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ANCIÃO 397 ANDAR
“anciãos” ou “presbíteros” é descrito pelo verbo 
episkopeõ. Eles eram chamados à medida que da­
vam provas de cumprir as qualificações divinas (Tt
1.6-9; cf. 1 Tm 3.1-7 e 1 Pe 5.2); (4) os vinte e 
quatro “anciãos” entronizados no céu ao redor do 
trono de Deus (Ap 4.4,10; 5.5-14; 7.11,13; 11.16; 
14.3; 19.4). O número vinte e quatro é representati­
vo das condições terrestres. Em nenhum lugar, a 
palavra “ancião” é aplicada a anjos. Veja VELHO.
2. sumpresbuteros (ai>p.Trpea|3ÚT€poç), “ancião 
ou presb ítero com panheiro” (form ado de sun, 
“com”, e o n° 1), é usado em 1 Pe 5.1.5
3. meizõn (|ieí£ü)v), “maior” , o grau comparati­
vo de megas, “grande” , é usado para aludir à idade, 
e ocorre em Rm 9.12, com referência a Esaú e Jacó. 
Veja MAIOR, O MAIOR, MAIS.
B. S ubstantivo .
presbuterion (•nrpeCTfhn-épiot'), “assembléia de 
homens idosos” , denota: (o) o Concilio ou Senado 
entre os judeus (Lc 22.66; At 22.5); (b) os “anciãos” 
ou bispos numa igreja local (1 Tm 4.14), “o presbi­
tério” . Quanto às suas funções, veja A, n° 1, (3).
A N CIÃ O S
gerousia (yepovaia), “conselho de anciãos” 
(derivado de gerõn, “homem velho”, termo que cedo 
assumiu sentido político entre os gregos, sendo a 
noção de idade fundida na de dignidade), é usado em 
At 5.21 (“senado”, ARA), aparentemente, de for­
ma exp lica tiv a acerca da p receden te palav ra 
sunedrion, “conselho” , o Sinédrio.!
ÂNCORA
ankura (dyicupa) (em português, “âncora”), foi 
chamado assim por causa de sua forma encurvada
— ankos, “curva” (At 27.29,30,40; Hb 6.19). Em 
At 27.13 (ARA), o verbo airõ, “erguer” , significa 
“levantar âncora” (estando subentendido o subs­
tantivo) .!
ANDAR
1. peripateõ (uepiuaTém) é usado: (a) fisicamen­
te, nos Evangelhos Sinóticos (menos em Mc 7.5); 
sempre em Atos (exceto em At 21.21); nunca nas 
Epístolas Paulinas, nem nas Joaninas; (b) figurati­
vamente, “significando o círculo inteiro das ativida­
des da vida individual, quer dos não regenerados (Ef
4.17), quer dos crentes (1 Co 7.17; Cl 2.6). É aplica­
do à observância das ordenanças religiosas (At 21.21; 
Hb 13.9), como também à conduta moral. O cristão 
deve andar em novidade de vida (Rm 6.4), segundo
0 Espírito (Rm 8.4), em honestidade (Rm 13.13), 
pela fé (2 Co 5.7), nas boas obras (Ef 2.10), em 
amor (Ef 5.2), em sabedoria (Cl 4.5), em verdade (2 
Jo 4), segundo os mandamentos do Senhor (2 Jo 6).
E, negativamente, não segundo a carne (Rm 8.4); 
não conforme a maneira dos homens (1 Co 3.3); não 
com astúcia (2 Co 4.2); não pela vista (2 Co 5.7); 
não na vaidade da mente (Ef 4.17); não desordena­
dam en te (2 Ts 3 .6 )” (e x tra íd o de N otes on 
Thessalonians, de Hogg e Vme, p. 67). Veja IR, Nota
(2), letra “r”.
2. poreuõ (iTopeúu)) (quanto a este verbo, veja 
IR, n° 1 e PARTIR, n° 8), é usado na voz média em 
Lc 1.6 (“vivendo”), acerca das atividades da vida 
em geral; o mesmo se dá em Lc 13.33 (“caminhar”); 
At 9.31 (“andando”); At 14.16; 1 Pe 4.3; 2 Pe 2.10; 
Jd 16,18.
3. emperipateõ (epTTepiTTaTéto), “andar de um 
lado para outro em ou entre” (formado de en, “em”, 
e o n° 1), é usado em 2 Co 6.16 (“andarei”), acerca 
das atividades de Deus na vida dos crentes.!
4. stoicheõ (oToixéw), derivado de stoichos, 
“fila” , significa “andar em linha”, e é usado metafo­
ricamente acerca de “andar” em relação a outros (o 
n° 1 é usado mais especificamente acerca do andar 
individual); em At 21.24, é traduzido “andas”; em 
Rm 4.12, “andam (nas pisadas)” ; em G15.25, é usa­
do acerca de “andar” no Espírito, numa exortação 
para mantermos o passo uns com os outros em sub­
missão de coração ao Espírito Santo, e, por conse­
guinte, de mantermos o passo com Cristo, o grande 
meio de unidade e harmonia na igreja (contraste o n°
1 em G1 5.16; em G1 5.25 começa uma nova seção 
que se estende até G1 6.10); em G1 6.16, é usado 
acerca de “andar” conforme a regra expressa em G1 
6.14,15; em Fp 3.16, a referência é ao curso perse­
guido pelo crente que faz do “prêmio da soberana 
vocação” o objetivo de sua am bição.! Na Septua­
ginta, consulte Ec 11.6.1
5. dierchomai (8iépxo|j.ai), “ir por” (dia, “atra­
vés de”), é usado em Mt 12.43 e Lc 11.24 (“anda 
por” , em ambos os lugares). Veja PASSAR, n° 2, 
VIR, n°5.
6. orthopodeõ (òpGoTToSéw), “andar num cami­
nho reto” (formado de orthos, “reto”, e pous, “pé”), 
é usado metaforicamente em G1 2.14, significando 
um “curso de conduta” pelo qual a pessoa deixa um 
rasto reto para outros seguirem .!
Nota: Em Mc 1.16, o verbo paragõ, “passar 
junto ou ao longo de”, é traduzido por “andando 
jun to”.
ANEL DE OURO 398 ÂNIMO
ANEL DE OURO
chrusodakíulios (xpuaoôaKTÚXioç), adjetivo que 
denota “com um anel de ouro” (daktulos, “dedo”), 
ocorre em Tg 2.2 .!
ANEL
daktulios (ôaKTÚXioç), “anel de dedo”, ocorre 
em Lc 15.22.f
Nota: O termo chrusodakíulios, adjetivo que sig­
nifica “com anel de ouro, (pessoa) com anel de ouro” 
(formado de chrusos, “ouro”, e daktulos, “dedo”), 
é encontrado em Tg 2.2.!
ANGÚSTIA
A. Substan tivos.
1. thlipsis (9Xt4>i ç). Veja AFLIÇÃO (n° 4).
2. stenochõria (crrevoxwpíot), literalmente, “es- 
treiteza de lugar” (formado de stenos, “estreito”, e 
chõra, “lugar”), metaforicamente veio a significar a 
“dor que surge desta condição, angústia” . É usado 
no plural para se referir às várias formas de sofri­
mento (2 Co 6.4; 12.10) e de “angústia” ou sofri­
mento em geral (Rm 2.9; 8.35). O estado oposto, de 
estar num lugar espaçoso e, assim, metaforicamen­
te, num estado de alegria, é representado pela pala­
vra platusmos em certos Salmos, como, por exem­
plo, no SI 118.5 (veja também 2 Sm 22.20). Veja 
A FLIG IR .!
3. sunoche (ouvoxií), literalm ente, “o ato de 
manter junto ou compressão” (formado de sun, “jun­
to”, e echõ, “manter”), era usado para descrever o 
estreitamento de um caminho. Só é encontrado em 
seu sentido metafórico de “dilema, aflição, angús­
tia” (Lc 21.25; 2 Co 2.4). Veja AFLIGIR.!
Nota: A palavra ananke está associada com thlipsis 
e significa a condição de necessidade que surge de algu­
ma forma de compulsão. É usada não só para aludir à 
necessidade, mas também à angústia (Lc 21.23; 1 Ts
3.7), e no plural, ocorre em 2 Co 6.4; 12.10.
B. Verbos.
1. stenochõreõ (orevoxtopéio), cognato de A, n°
2, literalmente, “comprimir num espaço estreito” 
ou, na voz passiva, “ser pressionado em busca de 
espaço”, daí, metaforicamente, “ser estreitado” (2 
Co 4.8; 6.12, duas vezes), é encontrado em seu sen­
tido literal em dois lugares na Septuaginta (Js 17.15; 
Is 49.19), e em outros dois lugares no sentido meta­
fórico: em Jz 16.16, onde é dito que Dalila pressio­
nou Sansão cruel e continuamente com suas pala­
vras e o “estreitou”; e em Is 28.20. Veja AFLIGIR, 
ESTREITAR.!
2. sunechõ (ouvexio), cognato de A, n° 3, literal­
mente, “manter unido”, é usado fisicamente para des­
crever ser segurado ou comprimido (Lc 8.45; 19.43; 
22.63); ser acometido por enfermidade (Mt 4.24; Lc 
4.38; At 28.8); pelo medo (Lc 8.37); ser estreitado 
ou pressionado em espírito pelo desejo (Lc 12.50; 
At 18.5; Fp 1.23); pelo amor de Cristo (2 Co 5.14). 
Em um lugar é usado para descrever o ato de tampar 
os ouvidos, ação feita pelas pessoas que mataram 
Estêvão (At 7.57). Veja APERTAR, COMPRIMIR, 
CONSTRANGER, ENFERMO (1), ESTREITAR, 
GUARDAR (2), RETER, TAPAR, TOMAR.
3. odunaõ (ôôuváw), na voz média e na voz pas­
siva, significa “sofrer dor, estar em angústia, ser 
grandemente afligido”; é cognato de odune, “aflição, 
angústia” (Lc 2.48; 16.24,25; At 20.38). Veja TOR­
M ENTO, TR ISTE Z A .!
ÂNIM O
A. Verbos.
1. euthumeõ (eú0i)|i€to) significa, na voz ativa, 
“pôr em boa disposição, ter ânimo” (formado de eu, 
“bem”, e thumos, “mente” ou “paixão”); ou, no 
in transitivo , “pôr-se anim ado, an im ar-se” (A t 
27.22,25; Tg 5.13). Veja ALEGRAR-SE.!
2. tharseõ (Gapaéco), “ser de boa coragem, de bom 
ânimo” (cognato de tharsos, “coragem, confiança”), 
é usado no Novo Testamento somente no modo im­
perativo: “tem bom ânimo” (Mt 9.2,22; 14.27; Mc 
6.50; 10.49; Lc 8.48; Jo 16.33;At 23.11). Veja CON­
SOLAR, CORAGEM, SER OUSADO, A, n° 1.!
B. Adjetivos.
1. euthumos (€Ü0u|xoç) significa “de bom âni­
mo” (At 27.36; veja A, n° 1).!
2. hilaros (íXapóç), derivado de hileõs, “propí­
cio”, significa a prontidão de mente, o contenta­
mento que está pronto a fazer qualquer coisa, por 
conseguinte, “animado” (2 Co 9.7, “Deus ama ao 
que dá com alegria”).!
Nota: Na Septuaginta, o verbo hilarunõ traduz 
uma palavra hebraica que significa “fazer brilhar” 
(SI 104.15).!
C. Advérbio.
euthumõs (eú0úpcoç), “animadamente, de bom 
ânimo” (veja A, n° 1), é encontrado nos manuscritos 
mais autênticos em At 24.10, em vez do grau com­
parativo, euthumoteron.%
D. S ubstan tivo .
hilarotes (íXapÓTTiç), “ânimo” (cognato do B, n°
2), é usado em Rm 12.8, em relação a mostrar mise­
ricórdia.!
ANIVERSÁRIO 399 ANO
ANIVERSÁRIO
genesia (yevéoxa), plural neutro (cognato de 
genesis, “linhagem”, derivado de ginomai), denota­
va primariamente “as festividades de um aniversá­
rio, festa de aniversário”, embora entre os gregos 
também fosse usado para se referir a um festival em 
m emória de um amigo falecido. É encontrado em 
Mt 14.6 e Mc 6.21. Alguns o consideram o dia da 
ascensão do rei, mas este significado não é confir­
mado nos escritos gregos.1
A N JO
angelos (dyyeXoç), “mensageiro” (derivado de 
angellõ, “entregar uma mensagem”), enviado quer 
por Deus ou pelo homem ou por Satanás, “tam ­
bém é usado para aludir a um guarda ou represen­
tante (Ap 1.20; cf. Mt 18.10; At 12.15, onde é 
melhor entendido por ‘espírito’), mas na maioria 
das vezes diz respeito a um a ordem de seres cria­
dos, superiores aos homens (Hb 2.7; SI 8.5), per­
tencentes ao céu (M t 24.36; Mc 12.25) e a Deus 
(Lc 12.8), e engajados em servi-lo (SI 103.20). 
'A njos’ são espíritos (Hb 1.14), ou seja, não têm 
■corpos m ateriais como os homens; são ou de for­
ma humana ou podem assum ir a form a humana 
quando necessário (cf. Lc 24.4 com Lc 24.23; At
10.3 com At 10.30).
1» “São chamados ‘santos’, em Mc 8.38, e ‘elei­
tos’, em 1 Tm 5.21, em contraste com alguns do seu 
número original (M t 25.41), que ‘pecaram ’ (2 Pe
2.4), ‘deixaram a sua própria habitação’ (Jd 6), 
m iketerion, palavra que aparece outra vez no Novo 
<S3estamento só em 2 Co 5.2. Os anjos são sempre 
mencionados no gênero masculino, a forma femini- 
na da palavra não ocorre” (extraído de Notes on 
Thessalonians, de Hogg e Vine, p. 229). 
p. Nota: O termo isangelos, “igual aos anjos”, ocorre 
pjem Lc 20.36.1
ANO
A. Substan tivos.
■ • 1. etos ( e T o ç ) é usado: (a) para m arcar um pon- 
l*d no tempo no qual ou a partir do qual eventos 
Hècorrem, é encontrado, por exemplo, em Lc 3.1 (as 
datas eram freqüentem ente consideradas do tem ­
p o em que um m onarca com eçava a reinar); em G1 
*3.17. o tempo da doação da lei é declarado ser de 
430 “anos” depois do concerto da prom essa dada 
Abraão; não há nenhum a discrepância real entre 
Nesta declaração e Êx 12.40; o apóstolo não se pre- 
►wupa com a duração exata do intervalo de tempo;
certam ente não era m enos que 430 “anos” ; o pon­
to do argum ento é que o período era muito consi­
derável; G1 1.18 e 2.1 marcam eventos na vida de 
Paulo; quanto ao prim eiro texto, o ponto é que 
transcorreram três “anos” antes que ele visse qual­
quer um dos apóstolos; em G1 2.1, os 14 “anos” 
podem datar desde sua conversão ou desde sua 
visita a Pedro m encionada em G1 1.18; a última 
opção parece a mais natural (para um discussão 
m ais detalhada sobre o assunto, veja N otes on 
G alatians, de Hogg e Vine, pp. 55ss); (b ) para 
m arcar um espaço de tem po (por exem plo, Mt 
9.20; Lc 12.19; 13.11; Jo 2.20; H b3.17 ; Ap 20.2- 
7); em At 7.6, os 400 “anos” marcam não somente
0 tempo em que Israel estava em escravidão no 
Egito, mas tam bém o tempo que eles peregrinaram 
ou eram estrangeiros lá; a Versão de Genebra tra­
duz Gn 15.13 assim: “Tua posteridade habitará 
uma terra estranha durante 400 anos” ; (c) para da­
tar um evento desde o nascim ento da pessoa (por 
exemplo, Mc 5.42; Lc 2.42; 3.23; Jo 8.57; At 4.22;
1 Tm 5.9); (d ) para m arcar eventos recorrentes (Lc
2.41, com a preposição kata, usado distributiva- 
mente; Lc 13.7); (e) acerca de um número ilimitado 
(Hb 1.12).
2. eniautos (éviairróç), originalmente “ciclo de 
tempo”, é usado: (a) um tempo particular marcado 
por um evento (por exemplo, Lc 4.19; Jo 11.49,51; 
18.13; G14.10; Ap 9.15); (b) para marcar um espa­
ço de tempo (At 11.26; 18.11; Tg 4.13; 5.17); (c) 
acerca do que acontece (Hb 9.7); com a preposição 
kata (cf. a letra “d” , acima), ocorre em Hb 9.25;
10.1,3.1
3. dietia (8t€Tta) denota um “espaço de dois 
anos” (formado de dis, “duas vezes”, e o n° 1), ocor­
re em At 24.27; 28.30.1
4. trietia (TpieTÍa) denota um “espaço de três 
anos” (formado de treis, “três”, e o n° 1), é usado 
em At 20.31.1
Nota: Em Lc 1.7,18, o termo hemera, “dia” , é 
traduzido por “idade” .
B. A djetivos.
1. dietes (ÔieTrjç), cognato de A, n° 3, denota 
“que dura dois anos, dois anos de idade”, é encon­
trado em Mt 2.16.1
2. hekatontaetes (éKaTOVTaeTiíç) denota “cem 
anos de idade” (Rm 4 .19).l
C. A dvérbio.
perusi (uépuoi), “ano passado, há um ano” (de­
rivado de pera, “além de”), é usado com a preposi­
ção apo, “de, desde” , em 2 Co 8.10; 9.2.1
ANO 400 ANTES
Nota: Em Hb 11.24, o verbo ginomai, “tornar- 
se” , com o termo megas, “grande”, é traduzido por 
“sendo já grande” .
ANSIAR
A. Verbo.
epipotheõ (êmTToGécd), “alm ejar grandem ente” 
(forma fortalecida de potheõ, “almejar” , não encon­
trado no Novo Testamento), é traduzido pelo verbo 
“desejar” em Rm 1.11; 2 Co 5.2; 1 Ts 3.6 (“desejan­
do muito”); 2 Tm 1.4; pelo verbo “ter saudades” em
2 Co 9.14; Fp 1.8; 2.26; pelo verbo “desejar arden­
tem ente”, em 1 Pe 2.2; Tg 4.5 (“tem ciúm es”). Veja 
DESEJAR (1).!
B. A djetivo.
epipothetos (èmiró9r]TO<;), cognato de A, e uma 
forma intensiva de pothetõs, “desejado, grandemen­
te desejado, almejado” , é usado em Fp 4.1 (“queri­
dos”) .!
C . S ubstan tivos.
1. epipothia (êm-rroBía), “desejo” (cognato de A 
e B), é encontrado em Rm 15.23, “desejam” (“gran­
de desejo”). Veja DESEJAR ( l ) . f
2. epipothesis (émTroGqcnç), “desejo, anelo, sau­
dade” (acentuando o processo talvez mais do que o 
n° 1), é encontrado em 2 Co 7 .7,11.!
ANTAGONISTA
ech th ros (è x ô p ó ç ) , ad je tiv o que s ig n ifica 
“odiento, odioso ou hostil”, também é usado como 
substantivo denotando “inim igo” (M t 10.36; At
2.35). Veja INIMIGO.
A NTEPASSA DO
1. progonos (Trpóyovoç), adjetive, denotando 
primariamente “nascido antes” (formado de pro , 
“antes de”, e ginomai, “tornar-se”), é usado como 
substantivo no plural em 2 Tm 1.3. Em 1 Tm 5.4, é 
traduzido por “pais” . Veja PAIS.!
2. propatõr (irpoTráTiop), “antepassado” (forma­
do de pro, “antes de” , e pater, “pai”), é usado acer­
ca de Abraão em Rm 4 .1 .!
A N TES D E TUDO
A. A dvérbio.
mallon ((xôXXov), o grau comparativo de mala, 
“muito, muitíssimo” , tem o sentido de “antes de 
tudo, de preferência” (por exemplo, M t 10.6,28;
18.13, “maior” ; Jo 3.19; At 4.19, mais” ; 1 Co 9.12; 
12.22; 14.1, “principalmente”; 1 Co 14.5; 2 Co 3.9; 
Fm 16; 2 Pe 1.10). Veja MAIS.
B. Verbo.
thelõ (0éXa>), “querer, desejar” , é traduzido em 1 
Co 14.19 por “antes quero”. Veja DESEJAR (1), B, 
n°6.
C . Preposição.
para (Trapd), “além de, em comparação com”, é 
traduzido em Rm 1.25 por “do que” .
D. C on junção .
alia (áXXá), “mas, pelo contrário” , é traduzido 
em Lc 17.8 por “e (não lhe diga) antes” .
Notas: (1) Em Hb 13.19, o termo perissoteros, 
“o mais excessivam ente” , é traduzido por “o mais 
depressa”.
(2) Em Lc 11.41 e 12.31, o advérbio plen, que 
significa “contudo, entretanto” , é traduzido por 
“antes” .
(3) Em Rm 3.8, a partícula negativa me, “não” , é 
traduzida por “por que não” .
(4) Em Lc 10.20, não há palavra no original para 
“antes” .
ANTES
A. Advérbios.
1 .p rõ ton (TrpWTOv), o neutro do adjetivo prõtos 
(o grau superlativo de pro, “antes”), significa “pri­
m eiro” ou “a princípio” : (a ) emordem de tempo 
(por exemplo, Lc 10.5; Jo 15.18; 18.13; 1 Co 15.46; 
1 T s4.16; 1 Tm 3.10); (b) na enum eração de vários 
porm enores (por exemplo, Rm 3.2; 1 Co 11.18; 
12.28; Hb 7.2; Tg 3.17). Veja PRIM EIRO, PRIN ­
CIPAL (1).
2. proteron (npÓTepov), o neutro de proteros, o 
grau comparativo de pro, sempre é usado acerca de 
tempo, e significa “anteriormente, antes” (por exem­
plo, Jo 6.62; 9.8; 2 Co 1.15; Hb 7.27). Em G14.13, 
“primeiro”, literalmente, “a vez anterior”, ou seja, a 
primeira de duas visitas anteriores; em Hb 10.32, é 
colocado entre o artigo e o substantivo, “os dias 
passados” ; o mesmo se dá em 1 Pe 1.14, “antes”, ou 
seja, as luxúrias antigamente favorecidas. Veja PAS­
SADO (1), PRIMEIRO.
3. prin (Trpív), “antes, anteriormente, em dias 
passados” (etimologicamente cognato de pro, “an­
tes”), tem a força de conjunção (por exemplo, M t 
1.18; 26.34,75; Jo 14.29; At 7.2).
4. emprosthen (êpirpoaSei') é usado só para se 
referir a lugar ou posição. Com advérbio, significa 
“na frente” (Lc 19.28; Fp 3.13; Ap 4.6); como pre­
posição (por exemplo, M t 5.24; Jo 10.4); com o 
significado de “à vista de uma pessoa” (por exem ­
plo, Mt 5.16; 6.1; 17.2; Lc 19.27; Jo 12.37; 1 Ts
2.19; Ap 19.10), sobretudo em frases que signifi- 
I cam à vista de Deus, como Deus quer, como é Sua 
I vontade (Mt 11.26; 18.14, literalmente, “um a coisa 
m determinada pela vontade de Seu Pai” ; Lc 10.21);
I no sentido de “prioridade de posto, cargo ou digni- 
| dade (Jo 1.15,30, em alguns textos, o termo aparece 
em Jo 1.27); em sentido antagônico, “contra” (Mt 
I 23.13).
i, 5. enantion (evavTÍov), formado de en, “em”, e 
| anti, “na frente de, defronte a, em posição, em con- 
I traste com”, o neutro do adjetivo enantios, e virtu- 
I almente um advérbio, também é usado como prepo- 
I sição que significa “na presença de, à vista de” (Lc 
I 20.26; A t 7.10; 8.32); “no julgam ento de, no pare­
cer de” (Lc 24.19).!
6. enanti (evaim ), advérbio, usado como prepo- 
I sição, tem significados como os do n° 5, “antes” (Lc 
I 1.8); “no julgam ento de, no parecer de” (At 8.21).
I Alguns textos têm a palavra em At 7.10.!
4 7. apenanti (àrrévaTi), formado de apo, “de”, e o 
I b“ 6. denota: (a ) “oposto” (M t 27.61); (b) “à vista 
U e ; diante de, na presença de” (Mt 27.24; At 3.16;
Rm 3.18); (c) “contra” (At 17.7). Veja CONTRÁ-
1 RIO. PRESEN ÇA .!
, 8. katenanti (« a rév a im ), formado de kata , “para 
baixo” , e o n° 6, literalmente, “para baixo mais uma 
é usado: (a) acerca de localidade (por exem­
p lo . Mc 11.2; 13.3; Lc 19.30); (b) como “à vista de”
Í
bn 4.17); na maioria dos manuscritos aparece em
É0. enõpion (êvtómov), formado de en, “em”, e 
is. “olho” , é o neutro do adjetivo enõpios, e é 
iado como preposição: (a) a respeito de lugar, aqui- 
ique está defronte ou em oposição a alguém, “em 
peção ao qual ele volta os olhos” (por exemplo, Lc 
19; At 4.10; 6.6; Ap 1.4; 4.10; 7.15); (b) em frases 
etafóricas depois de verbos de movimento (Lc 
17; 12.9; At 9.15, etc.); significando “na mente ou 
|s a das pessoas” (Lc 12.6; A t 10.31; Ap 16.19);
“aa visão ou ouvido da pessoa” (Lc 24.43; Jo 
130: 1 Tm 6.12); metaforicamente (Rm 14.22; 
tae tudo em G 11.20; 1 Tm 5.21; 6.13; 2 Tm 2.14; 
hfc diante de, como “tendo uma pessoa presente 
innente” (At 2.25; Tg 4.10); “no julgam ento ou 
iBBcerde alguém” (Lc 16.15; 24.11; A t 4.19; Rm 
|BD; 12.17; 2 Co 8.21; 1 T m 2.3); “ na visão 
pobativa de Deus” (Lc 1.75; A t 7.46; 10.33; 2 Co 
|fc7.12). Veja À VISTA DE, PRESENÇA.
■ 0 . katenõpion (Karevaimov), formado de kata, 
aaotra”, e o n° 9, significa “bem em frente de, bem 
tfroate a” : (a) diz respeito a lugar (Jd 24); (b)
| ANTES 401
perante Deus como Juiz (Ef 1.4; Cl 1.22). Veja o n°
8, letra ub”J
B. Verbo.
prouparchõ (irpoirirápx<*>), “existir antes” ou “ser 
anteriormente”, é encontrado em Lc 23.12 e At 8.9.! 
Na Septuaginta, consulte Jó 42.18.!
A N T IC R IST O
antichristos (ávTÍxpicrToç) pode significar ou 
“contra Cristo” ou “no lugar de Cristo” , ou talvez, 
combinando os dois, “aquele que, assumindo a for­
ma exterior de Cristo, opõe-se a Cristo” (Westcott). 
A palavra só é encontrada nas Epístolas de João, 
acerca de: (a) os muitos “anticristos” que são os 
precursores do próprio “A nticristo” (1 Jo 2.18,22;
2 Jo 7); (b) o poder mau que já opera em antecipa­
ção ao “Anticristo” (1 Jo 4 .3).!
O que o ap ó s to lo Jo ão d iz a re sp e ito do 
Anticristo, assemelha-se tão de perto ao que ele diz 
da primeira besta, em Ap 13, e ao que o apóstolo 
Paulo fala a respeito do Homem do Pecado, em 2 Ts 
2, que a mesma pessoa tem de estar em considera­
ção em todas estas passagens, em lugar da segunda 
besta em Ap 13, o falso profeta; pois o último apóia
o primeiro em todas suas pressuposições anticristãs.
Nota: O termo pseudochristos, “falso Cristo”, 
deve ser distinguido do anterior; é encontrado em 
M t 24.24 e Mc 13.22. O falso cristo não nega a 
existência de Cristo, ele comercia baseado na expec­
tativa do Seu aparecimento e afirma que ele é o Cris­
to. O Anticristo nega a existência do verdadeiro Deus 
(New Testament Synonyms, de Trench, § xxx).!
ANULAR
A. Verbos.
1. atheteõ (d0eT<éw) significa “pôr como de ne­
nhum valor” (formado de u, elemento de negação, e 
theton, “o que é colocado”; derivado de tithemi, “pôr, 
colocar”), por conseguinte: (a) “agir em relação a 
qualquer coisa como se estivesse anulado”, por exem­
plo, destituir uma lei de sua força mediante opini­
ões ou atos que lhe são contrários (G1 3.15); (b) 
“baldar a eficácia de algo, invalidá-lo, frustrá-lo” 
(Lc 7.30, “rejeitaram” ; 1 Co 1.19, “aniquilarei”); 
tornar nulo (G12.21, “aniquilo” ; Jd 8, “rejeitaram” ; 
a passagem paralela em 2 Pe 2.10, tem o verbo 
kataphroneo). Em Mc 6.26, o pensamento é o de 
rom per relações com a fé. Veja MENOSPREZAR,
A, Nota (1).
2. akuroõ (áicupóto), “privar de autoridade” (for­
mado de a, elemento de negação, e kuros, “força,
ANULAR
ANULAR 402 APARECER
autoridade” ; cf. kurios, “senhor” , kuroõ, “fortale­
cer”), por conseguinte, “tom ar sem efeito” (M t 15.6; 
Mc 7.13), com referência ao m andam ento ou pala­
vra de Deus, “tom ar nulo” , ocorre em G13.17 (onde 
fala sobre a incapacidade da lei destituir a força do 
concerto de Deus com Abraão). Este verbo ressalta
0 efeito do ato, ao passo que o n° 1 acentua a atitude 
da pessoa que rejeita. Veja INVALIDAR.!
B. S ubstan tivo .
athetesis (àGérricji ç), cognato de A, n° 1, “colo­
cação à parte, abolição” , é traduzido em Hb 7.18 
por “inutilidade”, em referência a um mandamento; 
em Hb 9.26, “aniquilar”, em alusão ao pecado, lite­
ralmente, “para uma colocação para longe” . Veja 
COLOCAÇÃO, Nota.f
ANUNCIAR
anangellõ (àvayyéXXco), “declarar, anunciar” (for­
mado de ana, “para cim a”, e angellõ, “informar”), é 
usado especialm ente para aludir a mensagens divi­
nas (1 Pe 1.12; 1 Jo 1.5). Veja DECLARAR, FA­
LA R , M O ST R A R , RELATAR, R ELA TÓ R IO , 
CONTAR (3).
ANZOL
ankistron (dytaaT pov), “anzol” (derivado de 
ankos, “curva” ; em latim , angulus, em português, 
“âncora” e “ângulo” são cognatos), é usado em M t 
17.27.! N a Septuaginta, consulte 2 Rs 19.28; Jó 
40.20; Is 19.8; Ez 32.3; Hc 1.15.!
AO LAD O D E
1. chõris (xwpíç), “separadamente, à parte de, 
além de” (M t 14.21; 15.38; 2 Co 11.28). Veja À 
PARTE, SEPARAR, SEM.
2. loipon (Xolttóv) é traduzido por “além de” em
1 Co 1.16. Veja FINAL.
Notas: ( 1 ) 0 termo pareiserchomai, em Rm 5.20 
(“veio”), significa “vir ao lado de” , isto é, da lei, 
como se a lei viesse em acréscim o ao pecado come­
tido previamente à parte da lei, o prefixo par- (ou 
seja, para) denotando “ao lado de” ; em G1 2.4 
(“secretam ente entraram ”). Veja V IR .!
(2) Em Fm 19, o verbo prosopheilõ significa “de­
ver além de” (formado de pros, “além de” , e opheilõ, 
“dever”), sendo traduzido por “a ti próprio a mim 
te deves” (“tu me deves até a ti m esm o”, A R A ).!
(3) Em 2 Pe 1.5, a frase traduzida incorretamente 
por “e [...] tam bém ”, com o sentido de “e além dis­
so” , significa“por esta mesm a causa” (“por isso 
m esm o” , ARA).
AO M E SM O T E M P O
hama (afia), “ao mesmo tem po” , é encontrado 
em A t 24.26; 1 Tm 5.13 (com kai, “e” : “e, além 
disso”); Fm 22.
Notas: (1) Em E f 6.16, a frase en pasin (en, “em”, 
e o plural dativo de pas, “tudo”) é traduzido por 
“sobretudo” ; o escudo da fé deve acompanhar o uso 
de todas as outras partes do equipamento espiritual.
(2) Em 1 Co 12.7, o verbo sumpherõ é traduzido 
por “o que for útil” . Veja PROVEITO (1), B, n° 1, 
VANTAJOSO.
(3) Em A t 25.27, a partícula kai, “tam bém ”, é 
traduzida por “e”.
AONDE
Nota: Em Jo 7.34,36, ocorre o term o hopou, 
“onde” , traduzido por “aonde” .
APARATO
phantasia (4>avTaoía), como termo filosófico, 
denotava “imaginação” ; então, “aparência” , como o 
termo phantasma, “aparição” ; mais tarde, “espetá­
culo, exib ição , pom pa, aparato” , ocorre em At 
25.23.! Na Septuaginta, consulte Hc 2.18; 3.10; Zc 
10.1.!
APARECER
A. V erbos.
1. phainõ (cj>aívü)) significa, na voz ativa, “bri­
lhar”, e na voz passiva, “ser mostrado à luz, ficar 
evidente, aparecer” (Rm 7.13, “para que se mos­
trasse pecado”).
É usado para descrever a “aparição” de Cristo 
aos discípulos (Mc 16.9); a Sua futura “aparição” 
em glória como o Filho de Homem, dito como sinal 
p a ra o m undo (M t 2 4 .30 , onde o g en itiv o é 
nominativo, ou caso sujeito, sendo o sinal a “apari­
ção” do próprio Cristo); Cristo como a luz (Jo 1.5); 
João Batista (Jo 5.35); a “aparição” de um anjo do 
Senhor, quer visivelmente (M t 1.20), quer em so­
nho (M t 2.13); uma estrela (M t 2.7); os homens 
que fazem um espetáculo exterior (M t 6.5; 6.18; 
23.27,28; 2 Co 13.7); jo io (M t 13.26); um vapor 
(Tg 4.14); coisas físicas em geral (Hb 11.3); é usado 
im pessoalmente em M t 9.33 (“nunca tal se viu”); 
também diz respeito ao que aparece na mente e, 
assim, no sentido de pensar (Mc 14.64) ou parecer 
(Lc 24.11). Veja PARECER, PENSAR, RESPLAN­
DECER, VER.
2. epiphainõ (èm<j>aívo)), form a fortalecida de n°
1, mas diferente em significado, epi, que significa
APARECER 403 APARECER
“sobre” , é usado na voz ativa com o significado de 
“dar luz” (Lc 1.79); na voz passiva, “aparecer, tor­
nar-se visível” . É referido aos corpos celestes, por 
exemplo, as estrelas (At 27.20); metaforicamente, 
alude às coisas espirituais, a graça de Deus (Tt 2.11); 
a generosidade e o amor de Deus (Tt 3.4). Veja 
LU Z.! Contraste com epiphaneia, B, n° 2.
3. anaphainõ (àvac^aívco), ana, “à frente” ou 
“para cima”, talvez originalmente um termo náuti­
co, “surgir no campo de visão” , daí, em geral, “apa­
recer de repente”, é usado na voz passiva em Lc
19.11 acerca do Reino de Deus; na voz ativa, em At
21.3, “entrar no campo de visão” (“ter avistado” 
seria uma tradução satisfatória).!
► 4. phaneroõ (cjxivepóio), cognato do n° 1, signi­
fica, na voz ativa, “m anifestar” ; na voz passiva, 
“ser m anifestado, manifestar-se” ; assim, regular­
mente, em vez de “aparecer” . Veja 2 Co 7.12; Cl 
3.4: Hb 9.26; 1 Pe 5.4; 1 Jo 2.28; 3.2; Ap 3.18. Ser 
m anifestado, no sentido bíblico da palavra, é mais 
que “aparecer” . O indivíduo pode “aparecer” com 
falsa aparência ou sem revelar o que ele realmente 
é: ser manifestado é ser revelado em seu verdadei- 
ro caráter; este é especialm ente o significado de 
phaneroõ (por exemplo, Jo 3.21; 1 Co 4.5; 2 Co
5.10,1 l ; E f 5.13).
■L 5. emphanizõ (ep<j>aví£ü)), formado de en, “em” , 
prefixo intensivo, e phainõ, “brilhar” , é usado para 
descrever ou uma “manifestação física” (Mt 27.53; 
Hb 9.24; cf. Jo 14.22) ou, m etaforicam ente, “a 
m anifestação de C risto” pelo Espírito Santo na 
experiência espiritual dos crentes que perm ane­
cem no Seu amor (Jo 14.21). Tem outro significado 
secundário: “fazer conhecido, significar, informar” . 
■ B e sentido está confinado em Atos, onde é usado 
cinco vezes (At 23.15,22; 24.1; 25.2,15). Há, tal- 
fe z . uma combinação dos dois significados em Hb 
fe l.14, ou seja, declarar por testemunho oral e “ma- 
Ifcifestar” por testem unho de vida. Veja INFOR­
M AR, M A NIFESTA R, M O STRA R, S IG N IFI­
C A R .!
6. optomai (ÕTTTopai), “ver” (derivado de õps, 
©olho” ; cf. em português, “óptica”), no sentido pas­
sivo. “ser visto, aparecer”, é usado: (a) no acusativo, 
■ona referência à pessoa ou coisa vista (por exem­
plo. 1 Co 15.5-8); (b) no nominativo, ou caso sujei- 
■o. em alusão a uma impressão interior ou experiên­
cia espiritual (Jo 3.36), ou ocupação mental (At 
18.15: “Vede-o vós”; cf. Mt 27.4,24: “Isso é conti- 
jd " . “Considerai isso”, lançando a responsabilidade 
■Sos outros). O termo optomai pode ser encontrado
em dicionários no verbete horaõ, “ver” , os quais 
fornecem algumas formas que estão faltando nesse 
verbo.
E sta s trê s ú ltim as p a la v ra s , em phanizõ, 
phaneroõ e optomai, são usadas em referência às 
“aparições” de Cristo nos versículos finais de Hb 9: 
emphanizõ, no versículo 24, fala da Sua presença 
diante da face de Deus por nós; phaneroõ, no 
versículo 26, fala da Sua manifestação no passado 
“pelo sacrifício de si mesmo” ; optomai, no versículo 
28, fala do Seu “aparecimento” futuro aos santos.
7. optanõ (ÕTTTávco), na voz média, significa “per­
mitir-se ver a si mesmo”. É traduzido em At 1.3 por 
“sendo visto” , em alusão à “aparição” do Senhor 
depois da ressurreição; a voz média expressa o inte­
resse pessoal que o Senhor teve nessa ação.!
Nota: Em At 22.30, o verbo sunerchomai (em 
sua forma de aoristo), “vir junto” , é traduzido por 
“vir”, simplesmente.
B. S ubstan tivos.
1. apokalupsis (dTTOKdXu^iç), literalm ente, 
“desvelamento, revelação” (formado de apo, “de” , 
e kaluptõ, “esconder, co b rir” ; em português, 
apocalipse), denota “revelação” ou “aparecimento” 
(1 Pe 1.7). Veja MANIFESTAÇÃO, REVELAÇÃO, 
VINDA.
2. epiphaneia (ém<|)áveLa), “epifania”, literal­
mente, “brilho à frente”, era usado para descrever o 
“aparecimento” de um deus aos homens, e de um 
inimigo a um exército no campo de batalha, etc. No 
Novo Testamento, ocorre para designar: (a) o ad­
vento do Salvador quando a Palavra se tornou carne 
(2 Tm 1.10); (b) a vinda do Senhor Jesus nos ares 
para a reunião com os santos (1 Tm 6.14; 2 Tm
4.1,8); (c) o brilho da glória do Senhor Jesus “como
o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao oci­
dente” (Mt 24.27), imediatamente conseqüente no 
desvelamento (apokalupsis) da Sua parousia nos 
ares com os santos (2 Ts 2.8; Tt 2 .13).! (Extraído 
de Notes on Thessalonians, de Hogg e Vine, p. 263.)
Notas: (1 ) 0 termo phanerõsis, cognato de A, n°
4, “manifestação”, é usado em 1 Co 12.7 e 2 Co 
4 .2 .!
(2) Em 1 Tm 4.15, o termo phaneros foi correta­
mente traduzido por “seja manifesto” . Veja MANI­
FESTAR.
(3) O termo emphanes, cognato de A, n° 5, “m a­
nifestar”, é usado em At 10.40 e Rm 10.20. Veja 
M ANIFESTAM ENTE, M A NIFESTA R.!
(4) O termo adelos foi traduzido em Lc 11.44 
por “que não aparecem”. Veja INCERTO.
APARELHOS 404 APASCENTAR
APARELHOS
skeuos (cnceüoç), “utensílio, vaso, apetrecho”, é 
usado acerca do equipamento ou aparelhagem de 
um navio (At 27.17, “velas” ; veja ARA, “apa­
relhos”).
APARÊNCIA
A. Substantivos.
1. eidos (etôoç), “aquilo que golpeia o olho, o 
que é exposto à vista”, significa a “aparência, for­
ma ou figura externa”, e neste sentido é usado em 
alusão ao Espírito Santo quando assumiu a forma 
corpórea, como de pomba (Lc 3.22); a Cristo (Lc 
9.29). Jesus usou o termo negativamente para se 
referir a Deus Pai, quando disse: “Vós nunca 
ouvistes a sua voz, nem vistes o seu parecer” (Jo
5.37). Assim, é usado em referência a cada Pessoa 
da Trindade. Provavelmente o mesmo significado 
se liga à palavra na declaração do apóstolo Paulo: 
“Porque andamos por fé e não por vista [eidos]” 
(2 Co 5.7), onde eidos dificilmente significa o ato 
de ver, mas fala da “aparência” visível das coisas 
que são postas em contraste com o que move a fé.
O crente é movido não só pelo que vê, mas tam­
bém pelo que ele sabe ser a verdade, embora esta 
seja invisível.
Tem um significadoum pouco diferente em 1 Ts 
5.22, na exortação: “Abstende-vos de toda forma 
de mal” (ARA), quer dizer, de todo tipo ou espécie 
de mal (não a “aparência” do mal, RC). Este signifi­
cado era comum nos papiros, os escritos gregos dos 
séculos finais antes de Cristo e a era do Novo Tes­
tamento.! Confronte com o n° 4.
2 . prosõpon (ttpóctiottov) , formado de pros, 
“para”, e õps, “olho”, literalmente “a parte em vol­
ta do olho, a face”, num sentido secundário “olhar, 
semblante”, como o indicador dos pensamentos e 
sentimentos interiores (cf. 1 Pe 3.12, onde é usado 
para aludir à face do Senhor), veio a significar a 
apresentação da pessoa inteira (traduzido por “apa­
rência”, por exemplo, em Mt 22.16). Confronte a 
expressão em passagens do Antigo Testamento, 
como em Gn 19.21, onde é referido a Deus, e Gn
33.10, onde Jacó fala acerca de Esaú; veja também 
Dt 10.17 (“pessoas”); Lv 19.15. Também significa 
a presença da pessoa (At 3.13; 1 Ts 2.17), ou a 
presença de um grupo (At 5.41). Neste sentido, às 
vezes é traduzido por “aparência” (2 Co 5.12; 10.7, 
onde a ARA traduz por “evidente”). Veja FACE
(1), FIGURA (1), PESSOA, PRESENÇA, SEM­
BLANTE.
3. opsis (&}h ç), derivado de õps, “olho”, relacio­
nado com horaõ, “ver” (cf. o n° 2), denota primari­
amente “vista, visão”, portanto, “face, semblante” 
(Jo 11.44; Ap 1.16); a “aparência” exterior, o olhar 
(Jo 7.24, só aqui diz respeito ao aspecto exterior da 
pessoa). Veja FACE (1), SEMBLANTE.
4. eidea (eiôéa), “aspecto, aparência”, é usado 
em Mt 28.3.1
B. Verbo.
phantazõ (4>avTá£(o), “fazer visível”, é usado em 
sua forma participial (voz média), com o artigo neu-' 
tro, como equivalente a um substantivo, e é traduzi­
do por “vista” (Hb 12.21; “espetáculo”, ARA).!
APASCENTAR
1. boskõ (PóüKw), “alimentar”, é usado primari­
amente para se referir a pastor (derivado de boõ, 
“nutrir”, sendo a função especial prover comida; a 
raiz é bo-, encontrada em bõter, “pastor” ou “reba­
nho”, e botane, “forragem, pasto, pastagem”). Seus 
usos são: (a) literalmente (Mt 8.30; Mc 5.11; Lc 
8.32; 15.15; em Mt 8.33, deveria ser traduzido como 
em Mc 5.14 e Lc 8.34); (b) metaforicamente, acerca 
do ministério espiritual (Jo 21.15,17). Veja Nota no 
n° 2. Veja GUARDAR (2).!
2. poimainõ (Troip.aívu>), “agir como pastor” (de­
rivado de poimen, “pastor”), é usado: (a) literal­
mente (Lc 17.7; 1 Co 9.7); (b) metaforicamente, 
“atender, pastorear, apascentar”: dito de Cristo (Mt
2.6); daqueles que agem como pastores espirituais 
sob a direção dEle (Jo 21.16); o mesmo se dá em 1 
Pe 5.2; At 20.28 (“atender, tomar conta” teria sido 
tradução consistente, visto que o pastor não só “ali­
menta” o rebanho); de pastores maus (Jd 12). Veja 
REGER.
Nota: Em Jo 21.15-17, o Senhor, dirigindo-se a 
Pedro, usa primeiro o n° 1, boskõ (versículo 15), 
depois o n° 2, poimainõ (versículo 16), e, então, volta 
para boskõ (versículo 17). Estes verbos não são sim­
plesmente intercambiáveis (como também não são as 
outras variações nos comentários do Senhor); um 
estudo das notas acima comprovará essa declaração. 
Nem, repito, há uma progressão de idéias. A lição a 
ser aprendida, como ressalta Trench (New Testament 
Synonyms, § xxv), é que, no cuidado espiritual dos 
filhos de Deus, a “alimentação” do rebanho proveni­
ente da Palavra de Deus é a necessidade constante e 
regular; é ter o principal lugar. O pastoreio (que o 
inclui) consiste em outros atos, em disciplina, autori­
dade, restauração, ajuda material a indivíduos, mas 
são incidentais em comparação com a “alimentação”.
APASCENTAR 405 APERFEIÇOAR
3. trephõ (rpé^co) significa: (a) “fazer crescer, cri­
ar, educar” (Lc 4.16); (b) “nutrir, alimentar” (Mt 6.26; 
25.37; Lc 12.24; A t 12.20; Ap 12.6,14); em referência 
a uma mãe, “dar de mamar, amamentar” (Lc 23.29, 
alguns manuscritos têm, aqui, thelazõ, “amamentar”); 
“engordar, cevar”, como, por exemplo, engordar ou 
cevar animais (Tg 5.5). Veja TRAZER, A, n° 33.1
4. chortazõ (xopT á£io), “alim entar, engordar, 
cevar” , é usado: (a) prim ariam ente acerca de ani­
mais (Ap 19.21); (b) de pessoas, para encher ou 
satisfazer com comida. Em Lc 16.21, diz respeito a 
Lázaro em seu desejo por m igalhas (ele ficaria bem 
alim entado com isso) que caíam da m esa do rico, 
fato que lança luz no absoluto desperdício do que 
sobrava à m esa do rico. As m igalhas que caíam não 
proviam pequena quantidade de comida. Veja EN ­
CHER, SATISFAZER.
5 .psõmizõ (4>ü)M-ÍCw) denota prim ariam ente “ali­
mentar com bocados”, como as am as-de-leite fazem 
às crianças; portanto, “distribuir ou prover com 
com ida” (Rm 12.20; 1 Co 13.3).! C ontraste com o 
term o psõmion, “fragm ento, bocado” , que ocorre 
em Jo 13.26,27,30.!
6. potizõ (ttotlCw), “dar de beber” , é traduzido 
em 1 Co 3.2 por “ (com leite vos) criei” . Veja ÁGUA, 
BEBER.
APAZIGUAR
k katastellõ (KaTacrréXXü)), “aquietar” (literalmen­
te, “enviar para baixo, fazer descer”, formado de kata, 
“para baixo”, e stellõ, “enviar”), na voz passiva, “aqui­
etar-se” ou “ser aquietado” . É usado em At 19.35,36, 
no primeiro versículo, na voz ativa, “apaziguado” ; 
ao últim o, na voz passiva, “vos aplaqueis” (literal­
mente, “vos aquieteis”). Veja Q UIETO .!
APELAR
p epikaleõ (émicaXeü)), “cham ar”, tem o significa­
do de “apelar” , na voz m édia, que transm ite com 
Isto a sugestão de interesse especial por parte do 
fazedor da ação na qual ele está envolvido. Estêvão 
m orreu e “invocava” o Senhor (A t 7.59). No senti­
do mais estritam ente legal, a palavra só é usada para 
W esig n a r o “ a p e lo ” de P a u lo a C é sa r (A t 
25.11,12,21,25; 26.32; 28.19). Veja APELID AR, 
HCHAMAR. Veja o termo eperõtema, A , Nota, no 
[ « b e t e RESPONDER.
APELIDAR
l epikaleõ (èmKaXéw), “pôr nome em” (formado 
nfte epi, “sobre”, e kaleõ, “chamar”), “dar sobreno­
me, cognom inar, apelidar” , é usado neste sentido, 
na voz passiva, em M t 10.3 (em alguns textos; está 
ausente nos m elhores); em Lc 22.3 (em alguns tex­
tos; os m elhores têm kaleõ, “cham ar”); A t 1.23; 
4.36; 10.5,18,32; 11.13; 12.12,25; 15.22 (em alguns 
textos; os melhores têm kaleõ).
Notas: (1) Em M c 3.16,17, “pôs o nom e”, é 
tradução de epitithemi, “pôr sobre, acrescentar a” , 
com onoma, “nom e” , com o o objeto.
(2) Em A t 15.37, ocorre o verbo kaleõ, “cha­
m ar” (“cham ado”).
(3) O verbo eponomazõ, traduzido por “tens 
por sobrenom e” em Rm 2.17, encontra correspon­
dência literal na palavra “sobrenome” (epi, “sobre”), 
e tinha este significado no grego clássico.
A PER FEIÇ O A R
A. A djetivos.
1. teleios (TéXeioç).significa “tendo alcançado o 
seu fim ” (teles), “term inado, completo, perfeito” . E 
usado acerca de: (I) de “pessoas” : (a) prim ariam en­
te em alusão ao desenvolvim ento físico, então, com 
im portância ética, “adulto, crescido, m aduro” (1 Co 
2.6; 14.20; E f 4.13; Fp 3.15; Cl 1.28; 4.12; Hb 5.14); 
(b) “com pleto” , transm itindo a idéia de bondade 
sem a necessária referência à m aturidade ou ao que 
está expresso na letra “a ” (M t 5.48; 19.21; Tg 1.4, 
segunda parte; Tg 3.2). É usado dessa m aneira acer­
ca de Deus (M t 5.48); (II) “coisas, com pletas, per­
feitas” (Rm 12.2; 1 Co 13.10, referindo-se à revela­
ção com pleta da vontade e dos caminhos de Deus, 
quer nas Escrituras com pletadas, quer no futuro; 
Tg 1.4, acerca da obra da paciência; Tg 1.25; 1 Jo
4.18).1
2. teleioteros (TeXeiÓTepoç), o grau com parati­
vo do n° 1, é usado em Hb 9.11, acerca da própria 
presença de D eus.!
3. artios (ãpTioç) é traduzido em 2 Tm 3.17 por 
“perfeito” . Veja COM PLETAR, B.
B. V erbos.
1. teleioõ (TeXetóco), “levar a um fim com ple­
tando ou aperfeiçoando” , é usado acerca de: (I) 
“realiza, cum prir” , veja C U M PR IR (1) T ER M I­
NAR; (II) “levar à perfeição” , em referência a: (a) 
pessoas: no que tange à segura conclusão da tra je­
tória terrena de Jesus, no cum prim ento da vontade 
do Pai, as sucessivas fases culm inando na Sua morte 
(Lc 13.32; Hb 2.10), a fim de “aperfeiçoá-lo” , legal 
e oficialm ente, emtudo o que E le seria para o Seu 
povo com base em Seu sacrifício (cf. Hb 5.9, “con­
sum ado” ; Hb 7.28); acerca de: os Seus santos (Jo
APERFEIÇOAR 406 APERTAR
17.23; Fp 3.12; Hb 10.14; 11.40 [a g lória da res­
surreição]; Hb 12.23 [os santos que já partiram ]; 1 
Jo 4.18); os antigos sacerdotes (negativam ente, Hb
9.9); sem elhantem ente, os israelitas sob o sacer­
dócio arônico (Hb 10.1); (b) coisas, acerca de: a 
ineficácia da lei (Hb 7.19); a fé “aperfeiçoada” pe­
las obras (Tg 2.22); o am or de Deus que opera por 
meio daquele que guarda a Sua palavra (1 Jo 2.5); o 
am or de Deus no caso daqueles que am am uns aos 
outros (1 Jo 4.12); o am or de Deus que é “perfei­
to” para com aqueles que perm anecem em Deus, 
fazendo-os possuir o m esm o caráter de D eus, por 
cuja causa “qual ele é, som os nós tam bém neste 
m undo” (1 Jo 4.17).
2. epiteleõ (éuLTeXéoj), “levar até o fim ” (form a­
do de epi, elem ento intensivo, no sentido de “com ­
pletam ente” , e teleõ, “com pletar” ), é usado na voz 
média em G13.3, “acabeis (agora)”, tem po presente 
indicando um processo, literalm ente, “estais agora 
vos aperfeiçoando” ; em 2 Co 7.1, “aperfeiçoando (a 
santificação)” ; em Fp 1.6, “aperfeiçoará” . Veja RE­
ALIZAR, n° 4.
3. katartizõ (KarapTÍ^w), “tom ar ajustado, com­
pletar” (cognato de artios), “é usado para se referir a 
consertar redes (M t 4.21; Mc 1.19), e é traduzido em 
G1 6.1 por ‘encam inhai’. Porém, não pressupõe ne­
cessariamente que ao que se refere tenha sido danifi­
cado, embora tal possa ocorrer, como nessas passa­
gens; significa, antes, ordem e arranjo corretos (Hb
11.3, ‘feito’); ressalta o caminho do progresso, como 
em M t 21.16; Lc 6.40 (cf. 2 Co 13.9; E f 4.12), onde 
ocorrem os substantivos correspondentes. Indica a 
estreita relação entre caráter e destino (Rm 9.22, ‘prep­
arados’). Expressa o desejo do pastor pelo rebanho, 
na oração (Hb 13.21), e na exortação (1 Co 1.10, 
‘unidos’; 2 Co 13.11), como também sua convicção 
do propósito de Deus para o rebanho (1 Pe 5.10). E 
usado acerca da encarnação da Palavra em Hb 10.5, 
‘preparaste’ (citado do SI 40.6, na Septuaginta), onde 
tem a intenção de descrever o inigualável ato criativo 
envolvido no nascimento virginal de Jesus (Lc 1.35). 
Em 1 Ts 3.10, significa prover o que é necessário, 
como mostram as palavras que se seguem” (extraído 
de Notes on Thessalonians, de Hogg e Vine, p. 10). 
Veja APTO, B, n° 3.1
Nota: Contraste com o verbo exartizõ, traduzido 
por “perfeitam ente instruído” , em 2 Tm 3.17. Veja 
REALIZAR, n° 1.
C . A dvérbios.
1. akribõs (ctKpipájç), “com precisão” , é tradu­
zido em 1 Ts 5.2 por “m uito bem ” , onde sugere que
Paulo e seus com panheiros eram m inistros cuida­
dosos da Palavra. Veja DILIGENTEM ENTE, e veja 
Nota (2), mais adiante.
2. akribesteron (aKpipécrrepov), o grau com pa-| 
rativo do n° 1 (A t 18.26; 23.15). Veja CUIDADO, 
EXATO.
3. teleiõs (reXeícoç), “perfeitam ente”, é traduzi­
do em 1 Pe 1.13 por “inteiram ente” , acerca de colo- j 
car a esperança na graça futura. Veja FIN D A R .!
Notas: (1) Em Ap 3.2, o verbo pteroõ, “cum­
prir” , é traduzido por “perfeitas” .
(2) Q uanto ao advérbio akribos, que ocorre em 
Lc 1.3 (“m inuciosam ente”), veja D IL IG E N TE ­
M ENTE; em At 24.22 (“m elhor”), veja EXATO.
(3) Q uanto ao substantivo akribeia, que aparece 
em A t 22.3, veja MODO.
APERTAR
A. Verbos.
1. thlibõ (9Aífko), “apertar, comprimir, afligir, atri­
bular”, é encontrado em 2 Co 4.8. Veja AFLIGIR, n°4.
2. apothlibõ (diroGXípoj), “apertar, com prim ir”, 
é usado em Lc 8.45 (“aperta” ). Veja O PRIM IR 
d) .
3. biazõ (0tá£to), na voz média, “apertar violen­
tam ente” ou “abrir cam inho à força” , é encontrado 
em Lc 16.16, significado confirmado pelos papiros. 
M oulton e M illigan também citam uma passagem 
retirada de Epictetus and the New Testament (Epíteto 
e o Novo Testam ento), de D. S. Sharp, que fala 
“daqueles que [tentam] abrir caminho à força” ; o 
verbo sugere empenho vigoroso. Veja ENTRAR, 
Nota (3), VIOLÊNCIA , B, n° 2.
4. sunechõ (ow éx^X quanto ao significado des­
te verbo encontrado em At 18.5, “foi (Paulo) im ­
pulsionado (pela palavra)” , ou seja, Paulo sentia a 
urgência da palavra do seu testem unho aos judeus 
em Corinto, veja CONSTRANGER, n° 3. É usado 
com o n° 1 em Lc 8.45.
5. enechõ (évéxw), literalm ente, “refrear, repri­
mir, conter” , também significa “pôr-se contra, ser 
urgente contra” , como os escribas e fariseus esta- 
vam tratando Jesus (Lc 11.53, “apertá-lo”). Veja 
EM ARANHAR, n° 3.
6. epikeimai (éTríiceipai), “jaze r sobre, apertar 
em ”, é usado em Lc 5.1. Veja É IM POSTO.
7. epipiptõ (émTRTTTiü), “cair sobre” , é encontra­
do em Mc 3.10. Veja CAIR, B, n° 5.
8. bareõ (f3apéoj), “fazer vergar ou dobrar com o 
peso, oprim ir, carregar” , é traduzido em 2 Co 1.8 
(“agravados” ). Veja FARDO, B, n° 1.

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