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MICROBIOLOGIA AMBIENTAL 10/10(4ª) Introdução à Microbiologia ambiental Interações microbianas I - quórum sensing T 15/10 (2ª) VISITA TÉCNICA À ETE - UFRN 17/10 (4ª) Determinação dos índices de coliformes totais e E.coli em amostras de água: execução de procedimento prático P 22/06 (2ª) Leitura e interpretação das práticas sobre indicadores. Microrganismos indicadores de qualidade de água Cianobactérias e cianotoxinas – Estudo de caso P/T 24/06 (4ª) Interações microbianas II Biorremediação, biofilmes Microrganismos e os ciclos biogeoquímicos - Atividade T 29/06 (2ª) APRESENTAÇÃO 31/06 (4ª) AVALIAÇÃO A Microbiologia Ambiental é uma área da ciência que se dedica ao estudo da fisiologia, genética, interações e funções dos microrganismos no ambiente, e faz uso deste conhecimento com o objetivo maior de manter a qualidade ambiental e contribuir para o desenvolvimento sustentável da sociedade. 17:13 DIVERSIDADE METABÓLICA DOS MICRORGANISMOS DIVERSIDADE METABÓLICA DOS MICRORGANISMOS • Microrganismos Vivem no habitat mais amplamente variado da terra: principalmente Archea e Bacteria. 5 mil bactérias em cada milímetro de neve do Polo Norte Micróbios em rochas com mais 1 km de profundidade Evidências que bactérias podem se desenvolver em nuvens - Amostras dos Alpes Profundezas do oceano Águas saturadas de sais como a do Mar Morto Thermus aquaticus, Parque Nacional Yellowstone - Taq-polimerase (PCR, de polymerase chain reaction) • EXTREMÓFILOS - Condições extremas de temperatura, acidez, alcalinidade ou salinidade. Muitos são membros das arquibacterias. (extremozimas) COMUNIDADES MICROBIANAS (a) Uma comunidade bacteriana que se desenvolveu no fundo de um pequeno lago em Michigan, revelando células de várias bactérias fototróficas verdes e púrpuras (células grandes com grânulos sulfurosos). (b) Uma comunidade bacteriana em uma amostra de lodo de esgoto. A amostra foi corada com uma série de corantes, cada um corando um grupo bacteriano específico. (c) Micrografia eletrônica de varredura de uma comunidade microbiana raspada de uma língua humana. RIQUEZA DE ESPÉCIES – número total de espécies presentes em uma comunidade ABUNDÂNCIA DE ESPÉCIES – proporção de cada espécie em uma comunidade ASSOCIAÇÕES - Populações microbianas metabolicamente semelhantes que exploram os mesmos recursos e de modo semelhante DIVIDINDO ESPAÇOS MUITO PEQUENOS Microambientes - microhabitats - em Partículas de solo São ambientes muito pequenos!!! Gradientes físicos e químicos Consequência: diversidade microbiana O solo como um habitat microbiano •A disponibilidade de água controla a atividade microbiana Escherichia coli no trato intestinal de um adulto sadio, - 12 horas (duas duplicações por dia), Laboratório - tempo mínimo de geração de 20 minutos Diferenças das taxas de crescimento na natureza e em laboratório (1) os nutrientes e as condições de crescimento (2) a distribuição dos nutrientes (3) os microrganismos crescerem em populações mistas ou em culturas puras, https://www.ted.com/talks/bonnie_bassler_on_how_bacteria_communicate?language=pt-br Bonnie Bassler explica como as bactérias se comunicam - TED.com https://www.ted.com/talks/bonnie_bassler_on_how_bacteria_communicate?language=pt-br INTERAÇÕES MICROBIANAS •Quorun sensing QUORUM SENSING PERCEPÇÃO DE QUORUM: A COMUNICAÇÃO BACTERIANA http://www.siue.edu/~cbwilso/250graphics00.htm QUORUM SENSING • Ao contrário do que se pensava há alguns anos, bactérias são seres complexos capazes de se comunicar e agir coordenadamente. POR QUE AS BACTÉRIAS SE COMUNICAM? • CONDIÇÕES AMBIENTAIS COSTUMAM MUDAR RAPIDAMENTE • adaptação à disponibilidade de nutrientes • defesa contra outros microrganismos que podem competir por esses mesmos nutrientes • necessidade de evitar compostos tóxicos perigosos para a sua sobrevivência. • BACTÉRIAS PATOGÊNICAS • escapar das respostas do sistema imune do hospedeiro e manter o sucesso da infecção. Fenômeno da bioluminescência: onde tudo começou... • Bactérias (Vibrio fischeri) bioluminescentes que viviam no trato intestinal de lulas (Euprymna scolopes); • Relação Simbiótica entre Vibrio fischeri e Euprymna scolopes • Número grande de bactérias: bioluminescência • Poucas bactérias: Ausência de emissão de luz 17:13 • Emissão de luz ocasionada quando se alcança uma determinada densidade bacteriana (um determinado quorum) • A identificação desse fenômeno trouxe inúmeras perguntas: • Como essa comunicação ocorre? • Quais características bacterianas são reguladas por esse sistema? • Qual é objetivo desse mecanismo? Fenômeno da bioluminescência: onde tudo começou... QUORUM SENSING A linguagem das bactérias • Quorum sensing: corresponde a um processo de comunicação intra e interespécies microbianas, que permite aos microrganismos apresentarem alterações fenotípicas marcantes quando estes se encontram em altas densidades populacionais. • A comunicação intercelular bacteriana é realizada através da produção e liberação no meio externo de pequenas moléculas, chamadas de auto indutores MOLÉCULAS AUTOINDUTORAS • Quando as bactérias estão presentes em pequena quantidade em um ambiente, a concentração de autoindutores é muito baixa para ser detectada. • Quando um número maior de células é alcançado, essa concentração atinge um certo ‘limite’, fazendo com que as bactérias ali presentes ‘sintam’ essas moléculas e ATIVEM ou REPRIMAM genes específicos. • Moléculas autoindutoras: • Acil-homoserina-lactonas (AHLs), (auto-indutor 1); • Moléculas agrupadas sob o nome de autoindutor 2; • Pequenos peptídios (pequenos pedaços de proteínas) modificados. Proteínas “R” • Proteínas “R”: estão na superfície das bactérias e se ligam as moléculas autoindutoras, causando a expressão nos genes de interesse. Todas as bactérias usam as mesmas moléculas sinalizadoras? • Diferentes espécies bacterianas usam diferentes moléculas para se comunicarem. • Há muitas diferentes classes de moléculas sinalizadoras e dentro de cada classe há variações menores de tamanho de cadeias, etc. • Em alguns casos, uma unica espécie bacteriana pode ter mais de um sistema de QS e assim, utilizar mais de uma molécula sinalizadora. • As bactérias podem responder de diferentes maneiras a cada molécula. Nesse sentido, as moléculas sinlizadoras podem ser pensadas como palavras de uma língua, cada uma tendo um significado diferente. As bactérias de uma espécie podem se comunicar com as de outra espécie? • Há evidências de que pode ocorrer comunicação interespecifica por meio do QS. • Isso tem implicaçoes em muitas áreas da microbiologia uma vez que na natureza sempre existem misturas de populações como no caso dos biofilmes. Sistema AI-2 -diéster de furanosil borato Gram positivos e negativos QUORUM SENSING da Pseudomonas aeruginosa Dois sistemas de quorum sensing em P. aeruginosa Resposta temporalmente ordenada - apresenta dois sistemas principais - cada um deles composto por dois genes principais que codificam uma enzima responsável pela síntese do auto- indutor (no caso uma AHL) e uma proteína R, que responde ao auto-indutor. - controlam a expressão de genes necessários para a produção de enzimas, toxinas e produtos metabólicos secundários, como pigmentos. - regulam a formação de biofilmes Henke, J.M. & Bassler, B.L. (2004) Bacterial social engagements. Trends Cell Biol., 14:648-656. Quorum sensing e a virulência de Staphylococcus aureus Processos que podem envolver quorum sensing • BIOLUMINESCÊNCIA; • Vibrio fischeri e Vibrio harveyi • EXPRESSÃO DE ENZIMAS E ANTIBIÓTICOS • Erwinia carotovora • CONJUGAÇÃO • Agrobacterium tumefaciens e Enterococcus faecalis • ESTADO DE COMPETÊNCIA • Bacillus subtilis • LIBERAÇÃO DE TOXINAS • Staphylococcus aureus • AUMENTO DA VIRULÊNCIA • Pseudomonas aeruginosa • PRODUÇÃO DE PIGMENTO • Chromobacterium violaceum • FORMAÇÃO DE BIOFILMES• Várias bactérias (incluindo Pseudomonas aeruginosa) Perspectivas • CONTROLAR A VIRULÊNCIA - desenvolvimento de novas terapias antimicrobianas através do bloqueio da comunicação bacteriana através de auto-indutores • utilizando autoindutores inespecíficos, que se ligariam à proteína R mas não a ativariam, e portanto impediriam a ligação de tais proteínas aos auto-indutores específicos; • interrompendo as reações biológicas de síntese de autoindutores através do uso de análogos de precursores dessas moléculas NA AGRICULTURA • estimular a produção precoce de fatores de virulência - permitindo que o sistema de defesa • introdução de genes codificadores de enzimas que degradam autoindutores em plantas, protegendo-as de infecções Mas independente de haver uma aplicação prática ou não, a compreensão do sistema de quorum sensing pode trazer também novas ideias a respeito de sinalização e evolução dos organismos PESQUISAS BIOTECNOLÓGICAS PROJETOS INVESTIGATIVOS E DIDÁTICOS EM MICROBIOLOGIA AMBIENTAL ATIVIDADE EM GRUPO - APRESENTAÇÃO – 29/10 - Parte escrita – plano de aula - Apresentação de procedimento prático ou filmagem PROJETOS DIDÁTICOS EM MICROBIOLOGIA AMBIENTAL - PROJETO 1: Elaborando uma composteira O que é a compostagem? Como funciona? Que elementos são importantes para se fazer uma boa composteira? Como podemos fazer uma composteira? Qual o papel dos microrganismos numa composteira? Ela funcionaria sem eles? O que é o produto final de uma composteira? Quais as vantagens de se fazer compostagem? Qual a implicação ambiental da compostagem? PROJETO 2: Criando Biofilmes Microbianos - O que são biofilmes? - Como se estruturam? - Como poderíamos fazer um biofilme? - Quais os papéis dos microrganismos nos biofilmes? - Qual a importância de compreendermos os biofilmes? PROJETO 3: Promovendo a Diversidade Microbiana em diferentes substratos - Que características tem a biodiversidade dos microrganismos? - Como organizar um experimento simples para observar essa diversidade? - Que diferenças encontraríamos ao cultivar microrganismos em diferentes substratos? - Qual a importância de estudar a diversidade microbiana?