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1 9CAPÍTULO 1 b) Que relação pode ser estabelecida entre o elemento identificado na questão anterior e a expressão “tarja branca”? Repro duçã o/ A rq u iv o p e s s o a l Nascido em Curitiba, no Paraná, CACAU RHODEN é diretor e roteirista de cinema. Seu interesse pelo mundo audiovisual começou quando tinha 15 anos, ao se encantar com o filme Sonhos (1990), do cineasta japonês Akira Kurosawa (1910-1998). Além de Tarja branca: a revolução que faltava (2014), dirigiu outras produções cinematográficas, como Nunca Me Sonharam (2017) e Corações e mentes, escolas que transformam (2018). a) Considerando que o objetivo do cartaz é divulgar um documentário sobre o ato de brincar, que elemento pode causar um estranhamento inicial no leitor? Por quê? Para responder, considere que entre as medicações que só podem ser vendidas com receita médica, sujeitas à retenção na farmácia, estão aquelas classificadas como “tarja preta”. Para responder, observe os demais elementos que compõem o cartaz, como as outras imagens e as cores utilizadas. c) Uma vez compreendida a relação entre a expressão “tarja branca” e o objeto, o estra- nhamento por ele causado se dissipa. Explique essa relação e como ela se constitui. 2 Leia três trechos de resenhas críticas do documentário e continue a conversa com os colegas com base nas seguintes questões. Texto I […] A trilha sonora, composta de cirandas, maracatus, cocos, sambas e outros rit- mos nacionais, faz um casamento har- monioso e emocionante com a fotografia de Janice D’Ávila [diretora de fotografia]. O conjunto da obra leva ao espectador a compreensão do tema pelo sentimento, mais do que pela razão. Impossível não se identificar com as histórias e brinca- deiras apresentadas e não lembrar as co- res brilhantes que devem fazer parte da vida de todas as crianças. Mais que isso, improvável não se questionar: “Quando é que deixei de brincar e por quê?” […] STEFANEL, Xandra. Filme “Tarja Branca” propõe revolução pela brincadeira. Rede Brasil Atual, 18 jun. 2014. Disponível em: https://www.redebrasilatual.com.br/cultura/2014/06/ tarja-branca-propoe-uma-revolucao-pela-brincadeira-9425/. Acesso em: 9 ago. 2020. N o k k ie V e c to r/ S h u tt e rs to ck 1. a) Espera-se que os estudantes mencionem que o conta-gotas é o elemento que causa um estranhamento inicial no leitor, pois os outros objetos e fotografias do cartaz remetem à ideia da infância, da brincadeira e da alegria, enquanto este objeto é geralmente relacionado a remédios e, consequentemente, a doenças. 1. b) Tanto o conta-gotas quanto a ideia traduzida pela expressão “tarja branca” se relacionam a re- médios, medicamentos. No caso, a expressão “tarja branca” estabele- ce uma relação intertextual com os medicamentos conhecidos como “tarja preta”, que são aqueles ven- didos apenas com a retenção da receita médica, por atuarem direta- mente no sistema nervoso central, podendo causar dependência. A escolha do termo indica, portanto, uma contraposição ao controle e restrição relacionados à “tarja pre- ta”, propondo uma “medicação” li- berada, permitida e sem quaisquer restrições. 1. c) Ao descobrir a relação inter- textual entre tarja branca e tarja preta, o uso do conta-gotas deixa de causar estranhamento, pois ele é usado com o seu sentido original – dele saem gotas de remédio. No caso, o “remédio” são as brinca- deiras. Tarja branca, em oposição aos medicamentos de tarja preta, seria uma “medicação” liberada e recomendada. O fato de saírem do conta-gotas imagens de brincadei- ras e de elementos da cultura po- pular relacionados à festa e à ale- gria, seguidos por fotografias de crianças sorrindo e brincando na parte inferior do cartaz, indica que esse remédio deve ser “tomado” por todos. Além disso, as cores do cartaz – amarelo vivo, com o título em branco – reforçam a ideia de alegria, de festa, de leveza. V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 19V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 19 9/26/20 10:31 AM9/26/20 10:31 AM 2 0 CAPÍTULO 1 Texto II […] Interessante pela brasilidade que transborda de sua trilha sonora e pelos personagens que busca, Tarja Branca guarda momentos de reflexão impagáveis. Você sairá do cine- ma se perguntando se a sua versão criança estaria satisfeita com os caminhos que você deu a sua vida. Ou se a sua profissão é algo que o deixa feliz ou apenas é uma ocupação em busca da sobrevivência. Ou se você está se permitindo um tempo para respirar e brincar. São diversos os pensamentos que o longa-metragem de Cacau Rhoden desafia o espectador a se fazer. E isso perdoa muitos pecadilhos que o cineasta acaba cometen- do em seu documentário. OLIVEIRA, Rodrigo de. Tarja Branca: A revolução que faltava. Papo de Cinema. Disponível em: https://www.papodecinema.com.br/filmes/tarja-branca-a- revolucao-que-faltava/. Acesso em: 9 ago. 2020. Texto III […] Sem ser agressivo por se contrapor à pressa cotidiana no mundo do consumo, o filme deixa clara a sua intenção na voz do artista plástico Hélio Leites. Ele afirma serem as brincadeiras remédio de tarja branca, que todo mundo deveria tomar: quem não brin- ca nunca terá bem-estar na vida adulta. E agora? […] COSTA, Mônica Rodrigues da. Crítica: Despretensiosa, produção debate sentido e valor das brincadeiras. Folha de S.Paulo, 19 jun. 2014. Disponível em: https://m.folha.uol.com.br/ ilustrada/2014/06/1472458-critica-despretensiosa-producao-debate-sentido-e-valor-das- brincadeiras.shtml. Acesso em: 9 ago. 2020. a) Os três trechos avaliam o mesmo documentário. O “tom” das avaliações é o mesmo? b) Identifique nos trechos a única crítica negativa feita à obra. Que expressão foi utilizada para indicar o aspecto negativo? • Essa expressão indica que os erros cometidos pelo cineasta foram graves? Justifique. c) Levante hipóteses: A que revolução o subtítulo da obra se refere? R ep ro du çã o/ w w w .v id eo ca m p. co m /p t/ m ov ie s/ ta rja -b ra nc a Frame do documentário Tarja branca: a revolu•‹o que faltava, dirigido por Cacau Rhoden, em 2014. 2. c) Deixe que os estudantes apresentem suas hipóteses. Para realizar as atividades da 3a parada da seção Viagem, eles devem assistir ao documentário, de for- ma que poderão comprovar se o que foi pensado aqui se confir- ma ou não. Considerando-se o que já foi discutido nas questões anteriores, a expectativa é que a revolução seja associada ao ato de brincar, do lúdico, levando para a vida do adulto a alegria sentida pelas crianças na brincadeira. A expressão “tarja branca”, asso- ciada ao conta-gotas que pinga brincadeiras e festas das culturas populares, indica o “remédio” que deve ser “tomado” por todos e é uma pista para compreender a re- volução presente no subtítulo do documentário. 2. a) Espera-se que os estudantes respondam que sim, pois os três trechos apresentam avaliações positivas do documentário, como o casamento harmonioso e emo- cionante entre a trilha sonora e a fotografia, o despertar dos senti- mentos do espectador, a brasilida- de que transborda da trilha sonora e das personagens, a contraposi- ção à pressa cotidiana sem agres- sividade. 2. b) Espera-se que os estudantes identifiquem a expressão “muitos pecadilhos”, no texto II. É apenas esse trecho que apresenta uma avaliação negativa no final, ao dizer que há “muitos pecadilhos que o cineasta acaba cometendo em seu documentário”. 2. b) • Não. A expressão “muitos pecadilhos” indica que os erros não foram graves, apesar de fre- quentes. Tal leitura se deve ao fato que, embora o autor faça uso da palavra “muitos”, ela aparece como pronome indefinido antes do substantivo, apontando para a possível frequência de erros do cineasta; ademais, o uso do diminutivo no substantivo “pe- cadilhos” indica que os pecados foram pequenos. Além disso, o trecho é elogioso e, segundo o autor, os pecadilhos cometidosnão impedem a reflexão que o es- pectador pode fazer ao longo do documentário. O objetivo é que, para responder às questões, os estudantes comparem as três resenhas críticas do mesmo filme. Comente com eles que o curitibano Hélio Leites (1951-) foi um dos entrevistados do documentário Tarja branca, cujo nome foi inspirado em seu depoi- mento. O artista plástico também é autor do livro de crônicas Tarja Branca: o libreto que faltava, publicado pela Editora Prosa Nova em 2017. V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 20V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 20 9/26/20 10:31 AM9/26/20 10:31 AM 2 1CAPÍTULO 1 VIAGEM 1ª PARADA EU, LEITOR DE RESENHA É possível conhecer elementos e impressões de uma obra por meio da leitura de uma resenha crítica. Nesta parada, vamos ler uma resenha de um filme que trata de educação. 1 Em duplas, leiam a resenha do filme Coach Carter – Treino para a vida, dirigido por Thomas Carter em 2005. Depois, respondam às questões no caderno. Cinema na Educa•‹o João Luís de Almeida Machado é consultor em Educação e Inovação, Doutor e Mestre em Educação, historiador, pesquisador e escritor. Coach Carter – Treino para a Vida Mens sana in corpore sano Mens sana in corpore sano é um conhe- cido pensamento latino que vem sendo repetido há muitas e muitas gerações mundo afora com a finalidade de conso- lidar entre os homens a necessidade de cuidar tanto do corpo quanto da mente. Invariavelmente, encontra-se essa frase em latim em ginásios e instalações es- portivas com o intuito de motivar atletas a conquistar melhores resultados em suas competições esportivas. O filme Coach Carter – Treino para a Vida, estrelado por Samuel L. Jackson e dirigi- do por Thomas Carter, caminha na dire- ção desse velho provérbio latino, não no sentido de torná-lo novamente conhe- cido entre os homens, mas especifica- mente na busca de uma reinterpretação de sua mais conhecida tradução. A terminologia latina não é mencionada no filme. Na realidade, está nas entre- linhas e pode ser percebida e decodifi- cada com facilidade quando termina a exibição da película. O mais interessante é saber que a nova leitura desse conhe- cido pensamento, que de tão desgastado já pode até mesmo ser considerado um chavão, baseia-se em fatos reais, seus personagens realmente vivenciaram essa notável experiência e acabam, através da mesma, nos dando mais uma importante e interessante lição de vida. No entanto, antes de se propor a assistir ao filme, acredito que você terá que, como eu, superar a resistência que se impõe a nós, cinéfilos, diante de mais um filme que tem como temática a superação de estudantes-atletas, motivados pela pre- sença marcante e carismática de um sur- preendente professor/treinador e que, em virtude de uma série de reviravoltas em suas vidas a partir de sua experiência no esporte, conseguiram vitórias notáveis… […] 1 2 3 4 A educação pode ser discutida sob diferentes pontos de vista: o dos educadores, o dos artistas, o dos profissionais da saúde, o dos políticos, o dos pais, o dos estudantes... Que tal discutir a educação e o trabalho do professor sob diferentes perspectivas? Você e a turma vão descobrir como a persistência de um treinador (coach) e o binômio esporte/ escola podem ser favorecer a mobilidade social. NA BNCC Competências gerais: 1, 3, 4, 7 Competências específicas de Linguagens: 1, 3, 6 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG102, EM13LGG302, EM13LGG602, EM13LGG604 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02, EM13LP05, EM13LP06 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Campo artístico-literário: EM13LP45 Jeffrey Mayer/W ire Im ag e/ G e tt y Im a g e s THOMAS CARTER (1953-) nasceu em Austin, nos Estados Unidos, e tem uma longa carreira cinematográfica. Começou trabalhando como ator em seriados de televisão, na década de 1970. Mais tarde, migrou para o trabalho atrás das câmeras, como diretor e produtor de cinema. NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. GoodStudio/Shutterstock Consulte respostas esperadas e mais informações para o tra- balho com as atividades desta parada nas Orientações espe- cí� cas deste Manual. Sugere-se que todas as atividades desta parada sejam realizadas em duplas. Se considerar pertinente, opte pela realização coletiva das atividades. V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 21V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 21 9/26/20 10:31 AM9/26/20 10:31 AM 2 2 CAPÍTULO 1 Esse roteiro já nos parece batido demais e, em função disso, talvez pensemos duas vezes antes de levar o filme para casa. Eu mesmo me vi agindo dessa forma. Não se enganem com as aparências e descrições simplórias da capa e da sinopse. O filme traz muito mais em seu conteúdo do que uma sim- ples história de vencedores do esporte e é nesse ponto que ele atinge o mens sana latino. Não basta apenas o corpore sano surgido da dedicação integral e plena aos treinamentos; não é suficiente so- mente a disciplina que leva ao surgimento de muitos campeões; tão importante quanto tudo isso são as vi- tórias que derivam do estudo, do esforço com os livros e tarefas, da presença e participação em sala de aula. É nesse ponto que Coach Carter se diferencia dos demais filmes que tem o esporte como ponto de partida e se torna uma referência diferenciada e inteligente para todos aqueles que trabalham e vivenciam a educação… O filme […] A Richmond High School tem um dos piores times de basquete da liga estudantil estadual. Raramente seu time obtém alguma vitória e nunca conseguiu chegar às fases finais dos torneios locais. Seus jogadores se contentam em apenas fazer algumas jogadas de efeito e, eventual- mente, conquistar alguma vitória e dessa forma justifi- car a sua vida de esportistas. Os resultados escolares também são lastimáveis e não se referem exclusivamente ao rendimento dos atletas do time de basquete. Poucos são os estudantes dessa escola que conseguem chegar à universidade, mui- tos desistem até mesmo de completar o Ensino Médio (High School) e a incidência de jovens da comunidade no mundo do crime é bastante alta. Quando a escola acerta a contratação de um novo trei- nador para sua equipe de basquete pensando na próxi- ma temporada, não imagina que sua chegada vai mexer muito com os brios do time e também com o próprio conceito de escola que a comunidade tem. [...] Ken Carter (Samuel L. Jackson), o novo treinador, não pensa dessa forma. Desde o princípio, [ele] aplica mé- todos ortodoxos de trabalho visando dar a seus jovens o máximo de disciplina para conseguir nos jogos os resultados que todos gostariam de atingir. Além disso, diferentemente de outros vitoriosos treinadores, Carter defende a tese de que as vitórias do esporte devem tam- bém ser transformadas em vitórias na vida futura. De que valem os troféus que enfeitam os corredores das escolas se depois de tudo isso esses “vitoriosos” atletas não conseguirem diplomas, formação universitária, tra- balho, estabilidade, decência e respeitabilidade? Partindo dessa premissa, Carter desafia a comunidade e, mesmo diante de uma excepcional campanha de sua equipe, tran- ca o ginásio ao mesmo tempo em que cancela jogos para exigir melhor rendimento acadêmico de seus jogadores. Afinal de contas, como aprendemos com o velho cha- vão latino, a completude e a harmonia nos seres huma- nos se dão a partir do momento em que temos o corpo são e a mente também… Aos professores […] 1- Sempre acreditei que o esporte complementa a forma- ção humana. É através da prática de esportes que apren- demos a trabalhar melhor em equipe, é nas competições que percebemos nossas forças e limitações, é pelos trei- namentos duros e contínuos que concebemos em nós mesmos a disciplina e a responsabilidade. Fui atleta du- rante muitos anos e acredito que as escolas brasileiras deveriamimplementar escolinhas e equipes que parti- cipassem de torneios regionais e estaduais para motivar as crianças, adolescentes e jovens. Vejo com grande frus- tração que nossas universidades pouco ou nada inves- tem no esporte. Dessas iniciativas brotariam não só os grandes campeões do basquete, vôlei, atletismo, natação ou futebol (entre outros fantásticos esportes), mas prin- cipalmente alunos e futuros cidadãos mais conscientes, sérios, disciplinados e vitoriosos… 2- Tenho viva em minha memória uma afirmação feita por um colega professor de Educação Física que me disse estar surpreso com a falta de disposição para os esportes entre as crianças e jovens da atual geração de brasileiros. Dizia esse professor que seus alunos dedicam a maior parte de suas energias a jogos eletrônicos e computadores e que as bolas, raquetes e calçados esportivos foram verdadeira- mente relegados a segundo ou terceiro plano… O que po- demos fazer em relação a isso? Como superar essa inércia? De que forma estabelecer práticas mais saudáveis de vida para nossos filhos e alunos? Devem ser estabelecidos limi- tes ao uso de computadores, Internet ou televisão? Traga esses dilemas ao debate em sua escola. Conversem com os professores, a direção, a comunidade. Temos que orientar melhor os nossos alunos e filhos… 3- Outro indício forte de que precisamos investir mais em esporte refere-se ao alto índice de obesidade entre as crianças, adolescentes e jovens brasileiros. Não basta patrocinar dietas e utilizar remédios para tentar resol- ver esse problema sério de saúde pública. Temos que reeducar nossas crianças quanto à alimentação cotidia- na e, necessariamente, fazer com que eles pratiquem atividades físicas de modo regular. Que tal conversar sobre isso na escola para motivar o surgimento de trei- namentos e exercícios mais constantes? Ficha Técnica Coach Carter – Treino para a Vida Título Original: Coach Carter País/Ano de produção: EUA, 2005 Duração/Gênero: 136 min., Drama Direção de Thomas Carter Roteiro de Mark Schwahn e John Gatis Elenco: Samuel L. Jackson, Ryan B. Adams, Ashanti, Adrienne Bailon, Ray Baker, Texas Battle, Michelle Boehle, Rob Brown 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 A lb u m /F o to a re n a /P a ra m o u n t P ic tu re s Samuel L. Jackson atuando no filme Coach Carter – Treino para a vida, 2005. MACHADO, João Luís de Almeida. Coach Carter – Treino para a Vida. Planneta Educação, 25 nov. 2005. Disponível em: https://acervo.plannetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=462. Acesso em: 12 ago. 2020. V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 22V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 22 9/26/20 10:31 AM9/26/20 10:31 AM 2 3CAPÍTULO 1 a) Uma resenha cinematográfica escrita apresenta, geralmente, os seguintes elementos. Título, subtítulo (opcional) e autor O título e o subtítulo costumam sinalizar o tema do filme e, próximo a eles, vem o nome do resenhista. Informações básicas/técnicas São informações sobre gênero, diretor, elenco, ano de exibição, duração, responsáveis técnicos, classificação indicativa, etc. Contexto São informações sobre elementos de composição do filme, sua repercussão na mídia, aprovação ou reprovação pelo público, etc. As informações do contexto estão circunscritas ao filme. Expansão do contexto Trata-se de uma comparação do filme com outras obras do mesmo gênero ou tema, com obras do mesmo diretor, roteirista ou ator principal. Em algumas resenhas, a expansão pode ser ampla, apresentando informações que extrapolam o universo cinematográfico para discussão de questões não necessariamente relacionadas ao filme resenhado, que funciona como um pano de fundo, por exemplo. Descrição resumida É a apresentação sucinta da história do filme, que aborda seu conflito, podendo ou não revelar o seu final. Pontos de vista É a opinião do resenhista sobre diferentes aspectos do filme. Argumentos São informações ou explicações que sustentam os pontos de vista do resenhista sobre o filme. Recomendação É uma recomendação para assistir ao filme ou um conselho para não fazê-lo. • Relacione trechos do texto aos elementos descritos da tabela. Há um elemento da tabela que não aparece no texto e um trecho do texto que não está descrito no quadro. Para responder, considere que a resenha crítica foi publicada no portal Planneta Educação, uma plataforma interativa que reúne conteúdos para educadores e gestores da educação. Considere também quem é o autor da resenha, qual seria o público-alvo e a natureza das informações desse elemento. b) Que elemento tem mais relevância na resenha? Explique por que isso acontece. 2 Considerando a resenha, discuta as questões a seguir com os colegas e o professor. a) A resenha teria a mesma estrutura se ela fosse publicada em um site de entretenimento para um público leigo que gosta de filmes? b) Por que, ao ler a sinopse de Coach Carter, o público pode ficar com a impressão de que se trata de mais um filme sobre o tema Mens sana in corpore sano? c) Segundo o resenhista, por que Coach Carter – Treino para a vida faz uma releitura do provérbio latino Mens sana in corpore sano (“mente sã em um corpo são”)? d) A resenha afirma que a chegada do treinador vai mexer “com o próprio conceito de escola que a comunidade tem”. Por quê? 3 Releia a seguinte passagem da resenha: De que valem os troféus que enfeitam os corredores das escolas se depois de tudo isso esses “vitoriosos” atletas não conseguirem diplomas, formação universitária, trabalho, estabilidade, decência e respeitabilidade? Discuta com os colegas: Será que todos os jovens desejam ter o futuro conforme está descrito nesse trecho? 2. b) Porque a sinopse revela apenas um breve resumo da obra para o espectador. Por meio dela, segundo o resenhista, é possível 2. d) A resenha faz essa afirmação porque as pessoas daquela comunidade acreditavam que treinadores e professores de Educação Física deveriam se preocupar apenas com a parte atlética da formação dos estudantes. No entanto, o novo treinador se preocupa com o rendimento acadêmico de seus jogadores e estimula-os a estudar, trabalhar e enriquecer a mente para que possam alcançar um futuro melhor. 1. a) • O objetivo da questão é estabelecer relações entre as partes do texto, considerando a construção composicional e o estilo do gênero para que os estudantes possam refletir sobre tais elementos e sobre como eles podem variar em função dos aspectos discursivos envolvidos em qualquer produção textual, seja ela escrita ou oral. 3. Espera-se que os estudantes reflitam sobre o futuro pós-escola e que considerem diferentes possibilidades de caminhos para os jovens, que vão além da universidade e do trabalho formal, por exemplo, mas que são tão legítimos quanto eles. 2. c) Porque o filme é baseado em fatos reais, mostrando personagens que realmente vivenciaram uma experiência notável de trabalhar tanto o corpore sano (com a prática do esporte) quanto a mens sana (com as vitórias derivadas dos estudos). De acordo com o resenhista, é a postura do coach Carter, ao exigir que seus estudantes tenham bom rendimento nos estudos, que faz a diferença na releitura da expressão Mens sana in corpore sano. constatar que o filme tem, como tantos outros, a temática da superação de estudantes-atletas que, motivados pela presença marcante e carismática de um surpreendente professor/treinador, enfrentam uma série de reviravoltas em suas vidas a partir de sua experiência no esporte para então conseguir vitórias notáveis. 1. b) O elemento que recebe mais destaque na resenha é a expansão do contexto. Isso acontece porque o autor da resenha, um especialista em Educação, escreve sobre Coach Carter para abordar questões ligadas à Educação que podem ser suscitadas pelo filme, cuja temática também está associada a essa área do conhecimento. Seu objetivo é revelado já no início do texto, em que menciona o ditado latino Mens sana in corpore sano (que,inclusive, dá nome ao subtítulo da resenha), retomando-o posteriormente em “Aos professores”. 2. a) Resposta pessoal. Incentive os estudantes a trocar ideias sobre o assunto. V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 23V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 23 9/26/20 10:31 AM9/26/20 10:31 AM 2 4 CAPÍTULO 1 4 Releia o seguinte trecho da resenha. Depois, responda às questões oralmente. No entanto, antes de se propor a assistir ao filme, acredito que você terá que, como eu, superar a resistência que se impõe a nós, cinéfilos, diante de mais um filme que tem como temática a superação de estudantes-atletas, motivados pela presença mar- cante e carismática de um surpreendente professor/treinador e que, em virtude de uma série de reviravoltas em suas vidas a partir de sua experiência no esporte, conse- guiram vitórias notáveis… [...] Esse roteiro já nos parece batido demais e, em função disso, talvez pensemos duas vezes antes de levar o filme para casa. Eu mesmo me vi agindo dessa forma. [...] a) A visão de cinéfilo implícita nas palavras do resenhista é positiva ou negativa? Justifique. b) Por que a expressão destacada no trecho pode causar estranheza? c) O que há em comum entre as formas de acesso aos filmes que já saíram dos cinemas tanto na época de lançamento do filme Coach Carter quanto nos dias atuais? 5 Releia alguns trechos da resenha e faça as atividades no caderno. Trecho I […] seus personagens realmente vivenciaram essa notável experiência e acabam, atra- vés da mesma, nos dando mais uma importante e interessante lição de vida. Trecho II […] motivados pela presença marcante e carismática de um surpreendente professor/ treinador […] Trecho III Não se enganem com as aparências e descrições simplórias da capa e da sinopse. Trecho IV […] e [“Coach Carter”] se torna uma referência diferenciada e inteligente […] a) Identifique nos trechos que palavras indicam o posicionamento do resenhista em relação ao filme e se ele é positivo ou negativo. b) Que classe de palavra foi usada, de forma recorrente, pelo resenhista para ex- plicitar sua opinião nos trechos? c) Pensando na função do gênero resenha crítica de um filme – ou seja, apre- sentar a obra, comentando pontos positivos e negativos, e indicá-la ou não –, responda: Por que são usadas tantas palavras pertencentes a esta classe de palavras? 6 Agora é hora de assistir ao filme Coach Carter – Treino para a vida. Com o professor, decidam a melhor data para a sessão coletiva de cinema, pois ver o filme é funda- mental para desenvolver as atividades ao longo do capítulo. Depois da sessão, dis- cutam o papel do professor e dos estudos como facilitadores de mobilidade social. NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. Para responder, considere que o filme é de 2005. Cinéfilo é a pessoa que ama cinema. Antigamente, os filmes podiam ser vistos apenas nos cinemas. Demorava muito tempo para que pudessem ser vistos na televisão. Posteriormente, surgiram o videocassete, o DVD e os serviços de filmes on-line. 4. a) O trecho revela uma visão negativa de cinéfilo, pois diz ao lei- tor, nas entrelinhas, que um filme considerado clichê por seu tema não seria digno de ser visto por um amante do cinema. 4. b) O fato de levar o filme para casa pode causar estranheza nos estudantes que, nos dias de hoje, convivem com plataformas digitais, streamings, canais de TV abertos e pagos para assistir a películas. Explique que, à época em que foi lançado, existia uma grande quantidade de videolocadoras que alugavam os filmes (primeiro com os videocassetes e as fitas em VHS; depois, com os aparelhos de DVDs e Blu-ray) para que os espectadores pudessem ver em casa. Apesar de serem mais raras hoje em dia, com tantos recursos tecnológicos que surgiram ao longo do tempo, ainda existem algumas videolocadoras remanescentes. 4. c) Tanto as formas de consumo em aparelhos de videocassete e DVD, mais comuns à épo- ca de lançamento do filme, quanto em plataformas digitais nos dias de hoje democratizaram 5. a) I. Posicionamento positivo, percebido pelo uso de “notável”, que qualifica positivamente o vo- cábulo “experiência” e pelo uso de “importante” e “interessante”, que qualificam positivamente a expressão “lição de vida”. II. Posicionamento positivo, per- cebido pelo uso de “marcante” e “carismática”, que qualificam positivamente o vocábulo “pre- sença” [do professor/treinador] e pelo uso de “surpreendente”, que qualifica positivamente “profes- sor/treinador”. III. Posicionamento negativo, per- cebido pelo uso de “simplórias”, que qualifica negativamente os vocábulos “aparências” e “descri- ções” da capa e da sinopse. Entre- tanto, há posicionamento positivo pelo uso da expressão inicial “não se enganem”, que qualifica positi- vamente o filme, já que se afirma que as aparências e descrições simplórias não correspondem à realidade da obra. IV. Posicionamento positivo, per- cebido pelo uso de “diferenciada” e “inteligente”, que qualificam po- sitivamente o vocábulo “referên- cia” [que o filme se tornou]. 5. b) A classe de palavras recorrente é a dos adjetivos. 5. c) Chame a atenção dos estudantes para o fato de que as resenhas críticas têm o ob- jetivo de expressar posicionamento, e posicionar-se significa dizer se a obra resenhada, no caso filmes, é boa ou ruim a partir de determinado ponto de vista, referindo-se a suas o acesso à produção audiovisual que antes era restrita apenas às telas dos cinemas. É importante alertar os estudantes para o fato de que, muitas vezes, esse maior acesso é fruto da prática ilegal de pirataria, a qual fere os direitos auto- rais da produção. características para fazer esse julgamento. Por isso, os adjetivos, usados para caracterizar e qualificar, são tão recorrentes nesse gênero textual. É importante que os estudantes percebam que os adjetivos podem exercer também fun- ção argumentativa, ou seja, podem sinalizar a opinião. V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 24V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 24 9/26/20 10:31 AM9/26/20 10:31 AM 2 5CAPÍTULO 1 2ª PARADA AUDIOVISUAL: IMAGEM, MOVIMENTO E CONHECIMENTO Produções audiovisuais utilizam imagens em movimento. Que efeitos visuais são possíveis aos olhos do espectador? 1 Observe a sequência de imagens que formam a cena. Depois, responda às ques- tões oralmente. NA BNCC Competências gerais: 1, 2, 3, 4 Competências específicas de Linguagens: 1, 3, 6 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG301, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG603, EM13LGG604 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP14 Campo da vida pessoal: EM13LP20 NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. Frames do filme Coach Carter – Treino para a Vida, dirigido por Thomas Carter, 2005 (EUA, 136 min). F o to s : R e p ro d u ç ã o /P a ra m o u n t P ic tu re s Mesmo que algum estudante não tenha assistido ao filme, a sequência de atividades poderá ser feita sem qualquer prejuízo. Consulte respostas esperadas e mais informações para o traba- lho com as atividades desta parada nas Orientações especí- �cas deste Manual. V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 25V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 25 9/26/20 10:31 AM9/26/20 10:31 AM 2 6 CAPÍTULO 1 a) Que cena pode ser observada, fazendo a leitura das imagens da esquerda para a direita e de cima para baixo? b) Faça um exercício de visão: observe as imagens uma seguida da outra, o mais rápido possível, sem sair deste foco. • Você teve a ilusão de ótica de que a bola se movimentou? c) Você vivenciou um fenômeno chamado “persistência da visão”. Em grupos, busquem informações sobre como ocorre esse fenômeno, e compartilhe as respostas. BAGAGEM Flip book, ou folioscópio, é um pequeno livro que apresenta imagens organizadas em sequência. Quando folheadas com rapidez, essas imagens dão a impressãode movimento, como se fosse um cineminha portátil, valendo-se do fenômeno “persistência da visão”. 2 Agora que você já sabe sobre o princípio básico da imagem em movimento, vamos experimentá-lo. Siga as orientações para entender como um flip book é construído. Você já ouviu falar em brinquedos óticos? Eles são invenções lúdicas que se valem do fenômeno da persistência retiniana. Conheça alguns deles: Taumatrópio: também conhecido como pião mágico, foi bastante popular no século XIX. Ele consiste em um disco com uma imagem em cada face preso por dois barbantes em extremidades opostas, as quais se fundem ao girar rapidamente os barbantes e, consequentemente, o disco. Seu invento é atribuído ao médico britânico John Ayrton Paris (1785-1856), que o descreveu em uma publicação em 1827. BALCÃO DE INFORMAÇÕES Fenacistoscópio: inventado pelo físico belga Joseph Plateau (1801-1883) em 1829, é composto de uma placa circular com vários desenhos de um mesmo objeto em posições diferentes. Quando a placa é girada em frente a um espelho, o objeto desenhado parece se movimentar. Fenacistoscópio. Zootrópio: criada em 1834 pelo matemático britânico William George Horner (1786-1837), a máquina consiste em tambor circular com desenhos sequenciados em seu interior e pequenas janelas recortadas, por meio das quais é possível observar os desenhos em movimento conforme o tambor é girado. Zootrópio. Taumatrópio.B ri d g e m a n I m a g e s /K e y s to n e B ra s il/ C o le ç ã o p a rt ic u la r G ia n c a rl o C o s ta /B ri d g e m a n I m a g e s / K e y s to n e B ra s il Science & S oci et y P ic tu re L ib ra ry /A G B P h o to L ib ra ry A sequência das imagens narra uma jogada de basquete, quando o jogador entra no garrafão para fazer o arremesso na cesta. Resposta pessoal. O ideal é que a maior quantidade possível de estudantes consiga ter a ilusão de ótica. Deixe que troquem entre si, por alguns momentos, dicas e comentários sobre a atividade. 1. c) Depois de estipular um tem- po para a realização da tarefa, peça a cada estudante que fale sobre o que o grupo descobriu. Em seguida, certifique-se de que todos os grupos compreenderam o conceito e se algum deles tem algo a acrescentar. Se considerar oportuno, proponha uma parceria com o professor da área de Ciên- cias da Natureza e suas Tecnolo- gias, para que ele possa aprofun- dar a discussão sobre o fenômeno e sobre como ele acontece no cor- po e, se possível, propor alguns experimentos. V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 26V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 26 9/26/20 10:31 AM9/26/20 10:31 AM 2 7CAPÍTULO 1 COMO FAZER Flip book Para fazer o experimento, desenhe uma imagem no canto inferior direito das folhas de um caderno com espiral, de maneira que possam ser folheadas ininterruptamente (Figura A). Serão necessárias pelo menos quinze folhas para a atividade. Desenhe de trás para a frente, uma sequência de algo que se movimente devagar. Cada folha deve mostrar uma ligeira mudança na posição daquilo que foi escolhido para o desenho (Figuras B, C e D). Como você vai fazer o desenho a partir da última folha, use a sombra do desenho na folha anterior para movimentar a imagem. Segure o canto do caderno com a mão em posição de pinça e deixe as folhas irem deslizando pelo polegar (Figura E). Compartilhe com os colegas e o professor o que você desenhou e avaliem se a ideia de movimento �cou bem delineada. VALE VISITAR Para saber mais do funcionamento de brinquedos óticos como o taumatrópio, consulte o vídeo “Como fazer um taumatrópio”, produzido pelo canal do Sesc Mato Grosso em 2020, disponível em: https://youtu.be/SsK4NT7NkwA. Acesso em: 14 ago. 2020. Figura A. Figura D. Figura B. Figura E. Figura C. M is ha M is hc he nk o/ S hu tt er st oc k Fo to s: F er na nd o Fa vo re tt o/ A rq ui vo d a ed ito ra Os estudantes devem fazer um desenho simples. O mais impor- tante é que o que for desenhado mude ligeiramente de posição em cada folha. É bom que o tama- nho do desenho não varie muito de folha para folha, pois poderá trazer outro tipo de efeito: o de diminuição e aumento, e não o de movimento de uma imagem. A ati- vidade pode ser enriquecida, caso seja possível, se cada estudante tiver um pequeno bloco do tipo comanda de restaurante. Se pre- ferir, sugira aos estudantes que busquem informações em vídeos sobre flip books, para que possam visualizar e compreender melhor o seu funcionamento. A expectativa é que o efeito cau- sado seja a ilusão de ótica de que o desenho está se movimentando nas folhas do flip book. Sugira aos estudantes que troquem os cader- nos entre si e vejam a experiência dos colegas. V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 27V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 27 9/26/20 10:31 AM9/26/20 10:31 AM 2 8 CAPÍTULO 1 3 Que tal aprofundar seus conhecimentos sobre produções audiovisuais, fazendo uma roda de conversa sobre o filme Coach Carter – Treino para a vida? a) Elementos sonoros (entoação, trilha sonora), performance (encenação, movi- mentos do corpo), composição visual (enquadramento, ângulo, foco, ilumina- ção, cor, forma, sequenciação), narrativa e atuação são alguns dos elementos articulados na construção de uma obra audiovisual. De que forma esses ele- mentos são combinados no filme Coach Carter? Destaque momentos da película em que algum deles chama mais a sua atenção. b) De que forma esses elementos podem valorizar o produto audiovisual? Isso acontece no filme que vocês assistiram? BAGAGEM Produções audiovisuais são os produtos culturais que combinam som e imagem, como documentários e vídeos para cinema, televisão e meios digitais. O profissional que trabalha com produções audiovisuais cuida da parte técnica de uma produção e pode se especializar em diferentes processos, como elaborar roteiros, operar câmeras, cuidar da iluminação, da sonorização, da edição, etc. VALE VISITAR Se quiser saber mais sobre a fotografia no cinema e o trabalho do diretor de fotografia, acesse o vídeo “O que faz um diretor de fotografia?”, produzido pelo canal de Carol Moreira em 2019. Disponível em: https:// www.youtube.com/ watch?v=6pJ3E1g_CuA. Acesso em: 14 ago. 2020. Um dos responsáveis pela visualidade característica de um filme é o diretor de fotografia. Mas o que é a fotografia de um produto audiovisual? De forma geral, podemos dizer que é a combinação de todos os elementos que compõem a visualidade de um filme, como a iluminação, a paleta de cores, a composição da cena e os movimentos de câmera. É o diretor de fotografia quem escolhe os equipamentos adequados e orienta os operadores para que o resultado esteja de acordo com a narrativa do filme. BALCÃO DE INFORMAÇÕES 4 Que tal montar um varal cinematográfico na sala de aula? Escolha um filme a que você tenha assistido em que haja destaque para a música, para a fotografia, para o figurino das personagens ou para a atuação de algum ator. Pense em uma forma de registrar, no papel, o que chamou a sua atenção – pode ser um desenho, uma colagem, uma palavra ou frase, etc. Este exercício já é uma preparação para o con- teúdo do vlog que vai ser produzido na seção Desembarque. Você pode incluir informações relevantes sobre o filme escolhido, como: I. Título II. Ano de lançamento III. Diretor IV. Gênero V. Classificação indicativa VI. Duração VII. País de origem VIII. Linguagem artística em desta- que na produção audiovisual Respostas pessoais. gu ru X O X /S hu tt er st oc k 3. No decorrer do capítulo são usados termos como “documentário”, “filme”, “vídeo” e “vlog”; por isso, é pertinente incluí-los em um conceito mais amplo que os una por afinidade: o produto audiovisual. 3. a) Em produtos audiovisuais, deforma geral, alguns elementos são essenciais: a música (trilha sonora incidental ou temática); a literatura (na construção de roteiros e diálo- gos); o teatro (na interpretação dos atores); o desenho, a pintura, a fo- tografia (na construção de cenários e na iluminação); a moda (na criação de figurinos); a modelagem (na construção de maquetes para toma- das em plano aberto), dentre outras. Incentive os estudantes a observa- rem esses elementos em Coach Carter. Peça a eles que observem, por exemplo, a trilha sonora usada para dar mais emoção quando os estudantes estão superando suas dificuldades; ou o cenário, que mostra, em alguns momentos, lu- gares pichados e latas de lixo para enfatizar a ideia de pobreza. Amplie a discussão, falando sobre filmes de terror ou suspense nos quais a iluminação e a trilha sonora são es- senciais para aumentar a sensação de medo, de angústia. 3. b) A ideia é que os estudantes percebam que o audiovisual, como o próprio nome diz, associa sons e imagens e, por isso, acaba estimulando e exigindo que o espectador coloque em uso vários sentidos ao mesmo tempo. É importante que percebam, também, que esses estímulos provocam o envolvimento do público. V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 28V6_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a050_LA.indd 28 9/26/20 10:31 AM9/26/20 10:31 AM