Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

Pesquisa em Educação 
Julia de Souza Delibero Angelo 
Danielle S. P. Wellichan 
 
 
INFORMAÇÕES SOBRE O AUTOR 
Julia de Souza Delibero Angelo 
● Doutora em Educação. 
● Mestra em Educação. 
● Graduada em Pedagogia. 
 
Sobre o Autor 
Doutora em Educação: História, Política, Sociedade, pela Pontifícia Universidade 
Católica de São Paulo (2018). Possui mestrado em Educação: História, Política, Sociedade, pela 
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2013); graduação em Pedagogia, pela Pontifícia 
Universidade Católica de São Paulo (2008), e graduação em Fonoaudiologia, pela Pontifícia 
Universidade Católica de São Paulo (2002). Tem experiência na área de Fonoaudiologia e 
Educação. 
 
Danielle S. P. Wellichan 
● Doutoranda em Educação. 
● Mestra em Ciência da Informação. 
● Especialista em Ludopedagogia e Psicopedagogia Institucional. 
● Graduada em Pedagogia. 
 
Sobre o Autor 
Doutoranda em Educação pela UNESP Marília e Mestra em Ciência da Informação pela 
mesma instituição (2015). Especialista em Ludopedagogia e Psicopedagogia Institucional (2018) 
e Educação Infantil, Especial e Transtornos Globais do Desenvolvimento (2017). Licenciada em 
Pedagogia, pela UNIDERP/Faculdade Anhanguera (2017), e bacharel em Biblioteconomia, pela 
UNESP Marília (2004). Possui experiência na Educação Infantil e Especial e em 
Biblioteconomia, como bibliotecária universitária e escolar. 
 
INTRODUÇÃO DO LIVRO 
A curiosidade é uma mola propulsora para o ser humano. Seja de forma consciente ou não, é 
por meio dela que o homem busca melhorar suas condições de vida, seja para a sobrevivência ou 
apenas para responder a questões sobre a natureza. 
Essa curiosidade epistemológica que o faz conhecer e descobrir o mundo pode estar, ou não, 
baseada em conhecimentos científicos, inseridos desde muito cedo na vida do homem. Desde 
criança, os processos de experimentação são vivenciados de diversas formas e, mediante os 
desafios encontrados, possibilidades são testadas, hipóteses são formuladas e contestadas, aceitas, 
negadas ou transformadas. 
São os questionamentos que colocam o mundo em evidência, geram impressões, 
descobrimentos e, por consequência, novos conhecimentos. A pesquisa surge desse contexto e, 
por isso, torna-se um grande desafio para a Educação em todas suas etapas, pois, para que o 
conhecimento seja gerado, caminhos precisam ser criados ou refeitos, ao mesmo tempo que a 
autonomia de pensamento e a construção de novas ideias sejam estimuladas, incentivadas e 
desenvolvidas. 
E quando falamos de pesquisa, não podemos estar restritos apenas à coleta de informações; é 
preciso desconfiar, buscar significados, investigar e atribuir sentido, e isso só é possível quando 
se discute a ciência em seu ser, pensar e fazer. 
Assim, vamos, ao longo das próximas unidades, discutir a Ciência e seus fundamentos teóricos 
e metodológicos, principalmente dos autores que embasam a pesquisa em Educação. 
Esperamos que você possa adentrar nesse enriquecedor universo e encontrar, na Ciência e na 
pesquisa, não só respostas, mas dúvidas interessantes. 
Bons estudos! 
 
 
UNIDADE I 
Natureza e Finalidade da Pesquisa em Educação 
Julia de Souza Delibero Angelo 
Danielle S. P. Wellichan 
 
 
 
Introdução 
Olá! Seja bem-vindo(a) à unidade I da disciplina de Pesquisa em Educação. Estaremos juntos 
compartilhando saberes e conhecimentos sobre a pesquisa em Educação e tudo que a envolve: a 
natureza, a família, o Estado e outros fatores que interferem na ciência e se desenvolvem a partir 
dela. É quase uma viagem no tempo: ao ser apresentado(a) a alguns pensadores que marcaram o 
contexto da pesquisa em Educação, você, possivelmente, vai se identificar com ideias e histórias. 
Nessa viagem, escalas serão necessárias. Por isso, acompanhe as sugestões de leitura ao longo do 
texto e embarque rumo ao entendimento. 
 
Fonte: ar130405 / Pixabay. 
 
 
Educação como Objeto de Pesquisa 
A Educação, em sua ampla definição, pode ser entendida como um processo de socialização, em 
que a assimilação e a geração de conhecimentos são cultivadas ao longo da vida de um indivíduo, 
com etapas estabelecidas e vivenciadas ao longo de sua história. Além disso, a Educação se 
materializa na formação técnica e/ou especializada, por se tratar de uma ferramenta valiosa, 
responsável por moldar toda sociedade. 
 
O que é Educação: definição 
Etimologicamente, a palavra “Educação” se origina no latim EDUCARE, derivado de EX (fora 
ou exterior) e DUCERE (guiar, instruir, conduzir); seu sentido, portanto, é o de “guiar para fora”, 
seja para o mundo exterior ou interior (EDUCAÇÃO, on-line). Dessa forma, comumente 
associamos a educação ao ato de ensinar e aprender, sendo a escola a instituição responsável por 
isso. Porém, sua extensão está além desses limites predefinidos. 
Freire (1981) descreveu a educação como uma teoria do conhecimento posta em prática, não 
sendo transferível. É, sim, algo a ser criado por meio da ação sobre a realidade vivida. Já Libâneo 
(2004, p. 26) define a educação como um fenômeno “plurifacetado, ocorrendo em muitos lugares, 
institucionalizado ou não, sob várias modalidades”. E para Rousseau (2004), a educação é guiada 
pela razão, que reconhece no homem sua essência e, para ser considerada “boa”, tem como 
princípio fundamental fomentar ainda na criança o prazer pelas ciências e métodos. 
Sendo a educação algo a se aprender, independentemente da cultura na qual se esteja inserido, a 
família é o primeiro lugar em que a criança será educada. A escola é a responsável secundária, 
pois é lá que ocorre a escolarização propriamente dita. Família e escola são parceiros no papel de 
educar as crianças. O papel de uma interfere no da outra e, por isso, não é possível separá-las ou 
excluí-las. 
Saviani (2005) descreve a educação como um fenômeno próprio dos seres humanos, tomando a 
teoria de Marx como referencial teórico-metodológico. Ou seja, ele categoriza o trabalho como 
um processo de transformação da natureza em objetos presentes na vida humana. 
 
A natureza e a Finalidade da Educação 
Simultaneamente, a transformação do homem por meio do trabalho conduz a humanidade ao 
desenvolvimento, alterando suas formas de ser e estar. Assim, a humanidade e a educação são 
elementos interligados. Conforme afirma Saviani (2005, p. 1213), 
 
[...] a atividade de ensino, a aula, por exemplo, é alguma coisa que 
supõe, ao mesmo tempo, a presença do professor e a presença do aluno. 
Ou seja, o ato de dar aula é inseparável da produção desse ato e de seu 
consumo. A aula é, pois, produzida e consumida ao mesmo tempo 
(produzida pelo professor e consumida pelos alunos). 
 
Essa relação é construída, constantemente, sob os pilares (Figura 1.1) citados por Delors et al. 
(1996), que estão presentes quase que naturalmente em nossas vidas. 
 
Figura 1.1 - Pilares da Educação 
Fonte: Adaptada de Delors et al. (1996). 
 
Conforme esses pilares, a educação está muito além da aquisição de informação, conhecimento e 
saberes. Envolve todo o entorno do indivíduo em seus contextos pessoais e sociais, em um 
complexo esquema de aprendizado, interação e ação. 
Para Delors et al. (1996, p. 89), 
A educação deve transmitir, de fato, de forma maciça e eficaz, cada vez 
mais saberes e saber-fazer evolutivos, adaptados à civilização 
cognitiva, pois são as bases das competências do futuro. 
Simultaneamente, compete-lhe encontrar e assinalar as referências que 
impeçam as pessoas de ficar submergidas nas ondas de informações, 
 
mais ou menos efêmeras, que invadem os espaços públicos e privados 
e as levem a orientar-se para projetos de desenvolvimento individuais e 
coletivos. À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um 
mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a 
bússola que permita navegar através dele. 
 
Nessa relação de aprender e agir sob diversos contextos, aciência está interligada. É ela que 
indicará os caminhos a serem seguidos no exercício das descobertas e aprendizados, o que exige 
das práticas pedagógicas o pensar na formação contínua do educador e do educando. 
 
Figura 1.2 - A relação de troca é parte do processo do aprender 
Fonte: Dmitrii Shironosov / 123RF. 
 
A Educação é um instrumento poderoso, que pode ser usado para melhorar ou não as contradições 
de uma sociedade, Severino (2000, p. 71) nos mostra isso muito bem no trecho descrito a seguir: 
Porém, se, por um lado, a educação pode contribuir para disfarçar, 
legitimando-as ideologicamente, e abrandar as contradições e os 
conflitos reais que acontecem no processo social, por outro, pode 
também desmascarar e aguçar a consciência dessas contradições, 
contribuindo para sua superação no plano da realidade objetiva. Se a 
educação pode ser, como querem as teorias reprodutivistas, um 
https://pixabay.com/pt/images/search/professor%20aluno/
 
elemento fundamental na reprodução de determinado sistema social, ela 
pode ser também elemento gerador de novas formas de concepções de 
mundo capazes de se contraporem à concepção de mundo dominante 
em determinado contexto sociocultural. 
 
A seguir, vamos conhecer a Educação como campo das ciências sociais. 
 
A Educação como Campo das Ciências Sociais 
Por estudar a escola e suas relações, a Educação é um campo de estudo dentro das chamadas 
Ciências Sociais, que estuda as relações humanas e a vida social de indivíduos ou de grupos de 
indivíduos. 
A pesquisa em educação utiliza os fundamentos teóricos e metodológicos das Ciências Sociais 
para desenvolver seus projetos, ajudando a entender e a buscar soluções para a sociedade, 
contribuindo para transformações que possam diminuir ou ao menos amenizar os contrastes 
encontrados. 
No âmbito da pesquisa em Educação, existe uma infinidade de subáreas, tais como: história da 
educação, gestão escolar, sociologia da educação, entre outras. Em breve, vamos apresentar a 
você algumas delas. 
 
REFLITA 
A pesquisa em educação enquadra-se no campo das ciências sociais e 
humanas. Durante muitas décadas, os pesquisadores destas áreas do 
conhecimento desenvolveram seus estudos tendo por modelo o modo de 
investigação praticado no âmbito das ciências físicas e naturais. 
Consequentemente, a pesquisa em educação recebeu forte influência de 
tal modelo (LUDWIG, 2003, p. 4). 
 
Antigamente, era utilizado nas pesquisas em Educação o modelo de investigação das ciências 
físicas e naturais. Mas, hoje em dia, usamos o modelo das Ciências Sociais. Em sua opinião, o 
que essa mudança de modelo significou para a pesquisa em Educação? 
 
FIQUE POR DENTRO 
Você entende a importância da ciência para a humanidade? Veja, no documentário indicado a 
seguir, uma explicação sobre a ciência e a humanidade. A partir daí, tente buscar a resposta para 
o questionamento inicial. Consulte: <https://www.youtube.com/watch?v=s7i_1GN67jU>. 
Acesso em: 20 nov. 2019. 
 
ATIVIDADE 1 - A Educação: natureza, conceito e finalidade 
1) Segundo Antunes (2002), um professor não deve se preocupar apenas em ensinar. Ele precisa 
desafiar o aluno a buscar as respostas e transferi-las para sua vida. Mas, afinal, o que é educação? 
a) A finalidade da educação é explicar como as coisas acontecem. 
b) A educação é um processo de construção para o indivíduo. 
c) Algo pelo qual a família deve se responsabilizar, pois só ela sabe o que é melhor para um 
filho. 
d) A educação se refere ao comportamento do indivíduo. 
e) A educação se limita aos aspectos morais e escolares de um indivíduo. 
 
Estado, Sociedade e Educação como Política Pública 
A educação na formação do indivíduo representa sua essência. Em razão de suas especificidades, 
interfaces são estabelecidas com o Estado e com a sociedade. Assim, vamos compreender melhor 
essa relação nesta seção. 
 
Educação como política pública 
O Estado atua como uma figura reguladora, responsável por manter a ordem. O termo data do 
século XIII e se refere à soberania de um país, com estrutura e organização para garantir o 
desenvolvimento da sociedade (SAVIANI, 1999). 
https://www.youtube.com/watch?v=s7i_1GN67jU
 
 
Figura 1.3 - Organização do Estado 
Fonte: Adaptado de Qual... (2011). 
 
Conforme demonstrado na figura anterior, Platão (428/427 a.C. -348/347 a.C.) também descreveu 
que o Estado surgiu de uma necessidade de cooperação entre as pessoas. Já Engels (1820-1895) 
defende a ideia de que o Estado seria o resultado de um processo econômico, em que uma classe 
mais “forte” predomina sobre as mais “fracas”. Mesmo com visões diferentes, há consenso em 
acreditar que Estado e sociedade são complementos um ao outro. 
Assim, governos são instituições que compõem o Estado e devem representá-lo de acordo com as 
necessidades de uma gestão democrática (se esse for o sistema de governo vigente). É por meio 
das políticas públicas, ou seja, de ações que o governo realiza (ou deixa de realizar) com a 
participação do povo que a sociedade se desenvolve. Essas políticas podem ser vistas como 
estratégias do governo ou da sociedade civil na proposta de criação ou mudanças (SAVIANI, 
1999). 
As políticas públicas na Educação se referem a programas ou ações criados a fim de facilitar e/ou 
melhorar o sistema e a qualidade educacional em cada fase escolar. 
Entende-se por políticas públicas educacionais aquelas que regulam e 
orientam os sistemas de ensino, instituindo a educação escolar. Essa 
educação orientada (escolar) moderna, massificada, remonta à segunda 
metade do século XIX. Ela se desenvolveu acompanhando o 
desenvolvimento do próprio capitalismo, e chegou na era da 
globalização resguardando um caráter mais reprodutivo, haja vista a 
redução de recursos investidos nesse sistema que tendencialmente 
acontece nos países que implantam os ajustes neoliberais (OLIVEIRA, 
2012, p. 8). 
 
Para Braga (2011), uma política pública precisa estar associada a uma gestão financeira de 
recursos que materializam a ação desejada. Na ausência dessa gestão, consequências podem ser 
sentidas pelos indivíduos na sociedade, com danos, negações e conflitos de diversas naturezas. 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) é a lei que regulamenta a Educação em todas as 
suas dimensões: políticas, sociais e organizacionais. Ela atua, muitas vezes, como uma política 
pública, e suas mudanças ao longo dos anos refletem as mudanças na política educacional 
nacional. 
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e o Fundo de Manutenção e 
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) 
são questões presentes nas políticas públicas educacionais e que dependem e sofrem com questões 
de investimentos, repasses e direcionamentos governamentais. 
Entretanto, para uma política pública ser implantada, é necessário mais do que recursos 
financeiros. É fundamental ter, primeiramente, um reconhecimento da demanda a ser atendida. 
Depois, é preciso elaborar uma proposta de política, posteriormente, acompanhar sua implantação 
e, após tudo isso, a avaliação tomará três caminhos: o de manutenção da política pública, o da sua 
substituição por outra ou a extinção dela. 
Na condição de ação social coletiva, a política pública objetiva a garantia dos direitos diante da 
sociedade. Para isso, envolve compromissos e tomadas de decisões com finalidades específicas, 
dispostas em projetos e programas que vão possibilitar o planejamento e conduzir para as 
melhores escolhas para determinadas necessidades. Assim, as políticas públicas, no âmbito da 
Educação, visam propor ou encontrar soluções para os desafios sociais que envolvem a educação, 
diminuindo as diferenças dentro e fora nas extensões da sociedade que requeiram a educação. 
 
FIQUE POR DENTRO 
Para entender mais sobre políticas públicas e seu ciclo, consulte o material: 
<https://www.politize.com.br/ciclo-politicas-publicas/>.Acesso em: 20 nov. 2019. 
 
O Intercâmbio Entre Sociedade E Educação 
A Educação é um reflexo das políticas públicas executadas pelo Estado, mas também é fruto de 
muita luta e pressão da sociedade. Como seres sociais e complexos, o ser humano é fruto do meio, 
influenciando e sendo influenciado pelo ambiente e pela convivência com seus pares; as emoções 
que ele sente e vivencia e todos esses fatores constituem o espaço da educação e da ciência, na 
produção do conhecimento. 
https://www.politize.com.br/ciclo-politicas-publicas/
 
Na história da civilização, a sociedade e a cultura se modificam em função do meio em que vivem, 
em uma incessante evolução da espécie. 
O meio ambiente se torna um influenciador da cultura, dos hábitos e costumes, exigindo que o 
ser humano se adapte e respeite os processos naturais do meio. As ações de desequilíbrio que 
constatamos na atualidade estremecem a relação homem-natureza, alterando a ordem da evolução. 
Para Severino (2000, p. 65): 
A educação, como processo pedagógico sistematizado de intervenção 
na dinâmica da vida social, é considerada, hoje, objeto priorizado de 
estudos científicos com vistas à definição de políticas estratégicas para 
o desenvolvimento integral das sociedades. Ela é entendida como 
mediação básica da vida social de todas as comunidades humanas. Esta 
reavaliação, que levou à sua revalorização, não pode, no entanto, 
fundar-se apenas na sua operacionalidade para a eficácia funcional do 
sistema socioeconômico, como muitas vezes tendem a vê-la as 
organizações oficiais, grandes economistas e outros especialistas que 
focam a questão sob a perspectiva da teoria do capital humano. 
 
As relações humanas também se tornam determinantes para o indivíduo e sua formação social, 
pois vão se efetivando entre os pares, entre os grupos, entre as organizações, e vão surgindo por 
meio de necessidades e interesses, em um processo de socialização. 
Esse processo, segundo Savoia (1989, p. 55), “[...] consiste em uma aprendizagem social, através 
da qual aprendemos comportamentos sociais considerados adequados ou não e que motivam os 
membros da própria sociedade a nos elogiar ou a nos punir”. 
Os papéis sociais que vamos assumindo ao longo de nossas vidas contribuem para a formação do 
cidadão que somos ou que queremos ser. Esses papéis determinam nossa posição social 
(comportamento e ação, diferentemente de status – que se refere ao prestígio). À medida que nos 
socializamos, novos papéis são estabelecidos. 
Toda essa construção do ser humano torna-se o objeto de estudo da educação, que busca, na 
Pedagogia como ciência, compreender, explicar e trabalhar o ser humano em seus processos de 
ensino e aprendizagem. Mas por que isso é importante? Para desenvolver a sociedade e o ser 
humano. 
 
 
A Educação como Interface Entre Sociedade e o Indivíduo 
A Educação é uma interface entre o indivíduo e a sociedade. É, principalmente, por meio dela que 
os indivíduos aprendem os fundamentos da vida em sociedade, ao mesmo tempo em que a 
sociedade também é influenciada por esse indivíduo que passou pela escola e pelos processos 
formativos; dessa maneira, esse processo é uma via de mão dupla. Sendo assim, compreender a 
Educação e sua interface entre a sociedade e o indivíduo se faz necessário para conviver, explicar, 
direcionar e evoluir. 
[...] Espera-se, pois, da educação, como mediação dessas práticas, que 
se torne, para enfrentar o grande desafio do 3º milênio, investimento 
sistemático nas forças construtivas dessas práticas, de modo a contribuir 
mais eficazmente na construção da cidadania, tornando-se 
fundamentalmente educação do homem social (SEVERINO, 2000, p. 
65). 
 
Nessa dicotomia que envolve o indivíduo e a sociedade, a educação surge como um processo 
permanente que abriga o aprender e o ensinar de forma constante e ilimitada. Por meio dela, a 
construção da cidadania acontece. 
 
REFLITA 
Qual é o papel da educação na sociedade: formar indivíduos críticos ou especializar mão de obra 
para o mercado? É possível aliar esses dois objetivos? 
 
ATIVIDADE 2 - Estado, sociedade e Educação 
Para Saviani (2012, p. 81), “a educação é sempre um ato político, dada a subordinação real da 
educação à política”. Em um país democrático, qual a relação entre Estado, sociedade e 
Educação? 
a) Uma relação de submissão e obediência, na qual o Estado determina, a educação se adapta 
e a sociedade obedece. 
b) Uma relação de complementação, em que Estado, sociedade e Educação devem estar 
alinhados. 
c) O Estado é soberano e deve controlar a sociedade por meio da Educação oferecida. 
d) Não há relação entre as partes na democracia. 
e) Em uma democracia, não é preciso a presença do Estado. 
 
A Pesquisa em Educação 
A educação dispõe de grandes oportunidades para a ciência, em função do contexto da produção 
de conhecimento, de teorias e métodos de investigação, com a criação de conhecimentos advindos 
de experiências teóricas e práticas ao longo das realidades vivenciadas pela área. 
 
A Educação na Formação do Indivíduo: Natureza da Pesquisa em Educação 
“Na condição de princípio científico, a pesquisa apresenta-se como a instrumentação teórico-
metodológica para construir conhecimento” (DEMO, 2000, p. 33). Dessa forma, a pesquisa pode 
ser a fonte geradora para novos conhecimentos, além de sistematizar a realidade, como nos mostra 
Freire (1997, p. 32): 
Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino [...] Enquanto ensino 
continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque 
indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, 
constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para 
conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade. 
 
De acordo com Gatti (2012), embora os desafios à pesquisa em Educação estejam frequentes nas 
últimas décadas, com problemas de diversas naturezas, a Educação exige a constante prática de 
buscar, investigar, aprender e compartilhar para poder propor práticas condizentes com as 
realidades e as diversidades encontradas na sociedade. 
Nos últimos anos, a pesquisa vem sofrendo grandes limitações graças ao contexto econômico-
político em que nos encontramos. Os resultados da falta de investimentos e de interesse dos 
governantes por algo que contribui diretamente para o desenvolvimento de uma nação serão 
sentidos em um futuro não tão distante. 
Diante de um contexto como o citado, torna-se necessária afirmar a ciência como fonte de 
desenvolvimento. Estudar a pesquisa contribui para o entendimento e a compreensão de sua 
importância. É pela pesquisa que tudo se desenvolve, inclusive a sociedade. 
 
 
 
 
Perspectivas na Pesquisa em Educação 
No campo dos estudos em educação, Gatti (2009) descreve um conjunto de subáreas que possuem 
características distintivas e seus objetos de estudo, como história da educação, gestão escolar, 
políticas educacionais, sociologia, currículo etc. Inicialmente muito relacionada aos estudos da 
psicologia, antropologia e economia, a pesquisa em Educação conquistou seu espaço associando-
se às áreas, porém, preservando sua essência original. 
Em meados do século XX, houve inúmeros debates sobre a importância da Educação como campo 
de pesquisa. De um lado, grupos defendiam a experimentação científica como possibilidade, 
enquanto outros debatiam sua inviabilidade. Estudos empíricos também eram discutidos, ora 
defendidos, ora rejeitados, porém, inegavelmente trouxeram contribuições importantes para a área 
da pesquisa (GATTI, 2012). 
Existe um debate estabelecido no contexto internacional entre autores europeus sobre os termos 
utilizados para qualificar o estudo em educação, como pedagogia, ciências da educação, ciências 
do ensino e didática. Alegava-se que a forma e os contextos desses termos confundem os 
interlocutores, os leigos e os gestores, dificultando a delimitação de domínio, as articulações,as 
interfaces e as variações com outros campos de conhecimento (GATTI, 2012). 
Fora as questões de linguagem conceitual, a expressão “pesquisa em educação” aponta para uma 
posição integradora e convergente, partindo dos processos educativos, por meio de estudos de 
relação professor-aluno, associações com diferentes variáveis, rendimento e desenvolvimento 
escolar, técnicas e metodologias, entre outras temáticas. 
Com o surgimento de abordagens alternativas, colocadas sob o rótulo 
geral de "metodologias qualitativas" propunham-se novas perspectivas 
na constituição de conhecimentos nesse campo. Passa-se a privilegiar 
os estudos de caso, as abordagens antropológicas, as naturalísticas, a 
pesquisa-ação/intervenção, as observações cursivas, os depoimentos, 
histórias de vida etc. Busca-se apoio em várias vertentes epistêmicas, 
por exemplo na fenomenologia, na dialética-histórica, ou, como na 
maioria dos casos, adota-se uma perspectiva naturalística. Novos 
conceitos passam a ser utilizados, como o de dominação, reprodução, 
mediação, representação social etc. Há também uma reaproximação 
com áreas da filosofia. Com isso, troca-se a predominância dos estudos 
onde quantificações predominam pela quase hegemonia desses estudos 
chamados "qualitativos" (GATTI, 2009, p. 3). 
 
Muito comum em pós-graduações, em função dos grupos de estudos e pesquisa, a pesquisa em 
Educação está distribuída em território nacional e internacional, principalmente em universidades, 
onde a tríade “ensino, pesquisa e extensão” está presente. A pesquisa em Educação pode acontecer 
desde a graduação, por meio da iniciação científica, mas também ocorre nos níveis de 
especializações, mestrados, doutorados e pós-doutoramentos, comprovando que não existe um 
modelo ideal de pesquisa, mas, sim, diversidade a ser explorada cientificamente. 
As modalidades incluem pesquisa-ação, pesquisa de campo, documental e bibliográfica. Para 
cada tipo, há especificidades necessárias ao seu desenvolvimento, conforme veremos mais adiante 
nas unidades. 
Temos muito, ainda, o que se pesquisar em Educação em termos mundiais e nacionais. Portanto, 
investir em ciência e pesquisa é investir em desenvolvimento de produtos, serviços e pessoas. 
 
FIQUE POR DENTRO 
Leia mais sobre a pesquisa em Educação no Brasil com o artigo de Macedo e Sousa, que debatem 
as políticas de pós-graduação e suas avaliações: 
MACEDO, E.; SOUSA, C. P. A pesquisa em Educação no Brasil. Revista Brasileira de 
Educação. v. 15 n. 43 jan./abr. 2010. Disponível em: 
<http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v15n43/a12v15n43.pdf>. Acesso em: 6 set. 2019. 
 
FIQUE POR DENTRO 
O professor Pedro Demo conversa sobre a pesquisa num contexto educativo que se inicia na 
metodologia até sua prática. É um relato cheio de experiências. Assista e reflita. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=IRhoBE_ZrC0>. Acesso em: 21 nov. 2019. 
 
ATIVIDADE 3 - A pesquisa em Educação 
De acordo com Demo (2000, p. 33), “Na condição de princípio científico, a pesquisa apresenta-
se como a instrumentação teórico-metodológica para construir conhecimento”. Qual a 
importância da pesquisa para a educação? 
a) Tudo já foi pesquisado e descoberto. A pesquisa é inviável, por conta do custo-benefício 
e do contexto atual do país. 
b) A pesquisa amplia as possibilidades e oportunidades diante da sociedade. 
c) Não há necessidade, uma vez que o professor não tem tempo para realizá-la. 
d) A pesquisa só é importante para o ensino superior. 
e) É uma exigência curricular e, como tal, precisa ser cumprida. 
http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v15n43/a12v15n43.pdf
http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v15n43/a12v15n43.pdf
http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v15n43/a12v15n43.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=IRhoBE_ZrC0
 
Perspectivas na Pesquisa em Educação 
Na Ciências Sociais, alguns autores são considerados clássicos e, portanto, suas teorias são base 
para o desenvolvimento de pesquisa na área de humanas. Entretanto, alguns autores das Ciências 
Sociais contribuíram muito para as pesquisas em Educação. Neste tópico, vamos falar sobre 
alguns pensadores clássicos que deram grandes contribuições para a pesquisa em Educação. 
São pensadores como Émile Durkheim, Antônio Gramsci, Max Weber e John Dewey, grandes 
nomes na sociologia – mas também da história da pesquisa e de seu desenvolvimento – que 
construíram uma trajetória importante para a pesquisa em Educação. 
 
Pesquisa em Educação na Perspectiva Positivista: Émile Durkheim 
David Émile Durkheim (1858-1917) nasceu no noroeste da França e foi sociólogo, antropólogo, 
cientista político, psicólogo social e filósofo. Criador da disciplina da Sociologia, foi um pensador 
importante da Ciência Social Moderna. 
Filho de religiosos, com pai rabino, não seguiu o caminho da família. Desde muito jovem, 
interessou-se pelo método científico como forma de desenvolver seu conhecimento, buscando, ao 
longo de sua história, demonstrar que os fenômenos religiosos tinham suas origens em 
acontecimentos sociais. 
Aos 20 anos, foi para a Escola Normal Superior (École Normale Supérieure), dedicando-se 
oficialmente ao mundo intelectual, onde se formou em Filosofia e foi trabalhar na universidade, 
começando seus estudos sobre a Sociologia. É considerado o herdeiro da ideologia positivista 
formulada por Augusto Comte. 
 
Figura 1.4 - Émile Durkheim 
Fonte: P. S. Burton / Wikipédia. 
 
Segundo Durkheim, vivemos em uma sociedade plural, marcada pela diversidade de raça, gênero, 
cultura, valor, padrões e estilos. Nesse meio, somos influenciados diretamente por aqueles que 
estão ao nosso lado, que compartilham o ambiente, ou que admiramos. Nossas ações, segundo 
ele, são definidas pela forma como a sociedade quer que o mundo seja visto, e não por nossas 
opiniões. 
Durkheim é o pai da expressão “fato social”, que está relacionada à maneira de agir do indivíduo. 
Ações como o acordar e o dormir representam os fatos sociais que praticamos diariamente. 
O fato social constitui a base do método durkheimiano. Nos primeiros 
capítulos d´As Regras do Método Sociológico, Durkheim empenha-se 
em defini-lo, destacando suas principais características. Primeiramente, 
argumenta que o qualificativo é correntemente empregado sem maior 
precisão para referir-se àqueles fenômenos que, no interior da 
sociedade, apresentam algum tipo de interesse social (VARES, 2016, p. 
106). 
 
Mesmo ações que não dependem diretamente do indivíduo continuam sendo consideradas fatos 
sociais. Sobre esses fatores externos, Durkheim descreve que a prática é quase inerente ao 
cotidiano do ser humano. Quando o indivíduo não quer se adequar à sociedade, sua maneira de 
agir cria reações sociais que podem ser “censuradas”, de forma que nem tudo que queira ou pense 
possa ser dito ou feito. É a “coação social”. 
Essa coação social acontece por meio de condutas, a fim de impedir, reprimir ou excluir o 
indivíduo de determinado grupo. Assim, a sociedade é a determinante e exige que o indivíduo se 
adapte às regras e normas impostas. 
Em 1893, surgiu o primeiro trabalho sociológico importante de Durkheim, “Da Divisão do 
Trabalho Social”. Em 1985, ele publicou “As Regras do Método Sociológico”, que sugere a 
ciência sob duas ideias: é necessário ter um objeto de estudo (fato social) e torna-se preciso aplicar 
um reconhecimento objetivo, com método científico. 
Para Durkheim, os processos educacionais são fatos sociais e, por isso, contribuem para o 
funcionamento da sociedade. Na sua concepção, Educação tem um sentido mais amplo do que 
apenas o processo de socialização. Pais e professores são agentes no processo de ensinar as 
crianças e os jovens. Para ele, Educação e pedagogia são dois conceitos diferentes: a Educação 
refere-se à ação dos pais e professores; já a pedagogia é responsável pelas formulações teóricas e 
as concepções sobre Educação. Dessa maneira, a Educação é uma ação que visa à coesãosocial. 
 
Ela tem como objetivo suscitar e desenvolver na criança um 
certo número de estados físicos, intelectuais e morais exigidas 
tanto pelo conjunto da sociedade política quanto pelo meio 
específico ao qual ela está destinada em particular 
(DURKHEIM, 2013, p. 53). 
 
Sob a perspectiva positivista, Durkheim acreditou em uma dimensão socializadora, em que 
crianças e jovens estivessem passivos, como se não influenciassem e fossem influenciados pelo 
coletivo. O pensador entendeu a educação como algo poderoso, uma ferramenta importante para 
a construção da moral coletiva (VARES, 2016a; 2016b). 
Assim, não se pode falar em Durkheim sem considerar suas principais ideias: os fenômenos 
sociais precisam ser analisados e demonstrados com técnicas sociais; a sociedade está dentro e 
fora do homem, graças a seus valores e princípios morais; as pessoas influenciam e são 
influenciadas pela sociedade a qual pertencem; a sociedade se estrutura em pilares e se manifesta 
por expressões. Em um dos seus principais estudos, “O suicídio”, ele tenta demonstrar que as 
causas do suicídio são fundamentadas em causas sociais, e não individuais. Ele também estudou 
a teoria da religião e seus fenômenos (TEIXEIRA, 2002). 
De maneira geral, as ideias e afirmações de Durkheim referentes ao nosso tecido social e à 
Educação nos oferece questionamentos quanto à importância da formação do indivíduo e como 
podem determinar as condutas futuras vivenciadas em sociedade. 
A sociedade não somente eleva o tipo humano à dignidade de 
modelo para o educador reproduzir, como também o constrói, e 
o constrói de acordo com suas necessidades. […] O homem que 
a educação deve realizar em nós não é o homem tal como a 
natureza o criou, mas, sim, tal como a sociedade quer que ele 
seja (DURKHEIM, 2013, p. 107). 
 
Como nos mostra Durkheim, os fenômenos educacionais só podem ser entendidos com base na 
sociologia, uma vez que estão relacionadas às dimensões social e individual (da qual a psicologia 
dá a maior contribuição). Sendo assim, quando pesquisamos em Educação, é necessário conhecer 
e utilizar as teorias, os métodos e as técnicas desenvolvidos por Durkheim na sociologia, que são 
a base da pesquisa em Educação. 
 
4.2 Pesquisa em Educação na perspectiva marxista: Antonio Gramsci 
Antonio Gramsci (1891-1937) nasceu na Itália, com uma deformidade na coluna, mas com a 
capacidade intelectual preservada. Seus pais passaram por muitas dificuldades financeiras, mas 
nem as finanças e nem a limitação física ofuscaram o aluno, que ganhou como prêmio uma bolsa 
de estudos em Literatura na Universidade de Turim. Nesse período, recebeu grande influência de 
socialistas como Benedetto Croce. 
 
Figura 1.5 - Gramsci 
Fonte: Masae~commonswiki / Wikipédia. 
 
Ativista político, jornalista e intelectual, foi um dos fundadores do Partido Comunista da Itália 
(PCI) e produziu grandes obras. Por questões políticas, foi detido e levado para a prisão, 
condenado e submetido a maus-tratos. Ainda produziu a obra “Cadernos do Cárcere”, com a 
correspondência recebida enquanto estava preso – Gramsci a, reuniu e publicou. 
Gramsci foi reconhecido, principalmente, por sua teoria da hegemonia cultural, a qual descreveu 
como o uso, por parte do Estado (na sociedade ocidental), das instituições culturais para conservar 
o poder. Também deu grande contribuição para a Educação ao formular o conceito de intelectual 
orgânico (estudioso vinculado à classe trabalhadora), uma vez que o intelectual orgânico só 
poderia se formar com base em uma cultura e em uma Educação que formulem e pensem a partir 
e como a classe proletária. 
 
Seu pensamento, situado dentro da pedagogia crítica, foi base para muitos teóricos no campo da 
Educação popular e, principalmente, na Educação de adultos, sendo uma das principais 
referências de Paulo Freire. 
Em função de sua condição física, as recordações dos tempos escolares não foram gentis. Uma 
instituição de ensino autoritária, discriminatória e afetada pela má qualificação de seus docentes 
fizeram Gramsci passar quase despercebido. Com o passar do tempo, a situação continuava difícil, 
não só pelas questões discriminatórias como também pelas financeiras, em razão das condições 
precárias pelas quais o proletariado italiano passava. 
A consciência da realidade precária pode ter contribuído para o interesse de Gramsci pelas 
questões educacionais, ao propor uma escola unitária capaz de trazer oportunidades para as 
classes mais pobres da população. 
A escola unitária deveria corresponder ao período representado 
hoje pelas escolas primárias e médias, reorganizadas não 
somente no que diz respeito ao método de ensino, mas também 
no que toca à disposição dos vários graus da carreira escolar. O 
nível inicial da escola elementar não deveria ultrapassar três-
quatro anos e, ao lado do ensino das primeiras noções 
“instrumentais” da instrução (ler, escrever, fazer contas, 
geografia, história), deveria desenvolver, sobretudo, a parte 
relativa aos “direitos e deveres”, atualmente negligenciada, isto 
é, as primeiras noções do Estado e da sociedade, enquanto 
elementos primordiais de uma nova concepção do mundo que 
entra em luta contra as concepções determinadas pelos diversos 
ambientes sociais tradicionais, ou seja, contra as concepções 
que poderíamos chamar de folclóricas (GRAMSCI, 2000, p. 
37). 
 
Na universidade, as dificuldades financeiras continuaram apesar da bolsa. As influências do 
idealismo e do materialismo dialético se aprofundam e sua vida política ganhou amplo espaço. 
Defensor de um ponto de vista dialético, buscou a transformação social por meio de uma educação 
estratégica e consistente, delineando o que ficou conhecido como projeto da escola unitária 
(GADOTTI, 2006). 
 
Foi também na universidade que Gramsci ajudou a fundar o PCI (Partido Comunista Italiano) e, 
pouco tempo depois, foi eleito deputado. Com a escalada crescente do fascismo da Itália, em 
1926, Gramsci foi preso pela polícia de Mussolini e condenado a viver em uma ilha. Ele ficou 
preso por oito anos, mas, durante todo esse tempo, continuou a produzir seus textos. Morreu pouco 
tempo depois de ser libertado. Sua obra pode ser dividida em dois momentos: antes e depois da 
prisão. 
Em todo esse contexto, o projeto de escola unitária exigia grande atenção da escola clássica 
humanista (antes da reforma de Gentili na Itália, em 1920) e exigia também que se 
desenvolvessem a inteligência e a formação consciente; uma escola aberta de fato, para conquistar 
a liberdade. 
A hegemonia (o domínio de uma classe social sobre o conjunto pertencente também à sociedade) 
é conseguida, conforme Gramsci, por meio de uma luta no campo da ética e da política (CARMO, 
2009). 
A proposta pedagógica de Gramsci estava vinculada à proposta de melhoria de toda a sociedade, 
mas isso só seria possível para ele com a melhoria de vida do proletariado, assim como afirmava 
Marx. 
A partir desse entendimento, Gramsci propôs uma organização da cultura proletária que seria 
liderada pelos intelectuais orgânicos (os intelectuais ligados à classe proletária). 
A influência do pensamento gramsciano sobre a pesquisa educacional no Brasil não é um fato 
difícil de ser percebido, bastando uma rápida busca nas referências bibliográficas das teses e 
dissertações dos últimos 15 anos para encontramos a evidência empírica desse fenômeno. 
Nos âmbitos pedagógico e político-educacional, Gramsci foi um revolucionário por buscar uma 
tendência democrática. O desejo por criar condições para que o cidadão se torne um governante 
e que as relações entre o trabalho intelectual e o industrial aconteçam não apenas nas escolas, mas 
em toda vida social, refletiu na cultura e na sociedade em geral (CARMO, 2009). 
 
FIQUE POR DENTRO 
O filme “Antônio Gramsci - Os dias do cárcere” (1977), que tem como diretor o cineasta Lino 
Del Fra e, no papel principal,o ator Riccardo Cucciolla (Sacco & Vanzetti), conta a história do 
período em que Gramsci esteve preso pela ditadura de Mussolini. Assista em: 
<https://www.bing.com/videos/search?q=gramsci+filme&&view=detail&mid=E722114FE76F5
B763E4AE722114FE76F5B763E4A&rvsmid=C847D122C6E06B70DC39C847D122C6E06B7
0DC39&FORM=VDRVRV>. Acesso em: 20 nov. 2019. 
https://www.bing.com/videos/search?q=gramsci+filme&&view=detail&mid=E722114FE76F5B763E4AE722114FE76F5B763E4A&rvsmid=C847D122C6E06B70DC39C847D122C6E06B70DC39&FORM=VDRVRV
https://www.bing.com/videos/search?q=gramsci+filme&&view=detail&mid=E722114FE76F5B763E4AE722114FE76F5B763E4A&rvsmid=C847D122C6E06B70DC39C847D122C6E06B70DC39&FORM=VDRVRV
https://www.bing.com/videos/search?q=gramsci+filme&&view=detail&mid=E722114FE76F5B763E4AE722114FE76F5B763E4A&rvsmid=C847D122C6E06B70DC39C847D122C6E06B70DC39&FORM=VDRVRV
 
Pesquisa em Educação na Perspectiva Idealista: Max Weber 
Maximilian Karl Emil Weber (1864-1920) nasceu na Alemanha e foi jurista, economista e 
intelectual, considerado um dos fundadores da Sociologia. Elemento de uma família envolvida na 
sociologia (o irmão era sociólogo e economista, enquanto a esposa era uma ativista de grupos 
feministas da época), Weber trabalhou em diversas universidades como consultor de tratados e 
comissões do país. Ficou conhecido por seus estudos sobre o capitalismo. 
 
Figura 1.6 - Weber 
Fonte: Kelson / Wikipédia. 
 
Weber não era um estudioso da Educação, mas suas ideias há muito tempo são extraídas e 
contextualizadas para reflexões importantes na área (CARVALHO, 2005). 
A preocupação com a integridade intelectual como virtude acadêmica está presente quando se 
distingue o homem da ciência e o ético, exigindo uma nova conduta para o professor. 
O professor, se quiser permanecer nos limites da honestidade 
intelectual, deve ter a consciência de que não é possível ter o 
domínio das rodas da história, fazendo-as girar de acordo com 
seus desejos. Deve garantir e respeitar a autonomia decisória 
dos estudantes e, não sendo arrogante, educá-los dentro de 
crenças e pontos de vista que considera essenciais. 
(CARVALHO, 2005, on-line) 
 
O pensamento de Weber se expressa a partir das relações do indivíduo com o meio ao qual 
pertence e aponta a educação como um elemento essencial na formação do indivíduo. Aspectos 
religiosos, familiares e a política também contribuem para o desenvolvimento do indivíduo e da 
sociedade. 
Como pesquisador social, Weber acreditava que as ciências sociais, diferentemente das outras 
ciências, tinham um caráter interpretativo. Para ele, o ponto de partida da análise é o indivíduo e 
seu comportamento, e não a sociedade. Isso é chamado de “individualismo metodológico”. 
A ação social é gerada pelas motivações dos indivíduos. Weber classificou essas ações em quatro 
tipos: ação com relações e fins; ação racional com relação a valores; ação afetiva; e ação 
tradicional. Ele acreditava que somos livres para agir e constituir nossa realidade, cabendo à 
sociologia entender o que de fato determina nossas ações, evidenciando suas concepções sobre a 
individualidade dos seres. 
Apesar de não ser da área da Educação, Weber, como cientista social, não poderia deixar de olhar 
para a escola como um lugar de relações sociais que deveriam ser analisadas. Para cada tipo de 
dominação que ele encontrou na sociedade, Weber descreveu um tipo ideal de Educação. Observe 
o Quadro 1.1: 
 
Tipo de dominação Formas de Educação 
Dominação carismática Educação carismática 
Dominação racional-legal Educação especializada 
Dominação tradicional Educação humanística 
Quadro 1.1 - Tipos de dominação e formas de educação 
Fonte: Elaborado pelas autoras. 
 
Weber é o principal pensador sobre o nascimento e o desenvolvimento da sociedade moderna. 
Para ele, o principal elemento que marca a modernidade é a racionalização. Outro estudo 
importante de Weber foi acerca das religiões, tanto no mundo moderno como nas religiões 
orientais. 
 
A formulação teórica e metodológica de Weber sobre os tipos ideais de educação e sua formulação 
empírica dos processos de Educação (estudo sobre a Educação Chinesa e a Educação Ocidental) 
são pilares fundamentais para a pesquisa em Educação. 
 
Pesquisa em Educação na Perspectiva Pragmática: John Dewey 
Um dos principais pensadores em Educação é John Dewey (1859-1952), que foi um filósofo e 
educador norte-americano, com várias publicações sobre a Pedagogia. É considerado uma 
referência na educação moderna. Marcada pelo instrumentalismo, sua filosofia expressava o 
desejo de romper com o clássico (classe dominante) para torná-la um instrumento adaptável do 
homem ao mundo moderno (GADOTTI, 2006). 
 
Figura 1.7 - Dewey 
Fonte: Underwood & Underwood / Wikipédia. 
 
Com a teoria da investigação, Dewey defendia que a mudança do ambiente acarreta problemas na 
adaptação. Por meio de hipóteses, uma investigação deve ser iniciada a fim de descobrir os 
possíveis problemas. 
Dewey acreditava que o indivíduo não é um ser isolado e que, assim, ele participa da sociedade e 
contribui para ações coletivas. Dewey participou do movimento progressista na educação, 
defendendo que a educação envolve o “aprender fazendo”. 
 
 
Em termos gerais, para Dewey, a pedagogia experimental 
poderia desenvolver a consciência reflexiva e participativa nos 
educandos, de modo que todos se tornassem preparados para o 
desenvolvimento industrial e para a democracia capitalista. 
Neste sentido, semelhante a Durkheim, Dewey pressupõe que 
a escola poderia contribuir na resolução dos problemas gerados 
pelo desenvolvimento da sociedade capitalista. Todavia, 
enquanto Durkheim parte de uma reflexão sobre a moral social, 
em que o indivíduo teria que se adequar aos valores sociais, 
Dewey prioriza o aspecto pedagógico, pressupondo que o 
desenvolvimento das capacidades cognitivas individuais 
poderia contribuir para o progresso social. Entretanto, cabe 
salientar que, tal progresso não implica um rompimento com as 
estruturas do capital, mas preparação dos indivíduos para 
participar e usufruir da riqueza material e cultural da sociedade 
(NASCIMENTO; FAVORETO, 2018, p. 261). 
 
Seus trabalhos tiveram grandes influências na psicologia, na educação e na filosofia, sendo 
considerado um importante pensador do século XX. Ele defendeu que conteúdos trabalhados em 
sala de aula podem ser assimilados e compreendidos melhor quando são associados às tarefas 
cotidianas. 
Essa ligação entre a teoria e a prática contribuiu significativamente para a Andragogia, por 
exemplo, valorizando o pensamento e estimulando o aluno nas discussões e no pensar. 
Com a Escola Filosófica de Pragmatismo, Dewey defendia que o conhecimento exige interação e 
troca em um ambiente democrático. Assim, desde o início dos estudos, os alunos aprendiam a 
analisar conceitos na prática e na observação, sendo a base do pragmatismo. 
Sua pedagogia era fortemente baseada no empirismo, tanto que criou uma escola experimental 
ligada à faculdade onde trabalhava. Dentro de uma perspectiva pedagógica, Dewey se insere em 
uma Educação progressistas. 
Para ele, a escola deveria proporcionar práticas conjuntas e promover situações de cooperação, 
em vez de lidar com questões individuais. Para pôr sua teoria em prática, ele achava que as escolas 
deveriam reproduzir, de forma simplificada e organizada, as comunidades, que seriam 
apresentadas às crianças devagar. 
 
De maneira geral, Durkheim, Gramsci, Weber e Dewey apresentam uma escola atuante 
socialmente, porém se distinguem quanto ao processo histórico vivenciado em cada um. 
Para Durkheim, a escola deve proporcionar a necessária 
harmonia moral para solucionar a grave crise da sociedade 
capitalista no final do século XIX. Dewey defende uma ampla 
reforma pedagógica, de modo a entrelaçar o conhecimento com 
as experiências individuais, permitindo a maior participação de 
todos na sociedade,renovando e ampliando a indústria, a 
ciência e a democracia capitalista. Gramsci, pressupondo que a 
estrutura capitalista é excludente, destaca que a escola, pelo 
princípio educativo do trabalho, pode formar indivíduos 
reflexivos, críticos e capazes de atuar socialmente para romper 
com o sistema capitalista (NASCIMENTO; FAVORETO, 
2018, p. 250). 
 
Weber não escreveu propriamente sobre a educação, mas seus conhecimentos foram apropriados 
a determinados contextos e isso o trouxe ao grupo. 
Ao longo da história, personalidades influenciaram e conduziram ações práticas desenvolvidas no 
contexto da pesquisa. Assim, constatamos que a pesquisa e a ciência caminham juntas. Não as 
conhecer ou ignorá-las é comprometer o presente e o futuro. 
 
FIQUE POR DENTRO 
O patrono da Educação no Brasil é Paulo Freire (1921-1997). Segundo ele, o papel da Educação 
é tornar o aluno capaz de ler o mundo e poder transformá-lo. Neste vídeo, Freire relata seu método, 
fruto da oportunidade de pôr suas ideias em prática – as mesmas ideias que apresentaram ao 
mundo seu método. Acesse: <https://www.youtube.com/watch?v=4M69rga5ENo>. Acesso em: 
21 nov. 2019. 
 
https://www.youtube.com/watch?v=4M69rga5ENo
https://www.youtube.com/watch?v=4M69rga5ENo
 
ATIVIDADE 4 - Perspectivas na Pesquisa em Educação 
"A educação é uma socialização da jovem geração pela geração adulta" (FERRARI, 2008, on-
line). Quanto mais eficiente for o processo, melhor será o desenvolvimento da comunidade em 
que a escola esteja inserida. Diante do trecho apresentado, qual é o maior beneficiado no processo 
educativo, segundo Durkheim? 
a) O Estado. 
b) A sociedade. 
c) O homem. 
d) Ninguém. 
e) A escola. 
 
INDICAÇÕES DE LEITURA 
Para saber mais sobre os grandes nomes da pedagogia, o livro “História das Ideias Pedagógicas”, 
de Moacir Gadotti, apresenta uma coletânea de grandes pensadores e provoca a reflexão do leitor 
por meio das ideias construídas por eles ao longo da história. 
Nome do livro: História das ideias pedagógicas 
Editora: Ática 
Autor: Moacir Gadotti 
ISBN: 8508044364 
 
 
REFERÊNCIAS 
ANTUNES, C. Novas maneiras de ensinar, novas formas de aprender. Porto Alegre: Artmed, 
2002. 
BRAGA. M. V. A. O controle social da educação básica pública: a atuação dos conselheiros 
do FUNDEB. Brasília, DF, 2011, 176f. Dissertação (Mestrado em Educação). Faculdade de 
Educação, Universidade de Brasília, 2011. 
CARMO, J. C. Notas sobre a escola unitária e trabalho no pensamento de Antonio Gramsci. 
Cadernos Cemarx, n. 5, p. 53-63, 2009. Disponível em: 
<https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/cemarx/article/viewFile/1373/948>. Acesso em: 4 
set. 2019. 
CARVALHO, A. B. Educação e ética na perspectiva weberiana. Jornal UNESP, v. 19, n. 204, 
setembro, 2005. Disponível em: <http://www.unesp.br/aci/jornal/204/opiniao.php>. Acesso em: 
6 ser. 2019. 
DELORS, J. et al. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 
1996. Disponível em: <https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000109590_por>. Acesso em: 
3 set. 2019. 
DEMO, P. Pesquisa e construção de conhecimento: metodologia científica no caminho de 
Habermas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2000. 
DIAS, F. C. Presença de Max Weber na sociologia brasileira contemporânea. Rev. adm. empres., 
São Paulo, v. 14, n. 4, p. 47-62, ago. 1974. Disponível em: 
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-75901974000400003>. Acesso 
em: 5 set. 2019. 
DURKHEIM, E. Educação e sociologia. Rio de Janeiro: Vozes, 2013. 
EDUCAÇÃO. Dicionário Etimológico: etimologia e origem das palavras. Disponível em: 
<https://www.dicionarioetimologico.com.br/educar/>. Acesso em: 4 set. 2019. 
FERRARI, M. Émile Durkheim, o criador da sociologia da educação. Nova Escola, 01 outubro 
de 2008. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/456/criador-sociologia-educacao>. 
Acesso em: 6 set. 2019. 
FREIRE, P. Ação cultural para a liberdade. 5. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981. Disponível 
em: 
<http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/otp/livros/acao_cultural_liberdade.pd
f h>. Acesso em: 3 set. 2019. 
https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/cemarx/article/viewFile/1373/948
http://www.unesp.br/aci/jornal/204/opiniao.php
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000109590_por
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-75901974000400003
https://www.dicionarioetimologico.com.br/educar/
https://www.dicionarioetimologico.com.br/educar/
https://www.dicionarioetimologico.com.br/educar/
https://novaescola.org.br/conteudo/456/criador-sociologia-educacao
http://comunidades.mda.gov.br/portal/saf/arquivos/view/ater/livros/A%C3%A7%C3%A3o_Cultural_para_a_Liberdade.pdf
http://comunidades.mda.gov.br/portal/saf/arquivos/view/ater/livros/A%C3%A7%C3%A3o_Cultural_para_a_Liberdade.pdf
http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/otp/livros/acao_cultural_liberdade.pdf
http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/otp/livros/acao_cultural_liberdade.pdf
http://comunidades.mda.gov.br/portal/saf/arquivos/view/ater/livros/A%C3%A7%C3%A3o_Cultural_para_a_Liberdade.pdf
http://comunidades.mda.gov.br/portal/saf/arquivos/view/ater/livros/A%C3%A7%C3%A3o_Cultural_para_a_Liberdade.pdf
 
______. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e 
Terra, 1997. 
GADOTTI, M. História das ideias pedagógicas. São Paulo: Ática, 2006. 
GATTI, B. A. A construção metodológica da pesquisa em educação: desafios. RBPAE, v. 28, n. 
1, p. 13-34, jan/abr. 2012. Disponível em: 
<https://seer.ufrgs.br/rbpae/article/view/36066/23315>. Acesso em: 6 set. 2019. 
______. A construção metodológica da pesquisa em educação: desafios. Cadernos de Pesquisa, 
v. 39, n. 136, jan./abr. 2009. Disponível em: 
<http://www.scielo.br/pdf/cp/v39n136/a1339136.pdf>. Acesso em: 5 set. 2019. 
GRAMSCI, A. Cadernos do cárcere. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. 
HERMIDA, J. F.; LIRA, J. de S. Políticas educacionais em tempos de Golpe: entrevista com 
Dermeval Saviani. Educ. Soc., Campinas, v. 39, n. 144, p. 779-794, Sept. 2018. Disponível em: 
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302018000300779>. Acesso 
em: 13 set. 2019. 
LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 5. ed. Goiânia: Alternativa, 
2004. 
LUDWIG, A. C. A pesquisa em educação. LINHAS, Florianópolis, v. 4, n. 2, jul./dez. 2003. 
NASCIMENTO, L.; FAVORETO, A. Émile Durkheim, John Dewey e Antônio Gramsci: em 
debate a teoria da educação transformadora. Revista Educação em Questão, Natal, v. 56, n. 49, 
p. 250-273, jul./set. 2018. Disponível em: 
<https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/14010/10714>. Acesso em: 5 set. 
2019. 
OLIVEIRA, A. F. Políticas públicas educacionais: conceito e contextualização numa 
perspectiva didática. 2012. Disponível em: <https://www.sinprodf.org.br/wp-
content/uploads/2012/01/texto-4-pol%C3%8Dticas-p%C3%9Ablicas-educacionais.pdf>. 
Acesso em: 3 set. 2019. 
QUAL a diferença de Povo, Nação, Governo, Estado e País? Blog GeoProfessora, 2011. 
Disponível em: geoprofessora.blogspot.com/2011/04/qual-diferenca-de-povo-nacao-
governo.html. Acesso em: 3 set. 2019. 
ROUSSEAU, J. J. Emílio ou da Educação. São Paulo: Martins Fontes, 2004. 
https://seer.ufrgs.br/rbpae/article/view/36066/23315
https://seer.ufrgs.br/rbpae/article/view/36066/23315
https://seer.ufrgs.br/rbpae/article/view/36066/23315
http://www.scielo.br/pdf/cp/v39n136/a1339136.pdf
http://www.scielo.br/pdf/cp/v39n136/a1339136.pdf
http://www.scielo.br/pdf/cp/v39n136/a1339136.pdf
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302018000300779
https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/14010/10714
https://www.sinprodf.org.br/wp-content/uploads/2012/01/texto-4-pol%C3%8Dticas-p%C3%9Ablicas-educacionais.pdf
https://www.sinprodf.org.br/wp-content/uploads/2012/01/texto-4-pol%C3%8Dticas-p%C3%9Ablicas-educacionais.pdfhttps://www.sinprodf.org.br/wp-content/uploads/2012/01/texto-4-pol%C3%8Dticas-p%C3%9Ablicas-educacionais.pdf
 
SAVIANI, D. Pedagogia histórico-­crítica: primeiras aproximações. 9. ed. Campinas: Autores 
Associados, 2005. 
______. Escola e democracia. 42. ed. Campinas: Autores Associados, 2012. 
______. Escola e democracia: teorias da educação, curvatura da vara, onze 
teses sobre educação e política. 32. ed. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 
1999. 
SAVOIA, M. G. Psicologia social. São Paulo: McGraw-Hill, 1989. 
SEVERINO, A. J. Educação, trabalho e cidadania: a educação brasileira e o desafio da formação 
humana no atual cenário histórico. São Paulo Perspec., São Paulo, v. 14, n. 2, p. 65-71, June 
2000. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
88392000000200010>. Acesso em: 25 set. 2019. 
TEIXEIRA, R. R. Três fórmulas para compreender "O suicídio" de Durkheim. Interface 
(Botucatu), Botucatu, v. 6, n. 11, p. 143-152, ago. 2002. Disponível em: 
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832002000200021>. Acesso 
em: 6 set. 2019. 
VARES, S. F. Os fatos e as coisas: Émile Durkheim e a controversa noção de fato social. Ponto 
e Vírgula, PUC SP, n.20, p. 104-121, 2016a. Disponível em: 
<https://revistas.pucsp.br/pontoevirgula/article/view/31168>. Acesso em: 6 set. 2019. 
______. A sociologia durkheimiana e a tradição conservadora: elementos para uma revisão 
crítica. Rev. Bras. Ciênc. Polít., Brasília, n. 20, p. 79-120, ago. 2016b. Disponível em: 
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-33522016000200079>. Acesso 
em: 6 set. 2019. 
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-88392000000200010
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-88392000000200010
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832002000200021
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832002000200021
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832002000200021
https://revistas.pucsp.br/pontoevirgula/article/view/31168
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-33522016000200079
 
UNIDADE II 
Pesquisa em Educação: Aspectos Históricos e 
Sociais 
Julia de Souza Delibero Angelo 
Danielle S. P. Wellichan 
 
 
 
Introdução 
Olá! Nesta unidade, vamos estudar um pouco sobre a história da Educação e seus reflexos 
nas pesquisas recentes. A história da Educação é marcada por diferentes pensadores que 
influenciaram a pedagogia, mas não foram apenas as teorias que influenciaram a Educação; os 
movimentos sociais também construíram uma história de luta, defesa e formulações pela e para 
a Educação em nosso país. Conhecer esse período é importante para compreendermos os 
caminhos que precisamos seguir para construir uma sociedade melhor. Aproveite os materiais 
complementares, pois eles vão enriquecer seu estudo. Leia, releia, discuta e converse. O 
aprendizado acontece assim! Bons estudos! 
 
Fonte: mohamed_hassan / Pixabay. 
 
 
A Educação do Século XX 
A Educação reflete o projeto de desenvolvimento de cada nação. Ela é impactada pelas políticas 
públicas, mas também é construída por lutas populares. O projeto de desenvolvimento de cada 
nação pode ou não valorizar seus indivíduos e profissionais da Educação, cultivar ênfases 
diferenciadas na cultura e incluir aspectos socioemocionais à formação dos cidadãos. 
A Educação brasileira, desde o período colonial, foi motivo de luta, fosse por espaço, ideais ou 
reconhecimento. Os jesuítas, por exemplo, entenderam que seria mais fácil converter os índios à 
sua fé por meio da alfabetização e alfabetizaram usando a Bíblia como seu principal instrumento. 
A chegada da família real e de sua corte marcou o período em que o Brasil deixou de ser colônia 
para se tornar capital. Dessa maneira, foi necessário fazer alguns investimentos (escolas, 
faculdades, saneamento básico, bibliotecas, hospitais etc.) no país, principalmente na cidade do 
Rio de Janeiro. 
 
Figura 2.1 - Tela “A primeira missa no Brasil”, de Victor Meirelles (1860) 
Fonte: Tetraktys / Wikimedia Commons. 
 
O governo Vargas trouxe grandes mudanças para a educação no contexto nacional, como: a 
criação do Ministério da Educação; a regulamentação das leis que padronizaram o ensino no país; 
a divisão da educação elementar (ensino fundamental, ginasial e supletivo); e a reformulação do 
ensino médio, focando na família e a iniciação ao trabalho e tirando o foco da formação da 
cidadania. 
 
As universidades surgiram de agrupamentos de faculdades, evitando o isolamento nos estados. A 
criação de cursos e centros de pesquisa, a importação de docentes franceses em função da 
precariedade de docentes qualificados no Brasil e a criação da Universidade de São Paulo (USP) 
são marcas importantes desse período. 
Em 1932, novas ideias deram origem ao período que ficou conhecido como Escola Nova. Nesse 
período, um grupo de pessoas ligadas à Educação criou o manifesto “A reconstrução educacional 
do Brasil” e apresentou ideias que influenciaram o ensino brasileiro, defendendo a educação 
pública, obrigatória, laica e sem discriminação de cor, gênero ou religião. Os currículos deveriam 
ser adequados às realidades, e os professores deveriam possuir formação superior. 
Com a Constituição promulgada em 1934, o ensino fundamental foi associado ao ginásio, sendo 
conhecido como primário. O tecnicismo foi retomado como tendência do ensino a partir de 1937, 
com a criação do ensino médio profissionalizante e com o apoio das multinacionais que se 
espalharam pelo país. 
Com o final da Era Vargas, uma nova Constituição se estabeleceu e mais mudanças chegaram. 
Na busca por conter o analfabetismo, exames e campanhas foram criados. Houve melhorias na 
década de 1950, com o método Paulo Freire, que consistia em adequar o ensino às características 
do meio no qual os estudantes se encontravam. 
Em 1964, com o golpe militar, houve medidas que desarticularam o ensino e desvalorizaram a 
docência a fim de “acalmar” as opiniões e os movimentos estudantis. Foi nesse período que a Lei 
de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) surgiu; ela representou uma espécie de normalização 
para o sistema escolar – com ajustes, em 1996, houve uma nova publicação, que está vigente até 
hoje. Além disso, houve avanços importantes, como a gratuidade do sistema escolar e sua 
distribuição pelos municípios do país. O Estado recebeu maior responsabilidade pela 
escolarização, que se tornou um direito da criança. 
Do Império até o século XX, a educação mudou seu caminho, do tradicionalismo e 
intelectualismo a uma nova escola, com educação integral, ativa e prática, atividades centradas 
no aluno, em um pensamento liberal e democrático (PILETTI; PILETTI, 1988; ARANHA, 1996). 
 
A pesquisa em Educação no Brasil 
Um dos marcos inaugurais da pesquisa brasileira em Educação foi a criação do Inep (Instituto 
Nacional de Estudos e Pesquisas Pedagógicas), em 1937. Esse primeiro momento da pesquisa em 
Educação foi da década de 1940 até a metade da década de 1950, em que a maioria dos temas era 
de cunho psicopedagógico e ligada à psicologia aplicada (estudos e testes de inteligência, de 
aptidões, de escolaridade etc.). 
 
Um segundo período foi marcado pela criação do Centro Brasileiro de Pesquisa Educacional 
(CBPE) e dos Centros Regionais de Pesquisa (CRPE). Nesse período, que foi da segunda metade 
da década de 1950 até parte da década de 1960, os principais estudos na área educacional eram 
sobre a organização social da escola e das relações entre educação e sociedade, invariavelmente 
ligados aos estudos sociológicos. 
Já em 1964, em plena ditadura militar, a predominância recaiu sobre os estudos ligados à 
Economia da Educação (Educação como investimento e formação de recursos humanos). 
A partir de 1971, apareceram os primeiros programas de pós-graduação, e a temáticapsicopedagógica com preocupação técnica voltou a aparecer (avaliação, currículo, metodologia 
do ensino, programas etc.). Foi também nesse período que os estudos mais longos sobre políticas 
educacionais começaram a despontar. Podemos perceber, também nesse período, um aumento 
muito grande na variedade temática dos trabalhos. Os cursos de pós-graduação passaram a 
fornecer condições para a execução das pesquisas, fato que até hoje permanece. 
O final da década de 1980 foi marcado pela crise do modelo de áreas de concentração e, com isso, 
foram criadas as linhas de pesquisa (utilizadas até hoje). Hoje, essas pesquisas focam nos 
problemas complexos da educação, tornam-se multidisciplinares, mas ainda usam a concepção 
analítica da ciência e da organização do conhecimento por áreas e disciplinas acadêmicas. 
O modelo da concentração por área gerou uma crise nos programas de pós-graduação de 
Educação, no final dos anos 1980 e começo dos anos 1990. O modelo exigia do aluno muitas 
disciplinas obrigatórias e poucas eletivas e adiava para o final do curso a elaboração das 
dissertações e das teses, o que gerava muitos atrasos e pedidos de prorrogação de prazos de 
defesas. 
Em 1987, a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior) avaliou 27 
cursos de mestrados e sete de doutorado e relatou a criação de disciplinas que discutiam os 
projetos de pesquisa. 
A partir dos anos 1990, houve uma grande expansão do ensino superior e também da pós-
graduação. Parcerias com universidades estrangeiras garantiram um grande aumento de 
pesquisadores formados no exterior. A volta desses pesquisadores causou um grande impacto, 
com a diversificação tanto metodológica quanto temática nas pesquisas. Com esse aumento da 
diversidade das pesquisas, foram criados e consolidados os seguintes grupos de pesquisas: 
alfabetização e linguagem; aprendizagem escolar; formação de professores; ensino e currículos; 
educação infantil, fundamental e média; educação de jovens e adultos; ensino superior; gestão 
escolar; avaliação educacional; história da educação; políticas educacionais; e trabalho e educação 
– que já vinham sendo debatidos antes e também formados por pressão das avaliações externas. 
 
Atualmente, a Anped (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação), maior 
instituição científica de pesquisa em Educação no Brasil, dissemina e divulga os trabalhos dos 
pesquisadores em Educação, além de levantar debates fundamentais para a área da Educação. A 
associação conta com 21 grupos de trabalho dos mais diversos temas ligados à Educação e 
promove reuniões anuais de divulgação científica que, em cada edição, contam com, 
aproximadamente, 2 mil pessoas entre especialistas e alunos de pós-graduação (mestrado e 
doutorado). 
Durante o século XX, dois grandes pensadores se fizeram presentes e até hoje suas obras e práticas 
nos trazem vivências importantes: Piaget e Vygotsky. Conheceremos um pouco mais sobre os 
dois nos próximos tópicos. 
 
Piaget 
Jean William Fritz Piaget (1896-1980) é uma importante personalidade para a Psicologia, para a 
Educação e, principalmente, para a pesquisa nessas áreas. Considerado um dos principais 
pensadores do século XX, esse suíço, biólogo, psicólogo e epistemólogo (profissional que estudou 
como o conhecimento é gerado), desenvolveu estudos sobre a construção do conhecimento 
(Epistemologia Genética). 
 
Figura 2.2 - Piaget - Pesquisador e criador da Epistemologia Genética 
Fonte: Nbmachado / Wikimedia Commons. 
 
 
Segundo Piaget, os fatores biológicos influenciam o desenvolvimento dos indivíduos, que ocorre 
por etapas (período sensório-motor, pré-operatório, operatório-concreto e de operações formais). 
Para chegar à sua teoria, Piaget usou como método a observação. Defensor do aprendizado como 
algo construído pela criança, e não como reprodução de adultos, Piaget estudou o raciocínio 
lógico-matemático em fase escolar, identificando, nesse contexto, que regras, valores e símbolos 
são inseridos gradualmente, de acordo com a maturidade psicológica de cada indivíduo. 
Foi por meio dessa teoria que propostas diferenciadas para a educação foram criadas, atendendo 
a cada fase da criança, por meio de observações específicas. Assim, compreendendo cada uma 
dessas fases, práticas e métodos mais pontuais poderiam ser desenvolvidos e ser mais assertivos 
(PIAGET, 1970). 
De maneira geral, em pesquisas, estudos, observações e teorias, Piaget defendeu que educar não 
se restringe apenas à transmissão de conteúdos, mas, sim, ao favorecimento da atividade mental 
do sujeito. Para ele, o pensamento – que depende de esquemas sensório-motores – surge 
anteriormente à linguagem, que é vista como uma das expressões existentes. 
Piaget usava o método clínico em suas pesquisas, uma vez que sua formação inicial era em 
Biologia. Segundo ele, os conhecimentos são elaborados de forma espontânea, em uma visão 
particular (egocêntrica) e, progressivamente, se socializam e aproximam da concepção de um 
adulto. Assim, a aprendizagem estaria subordinada ao desenvolvimento, minimizando o papel da 
interação social. 
As descobertas de Piaget, especialmente a teoria dos estágios de desenvolvimento, tiveram um 
grande impacto na pedagogia e na pesquisa em Educação. A elaboração da ideia de que a criança 
é a responsável por seu desenvolvimento inaugurou a corrente pedagógica do construtivismo, 
ainda muito presente nas escolas hoje em dia. 
Tanto a teoria dos estágios do desenvolvimento elaborada por Piaget quanto o método clínico 
usado por ele em suas pesquisas influenciaram muito as pesquisas em Educação. Até hoje, uma 
grande parcela dos estudos em Educação toma como ponto de partida as etapas do 
desenvolvimento para elaborar suas pesquisas. 
 
 
 
 
 
Vygotsky 
Outro nome relevante da Educação no século XX é o bielo-russo Lev Semyonovich Vygotsky 
(1896-1934), psicólogo que fundou a psicologia cultural-histórica, para quem o desenvolvimento 
intelectual das crianças ocorre mediante suas interações sociais e suas condições vivenciadas. 
Vygotsky defendeu a teoria segundo a qual a cultura molda o pensamento; assim, a linguagem e 
a interação tornaram-se matérias-primas para grandes discussões do pensador. 
Com os significados internalizados pelo indivíduo, o homem vive um constante processo de 
construção social e histórica. Conforme Vygotsky, é por meio da linguagem que as relações 
acontecem. Além de criar a teoria de zonas de desenvolvimento (real, potencial ou proximal), 
Vygotsky demonstrou que todo aprendizado é mediado, mostrando, assim, a importância da 
interação social, da mediação e do brinquedo (OLIVEIRA, 1997; VYGOTSKY, 1984; 
VYGOTSKY, 1988). 
 
Figura 2.3 - Vygotsky - um dos maiores pesquisadores da Educação do século XX 
Fonte: The Vigotsky Project / Wikimedia Commons. 
 
Vygotsky, ao contrário de Piaget, defendeu como método de pesquisa o materialismo histórico 
dialético. A seu ver, a criança já nasce em um mundo social e vai construindo sua visão por meio 
da interação, precedendo o social para o individual. O aprendizado e o desenvolvimento são vistos 
como processos que se influenciam mutuamente. Para Vygotsky, o pensamento e a linguagem 
são processos dependentes desde o começo da vida, e as aquisições se modificam, considerando 
as funções mentais, dando forma ao pensamento, à imaginação, à memória e à ação. 
 
Os métodos experimentais, as bases teóricas e os estudos de observação nos trouxeram grandes 
oportunidades para a pesquisa em Educação, pois nos despertam a atenção para a utilização de 
métodos que contemplem estudos qualitativos e quantitativos. Além disso, possuem em seus 
discursos subsídios para investigar, identificar e direcionar a psicologia da aprendizagem, os 
processos de cognição, assim como os estudos de linguagem e desenvolvimento no tocante às 
compreensões e percepções de mundo e de relações humanas, estabelecendorelações importantes 
entre elas. 
Por ser um pesquisador bielo-russo, Vygotsky demorou a ser conhecido no Brasil, principalmente 
pela dificuldade de tradução da sua obra. Seu primeiro livro a ser traduzido para o português foi 
“A formação social da mente”, publicado no nosso país somente em 1984. Quando começou a ser 
mais conhecido no meio acadêmico, rapidamente suas teorias influenciaram a pedagogia e, 
sobretudo, a pesquisa em Educação. 
Segundo Solino, Bomfim e Gehlen (2019, p. 242), as pesquisas na área da Educação que têm 
Vygotsky como referencial teórico usam os seguintes referenciais: 
Os conceitos vygotskyanos mais utilizados pelos pesquisadores da área 
são a Interação (37%), Mediação (23%) e Zona de Desenvolvimento 
Proximal (8%), tendo como base o total de 343 resumos dos trabalhos 
analisados. Esse aspecto parece revelar que esses conceitos 
vygotskyanos caminham em direção a um consenso na área a respeito 
dos processos sociais que envolvem a aprendizagem humana. Esse 
resultado é semelhante ao estudo de Freitas (2004), que realizou um 
levantamento acerca das Reuniões Anuais da Associação Nacional de 
Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) no período de 1998-
2003 e constatou que os livros “Formação social da mente” (1984), 
“Pensamento e linguagem” (1997) e “Linguagem, desenvolvimento e 
aprendizagem” (1988) são as obras que mais têm fundamentado os 
trabalhos que utilizam os pressupostos de Vygotsky. 
 
Enquanto a área da Educação se transformava política e historicamente, os focos de pesquisa 
também mudavam, e as ideias de Vygotsky foram sendo incorporadas para acompanhar essas 
alterações. Dessa maneira, as ideias de Vygotsky contribuíram para a pesquisa em Educação da 
mesma maneira que as pesquisas em Educação ajudaram a disseminar as teorias vygotskyanas. 
 
 
REFLITA 
Leia o trecho abaixo e reflita sobre Vygotsky: 
“[...] O que mais impressiona, dentre vários aspectos, na leitura da obra de Vygotsky é a sua 
contemporaneidade. Seus escritos, elaborados há aproximadamente sessenta anos, ainda hoje têm 
o efeito do impacto, da ousadia, da fidelidade à investigação acerca de pontos obscuros e 
polêmicos no campo científico” (REGO, 1999, p. 15). 
Você concorda com Rego? Por quê? Em quais aspectos Vygotsky pode ser considerado 
contemporâneo? 
 
As conquistas aqui citadas ainda não são para todos. Mesmo diante de ideias tão importantes, 
Piaget e Vygotsky ainda têm muito a nos ensinar quando o assunto é educação. 
Tanto o acesso quanto a permanência de alunos têm sido motivos de muitas lutas, programas, 
projetos e metas institucionais e governamentais ao longo dos anos, mas isso ainda está longe de 
ser algo resolvido. Muitas pretensões foram traçadas e, como veremos posteriormente, nesta 
unidade, ainda não foram cumpridas. 
 
FIQUE POR DENTRO 
Amplie seu conhecimento conhecendo um pouco mais sobre as obras e Piaget e de Vygotsky, 
bem como sobre as relações da aprendizagem entre os autores. 
Para isso, leia o texto disponível em: 
<https://periodicos.pucpr.br/index.php/dialogoeducacional/article/view/4039/3955>. Acesso em: 
20 nov. 2019. 
 
FIQUE POR DENTRO 
Avanços aconteceram na Educação Brasileira, porém, ainda há muito a ser conquistado. Leia o 
artigo “A educação pública no brasil no século XX: considerações à luz da formação dos grupos 
escolares e do manifesto dos pioneiros da educação nova”, de Rebeca e Fábio Darius, e aprofunde-
se um pouco mais no assunto. Disponível em: <https://periodicos.fclar.unesp.br › doxa › article › 
download>. Acesso em: 20 nov. 2019. 
 
https://periodicos.pucpr.br/index.php/dialogoeducacional/article/view/4039/3955
https://periodicos.fclar.unesp.br/doxa/article/download/11248/7385
https://periodicos.fclar.unesp.br/doxa/article/download/11248/7385
 
ATIVIDADE 1 - A Educação do século XX: os contextos histórico e social nos estudos de 
Piaget e Vygotsky 
1) Leia o trecho a seguir: 
 
O século XX pode ser considerado um período importante para a 
história da escola pública no Brasil, devido às relevantes 
transformações pelas quais ela passou. É necessário considerar o 
contexto histórico do país para assim compreender como se deu a 
produção da educação para o povo. Entre alguns fatores determinantes, 
pode-se mencionar o início da República – final do século XIX em 
diante, a crescente industrialização no país, a expansão das cidades e a 
influência do modelo norte-americano de educação, conhecido como 
escolanovista (DARIUS; DARIUS, 2018, p. 33). 
 
Agora, responda: quais fatores já estavam presentes no século XX e que ainda hoje assombram a 
Educação Brasileira? 
a. Problemas políticos são os únicos responsáveis pela situação na educação. Ao corrigi-los, 
a educação conseguirá melhores condições para acontecer. 
b. Falta de qualificação e desmotivação na docência, falta de oportunidades para acesso e 
permanência na vida escolar, falta de investimento no sistema educacional. 
c. Problemas específicos da educação, como métodos e estratégias de ensino. Os 
professores precisam estar mais preparados para lidar com as questões que surgirem no 
contexto escolar. 
d. Falta de apoio familiar, religioso e governamental. A crise pela qual a sociedade passa 
envolve essas três esferas, que comprometem diversos aspectos da sociedade, 
principalmente a educação. 
e. Não há como identificar todos os fatores que comprometem nossa educação. A situação 
do país não permite que os responsáveis pela situação atual sejam identificados. 
 
 
 
A Educação do Século XXI 
Começamos o século XXI com problemas ainda não resolvidos: escolas sem estrutura, 
professores mal remunerados, salas lotadas, crianças fora da escola etc. Somam-se a isso os 
problemas advindos de questões típicas desse novo milênio, como a tecnologia dentro da sala de 
aula, educação a distância, entre outras questões. Todo esse novo contexto, somado a questões 
anteriores, demanda novas ações e posturas de todos os agentes da Educação. 
Vimos, anteriormente, o contexto político-histórico e social que trouxe mudanças e consequências 
para a educação brasileira. Na atualidade, além dos fatos citados, temos uma novidade gritante 
para a sala de aula: a tecnologia. Sem entrar em méritos de permitir ou proibir, é preciso aceitar 
o contexto de mudança e inovação que esse recurso/ferramenta proporciona ao contexto educativo 
e todas as transformações que ela traz para todo indivíduo que utiliza ou tenta se privar dela. 
Hoje, a tecnologia está presente dentro da escola, desde coisas mais simples, como o giz e a lousa 
(considerados tecnologias também), até em coisas mais elaboradas, como dispositivos móveis, 
chatbots (programas de computador que tentam simular um ser humano na conversação com as 
pessoas), realidade virtual, ambiente virtual, robótica etc. 
Apesar de todo grande avanço tecnológico na sociedade atual e dentro das escolas, ainda vivemos 
em um país onde o analfabetismo persiste. De acordo com o Censo de 2010 (IBGE, 2010), há 14 
milhões de analfabetos com 15 anos ou mais em território brasileiro. Também persistem a 
precariedade das escolas e a desvalorização profissional. 
Temos, hoje, uma sociedade fragilizada e assombrada pela violência, que dispara ódio, 
desigualdade, injustiça, agressão de diversas naturezas, suicídios e tantos outros males. Todos 
esses fatores são desencadeados na sociedade e gerados também por ela, em uma onda de ação, 
reação e revide, deixando pouca compreensão, paciência, solidariedade, respeito e empatia em 
tempos tão necessários (BAUMAN, 2001; BAUMAN, 2005). 
As relações pessoais tiveram novas configurações com a forte instalação das redes sociais. Mais 
conectados e menos relacionados, vivemos, como diria Bauman (2001, p. 21), uma modernidade 
líquida, com uma vida líquida. Segundo o autor, “A desintegração social é tanto uma condição 
quanto um resultado da nova técnica de poder”. 
 
 
Figura 2.4- Dilema da atualidade: desintegração social 
Fonte: 12019 / Pixabay. 
 
No Brasil, vivemos, hoje, uma grande crise econômica e também política. Toda essa crise deu 
margem a reformas austeras, cortes no orçamento e diminuição do investimento em pesquisa em 
Educação. Todos esses reveses causam um grande impacto direto na Educação, já tão cheia de 
problemas não resolvidos. O profissional da Educação se torna cada vez mais cobrado, 
desvalorizado e desmotivado, sendo vítima, inclusive, de agressões e episódios de extrema 
violência, como os relatados frequentemente na mídia. 
Lidar com tudo isso é trabalhar a transformação social e pensar no global. A sociedade precisa da 
educação e vice-versa. Diante disso, outras personalidades e outros “produtos” foram 
apresentados à Educação, na tentativa de auxiliar seu desenvolvimento e servir como um caminho 
a ser seguido, rumo à educação de qualidade, o que veremos a seguir. 
 
FIQUE POR DENTRO 
Amplie seu conhecimento a respeito das novas relações e como elas alteram a educação e, 
consequentemente, o tecido social. Leia a entrevista com Zigmunt Bauman sobre a educação e, 
depois, conheça mais sobre sua obra. Vale a pena! Consulte em: 
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742009000200016>. Acesso 
em: 20 nov. 2019. 
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742009000200016
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742009000200016
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742009000200016
 
REFLITA 
O que você tem a dizer sobre o que estamos estudando? “[...] de que caminhos práticos dispõe, 
atualmente, a escola para se adequar ao cenário emergente?” (MIRANDA, 2013, p. 19). 
 
Educação um Tesouro a Descobrir: Relatório Jacques Delors 
O francês Jacques Lucien Jean Delors, nascido em 1925 e vivo ainda hoje, é um economista e 
político que atuou como professor na Universidade Paris-Dauphine e na Escola Nacional de 
Administração da França. Em sua gestão, de 1992 a 1996, presidiu o famoso relatório da 
Comissão Internacional sobre a Educação para o Século XXI, mais conhecido como “Educação, 
um tesouro a descobrir”. 
 
Figura 2.5 - Jacques Delors 
Fonte: Cheep / Wikimedia Commons. 
 
Nesse relatório, quatro aspectos básicos foram considerados como pilares da educação. Segundo 
Delors (1998), a aprendizagem ao longo da vida é uma necessidade da sociedade e deve estar 
fundamentada nestes pilares, que representam o conhecimento e a formação continuada: 
● Aprender a conhecer: é preciso prazer em compreender, descobrir, construir e 
reconstruir o conhecimento; reinventar o novo, o velho e o próprio pensar. 
● Aprender a fazer: é preciso praticar, fazer! Para isso, algumas habilidades são 
necessárias como: iniciativa, intuição, comunicação, cooperação e humildade e, para isso, 
uma série de técnicas precisa ser trabalhada em todos os ambientes da sociedade. 
 
● Aprender a conviver: as relações humanas possuem grande responsabilidade na 
sociedade, e dessa convivência uma série de outros fatores pode ser desenvolvida, como 
a empatia, a compreensão, a participação etc. 
● Aprender a ser: a aprendizagem é algo que precisa acontecer de forma integral, ou seja, 
não está relacionada apenas à inteligência, mas à sensibilidade, ética, iniciativa e 
responsabilidades. 
 
 
Figura 2.6 - A formação do indivíduo acontece graças a uma série de fatores 
Fonte: geralt / Pixabay. 
 
Com essa base, a educação tem grandes possibilidades de sucesso, pois está além do processo de 
ensino-aprendizagem, incluindo habilidades sociopsicoemocionais, completando a formação ou 
a construção do indivíduo. 
Um caminho para a pesquisa em Educação é usar a teoria de Jacques Delors como base. Por ser 
economista e considerado neoliberal, a pesquisa em Educação que usar essa teoria como base 
tratará de questões da Educação ligadas à economia (financiamento, verbas, salários, orçamentos 
etc.) e estará situada dentro de uma perspectiva da pedagogia liberal. 
 
 
 
FIQUE POR DENTRO 
Muito é dito sobre a importância do papel das escolas na sociedade do século XXI. Porém, será 
que são possibilidades reais? Será que são possíveis de serem realizadas? Veja, na entrevista de 
Myriam Tricate, coordenadora do Programa de Escolas Associadas (PEA) da Unesco, qual o 
papel da escola no século XXI. Acesse e confira: <https://www.geekie.com.br/blog/papel-da-
escola/>. Acesso em: 20 nov. 2019. 
 
Os Sete Saberes Necessários para a Educação do Futuro: Edgar Morin 
Edgar Morin é um dos poucos grandes sociólogos ainda vivos (em 2019, completou 98 anos). 
Nasceu em Paris, em 1921, e se tornou antropólogo, sociólogo e filósofo, além de ter formação 
em Direito, História e Geografia. 
 
Figura 2.7 - Edgar Morin 
Fonte: Fronteiras do Pensamento/ Wikimedia Commons. 
 
Participou da resistência durante a Segunda Guerra Mundial. É autor de grandes e numerosas 
obras, inclusive “Os sete saberes necessários para a educação do futuro”, com inspirações para 
que o professor possa desenvolver uma prática pedagógica diferenciada e assertiva. 
 
https://www.geekie.com.br/blog/papel-da-escola/
https://www.geekie.com.br/blog/papel-da-escola/
 
Para a educação do futuro, é necessário promover grande 
remembramento dos conhecimentos oriundos das ciências naturais, a 
fim de situar a condição humana no mundo; dos conhecimentos 
derivados das ciências humanas, para colocar em evidência a 
multidimensionalidade e a complexidade humanas, bem como para 
integrar (na educação do futuro) a contribuição, inestimável das 
humanidades, não somente a filosofia e a história, mas também a 
literatura, a poesia, as artes (MORIN, 2011, p. 48). 
 
Segundo Carvalho (2017), Morin descreve uma educação que contemple o futuro centrado na 
condição humana, reconhecendo sua diversidade cultural e permitindo que este se estabeleça no 
universo. 
 
As cegueiras do 
conhecimento: o erro e 
a ilusão 
É impressionante que a educação que visa transmitir conhecimentos 
seja cega quanto ao que é o conhecimento humano, seus dispositivos, 
enfermidades, dificuldades, tendências ao erro e à ilusão, e não se 
preocupe em fazer conhecer o que é conhecer. 
• De fato, o conhecimento não pode ser considerado uma ferramenta 
ready made, que pode ser utilizada sem que sua natureza seja 
examinada. Da mesma forma, o conhecimento do conhecimento deve 
aparecer como necessidade primeira, que serviria de preparação para 
enfrentar os riscos permanentes de erro e de ilusão, que não cessam 
de parasitar a mente humana. Trata-se de armar cada mente no 
combate vital rumo à lucidez. 
• É necessário introduzir e desenvolver na educação o estudo das 
características cerebrais, mentais, culturais dos conhecimentos 
humanos, de seus processos e modalidades, das disposições tanto 
psíquicas quanto culturais que o conduzem ao erro ou à ilusão. 
 
Os princípios do 
conhecimento 
pertinente 
Existe um problema capital, sempre ignorado, que é o da necessidade 
de promover o conhecimento capaz de apreender problemas globais e 
fundamentais para neles inserir os conhecimentos parciais e locais. 
• A supremacia do conhecimento fragmentado de acordo com as 
disciplinas impede frequentemente de operar o vínculo entre as partes 
e a totalidade, e deve ser substituída por um modo de conhecimento 
capaz de apreender os objetos em seu contexto, sua complexidade, seu 
conjunto. 
• É necessário desenvolver a aptidão natural do espírito humano para 
situar todas essas informações em um contexto e em um conjunto. É 
preciso ensinar os métodos que permitam estabelecer as relações 
mútuas e as influências recíprocas entre as partes e o todo em um 
mundo complexo. 
Ensinar a condição 
humana 
O ser humano é a um só tempo físico, biológico, psíquico, cultural, 
social, histórico. Essa unidade complexa da natureza humana é 
totalmente desintegrada na educaçãopor meio das disciplinas, tendo-
se impossível aprender o que significa ser humano. É preciso restaurá-
la, de modo que cada um, onde quer que se encontre, tome 
conhecimento e consciência, ao mesmo tempo, de sua identidade 
complexa e de sua identidade comum a todos os outros humanos. 
• Desse modo, a condição humana deveria ser o objeto essencial de 
todo o ensino. 
• Este capítulo mostra como é possível, com base nas disciplinas 
atuais, reconhecer a unidade e a complexidade humanas, reunindo e 
organizando conhecimentos dispersos nas ciências da natureza, nas 
ciências humanas, na literatura e na filosofia, e põe em evidência o 
elo indissolúvel entre a unidade e a diversidade de tudo que é humano. 
 
Ensinar a identidade 
terrena 
• O destino planetário do gênero humano é outra realidade-chave até 
agora ignorada pela educação. O conhecimento dos desenvolvimentos 
da era planetária, que tendem a crescer no século XXI, e o 
reconhecimento da identidade terrena, que se tornará cada vez mais 
indispensável a cada um e a todos, devem converter-se em um dos 
principais objetos da educação. 
• Convém ensinar a história da era planetária, que se inicia com o 
estabelecimento da comunicação entre todos os continentes no século 
XVI, e mostrar como todas as partes do mundo se tornaram solidárias, 
sem, contudo, ocultar as opressões e a dominação que devastaram a 
humanidade e que ainda não desapareceram. 
• Será preciso indicar o complexo de crise planetária que marca o 
século XX, mostrando que todos os seres humanos, confrontados de 
agora em diante aos mesmos problemas de vida e de morte, partilham 
um destino comum. 
Enfrentar as incertezas As ciências permitiram que adquiríssemos muitas certezas, mas 
igualmente revelaram, ao longo do século XX, inúmeras zonas de 
incerteza. A educação deveria incluir o estudo das incertezas que 
surgiram nas ciências físicas (microfísicas, termodinâmica, 
cosmologia), nas ciências de evolução biológica e nas ciências 
históricas. 
• Seria preciso ensinar princípios de estratégia que permitiriam 
enfrentar os imprevistos, o inesperado e a incerteza, e modificar seu 
desenvolvimento, em virtude das informações adquiridas ao longo do 
tempo. É preciso aprender a navegar em um oceano de incertezas, em 
meio a arquipélagos de certeza. 
• A fórmula do poeta grego Eurípedes, que data de vinte e cinco 
séculos, nunca foi tão atual: “O esperado não se cumpre, e ao 
inesperado um deus abre o caminho”. O abandono das concepções 
deterministas da história humana que acreditavam poder predizer o 
nosso futuro, o estudo dos grandes acontecimentos e desastres de 
nosso século, todos inesperados, o caráter doravante desconhecido da 
aventura humana devem-nos incitar a preparar as mentes para esperar 
o inesperado, para enfrentá-lo. É necessário que todos os que se 
ocupam da educação constituam a vanguarda ante a incerteza de 
nossos tempos. 
 
Ensinar a compreensão A compreensão é a um só tempo meio e fim da comunicação humana. 
Entretanto, a educação para a compreensão está ausente do ensino. O 
planeta necessita, em todos os sentidos, de compreensão mútua. 
Considerando a importância da educação para a compreensão, em 
todos os níveis educativos e em todas as idades, o desenvolvimento 
da compreensão pede a reforma das mentalidades. Essa deve ser a 
obra para a educação do futuro. 
• A compreensão mútua entre os seres humanos, quer próximos, quer 
estranhos, é daqui para frente vital para que as relações humanas 
saiam de seu estado bárbaro de incompreensão. 
• Daí decorre a necessidade de estudar a incompreensão a partir de 
suas raízes, suas modalidades e seus efeitos. Esse estudo é tanto mais 
necessário porque enfocaria não os sintomas, mas as causas do 
racismo, da xenofobia, do desprezo. Constituiria, ao mesmo tempo, 
uma das bases mais seguras da educação para a paz, à qual estamos 
ligados por essência e vocação. 
A ética do gênero 
humano 
A educação deve conduzir à “antropoética”, levando em conta o 
caráter ternário da condição humana, que é ser, ao mesmo tempo, 
indivíduo/sociedade/espécie. Nesse sentido, a ética 
indivíduo/sociedade/espécie necessita do controle mútuo da 
sociedade pelo indivíduo e do indivíduo pela sociedade, ou seja, a 
democracia; a ética indivíduo/espécie convoca, ao século XXI, a 
cidadania terrestre. 
• A ética não poderia ser ensinada por meio de lições de moral. Deve 
formar-se nas mentes com base na consciência de que o humano é, ao 
mesmo tempo, indivíduo, parte da sociedade, parte da espécie. 
Carregamos em nós essa tripla realidade. Desse modo, todo 
desenvolvimento verdadeiramente humano deve compreender o 
desenvolvimento conjunto das autonomias individuais, das 
participações comunitárias e da consciência de pertencer à espécie 
humana. 
 
• Partindo disso, esboçam-se duas grandes finalidades ético-políticas 
do novo milênio: estabelecer uma relação de controle mútuo entre a 
sociedade e os indivíduos pela democracia e conceber a Humanidade 
como comunidade planetária. A educação deve contribuir não 
somente para a tomada de consciência de nossa Terra-Pátria, mas 
também permitir que essa consciência se traduza em vontade de 
realizar a cidadania terrena. 
Quadro 2.1 - Sete saberes de Morin 
Fonte: Adaptado de Morin (2011, on-line). 
 
Assim, Morin pôs o indivíduo no centro do ensino, e seus saberes apresentam diretrizes para essa 
educação sonhada e possível. 
Morin é um autor muito usado nas pesquisas em Educação, por suas profundas reflexões na área. 
A teoria da complexidade, o conceito de pensamento integral e a teoria dos sete saberes são pontos 
fundamentais para quem usa sua obra como referencial. Para a pesquisa em Educação que tem 
Morin como referencial teórico, a construção do raciocínio é extremamente valorizada, pois só 
assim será viável pensar a Educação de tempos futuros. 
 
FIQUE POR DENTRO 
Edgar Morin é considerado um dos primeiros pensadores do século XXI que sugeriu uma quebra 
de paradigma ao questionar o ensino disciplinar pautado nos conteúdos técnicos que marcaram o 
ensino na época. Assista a uma entrevista com ele, concedida à Nova Escola, em outubro de 2006, 
e compreenda melhor sobre o que estamos estudando. Disponível em: 
<https://novaescola.org.br/conteudo/894/edgar-morin-a-escola-mata-a-curiosidade>. Acesso em: 
20 nov. 2019. 
 
 
https://novaescola.org.br/conteudo/894/edgar-morin-a-escola-mata-a-curiosidade
 
ATIVIDADE 2 - A educação do século XXI 
Considere o trecho: 
Os sete saberes necessários à educação do futuro não têm nenhum 
programa educativo escolar ou universitário, e aliás não está 
concentrado no primário, nem no secundário, nem no ensino 
universitário, mas aborda problemas específicos para cada um desses 
níveis que precisam ser apresentados, porque dizem respeito aos setes 
buracos negros da educação completamente ignorados, subestimados 
ou fragmentados nos programas educativos, que, na minha opinião, 
devem ser colocados no centro das preocupações da formação dos 
jovens que, evidentemente, se tornarão cidadãos (MORIN, 2011, on-
line). 
Diante dos sete saberes de Morin (2011) apresentados nesta unidade, identifique, nas alternativas 
a seguir, qual é, ou mais se aproxima, da opinião e desses sete saberes. 
a) “A escola da experiência é a mais educativa”. 
b) “É preciso aprender sobre a condição humana, a compreensão e a ética, entender a era 
planetária em que vivemos e saber que o conhecimento, qualquer que seja ele, está sujeito 
ao erro e à ilusão”. 
c) “Quem ensina aprende ao ensinar. E quem aprende ensina ao aprender”. 
d) “A educação é o único caminho para emancipar o homem. Desenvolvimento sem 
educação é criação de riquezas apenas para alguns privilegiados”. 
e) “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade 
muda”. 
 
 
Educação no Contexto Histórico e Social Brasileiro: AnísioTeixeira 
Considerado de grande importância para a educação brasileira, Anísio Spínola Teixeira foi um 
jurista, educador e escritor brasileiro que, no período de 1920 a 1930, difundiu suas ideias sobre 
a Escola Nova. Pioneiro na luta pela implantação de escolas gratuitas e públicas para todas as 
fases escolares, Anísio se inspirava na filosofia de John Dewey, de quem foi aluno na pós-
graduação. 
 
Figura 2.8 - Anísio Teixeira (1900-1971) 
Fonte: Chico / Wikimedia Commons. 
 
Para Anísio, a sociedade passava naquele período por uma mudança de paradigma e, para isso, o 
indivíduo deveria estar preparado com base na educação. Essa educação não deveria estar 
associada apenas a conteúdos escolares e mercadológicos, constituindo, em contrapartida, uma 
educação que possibilitasse o pensamento crítico diante das situações vivenciadas. 
Escrito durante o governo Vargas, em 1932, “O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova” 
reuniu 26 intelectuais e se consolidou com diferentes posições ideológicas, defendendo o desejo 
de uma escola única, pública e laica. Suas diretrizes contrariavam a Igreja Católica (que dispunha 
de grande parte das escolas na rede particular). 
Reler o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova nos dias de hoje 
implica percebê-lo como peça política do debate educacional situado no 
início dos anos 1930, indiciando os grupos em disputa e o movimento, 
 
operado pelo texto, de ressignificação das propostas educativas e dos 
objetos em confronto com o propósito explícito de orientar as políticas 
educativas do novo Ministério da Educação e Saúde. Implica também 
compreendê-lo como monumento da memória educacional brasileira, 
muitas vezes revisitá-lo pelos próprios pioneiros ao longo do tempo 
como estratégia de legitimação de intervenção no campo educacional. 
Esvaziado das condições de emergência, o Manifesto sobreviveu como 
uma carta de princípios pedagógicos, como um marco em prol de uma 
escola renovada, mas, principalmente, em defesa da responsabilidade 
do Estado pela difusão da educação pública no país (VIDAL, 2013, p. 
586). 
 
O movimento da Escola Nova propôs uma política educacional ampla, sem desigualdades de 
qualquer natureza e integradora, presente nos ideais de muitos personagens que trouxeram novas 
perspectivas para a sociedade e para o sistema educacional. Assim como Anísio Teixeira, outra 
personalidade bem conhecida que influenciou e contribuiu para a educação que desejamos, sendo 
hoje o patrono da educação no Brasil, foi Paulo Freire. 
Anísio Teixeira é um autor muito utilizado como referencial teórico na pesquisa em Educação, 
principalmente na área da política educacional, já que Anísio também foi pioneiro na implantação 
de escolas e universidades e o principal idealizador das grandes mudanças na educação brasileira 
no século XX. Como teórico, ele seguiu a linha pragmática e sofreu grande influência de Dewey. 
 
FIQUE POR DENTRO 
Para Anísio Teixeira, a educação não poderia ser vista ou desenvolvida como um privilégio, pois 
trata-se de um direito que deveria ser para todos. Leia mais sobre ele no documentário indicado a 
seguir e amplie seus conhecimentos sobre essa importante personalidade brasileira. O 
“Documentário Educadores Brasileiros: Anísio Teixeira - Educação não é Privilégio” apresenta 
a vida e a obra de Anísio Teixeira e sua participação no Manifesto dos Pioneiros da Educação. 
Assista e conheça: <https://www.youtube.com/watch?v=ls-FoXhfM_Y>. Acesso em: 20 nov. 
2019. 
 
https://www.youtube.com/watch?v=ls-FoXhfM_Y
 
ATIVIDADE 3 - Educação no contexto histórico e social brasileiro: Anísio Teixeira 
Leia o trecho a seguir e, em seguida, faça o que se pede: 
O Manifesto, uma frente; a Escola Nova, uma fórmula: talvez aí resida a 
atualidade dessa carta-monumento. O intrincado mosaico constituído em 
torno do Manifesto nos faz considerar a rede de relações em que se 
produzem as políticas educacionais e sua imbricação nas diferentes 
esferas e níveis do sistema escolar e da macropolítica (VIDAL, 2013, p. 
577). 
Qual das alternativas a seguir corresponde ao Manifesto dos Pioneiros da Educação? 
a) Um movimento que defendia a valorização de professores e buscava o término da 
repressão. 
b) Um movimento renovador em defesa de uma escola para todos. 
c) Um movimento educacional de professores que combatiam as ideias repressoras do 
governo vigente. 
d) Um movimento de gênero que buscava oportunidade para as classes mais pobres. 
e) Um movimento que contou com a participação de Freinet, Rogers e Piaget. 
 
Educação no Contexto Histórico e Social Brasileiro: Paulo Freire 
Paulo Reglus Neves Freire, mais conhecido por Paulo Freire, foi educador e filósofo brasileiro, 
reconhecido mundialmente, tendo influenciado o movimento conhecido como Pedagogia Crítica. 
Desenvolveu um método de alfabetização de adultos que é referência no mundo todo até hoje. 
Para provar que seu método funcionava, Paulo Freire fez um experimento, em 1963, em Angicos 
(RN), conhecido como “Quarenta horas de Angicos”, em que ele alfabetizou 380 trabalhadores 
em apenas 40 horas. 
Seu método leva em consideração o conhecimento do aluno – o que ele chamou de conhecimento 
de mundo. Para Paulo Freire, o conhecimento de mundo devia preceder o conhecimento da 
palavra. Dessa maneira, seu método partia sempre de uma palavra geradora, que é uma palavra 
que faz parte do cotidiano daquele trabalhador. Para um operário, por exemplo, a alfabetização 
partia da palavra “tijolo”. 
 
A experiência de Angicos fazia parte de um projeto nacional que visava acabar com o 
analfabetismo; porém, com o advento do regime militar, o projeto foi encerrado e Paulo Freire 
exilado. 
 
Figura 2.9 - Paulo Freire (1921-1997) 
Fonte: Slobodan Dimitrov / Wikipédia. 
 
Defensor da didática fundamentada no uso da prática dialética com a realidade, crítico da 
educação bancária, tecnicista e alienante, Freire destacou-se na busca por uma formação da 
consciência política. 
É notório, nos escritos freireanos, que não existe apenas uma educação, 
mas educações, isto é, “[...] formas diferentes de os seres humanos 
partirem do que são para o que querem ser” (ROMÃO, 2008a, p. 150). 
E referente à educação formal, identifica-se, de maneira geral, a 
“Educação Bancária” e a “Educação Libertadora” como as duas grandes 
formas predominantes: a primeira, no exercício de educar, oprime, 
aliena, desumaniza os seres humanos participantes do processo 
educacional marcado e guiado por esse tipo de educação; a segunda 
forma, prima pela conscientização, pela autonomia, pela humanização 
dos educandos, constituindo-se mediante processos interativos, porque 
relacionais, dialógicos (ECCO; NOGARO, 2015, p. 3527). 
 
 
Sua obra “Pedagogia do oprimido” se opôs aos privilégios das classes dominantes e defendia que 
os próprios oprimidos deveriam reagir diante dessas desigualdades. 
Nesse sentido, a pedagogia do dominante seguiria uma concepção mais bancária da educação, em 
uma relação vertical, marcada pela autoridade do “manda quem sabe”. Já na pedagogia do 
oprimido, a educação surge como uma prática de liberdade, surgida por necessidade do próprio 
povo. Assim, não basta ter consciência da opressão, é preciso transformar a realidade. 
A identidade cultural do aluno seria construída no diálogo e teria como base seu método. Por isso, 
a qualidade da educação seria o grande potencial de transformação da sociedade. 
O trabalho que Freire desenvolveu na Educação de Jovens e Adultos tinha ênfase no diálogo e no 
trabalho coletivo, a fim de valorizar os conhecimentos vivenciados pelos educandos e aproveitá-
los no aprendizado. 
Paulo Freire é, dessa forma, uma leitura primordial a educadoras e 
educadores preocupados com as condições existenciais de seus 
educandos. A importância da análise freireana se dá em conjunto com 
educadores e educadoras num constante e necessário diálogo com o 
mundo ecom as possibilidades de sua transformação. É na prática 
dialética de escutar, refletir, engajar-se, que a teoria de Paulo Freire 
encontra sua necessária dimensão pedagógica-política, tão atual e 
necessária, tantos nos espaços formais quanto nos não formais que 
pretendam uma emancipação de indivíduos e grupos (MACIEL, 2011, 
p. 343). 
 
Freire nos trouxe grandes contribuições e suas obras são registros que devem ser lidos, relidos e 
discutidos (FREIRE, 1989; FREIRE, 1992; FREIRE, 2003). Pensar na teoria freireana e em sua 
importância para a Educação está além do viés político. É algo que precisa ser conhecido, 
respeitado e, sempre que possível, aplicado. Conforme Arroyo (apud CALDART; KOLLING, 
2001, p. 56) descreveu, a “Educação para Paulo Freire é uma conduta. Um conjunto de valores 
pedagógicos; um compromisso; uma postura”. 
Paulo Freire é o pensador brasileiro com maior influência nas pesquisas sobre Educação no Brasil 
e no mundo. Sua obra é base para as pesquisas das áreas de formação de professores, currículo, 
práticas pedagógicas, Educação de Jovens e Adultos (EJA), políticas educacionais, educação 
popular, entre outras. As pesquisas freireanas fazem parte da pedagogia crítica e dão grandes 
contribuições sociais e políticas. 
 
Uma outra forma de fazer pesquisa são as cátedras, que têm o objetivo de preservar a memória, a 
produção e divulgação de um autor de grande importância. 
 
Cátedras Paulo Freire no Brasil Instituição Coordenação 
Cátedra do Oprimido Universitas Paulo Freire 
Instituto Paulo Freire 
Universidade Nove de Julho 
José Eustáquio 
Romão 
Cátedra Livre Paulo Freire Universidade Federal de Viçosa Arthur Meucci 
Cátedra Paulo Freire Pontifícia Universidade Católica 
de São Paulo 
Ana Maria Saul 
Cátedra Paulo Freire Universidade Federal de 
Pernambuco 
Maria Eliete 
Santiago 
Cátedra Paulo Freire Universidade Católica de Santos Alexandre Saul 
Cátedra Paulo Freire - Educação para 
a Sustentabilidade 
Universidade Federal Rural de 
Pernambuco 
Monica Lopes 
Folena Araújo 
Cátedra Paulo Freire da Amazônia Universidade do Estado do Pará Ivanilde 
Apoluceno de 
Oliveira 
Cátedra Paulo Freire de Educação de 
Jovens e Adultos 
Universidade Federal da 
Integração Latino-Americana 
Juliana Franzi 
 
Quadro 2.2 - Relação das Cátedras Paulo Freire no Brasil 
Fonte: Adaptada de Paulo… (on-line). 
 
Geralmente, as cátedras são organizadas nas Universidades e ligadas a cursos de pós-graduação. 
Nelas são realizados grupos de estudos, pesquisas e cursos. Como visto no Quadro 2.2, Paulo 
Freire possui diversas cátedras espalhas pelo Brasil e pelo mundo. 
https://www.paulofreire.org/
https://www.paulofreire.org/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Nove_de_Julho
https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/104090/jose-eustaquio-romao/
https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/104090/jose-eustaquio-romao/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Vi%C3%A7osa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pontif%C3%ADcia_Universidade_Cat%C3%B3lica_de_S%C3%A3o_Paulo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pontif%C3%ADcia_Universidade_Cat%C3%B3lica_de_S%C3%A3o_Paulo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Pernambuco
https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Pernambuco
http://cienciaparaeducacao.org/pesquisador/maria-eliete-santiago/
http://cienciaparaeducacao.org/pesquisador/maria-eliete-santiago/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Cat%C3%B3lica_de_Santos
https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/170517/alexandre-saul-pinto/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_Rural_de_Pernambuco
https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_Rural_de_Pernambuco
http://monicafolena.com.br/
http://monicafolena.com.br/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_do_Estado_do_Par%C3%A1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_da_Integra%C3%A7%C3%A3o_Latino-Americana
https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_da_Integra%C3%A7%C3%A3o_Latino-Americana
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4772413Z5
 
FIQUE POR DENTRO 
Leia a matéria de Mariana Vick, do Nexo Jornal, conheça mais sobre Paulo Freire e entenda o 
porquê de sua obra não poder ser reduzida ou ignorada. Consulte em: 
<https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/04/16/O-que-h%C3%A1-de-Paulo-Freire-nas-
escolas-p%C3%BAblicas-brasileiras>. Acesso em: 20 nov. 2019. 
 
FIQUE POR DENTRO 
Paulo Freire defendia que o papel da educação é tornar o aluno capaz de ler o mundo para poder 
transformá-lo. No vídeo indicado a seguir, educadores apresentam Freire e seu método conhecido 
e reconhecido mundialmente. Acesse e confira em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=4M69rga5ENo&t=111s>. Acesso em: 20 nov. 2019. 
 
ATIVIDADE 4 - Educação no contexto histórico e social brasileiro: Paulo Freire 
Leia o trecho a seguir e, em seguida, complete as lacunas com as alternativas apresentadas: 
“É importante entender ______ como o educador que, naqueles anos, melhor sintetizou e 
sistematizou o essencial das propostas educativas de então, no primeiro momento, como um 
sistema de educação de adultos, experimentado na sua primeira fase de alfabetização, da qual 
Educação como __________ é o fundamento e o relato. Logo mais, essa proposta é aprofundada 
teoricamente na experiência de ___________ do Chile, em condições de trabalho que lhe 
permitiram o diálogo enriquecedor com parceiros destacados, brasileiros exilados e chilenos 
comprometidos com reformas radicais em seu país, no Governo Allende. Essa oportunidade e 
esses contatos permitiram a Paulo Freire um mergulho na literatura marxista, cujo produto é a 
__________ (Paz e Terra, 1975)” (FÁVERO, 2011, p. 4). 
a) Anísio Teixeira; prática do diálogo; escola para todos; Manifesto dos Pioneiros. 
b) Paulo Freire; prática da liberdade; Alfabetização de adultos; Pedagogia do Oprimido. 
c) Anísio Teixeira; prática da liberdade; método Paulo Freire; Pedagogia do Oprimido. 
d) Paulo Freire; prática da liberdade; método Paulo Freire; Pedagogia da Liberdade. 
e) Paulo Freire; Prática da opressão; diálogo político; Pedagogia da Autonomia. 
 
 
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/04/16/O-que-h%C3%A1-de-Paulo-Freire-nas-escolas-p%C3%BAblicas-brasileiras
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/04/16/O-que-h%C3%A1-de-Paulo-Freire-nas-escolas-p%C3%BAblicas-brasileiras
https://www.youtube.com/watch?v=4M69rga5ENo&t=111s
 
INDICAÇÕES DE LEITURA 
Nome do livro: 500 anos de educação no Brasil 
Editora: Autêntica 
Autor: Eliana Marta Teixeira Lopes; Luciano Mendes Faria Filho; Cynthia Greive Veiga (Org.) 
ISBN: 978-8586853616 
O livro “500 anos de educação no Brasil” reúne 24 artigos sobre a História da Educação no Brasil, 
discutindo desde as origens históricas até a atualidade. Vale a pena a leitura para conhecer mais 
sobre como a nossa história se desenvolveu e compreender movimentos e personalidades 
importantes ao longo do tempo. 
 
INDICAÇÕES DE FILME 
Nome do filme: Sociedade dos poetas mortos 
Gênero: Drama 
Ano: 1989 
Elenco principal: Robin Willians, Robert Sean Leonard e Ethan Hawke 
Comentário: O filme premiado é ambientado no ano de 1959, em uma escola tradicional norte-
americana para garotos. Nesse cenário, um novo professor chega para assumir as aulas e se depara 
com ideais conservadores da instituição e de alguns alunos, que pouco valorizam as expressões 
artísticas e que acabam limitando a liberdade dos estudantes. Aos poucos, a história começa a 
mudar, graças ao trabalho dedicado do professor, que insiste em ensinar sobre a libertação. 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
ARANHA, M. L. A. Filosofia da educação. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1996. 
ARROYO, M. Paulo Freire e o projeto popular para o Brasil. In: CALDART, R. S.; KOLLING, 
E. G. PAULO FREIRE: um educador do povo. 2. ed. Veranópolis: Peres, 2001. 
BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. 
______. Vida líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.BONFIM, V.; SOLINO, A. P.; GEHLEN, S. T. Vygotsky na pesquisa em educação em ciências 
no Brasil: um panorama histórico. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias Vol. 18, Nº 
1, p. 224-250. 2019. Disponível em: 
<http://reec.uvigo.es/volumenes/volumen18/REEC_18_1_11_ex1452.pdf>. Acesso em: 3 set. 
2019. 
CARVALHO, I. L. A. Os sete saberes necessários à educação do futuro: reflexões e um novo 
olhar sobre o tema. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara/SP, v. 11, 
n. esp. 2, p. 861-880, 2017. Disponível em: 
<https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/6993/6254>. Acesso em: 3 set. 
2019. 
DARIUS, R. P. P.; DARIUS, F. A. A educação pública no Brasil no século XX: considerações à 
luz da formação dos grupos escolares e do manifesto dos pioneiros da educação nova. Doxa: Rev. 
Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 20, n. 1, p. 32-41, jan./jun., 2018. 
DELORS, J. et al. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 
1998. Disponível em: <https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000109590_por>. Acesso em: 
3 set 2019. 
ECCO, I.; NOGARO, A. A educação em Paulo Freire como processo de humanização. 
EDUCERE. Congresso Nacional de Educação. 12. 2015. Anais… Disponível em: 
<https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/18184_7792.pdf>. Acesso em: 10 set. 2019. 
FÁVERO, O. Paulo Freire: a importância e atualidade de sua obra. Revista e-curriculum, São 
Paulo, v. 7 n. 3, dez. 2011. Disponível em: 
<https://revistas.pucsp.br/curriculum/article/view/7589/5541>. Acesso em: 10 set. 2019. 
FREIRE, P. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Autores 
Associados: Cortez, 1989. 
______. Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: 
Paz e Terra, 1992. 
http://reec.uvigo.es/volumenes/volumen18/REEC_18_1_11_ex1452.pdf
https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/6993/6254
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000109590_por
https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/18184_7792.pdf
https://revistas.pucsp.br/curriculum/article/view/7589/5541
 
______. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 28. ed. São Paulo: 
Paz e Terra, 2003. 
IBGE. Indicadores Sociais Municipais 2010: incidência de pobreza é maior nos municípios de 
porte médio. 2010. Disponível em: <https://censo2010.ibge.gov.br/noticias-
censo?busca=1&id=3&idnoticia=2019&t=indicadores-sociais-municipais-2010-incidencia-
pobreza-maior-municipios&view=noticia>. Acesso em: 10 set. 2019. 
MACIEL, K. F. O pensamento de Paulo Freire na trajetória da educação popular. Educação em 
Perspectiva, Viçosa, v. 2, n. 2, p. 326-344, jul./dez. 2011. Disponível em: 
<https://periodicos.ufv.br/ojs/educacaoemperspectiva/article/download/6519/2677>. Acesso em: 
10 set. 2019. 
MIRANDA, G. A. Uma reflexão sobre a escola e o século XXI: descontinuidades de uma 
sociedade em transição. Revista Interação, v.7, n.1, 1º semestre de 2013. Disponível em: 
<https://vemprafam.com.br/wp-
content/uploads/2019/09/OS_0009_16_fam_revista_interAtiva_n-9.pdf#page=9>. Acesso em: 
10 set. 2019. 
MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: 
UNESCO, 2011. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/EdgarMorin.pdf>. 
Acesso em: 26 set. 2019. 
 OLIVEIRA, M. K. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento: um desenvolvimento sócio-
histórico. São Paulo: Scipione, 1997. 
PAULO Freire. Wikipédia. Disponível em: 
<https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire#C%C3%A1tedras>. Acesso em: 21 nov. 2019. 
PIAGET, J. Psicologia e pedagogia. Rio de Janeiro: Forense, 1970. 
PILETTI, C.; PILETTI, N. Filosofia e história da educação. 7. ed. São Paulo: Ática, 1988. 
REGO, T. C. Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação. Petrópolis: Vozes, 1999. 
VIDAL, D. G. Oitenta anos do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova: questões para debate. 
Educ. Pesqui., São Paulo, v. 39, n. 3, p. 577-588, jul./set. 2013. Disponível em: 
<http://www.scielo.br/pdf/ep/v39n3/aop1177.pdf>. Acesso em: 10 set. 2019. 
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984. 
______. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1988. 
https://censo2010.ibge.gov.br/noticias-censo?busca=1&id=3&idnoticia=2019&t=indicadores-sociais-municipais-2010-incidencia-pobreza-maior-municipios&view=noticia
https://censo2010.ibge.gov.br/noticias-censo?busca=1&id=3&idnoticia=2019&t=indicadores-sociais-municipais-2010-incidencia-pobreza-maior-municipios&view=noticia
https://censo2010.ibge.gov.br/noticias-censo?busca=1&id=3&idnoticia=2019&t=indicadores-sociais-municipais-2010-incidencia-pobreza-maior-municipios&view=noticia
https://periodicos.ufv.br/ojs/educacaoemperspectiva/article/download/6519/2677
https://vemprafam.com.br/wp-content/uploads/2016/11/1_Uma-reflex--o-sobre-a-escola-e-o-seculo-XXI.pdf
https://vemprafam.com.br/wp-content/uploads/2016/11/1_Uma-reflex--o-sobre-a-escola-e-o-seculo-XXI.pdf
https://vemprafam.com.br/wp-content/uploads/2019/09/OS_0009_16_fam_revista_interAtiva_n-9.pdf#page=9
https://vemprafam.com.br/wp-content/uploads/2019/09/OS_0009_16_fam_revista_interAtiva_n-9.pdf#page=9
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/EdgarMorin.pdf
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire#C%C3%A1tedras
http://www.scielo.br/pdf/ep/v39n3/aop1177.pdf
 
UNIDADE III 
Pesquisa em Educação: Abordagens Entre o 
Aprender e o Ensinar 
Julia de Souza Delibero Angelo 
Danielle S. P. Wellichan 
 
 
 
Introdução 
Olá! Seja bem-vindo(a) à terceira unidade do nosso material. Aqui, vamos conversar sobre o 
aprender e o ensinar, duas ações que se completam, se relacionam e se tornam definitivas ao 
longo de nossas vidas, pois estamos sempre as praticando. Aproveite os materiais 
complementares, pois eles vão enriquecer seu estudo. Leia, releia, discuta e converse. O 
aprendizado acontece assim! Bons estudos! 
 
Fonte: Antonio Guillem / 123RF. 
 
 
O que é, como e Por que Ensinar? 
A palavra “ensinar” deriva do latim insignare e significa indicar, doutrinar, instruir, transmitir 
conhecimento sobre algo. A palavra “aprender” deriva de apprendo e significa adquirir 
conhecimento, habilidade, instruir-se. Comumente, as duas palavras estão interligadas, associadas 
e relacionadas, em um processo de aprendizagem que envolve ensinar e aprender (PERRENOUD, 
2000). 
 
FIQUE POR DENTRO 
Você sabia que, quando o assunto é ensinar e aprender, nem tudo depende da didática? Veja o 
vídeo da professora Maria Teresa Mantoan, da Faculdade de Educação da UNICAMP, e descubra 
o porquê. A professora fala, também, sobre a qualidade do ensino e sobre o quanto essa relação é 
necessária. Consulte em: <https://www.youtube.com/watch?v=ubKm6Ic7Ce8&t=40s>. Acesso 
em: 20 nov. 2019. 
 
Segundo Perrenoud (1993, p. 25), ensinar é “fabricar artesanalmente os saberes, tornando-os 
ensináveis e exercitáveis”. Já Freire (2011, p. 25) afirma que se trata de uma relação mútua de 
ensino e aprendizagem: “Quem ensina aprende ao ensinar. E quem aprende ensina ao aprender”. 
 
Figura 3.1 - Tanto o ensino quanto a aprendizagem são trocas importantes e significativas 
Fonte: Cathy Yeulet / 123RF. 
https://www.youtube.com/watch?v=ubKm6Ic7Ce8&t=40s
 
Embora a escola seja a formalização de um espaço social para a interação do indivíduo com o 
conhecimento e, enquanto instituição, tenha suas responsabilidades diante do desenvolvimento 
de habilidades e competências, o aprender e o ensinar estão por toda parte de nossas vidas. 
Segundo Freire (1986), ensinar não se trata de transferir conhecimento, mas oportunizar a sua 
produção e sua construção, desde que o contexto seja vivenciado na interação do indivíduo com 
o meio. 
Na concepção de Piaget (1978) e Vygotsky (1993), o conhecimento acontece justamente dessa 
interação, que é constante, do educando com o objeto do conhecimento, e, nesse cenário, o 
professor é o mediador,que alterna sua posição conforme o acontecido. 
Para Piaget (1990, p. 12), o ato de aprender 
É uma construção contínua, comparável à edificação de um grande 
prédio que, na medida em que se acrescenta algo, ficará mais sólido, ou 
à montagem de um mecanismo delicado, cujas fases gradativas de 
ajustamento conduziriam a uma flexibilidade e uma mobilidade das 
peças tanto maiores quanto mais estável se tornasse o equilíbrio. 
 
Sobre esse ensinar e aprender, Pimenta (1995) descreveu três saberes considerados como 
essenciais para a prática educativa: 
• pedagógicos: saberes que possibilitam ao educador desenvolver o processo de ensino em 
diversos contextos. 
• específicos: favorecem o educando, possibilitando o desenvolvimento humano e a 
cidadania. 
• experiências: situações e conhecimentos vivenciados ao longo da vida. 
 
Percebe-se que a teoria precisa da vivência para se constituir como possibilidade de ensino. O 
professor não é a única fonte de conhecimento e, por isso, não pode ser visto ou considerado como 
um transmissor de conhecimento, ou conteúdo. Ele é parte de um processo, é o mediador. 
Para Torres (apud TOMMASI; WARDE; HADDAD, 1998, p. 27), 
 
 
É interesse da educação obter uma integração de campos de 
conhecimento e experiência que facilitem uma compreensão mais 
reflexiva e crítica da realidade, ressaltando não só dimensões centradas 
em conteúdos culturais, mas também o domínio dos processos 
necessários para conseguir alcançar conhecimentos concretos e, ao 
mesmo tempo, a compreensão de como se elabora, produz e transforma 
o conhecimento, bem como as dimensões éticas inerentes a essa tarefa. 
Tudo isso reflete um objetivo educacional tão definitivo como é o ato 
de aprender. 
 
Essa prática direcionada à reflexão e à ação só existe diante de ações educativas que se 
desenvolvem adequando as práticas ao contexto, estabelecendo relações entre o aprender e o 
ensinar. 
 
REFLITA 
Agora é com você: em sua opinião, como acontecem e como deveriam acontecer as relações entre 
o ensino e a aprendizagem nas instituições próximas a você (escola, universidade, família, grupos 
sociais etc.)? Você percebe semelhanças ou diferenças entre elas? Quais seriam essas semelhanças 
e essas diferenças? 
 
FIQUE POR DENTRO 
Que tal refletir um pouco sobre o que é o aprender e o ensinar? Qual o papel da escola nesse 
contexto? Viviane Mosé fala, neste vídeo, sobre a fragmentação do conhecimento e quais os 
maiores desafios contemporâneos. Assista e reflita: 
<https://www.youtube.com/watch?v=EigUj_d5n80&t=1396s>. Acesso em: 20 nov. 2019. 
 
FIQUE POR DENTRO 
Em 2016, Barbosa Neto e Costa publicaram um estudo que identificou autores como Nóvoa, 
Tardif e Gauthier como os responsáveis pelas pesquisas na área da Educação que abordavam o 
professor como o centro dos interesses e estudos científicos e acadêmicos. Leia o artigo completo 
no link: 
<https://periodicos.ufpe.br/revistas/topicoseducacionais/article/viewFile/110269/22199>. 
Acesso em: 20 nov. 2019. 
https://www.youtube.com/watch?v=EigUj_d5n80&t=1396s
https://periodicos.ufpe.br/revistas/topicoseducacionais/article/viewFile/110269/22199
 
ATIVIDADES 1 - O que é, como e por que ensinar? 
Considere o trecho a seguir: 
A precariedade da educação no Brasil é reconhecida também pelos 
organismos internacionais. O Relatório da Unicef de 2011 aponta como 
causas da enorme evasão escolar no país: (1) insuficiente número de 
escolas; (2) deficiente estrutura física das escolas; (3) falta de 
valorização dos professores (eles chegam a ganhar menos do que um 
empregado doméstico e, quando têm diploma superior, ganham menos 
da metade de qualquer profissional com igual qualificação) (sic); (4) 
ausência de formação adequada dos professores; (5) deficiente 
qualidade de ensino; (6) falta de acesso e meios transporte para os 
estudantes, em especial nas zonas rurais do país. (UNICEF, 2011, on-
line). De acordo com o mesmo Relatório, em muitas regiões do país, 
são fatores agravantes para a evasão escolar a falta de acessibilidade 
dos alunos e professores para as escolas, falta de material escolar e até 
de merenda. O Relatório de 2016 (on-line) revela a tragédia de 38% de 
adolescentes em todo país estarem vivendo em situação de extrema 
pobreza. O dado representa um aumento de 29% em relação à média da 
população brasileira (GADELHA, 2017, p. 171). 
 
Tendo em vista o contexto de produção, assinale a alternativa a que se refere o contexto 
apresentado: 
a. a realidade do país exige atenção em todos os setores, por isso não há como investir 
apenas na educação. 
b. a realidade da educação brasileira exige atenção e ação da sociedade em todas as suas 
esferas. 
c. a realidade das famílias requer maior atenção da igreja e das instituições que são as 
responsáveis pela formação social da sociedade. 
d. a realidade do sistema social e todo o comprometimento que a presença dela traz. 
e. não se refere à realidade nenhuma; é apenas um exemplo. 
 
 
O Que, Como e Por Que Ensinar? 
Vimos, anteriormente, algumas perspectivas que marcaram grandes transformações na educação, 
bem como personalidades importantes que mesmo após anos exercem grande influência em 
nossas teorias e práticas. No século XIX, por exemplo, entre as linhas filosóficas predominantes, 
o positivismo trouxe a formalização de suas ideias por meio do conhecimento científico, que não 
defendia apenas uma orientação epistemológica, mas uma nova forma de realizar as 
transformações sociais. Assim, há algumas perspectivas quando falamos de ensino que não podem 
passar despercebidas em nossa sociedade. 
Positivista, marxista, weberiana ou pragmática, cada perspectiva teórica contribuiu com sua época 
e nos trouxe oportunidades quando refletimos sobre o que já foi e o que poderá ser. No cenário 
da Educação e, principalmente, da pesquisa em Educação, essas possibilidades nos trazem 
condições de mudar, adequar e realizar, pois, diante de tanta diversidade de público e de práticas, 
conhecer e poder mudar, repetir ou melhorar nos amplia o horizonte. 
 
Perspectiva Positivista: Ensino Diretivo 
A pedagogia ou ensino diretivo acredita no empirismo, portanto, o professor é a autoridade 
máxima dentro da sala de aula. Ela parte do pressuposto de que o aluno é uma tábula rasa e que 
todo o conhecimento provém do professor, em uma relação docente arbitrária e uma ação discente 
quase que “inerte”. 
É fundamentada em uma filosofia que apresenta na sua base as fases da evolução do pensamento 
humano (teológico, metafísico e positivo), em que se busca o domínio do saber sobre o homem e 
a sociedade, sendo a principal marca dessa perspectiva o empirismo, em que são os sentidos a 
principal fonte do conhecimento. Nesse caso, 
O conhecimento positivo parte da realidade como os sentidos a 
percebem e ajusta-se à realidade. Qualquer conhecimento, tendo uma 
origem diferente da experiência da realidade (crenças, valores, por 
exemplo) parece suspeito, assim como qualquer explicação que resulte 
em ideias inatas (LAVILLE; DIONNE, 2008, p. 27). 
 
Em contraponto às convicções do conhecimento do professor, os alunos são vistos como uma 
folha em branco, tornando-os indivíduos determinados pelo que lhes fosse ensinado. Somente o 
professor poderia lhe transmitir um novo conhecimento. No empirismo, o decorar, a cópia, o rigor 
para manter a ordem e o respeito pela autoridade são métodos muito utilizados. 
 
 
Figura 3.2 - Respeito e autoridade marcas de uma Pedagogia Diretiva 
Fonte: Wavebreak Media Ltd / 123RF. 
 
Além disso, no empirismo, a objetividade também está presente. O sujeito conhecedor (o 
pesquisador) não deve influenciar o objeto de estudo, eliminando, reduzindo ou controlando o 
máximo possível as intervenções nos procedimentos (LAVILLE; DIONNE, 2008). Com isso, a 
experimentação poderia mostrar sua precisão, comprovando ou refutando as hipóteses 
apresentadas inicialmente.A experimentação é rigorosamente controlada para afastar os elementos 
que poderiam perturbá-la e seus resultados, graças às ciências 
matemáticas são mensurados com precisão. A ciência positiva é, 
portanto, quantificativa. Isso permite, se se chega às mesmas medidas 
reproduzindo-se a experiência nas mesmas condições, concluir a 
validade dos resultados e generalizá-los (LAVILLE; DIONNE, 2008, 
p. 28). 
 
Durante o século XIX, houve um grande avanço científico, especialmente nas ciências biológicas 
e fisiológicas, exigindo um maior rigor teórico nas experiências das pesquisas – dessa maneira 
nasceu o positivismo. 
 
O grande mérito da pesquisa positivista é a descrição detalhada e a análise objetiva dos dados. 
Dessa maneira, essa perspectiva de pesquisa faz muito sentido no campo prático, técnico e 
aplicado. 
O positivismo reconhece como fonte única de conhecimento da verdade a experiência e os dados 
sensíveis, reduzindo, assim, a metodologia à sistematização dos experimentos. 
 
Perspectiva Marxista: Ensino Transformador 
A perspectiva marxista usa como referencial teórico a obra de Marx e Engels. Embora o tema 
Educação não tenha ocupado lugar oficial nessas obras, as relações socioeconômicas e políticas 
e seus desenvolvimentos no processo histórico marcaram presença também na Educação, como 
uma estratégia para a superação do capitalismo. 
Marx também fez a crítica ao modelo existente de Educação. Para ele, a Educação não crítica 
(que é a Educação tradicional) tem o objetivo de manter a estrutura social intacta, ou seja, com a 
classe dominante no poder, como nos mostra Ponce (2007, p. 36): 
No plano da educação, a classe dominante opera, assim, em três frentes 
distintas, e ainda que cada uma dessas frentes exija uma atenção 
desigual segundo as épocas, a classe dominante não as esquece nunca. 
No momento da história humana em que se efetua a transformação da 
sociedade comunista primitiva em sociedade dividida em classes, a 
educação tem como fins específicos a luta contra as tradições do 
comunismo tribal, a inculcação da ideia de que as classes dominantes 
só pretendem assegurar a vida das dominadas, e a vigilância atenta para 
extirpar qualquer movimento de protesto dos oprimidos. 
 
Para Marx, a Educação crítica deve ter como objetivo a transformação social, como nos mostra 
as autoras Klein, Favoreto e Figueiredo (2013, p. 132): 
A defesa de uma educação para a transformação, portanto, não se 
resume à explicitação do desejo de transformar ou somente à crítica ao 
modelo existente. Além da consciência sobre a base teórica que dá 
sustentação às nossas atividades educacionais, são necessárias as 
mediações para materializá-las, considerando as circunstâncias 
históricas, econômicas, culturais etc. que tendem a prevalecer sobre 
nossas intenções individuais. 
 
Como podemos perceber, a Educação está sempre a serviço de uma ideologia, seja ela de 
manutenção ou de transformação da sociedade. Na perspectiva marxista, a educação se alinha à 
proposta pedagógica política que entende o desenvolvimento individual não como o mais 
importante, mas como o responsável pelas transformações da sociedade. 
 
Figura 3.3 - A transformação necessária ao progresso do indivíduo 
Fonte: keiblack / Pixabay. 
 
A teoria de Marx e Engels abriga duas importantes premissas: a primeira, combater de forma 
crítica as formas de alienação, cabendo à educação ser a mediadora desse processo, esclarecendo 
e agindo quando necessário; dessa maneira, as ciências que privilegiem a razão e o esclarecimento 
se tornam essenciais para compreender e se posicionar de forma consciente. Já a segunda premissa 
é atribuir responsabilidades e direitos para a vida em sociedade, sendo motivada pelo desejo de 
uma educação emancipatória e com possibilidades e oportunidades para todos que dela 
participam. 
Ghiraldelli Junior (2003) descreveu a percepção do mundo social de Marx como uma espécie de 
comprometimento com as classes exploradas e oprimidas com uma revolução que pudesse 
melhorar sua realidade. 
Para o desenvolvimento desta perspectiva, é preciso levar em conta a 
necessidade de crítica sobre o papel da educação formal na atualidade. 
 
Esta crítica deve se articular com uma interpretação do papel que tem 
cumprido no momento atual do desenvolvimento do capitalismo para 
além da contribuição para a permanência da divisão social e da 
reprodução da autoridade do capital em outros espaços sociais 
diferentes do de produção. Mas deve levar em consideração também as 
mudanças no trabalho e as relações que possibilita com a ciência e o 
conhecimento, identificando se as formas de existência destas relações 
definem ou delineiam essa relação no mundo do trabalho (CATINI, 
2004, p. 9). 
 
Segundo Marx, o modelo omnilateral, que “se refere a uma formação humana oposta à formação 
unilateral provocada pelo trabalho alienado, pela divisão social do trabalho, pela reificação, pelas 
relações burguesas” (SOUSA JR., on-line), em que a proposta educativa se desenvolve por meio 
da importância fundamental do trabalho no âmbito escolar, marcando uma perspectiva de 
transformação. 
O primeiro passo para garantir uma mudança social e evitar o retorno 
ao momento histórico anterior é fazer com que todo o povo esteja bem 
preparado intelectualmente, com uma cultura por ele formada, seja 
consciente dos percalços que virão e tenha sabedoria e entendimento 
para posicionar-se na nova maneira de conceber o mundo (BORDIN, 
2010, p. 125). 
 
Durante as décadas de 1970 e 1980, as pesquisas em Educação também foram influenciadas pelo 
marxismo, mas de forma limitada, por estarem relacionadas ao contexto político, ou seja, à 
ditadura militar em que se encontrava o Brasil. 
No final do século XX, por um lado, a pesquisa educacional brasileira foi consolidada; por outro, 
com o fim da URSS e a queda do muro de Berlim, o marxismo deixou de ser a grande referência 
epistemológica na Educação. No lugar do marxismo, surgiram os “novos paradigmas” criados 
pela “pós-modernidade”. E, juntamente com a pós-modernidade, houve o crescimento da 
ideologia neoliberal, que fez com que o marxismo fosse substituído por outros referenciais na 
pesquisa em Educação. 
http://www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/tra.html
http://www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/tra.html
http://www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/divsoctra.html
http://www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/divsoctra.html
 
A crise causada por políticas neoliberais, juntamente com a concentração de riqueza cada vez 
maior, fez com que muitos países capitalistas entrassem em crise econômica já no início do século 
XXI. Dessa maneira, o uso do marxismo em pesquisas para explicar o fenômeno da(s) crise(s) 
econômica(s) se fez necessário novamente. 
Hoje, existe uma tendência de busca por textos de Marx para a explicação de fenômenos sociais, 
inclusive os educacionais, que sofrem mudanças estruturais pelas transformações da estrutura 
capitalista de produção em escala mundial. 
O marxismo, usado como concepção teórica nas pesquisas em Educação, utiliza o método 
científico materialista-histórico-dialético, que consiste em uma análise socioeconômica das 
relações sociais e dos conflitos sociais, tendo como base uma visão materialista do processo 
histórico e uma visão dialética do processo de transformação social. 
A dialética é composta por três etapas. São elas: 
1. Tese (afirmação). 
2. Antítese (afirmação contrária). 
3. Síntese (resultado da síntese da tese e da antítese). 
Após a síntese, é elaborada uma nova tese que, posteriormente, passará pelo mesmo percurso 
teórico. 
Para a concepção materialista, a realidade carrega consigo contradições, conflitos e 
transformações; dessa maneira, as ideias são reflexos do mundo exterior experienciado pelo 
sujeito e, portanto, as ideias são representações da realidade. 
Paraque uma pesquisa seja considerada materialista-histórica-dialética, ela deve contemplar a 
concretude, a totalidade e a subjetividade dos fenômenos sociais definidos historicamente. 
 
FIQUE POR DENTRO 
Se você tem interesse em conhecer mais e melhor o materialismo-histórico-dialético como 
método de pesquisa em Educação, leia o artigo “O materialismo histórico-dialético como enfoque 
metodológico para a pesquisa sobre políticas educacionais”, de Denise Camargo Gomide, 
disponível em: 
<http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/jornada/jornada11/artigos/2/artigo_simposio_
2_45_dcgomide@gmail.com.pdf>. Acesso em: 20 nov. 2019. 
http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/jornada/jornada11/artigos/2/artigo_simposio_2_45_dcgomide@gmail.com.pdf
http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/jornada/jornada11/artigos/2/artigo_simposio_2_45_dcgomide@gmail.com.pdf
 
Perspectiva Weberiana: Ensino para a Formação Cidadã 
Para a perspectiva weberiana, a característica mais evidente de uma sociedade capitalista está 
evidenciada em três ordens: econômica (que exprime as classes), a social (status) e a de luta pelo 
poder (partidos). A escola também expressa esta característica: 
A escola é palco de relações de poder, logo de dominação (combina a 
dominação tradicional com a burocrática). No centro da proposta 
weberiana está a identificação de três tipos de educação: a carismática; 
a humanista (“de cultivo”); a racional-burocrática (especializada) 
(LOPES, on-line). 
 
Defendendo uma formação continuada em uma sociedade que busca eficiência e técnica ao buscar 
uma formação cidadã, o sistema educativo de Weber estaria dividido em três aspectos 
importantes: carisma, treinamento e cultivo, em uma educação com sentido amplo e com uma 
filosofia influenciada pelo iluminismo. Nesse sentido, da complexidade da sociedade surgem os 
conflitos e, consequentemente, a necessidade de regulamentá-los. 
Historicamente, os dois polos opostos no campo das finalidades 
educacionais são: despertar o carisma, isto é, qualidades heroicas ou 
dons mágicos; e transmitir o conhecimento especializado. O primeiro 
tipo corresponde à estrutura carismática do domínio; o segundo 
corresponde à estrutura (moderna) de domínio, racional e burocrático. 
Os dois tipos não se opõem, sem ter conexões ou transições entre si. O 
herói guerreiro ou o mágico também necessita de treinamento especial, 
e o funcionário especializado, em geral, não é preparado 
exclusivamente para o conhecimento. São, porém, polos opostos dos 
tipos de educação e formam os contrastes mais radiais. Entre eles estão 
aqueles tipos que pretendem preparar o aluno para a conduta de vida, 
seja de caráter mundano ou religioso. De qualquer modo, a conduta de 
vida é conduta de estamento (WEBER, 1982, p. 482). 
 
O referencial weberiano não é muito difundido nas pesquisas em Educação no Brasil, mas, na 
formulação sobre políticas públicas de Educação, ele se torna referência nas pesquisas. Seus 
conceitos mais usados nas pesquisas em políticas de Educação são: política e poder, Estado e 
burocracia e ação social e grupos sociais. 
 
Perspectiva Pragmática: Ensino para a Continuidade da Existência Humana 
Com algumas semelhanças com a perspectiva weberiana, na perspectiva pragmática, o ensino 
estava voltado para a continuidade da existência humana, cujos métodos se concentram na solução 
de problemas, além de projetos e experimentações com currículos que permitam a interação de 
forma interdisciplinar. 
Nessa perspectiva, as aplicações reais do conhecimento são o centro da Educação, e só assim os 
alunos estariam preparados para exercer a cidadania de forma plena: 
O pragmatismo de Dewey ressalta, também, a importância do método 
científico, com a elaboração de hipóteses que podem ser testadas. Uma 
filosofia instrumental que ressalta a importância do empirismo como 
um instrumento para resolver os problemas à medida que estes surgem. 
Para Dewey, diferentes disciplinas como a física, a química, biologia 
deveriam partir da experiência da vida comum e avançar 
progressivamente para a experiência em uma forma mais organizada e 
completa, aproximando-se gradualmente dos conteúdos apresentados 
pelos professores (MEDEIROS, 2019, on-line). 
 
A experiência de vida e a experiência escolar são essenciais para a formação humana, segundo a 
perspectiva pragmática. Para Dewey (1979, p. 83), a educação “[...] é uma reconstrução ou 
reorganização da experiência, que esclarece e aumenta o sentido desta, e também, a nossa aptidão 
para dirigir o curso das experiências subsequentes”. 
 
Figura 3.4 - As experiências de vida e a escolar são essenciais para a formação humana 
Fonte: geralt / Pixabay. 
 
Conforme afirma Franco (2015, p. 604), 
As aprendizagens ocorrem entre os múltiplos ensinos que estão 
presentes, inevitavelmente, nas vidas das pessoas e que competem ou 
potencializam o ensino escolar. Há sempre concomitâncias de ensino. 
Aí está o desafio da tarefa pedagógica hoje: tornar o ensino escolar tão 
desejável e vigoroso quanto outros ensinos que invadem a vida dos 
alunos. 
 
Sem discutir os méritos sobre certo e errado, adequado ou não, estudar as perspectivas se torna 
necessário para compreender a realidade dos desafios existentes no contexto educativo e o que 
representam na educação. 
Nas pesquisas em Educação que utilizam a perspectiva pragmática, o autor mais estudado é, sem 
sombra de dúvidas, John Dewey, mas outros autores, como Charles Sanders Peirce, William 
James, Richard Rorty e Hilary Putnam, aparecem também. A teoria de Dewey foi incorporada ao 
pensamento educacional renovador, no qual a definição da finalidade da Educação deveria ser 
feita juntamente com um questionamento da ordem social. Sendo assim, esse debate só poderia 
acontecer em um ambiente totalmente democrático. 
Dessa maneira, a pesquisa em Educação que se utiliza do referencial pragmático deve ser guiada 
pela ideia de que o homem e o mundo estão em permanente mobilidade, mas de modo que o 
indivíduo não seja submisso às ordens social e econômica. 
 
REFLITA 
Agora é com você: se fosse fazer uma pesquisa em Educação, qual das perspectivas teóricas 
apresentadas você escolheria? Justifique. 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADES 2 - O ensino em perspectiva 
Leia o trecho a seguir e, em seguida, encontre a alternativa que se refere ao assunto tratado no 
trecho. 
“O ________, que é instrução, se dirige ao intelecto e o enriquece. A ________ visa aos 
sentimentos e os põe sob o controle da vontade. Assim, pode-se adquirir um ótimo caráter de 
conduta com pouca instrução, o que já permite viver feliz. Por outro lado, pode ser cultivado, sem 
nenhuma educação, um péssimo caráter de conduta, que será tanto pior quanto mais instrução 
houver – é aqui que se enquadram todos os corruptos e grandes golpistas que tiveram muito ensino 
e pouca educação, e que nunca serão realmente felizes” (SPOHR, 2006 apud MARQUES; 
OLIVEIRA, 2016, p. 190). 
Assinale a alternativa correta acerca de educação, ensino e docência. 
a. Ensino e estratégia. Estamos falando de algo sobre determinado contexto apenas, sem 
representação em outros países. 
b. Ensino e Educação. Estamos falando de dois elementos de grande importância para o 
desenvolvimento de uma sociedade e de um país. 
c. Ensino e a metodologia de ensinar. 
d. O ensino deve se manter alheio à sociedade, pois só traz discordâncias para a sociedade. 
e. Algo que se refere apenas às questões pessoais de cada um. 
 
Qual é a Educação de que a Sociedade Precisa? 
Tão necessária quanto o desenvolvimento humano, a Educação é uma necessidade do indivíduo. 
Em todas as culturas, sob diferentes formas e formatos, a educação se torna essencial na medida 
em que o sujeito se torna membro de uma sociedade. 
Mas qual a finalidade da educação? A escolarização é finalidade da escola; valores e virtudes 
fazem parte do educar familiar e,juntos, todos esses aspectos constituem a educação do indivíduo. 
Em maior ou menor dosagem, a educação promove a cidadania, a autonomia do indivíduo e uma 
sociedade mais justa e humana. 
Para o filósofo contemporâneo Prof. Mário Sérgio Cortella (2016), quando refletimos os novos 
tempos e as novas gerações, o educador precisa estar atento a três atitudes: 
 
A primeira delas é coragem. Entender que coragem não é ausência de 
medo, mas é capacidade de enfrentar o medo. E nós temos de ter 
coragem pra entender que hoje há um movimento novo, e nós temos 
de lidar com ele. Temos uma sociedade que muda com muita 
velocidade. Por isso, os alunos novos apresentam para nós não um 
encargo, mas um patrimônio. Portanto, eles são uma fonte de 
aprendizagem. É preciso ter coragem para lidar com essa questão. 
Segundo: humildade. Saber que eu não sei todas as coisas. E se eu 
estou na educação, eu preciso entender que só é um bom ensinante 
quem for um bom aprendente. 
Em terceiro lugar: paciência. A gente não constrói as coisas de 
maneira apressada, de maneira açodada. Ao contrário, há um tempo 
de maturação em que as coisas acontecem. Por isso, coragem, 
humildade e paciência. Essas atitudes nos permitem entrar na estrada. 
Não significa que, com elas, a gente já chega ao final. Mas é assim 
que a gente começa (CORTELLA, 2016, on-line). 
 
Quando nos questionamos sobre a educação que a sociedade precisa, é importante, primeiro, 
refletir sobre que tipo de indivíduo queremos para a sociedade e o quanto a educação pode fazer 
por ele. 
Instigar ou despertar a criticidade pode contribuir para melhores condições de convivência e 
desenvolvimento, porém, no longo prazo, isso representa investir em uma educação que forme 
e/ou transforme seus cidadãos. 
Pensar em Educação sem considerar o contexto social em que vivemos pode distanciá-la das 
demandas humanas. A Educação contribui para o desenvolvimento dos povos, das culturas, da 
sociedade de forma geral e, por isso, requer investimentos, para que possa ser significativa e de 
qualidade. Os avanços tecnológicos afetam a Educação e modificam rotinas, processos e serviços, 
entretanto, para essas mudanças acontecerem, é preciso qualificação dos profissionais da 
Educação e compra de equipamento. 
 
 
Figura 3.5 - A educação que queremos 
Fonte: Wavebreak Media Ltd / 123RF. 
 
De posse da qualificação, o indivíduo se torna integrado à sociedade, oferecendo mão de obra, 
conhecimentos e experiências que refletirão ações e conduzirão mudanças. Nesse sentido, Konder 
(1985, p. 112) afirma que “não existe sociedade sem trabalho e sem educação”. 
Toda sociedade vive porque consome; e para consumir, depende da 
produção, isto é, do trabalho. Toda sociedade vive porque cada geração 
nela cuida da formação da geração seguinte e lhe transmite algo dos 
seus conhecimentos e da sua experiência, educando-a. Não há 
sociedade humana sem trabalho e sem educação (KONDER, 1985, p. 
112). 
 
Diante desse importante papel na sociedade, a educação deve reforçar o respeito às culturas, 
conforme Morin (2003, p. 105) descreveu: 
A educação deve reforçar o respeito pelas culturas e compreender que 
elas são imperfeitas em si mesmas, à margem do ser humano. Todas as 
culturas, como a nossa, constituem uma mistura de superstições, 
ficções, fixações, saberes acumulados e não criticados, erros grosseiros, 
verdades profundas, mas essa mescla não é discernível em primeira 
 
aproximação e é preciso estar atento para não classificar como 
superstições saberes milenares, como, por exemplo, os modos de 
preparação do milho no México, que por muito tempo os antropólogos 
atribuíram a crenças mágicas, até que se descobriu que permitiam que 
o organismo assimila a lisina, substância nutritiva que, por muito 
tempo, foi o seu único alimento. Assim o que parecia “irracional” 
respondia a uma racionalidade vital. 
 
No exercício da democracia e da cidadania, precisamos acreditar e confiar que a Educação é a 
chave mestra para que tudo se encontre e se desenvolva. Para isso, refletir sobre o que temos, o 
que esperamos e o que fazemos é o início de uma longa jornada. 
 
FIQUE POR DENTRO 
O vídeo indicado a seguir é uma oportunidade para a discussão e a reflexão a respeito da Educação 
que temos e que queremos. Acesse o link e assista com atenção: 
<https://www.youtube.com/watch?v=r52E7w4GZGk>. Acesso em: 20 nov. 2019. 
 
ATIVIDADES 3 - A Educação de que a sociedade precisa 
Leia o trecho a seguir: 
“O estudo das raízes históricas da educação contemporânea nos mostra a estreita relação entre a 
mesma e a consciência que o homem tem de si mesmo, consciência esta que se modifica de época 
para época, de lugar para lugar, de acordo com um modelo ideal de homem e de sociedade” 
(SAVIANI, 1991, p. 55). 
A educação está relacionada aos fatores políticos, econômicos, científicos e culturais de um povo 
ou de uma sociedade. Diante da afirmação de Saviani, podemos entender que: 
a. a educação é a responsável por toda sociedade. 
b. a educação é um fenômeno social, um processo social. 
c. a educação é algo restrito, não sendo alcançada por todos. 
d. a educação é a consequência de uma sociedade. 
e. a educação não é a responsável pela sociedade, porque não tem poderes para tal. 
https://www.youtube.com/watch?v=r52E7w4GZGk
 
A Atualidade na Educação Brasileira 
A Educação brasileira enfrenta uma série de problemas, mas é importante reconhecer que muitos 
dos problemas apresentados no passado foram superados e, hoje, embora a qualidade da Educação 
tenha avançado muito, ainda é necessário que a discussão aconteça com toda a sociedade, para 
que esclarecimentos e soluções possam ajudar a melhorá-la ainda mais. 
Para Meksenas (2002), a educação surge de conhecimentos de crenças, técnicas e hábitos que 
grupos desenvolveram, a partir de experiências e sobrevivências. Assim, podemos afirmar que a 
educação surge da necessidade do ser humano em compartilhar suas práticas com seu próximo. 
Em uma visão funcionalista a educação cumpre sua “tarefa” em mostrar que os interesses 
individuais só se efetivam diante dos sociais, ou seja, ao socializar, o indivíduo aceita que não 
vive só e que precisa do meio social para interagir, compartilhar, vivenciar. 
Gadotti (1995) e Pinto (1986) descrevem que, para se superar as contradições e os conflitos 
existentes no campo da educação, é preciso muita luta e transformação social diante dos 
mecanismos de dominação. 
Embora existam legislações como a Constituição Federal (1988), a Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação – LDB (1996) e o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (1990), que colocam a 
Educação como direito fundamental do ser humano e que defendem o direito à Educação para a 
criança e para o adolescente, ainda muito precisa ser realizado e fiscalizado para que esses direitos 
se cumpram integralmente. 
 
Figura 3.6 - A dificuldade da educação para todos 
Fonte: Sebastian Duda / 123RF. 
 
Diariamente, as estatísticas nos demonstram como somos desiguais e o quanto falta para melhorar 
diante de outras culturas, conforme Gotti (2019, on-line) nos apresenta: 
Posicionado entre os 10 países mais desiguais do mundo, o Brasil 
possui quase 12 milhões de analfabetos e mais da metade dos adultos 
entre 25 e 64 anos não concluíram o Ensino Médio. São quase dois 
milhões de crianças e jovens de 4 a 17 anos fora da escola e 6,8 milhões 
de crianças de 0 a 3 anos sem vaga em creche. 
[...] 
Auditoria concluída pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no final 
de 2017, que envolveu Municípios de 17 Estados, verificou que 45% 
dos gestores dos municípios pesquisados não sabem ao certo quantas 
crianças de 0 a 5 anos estão fora da escola, sua condição de 
vulnerabilidade socioeconômica, e, o que é mais grave, 47% deles não 
possuem critérios de priorização de crianças para o acesso à rede de 
educação infantil, em razão da rendafamiliar. Muitos municípios não 
realizam o levantamento da demanda e a busca ativa porque seus 
gestores não têm conhecimento de como fazê-los na prática. 
 
Além desses dados, há estudos que comprovam que: 
[...] apenas 45% das crianças estão alfabetizadas na idade certa e 
somente 7% dos adolescentes que concluem o ensino médio adquirem 
conhecimentos adequados em matemática e conseguem resolver 
problemas de porcentagem, por exemplo. Houve crescimento 
considerável dessa aprendizagem, de 1997 a 2015, para os anos iniciais 
do ensino fundamental (1º ao 5º ano), mas para os anos finais (6º ao 9º 
ano) apresenta estagnação e, no ensino médio, há franco retrocesso 
(GOTTI, 2019, on-line). 
 
Os problemas de alfabetização, o aprendizado na “hora certa”, a crise na formação docente, a 
desvalorização profissional e o cenário econômico político são alguns dos grandes responsáveis 
por estatísticas como essas, e classificam como grave a situação educacional em nosso país. 
https://www.todospelaeducacao.org.br/_uploads/_posts/58.pdf
 
A priorização da Educação na agenda política nacional precisa acontecer, e nós, como cidadãos, 
temos a obrigação de exigir de nossos governantes essa ação. 
Gerhardt (2001) fala de uma educação libertadora que trabalha com a visão dos sujeitos 
potencialmente autônomos, capazes de serem solidários e promover a autorreflexão, em uma 
perspectiva conjunta de mudar não só o sistema educacional, mas o social e o político também. 
A situação educacional não vai bem, e a área da ciência e tecnologia também sofre com a crise na 
pesquisa e, principalmente, com a falta de investimentos, apesar de ser a grande responsável pelo 
desenvolvimento, técnicas e inovações que proporcionam o crescimento no país. 
 
Figura 3.7 - Investimentos na Educação são necessidades reais 
Fonte: belchonock / 123RF. 
 
Sem investimentos e com cortes no financiamento, tanto a área da ciência como a área da 
Educação pagam um preço alto pelo descaso, uma vez que instituições de ensino e pesquisa 
oferecem, além de estudos importantes, serviços práticos e especializados para a comunidade. 
Definitivamente, excluir a Educação do rol de preocupações e ações não é o caminho para um 
país que busca desenvolvimento. Que estejamos atentos para exigir de nossos governantes, 
melhores condições para que possamos desfrutar e compartilhar uma Educação de qualidade e, 
enfim, para todos. 
 
A pesquisa é peça fundamental para o desenvolvimento de um país, e a pesquisa em Educação 
destaca-se por mostrar caminhos e apontar soluções para os problemas da Educação e da 
sociedade como um todo. 
Existem muitos campos de pesquisa em Educação, dentre os quais destacamos: 
● Educação infantil; 
● Ensino fundamental; 
● Ensino médio; 
● Ensino superior; 
● Políticas públicas; 
● Formação de professores; 
● Gestão escolar; 
● Didática; 
● Educação e movimentos sociais; 
● Educação especial; 
● Educação matemática; 
● Educação ambiental; 
● Educação e arte; 
● Currículo; 
● História da Educação; 
● Alfabetização e leitura e escrita; 
● Educação e comunicação. 
Dentro de cada campo de pesquisa existe uma infinidade de temas possíveis, e cabe a cada 
pesquisador delimitar seu tema de modo que ele consiga dar conta da pesquisa em tempo hábil. 
É importante, também, que o problema de pesquisa dialogue com a atualidade da Educação 
brasileira e aponte para soluções desses problemas. 
 
 
 
 
FIQUE POR DENTRO 
Os desafios apontados na Educação brasileira existem e persistem desde longa data. Ora mais 
acentuados, ora mais gritantes, ações são necessárias para que a Educação possa acontecer, e seu 
poder transformador depende, necessariamente, dessas ações. Por isso, pensar em soluções nos 
exige conhecimento sobre de fato quais são os desafios de nossa Educação e, diante disso, o que 
pode ser realizado. Assista, no vídeo a seguir, publicado em 2018 pelo Canal USP, abordagens 
sobre esses reais desafios na educação brasileira. Consulte em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=xNba9_MOx5I>. Acesso em: 20 nov. 2019. 
 
REFLITA 
Você percebe quais seriam esses desafios em nossa Educação Brasileira? É possível propor 
soluções de melhoria? Quais? Como a educação brasileira pode superar sua realidade atual? 
Descreva, de forma breve, sua opinião sobre isso e, quando possível, discuta com seus colegas de 
profissão. Você perceberá que, mesmo com opiniões diferentes, algumas soluções são 
semelhantes. 
 
ATIVIDADES 4 - A atualidade na Educação brasileira 
“‘Nossa Educação não é de qualidade, os nossos alunos e alunas não são bem formados e por isso 
têm muitas dificuldades para conseguir o seu emprego, para conseguir uma vaga naquele local 
que gostariam de trabalhar para desenvolver as suas potencialidades’, sentencia o professor 
Glauco Arbix. Ele comenta uma pesquisa recentemente divulgada pela Organização de 
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), segundo a qual apenas 2,1% dos alunos 
brasileiros mais carentes conseguem aprender um nível aceitável em ciências, o que é muito pouco 
– em países desenvolvidos, esse índice chega a 25%” (ARBIX, 2018, on-line). 
Sobre a realidade brasileira podemos afirmar que: 
a. a educação não deve ser prioridade, pois há outros setores que demandam por 
investimentos. 
b. mudar a situação só será possível dando prioridade à Educação. 
c. a Educação é responsabilidade exclusiva dos poderes público, político e econômico do 
país. 
d. não há saída para a Educação brasileira. 
e. seria necessário fazer altos investimentos em tecnologias para que a Educação se 
desenvolvesse. 
https://www.youtube.com/watch?v=xNba9_MOx5I
 
INDICAÇÕES DE LEITURA 
Nome do livro: Recantar a educação: rumo à sociedade aprendente 
Editora: Vozes 
Autor: Hugo Assmann 
ISBN: 978853262024-8 
Comentário: O autor apresenta uma coletânea sobre os encontros entre o aprender em novos 
moldes e espaços da Educação. A discussão presente nos artigos do livro nos apresenta diferentes 
versões para a Educação e o quanto nós podemos aprender e exercer nosso aprendizado para 
melhorar a sociedade em que vivemos. 
 
INDICAÇÕES DE FILME 
Nome do filme: Escola de Rock 
Gênero: Comédia 
Ano: 2004 
Elenco principal: Jack Black 
Comentário: Um guitarrista meio radical é expulso de sua banda e, sem dinheiro, resolve tentar a 
vida como professor de música em um colégio. Com o passar das aulas, ele desenvolve admiração 
e interesse pelos talentos dos alunos, trazendo para sua prática expressão, reflexão e despertando 
o gosto pela arte nas crianças. 
 
 
REFERÊNCIAS 
ARBIX, G. Priorizar a educação é fundamental para o futuro do País. Jornal da USP. 
Atualidades, 2018. Disponível em: <https://jornal.usp.br/atualidades/priorizar-a-educacao-e-
fundamental-para-o-futuro-do-pais/>. Acesso em: 22 set. 2019. 
BORDIN, J. H. Educação revessa. Pelotas: Editora Universitária/UFPEL, 2010. 
CATINI, C. R. A crítica à educação em Marx: discussões sobre a Educação e Trabalho na teoria 
marxiana. 2004. Disponível em: 
<https://www.unicamp.br/cemarx/ANAIS%20IV%20COLOQUIO/comunica%E7%F5es/GT5/g
t5m1c2.pdf>. Acesso em: 21 set. 2019. 
CORTELLA, M. S. Educar nos novos tempos requer coragem, humildade e paciência. Notícias, 
O Povo Online, 24/09/2016. Disponível em: 
<https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2016/09/educar-requer-coragem-humildade-e-
paciencia-diz-mario-sergio-cortella.html>. Acesso em: 22 set. 2019. 
DEWEY, J. Como pensamos: como se relaciona o pensamento reflexivo com o processo 
educativo: uma reexposição. Atualidades pedagógicas, v.2. 4. ed. São Paulo: Nacional, 1979. 
FRANCO, M. A. S. Práticas pedagógicas de ensinar-aprender: por entre resistências e 
resignações. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 41, n. 3, p. 601-614, jul./set. 2015. Disponível em: 
<http://www.scielo.br/pdf/ep/v41n3/1517-9702-ep-41-3-0601>. Acesso em: 21 set. 2019. 
FREIRE, P. Educação como prática da liberdade.Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1986. 
______. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 43. ed. São Paulo: 
Paz e Terra, 2011. 
GADELHA, R. M. A. F. Educação no Brasil: desafios e crise institucional. Revista Pesquisa & 
Debate, São Paulo, v.28, n. 1, Jul 2017. Disponível em: 
<http://revistas.pucsp.br/rpe/article/viewFile/33530/23123>. Acesso em: 7 out. 2019. 
GADOTTI, M. Histórias das ideias pedagógicas. São Paulo: Ática, 1995. 
GERHARDT, H. P. Educação libertadora e globalização. In: FREIRE, A. M. de A. (Org.). A 
pedagogia da libertação em Paulo Freire. São Paulo: Unesp, 2001. 
GHIRALDELLI JR., P. Filosofia e história da educação brasileira. Barueri: Manole, 2003. 
https://www.unicamp.br/cemarx/ANAIS%20IV%20COLOQUIO/comunica%E7%F5es/GT5/gt5m1c2.pdf
https://www.unicamp.br/cemarx/ANAIS%20IV%20COLOQUIO/comunica%E7%F5es/GT5/gt5m1c2.pdf
https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2016/09/educar-requer-coragem-humildade-e-paciencia-diz-mario-sergio-cortella.html
https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2016/09/educar-requer-coragem-humildade-e-paciencia-diz-mario-sergio-cortella.html
http://www.scielo.br/pdf/ep/v41n3/1517-9702-ep-41-3-0601
http://revistas.pucsp.br/rpe/article/viewFile/33530/23123
 
GOTTI, A. Os desafios da educação brasileira em 2019: linhas e cores. Nova Escola, 30 jan. 
2019. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/15432/os-desafios-da-educacao-
brasileira-em-2019-linhas-e-cores>. Acesso em: 22 set. 2019. 
KLEIN, L. R.; FAVORETO, A.; FIGUEIREDO, I. M. Z. Processo de transformação/conservação 
social: uma reflexão a partir da “Fábula dos porcos assados”. Revista Teoria e Prática da 
Educação, v. 16, n. 3, p. 125-132, Setembro/Dezembro 2013. 
KONDER, L. O que é dialética. São Paulo: Brasiliense, 1985. 
LAVILLE, C.; DIONNE, J. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em 
ciências humanas. Porto Alegre: Artmed; Belo Horizonte: UFMG, 2008. 
LOPES, A. C. Educação, sociologia da educação e teorias sociológicas clássicas: Marx, 
Durkheim e Weber. Disponível em: <http://www.bocc.ubi.pt/pag/lopes-paula-educacao-
sociologia-da-educacao-e-teorias-sociologicas.pdf>. Acesso em: 21 set. 2019. 
MARQUES, S.; OLIVEIRA, T. Educação, ensino e docência: reflexões e perspectivas. Revista 
Reflexão e Ação, Santa Cruz do Sul, v. 24, n. 3, p.189-211, set./dez. 2016. Disponível em: 
<https://online.unisc.br/seer/index.php/reflex/article/view/7346/pdf>. Acesso em: 22 set. 2019. 
MEDEIROS, A. M. John Dewey: pragmatismo, educação e democracia. Portal Sabedoria 
Política, 2019. Disponível em: <https://www.sabedoriapolitica.com.br/products/john-dewey-
pragmatismo-educacao-e-democracia/>. Acesso em: 22 set. 2019. 
MEKSENAS, P. Sociologia da educação: introdução ao estudo da escola no processo de 
transformação social. 10. ed. São Paulo: Loyola, 2002. 
MORIN, E. Educar na era planetária. São Paulo: Cortez, 2003. 
PERRENOUD, P. Práticas pedagógicas, profissão docente e formação. Perspectivas 
sociológicas. Lisboa: Dom Quixote, 1993. 
______. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000. 
PIAGET, J. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. 
______. Seis estudos de Psicologia. Rio de Janeiro: Forense Universitária Ltda., 1990. 
PIMENTA, S. G. (Org.). Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez, 1995. 
PINTO, R. M. F. Política Educacional e Serviço Social. São Paulo: Cortez, 1986. 
PONCE, A. Educação e luta de classes. São Paulo: Cortez, 2007. 
https://novaescola.org.br/conteudo/15432/os-desafios-da-educacao-brasileira-em-2019-linhas-e-cores
https://novaescola.org.br/conteudo/15432/os-desafios-da-educacao-brasileira-em-2019-linhas-e-cores
http://www.bocc.ubi.pt/pag/lopes-paula-educacao-sociologia-da-educacao-e-teorias-sociologicas.pdf
http://www.bocc.ubi.pt/pag/lopes-paula-educacao-sociologia-da-educacao-e-teorias-sociologicas.pdf
https://online.unisc.br/seer/index.php/reflex/article/view/7346/pdf
https://www.sabedoriapolitica.com.br/products/john-dewey-pragmatismo-educacao-e-democracia/?utm_source=copy&utm_medium=paste&utm_campaign=copypaste&utm_content=https%3A%2F%2Fwww.sabedoriapolitica.com.br%2Fproducts%2Fjohn-dewey-pragmatismo-educacao-e-democracia%2F
https://www.sabedoriapolitica.com.br/products/john-dewey-pragmatismo-educacao-e-democracia/?utm_source=copy&utm_medium=paste&utm_campaign=copypaste&utm_content=https%3A%2F%2Fwww.sabedoriapolitica.com.br%2Fproducts%2Fjohn-dewey-pragmatismo-educacao-e-democracia%2F
 
SAVIANI, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. 10. ed. São Paulo: Cortez: 
Autores Associados, 1991. 
SOUSA JR., J. Omnilateralidade. Dicionário da Educação formal em saúde. Disponível em: 
<http://www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/omn.html>. Acesso em: 21 set. 2019. 
TORRES, R. M. Melhorar a qualidade da educação básica: as estratégias do Banco Mundial. In: 
TOMMASI, L.; WARDE, M. J.; HADDAD, S. (org.). O Banco Mundial e as políticas 
educacionais. São Paulo: Cortez, 1998. 
VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1993. 
WEBER, M. Ensaios de sociologia. 5. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora, 
1982. 
 
http://www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/omn.html
 
UNIDADE IV 
O Professor Pesquisador 
Julia de Souza Delibero Angelo 
Danielle S. P. Wellichan 
 
 
 
Introdução 
Olá! Nesta unidade, vamos conversar sobre o professor pesquisador, as linhas de pesquisa no 
campo da educação e as ferramentas úteis para a pesquisa. Precisamos dar atenção para um 
campo muito interessante e que exige do professor pesquisador grande responsabilidade, pois é 
por meio do estudo aprofundado que práticas, técnicas e inovações acontecem. Aproveite os 
materiais complementares, pois eles vão enriquecer seu estudo. Leia, releia, discuta e converse. 
O aprendizado acontece assim! Bons estudos! 
 
Fonte: Dejan Bozic / 123RF. 
 
 
A Pesquisa Científica 
A pesquisa científica pode ser definida como a ação de buscar respostas às nossas questões diante 
de um objeto estudado, por meio de um conjunto de processos metodológicos de investigação. 
Seguindo as regras baseadas na lógica formal, cabe ao professor pesquisador ter disciplina e rigor 
teórico-metodológico na busca pelas informações, no levantamento de hipóteses e na produção 
de síntese dos resultados obtidos, construindo, assim, uma estrutura coerente de argumentos para 
a defesa de uma tese e/ou a confirmação de uma hipótese. O pesquisador torna-se um elo entre a 
comunidade científica e a sociedade em geral, pois tudo que é pesquisado pode ser revertido em 
forma de materiais, ações, produtos ou serviços. 
A pesquisa científica pode ser básica (também conhecida como pura) ou aplicada. É considerada 
básica quando a própria pesquisa serve para aumentar o conhecimento sobre a ciência, sendo 
assim, ela é totalmente teórica e busca entender certo comportamento ou fenômeno. Já a pesquisa 
aplicada usa a ciência na prática ao tentar solucionar problemas de diversas naturezas. 
Independentemente do tipo de pesquisa utilizada, a ciência é a responsável pelo desenvolvimento 
de uma sociedade. 
Para Andrade (2003, p. 121), a pesquisa é um “[...] conjunto de procedimentos sistemáticos, 
baseado no raciocínio lógico, que tem por objetivo encontrar soluções para problemas propostos, 
mediante a utilização de métodos científicos”. Para Gil (1987, p. 19), trata-se de um 
“procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos 
problemas propostos”. Já Cervo e Bervian (2002, 3, p. 50) a descrevem como uma “atividade 
voltada para a solução de problemas através do emprego de processos científicos”. 
 
Figura 4.1 - A pesquisa é algo infinito que, quanto mais acontece, mais pode acontecer 
Fonte: Luca Bertolli / 123RF. 
 
As pesquisas não precisam ter, necessariamente, um fim; elas podem, em suas conclusões, 
levantar questões que precisemde outras pesquisas para serem respondidas. É muito comum que 
uma pesquisa dê origem a outras pesquisas, e, assim, forma-se um ciclo no qual o conhecimento, 
a informação, a comunicação científica e os resultados atendem e favorecem a sociedade em suas 
necessidades. 
Segundo Vera (1980, p. 11), 
[...] a pesquisa só existe de fato quando existe um problema que se 
deverá definir, examinar, avaliar e analisar criticamente para, em 
seguida, ser tentada sua solução. O primeiro passo será, então, delimitar 
o objeto de investigação – o problema – dentro dos temas possíveis. 
 
As pesquisas são classificadas quanto à abordagem do problema e de seus objetivos, podendo ser 
quantitativa (quando se recorre a diferentes técnicas estatísticas na busca por quantificar as 
opiniões e as informações) ou qualitativa (quando se explora detalhes da pesquisa e considera a 
vivência do entrevistado ou do pesquisador diante do problema levantado) (SEVERINO, 2002; 
MARCONI; LAKATOS, 1996; MARCONI; LAKATOS, 2004). 
A pesquisa pode ser classificada, quanto aos seus objetivos, em: 
● exploratória: quando possuir proximidade entre o universo relacionado e o objeto de 
pesquisa. Pode, também, ser realizada como pesquisa independente ou como parte de uma 
pesquisa descritiva ou experimental. São as pesquisas realizadas como estudos de caso, 
estado da arte e pesquisas bibliográficas. 
● descritiva: realizada por meio do levantamento de dados por meio de técnicas 
padronizadas como questionários, levantamentos, roteiros ou formulários. Acontece por 
meio de observações, registros, análises, classificações e interpretações. 
● explicativa: quando se busca explicar os fatores que motivam a realização de um objeto 
ou de um fenômeno, manipulando as variáveis do objeto. De forma diferenciada, as 
ciências humanas realizam pesquisas explicativas utilizando-se de métodos 
experimentais, enquanto, nas ciências sociais, o método utilizado é o observacional. 
 
 
Em termos metodológicos, formular o problema de pesquisa é a parte inicial, e para isso, buscar 
na literatura aporte teórico para sustentar seu problema é uma tarefa delicada e de extrema 
importância, pois vai garantir apoio às suas argumentações. 
Após essa definição, ações e estratégias devem ser criadas para que a pesquisa possa se 
desenvolver e, para isso, diversos métodos para coleta de dados podem ser utilizados 
(questionários, entrevistas, observações, registros etc.). O tempo definido para que a pesquisa 
aconteça também é necessário. 
O tratamento dos dados tem início com a escolha de um método de mensuração eficiente dentro 
de cada caso. Para a apresentação dos dados, é importante que eles sejam disponibilizados em 
ilustrações, tabelas, quadros, gráficos ou em formato de texto. 
Ao final do estudo, busca-se afirmar ou não as perguntas e hipótese levantadas inicialmente e 
registrar sua propriedade individual por meio da comunicação científica, respeitando as 
orientações da redação científica. 
Como requisitos para que uma pesquisa aconteça, a qualificação do pesquisador é necessária, 
além de possuir e saber como buscar conhecimentos a respeito do assunto escolhido. Fatores como 
criatividade, sensibilidade, perseverança e confiança também são necessários. A gestão do tempo, 
aliada a recursos humanos, materiais e financeiros e equipamentos (desde computadores até 
materiais impressos, como livros), é essencial. 
Os financiamentos são necessários e eles provêm de diversas fontes. Além de ações 
governamentais e iniciativas privadas, os órgãos de fomento à pesquisa são os grandes 
responsáveis pela movimentação ou não de estudos, não só aqui no Brasil, como em qualquer 
outra parte do mundo. 
No Brasil, o financiamento acontece por meio de diferentes sistemas e instituições ligadas aos 
ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, são eles: o Conselho Nacional de 
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), 
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Fundo Nacional de 
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e Banco Nacional de Desenvolvimento 
Econômico e Social (BNDS), além de fundações estaduais, como a FAPESP (Fundação de 
Amparo à pesquisa do Estado de São Paulo) e FAPERJ (Fundação de Amparo à Pesquisa do 
Estado do Rio de Janeiro). Há também o financiamento por meio de leis de incentivo fiscal, 
empresarial e institucional. 
 
Em tempos de crise econômica, muitas vezes o pesquisador brasileiro acaba tendo como única 
opção ser financiado por agências ou empresas internacionais, o que faz com que, muitas vezes, 
acabe indo embora do Brasil (esse fenômeno é chamado de “fuga de cérebros”), para que não 
fique sem condições de manter sua pesquisa. Porém, essa “saída” faz com que as pesquisas e 
inovações desenvolvidas por brasileiros não sejam usadas no Brasil, já que a patente dos produtos 
e serviços desenvolvidos por esses pesquisadores ficarão no país que financiou a pesquisa. 
 
Figura 4.2 - Painel de investimentos do CNPq de 2001 a 2018 
Fonte: Dudziak (2018). 
 
O pesquisador, de forma geral, além dos recursos destinados aos Grupos de Pesquisa, tem a opção 
de receber uma bolsa de pesquisa (com valores determinados pelos órgãos de fomento). Não 
raramente, essa bolsa é a grande responsável por manter um pesquisador com dedicação exclusiva 
ao seu projeto. 
 
FIQUE POR DENTRO 
O site do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) define grupo 
de pesquisa como: 
(...) um conjunto de indivíduos organizados hierarquicamente em torno 
de uma ou, eventualmente, duas lideranças: 
● cujo fundamento organizador dessa hierarquia é a experiência, o 
destaque e a liderança no terreno científico ou tecnológico; 
● no qual existe envolvimento profissional e permanente com a 
atividade de pesquisa; 
● cujo trabalho se organiza em torno de linhas comuns de pesquisa 
que se subordinam ao grupo (e não ao contrário); 
● e que, em algum grau, compartilha instalações e equipamentos. 
 
O conceito de grupo admite aquele composto de apenas um pesquisador 
e seus estudantes (O QUE…, on-line). 
Se você quiser conhecer quais são os grupos de pesquisa existentes e os seus temas, é só pesquisar 
no site do CNPq: <http://dgp.cnpq.br/dgp/faces/consulta/consulta_parametrizada.jsf>. Acesso 
em: 21 nov. 2019. 
 
FIQUE POR DENTRO 
Leia mais sobre a ciência e a utilização do conhecimento nos países subdesenvolvidos. Embora 
seja um artigo de 2002, é possível verificar que, desde esse período, a pesquisa e a ciência já 
lutavam por seu espaço e reconhecimento na sociedade. Disponível em: 
<http://www.scielo.br/pdf/spp/v16n4/13570.pdf>. Acesso em: 21 nov. 2019. 
 
ATIVIDADE 1 - A pesquisa científica 
Leia o trecho a seguir: 
“O conhecimento científico é produzido pela investigação científica, através de seus métodos. 
Resultante do aprimoramento do senso comum, o conhecimento científico tem sua origem nos 
seus procedimentos de verificação baseados na metodologia científica. É um conhecimento 
objetivo, metódico, passível de demonstração e comprovação. O método científico permite a 
elaboração conceitual da realidade que se deseja verdadeira e impessoal, passível de ser submetida 
a testes de falseabilidade” (FONSECA, 2002, p. 11). 
Diante da afirmação anterior, é correto afirmar que: 
a. o conhecimento científico é algo finito e, por isso, os investimentos precisam ser 
controlados. 
b. o estudo científico possui um caráter provisório, tendo em vista que pode ser de forma 
contínua testado, enriquecido e reformulado. 
c. não há relação entre conhecimento e pesquisa. Não podemos misturar os elementos, pois 
cada um tem sua especificidade e não são relacionados. 
d. o método científico não está relacionado com a pesquisa, mas à forma como é ensinado 
algo, e não deve ser visto como um método de abordagem. 
e. o estudo científico deveser visto como provisório, tendo em vista as necessidades do ser 
humano. 
http://dgp.cnpq.br/dgp/faces/consulta/consulta_parametrizada.jsf
http://www.scielo.br/pdf/spp/v16n4/13570.pdf
 
Ferramentas de Pesquisa 
Após a definição do problema de pesquisa, longas buscas em materiais impressos ou eletrônicos 
devem ser realizadas para encontrar pesquisas em andamento ou já finalizadas sobre o assunto, 
de autores que trabalham com a mesma temática e que possam servir de base teórica para seu 
estudo. 
As chamadas ferramentas de busca estão disponíveis na internet, de acesso livre ou restrito para 
alunos e pesquisadores de instituições de ensino. Essas ferramentas buscam a informação 
necessária para o pesquisador, porém, também cumprem outras funções, como divulgar, 
comunicar estudos e mensurar a produção de pesquisa. 
Nos portais institucionais, há campos de pesquisa que podem ser utilizados para resgatar os 
conteúdos ali armazenados. Por meio de algumas estratégias de busca, pesquisas simples ou 
complexas podem trazer resultados de várias partes do mundo, cabendo a cada interessado 
selecionar as melhores, as mais confiáveis e as que podem ser descartadas. 
Prezando pela qualidade da informação em uma pesquisa, é preciso se preocupar com fontes 
confiáveis, a fim de evitar as conhecidas fake news. Observe as dicas apresentadas na Figura 4.3: 
 
Figura 4.3 - Dicas para identificar fake news 
Fonte: Oliveira (2017, on-line). 
 
Essas ferramentas podem variar desde as mais simples às mais complexas, havendo uma 
variedade de acordo com os objetivos e propósitos de cada portal. 
 
O Google, por exemplo, é um buscador mundialmente conhecido, porém, para pesquisas 
científicas, o indicado é sua versão acadêmica, o Google Acadêmico, que reúne artigos, anais de 
eventos e trechos de livros. Entretanto, segundo Melo (2018, on-line), “Um ponto negativo, é que 
o site não oferece filtro de pesquisa, como, por exemplo, por área de conhecimento”. 
 
Figura 4.4 - Google Acadêmico 
Fonte: Google… (on-line). 
 
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) possui um portal que 
é referência em periódicos, com um grande número de publicações científicas nacionais, além de 
livros, enciclopédias e conteúdos técnicos importantes. 
 
Figura 4.5 - Portal Capes 
Fonte: Brasil (2019, on-line). 
 
Outra fonte muito utilizada no meio acadêmico é a base Scientific Electronic Library Online 
(Scielo), que possui periódicos reunidos de países da América do Sul, Europa e África, em um 
compartilhamento de mais de 500 mil artigos de diversos assuntos. 
 
Figura 4.6 - Base Scielo 
Fonte: Scielo (on-line). 
 
Desde que a produção acadêmica de instituições de ensino começou a ser reunida em um portal, 
criou-se a Biblioteca Digital Brasileira de Tese e Dissertações (BDTD). Essa biblioteca foi criada 
pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), aumentando a 
visibilidade da produção científica nacional. 
 
 
Figura 4.7 - Biblioteca Digital Brasileira de Tese e Dissertações (BDTD) 
Fonte: Brasil (on-line). 
 
Não se esgotam as possibilidades de portais de busca, porém, é preciso que essa escolha seja a 
adequada para o seu tipo de pesquisa. Em todas as opções, o primeiro passo é encontrar o campo 
de busca, que se localiza na primeira página do portal; por meio de suas palavras-chave (termos 
descritores, ou assuntos selecionados), você faz uma pesquisa exaustiva do que já foi publicado, 
aproveitando tais estudos para fundamentar o seu. Lembre-se de que, nesses portais, há opções de 
filtros de idioma, anos e localidades que podem ser utilizados para refinar sua pesquisa. 
 
FIQUE POR DENTRO 
Leia mais sobre as ferramentas de busca, desde as mais tradicionais, até as inovadoras, disponível 
em: <http://www.sibi.usp.br/noticias/ferramentas-gestao-pesquisa-gratuitas-disponiveis-
pesquisadores/>. Acesso em: 21 nov. 2019. 
 
FIQUE POR DENTRO# 
Quer saber mais sobre mecanismos de busca e metapesquisadores mais comuns? Leia o artigo de 
Branski e localize o buscador que você utiliza frequentemente. 
BRANSKI, R.M. Localização de informações na internet: características e formas de 
funcionamento dos mecanismos de busca. Transinformação, v. 12, n. I, p. 11-19, jan./jun. 2000. 
Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-
37862000000100002>. Acesso em: 21 nov. 2019. 
 
 
http://www.sibi.usp.br/noticias/ferramentas-gestao-pesquisa-gratuitas-disponiveis-pesquisadores/
http://www.sibi.usp.br/noticias/ferramentas-gestao-pesquisa-gratuitas-disponiveis-pesquisadores/
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-37862000000100002
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-37862000000100002
 
ATIVIDADE 2 - Ferramentas de pesquisa 
Segundo Jovana (2018), os conteúdos confiáveis são aqueles com dados relevantes, explicações, 
análises e qualquer outra função que consiga embasar, de forma verídica e confiável, um 
determinado tema ou assunto. Embora pareça simples, essa tarefa não é fácil, ainda mais pela 
realidade de hoje, na qual convivemos com diversas fakes news. 
Em uma busca na internet, como é possível identificar conteúdos verídicos para incluir em uma 
pesquisa? 
a. Não há como saber. Cada site ou página possui diferenças que são específicas. Se está na 
internet, já foi avaliado e, por isso, deve ser verdade. 
b. Quando o conteúdo cita suas fontes; quando a origem das informações é identificada; 
quando está bem escrito e não há exagero; quando a notícia anunciada não engana o leitor. 
c. É desnecessário se preocupar com esse assunto. A própria internet e os provedores são 
responsáveis pelo conteúdo. 
d. Quando o conteúdo não cita suas fontes; quando a origem das informações não é 
identificada; quando está bem escrito e não há exagero; quando a notícia anunciada não 
engana o leitor. 
e. Quando o conteúdo não cita suas fontes; quando a origem das informações não é 
identificada; quando está bem escrito e não há exagero; quando a notícia anunciada não 
engana o leitor. 
 
 
Linhas de Pesquisa em Educação 
As linhas de pesquisa, em sua maioria, são bem variadas e dependem dos programas de pós-
graduação oferecidos nas instituições. Segundo o Portal Capes (LINHAS…, on-line), 
[...] uma linha de pesquisa é definida como um domínio ou núcleo 
temático da atividade de pesquisa do programa que encerra o 
desenvolvimento sistemático de trabalho com objetos ou metodologias 
comuns. 
 
Para cada linha de pesquisa criada, diversos projetos podem ser associados e relacionados, desde 
que cada linha esteja vinculada a uma área de concentração. Os programas de pós-graduação que 
oferecem Mestrado e Doutorado se organizam em linhas de pesquisa coordenadas por docentes 
cadastrados no programa e que desenvolvem suas atividades dentro de determinado tema. 
 
Figura 4.8 - Estudo sobre as linhas de pesquisa oferecidas nos programas de pós-graduação 
Fonte: ammentorp / 123RF. 
 
Ao se interessar por concorrer a um processo seletivo para pós-graduação nível Stricto sensu 
(mestrado e doutorado), é necessário que você siga algumas dicas importantes: 
• Verifique os programas e linhas de pesquisa que mais lhe interessam. 
• Pesquise qual a nota quadrianual do Programa de Pós-Graduação no site da Capes (as 
notas variam de 3 - regular; 4 - bom; 5 - muito bom; 6 e 7 - referências na área). 
 
• Consulte o Currículo Lattes (disponível na página do CNPQ - <www.cnpq.br>) dos 
docentes cadastrados para conhecer com o que trabalham; quem sabe algo ali possa te 
interessar e, assim, você poderá direcionar seu projeto de forma mais específica. 
• Definido seu tema, busque conferir se sua proposta é pertinente aos assuntos da linha 
selecionada. 
 
Vale lembrar que cada programa de pós-graduação possui seus editais e calendários diferenciados, 
portanto, a forma de ingresso vai variar,podendo incluir avaliações, entrevistas, titulações e prova 
de proficiência estrangeira. O importante é você se preparar! 
Especificamente na área da educação, temos algumas linhas já quase estabelecidas e presentes em 
vários programas, é o caso de: Psicologia da Educação; Processos Educativos; Desenvolvimento 
Humano na Educação; Políticas Públicas em Educação; História da Educação; Filosofia da 
Educação; Educação Especial; Educação Básica; Ensino Superior; Formação de Professores; 
Teorias e Práticas Pedagógicas; entre outras. 
 
REFLITA 
Existem dois tipos de pós-graduação: 
Lato Sensu: são cursos de especialização com duração mínima de 360 horas. Ao final do curso, 
o aluno recebe um certificado de conclusão, e não um diploma. Esse tipo de pós-graduação é 
procurado por alunos que buscam um aperfeiçoamento na sua carreira profissional. 
Stricto Sensu: compreendem programas de mestrado e doutorado. Ao final do curso, o aluno 
receberá um diploma com a titulação (mestre ou doutor). O mestrado tem duração mínima de dois 
anos e o doutorado, de quatro anos. Geralmente, esses cursos são procurados por alunos que 
pretendem fazer carreira acadêmica. 
 
http://www.cnpq.br/
 
ATIVIDADE 3 - Linhas de pesquisa em Educação 
Leia o trecho a seguir: 
“Linha de pesquisa representa temas aglutinadores de estudos científicos que se fundamentam 
em tradição investigativa, de onde se originam projetos cujos resultados guardam afinidades entre 
si” (CNPQ, on-line). 
Dessa forma, qual a importância da linha de pesquisa para o pesquisador? 
a. Nenhuma, pois é só mais uma informação a ser preenchida no processo de seleção. 
b. A importância está na identificação, direcionamento e na organização das temáticas 
trabalhadas em determinados grupos. 
c. A importância está na necessidade de demonstrar o que cada grupo não estuda em seus 
trabalhos. 
d. Na necessidade de cumprir as demandas dos grupos de pesquisa. 
e. Na necessidade de direcionar investimentos a partir da detecção do que é produzido. 
 
O Projeto de Pesquisa 
Agora que você já estudou sobre a pesquisa científica, suas ferramentas e as linhas de pesquisa, 
vamos falar sobre o projeto de pesquisa. Sim, finalmente chegou! Se você compreendeu tudo que 
estudamos até aqui, não há motivos para se preocupar. 
 
Um projeto de pesquisa segue este esquema: 
 
Figura 4.9 - O projeto de pesquisa 
Fonte: Elaborada pela autora. 
 
O projeto de pesquisa indica os aspectos relativos à investigação de um determinado tema de 
forma compilada e deve conter: tema, justificativa, objetivos, metodologia e cronograma. 
De acordo com Deslandes (apud MINAYO, 1996), dentre as finalidades de um projeto, estão 
desde o mapeamento e a orientação do caminho a ser realizado no decorrer da pesquisa, além de 
comunicar os resultados do estudo para a comunidade científica. Em sua estrutura, o projeto segue 
uma divisão, conforme descrito no Quadro 4.1: 
 
Referenciais teóricos Referenciais metodológicos Elementos complementares 
Tema, problema, hipótese, 
objetivo geral, objetivo 
específico, justificativa 
Metodologia: 
amostragem, formas de 
coleta, de organização e de 
análise dos dados 
Bibliografia 
Equipe 
Produtos 
Cronograma 
Orçamento 
Quadro 4.1 - Estrutura do projeto 
Fonte: Adaptado de Reis e Frota (on-line). 
 
Outra “regra” importante que todo projeto de pesquisa possui são as normas quanto à 
padronização do texto. Em termos gerais, os projetos da Educação seguem as normas da 
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT): a formatação segue um padrão: papel A4 
(210 x 297), com margens esquerda e superior 3 e direita e inferior 2 cm; o tamanho de letra 
utilizado é 12, com citações no tamanho 10, com fonte ARIAL ou TIMES NEW ROMAN e 
espaçamento de 1,5 nas entrelinhas. 
Além disso, outro elemento necessário em um trabalho acadêmico é a citação. Identificada, 
basicamente, em dois tipos, elas organizam as informações ou os trechos selecionados para serem 
reproduzidos no formato: autor-data ou sistema numérico. 
No sistema numérico, conforme as ideias vão aparecendo pelo texto, o número arábico segue 
junto ao trecho. Depois, na listagem de referências, segue a ordem numérica para a organização. 
Vamos a um exemplo: 
 
 
Figura 4.10 - Citação no sistema numérico 
Fonte: UNESP (2014, on-line). 
 
Nas citações que seguem o modelo autor - data, a orientação é: 
Um só autor Ayerbe (2003, p. 15) afirma que “a atitude imperial de permanente conquista 
de novos mercados e territórios impulsiona a descoberta científica [...]” 
 
Ou 
 
Podemos considerar, também, que “a atitude imperial de permanente 
conquista de novos mercados e territórios impulsiona a descoberta científica 
[...]” (AYERBE, 2003, p. 15). 
2 ou 3 autores Segundo Medeiros, Paiva e Lamenha (2012, p. 154), o Mercosul “surge da 
vontade dos países do Cone Sul, após o fortalecimento do regime 
democrático, em integrar suas economias”. 
 
Ou 
 
O Mercosul “surge da vontade dos países do Cone Sul, após o fortalecimento 
do regime democrático, em integrar suas economia” (MEDEIROS; PAIVA; 
LAMENHA, 2012, p. 154). 
 
Mais de 3 autores Em meados dos anos 1980, “quando a política brasileira empreendeu o 
caminho do estreitamento das relações com a Argentina, a ideia do 
universalismo não foi abandonada [...]” (VIGEVANI et al., 2008, p. 6). 
 
Ou 
 
Para Vigevani et al. (2008, p. 6), em meados dos anos 1980, “quando a 
política brasileira empreendeu o caminho do estreitamento das relações com 
a Argentina, a ideia do universalismo não foi abandonada [...]”. 
Quadro 4.2 - Modelos de citação 
Fonte: Adaptado de UNESP (2014, on-line). 
 
Lembre-se de que, para citações até três linhas, não há recuo e mantêm-se as aspas no início e ao 
final do trecho. Já as citações que ultrapassam as três linhas devem ser destacadas com recuo de 
4 cm da margem esquerda, com caractere menor que o do texto, sem aspas e com espaçamento 
simples entre as linhas. Veja um exemplo: 
 
Figura 4.11 - Citação recuada 
Fonte: UNESP (2014, on-line). 
 
 
 
Ainda existem as citações indiretas, que também possuem formatação específica, conforme 
apresentado no Quadro 4.3: 
 
 
 
 
 
 
Citação indireta 
Segundo Ayerbe (2003), o fortalecimento das cidades europeias 
oferece um clima propício ao empreendimento e também à livre 
iniciativa, mas [...] 
 
Ou 
 
O fortalecimento das cidades europeias oferece um clima propício 
ao empreendimento e à livre iniciativa, segundo Ayerbe (2003), mas 
[...] 
 
Ou 
 
O fortalecimento das cidades europeias oferece um clima propício 
ao empreendimento e à livre iniciativa (AYERBE, 2003), mas [...] 
Citação indireta com 
mais de um autor 
Indicar todos os autores em ordem alfabética. 
(ABREU; SILVA, 2007; VARGAS, 2001; YIN, 2010) 
Citação traduzida “Acesso aprimorado engloba tanto acesso intelectual quanto físico.” 
(KUHLTHAU, 2004, p. xv, tradução nossa) 
Quadro 4.3 - Citações com mais autores 
Fonte: Adaptado de UNESP (2014, on-line). 
 
Há, também, casos de citação de citação, documentos com autores iguais com anos diferentes, 
sobrenomes iguais com mesmo ano, sem indicação de autoria, e para cada um desses casos há 
uma particularidade. Por isso, o importante é você consultar sempre um manual atual de trabalhos 
acadêmicos e verificar o caso no qual você necessita de orientação. 
 
FIQUE POR DENTRO 
Leia mais sobre todos os passos do projeto de pesquisa nos guias a seguir: 
Estrutura para projetos de pesquisa: 
<http://www2.fct.unesp.br/docentes/educ/alberto/TECENDO%20PROJETOS/10.%20ESTRUT
URA%20DE%20PROJETOS.pdf>. Acesso em: 21 nov. 2019. 
Orientações para citações: 
<https://www.sorocaba.unesp.br/Home/Biblioteca/modelo-de-citacoes2.pdf>. Acesso em: 21 
nov. 2019. 
Orientações para referências: 
<https://www.marilia.unesp.br/Home/Biblioteca/normalizacao-abnt-referencias-2019b.pdf>. 
Acesso em: 21 nov. 2019.Figura 4.12 - A estrutura de um projeto detalhado 
Fonte: Adaptada de Estrutura... (2005). 
 
É importante entender que cada projeto deve ser elaborado tendo em vista sua finalidade e destino, 
portanto, por mais que existam modelos disponíveis, cada instituição segue suas próprias 
necessidades e regras. Embora os formatos possam mudar, as normas devem ser respeitadas, 
portanto, esteja atento para qual norma será exigida e quais os elementos que fazem parte dessa 
obrigatoriedade. 
http://www2.fct.unesp.br/docentes/educ/alberto/TECENDO%20PROJETOS/10.%20ESTRUTURA%20DE%20PROJETOS.pdf
http://www2.fct.unesp.br/docentes/educ/alberto/TECENDO%20PROJETOS/10.%20ESTRUTURA%20DE%20PROJETOS.pdf
https://www.sorocaba.unesp.br/Home/Biblioteca/modelo-de-citacoes2.pdf
https://www.marilia.unesp.br/Home/Biblioteca/normalizacao-abnt-referencias-2019b.pdf
 
Lembre-se de que o mais importante em um projeto de pesquisa é você conseguir colocar e 
organizar seu pensamento. Por isso, tente, ao máximo, alinhar as ideias, fazer uma boa pesquisa 
para seu referencial teórico e distribuir suas atividades, de forma que possam ser cumpridas e 
seguidas. Essa é a parte inicial da vida de um pesquisador, portanto, atenção e boa sorte! 
 
ATIVIDADE 4 - O projeto de pesquisa 
Leia o trecho a seguir e, depois, atente-se para o que se pede na questão: 
“Ao se desenvolver um projeto de pesquisa, deverá ser levada em consideração a sua inovação 
científica e tecnológica e a sua condução por pesquisador qualificado, contribuindo para geração 
de novos conhecimentos” (ESTRUTURA…, 2005, on-line). 
Assinale a alternativa que contém os tópicos na sequência correta de um projeto de pesquisa. 
a. Capa; folha de rosto; introdução; revisão de literatura; metodologia; cronograma; 
referências; anexos ou apêndices. 
b. Capa; folha de rosto; resumo; sumário; introdução; revisão de literatura; metodologia; 
cronograma; recursos; orçamentos; referências; anexos ou apêndices. 
c. Capa; introdução; revisão de literatura; metodologia; cronograma; recursos; orçamentos; 
referências; anexos ou apêndices. 
d. Capa; folha de rosto; resumo; sumário; introdução; revisão de literatura; metodologia; 
cronograma; recursos; referências; anexos ou apêndices. 
e. Folha de rosto; resumo; introdução; revisão de literatura; metodologia; cronograma; 
recursos; orçamentos; referências; anexos ou apêndices. 
 
 
INDICAÇÕES DE LEITURA 
Nome do livro: A construção do saber: manual de metodologia de pesquisa em ciências humanas 
Editora: ArtMed; UFMG 
Autores: Christian Laville e Jean Dionne 
ISBN: 9788573074895 
Comentário: Trata-se de um rico manual de metodologia científica para a área de Ciências 
Humanas, apresentando a construção do saber, a estrutura da pesquisa, aspectos teóricos 
necessários para a compreensão e o desenvolvimento de estudos e da cultura científica. 
 
INDICAÇÕES DE FILME 
Nome do filme: O óleo de Lorenzo 
Gênero: Drama 
Ano: 1992 
Elenco principal: Susan Sarandon e Nick Nolte 
Comentário: A premiada filmagem relata a história de um casal que busca salvar a vida de seu 
filho diagnosticado com uma doença incurável e rara. Diante do medo por perdê-lo, os pais 
buscam, em pesquisas e estudos, a chance para mudar sua história e acabam por mudar a história 
da medicina também. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
ANDRADE, M. M. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos 
na graduação. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2003. 
BRASIL. Revistas da UFGD passam a integrar o Portal de Periódicos da Capes. UFGDNet, 
25 abr. 2019. Disponível em: <https://www.ufgd.edu.br/noticias/revistas-da-ufgd-passam-a-
integrar-o-portal-de-periodicos-da-capes>. Acesso em: 20 nov. 2019. 
______. Sobre a BDTD. Disponível em: <bdtd.ibict.br/vufind/>. Acesso em: 20 nov. 2019. 
CAPES. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Tutorial. Linhas de 
pesquisa. Disponível em: <http://www.capes.gov.br/tutorial-
sucupira/Programa_LinhasPesquisa.html>. Acesso em: 7 out. 2019. 
CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002. 
CNPQ – CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E 
TECNOLÓGICO. Linha de pesquisa: glossário. Disponível em: 
<http://lattes.cnpq.br/web/dgp/glossario;jsessionid=J1AuB-baG-
HMl08bISFLAI6w.undefined?p_p_id=54_INSTANCE_QoMcDQ9EVoSc&p_p_lifecycle=0&p
_p_state=maximized&p_p_mode=view&_54_INSTANCE_QoMcDQ9EVoSc_struts_action=%
2Fwiki_display%2Fview&_54_INSTANCE_QoMcDQ9EVoSc_nodeName=Main&_54_INST
ANCE_QoMcDQ9EVoSc_title=Linha+de+pesquisa&_54_INSTANCE_QoMcDQ9EVoSc_ver
sion=1.0>. Acesso em: 7 out. 2019. 
DESLANDES, S. F. O projeto de pesquisa. In: MINAYO, M. C. S. Pesquisa social: teoria, 
método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 1995. 
DUDZIAK, E. Levantamento mostra quem financia a pesquisa no Brasil e na USP. Jornal da 
USP, Ciências, 26/07/2018. Disponível em: <https://jornal.usp.br/ciencias/levantamento-mostra-
quem-financia-a-pesquisa-no-brasil-e-na-usp/>. Acesso em: 22 set. 2019. 
ESTRUTURA para projetos de pesquisa. Centro Universitário do Leste de Minas Gerais, 
2005. Disponível em: 
<www2.fct.unesp.br/docentes/educ/alberto/TECENDO%20PROJETOS/10.%20ESTRUTURA
%20DE%20PROJETOS.pdf>. Acesso em: 20 nov. 2019. 
FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002. 
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1987. 
GOOGLE Acadêmico. Disponível em: <https://scholar.google.com.br/>. Acesso em: 21 nov. 
2019. 
http://www.capes.gov.br/tutorial-sucupira/Programa_LinhasPesquisa.html
http://www.capes.gov.br/tutorial-sucupira/Programa_LinhasPesquisa.html
https://jornal.usp.br/ciencias/levantamento-mostra-quem-financia-a-pesquisa-no-brasil-e-na-usp/
https://jornal.usp.br/ciencias/levantamento-mostra-quem-financia-a-pesquisa-no-brasil-e-na-usp/
https://scholar.google.com.br/
 
JOVANA, S. Conteúdo confiável: o que é preciso para identificar um. Comunidade 
RockContent, 10/07/2018. Disponível em: <https://comunidade.rockcontent.com/conteudo-
confiavel/>. Acesso em: 22 set. 2019. 
LINHAS de pesquisa. Plataforma Sucupira. Disponível em: <http://www.capes.gov.br/tutorial-
sucupira/Programa_LinhasPesquisa.html>. Acesso em: 22 set. 2019. 
MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de 
pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração e interpretação de dados. 3. ed. São 
Paulo: Atlas, 1996. 
______. Metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2004. 
MELO, K. Os principais sites para encontrar artigos científicos. Doity, 2018. Disponível em: 
<https://blog.doity.com.br/sites-de-artigos-cientificos/>. Acesso em: 22 set. 2019. 
O QUE pé um grupo de pesquisano âmbito do DIretório? Como saber se as atividades 
desenvolvidas por um conjunto de pesquisadores constituem um grupo de pesquisa? CNPQ. 
Disponível em: <http://lattes.cnpq.br/web/dgp/faq;jsessionid=8e5R7D6s-SLbACz5oCXv-
HZQ.undefined?p_p_id=54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal
&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-
3&p_p_col_count=1&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_struts_action=%2Fwiki_display%2Fvi
ew&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_nodeName=Main&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_tit
le=Q3.+O+que+%C3%A9%20um+grupo+de+pesquisa+no+%C3%A2mbito+do+Diret%C3%B
3rio%3F+Como+saber+se+as+atividades+desenvolvidas+por+um+conjunto+de+pesquisadores
+constituem+um+grupo+de+pesquisa%3F>. Acesso em: 22 set. 2019. 
OLIVEIRA, L. A. C. Como identificar notícias falsas. Biblioteca Anna Deák, 2017. Disponível 
em: <https://bibliotecaifsppep.wordpress.com/2017/09/14/como-identificar-noticias-falsas/>. 
Acesso em: 20 nov. 2019. 
REIS, A. S.; FROTA, M. G. C. Guia básico para a elaboração do projeto de pesquisa. 
Disponível em: <https://www.ufmg.br/proex/cpinfo/educacao/docs/06a.pdf>. Acesso em: 22 set. 
2019. 
 SCIELO. DIsponível em: <https://www.scielo.org/>. Acesso em: 21 nov. 2019. 
SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico.São Paulo: Cortez, 2002 
UNESP. Modelos de citação com base nas normas da ABNT. São Paulo: Unesp, 2014. 
Disponível em: https://www.sorocaba.unesp.br/Home/Biblioteca/modelo-de-citacoes2.pdf>. 
Acesso em: 20 nov. 2019. 
VERA, A. Metodologia da pesquisa científica. Porto Alegre: Globo, 1980. 
https://comunidade.rockcontent.com/conteudo-confiavel/
https://comunidade.rockcontent.com/conteudo-confiavel/
http://www.capes.gov.br/tutorial-sucupira/Programa_LinhasPesquisa.html
http://www.capes.gov.br/tutorial-sucupira/Programa_LinhasPesquisa.html
https://blog.doity.com.br/sites-de-artigos-cientificos/
http://lattes.cnpq.br/web/dgp/faq;jsessionid=8e5R7D6s-SLbACz5oCXv-HZQ.undefined?p_p_id=54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_count=1&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_struts_action=%2Fwiki_display%2Fview&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_nodeName=Main&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_title=Q3.+O+que+%C3%A9%20um+grupo+de+pesquisa+no+%C3%A2mbito+do+Diret%C3%B3rio%3F+Como+saber+se+as+atividades+desenvolvidas+por+um+conjunto+de+pesquisadores+constituem+um+grupo+de+pesquisa%3F
http://lattes.cnpq.br/web/dgp/faq;jsessionid=8e5R7D6s-SLbACz5oCXv-HZQ.undefined?p_p_id=54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_count=1&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_struts_action=%2Fwiki_display%2Fview&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_nodeName=Main&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_title=Q3.+O+que+%C3%A9%20um+grupo+de+pesquisa+no+%C3%A2mbito+do+Diret%C3%B3rio%3F+Como+saber+se+as+atividades+desenvolvidas+por+um+conjunto+de+pesquisadores+constituem+um+grupo+de+pesquisa%3F
http://lattes.cnpq.br/web/dgp/faq;jsessionid=8e5R7D6s-SLbACz5oCXv-HZQ.undefined?p_p_id=54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_count=1&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_struts_action=%2Fwiki_display%2Fview&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_nodeName=Main&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_title=Q3.+O+que+%C3%A9%20um+grupo+de+pesquisa+no+%C3%A2mbito+do+Diret%C3%B3rio%3F+Como+saber+se+as+atividades+desenvolvidas+por+um+conjunto+de+pesquisadores+constituem+um+grupo+de+pesquisa%3F
http://lattes.cnpq.br/web/dgp/faq;jsessionid=8e5R7D6s-SLbACz5oCXv-HZQ.undefined?p_p_id=54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_count=1&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_struts_action=%2Fwiki_display%2Fview&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_nodeName=Main&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_title=Q3.+O+que+%C3%A9%20um+grupo+de+pesquisa+no+%C3%A2mbito+do+Diret%C3%B3rio%3F+Como+saber+se+as+atividades+desenvolvidas+por+um+conjunto+de+pesquisadores+constituem+um+grupo+de+pesquisa%3F
http://lattes.cnpq.br/web/dgp/faq;jsessionid=8e5R7D6s-SLbACz5oCXv-HZQ.undefined?p_p_id=54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_count=1&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_struts_action=%2Fwiki_display%2Fview&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_nodeName=Main&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_title=Q3.+O+que+%C3%A9%20um+grupo+de+pesquisa+no+%C3%A2mbito+do+Diret%C3%B3rio%3F+Como+saber+se+as+atividades+desenvolvidas+por+um+conjunto+de+pesquisadores+constituem+um+grupo+de+pesquisa%3F
http://lattes.cnpq.br/web/dgp/faq;jsessionid=8e5R7D6s-SLbACz5oCXv-HZQ.undefined?p_p_id=54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_count=1&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_struts_action=%2Fwiki_display%2Fview&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_nodeName=Main&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_title=Q3.+O+que+%C3%A9%20um+grupo+de+pesquisa+no+%C3%A2mbito+do+Diret%C3%B3rio%3F+Como+saber+se+as+atividades+desenvolvidas+por+um+conjunto+de+pesquisadores+constituem+um+grupo+de+pesquisa%3F
http://lattes.cnpq.br/web/dgp/faq;jsessionid=8e5R7D6s-SLbACz5oCXv-HZQ.undefined?p_p_id=54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_count=1&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_struts_action=%2Fwiki_display%2Fview&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_nodeName=Main&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_title=Q3.+O+que+%C3%A9%20um+grupo+de+pesquisa+no+%C3%A2mbito+do+Diret%C3%B3rio%3F+Como+saber+se+as+atividades+desenvolvidas+por+um+conjunto+de+pesquisadores+constituem+um+grupo+de+pesquisa%3F
http://lattes.cnpq.br/web/dgp/faq;jsessionid=8e5R7D6s-SLbACz5oCXv-HZQ.undefined?p_p_id=54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_count=1&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_struts_action=%2Fwiki_display%2Fview&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_nodeName=Main&_54_INSTANCE_39Zlb9kA3d0e_title=Q3.+O+que+%C3%A9%20um+grupo+de+pesquisa+no+%C3%A2mbito+do+Diret%C3%B3rio%3F+Como+saber+se+as+atividades+desenvolvidas+por+um+conjunto+de+pesquisadores+constituem+um+grupo+de+pesquisa%3F
https://www.ufmg.br/proex/cpinfo/educacao/docs/06a.pdf
https://www.scielo.org/
 
CONCLUSÃO DO LIVRO 
Chegamos ao final de mais um módulo, com a sensação de que queremos saber mais, buscar mais, 
entender mais. Essa é a maior e a melhor consequência do aprendizado: o querer mais. 
Vimos como a ciência e a natureza se envolvem na pesquisa, assim como a família, o Estado e a 
sociedade. Todos possuem interface com a educação, sendo esta a grande razão pela qual nos 
desenvolvemos mesmo sem perceber. A Educação está por toda parte, no presente, no passado e 
no futuro. 
Estudamos os aspectos históricos para compreender nossa evolução, nossas ações e práticas. 
Pensamos em uma Educação para o século XXI e não estamos tão distantes da que tínhamos no 
século passado. Movimentos importantes marcaram nossa sociedade e personagens ilustres foram 
conhecidos e não mais serão esquecidos, pois cada um teve grande papel nessa jornada. 
Estudamos as abordagens que envolvem o aprender e o ensinar e, quando nos deparamos com 
elas, estamos ensinando para aprender. Uma relação tão tênue que quase não percebemos onde 
começa uma e termina a outra, porque, na verdade, não termina! 
E diante de todo esse contexto, a pesquisa exige que olhemos para ela com olhos de esperança, 
pois é dela que nosso desenvolvimento vem e é para ela que devemos caminhar, mesmo em meio 
a tantos desencontros. 
A pesquisa é a base da educação, porque todo professor é, também, um pesquisador. Aquele que 
ora ensina também aprende, portanto, somos todos personagens ativos no processo de pesquisa 
deste país.

Mais conteúdos dessa disciplina