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MARIA LAURA R BARROS – MED 108 
DIAGNOSTICO POR IMAGEM 
 
1 
 
Abdome agudo II 
Abdome agudo inflamatório 
Dor abdominal insidiosa, com piora e localização com o 
tempo. 
Presença de sinais sistêmicos. 
Causas mais comuns: 
1. Apendicite aguda 
2. Colecistite aguda 
3. Diverticulite aguda 
4. Pancreatite 
5. Doença inflamatória pélvica. 
Tomografia computadorizada: Tem papel central na 
avaliação do abdome agudo inflamatório em adultos. 
Exceções – análise inicial por USG 
1. Colecistite aguda 
2. Alterações ginecológicas 
3. Apendicite em crianças pequenas, paciente muito magro e gestante. 
Principal achado: Densificação da gordura 
(parece que a gordura está suja) 
Achados secundários: Espessamento parietal 
e Líquido livre 
 
 
APENDICITE 
Inflamação aguda do apêndice cecal secundária à obstrução luminal e infecção superposta. 
Sinais e sintomas: 
1. Dor abdominal generalizada → epigástrica → umbilical → FID (fossa ilíaca direita). 
2. Náuseas e/ou vômitos e febre. 
3. Hemograma: Leucocitose. 
Achados da apendicite no RX: 
1. Apendicolito em 10-30% dos casos. Nem todos os casos são visíveis a apendicite calcificada.D 
2. Nível hidroaéreo em alças da FID (alça sentinela – alça parada, para que não piore a inflamação) 
3. Apagamento da linha do músculo psoas direito. 
4. Pneumoperitônio (incomum). 
MARIA LAURA R BARROS – MED 108 
DIAGNOSTICO POR IMAGEM 
 
2 
 
 
 
Achados da apendicite na TOMOGRAFIA: principal meio de diagnostico de apendicite 
1. Estrutura tubuliforme em fundo cego espessada > 7mm (normal é < 7 mm) 
2. Densificação da gordura periapendicular (gordura suja em volta do apêndice) 
3. Visualização do apendicolito (fica com ponto branco) 
4. Presença de líquido livre, coleção ou pneumoperitônio. 
5. Espessamento e captação parietal de contraste (consegue diferenciar a parede) 
 
Apendicite de poucas horas apendicite de mais tempo 
 
 
 
 
 
MARIA LAURA R BARROS – MED 108 
DIAGNOSTICO POR IMAGEM 
 
3 
 
COLECISTITE 
Inflamação aguda da vesícula biliar devido a obstrução ao nível do infundíbulo da VB ou ducto cístico. 
Sinais e sintomas: 
• Dor no HD que pode irradiar para as costas. 
• Náuseas, vômitos, febre, colúria, acolia fecal, icterícia. 
• Laboratório: leucocitose, ↑ de amilase e lipase, ↑ TGO / TGP e bilirrubinas. 
Achados de colecistite no ULTRASSONOGRAFIA: 
1. Cálculo impactado no infundíbulo ou ducto cístico. 
2. Espessamento da parede (> 4 mm) 
3. Aumento das dimensões vesiculares (T>4 cm) 
4. Líquido livre. 
5. Sinal de Murphy ultrassonográfico. (apertar a vesícula com o aparelho de ultrassom, transdutor) 
 
 
 
 
 
 
 
MARIA LAURA R BARROS – MED 108 
DIAGNOSTICO POR IMAGEM 
 
4 
 
Achados de colecistite no TOMOGRAFIA: 
1. Hiperdistensão vesicular 
2. Espessamento e hiperrealce parietal 
3. Densificação dos planos adiposos 
4. Líquido livre perivesicular. 
5. Eventualmente cálculo. 
 
 
 
 
PANCREATITE 
Inflamação aguda do pâncreas, potencialmente fatal. 
O diagnóstico feito preenchendo dois dos três critérios: 
1. Início agudo de dor epigástrica persistente e grave 
2. Elevação da lipase / amilase> 3 vezes o limite superior do normal 
3. Alterações de imagem característicos na TC, ressonância magnética ou ultrassonografia. 
Achados de pancreatite no TOMOGRAFIA e RESSONÂNCIA: 
• Aumento focal ou difuso do pâncreas 
• Realce heterogêneo após contraste (áreas hipocaptantes – necrose). 
• Densificação dos planos gordurosos peripancreáticos. 
• Líquido livre e/ou coleções. 
MARIA LAURA R BARROS – MED 108 
DIAGNOSTICO POR IMAGEM 
 
5 
 
Estadiamento da gravidade (Classificação de Balthazar) 
 
 
 
 
O contraste é essencial para que possamos visualizar a necrose, já que a parte necrosada não pega esse 
contrate, então, como por exemplo na imagem acima a ponta está mais branca (contratada) do que o 
resto do corpo do pâncreas. Um paciente com necrose é pior do que sem. 
 
 
 
 
MARIA LAURA R BARROS – MED 108 
DIAGNOSTICO POR IMAGEM 
 
6 
 
DIVERTICULITE 
Inflamação aguda dos divertículos (mais comum nos cólons descendente e sigmóide). 
Sinais e sintomas: 
• Dor abdominal, principalmente na FIE 
• Febre, náuseas, mudança do hábito intestinal, sangue nas fezes 
• Hemograma: leucocitose 
Achados de diverticulite na TOMOGRAFIA: 
1. Divertículos cólicos. 
2. Espessamento da parede colônica ou do divertículo. 
3. Densificação da gordura pericólica. 
4. Líquido livre adjacente. 
5. Pneumoperitônio. 
6. Abscesso pericólico. 
 
 
 
 
MARIA LAURA R BARROS – MED 108 
DIAGNOSTICO POR IMAGEM 
 
7 
 
 
Os divertículos ficam presos a alça do intestino, e dá para ver a parede densificada 
 
 
 
 
 
 
 
MARIA LAURA R BARROS – MED 108 
DIAGNOSTICO POR IMAGEM 
 
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ABDOME AGUDO VASCULAR 
Apresentações clínicas muito variadas. 
Quadros clínicos geralmente graves e alta frequência de comorbidades. 
Causas: 
• Circulação sistêmica (aorta) - Dissecção ou ruptura de aneurisma 
• Circulação visceral (vasos mesentéricos) - Isquemia intestinal 
Tomografia computadorizada: Exame de escolha (mais efetivo) 
Ultrassonografia: Consegue avaliar alguns vasos. 
Achados de Imagem: 
• Hemorrágico: hemoperitônio. (densidade do sangue é alto) 
• Isquêmico: falha de enchimento na luz do vaso acometido. 
 
RUPTURA DE ANEURISMA DE AORTA 
 
 
 Contrate sendo jorrado para fora 
Ruptura de aneurisma de aorta, a aorta, onde está circulada está aumentada diferente das demais regiões 
 
 
 
 
 
 
MARIA LAURA R BARROS – MED 108 
DIAGNOSTICO POR IMAGEM 
 
9 
 
 
DISSECÇÃO DE AORTA 
 
ISQUEMIA INTESTINAL 
Emergência vascular que tem urgência comparável ao infarto agudo do miocárdio. 
Ocorre rápida redução no fluxo sanguíneo para o intestino. 
A causa mais comum é trombo na artéria mesentérica superior. 
Fatores de risco: 
• Idade maior que 70 anos 
• ICC 
• FA 
• HAS 
A TC é o melhor exame: 
1. fases pré-contraste, arterial e venoso. 
2. Falhas de enchimento vascular (trombo/embolo). 
3. Distensão de alças com espessamento parietal. 
4. Pneumatose e aeroportia (isquemia transmural e maior gravidade). 
 
MARIA LAURA R BARROS – MED 108 
DIAGNOSTICO POR IMAGEM 
 
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OCLUSÃO DA ARTÉRIA MESENTÉRICA SUPERIOR 
MARIA LAURA R BARROS – MED 108 
DIAGNOSTICO POR IMAGEM 
 
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PNEUMATOSE – presença de gás (ar) na parede da alça 
 
 
AEROPORTIA – gás do sistema porta

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