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RELATORIO FINAL PIBIC LAICI MELYSSA EVILYN ALMEIDA VIEIRA

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ - IFCE 
PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E INOVAÇÃO - PRPI 
 
 
O MARKETING TURÍSTICO GASTRONÔMICO: A PONTENCIALIDADE DA 
COZINHA TRADICIONAL NO CENTRO DE CANINDÉ 
 
Laici Melyssa Evilyn Almeida Vieira (1); Eline Alves Soares(2) 
Bolsista(1); IFCE campus Canindé; Lmeav28@gmail.com 
Orientadora(2); IFCE campus Canindé; eline_alves_soares@yahoo.com.br 
 
RESUMO 
Este estudo tem como objetivo geral de identificar quais são os restaurantes do Bairro Centro em 
Canindé-Ce, específicos de quais as principais preparações culinárias da cozinha tradicional 
sertaneja e o uso de estratégias de marketing turístico gastronômico presentes nos estabelecimentos 
comerciais, como recorte o Centro, em especial o entorno da Basílica e Mercado Público, entre os 
anos de 2017-2018. Busca-se também perceber a visão e a interpretação da comunidade com 
relação à identidade cultural destes pratos. Esta pesquisa teve uma abordagem exploratória, 
descritiva, baseada na revisão teórica e na pesquisa de campo, além do aporte das abordagens quali-
quantitativas com o uso da técnica da entrevista oral e aplicação dos formulários. Conclui-se que no 
bairro centro há 25 estabelecimentos cadastrados na vigilância sanitária, que os principais pratos 
típicos da região são 90% o baião de dois e a panelada, 80% o cozido e o carneiro, 70% bolo de 
milho e a carne assada, tapioca e o cuscuz; e as principais estratégias de marketing, de acordo com 
os proprietários locais são 100% enviam e-mail aos seus clientes, 90% deles promovem ações 
sustentáveis, 80% usam mapas, indicando sua geolocalização, 80% promovem liquidações 
participativas e atendem a um segmento específico, 60% deles realizam propaganda interna e 
estratégias de marketing, dando ênfase à cultura gastronômica que a cidade possui. 
PALAVRAS-CHAVE: Gastronomia. Turismo Cultural. Alimentos e Bebidas. Restaurante. 
Cozinha Tradicional. 
 
2. INTRODUÇÃO 
 
A cidade de Canindé está localizada a 115 km de Fortaleza, capital do Ceará local onde 
existe um dos maiores centros de romaria da América Latina, por ser um dos principais centros 
religiosos do Ceará, movimenta um grande fluxo de pessoas, que se deslocam até a mesma com o 
intuito de visitar principalmente a Basílica, que está localizada no bairro do Centro, nessa 
perspectiva, o presente estudo se refere à possibilidade de se pensar sobre a importância que a 
gastronomia evoca em Canindé. 
Este trabalho tem como objetivo geral identificar, avaliar as preparações culinárias da 
cozinha tradicional e o uso como marketing turístico de Canindé, presentes nos cardápios dos 
estabelecimentos comerciais, como recorte o Centro, em especial o entorno da Basílica e Mercado 
Público, entre os anos de 2017-2018. Este trabalho se justifica pela necessidade de saber quais são 
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os atrativos gastronômicos e as estratégias de marketing realizadas em torno deles, a fim de que a 
coleta de dados possa contribuir para o melhor desempenho do turismo. 
Procura-se através desse trabalho, informar aos interessados e incentivar a melhoria na 
qualidade dos serviços prestados e o aperfeiçoamento dos atrativos gastronômicos e dos 
restaurantes oferecidos aos romeiros, peregrinos e visitantes, e contribuir para futuras pesquisas que 
possam ter diferentes resultados e que inclusive possam constatar melhorias e mudanças 
comparadas a atual situação presenciada durante a realização deste estudo. 
 As principais indagações que norteiam este estudo são: Quais são os principais restaurantes do 
bairro Centro em Canindé em 2017 e 2018? Quais os pratos principais (cozinha sertaneja) 
oferecidas aos romeiros, peregrinos e visitantes da cidade? Quais são estratégias de marketing 
turístico gastronômico nos restaurantes do bairro Centro de Canindé- Ce em 2017- 2018? 
 
3. METODOLOGIA/RESULTADOS 
 
A metodologia e as técnicas empregadas neste trabalho basearam-se, a princípio, na 
fundamentação teórica a partir de revisão de literatura relacionada à temática central. Adotar-se-á o 
método etnográfico1 de cunho qualitativo. 
A etnografia participa abertamente ou de maneira encoberta, da vida cotidiana de pessoas, 
durante um tempo relativamente extenso, vendo o que passa, escutando o que se diz, perguntando 
coisas; ou seja, “recorrendo a todo tipo de dados acessíveis para poder lançar luz aos temas que ele 
ou ela elegeu estudar” (HAMMERSLEY; ATKINSON, 1994, p. 15). A perspectiva microscópica 
ajuda na interpretação de significados e práticas sociais, que assumem a forma de descrições 
verbais. Destaca-se como traço marcante do estudo etnográfico, a investigação por dentro da 
realidade de um grupo, sendo o conhecimento científico gerado a partir do ponto de vista do outro. 
A metodologia e técnicas empregadas neste trabalho serão baseadas, inicialmente, na 
fundamentação teórica, com revisão da literatura sobre o tema, para posterior pesquisa de campo. 
Esta última observa fatos e fenômenos estudados, tal como ocorrem, espontaneamente. A pesquisa 
terá o período delimitado, assim como o universo entrevistado, fontes de informação, instrumentos 
e técnicas de coleta de dados; tipos de amostragem e tabulação dos dados. O estudo é explicativo e 
aplicado, pois se trata de um estudo teórico e prático, com técnica de tratamento qualitativa com 
 
1 A etnografia, ou antropologia cultural, como prefere Fuller (2008, p.2), é o “método de coleta de dados que 
descrevem uma cultura ou um modo de vida”. Rocha et al. (2005, p.3) afirmam que a etnografia possui características 
básicas: “ênfase na exploração da natureza de um fenômeno social particular; entrevistas em profundidade; observação 
participante; análise de discursos de informantes; investigação em detalhe”. 
 
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amostragem intencional, de acordo com os objetivos da pesquisa. A Figura 1 apresenta os passos da 
pesquisa: 
 
A revisão literária do tema realizou-se no primeiro semestre de 2017. Na pesquisa 
bibliográfica, serão utilizados os seguintes autores em cada palavra-chave: gastronomia (FREYRE 
1966, CASCUDO, 1983, BRILLAT-SAVARIN, 1995, LEAL, 1998, LANCELLOTI 2000, 
FISCHLER 2001, GARCIA 2001, SCHLUTER, 2003, FRANCO, 2004, MACIEL 2004, 
CARNEIRO 2005, MONTANARI 2008, OLIVEIRA, 2009, DÓRIA 2009, TEICHMANN, 2009, 
FREIXAS e CHAVES, 2012 e GEERTZ 2013); cozinha (FARB E ARMELAGOS 1985, 
FISCHLER 1989, GOODY 1982, CONTRERAS; ARNAIZ 2005 E SILVA 2005, PITTE 1998, 
SPANG 2003, TREFZER 2009); restaurantes (SPANG, 2003; PACHECO, 2005) e cozinha regional 
(DE GARINE 1987, HALBAWCHS 1990, HOBSBAWM 1997, FREITAS 1997, MACIEL 2004, 
QUEIROZ 2004, POULAIN 2004, HEMANDEZ 2005, ATALA, OLIVEN 2006, DÓRIA 2008, 
GIMENES 2008, ABRIL COLEÇÕES 2009, BAHL, GIMENES E NITSCHE 2011, MIRANDA 
2012). Já o campo, para a coleta de dados serão utilizadas fontes primárias e secundárias. A 
pesquisa em fontes primárias fundamenta-se em documentos originais, que não foram utilizados em 
nenhuma pesquisa (instrumento de coleta de dados), pois foram coletados pela primeira vez pelos 
pesquisadores por meio de entrevistas orais e a observação in loco; secundárias (cardápios dos 
restaurantes). 
 
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
 
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Sendo o restaurante espaço tão presente no cotidiano urbano e relevante para o turismo, não 
é estranho que nele se demonstrem modos de vida, costumes e crenças: são lugares relevantes para 
a observação da cultura, refletidosna alimentação, e que revelam a formação de imaginários e de 
processos de identificação (LIMA, 2010). São os pratos do sertão predominantemente 
caracterizados no mercado como comida tradicional cearense. Em Canindé, o que se pode notar é 
que os pratos locais são como marcas da identidade, e que podem ser valorizadas na tradição, tanto 
pela comunidade como pela política local. (BRILLAT- SAVARIN,1995). Os principais restaurantes 
do bairro centro, segundo a Vigilância Sanitária, utilizados na pesquisa foram 25 (vide anexo) e para 
tanto, investigou-se as principais preparações culinárias presentes neles a saber: 
GRÁFICO 1- Preparações culinárias do Bairro Centro em 2018. 
 
Fonte: Pesquisa direta, 2018. 
 
 Dentre os principais pratos estão 90% o baião de dois e a panelada, 80% o cozido e o 
carneiro, 70% bolo de milho e a carne assada, tapioca e o cuscuz. Todos estes elementos são 
característicos da tradição sertaneja cearense que se encontram na cozinha do Nordeste a qual tem 
peculiaridades e apresenta "modo" ou “estilo" de vida que se quer particularizar a um determinado 
grupo, e que representa inclusive certa forma de viver (MACIEL, 2004). A região Nordeste tem em 
sua culinária receitas tradicionais e adaptações delas, pois não há gastronomia sem uma permanente 
renovação. As cozinhas, regionalmente, assumem diferentes valores, o que se deve buscar, na 
cozinha tradicional cearense são as referências ao teor autêntico das iguarias disponibilizadas nos 
restaurantes da região. Esse deve ser o principal objetivo dos proprietários de estabelecimentos 
restaurativos. A defesa dessa autenticidade que constitui a criação de um diferencial mercadológico 
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para que os produtos oferecidos e a afirmação simbólica da identidade local, traduzida inclusive na 
literatura (obras de livros e receitas) estejam sobre a cozinha cearense do sertão. 
De acordo com Mota (2013), entende-se por marketing turístico o processo que envolve o 
planejamento, a concepção e a comercialização do produto turístico, através de técnicas 
mercadológicas específicas, gerando vantagens competitivas na destinação turística. O marketing 
turístico tem como finalidade promover um destino ou empreendimento, fortalecer a imagem desse 
destino, assim como favorecer sua venda no mercado de viagens. O que se observa é que produto 
“cozinha regional cearense” é resultado de um contexto de intensa elaboração publicitária do estado 
na busca por sua consolidação como destino turístico competitivo. Alguns dos empreendimentos 
restaurativos de Canindé utilizam algumas estratégias de marketing a saber (gráfico 2): 
GRÁFICO 02- Estratégia de Marketing turístico gastronômico segundo os proprietários. 
 
Fonte: Pesquisa direta, 2018. 
 
 Todos os empreendimentos restaurativos alegam enviar e-mail aos seus clientes, 90% deles 
promovem ações sustentáveis, 80% usam mapas indicando sua geolocalização, promovem 
liquidações participativas, e atendem a um segmento específico, 60% deles realizam propaganda 
interna, ou seja, o seu restaurante possui um manual de identidade visual em que estão contidas as 
informações mais relevantes da sua marca, como: a paleta de cores; o logotipo; a missão; a visão; os 
valores; e também 60% usam estratégias de marketing tais como lançar um novo prato, oferecer um 
ingrediente diferente ou propagar uma bebida que agora está disponível no seu estabelecimento. 
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Mídias Sociais, Presença em Eventos Locais são realizados por 50% dos estabelecimentos e apenas 
40% aproveita a sazonalidade e/ou realiza trabalhos beneficentes. 
Embora se perceba que a maioria dos estabelecimentos afirmem realizar alguma estratégia 
de marketing na prática muitos deles não utilizam mídias sociais (whatsapp, facebook, instagram, 
blogs) ativamente, apenas comercializam produtos com desconto, em vez de fazer liquidações 
participativas, não aproveitam feriados, promovem ações sustentáveis e beneficentes e pouco ou 
quase nada são alteradas as preparações culinárias nos cardápios. 
 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
No cenário Canindé, a alimentação é vista pelos proprietários e inserida em um novo 
circuito de significação, passando a comunicar uma identidade, uma consciência de pertencimento 
que é transformada em símbolo cultural, e passa a ser “manipulada” como um sinal de continuidade 
histórica, a tradição. 
Assim, os pratos tradicionais expressam a condensação de variados pratos e preparos 
em uma espécie de modelo alimentar ideal elaborado diferentemente por cada um, por isso, os 
restaurantes autodenominados de regionais tem em seu cardápio convergências entre si quanto as 
preparações que eles consideram sertanejas. 
Entretanto, as estratégias de marketing que são utilizadas embora pelos proprietários 
afirmados que se encontrem na maioria dos empreendimentos, na prática muitos deles não utilizam 
mídias sociais (whatsapp, facebook, instagram, blogs) ativamente, apenas comercializam produtos 
com desconto, em vez de fazer liquidações participativas, não aproveitam feriados, promovem 
ações sustentáveis e beneficentes e pouco ou quase nada são alteradas as preparações culinárias nos 
cardápios. 
 
6. REFERÊNCIAS 
 
 ABRIL COLEÇÔES. Cozinha regional brasileira: Ceará. São Paulo: Abril, 2009. 
ATALA, A; DÓRIA, C.A; COUTO, C.. Com unhas, dentes & cuca: prática culinária e papo-cabeça 
ao alcance de todos. Ed. Senac São Paulo, 2008. 
BAHL, Miguel; GIMENES, Maria Henriqueta Sperandio Garcia; NITSCHE, Letícia Bartoszeck. 
Territorialidade gastronômica: as cozinhas regionais como forma de mediação do homem com o 
meio e como atrativo turístico. In: Revista Geográfica da América Central – Número especial XIII 
Encuentro de Geógrafos de América Latina, Costa Rica, 2011. Costa Rica, 2011, p.1-16. 
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BRILLAT-SAVARIN. A fisiologia do gosto. Companhia das letras, 1995. 
CARNEIRO, H. “Comida e sociedade: uma História da Alimentação.” Rio de Janeiro: Campus, 
2005. 
CASCUDO, Luís da Câmara: História da Alimentação no Brasil. Belo Horizonte, Itatiaia; São 
Paulo, Editora da Universidade de São Paulo, 1983. 
CONTRERAS, Jesus; GRACIA-ARNÁIZ, Mabel. Alimentación y cultura: Perspectivas 
antropológicas. Barcelona, Ariel, 2005 
DÓRIA, Carlos Alberto. A formação da culinária brasileira. São Paulo: Publifolha, 2009. 
FARB, Peter; ARMELAGOS, George J.; DESMOND, William. Anthropologie des coutumes 
alimentaires. Denoël: Paris, 1985 
FISCHLER, Claude. Food, self and identity. In: Social Science Information, vol. 27, n.2, june, 
1989. 
FRANCO, Ariovaldo. De caçador a gourmet: uma história da gastronomia. São Paulo: Editora 
SENAC, 2001. ______. De caçador a gourmet: uma história da gastronomia / Ariovaldo Franco. 5ª 
edição: SENAC – São Paulo, 2004. 
FREITAS, M.C.S. Educação Nutricional: aspectos sócio-culturais. Revista de Nutrição. Campinas, 
v. 1, n. 10, p. 45-49, jan./fev., 1997. 
 FREIXAS, D.; CHAVES, G. Gastronomia no Brasil e no Mundo. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 
2012. 
FULLER, Grace H. What does the term ‘ethnography’ mean to you? Eagan: Quirk’s Marketing 
Research Review, fev 2008. 
GARINE, I. de. Alimentação, culturas e sociedades. In: O Correio. Rio de Janeiro, v.15, n.7, p. 4-7, 
jul. 1987. 
GRÁCIA-ARNAIZ, M. Alimentatión y cultura. Perspectivas antropológicas. Barcelona: Ariel, 
2005. 
GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro; LTC; 2013. 213 p. 
GIMENES, Maria Henriqueta Sperandio Garcia; NITSCHE, Letícia Bartoszeck. Territorialidade 
gastronômica: as cozinhas regionais comoforma de mediação do homem com o meio e como 
atrativo turístico. In: Revista Geográfica da América Central – Número especial XIII Encuentro de 
Geógrafos de América Latina, Costa Rica, 2011. 
GOODY, Jack. Cooking, cuisine and class. Cambridge: Cambridge University Press, 1982. 
HAMMERSLEY, Martyn; ATKINSON, Paul. Etnografía: métodos de investigación. Barcelona, 
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HOBSBAWM, Eric; TERENCE Ranger (orgs.). A invenção das tradições. – Rio de Janeiro: Paz e 
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LANCELLOTTI, Sílvio. 500 anos de gastronomia em terra brasilis. São Paulo: L&PM, 2000. 123 
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LEAL, Maria Leonor de Macedo Soares. A história da gastronomia. Rio de Janeiro: Ed. SENAC 
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MACIEL, Maria Eunice. Uma cozinha à brasileira. In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro, no 33, 
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MARCONI, Marina de Andrade. LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. 
São Paulo- SP: Editora Atlas S.A, 5ªEd., 2003 
MIRANDA, A.; EDUARDO, C. O nosso Ceará. Ed. 2. Fortaleza: Armazém da Cultura, 2012. 
MONTANARI, M. “Comida como cultura”. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2008 
MOTA, K.C.N.; ARAGÃO, A.R.F. [Org.] Educação tecnológica: teoria e prática do turismo, da 
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OLIVEIRA, Leidmar da Veiga; CUNHA, Kênia, Braz, A gastronomia enquanto atrativo turístico- 
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OLIVEN, Ruben George. “Antropologia e diversidade cultural no Brasil” In: ORO, Ari Pedro; 
TEIXEIRA, Sérgio Alves. Ensaios de Antropologia Social. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2006. 
 
PACHECO, Aristides de Oliveira. Manual do Maître d ́Hôtel. 5a Ed. São Paulo: Senac SP, 2005. 
 
POULAIN, Jean-Pierre. Sociologias da Alimentação: Os comedores e o espaço social alimentar. 
Florianópolis: Editora da UFSC, 2004. 
 
PITTE, Jean-Robert. “Nascimento e expansão dos restaurantes”. In: FLANDRIN, JeanLouis e 
MONTANARI, Massimo (org.). História da alimentação. São Paulo: Estação Liberdade, 1998. 
 
QUEIROZ, R. O não me deixes: suas histórias e sua cozinha. São Paulo: ARX, 2004. 
 
ROCHA, E.P.Q., BARROS, C, PEREIRA, C. Perspectivas do Método Etnográfico em Marketing: 
Consumo, Comunicação e Netografia. 2005. 
 
SCHLUTER, Regina G. Gastronomia e Turismo. São Paulo: Editora Aleph, 2003. 
 
SPANG, Rebecca. A invenção do restaurante. Rio de Janeiro: Record, 2003. 
 
TEICHMANN, I. T. M. Cardápios: técnicas e criatividade. 7.ed. Caxias do Sul, RS: EDUCS, 2009. 
151p. 
 
 
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Questionário 1- Marketing Turístico Gastronômico 
 
RESTAURANTE: _____________________________________________________________ 
NOME DO ENTREVISTADO:___________________________________________________ 
FUNÇÃO/CARGO:____________________________________________________________ 
 
1) Para um usuário encontrar sua loja, ele facilmente encontra um mapa indicando sua 
geolocalização? ( ) sim ( ) não 
2) Você possui vídeo em mídias sociais ( what´s up, facebook, instagram, blogs)? ( ) sim ( ) 
não. Qual? ________________________________________________________________ 
3) Você manda e-mails personalizados, com produtos que interessam àquele cliente em 
particular? ( ) sim ( ) não 
4) Você faz liquidações participativas, em vez de apenas comercializar produtos com desconto, 
ofereça algo a mais – Ex: fornece receitas, ou ensina a combinar vinhos e pratos? ( ) sim ( 
) não 
5) Você procura blogs com poder de influência relacionados à sua área de atuação? Por 
exemplo blogueiros que sejam formadores de opinião para estabelecer parcerias? ( ) sim 
( ) não 
6) Quando há sazonalidade há o aproveitamento de um feriado, uma mudança de estação, férias 
ou datas marcantes para promover suas mercadorias? ( ) sim ( ) não 
7) Nada mais cativante do que fazer com que seu cliente acredite que faz parte de um grupo 
especial, com uniforme, gostos e hábitos próprios. Seu estabelecimento faz parte de alguma 
tribo ou atende a um segmento específico? ( ) sim ( ) não 
8) Você usa seu negócio como uma promoção de uma ação sustentável? O seu ponto de venda 
é usado para criar iniciativas que tragam benefícios claros para a comunidade ? ( ) sim 
 ( ) não 
9) Você promove ações beneficentes? ( ) sim ( ) não 
10) Você marca presença em eventos locais? ( ) sim ( ) não 
11) Você é detalhista em sua propaganda interna, o seu restaurante possui um manual de 
identidade visual em que estão contidas as informações mais relevantes da sua marca, como: 
a paleta de cores; o logotipo; a missão; a visão; os valores; entre outros? ( ) sim ( ) não 
12) Você usa estratégias de marketing tais como lançar um novo prato, oferecer um ingrediente 
diferente ou propagar uma bebida que agora está disponível no seu estabelecimento? 
( ) sim ( ) não 
 
 
 
Eu, _________________________________, li e/ou ouvi o esclarecimento acima e compreendi o propósito e a relevância deste 
estudo, entendi que tenho liberdade para interromper minha participação a qualquer momento, sem justificar minha decisão e que isso 
não me trará nenhum prejuízo. Sei que meu nome não será divulgado, que não terei despesas e não receberei dinheiro por participar 
do estudo. Eu concordo em participar do estudo. 
 
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Questionário 2- Principais Preparações Culinárias sertanejas do bairro Centro 
 
RESTAURANTE:_____________________________________________ 
 
1. Breve histórico do restaurante: 
 
a) Tempo de duração:_____________________________________________ 
b) Donos:_______________________________________________________ 
c) Descrição do 
restaurante:___________________________________________________________________
___________________________________________________________________________ 
d) Quais das preparações culinárias sertanejas abaixo são servidas no seu restaurante? 
 
Pratos 
característica 
do 
Preparações Culinárias Pratos principais (carro chefe- 
pode não estar na lista) 
 
 
 
SERTÃO 
 
 
 
 
 
 
( ) Baião- de –dois 
( ) Feijão verde com nata 
( ) Mungunzá Salgado 
( ) Piquizada 
( )Cozido Cearense 
( )Costela de porco guisada 
( ) Capote guisado 
( ) Carne de sol assada 
( ) Carne de sol com jerimum 
( ) Paçoca de carne de Sol 
( )Panelada 
( ) Carneiro 
( ) Buchada de carneiro 
( )Carneiro guisado 
( ) Carneiro ao forno 
( ) Queijos 
( ) Cabrito a pé de Serra 
( ) Bolo Souza Leão 
( )Bolo de Rolo 
( )Galinha de cabidela 
( ) Arroz de Leite 
( )Canjica 
( ) Munguzá doce 
( ) Mousses ( caju, mamão, banana) 
( ) Cuscuz cearense 
( ) Bolo de milho 
( ) Bolo de Grude 
( ) Bolo de macaxeira 
( ) Pé-de-moleque cearense 
( ) Tapioca 
Outros:_____________________________________
_________________________________________ 
 
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________ 
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________
__________________________ 
Fonte: Referências:Delfina Rocha e Caloca Fernandes. 
Eu, ___________________ ouvi e respondi o questionário acima e compreendi o propósito e a relevância deste estudo. 
 
 
 
 
 
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LISTA DE RESTAURANTES DO BAIRRO CENTRO 
RESTAURANTE ENDEREÇO N° COMPLEMENTO BAIRRO 
1. BAR E CHURRASCARIA PARAMOTI (O 
ZEZIM) 
MERCADO PÚBLICO VELHO GAL E, 2 CENTRO 
2. BAR E RESTAURANTE LUIS E CLARA ALA JOSÉ ELEUTERIO BOX 07 MERCADO NOVO CENTRO 
3. BAR E RESTAURANTE O ALMIR MERCADO VELHO,GAL E , 
BOX 
1 CENTRO 
4. BAR E RESTAURANTE SÃO 
FRANCISCO 
ALA JOSÉ ELEUTERIO 1 MERCADO NOVO CENTRO 
5. BARRACA TITANIC RUA JOÃO PINTO 
DAMASCENO 
238 CENTRO 
6. BAR E RESTAURANTE LUIS E CLARA ALA JOSÉ ELEUTERIO BOX 07 MERCADO NOVO CENTRO 
7. GALETERIA E PIZZARIA NEURIDES RUA ROMEU MARTINS 556 CENTRO 
8. HOTEL E RESTAURANTE O 
DOQUINHA 
RUA JOÃO PINTO 
DAMASCENO 
382 CENTRO 
9. LANC E RESTAURANTE CANTINHO 
DO SORVETE 
RUA GERVÁSIO MARTINS 154 CENTRO 
10. RESTAURANTE ESPOLETO BAR E 
RESTAURANTE 
RUA JOÃO PINTO 
DAMASCENO 
401 CENTRO 
11. RESTAURANTE JUVENAL RUA JÚLIO CAMPOS 281 CENTRO 
12. RESTAURANTE MARGARIDA MERCADO PÚBLICO VELHO BOX 02, CENTRO 
13. RESTAURANTE NOSSA SENHORA 
APARECIDA 
MERCADO NOVO BOX - 18 CENTRO 
14. RESTAURANTE NOSSA SR. DE 
FÁTIMA 
MERRCADO VELHO, BOX 1 CENTRO 
15. RESTAURANTE O JÚLIO MERCADO PÚBLICO VELHO BOX 03 CENTRO 
16. RESTAURANTE O JUVENAL RUA JÚLIO CAMPOS 281 CENTRO 
17. RESTAURANTE PAZ E BEM ALA JOSÉ ELEUTERIO BOX 11 MERCADO NOVO CENTRO 
18. RESTAURANTE POPULAR TRAVESSA OTÁVIO 
FACUNDO 
125 CENTRO 
19. RESTAURANTE SABOR CASEIRO RUA EUCLIDES BARROSO 855 CENTRO 
20. RESTAURANTE SAGRADA FAMÍLIA MERCADO PÚBLICO VELHO BOX 05, CENTRO 
21. RESTAURANTE SÃO FRANCISCO PRAÇA DA BASÍLICA 92 BOX 07 CENTRO 
22. RESTAURANTE SÃO VICENTE TRAVESSA SÃO VICENTE 915 CENTRO 
23. RESTAURANTE SERTANEJO MERCADO PÚBLICO BOX 10, CENTRO 
24. RESTAURANTE SORTE NO AR MERCADO PÚBLICO VELHO BOX 03 CENTRO 
25. BARÃO PIZZARIA E CHURRASCARIA RUA EUCLIDES BARROSO 788 CENTRO 
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