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A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015). No livro, há passagens em que o narrador não apenas narra algo, como também revela consciência do ato de narrar. Uma dessas passagens está transcrita em: a) Mas hoje teve uma hora que eu não estava a fim de olhar pra cara de ninguém. Então abri o álbum que ele tinha me dado. (p. 11) b) Mas não era isso que eu queria contar. Eu queria era dizer que na terça-feira, quando cheguei da escola, eu fiquei sabendo que ele tinha morrido. (p. 13) c) Mas lá pelas tantas eu ouvi o nome do meu Amigo e comecei a prestar atenção na conversa da sala. Tive que abrir a porta pra escutar o meu pai: (p. 29) d) Mas o palco era todo da cor da cortina, e quem sentava na plateia ficava então só olhando pra saudade e mais nada. (p. 40)