possuem um objeto de estudo. Assinale a 
alternativa que apresenta o objeto de estudo da Contabilidade.
a) Riqueza da empresa.
b) Balanço Patrimonial (BP)
c) Bens, Direitos, Obrigações, Receitas, Despesas, Contas a Receber e a Pagar.
d) Patrimônio.
e) Método das Partidas Dobradas.
O objeto de estudo da contabilidade é o PATRIMÔNIO das entidades econômicas-administra-
tivas, as aziendas.
Letra d.
023. (INSTITUTO AOCP/JUIZ DE FORA/CONTADOR/2016) O objeto de estudo da contabili-
dade é o Patrimônio das Entidades. Considerando essa afirmação, assinale a alternativa que 
apresenta o conceito de Patrimônio.
a) Conjunto de Bens e Direitos das Entidades.
b) Conjunto de Bens, Direitos e Obrigações das Entidades.
c) Conjunto de Bens e Direitos menos as Obrigações das Entidades.
d) Conjunto de Ativos menos Passivos e Patrimônio Líquido das Entidades.
e) Bens Tangíveis e Intangíveis da Entidade.
Patrimônio é o conjunto de bens direitos e obrigações vinculados a uma pessoa física ou jurí-
dica, com ou sem fins lucrativos.
Letra b.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
024. (INSTITUTO AOCP/UFPB/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Assinale a alternativa que repre-
senta o conceito de Bens sob a ótica da contabilidade.
a) São itens corpóreos mensuráveis em dinheiro que podem integrar o patrimônio das entida-
des para utilização futura, tais como marcas e patentes.
b) São os itens que estão em poder de terceiros que podem ser utilizados de forma imediata.
c) São itens incorpóreos que são mensuráveis em dinheiro que podem ser tocados, tais como 
máquinas e veículos.
d) São os direitos de terceiros em poder daentidade.
e) São itens tangíveis e intangíveis quantificáveis em dinheiro e que integrarão o patrimônio da 
entidade para utilização imediata.
Os bens representam os ativos tangíveis (máquinas, equipamentos, estoques, etc.) e intangí-
veis (marca, fórmulas, softwares, etc.) que podem ser mensurados economicamente e serão 
utilizados, pela empresa, nas suas atividades comerciais e administrativas.
Letra e.
025. (INSTITUTO AOCP/IPM-SP/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) A prefeitura municipal adquiriu 
um software para controle patrimonial. O contador deverá classificar esse software como
a) material de consumo.
b) investimento.
c) ativo intangível.
d) ativo imobilizado.
e) despesas do período.
O software é um ativo intangível, sem substância física, utilizado nas atividades da empresa.
Letra c.
026. (SELECON/ENGEPROM/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2021) O conjunto de bens, 
valores, direitos e obrigações de uma pessoa física ou jurídica que possa ser avaliado pecunia-
riamente e que seja utilizado na consecução dos objetivos da empresa denomina-se:
Alternativas
a) capital
b) situação líquida
c) patrimônio
d) fatores de produção
Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculado a uma pessoa física ou jurídica.
O PATRIMÔNIO das entidades é o objeto de estudo da contabilidade.
Letra c.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
objetivo dA ContAbilidAde
Antes de apresentar o objetivo da contabilidade, VAMOS LEMBRAR:
A contabilidade é uma ciência, isto quer dizer que tem: objeto, objetivo, finalidade, usuários, 
campo de aplicação e um princípio básico. É uma ciência SOCIAL, pois trata do relacionamento 
entre pessoas, que são as contas.
A Resolução 774/94, do CFC, apresentou a seguinte posição sobre o objetivo da con-
tabilidade:
A existência de objetivos específicos não é essencial à caracterização de uma ciência, pois, caso 
o fosse, inexistiria a ciência “pura”, aquela que se concentra, tão-somente, no seu objeto. Aliás, na 
própria área contábil, encontramos muitos pesquisadores cuja obra não apresenta qualquer escopo 
pragmático, concentrando-se na Contabilidade como ciência. De qualquer forma, como já vimos, 
não há qualquer dificuldade na delimitação dos objetivos da Contabilidade no terreno científico, a 
partir do seu objeto, que é o Patrimônio, por estarem concentrados na correta representação deste 
e nas causas das suas mutações.
O objetivo científico da Contabilidade manifesta-se na correta apresentação do Patrimônio e na 
apreensão e análise das causas das suas mutações. Já sob ótica pragmática, a aplicação da Con-
tabilidade a uma Entidade particularizada, busca prover os usuários com informações sobre as-
pectos de natureza econômica, financeira e física do Patrimônio da Entidade e suas mutações, o 
que compreende registros, demonstrações, análises, diagnósticos e prognósticos, expressos sob a 
forma de relatos, pareceres, tabelas, planilhas, e outros meios.
De forma geral, no âmbito dos profissionais e usuários da Contabilidade, os objetivos desta, quan-
do aplicada a uma Entidade particularizada, são identificados com a geração de informações, a 
serem utilizadas por determinados usuários em decisões que buscam a realização de interesses 
e objetivos próprios.
O tema, tão claro no quadrante científico, comporta comentários mais minuciosos quando direcio-
nado aos objetivos concretos perseguidos na aplicação da Contabilidade a uma Entidade em parti-
cular. Adentramos, no caso, o terreno operacional, regulado pelas normas.
A Resolução 774/94 foi revogada, entretanto a necessidade de a contabilidade fornecer 
informações aos usuários foi apresentada no CPC 00 R2 – Estrutura Conceitual Básica da 
seguinte forma:
Demonstrações contábeis elaboradas dentro do que prescreve esta Estrutura Conceitual objetivam 
fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões econômicas e avaliações por parte 
dos usuários em geral, não tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica de 
determinados grupos de usuários.
Assim, como muitas pessoas dependem das informações que uma empresa levanta, o 
principal objetivo da contabilidade é:
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Fornecer informação de natureza econômica, financeira, operacional e social, que seja útil aos usu-
ários internos e externos.
Econômica: informação que apresenta o resultado apurado, as receitas e as despesas que ocorre-
ram no exercício.
Financeira: informação relacionada com o fluxo dinheiro e a capacidade de pagamento da empresa.
Operacional: informação vinculada às atividades rotineiras da empresa, normalmente tem relação 
com o uso do imobilizado na produção (máquinas, equipamentos) e as receitas e despesas opera-
cionais. Ajuda aos administradores em suas decisões operacionais.
Social: Informação que apresenta quanto que a empresa contribuiu para o desenvolvimento da socie-
dade/região onde está sediada, e como é sua política de recursos humanos. Normalmente estas infor-
mações são apresentadas em notas explicativas e na DVA (demonstração dos valores adicionados).
Atualmente as informações contábeis são divididas em gerenciais e financeiras/econômicas. As in-
formações gerenciais são de uso interno, para tomada de decisão operacional pela alta administra-
ção e normalmente não são divulgadas aos usuários externos, pois estão vinculadas à “expertise” 
da empresa.
As informações financeiras/econômicas são apresentadas por meio de dados sintéticos 
nas Demonstrações Contábeis. Elas caracterizam o término do processo contábil, são elabora-
das após as análises internas, por isto não atendem aos interesses dos usuários internos, mas 
objetivam atender aos usuários externos, que, até a divulgação das demonstrações contábeis, 
não tinham informações sobre a situação financeira, patrimonial e econômica da empresa.
O PULO DO GATO
Fiquem atentos: a contabilidade fornece informações para usuários internos e externos. As 
demonstrações contábeis são destinadas aos usuários externos.
Informações 
contábeis
Internos informações 
tempestivas
Externos informações 
pontuais
Usários 
Na sua essência, o processo contábil consiste na obtenção, na análise e na mensuração 
das mutações sofridas pelo patrimônio da entidade, para, por fim, gerar informações e divulgá-
-las. Contudo a natureza (qual) e a extensão (amplitude) das informações que serão apresen-
tadas vai depender das necessidades específicas e, principalmente, de quem é o usuário, pois 
um investidor tem interesse em saber o resultado econômico da empresa; o fornecedor quer 
saber a capacidade de pagamento da empresa; os diretores querem informações de caráter 
operacional - e assim por diante.
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CONTABILIDADE GERAL
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Para que atendam às necessidades, as informações contábeis são consideradasde pro-
pósito geral (amplas), contudo visam a atender às necessidades específicas de cada usuário, 
pois, segundo as normas contábeis, elas devem propiciar aos seus usuários base segura para 
suas decisões, pela compreensão do estado em que se encontra a entidade, seu desempenho, 
sua evolução, os riscos e as oportunidades que oferece.
AS INFORMAÇÕES SÃO DE PROPÓSITO GERAL, JÁ OS INTERESSES DOS USUÁRIOS SÃO ESPECÍ-
FICOS.
É importante entender que, devido à sua amplitude, a informação contábil se expressa por 
diferentes meios, como demonstrações contábeis, escrituração ou registros permanentes e 
sistemáticos, documentos, livros, planilhas, listagens, notas explicativas, mapas, pareceres, 
laudos, diagnósticos, prognósticos, descrições críticas ou quaisquer outros utilizados no exer-
cício profissional ou previstos em legislação.
Para que sejam apresentadas informações que atendam aos interesses da coletividade, o 
pronunciamento conceitual básico da contabilidade determina que, para ser útil, ela precisa ser 
relevante e representar, com fidedignidade, o que se propõe.
Dúvida de Sala de Aula
Estava ministrando aula em Porto Alegre quando um aluno fez o seguinte questionamento:
Professor, todas as informações da empresa estão apresentadas nas Demonstrações 
Contábeis?
Veja que questionamento interessante. A resposta é não.
O normal, para o estudante, é achar que somente as demonstrações contábeis apresentam 
informações, no entanto existem várias formas de a contabilidade apresentar uma informa-
ção. Pode ser por meio de relatório, de planilhas, de extratos, etc.
As demonstrações contábeis são denominadas relatórios financeiros e apresentam os da-
dos apurados pela empresa; estes dados interessam aos usuários externos, pois os usuários 
internos (entenda a alta administração) se utilizam de informações mais tempestivas e de fácil 
acesso, como um relatório de custo da produção, um relatório de fluxo de caixa para a semana, 
um relatório de perdas no estoque, etc.
De certa forma, seria algo fora da lógica a administração depender das demonstrações 
contábeis para tomar suas decisões operacionais. Concordam comigo?
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A respeito das noções básicas de contabilidade, julgue o item.
027. (QUADRIX/CRF-ES/CONTADOR/2019) Se a contabilidade for capaz de atender aos re-
quisitos da legislação referente aos impostos diretos e indiretos, incidentes sobre as opera-
ções de cada entidade, terá atingido seus objetivos finais.
O OBJETIVO final da contabilidade é o de fornecer informação de natureza econômica, finan-
ceira, operacional e social, que seja útil aos usuários internos e externos. A contabilidade não 
pode se restringir a fornecer informações somente sobre os impostos.
Errado.
Com relação às noções fundamentais de contabilidade, julgue o item.
028. (QUADRIX/CREA-GO/CONTADOR/2019) Para atingir seu objetivo fundamental, a conta-
bilidade deve priorizar a evidenciação de todas as informações que possibilitem o controle e a 
tomada de decisões por parte de seus usuários.
O objetivo da contabilidade é fornecer informações aos usuários, sejam internos ou externos. 
As informações são fornecidas por meio de relatórios específicos ou de propósito geral.
Certo.
Em relação aos conceitos, objetivos e finalidades da contabilidade, julgue o item subsequente.
029. (CESPE/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) O principal objetivo da contabilidade é 
fornecer informações úteis sobre o patrimônio da entidade para finalidades diversas, entre as 
quais, planejamento, controle e auxílio no processo decisório.
O objetivo da contabilidade é fornecer informação de natureza econômica, financeira, opera-
cional e social que seja útil aos usuários internos e externos no seu processo decisório.
Certo.
030. (IDECAN/INMETRO/ASSISTENTE EXECUTIVO ADMINISTRAÇÃO/2015) “Estudo e contro-
le do patrimônio e de suas variações, para fornecer aos usuários o máximo possível de infor-
mações de natureza econômica, financeira e patrimonial, que sejam úteis para a tomada de 
decisões econômicas.” O conceito se refere ao
a) plano de contas contábil.
b) objetivo da contabilidade.
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c) usuário da informação contábil.
d) objeto de estudo da contabilidade.
e) campo de aplicação da contabilidade.
Controlar o patrimônio e sua evolução é a finalidade da contabilidade; fornecer informações é 
o objetivo.
Letra b.
031. (CONSULPLAN/TSE/CONTADOR/2012) A contabilidade foi definida no I Congresso 
Brasileiro de Contabilidade como: “a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, 
controle e registro relativo aos atos e fatos da administração econômica.” São objetivos da 
contabilidade, EXCETO:
a) Fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira, o desempenho e as mudan-
ças na posição financeira da entidade.
b) Auxiliar o maior número de usuários em suas avaliações e tomadas de decisão financeira.
c) Apresentar os resultados da atuação da administração na gestão da entidade quanto aos 
recursos que lhe foram confiados.
d) Auxiliar os acionistas a avaliar a produtividade de cada funcionário da empresa e o desem-
penho dos gerentes.
Conceitualmente, a contabilidade é uma ciência social que estuda, administra e controla o pa-
trimônio de qualquer pessoa, a fim de fornecer informações.
Não se encaixa, dentro dos objetivos da contabilidade, auxiliar os acionistas a avaliar os 
funcionários.
As demais assertivas têm relação com a ciência contábil.
Letra d.
032. (CESPE/TRE-BA/CONTADOR/2017) A contabilidade tem como principal objetivo a(o)
a) fornecimento de informações que proporcionem aos seus mais diversos usuários — seja 
internos, seja externos — utilidade no processo de tomada de decisões.
b) elaboração de guias de recolhimento de tributos a fim de manter a entidade em conformi-
dade com os ditames legais.
c) elaboração de demonstrações contábeis que atendam às finalidades específicas de deter-
minado grupo de usuários.
d) avaliação da capacidade das entidades comerciais em arcar com suas obrigações financeiras.
e) mensuração de bens patrimoniais a fim de elaborar corretamente as demonstrações 
contábeis.
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O objetivo da contabilidade é fornecer informações que sejam úteis aos usuários internos 
e externos.
Letra a.
033. (CETREDE/SÃO GONÇALO-CE/CONTADOR/2019) Com relação ao objetivo da Contabi-
lidade, analise as afirmativas a seguir.
I – Objetiva o controle dos tributos.
II – Objetiva o controle das obrigações trabalhistas e tributárias.
III – Objetiva gerar informações para o apoio das decisões econômico-financeiras.
IV – Objetiva gerar informações para o mercado financeiro.
Marque a opção que indica a(s) afirmativa(s) CORRETA(S).
a) I.
b) II - IV.
c) III.
d) I - II - IV.
e) II – IIIO objetivo da contabilidade é fornecer informações que sejam úteis aos usuários internos e 
externos em suas tomadas de decisão.
Letra c.
034. (AOCP/SERCOMTEL/ANALISTA/2016) Assinale alternativa que apresenta o objetivo da 
Contabilidade.
a) É uma ciência social que tem como propósito estudar o patrimônio de uma empresa com a 
finalidade de conhecer os seus bens, direitos e obrigações.
b) Com a finalidade de emitir relatórios contábeis, a Contabilidade tem a função de analisar 
todo o trabalho desenvolvido no processo de escrituração contábil.
c) A Contabilidade tem o intuito de analisar as demonstrações contábeis que são os resultados 
do processo de escrituração contábil que vêm refletir o patrimônio das empresas.
d) Fornecer informações de natureza econômica, financeira e patrimonial para o controle das 
operações e para o planejamento das empresas.
e) Com o propósito de analisar as informações geradas através dos relatórios contábeis, a 
Contabilidade tem a meta de obter conhecimentos sobre as contas que pertencem ao Patri-
mônio Líquido.
A questão tratou de vários conceitos relacionados com a contabilidade, contudo, como cobrava 
o objetivo, ficou fácil a resposta, pois vimos que o objetivo da contabilidade é o fornecimento de 
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informações, para usuários internos e externos, de forma que consigam planejar e controlar suas 
ações e tomar decisões.
Letra d.
035. (AOCP/EBSERH/ANALISTA CONTÁBIL/2016) A Contabilidade como ramo do conhe-
cimento pode ser estudada ou compreendida sob diferentes perspectivas. Dentre as opções 
apresentadas, assinale aquela que corresponde especificamente ao objetivo/finalidade da 
contabilidade.
a) Registrar os eventos pelo método das partidas dobradas.
b) Fornecer informações sobre o patrimônio da entidade, aos seus usuários, de maneira a au-
xiliar no processo de tomada de decisões.
c) Instituir políticas e práticas empresariais dentro da empresa.
d) Elaborar os relatórios contábeis através do método das partidas dobradas e utilizando-se do 
regime de competência para tal fim
e) Analisar os números dispostos nos relatórios contábeis, com o objetivo de melhorar o de-
sempenho econômico e financeiro da empresa.
O OBJETIVO da contabilidade é fornecer informações sobre o patrimônio e sua evolução, aos 
usuários internos e externos, para que consigam fazer o planejamento, controlar as ações e 
tomar suas decisões.
Letra b.
normAs brAsileirAs de ContAbilidAde
Até 2006, as Normas Brasileiras de Contabilidade seguiam o disposto na Lei n. 6.404, de 
1976, que era embasada na Escola Contábil Norte-Americana. Esta lei trazia diversos procedi-
mentos contábeis e instruía os profissionais sobre como a contabilidade e as demonstrações 
contábeis deveriam ser elaboradas.
No entanto, 30 anos depois, houve uma grande transformação com o advento da Lei n. 
11.638, de 2007, fazendo com que a contabilidade brasileira passasse por um movimento de 
adaptação ao novo cenário mundial, num processo de convergência com as normas de conta-
bilidade internacionais.
A Lei 6.404/76 passou por uma grande atualização com a apresentação da Lei 11.638/07 e 
com a Lei 11.941/09. A Lei 11.638 orienta, entre outros pontos, o equacionamento das normas 
contábeis brasileiras às normas internacionais emitidas pelo IASB (International Accounting 
Standards Board).
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Com o advento da Lei 11.638/07, estabelece-se uma mudança de foco na legislação con-
tábil, em que o objetivo da contabilidade passa a ser a diminuição da assimetria informacional 
por meio do fornecimento de informações fidedignas, tendo, como base de sustentação, os 
padrões contábeis do IASB.
O Brasil vive hoje, portanto, um momento de transição e está norteando seus rumos con-
tábeis em direção às normas internacionais, afastando-se das normas norte-americanas. Esta 
atualização na nossa legislação era necessária, pois o Brasil é um país que recebe investimen-
tos externos de todo o mundo, e o seu mercado mobiliário tem crescido consideravelmente.
Para ajustar nossas normas contábeis, o CFC, em 2011, apresentou a Resolução CFC 1.328, 
que dispõe sobre a estrutura das Normas Brasileiras de Contabilidade, considerando o proces-
so de convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade aos padrões internacionais.
As Normas Internacionais de Informação Financeira (International Financial Reporting 
Standards/IFRS) são emitidas pelo Comitê Internacional de Normas de Contabilidade (Interna-
tional Accounting Standards Board/IASB) e visam a uniformizar os procedimentos contábeis 
entre os países.
A Resolução trouxe uma nova estrutura para as Normas Brasileiras de Contabilidade, clas-
sificando-as em dois grupos: Profissionais (NBC-P) e Técnicas (NBC-T), sendo que as normas 
brasileiras, profissionais e técnicas devem seguir os mesmos padrões de elaboração e estilo 
utilizados nas normas internacionais e compreendem as normas propriamente ditas, as inter-
pretações técnicas e os comunicados técnicos.
Para facilitar o entendimento pelos usuários, as normas são identificadas conforme segue:
I – A Norma Brasileira de Contabilidade é identificada pela sigla NBC, seguida das letras, 
numeração específica em cada agrupamento, seguido de hífen e denominação. Por exemplo: 
NBC PA 290 – “Denominação”; NBC TG 01 – “Denominação”;
II – A Interpretação Técnica é identificada pela sigla IT, seguida da letra ou letras e numera-
ção do grupo a que pertence, seguida de hífen e denominação. Por exemplo: ITG 01 – “Deno-
minação”; ITSP 01 – “Denominação”;
III – o Comunicado Técnico é identificado pela sigla CT, seguida da letra ou letras e nume-
ração do grupo a que pertence, seguido de hífen e denominação. Por exemplo: CTG 01 – “De-
nominação”; CTSP 01 – “Denominação”.
As normas profissionais estabelecem regras de exercício profissional e classificam-se em:
• NBC PG – Geral: abrange todas as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicáveis indis-
tintamente a todos os profissionais do ramo contábil. Vinculadas a ela, encontram-se as 
normas: NBC PG 100 (aplicação geral a todos profissionais da contabilidade); NBC PG 
200 (aplicada a contadores externos/prestadores de serviços); NBC PG 300 (aplicada a 
contadores internos - colaboradores/empregados); NBC PG 12 - R3 (contém regras para 
educação continuada);
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• NBC PA – do Auditor Independente - inclui todas as Normas Brasileiras de Contabilidade 
aplicadas aos profissionais do ramo de Auditoria Independente. Vinculadas a ela estão 
5 NBCs, que abrangem questões relacionadas à independência do trabalho, qualidade, 
revisão externa de qualidade, qualificação técnica, entre outras;
• NBC PP - do Perito Contábil - abrange as normas aplicadas aos contadores que atuamna área de Perícia Contábil. Estão relacionadas a ela duas normas técnicas que tratam 
da função de perito contábil e do exame de qualificação técnica;
Já as normas técnicas estabelecem conceitos doutrinários, regras e procedimentos aplica-
dos de Contabilidade e classificam-se em:
• NBC TG – Geral (Normas Completas; Normas Simplificadas para PMEs; Normas Espe-
cíficas);
• NBC TSP – do Setor Público;
• NBC TA – de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica;
• NBC TR – de Revisão de Informação Contábil Histórica;
• NBC TO – de Asseguração de Informação Não Histórica;
• NBC TSC – de Serviço Correlato;
• NBC TI – de Auditoria Interna;
• NBC TP – de Perícia.
As Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas se estruturam conforme segue:
I – Geral – NBC TG – são as Normas Brasileiras de Contabilidade convergentes com as nor-
mas internacionais emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB); e as Normas 
Brasileiras de Contabilidade editadas por necessidades locais, sem equivalentes internacionais;
II – do Setor Público – NBC TSP – são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas 
ao Setor Público, convergentes com as Normas Internacionais de Contabilidade para o Setor 
Público, emitidas pela International Federation of Accountants (IFAC); e as Normas Brasi-
leiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público editadas por necessidades locais, sem 
equivalentes internacionais;
III – de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica – NBC TA – são as Nor-
mas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à Auditoria, convergentes com as Normas Interna-
cionais de Auditoria Independente emitidas pela IFAC;
IV – de Revisão de Informação Contábil Histórica – NBC TR – são as Normas Brasileiras 
de Contabilidade aplicadas à Revisão, convergentes com as Normas Internacionais de Revisão 
emitidas pela IFAC;
V – de Asseguração de Informação Não Histórica – NBC TO – são as Normas Brasileiras 
de Contabilidade aplicadas à Asseguração convergentes, com as Normas Internacionais de 
Asseguração emitidas pela IFAC;
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
VI – de Serviço Correlato – NBC TSC – são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplica-
das aos Serviços Correlatos convergentes com as Normas Internacionais para Serviços Corre-
latos emitidas pela IFAC;
VII – de Auditoria Interna – NBC TI – são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicáveis 
aos trabalhos de Auditoria Interna;
VIII – de Perícia – NBC TP – são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicáveis aos 
trabalhos de Perícia;
IX – de Auditoria de Informação Contábil Histórica Aplicável ao Setor Público – NBC TASP 
– são as Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicáveis à Auditoria de Informação Contábil 
Histórica Aplicadas à Auditoria do Setor Público convergentes com as Normas Internacionais 
de Auditoria emitidas pela International Federation of Accountants (Ifac) e recepcionadas pela 
Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores (INTOSAI) - Alterado pela 
Resolução CFC n.º 1.601/2020).
As NBCTG - Geral são segregadas em:
a) Normas completas que compreendem as normas editadas pelo CFC a partir dos do-
cumentos emitidos pelo CPC que estão convergentes com as normas do IASB, numeradas 
de 00 a 999;
b) Normas simplificadas para PMEs que compreendem a norma de PME editada pelo CFC 
a partir do documento emitido pelo IASB, bem como as ITs e os CTs editados pelo CFC sobre 
o assunto, numerados de 1000 a 1999;
c) Normas específicas que compreendem as ITs e os CTs editados pelo CFC sobre entida-
des, atividades e assuntos específicos, numerados de 2000 a 2999.
A interpretação técnica tem por objetivo esclarecer a aplicação das Normas Brasileiras de 
Contabilidade, definindo regras e procedimentos a serem aplicados em situações, transações 
ou atividades específicas, sem alterar a substância dessas normas.
O comunicado técnico tem por objetivo esclarecer assuntos de natureza contábil, com a 
definição de procedimentos a serem observados, considerando os interesses da profissão e as 
demandas da sociedade; normalmente, são emitidos quando ocorrem situações decorrentes 
de atos governamentais que afetam, transitoriamente, as Normas Brasileiras de Contabilidade.
Por fim, o CFC destaca que as Normas Brasileiras de Contabilidade, com exceção dos co-
municados técnicos, devem ser submetidas à audiência pública com duração mínima de 30 
(trinta) dias e que a inobservância às Normas Brasileiras de Contabilidade constitui infração 
disciplinar sujeita às penalidades previstas nas alíneas de “c” a “g” do art. 27 do Decreto-Lei n. 
9.295/46, alterado pela Lei n. 12.249/10, e ao Código de Ética Profissional do Contador.
Como o rol de normas do CFC é extenso, nesta aula vou tratar da estrutura básica, que é o 
sustentáculo normativo para a elaboração de todos os documentos orientadores do CFC, con-
siderando os pronunciamentos do CPC.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
pronunCiAmentos téCniCos do CpC (Comitê de pronunCiAmentos Con-
tábeis)
O CPC foi criado pela Resolução CFC n. 1.055/05 e tem como objetivo:
O estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabili-
dade e a divulgação de informações dessa natureza, para permitir a emissão de normas pela enti-
dade reguladora brasileira, visando à centralização e uniformização do seu processo de produção, 
levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais.
É importante destacar que o Conselho é um organismo não governamental que nasceu ao 
final de 2005, da união de interesses das seguintes entidades:
• CFC – Conselho Federal de Contabilidade;
• IBRACON – Instituto Brasileiro de Contadores;
• FIPECAFI – Representantes da academia – USP;
• BOVESPA – Bolsa de Valores de São Paulo;
• APIMEC – Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de 
Capitais;
• ABRASCA – Associação Brasileira de Companhias abertas.
O CPC é totalmente autônomo das entidades representadas, sendo que o Conselho Fede-
ral de Contabilidade fornece a estrutura necessária para as reuniões, e os seus membros, na 
maioria contadores, não auferem remuneração.
Foi idealizado em função das necessidades de:
• Convergência internacional das normas contábeis (redução de custo de elaboração 
de relatórios contábeis, redução de riscos e custo nas análises e decisões, redução de 
custo de capital);
• Centralização na emissão de normas dessa natureza (no Brasil, diversas entidades o 
fazem);
• Representação e processo democrático na produção dessas informações (produtores 
da informação contábil, auditor, usuário, intermediário, academia, governo).
O PULO DO GATO
O CPC não emite normas.
O CPC emite pronunciamentos técnicos sobre contabilidade para permitir a emissão de nor-
mas pelas entidades reguladoras brasileiras, visando à centralização e à uniformização do seu 
processo de produção de informações.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Os produtos do trabalho do CPC são: pronunciamentos técnicos, orientações e inter-
pretações; sendo que os pronunciamentos técnicos serão obrigatoriamente submetidos à 
audiência pública. As orientações e interpretações poderão, também, sofrer esse processo, 
mas não é obrigatório.
Atualmente, os pronunciamentos contábeis são os seguintes:
Documento Título Data 
Aprovação
Data 
Divulgação
CPC 00
Estrutura Conceitual para 
Elaboração e Divulgação de 
Relatório Contábil-Financeiro
02/12/2011 15/12/2011
CPC 01
Redução ao Valor Recuperável de 
Ativos
06/08/2010 07/10/2010
CPC 02
Efeitos das mudanças nas taxas 
de câmbio e conversão de 
demonstrações contábeis
03/09/2010 07/10/2010
CPC 03 Demonstração dos Fluxos de Caixa 03/09/2010 07/10/2010
CPC 04 Ativo Intangível 05/11/2010 02/12/2010
CPC 05
Divulgação sobre Partes 
Relacionadas
03/09/2010 07/10/2010
CPC 06
Operações de Arrendamento 
Mercantil
06/10/2017 21/12/2017
CPC 07
Subvenção e Assistência 
Governamentais
05/11/2010 02/12/2010
CPC 08
Custos de Transação e Prêmios 
na Emissão de Títulos e Valores 
Mobiliários
03/12/2010 16/12/2010
CPC 09
Demonstração do Valor Adicionado 
(DVA)
30/10/2008 12/11/2008
CPC 10 Pagamento Baseado em Ações 03/12/2010 16/12/2010
CPC 11 Contratos de Seguro 05/12/2008 17/12/2008
CPC 12 Ajuste a Valor Presente 05/12/2008 17/12/2008
CPC 13
Adoção Inicial da Lei n. 11.638/07 e 
da Medida Provisória n. 449/08
05/12/2008 17/12/2008
CPC 14
Instrumentos Financeiros: 
Reconhecimento, Mensuração 
e Evidenciação (Fase I) - 
Transformado em OCPC 03
CPC 15 Combinação de Negócios 03/06/2011 04/08/2011
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Documento Título Data 
Aprovação
Data 
Divulgação
CPC 16 Estoques 08/05/2009 08/09/2009
CPC 17
Contratos de Construção (revogado 
a partir de 1º/01/2018)
19/10/2012 08/11/2012
CPC 18
Investimento em Coligada, em 
Controlada e em Empreendimento 
Controlado em Conjunto
07/12/2012 13/12/2012
CPC 19 Negócios em Conjunto 09/11/2012 23/11/2012
CPC 20 Custos de Empréstimos 02/09/2011 20/10/2011
CPC 21 Demonstração Intermediária 02/09/2011 20/10/2011
CPC 22 Informações por Segmento 26/06/2009 31/07/2009
CPC 23
Políticas Contábeis, Mudança de 
Estimativa e Retificação de Erro
26/06/2009 16/09/2009
CPC 24 Evento Subsequente 17/07/2009 16/09/2009
CPC 25
Provisões, Passivos Contingentes e 
Ativos Contingentes
26/06/2009 16/09/2009
CPC 26
Apresentação das Demonstrações 
Contábeis
02/12/2011 15/12/2011
CPC 27 Ativo Imobilizado 26/06/2009 31/07/2009
CPC 28 Propriedade para Investimento 26/06/2009 31/07/2009
CPC 29 Ativo Biológico e Produto Agrícola 07/08/2009 16/09/2009
CPC 30
Receitas (revogado a partir de 
1º/01/2018)
19/10/2012 08/11/2012
CPC 31
Ativo Não Circulante Mantido para 
Venda e Operação Descontinuada
17/07/2009 16/09/2009
CPC 32 Tributos sobre o Lucro 17/07/2009 16/09/2009
CPC 33 Benefícios a Empregados 07/12/2012 13/12/2012
CPC 34
Exploração e Avaliação de Recursos 
Minerais (Não editado)
CPC 35 Demonstrações Separadas 31/10/2012 08/11/2012
CPC 36 Demonstrações Consolidadas 07/12/2012 20/12/2012
CPC 37
Adoção Inicial das Normas 
Internacionais de Contabilidade
05/11/2010 02/12/2010
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Documento Título Data 
Aprovação
Data 
Divulgação
CPC 38
Instrumentos Financeiros: 
Reconhecimento e Mensuração 
(revogado a partir de 1º/01/2018)
02/10/2009 19/11/2009
CPC 39
Instrumentos Financeiros: 
Apresentação
02/10/2009 19/11/2009
CPC 40
Instrumentos Financeiros: 
Evidenciação
01/06/2012 30/08/2012
CPC 41 Resultado por Ação 08/07/2010 06/08/2010
CPC 42
Contabilidade em Economia 
Hiperinflacionária
07/12/2018 21/12/2018
CPC 43
Adoção Inicial dos Pronunciamentos 
Técnicos CPCs 15 a 41
03/12/2010 16/12/2010
CPC 44 Demonstrações Combinadas 02/12/2011 02/05/2013
CPC 45
Divulgação de Participações em 
outras Entidades
07/12/2012 13/12/2012
CPC 46 Mensuração do Valor Justo 07/12/2012 20/12/2012
CPC 47 Receita de Contrato com Cliente 04/11/2016 22/12/2016
CPC 48 Instrumentos Financeiros 04/11/2016 22/12/2016
CPC 49
Contabilização e Relatório Contábil 
de Planos de Benefícios de 
Aposentadoria
06/04/2018 18/04/2018
CPC PME
Contabilidade para Pequenas e 
Médias Empresas com Glossário de 
Termos
04/12/2009 16/12/2009
036. (IADES/CITEC/CONTADOR/2016) Acerca do Comitê de Pronunciamentos Contábeis 
(CPC), assinale a alternativa correta.
a) Trata-se de um órgão público subordinado à Comissão de Valores Mobiliários.
b) Desde a respectiva criação, em 2005, além dos pronunciamentos técnicos, o CPC passou a 
emitir as resoluções do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
c) O CPC tem prerrogativas legais, portanto a aplicação das próprias normas é obrigatória.
d) Trata-se de uma entidade de direito privado subordinada ao International Accounting Stan-
dards Board (IASB).
e) Os pronunciamentos técnicos emitidos pelo CPC subsidiam a emissão de normas que per-
mitem a convergência da Contabilidade Brasileira com os padrões internacionais.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
O CPC não emite norma para o mercado, ele se pronuncia sobre assuntos específicos. Quem 
normatiza são as autarquias.
O CPC é autônomo, não tem vinculação com nenhuma instituição pública ou privada.
Letra e.
CpC 00 r2 - estruturA ConCeituAl pArA elAborAção e divulgAção de 
relAtório Contábil-FinAnCeiro
Em dezembro de 2019, o CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) apresentou e o 
CFC (Conselho Federal de Contabilidade) aprovou a revisão do Pronunciamento Técnico CPC 
00 (R2) - Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. A revisão trouxe alguns conceitos 
novos e apresentou pequenas variações nos conceitos antigos, tudo objetivando melhorar 
a qualidade da informação contábil que é apresentada pelas empresas, no material denomi-
nado entidade que reporta.
Assim, esta aula já está de acordo com os novos conceitos.
O Pronunciamento Conceitual Básico (R2) é o resultado da segunda revisão sobre o CPC 
00, que apresenta conceitos-base para a elaboração das Demonstrações Contábeis e outros 
demonstrativos, trata-se de um referencial teórico da contabilidade e dos conceitos que mol-
dam a prática contábil, servindo de base para a elaboração dos demais pronunciamentos.
O complemento ao nome do pronunciamento “R2” informa quantas vezes o pronunciamen-
to foi revisado e atualizado; a última atualização foi em novembro de 2019.
É importante destacar que a estrutura conceitual não é um pronunciamento técnico pro-
priamente dito e, portanto, não define normas ou procedimentos para qualquer questão par-
ticular sobre aspectos de mensuração ou divulgação. Ela é o arcabouço conceitual para a 
elaboração dos demais pronunciamentos, devido a isto, é denominada “CPC 00”.
Um pronunciamento técnico tem por objetivo definir conceitos doutrinários, estrutura técni-
ca e procedimentos específicos que serão aplicados sobre um assunto, enquanto o pronuncia-
mento básico dá subsídio conceitual para a elaboração dos demais pronunciamentos.
PEGADINHA DA BANCA
Quando for observado um conflito entre a estrutura conceitual e um pronunciamento técnico, 
as exigências do pronunciamento técnico devem prevalecer sobre a estrutura conceitual. As 
bancas tentam enganar o aluno dizendo que o pronunciamento básico se sobrepõe aos de-
mais pronunciamentos técnicos.
Guarde o seguinte: a estrutura conceitual não é um pronunciamento técnico propriamente dito. 
Ela não é específica.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
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Se a estrutura conceitual não é um pronunciamento técnico propriamente dito, qual é, en-
tão, a sua finalidade?
Para responder isto, devemos entender que ela busca apresentar conceitos que ajudam 
a suprir a necessidade de informações que contribuem para a transparência, ao melhorar a 
comparabilidade internacional e a qualidade de informações financeiras, permitindo que os 
investidores e outros participantes do mercado tomem decisões econômicas fundamentadas.
Com a apresentação destes conceitos, ela atende às seguintes finalidades:
a) auxiliar o desenvolvimento das Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS), para que 
tenham base em conceitos consistentes;
b) auxiliar os responsáveis pela elaboração (preparadores) dos relatórios financeiros a de-
senvolver políticas contábeis consistentes quando nenhuma norma se aplica à determinada 
transação ou outro evento, ou quando a norma permite uma escolha de política contábil;
c) auxiliar todas as partes a entender e interpretar as normas.
Você viu que as finalidades estão diretamente vinculadas ao suporte e ao auxílio na elabo-
ração dos pronunciamentos e até mesmo de normas pelos organismos normatizadores.
Para atender estas finalidades, sendo essencialmente um arcabouço conceitual, o CPC “00 
R2” é dividido nos seguintes capítulos:
• Capítulo 1 – Objetivo do relatório financeiro para fins gerais;
• Capítulo 2 – As características qualitativas de informações financeiras úteis;
• Capítulo 3 – Demonstrações contábeis e a entidade que reporta;
• Capítulo 4 – Elementos das demonstrações contábeis;
• Capítulo 5 – Reconhecimento e desreconhecimento;
• Capítulo 6 – Mensuração;
• Capítulo 7 – Apresentação e divulgação;
• Capítulo 8 – Conceitos de capital e manutenção de capital.
Sobre a estrutura conceitual estabelecida pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), 
analise a assertiva:
037. (IF-PE/IF-PE/CONTADOR/2016-ADAPTADA) no caso de conflito entre a estrutura concei-
tual e um pronunciamento técnico do CPC, o disposto na Estrutura Conceitual deve ter preva-
lência sobre as exigências do pronunciamento técnico.
Como a estrutura conceitual não é um procedimento técnico, não deve prevalecer, ela tem um 
caráter de orientação. Guardem o seguinte: “quem manda são os pronunciamentos técnicos”.
Errado.
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No que se refere ao Pronunciamento Conceitual Básico CPC 00 (R1) - Estrutura Conceitual para 
Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, assinale as assertivas:
038. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA CONTÁBIL/2015-ADAPTADA) É um Pronunciamento Técni-
co propriamente dito e, portanto, define normas e procedimentos sobre aspectos relacionados 
à mensuração ou divulgação dos elementos patrimoniais.
Podemos ver que a banca tratou o CPC 00 como um pronunciamento técnico, o que não é 
verdade, portanto:
Errado.
039. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA CONTÁBIL/2015-ADAPTADA) Quando for observado um 
conflito entre essa Estrutura Conceitual e um Pronunciamento Técnico,uma interpretação ou 
uma orientação, as exigências da Estrutura Conceitual devem prevalecer.
Nesta assertiva, tivemos o mesmo questionamento da questão anterior, contudo o autor des-
tacou que a estrutura conceitual se sobrepõe aos pronunciamentos técnicos, o que sabemos 
que não é verdade.
Errada.
Com relação à estrutura conceitual do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue os 
itens a seguir.
040. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) No caso de conflito entre a estrutura conceitual e 
um pronunciamento técnico do CPC, o disposto na estrutura conceitual deve ter prevalência 
sobre as exigências do pronunciamento técnico.
Questão idêntica às demais, contudo sabemos que a estrutura básica não prevalece sobre os 
pronunciamentos técnicos.
Errado.
041. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA CONTÁBIL/2015) No que se refere ao Pronunciamento Con-
ceitual Básico CPC 00 (R1) - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório 
Contábil-Financeiro, assinale a alternativa correta.
a) É um Pronunciamento Técnico propriamente dito e, portanto, define normas e procedimen-
tos sobre aspectos relacionados à mensuração ou divulgação dos elementos patrimoniais.
b) É um Pronunciamento Técnico que estabelece critérios para elaboração e apresentação de 
demonstrações contábeis destinadas a usuários internos e externos da informação contábil.
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c) Conforme esse Pronunciamento Técnico, as demonstrações contábeis são comumente ela-
boradas segundo modelo com base no valor justo.
d) Quando for observado um conflito entre essa Estrutura Conceitual e um Pronunciamento 
Técnico, uma interpretação ou uma orientação, as exigências da Estrutura Conceitual devem 
prevalecer.
e) Demonstrações contábeis são elaboradas dentro do que prescreve essa Estrutura Concei-
tual não tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica de determinados 
grupos de usuários.
Podemos responder esta questão por meio da eliminação das assertivas.
As letras a), b) e c) estão erradas, pois tratam o pronunciamento conceitual como um pronuncia-
mento técnico. Vimos que ele é uma estrutura básica - e não pronunciamento propriamente dito.
Quanto à d), o erro está em afirmar que, em caso de conflito normativo, o pronunciamento 
básico se sobrepõe aos pronunciamentos técnicos. Vimos que o pronunciamento técnico é 
que manda.
A e), de forma correta, apresenta que as demonstrações contábeis não têm propósito especí-
fico. Elas têm propósito geral.
Letra e.
042. (AOCP/CARIACICA/AFTM/2020) Em relação ao CPC 00 (R1) – Estrutura Conceitual para 
Elaboração e Divulgação de Relatórios Contábil-Financeiros, analise as assertivas e assinale a 
alternativa que aponta a(s) correta(s).
I – A Estrutura Conceitual define normas ou procedimentos, para as questões particulares so-
bre aspectos de mensuração ou divulgação, reportados nas demonstrações financeiras.
II – As exigências do Pronunciamento Técnico, da Interpretação ou da Orientação específicos 
não devem prevalecer sobre a Estrutura Conceitual.
III – As demonstrações financeiras não são elaboradas para se chegar ao valor da entidade 
que reporta a informação.
a) Apenas I e II.
b) Apenas I e III.
c) Apenas II.
d) Apenas III.
O CPC 00 é a estrutura conceitual básica da contabilidade, apresenta os conceitos que servirão 
de base para a elaboração dos demais pronunciamentos. Já está na revisão R2.
I – Errado. A estrutura conceitual NÃO define normas ou procedimentos específicos; os procedi-
mentos são definidos nos pronunciamentos técnicos que abarcam os mais diversos assuntos.
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CONTABILIDADE GERAL
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II – Errado. Como os pronunciamentos técnicos são direcionados ao assunto específico, eles 
prevalecem sobre a estrutura conceitual, caso exista um conflito técnico.
III – Certo. Segundo a estrutura conceitual, as demonstrações não são elaboradas para estabe-
lecer o valor de uma empresa; o valor de negociação da empresa é estabelecido pelo mercado.
Letra d.
CApítulo 1 – objetivo do relAtório FinAnCeiro pArA Fins gerAis
O objetivo do relatório financeiro para fins gerais é fornecer informações financeiras, sobre a 
entidade que reporta, que sejam úteis para investidores, credores por empréstimos e outros cre-
dores, existentes e potenciais, na tomada de decisões referente à oferta de recursos à entidade.
Essas decisões envolvem decisões sobre:
a) comprar, vender ou manter instrumento de patrimônio e de dívida;
b) conceder ou liquidar empréstimos ou outras formas de crédito;
c) exercer direitos de votar ou, de outro modo, influenciar os atos da administração que 
afetam o uso dos recursos econômicos da entidade.
Informação é o conjunto de dados prontos para uso, obtido no registro, no proces-
samento, na análise e na organização dos fatos contábeis, de forma que exerça 
uma alteração (quantitativa ou qualitativa) no conhecimento de quem a recebe, 
reduzindo incertezas e servindo de orientação.
O Pronunciamento 00 destaca que muitos investidores e credores por empréstimo não 
podem requerer que as entidades que reportam a informação prestem a eles diretamente as 
informações de que necessitam, devendo, desse modo, confiar nos relatórios financeiros de 
propósito geral, para grande parte da informação contábil-financeira que buscam. Consequen-
temente, eles são os usuários primários, sem hierarquia de prioridade; para quem relatórios 
contábil-financeiros de propósito geral são direcionados.
As demonstrações contábeis de propósito geral são destinadas, prioritariamente, aos investi-
dores e credores por empréstimos.
Segundo o CPC, o foco dos relatórios financeiros está nos usuários que aplicam dinheiro 
na empresa, ou seja, os fornecedores de capital; contudo devemos entender que eles não são 
os únicos usuários, já que os clientes, os fornecedores, o governo, os sindicatos representan-
do os funcionários e o governo utilizam as informações contábeis apresentadas para atender 
suas necessidades específicas.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
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Agora, é lógico que os relatórios de “propósito geral” não atendem e não podem atender 
a todas as informações de que estes usuários necessitam, por isto eles precisam considerar 
informação pertinente de outras fontes, como, por exemplo, condições econômicas gerais e 
expectativas, eventos políticos e clima político, perspectivas e panorama para a indústria e 
para a entidade, evolução do mercado, concorrência, etc.
Outras partes, como reguladores e o público em geral - que não investidores, credores por 
empréstimos e outros credores -, podem também considerar relatórios financeiros para fins 
gerais úteis. Contudo esses relatórios não são direcionados essencialmente a esses outros 
grupos; que são denominados usuários externos secundários.
Os relatórios contábil-financeirode propósito geral englobam o conjunto das demonstrações 
contábeis. Ou seja, as demonstrações contábeis fazem parte dos relatórios apresentados.
Relatórios financeiros, para fins gerais, fornecem informações sobre a posição financeira 
da entidade que reporta, as quais consistem em informações sobre os recursos econômicos 
da entidade e as reivindicações contra a entidade que reporta; fornecem, ainda, informações 
sobre os efeitos de transações e outros eventos que alteram os recursos econômicos e as 
reivindicações da entidade que reporta. Ambos os tipos de informações fornecem dados úteis 
para decisões referentes à oferta de recursos à entidade.
Contudo os relatórios para fins gerais não se destinam a apresentar o valor da entidade 
que reporta, mas fornecem informações para auxiliar investidores, credores por empréstimos 
e outros credores, existentes e potenciais, a estimar o valor da entidade que reporta.
O PULO DO GATO
Os governos, órgãos reguladores ou autoridades tributárias, financiadores, por exemplo, podem 
determinar especificamente exigências para atender a seus próprios interesses. Daí surgem os 
relatórios de propósito específico. São relatórios específicos por atenderem somente um usuário.
Essas exigências específicas não devem afetar as demonstrações contábeis elaboradas 
segundo a estrutura conceitual, pois elas devem atender as necessidades de todos os seus 
usuários para a tomada de decisões econômicas, tais como:
a) decidir quando comprar, manter ou vender instrumentos patrimoniais;
b) avaliar a administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe tenha sido confe-
rida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas;
c) avaliar a capacidade de a entidade pagar seus empregados e proporcionar-lhes outros 
benefícios;
d) avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros emprestados 
à entidade;
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e) determinar políticas tributárias;
f) determinar a distribuição de lucros e dividendos;
g) elaborar e usar estatísticas da renda nacional;
h) regulamentar as atividades das entidades.
O CPC 00 R2 destaca, também, que o objetivo da elaboração e da divulgação do relatório 
de propósito geral constitui o pilar da Estrutura Conceitual, pois os outros aspectos aborda-
dos, como as características qualitativas da informação contábil-financeira útil e suas restri-
ções, os elementos das demonstrações contábeis, o reconhecimento e o desreconhecimento, 
a mensuração, a apresentação e a evidenciação fluem logicamente desse objetivo.
Outro ponto que merece destaque é que os relatórios são, na maioria das informações, 
baseados em estimativas, julgamentos e modelos - e não em descrições ou retratos exatos.
Por fim, a estrutura conceitual ressalta que as informações apresentadas devem ser regis-
tradas de acordo com o regime de competência, mas devem também ser apresentadas infor-
mações sobre o fluxo de caixa da entidade.
O regime de competência reflete os efeitos de transações e outros eventos nos períodos 
em que esses efeitos ocorrem, mesmo que os pagamentos e recebimentos à vista resultantes 
ocorram em período diferente, ou seja, é importante a divulgação da informação na ocorrência 
do fato gerador do direito ou obrigação.
Isso é necessário porque informações sobre os recursos econômicos e as reivindicações 
da entidade e suas alterações durante o período fornecem uma base melhor para a avaliação 
do desempenho passado e futuro da entidade do que informações exclusivamente sobre rece-
bimentos e pagamentos à vista durante esse período.
De acordo com o pronunciamento técnico CPC 00 (R1) —estrutura conceitual para elaboração 
e divulgação de relatórios contábil-financeiros —, julgue o item a seguir, referente a conceito, 
objetivos e usuários da contabilidade.
043. (CESPE/DPU/CONTADOR/2016) O objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito 
geral é fornecer informações contábil-financeiras úteis acerca da entidade para a tomada de 
decisão por parte de usuários internos, como os gerentes de produção, e de usuários externos, 
como os acionistas.
A assertiva destaca que os relatórios são destinados aos usuários internos e externos, o que 
não é verdade. Nós vimos que as demonstrações são direcionadas aos usuários externos.
Errado.
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No que diz respeito ao Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e à estrutura conceitual 
para elaboração e divulgação do relatório contábil-financeiro, julgue os itens que se seguem.
044. (CESPE/ANTAQ/ANALISTA CONTÁBIL/2015) O conjunto de relatórios contábil-finan-
ceiros elaborados de acordo com a estrutura conceitual é adequado e suficiente para o atendi-
mento a todas as informações de que os usuários externos necessitem.
Os relatórios são elaborados para atender as necessidades dos usuários externos, especial-
mente os investidores. Em nossa aula, vimos que estes relatórios não atendem todas as ne-
cessidades dos usuários.
Agora é lógico que os relatórios de “propósito geral” não atendem e não podem atender a 
todas as informações de que estes usuários necessitam, por isto eles precisam considerar 
informação pertinente de outras fontes, como, por exemplo, condições econômicas gerais e 
expectativas, eventos políticos e clima político, perspectivas e panorama para a indústria e 
para a entidade, evolução do mercado, concorrência, etc.
Errado.
De acordo com o pronunciamento técnico CPC 00 (R1) — estrutura conceitual para elaboração 
e divulgação de relatórios contábil-financeiros —, julgue o item a seguir, referente a conceito, 
objetivos e usuários da contabilidade.
045. (CESPE/DPU/CONTADOR/2016) Os relatórios contábil-financeiros de propósitos gerais 
não são os instrumentos que atendem a todas as informações de que os usuários externos — in-
vestidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes e em potencial — necessitam.
Os relatórios objetivam fornecer informações aos usuários externos, especialmente aos in-
vestidores, contudo estas informações devem ser melhoradas com outras fontes. Assim, a 
assertiva está correta, pois os relatórios não atendem todas as necessidades dos usuários.
Certo.
046. (FCC/PREFEITURA DE SP/AUDITOR FISCAL/2012) Sobre a Estrutura Conceitual para 
Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-financeiro, considere:
I – As autoridades tributárias podem determinar exigências específicas para atender a seus 
próprios interesses e, consequentemente, mudar a estrutura conceitual para elaboração e di-
vulgação de relatório contábil-financeiro de propósito geral.
II – A avaliação da administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe tenha sido con-
ferida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas é uma das neces-
sidades comuns da maioria dos usuários dos relatórios contábil-financeiros de propósito geral.
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III – O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações e outros even-
tos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e reivindicações da entidade que reporta a 
informação nos períodos em que ditos efeitos são produzidos.
IV – Comparabilidade é a característica qualitativa que define o uso dos mesmos métodos 
para os mesmos itens, tanto de um período para outro, considerando a mesma entidade que 
reporta a informação, quanto para um único período entre entidades.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.
Os itens I e IV estão errados.
No item I, o erro é que as autoridades tributárias NÃO podem modificar a estrutura básica. 
Quando a autoridade exigir informações específicas, a empresa deve elaborar um relatório de 
propósito específico.
No item IV, o conceito apresentado é de consistência - e não de comparabilidade. A comparabi-
lidade é a característica qualitativa que permite que os usuários identifiquem e compreendam 
similaridades dos itens e diferenças entre eles. Diferentemente de outras características quali-
tativas, a comparabilidade não está relacionada com um único item. A comparação requer, no 
mínimo, dois itens.
Letra b.
CApítulo 2 – As CArACterístiCAs QuAlitAtivAs de inFormAções 
FinAnCeirAs Úteis
Vimos que o objetivo dos relatórios é levar informações úteis, primariamente aos investido-
res, ou seja, ao mercado de capital, e aos credores financeiros.
Para que as informações produzam benefícios, elas precisam ser apresentadas com trans-
parência, completude e de forma verdadeira, para aumentar a credibilidade entre os usuários, 
ou seja, devem possuir algumas características básicas que as qualificam como úteis.
As características qualitativas de informações financeiras úteis identificam os tipos de in-
formações que tendem a ser mais úteis a investidores, credores por empréstimos e outros 
credores, existentes e potenciais, para que tomem decisões sobre a entidade que reporta com 
base nas informações contidas em seu relatório financeiro (informações financeiras).
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As características qualitativas de informações financeiras úteis se aplicam a informações fi-
nanceiras fornecidas nas demonstrações contábeis, bem como a informações financeiras for-
necidas de outras formas, em relatórios complementares e notas explicativas.
A estrutura básica inicial passou por algumas mudanças na sua revisão “R1”, dentre as 
modificações estabelecidas destacam-se:
A característica qualitativa da confiabilidade passou a ser denominada representação 
fidedigna;
A característica da “Essência sobre a Forma” foi retirada da condição de componente sepa-
rado da Representação Fidedigna, uma vez que foi considerada uma redundância, já que, para 
ser fidedigna, a informação deve priorizar o controle sobre a propriedade;
A característica da prudência (ou conservadorismo) foi retirada na revisão, pois ela é incon-
sistente com o atributo da neutralidade.
As caraterísticas qualitativas são divididas em fundamentais e de melhoria, da se-
guinte forma:
a) Características qualitativas fundamentais (fundamental qualitative characteristics – re-
levância e representação fidedigna), as mais críticas;
b) Características qualitativas de melhoria (enhancing qualitative characteristics – compa-
rabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade), menos críticas, mas, ainda 
assim, altamente desejáveis.
A revisão R2 não mudou nenhum conceito, somente alterou o nome da caraterística da VERIFI-
CABILIDADE para CAPACIDADE DE VERIFICAÇÃO.
As características qualitativas são os atributos, as condições que devem ser atendidas 
para que a informação seja proveitosa para os usuários, assim, representam as propriedades 
necessárias para dar utilidade às informações.
Para entender a importância das caraterísticas das informações que são apresentadas 
nas demonstrações contábeis, devemos lembrar que os usuários externos dependem das in-
formações que são fornecidas. Assim, se não houvesse uma padronização na qualidade das 
informações, cada administrador poderia decidir sobre o que e como divulgar, criando, desta 
forma, uma assimetria informacional.
Como as demonstrações servirão de base para a tomada de decisão pelos usuários exter-
nos, elas deverão conter informações relevantes e que representam corretamente a situação 
da empresa; por isto, a estrutura básica destaca que tais informações deverão ser úteis, e, na 
busca de uma padronização formal, as características qualitativas da informação apresenta-
das pelo “pronunciamento 00 R2” identificam os tipos de informação que muito provavelmente 
são reputadas como as mais úteis para a tomada de decisões acerca da entidade.
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Assim, se a informação é para ser útil, ela precisa ser relevante e representar, com fide-
dignidade, o que se propõe; ela deve representar adequadamente a “fotografia” da situação 
patrimonial e financeira da entidade, devendo ser confiável e sem vieses. Por isto, as caracte-
rísticas qualitativas fundamentais das informações são relevância e representação fidedigna, 
pois uma representação fidedigna de um acontecimento irrelevante é tão inútil quanto uma 
representação não fidedigna de um acontecimento relevante.
Informação útil 
Relevante 
Fidedigna
Fundamental
Informação relevante
Informação contábil-financeira relevante é aquela capaz de fazer diferença nas decisões 
que possam ser tomadas pelos usuários. Podemos entender que é relevante a informação que, 
se não for prestada ou se for prestada de forma equivocada, afetará a decisão dos usuários, 
mesmo que eles optem por não tirar vantagem delas ou já tenham conhecimento delas a partir 
de outras fontes.
A informação pode ser capaz de fazer diferença em uma decisão mesmo no caso de o usuário 
decidir não a levar em consideração ou, até mesmo, se já tiver tomado ciência de sua existên-
cia por outras fontes, contudo a decisão pela importância da informação deve ser do usuário, 
a empresa tem a obrigação de prestar a informação.
Uma interpretação interessante para relevância é no sentido de que, se o usuário tivesse 
tido a informação em momento hábil, ele teria tomada uma decisão diferente.
Por exemplo:
Um gestor de fundos de investimento decide aplicar nas debêntures de uma empresa, pois ela 
está distribuindo um lucro acima do esperado. Para tomar a sua decisão, ele considera somen-
te os dados apresentados nas demonstrações e nas notas explicativas.
Após a compra dos títulos, é divulgado, pela administração da empresa, que ela irá reconhecer 
uma despesa por dano ambiental em relação a um sinistro ocorrido no ano anterior.
Sabe-se que o fato gerador da despesa foi um vazamento, que causou um dano ambiental, 
ocorrido anteriormente - e a administração não divulgou esta informação.
Note que, se o gestor do fundo tivesse esta informação, ele não teria comprado as debêntu-
res, pois as despesas irão diminuir o lucro e, por consequência, diminuir a distribuição aos 
debenturistas.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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A informação relevante é capaz de fazer diferença nas decisões dos usuários se tiver valor 
preditivo, valor confirmatório ou ambos. A informação contábil-financeira tem valor preditivo 
se puder ser utilizada como dado de entrada em processos empregados pelos usuários para 
predizer futuros resultados. A informação contábil-financeira tem valor confirmatório se retro-
-alimentar – servir de feedback – avaliações prévias (confirmá-las ou alterá-las).
Por valor confirmatório de uma informação entende-se a condição de que o usuário com a 
informação possa verificar a efetividade das ações da administração, ou seja, se foram atingi-
dos os objetivos estabelecidos. A informação deve ajudar a confirmar se a administração fez 
o que queria fazer.
O valor preditivo de uma informação está relacionado com a condição de que ela irá servir 
de direcionador nas decisões que serão tomadas elos usuários.
O valor confirmatório da informação tem relação com o passado e o valor preditivo com 
o futuro, por isto, devem ser analisados em conjunto, de forma inter-relacionada, pois a capa-
cidade de fazer predições é efetivada a partir do momento da possibilidade de confirmar as 
predições feitas anteriormente.
Por exemplo
A informação sobre a composição do ativo e sobre a receita da empresa auxilia o usuário a 
predizer a capacidade de geração de riqueza da entidade com base em seu ativo, tendo, assim, 
um indicador sobre o possível retorno do investimento a ser feito.
O pronunciamento destaca, também, que a relevância da informação é afetada pela sua 
materialidade. A materialidade está relacionada com a mudança de uma decisão, pelo usuário, 
devido ao conhecimento de uma informação, por isto, tem relação com a natureza e a magni-
tude do que está sendo informado.
A informação contábil-financeira será material quando a sua omissão ou a sua divulgação 
de forma distorcida (mistating) influenciar nas tomadas de decisões dos usuários das infor-
mações. Ela é considerada um aspecto de relevância específico da entidade e, por essa razão, 
não é possível especificar um limite quantitativo uniforme para materialidade ou predefinir o 
que seria jugado material em uma situação concreta.
Normalmente, a materialidade de uma informação está diretamente relacionada com o 
julgamento profissional do usuário, devido a isto, deve ser analisado caso a caso, para definir 
se uma informação é material ou não.
Em alguns casos, a natureza das informações, por si só, é suficiente para determinar a sua 
relevância.
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Por exemplo
Reportar uma nova linha de produtos que a entidade venha a operar pode afetar a avaliação 
dos riscos e das oportunidades com que a entidade se depara, independentemente dos valo-
res envolvidos.
Em outros casos, a materialidade é importante pelo valor envolvido.
Por exemplo
A empresa tem estoque composto por vários produtos, sendo que os produtos mais valorados 
não têm mercado atuante e tendem a não se realizarem rapidamente, assim, é importante des-
tacar esta informação pelos valores envolvidos.
Esta convenção contábil é de extrema importância para a relação custo-benefício, pois 
desobriga um tratamento mais rigoroso para aqueles itens cujo valor monetário é pequeno 
dentro dos gastos totais, assim, itens imateriais não necessitam de um controle efetivo.
O PULO DO GATO
A materialidade é um aspecto de relevância específico da entidade com base na natureza ou 
magnitude, ou ambas, dos itens aos quais as informações se referem no contexto do relató-
rio financeiro da entidade individual. Consequentemente, não se pode especificar um limite 
quantitativo uniforme para materialidade ou predeterminar o que pode ser material em uma 
situação específica.
Representação Fidedigna
Representar fidedignamente um evento econômico quer dizer ser fiel ao fato, de forma neutra 
e sem um viés informacional, de forma mais simples, é falar a verdade, o que realmente acorreu.
A representação fidedigna, anteriormente denominada “confiabilidade”, é definida como a 
qualidade da informação que garante aos usuários uma mensagem livre de erro e de viés e que 
represente fielmente o que se pretende informar.
Conforme orientação normativa, a representação fidedigna deve priorizar a essência da 
transação em detrimento da forma, ou seja, os eventos devem ser apresentados de acordo 
com a sua substância e realidade econômica - e não meramente sua forma legal. Disto, pode-
mos inferir que o controle sobre um bem ou direito suplanta a propriedade, quando da divulga-
ção das informações.
Assim, para ser representação perfeitamente fidedigna, a realidade retratada precisa ter 
três atributos. Ela tem que ser completa, neutra e livre de erro.
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• Completa: “deve incluir toda a informação necessária para que o usuário compreenda 
o fenômeno sendo retratado, incluindo todas as descrições e explicações necessárias.”
O retrato da realidade econômica completo deve incluir toda a informação necessária para 
que o usuário compreenda o fenômeno sendo retratado, incluindo todas as descrições e expli-
cações necessárias.
Por exemplo
Um retrato completo de um grupo de ativos incluiria, no mínimo, a descrição da natureza dos 
ativos que compõem o grupo, o retrato numérico de todos os ativos que compõem o grupo e a 
descrição acerca do que o retrato numérico representa (por exemplo: custo histórico original, 
custo histórico ajustado ou valor justo).
• Neutra: ausência de viés na seleção ou na apresentação da informação contábil-finan-
ceira.
A representação neutra não possui inclinações, não é parcial, não é enfatizada ou deixa de 
ser enfatizada, nem é, de outro modo, manipulada para aumentar a probabilidade de que as 
informações financeiras serão recebidas de forma favorável ou desfavorável pelos usuários.
Informações neutras não significam informações sem nenhum propósito ou sem nenhuma 
influência sobre o comportamento - ao contrário, informações financeiras relevantes são, por 
definição, capazes de fazer diferença nas decisões dos usuários.
Uma novidade na revisão R2 foi a apresentação de que neutralidade é apoiada pelo exer-
cício da prudência. Prudência é o exercício de cautela ao fazer julgamentos sob condições de 
incerteza. O exercício de prudência significa que ativos e receitas não estão superavaliados, 
assim como passivos e despesas não estão subavaliados. Da mesma forma, o exercício de 
prudência não permite a subavaliação de ativos ou receitas ou a superavaliação de passivos 
ou despesas. Essas divulgações distorcidas podem levar à superavaliação ou subavaliação de 
receitas ou despesas em períodos futuros.
Assim, ao estabelecer as estimativas para perda ou as provisões parapagamentos, a entidade 
deverá observar a prudência, como apoio à neutralidade.
• Livre de erros: não pode haver erros ou omissões relevantes no fenômeno retratado.
Um retrato da realidade econômica livre de erros significa que não há erros ou omissões 
no fenômeno retratado e que o processo utilizado, para produzir a informação reportada, foi 
selecionado e foi aplicado livre de erros.
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Assim, representação fidedigna não significa exatidão em todos os aspectos. Nesse senti-
do, um retrato da realidade econômica livre de erros não significa algo perfeitamente exato em 
todos os aspectos.
Por exemplo
A estimativa de preço ou valor não observável não pode ser qualificada como algo exato ou 
inexato. Entretanto a representação dessa estimativa pode ser considerada fidedigna se o 
montante for descrito claramente e precisamente como uma estimativa, se a natureza e as 
limitações do processo forem devidamente reveladas e nenhum erro tiver sido cometido na 
seleção e na aplicação do processo apropriado para desenvolvimento da estimativa.
Não esqueça:
A informação precisa concomitantemente ser relevante e representar, com fidedignidade, 
a realidade reportada para ser útil. Nem a representação fidedigna de fenômeno irrelevante, 
tampouco a representação não fidedigna de fenômeno relevante, auxilia os usuários a toma-
rem boas decisões.
O processo mais eficiente e eficaz para aplicar as características qualitativas fundamen-
tais é, normalmente, o seguinte:
Em primeiro lugar, identificar o fenômeno econômico, informações sobre o que é capaz de 
ser útil para os usuários das informações financeiras da entidade que reporta.
Em segundo lugar, identificar o tipo de informação sobre esse fenômeno que é mais 
relevante.
Em terceiro lugar, determinar se essas informações estão disponíveis e se podem fornecer 
representação fidedigna do fenômeno econômico. Em caso afirmativo, o processo para satis-
fazer às características qualitativas fundamentais se encerra nesse ponto. Em caso negativo, 
o processo é repetido com o próximo tipo de informação mais relevante.
As características fundamentais são bastante exigidas em concurso, sendo que ques-
tões normalmente são literais, assim, basta saber quais são e alguns conceitos relacionados. 
Vamos ver:
Julgue o item seguinte, de acordo com os princípios de contabilidade e as normas do Conselho 
Federal de Contabilidade (CFC).
047. (CESPE/DPF/PERITO CONTADOR/2013) Relevância e comparabilidade são característi-
cas qualitativas fundamentais da informação contábil-financeira útil, pois tornam a informação 
capaz de fazer a diferença nas decisões tomadas pelos usuários.
A assertiva cobra, literalmente, quais são as características fundamentais da informação con-
tábil. Para responder, basta lembra que são a relevância e a representação fidedigna.
Errado.
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048. (FEPESE/MPE-SC/AUDITOR/2014) De acordo com o CPC 00/R1/2011, são duas as ca-
racterísticas qualitativas fundamentais da informação contábil-financeira.
Assinale a alternativa que traz estas características fundamentais
a) Compreensibilidade e relevância
b) Verificabilidade e tempestividade
c) Comparabilidade e verificabilidade
d) Relevância e representação fidedigna
e) Representação fidedigna e tempestividade.
Novamente, a questão é literal, basta saber que relevância e representação fidedigna são as 
características fundamentais da informação contábil. “É só correr para o abraço”.
Letra d.
049. (IF-PI/ IF-PI/PROFESSOR DE CONTABILIDADE/2016) As demonstrações contábeis são 
importantes para que o usuário interessado pela informação tome decisões e conheça a si-
tuação econômico-financeira de uma entidade. Conforme a Estrutura Conceitual Básica-CPC 
00(R1), a qualidade da informação contábil deve ser útil e relevante. Conforme a afirmação 
acima marque a alternativa CORRETA:
a) As características qualitativas fundamentais são relevância e representação fidedigna.
b) A informação econômica é capaz de fazer diferença nas decisões se tiver valor preditivo, 
valor médio ou ambos.
c) A informação contábil-financeira já é considerada útil se representar um fenômeno relevante.
d) Representação fidedigna de uma informação significa exatidão em todos os aspectos.
Boa questão; contudo a resposta é a mesma das demais.
a) Certa.
b) Errada. Sabemos que a informação é relevante se possuir valor preditivo e confirmató-
rio, ou ambos.
c) Errada. Não basta ser relevante, lembram? Deve ser relevante e fidedigna.
d) Errada. A representação fidedigna não representa exatidão, mas, sim, que as informações 
estão livres de erros materiais.
Letra a.
050. (INAZ DO PARÁ/CORE-PE/CONTADOR/2019) As características qualitativas fundamen-
tais da Informação Contábil-Financeira são relevância e representação fidedigna. Diante das 
informações qualitativas fundamentais, assinale a alternativa correta:
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a) Informação contábil-financeira relevante é aquela que não possui poder de influenciar as 
decisões que possam ser tomadas pelos usuários.
b) Para ser útil, a informação contábil-financeira não tem só que representar um fenômeno relevan-
te, mas tem também que representar com fidedignidade o fenômeno que se propõe representar.
c) Representação fidedigna, por si só, pode resultar necessariamente em informação útil.
d) A informação precisa concomitantemente ser irrelevante e representar com fidedignidade a 
realidade reportada para ser útil.
e) A informação contábil-financeira precisa ser uma predição ou uma projeção para que pos-
sua valor preditivo.
Vimos na aula que, para ser útil, a informação contábil-financeira deve ter as características 
fundamentais da relevância e da representação fidedigna. Assim, ela não tem só que represen-
tar um fenômeno relevante, tem, também, que representar, com fidedignidade, o fenômeno que 
se propõe representar.
Letra b.
051. (VUNESP/GUARULHOS/FISCAL DE RENDAS/2019) De acordo com a Estrutura Con-
ceitual (Resolução CFC n. 1.374/2011), são características fundamentais da informação 
contábil-financeira:
a) Relevância e representação fidedigna.
b) Relevância e compreensibilidade.
c) Regime de competência e relevância.
d) Regime de competência e consistência.
e) Comparabilidade e verificabilidade.
As características qualitativas fundamentais são relevância e representação fidedigna.
Letra a.
052. (CESGRANRIO/PETROBRAS/CONTADOR JÚNIOR/2015) Os termos do Pronunciamen-
to Conceitual Básico (R1) contemplam as características qualitativas da informação contábil 
útil. Nesse aspecto, são características qualitativas fundamentais da informação contábil útil:
a) Comparabilidade e Materialidade
b) Materialidade e Verificabilidade
c) Compreensão e Representação Tempestivad) Relevância e Representação Fidedigna
e) Tempestividade e Anualidade
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As características fundamentais são: relevância e representação fidedigna.
Letra d.
053. (FCC/TCE-GO/CONTADOR/2014) Os três atributos para que uma demonstração finan-
ceira seja considerada fidedigna são:
a) Completa, neutra e livre de erro.
b) Suficiente, prudente e livre de fraude.
c) Limitada, suficiente e livre de erro.
d) Integral, prudente e livre de fraude.
e) Adequada, possível e livre de erro.
Para ser representação fidedigna, a realidade da informação retratada precisa ter três atribu-
tos. Ela tem que ser completa, neutra e livre de erro.
Letra a.
054. (FCC/MANAUS/AFTM/2019) Na avaliação de materialidade, é razoável que o auditor 
assuma que os usuários de demonstrações financeiras
a) possuem aprofundado conhecimento de economia.
b) não sabem que as demonstrações contábeis são auditadas considerando níveis de ma-
terialidade.
c) possuem conhecimento razoável de contabilidade.
d) não possuem disposição para estudar as informações contábeis com diligência.
e) possuem aprofundado conhecimento das atividades econômicas.
Segundo o CPC 00, a materialidade é um atributo da relevância. Em auditoria, materialidade é 
o montante fixado pelo auditor, que deverá estar correto. Assim, é material a informação que 
afeta a opinião do usuário.
A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e é afe-
tada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários das 
demonstrações contábeis. Neste contexto, é razoável que o auditor assuma que os usuários:
a)possuem conhecimento razoável de negócios, atividades econômicas, contabilidade e a dis-
posição de estudar as informações das demonstrações contábeis com razoável diligência.
Letra c.
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Características de Melhoria da Informação
Como vimos, as características qualitativas de dividem em fundamentais e de melhoria.
a) Características qualitativas fundamentais (fundamental qualitative characteristics – re-
levância e representação fidedigna), as mais críticas;
b) Características qualitativas de melhoria (enhancing qualitative characteristics – compa-
rabilidade, capacidade de verificação, tempestividade e compreensibilidade), menos críticas, 
mas, ainda assim, altamente desejáveis.
É importante destacar que as características de melhoria são desejáveis, mas não essen-
ciais, pois elas agregam valor e melhoram a qualidade da informação, servindo para auxiliar 
qual de duas alternativas de informação igualmente relevante e fidedigna deveria ser apre-
sentada em relação a um fenômeno, no entanto elas não tornam a informação útil, se uma 
informação for irrelevante ou não tiver representação fidedigna, não importa ser comparável, 
verificável, tempestiva ou compreensível, ela não é uma informação útil.
A aplicação das características qualitativas de melhoria é um processo interativo que não se-
gue uma ordem preestabelecida, nem existe hierarquia entre os atributos. Algumas vezes, uma 
característica qualitativa de melhoria pode ter que ser diminuída para maximização de outra 
característica qualitativa. Por exemplo, a redução temporária na comparabilidade como resul-
tado da aplicação prospectiva de uma nova norma contábil-financeira pode ser vantajosa para 
o aprimoramento da relevância ou da representação fidedigna no longo prazo.
Comparabilidade
A comparabilidade é a característica qualitativa de melhoria que visa a fazer com que os 
usuários identifiquem e compreendam as semelhanças e as diferenças entres as informações 
e os dados apresentados e divulgados.
As decisões de usuários implicam escolhas entre alternativas, como, por exemplo, ven-
der ou manter um investimento ou investir em uma entidade ou noutra. Consequentemente, 
a informação acerca da entidade será mais útil caso possa ser comparada com informação 
similar sobre outras entidades e com informação similar sobre a mesma entidade para outro 
período ou para outra data.
A COMPARABILIDADE tem como necessidade própria precisar de, pelo menos, dois itens para 
efetivar a comparação.
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Assim, por uma questão de lógica, se o objetivo é comparar, existe a necessidade de ter 
um dado em mãos para comparar com outro dado - e assim inferir sobre algo. O atributo da 
comparabilidade permite que sejam comparadas informações com outras entidades ou com a 
mesma entidade, entre mais de um período.
Outro ponto importante da comparabilidade é que ela não se confunde com o atributo da 
consistência ou de uniformidade.
É normal as bancas apresentarem que comparabilidade é o mesmo que consistência ou 
que uniformidade.
Consistência, embora esteja relacionada com a comparabilidade, não significa o mesmo. 
Consistência refere-se ao uso dos mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período 
para outro, considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único 
período entre entidades. Comparabilidade é a meta; a consistência auxilia a alcançar essa meta.
Comparabilidade também não significa uniformidade. Para que a informação seja compa-
rável, coisas iguais precisam parecer iguais, e coisas diferentes precisam parecer diferentes. 
A comparabilidade da informação contábil-financeira não é aprimorada ao se fazer com que 
coisas diferentes pareçam iguais ou, ainda, ao se fazer coisas iguais parecerem diferentes.
Meu(inha) amigo(a), chamo a sua atenção para que entenda que manter a consistência 
não quer dizer que a empresa não possa mudar algum critério. A consistência estabelece que 
a empresa mantenha os MESMOS critérios dentro do exercício, e, se está utilizando um critério, 
este seja utilizado em todos os itens da mesma natureza.
Por exemplo
Se a empresa utiliza, em suas máquinas da linha de produção, o critério da depreciação pelo 
número de unidades produzidas, deve utilizar, para todas as máquinas na linha de produção, o 
mesmo critério. Se a empresa faz estimativa de inadimplência para as contas a receber, deve 
fazer para todas as contas a receber.
Qualquer mudança de critério que impacte de forma relevante nos dados apresentados 
deve ser divulgada em notas explicativas junto com as demonstrações contábeis.
Na sua essência, a comparabilidade deve possibilitar ao usuário o conhecimento da situa-
ção e evolução de determinada informação ao longo do tempo, numa mesma entidade ou em 
diversas entidades, de tal forma que se obtenha condição para a melhor tomada de decisão.
Capacidade de Verificação
A capacidade de verificação ajuda a garantir aos usuários que as informações represen-
tem, de forma fidedigna, os fenômenos econômicos que pretendem representar.
A capacidade de verificação significaque diferentes observadores bem informados e in-
dependentes podem chegar ao consenso, embora não a um acordo necessariamente comple-
to de que a representação específica é representação fidedigna. Tem relação com conseguir 
comprovar uma informação.
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A verificabilidade não é sinônimo de concordância entre as opiniões e decisões dos usuá-
rios, ela ajuda a assegurar aos usuários que a informação representa fidedignamente o fenô-
meno econômico que se propõe representar.
A verificação pode ser direta ou indireta. Verificação direta significa verificar um montante 
ou outra representação por meio de observação direta, como, por exemplo, por meio da conta-
gem de caixa, a identificação física de bens do imobilizado.
Verificação indireta significa checar os dados de entrada do modelo, da fórmula ou de ou-
tra técnica e recalcular os resultados obtidos por meio da aplicação da mesma metodologia; 
está relacionada com exame documental. Um exemplo é a verificação do valor contábil dos 
estoques por meio da checagem dos dados de entrada (quantidades e custos) e por meio do 
recálculo do saldo final dos estoques, utilizando a mesma premissa adotada no fluxo do custo 
(por exemplo: utilizando o método PEPS).
Tempestividade
Tempestividade significa ter informação disponível para tomadores de decisão a tempo de 
poder influenciá-los em suas decisões.
Tem relação direta com a oportunidade de uma informação - devido a isto, a informação 
tem que estar disponível, para tomadores de decisão, a tempo para poder influenciá-los em 
suas decisões.
Em geral, a informação mais antiga é a que tem menos utilidade. Contudo certa informação 
pode ter o seu atributo tempestividade prolongado após o encerramento do período contábil, 
em decorrência de alguns usuários necessitarem identificar e avaliar tendências.
A falta de tempestividade pode criar uma assimetria informacional entre os usuários.
Por exemplo
Os usuários internos (administradores) têm conhecimento de uma informação relevante, con-
tudo não a divulgam, para não afetar a negociação de um título da empresa no mercado de 
capital. Quando a informação for divulgada, após a negociação dos papéis ter sido efetivada, 
ela perdeu a sua oportunidade - e, de certa forma, foi inútil naquele momento.
Compreensibilidade
Compreensibilidade é uma das características que ajudam o usuário a assimilar o signifi-
cado das informações. Assim, classificar, mensurar e apresentar a informação com clareza e 
concisão torna-a compreensível.
A compreensibilidade presume que o usuário disponha de conhecimentos de contabilida-
de e dos negócios e das atividades da entidade, em nível que o habilite ao entendimento das in-
formações colocadas à sua disposição, desde que se proponha analisá-las, pelo tempo e com 
a profundidade necessários, sendo que uma eventual dificuldade de entendimento suficiente 
das informações contábeis por algum usuário jamais será motivo para a sua não-divulgação.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Alguns fenômenos são inerentemente complexos - e pode não ser possível tornar a sua 
compreensão fácil. Excluir informações sobre esses fenômenos dos relatórios financeiros 
pode tornar mais fácil a compreensão das informações contidas nesses relatórios financeiros. 
Contudo esses relatórios seriam incompletos e, portanto, possivelmente distorcidos.
PEGADINHA DA BANCA
Normalmente, as bancas afirmam que, para facilitar a compreensão pelos usuários, a empresa 
não precisa divulgar as informações consideradas complexas. Não caiam neste peguinha. De-
vem ser divulgadas todas as informações relevantes, inclusive as que envolvem cálculos com-
plexos, como os relacionados com a precificação de ativos e derivativos no mercado de capital.
Então, para ser compreensível, a informação deve ser divulgada com clareza e completude, 
contudo exige-se que o usuário saiba interpretar as informações, pois as informações sobre 
assuntos complexos que devam ser incluídas nas demonstrações contábeis, por causa da sua 
relevância para as necessidades de tomada de decisão pelos usuários, não devem ser excluí-
das meramente sob o pretexto de que seria difícil certos usuários as entenderem.
Informação 
contábil
Fundamental 
Relevante Importante
Fidedigna Verdadeira 
De Melhoria
Compreensibilidade Entendível
Comparabilidade Analisável
Verificabilidade Comprovável
Tempestividade Oportuna
Na elaboração das informações, a administração deverá analisar a relação custo benefício, 
pois o custo é uma restrição generalizada sobre as informações que podem ser fornecidas 
pelo relatório financeiro.
A elaboração do relatório de informações financeiras impõe custos - e é importante que 
esses custos sejam justificados pelos benefícios de apresentar essas informações.
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CONTABILIDADE GERAL
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Devido à subjetividade inerente, as avaliações de diferentes indivíduos sobre os custos e 
benefícios da apresentação de itens específicos de informações financeiras variam. Portanto 
procura-se considerar custos e benefícios em relação ao relatório financeiro, de modo geral - e 
não apenas em relação a entidades individuais que reportam.
055. (IF-ES/IF-ES/TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) De acordo com a “Estrutura Con-
ceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro (CPC 00 – R1)” é um 
exemplo de característica qualitativa capaz de melhorar a utilidade da informação contábil-
-financeira, a ________.
No tocante ao caso específico do setor público, a “NBC TSP Estrutura Conceitual para Elabora-
ção e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público” 
prevê que os usuários dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor 
Público almejam subsídios nestes relatórios para fins de prestação de contas e responsabili-
zação (accountability) e para o (a) _________.
Completam de forma CORRETA as lacunas do texto na ordem prevista:
a) Comparabilidade / tomada de decisão.
b) Representação fidedigna / fiscalização dos tributos arrecadados.
c) Relevância / fiscalização dos agentes públicos.
d) Tempestividade / acompanhamento da ação governamental.
e) Compreensibilidade / participação democrática.
As caraterísticas qualitativas de melhoria são a comparabilidade, a verificabilidade, a tempesti-
vidade e a compreensibilidade; elas melhoram a utilidade da informação que é relevante e que 
é representada com fidedignidade. Assim, eliminamos as letras b) e c).
Os usuários, sejam públicos ou privados, utilizam as informações apresentadas pela contabili-
dade para tomar uma decisão sobre a melhor forma de alocar seus recursos.
Letra a.
056. (AOCP/PC-ES/PERITO CONTÁBIL/2019) Conforme a Estrutura Conceitual para Elabora-
ção e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro,a característica qualitativa da confiabilidade 
foi redenominada para
a) verificabilidade.
b) compreensibilidade.
c) comparabilidade.
d) representação fidedigna.
e) relevância.
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A característica qualitativa confiabilidade foi redenominada representação fidedigna.
Letra d.
057. (IBFC/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2017) Com base na NBC TSP Estrutura Conceitual 
– estrutura conceitual para elaboração e divulgação de informação contábil de propósito geral 
pelas entidades do setor público, assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
“ _______________ significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca a sua 
capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e 
tomada de decisão”.
a) Tempestividade
b) Compreensibilidade
c) Neutralidade
d) Comparabilidade
e) Verificabilidade.
A tempestividade significa ter informação disponível para tomadores de decisão a tempo de 
poder influenciá-los em suas decisões. Em geral, a informação mais antiga é a que tem menos 
utilidade. Contudo certa informação pode ter o seu atributo tempestividade prolongado após o 
encerramento do período contábil, em decorrência de alguns usuários, por exemplo, necessita-
rem identificar e avaliar tendências.
Está representando o princípio da oportunidade.
Letra a.
058. (IESES/CRM-SC/CONTADOR/2015) As características qualitativas da informação con-
tábil-financeira identificam os tipos de informações que muito provavelmente são reputadas 
como as mais úteis para investidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes 
e em potencial, para tomada de decisões acerca da entidade.
Assinale a alternativa que representa uma característica qualitativa fundamental da informa-
ção contábil-financeira.
a) Relevância.
b) Competência.
c) Entidade.
d) Continuidade.
As características fundamentais são relevância e representação fidedigna. Não se esqueça dos 
atributos de melhoria: comparabilidade, compreensibilidade, tempestividade e verificabilidade.
Letra a.
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CONTABILIDADE GERAL
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059. (FCC/TRE-PR/ANALISTA DE CONTABILIDADE/2013) Sobre a estrutura conceitual para 
a elaboração e apresentação das demonstrações contábeis, considere:
I – A estrutura conceitual aplica-se à forma e ao conteúdo das informações adicionais forneci-
das para atender às necessidades da administração da empresa.
II – O objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações que sejam úteis a um 
grande número de usuários em suas avaliações e tomadas de decisão econômica.
III – As demonstrações contábeis são preparadas com base no pressuposto de que a entidade 
não tem a intenção nem a necessidade de entrar em liquidação, nem reduzir materialmente a 
escala das suas operações.
IV – As informações sobre assuntos complexos que dificultam a compreensibilidade para al-
guns usuários da contabilidade devem ser excluídas das demonstrações contábeis.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) II e III.
c) I, II e III.
d) II, III e IV.
e) III e IV.
I – Errado. Os relatórios de propósito emitidos pela empresa visam a atender aos usuários 
externos; os administradores que representam os usuários internos utilizam informações 
pontuais e específicas.
II – Certo. O objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações que sejam úteis a 
um grande número de usuários em suas avaliações e tomadas de decisão econômica, por isto 
que são denominadas relatórios de propósito geral.
III – Certo. As demonstrações contábeis são preparadas com base no pressuposto da con-
tinuidade, ou seja, considerando que a empresa não tem a intenção, nem a necessidade, de 
entrar em liquidação, nem reduzir materialmente a escala das suas operações.
IV – Errado. As informações sobre assuntos complexos que dificultam a compreensibilidade 
para alguns usuários da contabilidade NÃO devem ser excluídas das demonstrações contá-
beis. É o caso dos instrumentos financeiros sem um mercado ativo. A exclusão de informa-
ções sobre esses fenômenos dos relatórios contábil-financeiros pode tornar a informação 
constante em referidos relatórios mais facilmente compreendida. Contudo referidos relatórios 
seriam considerados incompletos e potencialmente distorcidos.
Letra b.
060. (AOCP/SANTO AGOSTINHO-PE/CONTADOR/2019) Segundo o CPC 00 (R1) – Estrutura 
Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro,
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a) a utilização do regime de caixa fornece melhor base de avaliação da performance passada 
e da futura da entidade a que reporta a informação.
b) as características qualitativas foram divididas em duas categorias: as fundamentais e as da 
relevância.
c) para ser representação perfeitamente fidedigna, a realidade retratada da informação precisa 
ter os atributos da neutralidade e ser livre de distorções relevantes.
d) as informações se destinam, principalmente, ao público externo, com foco nos investidores, 
credores por empréstimos e a outros credores.
a) Errada. A estrutura conceitual determina a utilização do regime de competência para a apu-
ração dos resultados, pois o regime de caixa apresenta somente as entradas e saídas de di-
nheiro, fornecendo uma base de informações muito pequena.
b) Errada. As características da informação contábil foram divididas em fundamentais e 
de melhoria.
c) Errada. Incompleta! A representação fidedigna deve ser completa, neutra e livre de erros.
d) Certa. As informações apresentadas pela contabilidade devem atender, principalmente, aos 
usuários externos primários, que são os que aplicam dinheiro na empresa.
Letra d.
061. (AOCP/ADAF-AM/CONTADOR/2018) Nos termos do CPC 00, são características quali-
tativas de melhoria:
a) conservadorismo, relevância, confiabilidade e comparabilidade.
b) representação fidedigna, materialidade, comparabilidade e compreensibilidade.
c) comparabilidade, tempestividade, confiabilidade e relevância.
d) comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade.
e) fidedignidade, confiabilidade, materialidade e conservadorismo.
As características qualitativas de melhoria são comparabilidade, capacidade de verificação 
(verificabilidade), tempestividade e compreensibilidade, menos críticas, mas, ainda assim, al-
tamente desejáveis.
Letra d.
CApítulo 3 – demonstrAções Contábeis e A entidAde Que reportA
A estrutura conceitual destaca que as demonstrações contábeis fornecem informações 
sobre recursos econômicos (ativos) da entidade que reporta; reivindicações contra a entidade 
(obrigações exigíveis) e alterações nesses recursos (receitas e despesas); devido a isto, elas 
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têm o objetivo de fornecer informações financeiras sobre ativos, passivos, patrimônio líquido, 
receitas e despesas que sejam úteis aos usuários das demonstrações contábeis na avaliação 
das perspectivas para futuros fluxos de entrada de caixa líquidos e na avaliação da gestão de 
recursos da administração sobre os recursos econômicos da entidade.
As informações são apresentadas no balanço patrimonial, ao reconhecer ativos, passivos 
e patrimônio líquido; na demonstração do resultado, ao reconhecer as receitas e despesas; e 
na demonstração do resultado abrangente, que apresenta as receitas e despesas abrangentes 
(contas apresentadas no Patrimônio Líquido na conta Ajuste da Avaliação Patrimonial); e em 
outras demonstrações e notas explicativas.
Aqui temos uma novidade. O CPC 00 R2 apresenta a necessidade da elaboração da DRA – De-
monstração dos Resultados Abrangentes.
O balanço patrimonial, a demonstração do resultado e a demonstração do resultado abran-
gente refletem o ativo, o passivo, as receitas, as despesas e o patrimônio líquido reconhecidos 
da entidade em sumários estruturados, que se destinam a tornar as informações financeiras 
comparáveis e compreensíveis.
Uma característica importante das estruturas desses sumários é que os valores reconheci-
dos em uma demonstração estão incluídos nos totais e, se aplicável, nos subtotais que vincu-
lam os itens reconhecidos na demonstração.
Desta forma, as demonstrações devem retratar os efeitos patrimoniais e financeiros das 
transações e outros eventos, por meio do grupamento deles em classes amplas, de acordo 
com as suas características econômicas (são os grupos e subgrupos de contas).
Assim, as informações sobre possíveis transações futuras e outros possíveis eventos fu-
turos (informações abrangentes-prospectivas) são incluídas nas demonstrações contábeis se:
a) referirem-se a ativos ou passivos da entidade – incluindo ativos ou passivos não reco-
nhecidos – ou patrimônio líquido que existiam no final do período de relatório, ou durante o 
período de relatório, ou a receitas ou a despesas do período de relatório;
b) forem úteis aos usuários das demonstrações contábeis.
Os ativos e passivos NÃO RECONHECIDOS são os considerados contingentes, que não apare-
cem no balanço patrimonial, mas são divulgados em notas explicativas.
No Brasil, o período utilizado para a elaboração das demonstrações é o exercício social 
adotado pela empresa, que, em regra, é o ano civil - Contudo independe do prazo utilizado na 
elaboração das demonstrações. Para ajudar os usuários a identificarem e avaliarem mudanças 
e tendências, as demonstrações contábeis também fornecem informações comparativas de, 
pelo menos, um período de relatório anterior.
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O PULO DO GATO
A empresa deve apresentar as demonstrações do período corrente e as demonstrações do 
período anterior.
Outra inclusão é a de que as demonstrações contábeis são normalmente elaboradas com 
base na suposição de que a entidade está em continuidade operacional e continuará em ope-
ração no futuro previsível.
Assim, presume-se que a entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar em 
liquidação ou deixar de negociar. Se existe essa intenção ou necessidade, as demonstrações 
contábeis podem ter que ser elaboradas em base diferente. Em caso afirmativo, as demonstra-
ções contábeis descrevem a base utilizada.
Entidade que Reporta
A entidade que reporta é a entidade que é obrigada a, ou decide, elaborar demonstrações 
contábeis; pode ser uma única entidade ou parte da entidade ou pode compreender mais de 
uma entidade.
Às vezes, a entidade (controladora) tem o controle sobre outra entidade (controlada). Se a en-
tidade que reporta compreende tanto a controladora como suas controladas, as demonstrações 
contábeis da entidade que reporta são denominadas “demonstrações contábeis consolidadas”.
As demonstrações consolidadas fornecem informações sobre ativos, passivos, patrimônio 
líquido, receitas e despesas tanto da controladora como de suas controladas, como uma única 
entidade. Essas informações são úteis para investidores, credores por empréstimos e outros 
credores, existentes e potenciais, da controladora em sua avaliação das perspectivas para futu-
ros fluxos de entrada de caixa líquidos para a controladora. Isso porque os fluxos de entrada de 
caixa líquidos para a controladora incluem distribuições para a controladora de suas controladas, 
e essas distribuições dependem de fluxos de entrada de caixa líquidos para as controladas.
Se a entidade que reporta é apenas a controladora, as demonstrações contábeis são deno-
minadas “demonstrações contábeis não consolidadas”.
Demonstrações contábeis não consolidadas destinam-se a fornecer informações sobre 
ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas e despesas da controladora - e não sobre aquelas 
de suas controladas
Se a entidade que reporta compreende duas ou mais entidades que não são todas vincu-
ladas pelo relacionamento controladora-controlada, as demonstrações contábeis da entidade 
que reporta são denominadas “demonstrações contábeis combinadas”.
As demonstrações contábeis podem ser não consolidadas (individuais), consolidadas ou 
combinadas.
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CONTABILIDADE GERAL
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CApítulo 4 - elementos dAs demonstrAções Contábeis
Os elementos das demonstrações contábeis definidos na estrutura conceitual são apre-
sentados pelas classes de contas que compõem os ativos, passivos e patrimônio líquido, que 
se referem à posição financeira da entidade que reporta; e receitas e despesas, que se referem 
ao desempenho financeiro da entidade que reporta.
Essas classes amplas são denominadas elementos das demonstrações contábeis.
Os elementos das demonstrações contábeis definidos nesta estrutura conceitual são:
• ativos, passivos e patrimônio líquido, que se referem à posição financeira da entidade 
que reporta;
• receitas e despesas, que se referem ao desempenho financeiro da entidade que reporta.
A apresentação desses elementos no balanço patrimonial e na demonstração do resultado 
envolve um processo de subclassificação.
Por exemplo.
Ativos e passivos podem ser classificados por sua natureza ou função nos negócios da entida-
de, em circulante ou não circulantes, a fim de mostrar as informações da maneira mais útil aos 
usuários, para fins de tomada de decisões econômicas. As receitas e despesas são segmenta-
das, conforme as atividades, em operacionais e outras receitas ou despesas.
Definição dos Elementos
A definição dos elementos prevista no pronunciamento nos apresenta os conceitos de ati-
vo, passivo, patrimônio líquido, receita e despesa. Contudo são denominados elementos das 
demonstrações contábeis.
Os elementos diretamente relacionados com a posição financeira da entidade que reporta 
são os ativos, os passivos e o patrimônio líquido. Estes são definidoscomo segue:
• Ativo é um recurso econômico presente controlado pela entidade como resultado de 
eventos passados.
Recurso econômico é um direito que tem o potencial de produzir benefícios econômicos 
e deve atender três aspectos: direito, potencial de produzir benefícios econômicos e controle.
Os direitos que têm o potencial de produzir benefícios econômicos assumem muitas 
formas, incluindo:
a) direitos que correspondem à obrigação de outra parte;
b) direitos de receber caixa;
c) direitos de receber produtos ou serviços;
d) direitos de trocar recursos econômicos com outra parte em condições favoráveis.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
A entidade não pode ter direito de obter benefícios econômicos de si mesma.
Um recurso econômico é um direito que tem o potencial de produzir benefícios econômicos.
Para que esse potencial exista, não precisa ser certo, ou mesmo provável, que esse direito 
produzirá benefícios econômicos.
É necessário somente que o direito já exista e que, em pelo menos uma circunstância, 
produzirá. para a entidade. benefícios econômicos além daqueles disponíveis para todas as 
outras partes.
Um recurso econômico pode produzir benefícios econômicos para a entidade, com um ou 
mais dos seguintes atos:
a) receber fluxos de caixa contratuais ou outro recurso econômico;
b) trocar recursos econômicos com outra parte em condições favoráveis;
c) produzir fluxos de entrada de caixa ou evitar fluxos de saída de caixa, por exemplo:
I – utilizando o recurso econômico para produzir produtos ou prestar serviços;
II – utilizando o recurso econômico para melhorar o valor de outros recursos econômicos;
III – arrendando o recurso econômico a outra parte;
d) receber caixa ou outros recursos econômicos por meio da venda do recurso econômico;
e) extinguir passivos por meio da transferência do recurso econômico.
O benefício econômico futuro de um ativo é o seu potencial em contribuir, direta ou indireta-
mente, para o fluxo de caixa ou equivalentes de caixa para a entidade.
O controle vincula um recurso econômico à entidade. A entidade controla um recurso eco-
nômico se ela tem a capacidade presente de direcionar o uso do recurso econômico e obter os 
benefícios econômicos que podem fluir dele.
Controle inclui a capacidade de impedir outras partes de direcionar o uso do recurso eco-
nômico e de obter os benefícios econômicos que podem fluir dele.
Ocorre que, se uma parte controla um recurso econômico, nenhuma outra parte controla 
esse recurso.
− Passivo é uma obrigação presente da entidade de transferir um recurso econômico 
como resultado de eventos passados.
Para que exista passivo, três critérios devem ser satisfeitos: a entidade tem uma obrigação; 
a obrigação é de transferir um recurso econômico; a obrigação é uma obrigação presente que 
existe como resultado de eventos passados
O primeiro critério para o passivo é que a entidade tenha a obrigação.
A obrigação é o dever ou a responsabilidade que a entidade não tem a capacidade prática 
de evitar. A obrigação é sempre devida à outra parte (ou partes).
A outra parte (ou partes) pode ser uma pessoa ou outra entidade, grupo de pessoas ou 
outras entidades, ou a sociedade em geral.
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CONTABILIDADE GERAL
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Não é necessário conhecer a identidade da parte (ou partes) para quem a obrigação é devida.
Muitas obrigações são estabelecidas por contrato, legislação ou meios similares e são 
legalmente exigíveis pela parte (ou partes) para quem são devidas.
Obrigações também podem resultar, contudo, de práticas usuais, políticas publicadas ou 
declarações específicas da entidade se a entidade não tem capacidade prática de agir de modo 
inconsistente com essas práticas, políticas ou declarações.
A obrigação que surge nessas situações é denominada, às vezes, “obrigação presumida”.
O segundo critério para um passivo é que a obrigação seja de transferir um recurso 
econômico.
Para satisfazer a esse critério, a obrigação deve ter o potencial de exigir que a entidade 
transfira um recurso econômico para outra parte (ou partes). Para que esse potencial exista, 
não é necessário que seja certo, ou mesmo provável, que a entidade será obrigada a transferir 
um recurso econômico – a transferência pode, por exemplo, ser obrigada somente se ocorrer 
evento futuro incerto especificado.
É necessário somente que a obrigação já exista e que, em pelo menos uma circunstância, 
exigirá que a entidade transfira um recurso econômico.
Obrigações de transferir um recurso econômico incluem, por exemplo:
a) obrigações de pagar o valor à vista;
b) obrigações de entregar produtos ou prestar serviços;
c) obrigações de trocar recursos econômicos com outra parte em condições desfavoráveis. 
Essas obrigações incluem, por exemplo, contrato a termo para vender um recurso econômico 
em condições que são atualmente desfavoráveis ou a opção que dá direito à outra entidade de 
comprar um recurso econômico da entidade;
d) obrigações de transferir um recurso econômico se ocorrer evento futuro incerto 
específico;
e) obrigações de emitir instrumento financeiro se esse instrumento financeiro obrigar a 
entidade a transferir um recurso econômico.
O terceiro critério para um passivo é que a obrigação seja uma obrigação presente que 
exista como resultado de eventos passados.
A obrigação presente existe como resultado de eventos passados somente se:
a) a entidade já tiver obtido benefícios econômicos ou tomado uma ação;
b) como consequência, a entidade terá ou poderá ter que transferir um recurso econômico 
que de outro modo não teria que transferir.
A obrigação presente pode existir mesmo se a transferência de recursos econômicos não 
puder ser executada até algum momento no futuro. Por exemplo, passivo contratual de pagar 
o valor à vista pode existir atualmente mesmo se o contrato não exige o pagamento até uma 
data futura.
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CONTABILIDADE GERAL
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De modo similar, a obrigação contratual para a entidade realizar um trabalho em data futu-
ra pode existir atualmente, mesmo se a contraparte não puder exigir que a entidade realize o 
trabalho até essa data futura.
− Patrimônio líquido é a participação residual nos ativos da entidade após a dedução 
de todos os seus passivos.
É uma obrigação não exigível para a empresa, pois os direitos sobre o patrimônio líquido 
são reivindicações contra a entidade que não atendem à definição de passivo.
Essas reivindicações podem ser estabelecidas por contrato, legislação ou meios similares 
e incluem, na medida em que não atendem à definição de passivo:
a) ações de diversos tipos emitidas pela entidade;
b) algumas obrigações da entidade de emitir outro direito sobre o patrimônio líquido, como 
dividendos e proventos.
Os elementos diretamente relacionados com o desempenhofinanceiro da entidade são as 
receitas e as despesas.
a) Receitas são aumentos nos ativos, ou reduções nos passivos, que resultam em aumen-
tos no patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a contribuições de detentores de direitos 
sobre o patrimônio;
b) Despesas são reduções nos ativos, ou aumentos nos passivos, que resultam em redu-
ções no patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a distribuições aos detentores de direi-
tos sobre o patrimônio.
O resultado é frequentemente utilizado como medida de performance, desempenho ou 
como base para outras medidas, tais como o retorno do investimento ou o resultado por ação.
elementos das 
"DC"
Posição 
patrimonial e 
financeira 
Ativo Recurso 
controlado
Passivo Obrigação 
presente
Patrimônio 
Líquido
Resíduo 
patrimonial
Desempenho 
financeiro 
Receitas Ganho 
econômico
Despesas Perda 
econômica
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
O CPC 00 R2 apresenta a seguinte síntese sobre os conceitos:
062. (FCC/TCE-SE/TÉCNICO DE CONTROLE EXTERNO/2012) Ativo é definido na estrutura 
conceitual da contabilidade como um recurso
a) de propriedade da entidade, utilizado em suas atividades operacionais, independentemente 
do fluxo de caixa que este venha a gerar.
b) do qual se espera apenas uma saída próxima de recursos da entidade para o seu pagamento.
c) adquirido à vista pela entidade.
d) controlado pela entidade e do qual se espera que resultem benefícios econômicos futuros.
e) que não pode ser distribuído aos proprietários da entidade como restituição do capital.
O conceito de ativo é um recurso econômico controlado pela entidade como resultado de 
eventos passados.
Recurso controlado não precisa ser de propriedade da empresa, por exemplo, direito de uso de 
uma marca, um ativo obtido por arrendamento mercantil financeiro.
Por resultado de eventos passados, entendemos que deve ter corrido um fato contábil, onde 
forma identificadas mensuradas as contas.
O ativo representa o potencial econômico da empresa, e este potencial está relacionado com 
os futuros benefícios econômicos esperados. Em suma, o ativo existe para gerar benefícios 
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
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econômicos, ou seja, gerar lucro para a empresa, aumentando as receitas ou diminuindo 
as despesas.
Letra d.
063. (FCC/TJ-SE/ANALISTA DE CONTABILIDADE/2009) A identificação de um gasto efetu-
ado que NÃO produza benefícios econômicos futuros é reconhecido nas demonstrações de 
uma entidade como
a) ganho.
b) despesa.
c) custo.
d) receita.
e) ativo.
A essência de um ativo é ter um potencial econômico embutido; caso ocorra um gasto que 
seja improvável à futura geração de benefícios econômicos para a entidade, como é o caso 
de uma perda econômica, com sinistros, doações, etc., o elemento deverá ser reconhecido 
como despesa.
Letra b.
064. (IF-PE/IF-PE/CONTADOR/2016) Sobre a estrutura conceitual estabelecida pelo Comitê 
de Pronunciamentos Contábeis (CPC), está CORRETO afirmar que
a) segundo a Estrutura Conceitual, reconhecimento é o processo que consiste na incorporação 
ao balanço patrimonial ou à demonstração do resultado de item que se enquadre na definição de 
elemento e que satisfaça os critérios de reconhecimento mencionados na Estrutura Conceitual.
b) no caso de conflito entre a estrutura conceitual e um pronunciamento técnico do CPC, o dispos-
to na Estrutura Conceitual deve ter prevalência sobre as exigências do pronunciamento técnico.
c) demonstrações contábeis elaboradas dentro do que prescreve a Estrutura Conceitual obje-
tivam fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões econômicas e avaliações 
por parte dos usuários, tendo o propósito de atender finalidade específica de determinados 
grupos de usuários.
d) aportes dos proprietários da empresa é receita, pois são aumentos nos benefícios econômi-
cos durante o período contábil sob a forma de entrada de recursos que resultam em aumento 
do patrimônio líquido.
e) despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil sob a 
forma da saída de recursos ou da redução de ativos ou assunção de passivos, que resultam 
em decréscimo do patrimônio líquido. Porém essa definição não abrange as perdas.
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a) Certa. Reconhecer um elemento é identificar as caraterísticas de ativo, passivo, PL, receita 
e despesa; além disto, verificar se foram atendidos os critérios necessários para o seu registro 
no balanço patrimonial ou demonstração do resultado do exercício.
b) Errada. Quando houver conflito entre a estrutura conceitual básica e um pronunciamento 
técnico, prevalece o que estiver previsto no pronunciamento técnico.
c) Errada. As demonstrações são elaboradas para atender aos propósitos de todos os usuários 
externos - e não especificamente um usuário.
d) Errada. Aporte de capital representa um aumento no capital social com a aplicação de dinhei-
ro pelos sócios - não é receita, pois não tem relação com as atividades normais da empresa.
e) Errada. Uma perda também é uma despesa, por exemplo, um sinistro, um incêndio ou um 
roubo. As perdas não têm relação com as atividades normais, são tratadas como despesas 
descontinuadas.
Letra a.
065. (VUNESP/DOIS CÓRREGOS/CONTADOR/2018) Em uma empresa, uma despesa pode 
ser gerada
a) pela redução das reservas de lucros para aumento do capital social.
b) pelo aumento de uma aplicação financeira avaliada a valor justo.
c) pelo pagamento a fornecedores.
d) pelo reconhecimento de ajuste de perdas de estoques.
e) pela aquisição de um veículo à vista.
A despesa é uma perda econômica que deixa a empresa mais pobre; toda despesa diminui a 
situação líquida; diminuindo o ativo ou aumentando o passivo.
O reconhecimento de perdas no estoque é uma despesa que diminui o ativo.
Letra d.
066. (VUNESP/DOIS CÓRREGOS/CONTADOR/2018) Em uma empresa, uma receita pode 
ser gerada
a) pelo aumento de capital social em dinheiro.
b) pela redução do passivo em decorrência do reconhecimento de variação cambial.
c) pelos juros dos empréstimos obtidos.
d) pela perda por impairment.
e) pelo reconhecimento inicial de uma provisão trabalhista.
Receita é um ganho econômico que deixa a empresa mais rica; será registrada independente-
mente do recebimento.
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Toda receita aumenta a situação líquida da empresa, aumentando o ativo ou diminuindo o pas-
sivo; contudonem todo aumento da situação líquida é uma receita, como é o caso do aumento 
do capital social e a conversão de dívidas em ações.
A diminuição do passivo pelo ganho na variação cambial é um exemplo de receita.
Letra b.
067. (VUNESP/DOIS CÓRREGOS/CONTADOR/2018) Em uma empresa, uma das caracterís-
ticas essenciais de um ativo é
a) gerar benefícios econômicos para a entidade.
b) ser um recurso decorrente de evento futuro.
c) ser de propriedade legal.
d) ter sido utilizado para liquidar um passivo.
e) ter forma física.
O ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do 
qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade - e pode ser tangível 
ou intangível.
Letra a.
068. (UFG/UFG/CONTADOR/2017) Até há bem pouco tempo, era comum conceituar Ativo 
como o conjunto de bens e direitos, embora diversos autores afirmassem que a utilização de 
um conceito simplificado se devia à formação ainda incipiente dos estudantes. O Ativo, após a 
divulgação da estrutura conceitual para a elaboração e divulgação das demonstrações contá-
beis, passa a ser um recurso
a) possuído por uma entidade, como resultado de eventos passados, e que apresenta va-
lor de troca.
b) possuído por uma entidade, como resultado de eventos passados, e do qual se espera que 
benefícios econômicos futuros fluam para essa entidade.
c) controlado por uma entidade, como resultado de eventos passados, e do qual se espera que 
benefícios econômicos futuros fluam para essa entidade.
d) controlado por uma entidade, como resultado de eventos passados, e que apresenta va-
lor de troca.
A questão cobrou literalmente o conceito de ativo:
Ativo é um recurso econômico controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do 
qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade.
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Lembre-se que, atualmente, o ativo não precisa mais ser de propriedade da empresa, contudo 
deve estar sob o seu controle.
Letra c.
CApítulo 5 – reConheCimento e desreConheCimento
Reconhecimento é o processo de captação para inclusão no balanço patrimonial ou na 
demonstração do resultado e na demonstração do resultado abrangente de item que atenda 
à definição de um dos elementos das demonstrações contábeis – ativo, passivo, patrimônio 
líquido, receita ou despesa.
O reconhecimento de um elemento envolve refletir o item em uma dessas demonstra-
ções – seja isoladamente ou em conjunto com outros itens –, em palavras e por meio do 
valor monetário, ou seja, a conta ou o grupo de contas, e incluir esse valor em um ou mais 
totais nessa demonstração.
O valor pelo qual ativo, passivo ou patrimônio líquido é reconhecido no balanço patrimonial é 
referido como o seu “valor contábil”.
Segundo o CPC 00 R2, o reconhecimento vincula os elementos, o balanço patrimonial e a 
demonstração do resultado e a demonstração do resultado abrangente, conforme abaixo:
a) no balanço patrimonial no início e no final do período de relatório, total do ativo menos 
total do passivo equivale ao total do patrimônio líquido;
b) alterações reconhecidas no patrimônio líquido durante o período de relatório 
compreendem:
I – receitas menos despesas reconhecidas na demonstração do resultado e na demonstra-
ção do resultado abrangente;
II – contribuições de detentores de direitos sobre o patrimônio, menos distribuições aos 
detentores de direitos sobre o patrimônio.
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O PULO DO GATO
Somente itens que atendem à definição de ativo, passivo ou patrimônio líquido devem ser re-
conhecidos no balanço patrimonial. Similarmente, somente itens que atendem à definição de 
receitas ou despesas devem ser reconhecidos na demonstração do resultado e na demons-
tração do resultado abrangente. Contudo nem todos os itens que atendem à definição de um 
desses elementos devem ser reconhecidos.
Reconhecimento é o processo que consiste na incorporação nas demonstrações contá-
beis de item que se enquadre na definição de elemento, ou seja, é o processo de identificação 
e classificação do elemento, contudo, para que um item seja registrado nas demonstrações, 
ele deve satisfazer os seguintes critérios:
a) for provável que algum benefício econômico futuro associado ao item flua para a enti-
dade (ativo) ou flua da entidade (passivo);
b) o item tiver custo ou valor que possa ser mensurado com confiabilidade.
Note que a palavra chave é a probabilidade (provável) de um bem se realizar para a empre-
sa, quando for um ativo, ou exigir algo da empresa, quando for um passivo. Esta diferença é 
que caracteriza o ativo como realizável e o passivo como exigível.
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O PULO DO GATO
Para ser reconhecido como ativo ou passivo, deve ser PROVÁVEL que o bem irá se realizar (ati-
vo) ou será exigida uma liquidação (passivo). Outro critério muito importante é que o elemento 
deve ser mensurável. Quando a empresa não conseguir estabelecer um valor, mesmo que por 
estimativa, não deve reconhecer o item nas demonstrações.
O conceito de probabilidade deve ser adotado nos critérios de reconhecimento para de-
terminar o grau de incerteza com que os benefícios econômicos futuros referentes ao item 
venham a fluir para a entidade ou a fluir da entidade.
As avaliações acerca do grau de incerteza quanto à realização de um bem deve ser feita 
com base na evidência disponível quando as demonstrações contábeis são elaboradas, ou 
seja, deve ser na data das demonstrações, o que ocorre normalmente no dia 31/12.
Por exemplo
Quando for provável que uma conta a receber devida à entidade não será paga pelo deve-
dor, é, então, justificável reconhecer uma estimativa de perda pela provável inadimplência e, 
dessa forma, reconhecer como despesa a esperada redução nos recebimentos (benefícios 
econômicos esperados).
O segundo critério para reconhecimento de um item é que ele possua custo ou valor que pos-
sa ser mensurado com confiabilidade. Em muitos casos, o custo ou valor precisa ser estimado; 
o uso de estimativas razoáveis é parte essencial da elaboração das demonstrações contábeis e 
não prejudica a sua confiabilidade. Quando, entretanto, não puder ser feita estimativa razoável, o 
item não deve ser reconhecido no balanço patrimonial ou na demonstração do resultado.
Por exemplo
O valor que se espera receber de uma ação judicial pode enquadrar-se nas definições tanto 
de ativo (direito) quanto de receita (ganho), assim como nos critérios probabilísticos exigidos 
para reconhecimento. Todavia, se não é possível mensurar com confiabilidade o montante que 
será recebido, ele não deve ser reconhecido como ativo ou receita.
Desreconhecimento
Desreconhecimento é a retirada de parte ou da totalidade de ativo ou passivo reconhecido 
do balançopatrimonial da entidade, ou seja, consiste em dar baixa do componente patrimonial.
O desreconhecimento, normalmente, ocorre quando esse item não atende mais à definição 
de ativo ou passivo:
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CONTABILIDADE GERAL
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• para o ativo, o desreconhecimento normalmente ocorre quando a entidade perde o con-
trole da totalidade ou de parte do ativo reconhecido;
• para o passivo, o desreconhecimento normalmente ocorre quando a entidade não pos-
sui mais uma obrigação presente pela totalidade ou parte do passivo reconhecido.
Normalmente, o desreconhecimento é feito quando quaisquer ativos ou passivos expira-
ram ou foram consumidos, recebidos, executados ou transferidos, tendo, como contrapartida 
do registro da baixa, receitas ou despesas.
O PULO DO GATO
O desreconhecimento NÃO deve ser feito se a entidade aparentemente tiver transferido o ativo, 
mas mantém exposição a significativas variações positivas ou negativas no valor dos benefí-
cios econômicos que podem ser produzidos pelo ativo, ou seja, ainda controla o recurso.
CApítulo 6 – mensurAção
Mensuração é o processo que consiste em determinar os montantes monetários (VALOR) 
por meio dos quais os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e 
apresentados no balanço patrimonial e na demonstração do resultado.
Para conseguir estabelecer o valor de um elemento nas demonstrações contábeis, a empresa 
deve selecionar uma base inicial de mensuração, ou seja, estabelecer o valor de entrada do item.
Após o reconhecimento do valor do bem, a empresa ajusta este valor ao seu VALOR ATUAL, 
de acordo com a sua realização corrente (uso/perda/desvalorização, etc.), desta forma, no tér-
mino do exercício, ao elaborar as demonstrações, a empresa deve apresentar o valor de saída 
do bem pelo valor mais próximo do atual possível; mesmo que por estimativa.
A mensuração consiste em estabelecer, com base no preço de entrada, o preço de SAÍDA, de 
realização para ativos e exigibilidade para passivos.
Valores de entrada: referem-se aos valores de obtenção dos elementos para seu primeiro 
registro nas demonstrações.
Valores de saída: refletem os valores recebidos ou gastos pela firma, na liquidação 
de um item.
Na contabilidade, um número variado de bases de mensuração é empregado em diferentes 
graus e em variadas combinações para estabelecer o valor dos itens nas demonstrações con-
tábeis. Cada item terá um tratamento, vai depender da sua natureza. Por exemplo: os estoques 
são mensurados ao valor de mercado; os valores a receber e a pagar ao valor presente; o imo-
bilizado é ajustado ao seu valor realizável, etc.
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Segundo o pronunciamento conceitual R2, são utilizadas as bases de mensuração do cus-
to histórico, que deve ser ajustado ao seu custo atual, que pode ser pelo valor justo, valor em 
uso e valor de cumprimento ou custo corrente.
A lógica do processo de mensuração é atender aos atributos fundamentais da informação 
contábil, respeitando a relevância e a representação fidedigna.
Custo Histórico
Os ativos são registrados pelos valores pagos ou pelo valor justo dos recursos que são 
entregues para adquiri-los na data da aquisição. Os passivos são registrados pelos valores dos 
recursos que serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações.
A mensuração ao custo histórico fornece informações monetárias sobre ativos, passivos 
e respectivas receitas e despesas, utilizando informações derivadas, pelo menos em parte, do 
preço da transação ou outro evento que deu origem a eles. Diferentemente do valor atual, o 
custo histórico não reflete as mudanças nos valores, exceto na medida em que essas mudan-
ças se referirem à redução ao valor recuperável de ativo ou passivo que se torna onerosa.
O custo histórico representa o valor original de negociação, o primeiro valor registrado. 
Para estabelecer o valor original, é importante considerar que tudo o que for gasto com o item 
até a sua disponibilização para a empresa é considerado um custo, assim, se a empresa com-
prar uma máquina por R$ 10.000,00 e gastar R$ 5.000,00 com frete e seguro, o valor original da 
máquina é de R$ 15.000,00.
O custo histórico de ativo quando é adquirido ou criado é o valor dos custos incorridos na aquisi-
ção ou na criação do ativo, compreendendo a contraprestação paga para adquirir ou criar o ativo 
mais custos de transação. O custo histórico de passivo quando é incorrido ou assumido é o valor 
da contraprestação recebida para incorrer ou assumir o passivo, menos os custos de transação.
Como o custo histórico é reduzido para refletir o consumo do ativo e sua redução ao valor 
recuperável, o valor que se espera que seja recuperado do ativo mensurado ao custo histórico 
é, pelo menos, tão grande quanto o seu valor contábil.
Similarmente, como o custo histórico do passivo é aumentado quando se torna oneroso, o 
valor da obrigação de transferir os recursos econômicos necessários para satisfazer à obriga-
ção não é maior do que o valor contábil do passivo.
Assim, o custo histórico do ativo e do passivo devem ser atualizados ao longo do tempo, 
para refletir, se aplicável:
Atualização do custo histórico do ativo deve ser feita quando:
• do consumo da totalidade ou parte do recurso econômico que constitui o ativo (em ou-
tras palavras, a estrutura conceitual quer dizer que o valor do ativo deve ser atualizado 
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sempre que for diminuindo o seu potencial de uso, como, por exemplo, uma máquina 
que estiver sendo utilizada na produção de algo deve ter seu valor original ajustado pela 
sua depreciação acumulada);
• dos pagamentos recebidos que extinguem a totalidade ou parte do ativo;
• do efeito de eventos que fazem com que a totalidade ou parte do custo histórico do ativo 
não seja mais recuperável (redução ao valor recuperável);
• da provisão de juros para refletir qualquer componente de financiamento do ativo.
A atualização do custo histórico do passivo deve ser feita quando:
• do cumprimento da totalidade ou parte do passivo, por exemplo, efetuando pagamen-
tos que extinguem a totalidade ou parte do passivo ou satisfazendo a obrigação de 
entregar produtos;
• do efeito de eventos que aumentam o valor da obrigação de transferir os recursos eco-
nômicos necessários para cumprir a obrigação em tal medida que o passivo se torna 
oneroso. O passivo é oneroso se o custo histórico não é mais suficiente para refletir a 
obrigação de satisfazer o passivo; e
• da provisão de juros para refletir qualquer componente de financiamento do passivo.
Valor Atual
O valor atual de um componente das demonstrações é o seu valor histórico ajustado pelas 
alterações necessárias que ocorreram no exercício corrente.
Diferentemente do custo histórico,o valor atual de ativo ou passivo não resulta, mesmo em 
parte, do preço da transação ou outro evento que deu origem ao ativo ou passivo, mas, sim, é 
o resultado das variações que ocorreram nos itens do patrimônio.
As mensurações ao valor atual fornecem informações monetárias sobre ativos, passivos e 
respectivas receitas e despesas, utilizando informações atualizadas para refletir condições na 
data de mensuração.
Devido à atualização, os valores atuais de ativos e passivos refletem as mudanças, desde 
a data de mensuração anterior, em estimativas de fluxos de caixa e outros fatores refletidos 
nesses valores atuais.
As bases de mensuração do valor atual incluem:
a) valor justo;
b) valor em uso de ativos e valor de cumprimento de passivos;
c) custo corrente.
a) Valor justo
O valor justo do ativo é o preço que seria recebido para vendê-lo sem deduzir custos de tran-
sação na alienação; para o passivo, é o preço que seria pago para transferir a parte não cum-
prida da obrigação, não incluindo custos de transação que seriam incorridos na transferência.
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O valor justo é determinado pela perspectiva dos participantes do mercado - e não pela pers-
pectiva específica da entidade.
As informações fornecidas mensurando ativos e passivos ao valor justo podem ter valor 
preditivo, porque o valor justo reflete as atuais expectativas dos participantes do mercado sobre 
o valor, a época e a incerteza de fluxos de caixa futuros. Essas expectativas são precificadas de 
modo que reflitam as atuais preferências de risco dos participantes do mercado. Essas informa-
ções também podem ter valor confirmatório, fornecendo feedback sobre expectativas anteriores.
Receitas e despesas que refletem as atuais expectativas dos participantes do mercado 
podem ter algum valor preditivo, pois essas receitas e despesas podem ser usadas como dado 
para prever futuras receitas e despesas. Essas receitas e despesas também podem ajudar na 
avaliação da eficiência e eficácia da administração da entidade no cumprimento de suas res-
ponsabilidades sobre o uso dos recursos econômicos da entidade.
A mudança no valor justo de ativo ou passivo pode resultar de vários fatores. Quan-
do esses fatores possuem diferentes características, identificar separadamente receitas e 
despesas que resultam desses fatores pode fornecer informações úteis aos usuários das 
demonstrações contábeis.
Se a entidade adquiriu o ativo em mercado e determina o valor justo utilizando preços de 
mercado diferente (mercado em que a entidade venderia o ativo), qualquer diferença entre os 
preços nesses dois mercados é reconhecida como receita quando esse valor justo é inicial-
mente determinado.
b) Valor em uso (ativo) e valor de cumprimento (passivo)
O valor em uso é uma das bases de mensuração do ativo, e normalmente também repre-
senta o valor realizável do bem, ou seja, o valor que a empresa espera realizar utilizando o 
bem em suas atividades operacionais; já o valor de cumprimento, que apresenta o montante 
exigível para liquidar uma obrigação, é utilizado como base de mensuração do passivo, já que 
representa o valor que a empresa espera ter que gastar para acabar com uma obrigação.
O valor em uso fornece informações sobre o valor presente dos fluxos de caixa estimados 
do uso de ativo e de sua alienação final. Essas informações podem ter valor preditivo, porque 
podem ser utilizadas ao avaliar as perspectivas de futuros fluxos de entrada de caixa líquidos.
O valor de cumprimento fornece informações sobre o valor presente dos fluxos de caixa 
estimados necessários para satisfazer o passivo. Assim, o valor de cumprimento pode ter 
valor preditivo, particularmente se a obrigação for cumprida, em vez de transferida ou liqui-
dada por negociação.
As estimativas atualizadas de valor em uso ou valor de cumprimento, combinadas com 
informações sobre estimativas do valor, época e incerteza de fluxos de caixa futuros, também 
podem ter valor confirmatório, porque fornecem feedback sobre as estimativas anteriores de 
valor em uso ou valor de cumprimento.
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c) Custo corrente
Os ativos são mantidos valores que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ati-
vos equivalentes fossem adquiridos na data do balanço. Os passivos são reconhecidos pelos 
valores, não descontados (com os juros embutidos), que se espera serem necessários para 
liquidar a obrigação na data do balanço.
O custo corrente é conhecido como custo de reposição e normalmente é utilizado para 
tomadas de decisão interna.
As informações sobre ativos e passivos mensurados ao custo corrente podem ser relevan-
tes, porque o custo corrente reflete o custo pelo qual o ativo equivalente poderia ser adquirido 
ou criado na data de mensuração ou a contraprestação que seria recebida por incorrer ou as-
sumir passivo equivalente.
Assim como o custo histórico, o custo corrente fornece informações sobre o custo de ativo 
consumido ou sobre receita do cumprimento de passivos. Essas informações podem ser uti-
lizadas para obter as margens correntes e como dado para prever margens futuras. Diferente-
mente do custo histórico, o custo corrente reflete os preços vigentes no momento do consumo 
ou cumprimento. Quando as mudanças de preço são significativas, as margens baseadas em 
custo corrente podem ser mais úteis para prever margens futuras do que as margens basea-
das em custo histórico.
Para informar o custo corrente de consumo (ou a receita corrente do cumprimento), é ne-
cessário separar a mudança no valor contábil no período de relatório em custo corrente de con-
sumo (ou receita corrente do cumprimento) e o efeito de mudanças nos preços. O efeito de mu-
dança nos preços às vezes é denominado “ganho de manutenção” ou “perda de manutenção”.
O PULO DO GATO
A estrutura conceitual não determina os critérios para utilizar uma ou outra base; entretanto 
destaca que, ao escolher a base de mensuração a ser utilizada, é necessário considerar a na-
tureza das informações que a base de mensuração produzirá nas demonstrações. Ou seja, a 
seleção será feita com base no julgamento profissional.
Na maioria dos casos, nenhum fator único determina qual base de mensuração deve ser 
escolhida. A importância relativa de cada fator depende de fatos e circunstâncias, assim, a 
base de mensuração mais comumente adotada pelas entidades na elaboração de suas de-
monstrações contábeis é o custo histórico. Ele é normalmente combinado com outras bases 
de mensuração.
Entretanto o CPC destaca a necessidade de a escolha da base de mensuração ser determi-
nada considerando-se tanto a mensuração inicial como a mensuração subsequente, sempre 
de acordo com a relevância e a fidedignidade das informações apresentadas.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADEGERAL
Claudio Zorzo
Por exemplo, os estoques são geralmente mantidos pelo menor valor entre o custo e o valor 
líquido de realização, os títulos e valores mobiliários negociáveis podem, em determinadas 
circunstâncias, ser mantidos a valor de mercado, e os passivos decorrentes de pensões são 
mantidos pelo seu valor presente.
Em 15/7/2015, uma empresa adquiriu, à vista, mercadorias para revenda no valor unitário de 
R$ 7,00, contemplando todos os custos de aquisição. Em 31/7/2015, o preço de reposição 
unitário das referidas mercadorias havia alcançado o valor de R$ 7,80, ao passo que o preço 
de venda unitário estimado da mercadoria era R$ 12,50, e o gasto estimado necessário para a 
concretização da venda era R$ 1,50 por unidade. Em uma transação sem favorecimentos, cada 
uma dessas mercadorias poderia ser trocada no mercado pelo valor de R$ 12,50 no último dia 
do mês de julho de 2015.
Com base na situação hipotética apresentada, julgue os próximos itens:
069. (CESPE/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO – CONTABILIDADE/2015) Em 31/7/2015, o custo 
corrente unitário das mercadorias adquiridas era R$ 7,80.
Esta questão é muito boa para contextualizar cada conceito apresentado.
Valor de aquisição = valor histórico = R$ 7,00
Preço de reposição = valor corrente = R$ 7,80
Preço de venda (-) custos de vendas = Valor realizável líquido = R$ 11,00 (12,50 – 1,50)
Valor de troca = valor justo = 12,50
A assertiva está correta, pois o valor corrente é de R$ 7,80.
Certo.
070. (CESPE/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO – CONTABILIDADE/2015) Em atendimento ao 
princípio do registro pelo valor original, que indica o custo histórico como a base de mensu-
ração a ser utilizada para o registro inicial dos componentes patrimoniais, cada unidade da 
mercadoria adquirida deve ser reconhecida ao preço de R$ 7,00.
Esta questão é muito boa para contextualizar cada conceito apresentado.
Valor de aquisição = valor histórico = R$ 7,00
Preço de reposição = valor corrente = R$ 7,80
Preço de venda (-) custos de vendas = Valor realizável líquido = R$ 11,00 (12,50 – 1,50)
Valor de troca = valor justo = 12,50
A assertiva está correta, pois o valor histórico é de R$ 7,00.
Certo.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Acerca da estrutura conceitual básica da contabilidade, dos planos de contas, dos lançamen-
tos e da apuração de resultados bem como da estrutura das demonstrações contábeis, julgue 
os itens que se seguem.
071. (CESPE/FUNPRESP-EXE/CONTABILIDADE E FINANÇAS/2016) A verificabilidade, uma 
das características qualitativas de melhoria, é aquela que garante a uniformidade das demons-
trações contábeis, dando segurança ao usuário sobre a adoção de métodos semelhantes para 
contabilização de itens idênticos.
A verificabilidade é uma característica de melhoria e está relacionada com a capacidade de 
comprovação de uma informação pelos usuários. A utilização de métodos uniformes tem rela-
ção com o atributo da comparabilidade.
Errado.
Julgue o item seguinte, acerca dos componentes patrimoniais, suas características e con-
tabilização.
072. (CESPE/MPU/ANALISTA ATUARIAL/2015) As despesas configuram perdas nos bene-
fícios econômicos de uma entidade, sob a forma de redução de ativos ou acréscimo de passi-
vos, não estando relacionadas a distribuição de recursos a sócios/acionistas.
A assertiva cobra, literalmente, o conceito de despesa apresentado na estrutura conceitual. As 
transações com os sócios, como aumento de capital, saída de sócios e pagamento de dividen-
dos, não são tratadas como receitas ou despesas.
Não esqueçam que toda despesa diminui o PL, contudo nem toda diminuição do PL é despesa.
Certo.
Com relação aos princípios, às normas, às teorias e às práticas contábeis vigentes, julgue o 
item que se segue.
073. (CESPE/TCE-RN/AUDITOR/2015) A essência sobre a forma é conceito indispensável para 
o cumprimento da característica qualitativa da representação fidedigna, ao passo que a prudên-
cia, por ser inconsistente com a neutralidade, é incompatível com a representação fidedigna.
A essência sobre a forma foi retirada na revisão do pronunciamento conceitual por ser con-
siderada uma redundância, pois, para a contabilidade, a representação fidedigna exige que o 
controle sobreponha a propriedade. A prudência foi excluída por ser contrária à neutralidade, 
uma característica da representação fidedigna.
Certo.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Com relação à estrutura conceitual do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue os 
itens a seguir.
074. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) O direito de propriedade é condição essencial 
para que seja configurada a existência de um ativo, o qual surge sempre em decorrência de 
um direito legal.
Como vimos, na contabilidade atual, prevalece a “essência econômica sobre a forma legal”, daí 
podemos inferir que o controle sobrepõe a propriedade. Desta forma, um item pode estar no 
ativo da empresa mesmo não sendo de sua propriedade legal.
O caso mais caraterizador da essência sobre a forma é o arrendamento mercantil financeiro, 
onde a empresa é usufrutuária do bem, contudo a propriedade é da financeira (arrendadora).
Errado.
Julgue o item seguinte, de acordo com os princípios de contabilidade e as normas do Conselho 
Federal de Contabilidade (CFC).
075. (CESPE/DPF/PERITO CONTADOR/2013) Relevância e comparabilidade são característi-
cas qualitativas fundamentais da informação contábil-financeira útil, pois tornam a informação 
capaz de fazer a diferença nas decisões tomadas pelos usuários.
As caraterísticas fundamentais da informação contábil são: RELEVÂNCIA E REPRESENTA-
ÇÃO FIDEDIGNA.
Existem, também, os atributos de melhoria, que são: comparabilidade, verificabilidade, tempes-
tividade e compreensibilidade.
Errado.
076. (IF-PA/IF-PA/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) De acordo com a Resolução CFC 1374/2011- 
Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, Mensura-
ção é o processo que consiste em determinar os montantes monetários por meio dos quais os 
elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados no balanço 
patrimonial e na demonstração do resultado. Esse processo envolve a seleção das seguintes 
bases específicas de mensuração.
1. Custo Corrente
2. Valor Presente
3. Custo Histórico
4. Valor Realizável
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CONTABILIDADE GERAL
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(  )	� Os ativos são registrados pelos montantes pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou 
pelo valor justo dos recursos entregues para adquiri-los na data da aquisição.
(  )	� Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que teriam 
de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na 
data do balanço.
(  )	� Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que pode-
riam ser obtidospela sua venda em forma ordenada.
(  )	� Os ativos são mantidos pelo valor descontado, dos fluxos futuros de entradas líquidas 
de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações.
De acordo com a Resolução CFC 1374/2011, relacione as colunas e marque a alternativa que 
contenha sequência correta das bases de mensuração dos Ativos:
a) 3, 2, 4, 1.
b) 2, 1, 2,4.
c) 4, 3, 1, 2.
d) 1, 2, 3, 4.
e) 3, 1, 4, 2.
Custo Histórico - Os ativos são registrados pelos montantes pagos em caixa ou equivalentes 
de caixa ou pelo valor justo dos recursos entregues para adquiri-los na data da aquisição.
Custo Corrente - Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa 
que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na 
data do balanço.
Valor Realizável - Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa 
que poderiam ser obtidos pela sua venda em forma ordenada.
Valor Presente - Os ativos são mantidos pelo valor descontado dos fluxos futuros de entradas 
líquidas de caixa que se espera que seja gerado pelo item no curso normal das operações.
Letra e.
077. (IF-PA/IF-PA/GESTÃO FINANCEIRA/2019) Em atenção à Estrutura Conceitual Básica da 
Contabilidade, assinale a afirmação que NÃO É VERDADEIRA.
a) Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados a uma pessoa física ou 
jurídica, ou a uma entidade.
b) Ativo é um recurso necessariamente de propriedade da entidade, resultado de eventos pas-
sados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos.
c) Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquida-
ção se espera que resulte na saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
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d) Patrimônio Líquido é o interesse residual nos ativos da entidade, depois de deduzidos todos 
os seus passivos.
e) Os usuários da contabilidade são as pessoas físicas ou jurídicas que tenham interesse na 
avaliação da situação patrimonial da entidade.
O ativo não necessita ser de propriedade da empresa, entretanto deve estar sob o seu controle.
Letra b.
078. (VUNESP/MPE-SP/CONTADOR/2019) O patrimônio líquido pode ser estudado de dife-
rentes perspectivas, como, por exemplo, dos pontos de vista legal, contábil e econômico. Con-
siderando-se essas vertentes, é correto afirmar:
a) contabilmente, o patrimônio líquido corresponde à diferença entre ativos totais e passivos 
exigíveis.
b) economicamente, o patrimônio líquido é o valor de mercado de uma entidade.
c) legalmente, o patrimônio líquido pode ser entendido como o valor de responsabilidade dos 
sócios em relação às obrigações de uma entidade, no caso de uma empresa S.A.
d) o patrimônio líquido contábil é o conjunto dos fluxos de caixa futuros da entidade trazidos a 
valor presente pelo seu custo de oportunidade.
e) economicamente, o patrimônio líquido é obtido trazendo os fluxos de resultados previstos a 
valor presente pelo seu custo de oportunidade.
Contabilmente, o patrimônio líquido é um resíduo patrimonial, e seu valor é obtido pela equação:
PL = ativo - passivo exigível.
Legalmente, conforme determinação da Lei 6.404/76, o PL é uma obrigação não exigível da 
empresa junto aos sócios.
Economicamente, o PL representa o valor patrimonial da empresa, ou seja, o valor da empresa 
considerando somente o seu patrimônio ativo e passivo; o valor de mercado da empresa é o 
seu valor justo em um mercado ativo.
Letra a.
079. (UFMT/UFMT/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Quais elementos das Demonstrações 
Contábeis na Estrutura Conceitual estão diretamente relacionados com a mensuração do 
desempenho?
a) Ativo e Passivo
b) Ativo e Patrimônio Líquido
c) Receitas e Despesas
d) Patrimônio Líquido e Passivo
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
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Os elementos diretamente relacionados com a mensuração e apuração do desempenho da 
empresa são as receitas e as despesas.
a)receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma 
da entrada de recursos ou do aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em 
aumentos do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com a contribuição dos de-
tentores dos instrumentos patrimoniais;
b)despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a 
forma da saída de recursos ou da redução de ativos ou assunção de passivos, que resultam 
em decréscimo do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com distribuições aos 
detentores dos instrumentos patrimoniais.
Letra c.
CApítulo 7 – ApresentAção e divulgAção
Para entender este capítulo, é importante lembrar que a apresentação é, nas demonstra-
ções, como um conta ou um grupo de contas, e a divulgação é feita nas notas explicativas.
Vimos que a entidade que reporta deve apresentar informações sobre seus ativos, passi-
vos, patrimônio líquido, receitas e despesas, pois a comunicação efetiva de informações nas 
demonstrações contábeis torna essas informações mais relevantes e contribui para uma re-
presentação fidedigna de ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas e despesas da entidade.
Sua apresentação também aprimora a compreensibilidade e a comparabilidade das infor-
mações nas demonstrações contábeis. A comunicação efetiva de informações nas demons-
trações contábeis requer:
a) concentrar-se em princípios e objetivos de divulgação e apresentação em vez de con-
centrar-se em regras
Concentrar-se em princípios e objetivos de divulgação e apresentação em vez de concen-
trar-se em regras, está em acordo com a aplicação da essência econômica sobre a forma jurí-
dica, atributo inerente da representação fidedigna.
b) classificar informações de maneira a agrupar itens similares e separar itens diferentes
Classificação é a organização de ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas ou despesas 
com base em características compartilhadas, para fins de divulgação e apresentação. Essas 
características incluem, entre outras, a natureza do item, seu papel (ou função) dentro das ati-
vidades de negócio conduzidas pela entidade e como é mensurado.
A classificação é aplicada à unidade de conta selecionada para ativo ou passivo. Contu-
do, às vezes, pode ser apropriado separar o ativo ou passivo em componentes que possuem 
diferentes características e classificar esses componentes separadamente. Isso é apropriado 
se classificar esses componentes separadamente melhorasse a utilidade das informações 
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
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financeiras resultantes. Por exemplo, pode ser apropriado separar ativo ou passivo em compo-
nentes circulantes e não circulantes e classificar esses componentes separadamente.
c) agregar informações de tal modo que não sejam obscurecidas por detalhes desneces-sários ou por agregação excessiva
A agregação é a soma de ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas ou despesas que 
possuem características compartilhadas e são incluídas na mesma classificação.
A agregação torna as informações mais úteis ao resumir grande quantidade de detalhes, 
é utilizada no imobilizado de uso, por exemplo, quando são agregadas todas as máquinas em 
um grupo. Contudo a agregação oculta alguns desses detalhes, como, por exemplo: agregar, 
no ativo investimento, as participações societárias e as propriedades para investimento dificul-
tará a interpretação da informação pelo usuário, já que são aplicações de natureza diferentes.
Portanto, deve-se observar um equilíbrio, de modo que as informações relevantes não sejam 
obscurecidas por grande quantidade de detalhes insignificantes ou por agregação excessiva.
Assim como custo restringe outras decisões de relatório financeiro, restringe decisões sobre 
apresentação e divulgação. Então, ao tomar decisões sobre apresentação e divulgação, é im-
portante considerar se é provável que os benefícios fornecidos aos usuários das demonstra-
ções contábeis, ao apresentar ou divulgar informações específicas, justifiquem os custos de 
fornecer e utilizar essas informações.
CApítulo 8 – ConCeitos de CApitAl e mAnutenção de CApitAl
Nesta parte, o pronunciamento procura conceituar o termo capital. Por capital, entende-se 
o montante aplicado na empresa pelos sócios; incialmente, tem uma relação direta com o 
capital social e, por fim, com o montante do Patrimônio Líquido, pois o “PL” em última análise 
representa o capital dos sócios na empresa.
De acordo com a Estrutura Conceitual,o capital de uma entidade pode ser definido como 
financeiro (monetário) ou físico (operacional).
De acordo com o conceito de capital financeiro, tal como o dinheiro investido ou o seu poder de 
compra investido, o capital é sinônimo de ativos líquidos ou patrimônio líquido da entidade. Segun-
do o conceito de capital físico, tal como capacidade operacional, o capital é considerado como a 
capacidade produtiva da entidade baseada, por exemplo, nas unidades de produção diária.
De acordo com o conceito, podemos inferir que o capital financeiro refere-se ao investimen-
to realizado, ou seja, ao dinheiro colocado no negócio pelos sócios, que foi ajustado pelos re-
sultados oriundos das atividades correntes, representando, assim, o resíduo patrimonial, deno-
minado de ativo líquido ou patrimônio líquido. Representa o valor patrimonial de uma empresa.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
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PL = ATIVO LÍQUIDO = CAPITAL PRÓPRIO = ATIVO (-) PASSIVO
O capital físico, por sua vez, diz respeito à capacidade produtiva ou operacional da entida-
de. Este conceito tem relação com a produção, por isto, é mais direcionado para as indústrias, 
que estabelecem o valor do seu capital (PL) pela sua capacidade de produção. É um bom pa-
râmetro para se estabelecer o valor de mercado de uma empresa.
O pronunciamento prevê que a seleção do conceito de capital apropriado (financeiro ou 
físico) para a entidade deve estar baseada nas necessidades dos usuários das demonstra-
ções contábeis. Assim, o conceito de capital financeiro deve ser adotado se os usuários das 
demonstrações contábeis estiverem primariamente interessados na manutenção do capital 
nominal investido ou no poder de compra do capital investido. Se, contudo, a principal preocu-
pação dos usuários for com a capacidade operacional da entidade, o conceito de capital físico 
deve ser adotado.
No Brasil, as empresas divulgam suas demonstrações com base no conceito de capital 
financeiro.
Conceito 
de capital
Financeiro Dinheiro 
Físico Produção
Dúvida de Sala de Aula
Em sala de aula, um aluno questionou:
Professor,	o	capital	financeiro	é	o	próprio	Patrimônio	Líquido?	Do	jeito	que	já	era?
Exatamente, se vocês notarem o conceito de capital financeiro, nada mais é que o valor do 
PL; ou seja, o valor patrimonial da empresa. Assim, primeiro se estabelece o valor financeiro 
para o ativo total, depois retira-se o total do passivo exigível, e a sobra é o patrimônio líquido. 
Este é o normal nas nossas empresas, avaliar o capital dos sócios pelo montante financeiro.
Contudo o valor de mercado da empresa na Bolsa de Valores ou em outro mercado de 
negociação pode ser mensurado com base no capital físico. Por isto que este conceito é mais 
utilizado com ferramenta gerencial e de decisão.
Conceito de Manutenção de Capital
O conceito de manutenção do capital está relacionado com a forma que a entidade define 
o capital que ela procura manter, assim, tem relação direta com o capital financeiro ou físico.
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• Manutenção do capital financeiro. De acordo com esse conceito, o lucro é considerado 
auferido somente se o montante financeiro (ou dinheiro) dos ativos líquidos, no fim do 
período, exceder o seu montante financeiro (ou dinheiro) no começo do período, depois 
de excluídas quaisquer distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante 
o período. A manutenção do capital financeiro pode ser medida em qualquer unidade 
monetária nominal ou em unidades de poder aquisitivo constante.
O conceito financeiro de manutenção do capital não requer o uso de uma base específica 
de mensuração. A escolha da base depende do tipo de capital que a entidade procura manter, 
e o lucro representa o aumento do capital nominal no período.
PL inicial PL final Resultado
• Manutenção do capital físico. De acordo com esse conceito, o lucro é considerado aufe-
rido somente se a capacidade física produtiva (ou capacidade operacional) da entidade 
(ou os recursos ou fundos necessários para atingir essa capacidade), no fim do período, 
exceder a capacidade física produtiva no início do período, depois de excluídas quais-
quer distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante o período.
A manutenção do capital físico requer a adoção do custo corrente como base de avaliação, 
e o lucro representa o aumento do capital físico no período.
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CONTABILIDADE GERAL
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Produção 
inicial
Produção 
final Resultado
A principal diferença entre os dois conceitos de manutenção de capital está no tratamento 
dos efeitos das mudanças nos preços dos ativos e passivos da entidade. No conceito financei-
ro, é considerado o valor monetário para mensurar o ativo e o passivo, enquanto, no conceito 
físico, o valor produtivo é levado em consideração para a mensuração. Em termos gerais, a en-
tidade terá mantido seu capital investido se ela tiver tanto capital (PL) no fim do período como 
tinha no início, computados os efeitos das distribuições aos proprietários e seus aportes para 
o capital durante esse período. Qualquer valor além daquele necessário para mantero capital 
do início do período é lucro.
Note que a manutenção de capital representa um elo entre os conceitos de capital e os 
conceitos de lucro, pois fornece o ponto de referência para medição do resultado apurado pela 
empresa, com base nos valores do ativo e do passivo. Em termos gerais, a entidade terá manti-
do seu capital se ela tiver tanto capital no fim do período como tinha no início, computados os 
efeitos das distribuições aos proprietários e seus aportes para o capital durante esse período. 
Qualquer valor além daquele necessário para manter o capital do início do período é lucro.
De acordo com o conceito de manutenção do capital financeiro, por meio do qual o ca-
pital é definido em termos de unidades monetárias nominais, o lucro representa o aumento 
do capital monetário nominal ao longo do período. Assim, os aumentos nos preços de ativos 
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
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mantidos ao longo do período, convencionalmente designados ganhos de estocagem, são, 
conceitualmente, lucros. Entretanto eles podem não ser reconhecidos como tais até que os 
ativos sejam realizados mediante transação de troca. Quando o conceito de manutenção do 
capital financeiro é definido em termos de unidades de poder aquisitivo constante, o lucro 
representa o aumento no poder de compra investido ao longo do período. Assim, somente a 
parcela do aumento nos preços dos ativos que exceder o aumento no nível geral de preços é 
considerada lucro. O restante do aumento é tratado como ajuste para manutenção do capital 
e, consequentemente, como parte integrante do patrimônio líquido.
De acordo com o conceito de manutenção do capital físico, quando o capital é definido em 
termos de capacidade física produtiva, o lucro representa o aumento desse capital ao longo 
do período. Todas as mudanças de preços afetando ativos e passivos da entidade são vistas, 
nesse conceito, como mudanças na mensuração da capacidade física produtiva da entidade. 
Assim sendo, devem ser tratadas como ajustes para manutenção do capital, que são parte do 
patrimônio líquido - e não como lucro.
Este assunto tem sido cobrado em algumas provas, vamos ver:
080. (FUNDEP/IFN-MG/TÉCNICO CONTÁBIL/2016) Tomando por base a estrutura conceitu-
al básica da Contabilidade (Resolução N. 1.374/11 do Conselho Federal de Contabilidade), em 
relação os conceitos de manutenção de capital e determinação do lucro, é incorreto afirmar:
a) De acordo com o conceito de manutenção do capital financeiro, o lucro é considerado au-
ferido somente se o montante financeiro dos ativos líquidos no fim do período exceder o seu 
montante financeiro no começo dele, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprie-
tários e seus aportes de capital durante o período.
b) De acordo com o conceito de manutenção do capital físico, o lucro é considerado auferido 
somente se a capacidade física produtiva da entidade no fim do período exceder a capacidade 
física produtiva no início dele, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprietários e 
seus aportes de capital durante o período.
c) O conceito de manutenção de capital representa um elo entre os conceitos de capital e os de 
lucro, pois fornece um ponto de referência para medição do lucro. O conceito de manutenção do 
capital físico requer a adoção do custo histórico como base de mensuração, enquanto o concei-
to de manutenção do capital financeiro não requer o uso de uma base específica de mensuração.
d) A principal diferença entre os dois conceitos de manutenção de capital está no tratamento 
dos efeitos das mudanças nos preços dos ativos e passivos da entidade. Em termos gerais, 
a entidade terá mantido seu capital se ela tiver tanto capital no fim do período como tinha no 
início, computados os efeitos das distribuições aos proprietários e seus aportes para o capital 
durante esse período.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
A questão é bem teórica, quase que literal ao pronunciamento.
a) Certa.
b) Certa. De acordo com o conceito de manutenção do capital, o lucro é a variação positiva 
no PL depois de deduzidas as movimentações com os sócios (aporte de capital/dividendos e 
juros sobre capital pagos).
c) Errada. O conceito de manutenção do capital físico requer a adoção do custo CORRENTE 
como base de mensuração. O custo corrente é o custo de reposição de um ativo.
d) Certa. Representa, de forma literal, a diferença entre os dois modelos de conceitos de manu-
tenção de capital. A diferença entre os modelos é a forma de valoração dos ativos e passivos, 
um é pelo valor monetário (capital financeiro), e outro pelo valor produtivo (capital físico).
Letra c.
081. (CFC/CFC/BACHAREL EM CONTABILIDADE/2014) Com base na Resolução NBC TG 
ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório 
Contábil-Financeiro, julgue os itens sobre Manutenção de Capital como Verdadeiros (V) ou 
Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA.
I – De acordo com o conceito de capital financeiro, tal como o dinheiro investido ou o seu poder 
de compra investido, o capital é sinônimo de ativos líquidos ou patrimônio líquido da entidade.
II – De acordo com o conceito de manutenção do capital físico, o lucro é considerado auferido 
somente se a capacidade física produtiva da entidade no fim do período exceder a capacidade 
física produtiva no início do período, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprie-
tários e seus aportes de capital durante o período.
III – Todas as mudanças de preços, afetando ativos e passivos da entidade, são vistas, no 
conceito de manutenção de capital físico, como mudanças na mensuração da capacidade 
financeira da entidade, devendo ser tratadas como lucro.
A sequência CORRETA é
a) F, F, V.
b) F, V, F.
c) V, F, V.
d) V, V, F.
Outra questão literal:
I – Verdadeiro. De acordo com o conceito de capital financeiro, tal como o dinheiro investido 
ou o seu poder de compra investido, o capital é sinônimo de ativos líquidos ou patrimônio 
líquido da entidade. Lembrem que o conceito financeiro está relacionado com o valor em 
dinheiro do PL.
II – Verdadeiro. Manutenção do capital físico. De acordo com esse conceito, o lucro é con-
siderado auferido somente se a capacidade física produtiva (ou capacidade operacional) da 
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
entidade (ou os recursos ou fundos necessários para atingir essa capacidade), no fim do perí-
odo, exceder a capacidade física produtiva no início do período, depois de excluídas quaisquer 
distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante o período.
Entendam que a manutenção de capital está relacionada com a manutenção do valor do PL; se 
o PL aumentar de um ano para o outro sem ter sido pelas atividades com os sócios, a empresa 
apurou um lucro.
III – Falso.De acordo com o conceito de manutenção do capital físico, quando o capital é de-
finido em termos de capacidade física produtiva, o lucro representa o aumento desse capital 
ao longo do período. Todas as mudanças de preços afetando ativos e passivos da entidade 
são vistas, nesse conceito, como mudanças na mensuração da capacidade física produtiva da 
entidade. Assim sendo, devem ser tratadas como ajustes para manutenção do capital, que são 
parte do patrimônio líquido - e não como lucro.
Letra d.
082. (CESGRANRIO/PETROBRÁS/PROFISSIONAL JUNIOR/2015) O Pronunciamento Con-
ceitual Básico (R1) do Comitê de Pronunciamentos Contábeis dispõe sobre a Estrutura Concei-
tual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, aprovado pela Deliberação 
CVM n. 675, de 13 de dezembro de 2011.
Esse Pronunciamento estabelece que a estrutura conceitual, quanto ao seu alcance, dentre 
outros aspectos conceituais, aborda
a) o reconhecimento e a mensuração dos elementos a partir dos quais as demonstrações con-
tábeis são elaboradas.
b) o objetivo da elaboração do relatório contábil-financeiro e da evidenciação de seus respec-
tivos elementos.
c) o objetivo da divulgação das demonstrações contábeis e da classificação dos respectivos 
elementos que elas evidenciam
d) as características quantitativas, qualitativas e informacionais dos elementos apresentados 
nas demonstrações contábeis.
e) as características e a mensuração dos elementos da estrutura de capitais, sua manutenção 
e respectiva evidenciação.
Esta questão é totalmente literal. Não mede conhecimento.
Segundo o CPC 00, a estrutura conceitual aborda:
a) O objetivo da elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro;
b) As características qualitativas da informação contábil-financeira útil;
c) A definição, o reconhecimento e a mensuração dos elementos a partir dos quais as demonstra-
ções contábeis são elaboradas; e
d) Os conceitos de capital e de manutenção de capital.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Notem que há uma única opção literal ao pronunciamento, as demais não estão com os temos 
previstos na estrutura conceitual.
Letra a.
083. (UFES/UFES/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) A afirmação que NÃO está de acordo com os 
preceitos da NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL é:
a) As Demonstrações Contábeis são elaboradas e apresentadas para usuários externos em 
geral, tendo em vista suas finalidades distintas e necessidades diversas.
b) A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL estabelece os conceitos que fundamentam a elabora-
ção e a apresentação de Demonstrações Contábeis destinadas a usuários internos e externos.
c) A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL não substitui qualquer norma, interpretação ou comu-
nicado técnico.
d) A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL aborda, entre outros aspectos, os conceitos de capital 
e de manutenção de capital.
e) A comparabilidade, a verificabilidade e a tempestividade estão entre as características qua-
litativas de melhoria previstas na NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL.
Vimos, na aula, que os relatórios (demonstrações contábeis) são destinados aos usuários ex-
ternos, especialmente para os investidores e credores por empréstimos.
Os usuários internos tomam suas decisões com base nas informações coletadas de forma 
tempestiva, durante o ano corrente, assim, não dependem das demonstrações contábeis.
Letra b.
084. (IF-TO/IF-TO/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) Com relação à Estrutura Conceitual Básica 
para a elaboração e divulgação dos relatórios contábeis financeiros de uma entidade, considere:
I – A escrituração contábil deve seguir a estrutura básica conceitual, uma vez que as necessi-
dades comuns da maioria dos usuários dos relatórios contábeis financeiros de propósito geral 
é a avaliação da administração da entidade, quanto à qualidade de seu desempenho e de sua 
prestação de contas e quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida.
II – As autoridades tributárias podem determinar exigências específicas para atender a seus 
próprios interesses e, consequentemente, mudar a estrutura conceitual para elaboração e di-
vulgação de relatório contábil-financeiro de propósito geral.
III – O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações e outros even-
tos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e reivindicações da entidade que reporta a 
informação nos períodos em que ditos efeitos são produzidos.
IV – Comparabilidade é uma característica qualitativa que define o uso dos mesmos métodos 
para os mesmos itens, tanto de um período para outro, considerando a mesma entidade que 
reporta a informação, quanto para o período entre entidades.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Com base nas afirmativas apresentadas, marque a alternativa que contempla somente 
as corretas.
a) I, III e IV.
b) II e III.
c) I, II e IV.
d) I e III.
e) II, III e IV.
Questão interessante, vamos analisar os itens individualmente:
I – Certo. A assertiva destaca que as entidades devem seguir a estrutura conceitual como base 
para fornecer informações para todos os usuários externos. Ou seja, as demonstrações são de 
propósito geral.
II – Errado. As autoridades tributárias podem solicitar informações específicas, contudo esta 
solicitação exige a elaboração de relatórios de propósito específico. As autoridades tributárias 
não têm poder para mudar a estrutura conceitual.
III – Certo. O regime de competência tem relação com o registro do fato gerador de uma receita 
ou despesa, assim, reporta os direitos e as obrigações na medida em que os fatos ocorreram.
IV – Errado. Comparabilidade é a característica qualitativa que permite que os usuários iden-
tifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles. Utilizar os mesmos 
métodos para os mesmos itens é sinônimo de consistência.
Letra d.
085. (FCC/TJ-SE/ANALISTA DE CONTABILIDADE/2009) De acordo com a estrutura concei-
tual contábil, considere:
I – Todos os bens adquiridos pela empresa devem ser registrados no balanço patrimonial, nos 
grupos de ativos.
II – As despesas devem ser reconhecidas no resultado da empresa, considerando-se a sua 
associação direta com a receita gerada.
III – O conceito físico de manutenção de capital pressupõe a manutenção dos montantes fi-
nanceiros dos ativos líquidos existentes no início do período e no final do período do Balanço 
Patrimonial.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) I e II.
c) I e III.
d) II.
e) III.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
I – Errado. Segundo o CPC 00, um ativo é reconhecido no balanço patrimonial quando for pro-
vável que benefícios econômicos futuros dele provenientes fluirão para a entidade e seu custo 
ou valor puder ser determinado em bases confiáveis. Assim, não basta adquirir para registrá-lo.
II – Certo. Conforme apresenta o CPC 00, as despesas são reconhecidas na demonstraçãodo 
resultado, com base na associação direta entre elas e os correspondentes itens de receita.
III – Errado. O conceito físico de patrimônio está relacionado com a produção - e não com o 
capital financeiro.
Letra d.
086. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/PERITO CRIMINAL/2019) Nas entidades societárias, as de-
monstrações financeiras deverão ser assinadas pelo(s)
a) administradores e por contabilistas legalmente habilitados.
b) auditores e contadores legalmente habilitados.
c) contador legalmente habilitado.
d) administrador legalmente habilitado.
e) contador legalmente habilitado e auditor independente.
A Lei 6.404-76 apresenta, em seu artigo 177, no parágrafo 4º, o seguinte sobre a escrituração:
§ 4º As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores e por contabilistas legal-
mente habilitados.
Letra a.
087. (PRÓ-MUNICIPIO/CRP 11ª/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Complete as lacunas da frase 
sobre a Contabilidade e assinale a opção que apresenta a ordem correta: “A Contabilidade tem 
como objeto o(a) _______, e a(o) seu(ua) _______ é fornecer informações para seus _______.
a) Empresa, finalidade, sócios;
b) Patrimônio, finalidade, usuários;
c) Empresa, objeto, diretores;
d) Patrimônio, objetivo, auditores.
O objeto da contabilidade é o PATRIMÔNIO, e o seu OBJETIVO/FINALIDADE é fornecer infor-
mações para seus USUÁRIOS.
Letra b.
088. (IBFC/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2017) Com base na NBC TSP Estrutura Conceitual 
– estrutura conceitual para elaboração e divulgação de informação contábil de propósito geral 
pelas entidades do setor público, assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
“ _______________ significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca a sua 
capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e 
tomada de decisão”.
a) Tempestividade
b) Compreensibilidade
c) Neutralidade
d) Comparabilidade
e) Verificabilidade.
A tempestividade significa ter informação disponível para tomadores de decisão a tempo 
de poder influenciá-los em suas decisões. Em geral, a informação mais antiga é a que tem 
menos utilidade.
Contudo certa informação pode ter o seu atributo tempestividade prolongado após o encer-
ramento do período contábil, em decorrência de alguns usuários, por exemplo, necessitarem 
identificar e avaliar tendências.
A tempestividade está representando o princípio da oportunidade do fornecimento das 
informações.
Letra a.
089. (IBFC/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2020) Analise as afirmativas a seguir em relação 
aos conceitos, objetivos e finalidades da contabilidade.
I – A contabilidade tem como finalidade o fornecimento de informações referente a situação 
patrimonial e econômica, seja de pessoa física ou jurídica.
II – Dentre os seus objetivos está o de registrar e documentar atos e fatos ocorridos em deter-
minada entidade, tanto de natureza econômica quanto financeira.
III – Conceitualmente é uma ciência técnica, isto porque historicamente elabora técnicas de 
registros para controle e organização.
Estão corretas as afirmativas:
Alternativas
a) I apenas
b) I, I I e I I I
c) I e I I I apenas
d) I e I I apenas
e) I I e I I I apenas
Vimos, na aula, que a contabilidade é uma ciência social - e não uma ciência técnica, e que, 
atualmente, o objetivo da contabilidade, segundo a escola americana e a escola internacional, 
é o de fornecer informações, e a sua finalidade é o controle das transações.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Na minha visão, segundo a escola contábil atual, que é a escola internacional do IASB, os 3 
itens estão errados, contudo, pelas respostas apresentadas, podemos, por eliminação, enten-
der que o questionador ainda segue a escola italiana, em que o objetivo era o controle patrimo-
nial, e a finalidade era o fornecimento de informações.
Assim, somente o item III está errado.
Letra d.
090. (IBFC/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2016) “A Contabilidade é uma ciência que desenvolveu 
uma metodologia própria com a finalidade de controlar o patrimônio das aziendas, apurar o rédito 
das atividades das aziendas e prestar informações às pessoas que tenham interesse na avaliação 
da situação patrimonial e do desempenho dessas atividades” (Neves e Viceconti - 2009).
Com base neste conceito, assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
a) Pessoa Jurídica é a unidade resultante de um agrupamento humano organizado, estável, 
objetivando fins de unidade pública ou privada, inteiramente distinta dos indivíduos que a com-
põe, capaz de possuir e exercitar direitos e contrair obrigações.
b) Com relação às informações de natureza econômica, podemos afirmar que compreendem 
os fluxos de receitas e de despesas, que geram lucros ou prejuízos à uma entidade, assim 
como das variações no patrimônio desta entidade e com relação às informações de natureza 
financeira tratam-se dos fluxos de caixa e do capital de giro das entidades.
c) O objeto da Contabilidade é o patrimônio das entidades económico-administrativas (aziendas).
d) O objetivo da Contabilidade é todas as pessoas físicas ou jurídicas que, direta ou indireta-
mente, tenham interesse na avaliação e no desenvolvimento da entidade.
e) O campo de aplicação são as aziendas.
Atualmente, o objetivo da contabilidade é fornecer informações de natureza econômica, patri-
monial, financeira e física sobre o patrimônio e suas modificações.
As pessoas físicas e jurídicas consideradas uma entidade são o campo de aplicação da 
contabilidade.
Letra d.
091. (IBFC/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2016) Analise as afirmações abaixo e assinale a 
alternativa correta.
I – O termo patrimônio significa, a princípio, o conjunto de bens pertencente a uma pessoa ou 
empresa. Compõe-se também de valores a receber.
II – Em contabilidade, a palavra patrimônio tem sentido amplo: por um lado significa o con-
junto de bens e direitos pertencentes a uma pessoa ou empresa; por outro lado inclui as 
obrigações a serem pagas.
III – Para a contabilidade patrimônio é, apenas, o conjunto de bens.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Alternativas
a) Todas as afirmações estão corretas
b) Apenas a afirmação III está incorreta
c) Apenas a afirmação I está correta
d) Todas as afirmações estão incorretas
e) Apenas a afirmação II está incorreta
I – Certo.
II – Certo.
Entende-se por patrimônio o conjunto dos bens e direitos, que representam o lado ativo, e as 
obrigações, que representam o lado passivo do patrimônio de uma entidade.
III – Errado. O patrimônio não é APENAS o conjunto dos bens.
Letra b.
092. (IBFC/IDAM/CONTADOR/2019) A Norma Brasileira de Contabilidade, (NBC TSP) estru-
tura conceitual de 2016 apresenta as características qualitativas da informação incluída nos 
RCPG Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades doSetor Público. Com base na 
NBC TSP, assinale a alternativa correta que contenha apenas características qualitativas.
Alternativas
a) Relevância, verificabilidade e materialidade
b) Relevância, representação fidedigna e tempestividade
c) Verificabilidade, custo benefício e tempestividade
d) Comparabilidade, materialidade e compreensibilidade
As características das informações contábeis previstas na contabilidade geral e na contabili-
dade pública são as mesmas, são elas: relevância, representação fidedigna, comparabilidade, 
compreensibilidade, tempestividade e verificabilidade ou capacidade de verificação.
Assim, a relevância, a representação fidedigna e a tempestividade são características qualita-
tivas das informações contábeis.
Letra b.
093. (IBFC/EBSERH/CONTADOR/2013) O objetivo da contabilidade é:
Alternativas
a) O controle e o estudo do patrimônio e de suas variações visando ao fornecimento de infor-
mações que sejam úteis para a tomada de decisões econômicas.
b) O patrimônio das entidades econômico-administrativas.
c) O controle dos componentes patrimoniais em termos monetários.
d) A entidade.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Atualmente, segundo a escola americana e a escola internacional do IASB, o objetivo da con-
tabilidade é o fornecimento de informações sobre o patrimônio e sua evolução aos usuários 
internos e externos.
É importante atentar que a banca IBFC tem seguindo a orientação da escola italiana, que con-
sidera que o objetivo da contabilidade é o controle patrimonial, para que a entidade consiga 
fornecer informações aos usuários.
Letra a.
094. (IBFC/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2020) Assinale a alternativa que apresenta os ele-
mentos diretamente relacionados com a mensuração da posição patrimonial e financeira, se-
gundo a Norma Brasileira de Contabilidade Técnica Geral (NBCTG) - Estrutura Conceitual para 
Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro.
Alternativas
a) Ativos, Passivos, Receitas e Despesas
b) Ativos, Passivos, Receitas, Despesas e Custos
c) Ativos, Passivos e Patrimônio Líquido
d) Ativos, Passivos e Resultado Econômico
e) Bens, Direitos e Obrigações
A posição financeira e patrimonial de uma empresa é apresentada no Balanço Patrimonial, por 
meio dos seus ativos, passivos e patrimônio líquido.
Letra c.
095. (IBFC/DIVINÓPOLIS-MG/CONTADOR/2018) Segundo a NBCTG Estrutura Conceitual 
para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, as características qualitativas 
das Demonstrações Contábeis são divididas entre fundamentais e de melhoria. Para tanto, 
analise os itens a seguir:
I – Relevância.
II – Comparabilidade.
III – Compreensibilidade.
IV – Representação Fidedigna.
V – Tempestividade.
São características qualitativas fundamentais das demonstrações:
Alternativas
a) I, II e III apenas
b) I, III e V apenas
c) II e IV apenas
d) I e IV apenas
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CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
As características fundamentais são a RELEVÂNCIA e a REPRESENTAÇÃO FIDEDIGNA.
Letra d.
096. (IBFC/ARARAQUARA-SP/CONTROLE INTERNO/2018) Em relação as características 
qualitativas da informação contábil, abordadas na NBC TSP – Estrutura conceitual e no Manual 
de Contabilidade Aplicada ao Setor Público. Assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
a) Relevância e Representação fidedigna
b) Compreensibilidade e Tempestividade
c) Competência e Comparabilidade
d) Verificabilidade e compreensibilidade
e) Comparabilidade e Relevância
As características das informações previstas na contabilidade geral e na contabilidade pública 
são as mesmas, são elas: relevância, representação fidedigna, comparabilidade, compreensi-
bilidade, tempestividade e verificabilidade ou capacidade de verificação.
A competência não é uma característica qualitativa da informação contábil, portanto:
Letra c.
097. (IBFC/SES-PR/CONTADOR/2016) Analise as afirmações abaixo e assinale a alternati-
va correta.
I – A contabilidade é a doutrina do controle econômico e da determinação do retido em qual-
quer espécie de empresa.
II – A contabilidade é a ciência do patrimônio.
III – A Contabilidade é a técnica da revelação patrimonial. A revelação consiste na descrição, 
na colocação em evidência, de determinados fatos.
Alternativas
a) Todas as afirmações estão corretas.
b) Apenas a afirmação II está correta.
c) Apenas a afirmação II está incorreta.
d) Apenas a afirmação I está incorreta.
I – Errado. A banca destaca que a contabilidade é uma doutrina, isto não é certo, pois doutrinas 
são alicerces de uma ciência, normalmente apresentadas como princípios.
II – Certo. A contabilidade é uma ciência social que tem por objeto o patrimônio das entidades. 
Assim, é comum ela ser tratada como a ciência do patrimônio.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
III – Errado. A banca destaca que a contabilidade é uma técnica - e isto também não está certo. 
Como já falei, a contabilidade é uma ciência que, dentre suas funções, tem a técnica da elabo-
ração das demonstrações contábeis para fins de revelação dos fatos que ocorreram.
O gabarito da banca afirma que somente o item I está errado.
Letra d.
098. (IBFC/PC-RJ/PERITO CONTÁBIL/2013) São Princípios Contábeis, de acordo com as 
Normas Brasileiras de Contabilidade, EXCETO:
Alternativas
a) A Oportunidade e o Registro pelo Valor Original.
b) A Prudência e a Atualização Monetária.
c) A Continuidade e a Prudência.
d) A Oportunidade e a Entidade.
e) A Oportunidade e a Prudência.
Os princípios contábeis, previstos nas normas revogadas do CFC, são entidade, competência, 
continuidade, oportunidade, prudência e registro pelo valor original.
Não existe o princípio da atualização monetária, portanto:
Letra b.
099. (IDECAN/INMETRO/ASSISTENTE EXECUTIVO ADMINISTRAÇÃO/2015) “Estudo e contro-
le do patrimônio e de suas variações, para fornecer aos usuários o máximo possível de infor-
mações de natureza econômica, financeira e patrimonial, que sejam úteis para a tomada de 
decisões econômicas.” O conceito se refere ao
a) plano de contas contábil.
b) objetivo da contabilidade.
c) usuário da informação contábil.
d) objeto de estudo da contabilidade.
e) campo de aplicação da contabilidade.
A finalidade da contabilidade é controlar o patrimônio e a sua evolução, por meio de um pro-
cesso contábil, de forma a fornecer informações sobre a situação física, econômica e financei-
ra de uma entidade.
Fornecer informações sobre o patrimônio e sua evolução é o objetivo atual da contabilidade.
Letra b.
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109 de 190www.grancursosonline.com.brConceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
prinCípios Contábeis
Antes de tratar começar a tratar sobre os princípios contábeis, é importante destacar a 
NBCTSP - Norma Brasileira de Contabilidade Técnica do Setor Público - Estrutura Conceitual, 
de 23 de setembro de 2016.
Essa norma apresenta vários conceitos e aplicações inerentes à CASP – Contabilidade 
Aplicada ao Setor Público, e seus assuntos não estão relacionados com a contabilidade geral. 
Na minha visão, a sua inclusão no edital se deu porque, na sua apresentação, ela revogou uma 
série de resoluções do CFC que tratavam dos princípios contábeis, assim, não há a necessida-
de de aprofundar seus estudos na contabilidade pública, mas, sim, entender como estão sendo 
tratados os princípios contábeis pela contabilidade dentro da estrutura conceitual.
Ao revogar as resoluções que tratavam dos princípios contábeis, o CFC deixou claro que, 
atualmente, os arcabouços conceituais teóricos são as estruturas conceituais CPC 00 (conta-
bilidade privada) e NBCTSP (contabilidade pública).
Os ajustes apresentados pela NBCTSP visam a atender ao objetivo da contabilidade, melho-
rando, cada vez mais, a qualidade das informações contábeis apresentadas pelas empresas.
No dia 23 de setembro de 2016, o CFC – Conselho Federal de Contabilidade nos presen-
teou com uma bela norma, a NBC TSP ESTRUTURA CONCEITUAL – estrutura conceitual para 
elaboração e divulgação de informação contábil pelas entidades do setor público. A norma 
teve os seus efeitos aplicados a partir de 1º de janeiro de 2017.
Esta norma chegou a bom tempo e vai ajudar muito na padronização da contabilidade 
pública, pois sabe-se que a legislação que regulamenta a contabilidade pública brasileira data 
de 1964 - e não reflete os avanços pelos quais estão passando a contabilidade e a sociedade.
É importante destacar que esta norma é parte do processo de convergência das Normas 
Brasileiras de Contabilidade aos padrões internacionais e ela foi elaborada de acordo com o 
Pronunciamento intitulado The Conceptual Framework for General Purpose Financial Repor-
ting by Public Sector Entities, emitido pelo IFAC (International Federation of Accountants).
No Brasil, estão submetidos à norma os governos nacionais, estaduais, distritais e munici-
pais e seus respectivos poderes, incluindo os Tribunais de Contas, Defensorias e Ministério Pú-
blico. Ainda, incluem-se órgãos, secretarias, departamentos, agências, autarquias, fundações 
instituídas e mantidas pelo poder público, fundos, consórcios públicos e outras repartições 
públicas congêneres da administração direta e indireta, abrangendo aí as empresas estatais 
dependentes, como, por exemplo, a Embrapa.
As informações sobre a norma são:
Número da resolução: 2016/NBCTSP-EC
Descrição: Aprova a NBC TSP ESTRUTURA CONCEITUAL
Data de Publicação no Diário Oficial da União: 04/10/2016
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ACACIA FERNANDA SILVA PASSOS - 66647215387, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Resolução em vigor: SIM
Resolução foi alterada: NÃO
Resolução foi revogada: NÃO
Ementa: aprova a NBC TSP ESTRUTURA CONCEITUAL - Estrutura Conceitual para Elaboração e Di-
vulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público
Esta Resolução revogou a(s) seguinte(s) Resolução(ões):
2011/001367 - Altera o Apêndice II da Resolução CFC n.º 750/93, - D.O.U de 29/11/2011
2010/001282 - Atualiza e consolida dispositivos da Resolução CFC 750/93 - D.O.U de 02/06/2010
2007/001111 - Apêndice II-Res. CFC 750/93 - Princípios Fundamentais de Contabilidade - D.O.U de 
05/12/2007
1993/000750 - Princípios Fundamentais Contabilidade - D.O.U de 31/12/1993
Meu objetivo, nesta aula, é falar sobre um ponto específico nela apresentado: a revogação 
da Resolução CFC n. 750, que aprovou os princípios contábeis, e a revogação das demais re-
soluções relacionadas aos princípios contábeis, em especial a Resolução CFC n. 1.282/2010.
Antes de adentrar na revogação propriamente dita, é importante destacar que a sustenta-
ção científica da contabilidade apresentava que os princípios de contabilidade representam o 
núcleo central da própria contabilidade, na sua condição de ciência social, sendo a ela ineren-
tes, ou seja, a contabilidade é baseada nos princípios.
Destacava, também, que os princípios constituem sempre as vigas-mestras de uma ci-
ência, revestindo-se dos atributos de universalidade e veracidade, conservando validade em 
qualquer circunstância.
Com base na premissa da universalidade, os princípios devem ser respeitados tanto na 
contabilidade aplicada ao setor privado quanto na contabilidade aplicada ao setor público. 
Desta forma, não existem princípios para a contabilidade pública e princípios para a contabili-
dade privada, o que existem são princípios para a contabilidade.
Ao revogar a resolução que trata dos princípios contábeis, o CFC deixa claro que os princípios 
são parte das informações apresentadas e, agora, são tratados nos pressupostos básicos e 
atributos qualitativos das informações apresentados na estrutura conceitual.
Hoje, a base de sustentação dos registros e da apresentação das informações contábeis 
são os pronunciamentos contábeis, em especial os seguintes: “pronunciamentos conceituais 
básicos – Estruturas Conceituais”.
− NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulga-
ção de Relatório Contábil-Financeiro pelas entidades do setor privado, é o CPC 00 R2.
− NBC TSP ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divul-
gação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas entidades do setor público.
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Voltando ao assunto base deste material, e os princípios?
Segundo o CFC, nas resoluções revogadas, os princípios estão obrigatoriamente presentes 
na formulação das Normas Brasileiras de Contabilidade, são verdadeiros pilares do sistema 
de normas e não podem sofrer qualquer restrição na sua observância, ou seja, eles devem 
ser respeitados. Contudo esta determinação conflitava com algumas orientações e alguns 
pronunciamentos do CPC e, consequentemente, do próprio CFC, principalmente nos ajustes 
às novas orientações contábeis, como a essência econômica sobre a forma, a neutralidade, 
entre outras.
Assim, o CFC revogou a norma que tratava dos princípios e, posteriormente, deixou claro 
que a revogação da Resolução n. 750/1993 não implica na extinção dos princípios contábeis 
no Brasil, mas, sim, a convergência deles para os pronunciamentos básicos, sob um novo con-
texto conceitual.
Na verdade, o Brasil passou a contar com uma estrutura conceitual que é estruturada em 
capítulos e temas que serão aplicados conforme as necessidades da empresa, respeitando 
as orientações específicas, e deixou de ter uma norma sobre os princípios, que deveriam ser 
aplicados de forma semelhante por todas as empresas.
O PULO DO GATO
O próprio CFC já destacou, em suas publicações, que revogar a Resolução n. 750/1993 não sig-
nifica que os princípios de contabilidade estejam extintos. A revogação das resoluções visa à 
unicidade conceitual, indispensável para evitar divergências na concepção doutrinária e teórica, 
que poderiam comprometer aspectos formais das Normas Brasileirasde Contabilidade (NBCs).
Então, os princípios de contabilidade, sob o ponto de vista das estruturas conceituais dos 
setores privado e público, passaram a ser comportados dentro das normas específicas, respec-
tivamente, a NBC TG Estrutura Conceitual e NBC TSP – e, por isto, tornou-se necessária e natural 
a revogação da Resolução n. 750/1993, para evitar eventual conflito de referência conceitual.
Após a revisão do CPC 00, denominada revisão R2, de maneira geral, todos os princípios 
mencionados na Resolução n. 750/1993 estão na estrutura conceitual original, contudo apre-
sentados em contexto teórico diferente e denominados pressupostos básicos.
Na estrutura conceitual, é possível identificar a necessidade de destacar a continuidade 
da empresa (CONTINUIDADE); a importância da oportunidade das informações em respeito à 
tempestividade (OPORTUNIDADADE), o respeito ao registro do valor original e outras bases de 
mensuração (REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL), a competência de exercícios na apuração 
do desempenho econômico (COMPETÊNCIA) e o princípio da ENTIDADE aparece quando a 
Estrutura Conceitual destaca a necessidade da identificação da “entidade que reporta a infor-
mação”. E, em 2019, com a reinclusão da PRUDÊNCIA como apoio à neutralidade, o conjunto 
dos princípios está completo.
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É importantíssimo destacar que, independentemente de norma, o objetivo científico da conta-
bilidade continua diretamente relacionado com a correta apresentação das informações sobre 
o patrimônio e com a apreensão e a análise das causas das suas mutações.
As estruturas básicas CPC 00 R2 e a NBCTSP deixam claro que a contabilidade tem por 
objetivo divulgar informações úteis mostrando os fatos que as fundamentam; inclusive o pro-
nunciamento conceitual básico destaca que, se a informação contábil-financeira é para ser 
útil, ela precisa ser relevante e representar, com fidedignidade, o que se propõe a representar. A 
utilidade da informação contábil-financeira é melhorada se ela for comparável, verificável, tem-
pestiva e compreensível. Estas são as características qualitativas das informações contábeis.
Em 2011, na primeira revisão feita sobre o pronunciamento básico para as entidades pri-
vadas, o CPC destacou que a característica essência sobre a forma foi formalmente retirada 
da condição de componente separado da representação fidedigna, por ser considerado uma 
redundância.
O CPC deixou claro que a representação pela forma legal que difira da substância econô-
mica não pode resultar em representação fidedigna. Assim, essência sobre a forma passou 
a ser a bandeira insubstituível nas normas do IASB - e passa a ser a premissa básica da 
informação contábil.
Outro ponto muito importante desta revisão, e aí conflitando diretamente com o princípio 
contábil da prudência, foi que a característica da prudência (conservadorismo) foi retirada da 
condição de aspecto da representação fidedigna por ser inconsistente com a neutralidade. 
Desta forma, as informações fidedignas devem ser neutras e não prudentes.
Em 2019, o CPC revisou novamente o CPC 00 e apresentou a revisão R2, por meio dela 
decidiu incluir a prudência novamente; agora, a prudência passou a ser uma base de análise 
da neutralidade ao estabelecer as estimativas contábeis, especialmente as estimativas para 
perdas do ativo e as provisões passivas.
Na classe contábil, a revogação dos princípios criou clima de “falta de base científica” - e 
isto fez com que o CFC se pronunciasse sobre o assunto da seguinte forma:
Por Maristela Girotto
Comunicação CFC
Com informações: Grupo Assessor do CFC para o setor público
Instrumento fundamental do processo de convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade 
Aplicadas ao Setor Público (NBC TSP) ao padrão internacional, editado pela Federação Internacional 
de Contadores (Ifac, na sigla em inglês), a Estrutura Conceitual (NBC TSP EC) foi publicada pelo Con-
selho Federal de Contabilidade no dia 4 de outubro de 2016. Esta norma antecede a convergência 
das demais, apresentando os conceitos basilares para a elaboração e divulgação de informação 
contábil de propósito geral pelas entidades do setor público. Até o final de 2016, serão publicadas 
as primeiras cinco NBC TSP convergidas, produzindo efeitos a partir de janeiro de 2017.
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Ao ser publicada no Diário Oficial da União (DOU), a NBC TSP EC revogou as resoluções do CFC que 
aprovaram as normas aplicáveis ao setor público NBC T 16.1 a 16.5, parte da NBC T 16.6 e, ainda, a 
Resolução n. 750/1993, que dispõe sobre os Princípios de Contabilidade, e a 1.111/2007, que trata 
da interpretação dos princípios sob a perspectiva da área pública.
Revogar a Resolução n. 750/1993, porém, não significa que os Princípios de Contabilidade este-
jam extintos. A revogação das resoluções visa à unicidade conceitual, indispensável para evitar 
divergências na concepção doutrinária e teórica, que poderiam comprometer aspectos formais das 
Normas Brasileiras de Contabilidade (NBCs).
Para orientação geral e esclarecimentos que possam vir a ser necessários sobre a revogação da 
Resolução n. 750/1993 e seu apêndice, a Resolução n. 1.111/2007, o CFC traz à luz os fatos, provi-
dos do necessário contexto histórico, relativos à revogação das duas resoluções e à realocação dos 
Princípios de Contabilidade em Estruturas Conceituais específicas:
Contexto
Em 2008, quando se iniciou o processo de convergência das normas contábeis brasileiras aos 
padrões internacionais – International Financial Reporting Standards (IFRS), para o setor privado, 
e International Public Sector Accounting Standards (Ipsas), para a área pública –, a Resolução n. 
750/1993 teve que ser revista em razão da aprovação do “Pronunciamento Conceitual Básico – Es-
trutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, pelo Comitê 
de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Esse Pronunciamento foi referendado pelo CFC e deu origem 
à NBC T 1 – Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis 
(Resolução n. 1.121/2008).
Naquele ano, com a publicação da NBC T 1, houve reflexões sobre a oportunidade de revogação 
da Resolução n. 750/1993, considerando-se que passariam a coexistir duas orientações sobre as 
características da informação contábil do setor privado. Decidiu-se, na época, que a resolução não 
seria revogada porque seria realizada, futuramente, uma revisão em seu conteúdo para adequação 
à NBC T 1 e, também, para a manutenção dos princípios para as entidades do setor público.
Em 2011, a NBC T1 foi revogada pela Resolução n. 1.374, que lhe deu nova redação, passando a 
ser intitulada NBC TG Estrutura Conceitual – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de 
Relatório Contábil-Financeiro.
No processo de revisão da Resolução n. 750/1993, surgiram questões como, por exemplo, a pre-
ponderância de alguns princípios da contabilidade sobre outros – ou seja, alguns princípios não 
apresentados na Resolução n. 750/1993 poderiam ser interpretados como de menor relevância, ou 
não “fundamentais”, gerando dúvidas para os profissionais.
Outro ponto considerado no processode revisão da resolução foi a mudança do contexto socioe-
conômico do Brasil, que levou à necessidade de alguns ajustes, como a avaliação da aplicabilidade 
do princípio da atualização monetária no contexto da estabilidade financeira. Desse processo de 
revisão surgiu a Resolução n. 1.282/2010, alterando a Resolução n. 750/1993.
A convergência da contabilidade das empresas privadas ao padrão internacional (IFRS) avançou 
rapidamente. Enquanto isso, a Contabilidade Aplicada ao Setor Público (Casp) iniciava a busca por 
padrões internacionais e carecia de uma Estrutura Conceitual que pudesse ampliar os princípios da 
contabilidade sob a perspectiva do setor público.
As primeiras NBC TSP (NBC T 16.1 a 16.10), editadas em 2008, buscaram compatibilizar as dire-
trizes dos princípios de contabilidade com a informação contábil do setor público alinhada aos 
padrões internacionais.
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Em 2015, em razão da necessidade de se aprimorar a Casp, o Conselho Federal de Contabilidade 
criou uma comissão para avançar no processo de convergência das NBC TSP às Ipsas. Adotou-se 
a estratégia de convergência integral às Ipsas, ou seja, as normas internacionais passariam a ser 
traduzidas e adaptadas, sempre que necessário, à realidade brasileira.
Da mesma forma como ocorreu no processo de convergência da contabilidade do setor privado, a 
primeira norma da área pública convergida foi a NBC TSP Estrutura Conceitual – Estrutura Concei-
tual para a Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do 
Setor Público, publicada no DOU do dia 4 de outubro de 2016.
Com isso, os Princípios de Contabilidade, sob o ponto de vista das Estruturas Conceituais dos seto-
res privado e público, passaram a ser comportados dentro das normas específicas, respectivamen-
te, a NBC TG Estrutura Conceitual (Resolução n. 1.374/2011) e NBC TSP Estrutura Conceitual.
Diante desses fatos, tornou-se necessária e natural a revogação da Resolução n. 750/1993, para 
evitar eventual conflito de referência conceitual.
Considerações
Alguns professores, de conceituadas universidades brasileiras, dão depoimentos sobre a revogação 
da Resolução n. 750/1993:
“A revogação da Resolução n. 750/1993 me deixou muito satisfeito, porque não é bom para a contabi-
lidade a existência de duas Estruturas Conceituais para as mesmas entidades, ainda mais aprovadas 
pelo mesmo órgão. Acabou agora o meu desconforto. Desconforto que seria muito maior existindo 
duas Estruturas Conceituais para entidades comerciais e outra para entidades públicas. Assim, acho 
que, com essa revogação, o CFC está agindo em prol da unificação de entendimentos, da Contabilida-
de, da nossa classe e, inclusive, em prol da simplificação perante nossos usuários. Só tenho a parabe-
nizar o Conselho Federal.” Eliseu Martins, professor da Universidade de São Paulo (USP).
“Desde a aprovação da Resolução n. 1.374/2011 (NBC TG Estrutura Conceitual aplicável às enti-
dades do setor privado), passamos a conviver com duas Estruturas Conceituais, uma vez que a 
Resolução n. 750/1993 permaneceu vigente, gerando, em muitas situações, dúvidas nos profissio-
nais e no âmbito da academia. Com o processo de convergência e a recente aprovação da NBC 
TSP - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito 
Geral pelas Entidades do Setor Público me parece oportuna a revogação da Resolução n. 750/1993, 
contribuindo, assim, para um adequado alinhamento, em nível internacional, e melhor compreensão 
por parte de todos os que militam na contabilidade ou dela são usuários.” Ernani Ott, professor da 
Unisinos e diretor presidente da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Ciências 
Contábeis (Anpcont).
“Muito oportuna a revogação da Resolução n. 750/1993, com a aprovação da NBC TSP - Estrutura 
Conceitual para a Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas En-
tidades do Setor Público. Acadêmicos e profissionais das entidades privadas finalmente contam 
com uma única base conceitual, a NBC TG Estrutura Conceitual para a Elaboração e Divulgação de 
Relatório Contábil-Financeiro. Agora, são duas estruturas conceituais qualificadas para a análise e a 
aplicação de normas contábeis pertinentes à cada área: pública e privada. Deve-se reconhecer, mais 
uma vez, a atuação criteriosa do Conselho Federal de Contabilidade no processo de convergência, 
promovendo melhor compreensão das normas contábeis pelos profissionais e usuários da contabi-
lidade.” Márcia Martins Mendes De Luca, professora da Universidade Federal do Ceará e Coordena-
dora Adjunta da área de Administração, Ciências Contábeis e Turismo da Capes.
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Claudio Zorzo
“A recente revogação da Resolução n. 750/1993 não implica na extinção dos princípios contábeis no 
Brasil. Na verdade, após a aprovação da Resolução 1.374/2011, o Brasil passou a contar com uma Es-
trutura Conceitual (EC/11). Enquanto a Resolução n. 750/1993 era estruturada em ‘princípios’, a EC/11 
é estruturada em capítulos, como, por exemplo, o do objetivo ou o das características qualitativas.
De maneira geral, podemos ver que todos os princípios mencionados na Resolução n. 750/1993 
também estão na EC, com exceção do da prudência. O ‘de/para’ da Resolução n. 750/1993 é apre-
sentado a seguir, com os respectivos parágrafos da Estrutura Conceitual entre parênteses: continui-
dade (4.1), oportunidade (QC12 e QC19), registro do valor original e outras bases de mensuração 
(4.54 a 4.56), competência (OB17 a OB20). Em relação ao princípio da entidade, a EC faz menção à 
“entidade que reporta a informação”. É importante destacar que uma versão revisada da EC deverá 
ser emitida em breve pelo International Accounting Standards Board (Iasb). A versão revisada de-
dicará um capítulo ao conceito de ‘entidade’ e deve reintroduzir o conceito de ‘prudência’, que não 
significa antecipar as ‘más notícias’ e postergar as ‘boas notícias’, mas, sim, exigir cautela em julga-
mentos sob condições de incerteza.
Concluindo, existem formas diferenciadas de estruturar os conceitos fundamentais que temos em 
Contabilidade, mas tenham certeza de que sempre estarão vivos e continuarão sendo a estrela-guia 
para o desenvolvimento dos pronunciamentos e das decisões a serem tomadas pelos profissio-
nais.” Fábio Moraes da Costa, professor da Fucape Business School.
“Os Princípios Fundamentais de Contabilidade aprovados e editados pela Resolução n. 750/1993 
foram de significativa importância para a melhoria do arcabouço teórico-normativo da Contabilida-
de no Brasil e suas contribuições são de incontestável relevância para a qualidade da informação 
produzida pelas práticas contábeis. Contudo, a dinâmica da economia e a gestão dos negócios, em 
âmbito global, exigem unicidade de regras e procedimentos para obtenção de informação justa que, 
para ser entendida como tal, deve propugnar a ausência de dualidade e a redução de viés, para ser 
compreendida com singularidade pelos usuários. Neste contexto, a coexistência dos princípios edi-
tados pela Resolução n. 750/1993 com a estrutura conceitual vigente, em função daadoção do pa-
drão IFRS, contribui para inquietação de operadores e usuários na escolha da referência conceitual. 
Assim, como ente instituído para velar pelo regramento contabilístico aplicado no Brasil, o CFC age 
com prudência e acerto, eliminando a possibilidade de conflito normativo, ao revogar a Resolução 
n. 750/1993, considerando a inserção do Brasil no padrão internacional.” José Antonio de França, 
professor do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Universidade de Brasília (UnB).
“A adoção das IFRS pressupõe igualmente a observância da estrutura conceitual aprovada pelo 
Iasb, visto que é a base utilizada pelo Board para desenvolver as normas internacionais, bem como 
para analisar questões relativas à aplicação consistente dessas normas. Adicionalmente, a estru-
tura conceitual do Iasb auxilia as entidades a avaliar alternativas e desenvolver políticas contábeis, 
com base em princípios que promovam a representação fidedigna dos eventos econômicos nas 
situações em que nenhuma IFRS específica se aplique a determinada transação ou, ainda, quando 
a norma existente permite a definição de política contábil, mediante a inclusão de opções para o 
reconhecimento de tais eventos. Finalmente, além do Iasb e das entidades responsáveis pela elabo-
ração e divulgação de relatórios financeiros, a estrutura conceitual facilita a compreensão e a inter-
pretação das IFRS pelos usuários.” Amaro Gomes, membro do International Accounting Standards 
Board (Iasb).
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O PULO DO GATO
Leia com calma as considerações apresentadas pelos professores, muitas delas poderão ser 
cobradas em provas.
Como a estrutura conceitual entra em vigor na data de sua publicação, em 05/10/16, tendo 
os seus efeitos aplicados a partir de 1º de janeiro de 2017, a partir de 2017, a base de sustenta-
ção das informações contábeis são: a primazia da essência econômica sobre a forma jurídica; 
os atributos qualitativos fundamentais e de melhoria, conforme os pressupostos básicos do 
registro pelo valor original ajustado, da competência, da oportunidade, da continuidade, da en-
tidade e, agora, também da prudência.
Os princípios de contabilidade representam o núcleo central da própria contabilidade, na 
sua condição de ciência social, sendo a ela inerentes. Constituem sempre as vigas-mestras de 
uma ciência, revestindo-se dos atributos de universalidade e veracidade, conservando validade 
em qualquer circunstância.
No caso da contabilidade, presente seu objeto, seus princípios de contabilidade valem para 
todos os patrimônios, independentemente das entidades a que pertencem, as finalidades para 
as quais são usados, a forma jurídica da qual estão revestidos, sua localização, expressividade 
e quaisquer outros qualificativos, desde que gozem da condição de autonomia em relação aos 
demais patrimônios existentes.
Os princípios contábeis constituem normas que representam a essência da ciência con-
tábil, por isto a observância dos princípios contábeis é obrigatória no exercício da profissão e 
constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC). Na aplica-
ção dos princípios contábeis em situações concretas, a essência das transações deve prevale-
cer sobre seus aspectos formais.
Nos princípios científicos, jamais pode haver hierarquização formal, dado que eles são os ele-
mentos predominantes na constituição de um corpo orgânico, proposições que se colocam 
no início de uma dedução, e são deduzidos de outras dentro do sistema. Nas ciências sociais, 
os princípios se colocam como axiomas, premissas universais e verdadeiras, assim admitidas 
sem necessidade de demonstração, ultrapassando, pois, a condição de simples conceitos.
Os princípios, na condição de verdades primeiras de uma ciência, jamais serão diretivas 
de natureza operacional, característica essencial das normas – expressões de direito positivo, 
que, a partir dos princípios, estabelecem ordenamentos sobre o “como fazer”, isto é, técnicas, 
procedimentos, métodos, critérios, etc., tanto nos aspectos substantivos quanto nos formais. 
Dessa maneira, alcança-se um todo organicamente integrado, em que, com base nas verdades 
gerais, chega-se ao detalhe aplicado, mantidas a harmonia e a coerência do conjunto.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Os princípios simplesmente são e, portanto, preexistem às normas, fundamentando e jus-
tificando a ação, enquanto aquelas a dirigem na prática. No caso brasileiro, os princípios es-
tão presentes na formulação das Normas Brasileiras de Contabilidade, verdadeiros pilares do 
sistema de normas, que estabelecerá regras sobre apreensão, registro, relato, demonstração e 
análise das variações sofridas pelo patrimônio, buscando descobrir suas causas, de forma a 
possibilitar a feitura de prospecções sobre a entidade, e não podem sofrer qualquer restrição 
na sua observância.
Em termos de conteúdo, os princípios dizem respeito à caracterização da entidade e do pa-
trimônio, à avaliação dos componentes deste e ao reconhecimento das mutações e dos seus 
efeitos diante do patrimônio líquido.
Como os princípios alcançam o patrimônio na sua globalidade, sua observância nos pro-
cedimentos aplicados resultará, automaticamente, em informações de utilidade para decisões 
sobre situações concretas. Esta é a razão pela qual os objetivos pragmáticos da contabilidade 
são caracterizados pela palavra “informação”.
Desta forma, os princípios de contabilidade representam a essência das doutrinas e teorias 
relativas à ciência da contabilidade, consoante o entendimento predominante nos universos 
científico e profissional de nosso país. Concernem, pois, à contabilidade no seu sentido mais 
amplo de ciência social, cujo objeto é o patrimônio das entidades.
Nos princípios científicos, jamais pode haver hierarquização formal, dado que eles são os ele-
mentos predominantes na constituição de um corpo orgânico.
Segundo a Resolução CFC 750/93, modificada pelas resoluções n. 1.111/ 07 e n. 1.367/11, 
são princípios de contabilidade sob a perspectiva do setor público:
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
entidAde
O princípio da ENTIDADE reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e afirma a 
autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um patrimônio particular no univer-
so dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto 
de pessoas, uma sociedade ou uma instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou 
sem fins lucrativos.
Por consequência, nesta acepção, o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus 
sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição.
O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação 
contábil de patrimôniosautônomos não resulta em nova ENTIDADE, mas numa unidade de 
natureza econômico-contábil.
O cerne do princípio da ENTIDADE está na autonomia do patrimônio a ela pertencente. O 
princípio, em exame, afirma que o patrimônio deve revestir-se do atributo de autonomia em 
relação a todos os outros patrimônios existentes, pertencendo a uma entidade, no sentido de 
sujeito suscetível à aquisição de direitos e obrigações. A autonomia tem por consequência o 
fato de que o patrimônio de uma entidade jamais pode confundir-se com aqueles dos seus 
sócios ou proprietários.
A entidade poderá ser desde uma pessoa física, ou qualquer tipo de sociedade, instituição 
ou mesmo conjuntos de pessoas, tais como:
− Famílias;
− Empresas;
− Governos, nas diferentes esferas do poder;
− Sociedades beneficentes, religiosa, culturais, esportivas, de lazer, técnicas;
− Sociedades cooperativas;
− Fundos de investimento e outras modalidades afins.
O patrimônio, na sua condição de objeto da contabilidade, é, no mínimo, aquele juridica-
mente formalizado como pertencente à entidade, com ajustes quantitativos e qualitativos rea-
lizados em consonância com os princípios da própria contabilidade.
A autonomia patrimonial apresenta sentido unívoco. Por consequência, o patrimônio pode 
ser decomposto em partes segundo os mais variados critérios, em termos tanto quantitativos 
quanto qualitativos. Mas nenhuma classificação, mesmo que dirigida sob ótica setorial, resul-
tará em novas entidades.
Carece, pois, de sentido a ideia de que as divisões ou os departamentos de uma entidade 
possam constituir novas entidades, ou “microentidades”, precisamente porque sempre lhes 
faltará o atributo da autonomia.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
A única circunstância em que poderá surgir nova entidade será aquela em que a proprieda-
de de parte do patrimônio de uma entidade for transferida para outra unidade, eventualmente 
até criada naquele momento. Mas, no caso, teremos um novo patrimônio autônomo, perten-
cente a outra entidade. Na contabilidade aplicada, especialmente nas áreas de custos e de 
orçamento, trabalha-se, muitas vezes, com controles divisionais, que podem ser extraordinaria-
mente úteis, porém não significam a criação de novas entidades, precisamente pela ausência 
de autonomia patrimonial.
Perspectivas do Setor Público
O princípio da entidade se afirma, para o ente público, pela autonomia e responsabilização 
do patrimônio a ele pertencente.
A autonomia patrimonial tem origem na destinação social do patrimônio, e a responsabili-
zação pela obrigatoriedade da prestação de contas pelos agentes públicos
ContinuidAde
O princípio da continuidade pressupõe que a entidade continuará em operação no futuro 
e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta 
esta circunstância.
O princípio da continuidade, à semelhança do da prudência, está intimamente ligado com 
o da competência, formando-se uma espécie de trilogia. A razão é simples: a continuidade 
diz respeito diretamente ao valor econômico dos bens, ou seja, ao fato de um ativo manter-se 
nesta condição ou transformar-se, total ou parcialmente, quando há previsão de encerramento 
das atividades da entidade, com o vencimento antecipado ou o surgimento de exigibilidades. 
Nesta última circunstância, sua ligação será com o princípio da oportunidade.
A denominação “princípio da continuidade”, como também a de “entidade em marcha”, ou 
“going concern”, é encontrada em muitos sistemas de normas no exterior e também na literatura 
contábil estrangeira, embora o princípio da continuidade também parta do pressuposto de que a 
entidade deva concretizar seus objetivos continuamente – o que nem sempre significa a geração 
de riqueza no sentido material –, não se fundamenta na ideia de entidade em movimento.
O motivo é simples, pois uma entidade com suas atividades reduzidas ou suspensas tem-
porariamente continuará a ser objeto da contabilidade enquanto dispuser de patrimônio.
Perspectivas do Setor Público
No âmbito da entidade pública, a continuidade está vinculada ao estrito cumprimento da 
destinação social do seu patrimônio, ou seja, a continuidade da entidade se dá enquanto per-
durar sua finalidade. 
Portanto, se o órgão público deixar de atender à finalidade de sua criação, ele estará violan-
do o princípio da continuidade.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
oportunidAde
O princípio da oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos 
componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas.
A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da informação contá-
bil pode ocasionar a perda de sua relevância, por isso é necessário ponderar a relação entre a 
oportunidade e a confiabilidade da informação.
O princípio da OPORTUNIDADE exige a apreensão, o registro e o relato de todas as varia-
ções sofridas pelo patrimônio de uma entidade, no momento em que elas ocorrerem. Cumpri-
do tal preceito, chega-se ao acervo máximo de dados primários sobre o patrimônio, fonte de 
todos os relatos, demonstrações e análises posteriores, ou seja, o princípio da oportunidade é 
a base indispensável à fidedignidade das informações sobre o patrimônio da entidade, relati-
vas a um determinado período e com o emprego de quaisquer procedimentos técnicos.
É o fundamento daquilo que muitos sistemas de normas denominam “representação fiel” 
pela informação, ou seja, que esta espelhe com precisão e objetividade as transações e eventos 
a que concerne. Tal tributo é, igualmente, exigível em qualquer circunstância, a começar sempre 
nos registros contábeis, embora as normas tendam a enfatizá-lo nas demonstrações contábeis.
O princípio da oportunidade deve ser observado, como já foi dito, sempre que haja variação 
patrimonial, cujas origens principais são, de forma geral, as seguintes:
a) Transações realizadas com outras entidades, formalizadas mediante acordo de vonta-
des, independentemente da forma ou da documentação de suporte, como compra ou venda 
de bens e serviços;
b) Eventos de origem externa, de ocorrência alheia à vontade da administração, mas com 
efeitos sobre o patrimônio, como modificações nas taxas de câmbio, quebras de clientes, efei-
tos de catástrofes naturais, etc.;
c) Movimentos internos que modificam predominantemente a estrutura qualitativa dop, como 
a transformação de materiais em produtos sem fabricados ou destes em produtos prontos, mas 
também a estrutura quantitativo-qualitativa, como no sucateamento de bens inservíveis.
O princípio da OPORTUNIDADE abarca dois aspectos distintos, mas complementares: a inte-
gridade e a tempestividade, razão pela qual alguns autores preferem denominá-los princípio 
da UNIVERSALIDADE.
O princípio da OPORTUNIDADE tem sido confundido, algumas vezes, com o da COMPE-
TÊNCIA, embora os dois apresentem conteúdos manifestamente diversos. Na oportunidade, 
o objetivo está na completeza da apreensão das variações, do seu oportuno conhecimento, 
enquanto, na competência, o fulcro está na qualificação das variações diante do patrimônio 
líquido, isto é, na decisão sobre se estas o alteram ou não. Em síntese, no primeiro caso,temos 
o conhecimento da variação, e, na competência, a determinação de sua natureza.
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CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
A integridade diz respeito à necessidade de as variações serem reconhecidas na sua tota-
lidade, isto é, sem qualquer falta ou excesso. Concerne, pois, à completeza da apreensão, que 
não admite a exclusão de quaisquer variações monetariamente quantificáveis.
Como as variações incluem elementos quantitativos e qualitativos, bem como os aspec-
tos físicos pertinentes, e ainda que a avaliação é regida por princípios próprios, a integridade 
diz respeito fundamentalmente às variações em si. Tal fato não elimina a necessidade do 
reconhecimento destas, mesmo nos casos em que não há certeza definitiva da sua ocor-
rência, mas somente alto grau de possibilidade. Bons exemplos neste sentido fornecem as 
depreciações, pois a vida útil de um bem será sempre uma hipótese, mais ou menos fundada 
tecnicamente, porquanto dependente de diversos fatores de ocorrência aleatória. Natural-
mente, pressupõe-se que, na hipótese do uso de estimativas, estas tenham fundamentação 
estatística e econômica suficientes.
A tempestividade obriga que as variações sejam registradas no momento em que ocorre-
rem, mesmo na hipótese de alguma incerteza, na forma relatada no item anterior. Sem o regis-
tro no momento da ocorrência, ficarão incompletos os registros sobre o patrimônio até aquele 
momento, e, em decorrência, insuficientes quaisquer demonstrações ou relatos, e falseadas as 
conclusões, diagnósticos e prognósticos.
Perspectivas do Setor Público
O princípio da oportunidade é base indispensável à integridade e à fidedignidade dos pro-
cessos de reconhecimento, mensuração e evidenciação da informação contábil, dos atos e 
dos fatos que afetam ou possam afetar o patrimônio da entidade pública, observadas as Nor-
mas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público.
A integridade e a fidedignidade dizem respeito à necessidade de as variações serem reco-
nhecidas na sua totalidade, independentemente do cumprimento das formalidades legais para 
sua ocorrência, visando ao completo atendimento da essência sobre a forma.
registro pelo vAlor originAl
O princípio do registro pelo valor original determina que os componentes do patrimônio 
devem ser, inicialmente, registrados pelos valores originais das transações, expressos em 
moeda nacional.
No caso de doações recebidas pela entidade, também existe a transação com o mundo 
exterior, com efeito quantitativo e qualitativo sobre o patrimônio.
Como a doação resulta em inegável aumento do patrimônio líquido, cabe o registro pelo 
valor efetivo da coisa recebida, no momento do recebimento, segundo o valor de mercado.
Este princípio determina a necessidade de se registrar os itens patrimoniais pelo seu valor his-
tórico, ou seja, pelo valor da primeira negociação; contudo se aceita ajustes ao valor original.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
I – Custo histórico.
Os ativos são registrados pelos valores pagos ou a serem pagos.
Os passivos são registrados pelos valores dos recursos que foram recebidos em troca da 
obrigação ou pelos valores necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações.
II – Variação do custo histórico.
Uma vez integrado ao patrimônio, os componentes patrimoniais, podem sofrer variações 
decorrentes dos seguintes fatores:
a) Custo corrente;
b) Valor realizável;
c) Valor presente;
d) Valor justo.
a) Custo corrente
Os ativos são reconhecidos pelos valores que teriam de ser pagos se esses ativos fossem 
adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis.
Os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa, não descontados, que seriam ne-
cessários para liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis.
b) Valor realizável
Os ativos são mantidos pelos valores que poderiam ser obtidos pela venda em uma for-
ma ordenada.
Os passivos são mantidos pelos valores, não descontados, que se espera que seriam pa-
gos para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações da entidade.
c) Valor presente
Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de entrada líquida 
de caixa que se espera que seja gerado pelo item no curso normal das operações da entidade.
Os passivos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de saída líquida 
de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo.
d) Valor justo
É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhe-
cedoras, dispostas a isso, em uma transação sem favorecimentos e sem compulsoriedade.
Perspectivas do Setor Público
Nos registros dos atos e fatos contábeis, será considerado o valor original dos componen-
tes patrimoniais.
Valor original, que, ao longo do tempo, não se confunde com o custo histórico, corresponde 
ao valor resultante de consensos de mensuração com agentes internos ou externos, com base 
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
em valores de entrada – a exemplo de custo histórico, custo histórico corrigido e custo corren-
te; ou valores de saída – a exemplo de valor de liquidação, valor de realização, valor presente 
do fluxo de benefício do ativo e valor justo.
Exemplo
a) Em novembro, a empresa compra mercadorias no total de R$ 100.000,00, com frete e seguro 
de R$ 30.000,00, e carga e descarga de R$ 20.000,00.
b) No fim do ano, ao elaborar o “BP”, a administração levanta as seguintes informações:
I – Preço de reposição de R$ 160.000,00.
II – Preço de venda, à vista, da mercadoria R$ 210.000,00; a margem de lucro e os impostos 
estimados na venda eram R$ 40.000,00.
III – Se vender a prazo, o preço é de R$250,000,00.
IV – As mercadorias poderiam ser trocadas no mercado pelo valor de R$ 180.000,00
c) Os valores, segundo o princípio do registro pelo valor histórico ajustado, são os seguintes:
Custo original: 150.000,00
Custo corrente: 160.000,00
Valor realizável líquido: 170.000,00
Valor presente: 210.000,00
Valor justo: 180.000,00
CompetênCiA
O princípio da competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam 
reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamen-
to. Ainda, pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas.
A compreensão do princípio da COMPETÊNCIA está diretamente ligada ao entendimento 
das variações patrimoniais e sua natureza.
Nestas, encontramos duas grandes classes: a daquelas que somente modificam a qualida-
de ou a natureza dos componentes patrimoniais, sem repercutirem no montante do patrimônio 
líquido, e a das que o modificam. As primeiras são denominadas “qualitativas”, ou “permutati-
vas”, enquanto as segundas são chamadas de “quantitativas”, ou “modificativas”.Observa-se que o princípio da competência não está relacionado com recebimentos ou 
pagamentos, mas, sim, com o reconhecimento das receitas geradas e das despesas incorridas 
no período.
Mesmo com desvinculação temporal das receitas e despesas, respectivamente do recebimen-
to e do pagamento, a longo prazo ocorre a equalização entre os valores do resultado contábil 
e o fluxo de caixa derivado das receitas e despesas, em razão dos princípios referentes à ava-
liação dos componentes patrimoniais.
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CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
Perspectivas do Setor Público
O princípio da competência é aquele que reconhece as transações e os eventos na ocorrên-
cia dos respectivos fatos geradores, independentemente do seu pagamento ou recebimento, 
aplicando-se integralmente ao setor público.
prudênCiA
O princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do 
ativo e do maior para os do passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente váli-
das para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido.
A prudência pressupõe o emprego de certo grau de precaução no exercício dos julgamen-
tos necessários às estimativas em certas condições de incerteza, no sentido de que ativos 
e receitas não sejam superestimados, e que passivos e despesas não sejam subestimados, 
atribuindo maior confiabilidade ao processo de mensuração e apresentação dos componen-
tes patrimoniais.
A PRUDÊNCIA – de forma a obter-se o menor patrimônio líquido, dentre aqueles possíveis 
diante de procedimentos alternativos de avaliação – está restrita às variações patrimoniais 
posteriores às transações originais com o mundo exterior, uma vez que estas deverão decorrer 
de consenso com os agentes econômicos externos ou da imposição destes.
Esta é a razão pela qual a aplicação do princípio da prudência ocorrerá concomitantemente 
com a do princípio da COMPETÊNCIA, quando resultará, sempre, variação patrimonial quanti-
tativa negativa, isto é, redutora do patrimônio líquido.
Perspectivas do Setor Público
As estimativas de valores que afetam o patrimônio devem refletir a aplicação de procedi-
mentos de mensuração que prefiram montantes menores para ativos, entre alternativas igual-
mente válidas, e valores maiores para passivos.
A prudência deve ser observada quando, existindo um ativo ou um passivo já escriturado 
por determinados valores, segundo os princípios do valor original, surgirem possibilidades de 
novas mensurações.
A aplicação do princípio da prudência não deve levar a excessos ou a situações classificá-
veis como manipulação do resultado, ocultação de passivos, super ou subavaliação de ativos. 
Pelo contrário, em consonância com os princípios constitucionais da administração pública, 
deve constituir garantia de inexistência de valores fictícios, de interesses de grupos ou pesso-
as, especialmente gestores, ordenadores e controladores.
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CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
100. (FUNDATEC/SISPREM/CONTADOR/2015) O Princípio Contábil da Entidade des-
creve que o
a) Patrimônio Contábil é dividido em quotas, relativas à participação de cada sócio.
b) Patrimônio Contábil deve ser escriturado dentro de normas de prudência e conservadorismo.
c) Patrimônio da Entidade deve ser apurado mensalmente dentro de critérios de prudência.
d) Patrimônio da Entidade não se confunde com aqueles dos seus sócios ou de proprietários 
da Entidade.
e) Patrimônio da Entidade é único e não se confunde com o de outras entidades similares.
O princípio da ENTIDADE reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e afirma a auto-
nomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um patrimônio particular no universo dos 
patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pesso-
as, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos.
Por consequência, o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietá-
rios, no caso de sociedade ou instituição.
Letra d.
101. (IBADE/VILA VELHA/CONTADOR/2020) Os Princípios de Contabilidade representam a 
essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade, consoante o entendimen-
to predominante nos universos científico e profissional. NÃO é princípio da contabilidade a/o:
a) Entidade 
b) Continuidade
c) Impessoalidade
d) Oportunidade
e) Registro pelo valor original
A impessoalidade não é um princípio contábil.
Letra c.
102. (INSTITUTO ACCESS/ORIZANIA-MG/CONTADOR/2020) Os efeitos das transações e ou-
tros eventos devem ser reconhecidos nos períodos a que se referem, ou seja, receitas e despesas 
devem ser consideradas em função do fato gerador, independentemente dos recebimentos ou 
pagamentos; pressupõe simultaneidade da confrontação entre receitas e despesas correlatas.
O fragmento acima se refere ao Princípio Contábil da:
a) Competência.
b) Continuidade.
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CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
c) Entidade.
d) Oportunidade.
e) Prudência.
O princípio da competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam 
reconhecidos nos períodos a que se referem. Independentemente do recebimento ou paga-
mento, ele pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas.
Letra a.
103. (UNIFIL/SANTO ANTÔNIO DO SUDOESTE/2020) Os princípios de Contabilidade repre-
sentam doutrinas e teorias relacionados a ciência, aplicados no sentido mais amplo, sendo o 
objetivo o patrimônio das empresas. Sobre os princípios, assinale a alternativa incorreta.
a) O princípio da competência determina que as transações sejam reconhecidas nos períodos 
a qual se referem, independente do recebimento ou forma de pagamento.
b) O princípio da entidade reconhece o patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma au-
tonomia patrimonial, a necessidade da igualdade de um patrimônio particular entre os demais 
existentes, independentemente de a quem pertencer.
c) O princípio da continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro, 
levando em conta esta circunstância para mensuração e apresentação dos componentes.
d) O princípio do registro pelo valor original, como a própria denominação diz, este princípio de-
termina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores 
originais das transações, expressos em moeda nacional.
O princípio da entidade determina a necessidade de SEPARAR o patrimônio da empresa do 
patrimônio dos sócios.
Letra b.
104. (INSTITUTO AOCP/ITEP-RN/PERITO CONTÁBIL/2018) Pelas normas brasileiras da legis-
lação societária e também de acordo com a Deliberação da CVM (Comissão de Valores Mobi-
liários), os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos por qual regime?
a) Prudência.
b) Proficiência.
c) Caixa.
d) Competência.
e) Jurisprudência.O regime de escrituração obrigatório no Brasil é o regime da competência.
Letra d.
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CONTABILIDADE GERAL
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105. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/CONTADOR/2017) Assinale a alternativa que apresenta o 
correto conceito do respectivo princípio contábil.
a) Entidade: pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensu-
ração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta essa circunstância.
b) Continuidade: refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes pa-
trimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas.
c) Prudência: determina a adoção do menor valor para os componentes do ativo e do maior 
para do passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantifica-
ção das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido.
d) Oportunidade: determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconheci-
dos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento.
e) Competência: reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e determina a autono-
mia patrimonial, sendo necessário diferenciá-lo do Patrimônio particular.
a) Errada. Apresenta o conceito do princípio da continuidade.
b) Errada. Apresenta o conceito do princípio da oportunidade.
c) Certa.
d) Errada. Apresenta o conceito do princípio da competência.
e) Errada. Apresenta o conceito do princípio da entidade.
Letra c.
106. (INSTITUTO AOCP/UFFS/CONTADOR/2016) Qual princípio contábil refere-se, simulta-
neamente, à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações, 
determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta?
a) Registro pelo valor original.
b) Valor justo. 
c) Ambiental. 
d) Oportunidade.
e) Patrimonial.
O princípio da OPORTUNIDADE refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos com-
ponentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas.
Letra d.
107. (INSTITUTO AOCP/UFFS/CONTADOR/2016) Qual princípio da contabilidade reconhece 
como objeto da contabilidade o patrimônio?
a) Princípio da universalidade.
b) Princípio da contingência.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
Claudio Zorzo
c) Princípio da entidade.
d) Princípio da unidade.
e) Princípio da oportunidade.
O princípio da ENTIDADE reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e determina a 
autonomia patrimonial, sendo necessário diferenciá-lo do patrimônio particular.
Letra c.
108. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/CONTADOR/2016) Qual princípio contábil determina que 
a avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita com base nos valores de entrada, 
considerando-se como tais os resultantes do consenso com os agentes externos ou da im-
posição destes?
a) Tempestividade.
b) Integridade.
c) Oportunidade.
d) Registro pelo valor original.
e) Continuidade.
O princípio do registro pelo valor original determina que os componentes do patrimônio devem 
ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações com terceiros, expressos 
em moeda nacional, e, uma vez integrado ao patrimônio, os componentes patrimoniais, ativos 
e passivos, podem sofrer variações decorrentes de ajustes correntes.
Letra d.
109. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/CONTADOR/2016) Qual princípio contábil expõe que a fo-
lha de pagamento de dezembroX15, será considerada em dezembroX15, mesmo que o paga-
mento ocorra no mês de janeiroX16, no momento do pagamento?
a) Comparabilidade.
b) Primazia.
c) Entidade.
d) Atualização Monetária.
e) Competência.
É o princípio da COMPETÊNCIA que determina a necessidade de se registrar as receitas e des-
pesas quando elas ocorreram, independentemente de recebimento ou pagamento.
Letra e.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
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110. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/CONTADOR/2016) Um financiamento de longo prazo para 
uma determinada empresa, poderá ser obtido, pois parte-se do pressuposto de que essa em-
presa permanecerá funcionando por muito tempo e certamente venderá muito os seus produ-
tos, tendo-se a expectativa de que pagará o financiamento ao longo do tempo. A qual princípio 
contábil diz respeito o exemplo apresentado?
a) Compreensibilidade.
b) Continuidade.
c) Materialidade.
d) Tempestividade.
e) Equilíbrio.
O princípio da CONTINUIDADE pressupõe que a entidade continuará em operação no futuro - e, 
portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta 
essa circunstância.
Letra b.
111. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/CONTADOR/2016) Uma empresa calculou sua dívida com 
um determinado banco, incluindo multas, juros, comissões etc. e chegou a R$ 20.000,00. O 
setor jurídico do banco apresentou uma dívida atualizada em R$ 25.000,00. Qual princípio con-
tábil expõe que a empresa deverá registrar os R$ 25.000,00?
a) Custo histórico.
b) Registro pelo valor original.
c) Prudência.
d) Materialidade.
e) Continuidade.
O princípio da PRUDÊNCIA determina que a empresa reconheça o maior valor para o passivo e 
o menor para o ativo, sempre que a situação for baseada em normas contábeis.
Letra c.
112. (INSTITUTO AOCP/ANGRA DOS REIS/CONTADOR/2016) Qual é o Princípio do Regis-
tro Pelo Valor Original, de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e suas 
conceituações?
a) Os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transa-
ções com o mundo exterior, expressos a valor presente na moeda do País.
b) Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos 
nos registros contábeis por meio do ajustamento da expressão formal dos valores dos com-
ponentes patrimoniais.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
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c) As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em 
que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de 
recebimento ou pagamento.
d) O princípio do registro pelo valor original determina a adoção do menor valor para os compo-
nentes do ativo e do maior para os do passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmen-
te válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido.
e) O princípio do registro pelo valor original reconhece o Patrimônio como objeto da Contabili-
dade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio par-
ticular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa 
ou um conjuntode pessoas.
O princípio do registro pelo valor original determina que os componentes do patrimônio devem 
ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações com terceiros, expressos 
em moeda nacional, e, uma vez integrados ao patrimônio, os componentes patrimoniais, ativos 
e passivos, podem sofrer variações decorrentes de ajustes correntes.
Letra a.
113. (FUNDATEC/AL-RS/ANALISTA CONTADOR/2018) Assinale o princípio de contabilidade 
que se refere ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para 
produzir informações íntegras e tempestivas, aplicado ao setor público.
a) Entidade.
b) Oportunidade.
c) Registro pelo valor original.
d) Prudência.
e) Continuidade.
O princípio da oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos compo-
nentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas.
A tempestividade está relacionada com apresentar as informações no momento em que elas 
possam auxiliar os usuários em sua tomada de decisão.
Letra b.
Complete a lacuna com a alternativa correta.
114. (IBFC/SES-PR/CONTADOR/2016) De acordo com a Lei 6.404/76, a escrituração da 
companhia será mantida em registros permanentes, com obediência aos preceitos da legis-
lação comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo 
observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patri-
moniais segundo____________.
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Alternativas
a) O regime de caixa.
b) O regime misto.
c) O regime de competência.
d) O regime da prudência.
A Lei 6.404-76 estabelece, em seu artigo 177, que a escrituração da companhia será mantida 
em registros permanentes, com obediência tanto aos preceitos da legislação comercial e des-
ta lei quanto aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos 
ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o 
regime de COMPETÊNCIA.
Letra c.
115. (IDECAN/LEOPOLDINA-MG/CONTADOR/2016) Os ativos são mantidos pelo valor pre-
sente, descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo 
item no curso normal das operações da Entidade. Os passivos são mantidos pelo valor pre-
sente, descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para 
liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade.”
Segundo o princípio do registro pelo valor original, a afirmativa anterior refere-se à base de 
mensuração
Alternativas
a) valor justo.
b) valor presente.
c) custo corrente.
d) valor realizável.
O VALOR PRESENTE é a base de mensuração que apresenta o valor futuro dos componentes 
do patrimônio descontado dos juros embutidos.
Letra b.
116. (IDECAN/NATAL-RN/CONTADOR/2016) “Contabilidade é uma arte. É a arte de registrar 
todas as transações de uma companhia, que possam ser expressas em termos monetários.” 
(Gouveia, 1984.)
Portanto, o objeto de estudo da contabilidade é(são):
Alternativas
a) O Patrimônio.
b) Os controles financeiros.
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c) As transações comerciais.
d) Os ativos e os passivos das empresas
A contabilidade é uma ciência social que tem como objeto de estudo o PATRIMÔNIO de qual-
quer pessoa, seja física ou jurídica.
Letra a.
117. (IDECAN/NATAL-RN/CONTADOR/2016) Com referência às principais funções da conta-
bilidade, analise as afirmativas.
I – Coletar os documentos comprobatórios dos atos e fatos administrativos e econômicos que 
ocorrem na entidade.
II – Manter sigilo total da situação patrimonial, econômica e financeira da entidade.
III – Registrar os fatos contábeis decorrentes das alterações patrimoniais nos livros de escritu-
ração contábil da entidade.
IV – Acumular informações quantitativas e qualitativas, especificamente do patrimônio públi-
co, bem como suas variações ao longo do tempo.
V – Classificar os documentos comprobatórios de acordo com as alterações que provocam no 
patrimônio da entidade.
Estão corretas apenas as afirmativas
Alternativas
a) I, II e III.
b) I, III e V.
c) II, III e IV.
d) III, IV e V.
A contabilidade, por meio de seu processo contábil, levanta, mensura e analisa as informações 
referentes aos atos e fatos administrativos; registrando, em seus livros contábeis, os fatos que 
afetaram o patrimônio, qualitativa ou quantitativamente.
I – Certo.
II – Errado. A contabilidade tem como objetivo apresentar informações - e não manter o si-
gilo delas.
III – Certo.
IV – Errado. A contabilidade tem, como campo de aplicação, o patrimônio de qualquer entida-
de, seja pública ou privada - e não especificamente o patrimônio público.
V – Certo.
Letra b.
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CONTABILIDADE GERAL
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118. (IDECAN/NATAL-RN/CONTADOR/2016) A finalidade fundamental da contabilidade é 
gerar informações de ordem
Alternativas
a) financeira, com ênfase para o controle e o planejamento.
b) física sobre o patrimônio, com ênfase para o controle e o planejamento.
c) econômica sobre o patrimônio, com ênfase para o controle e o planejamento.
d) física, econômica e financeira sobre o patrimônio, com ênfase para o controle e o 
planejamento.
A finalidade da contabilidade é controlar o patrimônio e a sua evolução, por meio de um pro-
cesso contábil, de forma a fornecer informações sobre a situação física, econômica e financei-
ra de uma entidade.
Letra d.
119. (IDECAN/DETRAN-RO/CONTADOR/2016) “O grande objetivo da Contabilidade é prover 
seus usuários, em geral, com o máximo possível de informações sobre o patrimônio de uma 
entidade e suas mutações.” (Iudícibus et al, 2010, p. 11.) “___________são usuários que pos-
suem duplo interesse nas informações contábeis: primeiramente porque se baseiam nas mes-
mas para arrecadar tributos; e, em segundo lugar, interessam-se pelos dados econômicos das 
unidades microeconômicas para que, devidamente agregados e tratados estatisticamente, 
possam fornecer bases adequadas para análises econômicas.”
Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
Alternativas
a) Pessoas físicas
b) Sócios, acionistas e proprietários
c) Bancos e emprestadores de recursos
d) Administradores e diretores executivos
e) Governo e economistas governamentais
O governo e os economistas governamentais utilizam as informações apresentadas pelas 
entidades para formar uma base de dados sobre a economia nacional e, principalmente, so-
bre a arrecadação.
Letra e.
120. (IDECAN/DETRAN-RO/CONTADOR/2016) A Lei Federal n. 6.404/76 e suas alterações 
posteriores estabelecem as demonstrações contábeis de natureza obrigatória e/ou facultati-
vas, conforme o caso, e a forma de sua apresentação. Acerca das demonstrações contábeis 
de que trata a referida Lei, é correto afirmar que são fundamentais para os seus usuários,visto que:
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
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Alternativas
a) fornecem dados variados para a Receita Federal.
b) subsidiam as diretrizes e procedimentos contábeis.
c) evidenciam a situação financeira e econômica da entidade.
d) fornecem dados relevantes para o setor fiscal da entidade.
e) tornam mais simples e eficientes os métodos de controle interno.
A Lei 6.404-76 destaca, em seu artigo 176, que, ao fim de cada exercício social, a diretoria fará 
elaborar as demonstrações financeiras, que deverão exprimir, com clareza, a situação do patri-
mônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício.
As demonstrações contábeis são relatórios que apresentam a situação patrimonial, financeira 
e econômica da empresa.
Letra c.
121. (IDECAN/NATAL-RN/CONTADOR/2016) Com referência aos conceitos de contabilida-
de, analise.
I – Os usuários da contabilidade são os bancos e o governo, pois necessitam destas informa-
ções para concessão de empréstimos e estudos econômicos.
II – Os usuários da contabilidade são os administradores, diretores e executivos cujo objetivo é 
obter informações sobre a empresa e, as informações geradas pela contabilidade, na maioria 
das vezes, são confusas e não são esclarecedoras.
III – Os usuários da contabilidade dividem-se em internos e externos e as informações geradas 
pela contabilidade devem ser claras e objetivas, a fim de que o usuário possa planejar suas 
próprias operações.
IV – Os usuários da contabilidade são aqueles que desejam informações sobre a empresa e 
as informações geradas pela contabilidade podem ou não refletir a situação econômico-finan-
ceira da empresa.
Está correta apenas a afirmativa
Alternativas
a) I.
b) II.
c) III.
d) IV.
Somente o item III está certo.
Os usuários da contabilidade são internos e externos; os usuários internos compõem a alta 
administração da empresa; já os usuários externos são divididos em primários, que aplicam 
dinheiro na empresa, e secundários, que têm relacionamento operacional com a empresa.
Letra c.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
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122. (IDECAN/IP-PE/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) De acordo com a Lei n. 6.404/76, é o de-
monstrativo que discriminará o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores 
e a correção monetária do saldo inicial; as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício; 
e as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital 
e o saldo ao fim do período.
Alternativas
a) Balanço Patrimonial.
b) Demonstração do Resultado do Exercício.
c) Demonstração dos Fluxos de Caixa.
d) Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.
e) Demonstração do Valor Adicionado.
Segundo a Lei 6.404-76, em seu artigo 186, a DLPA - Demonstração de Lucros ou Prejuízos 
Acumulados discriminará:
I – o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do 
saldo inicial;
II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;
III – as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o 
saldo ao fim do período.
Letra d.
123. (IADES/CITEC/CONTADOR/2016) Acerca do Comitê de Pronunciamentos Contábeis 
(CPC), assinale a alternativa correta.
a) Trata-se de um órgão público subordinado à Comissão de Valores Mobiliários.
b) Desde a respectiva criação, em 2005, além dos pronunciamentos técnicos, o CPC passou a 
emitir as resoluções do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
c) O CPC tem prerrogativas legais, portanto a aplicação das próprias normas é obrigatória.
d) Trata-se de uma entidade de direito privado subordinada ao International Accounting Stan-
dards Board (IASB).
e) Os pronunciamentos técnicos emitidos pelo CPC subsidiam a emissão de normas que per-
mitem a convergência da Contabilidade Brasileira com os padrões internacionais.
O CPC não emite norma para o mercado, ele se pronuncia sobre assuntos específicos. Quem 
normatiza são as autarquias reguladoras, como o CFC, a CVM e o Bacen.
O CPC é um órgão autônomo, não tem vinculação com nenhuma instituição pública ou privada.
Letra e.
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124. (IADES/CAU-SP/ASSISTENTE CONTÁBIL/2013) A contabilidade está ligada à adminis-
tração, ao direito e à economia, desempenhando função administrativa e econômica ao man-
ter controle sobre o patrimônio da organização e apurando os respectivos resultados econômi-
cos. Considerando essa informação, é correto afirmar que a contabilidade
a) é um sistema de informação e avaliação que fornece demonstrações e análises de natureza 
econômica, financeira, física e de produtividade, com relação à entidade objeto de contabilização.
b) estuda o passivo à disposição das aziendas, em seus aspectos estáticos e em suas varia-
ções, para enunciar, por meio de fórmulas racionalmente deduzidas, os efeitos da administra-
ção sobre a formação e a distribuição dos créditos.
c) é uma ciência que permite manter um controle permanente do passivo da empresa, usando 
técnicas de cunho financeiro e fiscal.
d) sobrepõe-se, como ciência, à administração e ao direito, pois não há como administrar sem 
números e sem referência contábil e financeira.
e) é uma ciência concebida para coletar, registrar, resumir e interpretar dados e fenômenos que 
afetam as situações administrativas de uma organização.
A contabilidade é a ciência social que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no patri-
mônio das entidades, mediante o registro, a demonstração e a divulgação desses fatos, com o 
fim de oferecer informações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado 
econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial aos usuários.
Para atingir seu objetivo, a contabilidade necessita de que exista, na empresa, um sistema de 
controle interno que consiga capturar e tratar as informações relacionadas com os fatos con-
tábeis que afetam o PATRIMÔNIO, para que, assim, as informações sejam apresentadas por 
meio de relatórios e demonstrações contábeis.
Letra a.
125. (IADES/CRF-DF/CONTADOR/2017) A técnica contábil que tem por propósito efetuar o 
registro dos fatos contábeis em livros próprios é denominada
a) elaboração.
b) levantamento.
c) escrituração.
d) lavratura.
e) auditoria.
As técnicas contábeis representam as ferramentas que a contabilidade possui para controlar 
o patrimônio. As técnicas são a escrituração, as demonstrações contábeis, a auditoria e a aná-
lise das demonstrações.
A técnica relacionada com os registros contábeis é a escrituração.
Letra c.
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126. (IADES/HEMOCENTRO-DF/TÉCNICO CONTÁBIL/2017) Acerca do conceito, dos objeti-
vos e das finalidades da contabilidade, assinale a alternativa correta.
a) Entre os usuários da contabilidade há os fornecedores, que analisam as demonstrações, a 
fim de verificar a capacidade de pagamento da empresa.
b) A contabilidade produz informações com a utilização de métodos quantitativos. Portanto, 
não pode ser considerada uma ciência social.
c) Os relatórios contábeis são estáticos. Portanto, não são úteis para se avaliarem tendências.
d) A contabilidade surgiu da necessidade dos governos de controlar e de tributar as empresas.
e) As demonstrações contábeis contêm informações sigilosas referentes à empresa. Portanto, 
somente devem ser divulgadas para os respectivos acionistas e, mediante solicitação, para a 
autoridade tributária.
A contabilidade é uma ciência social. Apresenta informações sobre os aspectos qualitativos e 
quantitativos do patrimônio, por meio de seus relatórios e de suas demonstrações contábeis, 
que são relatórios dinâmicos, onde as informações são apresentadas para todos os usuários 
com interesse na empresa, como investidores, clientes, fornecedores, bancos, empregados, etc.
Letra a.
127. (IADES/CRC-MG/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) O conjunto de bens, direitos e obrigações 
pertencentes a uma pessoa física ou jurídica ou a um conjunto de pessoas, susceptíveis de 
avaliação econômica, é o conceito de
a) passivo.
b) ativo.
c) situação líquida.
d) obrigações exigíveis.
e) patrimônio.
PATRIMÔNIO é o conjunto de recursos próprios e de terceiros representados pelos bens, pelos 
direitos e pelas obrigações de uma empresa.
Letra e.
128. (IADES/SEAP-DF/TÉCNICO CONTÁBIL/2014) Acerca do conceito, do objeto e da finali-
dade da contabilidade, assinale a alternativa correta.
a) O objeto da contabilidade são as informações sobre um patrimônio, que servem de base 
para a tomada de decisões.
b) As informações contábeis referentes a um patrimônio interessam apenas aos titulares des-
se patrimônio.
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c) O patrimônio de uma entidade contábil refere-se ao conjunto de bens e direitos que essa 
entidade possui.
d) A finalidade da contabilidade resume-se em apurar se uma entidade contábil auferiu lucro ou 
incorreu em prejuízo no período.
e) A contabilidade é um sistema de informação que permite o controle e o registro de atos e 
fatos que alteram um patrimônio.
A contabilidade é uma ciência social que tem, como objeto de estudo, o patrimônio, que repre-
senta o conjunto dos bens, dos direitos e das obrigações de uma entidade.
O objetivo da contabilidade é o de fornecer informações aos usuários internos e externos. Para 
atender seu objetivo, a contabilidade se utiliza de um sistema de informações interno que permi-
te capturar, registrar e controlar os atos e fatos que afetam a situação patrimonial da empresa.
Letra e.
129. (IADES/METRO-DF/TÉCNICO CONTÁBIL/2014) Acerca do conceito, do objetivo e da 
finalidade de contabilidade, é correto afirmar que
a) os dados gerados pela contabilidade têm caráter sigiloso, sendo, portanto, destinados exclu-
sivamente a usuários internos.
b) a contabilidade provê um conjunto de informações aos seus usuários para a tomada 
de decisão.
c) o objetivo principal da contabilidade é atender às exigências do Fisco.
d) as informações coletadas e geradas pela contabilidade são úteis apenas para o exercício 
financeiro a que se referem, não se justificando o seu armazenamento por prazos maiores.
e) a contabilidade é um sistema de informação com foco no registro de fatos passados, por-
tanto, sob esse aspecto, não é uma ferramenta útil para tomada de decisão.
A contabilidade é uma ciência social que tem como objeto de estudo o patrimônio, que repre-
senta o conjunto dos bens, dos direitos e das obrigações de uma entidade.
O objetivo da contabilidade é o de fornecer informações aos usuários internos e exter-
nos em geral.
Para atender seu objetivo, a contabilidade se utiliza de um sistema de informações interno 
que permite capturar, registrar e controlar os atos e fatos que afetam a situação patrimonial 
da empresa, estas informações auxiliarão os usuários em suas tomadas de decisões futuras.
Letra b.
130. (IADES/SES-DF/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) A contabilidade é uma ciência social que 
se caracteriza por estudar objetos, fenômenos e atos decorrentes de ações humanas (fatos 
contábeis), que afetam diretamente o respectivo objeto de estudo, que é o (a)
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CONTABILIDADE GERAL
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a) patrimônio de uma pessoa física ou jurídica.
b) produtividade dos insumos utilizados no processo de produção.
c) eficiência na alocação de recursos de uma sociedade de qualquer natureza.
d) resultado financeiro de qualquer tipo de sociedade em determinado período.
e) eficácia da gestão de recursos financeiros, humanos e tecnológicos de uma organização.
O objeto de estudo da contabilidade é o patrimônio de qualquer pessoa, seja física ou jurídica.
Letra a.
131. (IADES/HEMOCENTRO-DF/TÉCNICO CONTÁBIL/2017) Considerando que o objetivo 
da contabilidade é o controle de um patrimônio, assinale a alternativa correta.
a) A contabilidade ocupa-se apenas do patrimônio das pessoas jurídicas, com ou sem fins 
lucrativos.
b) A contabilidade, por meio das demonstrações contábeis, apresenta a situação econômico-
-financeira de uma entidade em tempo real.
c) A contabilidade é um sistema de informação que controla o patrimônio de uma entidade, 
auxiliando os respectivos usuários na tomada de decisão.
d) Uma entidade contábil pode referir-se a uma pessoa física ou jurídica sem, contudo, confun-
dir-se com o respectivo patrimônio.
e) O patrimônio é o conjunto de bens e direitos de uma entidade, deduzido das respectivas 
obrigações.
A contabilidade é uma ciência social, que, por meio de um sistema contábil, estuda e controla o 
patrimônio de qualquer pessoa, seja física ou jurídica, com o objetivo de fornecer informações 
úteis para tomada de decisão dos usuários das informações.
As informações fornecidas estão relacionadas com dados passados.
Letra c.
132. (IADES/HEMOCENTRO-DF/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2017) Bens e direitos de pro-
priedade da entidade, que fornecem benefícios e oportunizam lucros para a organização. Como 
elementos positivos, destacam-se: equipamentos, estoque, duplicatas a receber, entre outros.
Considerando que, na esfera das ciências contábeis, o patrimônio possui determinados com-
ponentes, é correto afirmar que a definição apresentada se refere ao patrimônio
Alternativas
a) ativo.
b) líquido.
c) passivo.
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CONTABILIDADE GERAL
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d) ativo circulante.
e) de obrigações.Os bens e direitos compõem o lato ATIVO do patrimônio. Na estrutura do balanço patrimonial, 
o ativo é dividido em circulante e não circulante, conforme o seu prazo de realização.
Letra a.
133. (IADES/HEMOCENTRO-DF/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2017) Considerando que o 
patrimônio compreende um conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados a uma pessoa 
física ou jurídica, é correto afirmar que a patente de uma invenção é um(a)
Alternativas
a) bem tangível.
b) direito interno.
c) obrigação.
d) bem intangível.
e) direito externo.
Uma patente ou uma marca da empresa é um bem INTANGÍVEL.
O ativo da empresa é dividido em direitos e bens; que podem ser tangíveis ou intangíveis.
Letra d.
134. (FUMARC/CARNERINHO-MG/FISCAL TRIBUTÁRIO/2018) Nos termos do CPC 00, que 
trata da estrutura conceitual para a elaboração e apresentação das Demonstrações Contábeis, 
os elementos diretamente relacionados com a mensuração da posição patrimonial financeira 
são Ativos, Passivos e Patrimônio líquido. Estes são definidos como segue:
I – Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do 
qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade. Se não houver a 
expectativa de contribuição futura, direta ou indireta, ao caixa da empresa, não existe o ativo.
II – Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja liqui-
dação se espera que resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos.
III – Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos e receitas da entidade, depois de deduzi-
das todas as suas despesas.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas:
Alternativas
a) I e II, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.
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O objeto da contabilidade é o patrimônio, representado por ativo, passivo e patrimônio líquido. 
O CPC 00 é o documento técnico que apresenta os conceitos básicos sobre a contabilidade, e, 
nele, temos os seguintes conceitos sobre os elementos do patrimônio:
Ativo é um recurso econômico presente controlado pela entidade como resultado de eventos pas-
sados. Recurso econômico é um direito que tem o potencial de produzir benefícios econômicos.
Passivo é uma obrigação presente da entidade de transferir um recurso econômico como resultado 
de eventos passados.
Patrimônio líquido é a participação residual nos ativos da entidade após a dedução de todos os 
seus passivos.
Assim, está errado somente o item III, pois o PL é deduzido das obrigações - e não das despesas.
Letra a.
135. (FUMARC/CARNERINHO-MG/FISCAL TRIBUTÁRIO/2018) Nos termos do CPC 00, que 
trata da estrutura conceitual para a elaboração e apresentação das Demonstrações Contábeis, 
as características qualitativas das citadas demonstrações são os atributos que as tornam 
úteis para os seus usuários. As quatro principais características qualitativas são:
Alternativas
a) Compreensibilidade, relevância, comparabilidade e competência.
b) Compreensibilidade, relevância, confiabilidade e comparabilidade.
c) Compreensibilidade, relevância, confiabilidade e continuidade.
d) Compreensibilidade, relevância, materialidade e continuidade.
Esta questão está totalmente desatualizada, pois já estamos na segunda revisão do CPC 00.
Em 2008, o CPC 00 original previa 4 características que deveriam ser respeitadas no fornecimen-
to das informações; são elas: compreensibilidade, relevância, confiabilidade e comparabilidade.
Contudo, em 2011, a estrutura básica inicial passou por algumas mudanças na sua revisão de-
nominada “R1”, as caraterísticas qualitativas ficaram divididas em fundamentais e de melhoria, 
da seguinte forma:
a)Características qualitativas fundamentais (fundamental qualitative characteristics– relevân-
cia e representação fidedigna), as mais críticas; e
b)Características qualitativas de melhoria (enhancing qualitative characteristics – comparabi-
lidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade), menos críticas, mas, ainda as-
sim, altamente desejáveis.
Assim, a assertiva menos errada é:
Letra b.
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CONTABILIDADE GERAL
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136. (FUMARC/CEMIG/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) Nos termos da estrutura conceitual para 
elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro, os elementos diretamente relaciona-
dos com a mensuração da posição patrimonial e financeira são os ativos, os passivos e o pa-
trimônio líquido. Estes são definidos como segue:
I – Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual 
se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade.
II – Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação 
se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos.
III – Patrimônio líquido é o interesse total nos ativos monetários da entidade depois de deduzi-
dos todos os seus passivos e demais custos.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Alternativas
a) I, II e III.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas
d) II e III, apenas.
O objeto da contabilidade é o patrimônio, representado por ativo, passivo e patrimônio líquido.
O CPC 00 é o documento técnico que apresenta os conceitos básicos sobre a contabilidade, e, 
nele, temos os seguintes conceitos sobre os elementos do patrimônio:
Ativo é um recurso econômico presente controlado pela entidade como resultado de eventos pas-
sados. Recurso econômico é um direito que tem o potencial de produzir benefícios econômicos.
Passivo é uma obrigação presente da entidade de transferir um recurso econômico como resultado 
de eventos passados.
Patrimônio líquido é a participação residual nos ativos da entidade após a dedução de todos os 
seus passivos.
Assim, está errado somente o item III, pois o PL é deduzido das obrigações - e não dos de-
mais custos.
Letra b.
137. (FUMARC/CEMIG/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) As demonstrações contábeis são elabo-
radas e apresentadas para usuários externos em geral, tendo em vista suas finalidades distin-
tas e necessidades diversas. Portanto, as informações contábeis devem ser úteis para os seus 
usuários. A característica qualitativa de melhoria das demonstrações contábeis, que ajuda a 
assegurar aos usuários que a informação representa fidedignamente o fenômeno econômico 
que se propõe representar, denomina-se:
Alternativas
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CONTABILIDADE GERAL
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a) Compreensibilidade.
b) Relevância.
c) Tempestividade.
d) Verificabilidade.
A verificabilidade, agora denominada capacidade de verificação, estabelece que diferentes usu-
ários, conscientes do que estão analisando e independentes, podem chegar a um consenso 
quanto ao retrato de uma realidade econômica em particular ser uma representação fidedigna.
Letra d.
138. (FUMARC/CEMIG/TÉCNICO CONTÁBIL/2018)Como ramo do conhecimento, a Conta-
bilidade deve ser classificada dentre:
Alternativas
a) As Ciências Exatas.
b) As Ciências Humanas.
c) As Ciências Patrimoniais.
d) As Ciências Sociais
A contabilidade é uma ciência social que trata dos relacionamentos, por meio de débitos e 
créditos, das contas.
Letra d.
139. (FGV/FUNSAÚDE-CE/CONTADOR/2021) Os recursos econômicos presentes controla-
dos por uma entidade como resultado de eventos passados são denominados
Alternativas
a) ativos.
b) passivos.
c) receitas.
d) despesas.
e) reservas.
Vimos que o ATIVO é um recurso econômico presente controlado pela entidade como resulta-
do de eventos passados. Sendo que um recurso econômico é um direito que tem o potencial 
de produzir benefícios econômicos para a entidade.
Letra a.
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140. (CONSULPLAN/TSE/CONTADOR/2012) A contabilidade foi definida no I Congresso 
Brasileiro de Contabilidade como: “a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, 
controle e registro relativo aos atos e fatos da administração econômica.” São objetivos da 
contabilidade, EXCETO:
a) Fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira, o desempenho e as mudan-
ças na posição financeira da entidade.
b) Auxiliar o maior número de usuários em suas avaliações e tomadas de decisão financeira.
c) Apresentar os resultados da atuação da administração na gestão da entidade quanto aos 
recursos que lhe foram confiados.
d) Auxiliar os acionistas a avaliar a produtividade de cada funcionário da empresa e o desem-
penho dos gerentes.
Conceitualmente, a contabilidade é uma ciência social que estuda, administra e controla o pa-
trimônio de qualquer pessoa, a fim de fornecer informações.
Não se encaixa dentro dos objetivos da contabilidade auxiliar os acionistas a avaliar os 
funcionários.
As demais assertivas têm relação com a ciência contábil.
Letra d.
141. (CONSULPLAN/CAPANEMA-PA/TESOUREIRO/2020) Levando em consideração os 
procedimentos contábeis básicos, importância especial deve ser dada à qualidade da infor-
mação a ser disponibilizada, conceitos referentes à qualidade da informação devem estar bem 
sedimentados por servidores que trabalham diretamente com recursos orçamentários e finan-
ceiros nos órgãos públicos; analise-os.
I – “________________ é a qualidade da informação que possibilita aos usuários identificar seme-
lhanças e diferenças entre dois conjuntos de fenômenos.”
II – “________________ é a qualidade da informação que permite que os usuários compreendam 
o seu significado.”
III – “________________ é a qualidade da informação que ajuda a assegurar aos usuários que 
a informação contida nos Relatórios Contábeis de Propósitos Gerais das entidades do setor 
público representa fielmente os fenômenos econômicos ou de outra natureza que se propõe a 
representar.”
IV – “________________ significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca 
a sua capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização e tomada 
de decisão.”
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as afirmativas anteriores.
Alternativas
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a) I. Comparabilidade II. Compreensibilidade III. Verificabilidade IV. Tempestividade
b) I. Compreensibilidade II. Comparabilidade III. Verificabilidade IV. Tempestividade
c) I. Verificabilidade II. Compreensibilidade III. Tempestividade IV. Comparabilidade
d) I. Tempestividade II. Compreensibilidade III. Comparabilidade IV. Verificabilidade
e) I. Verificabilidade II. Comparabilidade III. Compreensibilidade IV. Tempestividade
A relação correta dos conceitos é a seguinte:
A COMPARABILIDADE é a qualidade da informação que possibilita aos usuários identificar 
semelhanças e diferenças entre dois conjuntos de fenômenos.
A COMPREENSIBILIDADE é a qualidade da informação que permite que os usuários compre-
endam o seu significado.
A VERIFICABILIDADE é a qualidade da informação que ajuda a assegurar aos usuários que 
a informação contida nos Relatórios Contábeis de Propósitos Gerais das entidades do setor 
público representa fielmente os fenômenos econômicos ou de outra natureza que se propõe 
a representar.
A TEMPESTIVIDADE significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca 
a sua capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização e tomada 
de decisão.
Letra a.
142. (CONSULPLAN/CAPANEMA-PA/TESOUREIRO/2020) Considerando os fundamentos 
conceituais de contabilidade, primordialmente no que tange ao objetivo, à utilidade e às limita-
ções do relatório contábil-financeiro de propósito geral, assinale a alternativa INCORRETA
Alternativas
a) Relatórios contábil-financeiros de propósito geral não são elaborados para se chegar ao 
valor da entidade.
b) Em larga extensão, os relatórios contábil-financeiros são baseados em estimativas, julga-
mentos e modelos e não em descrições ou retratos exatos.
c) O objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral é disponibilizar informações 
contábil-financeiras que sejam úteis a investidores, a credores por empréstimos e a outros cre-
dores, quando da tomada decisão ligada ao fornecimento de recursos para a entidade
d) Relatórios contábil-financeiros de propósito geral não atendem e não podem atender a todas 
as informações de que investidores, credores por empréstimo e outros credores necessitam. 
Esses usuários precisam considerar informações pertinentes de outras fontes
e) Investidores, credores por empréstimo e outros credores têm direito, legalmente ampara-
do, de requerer que as entidades que reportam a informação prestem a eles diretamente as 
informações de que necessitam. Eles não devem confiar nos relatórios contábil-financeiros de 
propósito geral, para grande parte da informação contábil-financeira que buscam.
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As demonstrações contábeis, ou seja, os relatórios contábeis de propósito geral, são direciona-
das aos usuários externos primários, assim, eles DEVEM confiar nas informações apresentadas.
Contudo estes relatórios não fornecem, nem podem fornecer, todas as informações que são 
necessárias para os investidores ou credores por empréstimos tomarem as suas decisões.
Letra e.
143. (CONSULPLAN/CFC/BACHAREL/2018.1) Com base na referida NBC TG Estrutura Con-
ceitual, reconhecimento envolve a descrição do item, a mensuração do seu montante mone-
tário e a sua inclusão no balanço patrimonial ou na demonstração do resultado. Segundo a 
norma, os itens que satisfazem os critérios de reconhecimento devem ser reconhecidos no 
balanço patrimonial ou na demonstração do resultado. A falta de reconhecimento de tais itens 
não é corrigida pela divulgação das práticas contábeis adotadas nem tampouco pelas notas 
explicativas ou materialelucidativo. Referente ao assunto intitulado reconhecimento à luz da 
referida norma, assinale a alternativa INCORRETA.
a) As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado quando ocasionarem 
em decréscimo nos benefícios econômicos futuros, relacionado com o aumento de um ativo 
ou a diminuição de um passivo, e puder ser mensurado com confiabilidade. Isso significa, na 
prática, que o reconhecimento da despesa ocorre simultaneamente com o reconhecimento de 
aumento nos passivos ou de diminuição nos ativos (por exemplo, a alocação por competência 
de obrigações trabalhistas ou da depreciação de equipamento).
b) A receita deve ser reconhecida na demonstração do resultado quando resultar em aumento 
nos benefícios econômicos futuros relacionado com o aumento de ativo ou com a diminuição 
de passivo, e puder ser mensurado com confiabilidade. Isso significa, na prática, que o reco-
nhecimento da receita ocorre simultaneamente com o reconhecimento do aumento nos ativos 
ou da diminuição nos passivos (por exemplo, o aumento líquido nos ativos originado da venda 
de bens e serviços ou o decréscimo do passivo originado do perdão de dívida a ser paga).
c) Um ativo não deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando os gastos incorridos não 
proporcionarem a expectativa provável de geração de benefícios econômicos para a entidade 
além do período contábil corrente. Ao invés disso, tal transação deve ser reconhecida como 
despesa na demonstração do resultado. Esse tratamento não implica dizer que a intenção da 
administração ao incorrer nos gastos não tenha sido a de gerar benefícios econômicos futuros 
para a entidade ou que a administração tenha sido mal conduzida. A única implicação é que o 
grau de certeza quanto à geração de benefícios econômicos para a entidade, além do período 
contábil corrente, é insuficiente para garantir o reconhecimento do ativo.
d) Um passivo deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que uma saí-
da de recursos detentores de benefícios econômicos seja exigida em liquidação de obrigação 
presente e o valor pelo qual essa liquidação se dará puder ser mensurado com confiabilidade. 
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Claudio Zorzo
Na prática, as obrigações originadas de contratos ainda não integralmente cumpridos de modo 
proporcional – proportionately unperformed (por exemplo, passivos decorrentes de pedidos de 
compra de produtos e mercadorias ainda não recebidos) – não são geralmente reconhecidas 
como passivos nas demonstrações contábeis. Contudo, tais obrigações podem enquadrar-se 
na definição de passivos caso sejam atendidos os critérios de reconhecimento nas circunstân-
cias específicas, e podem qualificar-se para reconhecimento. Nesses casos, o reconhecimento 
dos passivos exige o reconhecimento dos correspondentes ativos ou despesas.
As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado quando ocasionarem um 
decréscimo nos benefícios econômicos futuros, relacionado com a DIMINUIÇÃO de um ativo 
ou o AUMENTO de um passivo, e puder ser mensurado com confiabilidade.
Isso significa, na prática, que o reconhecimento da despesa ocorre simultaneamente com o re-
conhecimento de aumento nos passivos ou de diminuição nos ativos (por exemplo, a alocação 
por competência de obrigações trabalhistas ou da depreciação de equipamento).
Letra a.
144. (CONSULPLAN/TRE-MG/TÉCNICO CONTADOR/2015) A contabilidade é uma ciência 
social que tem por objeto o patrimônio das entidades. Para isso tem definido de forma clara 
sua finalidade e formas de escrituração. Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir.
I – A principal finalidade da contabilidade é fornecer informações sobre o patrimônio, informa-
ções estas de ordem econômica e financeira para facilitar as tomadas de decisões por parte 
dos seus usuários.
II – Diversos são os tipos de usuários interessados nas informações contidas nas demonstra-
ções contábeis das entidades. Um desses grupos é constituído pelos clientes, cujo interesse 
é tanto menor quanto maior forem a sua dependência e a concentração nos fornecimentos de 
algumas poucas entidades.
III – A escrituração começa pelo livro razão, no qual todos os registros são efetuados mediante 
documentos que comprovem as ocorrências dos fatos.
IV – A escrituração é uma das técnicas utilizadas pela contabilidade que consiste em registrar, 
nos livros contábeis, os acontecimentos que provocam ou que possam provocar modificações 
futuras do patrimônio.
Estão corretas apenas as afirmativas
a) I e IV.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
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Conceitos Básicos e Princípios Contábeis
CONTABILIDADE GERAL
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Questão boa. Vamos analisar as assertivas:
I – Certo. Ele trata do objetivo da contabilidade, contudo, como foi destacado na aula, alguns au-
tores apresentam o objetivo e a finalidade como conceitos semelhantes. É bom lembrar que o ob-
jetivo é fornecer informações, e a finalidade é controlar o patrimônio para fornecer informações.
II – Errado. Os usuários das informações apresentadas nas demonstrações contábeis são 
externos à empresa. Um bom exemplo são os clientes, que, quanto MAIOR for sua relação de 
dependência com a empresa, MAIOR será o seu interesse nas informações.
III – Errado. A escrituração é uma técnica contábil que começa com a identificação do fato 
contábil; depois, é feito o registro do lançamento contábil no livro DIÁRIO; e, concomitantemen-
te, é feito o controle do saldo das contas no livro razão. Então, primeiro, registra-se o fato no 
livro diário e, depois, ajusta-se o saldo das contas no livro razão.
IV – Certo. A assertiva conceitua corretamente “escrituração”.
Letra a.
145. (CONSULPLAN/CFC/BACHAREL/2018.2) À luz da NBC TG Estrutura Conceitual, mensu-
ração é o processo que consiste em determinar os montantes monetários por meio dos quais 
os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados no ba-
lanço patrimonial e na demonstração do resultado. Esse processo envolve a seleção da base 
específica de mensuração. Ainda, segundo a norma, um número variado de bases de men-
suração é empregado em diferentes graus e em variadas combinações nas demonstrações 
contábeis. Sobre este assunto, analise as afirmativas a seguir, marque V para as verdadeiras e 
F para as falsas.
(  )	� Custo histórico. Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de 
caixa que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem 
adquiridos na data do balanço. Os passivos são reconhecidos pelos montantes em cai-
xa ou equivalentes de caixa, não descontados, que se espera seriam necessários para 
liquidar a obrigação na data do balanço.
(  )	� Custo corrente. Os ativos são registrados pelos montantes pagos em caixa ou equiva-
lentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos entregues para adquiri-los na data da 
aquisição. Os passivos são registrados pelos montantes dos recursos recebidos em 
troca da obrigação ou, em algumas circunstâncias (como, por exemplo, imposto de ren-
da), pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa se espera serão necessários 
para liquidar o passivo no curso normal das operações.
(  )	� Valor realizável (valor de realização ou de liquidação). Os ativos são mantidos

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