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3 9CAPÍTULO 1
— Não há perdão! Dê cá a mão! Dê cá! Vamos! Sem-vergonha! Dê cá a mão! 
— Mas, seu mestre…
— Olhe que é pior! 
Estendi-lhe a mão direita, depois a esquerda, e fui recebendo os bolos uns por cima 
dos outros, até completar doze, que me deixaram as palmas vermelhas e inchadas. 
Chegou a vez do filho, e foi a mesma cousa; não lhe poupou nada, dois, quatro, oito, 
doze bolos. Acabou, pregou-nos outro sermão. Chamou-nos sem-vergonhas, desafo-
rados, e jurou que se repetíssemos o negócio apanharíamos tal castigo que nos havia 
de lembrar para todo o sempre. E exclamava: “Porcalhões! Tratantes! Faltos de brio!”. 
Eu, por mim, tinha a cara no chão. Não ousava fitar ninguém, sentia todos os olhos em 
nós. Recolhi-me ao banco, soluçando, fustigado pelos impropérios do mestre. Na sala 
arquejava o terror; posso dizer que naquele dia ninguém faria igual negócio. Creio que 
o próprio Curvelo enfiara de medo. Não olhei logo para ele, cá dentro de mim jurava 
quebrar-lhe a cara, na rua, logo que saíssemos, tão certo como três e dois serem cinco. 
Daí a algum tempo olhei para ele; ele também olhava para mim, mas desviou a cara, e 
penso que empalideceu. Compôs-se e entrou a ler em voz alta; estava com medo. Co-
meçou a variar de atitude, agitando-se à toa, coçando os joelhos, o nariz. Pode ser até 
que se arrependesse de nos ter denunciado; e na verdade, por que denunciar-nos? Em 
que é que lhe tirávamos alguma coisa? 
“Tu me pagas! tão duro como osso!” — dizia eu comigo. 
Veio a hora de sair, e saímos; ele foi adiante, apressado, e eu não queria brigar ali mes-
mo, na Rua do Costa, perto do colégio; havia de ser na Rua larga São Joaquim. Quando, 
porém, cheguei à esquina, já o não vi; provavelmente escondera-se em algum corredor 
ou loja; entrei numa botica, espiei em outras casas, perguntei por ele a algumas pes-
soas, ninguém me deu notícia. De tarde faltou à escola. 
Em casa não contei nada, é claro; mas para explicar as mãos inchadas, menti a minha mãe, 
disse-lhe que não tinha sabido a lição. Dormi nessa noite, mandando ao diabo os dois me-
ninos, tanto o da denúncia como o da moeda. E sonhei com a moeda; sonhei que, ao tornar 
à escola, no dia seguinte, dera com ela na rua, e a apanhara, sem medo nem escrúpulos…
De manhã, acordei cedo. A ideia de ir procurar a moeda fez-me vestir depressa. O dia 
estava esplêndido, um dia de maio, sol magnífico, ar brando, sem contar as calças no-
vas que minha mãe me deu, por sinal que eram amarelas. Tudo isso, e a pratinha… Saí 
de casa, como se fosse trepar ao trono de Jerusalém. Piquei o passo para que ninguém 
chegasse antes de mim à escola; ainda assim não andei tão depressa que amarrotasse 
as calças. Não, que elas eram bonitas! Mirava-as, fugia aos encontros, ao lixo da rua…
Na rua encontrei uma companhia do batalhão de fuzileiros, 
tambor à frente, rufando. Não podia ouvir isto quieto. Os 
soldados vinham batendo o pé rápido, igual, direita, es-
querda, ao som do rufo; vinham, passaram por mim, e fo-
ram andando. Eu senti uma comichão nos pés, e tive ím-
peto de ir atrás deles. Já lhes disse: o dia estava lindo, e 
depois o tambor… Olhei para um e outro lado; afinal, 
não sei como foi, entrei a marchar também ao som 
do rufo, creio que cantarolando alguma cousa. 
“Rato na casaca…” Não fui à escola, acompanhei os 
fuzileiros, depois enfiei pela Saúde, e acabei a ma-
nhã na Praia da Gamboa. Voltei para casa com as 
calças enxovalhadas, sem pratinha no bolso nem 
ressentimento na alma. E contudo a pratinha era 
bonita e foram eles, Raimundo e Curvelo, que me 
deram o primeiro conhecimento, um da corrupção, 
outro da delação; mas o diabo do tambor…
ASSIS, Machado de. Conto de escola. In: Obra Completa. 
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. Disponível em: 
http:// www.dominiopublico.gov.br/download/
texto/bv000268.pdf. Acesso em: 18 ago. 2020.
fustigado: castigado
impropérios: insultos, 
ofensas
arquejava: respirava 
com dificuldade, em 
agonia
comichão: coceira
Na rua encontrei uma companhia do batalhão de fuzileiros, 
tambor à frente, rufando. Não podia ouvir isto quieto. Os 
soldados vinham batendo o pé rápido, igual, direita, es-
querda, ao som do rufo; vinham, passaram por mim, e fo-
 nos pés, e tive ím-
peto de ir atrás deles. Já lhes disse: o dia estava lindo, e 
deram o primeiro conhecimento, um da corrupção, 
Obra Completa. 
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. Disponível em: 
http:// www.dominiopublico.gov.br/download/
texto/bv000268.pdf. Acesso em: 18 ago. 2020.
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4 0 CAPÍTULO 1
5 E então, você gostou do conto? Suas hipóteses foram confirmadas? Converse com 
os colegas e o professor.
6 Retome as palavras do texto que aparecem no glossário e converse com os colegas 
sobre as questões a seguir.
a) Você costuma usá-las em seu dia a dia?
b) Acesse um portal de notícias e confira se as palavras do conto de Machado 
de Assis aparecem, de forma corriqueira, em notícias, manchetes ou anúncios 
publicitários, e reflita os motivos com os colegas.
c) O que a leitura do conto revela em relação à variação sofrida pelas línguas ao 
longo do tempo?
d) Seria adequado usar a mesma linguagem de Machado quando você fala ou 
escreve hoje? Por quê?
7 Contos são narrativas, que, geralmente, costumam apresentar ao leitor um único 
evento que se passa em um período de tempo mais curto. Responda oralmente:
a) Qual é o evento único do texto? Que personagens participam desse acontecimento?
b) Qual é o tempo de duração da história? E onde ela se passa?
8 Observe o foco narrativo. 
a) A história é contada a partir do olhar de qual personagem? Como esse foco 
narrativo é marcado linguisticamente?
b) Qual é a relação dessa personagem com a escola e com as aulas?
c) Se a história fosse contada a partir do ponto de vista de Policarpo, a escola 
seria descrita da mesma maneira?
Para responder, considere a época em que Machado de Assis viveu e escreveu 
suas obras.
BAGAGEM
Foco narrativo é 
o ponto de vista que 
o narrador utiliza 
para contar a história. 
Ele pode ser um 
narrador-personagem, 
aquele que participa 
ativamente das ações; 
um narrador onisciente, 
que conhece a história, 
os sentimentos e os 
pensamentos das 
personagens, ou seja, 
que tudo sabe; ou um 
narrador observador, 
que narra a história 
à medida que os 
acontecimentos vão se 
sucedendo.
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Respostas pessoais. Incentive os estudantes a se posicionarem, justifi-
cando seu ponto de vista. “Conto de escola” apresenta uma leitura de 
como era a sala de aula no século XIX e algumas práticas que faziam parte desse universo. Retome a discussão 
de antes da leitura de forma a confrontar o que foi dito antes e depois da leitura. Esse movimento é importante 
na construção de efeitos de sentido de um texto.
6. a) Resposta pessoal. Deixe que os estudantes se pronun-
ciem. É provável que a maioria deles diga não usar boa parte 
das palavras em seu dia a dia.6. b) A expectativa é que os estu-
dantes percebam que as palavras 
não são usadas nos textos atuais 
que circulam em portais de notí-
cias, porque são antigas, ou seja, 
pertencem a uma outra época, tal 
qual a escola retratada.
6. c) O texto de Machado é um 
exemplo que comprova como 
as línguas mudam ao longo do 
tempo, a chamada “variação his-
tórica”. O fenômeno da variação 
linguística é inerente a todas as 
línguas humanas e essa variação 
histórica fica evidente quando são 
lidos textos mais antigos.
6. d) A expectativa é que eles per-
cebam que não seria adequado, a 
não ser que fosse solicitado que 
eles falassem ou escrevessem “à 
la Machado”. Nos dias de hoje, a 
língua usada por Machado seria 
inadequada porque estamos em 
outro tempo, com outras práticas 
sociais, e as mudanças da língua 
são inerentesa todos esses pro-
cessos. Portanto, usar a língua de 
Machado não seria adequado por 
exemplo, em uma entrevista de 
emprego, na troca de mensagens 
em redes sociais, na produção de 
um projeto de pesquisa.
7. a) Pilar recebe de seu colega Raimundo uma moeda para ajudá-lo com uma lição na escola. Outro colega, o 
Curvelo, delata os dois para o professor Policarpo, que os pune com palmatória.
7. b) A história do conto se passa em dois dias: o dia do castigo e o dia seguinte, quando Pilar não vai para a 
escola. Ela se passa na escola a maior parte do tempo.
O objetivo é explorar elementos essenciais da narrativa.
8. a) A história é contada a partir da perspectiva de Pilar, o narrador-personagem, que já está mais velho 
e relembra a história. O uso da 1ª pessoa do singular, em verbos e pronomes, marca esse foco narrativo.
8. b) Para Pilar, a escola é uma prisão, um lugar em 
que ele não pode se divertir, já que todas as coi-
sas boas – a pipa, o céu azul, os garotos que ficam 
na vadiagem – estão do lado de fora. Além disso, 
segundo seu olhar, as aulas eram chatas, maçan-
tes, até porque ele era um dos mais inteligentes 
e espertos: acabava as atividades antes e ficava 
“matando o tempo”.
8. c) Não, certamente a escola seria descrita 
como um lugar essencial para a formação dos 
jovens estudantes. Na posição de professor, 
Policarpo revelaria um olhar mais positivo em 
relação à escola e à forma que ele mesmo 
desempenhava seu papel.
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4 1CAPÍTULO 1
9 Para sinalizar ao leitor que “Conto de escola” se trata de um texto de memória, 
dois tempos distintos são marcados na narrativa: quando os fatos acontecem e 
quando os fatos são recontados.
A memória é um traço essencial da obra de Machado de Assis. Recordações do 
passado não se limitam apenas a uma apresentação dos acontecimentos, mas a uma 
ressignificação, ou seja, a uma recomposição dos fatos que, à época, não tenham ficado 
claros, explícitos.
BALCÃO DE INFORMAÇÕES 
a) Que recurso linguístico Machado de Assis usa para indicar esses dois tempos? 
Copie no caderno trechos do conto que comprovem sua resposta.
b) Como uma boa personagem machadiana, Pilar ressignifica os fatos vivenciados 
por ele quando jovem. Copie no caderno um trecho do conto que comprova 
esse movimento.
10 Releia o último parágrafo do texto e responda às questões.
a) Que sentido pode ser atribuído à frase “mas o diabo do tambor…”?
b) Pilar menciona os conhecimentos que a situação narrada o proporcionou: dela-
ção e corrupção. Como esses conceitos se materializam na história? 
c) Que visão de sociedade é apresentada no conto? 
11 Na escola de Pilar, quando um jovem manifestava uma conduta inadequada e era 
considerado culpado, acaba por ser castigado. Você acha que esse tipo de conduta 
ainda vigora na escola? Discuta com os colegas e o professor.
Em 1990, foi implantado no Brasil o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que 
assegurou aos jovens, dentre outras coisas, o direito ao respeito e à dignidade:
[…] 
Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psí-
quica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, 
da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos 
pessoais.
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-
-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório 
ou constrangedor.
Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o 
uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de corre-
ção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integran-
tes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores 
de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, 
tratá-los, educá-los ou protegê-los.
[…]
BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm. Acesso em: 10 ago. 2020.
BALCÃO DE INFORMAÇÕES 
9. b) Os estudantes podem apre-
sentar diferentes passagens, con-
tanto que percebam o movimento 
de ressignificação dos fatos feito 
por um Pilar mais velho. Algumas 
possibilidades são: “Não era um 
menino de virtudes”, “Custa-me di-
zer que eu era dos mais adiantados 
da escola; mas era. Não digo tam-
bém que era dos mais inteligentes, 
por um escrúpulo fácil de entender 
e de excelente efeito no estilo, mas 
não tenho outra convicção. Note-se 
que não era pálido nem mofino; 
tinha boas cores e músculos de 
ferro.”; “Naquele dia foi a mesma 
coisa; tão depressa acabei, como 
entrei a reproduzir o nariz do mes-
tre, dando-lhe cinco ou seis atitu-
des diferentes, das quais recordo a 
interrogativa, a admirativa, a dubita-
tiva e a cogitativa. Não lhes punha 
esses nomes, pobre estudante de 
primeiras letras que era; mas, ins-
tintivamente, dava-lhes essas ex-
pressões.”; “E contudo a pratinha 
era bonita e foram eles, Raimundo 
e Curvelo, que me deram o primei-
ro conhecimento, um da corrup-
ção, outro da delação; mas o diabo 
do tambor…”.
10. a) Resposta pessoal. Comen-
te com os estudantes que uma 
possibilidade é pensar que o nar-
rador, mais velho, ao refletir sobre 
o episódio, se sente arrependido 
de suas ações e coloca a culpa no 
tambor. O uso das reticências re-
força a ideia de que ele foi seduzido 
pela marcha dos soldados e foi le-
vado a praticar os delitos narrados, 
de forma que o trecho funciona 
como uma espécie de conclusão 
do conto. O objetivo é explorar 
contextualmente o vocabulário do 
texto e os efeitos de sentido pro-
duzidos pelos sinais de pontuação.
10. b) A corrupção se materializa 
quando Raimundo oferece uma 
moeda a ele, Pilar, para que lhe en-
sine a matéria. Ele percebe a gra-
vidade por conta de sua repercus-
são: os impropérios e a palmatória 
usada por Policarpo em ambos os 
meninos. A delação se materializa 
pela ação de Curvelo, que delata a 
“negociata” ao professor. Certifi-
que-se de que todos os estudan-
tes conheçam o significado dessas 
palavras. Se for o caso, proponha 
uma consulta ao dicionário.
10. c) No conto, as relações sociais 
são baseadas em interesses indivi-
duais. As pessoas são corruptíveis, 
ambiciosas, invejosas, egoístas, 
rancorosas. Mesmo as crianças 
agem com base em seus próprios 
interesses e, ao refletirem sobre 
suas ações, colocam a culpa em 
algo externo, como um tambor.
11. Resposta pessoal. Deixe que os 
estudantes se manifestem. Casti-
gos sofridos, como os relatados por 
Pilar, são proibidos nos dias atuais, 
embora muitos jovens ainda sofram 
violência física no espaço escolar. 
Entretanto, em muitas escolas, a 
prática da culpa e do castigo ainda 
é utilizada. Discuta com os estudan-
tes se há ações adotadas na escola 
que podem ser classificadas dessa 
forma e problematize ações que po-
dem ser feitas para minimizar essa 
ideia do castigo, da punição. Reto-
me a importância do diálogo para 
resolução de conflitos, lembrando 
os jovens de que todos temos direi-
tos e deveres.
9. a) Machado faz uso de verbos no passado, para sinalizar 
quando os fatos aconteceram, e no presente, para sinalizar 
quando eles estavam sendo contados por Pilar. No passado, ele 
usa verbos no pretérito perfeito e imperfeito do indicativo, como 
em “A escola era na Rua do Costa, um sobradinho de grade de 
pau” e “Olhei para ele; estava mais pálido”. Já no presente, usa 
verbos no presente do indicativo, como em “Custa-me dizer que 
[…]”, e “Não digo também que […]”. Chame a atenção dos estudantes para 
esse jogo temporal da narrativa.
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4 2 CAPÍTULO 1
12 Retome o filme Coach Carter, que você viu na 1ª parada da seção Viagem.Em se-
guida, em uma roda de conversa com os colegas e o professor, compare o filme 
com o “Conto de escola”, considerando os pontos a seguir. 
a) A participação da família no processo educativo.
b) A postura adotada pelo mestre Policarpo e pelo treinador Carter.
c) Que imagem de escola é traduzida pelas duas obras? 
13 Quando se pensa em construção de autonomia dos estudantes, qual dos dois pro-
fessores, Carter ou Policarpo, parece contribuir de forma mais efetiva? Converse 
com os colegas e o professor. 
a) Agora pense nos seus professores. O que significa ser professor nos dias de 
hoje em relação ao volume de trabalho, à remuneração, à valorização social 
e ao relacionamento com os estudantes e com a comunidade escolar? Quais 
seriam os desafios enfrentados por essa classe profissional atualmente?
b) Ser professor é uma opção de trabalho para você? Justifique seu posicionamento.
14 Ao longo da história, as instituições de educação formal passaram por inúmeras 
mudanças, as quais influenciaram diretamente as formas de agir e pensar de toda a 
comunidade escolar. Em que medida você se identifica com Pilar e os colegas e/ou 
com os garotos do time de basquete? Discuta com a turma.
15 Na seção Embarque, você discutiu alguns aspectos do documentário Tarja branca: 
a revolução que faltava com base em resenhas. Em uma delas, afirma-se: “Mais que 
isso, improvável não se questionar: ‘Quando é que deixei de brincar e por quê?’”. 
Converse com os colegas:
a) Em sua opinião, a escola poderia ser um lugar em que as brincadeiras deveriam 
estar presentes de forma mais orgânica, além do espaço dedicado a elas na 
Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental?
b) Que benefícios as brincadeiras poderiam trazer para o universo escolar?
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12. a) Deixe que os estudantes estabeleçam relações de interdiscursividade entre os dois produtos culturais. Tanto no filme quanto no conto, a família 
tem um papel de incentivo à vida escolar dos filhos. No filme, os familiares dos estudantes que vão ser treinados por Carter assinam um termo de 
compromisso com o treinador. Além disso, em outro momento, a mãe de um deles pede ao treinador que aceite seu filho de volta. Já no conto, o pai 
de Pilar quer que ele frequente a escola para que aprenda a ler, a escrever e a contar, podendo futuramente assumir uma grande posição comercial.
12. b) Incentive os estudantes a discutir 
o posicionamento dos dois professores 
de épocas tão diferentes. É importan-
te que percebam que tanto Policarpo 
quanto Carter assumem posturas 
autoritárias: Policarpo, ao saber da ne-
gociação entre Pilar e Raimundo, pune 
os dois com doze bolos de palmatória; 
já Carter cobra dos estudantes deter-
minados pagamentos quando eles não 
cumprem o que foi acordado. A dife-
rença é que, no filme, fica mais clara a 
motivação por trás da posição intransi-
gente e autoritária de Carter – ele quer 
que os estudantes tenham um futuro 
melhor – e, em algumas situações, 
abre exceções, provando não ser tão 
intransigente. Já Policarpo não pare-
ce ser flexível em nenhum momento, 
imagem reforçada pela maneira bas-
tante severa como trata o próprio filho. 
Chame a atenção para o fato de que 
as ações de Policarpo eram as usuais 
à época, não merecedoras de ques-
tionamento; já Carter causa uma certa 
estranheza na escola e provoca, em 
algumas situações, resistência a suas 
atitudes.
12. c) Deixe os estudantes se posi-
cionarem. Na visão de Pilar, a esco-
la é descrita como um lugar ruim, 
uma prisão em que aquilo que não é 
considerado adequado é punido de 
forma severa – a própria relação dos 
estudantes com Policarpo é baseada 
no medo do castigo físico que pode-
ria ser aplicado. Já no filme, a escola 
é descrita como um lugar negativo e 
positivo ao mesmo tempo: negativo 
porque mostra uma realidade de po-
breza e de falta de acesso, já que boa 
parte dos jovens não vai para universi-
dade por ser pobre e negra; positivo 
porque, com a chegada de Carter, co-
bra-se dos atletas que sejam bons não 
apenas no esporte, mas também do 
ponto de vista acadêmico. O objetivo 
é compreender elementos do enredo 
de diferentes obras e relacioná-los en-
tre si, construindo relações de aproxi-
mação e/ou distanciamento.
13. a) Respostas pessoais. Você, 
como professor, pode conduzir a dis-
cussão, problematizando posições 
preconceituosas que porventura 
apareçam. É importante que os es-
tudantes discutam sobre as grandes 
demandas implicadas no trabalho 
do professor: baixos salários, 
carga de trabalho alta, falta de 
recursos dentro das escolas 
públicas, desvalorização da 
profissão pela sociedade.
13. b) Resposta pes-
soal. Pesquisas recen-
tes mostram que o 
número de estudantes 
que pensam em seguir 
a carreira docente tem 
diminuído a cada ano 
que passa. Os baixos 
salários, a carga de 
trabalho alta, inclusive 
a extraclasse, a des-
valorização do profis-
sional pela sociedade 
são algumas causas 
apontadas para tornar a 
profissão pouco atraen-
te para os estudantes. 
Consequentemente, 
muitas faculdades de 
licenciatura da rede par-
ticular têm encerrado 
seus cursos por falta 
de estudantes. Seria 
14. Resposta pessoal. 
15. Respostas pessoais. 
importante que você, como professor, desse o seu depoimento, falando dos pontos positivos e 
negativos de sua prática profissional para enriquecer a discussão.
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SpeedKingz/Shutterstock
4 3CAPÍTULO 1
16 Agora ampliem a discussão sobre o papel do professor na sociedade. Depois, pla-
nejem e executem, coletivamente, um fórum de discussão eletrônico, com o obje-
tivo de compartilhar opiniões sobre esse papel na comunidade escolar. Para isso, 
sigam as orientações.
 COMO FAZER
Fórum de discussão eletrônico
Informem-se sobre os atributos de um professor no exercício da profissão 
 Busquem, em fontes con�áveis, informações que embasem as discussões. Com base 
nelas, criem um roteiro dos tópicos que podem ser levantados durante o fórum.
Uma boa alternativa é a criação ou a utilização de um grupo em aplicativo de 
mensagens instantâneas da turma.
Uma fonte de consulta possível é o regimento interno da escola, ao qual todos 
devem ter acesso. Outra fonte interessante é o material fornecido pelo Ministério da 
Educação, disponível em: http://sejaumprofessor.mec.gov.br/index.php. Acesso em: 12 
ago. 2020.
16. Atribuir significado e relevân-
cia ao objeto de estudo é um dos 
principais pontos de partida para 
que os estudantes se mobilizem e 
reflitam sobre a comunidade onde 
vivem. O objetivo desta atividade 
é justamente ampliar o senso crí-
tico deles, estimulando-os a refle-
tir sobre o papel do professor na 
própria escola. Incentive a partici-
pação no fórum, pois trata-se de 
uma prática bastante difundida no 
ambiente acadêmico e é impor-
tante que eles se apropriem dela.
Escolham e disseminem a plataforma na qual o fórum vai ocorrer
 Garantam que todos tenham acesso a ela, inclusive o professor. É importante que 
apenas um estudante, eleito pela turma, administre a plataforma, de modo a evitar 
possíveis confusões.
Lembrem-se das regras de etiqueta
 Uma vez que as mensagens são visíveis para toda a turma, é importante manter uma 
conversação minimamente cuidadosa. Portanto, não utilizem expressões rudes ou muito 
simpli�cadas, abreviações, etc. Além disso, a participação nas discussões deve ser fre-
quente. Lembrem-se de que, especialmente em meios virtuais, se o tempo decorrido en-
tre a mensagem original e a resposta for muito grande, a resposta pode perder relevância.
Valorizem seus professores
 Com base nas discussões do fórum, a turma pode se mobilizar para fazer um trabalho 
de valorização dos professores na própria escola. Vocês podem espalhar cartazes so-
bre a relevância da pro�ssão, conversar com estudantes de outras turmas sobre pos-
tura em sala deaula, organizar rodas de conversa para discutir ações que melhorem o 
relacionamento entre professores e estudantes na comunidade escolar, etc. 
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4 4 CAPÍTULO 1
DESEMBARQUE
 PORTÃO 1
APERTE O PLAY!
Gênero Vlog
Situação Você vai produzir, para um vlog, uma resenha sobre um filme brasileiro 
visando incentivar os jovens a se aproximarem do cinema nacional e 
promover a cultura brasileira em plataformas digitais. 
Tema Filmes brasileiros que tratem de questões de relevância social: 
educação, saúde, juventude, preconceito, racismo, desigualdade social, 
minorias sociais, entre outros.
Objetivos 1) Elaborar uma vídeo-resenha sobre um filme brasileiro.
2) Criar um vlog da turma para a postagem das resenhas.
3) Compartilhar as produções do vlog com a comunidade escolar.
Quem é você Um influenciador digital.
Para quem Aficionados por cinema.
Tipo de produção Em grupos de cinco integrantes.
Reúnam-se em grupo e informem-se sobre o que vocês vão fazer.
NA BNCC
Competências gerais: 1, 3, 4, 5, 
6, 7, 10
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3, 6, 7
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG101, EM13LGG102, 
EM13LGG103, EM13LGG105, 
EM13LGG201, EM13LGG202, 
EM13LGG203, EM13LGG204, 
EM13LGG301, EM13LGG302, 
EM13LGG303, EM13LGG601, 
EM13LGG602, EM13LGG603, 
EM13LGG604, EM13LGG701, 
EM13LGG703, EM13LGG704
Habilidades de Língua 
Portuguesa:
 Todos os campos de atuação 
social: EM13LP01, EM13LP02, 
EM13LP03, EM13LP15, EM13LP16, 
EM13LP17 
 Campo da vida pessoal: 
EM13LP18, EM13LP20, EM13LP21 
 Campo de atuação na vida 
pública: EM13LP26
 Campo artístico-literário: 
EM13LP45, EM13LP53
Após uma viagem cheia de reflexões sobre educação 
e cinema, você vai assumir o protagonismo para 
defender suas ideias produzindo uma vídeo-resenha 
sobre filmes brasileiros de relevância social e 
vivenciando o trabalho de influenciadores digitais.
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Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com 
as atividades desta seção nas Orientações especí�cas deste Manual.
É importante que você faça a leitura da proposta com os estudantes, certifi-
cando-se de que eles entenderam o objetivo da atividade. A definição do que 
deve ser feito é a porta de entrada para o trabalho com a produção textual, seja 
escrita, oral ou multissemiótica.
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4 5CAPÍTULO 1
 PORTÃO 2
CONHECENDO O VLOG
1 Você já ouviu falar em vlog? Já assistiu a algum? Converse sobre o assunto com 
a turma. 
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
BAGAGEM
O vlog é um suporte, assim como um blog. Entretanto, em vez de publicar textos, os 
autores publicam vídeos para compartilhar ideias e opiniões sobre diversos temas, como 
moda, gastronomia, produtos de beleza, cultura, etc. A expressividade dos recursos 
audiovisuais possibilita um contato maior com o público. Para postagens em vlogs, são 
necessários equipamentos relativamente simples – câmera e internet –, o que ampliou o 
acesso ao formato e possibilitou o aumento no número de vloggers.
VALE VISITAR
Conheça alguns vlogs sobre cinema para saber ainda mais desse universo. Algum destes 
estava entre os vlogs que você pesquisou?
 Pipocando: https://www.youtube.com/user/pipocandovideos 
 Ei Nerd!: https://www.youtube.com/user/einerdtv/featured 
 Rafael PH Santos: https://www.youtube.com/user/rapha7000 
 Papo de Cinema: https://www.youtube.com/user/papodecinemaph/
Acesso em: 14 ago. 2020.
a) Assim como os flogs, blogs e podcasts, o vlog é um suporte utilizado como fer-
ramenta de comunicação com o público por meio das redes sociais. Um dos 
elementos que difere esse gênero dos demais é o seu formato. 
• O que diferencia o vlog do flog, do blog e do podcast? 
b) Cativar a audiência é um ato que se realiza aos poucos. Para conquistar o pú-
blico, é preciso criar vínculos com ele. Você já observou como a frequência de 
postagens é importante nesse sentido? Já esperou o dia e a hora em que o seu 
influenciador digital vai fazer uma nova postagem? A palavra-chave, portanto, 
é regularidade, e não quantidade de postagens.
• Discuta com os colegas: Por que a regularidade é tão importante para a fide-
lização de seguidores?
2 No Brasil, um dos segmentos de maior sucesso no mundo dos vlogs é o de ví-
deo-resenhas (ou reviews) cinematográficas. Pesquise na internet vlogs com esse 
tema e assista a alguns episódios para entender o que torna esse tipo de vídeo tão 
popular. Depois, compartilhe com os colegas e o professor o que achou dos vídeos 
e o que mais chamou a sua atenção. Você também pode indicar os seus canais 
preferidos para os colegas.
1. É provável que os estudantes conheçam um canal de vlog, uma 
vez que geralmente estão inseridos neste universo das diferentes 
mídias; entretanto, caso alguém nunca tenha assistido a um vlog, é 
interessante que você apresente algum para a turma. Incentive os 
estudantes a definir as principais características do suporte com base 
nas experiências que eles tiveram e nos vlogs que, para eles, são uma 
referência. Faça algumas perguntas: Como é o cenário? Tem muitos 
ou poucos objetos? É claro ou escuro? Existe um único vlogueiro ou 
pode ter mais de um? Sempre se discute o mesmo tema ou ele pode 
variar em um mesmo vlog? A linguagem utilizada considera o públi-
co-alvo do vlog?
1. a) A principal característica de 
um vlog é o fato de que as posta-
gens são feitas, essencialmente, 
em formato de vídeo. O flog é um 
registro em que prevalece o uso 
de fotos, as quais podem fazer 
uso ou não de legendas e estar 
dispostas em uma ordem cronoló-
gica, criando uma narrativa, ou de 
maneira aleatória. Blogs são pu-
blicações de textos em redes so-
ciais, que podem ou não ter uma 
temática específica, que emitem 
opinião sobre questões políticas, 
sociais ou mesmo relatos pes-
soais. O podcast é uma publica-
ção em que prevalece o áudio. As 
temáticas nessas quatro formas 
de registro podem ser variadas, 
abordando desde temas políti-
cos até relatos pessoais. Vale a 
pena ressaltar que alguns desses 
formatos, como o flog e o blog, 
perderam relevância nos últimos 
anos em razão da predominância 
de plataformas que permitem o 
compartilhamento de vídeos e 
postagens que reúnem texto, foto 
e vídeo.
1. b) A ideia é auxiliar os estudan-
tes a compreender que não adian-
ta fazer várias postagens por dia 
ou por semana sem que elas se-
jam em dias e horários regulares. 
Os seguidores precisam confiar 
de que não vai haver postagem 
sem que eles saibam, e também 
que não vão ficar esperando pos-
tagem que não acontece.
2. O objetivo desta atividade é 
fazer com que os estudantes te-
nham contato com o formato do 
vlog e experimentem a temática 
que será utilizada na produção da 
vídeo-resenha cinematográfica.
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4 6 CAPÍTULO 1
 PORTÃO 3
CONHECENDO O CINEMA NACIONAL
1 Que informações você tem sobre o cinema nacional? Compartilhe com os colegas:
a) Sabe quando foram filmados os primeiros filmes brasileiros? Que filmes marca-
ram época?
b) Quem foi o nosso maior cineasta? Qual filme ficou mais tempo em cartaz 
nos cinemas?
c) Quais são os principais prêmios do cinema nacional? Qual é o maior recorde 
de público? 
2 Para saber mais sobre a sétima arte brasileira, assista ao vídeo indicado. Depois, 
discuta as questões com os colegas e o professor.
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
a) Busque informações e descubra quem foi Carmen Miranda e por que ela é con-
siderada um marco do cinema nacional. 
b) “Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”. Pesquise e responda como essa 
expressão se relaciona com o Cinema Novo de Glauber Rocha.c) Segundo o vídeo, o que aconteceu em 1990 com o mercado de produção 
cinematográfica?
d) E qual foi o marco do ano de 2011? E de que forma isso impactou a produção do 
cinema nacional?
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 Vídeo “Breve História do 
Cinema Brasileiro”, publicado 
no canal Loop Reclame em 
2011 (3min 38s). Disponível 
em: https://www.youtube.
com/watch?v=qI_5RP8qsmg. 
Acesso em: 14 ago. 2020.
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Respostas pessoais. Deixe que os estudantes respondam às perguntas livremente. 
A ideia neste momento é ativar os conhecimentos prévios que eles têm a respeito 
do cinema brasileiro.
2. a) Maria do Carmo Miranda da 
Cunha (1909-1955), mais conheci-
da como Carmen Miranda, nasceu 
em Portugal, mas veio para o Bra-
sil com dez meses de vida. A atriz, 
cantora e dançarina fez sucesso 
no Brasil e nos EUA. Podem sur-
gir várias informações diferentes 
que poderão ser confrontadas; 
por isso, aproveite este momento 
para discutir a importância de pes-
quisar em sites confiáveis. Se sur-
girem informações contraditórias, 
proponha mais pesquisa para que 
tentem descobrir qual é a correta. 
A ideia é que os estudantes sai-
bam quem foi Carmen Miranda e 
por que ela é um ícone do cinema 
brasileiro.
2. b) O Cinema Novo apresenta 
uma forte ligação com o Brasil, o 
Brasil real. Os filmes produzidos 
pelo movimento surgem para se 
opor ao que era então produzido 
no Brasil: musicais, comédias e 
cópias hollywoodianas. O cineas-
ta baiano Glauber Rocha (1939-
1981), seu maior expoente, queria 
mostrar o Brasil do interior para o 
brasileiro. Sabe-se que uma pro-
dução cinematográfica tem altos 
custos, mas a proposta de Glau-
ber era sair dos estúdios, investir 
em cinema de locação, utilizar ato-
res não profissionais e iluminação 
natural, ou seja, uma câmera na 
mão e uma ideia na cabeça eram 
suficientes.
2. c) Espera-se que os estudantes 
identifiquem a extinção das leis de 
incentivo à produção e a regulariza-
ção do mercado cinematográfico.
2. d) Espera-se que os estudantes 
identifiquem a criação da Agência 
Nacional de Cinema (Ancine). Para 
a segunda parte da pergunta, es-
pera-se que os estudantes obser-
vem que houve um crescimento 
da indústria cinematográfica bra-
sileira por meio do incentivo de 
políticas públicas.
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4 7CAPÍTULO 1
e) Em 2014, o Congresso Nacional decretou a seguinte lei:
LEI Nº 13.006, DE 26 DE JUNHO DE 2014.
Acrescenta § 8º ao art. 26 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece 
as diretrizes e bases da educação nacional, para obrigar a exibição de filmes de 
produção nacional nas escolas de educação básica.
A PRESIDENTA DA REPòBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu san-
ciono a seguinte Lei:
Art. 1º O art. 26 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescido 
do seguinte § 8º:
“Art. 26. .......................................................................
.............................................................................................
§ 8º A exibição de filmes de produção nacional constituirá componente curricular 
complementar integrado à proposta pedagógica da escola, sendo a sua exibição obri-
gatória por, no mínimo, 2 (duas) horas mensais.” (NR)
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 26 de junho de 2014; 193º da Independência e 126º da República.
DILMA ROUSSEFF
José Henrique Paim Fernandes
Marta Suplicy
Este texto não substitui o publicado no DOU de 27.6.2014
BRASIL. Lei n. 13 006, de 26 de junho de 2014. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ 
ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13006.htm. Acesso em: 10 ago. 2020.
• Qual é a importância dessa lei para a ampliação do acesso ao cinema brasileiro?
f) “Aos olhos de um jovem que só viu cinema americano desde pequeno, o filme 
brasileiro é que é estrangeiro”. A frase de Helvécio Ratton (1949-), cineasta bra-
sileiro, demonstra como a produção nacional ainda é desvalorizada no Brasil. 
Por que isso ainda acontece? 
VALE VISITAR
O Banco de Conteúdos Culturais da Cinemateca Brasileira disponibiliza diversos conteúdos 
digitais sobre cinema. No site é possível ter acesso a filmes, textos, cartazes e outras 
informações da produção audiovisual brasileira. Navegue e conheça mais sobre o cinema 
nacional em: http://www.bcc.org.br. Acesso em: 12 ago. 2020.
3 Agora que vocês já sabem o que é um vlog e já sabem mais do cinema brasileiro, 
devem escolher cinco filmes ou documentários nacionais que abordem questões 
de relevância social para elaborarem uma vídeo-resenha cinematográfica e fazer 
uma publicação em um vlog para redes sociais. 
a) Produzir uma vídeo-resenha de um filme brasileiro que aborda questões de 
relevância social pode gerar um impacto positivo no lugar em que você vive? 
Por quê? 
b) Você acredita que os influenciadores digitais têm um papel importante nesse 
sentido? Por quê?
c) É possível dizer que, você e seu grupo, ao produzirem a vídeo-resenha, podem ser 
considerados empreendedores de ideias, como fazem os influenciadores digitais?
2. e) • Ao obrigar as escolas bra-
sileiras a exibirem duas horas de 
filme nacional por mês, a lei pos-
sibilita que os estudantes tenham 
acesso mais frequente à produção 
do cinema nacional.
Em geral, os jovens brasileiros 
têm muito mais acesso a filmes 
estrangeiros (principalmente os 
estadunidenses) do que à nossa 
produção cinematográfica.
2. f) A ideia é fazer com que os estu-
dantes reflitam sobre o lugar que as 
produções brasileiras ocupam nas 
nossas salas de cinema. Falar que 
o filme brasileiro é o verdadeiro fil-
me estrangeiro é dizer que poucos 
conhecem nossas obras ou pouco 
sabem sobre elas. Isso acontece 
porque, desde crianças só lhe foi 
oferecido o que vinha de fora, nor-
malmente, estadunidense; ou seja, 
a pessoa se acostumou tanto com 
aquilo que vem de fora que a pro-
dução local é que causa estranheza.
3. a) A expectativa é que os estu-
dantes respondam que sim, pois, 
como os filmes abordam questões 
socialmente relevantes, discutir e 
reverberar as reflexões em uma 
vídeo-resenha em um vlog pode 
ampliar a esfera da discussão e 
impactar o lugar onde eles vivem.
3. c) O que se espera é que os estu-
dantes percebam que a ideia de em-
preendedorismo pode ser associada 
à divulgação de ideias que permitam 
ampliar a discussão sobre questões 
socialmente relevantes e que po-
dem estar afetando a comunidade. 
Os estudantes podem se considerar 
empreendedores de ideias como os 
influenciadores digitais. 
Chame a atenção para o fato de que 
os vlogueiros que têm muitos se-
guidores costumam assinar contra-
tos bem vantajosos com empresas 
para que divulguem suas marcas. 
Esse tipo de atividade pode propi-
ciar reflexões sobre possiblidades 
de inserção no mundo do trabalho.
Respostas pessoais.
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4 8 CAPÍTULO 1
 PORTÃO 4
RESENHANDO O CINEMA NACIONAL: PREPARANDO O VÍDEO
1 Escolhidos os filmes e divididos os grupos, chegou a hora de escrever o texto da vídeo-resenha cinematográfica. 
 Retome o quadro apresentado na 1a parada da seção Viagem e tome-o como ponto de partida para a escrita 
da sua resenha.
 Reproduza o quadro no caderno e preencha-o com as informações adequadas, considerando o filme ou o do-
cumentário escolhido pelo seu grupo e, principalmente, quem vai ser o público-leitor da resenha. Esse quadro 
pode servir como um roteiro para a gravação do vídeo do vlog.
2 Agora, com os colegas do seu grupo, siga as orientações.
 COMO FAZER
Vídeo-resenha cinematográfica para postar em vlog
 Estabeleçam a relação entre o filme brasileiro e a questão de relevância social abordada.Observem a trilha sonora e coloquem em prática o que aprenderam na 3ª parada da seção Viagem. Na vídeo-resenha, 
vocês devem falar da importância da trilha sonora para a composição do filme.
 Observem as diferentes linguagens artísticas – como a fotografia, o cenário, os elementos sonoros, a atuação do elenco, a compo-
sição visual e a narrativa – e reflitam sobre os efeitos que a linguagem audiovisual provocam na construção de sentido do filme.
 Escolham uma curiosidade da obra para compor a vídeo-resenha cinematográfica. Pode ser alguma premiação, a quan-
tidade de público, alguma fala dos atores, etc.
 PORTÃO 5
LUZ, CÂMERA, AÇÃO: FAZENDO A FILMAGEM
 Para entender melhor como criar um vlog de sucesso, atentem aos seguintes aspectos.
a) Duração dos vídeos: para manter seus espectadores interessados do início ao fim, tenham cuidado com este 
ponto. Em vídeos longos demais, a concentração do público pode acabar diminuindo com o passar do tempo. 
Por isso, sejam objetivos e falem o essencial. Em média, a duração ideal varia entre 8 e 15 minutos. 
b) Locação: decidam o lugar mais adequado para filmar o vídeo para o vlog. Esta tarefa é, relativamente, simples. Para 
os vlogueiros, qualquer lugar pode se tornar um bom cenário: o quarto, a cozinha ou a garagem. Mas estejam atentos 
a elementos que possam interferir na cena de modo indesejável, como a qualidade de iluminação e a presença de 
ruídos. Escolham um local o mais silencioso possível, pois os ruídos podem prejudicar o som do seu vídeo.
c) Ambientação/Cenário: pode ser algo mais descontraído, como um tapete no chão com várias almofadas e 
cartazes de filmes nacionais famosos (vocês conseguem achar essas imagens na internet), ou algo mais sério, 
como uma bancada em que os vlogueiros vão atuar.
d) Assunto: esta parte já deve estar preparada. Utilizem o roteiro que vocês criaram no portão 4.
e) Apresentação: vocês já perceberam que todo vlogueiro tem uma forma característica de saudar seus seguidores? Uma 
boa apresentação ajuda a construir a identidade do seu canal e, de maneira carismática, convida o público a fazer 
parte do seu universo. Lembrem-se de apresentar o vlog e os participantes, pedir as curtidas e os compartilhamentos.
f) Parte técnica: preparem o celular ou câmera para gravar. Se estiverem usando o celular, coloquem-no em 
modo avião para evitar que alguém ligue ou envie mensagens enquanto estão filmando. Alguém do grupo 
Retome com os estudantes, se for o caso, a discussão feita 
na 1a parada da seção Viagem e o quadro que apresenta 
os elementos recorrentes em resenhas cinematográficas.
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