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OBEDIÊNCIA 827 OBRA
traduzida): visto que a fé c um dos principais as
suntos da Epístola, e é o ato iniciai da obediência
na nova vida. além de ser uma característica essen
cial, o texto traduzido deve ser preferido: I Pe 2.14.
“(filhos) obedientes", ou seja, filhos da “obediên
cia” , caracterizados pela “obediência": (d) acerca
da “obediência” a Cristo — caso acusativo (2 Co
10.5): (^) em alusão à ‘‘obediência" de Cristo (Rm
5.19, referindo-se à Sua morte; cf. Fp 2.8): em Hb
5.8. diz respeito à Sua experiência prazerosa em
“obediência"' constante à vontade do Pai (não deve
ser subentendido no sentido de que Ele aprendeu a
obedecer ).‘l
2. hupotage (wroTayií), “sujeição” (formado de
hupo, “debaixo de”, c tassõ, “ordenar” ), é traduzi
do em 2 Co 9.13 por “submissão”. Veja SUJEIÇÃO.
B. Verbos.
1 . hupakouõ (ÚTraKoúto), “escutar, a tender”
(como em At 12.13). e. portanto, "submeter, obe
decer” . é usado acerca da ‘‘obediência”: (a) a Deus
(Hb 5.9; 11.8): (/>) a Jesus, dos elementos naturais
(M t 8.27; Mc 1.27; 4.41: Lc 8.25): (c ) aos discípu
los de Jesus (Lc 17.6): (d) à fé (At 6.7); ao Evange
lho (Rm 10.16:2Ts 1.8); à doutrina cristã (Rm 6.17.
como forma ou modelo de ensino); (e) às injunções
apostólicas (Fp 2.12: 2 Ts 3.14): (/) a Abraão, de
Sara ( I Pe 3.6); (g) aos pais. dos filhos (E f 6.1: Cl
3.20): (h) aos senhores, dos escravos (E f 6.5: Cl
3.22); (/) ao pecado (Rm 6.12): (j) em geral (Rm
6.16).<|
2 . peitho (tt€L 0 u>), “persuadir, convencer, con
verter. conquistar” , nas vozes passiva e média, “ser
persuadido, dar ouvido, escutar, obedecer” , é usa
do com este significado, na voz média, “persua
dir” , por exem plo, em At 5.36,37 (em At 5.40. voz
passiva, “concordaram ” ); Rm 2 . 8 : G1 5.7; Hb
13.17; Tg 3.3. A “obediência” sugerida não é por
subm issão à autoridade, mas é o resultado da per
suasão.
“Os verbos peitho e pisteuõ, ‘confiar*, estão es
treitamente relacionados etimologicamente: a dife
rença no significado é que o primeiro implica a obe
diência que é produzida pelo último (cf. Hb 3.18.19.
onde diz que a desobediência dos israelitas era evi
dência da incredulidade deles). A fé é do coração,
invisível aos homens; a obediência é da conduta e
pode ser observada. Quando o homem obedece a
Deus, ele dá a única prova possível de que no seu
coração ele crê em Deus. Claro que é a persuasão
da verdade que tem como resultado a fé (cremos,
porque fomos persuadidos de que a coisa é verda
deira; uma coisa não sc tom a verdadeira porque é
crida). mas o termo verbo, no Novo Testamento
sugere um resultado factual e externo da persuasão
interior e conseqüente fé” (extraído de Notes on
Thessalonians, de Hogg e Vine. pp. 254, 255). Veja
ASSEGURAR, B, n° 3.
3. peitharcheõ (freiSapxéoj). “obedecer a pes
soa em autoridade” (form ado do n° 2. e arche.
“governante, príncipe”), é usado em At 5.29,32: Tt
3.1; em At 27.21 é traduzido por “ter-me ouvido a
mim”. Veja ESCUTAR.1!
4. apeitheõ (àireiQéüj), “desobedecer, ser deso
bediente” (formado de a. elemento de negação, c o
n° 2), é encontrado em Rm 2.8; 1 Pe 3.1; 4.17. Veja
DESOBEDIÊNCIA.
Nota: Em 1 Co 14.34. é usado o verbo hupotassò,
“estar em sujeição” : também é encontrado em Tt
2.5.9. Veja SUJEIÇÃO.
C . A djetivo.
hupekoos (úttt)kooç), “obediente" (cognato de
A. n° 1). “dando ouvidos, sujeito”, ocorre em At
7.39 “(não quiseram) obedecer” : 2 Co 2.9: Fp 2.8.
onde o termo “até” é útil para tom ar claro que a
“obediência” nào foi à morte, mas ao Pai.f
OBRA
1. ergon (epyoi') denota “ trabalho, ação, ato” .
Quando usado no sentido de “ação ou ato” , a idéia
de “trabalho” é acentuada (por exemplo. Rm 15.18);
ocorre freqüentemente em sentido ético acerca das
ações humanas, boas ou ruins (por exemplo, Mt
23.3; 26.10: Jo 3.20.21: Rm 2.7.15: 1 Ts 1.3: 2 Ts
1.11 , e tc .): às vezes cm sentido menos concreto (por
exemplo. Tt 1.16; Tg 1.25. literalmente, “da obra” ).
Veja LABUTAR. TRABALHAR.
2. praxis (Trpãfiç) denota “execução, realização,
o ato cuja ação é vista como incompleta c cm de
senvolvimento” (cf. prassõ, “praticar”). Ocorre em
Mt 16.27: Lc 23.51 (o verbo é usado em Lc 23.14
[veja Nota (2). mais adiante]): At 19.18; Rm 8.13;
Cl 3.9). Em Rm 12.4. denota “ação", atividade ou
função, sendo traduzido por “operação". Veja O FI
CIO, TR A B A L H A R !
Nota: Contraste com o termo pragma, “aquilo
que foi feito, o ato realizado”, que ocorre, por exem
plo. em Tg 3.16.
3. poiesis (ironia» <;). “execução” (cognato de
poieõ. “fazer"), é traduzido em Tg 1.25 por “fei
t o " !
Nota: Contraste com o termo poiema. “ trabalho
feito”, que aparece em Rm 1.20; E f 2.10.(H
OBRA 828 OBTER
4. euergesia (eúepyeoía). Veja BENEFÍCIO.
n° 1.
Notas: (1 ) 0 verbo katergazomai, “trabalhar para
tora. resultar, provocar algo, perpetrar uma ação",
é usado com o pronome demonstrativo neutro tonto.
‘"este", em 1 Co 5.3. “o que tal ato praticou".
(2) O termo prassõ ( veja o n° 2), é usado em Lc
23.41. com o plural neutro do pronome relativo, "o
que os nossos feitos", literalmente, “(as coisas) as
quais praticamos'*.
(3) Em 2 Co 12.12, o termo dunatneis. "pode
res". é traduzido por “maravilhas". Veja TRABA
LHAR.
(4) Em At 24 .2 , o term o diorthõma. “en-
direitamento". junto com ginomai, "tom ar-se”, é
tradu/ido por, “se fazem [...] muitos e louváveis
serviços'’; mais literalmente, "se fazem reformas”/!
Quanto à leitura variante katorthõtna. veja COR
REÇÃO. n° 1.
OBRAS SEMELHANTES
Nota: A frase “de obras semelhantes", que ocorre
em At 19.25 é tradução da frase peri ("acerca de")
ta (“o”) toiauta ("tais coisas"), ou seja, literalmen-
te, “(ocupado) acerca de tais coisas".
OBRIGAR
1. anankazõ (dvayKdCw) denota “pôr constran
gimento sobre (derivado de ananke, “necessidade"),
constranger, forçar, obrigar, quer por ameaça, soli
citação. força ou persuasão". Jesus “constrangeu"
os discípulos a entrar no barco (M t 14.22; Mc 6.45):
os servos do homem que fez uma grande ceia for
çavam as pessoas a entrar (Lc 14.23); Saulo de Tarso
“obrigava" os santos a blasfemar (At 26.11): Tito.
embora grego, não foi “constrangido" a se circun-
cidar (G1 2.3), como os gálatas convertidos o fo
ram (G1 6.12); Pedro estava “obrigando" os genti
os a viver como judeus (G1 2.14); Paulo foi “cons
trangido" a apelar para César (At 28.19) e foi “cons
trangido" pela igreja em Corinto a se tom ar louco
falando de si mesmo (2 Co 12.11). Veja CONS-
TRANGER.1
2. angareuõ (dyyapeúu), “despachar como um
angaras“ (mensageiro persa mantido em estágios
regulares com poder de impressionar os homens ao
serviço), e, por conseguinte, em geral, “impressio
nar ao serviço”, é usado acerca de “obrigar" uma
pessoa a andar uma milha (Mt 5.41); fala de “cons
tranger* Simão a levar a cruz de Cristo (Mt 27.32:
Mc 15.21 ).1
OBSTINADO (1)
propetes (nponeTiíç) significa literalmente "que
cai para frente" (formado de pro. "adiante” , e piptõ,
“cair"); é usado metaforicamente para significar
“precipitado, irrefletido, im prudente, tem erário,
inconseqüente, afoito”, e é dito acerca de: (a) pes
soas (2 Tm 3.4: “cabeçudo" seria tradução apropri
ada); (b ) coisas (At 19.36. "temerariamente").^
OBSTINADO (2)
authades (aúôriòriç), “que agrada a si mesmo"
(formado de autos, "mesmo, próprio”, e hedomai,
“agradar*'), denota aquele que. dominado por in
teresse pessoal e em desconsideração de outros, afir
ma arrogantemente a própria vontade, “obstinado,
rebelde, voluntarioso" (Tt 1.7. "soberbo” ; 2 Pe
2. 10), o oposto de epieikes. “gentil, manso*’ (por
ex em p lo . I Tm 3 .3 ). “aq u e le que a té agora
supcrvaloriza a determinação à qual ele uma vez
tenha chegado, de modo a não ser demovido dela”
(Trench. que compara e contrasta philautos, “aman
te de si m esm o, eg o ís ta , in te re sse iro ” : New
Testament Synonyms, § xciii).^ Na Septuaginta.
consulte Gn 49.3,7; Pv 21.24.^
OBTER
A. Verbos.
1. tunchanò (Tiryxái'iu), “encontrar, achar, to
par com. deparar com”, também significa“obter,
atingir, alcançar, adquirir” (com respeito a coisas),
é traduzido pelo verbo "alcançar" em At 26.22. acer
ca do “socorro de Deus"; 2 Tm 2.10. acerca da "sal
vação que está em Cristo Jesus com glória eterna";
Hb 8.6. acerca do ministério “alcançado” por Je
sus; Hb 11.35. acerca de "uma melhor ressurrei
ção”. Veja OCASIONALMENTE.
2. epitunchanõ (êm Tvyxávw), primariamente,
"topar com. deparar com" (formado de epi, “sobre”,
e o n° 1), denota “alcançar” (Rm 11.7. duas vezes;
Hb 6.15: 11.33: Tg 4 .2)1
3. lanchanõ (Àayx<H'ü>). “obter por sorte”, é tra
duzido pelo verbo “alcançar" em At 1.17 (junto com
o termo kleros. “sorte” ou “porção” ); 2 Pe 1.1. Veja
SORTE.
4. ktaomai (KTcíopai). “obter para si mesmo,
adquirir, ganhar, alcançar”, é usado em At 1.18;
8.20; 22.28. Veja ADQUIRIR. POSSUIR, PRO
VER.
5. krateõ (teperréu»), “ser forte*’, também signifi
ca “obter possessão de. alcançar”, por exemplo, em
At 27 .13. “terem (o que desejavam)". Veja RETER.
OBTER 829 OCUPAR-SE
6. lambanõ (Àanfkíwu). ' tomar, receber”, é tra
duzido pelo verbo “alcançar* em 1 Co 9.25: Hb
4.16; em Fp 3.12, “tenha alcançado” (contraste com
o verbo katantaô, “atingir, chegar", em Fp 3.11);
Moule traduz “nào que eu já tenha recebido", ou
seja, o prêmio: o verbo não significa “atingir, che
gar” . Veja ACEITAR, n° 4.
7. heuriskõ (cúpíaicu) denota “achar” ; na voz
média “achar para si mesmo, obter, adquirir, alcan
çar” . com a sugestão de cumprir o fim que estava
em vista; é traduzido em Hb 9 .12 por “havendo efe
tuado (uma eterna redenção)”.
Notas: (1) Em 1 Co 9.24, o verbo katalambanô,
forma fortalecida do n° 6. formado de kata. usado
intensivamente, é traduzido por “alcanceis**.
(2) Em Hb 11.2.4,39, o verbo martureõt “pres
tar testemunho", e na voz passiva, “ ter testemunho
prestado a alguém", é traduzido pelo verbo “alcan
çar” (testemunho, ou seja, um bom relatório). Veja
TESTIFICAR (2).
(3) Quanto a Hb 1.4, “herdou”, e E f 1.11. “fei
tos herança*’, veja HERDAR.
(4) Quanto à expressão “alcançar misericórdia",
a voz passiva de eleeô. que ocorre em Mt 5.7; Rm
11.30.31; I Co 7.25; 2 Co 4.1 (“misericórdia que
nos foi feita*’); 1 Tm 1.13.16: 1 Pe 2.10 (duas ve
zes), veja MISERICÓRDIA.
B. Substantivo.
peripoiesis (TrepiTroírjaiç), literalmente, "feitura
em volta de” (formado de peri. “em volta*’, e poieõ.
“fazer"), denota: (a) “o ato de alcançar** qualquer
coisa, como a salvação em sua perfeição (1 Ts 5.9;
2 Ts 2.14); (b) “uma coisa alcançada, algo adquiri
do. aquisição, possessão” (Ef 1.14 [uns poriam este
versículo na letra “tf” ]; 1 Pe 2.9: cf. Is 43.21); (c)
“preservação”: este pode ser o significado em Hb
10.39 (“conservação” ); cf. o verbo correspondente
em Lc 17.33 (ARA), “preservar” (nos melhores tex-
tos).1 Na Septuaginta, o substantivo tem o signifi
cado da letra “6” em Ag 2.10 e Ml 3.17. e da letra
V ’ em 2 Cr 14.13.1
OCASIÃO
aphonne (ãòoppTi). “ponto de partida'*, era usa
do para denotar “base de operações em guerra”. No
Novo Testamento ocorre como segue: “(a) a lei for
neceu ao pecado uma base de operações para ata
car a alma (Rm 7.8.11); (b ) a conduta impecável do
apóstolo Paulo proporcionou aos seus amigos uma
base dc operações contra os seus detratores (2 Co
5.12): (c) ao recusar sustento temporal em Corinto.
Paulo privou estes detratores da base de operações
contra ele (2 Co 11.12); (d) a liberdade cristã não é
para fornecer uma base de operações para a carne
(G1 5.13); (e ) o com portam ento im prudente por
parte das viúvas jovens (e o mesmo é verdadeiro
com todos os crentes) proporcionaria a Satanás uma
base de operações contra a fé (1 Tm 5.14)'* (extra
ído de Notes on Galatians, de Hogg e Vine. p. 269).
A palavra é encontrada com freqüência nos pa
piros com significados que ilustram os encontra
dos no Novo Testamento. Na Septuaginta, consulte
Pv 9.9; Ez 5.7.1
OCASIONALMENTE
1. sunkuria (ouyicupía), literalmente, “reunião
com. coincidência de circunstâncias, acontecimen
to”. é traduzida por “ocasionalmente” , em Lc 10 .31
(“casualm ente", ARA). Mas a coincidência de even
tos é o que a palavra significa, e não a casualida
de.*
Nota: Alguns textos têm o termo tucha aqui (de
rivado de tunchanõ, “acontecer").
2. ei tuchoi (ei ). literalmente, “se pode
acontecer” (formado de ei, “se”, e tunchanõ. “acon
tecer” ), sign ifica “pode suceder” (1 C o 15.37,
“quando" ).1
OCIDENTE
dusme (ÒuajiTÍ), “o lugar do põr-do-sol” (forma
do de dusis, “afundam ento, colocação”; e dumv.
"afundar**), por conseguinte, “ocidente, leste", ocor
re em Mt 8.11; 24.27; Lc 12.54 (uns consideram
este como o pôr-do-sol); Lc 13.29; Ap 21.131
OCIOSO
argos (ápyóç) denota “inativo, ocioso, pregui
çoso. infrutífero, estéril” (formado de a. elemento
de negação , e ergon , “ trab a lh o ” ; cf. o verbo
katargeõy “reduzir à inatividade”; veja ABOLIR);
é usado: (a) literalmente (Mt 20.3.6: 1 Tm 5.13,
duas vezes: Tt 1.12; 2 Pe 1.8); (b) metaforicamen
te. no sentido de “ ineficaz, desprezível” : uma pala
vra (Mt 12.36): a fé desacompanhada dc obras (Tg
2.20. alguns manuscritos têm nekra aqui, “morto").1
OCUPAR-SE
nxeletaõ ( n e X t r d w ) s ig n ific a “c u id a r de"
(cognato dc melete. “cuidado” ): cm segundo lugar
“atender, tratar, tomar conta, ser diligente cm”, 1
Tm 4.15 (“ocupa-te"), ou seja. praticar como resul
tado de inventar ou planejar; em terceiro lugar.
OCUPAR-SE 830 OFERECER
“ponderar, imaginar * (Ai 4.25. “pensaram"). Alguns
manuscritos inferiores tem o verbo meletaõ em Mc
13.11. Veja DILIGÊNCIA, M E D IT A R !
O D IA R
A. Verbo.
miseõ ((iiaéío), “odiar, aborrecer” , é usado es
pecialmente acerca de: («) sentimentos maldosos e
injustificáveis para com os outros, quer aos inocen
tes ou por hostilidade mútua, ocorre, por exemplo,
em Mt 10.22; 24.10; Lc 6.22.27; 19.14; Jo 3.20
(“odiar" a luz. usado m etaforicam ente); Jo 7.7;
15.18,19,23-25; T t 3.3: 1 Jo 2 .9 .11 ; 3.13.15; 4.20;
Ap 18.2 (onde “aborrecível" é tradução da voz pas
siva do particípio perfeito do verbo, literalmente,
"odiada" ou “tendo sido odiada” ); (b ) um correto
sentim ento de aversão ao que é mau: dito acerca do
mal (Rm 7.15): iniqüidade (Hb 1.9); “a roupa [fi
gurativa] manchada da carne” (Jd 23); “as obras
dos nicolaítas” (Ap 2.6; em alguns manuscritos,
também ocorre em Ap 2.15); (c) preferência relati
va de uma coisa sobre outra, à guisa de expressar
ou aversão ou desconsideração pelas declarações
dc uma pessoa ou coisa com relação às de outra,
como a impossibilidade de servir a dois senhores
(Mt 6.24 e Lc 16.13); as reivindicações dos pais
com re la ç ã o às de Je su s (L c 14 .26 ); a
desconsideração pela vida de alguém com relação
às reivindicações de Cristo (Jo 12.25); negativamen
te, acerca da própria carne, quer dizer, da própria
pessoa, e. portanto, a esposa sendo uma com ele
(E f 5.29).
Noto: Em 1 Jo 3.15. aquele que “aborrece” a
seu irmão é chamado de assassino: pois o pecado
acha-se na disposição interior, acerca da qual o ato
é apenas a expressão exterior.
B. A djetivo.
siugetos (oTuyrjTÓç), “odioso" (derivado dc
stugeâ. “odiar”, verbo não encontrado no Novo
Testamento), é usado em Tt 3.3.1
C . S ubstan tivos.
1. echthra (IxÔpa), “ódio” . Veja INIMIZADE.
2. theostuges (ôeocrruyríç). formado de theos.
“Deus”, e stugeõ, “odiar” , é usado em Rm 1.30.
“aborrecedores de Deus. cuja tradução é apropria
da ao que é expresso pelas palavras que vêm a se
guir. “injuriadores". “soberbos”, mas parece que o
verdadeiro significado c “odioso para com Deus *.
Lightfoot. citando a Epístola de Clemente dc Roma.
em confirm ação desse ponto, diz: “Aqueles que
praticam coisas que são odiosas para Deus” .']!
ODOR
osme (óajiií). “cheiro, odor” (cognato de ozõ,
“cheirar"), é traduzido em Jo 12.3 por “cheiro”; é
usado m etaforicam ente E f 5.2, “cheiro (suave)”,
acerca dos efeitos para com Deus do sacrifício de
Jesus: em Fp 4.18. alude ao efeito do sacrifício, por
pane dos integrantesda igreja em Filipos, que en
viaram ajuda material ao apóstolo Paulo em seu
aprisionamento. A palavra também ocorre em 2 Co
2.14-16 (duas vezes).!
Nota: Quanto ao termo thumiama. “ incenso”,
que aparece em Ap 5.8, veja INCENSO. Quanto ao
termo amomon encontrada em Ap 18.13 (“odorífe-
ra"), veja ESPECIARIA.
O D O R ÍFE R A
thuinos (Oúivoç) é cognato de thuia ou thua. ár
vore africana arom ática e conífera: em Ap 18.12.
descreve uma madeira que formava parte das mer
cadorias da Babilônia; era apreciada pelos gregos e
romanos para fazer mesas, por ser dura. durável e
fragrante/ff
O D R E
askos (daicóç). “odre de couro, odre de vinho”,
ocorre em Mt 9.17 (quatro vezes): Mc 2.22 (quatro
vezes); Lc 5.37 (três vezes): Lc 5.38; em cada lu
gar, “odre”. Era usado um couro inteiriço de cabra,
por exemplo, com os orifícios amarrados e. quan
do cheio, amarrava-se o pescoço. O couro era cur
tido com casca de acácia, ficando o lado peludo
para fora. O s vinhos novos, pela fermentação, ras
gam os odres velhos (cf. Js 9.13: Jó 32.19). Pendu
rados na fum aça para sccar. os odres encolhiam
(veja SI 119.83).!
Nota: Quanto à expressão “cinto de couro**, que
ocorre em M c 1.6. veja COURO.
O F E R E C E R
A. Verbos.
1. prospherõ (trp<x7Ò€poj), primariamente, “ le
var para" (formado de pros, “para” , e pherõ. “tra
zer. levar”), também denota “oferecer", alude a: («)
o sacrifício do próprio Jesus, e também em virtude
do Seu Sumo Sacerdócio (Hb 8.3: Hb 9.14,25. ne
gativo; Hb 9.28; 10.12): (b) as ofertas sob ou de
acordo com a lei (por exemplo, Mt 8.4: Mc 1.44:
At 7.42: 21.26: Hb 5.1.3; 8.3; 9.7.9: 10.1,2.8,11):
(c) as “ofertas” anteriores à lei (H b 11.4.17. dc
Isaque, por Abraão): (d) as dádivas “oferecidas” a
Jesus (M t 2.11. “ofertaram” ); (e ) as orações “ofe
OFERECER 831 OFÍCIO
recidas" por Jesus (H b 5.7): (/) o vinagre “ofereci-
do“ pelos soldados a Jesus na cruz. em escárnio
(Lc 23.36): (#) a morte dos discípulos pelos perse
guidores. os quais pensam estar “oferecendo" um
serviço a Deus (Jo 16.2. "fazer”): (h) o dinheiro
“oferecido” por Simào. o M ágico (A t 8.18). Veja
LIDAR. n° 2. TRAZER. A. n° 8.
2. anapherõ (ciracJ^poj). primariamente, “levar,
conduzir" ou “levar completam ente" (ana), também
denota ‘ oferecer", diz respeito a: (a) o sacrifício de
Jesus (H b 7.27): (h ) os sacrifícios sob a lei (Hb
7.27); (c) os sacrifícios anteriores à lei (Tg 2.21. de
Isaque. por Abraão); (d) o sacrifício de louvor (Hb
13.15); (e) os sacrifícios espirituais em geral (1 Pe
2.5). Veja LEVAR ( I ). n° 3. TRAZER. A. n° 2.
3. didõmi (óíõiujjt), “dar", c traduzido em Lc 2.24
por “darem "; em Ap 8.3. por “opor” . Veja DAR.
4. parechõ (Trapexw), “fornecer, oferecer, apre
sentar. prover”, é usado em Lc 6.29. acerca de "ofe
recer” a outra face para ser golpeada depois de re
ceber um insulto semelhante; quanto a Al 17.31.
veja ASSEGURAR, A. n° I. Veja TRAZER. A, n°
21.
5. spendõ (erré^òto), “despejar como oferta de
bebida, fazer libação”, 6 usado figurativamente na
voz passiva em Fp 2.17 ("oferecido). Em 2 Tm 4.6.
“eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacri
fício” , o apóstolo Paulo está se referindo à proxi
midade de sua morte, no sacrifício do seu ministé
rio .! Este uso da palavra é exemplificado nos papi
ros.
Notas: (1) Em Lc 11.12. é encontrado o verbo
epididõmi, “dar” (formado de epi, “sobre”, no sen
tido de “em vez de” , e o n° 3).
(2) Em At 7.41. o verbo anagõ, “ levar ou con
duzir com pletam ente”, é traduzido por “oferece
ram” .
(3) Em At 15.29: 21.25 e 1 Co 8.1,4.10; I0 .19 .é
utilizado o verbo eidõlothutos, “sacrificado a ído
los" (thuõ denota “sacrificar”). Veja SACRIFÍCIO.
B. Substan tivos.
1. prosphora (irpoo<f>opá), literalmente, “o ato
de trazer, levar” (cognato de A. n° 1), por conse
guinte. “oferecim ento, oferta, oblação”, no Novo
Testamento uma “oferta” sacrifical, alude a: (o) o
sacrifício de Jesus (E f 5.2; Hb 10.10. acerca do Seu
corpo: Hb 10.14); negativamente, de não haver re
petição (Hb 10.18): (b) as "ofertas" sob ou de acor
do com a lei (At 21.26: Hb 10.5,8); (c) as dádivas
em espécie levadas aos judeus que passavam ne
cessidade (At 24.17); {d) a apresentação dos pró
prios crentes (salvos dentre os gentios) a Deus (Rm
15.16).!
2. holokautõma (óXoicaÚTujpa), "holocausto,
oferta queimada ". Veja HOLOCAUSTO.
3. anathema (ává6r|iia ) denota “dádiva coloca
da no templo, oferta votiva” (formado de ana. “com
pletamente”. e tithemi. “pôr” ), ocorre em Lc 21.5
(“dádivas” ).* C ontraste com o term o anathema ,
“anátema”, no verbete AMALDIÇOAR.
Notas: (1) Em Lc 21.4, o plural dc dõron. “pre
sente, dádiva", é traduzido por “ofertas” .
(2) Em Hb 13.11, “com o oblação” (A RA) é
acrescentado para completar o significado sacrifical
dc peri (expressão semelhante também deveria ter
sido acrescentado em Rm 8.3).
O F IC IA L
1 . huperetes (inrr|p€Triç). quanto ao original
desta palavra, veja MINISTRO. A. n° 3, é usado
com as seguintes aplicações: ia) ao assistente de
um magistrado (Mt 5.25); (b ) aos oficiais da sina
goga ou oficiais de diligências ou meirinhos do
Sinédrio (M t 26.58, “criados"; Mc 14.54; 14.65.
“servidores": Jo 7.32,45.46; 18.3,12.18.22; 19.6,
“servos” : At 5.22.26). Veja MINISTRO. SERVO.
2. praktõr (npdKTiop), literalmente, “aquele que
faz ou realiza” (cognato de prassõ . “fazer, prati
car” ). era usado em Atenas acerca daquele que ex-
torquia pagamento, coletor (a palavra é usada com
freqüência nos papiros para aludir a um contador
público); por conseguinte, em geral, oficial dc tri
bunal, assistente num tribunal de justiça (de acor
do com Deissmann); a palavra é usada cm Lc 12.58
(duas vezes).! Na Septuaginta. consulte Is 3.12.!
O F ÍC IO
A. Substan tivos.
1. praxis (irpô^i ç), “feitura, feito, ação” (cognato
de prassõ. “ fazer” ou “praticar"), também denota
“atuação“ ou “função”, é traduzido em Rm 12.4 por
“operação”. Veja OBRA.
2. hierateia ou hieratia (ie pare ia ou U p a r ia ) ,
denota “o ofício dos sacerdotes” (Lc 1.9: Hb 7.5,
“o sacerdócio” ).!
B. Verbo.
hierateuõ (íepaTewo), “oficiar como sacerdote”
(cognato de A, n° 2), é traduzido em Lc 1.8 por
"exercendo ele o sacerdócio”. A palavra é freqüen
te em inscrições.!
Notas: (1) Em Rm 11.13. o co rre o term o
diakonia. “ministério’'.
OFÍCIO 832 OLHAR
(2) Em Ai 1.20, é utilizado o lermo episkope.
"inspetoria, bispado".
(3) Em 1 Tm 3.1, a palavra "episcopado”. é, li
teralmente. “inspetoria. bispado” ; em 1 Tm 3 .10 ,13.
onde a ARA tem . respectivam ente, "exerçam o
diaconato” e "desempenharem (bem) o diaconato”.
a ARC omite corretamente a palavra "diaconato” e
traduz o verbo diakoneõ, “servir” : “sirvam” e "ser
virem (bem) como diáconos”, respectivamente.
OITENTA
ogdoekonta (oyôofjKWTa), derivado de ogdoos.
“oitavo”, é encontrado em Lc 2.37; 16.7.1
O IT O
okíõ (òktw), "oito” (cm lalim. octo. ociavus: cf.
em português, “octógono”, "oitavo", "oitava"), e
usado em Lc 2.21: 9.28; Jo 20.26; At 9.33: 25.6; 1
Pe 3.20. Em composição com outros numerais, oktõ
kai deka, literalm ente, “oito e dez. dezoito” (Lc
13.4.11.16); triakonta kai oktõ. "trinta e oito” (Jo
5.5).!
ogdoos (óyòooç), "oitavo” (relacionado com o
precedente), é usado em Lc 1.59: At 7.8: 2 Pe 2.5:
Ap 17.11; 21.20.1
oktaemeros (ÓKTann€po<;). adjetivo, que signi
fica pessoa ou coisa "de oito dias”, “de oito dias de
idade” (formado de okíõ, “oito”, e hemera. "dia” ),
é usado em Fp 3.5. Este. e outros adjetivos numéri
cos similares não encontrados no Novo Testamen
to. indicam duração em vez dc intervalos. O após
tolo Paulo mostra, ao dizer que é circuncidado ao
“oitavo dia", que seus pais não eram nem ismaelitas
(circuncidados aos treze anos de idade), nem ou
tros gentios, convertidos ao judaísmo (circuncida
dos ao se tomarem judeus)-!
O L E IR O
A. S ubstan tivo .
kerameus OcepaiiÉiiç), “o leiro” (derivado de
kerannumi, “misturar” , cognato de keramos, "bar
ro de oleiro”), é usado. (a) com relaçãoao "campo
de oleiro" (Mt 27.7.10); (b ) ilustrativãmente, acer
ca do direito do '"oleiro” sobre o barro (Rm 9 .2 1).
onde o “ou” introdutório sugere as alternativas de
que deve haver ou um reconhecimento da discri
ção e poder absolutos de Deus. ou uma negação de
que o “oleiro” tenha poder sobre o barro. Não há
indicação da criação dc seres pecadores, ou da cri
ação de tais sim plesm ente com o propósito de
castigá-los. O que a passagem apresenta é o direito
de Deus lidar com os seres pecadores de acordo
com o Seu próprio conseiho.1
B. A djetivo.
keramikos (ieepa|UKÓç) denota "de (ou feito pelo]
oleiro"’ (em português, "cerâmico” ), ocorre em Ap
2.27 (“de oleiro” ).!
OLFATO
osphresis (õaòpTiaic;) denota “o sentido do ol
fato”. em 1 Co 12.17.1
OLH A!
1. biepõ OAgttcú). “olhar" (veja OLHAR. n° 1),
tem o significado de “prestar atenção, olhar por si
mesmo", em 2 Jo 8. Veja ACAUTELAR.
2. horaò (òpriu;). “ver" (veja OLHAR. n° 7), tem
o significado de "ver” ou "cuidar de uma coisa” ,
ocorre em Mt 27.4 (não é traduzido em português:
"[Olha,] isso é contigo"): em At 18.15, “vede-o” : o
futuro (singular, opsei, plural, opsesrhe), é usado
em lugar do tempo que está faltando em horaõ, e
representa o imperativo.
O L H A R
A. Verbos.
1. blepõ (fíÀ€7Tü)), primariamente, “ter visão, ver”,
portanto, "observar, discernir, perceber”, e freqüen
temente implica contemplação especial (cf. o n° 4),
é usado em Lc 9.62: Jo 13.22; A t 1.9 (“vendo-o” );
At 3.4: 27 .12; E f 5.15 (“vede” ); Ap 11.9 (“verão” );
Ap 18.9 (“ virem” ). Veja VER.
2. anablepõ (àvafiXéTu). denota: (a) “olhar para
cima” ( formado de ana. "para cim a", e o n° l ), ocor
re, por exemplo, em Mt 14.19; M c 8.24 (cm alguns
manuscritos, é encontrado em Mc 8.25); (b) “recu
perar a visão” (por exemplo. Ml 11.5; 20.34: Jo
9 .1 1 ). V eja V IST A . C o n tra s te com o verbo
anablepsis. "recuperar a visão”, que ocorre em Lc
4.19.
3. periblepõ ( t t € pi^XeiTuj), "olhar em volta, ob
servar as circunstâncias ou considerar a situação”
(formado de peri, “ao redor*. e o n ° 1). 6 usado, na
voz média, em Mc 3.5.34; 5.32: 9.8; 10.23; 11.11;
Lc 6.10.1
4. apoblepô (<2TropA.€Trco) significa "olhar para
longe de” (formado de apo, “de” . e o n° 1) iodos os
outros objetos para um só: por conseguinte, "olhar
firmemente” (Hb 11.26, “tinha em vista” )-! Con-
iraste com o n° 8.
5. emblepõ (éjiflAéifto). "olhar para" (formado
de en. “em”, e o n° 1), c encontrado em Mc 10.27;
OLHAR 833 OLHO
14.67: Lc 22.61: Jo 1.36. Este verbo implica um
olhar acurado e penetrante, sendo distinto dos n.os
6 e 9. Veja CONTEM PLAR. n° 3, VER. n° 6.
6. epiblepô (émptéTno), “olhar em” (formado de
epi. “em ”, e o n° I ). é usado no Novo Testamento
acerca de consideração favorável para com a baixa
situação social da virgem Maria (Lc 1.48. "aten
tou” ); num pedido feito para o Senhor “olhar” para
um filho afligido (Lc 9.38): ter uma consideração
p a rc ia l para com os p ró sp e ro s (T g 2 .3 .
“atentardes” ). Veja EM RELAÇÃO A. PRESTAR
ATENÇÃO.!
7. eidon (eiôoi')- usado com o o tempo aoristo de
horaò, “ver", em vários sentidos, é encontrado em
Jo 7.52 (“verás” ); Ap 4.1 (“olhei” ): Ap 6.8; 14.1.14;
15.5. Veja ACAUTELAR. n° 2. CONSIDERAR.
CONTEM PLAR. MOSTRAR. PERCEBER. VER.
8. aphoraõ (ãéopáüj), “olhar para longe de uma
coisa para ver outra” (formado dc apo. “de” , e o n°
7). “concentrar o o lhar em ” , ocorre em Fp 2.23
(“provido” , veja ARA): Hb 12.2.1
9. epeidon (€7T€UÔoi') denota “olhar em. consi
derar” (formado de epi. “em ", e o n° 7): (a) favora
velm ente (Lc 1.25. “atentou” ); (h) desfavoravel
mente (At 4.29).1
10. parakuptõ (irapaicÚTmo). literal e primaria
mente. "inclinar-se para um lado” (formado de para,
"à parte”, e kuptõ, “curvar adiante” ), denota “incli
nar-se para olhar em” (Lc 24.12: Jo 20.5.11): meta
foricamente. acerca de “atentar bem” para a lei per
feita da liberdade (Tg 1.25); acerca de coisas que
os anjos desejam "olhar” (1 Pe 1.12)-1
11. anakupiõ (ttWjucúirTü)), “erguer-se para cima”
(formado de ana, “para cim a”, e kuptõ, “curvar” ),
é traduzido em Lc 21.28 por “olhai para cima”, acer
ca de ficar anim ado em expectativa jovial (seguido
pelo verbo epairõ. “ levantar” ). Veja ELEVAR.
12. skopeõ (CTKrmcüj), “olhar para, considerar”
(em português, “escopo” ), implicando considera
ção mental, é traduzido pelo verbo “atentar" em 2
Co 4.18: Fp 2.4. Veja ACAUTELAR, MARCAR.
13. episkopeõ (émaicoTréto), literalmente, “olhar
em ” (formado de epi, “sobre. em ”, e o n° 12), é
traduzido por “ter cuidado” em Hb 12.15 (a prepo
sição epi sendo provavelmente intensiva aqui); 1
Pe 5.2. “exercer a superintendência, a supervisão,
visitar, preocupar-se por". Veja TER CUIDA DO .1
14. episkepíomai (émcncéTrropm). forma mais
recente do n° 13, “visitar” , têm o significado de
“procurar”, e é traduzido em At 6.3 por “escolhei” .
Veja VISITAR.
15. atenizõ (dTtiâCüj), “olhar fixamente, fitar” ,
é usado em Lc 22.56 (“pusesse os olhos nele’5); At
1.10: 3.4: 3.12 (“olhais tanto para"); Al 6.15; 7.55;
10.4; 11.6; 13.9: 14.9; 23.1; 2 Co 3.7.13. Em Lc
4.20. é traduzido por “estavam fitos" (ophthalmoi,
“olhos”, sendo usado separadamente). Veja CON
TEM PLAR, n° 10.1
16. theaomai (fteáojica). “ ver” (acerca de con
tem plação m inuciosa), é encontrado em Jo 4.35,
acerca de “olhar” os campos: em 1 Jo 1.1 ("vimos” ),
acerca das experiências pessoais dos apóstolos de
Jesus nos dias da Sua carne, e os fatos da Sua dei-
dade e humanidade. Veja CONTEM PLAR, n° 8.
17. theõreõ(0€wp€m), “olharpara. fitarem , ver”,
e' traduzido em Mc 15.40 por “olhando”. Veja CON
TEM PLAR, n° 6.
B. Substan tivo .
horasis (òpacriç), cognato de A. n° 7. denota:
(a) “visão” (o mesmo se dá com o substantivo as
sociado hora/tia. por exemplo. At 7.31; horasis sig
nifica especificamente o ato de ver, horama. aquilo
que é visto); também ocorre em At 2.17: Ap 9.17;
(h ) “aparência” (Ap 4.3; na ARA é traduzido duas
vezes por “aspecto” ).!
OLHO
1. ophthalmos (ckJjOoXiíóç), cognato de opsis,
"vista, visão”, provavelmente derivado de uma raiz
que significa “penetração, agudez” (Curtius, Greek
Htymology) (cf. em português, “oftal mia” ). É usa
do para descrever (a ) o órgão físico (por exemplo.
M t 5.38); o restabelecimento da visão (por exem
plo, Mt 20.33): o poder da visão de Deus (Hb 4.13;
1 Pe 3.12); Jesus em visão (Ap 1.14; 2.18: 19.12);
o Espírito Santo na unidade da deidade com Cristo
(Ap 5.6): (b ) metaforicamente, as qualidades éti
cas, o mal (Mt 6.23, Mc 7.22, pui uicioníiuia, em
lugar da inveja); a simplicidade de motivo (M t 6.22;
Lc 11.34); como o instrumento de desejo mau, “a
principal avenida da tentação” (1 Jo 2.16); o adul
tério (2 Pe 2.14); (c) metaforicamente, a visão men
tal (M t 13.15: Jo 12.40: Rm 11.8; G1 3.1. onde a
metáfora do “olho mau" é alterada para um sentido
d ife re n te do de e n c a n ta r — a a f ix a ç ã o ou
anunciação de um “olho” era usado como encanta
mento para prevenir o m al); pela pregação do Evan
gelho Jesus Cristo foi. por assim dizer, anunciado
perante os “olhos" deles; a pergunta pode ser para
fraseada: "Que maus m estres m alignam ente vos
fascinaram?": em Ef 1.18, fala dos “olhos do cora
ção" como meio de conhecimento.
OI.HO 834 OPERAÇÃO
2. oninta (õp |io), “vista” , é usado no plural em
Mt 20.34 (o n° 1 é usado em Mt 20.33): Me 8.23 (o
n° 1 é usado em M c 8.25). A palavra é de uso mais
poético que o n° I , e os escritores podem ter muda
do a palavra com vistas a distinguir o desejo sim
ples do cego do ato tenro do próprio Senhor.!
3. t rumai ia (TpupaXiá) é usado em M c 10.25.
acerca do “olho" ou “buraco” de uma agulha (deri
vado de trume, “buraco”, truõ, “gastar” ).! Contraste
com a palavra trema, “buraco, perfuração” , que
ocorre em Mt 19.24 (alguns textos têm trupema,
“buraco", derivado de tmpaõ, “abrir um buraco”)
e em Lc 18.25. segundo os manuscritos mais au
tênticos (alguns lextos têm trumalia).!OLÍBANO
libanos (Xípctyoç), proveniente de um verbo
semítico que significa “ser branco, embranquecer",
é uma resina vegetal, amarga e reluzente, obtida
por incisões na casca da arbor thuris, **a árvore de
incenso", e especialmente importada pela Arábia:
era usada para fumigação em sacrilicios (Êx 30.7),
ou para perfumes (Ct 3.6). A variedade da índia é
chamada looban. Fazia parte das ofertas trazidas
pelos magos (Mt 2.11). Em Ap 18.13. está alistado
entre as mercadorias da Babilônia. O “incenso” de
Ap 8.3 devia ser “olíbano". Contraste com INCEN
SO.!
OLIVEIRA
1. elaia (eX a ía ) denota: (o) “oliveira” (Rm
11.17,24; Ap 11.4, plural); o monte das Oliveiras
era chamado assim por causa de numerosas olivei
ras ali existentes, e indica a importância ligada a
esse fato; o monte é mencionado no Novo Testa
mento só em conexão com a vida do Senhor na ter
ra (Mt 21.1; 24.3; 26.30; Mc 11.1; 13.3; 14.26; Lc
19.37: 22.39; Jo 8.1); (b) “azeitona” (Tg 3.12).!
2. elaiõn (eXaitói'), “olival, olivedo” ou "jardim
de oliveiras”, a terminação -õn. como nesta classe
de substantivo, indica “lugar determinado por ár
vores do tipo designado pela primitiva” (Thayer):
por conseguinte, 6 aplicado ao monte das Oliveiras
(Lc 19.29; 21.37; At 1.12; nestes primeiros dois
textos e em Mc 11.1, alguns manuscritos têm a for
ma substantivai como no n° 1)-!
3. kallielaios (ícaÀXiéXaioç), “oliveira de jardim "
(formado de kailos. “beleza”, e o n ° 1), ocorre em
Rm 11.24 ("boa oliveira").!
4. agrielaios (crypiiXaioç). adjetivo (formado de
agrios, "quecresce nos campos, selvagem”. e o n ° 1),
denotando “de oliveira selvagem ou brava”, é usado
como substantivo em Rm 11.17,24 (“zambujeiro”)-!
OMBRO
õmos (wpoç) ocorre em Mt 23.4 e Lc 15.5, e é
sugestivo (como na última passagem) de força e
segurança.!
ONDA
1. kuma (tcí»p.a). derivado de kuõ, “estar grávi
da. inchar, avolumar”, é usado: (<7) literalmente, no
plural (Mt 8.24. “ondas”: Mt 14.24; Mc 4.37); em
alguns manuscritos, ocorre em At 27.41; (b ) figu
rativamente (Jd 13)-!
2. salos (oáXoç) denota “arremesso”, especial
mente o volum e rolante do mar (Lc 21.25. “on
das” ).!
3. kludõn (KXúòtirt'), “vaga. vagalhão”, é usado
em Lc 8.24 (“fúria [da água]”); Tg 1.6 (“onda” ).
Veja BRAMAR. B .l
ONTEM
echtbes ou cbthes (èx^eç) ocorre em Jo 4.52:
At 7.28; Hb 13.8.!
ONZE
hendeka (evÔetca), literalmente, “um dez" (em
lalim. undecim). só é usado para se referir aos onze
apóstolos que ficaram depois da morte de Judas
Iscariotes(M t28.16:M c 16.14: Lc 24.9.33; At 1.26:
2.14).!
hendekatos (€VÔ€kcito<;), adjetivo derivado do
anterior, é encontrado em Mt 20.6.9: Ap 21.20.1
OPERAÇÃO
1. energeia (erépyeia) (em português, “energia” )
é usado acerca de: (1) o “poder” de Deus: (a) na
ressurreição dc Cristo (E f 1.19; Cl 2.12); (b) na
chamada e capacitação de Paulo (Ef 3.7; Cl 1.29.
"eficácia” ); (c) nos procedimentos punitivos ao en
viar "a operação do erro” sobre aqueles que estão
sob o domínio do Homem do Pecado, que não re
ceberam o amor da verdade, mas têm prazer na in
justiça (2 Ts 2 .11): (2) o “poder” de Jesus: (<i) em
geral (Fp 3.21); (b) na igreja, individualmente (Ef
4.16): (3) o "poder” de Satanás dando energia ao
Homem do Pecado em sua parousia (2 Ts 2.9, “efi
cácia” )-!
2. energema (érépYrma), “o que é feito ou ela
borado”. o efeito produzido pelo n° I . ocorre em 1
Co 12.6,10.!
OPORTUNIDADE 835 ORAR
OPORTUNIDADE
A. Substantivos.
1 . kainos (ícaipóç). primariamente, “medida de
vida”, é usado acerca de “um período fixo e defini
do, um tempo, uma oportunidade", e encontrado
em GI 6.10 e Hb 11.15. Veja ENQUANTO, ESTA
ÇÃO. TEM PO.
2. eu kai ri a (eÚKCupía), “tempo apropriado, opor
tunidade'* (form ado de eu, “bem*’, e o n° 1), ocorre
em M t 26.16 e Lc 22.6.1 Contraste com o termo
eukairos, “oportuno, que vem a tem po, próprio da
estação” . Veja CONVENIENTE.
3. topos (tóttoç). “lugar”, é em At 25.16 por
“possa” (ou seja. ” tenha a oportunidade de” ). Veja
LUGAR. QUARTO.
B. Verbos.
1 . eukaireõ (€ L 'K m p 6 io ) , "ter tem po ou horas va
gas" (cognato de A. n° 2). é traduzido em 1 Co 16.12
por “boa ocasião” . Veja BOA OCASIÃO.
2 . akaireotnai (dKaipéojicu). "nào ter oportuni
dade” (formado de a. elem ento de negação, e kairos.
“oportunidade” ), ocorre em Fp 4.10.1
OPOSIÇÕES
antithesis (diTÍÔ eaiç). ”posição contrária, opo
sição” (formado d e onti. “contra”, e tithemi, "pôr";
em português, “antítese” ), ocorre cm I Tm 6.20.1
OPRIMIDO
1. sõreuõ (<Xb>p€Ú(o) significa “am ontoar em ”
(derivado de sõros, "montão**, termo que não ocor
re no Novo Testamento: na Septuaginta. aparece,
por exemplo, em Js 7.26; 8.29; 2 Sm 18.17; 2 Cr
31.6-9). vemos em Rm 12.20. acerca de brasas; em
2 Tm 3.6. dito das mulheres "carregadas** dc peca
dos. Veja AM ONTOAR.1! Na Septuaginta. consul
te Pv 25.22.1
2. gemõ (yépuj). “ser cheio”, é traduzido em Ap
21.9 por “cheias”. Veja CHEIO.
3. phortizõ (<t>opTÍ£ü)), "carregar” (cognato de
pherõ , “ levar” ), é usado na voz ativa em Lc 11.46;
na voz passiva, m etaforicam ente, ocorre em Mt
11.28. “oprimidos” . Veja FARDO.1 Na Scptuagin-
ta. consulte Ez 16.33.1
Nota: Em At 28.10, o verbo epitithemi. “colo
car sobre, vestir** (formado de epi. "sobre” , e tithemi.
**pôr”). é traduzido por “nos proveram** (veja AR A ).
OPRIMIR (1)
apothlihõ (áTroBXípto), form a forta lecida dc
thlibõ, “afluir em multidão, apinhar-se” (apo. ele
mento intensivo), é usado em Lc 8.45 (“oprim e” ),
onde fala da multidão que comprim ia Jesus (cf. a
palavra precedente suneehõ. "apertar” ). Na Septu-
aginta. consulte Nm 22.2.1
OPRIMIR (2)
1. katadunasteuõ (KaTaõuvaaTeúü)). “exercer
poder sobre” (form ado de kata. “para baixo” , e
dunastes, "potentado” ; cognato de dunamai. “ter
poder” ), “oprim ir", é usado, na voz passiva, em At
10.38; na voz ativa, em Tg 2.6.1
2. kataponeõ (ko Tairovéw). Veja AFLIGIR. B.
n°4 .
ORADOR
rhetõr (pT^T(t>p), de um tem po presente obsole
to. rheõ. “dizer” (cf. em português, “ retórica”), de
nota “ locutor público, orador" (At 24.1, acerca de
Tértulo). Tal pessoa, diferente do advogado pro
fissional. era contratada com o orador profissional
para fazer uma apresentação hábil de um caso no
tr ib u n a l. Seu tre in am en to não e ra leg a l, m as
re tó rico .!
ORAR
A. V erbos.
1. euchomai (euxopai), “orar (a Deus)”, é usa
do com este significado em 2 Co 13.7 (“rogo”); 2
Co 13.9 (“desejam os” ); T g 5.16; 3 Jo 2. Às vezes
os verbos “prover" (At 26.29), "desejar*’ (At 27.29),
"poder desejar" (Rm 9.3), indicam que a “oração”
está envolvida .1
2. proseuchomai (Trpooeúxopai). “orar*’, sem
pre é usado acerca da "oração** feita a Deus. e é a
palavra mais freqüente a este respeito, sobretudo
nos Evangelhos Sinóticos e em Atos, uma vez em
R om anos (Rm 8.26); em E fésios (E f 6.18); em
Filipenses (Fp 1.9); em I Timóteo (1 Tm 2.8); em
Hebreus (Hb 13.18); cm Judas (Jd 20). Quanto à
injunção em 1 Ts 5.17. veja CESSAR. C.
3. erõtaõ téptoTÓio), “pedir*, tem o sentido do
verbo “rogar” em Lc 14.18.19; 16.27; Jo 4.31;
14.16; 16.26; 17.9; 17.15 (“peço”); Jo 17.20; At
23.18; 1 Jo 5.16 (“orará” ). Veja PEDIR. A, r\° 2.
4. deomai (Ô€0| i a i ). “desejar” , ocorre em 2 Co
5.20 (“rogasse"); 2 Co 8.4 (“pedindo-noscom [mui
tos] rogos” ). Veja ROGAR. n° 3.
Nota: O verbo parakateõ, “cham ar a ajuda de
alguém”, é traduzido pelo verbo “rogar” nos seguin
tes textos: Mt 26.53 (“orar” ): M c 5.17,18: At 16.9:
24.4; 27.34 (“exorto-vos” ). Veja ROGAR. n° 1.
ORAR 836 ORDEM
B. Substantivos.
1. enche (€L-xq), cognato de A, n° 1. denota “ora
ção” (Tg 5.15); “voto” (A t 18.18 e 21.23). Veja
V O T O ‘11
2. proseuche (irpoaeuxií), cognato de A. n° 2,
denota: (a) “oração” (a Deus), o termo mais fre
qüente, ocorre, por exemplo, em Mt 21.22: Lc 6.12
(onde a frase não deve ser considerada literalmente
como se significasse, “a oração de Deus” [genitivo
subjetivo], mas no caso acusativo, “oração a Deus” ).
Em Tg 5.17,“orando, pediu", é. Literalmente, “ele
orou com oração” (forma hebraística); nos seguin
tes textos, a palavra é usada com o n° 3: Ef 6.18: Fp
4.6; 1 Tm 2.1: 5.5; (b ) “um lugar de oração” (At
16.13.16). um lugar fora dos muros da cidade.
3. deesis (Ô^qaiç), primariamente “desejo, ne
cessidade” (cognato dc A, n° 4), então, “pedido,
solicitação, súplica” , no Novo Testamento sempre
é dirigido a Deus, sendo traduzido ou por “súplica”
ou por “oração” (e seus respectivos plurais), em Lc
1.13; 2.37; 5.33; Rm 10.1; 2 Co 1.11:9.14; Fp 1.4:
Fp 1.19: 2 Tm 1 .3 ;H b 5 .7 ;T g 5.16: 1 Pe3 .12 .
4. enteuxis (èvJçuEic,) é traduzido em 1 Tm 4.5
por “oração” . Veja LNTERCESSÃO.
Notas: ( 1 ) 0 termo proseuche é usado acerca da
“oração” em geral: o termo dpt>KÍs ressalta o senti
do de necessidade; às vezes é usado acerca de pe
dido de homem para homem.
(2) Nos papiros, o termo enteuxis é a palavra
regular para aludir a uma petição feita a um superi
or. Quanto ao sinônimo aitema, veja PETIÇÃO:
quanto ao termo hiketeria. que ocorre em Hb 5.7,
veja SÚPLICA.
(3) "A oração é corretamente dirigida a Deus
Pai (M t 6 .6 : Jo 16.23; E f 1.17; 3.14), e ao Filho (Al
7.59: 2 Co 12.8); mas em nenhum lugar do Novo
Testam ento a oração é dirigida distintam ente ao
Espírito Santo, pois enquanto o Pai está no céu (Mt
6.9), e o Filho está à Sua mão direita (Rm 8.34), o
E sp írito S an to está nos c ren te e com ele (Jo
14.16.17).'’
“A oração deve ser oferecida no nome do Se
nhor Jesus (Jo 14.13). ou seja. a oração tem de es
tar de acordo com o caráter dEIe. e deve ser apre
sentada no mesmo espíriio de dependência e sub
missão que o marcou (M t 11.26; Lc 22.42).”
“O Espírito Santo, sendo o intérprete exclusivo
das necessidades do coração humano, faz Sua in-
tercessão a esse respeilo: e já que a oração é impos
sível ao homem sem Sua ajuda (Rm 8.26), os cren
tes são exortados a orar em todas as oportunidades
no Espírito (E f 6.18; cf. Jd 20, e Tg 5.16 cuja últi
ma cláusula provavelmente deve ser lida assim: ‘a
oração do justo lavrada [ou seja. pelo Espírito San
to] pode m uito [ou, “grandem ente p rev a lece ',
ischuõ. como em At 19.16. “assenhoreando-se"; At
19.20. "prevalecia” ]).
“Nada menos por causa disso é que o entendi
m ento deve ser em preendido na oração (I Co
14.15). e a vontade também (Cl 4.12; At 12.5, onde
‘contínua’ é. literalmente, extensa’; e assim em Lc
22.44).*’
“A fc é essencial à oração (Mt 21.22: Mc 11.24;
Tg 1.5-8). pois a fé é o reconhecimento e a entrega
de nós mesmos e de nossos assuntos à fidelidade
de Deus.”
“Onde os judeus eram num erosos, com o em
Tessalônica. eles normalmente tinham uma sinago
ga (At 17.1); onde eram poucos, como em Filipos,
eles tinham somente um proseuche. ou Mugar de
oração', de dimensões muito menores, e comumente
construído peno de um rio por causa da água ne
cessária para as lavagens preliminares prescritas
pela tradição rabínica (At 16.13.16)” (extraído de
Notes on Thessalonians, de Hogg e Vine. pp. 189,
190).
ORDEM
A. Substantivos.
1. taxis (t ó ^ i ç ), “organização, disposição, arru
mação. arranjo, ordem” (cognato de tassõ, “orga
nizar, ordenar, arrumar, dispor em ordem”), é usa
do para aludir à sucessão fixa do tum o dos sacer
dotes (Lc 1.8); ã devida “ordem” em contraste com
a confusão nas reuniões de uma igreja local (1 Co
14.40): à condição geral de uma igreja local (Cl
2.5, alguns dão um significado m ilitar aqui); ao
caráter ou natureza divinamente designado de um
sacerdócio, de Melquisedeque. que o prefigurava o
de Jesus (Hb 5.6,10: 6.20; 7.11, onde também é
posto em contrasie o caráter do sacerdócio arônico:
Hb 7.17; em alguns manuscritos, aparece em Hb
7.21).!
2. tagma ( T á y j ia ) . forma mais concreta do n° l.
significando “aquilo que foi organizado em ordem”,
tratava-se sobretudo de um termo militar e denota
va "companhia": é usado metaforicamente em 1 Co
15.23 acerca das várias classes daqueles que têm
parte na primeira ressurreição.^
B. Verbos.
1. anatassomai (ci^arciocroiiai), “dispor em or
dem” (formado de ana. “para cima” , e a voz média