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<p>WBA0203_v2.0</p><p>APRENDIZAGEM EM FOCO</p><p>PRINCÍPIOS E</p><p>PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS</p><p>2</p><p>APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA</p><p>Autoria: Nelson Bueno de Oliveira</p><p>Leitura crítica: Miriane de Almeida Fernandes</p><p>Ao todo, a Contabilidade possui seis postulados. Nesta disciplina</p><p>serão abordados dois deles: da Entidade e da Continuidade. O</p><p>postulado da Entidade indica que deve existir uma instituição,</p><p>totalmente apartada dos interesses pessoais de seus proprietários,</p><p>a respeito da qual a Contabilidade reporta informações. Não se</p><p>pode confundir os objetivos pessoais dos proprietários – pessoas</p><p>físicas, com os objetivos da empresa – pessoa jurídica. Por sua vez,</p><p>o postulado da Continuidade preceitua que os ativos utilizados</p><p>pela entidade têm a capacidade de gerar benefícios econômicos</p><p>futuros em montante compensador em relação aos investimentos</p><p>iniciais e, dessa forma, a instituição que está em andamento, tende a</p><p>permanecer continuamente em bom funcionamento (perpetuidade).</p><p>A Contabilidade tem uma história antiga e valiosa. Desde os</p><p>primórdios da Idade Antiga até os dias atuais foi se construindo</p><p>a evolução conceitual e prática, em paralelo ao que ocorre na</p><p>sociedade, em termos econômicos, militares, culturais e religiosos.</p><p>Os postulados da Entidade e da Continuidade são observações</p><p>básicas, evidentes, óbvias, porém tiveram a razão de serem</p><p>categorizadas como sendo os pilares de toda estrutura conceitual</p><p>de Ciências Contábeis, juntamente com os demais postulados: da</p><p>oportunidade, do registro pelo valor original, da competência e da</p><p>prudência. O postulado da atualização monetária foi extinto pela</p><p>Resolução CFC nº 1282/2010.</p><p>Esse conjunto de postulados abrangem todo o arcabouço que</p><p>define e orienta a execução de lançamentos contábeis e como as</p><p>informações contábeis devem ser demonstradas e analisadas. Além</p><p>3</p><p>dessas premissas, os agentes e os usuários da Contabilidade podem</p><p>contar com instrumentos auxiliares, tais como as convenções</p><p>contábeis. As convenções são direcionamentos que ao longo do</p><p>tempo foram desenvolvidos com base na prática e na técnica,</p><p>como forma de estabelecer recursos que têm de ser adotados para</p><p>determinadas atividades. São elas: da Objetividade; da Relevância</p><p>ou Materialidade; do Conservadorismo ou Prudência; e da</p><p>Consistência ou Uniformidade. As convenções são critérios auxiliares</p><p>e secundários que o Contador deve aplicar na realização de seu</p><p>trabalho.</p><p>A Estrutura Conceitual da Contabilidade não cita explicitamente os</p><p>postulados, princípios e as convenções da Contabilidade. Porém,</p><p>sabe-se que os postulados, princípios e convenções são o alicerce,</p><p>no fundamento, no fulcro da atual Estrutura Conceitual preceituada</p><p>pelos padrões internacionais de Contabilidade, os IFRS. Ademais,</p><p>salienta-se que o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) é</p><p>a instituição brasileira que se encarrega de converter os IFRS em</p><p>pronunciamentos, interpretações e orientações, a serem utilizados</p><p>por todas as entidades brasileiras.</p><p>Para operacionalizar a Contabilidade, segundo esse arcabouço</p><p>conceitual, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), com</p><p>base nos IFRS, produz os pronunciamentos, interpretações e</p><p>orientações, que norteiam e balizam o trabalho dos contadores,</p><p>bem como fornecem insumos e condições para que os usuários das</p><p>demonstrações contábeis as possam compreender e analisar.</p><p>Em todo ramo de conhecimento e de ciências é fundamental estudar</p><p>as origens, os alicerces de todo o pensamento e a forma prática</p><p>de todo esse conhecimento científico ser aplicado nas atividades</p><p>humanas.</p><p>4</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira</p><p>direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática</p><p>abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar</p><p>reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática</p><p>profissional. Vem conosco!</p><p>História da Contabilidade.</p><p>Postulados Contábeis</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Nelson Bueno de Oliveira</p><p>Leitura crítica: Miriane de Almeida Fernandes</p><p>TEMA 1</p><p>6</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>As demonstrações contábeis são: Balanço Patrimonial (BP);</p><p>Demonstração do Resultado do Exercício (DRE); Demonstração de</p><p>Resultados Abrangentes (DRA); Demonstração das Mutações do</p><p>Patrimônio Líquido (DMPL); Demonstração dos Fluxos de Caixa</p><p>(DFC); Demonstração do Valor Adicionado (DVA) (exigida para</p><p>empresas de capital aberto e facultativa para demais) e as Notas</p><p>Explicativas.</p><p>Segundo Almeida (2021), muitas empresas, em particular as de</p><p>grande porte e de capital aberto, publicam um demonstrativo</p><p>denominado Relatório da Administração (RA). Nesse relatório,</p><p>além dos dados estratégicos, econômicos e financeiros, elas</p><p>evidenciam muitos outros aspectos relacionados às práticas de</p><p>responsabilidade social, ambiental e de governança corporativa. O</p><p>Relatório da Administração é um exemplo de “demonstrativo fora</p><p>das demonstrações contábeis” e sua elaboração não é contemplada</p><p>pelos pronunciamentos contábeis do Comitê de Pronunciamentos</p><p>Contábeis (CPC) do Brasil, e nem do International Accounting</p><p>Standards Board (IASB), sediado na Europa. O IASB, que corresponde</p><p>ao Financial Accounting Standards Board (FASB), dos Estados Unidos,</p><p>é a instituição que elabora os International Financial Reporting</p><p>Standards (IFRS).</p><p>O contemporâneo estado da Contabilidade não aconteceu “da</p><p>noite para o dia”. Então, note que, desde a Idade Antiga da história</p><p>do mundo, a Contabilidade vem se desenvolvendo de uma forma</p><p>dinâmica e associada ao contexto histórico, militar, cultural,</p><p>religioso, econômico de sua época. Tudo isso culmina em décadas</p><p>recentes com o estabelecimento de um padrão internacional para</p><p>se fazer a Contabilidade. Esse padrão mundial são os IFRS que são</p><p>produzidos pelo IASB, Europa, de concepção anglo-saxônica.</p><p>7</p><p>Almeida (2021), ainda, indica que a metodologia aplicada à</p><p>Contabilidade, pelos IFRS, adotados pelo Brasil, possui uma robusta</p><p>estrutura conceitual desenvolvida desde os primórdios. Os IFRS,</p><p>transformados no Brasil em pronunciamentos contábeis, pelo</p><p>Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), dão os princípios que</p><p>norteiam o reconhecimento, mensuração e divulgação dos bens,</p><p>direitos a receber, dívidas, receitas e despesas de uma entidade, que</p><p>reporta seus números.</p><p>No Brasil, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) é quem</p><p>recebe os pronunciamentos IFRS, elaborados e divulgados pelo</p><p>IASB, e faz a versão brasileira, emitindo um pronunciamento CPC</p><p>respectivo.</p><p>Os pronunciamentos contábeis emitidos pelo CPC são documentos</p><p>basilares, fundamentais. A partir dos pronunciamentos do</p><p>CPC, o Conselho Federal de Contabilidade emite as normas</p><p>contábeis oficiais. O mesmo procedimento se aplica a outros</p><p>órgãos governamentais e reguladores, ou seja, a partir</p><p>dos pronunciamentos do CPC, eles elaboram suas normas</p><p>respectivamente. Como a Comissão de Valores Mobiliários</p><p>(CVM) que regula empresas de capital aberto, bolsas de valores</p><p>e toda a indústria de fundos de investimentos; a Receita Federal;</p><p>a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP): regula sobre</p><p>seguros, previdência complementar aberta, capitalização, resseguro;</p><p>a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC):</p><p>trata sobre previdência complementar fechada Agência Nacional de</p><p>Energia Elétrica (ANEEL), entre outras.</p><p>8</p><p>Figura 1 – Um contador no Brasil, para fazer seu trabalho, segue</p><p>os pronunciamentos contábeis elaborados pelo CPC. A função</p><p>do CPC, entre outras, é de elaborar a versão brasileira dos IFRS,</p><p>elaborados pelo IASB</p><p>Fonte: GeorgeRudy/iStock.com.</p><p>A adoção pelo Brasil dos padrões internacionais de Contabilidade, os</p><p>IFRS, segundo Almeida (2021), se deu em duas etapas subsequentes</p><p>e conectadas, em 2008 e 2010. Em relação à parte tributária, que</p><p>gera impactos contábeis nas entidades, o governo à época fixou</p><p>inicialmente uma regra transitória, denominada Regime Tributário</p><p>de Transição (RTT), conforme Lei nº 11.941/2009. Depois, com o</p><p>advento da Lei nº 12.973/2014,</p><p>estabeleceu-se as regras tributárias</p><p>definitivas e vigentes. Outrossim, a Lei nº 6.404/1976 é a Lei das</p><p>Sociedades por Ações e ela e todo arcabouço legal relacionado são</p><p>muito importantes na prática contábil brasileira.</p><p>No Brasil, o CPC foi formado pela Resolução CFC nº 1.055/2005.</p><p>Sua missão é emitir os pronunciamentos que proporcionem a</p><p>convergência da Contabilidade brasileira aos padrões internacionais.</p><p>9</p><p>Seus membros são: Associação Brasileira das Companhias</p><p>Abertas (Abrasca); Associação dos Analistas e Profissionais de</p><p>Investimento do Mercado de Capitais (Apimec Nacional); B3 Brasil</p><p>Bolsa Balcão; Conselho Federal de Contabilidade (CFC); Instituto</p><p>dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon); Fundação</p><p>Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi); e</p><p>Entidades representativas de investidores do mercado de capitais.</p><p>Diversos outros órgãos governamentais e reguladores de mercado</p><p>podem também participar. O objetivo é que os pronunciamentos</p><p>contenham o melhor consenso possível, entre os agentes</p><p>envolvidos, a respeito do tema do pronunciamento, visando ao bom</p><p>funcionamento dos mercados e da Contabilidade que se faz.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Teoria da Contabilidade em IFRS e CPC. São</p><p>Paulo: Atlas, 2021.</p><p>CPC. Conselho Federal de Contabilidade. Resolução CFC nº 1.055/05. Cria</p><p>o Comitê de Pronunciamentos Contábeis – (CPC), e dá outras providências.</p><p>Brasília, DF: CPC, 2005.</p><p>BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades</p><p>por Ações. Brasília, DF: Presidência da República, 1976.</p><p>BRASIL. Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. Altera a legislação tributária</p><p>federal relativa ao parcelamento ordinário de débitos tributários; concede</p><p>remissão nos casos em que especifica; institui regime tributário de transição,</p><p>alterando o Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972 [...]. Brasília, DF:</p><p>Presidência da República, 2009.</p><p>BRASIL. Lei nº 12.973, de 13 de maio de 2014. Altera a legislação tributária</p><p>federal relativa ao Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas - IRPJ, à</p><p>Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, à Contribuição para o PIS/</p><p>Pasep e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins;</p><p>revoga o Regime Tributário de Transição - RTT, instituído pela Lei nº 11.941, de</p><p>27 de maio de 2009 [...]. Brasília, DF: Presidência da República, 2014.</p><p>10</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>No livro de Hendriksen e Van Breda (2018) consta uma extensa</p><p>descrição da evolução do pensamento na Contabilidade.</p><p>Referindo-se aos enunciados de Ananias Charles Littleton, autor</p><p>seminal, Hendriksen e Van Breda (2018) explicam que, nos</p><p>primórdios do século XX, anos 1900, diz-se que a Contabilidade</p><p>principalmente se ocupa em associar, no presente, as receitas</p><p>identificadas com os seus respectivos custos. E, também, associar,</p><p>no futuro, as receitas a serem geradas com os respectivos custos.</p><p>Nesse aspecto, vê-se que os fundamentos da Contabilidade vão</p><p>se estabelecendo e ganhando forma. Por exemplo, as receitas de</p><p>vendas que são reconhecidas no dia corrente são confrontadas</p><p>devidamente com os custos dos produtos, das mercadorias ou dos</p><p>serviços vendidos. No entanto, muitos esforços no futuro serão</p><p>empreendidos pela entidade.</p><p>Nesse sentido, por exemplo, vê-se as máquinas novas adquiridas</p><p>que são contabilizadas no Ativo Imobilizado e não como despesas</p><p>correntes. E essas máquinas, em operação, produzirão benefícios</p><p>econômicos futuros que vão favorecer a empresa, à medida que os</p><p>produtos fabricados sejam vendidos com preços compensadores e</p><p>adequados. A utilização e o consumo dessas máquinas (as máquinas</p><p>possuem vida útil), vinculadas às receitas que proporcionam, vão</p><p>sendo apropriados com o tempo, à medida de seu uso, na forma</p><p>de depreciação de bens. Essa depreciação de bens vai sendo</p><p>contabilizada como despesa com o passar do tempo, permitindo</p><p>confrontar tal fato com as receitas que estão sendo geradas, ou seja,</p><p>com as receitas de vendas dos produtos fabricados pelas máquinas.</p><p>Aqui, nota-se a evolução da Contabilidade no sentido de evidenciar,</p><p>de forma fidedigna, a realidade econômica que ocorre na empresa,</p><p>na entidade contábil.</p><p>11</p><p>Alguns fatos, no entanto, são ineficazes, tanto no presente</p><p>quanto no futuro, e isso dá margem ao conceito de perda. Por</p><p>exemplo, um lote dos estoques se perde com uma inundação do</p><p>armazém da fábrica. Tal ativo (os estoques) não vai gerar benefício</p><p>econômico algum tanto no presente quanto no futuro. “O problema</p><p>fundamental da Contabilidade é dissecar um fluxo contínuo de</p><p>custos e atribuir corretamente partes desse fluxo ao presente e ao</p><p>futuro.” (HENDRIKSEN; VAN BREDA, 2018, p. 74).</p><p>Referências bibliográficas</p><p>HENDRIKSEN, Eldon S.; VAN BREDA, Michael F. Teoria da Contabilidade.</p><p>Tradução: Antonio Zoratto Sanvicente. São Paulo: Atlas, 2018.</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>Há um princípio contábil denominado Prudência ou</p><p>Conservadorismo. Esse princípio é um desdobramento da</p><p>Escola Europeia ou Latina, que tinha em sua concepção uma</p><p>predominância do poder político de governos e de credores na</p><p>enunciação dos procedimentos contábeis.</p><p>Isso quer dizer que um banco, no passado longínquo, não queria</p><p>que os demonstrativos contábeis fossem otimistas, porque, nessa</p><p>situação, o banco poderia conceder um empréstimo e a empresa</p><p>devedora, ao final, na realidade, poderia não ter condições de</p><p>pagar a obrigação. Assim, os bancos queriam uma contabilidade</p><p>conservadora, com um viés pessimista e realista.</p><p>O atual pensamento contábil, materializado na Estrutura Conceitual,</p><p>adotada pelo IASB, privilegia a fidedignidade da informação</p><p>contábil, abrangendo a sua neutralidade e a prevalência da</p><p>essência econômica dos fatos sobre a forma jurídica. Porém, há</p><p>12</p><p>vários pronunciamentos vigentes que ainda contêm o princípio da</p><p>Prudência evidente, como os pronunciamentos das provisões, dos</p><p>estoques, e dos testes de impairment (§3º Lei nº 6.404/76).</p><p>Como deveria ser a informação contábil? Mais prudente,</p><p>conservadora? Ou evidenciar com neutralidade a realidade</p><p>econômica da empresa?</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor,</p><p>acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de</p><p>aprendizagem.</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis</p><p>em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log</p><p>in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em</p><p>sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições</p><p>públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou</p><p>periódicos científicos, todos acessíveis pela internet.</p><p>Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de</p><p>autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos</p><p>que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve,</p><p>portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na</p><p>construção da sua carreira profissional.</p><p>Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da</p><p>nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!</p><p>Indicações de leitura</p><p>13</p><p>Indicação 1</p><p>A forma como a Contabilidade se desenvolve é muito interessante.</p><p>É notória a influência que os usuários da informação contábil,</p><p>gestores, investidores, governo e auditores, exercem sobre como</p><p>a Contabilidade é feita. Indica-se a leitura do Capítulo 1 da obra a</p><p>seguir.</p><p>NIYAMA, Jorge Katsumi; SILVA, César Augusto Tibúrcio. Teoria da</p><p>Contabilidade. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2021.</p><p>Indicação 2</p><p>A História da Contabilidade é muito rica e bonita. A respeito desse</p><p>assunto, indica-se a leitura do Capítulo 2 do livro recomendado, que</p><p>versa sobre o desenvolvimento da Contabilidade ao longo do tempo.</p><p>IUDÍCIBUS, Sérgio. Teoria da Contabilidade. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2021.</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste</p><p>Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a</p><p>partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco</p><p>e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de</p><p>questões de interpretação com embasamento no cabeçalho</p><p>da questão.</p><p>14</p><p>1. Percebe-se, no histórico debate acadêmico entre a Escola</p><p>Europeia (Code Law – Direito Romano) e a Escola Anglo-Saxônica</p><p>(Common Law – Direito Consuetudinários, dos costumes e</p><p>prática), uma forte influência para a formação da Contabilidade</p><p>contemporânea.</p><p>Diante disso, assinale a alternativa correta.</p><p>a. A Escola Anglo-Saxônica tem o seu berço latino, ou, na Itália,</p><p>em Roma.</p><p>b. A Escola Europeia é desenvolvida na Inglaterra e nos Estados</p><p>Unidos, majoritariamente.</p><p>c. Os banqueiros e os governos tinham grande influência na</p><p>Escola Europeia.</p><p>d. Os Princípios Contábeis Geralmente Aceitos são gerados a</p><p>partir da Escola Europeia.</p><p>e. O IASB, autor dos IFRS; e o FASB, autor dos US GAAP são de</p><p>concepção majoritária latina ou europeia, do Direito Romano.</p><p>2. Diversos eventos da História foram muito importantes para</p><p>o desenvolvimento da Contabilidade. Com isso, assinale a</p><p>alternativa que contém um fato histórico que não tenha</p><p>influenciado de forma relevante o desenvolvimento da</p><p>Contabilidade.</p><p>a. O surgimento da escrita, aproximadamente 4.000 anos a.C.</p><p>b. O surgimento de moedas cunhadas, aproximadamente no</p><p>século VII a.C.</p><p>c. A queda do Muro de Berlim, no século XX.</p><p>d. A Revolução Industrial, nos séculos XVIII, XIX e XX.</p><p>e. A obra do frei Luca Pacioli, sobre o Método das Partidas</p><p>Dobradas, no século XV.</p><p>15</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1 - Resposta C</p><p>Resolução: Os banqueiros e os governos tiveram grande</p><p>influência na formulação do pensar contábil da Escola Europeia</p><p>ou Latina. A concepção filosófica da Escola Europeia era o</p><p>Direito Romano, ou seja, tudo tinha que estar previsto e</p><p>regulado em leis e outros dispositivos legais. Por sua vez, a</p><p>concepção anglo-saxônica privilegiava a prática, de quem faz a</p><p>Contabilidade. Daí surgem os Princípios Contábeis Geralmente</p><p>Aceitos ou Generally Accepted Accounting Principles (GAAP).</p><p>Questão 2 - Resposta C</p><p>Resolução: A queda do Muro de Berlim, em 1989, apesar do</p><p>grande simbolismo que traz para o mundo contemporâneo,</p><p>não teve influência relevante no desenvolvimento da</p><p>Contabilidade.</p><p>Princípios e Convenções da</p><p>Contabilidade</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Nelson Bueno de Oliveira</p><p>Leitura crítica: Miriane de Almeida Fernandes</p><p>TEMA 2</p><p>17</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>Os pronunciamentos contábeis, segundo Almeida (2021), elaborados</p><p>pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), no Brasil, são a</p><p>base para que o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) emita as</p><p>respectivas normas contábeis. Por sua vez, no que diz respeito à</p><p>Contabilidade, os demais órgãos reguladores brasileiros também</p><p>emitem as normas técnicas conforme suas espécies para que os</p><p>regulados as possam adotar.</p><p>Tais órgãos reguladores são a Comissão de Valores Mobiliários</p><p>(CVM) (para as empresas de capital aberto e para toda a indústria de</p><p>fundos de investimento); o Banco Central do Brasil (BCB); a Agência</p><p>Nacional de Saúde Suplementar (ANS) (para os planos de saúde);</p><p>a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) (para a indústria</p><p>de seguros, previdência complementar aberta e capitalização); a</p><p>Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL); a Superintendência</p><p>Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) (para a indústria</p><p>de previdência complementar fechada); e a Agência Nacional de</p><p>Transportes Terrestres (ANTT) (para os serviços de transportes</p><p>rodoviários e ferroviários), entre outros.</p><p>Na prática, isso faz com que todas as entidades brasileiras, desde</p><p>grandes até pequenas empresas, sigam os pronunciamentos</p><p>contábeis originalmente feitos pelo Comitê de Pronunciamentos</p><p>Contábeis (CPC).</p><p>Por sua vez, comenta-se agora quais os insumos que o Comitê</p><p>de Pronunciamentos Contábeis (CPC) utiliza para produzir os</p><p>pronunciamentos. Conforme os relatos de Almeida (2021), a</p><p>instituição International Accounting Standards Committee (IASC)</p><p>foi criada em 1973 e as normas, dessa forma elaboradas, eram</p><p>denominadas International Accounting Standards (IAS).</p><p>18</p><p>Em 2001, o IASC encerra suas atividades e uma nova instituição</p><p>assume a competência e funções, o International Accounting</p><p>Standards Board (IASB), que incorpora e mantém válidos os</p><p>pronunciamentos IAS do IASC, naquele momento encerrado. As</p><p>novas normas contábeis ou pronunciamentos do IASB, a partir</p><p>desse ponto, passam a ser denominados de International Financial</p><p>Reporting Standards (IFRS).</p><p>Para elaborar os IFRS, o IASB segue um ritual processual. Há</p><p>reuniões públicas do IASB que são transmitidas ao vivo de</p><p>Londres, Reino Unido, local da sede. As atas das reuniões são</p><p>disponibilizadas. Há consultas feitas antecipadamente, à essas</p><p>reuniões, pelo IASB, para o mundo contábil, para conhecer o</p><p>pensamento de seus gestores, nos países, entre os quais o CPC e</p><p>o CFC, no Brasil, para que manifestem os pareceres sobre como</p><p>deve ser o procedimento contábil para um determinado tema. É um</p><p>processo participativo e aberto. Lembra-se, aqui, a concepção anglo-</p><p>saxônica do IASB, ou seja, a do Direito Consuetudinário, da prática,</p><p>dos costumes, de quem faz. Todos os documentos do ritual do</p><p>processo de emissão do IFRS são devidamente publicado pelo IASB e</p><p>há regimentos que normatizam os procedimentos adotados.</p><p>19</p><p>Figura 1 – Um hospital privado, ao atender à cirurgia de</p><p>um paciente, que possui plano de saúde, contabiliza os</p><p>procedimentos médicos e hospitalares segundo as normas da</p><p>ANS, que segue o preceituado pelo CFC e CPC</p><p>Fonte: photographer/iStock.com.</p><p>Nesse sentido, sobre a emissão do IFRS, pelo IASB, Almeida (2021)</p><p>detalha que, por exemplo, esteja sendo estudado o processo</p><p>contábil de reconhecimento das receitas. Como isso deve ser</p><p>feito pela Contabilidade, de forma a ter aderência aos postulados,</p><p>princípios e estrutura conceitual. Então, o IASB prepara uma</p><p>minuta de pronunciamento contábil, que é enviada a todos os</p><p>países participantes, por intermédio de um processo de audiência</p><p>pública. No caso do Brasil, o CPC e o CFC, após consultar suas bases,</p><p>enviam sugestões de aprimoramento do pronunciamento para o</p><p>IASB nesse contexto da audiência pública. O IASB, consolidando</p><p>tudo, e deliberando, na forma de seu regimento, promove reuniões</p><p>até culminar com a publicação de um novo IFRS, que rege os</p><p>20</p><p>procedimentos, no mundo, sobre o reconhecimento contábil das</p><p>receitas.</p><p>A convergência mundial para o padrão contábil do IASB, os IFRS,</p><p>atende a uma lógica da globalização e do multilateralismo entre as</p><p>nações. Nesse contexto, Almeida (2021) discorre que investidores</p><p>estrangeiros demandam avaliação das demonstrações contábeis das</p><p>empresas em que pretendem investir. Assim, a unificação do padrão</p><p>contábil a ser seguido pelos países viabiliza a comparabilidade entre</p><p>alternativas de investimento que estejam sendo verificadas. Logo,</p><p>para essa análise de investimentos, pelos investidores estrangeiros,</p><p>com alternativas palpáveis em diversos países, é fundamental que</p><p>haja um padrão internacional de Contabilidade, o que fortalece a</p><p>possibilidade de investimentos em mercados financeiros, de capitais,</p><p>de moedas e em projetos reais de novas fábricas e instalações.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Teoria da Contabilidade em IFRS e CPC. São</p><p>Paulo: Atlas, 2021.</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>O pronunciamento contábil CPC 26 versa sobre a apresentação</p><p>das demonstrações contábeis e, por conseguinte, como devem ser</p><p>elaboradas. Martins et al. (2021) ponderam que, no CPC 26, item 15,</p><p>no qual consta que as demonstrações contábeis devem representar</p><p>apropriadamente a posição financeira e patrimonial, o desempenho,</p><p>em termos de lucros e prejuízos, e os fluxos de caixa da entidade.</p><p>Para isso, faz-se necessário seguir padrões de como reconhecer,</p><p>mensurar e evidenciar ativos, passivos, receitas e despesas.</p><p>21</p><p>Para isso, o CPC 26, item 15, aponta que deve ser</p><p>seguida a</p><p>Estrutura Conceitual da Contabilidade, que está consubstanciada</p><p>em outro pronunciamento, o CPC 00. Com isso em mãos, o CPC 26</p><p>conclui que - se a Contabilidade dessa maneira for realizada, com</p><p>aderência e aplicação dos pronunciamentos técnicos, interpretações</p><p>e orientações do CPC - as demonstrações contábeis evidenciarão</p><p>a representação fidedigna da realidade econômica da entidade</p><p>reportada.</p><p>Martins et al. (2021) ainda ressaltam que tanto o CPC 26 quanto o</p><p>CPC 00 não exprimem abertamente a referência aos postulados</p><p>e princípios contábeis, mas às características qualitativas da</p><p>informação contábil, que são fundamentalmente a relevância e a</p><p>representação fidedigna. O CPC 00 conceitua que as demonstrações</p><p>contábeis devem apresentar a realidade da empresa reportada, em</p><p>termos de palavras e números. Assim, para atender às necessidades</p><p>dos usuários da informação contábil (acionistas, gestores, credores,</p><p>governo, clientes, fornecedores etc.), as demonstrações contábeis</p><p>devem representar de forma fidedigna a essência dos fenômenos</p><p>reportados. “Em muitas circunstâncias, a essência de fenômeno</p><p>econômico e sua forma legal (jurídica) são as mesmas. Se não forem</p><p>as mesmas, fornecer informações apenas sobre a forma legal não</p><p>representaria fidedignamente o fenômeno econômico.” (CPC 00,</p><p>2019, item 2.12)</p><p>Assim, nota-se que os IFRS, aqui especificamente abordando os</p><p>CPC 00 e CPC 26, concluem Martins et al. (2021), contêm o conceito</p><p>da Primazia da Essência Sobre a Forma Jurídica, fundamento esse</p><p>proposto pelo IASB (originalmente pelo IASC) desde o primórdio com</p><p>o IAS International Accounting Standard 1 (nomenclatura antecessora</p><p>dos IFRS). Ressalta-se que, embora os CPC 00 e CPC 26 não citem</p><p>explicitamente os postulados e os princípios contábeis, esses estão</p><p>nas raízes, no fulcro de toda a Estrutura Conceitual em linguagem</p><p>mais contemporânea.</p><p>22</p><p>Além disso, o CPC 00 permeia todos os pronunciamentos emitidos,</p><p>uma vez que ele é o radical de onde emanam todas as orientações</p><p>sobre procedimentos contábeis.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Pronunciamento Técnico</p><p>CPC 00 (R2). Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro - Correlação às</p><p>Normas Internacionais de Contabilidade - Conceptual Framework. Brasília, DF:</p><p>CPC, 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/</p><p>Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=80. Acesso em: 1 set. 2021.</p><p>CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Pronunciamento Técnico</p><p>CPC 26. Apresentação das demonstrações contábeis. Brasília, DF: CPC,</p><p>2011. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/</p><p>Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=57. Acesso em: 13 jan. 2022.</p><p>MARTINS, Eliseu et al. Manual de Contabilidade Societária: aplicável a todas</p><p>as sociedades de acordo com as normas internacionais e do CPC. 3. ed. São</p><p>Paulo: Atlas, 2021.</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>O art. 183, da Lei nº 6.404, de 1976, a Lei das Sociedades por Ações,</p><p>estabelece que, nas demonstrações contábeis, em particular, no</p><p>Balanço Patrimonial BP, os ativos devem ser mensurados de acordo</p><p>com critérios.</p><p>Então: (I) as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive</p><p>derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no</p><p>ativo circulante ou no realizável a longo prazo: (a) pelo seu valor</p><p>justo, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou</p><p>disponíveis para venda (por exemplo, operações de hedge); e (b)</p><p>pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado</p><p>conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor</p><p>provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais</p><p>23</p><p>aplicações e os direitos e títulos de crédito (por exemplo, CDB</p><p>bancário).</p><p>Além disso, (II) os direitos que tiverem por objeto mercadorias e</p><p>produtos do comércio da companhia, assim como matérias-primas,</p><p>produtos em fabricação e bens em almoxarifado, pelo custo de</p><p>aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao</p><p>valor de mercado, quando este for inferior (duplicatas a receber e</p><p>estoques).</p><p>Por que a legislação das Sociedades por Ações possui critérios</p><p>diferentes para mensurar os ativos citados, como operações de</p><p>hedge, CDB, duplicatas a receber e estoques? Os postulados e</p><p>princípios contábeis influenciam isso?</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor,</p><p>acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de</p><p>aprendizagem.</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis</p><p>em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log</p><p>in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em</p><p>sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições</p><p>públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou</p><p>periódicos científicos, todos acessíveis pela internet.</p><p>Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de</p><p>autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos</p><p>que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve,</p><p>Indicações de leitura</p><p>24</p><p>portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na</p><p>construção da sua carreira profissional.</p><p>Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da</p><p>nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!</p><p>Indicação 1</p><p>A estrutura conceitual da Contabilidade é fruto de um processo</p><p>histórico, desde os postulados e princípios. Logo, torna-se</p><p>importante conhecer os passos seguidos até os dias atuais. Para</p><p>isso, indica-se a leitura do Capítulo 4, que aborda a evolução da</p><p>Contabilidade no Brasil e o surgimento do arcabouço teórico, do</p><p>livro referenciado a seguir.</p><p>NIYAMA, Jorge Katsumi, SILVA, César Augusto Tibúrcio. Teoria da</p><p>Contabilidade. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2021.</p><p>Indicação 2</p><p>Ainda sobre a evolução histórica da Contabilidade, temos o relato</p><p>de como o linguajar do arcabouço teórico vai evoluindo desde os</p><p>postulados e princípios até a Estrutura Conceitual. Leia o Capítulo</p><p>2, do livro referenciado a seguir, que versa sobre características</p><p>qualitativas fundamentais de informações contábeis úteis.</p><p>ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Teoria da Contabilidade em IFRS e CPC. São</p><p>Paulo: Atlas, 2021.</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>25</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste</p><p>Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco</p><p>e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de</p><p>questões de interpretação com embasamento no cabeçalho</p><p>da questão.</p><p>1. Um determinado ativo, três máquinas novas, é adquirido por</p><p>uma empresa e contabilizado pelo valor que consta na nota</p><p>fiscal emitida pelo fornecedor. Pressupõe-se que esse valor é o</p><p>que melhor estima os benefícios econômicos futuros a serem</p><p>gerados por esse ativo. Esse procedimento contábil é feito em</p><p>decorrência da aplicação pelo Contador de um princípio da</p><p>Contabilidade.</p><p>Indique entre as alternativas a seguir a que contém a</p><p>indicação correta do princípio contábil aplicado.</p><p>a. Competência.</p><p>b. Custo Original como Base de Valor.</p><p>c. Denominador Comum Monetário.</p><p>d. Continuidade.</p><p>e. Entidade.</p><p>2. Segundo a taxonomia enunciada pelo autor, Iudícibus</p><p>(2021) afirma que há postulados, princípios e convenções da</p><p>Contabilidade.</p><p>IUDÍCIBUS, Sérgio. Teoria da Contabilidade. 12. ed. São Paulo: Atlas,</p><p>2021.</p><p>26</p><p>Nesse contexto, assinale a alternativa que contém somente</p><p>convenções contábeis declaradas por Iudícibus (2021).</p><p>a. Objetividade, Competência, Prudência e Uniformidade.</p><p>b. Objetividade, Relevância, Denominador Comum Monetário e</p><p>Uniformidade.</p><p>c. Objetividade, Relevância, Prudência e Continuidade.</p><p>d. Entidade, Relevância, Prudência e Uniformidade.</p><p>e. Objetividade, Relevância, Prudência e Uniformidade.</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1 - Resposta B</p><p>Resolução: O princípio do Custo Original, de Aquisição, como</p><p>Base de Valor é o aplicado nesse exemplo.</p><p>Assim, pressupõe-</p><p>se que a empresa, ao decidir comprar as três máquinas para</p><p>desenvolver um projeto, fez análise desse investimento.</p><p>Caso os fluxos de caixa futuros a serem gerados não fossem</p><p>compensadores, a empresa não teria feito o investimento.</p><p>Logo, o custo de aquisição do ativo é uma relevante estimativa</p><p>do valor do bem, nessa data da aquisição.</p><p>Questão 2 - Resposta E</p><p>Resolução: A Objetividade, Relevância, Prudência e</p><p>Uniformidade são as convenções contábeis declaradas por</p><p>Iudícibus (2021). Entidade e Continuidade são postulados;</p><p>já Custo de Aquisição como Base de Valor, Competência e</p><p>Denominador Comum Monetário são princípios.</p><p>Pronunciamentos Contábeis.</p><p>Estrutura Conceitual</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Nelson Bueno de Oliveira</p><p>Leitura crítica: Miriane de Almeida Fernandes</p><p>TEMA 3</p><p>28</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>O CPC 00 (R2) (2019) preceitua que o objetivo das demonstrações</p><p>contábeis é propiciar informações sobre a entidade, ou seja, a</p><p>empresa que reporta os seus números, que sejam úteis para os</p><p>usuários das informações, em particular, investidores e credores,</p><p>existentes e potenciais, na tomada de decisões referente à oferta de</p><p>recursos à entidade. Contudo, para que as informações sejam úteis,</p><p>elas devem ser relevantes e fidedignas.</p><p>Os investidores e os credores, existentes e potenciais, visam os</p><p>propósitos, entre os quais, respectivamente, comprar ou vender</p><p>ações da empresa que analisam; e conceder ou reduzir os</p><p>empréstimos concedidos da empresa que avaliam. Lembra-se que</p><p>as ações ordinárias são os títulos patrimoniais, representativos</p><p>do capital de uma entidade, que concedem ao seu detentor o</p><p>direito a voto nas assembleias de acionistas. Assim, quanto maior</p><p>a participação acionária, maior a capacidade de influência nos</p><p>destinos da empresa ou da entidade.</p><p>As decisões de investidores e credores, atuais e potenciais, envolvem</p><p>perspectivas de rentabilidade e ganhos, de diversas maneiras,</p><p>como recebimento de dividendos e juros sobre o capital próprio;</p><p>valorização do preço de mercado, cotado em bolsas de valores, das</p><p>ações que possuem; e recebimento do principal dos empréstimos</p><p>concedidos acrescidos dos respectivos encargos financeiros</p><p>cobrados.</p><p>Para tomar essas decisões, eles avaliam, usando as demonstrações</p><p>contábeis, valor, época, riscos e perspectivas de futuros fluxos</p><p>de entrada de caixa líquidos para a entidade em que fazem o</p><p>investimento ou para quem concedem empréstimos. Se esses fluxos</p><p>líquidos de caixa forem em montante adequado, isso rentabiliza</p><p>29</p><p>os investimentos em ações e fortalece a previsão de capacidade da</p><p>empresa tomadora pagar os empréstimos nas datas aprazadas.</p><p>Sabe-se que investidores e credores, em particular os de menor</p><p>porte, atuais ou potenciais, nem sempre podem exigir que as</p><p>entidades que reportam as suas demonstrações contábeis forneçam</p><p>informações complementares diretamente a eles, devendo se</p><p>basear unicamente nas demonstrações contábeis divulgadas para</p><p>decidir o que fazer. Por exemplo, para um grande banco conceder</p><p>um empréstimo vultoso, ele pode visitar a empresa proponente e</p><p>obter informações mais detalhadas sobre determinados aspectos,</p><p>além daquelas que já constam das demonstrações contábeis</p><p>publicadas.</p><p>Figura 1 – Um analista de uma corretora de valores mobiliários</p><p>analisa as demonstrações contábeis de empresas de capital</p><p>aberto para fazer recomendações de investimentos aos seus</p><p>clientes</p><p>Fonte: g-stockstudio/iStock.com.</p><p>30</p><p>O CPC 00 (R2) (2019) explica que as demonstrações contábeis,</p><p>elaboradas com base nos postulados, princípios, convenções e</p><p>estrutura conceitual da Contabilidade, com informações úteis,</p><p>relevantes e fidedignas, mesmo assim, não têm o poder de fornecer</p><p>todas as informações que os investidores e credores eventualmente</p><p>precisam.</p><p>Assim, a consulta de dados de outras fontes confiáveis é adequada,</p><p>ao se considerar projeções econômicas especializadas, efeitos</p><p>de eventos políticos e do próprio ambiente político, além de</p><p>perspectivas do setor e da empresa. Caso a empresa analisada</p><p>esteja em outro país, o fato da Contabilidade ser padronizada no</p><p>mundo contribui para o fazimento e acuidade da análise.</p><p>Além disso, o CPC 00 (R2) (2019) assevera que as demonstrações</p><p>contábeis, elaboradas conforme a Estrutura Conceitual, que</p><p>embute os postulados, princípios e convenções, não se destinam</p><p>a apresentar o valor da entidade que reporta, mas fornecem</p><p>informações para auxiliar os investidores e credores a terem</p><p>elementos para esse cálculo de valor. Logo, o Patrimônio Líquido</p><p>da Contabilidade não é a melhor medida para se fazer avaliação de</p><p>empresas. A doutrina de Finanças indica o método do Fluxo de Caixa</p><p>Descontado como o mais apropriado para essa finalidade.</p><p>Por fim, o CPC 00 (R2) (2019) diz que gestores e administradores de</p><p>empresa também precisam de informações contábeis e financeiras</p><p>sobre a entidade para avaliação de desempenho. Contudo, a</p><p>administração não precisa se basear nas demonstrações contábeis</p><p>publicadas, pois, ela pode obter internamente as informações</p><p>financeiras de que precisa. A Contabilidade Gerencial é um</p><p>instrumento para isso. Por sua vez, o governo, os reguladores, os</p><p>clientes, o público em geral, que não sejam investidores ou credores,</p><p>podem também utilizar as demonstrações contábeis para aferir</p><p>tributos, práticas contábeis, estudos de tendências etc.</p><p>31</p><p>Referências bibliográficas</p><p>CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Pronunciamento Técnico</p><p>CPC 00 (R2). Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro - Correlação às</p><p>Normas Internacionais de Contabilidade - Conceptual Framework. Brasília, DF:</p><p>CPC, 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/</p><p>Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=80. Acesso em: 1 set. 2021.</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>“A entidade que reporta”, expressão utilizada pelos</p><p>pronunciamentos CPC, quer dizer a entidade que é obrigada a, ou</p><p>decide, elaborar demonstrações contábeis. A entidade que reporta</p><p>pode ser uma única entidade ou parte da entidade ou pode, ainda,</p><p>compreender mais de uma entidade, segundo o CPC 00 (R2) (2019).</p><p>Por exemplo, uma empresa dita controladora (de outras) é a que</p><p>tem o controle acionário ou legal sobre outras entidades, que são</p><p>as controladas. Se a “entidade que reporta” compreende tanto a</p><p>controladora como suas controladas, as demonstrações contábeis</p><p>são denominadas demonstrações contábeis consolidadas, ou seja,</p><p>consolidam as demonstrações contábeis individuais das diversas</p><p>entidades que compõem a controladora.</p><p>Quanto à definição de ativo, o CPC 00 (R2) (2019) afirma que ativo</p><p>é um recurso econômico presente controlado pela entidade como</p><p>resultado de eventos passados. O recurso econômico é um direito</p><p>que tem o potencial de produzir benefícios econômicos. Nota-se que</p><p>ao dizer um recurso controlado pela entidade isso indica que não é</p><p>necessário ter a propriedade do ativo. Por exemplo, uma empresa</p><p>obtém seus caminhões mediante contratos de arrendamento</p><p>mercantil ou leasing. A propriedade dos caminhões é da empresa</p><p>de arrendamento mercantil, porém, o controle e o uso sobre os</p><p>32</p><p>caminhões é da entidade que obteve o leasing, logo, os caminhões</p><p>compõem o Ativo Não Circulante dessa entidade.</p><p>Por sua vez, ao dizer que um ativo é um recurso econômico, sendo</p><p>um direito que tem o potencial de produzir benefícios econômicos,</p><p>significa que o potencial de produzir benefícios econômicos, como</p><p>a geração de caixa incremental, não precisa ser certo ou mesmo</p><p>provável. Entretanto, é fundamental que o direito sobre o ativo já</p><p>exista e que, em pelo menos uma circunstância, produzirá para a</p><p>entidade benefícios econômicos.</p><p>Por exemplo, uma determinada empresa compra cinco novas</p><p>máquinas em substituição às que estão totalmente depreciadas.</p><p>Essas novas máquinas têm o poder de viabilizar que produtos mais</p><p>adequados sejam produzidos, de maneira ainda mais eficiente, e</p><p>isso resulte em ganhos incrementais para a empresa ou benefícios</p><p>econômicos.</p><p>Pode ser que, no futuro tais expectativas se frustrem,</p><p>em função de condições de mercado fortuitas e inesperadas. Porém,</p><p>no momento da aquisição das novas máquinas, o potencial de</p><p>geração de benefícios econômicos futuros era real e existia.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Pronunciamento Técnico</p><p>CPC 00 (R2). Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro - Correlação às</p><p>Normas Internacionais de Contabilidade - Conceptual Framework. Brasília, DF:</p><p>CPC, 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/</p><p>Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=80. Acesso em: 1 set. 2021.</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>O contador da empresa A está examinando um contrato firmado</p><p>pela companhia para poder contabilizar os seus efeitos econômicos.</p><p>33</p><p>Esse contrato abrange os direitos sobre o uso de uma marca</p><p>comercial da empresa A, por uma outra empresa B, cliente, no valor</p><p>de R$ 10.000.000,00.</p><p>Contudo, há uma cláusula nesse contrato que, dependendo de</p><p>certas circunstâncias adversas de mercado, o valor do contrato</p><p>pode ser de até R$ 7.000.000,00, pelas análises feitas pelo contador,</p><p>ouvido o parecer de dois especialistas independentes em marcas e</p><p>patentes.</p><p>Logo, se o valor dos direitos sobre essa marca da empresa A caírem</p><p>de R$ 10 milhões para R$ 7 milhões, isso seria um risco de perda de</p><p>direitos ou desvalorização do efeito econômico do contrato de uso</p><p>da marca da empresa A pela empresa B.</p><p>Então, supondo que não haja um pronunciamento CPC específico</p><p>para o caso, como o contador deve proceder para efetuar a</p><p>contabilização?</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor,</p><p>acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de</p><p>aprendizagem.</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis</p><p>em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log</p><p>in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em</p><p>sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições</p><p>públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou</p><p>periódicos científicos, todos acessíveis pela internet.</p><p>Indicações de leitura</p><p>34</p><p>Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de</p><p>autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos</p><p>que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve,</p><p>portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na</p><p>construção da sua carreira profissional.</p><p>Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da</p><p>nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!</p><p>Indicação 1</p><p>A Estrutura Conceitual da Contabilidade, conforme o CPC 00 (R2)</p><p>(2019), prevê que reconhecimento contábil é o processo de captação</p><p>- para inclusão no Balanço Patrimonial BP, na Demonstração do</p><p>Resultado do Exercício DRE e na Demonstração do Resultado</p><p>Abrangente DRA - de item que atenda à definição de um dos</p><p>elementos das demonstrações contábeis, ou seja, ativo, passivo,</p><p>patrimônio líquido, receita ou despesa. Diante disso, sobre o</p><p>reconhecimento contábil, indica-se aqui a leitura do Capítulo 5 da</p><p>Estrutura Conceitual da Contabilidade, presente no CPC 00 (R2)</p><p>(2019).</p><p>CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Pronunciamento Técnico CPC</p><p>00 (R2). Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro - Correlação às Normas</p><p>Internacionais de Contabilidade - Conceptual Framework. Brasília, DF: CPC,</p><p>2019.</p><p>Indicação 2</p><p>A Estrutura Conceitual da Contabilidade, conforme o CPC 00 (R2)</p><p>(2019), afirma que mensuração envolve os elementos reconhecidos</p><p>nas demonstrações contábeis, quando são quantificados em termos</p><p>monetários.</p><p>35</p><p>Isso exige a seleção de uma base de mensuração. A base de</p><p>mensuração é uma característica identificada, podendo ser custo</p><p>histórico, valor justo ou valor de cumprimento, de um determinado</p><p>item. A respeito da mensuração contábil, indica-se a leitura do</p><p>Capítulo 6, da Estrutura Conceitual da Contabilidade, presente no</p><p>CPC 00 (R2) (2019).</p><p>CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Pronunciamento Técnico CPC</p><p>00 (R2). Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro - Correlação às Normas</p><p>Internacionais de Contabilidade - Conceptual Framework. Brasília, DF: CPC,</p><p>2019.</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste</p><p>Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco</p><p>e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de</p><p>questões de interpretação com embasamento no cabeçalho</p><p>da questão.</p><p>1. A adoção de padrão internacional de Contabilidade pelo Brasil</p><p>foi um passo muito importante. Principalmente em uma</p><p>economia globalizada, com agenda multilateral entre países,</p><p>um padrão internacional de Contabilidade contribui para</p><p>aprimorar o intercâmbio comercial e financeiro entre agentes</p><p>econômicos, empresas, bolsas de valores, investidores e</p><p>credores, localizados em qualquer parte do planeta.</p><p>36</p><p>O padrão internacional são os International Financial Reporting</p><p>Standards IFRS, que são elaborados pelo International</p><p>Accounting Standards Board (IASB). Assinale a alternativa que</p><p>contém as duas leis brasileiras que são o marco da adoção</p><p>dos IFRS pelo Brasil.</p><p>a. Lei nº 11.638/2007 e Lei nº 13.709/2018.</p><p>b. Lei nº 10.406/2002 e Lei nº 11.941/2009.</p><p>c. Lei nº 11.638/2007 e Lei nº 11.941/2009.</p><p>d. Lei nº 10.406/2002 e Lei nº 13.105/2015.</p><p>e. Lei nº 6.404/1976 e Lei nº 13.105/2015.</p><p>2. Segundo o CPC 00 (R2) (2019), para as informações</p><p>contábeis e financeiras serem úteis, elas não devem</p><p>apenas representar fenômenos relevantes, mas também</p><p>representar de forma fidedigna a essência dos fenômenos</p><p>que pretendem representar.</p><p>Em muitas circunstâncias, a essência de fenômeno econômico</p><p>e sua forma legal são as mesmas. Se não forem as mesmas,</p><p>fornecer informações apenas sobre a forma legal não</p><p>representaria fidedignamente o fenômeno econômico.</p><p>Para que a informação contenha representação fidedigna,</p><p>além disso já citado, a informação deve possuir três</p><p>características.</p><p>Diante disso, assinale a alternativa que apresenta as três</p><p>características que a representação fidedigna da informação</p><p>contábil deve apresentar.</p><p>Fonte: CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Pronunciamento</p><p>Técnico CPC 00 (R2). Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro</p><p>37</p><p>- Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade - Conceptual</p><p>Framework. Brasília, DF: CPC, 2019.</p><p>a. Tempestividade, completude e uniformidade.</p><p>b. Neutralidade, uniformidade e continuidade.</p><p>c. Tempestividade, ser livre de erros e prudência.</p><p>d. Assertividade, prudência e comparabilidade.</p><p>e. Completude, neutralidade e ser livre de erros.</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1 - Resposta C</p><p>Resolução: A Lei nº 11.638/2007 e a Lei nº 11.941/2009 são o</p><p>marco da adoção dos IFRS no Brasil. A primeira diz respeito às</p><p>modificações na Lei das Sociedades por Ações, Lei nº 6.404, de</p><p>1976, especificamente no seu capítulo XV, que trata de Exercício</p><p>Social e Demonstrações Financeiras. A segunda versava sobre</p><p>questões tributárias e outras atualizações da Lei das Sociedades</p><p>por Ações.</p><p>Questão 2 - Resposta E</p><p>Resolução: As três características da representação fidedigna</p><p>da informação contábil, segundo o CPC 00 (R2) (2019), são</p><p>a completude (ser completa), neutralidade (ser neutra, sem</p><p>vieses) e ser livre de erros.</p><p>Pronunciamentos, Interpretações e</p><p>Orientações Contábeis</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Nelson Bueno de Oliveira</p><p>Leitura crítica: Miriane de Almeida Fernandes</p><p>TEMA 4</p><p>39</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>Os pronunciamentos, as interpretações e as orientações técnicos do</p><p>CPC têm o propósito de conduzir, balizar o trabalho dos Contadores,</p><p>bem como propiciar aos usuários da informação contábil condições</p><p>de compreender a realidade da empresa, a partir dos números</p><p>contábeis reportados.</p><p>O Pronunciamento CPC 00 (2019) contém a Estrutura Conceitual,</p><p>que é o alicerce para todos os documentos emitidos pelo CPC. Ainda,</p><p>ressalta-se que o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), no</p><p>Brasil, obtém os IFRS elaborados pelo IASB e, por meio deles, na</p><p>forma do regimento interno do CPC, elabora os pronunciamentos,</p><p>as interpretações e as orientações.</p><p>O CPC 33 (R1) (2012) abrange os procedimentos contábeis</p><p>relativos aos benefícios pagos aos empregados da empresa.</p><p>Naturalmente, os benefícios, em termos de salário, são bastante</p><p>comuns e amplamente conhecidos. Porém, há outros benefícios</p><p>mais sofisticados, frequentes e praticados pelas empresas para</p><p>programas de bem-estar e de retenção de talentos, como planos</p><p>de previdência complementar e planos de assistência médica e</p><p>odontológica, entre outros.</p><p>O objetivo do CPC 33 (R1) (2012) é conduzir a contabilização e a</p><p>divulgação dos efeitos econômicos dos benefícios concedidos</p><p>aos empregados. Assim, a empresa deve contabilizar um passivo</p><p>quando o empregado trabalhou em troca de benefícios a serem</p><p>pagos no futuro; e uma despesa quando a entidade se utiliza</p><p>do benefício econômico proveniente do trabalho recebido do</p><p>empregado em troca de benefícios a esse empregado. Por exemplo,</p><p>em termos bem simples, ao final do mês, a empresa debita</p><p>Despesas de Pessoal e credita Salários a Pagar.</p><p>40</p><p>Os benefícios aos empregados, segundo o CPC 33 (R1) (2012)</p><p>abrangem ordenados, salários e contribuições para a seguridade</p><p>social; licença anual remunerada e licença médica remunerada;</p><p>participação nos lucros e bônus; e benefícios não monetários,</p><p>como assistência médica, moradia e carros. Contemplam também,</p><p>dependendo do relacionamento entre empresas e empregados,</p><p>e os sindicatos, benefícios pós-emprego, como previdência</p><p>complementar.</p><p>Figura 1 – As empresas adotam programas de benefícios a seus</p><p>empregados com o objetivo de gerar felicidade corporativa</p><p>e motivação, os planos de previdência complementar e de</p><p>assistência médica estão nesse contexto. A Contabilidade</p><p>precisa dar tratamento a essas iniciativas</p><p>Fonte: skynesher/iStock.com.</p><p>Um plano de previdência complementar de benefício definido é</p><p>aquele em que a empresa patrocinadora, a empregadora, garante</p><p>ao empregado, quando se aposenta, um determinado nível de</p><p>remuneração, normalmente atrelado ao valor que o servidor recebia</p><p>em atividade nos últimos tempos de trabalho. O risco atuarial é</p><p>41</p><p>relevante para a empresa, por causa da natureza de esse plano ser</p><p>de benefício definido. A empresa garante um nível de remuneração</p><p>futura ao empregado, quando se aposentar, nos critérios do plano</p><p>de previdência complementar.</p><p>Por outro lado, nos planos de previdência complementar de</p><p>contribuição definida, segundo o CPC 33 (R1) (2012), a obrigação</p><p>legal da entidade está limitada à quantia que a empresa aceita</p><p>contribuir para o fundo de previdência dos empregados. Logo, o</p><p>valor da remuneração que o empregado tiver, na sua aposentadoria,</p><p>como benefício pós-emprego, é somente determinado pelo</p><p>montante de contribuições pagas pela entidade patrocinadora</p><p>e, conforme o caso, pelo empregado ao longo do tempo de</p><p>acumulação.</p><p>Nesse caso, o risco atuarial é do empregado e não da empresa. O</p><p>risco atuarial, nos planos de contribuição definida, abrange o fato de</p><p>que os benefícios a serem recebidos na aposentadoria serão o que</p><p>forem não havendo benefício (remuneração) definido ou garantido.</p><p>Nota-se que há um risco de investimento associado, ou seja, o</p><p>risco de que os ativos investidos, ao longo do tempo, no período de</p><p>acumulação das reservas do plano de previdência, venham a ser</p><p>insuficientes para cobrir os benefícios projetados inicialmente. No</p><p>entanto, ressalta-se que o valor do benefício não é garantido. Nesse</p><p>caso, o plano de previdência complementar de contribuição definida,</p><p>como se disse, o risco atuarial e o de investimento pertencem ao</p><p>empregado e não à empresa.</p><p>Dada essa realidade complexa e sofisticada, o CPC 33 (R1) (2012)</p><p>baliza, orienta e conduz o trabalho do Contador, no sentido de, por</p><p>intermédio da Contabilidade, evidenciar a realidade econômica da</p><p>empresa. Caso essa realidade da empresa, por exemplo, conceda</p><p>planos de previdência complementar ou de benefício definido ou</p><p>de contribuição definida para seus empregados. Lembra-se que</p><p>42</p><p>a previdência complementar é algo extra, à parte, em relação à</p><p>previdência oficial do INSS, que possui regras próprias.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Pronunciamento Técnico</p><p>CPC 00 (R2). Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro - Correlação às</p><p>Normas Internacionais de Contabilidade - Conceptual Framework. Brasília, DF:</p><p>CPC, 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/</p><p>Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=80. Acesso em: 1 set. 2021.</p><p>CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Pronunciamento Técnico</p><p>CPC 33 (R1). Benefícios a Empregados. Brasília, DF: CPC, 2012. Disponível</p><p>em: http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/</p><p>Pronunciamento?Id=64. Acesso em: 12 out. 2021.</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>Ainda sobre o CPC 33 (R1) (2012), a respeito dos planos de</p><p>previdência complementar de benefício definido, eles irão</p><p>constituir um fundo para receber as contribuições, tanto da</p><p>empresa quanto dos empregados, ao longo do tempo. Esse fundo é</p><p>juridicamente apartado da empresa patrocinadora (empregadora)</p><p>e será o responsável por pagar os benefícios (as aposentadorias</p><p>complementares, extra, à parte do INSS) aos empregados.</p><p>A contribuição ao longo do tempo, tanto por parte da empresa</p><p>patrocinadora quanto por parte dos empregados, depende de</p><p>acordo prévio entre eles. Dessa forma, pode-se, desde um extremo,</p><p>ficar tudo sob a responsabilidade da empresa ou, a depender das</p><p>tratativas entre as partes, essa obrigação pode em conjunto, ser</p><p>repartida, em proporções iguais ou não.</p><p>No futuro, o pagamento dos benefícios concedidos não depende</p><p>somente da situação financeira e do desempenho dos investimentos</p><p>43</p><p>acumulados ao longo do tempo no fundo, mas da entidade</p><p>patrocinadora (a empregadora) suprir qualquer insuficiência nos</p><p>ativos do fundo para honrar o pagamento das aposentadorias, que</p><p>possuem o valor do benefício definido. Portanto, de acordo com</p><p>o CPC 33 (R1) (2012), a entidade assume, na essência, os riscos</p><p>atuariais e de investimento associados ao plano.</p><p>Assim, pode-se perceber que a contabilização dos planos de</p><p>benefício definido é algo mais complexo. Além de reconhecer a</p><p>despesa mensal referente às contribuições da empresa para o</p><p>plano, há a necessidade de se estimar, com recursos das Ciências</p><p>Atuariais, os impactos financeiros e econômicos provenientes da</p><p>obrigação que a empresa patrocinadora detém ao manter um plano</p><p>de benefício definido. Isso significa estimar o valor presente dos</p><p>desembolsos futuros dos benefícios garantidos aos empregados,</p><p>ao se aposentarem, e confrontá-lo com o valor presente dos ativos</p><p>que existem no fundo acumulado, que existem para garantir</p><p>tais obrigações de pagamentos futuros. No CPC 33 (R1) (2012),</p><p>há orientações sobre uma parte dessa contabilização envolver</p><p>receitas e despesas correntes e uma parte abranger ganhos e</p><p>perdas atuariais, que transitam em Outros Resultados Abrangentes,</p><p>diretamente no Patrimônio Líquido da empresa patrocinadora</p><p>(empregadora).</p><p>O CPC 33 (R1) (2012) não obriga a empresa patrocinadora a</p><p>contratar um especialista atuário para fazer os cálculos. Porém, na</p><p>prática, isso se mostra recomendável e necessário.</p><p>Segundo os padrões internacionais IFRS, é a beleza da Contabilidade</p><p>ao deter fundamentos e mecanismos que permitam captar e</p><p>evidenciar as complexas realidades que envolvem as empresas e</p><p>seus usuários.</p><p>44</p><p>Referências bibliográficas</p><p>CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Pronunciamento Técnico</p><p>CPC 33 (R1). Benefícios a Empregados. Brasília, DF: CPC, 2012. Disponível</p><p>em: http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/</p><p>Pronunciamento?Id=64. Acesso em: 12 out. 2021.</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>Chegou a época de divulgação</p><p>das demonstrações contábeis da</p><p>empresa e o Contador, ainda um tanto inexperiente, quer revisar</p><p>quais são as demonstrações contábeis obrigatórias e como elas</p><p>devem ser apresentadas.</p><p>Como você poderia ajudar esse colega?</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor,</p><p>acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de</p><p>aprendizagem.</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis</p><p>em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log</p><p>in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em</p><p>sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições</p><p>públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou</p><p>periódicos científicos, todos acessíveis pela internet.</p><p>Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de</p><p>autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos</p><p>Indicações de leitura</p><p>45</p><p>que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve,</p><p>portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na</p><p>construção da sua carreira profissional.</p><p>Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da</p><p>nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!</p><p>Indicação 1</p><p>O Patrimônio Líquido (PL) é a participação residual nos ativos da</p><p>entidade após a dedução de todos os seus passivos. Por sua vez,</p><p>diferentes classes de ações, tais como ordinárias e preferenciais,</p><p>podem conferir aos seus detentores direitos diferentes. Alguns</p><p>requisitos legais ou contratuais permitem que uma entidade faça</p><p>distribuições de lucros, ou seja, dividendos aos detentores de ações.</p><p>Nesse contexto, indica-se a leitura do Capítulo 6, Patrimônio Líquido,</p><p>Receitas e Despesas, do livro referenciado a seguir.</p><p>ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Teoria da Contabilidade em IFRS e CPC. São</p><p>Paulo: Atlas, 2021.</p><p>Indicação 2</p><p>O Patrimônio Líquido é um item fundamental do Balanço</p><p>Patrimonial, ao lado dos Ativos e Passivos. Na realidade brasileira,</p><p>há também implicações interessantes. Assim, indica-se a leitura do</p><p>Capítulo 11, Patrimônio Líquido no ambiente brasileiro, do seguinte</p><p>livro.</p><p>ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Teoria da Contabilidade em IFRS e CPC. São</p><p>Paulo: Atlas, 2021.</p><p>46</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste</p><p>Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco</p><p>e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de</p><p>questões de interpretação com embasamento no cabeçalho</p><p>da questão.</p><p>1. Segundo o CPC 26 (R1) (2011), há uma demonstração contábil</p><p>específica que tem o intuito de evidenciar o desempenho da</p><p>entidade que reporta. Assinale a alternativas que contém essa</p><p>demonstração contábil.</p><p>Fonte: CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Pronunciamento</p><p>Técnico CPC 26. Apresentação das demonstrações contábeis. Brasília,</p><p>DF: CPC, 2011. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-</p><p>Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=57. Acesso em: 13 jan.</p><p>2022.</p><p>a. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido DMPL.</p><p>b. Demonstração dos Fluxos de Caixa DFC.</p><p>c. Balanço Patrimonial BP.</p><p>d. Demonstração do Resultado do Exercício DRE.</p><p>e. Demonstração do Valor Adicionado DVA.</p><p>2. Segundo o CPC 26 (R1) (2011), há no Balanço Patrimonial</p><p>alguns itens componentes de sua estrutura. Atente-se para</p><p>esta definição: “(a) espera-se que seja realizado, ou pretende-</p><p>se que seja vendido ou consumido no decurso normal do ciclo</p><p>47</p><p>operacional da entidade; (b) está mantido essencialmente com</p><p>o propósito de ser negociado; (c) espera-se que seja realizado</p><p>até doze meses após a data do balanço; ou (d) é caixa ou</p><p>equivalente de caixa [...].”</p><p>Diante disso, assinale a alternativa que apresenta o</p><p>componente do Balanço Patrimonial BP que se encaixa</p><p>perfeitamente na definição acima exarada, ao atender pelo</p><p>menos um de seus requisitos.</p><p>Fonte: CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Pronunciamento</p><p>Técnico CPC 26. Apresentação das demonstrações contábeis. Brasília,</p><p>DF: CPC, 2011. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-</p><p>Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=57. Acesso em: 13 jan.</p><p>2022.</p><p>a. Patrimônio Líquido.</p><p>b. Passivo Não Circulante.</p><p>c. Ativo Circulante.</p><p>d. Ativo Não Circulante.</p><p>e. Passivo Circulante.</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1 - Resposta D</p><p>Resolução: Segundo o CPC 26 (R1) (2011), a Demonstração do</p><p>Resultado do Exercício DRE é a que contém a evidenciação do</p><p>desempenho em termos de lucros e prejuízos. A Demonstração</p><p>do Resultado Abrangente DRA, não solicitada no exercício, seria</p><p>uma continuidade da DRE.</p><p>Questão 2 - Resposta C</p><p>Resolução: O CPC 26 (R1) (2011) atribui ao Ativo Circulante essa</p><p>definição:</p><p>48</p><p>“O ativo deve ser classificado como circulante quando</p><p>satisfizer qualquer dos seguintes critérios: (a) espera-se que</p><p>seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou consumido</p><p>no decurso normal do ciclo operacional da entidade; (b) está</p><p>mantido essencialmente com o propósito de ser negociado; (c)</p><p>espera-se que seja realizado até doze meses após a data do</p><p>balanço; ou (d) é caixa ou equivalente de caixa [...]. Todos os</p><p>demais ativos devem ser classificados como não circulantes.”</p><p>BONS ESTUDOS!</p><p>Apresentação da disciplina</p><p>Introdução</p><p>TEMA 1</p><p>Direto ao ponto</p><p>Para saber mais</p><p>Teoria em prática</p><p>Leitura fundamental</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>TEMA 2</p><p>Direto ao ponto</p><p>Para saber mais</p><p>Teoria em prática</p><p>Leitura fundamental</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>TEMA 3</p><p>Direto ao ponto</p><p>Para saber mais</p><p>Teoria em prática</p><p>Leitura fundamental</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>TEMA 4</p><p>Direto ao ponto</p><p>Para saber mais</p><p>Teoria em prática</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>Inicio 2:</p><p>Botão TEMA 4:</p><p>Botão TEMA 1:</p><p>Botão TEMA 2:</p><p>Botão TEMA 3:</p><p>Botão TEMA 9:</p><p>Inicio :</p>

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