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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO 
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO 
DISCIPLINA: ENTOMOLOGIA II 
PROFª AURISTELA CORREIA 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA SOBRE 
A ORDEM COLEOPTERA 
 
 
 
 
AUTOR: WANDESON MOURA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RECIFE, JANEIRO DE 2014. 
 
 
WANDESON SILVA DE MOURA 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA SOBRE A 
ORDEM COLEOPTRA 
 
 
 
Relatório entregue à Prof.ª Auristela Correia, 
como parte integrante da disciplina 
Entomologia II, o qual tem como objetivo 
fomentar o conhecimento, fazendo parte do 
processo avaliativo através da obtenção de 
nota. 
 
 
 
 
 
 
 
RECIFE, JANEIRO, 2014 
 
INTRODUÇÃO 
A Ordem Coleóptera comporta mais de 227 mil espécies devidamente 
catalogadas, sendo no total, de 35% de todos os indivíduos pertencentes à Classe 
Insecta. Essa espetacular quantidade de animais representam 23% de todos os 
indivíduos do Reino Animmalia, sendo o mais grupo de animais em número de 
espécies. O nome da ordem advém do latim cuja tradução, grosso modo, significa “asas 
que formam estojo” (SILVA, 2009). 
A ordem em questão compõe os indivíduos que são popularmente conhecidos 
por besouro, bicudo, broqueador, caruncho, joaninha, rola-bosta, serra-pau, vaga-lume, 
vaquinhas, etc. O tamanho do corpo pode variar de extremamente pequenos (0,25 mm) 
até indivíduos significativamente grandes (20 cm) (SILVA, 2009). 
A morfologia externa do corpo é muito variável no que tange a cores e formas, 
podendo ser encontrados nas formas oval-alongado, cilíndrico, achatado ou, até mesmo, 
laviforme. A cabeça, quando normal, é arredondada ou prolongada formando o rostro. 
Pode ser do tipo prognata ou hipognata com o “pescoço” flexível, isto é, possuem 
articulações cabeça-tórax. Quanto à disposição e tipo dos olhos compostos são laterais 
elípticos em algumas espécies e circulares noutras. Os ocelos são comumente presente 
no estádio larval sendo raramente encontrados em indivíduos adultos (SILVA, 2009). 
A disposição das antenas na fronte são de diversos tipos, possuindo de 2 a 60 
antenômeros, sendo que, o número mais comum de ser encontrado é de 11. Possuem, 
todas as espécies, aparelho bucal do tipo mastigador cujas mandíbulas são bem 
desenvolvidas. O prótorax é a parte do corpo mais desenvolvida, de formato livre e 
formando com a cabeça uma parte anterior distinta do restante do corpo. O meso e o 
metatórax são fundidos e geralmente recobertos pelos élitros. (SILVA, 2009). 
As asas anteriores são coriácea ou córnea, e não são usadas para o vôo, uma vez 
que não são dobráveis. Tais asas cobrem as asas posteriores e geralmente cobrem 
também todo o abdômen do inseto de tal maneira que formam uma sutura elitral ao 
longo do dorso do metanoto e do abdome. Ao passo que, as asas posteriores são 
membranosas e em muitos casos atrofiadas ou ausentes. A disposição delas sobre o 
corpo do inseto, enquanto não estão em vôo, são dobradas de forma longitudinal e 
transversal sob os élitros. Essas são as asas utilizadas pelos insetos para que possam 
lançar vôo (SILVA, 2009). 
Quanto aos tipos de pernas são, geralmente, ambulatórias, fossoriais, saltatórias 
e natatórias. Possuem de 1 a 5 artículos tarsais representando a fórmula tarsal 5-5-5, 4-
4-4, 3-3-3, 5-5-4, etc. No último tarsômero são encontradas 2 garras do tipo simples, 
denteadas, bíficas, pectinadas, etc. O abdome séssil possui 10 urômeros nos machos e 9 
nas fêmeas. No geral, os abdome é recoberto pelos élitros, sendo em algumas espécies 
exposto e em outras com somente o ápice exposto (SILVA, 2009). 
No que diz respeito à importância da ordem nos aspéctos agronômicos, vale 
ressaltar que, diversas famílias são importantes como polinizadores, como é o caso dos 
gorgulhos (Família Curculionidae), estes indivíduos vivem em flores de diversas 
espécies de plantas (LARA, 1992). 
Silva (2009) ressalta que insetos da Ordem Coleoptera possuem dupla 
importância econômica, sendo algumas espécies caracterizadas como insetos pragas que 
atacam plantas cultiváveis e grãos armazenados e outras como inimigos naturais 
utilizados para o controle biológico de determinadas pragas na agricultura como, por 
exemplo, a joaninha vermelha com pintas negras que é predadora de ovos de mariposas, 
borboletas e pulgões. Dentre os insetos pragas, destaca as espécie Anthonomus grandis, 
que é uma praga da cultura do algodão, Sitophilus zeamais, o caruncho do 
milho, Sternechus subsignatus, conhecido popularmente como bicudo, cascudo ou 
tamanduá-da-soja e oMigdolus fryanus que ataca o sistema radicular de várias culturas. 
Berti Filho (1979), estudando espécies da Ordem Coleoptera que possuem 
importância florestal, destaca que tais insetos figuram como os mais importantes dentre 
aqueles que são prejudiciais às essências florestais, não só pelo dano ocasionado como 
pela dificuldade de controle, principalmente dos coleópteros que são brocas e dos 
vetores de doenças. Ressalta ainda o auto que uma das mais importantes famílias é 
Scolytidae, cujos membros são xilófagos e vulgarmente conhecidos como besouros da 
casca. 
Algumas espécies desta Família e certas espécies da Família Platypodidae são 
conhecidas como besouros da ambrosia, devido ao hábito alimentar essencialmente 
micetófago. Alguns Scolytidae, dentre os quais se destaca a broca do café, são 
espermatófagos. 
 
 
OBJETIVOS 
 
Conhecer a importância agrícola e a classificação taxonômica a nível de família 
dos insetos pertencentes à Ordem Coleoptera. 
 
MATERIAL E MÉTODOS 
 
A aula prática desenvolveu-se nas dependências do Laboratório de Entomologia 
da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE. 
Sobre a bancada, foram alocados diversos exemplares da Ordem Coleóptera para 
posterior observação pelos acadêmicos. A cada aluno, coube observar os exemplares 
escolhidos pelo professor para posterior identificação a nível de família. 
Para que os resultados dos estudos obtivessem pleno sucesso, foram colocados a 
disposição dos acadêmicos lupas com lentes de aproximação variando de 10 a 40 vezes. 
No desenrolar da aula, para correta identificação dos exemplares, estavam a 
disposição dos acadêmicos lupas com lentes de aproximação variando de 10 a 40 vezes. 
Utilizou-se também, uma chave de classificação das principais famílias da ordem, a 
saber: Carabidae, Cicindelidae, Gyrinidae, Dytiscidae, Curculionidae, Scolytidae, 
Brethidae, Anthribidae, Lucanidae, Passalidae, Scarabaeidae, Erotylidae, Bruchidae, 
Cerambycidae, Chrysomelidae, Hirophilidae, Coccinelidae, Meloidae, Alleculidae, 
Lagriidae, Tenebrionidae, Cleridae, Dasytidae, Lymexylidae, Bostrychidae,Anobiidae, 
Burprestidae, Elateridae, Boostrychidae, Silphidae, Taphylinidae, Staphylinidae, 
Cantharidae, Lampyridae e Lycidae. 
Outros materiais e equipamentos também foram utilizados para facilitar a 
observação e identificação da família, como pinças e agulhas. A coleção de 
entomológica afixada na parede do laboratório também foi um instrumento utilizado 
com eficácia para auxiliar a identificação dos exemplares. 
 
RESULTADOS 
 
Ao término, da observação macroscópica do exemplar e, posterior consulta a 
chave taxonômica das principais Famílias da ordem, ao todo 10 espécies foram 
analisadas, obtendo o seguinte resultado: 
 
 
 Família Lagriidae 
 
 
Sequencia na Chave: 1’, 3”, 6’, 8”, 9’, 10”, 11, 13’, 14’ 
 
Tarso com o penúltimo tarsômero dilatado. 
 
Statira sp 
 
 
Obs.: Duas unidades para essa mesma família. 
 
 
 Família Cerambycidae 
 
 
Sequencia na Chave: 1’, 3”, 6’, 8”, 9 
 
Antenas longas, inseridas sobre uma elevação frontal; 
pronoto, em geral mais estreito que o mesonoto e o 
metanoto. 
 
 
Batus barbicornis 
 
 
 Família Scarobacidae 
 
 
Sequencia na Chave: 1’, 3”, 6, 7” 
 
Antenas com clava apical, perpendicular ao eixo antenal; 
corpo sem constrição; pronoto sem sulco médio-
longitudinal.Família Carabidae 
 
Sequencia na Chave: 1, 2 
 
Cabeça geralmente mais estreita que o pronoto; 
mandíbulas sem dentes; antenas inseridas entre os olhos e 
a base da cabeça. 
 
Calosoma sycophanta 
 Família Lampyridae 
 
 
Sequencia na Chave: 1’, 3”, 6’, 8”, 9’, 10”, 11’, 20’ 
 
Abdome com órgãos luminescentes nos últimos externos 
 
 
Lampyris noctiluca 
 
 
 
 Família Curculionidae 
 
 
Sequencia na Chave: 1’, 3, 4 
 
Antenas compostas, geralmente geniculo-clavadas; escapo 
muito longo 
 
 
 
Eusomus ovulum 
 
 
 
 Família Cicindelidae 
 
 
Sequencia na Chave: 1’, 2” 
 
Cabeça geralmente mais larga que o pronoto; mandíbulas 
com longos dentes; antenas inseridas na fronte, acima das 
mandíbulas. 
 
Cicindela campestris 
 
 
 
 Família Chrysomelidae 
 
 
Sequencia na Chave: 1’, 3”, 6’, 8”, 9’, 10” 
 
Tarsos criptopentâmeros (aparentemente 4-4-4) 
 
 
Leptinotarsa decemlineata 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cicindela_campestris
http://pt.wikipedia.org/wiki/Leptinotarsa_decemlineata
 Família Staphylinidae 
 
Sequencia na Chave: 1’, 3”, 6’, 8 
 
Élitros não cobrindo o abdome, com 5 ou seis segmentos 
(tergos) expostos. 
 
 
Ontholestes tessellatus 
 
 
 
FAMÍLIAS DE INTERESSE FLORESTAL: 
 
 
Desfolhadores e cortadores: alimentam-se de folhas (rendilhamento) ou serram ramos. 
 
Buprestidae: Além das folhas, alimentam-se de brotos e galhos tenros de árvores 
jovens. Ex.: Gêneros Lampetis (Fig. 4A) e Psiloptera (besouro-cai-cai, besouro-
manhoso). 
 
Crysomelidae: Rendilhamento de folhas. Ex.: besouro-de-limeira (Fig. 4B), 
besouroamarelo-dos-eucaliptos (Fig. 4C). 
 
Cerambycidae: Cortam ramos. Ex.: Serrador-da-acácia (Fig. 4D). 
 
Curculionidae: Rendilhamento das folhas - Gonipterus scutellatus (Fig. 4E) 
desaciculamento - Naupactus spp. (Fig. 4F). 
 
 
 
Broqueadores: constroem galerias na madeira e podem cultivar e semear fungo que 
deixa a madeira com coloração preta-azulada (desvalorização da madeira). 
 
Cerambycidae: broca-da-erva-mate (A), foracanta do eucalipto (B); 
Scolytidae: besouro Ambrósia do eucalipto e do pinus. 
Platypodidae: Platypus sulcatus. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CONCLUSÃO 
 
A Ordem Coleoptera é a que mais espécies comporta de toda Classe Insecta. São 
também os mais numerosos indivíduos de todo Reino Animmalia. Este fato, por si só, já 
justificaria um intenso estudo das espécies, pois, como é de se supor, apresentam 
também uma enorme importância, quer econômica ou mais especificamente 
agronômica. 
Os insetos da Ordem Coleoptera destacam-se como os mais importantes dentre 
aqueles que são prejudiciais às essências florestais, não só pelo dano ocasionado como 
pela dificuldade de controle, principalmente dos coleópteros que são brocas e dos 
vetores de doenças. 
As espécies pertencentes a família ora identificada na presente aula prática, não 
poderia melhor representar toda ordem, pois uma das famílias pode ser considerada 
praga (Cerambycidae) e outra espécie (Scarabaeidae), além de praga, também é 
classificada como útil para os interesses agronômicos conforme ficou claro no decorrer 
do presente relatório. 
Da mesma forma do qual é composto o tamanho da ordem, poderiam também 
ser grande os estudos destes insetos, fugindo, entretanto, do objetivo ora proposto para o 
presente relatório. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERENCIAS 
 
 
 
COLEÓPTEROS DE IMPORTÂNCIA FLORESTAL. Disponível em: < 
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfdBQAF/coleopteros-importancia-florestal-1-
scolytidae . >. Acesso em 22 de Jan. 2014. 
 
MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS FLORESTAIS AULAS PRÁTICAS. 
Disponível em: < 
http://www.den.ufla.br/siteantigo/Professores/Ronald/Disciplinas/Notas%20Aula/MIPFl
orestaGeralAula%205%20e%206.PDF. >. Acesso em 22 de Jan. 2014. 
 
 
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfdBQAF/coleopteros-importancia-florestal-1-scolytidae
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfdBQAF/coleopteros-importancia-florestal-1-scolytidae

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