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SNúcleo de Educação a Distância
GRUPO PROMINAS DE EDUCAÇÃO
Diagramação: Rhanya Vitória M. R. Cupertino
Revisão Ortográfica: Julia Henrique Gomes
PRESIDENTE: Valdir Valério, Diretor Executivo: Dr. Willian Ferreira.
O Grupo Educacional Prominas é uma referência no cenário educacional e com ações voltadas para 
a formação de profissionais capazes de se destacar no mercado de trabalho.
O Grupo Prominas investe em tecnologia, inovação e conhecimento. Tudo isso é responsável por 
fomentar a expansão e consolidar a responsabilidade de promover a aprendizagem.
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Prezado(a) Pós-Graduando(a),
Seja muito bem-vindo(a) ao nosso Grupo Educacional!
Inicialmente, gostaríamos de agradecê-lo(a) pela confiança 
em nós depositada. Temos a convicção absoluta que você não irá se 
decepcionar pela sua escolha, pois nos comprometemos a superar as 
suas expectativas.
A educação deve ser sempre o pilar para consolidação de uma 
nação soberana, democrática, crítica, reflexiva, acolhedora e integra-
dora. Além disso, a educação é a maneira mais nobre de promover a 
ascensão social e econômica da população de um país.
Durante o seu curso de graduação você teve a oportunida-
de de conhecer e estudar uma grande diversidade de conteúdos. 
Foi um momento de consolidação e amadurecimento de suas escolhas 
pessoais e profissionais.
Agora, na Pós-Graduação, as expectativas e objetivos são 
outros. É o momento de você complementar a sua formação acadêmi-
ca, se atualizar, incorporar novas competências e técnicas, desenvolver 
um novo perfil profissional, objetivando o aprimoramento para sua atu-
ação no concorrido mercado do trabalho. E, certamente, será um passo 
importante para quem deseja ingressar como docente no ensino supe-
rior e se qualificar ainda mais para o magistério nos demais níveis de 
ensino.
E o propósito do nosso Grupo Educacional é ajudá-lo(a) 
nessa jornada! Conte conosco, pois nós acreditamos em seu potencial. 
Vamos juntos nessa maravilhosa viagem que é a construção de novos 
conhecimentos.
Um abraço,
Grupo Prominas - Educação e Tecnologia
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Olá, acadêmico(a) do ensino a distância do Grupo Prominas!
É um prazer tê-lo em nossa instituição! Saiba que sua escolha 
é sinal de prestígio e consideração. Quero lhe parabenizar pela dispo-
sição ao aprendizado e autodesenvolvimento. No ensino a distância é 
você quem administra o tempo de estudo. Por isso, ele exige perseve-
rança, disciplina e organização. 
Este material, bem como as outras ferramentas do curso (como 
as aulas em vídeo, atividades, fóruns, etc.), foi projetado visando a sua 
preparação nessa jornada rumo ao sucesso profissional. Todo conteúdo 
foi elaborado para auxiliá-lo nessa tarefa, proporcionado um estudo de 
qualidade e com foco nas exigências do mercado de trabalho.
Estude bastante e um grande abraço!
Professor: Yuri Sotero Bonfim
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O texto abaixo das tags são informações de apoio para você ao 
longo dos seus estudos. Cada conteúdo é preprarado focando em téc-
nicas de aprendizagem que contribuem no seu processo de busca pela 
conhecimento.
Cada uma dessas tags, é focada especificadamente em partes 
importantes dos materiais aqui apresentados. Lembre-se que, cada in-
formação obtida atráves do seu curso, será o ponto de partida rumo ao 
seu sucesso profisisional.
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Esta unidade analisará os princípios do Meio Ambiente. Elen-
cadas estão: a) a legislação vigente, ante a proteção do meio ambien-
te; b) as técnicas e formas de proteção desenvolvidas nos mercados 
de trabalho; c) a educação ambiental; d) a responsabilidade socioam-
biental. Trata-se de um estudo qualitativo, que busca relacionar as 
questões ambientais ao mercado de trabalho, na tentativa de desen-
volver técnicas de produção, ensino e extensão mais sustentáveis e 
conscientes. O tema da apostila justifica-se por conta da sua real e 
persistente relevância, dado que o contexto social, econômico e políti-
co que a sociedade brasileira tem enfrentado nos últimos anos, clara-
mente impacta nas relações interpessoais e, por conseguinte, no meio 
ambiente. Os resultados revelam que ações e técnicas mais eficazes 
já existem, mas há deficiência nas fiscalizações e monitoramento, bem 
como nas aplicações das leis e penalizações que abrem margem para 
possíveis comportamentos violáveis e perturbadores ao meio ambien-
te, consequentemente, a todos que o rodeiam.
Meio ambiente. Proteção. Leis Ambientais. Sustentabilidade.
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 CAPÍTULO 01
PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Apresentação do Módulo ______________________________________ 11
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O Meio Ambiente ______________________________________________
Tipos de Poluição ______________________________________________
Histórico sobre a Questão Ambiental _____________________________
 CAPÍTULO 02
POLUIÇÃO E CONTROLE AMBIENTAL
Poluição _______________________________________________________ 32
28Recapitulando ________________________________________________
17Evolução Histórica: Preocupação com o Meio Ambiente _________
19
21
Meio Ambiente e Ecologia ______________________________________
Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) _____________________
23O Zoneamento Ambiental _____________________________________
23
24
A Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) ________________________
O Licenciamento Ambiental _____________________________________
25Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA _________________
41Formas de Controle de Emissão de Gases _______________________
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Tecnologias de Controle de Poluição do Ar _______________________ 41
Poluição Hídrica _________________________________________________ 44
Tipos de Processos de Tratamento _______________________________ 48
 CAPÍTULO 03
LEGISLAÇÃO AMBIENTAL
Legislação Ambiental _________________________________________ 57
Conceito EPIA/RIMA ___________________________________________ 60
Classificação dos Sistemas de Tratamento _______________________ 51
Recapitulando __________________________________________________ 53
Código Florestal ______________________________________________ 62
Acidentes Ambientais e Planos de Contingência ________________ 65
Recapitulando _________________________________________________ 70
 CAPÍTULO 04
RESÍDUOS SÓLIDOS: ABORDAGEM E TRATAMENTO
Objeto e Objetivos ____________________________________________ 75
Logística Reversa ______________________________________________ 77
Classificação dos Resíduos ____________________________________ 78
Tratamento de Resíduos Sólidos ________________________________ 79
Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos ________ 85
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 CAPÍTULO 05
NOÇÕES DE GESTÃO AMBIENTAL
Recapitulando _______________________________________________
Introdução à Gestão Ambiental _______________________________
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Processo de Planejamento _____________________________________ 96
Sistema de Gestão Ambiental _________________________________ 97
Responsabilidade Socioambiental ______________________________ 106
Recapitulando _________________________________________________108
Fechando a Unidade ___________________________________________ 112
Referências ____________________________________________________ 117
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O meio ambiente é um tema que vem sendo discutido ao longo 
do tempo em todas as esferas do mundo, mas o seu conceito começou a 
(re)modificar-se e, com isso, sua totalidade em relação a sua aplicabilida-
de passou a tomar grandes proporções. Por ser um tema complexo, tem 
o objetivo de investigá-lo e entendê-lo em todas as partes e dimensões.
A partir da modernidade e com a revolução industrial, o meio 
ambiente tornou-se pauta principal, onde sua discussão a nível mundial 
girou em torno de sua definição, preservação e proteção. Isto se deu 
quando estudiosos começaram a perceber que os recursos naturais 
presentes no meio ambiente são finitos.
Diante desta preocupação, grande parte dos estudos voltados 
ao meio ambiente versam sobre o desenvolvimento sustentável, a con-
servação das faunas e floras, uso consciente e o consumo reduzido, 
buscando manter o equilíbrio ecológico e, consequentemente, atuando 
no impacto da saúde, segurança e bem-estar das comunidades.
No primeiro capítulo dessa unidade, alguns conceitos básicos 
serão tratados, tais como antropocentrismo, ecocentrismo, meio am-
biente e ecologia, bem como sua importância no contexto do meio am-
biente, objetivando uma visão ampla das transformações, conquistas e 
movimentos, que versam sobre os diferentes olhares do meio ambiente.
No segundo capítulo, trataremos sobre a poluição e seus tipos. 
Discorreremos sobre as principais formas de poluição existentes e, ao 
longo da unidade, serão apresentadas de forma detalhada a poluição 
hídrica e a poluição atmosférica, exibindo dois exemplos de poluição 
muito recorrentes no Brasil e suas formas de tratamento.
Pensando nas dinâmicas legais que regem os conceitos e as de-
finições, iremos, no terceiro capítulo, tratar das normativas e leis, código 
florestal e suas mudanças no novo modelo, bem como o conceito de Es-
tudo Prévio de Impacto Ambietnal (EPIA) / Relatório de Impacto Ambiental 
(RIMA). Este capítulo abordará de forma ampla as leis que versam sobre o 
meio ambiente e tudo o que o compõe, na busca pela sua proteção.
O quarto capítulo será trabalhado sobre a Política Nacional de 
Resíduos Sólidos (PNRS), explorando as classificações de resíduos só-
lidos, seus impactos, bem como algumas formas de tratamento existen-
tes para as finalidades destes.
No último capítulo será abordada a Gestão Ambiental, bem 
como os processos que a regem para um bom funcionamento, atrelada 
à ideia de responsabilidade ambiental, que buscará trazer a consciência 
de um cuidado coletivo visto que, como na Lei 6.938 de 1981, o meio 
ambiente é um bem público e deve ser protegido por todos.
A importância da temática ambiental impacta diretamente nas 
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relações de trabalho, por serem as formas mais ativas de vivência em 
sociedade. A partir do trabalho, são envolvidas as comunidades e so-
ciedades, portanto, buscar novas formas e aplicar métodos eficazes no 
cuidado coletivo é de extrema importância em um espaço extremamente 
diversificado e de grande impacto mundial como o mercado de trabalho. 
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O MEIO AMBIENTE
A definição de meio ambiente é, muitas vezes, complicada de 
se fazer em poucas palavras, devido ao grau de complexidade do meio 
ambiente propriamente dito, que envolve muitos aspectos naturais e 
sociais. Abaixo, seguem-se algumas tentativas de definição do termo 
meio ambiente propostas por Coimbra (2002):
Meio ambiente é o conjunto dos elementos abióticos (físicos e químicos) e bió-
ticos (flora e fauna), organizados em diferentes ecossistemas naturais e sociais 
em que se insere o homem, individual e socialmente, num processo de interação 
que atenda ao desenvolvimento das atividades humanas e à preservação dos 
recursos naturais e das características essenciais do entorno, dentro das leis da 
PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
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natureza e de padrões de qualidade definidos (COIMBRA, 2002).
A segunda definição trazida por Coimbra (2002) é mais conci-
sa do que a anterior e sua definição é a seguinte: “Meio ambiente é o 
conjunto dos elementos físicos, químicos e biológicos e de suas múlti-
plas relações, ordenados para a perpetuação da vida e organizados em 
ecossistemas naturais e sociais, constituindo uma realidade complexa e 
marcada pela ação da espécie humana” (COIMBRA, 2002).
A última definição proposta é a mais concisa possível, e define 
o meio ambiente como sendo a realidade complexa resultante da inte-
ração da sociedade humana com os demais componentes do mundo 
natural, no contexto do ecossistema da Terra (COIMBRA, 2002).
Figura 1 - O Meio Ambiente E A Humanidade 
Fonte: (LIMA, 2015).
A definição de meio ambiente não é uma tarefa fácil pela 
complexidade envolvida no contexto (existem inúmeros aspectos 
a serem levados em conta, como os aspectos naturais e sociais).
HISTÓRICO SOBRE A QUESTÃO AMBIENTAL
Antropocentrismo
O Antropocentrismo surgiu na Europa no final da Idade Média, 
esta é uma visão que considera o homem como o centro do cosmos, 
sugerindo que ele deve ser o centro das ações, da expressão cultural, 
histórica e filosófica. Cercado de novas descobertas, a influência do 
antropocentrismo (homem como o centro do mundo), exacerbou desco-
bertas nas ciências, principalmente nas ciências naturais como a física. 
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Neste tempo de descobrimento, o homem começa a ganhar força, e tor-
na-se o detentor do poder diante do controle da natureza, colocando-a 
como uma “auxiliar”, podendo ser usada para satisfação das necessida-
des intrinsecamente humanas.
Figura 2 - Representação Esquemática do Antropocentrismo
Fonte: (Alves, 2012).
Considera-se que na passagem da era medieval (tempo em 
que a igreja e a Bíblia eram mandamentos superiores), para o renasci-
mento (tempo de novas descobertas, o homem se impõe e Deus ganha 
a qualidade de um ser divino que está sob a terra e não mais no centro 
das decisões humanas), essa fase é a que se inicia o antropocentrismo.
Ecocentrismo
O Ecocentrismo é um movimento que, ao contrário do Antro-
pocentrismo, coloca o homem e a natureza em pesos equivalentes, ou 
seja, acredita que o ser humano é parte essencial da natureza, assim 
como ela é parte fundamental na vida do homem. Considera todos uma 
unidade, trazendo consigo a importância de estar sempre em equilíbrio, 
para o funcionamento correto do ciclo da vida.
Figura 3 - Representação Esquemática do Ecocentrismo
Fonte: (ALVES, 2012).
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EVOLUÇÃO HISTÓRICA: PREOCUPAÇÃO COM O MEIO AMBIENTE
Os efeitos dos impactos ambientais, advindos das modifica-
ções do homem, começaram a preocupar muitos estudiosos, ambien-
talistas e agências governamentais a partir da década de 1950 em todo 
o mundo. A busca neste tempo era sobre formas de proteger o meio 
ambiente. Segundo o Ministério da Educação (2012), tornaram-se he-
gemônicas na civilização ocidental as interações sociedade/natureza 
adequadas às relações de mercado. 
A exploração dos recursos naturais se intensificou muito e ad-
quiriu outras características, a partir das revoluções industriais e do de-
senvolvimento de novas tecnologias, associadas a um processo de for-
mação de um mercado mundial, que transforma desde a matéria-prima 
até os mais sofisticados produtos em demandas mundiais.
Andrade, Tachizawa e Carvalho (2000) analisarame percebe-
ram que o movimento ambientalista ocorre de fato no século XX, com 
a Conferência Científica da Organização das Nações Unidas (ONU), 
sobre a conservação e a utilização de recursos em 1949, e com a Con-
ferência sobre a biosfera, feita em Paris, em 1968. Mas um grande mar-
co sobre o meio ambiente foi a Conferência de Estocolmo, em 1972 (I 
CNUMAD), que teve por objetivo conscientizar os países sobre a impor-
tância da conservação ambiental como fator fundamental à manutenção 
da espécie humana. A palavra-chave em Estocolmo foi poluição.
“Chegamos a um ponto na História em que devemos moldar nossas ações 
em todo o mundo, com maior atenção para as consequências ambientais. 
Através da ignorância ou da indiferença podemos causar danos maciços e 
irreversíveis ao meio ambiente, do qual nossa vida e bem-estar dependem. 
Por outro lado, através do maior conhecimento e de ações mais sábias, po-
demos conquistar uma vida melhor para nós e para a posteridade, com um 
meio ambiente em sintonia com as necessidades e esperanças humanas…” 
“Defender e melhorar o meio ambiente para as atuais e futuras gerações se 
tornou uma meta fundamental para a humanidade.”
Trechos da Declaração da Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente (Es-
tocolmo, 1972).
O Relatório Brundtland, conhecido como "Nosso Futuro Co-
mum”, foi elaborado pela Comissão Mundial para o Desenvolvimento 
e o Meio Ambiente (CMDM) em 1987. Tal relatório tornou conhecida 
mundialmente a definição de desenvolvimento sustentável, sendo este 
documento um marco histórico, buscando enfrentar os problemas oca-
sionados, garantindo um futuro a todos. 
Em sua definição, desenvolvimento sustentável é aquele que 
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atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilida-
de das gerações futuras de atenderem às suas próprias necessidades” 
(BARBIERI, 2004, FREY e CAMARGO, 2003 e JACOBI, 1999). Na dé-
cada de 90, a II Conferência Nacional da ONU, aconteceu no Brasil, 
a cidade do Rio de Janeiro, sediou a Rio 92, que tinha como tema o 
Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida também como Cúpula 
da Terra, resultando em importantes documentos como a Carta da Terra 
(conhecida como Declaração do Rio) e a Agenda 21.
Em 1997, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças 
Climáticas aconteceu no Japão. Neste evento houve a pactuação do 
tratado conhecido como Protocolo de Kyoto, que exigiu metas para re-
dução da emissão de gases na atmosfera. Nos anos 90, a preocupação 
com o meio ambiente ganhou espaço, os locais de discussão e escuta, 
os tratados e a união dos países em busca de um mundo melhor con-
figuraram grandes revoluções no quesito “pensar/ser meio ambiente”.
O século XXI também não ficou para trás na busca pela prote-
ção ao meio ambiente, exatos 10 anos após a cúpula da terra acontecer 
no Rio de Janeiro, com estipulação de metas na agenda 21 para os 
países, a ONU realizou o RIO+10, em Joanesburgo na África do Sul. 
Conhecida como a cúpula mundial, teve como discussão central o de-
senvolvimento sustentável, uma das pautas que mais foram debatidas 
foram sobre o estabelecimento de medidas para redução de 50 % das 
pessoas que viviam abaixo da linha da pobreza, até 2015, uso da água, 
manejo dos recursos naturais e desenvolvimento sustentável.
 Rio+20 foi o nome dado à Conferência das Nações Unidas 
sobre o Desenvolvimento Sustentável, em 2012, na cidade do Rio de 
Janeiro. Ao todo foram 193 países participantes e o objetivo principal 
foi a reafirmação e a renovação da participação dos países nas metas. 
Esta meta teve em debate a economia verde, a erradicação da pobreza 
e a estrutura para o desenvolvimento sustentável.
A partir desse breve contexto histórico, percebe-se que as 
questões ambientais foram ganhando força e espaço nas discussões 
mundiais. As conferências tiveram papéis importantes na criação deste 
vínculo, que buscou integrar uma visão holística para que o homem vis-
se a natureza como sua fonte de vida. Passamos, portanto, pelas fases 
de reivindicações, definições e nomenclaturas, como o desenvolvimen-
to sustentável. E temos a partir dos anos 90, uma geração mais ativa e 
consciente das questões ambientais no Brasil e no mundo.
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Para saber mais sobre as conferências mais importantes, 
bem como o contexto histórico, acesso o link da página da ONU
Disponível em: <https://nacoesunidas.org/acao/meio-am-
biente/>.
 
MEIO AMBIENTE E ECOLOGIA
A palavra "ambiente" vem do latim ambiens, tendo significado 
de "que rodeia". O termo meio ambiente pode ser percebido de várias 
formas. Para a definição da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) 
brasileira, estabelecida pela Lei 6938 de 1981, o meio ambiente é “o con-
junto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química 
e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”. 
 
Figura 4 - Meio Ambiente
Fonte: (AMBIENTAL, 2018).
Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado
Segundo o art.225, caput, da Constituição: todos têm direito ao 
meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo 
e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e 
à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e 
futuras gerações. Esse dispositivo pode ser dividido em quatro partes:
- Meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito fun-
damental da pessoa humana (direito à vida com qualidade);
- O meio ambiente é um bem de uso comum do povo, bem 
difuso, portanto, indisponível;
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- O meio ambiente é um bem difuso e essencial à sadia quali-
dade de vida do homem;
- O meio ambiente deve ser protegido e defendido pelo Poder 
Público e pela coletividade para as presentes e futuras gerações.
Ecologia
A palavra ecologia foi definida pela primeira vez em 1866 por 
Ernst Haeckel e, para ele, ecologia era “a ciência capaz de compre-
ender a relação do organismo com seu ambiente”. Ricklefs em 1973, 
definiu a ecologia como “o estudo do ambiente natural, particularmente 
as relações entre os organismos e suas adjacências”.
A ecologia pode ser considerada uma das ciências mais anti-
gas. A vontade de conhecer e entender tudo o que nos cerca, bem como 
nosso próprio corpo, vem de tempos mais antigos, contudo, nos últimos 
anos, o interesse em desvendar estes mistérios vem aumentando, as-
sim como a busca pela conservação do meio ambiente, a preservação 
dos recursos naturais, fauna e flora.
A ecologia humana busca entender a interação entre os atribu-
tos naturais e culturais da sociedade dos homens e fazer um paralelo 
entre a organização social dos seres humanos e a dos outros seres 
vivos, mostrando maior ou menor capacidade de dominar o meio am-
biente. (SILVEIRA; PHILIPPI, 2014).
A ecologia humana vai além da demografia, uma vez que lida com fatores ex-
ternos e com a dinâmica interna das populações humanas, que são parte das 
comunidades bióticas e dos ecossistemas. Ela estende-se além da ecologia 
pois aborda a flexibilidade na conduta humana, sua habilidade em controlar o 
meio e o desenvolvimento cultural, em parte independente do meio ambien-
te. A cultura, por sua vez, é a maneira como as pessoas vivem em determina-
das áreas, em determinados períodos (SILVEIRA; PHILIPPI, 2014).
Existem algumas variações de meio ambiente ecologica-
mente equilibrado:
Meio ambiente natural: meio ambiente natural é uma das 
espécies do meio ambiente ecologicamente equilibrado (art. 225 
da Constituição Federal - CF). Integram o meio ambiente natural a 
atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os es-
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tuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos da biosfe-
ra, a fauna e a flora (art°3°, V, da Lei n.6.938/81).
Meio ambiente cultural: O meio ambiente cultural integra o 
patrimônio cultural nacional, incluindo as relações culturais, turís-
ticas, arqueológicas, paisagísticas e naturais.
Meio ambiente artificial: meio ambiente artificial é uma das 
espécies do meio ambiente ecologicamente equilibrado, previsto 
no art. 225 da CF. Meio ambiente artificial é gênero, cujas espécies 
são espaços rurais e urbanos.
Meio ambiente do trabalho: meio ambiente do trabalho é 
uma das espécies do meio ambiente ecologicamente equilibrado, 
previsto no art. 225 da CF, estando intimamente relacionado com a 
segurança do empregado em seu local de trabalho.
POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (PNMA)
A Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) é uma lei que de-
fine os instrumentos de proteção do meio ambiente no Brasil. A Lei 6.938 
de 31 de agosto 1981, dispõe as regras, mecanismos e demandas que 
buscam minimizar os problemas ambientais no território brasileiro. A po-
lítica tem como finalidade prevista no artigo 2°, a preservação, melhoria 
e recuperação da qualidade ambiental. Para isso, a lei considera o meio 
ambiente um bem público, a ser assegurado e protegido por todos. 
Em seus princípios, ela destaca a racionalização do uso do 
solo, o planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais, a 
proteção ao meio ambiente, assim como sua biodiversidade, o controle 
dos zoneamentos das atividades poluidoras. A lei tece definições preci-
sas, são elas: 
- Degradação ambiental: “alteração adversa das característi-
cas do meio ambiente”.
- Recursos ambientais: “a atmosfera, as águas interiores, su-
perficiais e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subso-
lo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora”.
A Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) traz como obje-
tivos, em seu art. 4º, os seguintes:
I - à compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preserva-
ção da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico; 
II - à definição de áreas prioritárias de ação governamental relativa à qualida-
de e ao equilíbrio ecológico, atendendo aos interesses da União, dos Esta-
dos, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios; 
III - ao estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental e de 
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normas relativas ao uso e manejo de recursos ambientais; 
IV - ao desenvolvimento de pesquisas e de tecnologias nacionais orientadas 
para o uso racional de recursos ambientais; 
V - à difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente, à divulgação de 
dados e informações ambientais e à formação de uma consciência pública 
sobre a necessidade de preservação da qualidade ambiental e do equilíbrio 
ecológico; 
VI - à preservação e restauração dos recursos ambientais com vistas à sua 
utilização racional e disponibilidade permanente, concorrendo para a manu-
tenção do equilíbrio ecológico propício à vida;
 VII - à imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou 
indenizar os danos causados e, ao usuário, da contribuição pela utilização de 
recursos ambientais com fins econômicos.
A política em sua criação, contemplou a todas as esferas go-
vernamentais, sociais e políticas, e define que o meio ambiente, por ser 
um bem coletivo, deve ser cuidado por todos.
Instrumentos da PNMA
No Brasil a Lei 6.938/81, conhecida como Política Nacional 
do Meio Ambiente corroborou para um maior reconhecimento sobre 
as questões ambientais existentes. Com a política, começou-se a vi-
gorar pelo país instrumentos de avaliações, parâmetros regulatórios e 
padrões de exigência rigorosos, que foram de grande importância às 
questões ambientais atuantes. Entre vários instrumentos, estão estabe-
lecidos pela Lei n° 6.938/81, em seu art. 9º:
I - o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental; 
II - o zoneamento ambiental; 
III - a avaliação de impactos ambientais;
IV - o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente po-
luidoras; 
V - os incentivos à produção e instalação de equipamentos e a criação ou 
absorção de tecnologia, voltados para a melhoria da qualidade ambiental;
VI - a criação de reservas e estações ecológicas, áreas de proteção ambien-
tal e as de relevante interesse ecológico, pelo Poder Público Federal.
É necessário distinguir os objetivos da Política Nacional 
do Meio Ambiente (PNMA) dos instrumentos, pois, estes são fre-
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quentemente objetos de prova de concursos.
O ZONEAMENTO AMBIENTAL
É uma delimitação de áreas, em que um determinado espaço 
territorial é dividido em zonas de características comuns e, com base 
nesta divisão, são estabelecidas as áreas previstas nos projetos de ex-
pansão econômica ou urbana. Embora o Estado e a União tenham po-
der para executá-lo, muitas vezes são feitos pelos municípios.
 
A AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA)
Pode ser definida como uma série de procedimentos legais, 
institucionais e técnico-científicos, com o objetivo caracterizar e identi-
ficar impactos potenciais na instalação futura de um empreendimento, 
ou seja, prever a magnitude e a importância desses impactos (BITAR & 
ORTEGA, 1998). A figura abaixo ilustra as etapas desta avaliação.
Figura 5 - Análise dos Impactos Ambientais
Fonte: Adaptado de Unesp, p. 02/12.
O Estudo de Impacto Ambiental é previsto, segundo a Consti-
tuição Federal, para os casos de licenciamento de atividades que envol-
vam significativo impacto ambiental. Antonio Inagê, citado por Philippi et 
al. (2014), define a Avaliação de Impacto Ambiental como sendo:
“Conjunto de métodos e procedimentos que, aplicados a um caso concreto, 
permite avaliar as consequências ambientais de um determinado Plano, Pro-
grama, Política (ou até mesmo de empreendimentos pontuais), aproveitando 
ao máximo suas consequências benéficas e diminuindo, também ao máximo 
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possível, seus efeitos deletérios do ponto de vista ambiental e social. [...] Os 
métodos e procedimentos do AIA, portanto, nada mais são do que instru-
mentos colocados à disposição do empreendedor, público ou privado, para 
o apoio de sua decisão sobre a execução ou não de um empreendimento, 
assim como, no caso positivo, a melhor maneira de ele ser implementado. 
(OLIVEIRA, 2005 apud PHILIPPI et al., 2014). 
O roteiro mínimo a ser seguido por aqueles que devem re-
alizar um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), pode ser visto abai-
xo, de acordo com o art.6º da Resolução Conama n. 1/86, (PHILIPPI 
et al., 2014).
• Diagnóstico ambiental da área: meio físico, meio biótico, 
meio socioeconômico;
• Análise dos impactos e alternativas;
• Medidas mitigatórias;
• Programas de monitoramento e acompanhamento;
Sendo considerado:
• Meio físico: o subsolo, as águas, o ar e o clima, destacan-
do os recursos minerais, a topografia, os tipos e aptidões do solo, 
os corpos d’água, o regime hidrográfico, as correntes marinhas, as 
correntes atmosféricas;
• Meio biótico: fauna, flora, destacando espécies indicado-
ras da qualidade ambiental, de valor científico e econômico, raras 
e ameaçadas de extinção e as áreas de preservação permanente;
• Meio socioeconômico: uso e ocupação do solo, usos da 
água e a sócio-economia, destacando os sítios e monumentos ar-
queológicos, históricos e culturais da comunidade, as relações de 
dependência entre a sociedade local, os recursos ambientais e a 
potencial utilização futura desses recursos.
Fonte: PHILIPPI et al., 2014.
O LICENCIAMENTO AMBIENTAL
É o processo administrativo complexo que tramita perante a 
instância administrativa responsável pela gestão ambiental, seja no âm-
bito federal, estadual ou municipal, e que tem como objetivo assegurar 
a qualidade de vida da população, por meio de um controle prévio e de 
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um continuado acompanhamento das atividades humanas capazes de 
gerar impactos sobre o meio ambiente.
O que significa Licenciamento Ambiental? 
É o procedimento no qual o poder público, representado 
por órgãos ambientais, autoriza e acompanha a implantação e a 
operação de atividades, que utilizam recursos naturais ou que se-
jam consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras. É obriga-
ção do empreendedor, prevista em lei, buscar o licenciamento am-
biental junto ao órgão competente, desde as etapas iniciais de seu 
planejamento e instalação, até a sua efetiva operação.
Leia o Manual de Licenciamento Ambiental: 
Disponível em: <http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_
pnla/_arquivos/cart_sebrae.pdf>
SISTEMA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - SISNAMA
Na edição da Lei 6.938/81, foi criado o Sistema Nacional do Meio 
Ambiente (SISNAMA). A finalidade deste órgão é o de estabelecer padrões 
que viabilizem o desenvolvimento sustentável, a partir de mecanismos pró-
prios, visando uma amplitude e eficiência na proteção do meio ambiente.
A atuação desse conselho se fará por uma articulação coordenada dos ór-
gãos e entidades, colhendo informações dos setores interessados, incluin-
do-se a opinião pública, para a formulação de uma posição comum ou de 
maioria. O destino fim dos órgãos é de cumprir o princípio maior presente da 
Constituição Federal e nas normas infraconstitucionais, nas diversas esferas 
da Federação (SIRVINSKAS, 2008).
Ao poder executivo, está designado apreciar o pedido de licen-
ciamento e exercer o controle das atividades que se utilizam dos recursos 
naturais. Ao poder legislativo, cabe elaborar leis, fixar orçamentos para os 
órgãos ambientais e exercer o controle das atividades do executivo. 
Para o judiciário, cabe fazer a revisão dos atos administrativos 
praticados pelo executivo e exercer o controle da constitucionalidade 
das normas. Ao ministério público, promover o inquérito civil e a ação 
civil pública para a proteção do meio ambiente (art.129, III, da Consti-
tuição Federal). Os órgãos que compõem o Sistema Nacional de Meio 
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Ambiente (SISNAMA), estão previstos na Lei 6.938/81, art. 6°:
- Conselho de Governo (órgão superior);
- CONAMA (órgão consultivo, deliberativo e normativo);
- Ministério do Meio Ambiente - MMA (órgão central);
- IBAMA (órgão executor);
- Órgãos da Administração federal direta, indireta ou fundacio-
nal, encarregados de proteger o meio ambiente (órgãos setoriais);
- Órgãos e entidades estaduais ambientais: Secretaria de Es-
tado de Meio Ambiente (SEMA), Conselho Nacional do Meio Ambiente 
(CONAMA), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), 
Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais (DEPRN), 
Polícia Militar Ambiental etc. (órgãos seccionais);
- Órgãos que entidades municipais ambientais (órgãos locais).
Mediante as organizações destacam-se as funções principais 
competidas a cada órgão existente no SISNAMA.
As diretrizes que compõem o zoneamento, as taxas de li-
cenciamento, e a competência a fundo dos órgãos, além de toda 
explicação dos instrumentos do SISNAMA se encontram no site: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6938.htm>
E para complementar o estudo, o artigo: “Breve análise 
dos instrumentos da Política de Gestão Ambiental Brasileira”, 
apresenta uma introdução boa sobre os instrumentos presentes 
na Lei 6.938 de 1981.
ATENÇÃO: Estudante, atente-se aos objetivos e princípios 
da Política Nacional do Meio Ambiente, bem como o SISNAMA, a 
servidão ambiental e toda sua composição, estes são assuntos que 
caem com frequência nos mais variados concursos brasileiros.
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Figura 6 - SISNAMA (Sistema Nacional do Meio Ambiente)
Fonte: (BRENNY, 2010).
Chegamos ao fim deste capítulo e, para reforçar os seus es-
tudos, deixarei algumas recomendações bibliográficas relevantes:
PHILIPPI, Jr., ROMÉRO, M., BRUNA, G. Curso de Gestão 
Ambiental 2ed. Atual. eampl. Barueri-SP: Manole, 2014 (Coleção 
ambiental, v.13).
RUPPENTHAL, Janis. Gestão Ambiental. Santa Maria: Uni-
versidade Federal de Santa Maria, Colégio Técnico Industrial de 
Santa Maria, Rede e-TEC, Brasil 2014. 128 p.
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QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2014 Banca: CEC Órgão: Prefeitura de Piraquara PR Prova: 
Biólogo Nível: Médio.
Instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente, de importância 
para a gestão institucional de planos, programas e projetos, em 
nível federal, estadual e municipal. O texto acima se refere ao que 
está em qual alternativa?
a) Estudo de Impacto Ambiental 
b) Avaliação do Impacto Ambiental 
c) Relatório de Impacto Ambiental 
d) Sistema de Gestão Ambiental
e) Resumo do Impacto Ambiental
QUESTÃO 2
Ano: 2016 Banca: ITAME Órgão: Prefeitura de Aragoiânia-GO Pro-
va: Biólogo Nível: Médio
“É o procedimento no qual o poder público, representado por ór-
gãos ambientais, autoriza e acompanha a implantação e a opera-
ção de atividades, que utilizam recursos naturais ou que sejam 
consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras”.
Esta definição corresponde a:
a) Licenciamento Ambiental 
b) Zoneamento Ambiental 
c) Política Nacional da Biodiversidade 
d) Educação Ambiental
QUESTÃO 3
Ano: 2006. Banca: Universidade de Pernambuco (UPE / UPENET / 
IAUPE), Órgão: Prefeitura de Paulista - PE, Prova: Professor- Área 
Geografia, Nível: Superior
Sobre a questão da degradação / preservação ambiental e os mo-
vimentos sociais, é correto afirmar:
a) As grandes manifestações sociais relativas à preocupação com o 
meio ambiente ocorreram após os conflitos da Primeira Guerra Mun-
dial, quando foram criadas as bases para o nascimento dos movimentos 
ecológicos e de responsabilidade social das empresas.
b) Muitas manifestações sociais marcaram os anos de 1950 e 1960, cons-
tituindo-se como marco principal os movimentos hippies, e a realização 
da primeira Conferência Mundial de Desenvolvimento e Meio Ambiente
c) A contínua destruição e degradação do patrimônio ambiental do pla-
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neta tornou necessária a realização da Conferência Eco- 92 no Rio de 
Janeiro, promovida pela OEA - Organização dos Estados Americanos, 
que resultou nas propostas "metas do Milênio".
d) O objetivo dos movimentos sociais, como de algumas ONGs, é a 
promoção de um desenvolvimento sustentável ou ecodesenvolvimento, 
meta comum dos países, empresas e governo, da Conferência de Esto-
colmo, a partir da agenda 21.
e) Das Conferências Mundiais realizadas sobre meio ambiente resulta-
ram documentos e programas sobre a questão ambiental, como o PNU-
MA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), o protocolo 
de Kyoto, a Carta da Terra, a Agenda 21, as Metas do Milênio, etc.
QUESTÃO 4
Ano: 2019. Banca: CESPE, Órgão:TJ-BA, Prova:Juiz Estadual, Ní-
vel: Superior
De acordo com a jurisprudência do STF, o conceito de meio am-
biente inclui as noções de meio ambiente:
a) artificial, histórico, natural e do trabalho 
b) cultural, artificial, natural e do trabalho 
c) natural, histórico e biológico 
d) natural, histórico, artificial e do trabalho 
e) cultural, natural e biológico
QUESTÃO 5
Ano: 2017. Banca: CESPE, Órgão:Prova:Belo Horizonte Procura-
dor Municipal, Nível: Superior
A respeito do direito ambiental, assinale a opção correta de acordo 
com o disposto na CF.
a) A proteção jurídica fundamental do meio ambiente ecologicamente 
equilibrado é estritamente antropocêntrica, uma vez que se considera o 
bem ambiental um bem de uso comum do povo. 
b) Além de princípios e direitos, a CF prevê ao poder público e à coleti-
vidade deveres relacionados à preservação do meio ambiente.
c) Será inválida a criação de espaços territoriais ambientalmenteprote-
gidos por ato diverso da lei em sentido estrito.
d) O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado consta ex-
pressamente na CF como direito fundamental, o que o caracteriza como 
direito absoluto.
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
“Um dos mais importantes movimentos sociais dos últimos anos, promo-
vendo significantes transformações no comportamento da sociedade e 
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na organização política e econômica, foi a chamada “revolução ambien-
tal”. Com raízes no final do século XIX, a questão ambiental emergiu 
após a 2ª Guerra Mundial, promovendo importantes mudanças na visão 
do mundo. Pela primeira vez a humanidade percebeu que os recursos 
naturais são finitos e que seu uso incorreto pode representar o fim de 
sua própria existência. Com o surgimento da consciência ambiental, a 
ciência e a tecnologia passaram a ser questionadas” (Bernardes e Fer-
reira, 2003). Diante esta citação, discorra resumidamente sobre o tema, 
pontuando a questão abaixo: a) As causas da degradação ambiental; b) 
O papel do complexo econômico-científico.
TREINO INÉDITO
Marque a alternativa correta que complete o espa-
ço:__________________ é “a atmosfera, as águas interiores, su-
perficiais e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o 
subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora”. (Lei 6.938)
a. zoneamento
b. recursos naturais
c. meio ambiente
d. SISNAMA
e. Avaliação do Impacto Ambiental
Figura 7 – Desastre de Brumadinho - Militares israelenses buscam por vítimas 
em Brumadinho (MG).
Fonte: UOL, 2019.
NA MÍDIA
MINA DE BRUMADINHO TEM HISTÓRICO DE DANOS AMBIENTAIS
Córrego do Feijão recebeu pelo menos cinco multas desde 1988 por de-
gradação ambiental, incluindo despejo de efluentes em recursos hídricos 
e prejuízos à qualidade do ar, e pode ter prejudicado a saúde da popu-
lação. A mina Córrego do Feijão, de Brumadinho (MG), foi alvo de pelo 
menos cinco multas ambientais desde 1988, de acordo com os registros 
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do Siam (Sistema Integrado de Informação Ambiental de Minas Gerais).
A notícia explora que a mina provocou degradação ambiental anterior-
mente, entre 2007 e 2009 na região, por despejos de efluentes que 
prejudicaram a qualidade do ar. Em 2003, a mina já havia sido multada 
pelo deslizamento de um talude na estrada que dá acesso à empresa 
mineradora que pertence ao grupo Vale S/A desde 2001. As duas mul-
tas somaram R$ 120 mil.
O rompimento da barragem de 86 metros de altura e 720 metros de com-
primento liberou mais de 11 milhões de metros cúbicos de lama e rejeitos 
de minério de ferro no rio Paraopeba e arrasou instalações da mineradora 
e parte de uma comunidade da cidade. Centenas de pessoas continuam 
desaparecidas entre os rejeitos, e 84 mortes foram confirmadas até então. 
Fonte: UOL
Data: 30 jan. 2019.
Leia a notícia na íntegra:
<https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/deutschewelle/2019/01/30/
mina-de-brumadinho-tem-historico-de-danos-ambientais.htm>
NA PRÁTICA
A Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) foi um ganho gigantesco às 
questões ambientais brasileiras, em tese, todo o legislativo ambiental brasi-
leiro é composto por medidas preventivas e protetivas, de portes confiáveis 
e precisos. No que tange à ação na prática, é uma dificuldade que precisa 
ser contornada, não há aplicabilidade das leis em sua totalidade, isso se 
dá por vários motivos, entre eles: a falta de fiscalização, monitoramento e 
penalizações, aceleram os processos de degradação ambiental. No dia a 
dia, o conhecimento de tais normas e conceitos, auxiliam na aplicabilidade 
de medidas simples e impactantes no mercado de trabalho. O profissional 
deve, contudo, buscar ao máximo a valorização deste no espaço de tra-
balho, visto que, as questões ambientais influenciam diretamente na ma-
nutenção da vida humana, seja ela, biológica, psíquica ou econômica. As 
discussões sobre tais fatos tornam-se valiosas quando, através de ensino, 
pesquisa e extensão, abre-se um diálogo sobre o que se tem em mãos, 
seus pontos positivos e negativos, e o trabalho incessante na busca por 
melhorias e potencialização destas ferramentas. 
PARA SABER MAIS
Filme sobre o assunto: O sal da Terra 
Disponível em: <https://youtu.be/dT7wv2HSkYE>.
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POLUIÇÃO
Como vimos ao longo do capítulo, a concepção, definição e 
estruturação de meio ambiente e ecologia, passaram por várias (re)mo-
dificações através dos séculos, e o que os tornaram evidentes e pautas 
de grandes estudos. A causa disso foi exatamente a sua escassez. E 
por que isso aconteceu? Com os rápidos avanços da sociedade, ob-
servamos o crescente aumento pelos bens de consumo, enquanto os 
bens de reposição dos recursos naturais têm se tornado cada vez mais 
escassos, isso advém um problema grande desencadeado por muitos 
fatores, dentre eles, a poluição.
A poluição no meio do trabalho é tão grande, que o boletim epi-
demiológico do Ministério da Saúde (2016), revelou um número grande 
POLUIÇÃO E CONTROLE AMBIENTAL
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de intoxicações exógenas (causadas por agentes químicos, como po-
luentes no ar, compostos orgânicos voláteis, solventes, gases e líquidos 
inflamáveis, explosivos, tóxicos), este levantamento revelou que no ter-
ritório brasileiro acontece cerca de 4,8 milhões de casos a cada ano e, 
aproximadamente, 0,1 a 0,4% das intoxicações resultam em óbito (ZAM-
BOLIM; OLIVEIRA, 2008). Este número grandioso, ainda não revela os 
casos que acometem a população em geral e o meio ambiente, fato este 
que amplia ainda mais os casos ocultos de poluição por intoxicações. 
O entendimento sobre a poluição e seus modos de acome-
timento, designam uma atenção específica à importância de se pen-
sar em modos saudáveis de trabalho, produção e consumo. A partir 
desta breve introdução, responda: O que é poluição para você?
Segundo Braga, poluição “é uma alteração indesejável nas ca-
racterísticas do meio ambiente que pode levar direta ou indiretamente a 
danos à saúde, à sobrevivência ou às atividades dos seres humanos e 
a outras espécies ou ainda deteriorar materiais” (BRAGA et al., 2005).
A Lei 6.938 de 1981, que regulamenta a Política Nacional do 
Meio Ambiente, aborda poluição como poluição, a degradação da qua-
lidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: 
prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; criem 
condições adversas às atividades sociais e econômicas; afetem desfavo-
ravelmente a biota; afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio 
ambiente; lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões 
ambientais estabelecidos. O poluidor, apresenta-se como “poluidor, a 
pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, dire-
ta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental”.
A degradação da qualidade ambiental também reitera este arti-
go no PNMA, expondo que ela se caracteriza como “a alteração adver-
sa das características do meio ambiente”.
Poluente segundo a lei 6.938/81, "é toda e qualquer forma de 
matéria ou energia liberada no meio ambiente em desacordo com as 
normas ambientais existentes, colocando em risco a saúde, a seguran-
ça ou o bem-estar comum".
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TIPOS DE POLUIÇÃO
A poluição possui diversas espécies e se divide em linhas gran-
des e amplas como: a poluição atmosférica; a poluição hídrica; a poluição 
do solo; a poluição da fauna e flora; a poluição da biodiversidade; a polui-
ção do patrimônio genético; a poluição de zonas costeiras, entre outros. 
No decorrer do capítulo,iremos discorrer sobre as poluições atmosféricas 
e hídricas, adiante, deixaremos endereços e dicas de leituras que irão 
trazer mais detalhes para cada processo e para cada tipo de poluição.
Poluição Atmosférica
Atmosfera é a camada de ar que envolve a terra, nela há uma 
composição de aproximadamente 20% de oxigênio, 79% de nitrogênio 
e 1% de quantidades variáveis de vapor de água, dióxido de carbono 
entre outros gases nobres. A principal função desta é proteger a terra 
da radiação ultravioleta, funcionando basicamente como uma (peneira), 
onde filtra os raios mais fortes, evitando o superaquecimento da terra, 
consequentemente, evitando a morte na vida terrestre. 
A poluição atmosférica pode ser entendida como a modificação 
da sua constituição, exposta acima, estas mudanças provocam “bura-
cos na camada de ozônio”, facilitando a entrada de uma quantidade 
excessiva de raios ultravioletas advindos do sol, isso pode e coloca em 
risco a saúde, a segurança e o bem-estar social. Há diversas fontes que 
podem ocasionar a sua modificação, entre elas listamos:
- Pelas indústrias (fontes estacionárias);
- Pelos transportes (fontes móveis);
- Pelas queimadas (agropastoris e queima da palha da cana 
de açúcar);
- Pelas usinas nucleares (advindo dos seus rejeitos e aciden-
tes), pelas termelétricas (movidas a combustíveis fósseis, como óleo, 
carvão e ou gás natural) e por ondas eletromagnéticas (radiação por 
radiofrequência). 
Podemos classificar os poluentes em duas categorias, como 
primários e secundários:
- Os poluentes primários são aqueles originados diretamente 
das fontes de emissão. Eles são o resultado de processos industriais, 
gases de exaustão de motores de combustão interna, entre outros. Po-
demos citar como exemplos os óxidos sulfurosos, óxidos nitrosos e ma-
teriais particulados (RUPPENTHAL, 2014).
- Os poluentes secundários são aqueles formados na atmosfe-
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ra através da reação química entre poluentes primários e constituintes 
naturais da atmosfera. Por exemplo, formação de ozônio, ácido sulfúri-
co, ácido nítrico (RUPPENTHAL, 2014).
Figura 7 - Principais Poluentes Atmosféricos
Fonte: Ruppenthal, 2014.
A medição da qualidade do ar é realizada para um número restri-
to de poluentes que são definidos devido a sua importância, assim como 
pelos recursos disponíveis para seu acompanhamento. Esses poluentes 
medidos são utilizados como indicadores de qualidade do ar e usados 
globalmente. Eles foram escolhidos por causa da frequência de ocorrên-
cia e dos efeitos adversos resultantes e são: material particulado, óxidos 
de nitrogênio, dióxidos de enxofre, monóxidos de carbono, oxidantes fo-
toquímicos e compostos orgânicos voláteis (RUPPENTHAL, 2014).
Material Particulado
Partículas de material sólido ou líquido suspensas no ar, na 
forma de poeira, neblina, aerossol, fuligem, entre outros. O tamanho 
destas partículas está associado à sua grandeza quanto aos problemas 
de saúde, quanto menor for a partícula, mais grave será os danos, pois, 
elas possuem a capacidade de se fixarem nas paredes do trato respira-
tório mais facilmente.
O material particulado pode ser dividido em: Partículas Totais 
em Suspensão (PTS), Partículas Inaláveis (MP10), Partículas Inaláveis 
Finas (MP2,5) e Fumaça (FMC).
- Partículas inaláveis (MP10), são partículas de material sólido 
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ou líquido suspensas no ar, na forma de poeira, neblina, aerossol, fuli-
gem, entre outros, com diâmetro aerodinâmico equivalente de corte de 
10 micrômetros.
- Partículas Inaláveis Finais (MP 2,5), são partículas de mate-
rial sólido ou líquido suspensas no ar, na forma de poeira, neblina, ae-
rossol, fuligem, entre outros, com diâmetro aerodinâmico equivalente de 
corte de 2,5 micrômetros, devido ao seu pequeno tamanho apresentam 
potencial para penetrar mais profundamente no sistema respiratório, 
podendo atingir os alvéolos pulmonares. 
- Partículas Totais em Suspensão - PTS, são partículas de ma-
terial sólido ou líquido suspensas no ar, na forma de poeira, neblina, 
aerossol, fuligem, entre outros, com diâmetro aerodinâmico equivalente 
de corte de 50 micrômetros; 
- Fumaça (FMC), resulta da combustão incompleta de combus-
tíveis orgânicos e está associada ao material particulado suspenso na 
atmosfera proveniente desses processos. O método de determinação 
da fumaça é baseado na medida de refletância da luz que incide na 
poeira (coletada em um filtro), o que confere a este parâmetro a caracte-
rística de estar diretamente relacionado ao teor de fuligem na atmosfera 
(RUPPENTHAL, 2014). 
Como definido acima, poluente é toda e qualquer forma de ma-
téria ou energia liberada no meio ambiente que possa causar danos à 
saúde, a segurança e ao bem-estar comum. Entre os poluentes que 
podem contaminar o ar, temos o dióxido de carbono (CO2), que perma-
nece no ar por até 200 anos, o óxido nitroso (N2O), que tem um tempo 
de 114 anos de permanência, o metano (CH4), liberado principalmente 
pelo gado, que pode permanecer por 12 anos e o tetracloridro de carbo-
no (CCI4), que tem um tempo de 85 anos presente no ar.
Dentre os compostos nitrogenados, incluem-se N2O, NO NO2, 
NH3, sais de NO3–, NO2–, NH4, que são resultantes, em pequena par-
te, de processos industriais. Na maioria dos casos, estes são oriundos 
da combustão da gasolina e diesel em transporte e queima estacionário 
de combustíveis. 
Esses compostos são precursores do ozônio troposférico e, 
também, participam no processo de formação da chuva ácida. Também 
são imunotóxicos, agindo no trato respiratório e causando fibrose e en-
fisema. Também causam necrose em plantas e agem retardando seu 
crescimento (RUPPENTHAL, 2014).
Os componentes sulfurosos, o enxofre encontra-se nas seguin-
tes formas: COS (carbonil sulfeto), CS2 (sulfeto de carbono), (CH3)2S 
(dimetil sulfeto), H2S (sulfeto de hidrogênio), SO2 (dióxido de enxofre), 
SO4–2 (sulfatos). São gases incolores de odor pungente. As fontes na-
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turais destes compostos do enxofre estão ligadas a degradação biológi-
ca, evaporação das águas oceânicas. 
Os solos ricos em enxofre constituem também, uma fonte na-
tural de H2S. As fontes antrópicas são: combustão de madeiras, óleo 
diesel, petróleo bruto. O SO2 é um gás incolor com um odor irritante e 
azedo. Esse gás é altamente solúvel em água, sendo essa propriedade a 
base dos sistemas de separação úmida do SO2 e da formação de ácido 
sulfúrico no contato com a água ou vapor d’água (RUPPENTHAL, 2014).
Ozônio e oxidantes fotoquímicos: o ozônio é um gás incolor e 
inodoro, normalmente encontrado na estratosfera onde age como um 
filtro para a radiação ultravioleta nociva do sol. Porém, quando é en-
contrado na troposfera, passa a ser um importante poluente por ser o 
principal componente da névoa fotoquímica. Esse gás é formado pela 
reação fotoquímica do óxido nitroso e compostos orgânicos voláteis na 
presença da radiação ultravioleta do sol. Trata-se de um oxidante fi-
totóxico (causa danos para as plantas) e citotóxico (causa danos nas 
células animais, inclusive o homem) (RUPPENTHAL, 2014).
Com o aumento da emissão de partículas poluidoras na atmosfe-
ra, têm-se os eventuais acontecimentos, que versam desta falta de equilí-
brio entre a emissão da poluição, alguns exemplos a serem citados são: a 
diminuição da camada de ozônio, a chuva ácida, o efeito estufa e o smog.
Diminuição da Camada de Ozônio
Ozônio é um gás naturalmente presente na atmosfera. Cada 
molécula contém três átomos de oxigênio e é quimicamente designado 
por O3 (INPE/DGE, 2014).
Figura 8 - Formação do Ozônio
Fonte: INPE/DGE.
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O ozônio pode ser encontrado em duas regiões da atmosfe-
ra: cerca10% do ozônio atmosférico encontra-se na troposfera, região 
mais próxima da superfície da terra (entre 10 e 16 quilômetros) e os res-
tantes 90% encontram-se na estratosfera, a uma distância entre 10 e 50 
quilômetros. A sua maior concentração está presente na estratosfera, 
apelidada, “camada de ozônio” (INPE/DGE, 2014).
Figura 9 - Formação do Ozônio
Fonte: INPE/DGE.
 
A etapa inicial do processo de destruição do ozônio estratos-
férico pelas atividades humanas se dá por meio da emissão de gases 
contendo cloro e bromo. Por não serem reativos e por não serem rapi-
damente removidos pela chuva, nem pela neve, esses gases, em sua 
maioria ficam acumulados na baixa atmosfera. Quando sobem à estra-
tosfera sofrem ação da radiação ultravioleta – radiação UV liberando 
radicais livres que reagem com a molécula de ozônio, formando uma 
molécula de oxigênio, O2 e uma molécula de óxido de cloro, ClO, pro-
vocando a destruição do O3.
O ClO tem vida curta e rapidamente reage com um átomo do 
oxigênio livre, liberando o radical livre que volta a destruir outra molé-
cula de O3. Um único radical livre de cloro é capaz de destruir 100 mil 
moléculas de ozônio, o que provoca a diminuição da camada de ozônio 
e prejudica a filtração da radiação UV (INPE/DGE, 2014).
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Figura 10 - Destruição Camada De Ozônio
Fonte: Ambiente. Acesso em 2019.
Chuva Ácida
A chuva ácida é resultado da reação do dióxido de enxofre 
(SO2) e os óxidos de nitrogênio (NO, NO2, N2O5), gases esse que são 
emitidos na atmosfera e transportados pelas correntes de ar. O SO2 e o 
NO reagem com água, oxigênio e outros produtos químicos para formar 
ácidos sulfúrico e nítrico. 
Os processos que podem corroborar para a chuva ácida estão 
associados aos vulcões, mas em grande parte, as maiores fontes são:
- A queima de combustíveis fósseis;
- Veículos e equipamentos;
- Fabricação, refinarias de petróleos e outras indústrias.
O ph natural da chuva, geralmente está em 06, na chuva ácida, 
este valor varia de 2 a 5. Os efeitos que a chuva ácida pode fazer ao 
meio ambiente pode ser a alteração do pH de lagos e prejudicando o 
ecossistema presente ali, como a fauna, a flora, tornando o solo mais 
ácido e com isso improdutivo. Esta também pode influenciar na corro-
são de estruturas, muros, grades, entre outros.
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Figura 11 - Formação Chuva Ácida
Fonte: Coelho, 2013.
Efeito Estufa
O efeito estufa é responsável pela manutenção da vida na terra. 
Este fenômeno natural acontece devido à absorção pelos oceanos e pela 
superfície terrestre da energia solar que chega ao planeta, resultando em 
um aquecimento, em que uma parte deste calor, irradiada ao espaço, é 
bloqueada pelos gases do efeito estufa. Sem a existência deste fenôme-
no a temperatura média na Terra seria mais baixa (-18°C). Essa troca de 
energia que ocorre entre a superfície e a atmosfera e faz com que a tem-
peratura global chegue a 14°C. As emissões antrópicas de gases poluido-
res podem contribuir para a mudança do funcionamento deste fenômeno 
e colaborar para mudanças climáticas grandes. Alguns gases que podem 
interferir neste processo são: o dióxido de carbono (CO2), gás metano 
(CH4), óxido nitroso (N2O), hidrofluorcarbonos (HFCs), entre outros.
Smog
O Smog pode ser conhecido como os efeitos secundários de 
poluentes formados por processos fotoquímicos, que são resultantes de 
emissões de NO e Hidrocarbonetos reativos de automóveis.
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FORMAS DE CONTROLE DE EMISSÃO DE GASES
As formas de controles de emissões de gases poluentes, com-
postos de gases ácidos (SOx), compostos orgânicos voláteis, NOx, HF 
e CO, evolvem técnicas fisico-químicas variadas. Existem algumas va-
riedades de tecnologias que atuam no controle das emissões de gases, 
que se subdividem em dois grupos: tecnologias integradas e tecnolo-
gias de final de linha.
Tecnologias Integradas
Com a evolução da tecnologia e a partir de um melhor entendi-
mento dos mecanismos de formação das emissões é possível retardar 
a formação das emissões in situ, através da oxidação e outras reações 
químicas. Vários processos de combustão podem ser empregados ob-
jetivando o controle integrado, incluindo a substituição ou reformulação 
dos compostos utilizados, temperaturas de reação mais baixas, utiliza-
ção de catalisadores que interferem na formação de poluentes e ainda 
recuperação e reuso de solventes (RUPPENTHAL, 2014).
Tecnologias de Final de Linha
Tecnologias de final de linha, como o próprio nome diz, são 
tecnologias de controle das emissões no final do processo, sendo geral-
mente, muito simples em termos de princípios físicos e/ou químicos. Os 
processos desenvolvidos para o controle das emissões variam, desde 
um simples lavador de um estágio, até sistemas complexos de múltiplos 
estágios com opção de reciclagem dos gases.
Os fatores que devem ser considerados na seleção de equipa-
mentos são: eficiência, padrões de emissão, consumo de energia, custo 
do investimento, custos de operação e manutenção, natureza física e 
química dos particulados e sua periculosidade.
TECNOLOGIAS DE CONTROLE DE POLUIÇÃO DO AR
Existem diferentes equipamentos empregados no controle de 
particulados para purificação do ar. Os mais utilizados são separadores 
mecânicos (câmaras de sedimentação e ciclones), os filtros de manga, 
os precipitadores eletrostáticos e os lavadores de gases. 
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As câmaras de sedimentação são simplesmente seções de du-
tos onde a velocidade do gás é diminuída, permitindo a sedimentação 
das partículas pela ação da gravidade (RUPPENTHAL, 2014).
Ciclones
São coletores centrífugos, nos quais os gases são injetados de 
modo a sofrer ação da força centrífuga obtida pela rotação de um cilin-
dro gigante. As partículas (mais densas) caem para a parte inferior do 
cilindro, em função da gravidade, e são coletadas. Os gases por serem 
menos densos ascendem e saem pela parte superior (MOURA, 2011).
Figura 12 – Ciclones
Fonte: UFES. Acesso em setembro de 2020.
 
Lavadores de Gases
São caracterizados por possuírem um tubo de entrada do gás 
com uma contração (ponto em que a velocidade aumenta e a pressão 
se reduz, pulverizando as partículas do líquido). O fluxo gasoso é utiliza-
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do para quebrar as partículas do líquido de lavagem (geralmente água). 
As partículas caem para a parte inferior do lavador e são coletadas para 
tratamento, enquanto os gases limpos saem pela parte superior (MOU-
RA, 2011).
Figura 13 – Lavadores de gases
Fonte: Ruppenthal, 2014.
Filtros de Tecido ou de Mangas
Esse processo é utilizado na remoção de particulados de gases 
secos, característica das indústrias siderúrgicas de cerâmicas e outros. 
Assemelha-se a um aspirador de pó, no qual os gases são induzidos a 
passar por um tecido, ficando retidas as partículas e formando uma ca-
mada de filtro (que posteriormente é removida por agitação ou refluxo), 
liberando os gases limpos (RUPPENTHAL, 2014).
Figura 14 – Filtro De Tecido Ou De Mangas
Fonte: Ruppenthal, 2014.
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Precipitadores Eletrostáticos
Neste equipamento, bem comum em indústrias de cimento e 
siderúrgicas, as partículas dos gases recebem carga elétrica, ficando, 
portanto, com cargas elétricas negativas e quando os gases passam 
através de placas mantidas em um potencial positivo, as partículas são 
retidas nessa placa (por atração) e são removidas periodicamente atra-
vés do batimento da placa com um “martelo” (as partículas caem para 
um recipiente de coleta) (MOURA, 2011).
POLUIÇÃO HÍDRICA
A águase configura no elemento mais presente da terra, 97,5% 
do globo terrestre é coberto por água salgada, enquanto de 2,5 % é 
água doce proveniente de nascentes e geleiras, sendo no Brasil o clima 
tropical, a vegetação nos coloca em posição de vantagem, com abun-
dância de água doce em nosso território. Mesmo com estes dados, a 
água está entre um dos elementos mais poluídos do mundo. A pesquisa 
da Agência Nacional de Água (ANA), em seus estudos, constatou que 
em sete estados, num total de 96 rios, córregos, cachoeiras e nascen-
tes, 40% destes são ruins, ou seja, são impróprias para o consumo. 
A água é constituída por moléculas de hidrogênio e oxigênio 
(H2O), portanto, a sua poluição é considerada uma degradação da qua-
lidade deste meio, sendo resultado da ação direta ou indireta com o 
despejo de matérias ou energias (sólido, líquido, gasosa) nas fontes. 
A água se apresenta de várias formas, elas podem estar no estado ga-
soso, líquido ou sólido, estando presente no subsolo, na superfície ter-
restre e na atmosfera, distribuindo-se tanto no subsolo, na superfície 
da Terra, bem como na atmosfera. Pela sua variabilidade de estados e 
locais presentes, a água é um elemento que está em constante circula-
ção, passando de um estado para o outro, sem perder sua massa.
O ciclo hidrológico, nos mostra como ocorre esta troca de estados, manten-
do-se estáveis sua composição, seguindo a ordem de evaporação, transpira-
ção, precipitação, escoamento superficial, infiltração e escoamento subterrâ-
neo. O ciclo se inicia com a evaporação, a água evapora a partir dos oceanos 
e corpos d’água, formando as nuvens, que, em condições favoráveis, dão 
origem à precipitação, seja na forma de chuva, neve ou granizo. Após este 
acontece a precipitação, ao atingir o solo, pode escoar superficialmente até 
atingir os corpos d’água ou infiltrar até atingir o lençol freático. Além disso, 
a água, interceptada pela vegetação e outros seres vivos, retorna ao estado 
gasoso através da transpiração. A água retorna ao mar através do escoa-
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mento superficial pelos rios, do escoamento subterrâneo pela descarga dos 
aquíferos na interface água doce/água salgada e, também, através da pró-
pria precipitação sobre a área dos oceanos (Manual de Controle da Qualida-
de da Água para Técnicos que Trabalham em ETAS, 2014).
Figura 15 - Ciclo Hidrológico
Fonte: Ruppenthal, 2014.
Portanto, percebe-se que os recursos hídricos abrangem as 
águas superficiais, as águas subterrâneas, os estuários e o mar territo-
rial. Segundo a resolução 396/2008 do CONAMA, águas subterrâneas 
são águas que ocorrem naturalmente ou artificialmente no subsolo. 
A Agência Nacional de Águas (ANA) classifica as águas super-
ficiais como aquelas que não penetram no solo, acumulam-se na super-
fície, escoam e dão origem a rios, riachos, lagoas e córregos. Por esta 
razão, elas são consideradas uma das principais fontes de abasteci-
mento de água potável do planeta. Para Pritchard (1967) como corpos 
d’água costeiros, semiconfinados, onde ocorre a mistura de água doce, 
proveniente do continente, com água salgada do oceano. 
A Convenção das Nações Unidas, que versa no Direito do Mar, 
considera Mar territorial como uma faixa marítima de largura igual a 
doze milhas marítimas, medidas a partir de uma linha de base, sendo 
linhas de base definida como a linha de baixa-mar (linha da maré mais 
baixa) ao largo da costa.
A problemática do uso da água, versa sobre o seu consumo, 
sabemos que a água é necessária para o consumo humano e animal, 
para a geração de produtos e materiais, que geram economia. O uso 
sem racionalização e indiscriminado pela sociedade civil, desencadeia 
fatores como a escassez deste bem natural, no Brasil e no mundo. 
Para se ter uma ideia, no Brasil 62% da água é utilizado na 
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agricultura, enquanto 20% no abastecimento de casas e 18% nas in-
dústrias. Ou seja, a distribuição maior se encontra nos meios e modos 
de produção. Além do uso inadequado, bem como sua distribuição de-
turpada, temos a poluição de nossos afluentes, sendo mais uma forma 
de contaminação, não somente das águas superficiais, mas como vi-
mos, das águas subterrâneas. E por que esta preocupação? As águas 
subterrâneas compõem o equivalente a 96% da água no mundo, como 
exemplifica o esquema abaixo.
Figura 16 - Porcentagem água subterrânea
Fonte: Possas, 2011.
 
As estratégias que compõem a luta no território brasileiro, para 
manutenção e qualidade da água, estão previstas na Lei n° 9433, de 8 de 
janeiro de 1997, conhecida como lei das águas, instituindo a Política Nacio-
nal de Recursos Hídricos. São objetivos desta política, conforme seu art. 2º
I – Assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de 
água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos;
II – A utilização racional e integrada dos recursos hídricos, incluindo o trans-
porte aquaviário, com vistas ao desenvolvimento sustentável;
III – a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem 
natural ou decorrentes do uso inadequado dos recursos naturais.
IV – Incentivar e promover a captação, a preservação e o aproveitamento de 
águas pluviais.
No art 5° segue os instrumentos utilizados:
I - Os Planos de Recursos Hídricos;
II - O enquadramento dos corpos de água em classes, segundo os usos 
preponderantes da água;
III - A outorga dos direitos de uso de recursos hídricos;
IV - A cobrança pelo uso de recursos hídricos;
V - A compensação a municípios;
VI - O Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos.
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O Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos 
é uma forma de descentralizar o poder e as estratégias de avaliação, 
análise e monitoramento dos recursos hídricos brasileiros. Este sistema 
perante a Lei 9433/1997, tem como objetivos:
I – Coordenar a gestão integrada das águas;
II – Arbitrar administrativamente os conflitos relacionados com os recursos 
hídricos;
III – Implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos;
IV – Planejar, regular e controlar o uso, a preservação e a recuperação dos 
recursos hídricos;
V – Promover a cobrança pelo uso de recursos hídricos.
Compõe este sistema, como previsto no art. 33: 
I – O Conselho Nacional de Recursos Hídricos; 
I- A Agência Nacional de Águas; 
II – Os Conselhos de Recursos Hídricos dos Estados e do Distrito Federal; 
III – Os Comitês de Bacia Hidrográfica; 
IV – Os órgãos dos poderes públicos federal, estaduais, do Distrito Federal 
e municipais cujas competências se relacionem com a gestão de recursos 
hídricos; 
V – As Agências de Água. 
Classificação da Poluição Hídrica
Para classificação da poluição hídrica temos as seguintes al-
ternativas:
- Poluição sedimentar: esta é resultado da acumulação de par-
tículas em suspensão, tais como partículas de solo e de produtos quí-
micos orgânicos ou inorgânicos insolúveis. Exemplos a serem citados 
são: os sedimentos contaminados com agrotóxicos.
- Poluição química: A poluição química é ocasionada por pro-
dutos químicos que possam afetar a fauna e a flora aquática, e pode ser 
dividida em dois segmentos: Biodegradáveis – este que são decompos-
tos por bactérias, como exemplo os detergentes, os inseticidas, fertili-
zantes, entre outros. E os persistentes, estes poluentes que se mantêm 
ao longo do tempo no meio ambiente e nos organismos, causando a 
contaminação de alimentos. Exemplo deste pode ser o mercúrio.
- Poluição térmica: Esta é relacionada aos despejos em rios 
de processos de refrigerações de refinarias e indústrias, estes causam 
aumento da temperatura da água e compromete a vida dos organismos 
vivos presentes naquele espaço.
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S- Poluição biológica: Esta se dá pela infecção por organismos 
patogênicos, sendo bactérias, vírus, protozoários entre outros que es-
tão presentes no esgoto. 
Eutrofização
Este processo, a eutrofização, é um fenômeno que se dá pela 
proliferação excessiva das plantas aquáticas, estas causam interferên-
cia do copo d’água. Tal crescimento geralmente é iniciado ou estimu-
lado por um volume grande de Nitrogênio e Potássio, que advêm de 
dejetos como adubos, fertilizantes, detergentes e esgotos. A camada 
criada por este excesso de plantas aquáticas forma uma “proteção” con-
tra a luz solar na água, o que impede o processo de fotossíntese nas 
partes mais profundas, ocasionalmente, interfere no abastecimento de 
oxigênio para as formas de vida existentes nesta porção hídrica.
Figura 17 - Eutrofização
Fonte: Fonseca, 2016.
TIPOS DE PROCESSOS DE TRATAMENTO
O processo de tratamento dos efluentes, consiste na remoção 
de poluentes, sendo cada método, dependente das condições físicas, 
químicas e biológicas, alinhada a cada caso.
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Conceito de efluentes: Efluentes são rejeitos resultantes 
de processos produtivos ou mesmo do consumo humano.
Saiba mais:<https://www.infoescola.com/ecologia/efluentes/>
Processos Físicos
 São assim definidos devido aos fenômenos físicos que ocor-
rem na remoção ou transformação de poluentes das águas residuárias. 
Tais processos são utilizados para separar sólidos em suspensão nas 
águas residuárias. Também são empregados par equalizar e homoge-
neizar um efluente. Segundo Philippi et al. (2014), estão inclusos: 
- Remoção de sólidos grosseiros;
- Remoção de sólidos sedimentáveis;
- Remoção de sólidos flutuantes;
- Remoção da umidade de lodo;
- Homogeneização e equalização de efluentes;
- Diluição de águas residuárias.
Os processos físicos utilizados às finalidades listadas acima 
envolvem dispositivos ou unidades de tratamento, tais como:
- Grades;
- Peneiras estáticas, vibratórias ou rotativas;
- Caixas de areia;
- Tanques de retenção de materiais flutuantes;
- Decantadores;
- Leitos de secagem de logo;
- Filtros prensa e a vácuo;
- Centrífugas;
- Adsorção em carvão ativado.
As grades e peneiras são utilizadas geralmente na remoção de 
sólidos grosseiros. As caixas de areia visam a remoção de partículas de 
areia e os tanques de retenção de materiais flutuantes são muitas vezes 
utilizado para remoção de gorduras, óleos e graxas e outras substâncias 
com densidade menor que a da água, os decantadores objetivam remo-
ver sólidos sedimentáveis em suspensão na água residuária, os leitos de 
secagem de lodos e as centrífugas são unidades de desidratação parcial, 
ao ar livre ou cobertas utilizadas para pequenos volumes, a adsorção em 
carvão ativado é destinada para remoção de sólidos orgânicos ou inorgâ-
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nicos dissolvidos nas águas residuárias (PHILIPPI et al., 2014).
Processos Químicos
Neste processo faz-se necessária a utilização de produtos 
químicos para melhorar a eficiência de remoção de um elemento ou 
substância. O emprego dos processos químicos pode se dar de forma 
conjugada aos processos físicos e biológicos. Os principais são:
- Coagulação-floculação;
- Precipitação química;
- Oxidação;
- Cloração;
- Neutralização ou correção do pH.
Esses processos são muito utilizados para remoção de sólidos 
em suspensão coloidal ou mesmo dissolvidos, substâncias que causam 
cor e turbidez, odoríferas, metais pesados e óleos emulsionados (PHI-
LIPPI et al., 2014).
Processos Biológicos
São considerados processos biológicos aqueles que dependem 
da ação de microrganismos aeróbios ou anaeróbios. O processo biológico 
reproduz os fenômenos que ocorrem na natureza, porém de forma acelera-
da. De acordo com Philippi et al. (2014), os principais processos são: 
- Lodos ativados e suas variações;
- Filtro biológico anaeróbio ou aeróbio;
- Lagoas aeradas;
- Lagoas de estabilização facultativas e anaeróbias;
- Digestores anaeróbios de fluxo ascendente;
Lodos ativados: são constituídos de um reator biológico, em 
que uma massa de microrganismos em suspensão utiliza a matéria or-
gânica, presente nos esgotos afluentes ao tanque, como fonte de ali-
mento para seu processo de crescimento.
Filtro biológico aeróbio: são tanques com enchimento de pedra 
ou plástico, ocorre desenvolvimento de uma fina camada de microrga-
nismos aeróbios. A água residuária percolando pelo filtro e em contato 
com o filme biológico tem sua matéria orgânica adsorvida pela massa 
biológica e é estabilizada pelos microrganismos.
Lagoas aeradas: possuem aeradores, ou dispositivos de intro-
dução de oxigênio, suprindo a ausência de algas (elas não proliferam 
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pela intensa agitação da massa líquida).
Lagoas de estabilização facultativas ou anaeróbias: são gran-
des tanques escavados no solo. Nesses tanques as águas residuárias 
são tratadas através de processos naturais controlados pela vazão dos 
efluentes. As lagoas anaeróbias recebem elevadas cargas orgânicas e 
funcionam sem oxigênio dissolvido. Já as lagoas facultativas possuem 
uma camada superior onde ocorre o desenvolvimento de algas e mi-
crorganismos aeróbios (as algas realizam a fotossíntese, o que conso-
me gás carbônico e libera oxigênio; os microrganismos oxidam a maté-
ria orgânica, utilizando oxigênio e liberando gás carbônico).
Digestores anaeróbios de fluxo ascendente: são unidades com-
pactas de tratamento. Por meio da retenção e concentração do lodo desen-
volve-se nele o processo anaeróbio em condições otimizadas, diminuindo 
o tempo e acelerando o processo de degradação da matéria orgânica.
CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE TRATAMENTO
Os sistemas de tratamento de águas residuárias pode englo-
bar um ou mais dos processos vistos acima e são classificados em fun-
ção do tipo de material a ser removido e da eficiência de sua remoção. 
Os tratamentos são: preliminar, primário, secundário, terciário, de lodos 
e físico-químico (PHILIPPI et al., 2014).
Tratamento Preliminar
Objetiva remover sólidos grosseiros e é aplicado geralmente a 
qualquer tipo de água residuária. Consiste no emprego de grades, pe-
neiras caixas de areia, caixas de retenção de óleos e graxas.
Tratamento Primário
Tem a finalidade de remover resíduos finos em suspensão dos 
efluentes e é aplicado geralmente às águas residuárias orgânicas (em-
bora seja utilizado para qualquer tipo de despejo). Consiste em tanques 
de flotação, decantadores, fossas sépticas, floculação/decantação.
Tratamento Secundário
Utilizado para a depuração de águas residuárias por meio de 
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processos biológicos e possui a finalidade de reduzir o teor de matéria 
orgânica solúvel nos despejos. Consiste em lodos ativados, filtros bio-
lógicos, lagoas aeradas, lagoas de estabilização, digestor anaeróbio de 
fluxo ascendente, além de outros.
Tratamento Terciário
Corresponde a um estágio avançado de tratamento de águas re-
siduárias. Objetiva remover as substâncias que não foram eliminadas nas 
primeiras etapas, como nutrientes e microrganismos patogênicos. Consiste 
geralmente de lagoas de maturação, cloração, ozonização, radiações ultra-
violetas, filtros de carvão ativo e precipitação química, entre outros.
Tratamento de Lodos
Como o nome indica, utilizado para o tratamento de todos os 
tipos de lodos. A intenção é desidratar o lodo para a disposição final. 
Consiste em leitos de secagem, centrífugas, filtros prensa, filtros a vá-
cuo, prensas desaguadoras, digestão anaeróbia ou aeróbia, incinera-
ção e disposição no solo.
Tratamento Físico-Químico
Adequado para a remoção de sólidos em todas as suas for-
mas e para alteração das características físicas e químicas das águas 
residuárias. Consiste em coagulação/floculação,precipitação química, 
oxidação e neutralização.
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QUESTÕES DE CONCURSO
QUESTÃO 1
(ANO: 2015 BANCA:FGV ÓRGÃO: CODEMIG PROVA: ANALISTA 
AMBIENTAL. NÍVEL: SUPERIOR)
A atividade de mineração gera quantidades altas de poluentes at-
mosféricos, como particulados. Dentre os aparelhos usados para 
remoção de partículas do ar, encontram-se:
a) torre de nebulização e ciclone; 
b) aerador e câmara de sedimentação; 
c) filtro de gotejamento e decantador; 
d) nebulizador e digestor a frio; 
e) tubo difusor e requeimador.
QUESTÃO 2
(ANO: 2015 BANCA:VUNESP ÓRGÃO: CETESB PROVA: ENGE-
NHEIRO AMBIENTAL. NÍVEL: SUPERIOR)
A chuva ácida é uma das principais consequências da poluição do 
ar, sendo causada pela emissão de:
a) dióxido de carbono 
b) óxidos de enxofre e de nitrogênio 
c) óxido ferroso 
d) monóxido de carbono 
e) dióxido de carbono e monóxido de carbono
QUESTÃO 3
(ANO: 2016 BANCA:CESPE ÓRGÃO: CPRM. PROVA: TÉCNICO EM 
GEOCIÊNCIAS NÍVEL: MÉDIO)
A transferência da água da atmosfera para a superfície terrestre 
sob a forma de pequenas gotas, de granizo, de orvalho, de neblina, 
de neve ou de geada denomina-se:
a) infiltração 
b) evaporação 
c) precipitação 
d) evapotranspiração 
e) chuva
QUESTÃO 4
(ANO: 2016 BANCA: IBFC ÓRGÃO: COMLURB PROVA: TÉCNICO 
EM SEGURANÇA DO TRABALHO NÍVEL: MÉDIO)
Com relação aos poluentes atmosféricos, o Material Particulado 
(MP) é uma mistura complexa de sólidos com diâmetro reduzido, 
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cujos componentes apresentam características físicas e químicas 
diversas. Em geral o material particulado é classificado de acordo 
com o diâmetro das partículas, devido à relação existente entre 
diâmetro e possibilidade de penetração no trato respiratório. Den-
tre as fontes principais de material particulado, estão:
I. A queima de combustíveis fósseis
II. A queima de biomassa vegetal
III. Emissões de amônia na agricultura
IV. Emissões decorrentes de obras e pavimentação de vias
Estão corretas:
a) Apenas II, III e IV 
b) Apenas I, III e IV 
c) Apenas I, II e IV. 
d) Todas as afirmativas
QUESTÃO 5
(ANO: 2015 BANCA: VUNESP ÓRGÃO: CETESB PROVA: ENGE-
NHEIRO AMBIENTAL NÍVEL: SUPERIOR)
A qualidade da água para consumo humano, de acordo com a Por-
taria n.º 518/04 do Ministério da Saúde, deve atender, entre outros, 
aos seguintes parâmetros analíticos:
I. cloro
II. turbidez, cor e pH
III. coliformes e flúor
Está correto o contido em:
a) I, apenas 
b) II, apenas 
c) III, apenas 
d) I e II, apenas 
e) I, II e III
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
A eutrofização (ou eutroficação) é um processo normalmente de origem 
antrópica (provocado pelo homem), ou raramente de ordem natural, 
tendo como princípio básico a gradativa concentração de matéria orgâ-
nica acumulada nos ambientes aquáticos. Entre os fatores impactantes, 
contribuindo com a crescente taxa de poluição neste ecossistema, es-
tão: os dejetos domésticos (esgoto), fertilizantes agrícolas e efluentes 
industriais, diretamente despejados ou percolados em direção aos cur-
sos hídricos (rios e lagos, por exemplo). Explicite sobre os fatos que 
levam um lago a entrar no processo chamado eutrofização e elucide 
sobre suas formas de combater este processo.
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TREINO INÉDITO
Associe os conceitos aos termos da coluna abaixo:
1)“É a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades 
que direta ou indiretamente”.
2)“A pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, res-
ponsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de de-
gradação ambiental”.
3)“A alteração adversa das características do meio ambiente”.
4) "Toda e qualquer forma de matéria ou energia liberada no meio 
ambiente em desacordo com as normas ambientais existentes, co-
locando em risco a saúde, a segurança ou o bem-estar comum”.
a) Poluição, degradação, poluente e poluidor
b) Degradação, poluidor, poluente e poluição
c) Poluição, Poluidor, degradação, poluente
d) Poluente, degradação, poluidor e poluição
e) Poluidor, poluente, degradação e poluição
NA MÍDIA
POLUIÇÃO DO AR MATA 7 MILHÕES POR ANO, A MAIORIA EM PAÍ-
SES POBRES, DIZ OMS
Sete milhões de pessoas no mundo ainda morrem, anualmente, por causa 
da poluição do ar. O dado é de um novo relatório divulgado pela Organiza-
ção Mundial de Saúde, que mostra que nove em cada dez pessoas respi-
ram ar contendo altos níveis de poluentes. Mas, para nenhuma surpresa 
de todos nós, o problema afeta muito mais, exatamente, os mais pobres, 
aqueles que também têm menos recursos para se livrar de doenças. 
Só a poluição do ar ambiente causou cerca de 4,2 milhões de mortes 
em 2016, enquanto a poluição do ar por cozimento com combustíveis 
poluentes e tecnologias causou uma estimativa de 3,8 milhões de mor-
tes no mesmo período. Mais de 90% das mortes relacionadas à polui-
ção do ar ocorrem em países de baixa e média renda, principalmente 
na Ásia e na África, seguidos pelos países de renda baixa e média da 
região do Mediterrâneo Oriental, Europa e Américas.
"As principais fontes de poluição do ar a partir de material particulado 
incluem o uso ineficiente de energia por parte das famílias, da indústria, 
dos setores de agricultura e transporte e de usinas termoelétricas a car-
vão. Em algumas regiões, areia e poeira do deserto, queima de lixo e 
desmatamento são fontes adicionais de poluição do ar. A qualidade do 
ar também pode ser influenciada por elementos naturais, como fatores 
geográficos, meteorológicos e sazonais", diz ainda o texto do relatório 
da OMS, que ainda recomenda que os países trabalhem em conjunto 
para acabar com a poluição
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Fonte: G1 Notícias/ Globo
Data: 02 mai.2018
Leia a notícia na Íntegra: <http://g1.globo.com/natureza/blog/nova-eti-
ca-social/post/poluicao-do-ar-mata-7-milhoes-por-ano-maioria-em-pai-
ses-pobres-diz-oms.html>
NA PRÁTICA
Apesar de rígida, a legislação brasileira tece dificuldade no que tange 
à fiscalização e o monitoramento contínuo de organizações, indústrias 
e empresas, para o combate da poluição, seja atmosférica, hídrica, do 
solo entre outras. A importância do profissional habilitado, como por 
exemplo, um Engenheiro de Segurança do Trabalho, é atuar em conso-
nância dos limites estabelecidos na lei, inovando em formas e técnicas 
de avaliação e controle. 
Este profissional tem em sua gênese, o papel de colaborador majori-
tário, que auxilia na diminuição da poluição do meio ambiente. Ações 
como a educação ambiental para os trabalhadores, a gestão correta 
dos recursos, diminuindo o seu desperdício, são medidas importantes e 
simples que podem gerir a qualidade ambiental e edificar a responsabi-
lidade socioambiental da organização.
Nesse sentido, é importante que um futuro profissional da área atue 
com essa visão, com o papel de colaborador majoritário, que auxilia na 
diminuição da poluição do meio ambiente.
PARA SABER MAIS
Filme sobre o assunto: Terra (O filme)
Documentário: Terra: Existe um Futuro?
Acesse os links: 
Terra: Existe um Futuro?
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=ZeD7eBWwYSw>. 
TERRA - O Filme
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=31P-XBa48K8>.
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LEGISLAÇÃO AMBIENTAL
As leis ambientais configuram avanços extremos na preserva-
ção, conservação e monitoramento do meio ambiente. Leis que atuam 
em território nacional, abrangendo a toda população. Em comparação 
a países externos, o Brasil, apesar do mal gerenciamento de tais leis, é 
reconhecido pelo porte de estratégias, programas, leis e resoluções que 
conferem um aparato sólido. O que falta, porém? Uma das demandas 
é afalta de recursos humanos, de pessoal para o trabalho. Com um 
intenso comércio voltado á exploração do meio ambiente (mineração, 
agricultura, pecuária etc.), ainda carece de quantidade de fiscais e ou-
tros profissionais que possam atuar diariamente nestes campos.
Nesta primeira parte do capítulo, iremos expor as resoluções, leis 
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e políticas mais conhecidas e cobradas em concursos públicos. O detalha-
mento de cada não será feito aqui, mas no final, teremos um caixa com os 
links, para acesso e estudo mais amplo. Conforme Ruppenthal (2014):
- Lei da Fauna Silvestre – Lei nº 5.197, de 03 de janeiro de 1967 
– a lei classifica como crime o uso, perseguição, apanha de animais silves-
tres, caça profissional, comércio de espécies da fauna silvestre e produtos 
derivados de sua caça, além de proibir a introdução de espécie exótica 
(importada) e a caça amadorística sem autorização do Ibama. Criminaliza 
também a exportação de peles e couros de anfíbios e répteis em bruto.
- Lei do Zoneamento Industrial nas Áreas Críticas de Poluição – 
Lei nº 6.803, de 02 de julho de 1980 – atribui aos estados e municípios o 
poder de estabelecer limites e padrões ambientais para a instalação e li-
cenciamento das indústrias, exigindo o Estudo de Impacto Ambiental (EIA).
- Lei da Área de Proteção Ambiental – Lei nº 6.902, de 27 de 
abril de 1981 – criou as “Estações Ecológicas “, áreas representativas 
de ecossistemas brasileiros, sendo que 90 % delas devem permanecer 
intocadas e 10 % podem sofrer alterações para fins científicos. Foram 
criadas também as “Áreas de Proteção Ambiental” ou APAS, áreas que 
podem conter propriedades privadas e onde o poder público limita as 
atividades econômicas para fins de proteção ambiental.
- Política Nacional do Meio Ambiente – Lei nº 6.938, de 31 de 
agosto de 1981 – tornou obrigatório o licenciamento ambiental para ati-
vidades ou empreendimentos que possam degradar o meio ambiente e 
criou instrumentos como o estudo de impacto ambiental para vislumbrar 
possíveis alternativas e consequências ambientais de projetos públicos 
ou privados, requisitando aos órgãos federais, estaduais e municipais, 
bem como por entidades privadas, especialmente nas áreas conside-
radas patrimônio nacional. Aumentou a fiscalização e criou regras mais 
rígidas para atividades de mineração, construção de rodovias, explora-
ção de madeira e construção de hidrelétricas.
- Lei da Ação Civil Pública – Lei nº 7.347, de 24 de julho de 
1985 – lei de interesses difusos, trata da ação civil pública de respon-
sabilidades por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor e ao 
patrimônio artístico, turístico ou paisagístico.
- Crimes Ambientais – Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008 
– instituiu punições administrativas e penais para pessoas ou empresas 
que agem de forma a degradar a natureza. Atos como poluição da água, 
corte ilegal de árvores, morte de animais silvestres tornaram-se crimes 
ambientais.
- Lei dos Agrotóxicos – Lei nº 7.802, de 10 de julho de 1989 
– regulamenta desde a pesquisa e fabricação dos agrotóxicos até sua 
comercialização, aplicação, controle, fiscalização e também o destino 
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da embalagem.
- Lei da Exploração Mineral – Lei nº 7.805, de 18 de julho de 1989 
–regulamenta as atividades garimpeiras. Para estas atividades é obrigató-
ria a licença ambiental prévia, que deve ser concedida pelo órgão ambien-
tal competente. Os trabalhos de pesquisa ou lavra, que causarem danos ao 
meio ambiente são passíveis de suspensão, sendo o titular da autorização 
de exploração dos minérios responsável pelos danos ambientais. A ativida-
de garimpeira executada sem permissão ou licenciamento é crime.
- Lei de Recursos Hídricos - institui a Política Nacional de Re-
cursos Hídricos e cria o Sistema Nacional de Recursos Hídricos. Define 
a água como recurso natural limitado, dotado de valor econômico, que 
pode ter usos múltiplos (consumo humano, produção de energia, trans-
porte, lançamento de esgotos). A lei prevê também a criação do Sistema 
Nacional de Informação sobre Recursos Hídricos para a coleta, trata-
mento, armazenamento e recuperação de informações sobre recursos 
hídricos e fatores intervenientes em sua gestão.
- Lei de Crimes Ambientais – Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro 
de 1998 – reordena a legislação ambiental brasileira no que se refere às 
infrações e punições. A pessoa jurídica, autora ou coautora da infração 
ambiental, pode ser penalizada, chegando à liquidação da empresa, se 
ela tiver sido criada ou usada para facilitar ou ocultar um crime ambiental.
- Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000 – criou o Sistema Nacio-
nal de Unidades de Conservação da Natureza (SUNC): definiu critérios 
e normas para a criação e funcionamento das Unidades de Conserva-
ção Ambiental.
- Estatuto da Cidade – Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001 
– estabelece diretrizes gerais da política urbana e interesse social que 
regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segu-
rança e do bem-estar dos cidadãos, bem como do equilíbrio ambiental. 
Através de lei municipal serão definidos os empreendimentos e ativi-
dades privados ou públicos em área urbana que dependerão de elabo-
ração prévia de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) para obter as 
licenças ou autorizações de construção, ampliação ou funcionamento a 
cargo do Poder Público municipal.
- Lei nº 13.123, de 20 de maio de 2015 – deliberou sobre o aces-
so ao patrimônio genético, acesso e proteção ao conhecimento genético 
e ambiental, assim como a repartição dos benefícios provenientes.
- Lei de Biossegurança – Lei nº 11.105, de 24 de março de 
2005 – estabeleceu sistemas de fiscalização sobre as diversas ativida-
des que envolvem organismos modificados geneticamente.
- Resolução CONAMA nº 362, de 23 de junho de 2005 – deter-
mina a logística reversa de óleos lubrificantes, isto é, como deverá ser 
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feito o recolhimento e a destinação deste material.
- Lei de Gestão de Florestas Públicas – Lei nº 11.284, de 02 
de março de 2006 – normatiza o sistema de gestão florestal em áreas 
públicas e criou um órgão regulador (Serviço Florestal Brasileiro). Esta 
lei criou também o Fundo de Desenvolvimento Florestal.
- Lei nº 11.952, de 25 de junho de 2009 – estabeleceu novas 
normas para a regularização de terras públicas na região da Amazônia.
- Resolução CONAMA nº 416, de 30 de setembro de 2009 – 
dispõe sobre a prevenção à degradação ambiental causada por pneus 
inservíveis e sua destinação ambientalmente adequada.
- Novo Código Florestal Brasileiro – Lei nº 12.651, de 25 de 
maio de 2012 – dispõe sobre a proteção da vegetação nativa, tendo 
revogado o Código Florestal Brasileiro de 1965.
CONCEITO EPIA/RIMA
Dentre vários instrumentos do (PNMA), escolhemos dois que 
são bem difundidos e usados a campo, o EPIA e o RIMA, mecanismos 
estes de licenciamento ambiental. A resolução do CONAMA nº 237, de 
19 de dezembro de 1997, traz como conceitos importantes:
I - Licenciamento Ambiental: procedimento administrativo pelo qual o órgão 
ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a ope-
ração de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, 
consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob 
qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as dis-
posições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso. 
II - Licença Ambiental: ato administrativo pelo qual o órgão ambiental compe-
tente, estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental que 
deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica,para lo-
calizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras 
dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras 
ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental.
III - Estudos Ambientais: são todos e quaisquer estudos relativos aos aspectos 
ambientais relacionados à localização, instalação, operação e ampliação de 
uma atividade ou empreendimento, apresentado como subsídio para a análise 
da licença requerida, tais como: relatório ambiental, plano e projeto de controle 
ambiental, relatório ambiental preliminar, diagnóstico ambiental, plano de ma-
nejo, plano de recuperação de área degradada e análise preliminar de risco.
IV – Impacto Ambiental Regional: é todo e qualquer impacto ambiental que 
afete diretamente (área de influência direta do projeto), no todo ou em parte, 
o território de dois ou mais Estados.No artigo 10, a resolução prevê que:
- A definição de documentos, projetos, e estudos necessários;
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- Requerimento de licença ambiental;
- Análise pelo órgão licenciador;
- Eventual solicitação de esclarecimentos;
- Possível audiência pública;
- Deferimento ou indeferimento do pedido de licença.
Para tais licenciamentos têm-se diferentes tipos que podem 
ser concedidos isolados ou cumulativamente, sendo os tipos, expostos 
no art° 8°, da resolução 237/97 do Conama:
I - Licença Prévia (LP) - concedida na fase preliminar do planejamento do 
empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção, ates-
tando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e con-
dicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação.
II - Licença de Instalação (LI) - autoriza a instalação do empreendimento 
ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, pro-
gramas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e 
demais condicionantes, da qual constituem motivo determinante;
III - Licença de Operação (LO) - autoriza a operação da atividade ou empre-
endimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das 
licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes 
determinados para a operação.
Parágrafo único - As licenças ambientais poderão ser expedidas isolada ou 
sucessivamente, de acordo com a natureza, características e fase do empre-
endimento ou atividade.
O Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EPIA), é um processo 
que ocorre dentro do licenciamento ambiental, é utilizado para avalia-
ção quando a administração pública solicitar. Dentro do EPIA temos o 
Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), processo escrito pós a avalia-
ção do EPIA, ou seja, o RIMA é o relatório expedido a partir do EPIA. 
Exigir-se á o EPIA quando a atividade for potencialmente causadora de 
degradação ambiental.
O EPIA, segundo a resolução 237/97, art. 11, do CONAMA, 
“deve ser realizado por profissionais legalmente habilitados às expen-
sas do empreendedor”, sendo condenado a ações administrativas, civis 
e penais, fraudes ou irregularidades no relatório. No art. 5° da resolução 
do CONAMA nº 001, traz em sua gênese critérios que devem ser ava-
liados no estudo (EPIA) e deve conter em seu relatório (RIMA), segue 
abaixo um trecho desta: 
Artigo 5º - O estudo de impacto ambiental, além de atender a legislação, em 
especial os princípios e objetivos expressos na Lei de Política Nacional do 
Meio Ambiente, obedecerá às seguintes diretrizes gerais:
I - Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização de projeto, 
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confrontando as com a hipótese de não execução do projeto;
II - Identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais gerados nas 
fases de implantação e operação da atividade;
III - Definir os limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada 
pelos impactos, denominada área de influência do projeto, considerando, em 
todos os casos, a bacia hidrográfica na qual se localiza;
IV - Considerar os planos e programas governamentais, propostos e em im-
plantação na área de influência do projeto, e sua compatibilidade.
Parágrafo Único - Ao determinar a execução do estudo de impacto ambiental 
o órgão estadual competente, ou o IBAMA ou, quando couber, o Município, 
fixará as diretrizes adicionais que, pelas peculiaridades do projeto e caracte-
rísticas ambientais da área, forem julgadas necessárias, inclusive os prazos 
para conclusão e análise dos estudos.
Os conceitos abaixo são muito importantes e costumam 
ser objetos de prova frequentemente.
I - Licença Prévia (LP) - concedida na fase preliminar do 
planejamento do empreendimento ou atividade, aprovando sua lo-
calização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabe-
lecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos 
nas próximas fases de sua implementação;
II - Licença de Instalação (LI) - autoriza a instalação do 
empreendimento ou atividade, de acordo com as especificações 
constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluin-
do as medidas de controle ambiental e demais condicionantes, da 
qual constituem motivo determinante;
III - Licença de Operação (LO) - autoriza a operação da ati-
vidade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumpri-
mento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de 
controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. 
CÓDIGO FLORESTAL
A Lei 12.651:2012 se configura como o novo código florestal 
brasileiro, este foi criado em substituição à lei 4.771 de 15 de setem-
bro de 1965, também um código florestal. Esta lei prevê normas para 
proteção da vegetação, matas nativas, o monitoramento de áreas de 
preservação permanente e áreas de reserva legal. Além de suscitar ins-
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trumentos econômicos para alcance de seus objetivos, em que esteja 
presente o desenvolvimento sustentável.
O primeiro código florestal do Brasil foi feito em 1934, por con-
ta da grande concentração de comércio e plantação de café. O avanço 
deste tipo de agricultura, começara a desvencilhar as matas. O Decreto 
nº 23.793/1934 estava contido na constituição de 1934, que dispunha de 
uma visão aberta às discussões sobre o meio ambiente já naquela época.
O que motivou as mudanças no código florestal brasileiro, fo-
ram os movimentos sociais de ambientalistas e ONG’s, em 1960, com 
a revolução industrial isso tornou-se mais preocupante, porque a ideia 
progressista era de uma natureza “inesgotável”, infinita, a partir desta 
época, foi percebendo, como o meio ambiente era importante, e sua 
degradação trazia sérias mudanças para o meio vivente.
A partir de 1962, começaram-se os movimentos para mudan-
ças da lei estabelecida em 1934, e em 15 de setembro de 1965, foi edi-
tada a lei n° 4.771 revogando o primeiro decreto federal n° 23.793/1934.
Sparoveket et al. (2011) citado por Praes (2012) traz que, o código florestal de 
1965 aplica-se a propriedades privadas. Ou seja, o proprietário rural deve reser-
var parte da sua terra, destinando-a a manutenção da vegetação natural, sendo 
esta realizada, principalmente, através de dois estatutos: Áreas de Preservação 
Permanente (APP’s) e Reserva Legal (RL). Sendo que, os proprietários que não 
estiverem cumprindo as determinações previstas para as APP’s e RL, segundo o 
código (Lei 4.771), terão que recompor as áreas que foram desmatadas.
As mudanças não param nesta época, com o decorrer dos 
anos, os índices de desmatamento só aumentaram entre 1994 e 1995, 
o INPE registrou o maior desmatamento da Amazônia já notificado na-
quela época. Ouve dentre os anos de 1965 a 2012, a criação de decre-
tos, resoluções que trouxesse a diminuição dos impactos ambientais, 
advindos principalmente por parte da agropecuária. Mas em 2011, a 
câmara de deputados aprova a revisãoe reedição do código florestal, 
resultando em 2012, no conhecido “Novo Código Florestal Brasileiro”, 
Lei 12.651 de 25 de abril de 2012.
Este documento trouxe a inclusão da busca pelo desenvolvi-
mento sustentável em todas as suas instâncias, mas abarcou divergên-
cias e conflitos entre ambientalistas e ruralistas, que afirmam serem 
prejudicados por mudanças no novo código florestal. Algumas diferen-
ças são apontadas no quadro abaixo:
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Quadro 1 - Mudanças no Novo Código Florestal
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Fonte: Elaborado pelo autor, 2019.
Apesar das críticas ao modelo, é uma lei que vigora atualmen-
te em nosso território brasileiro e configura um importante instrumento 
legal para o combate à exploração de nossas matas.
Para se informar melhor, confira na íntegra o exposto na lei:
Lei 4.771 de 1965 (Antigo Código Florestal) 
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
L4771.htm>.
Lei 12.651 de 2012 (Novo Código Florestal). 
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_
ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm>.
ACIDENTES AMBIENTAIS E PLANOS DE CONTINGÊNCIA
Os Acidentes Ambientais são definidos como acontecimentos 
inesperados que afetam direta ou indiretamente, a segurança, a saúde 
da comunidade, causando impacto no meio ambiente como um todo. 
Figura 18 – Desastre Ambiental
Fonte: ROCHE, 2017.
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Podemos citar dois exemplos de acidentes ambientais, são 
eles os desastres naturais e os desastres tecnológicos.
Desastres Naturais
Ocorrências causadas por fenômenos da natureza, cuja maio-
ria dos casos independe das intervenções do homem. Incluem-se nesta 
categoria os terremotos, os maremotos, os furacões etc.
Desastres Tecnológicos
Ocorrências geradas pelas atividades desenvolvidas pelo ho-
mem, tais como os acidentes nucleares, vazamentos durante a mani-
pulação de substâncias químicas etc. Mesmo distinguidos os dois tipos, 
sabemos que a interferência humana, pode ocasionar ambos os exem-
plos citados acima. No entanto, acidentes naturais ou desastres naturais 
têm uma taxa de previsibilidade menor que os desastres tecnológicos.
Os desastres tecnológicos têm chance de uma previsibilidade 
maior, pois, são consequência de uma interferência humana, o que leva 
a criação de estatísticas, mapeamentos de riscos, e modelos de preven-
ção de acidentes, como planos de emergências entre outros.
O primeiro ponto a ser destacado é que, para uma prevenção 
ou intervenção eficiente, necessariamente, depende-se de uma identi-
ficação e avaliação dos riscos a que uma região possa estar exposta. 
O levantamento preciso e consistente auxilia na produção de dados, 
documentos, planos emergenciais e medidas preventivas e protetivas, 
tanto para os trabalhadores, quanto para a sociedade que cerca o local. 
E esta regra vale para desastres naturais e desastres tecnológicos.
Por exemplo, se você tem uma área em que a partir de estudos 
foram apontadas grandes chances de tsunamis e terremotos, os inves-
timentos em fiscalização, manejos de prevenção e proteção devem ser 
desenvolvidos para minimização desses riscos. Ou seja, você tem pla-
nos, construções sólidas, sinais de alertas, tecnologias avançadas nos 
locais de previsibilidade, enfim, inúmeros recursos que devem nortear, 
para diminuição dos riscos, consequentemente do impacto.
Para acidentes tecnológicos, como exemplo. acidentes que en-
volvam substâncias tóxicas e ou perigosas, devem-se estabelecer eta-
pas para manutenção destes riscos. Abaixo segue um modelo básico, 
para o exemplo citado acima, de acidentes tecnológicos:
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Figura 19 - Atividades Preventivas Iniciais para a Elaboração de um Sistema 
para Atendimento a Acidentes Ambientais.
Fonte: Leal, 2009.
A primeira etapa, portanto, é o levantamento de acidentes, ca-
racterizando possíveis históricos para facilitar a compreensão do risco 
ou dos problemas que possa ter. A segunda etapa, compete ao levan-
tamento das atividades que estão sendo desenvolvidas e, portanto, o 
grau de perigo exercido pelas tais, exemplos: atividades de indústrias, 
comércios, ferroviárias, rodoviárias, entre outros. 
A terceira etapa contempla a distinção das substâncias utili-
zadas, sua qualidade e seu impacto, exemplo: as indústrias utilizaram 
algum tipo de resíduo químico? Qual (is)? Alguma substância sólida? 
A quarta etapa, concerne já na avaliação dos riscos destas ati-
vidades e destas substâncias utilizadas, por exemplo: Qual o impacto 
dessas substâncias? Ela pode ser letal? A empresa gera desmatamen-
to? A quinta etapa refere-se às medidas de redução dos riscos, que 
engloba todo o processo de avaliação e fiscalização.
Este complexo de análises e decisões, distingue-se em situa-
ções e regiões diferentes, isto leva também a percebermos que, o tra-
balho em um conjunto interdisciplinar auxiliará em propostas e análises 
mais consistentes, portanto, valorizar o trabalho em equipe, bem como, 
os variados saberes, corrobora para uma gama de estratégias e ações 
mais nobres e eficazes.
Os planos de contingência se encaixam no exposto como me-
canismos de prevenção de riscos, mas afinal o que são planos de con-
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tingência? Segundo o Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, o 
plano de contingência (PLANCON), funciona como um planejamento da 
resposta, sendo entendidos como: “documento que registra o planeja-
mento elaborado a partir da percepção do risco de determinado tipo de 
desastres e estabelece os procedimentos e responsabilidades” (Instru-
ção Normativa nº 2 de 20 de dezembro de 2016).
Por conseguinte, contingência é “a situação de incerteza quan-
to a um determinado evento, fenômeno ou acidente, que pode se con-
cretizar ou não, durante um período de tempo determinado. A responsa-
bilidade da execução de planos de contingência está nos municípios. Ao 
estado e à união, cabe a função de apoiar a execução local”.
Figura 20 - Questões Relevantes Para Estruturação De Um Plano De Contin-
gência
Fonte: Elaborado pelo autor, 2019.
A definição da tríade se torna importante, porque objetiva e 
qualifica as ações e planos para redução de riscos. Em sua variabilida-
de de etapas, a elaboração do plano de contingência se estabelece no 
fluxo da figura 21.
O plano de contingência, portanto, configura-se como uma ferra-
menta extremamente necessária e importante para manutenção da qua-
lidade de saúde, segurança e proteção do meio ambiente e tudo o que o 
compõe. De fato, cada realidade estará condicionada às suas especifici-
dades e análises técnicas, o esboço acima, configura um conhecimento 
geral sobre os planos de contingência e sua importância para garantia de 
proteção, prevenção e diminuição de riscos. Observe as etapas: 
1º PASSO – Percepção de risco: a decisão de construir um 
plano de contingência; 
2º PASSO - A constituição de um grupo de trabalho;
3º PASSO – Análise do cenário de risco e cadastro de capaci-
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dades;
4º PASSO - Definição de ações e procedimentos;
5° PASSO - Aprovação;
6º PASSO - Divulgação do plano de contingência;
7º PASSO - Operacionalização;
8º PASSO - Revisão.
Figura 21 - Etapas da elaboração de um Plano de Contingência.
Fonte: Elaborado pelo autor, 2019.
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QUESTÕES DE CONCURSO
QUESTÃO 1
Ano: 2016 Banca:FGV Órgão: CODEBA Prova: Engenheiro ambien-
tal. Nível: Superior.
A Lei nº 9.605/98 dispõe sobre as sanções penais e administrativas 
derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Re-
lacione oscrimes aos respectivos enquadramentos previstos na 
Lei de Crimes ambientais.
1. Deteriorar arquivo, registro, museu, biblioteca, pinacoteca, ins-
talação científica ou similar protegido por lei.
2. Fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam pro-
vocar incêndios nas florestas.
3. Produzir, exportar, ou comercializar substância nociva à saúde 
humana, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis.
4. Conceder, o funcionário público, licença em desacordo com as 
normas ambientais.
( ) Crime contra o Ordenamento Urbano e o Patrimônio Cultural
( ) Crime contra a Administração Ambiental
( ) Crime contra a Flora
( ) Poluição e Outros Crimes
Assinale a opção que apresenta a relação correta, de cima para baixo.
a) 4 – 2 – 3 – 1. 
b) 4 – 3 – 2 – 1. 
c) 2 – 4 – 3 – 1. 
d) 1 – 4 – 2 – 3. 
e) 1 – 3 – 2 – 4.
QUESTÃO 2
Ano: 2012 Banca: FUNIVERSA Órgão: CFM Prova: Advogado Nível: 
Superior
Com relação à evolução da legislação ambiental brasileira, assina-
le a alternativa correta.
a) As Ordenações Manuelinas não continham dispositivos de caráter 
ambiental.
b) O primeiro Código Criminal de 1830 tipificou como crime o corte ilegal 
de madeira.
c) Todas as constituições brasileiras tiveram um capítulo específico a 
respeito do meio ambiente.
d) Atualmente, a legislação brasileira não possui norma específica de 
proteção ambiental.
e) Os recursos hídricos não têm legislação específica no Brasil.
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QUESTÃO 3
Ano: 2014 Banca: COPESE Órgão: Prefeitura de Araguaína TO Pro-
va: Procurador Nível: Superior
Com base na Lei Federal nº 12.651/2012 (Código Florestal), analise 
os itens a seguir.
I. Em áreas urbanas, assim entendidas as áreas compreendidas 
nos perímetros urbanos definidos por lei municipal, e nas regiões 
metropolitanas e aglomerações urbanas, as faixas marginais de 
qualquer curso d’água natural que delimitem as áreas da faixa de 
passagem de inundação terão sua largura determinada pelos res-
pectivos Planos Diretores e Leis de Uso do Solo, ouvidos os Con-
selhos Estaduais e Municipais de Meio Ambiente
II. O Poder Público Municipal contará, para o estabelecimento de 
áreas verdes urbanas, com a transformação das Reservas Legais 
em áreas verdes nas expansões urbanas.
III. A inscrição do imóvel rural no Cadastro Ambiental Rural - CAR 
deverá ser feita, preferencialmente, no órgão ambiental municipal 
ou estadual.
IV. A inscrição do imóvel rural no Cadastro Ambiental Rural - CAR 
deverá ser feita, no órgão ambiental municipal ou estadual e obri-
gatoriamente no órgão ambiental federal.
Assinale a alternativa CORRETA.
a) Apenas os itens I e III estão corretos.
b) Apenas os itens II e IV estão corretos.
c) Apenas os itens I e IV estão corretos.
d) Apenas os itens II e III estão corretos.
QUESTÃO 4
Ano: 2014 Banca: COPESE Órgão: Prefeitura de Araguaína TO Pro-
va: Procurador. Nível: Superior
Para a realização de determinada atividade econômica, a pessoa 
física interessada solicitou ao órgão estadual ambiental competen-
te a licença necessária. Entretanto, por ser a atividade econômica 
considerada potencialmente causadora de degradação ao meio 
ambiente, o referido ente público informou ao interessado da ne-
cessidade do prévio estudo de impacto ambiental.
Na situação apresentada, a realização do referido estudo consagra 
a aplicação do princípio ambiental:
a) do usuário-pagador.
b) da precaução.
c) da prevenção.
d) do poluidor-pagador.
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QUESTÃO 5
Ano: 2017. Banca: COSEAC Órgão:UFF Prova: Químico Nível: Su-
perior
A Lei nº 6.938/81 torna explícito o princípio do(a):
a) poluidor-pagador.
b) responsabilidade.
c) limite e desenvolvimento sustentável.
d) poluidor-pagador e usuário-pagador.
e) informação.
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
A Resolução n.º 237/1997, do Conselho Nacional de Meio Ambiente 
(CONAMA), dispõe sobre licenciamento ambiental; competência da 
União; dos estados e municípios; listagem de atividades sujeitas ao li-
cenciamento; estudos ambientais, estudo de impacto ambiental e re-
latório de impacto ambiental. Com base no processo de licenciamento 
ambiental estabelecido na legislação brasileira, redija um parágrafo, ne-
cessariamente, englobando os seguintes tópicos: (a) a definição de li-
cenciamento ambiental; e (b) os tipos de licenças ambientais expedidas 
em âmbito federal pelo poder público.
 
TREINO INÉDITO
Assinale onde as atividades Preventivas Iniciais para a Elaboração 
de um Sistema para Atendimento a Acidentes Ambientais apare-
cem em ordem, respectivamente:
a) Levantamento de acidentes, levantamento das atividades que estão 
sendo desenvolvidas, a distinção das substâncias utilizadas, avaliação 
dos riscos e redução dos riscos.
b) A distinção das substâncias utilizadas, avaliação dos riscos, redução 
dos riscos, levantamento das atividades que estão sendo desenvolvi-
das, levantamento de acidentes.
c) Levantamento das atividades que estão sendo desenvolvidas, a dis-
tinção das substâncias utilizadas, redução dos riscos, levantamento de 
acidentes, avaliação dos riscos.
d) Avaliação dos riscos, redução dos riscos, levantamento das ativida-
des que estão sendo desenvolvidas, levantamento de acidentes, a dis-
tinção das substâncias utilizadas.
NA MÍDIA
NOVA LEI DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL ENTRA EM VIGOR
Foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (29) a Lei 
13.668, que redefine a aplicação de recursos da compensação ambien-
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tal. As novas regras vão ampliar a capacidade de gestão das unidades 
de conservação, realocando o valor arrecadado de empreendimentos 
com impacto ambiental em um fundo.
Pelas normas anteriores, para o cumprimento das condicionantes do 
licenciamento ambiental, as empresas infratoras eram obrigadas a exe-
cutar diretamente as atividades de compensação nas unidades de con-
servação indicadas. A regra era considerada pelos empreendedores de 
difícil aplicação.
Pela nova lei, agora, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Bio-
diversidade (ICMBio) poderá selecionar um banco oficial para criar e 
gerir um fundo com recursos arrecadados com a compensação ambien-
tal, que vai financiar unidades federais de conservação, como parques 
nacionais, reservas biológicas e áreas de proteção ambiental (APAs). 
Assim, as empresas que não executarem diretamente as medidas de 
compensação poderão depositar os recursos correspondentes em uma 
instituição financeira oficial. 
Fonte: Governo do Brasil- GOV
Data: 29 mai. 2018
Leia a notícia na Íntegra: <http://www.brasil.gov.br/noticias/meio-am-
biente/2018/05/nova-lei-de-compensacao-ambiental-entra-em-vigor>.
NA PRÁTICA
A importância da legislação ambiental brasileira está intrinsecamente 
ligada a sua abundância natural. A importância de se conhecer os pro-
cessos legais que regem o meio ambiente, consiste na proteção ao meio 
ambiente e, consequentemente. a tudo que lhe compõe. Em menos de 
três anos aconteceram dois desmoronamentos de barragens ligadas a 
Samarco e a Vale, que são empresas donas de mineradoras, que pos-
suem grandes barragens. Em todos os dois casos, percebeu-se como 
a falta de compreensão e atendimento sobre as legislações ambientais 
pode ser perigoso e fatal. A lei de crimes ambientais também rege o 
território brasileiro, e salienta a importância de todos no cumprimento 
do dever, que é proteger o meio ambiente. No entanto, cabe aos profis-
sionais como ambientalistas, e profissionais de segurança do trabalho, 
engenheiros, buscarem o aprimoramento da legislação ambiental brasi-
leira. Como vimos na matéria acima, mudanças para poluidor- pagador, 
tiveram modificações, diminuindo o tempo de espera e demanda, crian-
do um fundo para arrecadação única desta pendência. Busca-se, contu-
do, uma espera pelo aumento na mão de obra de trabalho, qualificando 
ossetores públicos e aumentando as áreas de coberturas e fiscaliza-
ções, na tentativa da redução de danos ambientais, descumprimentos 
de leis e pendências nacionais por parte de empresas e organizações.
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PARA SABER MAIS
Livro sobre o assunto: Legislação Ambiental Brasileira: Uma abordagem 
descomplicada 
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OBJETO E OBJETIVOS
Conforme a NBR 10.004:2004, da Associação Brasileira de 
Normas Técnicas - ABNT os resíduos sólidos podem ser definidos como: 
Resíduos nos estados sólido e semi-sólido, que resultam de atividades da co-
munidade de origem: industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de 
serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes 
de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e 
instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas 
particularidades tornem inviável seu lançamento na rede pública de esgotos 
ou corpos d'água, ou exijam para isso soluções técnica e economicamente 
inviáveis, em face à melhor tecnologia disponível.
RESÍDUOS SÓLIDOS: ABORDAGEM
E TRATAMENTO
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A Lei 12.305 de 2 de agosto de 2010, é a legislação que prevê 
em sua disposição a regulação do gerenciamento de resíduos sólidos 
em âmbito nacional. Ela prevê a Política Nacional de Resíduos Sólidos 
(PNRS), e altera a Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. 
Qual é o objeto? 
O objeto desta lei versa:
Art. 1o Esta Lei institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispondo so-
bre seus princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes 
relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluí-
dos os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder público e 
aos instrumentos econômicos aplicáveis. 
Qual é o objetivo?
Seus objetivos principais previsto no art 7º. da Lei 12.305 são:
I - Proteção da saúde pública e da qualidade ambiental;
II - Não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos 
sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos; 
III - Estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de 
bens e serviços;
IV - Adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas como 
forma de minimizar impactos ambientais; 
 V - Redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos; 
VI - Incentivo à indústria da reciclagem, tendo em vista fomentar o uso de 
matérias-primas e insumos derivados de materiais recicláveis e reciclados; 
 VII - Gestão integrada de resíduos sólidos; 
VIII - Articulação entre as diferentes esferas do poder público, e destas com 
o setor empresarial, com vistas à cooperação técnica e financeira para a 
gestão integrada de resíduos sólidos; 
IX - Capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos; 
 X - Regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da prestação 
dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, com 
adoção de mecanismos gerenciais e econômicos que assegurem a recupera-
ção dos custos dos serviços prestados, como forma de garantir sua sustentabi-
lidade operacional e financeira, observada a Lei nº 11.445, de 2007; 
XI - Prioridade, nas aquisições e contratações governamentais, para: 
a) produtos reciclados e recicláveis; 
b) bens, serviços e obras que considerem critérios compatíveis com padrões 
de consumo social e ambientalmente sustentáveis; 
XII - Integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas 
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ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos 
produtos;
XIII - Estímulo à implementação da avaliação do ciclo de vida do produto; 
 XIV - Incentivo ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e em-
presarial voltados para a melhoria dos processos produtivos e ao reaprovei-
tamento dos resíduos sólidos, incluídos a recuperação e o aproveitamento 
energético;
XV - Estímulo à rotulagem ambiental e ao consumo sustentável. 
A PNRS vem como um forte mecanismo que liga o desenvolvi-
mento sustentável, ao consumo consciente e preciso. Segundo Milanez 
(2002) os resíduos sólidos apresentam uma forte relação com a susten-
tabilidade, pois além da sua dimensão ambiental, esse sistema possui 
componentes sociais e econômicas relevantes e dada a proximidade 
com o dia a dia das pessoas, podem ainda ser utilizados de modo atra-
tivo para uma discussão mais ampla sobre a sustentabilidade. 
A PNRS se tornou o principal veiculador de planos e ações que 
mediasse a controle, a fiscalização e a penalização visando um melhor 
aproveitamento ou promovendo um descarte consciente e adequado, 
tanto pela sociedade civil, quanto pelas indústrias, comércios e outros 
empreendimentos.
LOGÍSTICA REVERSA
A logística reversa é o instrumento de desenvolvimento eco-
nômico e social caracterizado pelo conjunto de ações, procedimentos e 
meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos 
ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros 
ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada 
(art. 13, decreto 7.404/2010). Ele está presente na Lei 12.305 e no de-
creto que o legitima, 7.404/2010. No seu art. 5º, do decreto 7.404/10. 
Figura 22 - Logística Reversa
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Fonte: Senado, 2014.
Para tanto, a lei estabelece que os fabricantes, importadores, 
distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços pú-
blicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos são respon-
sáveis pelo ciclo de vida dos produtos.A lei dispõe que alguns produtos 
devem estar presentes nesta logística como: agrotóxicos, seus resídu-
os e embalagens, assim como todos os produtos que após o uso, a 
embalagem possa conter resquícios do produto utilizados, sendo este 
considerado um produto perigoso, mediante as regras do gerenciamen-
to de resíduos e ou previstas em pelos órgãos como SISNAMA, ou em 
normas técnicas como exposto art. 33 da Lei 12.305, como se segue:
II - Pilhas e baterias; 
III - Pneus;
IV - Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; 
V - Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; 
VI - Produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
No art. 35 do decreto 7.404/2010, há uma ordem prioritária: Na 
gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, deverá ser observada a se-
guinte ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização, recicla-
gem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente 
adequada dos rejeitos. Este engloba todos os planos de resíduos sólidos 
explicitados acima, e também todos os sistemas de informações de resí-
duos sólidos, na busca de minimizar os danos ao meio ambiente.
CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS
Classificação do lixo quanto à origem:
- Domiciliar;
- Limpeza urbana;
- Industrial;
- Comercial;
- Serviço de saúde;
- Transporte (portos, aeroportos, terminais rodoviários e ferro-
viários);
- Agro silvopastoril;
- Mineração;
- Construção civil.
Classificação do lixo quanto à periculosidade, segundo parâ-
metros da ABNT NBR 10.004:
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- Classe I – Perigosos
Riscos à saúde pública. 
Riscos ao meio ambiente.
- Classe II – Não perigosos 
Classe IIA – Não inertes – biodegradabilidade, combustibilida-
de ou solubilidade em água. 
Classe IIB – Inertes – seus constituintes não se solubilizam a 
concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água, com 
exceção do aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor.TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
O tratamento de resíduos sólidos pode se dar de diversas for-
mas, entre as mais comuns estão: os aterros sanitários, incineração, 
aterros controlados, compostagem, pirólise, biodigestão, entre outros.
Aterros Sanitários 
Segundo a NBR 8419:1992,
Aterro sanitário de resíduos sólidos urbanos é definido como a técnica de 
disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos à saúde 
pública e à sua segurança, minimizando os impactos ambientais, método 
este que utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos à 
menor área possível e reduzi-los ao menor volume permissível, cobrindo-os 
com uma camada de terra na conclusão de cada jornada de trabalho, ou a 
intervalos menores, se necessário.
Resumidamente, esta é uma técnica de disposição dos resídu-
os no solo, sem causar risco á saúde e segurança, visando uma mini-
mização dos impactos ambientais. Utilizando métodos da engenharia, 
estes aterros buscam soluções para ocupação de menores áreas pos-
síveis, reduzindo também os seus volumes. 
O aterro sanitário ainda é o processo mais aplicado em 
todo o mundo devido ao seu baixo custo. Trata-se de um processo 
bastante seguro e simples.
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A sua construção está sujeita a uma série de regulamenta-
ções, porém existe distinção entre aterros para resíduos urbanos 
e industriais.
(PHILIPPI et al. 2014).
Algumas vantagens e desvantagens da utilização do aterro sa-
nitário podem ser descritas, de acordo com Philippiet et al. (2014):
I - Vantagens: 
- Baixo custo se comparado com outros tratamentos;
- Utilizam equipamentos de baixo custo e de simples operação;
- É possível a implantação em terrenos de baixo valor;
- Evitam a proliferação de insetos e animais transmissores de 
doenças;
- Não estão sujeitas a interrupções no funcionamento em caso 
de falhas;
II - Desvantagens:
- Perda de matérias primas e da energia contida nos resíduos;
- Transporte de resíduos à longa distância;
- Desvalorização da região ao redor do aterro;
- Riscos de contaminação do lençol freático;
- Produção de chorume e percolados;
- Necessidade de manutenção e vigília após fechamento do 
aterro.
Figura 23 - Aterro Sanitário
Fonte: Ferreira, 2018.
Em um aterro sanitário, gases são gerados na saída do pro-
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cesso de decomposição dos resíduos. Entre os principais gases estão 
metano (CH4), dióxido de carbono (CO2), amônia (NH3), hidrogênio 
(H2), entre outros. O biogás gerado após a disposição dos resíduos 
pode perpetuar por um tempo de 20 a 30 anos. Os gases produzidos 
pelos aterros contribuem para o aumento significativo das emissões do 
metano, mas este, pode ser aproveitado na geração de energia.
Critérios para Implantação de um Aterro Sanitário
Uma série de critérios devem ser observada antes de se pensar 
em implantar um sistema de aterro sanitário. Observe o quadro abaixo, 
retirado de Philippi et al. (2014).
Quadro 2 – Critérios para avaliação das áreas para instalação de aterro sanitário
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Fonte: Adaptado de JARDIM (1996) apud PHILIPPI et al. (2014).
Compostagem 
Conforme Kiehl (1985) citado por Philippiet et al. (2014), o pro-
cesso de compostagem é classificado como um processo de reciclagem 
da parte orgânica do resíduo sólido urbano (no Brasil cerca de pouco 
mais da metade dos resíduos sólidos urbanos são de origem orgânica). 
Nos aterros o processo de decomposição é anaeróbio uma vez que o ar 
é escasso dentro das células. Já no processo de compostagem, ocorre 
uma digestão aeróbia do resíduo orgânico (KIEHL, 1985).
Conforme Philippiet et al. (2014), existem vantagens e desvan-
tagens do processo de compostagem, podendo-se citar as seguintes:
- Vantagens da compostagem: valorização da parte orgânica 
do resíduo sólido e aumento da vida útil do aterro sanitário.
- Desvantagens da compostagem: mais caro do que o aterro 
sanitário por tonelada de resíduo, grandes dificuldades para comercia-
lização do composto.
Conforme Philippiet et al. (2014), existem vantagens e des-
vantagens do processo de compostagem, podendo-se citar as se-
guintes:
Vantagens da compostagem: valorização da parte orgâni-
ca do resíduo sólido e aumento da vida útil do aterro sanitário.
Desvantagens da compostagem: mais caro do que o aterro 
sanitário por tonelada de resíduo, grandes dificuldades para co-
mercialização do composto.
Incineração 
A incineração é uma prática antiga de eliminação de resíduos, 
com aproximadamente 100 anos de existência. No incinerador ocorrem 
reações de oxidação (ou combustão) e de decomposição dos resíduos. 
A reação de combustão de produtos orgânicos libera calor. Esse calor 
pode ser aproveitado na saída do forno através do uso de trocadores de 
geralmente, são remanescentes desses processos são: CO2, SO2, O2, 
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gases inertes, cinzas e escórias, calor, contribuindo para a reciclagem 
energética de resíduos. Os gases que, 
Figura 24 – Incineração de resíduos
Fonte: Kawa, 2016.
Pirólise
A Pirólise é a decomposição por meio do calor. Este método, 
é conhecido nas indústrias como calcinação. A parte deste, é possível 
produzir bio-óleo ou alcatrão, carvão vegetal, entre outros produtos que 
servem como alternativas e combustíveis.
Figura 25 – Resultado da pirólise
Fonte: Ruppenthal, 2014.
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Figura 26 – Reator Pirolítico
Fonte: Leal, 2010.
Biodigestão Anaeróbia
A biodigestão anaeróbia é um método pelo qual os resíduos 
tratados produzem biogás, que podem ser utilizados, por exemplo, na 
produção energia elétrica, térmica ou mecânica. Todo este processo 
anaeróbio é fechado e possui ausência de O2, não possui liberação de 
gases produzidos pelas bactérias.
As reações que ocorrem no biodigestor anaeróbio são simila-
res com as que ocorrem nos aterros sanitários, porém no biodigestor o 
processo é controlado e acelerado.
Figura 27 – Biodigestor anaeróbio
Fonte: Machado, 2017.
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Figura 28 – Processo de biodigestão anaeróbia
Fonte: Ruppenthal, 2014.
Conscientes da grave problemática quanto à Gestão dos Re-
síduos Sólidos Urbanos no país, desde sua produção, coleta e dispo-
sição final, e do desafio colocado aos municípios e à sociedade como 
um todo no equacionamento dos problemas, a Secretaria Especial de 
Desenvolvimento Urbano – SEDU/PR – tem ampliado sobremaneira 
seus programas, linhas de financiamento e apoio nesta área. 
Entretanto, considerando que a capacitação de agentes 
municipais responsáveis pelos serviços de limpeza urbana e a 
existência de um referencial técnico para auxiliá-los na preparação 
e implementação dos seus programas de resíduos sólidos consti-
tuem fatores essenciais para a aplicação adequada dos recursos e 
solução dos problemas, a SEDU/PR tem o prazer de disponibilizar, 
aos municípios brasileiros, este Manual de Gerenciamento Integra-
do de Resíduos Sólidos.
Acesse:<http://www.resol.com.br/cartilha4/manual.pdf>
GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS
O gerenciamento integrado de resíduos sólidos pressupõe a utili-
zação de diversos meios para se alcançar o objetivo de melhorar o geren-
ciamento dos resíduos urbanos, conforme revela Philippiet et al. (2014):
“[...]o gerenciamento integrado de resíduos sólidos urbanos constitui-se em 
um conjunto de instrumentos e técnicas que o município deve aplicar visando 
aumentar a eficiência de cada um dos instrumentos de manejo. Além disso, 
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visa aproveitar ao máximo os potenciais dos resíduossólidos com relação a 
sua reutilização e a sua reciclagem”.
O gerenciamento integrado de resíduos sólidos requer medi-
das que visem aproveitar ao máximo os potenciais dos resíduos sólidos 
através da sua reutilização e reciclagem. Dentre as formas de gerencia-
mento, pode-se destacar medidas que funcionam e são bastante eco-
nômicas, como a simples coleta e transferência dos resíduos para os 
aterros sanitários. Existem sistemas mais complexos também e por isso 
são mais caros, como princípios de valorização dos resíduos e aumento 
de vida útil do aterro. Tais sistemas correspondem ao aproveitamento 
dos resíduos através de programas de coleta seletiva, usinas de re-
ciclagem (para resíduos inorgânicos), e compostagem, biodigestão e 
aproveitamento energético para os resíduos orgânicos.
Segundo o trabalho de Calderoni (1998), citado por Philippiet 
et al. (2014, não se pode aceitar a atual situação de gerenciamento e de 
tecnologia existentes no que diz respeito ao potencial energético que é 
desperdiçado com o lixo. É necessário que haja minimização da gera-
ção e um aproveitamento mais racional dos resíduos.
O programa de gerenciamento integrado de resíduos deve 
abordar mais do que simplesmente um tratamento, ele deve ser enca-
rado como um programa composto por várias etapas e todas em prol de 
um objetivo comum. Ele é composto por sistemas de estocagem, coleta, 
tratamento e destinação final, em sintonia de modo a fornecer o melhor 
custo-benefício para a gestão de resíduos de uma região. (PHILIPPI et 
al. 2014). Kreith (1994), citado por Philippiet et al., (2014), traz alguns 
exemplos de estratégias de gerenciamento integrado e elas foram elen-
cadas de forma resumida abaixo:
- Coleta dos resíduos sólidos sem implementação da coleta se-
letiva, seguida de uma etapa de triagem para a separação dos materiais 
que podem ser reciclados. O material restante é incinerado e as cinzas 
são encaminhadas para os aterros sanitários.
- Coleta os resíduos sólidos sem implementação da coleta se-
letiva, seguida de uma etapa de produção de combustível por meio do 
resíduo e da recuperação de metais. Incineração do material orgânico. 
As cinzas e o resíduo gerado na produção de combustível e recupera-
ção de metais são encaminhados para aterros sanitários.
- Os resíduos sólidos municipais são encaminhados direta-
mente para aterros sanitários e os resíduos de poda vão para compos-
tagem. O composto gerado é vendido e o resíduo desse processo é 
disposto em aterros sanitários.
- Coleta seletiva de materiais orgânicos e inorgânicos. O mate-
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rial orgânico é disposto diretamente em aterros sanitários, enquanto o 
inorgânico segue para uma unidade de triagem e reciclagem. O material 
que não pôde ser aproveitado é disposto em aterros sanitários.
- Basicamente igual à estratégia anterior, mas com implementa-
ção de incineração dos resíduos orgânicos e a disposição final das cinzas.
- Coleta seletiva de materiais orgânicos e inorgânicos. O ma-
terial orgânico é encaminhado para uma unidade de produção de com-
bustível e para a recuperação de metais, o material restante é incinera-
do e as cinzas dispostas em aterros sanitários, enquanto o inorgânico 
segue para uma unidade de triagem e reciclagem. O material que não 
pôde ser aproveitado é disposto em aterros sanitários.
- Coleta seletiva de materiais orgânicos e inorgânicos. O material 
orgânico é encaminhado para uma unidade de produção de combustível 
e para compostagem, o material restante é disposto em aterros sanitários. 
Enquanto o inorgânico segue para uma unidade de triagem e reciclagem. 
O material que não pôde ser aproveitado é disposto em aterros sanitários.
- Coleta seletiva de materiais orgânicos e inorgânicos, e de 
resíduos de poda. O material orgânico é disposto em aterros sanitários 
e o inorgânico segue para uma unidade de triagem e reciclagem, sendo 
que o material que não pôde ser aproveitado é disposto em aterros sa-
nitários. Os resíduos de poda vão para compostagem, os resíduos de 
compostagem são dispostos em aterros sanitários.
- Basicamente igual à estratégia anterior, mas com a imple-
mentação de incineração dos resíduos orgânicos e a disposição final 
das cinzas.
Cada uma dessas estratégias para integração do gerencia-
mento de resíduos possui características próprias. Observa-se que al-
gumas optam por colocar menos resíduos em aterros sanitários, como 
no caso daquelas que fazem uso de incineradores.
Uma das formas de gerenciamento integrado que pode trazer 
bons resultados no que tange à valorização dos resíduos, é a implemen-
tação do princípio do poluidor pagador. Esse princípio consiste, resumi-
damente, na empresa ou indústria que coloca o produto no mercado, e 
que tem a sua sustentação econômica baseada no consumo do produto 
por ela produzido e é responsável pelo tratamento e/ou disposição do 
resíduo gerado pelo produto. Esse princípio faz com que os produtos 
tenham embutidos em seu preço o custo de tratamento do resíduo e 
também do desenvolvimento de tecnologias e programas de reciclagem 
(PHILIPPI et al., 2014).
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• O gerenciamento integrado de resíduos sólidos urbanos 
constitui-se em um conjunto de instrumentos e técnicas que o mu-
nicípio deve aplicar visando aumentar a eficiência de cada um dos 
instrumentos de manejo. Além disso, visa aproveitar ao máximo os 
potenciais dos resíduos sólidos com relação a sua reutilização e a 
sua reciclagem. 
• O gerenciamento integrado de resíduos sólidos requer 
medidas que visem aproveitar ao máximo os potenciais dos resí-
duos sólidos através da sua reutilização e reciclagem.
• Dentre as formas de gerenciamento, podem-se destacar 
medidas que funcionam e são bastante econômicas, como a sim-
ples coleta e transferência dos resíduos para os aterros sanitários.
• Contribuem para o aumento da vida útil do aterro sanitá-
rio: Programas de coleta seletiva, usinas de reciclagem (para resí-
duos inorgânicos), e compostagem, biodigestão e aproveitamento 
energético para os resíduos orgânicos Até mesmo a incineração 
(que é um processo bem simples) contribui para o aumento da vida 
útil dos aterros.
Fonte: PHILIPPI et al. (2014).
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QUESTÕES DE CONCURSO
QUESTÃO 1
Ano: 2019 Banca:MPE/PR Órgão: MPE/PR Prova: Promotor de Jus-
tiça. Nível: Superior.
Assinale a alternativa correta, nos termos da Lei n. 12.305/2010 
(Política Nacional de Resíduos Sólidos):
a) Considera-se área contaminada o local cujos responsáveis pela dis-
posição não sejam identificáveis ou individualizáveis. 
b) Considera-se logística reversa a produção e consumo de bens e ser-
viços de forma a atender as necessidades das atuais gerações e permi-
tir melhores condições de vida, sem comprometer a qualidade ambien-
tal e o atendimento das necessidades das gerações futuras. 
c) Considera-se destinação final ambientalmente adequada a distribui-
ção ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais 
específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segu-
rança e a minimizar os impactos ambientais adversos. 
d) Considera-se reutilização o processo de transformação dos resíduos 
sólidos que envolve a alteração de suas propriedades físicas, físico-quí-
micas ou biológicas, com vistas à transformação em insumos ou novos 
produtos, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos 
órgãos competentes do Sisnama e, se couber, do SNVS e do Suasa.
e) Consideram-se geradores de resíduos sólidos as pessoas físicas ou 
jurídicas, de direito público ou privado, que geram resíduos sólidos por 
meio de suas atividades, nelas incluído o consumo.
QUESTÃO 2
Ano: 2018 Banca:FGV Órgão: CM/SALVADOR Prova: Especialista 
Legislativo Municipal Nível: Superior.
Quanto à gestão de resíduos sólidos, nos termos daLei nº 12.305, 
de 02 de agosto de 2010, é correto afirmar que:
a) deve ser observada a seguinte ordem de prioridade: tratamento, reci-
clagem, reutilização e disposição final ambientalmente adequada;
b) são consideradas geradoras de resíduos sólidos as pessoas jurídi-
cas, de direito privado, que geram resíduos sólidos por meio de suas 
atividades, excetuando o consumo próprio;
c) rejeitos são resíduos sólidos que não podem ser reaproveitados nem 
tratados, devendo ser reciclados;
d) a logística reversa diz respeito ao conjunto de ações que viabilizam 
a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para que este 
faça a destinação final ambientalmente adequado.
e) os estabelecimentos comerciais não são obrigados a elaborar um 
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plano de gestão de resíduos sólidos, desde que eles não gerem resí-
duos perigosos. 
QUESTÃO 3
Ano: 2018 Banca:VUNESPÓrgão:ARSESP Prova: Especialista em 
Regulação e Fiscalização de Serviços Públicos Nível: Superior.
A Lei nº 12.305/2010 estabelece que os municípios com menos de 
20 000 habitantes podem usar um plano municipal de gestão inte-
grada de resíduos sólidos com conteúdo simplificado desde que:
a) estejam localizados em Unidade de Conservação.
b) não sejam integrantes de áreas de especial interesse turístico.
c) estejam inseridos em área de influência de mineradoras.
d) o órgão responsável pelo licenciamento ambiental do município as-
sim o aprove.
e) não estejam inseridos no plano de saneamento básico.
QUESTÃO 4
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão:ARSESP Prova: Especialista em 
Regulação e Fiscalização de Serviços Públicos Nível: Superior.
Nas áreas de disposição final de resíduos sólidos ou rejeitos, a:
a) matéria orgânica presente deve ser direcionada à alimentação de 
animais presentes na área.
b) instância pública deve ser inteiramente responsável pela gestão des-
se material.
c) fixação de habitações temporárias ou permanentes é proibida.
d) remoção de resíduos de saúde presentes deve ser feita pelos traba-
lhadores do local.
e) catação deve ser estimulada, visando à redução do volume do mate-
rial depositado.
QUESTÃO 5
Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: CL/DF Prova: Consultor Legislativo 
Nível: Superior.
Logística reversa consiste em:
a) uma destruição total ou parcial de resíduos sólidos que, por sua na-
tureza ou por sua composição bioquímica, estão impossibilitados de re-
tornar ao ecossistema ou ao meio ambiente, por qualquer meio.
b) uma distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando nor-
mas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde 
pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos.
c) um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracteriza-
do por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a via-
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bilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, 
para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou 
outra destinação final ambientalmente adequada.
d) um manejo de rejeitos impossíveis de serem desintegrados ou acon-
dicionados de modo apropriado para seu descarte, de modo que a dis-
posição final é a única medida a ser ambientalmente realizada.
e) um conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabri-
cantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores 
e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos 
resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos 
gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde huma-
na e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos.
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
O grande aumento da produção de lixo é um dos principais problemas 
ambientais da atualidade. A produção de lixo é inevitável durante as ativi-
dades humanas, porém, pode haver a sua diminuição. Esse fato pode ser 
obtido através da implantação da política dos 3R’s. A partir de seus estu-
dos sobre o tema, explique sobre os 3R’s - Reutilizar, Reciclar e Reduzir.
TREINO INÉDITO
Associe as colunas e assinale a alternativa correta.
(A) Aterros sanitários
(B) Compostagem
(C) Incineração
(D) Pirólise
(E) Biodigestão
( ) Reação de decomposição por meio do calor, também chamado 
de calcinação.
( ) Disposição de resíduos sólidos no solo com a utilização de princí-
pios de engenharia para confinar os resíduos à menor área possível e 
reduzi-los ao menor volume possível, cobrindo-os com uma camada 
de terra na conclusão da jornada de trabalho ou a intervalos menores.
( ) Transformação de restos orgânicos em adubo por meio de um 
processo biológico que acelera a decomposição do material orgâ-
nico, tendo como produto final o composto orgânico.
( ) Produção de forma anaeróbica e fechada, na ausência de oxigê-
nio e sem liberação de gases produzidos pela ação das bactérias.
( ) Combustão de resíduos com aproveitamento do calor gerado 
no processo.
a) D – A – B – E – C
b) E – B – A – C – D
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c) A – C – D – E – B
d) B – E – C – A – D
e) C – D – E – B – A
NA MÍDIA
DESCARTE DE ENTULHO É FEITO DE FORMA INCORRETA EM 
80% DOS MUNICÍPIOS
A matéria trás que mais de 80% dos municípios brasileiros não tratam 
de forma adequada o entulho gerado pela construção civil. E isso não 
é só um problema ambiental, é também um desperdício de dinheiro. 
Todos os anos, o Brasil descarta cem milhões de toneladas de entulho. 
Empilhada, essa sujeira toda formaria sete mil prédios de dez andares.
Menos de 20% dos municípios do país tratam de forma correta o que so-
bra de demolições e da construção civil. “O descarte irregular de entulho 
gera vetor de doença, gera enchentes, então, uma vez descartando o en-
tulho de forma correta, a gente poupa a vida útil de aterros, a gente eco-
nomiza a extração de recursos naturais que seriam oriundos de pedreira”, 
explica Heweron Bartolli, presidente da Abrecon, Associação Brasileira 
para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição.
O Ministério do Meio Ambiente afirmou que desde 2010 o país tem uma 
política nacional de resíduos sólidos e que estados e municípios tem até 
2022 para elaborar e atualizar os planos de gestão de resíduos.
Fonte: G1- Globo
Data: 29 jan.2018
Leia a notícia na Íntegra:http://g1.globo.com/jornal-nacional/noti-
cia/2018/01/descarte-de-entulho-e-feito-de-forma-incorreta-em-80-dos-
-municipios.html
NA PRÁTICA
A perspectiva ambiental que cerca os resíduos sólidos são gigantesca. 
Como vimos na reportagem acima, mesmo com toda evolução de for-
mas diferentes e baratas de se tratar, reciclar e reutilizar, o lixo, ainda é 
um vilão, principalmente nos centros urbanos. Em se tratando de ações 
provenientes, versa-se uma necessidade persistente, de Educação Per-
manente. A Política de Educação Ambiental deve ser um instrumento de 
informação e interesse por parte das comunidades, pois, os resíduos só-
lidos compõem os mais diversificados cenários da população brasileira. 
Cabe ressaltar que a importância dos profissionais que atuam nestas 
temáticas, para estejam abertos ao diálogo, às abordagens interdisci-
plinares e tragam novas formas baratas de se tratar os resíduos sólidos 
persistentes, seja ele, como forma de trabalho e geração de renda, ou 
até mesmo para uso comum, saber utilizar o lixo é essencial para o bem 
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de toda a população.
PARA SABER MAIS
Filme sobre o assunto: Lixo Extraordinário
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=61eudaWpWb8>.
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INTRODUÇÃO À GESTÃO AMBIENTAL
O processo de gestão ambiental entra em cena quando se pro-
movem adaptações ou modificações no ambiente natural, de forma a 
adaptá-loàs necessidades individuais ou coletivas, gerando, assim, o 
ambiente urbano diversificado (PHILIPPI; ROMÉRO; BRUNA, 2014).
O homem é o grande agente transformador do ambiente natu-
ral, isto é, o agente que adapta e modifica o ambiente de modo a torná-
-lo urbano (próprio). O ambiente urbano, por sua vez, é o resultado de 
agrupamentos instalados em ambientes naturais transformados e que 
para sua sobrevivência e desenvolvimento necessitam dos recursos do 
ambiente natural (PHILIPPI; ROMÉRO; BRUNA, 2014).
Conforme Diamond (2005) citado por Philippiet et al. (2014), o 
NOÇÕES DE GESTÃO AMBIENTAL
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sucesso ou fracasso de determinadas sociedades depende diretamente 
da maneira pela qual os recursos naturais são geridos. Daí a importân-
cia do processo de gestão baseado em variáveis inerentes aos recur-
sos naturais, como a diversidade dos recursos extraídos, a velocidade 
de extração, o modo de disposição, o tratamento dos seus resíduos e 
efluentes e a política de gestão escolhida, que poderá, no longo prazo, 
beneficiar ou levar prejuízos à população do local em foco. O grau de 
impacto do ambiente urbano sobre o ambiente natural é caracterizado 
pela soma das variáveis e a maneira de geri-las.
Nesse sentido, a gestão ambiental pode ser entendida como 
uma série de intervenções humanas, sobre o patrimônio ambiental, que 
se localiza em determinado território. Essas intervenções precisam ser 
bem delimitadas, uma vez que deverão obedecer a leis, critérios e mé-
todos precisos em relação ao escopo gerencial que um gestor adota em 
relação ao local de intervenção.
De modo a não induzir ações falhas, tendenciosas e ambíguas, 
no que diz respeito à gestão ambiental, é preciso que os gestores pos-
suam conhecimento acerca da composição do meio ambiente e da sua 
complexidade, ou seja, das suas particularidades intrínsecas (COIM-
BRA, 2014, p. 551).
Coimbra (2014) traz uma definição geral de gestão ambiental,
“Gestão ambiental é um processo de administração participativo, integrado e 
contínuo, que procura compatibilizar as atividades humanas com a qualidade 
e a preservação do patrimônio ambiental, por meio da ação conjugada do po-
der público e da sociedade organizada em seus vários segmentos, mediante 
priorização das necessidades sociais e do mundo natural, como alocação 
dos respectivos recursos e mecanismos de avaliação e transparência”.
Tendo em vista que o meio ambiente é uma ciência complexa, 
é necessário que se estruture uma equipe multidisciplinar, formada por 
profissionais de diferentes áreas do conhecimento, para encarar os pro-
blemas que venham a surgir, elaborando soluções realistas em busca 
de uma gestão ambiental eficaz. 
Gestão ambiental pode ser entendida como uma série de 
intervenções humanas sobre o patrimônio ambiental, que se lo-
caliza em determinado território. Essas intervenções precisam ser 
bem delimitadas, uma vez que deverão obedecer a leis, critérios e 
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métodos precisos, em relação ao escopo gerencial que um gestor 
adota em relação ao local de intervenção.
PROCESSO DE PLANEJAMENTO
Após a formação da equipe que estará envolvida em solucionar 
os problemas e gerir toda a questão ambiental, parte-se para a fase de 
planejamento. Para iniciar com o planejamento das ações, deve-se, primei-
ramente, distinguir os tipos de recursos a serem analisados. São eles: os 
recursos do ambiente natural, do ambiente construído e as necessidades 
do ser humano e suas atividades. (PHILIPPI; ROMÉRO; BRUNA, 2014).
Para o primeiro conjunto, referente ao ambiente natural, deve-
-se conhecer a disponibilidade, o comportamento e as possibilidades de 
utilização de todos os recursos naturais (água, ar, flora, fauna, espaço).
No que diz respeito ao ambiente construído, deve-se identificar 
a existência e as necessidades dos ambientes construídos, ou seja, 
das edificações públicas e privadas, ruas, avenidas, estradas, rodovi-
árias, aeroportos, ferroviárias, portos, entre outros. O terceiro grupo, 
relativo às necessidades do homem e suas atividades, deve identificar 
as necessidades dos indivíduos e suas atividades, que determinarão as 
exigências básicas de moradia, transporte, de trabalho e de lazer, além 
de infraestruturas sanitária, social, econômica e política.
É de suma de importância que se conheça todos esses conjun-
tos de recursos, de modo a propiciar condições favoráveis, para uma ges-
tão que vise a qualidade do meio ambiente e, consequentemente, almeje 
qualidade de vida. A qualidade do meio ambiente está diretamente rela-
cionada à qualidade de vida dos entes participantes do ambiente em si.
Após o entendimento acerca dessas questões básicas é que se 
dá inicio à fase de planejamento propriamente dita, a qual é caracterizada 
pelo encaminhamento de diretrizes que visem ordenar, articular e equi-
par, de maneira racional, o espaço, destinando suas partes e o todo às 
diversas funções e atividades de vida (ser humano, fauna, flora), de modo 
a valorizar ambientes específicos e controlar a diversidade biológica e, 
consequentemente, o ambiente como um todo. (PHILIPPI et al., 2002).
Não iremos adentrar nas fases técnicas do processo de pla-
nejamento, pois, não é o propósito dessa apostila, mas irei listar 
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abaixo algumas características resumidas dessas fases. Caso tenha 
interesse em saber mais, disponibilizei a referência bibliográfica ao 
final desse quadro. Fique à vontade para estudar mais a respeito.
As quatro fases técnicas do processo de planejamento 
são as seguintes:
• Eclosão
• Projeto
• Execução
• Retroalimentação 
Fonte: PHILIPPI; ROMÉRO; BRUNA, 2014.
SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL
O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) é a unidade de metodo-
logias que visa auxiliar a organização de empresas, a diminuir, controlar 
e prevenir os impactos ambientais, nos negócios firmados pelas suas 
atividades econômicas. A NBR ISO 14001 regulamenta os sistemas de 
gestão ambiental, e traz como objetivos, a proteção do meio ambiente e 
a mitigação dos impactos ambientais adversos, tais como: aumento do 
desempenho ambiental; controle e influência no modo como os produ-
tos são projetados até o seu descarte. 
Caso uma empresa decida pela adoção à NBR ISO 14001, a 
organização deverá estabelecer um sistema de gestão ambiental eficaz, 
mas não só isso. Deverá prezar pela documentação em dia, programas 
de manutenção e melhoria contínua do sistema.
Figura 29 – ISO 14000 e Melhoria contínua
Fonte: Ruppenthal, 2014.
Para implementar um SGA, a organização precisa conhecer a 
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fundo as necessidades dos seus clientes e atender aos requisitos da le-
gislação ambiental. Se a intenção da organização é obter melhorias de 
desempenho ambiental, a adoção de um bom SGA é essencial. Nesse 
sentido, segundo Moura (2011), cabe à organização cumprir três gran-
des conjuntos de atividades, são eles:
- Análise da situação atual da empresa: implica em constatar 
a real situação da empresa no tocante ao desempenho ambiental. É a 
fase de diagnóstico do problema, o ponto de partida para um SGA.
- Estabelecimento de metas: implica em estudar possibilidades 
físicas, recursos materiais e humanos necessários e definir “onde que-
remos chegar”, em termos de melhorias num prazo estipulado.
- Estabelecimento de métodos: Essa é fase em que se elabo-
ram meios de se alcançar o proposto na etapa das metas (‘b’). É o modo 
de trabalho que será adotado para atingir os objetivos traçados.
O SGA tem que prever um treinamento de modo a conscienti-
zar as pessoas envolvidas em cada etapa do ciclo de vida do produto 
para asseguraro maior grau de sustentabilidade ao produto em si e 
a seu processo de elaboração, forma de consumo e descarte. Esse 
cuidado é necessário, porque, se há irregularidade na produção ou no 
manejo e coleta da matéria-prima, como a utilização de produtos quími-
cos inadequados ou em quantidade indevida, todo o processo restante 
estará comprometido (PHILIPPI et al., 2014).
O sistema de gestão ambiental, tem suas bases no “ciclo Plan-
-Do-Check-Act” (PDCA), este tem o intuito de fomentar um processo inte-
rativo das organizações, levando-as a um nível maior de inovação, inte-
resse e desenvolvimento sustentável. Na fase de “Plan”, como o próprio 
nome indica, será feito o planejamento das melhorias identificadas nos 
processos organizacionais. Na fase “Do”, as mudanças que foram pla-
nejadas serão implementadas. Na fase “Check”, são coletados os dados 
sobre a implementação (fase “Do”) e comparados com o que fora previs-
to. Na fase “Act”, são avaliados os resultados globais do processo. Caso 
os resultados não sejam satisfatórios, o ciclo PDCA deverá ser reiniciado.
Figura 30 - PDCA
Fonte: Hammar, 2017.
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As transformações ambientais causadas pela sociedade são 
quase tão antigas quanto a própria existência do homem. No entan-
to, foi a partir das décadas finais do século passado que os impactos 
ambientais se tornaram mais intensos devido ao elevado crescimento 
demográfico e ao alto grau da aceleração tecnológica. A partir da déca-
da de 1970 surgiu uma maior preocupação por parte de governantes, 
organizações não governamentais e sociedade civil em se discutir e im-
plementar políticas voltadas para planejamento e gestão ambiental em 
todo o mundo (NOVAIS, 2012). A figura abaixo ilustra todo o processo 
estrutural de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA).
Figura 31 - Estrutura do SGA
Fonte: Figueiredo, 2014.
O QUE É A ISO 14000?
A série de normas ISO 14000 – Gestão Ambiental, foram 
inicialmente elaboradas visando o “manejo ambiental”, que signi-
fica “o que a organização faz para minimizar os efeitos nocivos ao 
ambiente causados pelas suas atividades” (ISO, 2000).
Assim sendo, essas normas fomentam a prevenção de pro-
cessos de contaminações ambientais, uma vez que orientam a or-
ganização quanto a sua estrutura, forma de operação e de levanta-
mento, armazenamento, recuperação e disponibilização de dados e 
resultados (sempre atentando às necessidades futuras e imediatas 
de mercado e, consequentemente, a satisfação do cliente), entre ou-
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tras orientações, inserindo a organização no contexto ambiental.
Para saber mais, acesse: <https://www.coladaweb.com/ad-
ministracao/iso-14000-gestao-ambiental>.
Aspectos Ambientais
Como o processo de certificação pela NBR 14001 se dá pela 
ISO, o acesso ao selo, que é reconhecido internacionalmente, não exi-
ge da empresa tecnologias caras ou que já tenham tido melhor desem-
penho nas questões ambientais.
A série ISO 14000 auxilia a organização no que é necessário para desen-
volver um novo sistema de gestão ambiental ou melhorar o já existente. A 
melhoria contínua é o processo de aperfeiçoar o sistema de gestão ambien-
tal para alcançar melhorias no desempenho ambiental total em alinhamento 
com as políticas da organização (Rupentthal ,2014).
A procura por melhoria em processos que possam minimizar 
os impactos pelo ambiente, a avaliação de impactos é uma metodologia 
para empresas que querem alcançar o ISO 14001, o objetivo desse 
item da norma é fazer com que a empresa identifique todos os impactos 
ambientais significativos, reais e potenciais, relacionados com suas ati-
vidades, produtos e serviços, para que possa controlar os aspectos sob 
sua responsabilidade (MEYSTRE, 2003).
Aspecto ambiental é definido, pela NBR ISO 14001, como ele-
mento das atividades, produtos e serviços de uma organização, que 
possam interagir com o meio ambiente. 
O aspecto pode estar relacionado a uma máquina ou equipa-
mento, assim como, a uma atividade executada por ela ou por alguém 
que produza ou apresente a possibilidade de produzir algum efeito so-
bre o meio ambiente. A NBR ISO 14001, prioriza o levantamento dos 
aspectos ambientais significativos, já que os aspectos envolvidos em 
um processo são muitos. Aspecto ambiental significativo é aquele que 
tem um impacto ambiental significativo (ABNT NBR ISO 14001:2004). 
Dessa forma, impacto ambiental é qualquer mudança no meio am-
biente, tanto positiva quanto negativa, total ou parcial, resultado das ativi-
dades, produto ou serviços da organização (ABNT NBR ISO 14001:2004).
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Quadro 3 – Exemplos de Aspectos e Impactos Ambientais
Fonte: Elaborado pelo autor, 2019.
Aspectos ambientais x Impactos ambientais
Os aspectos ambientais podem ser entendidos como to-
dos os elementos das atividades, produtos ou serviços. EX: uso de 
matérias primas naturais, consumo de água e energia etc.
Os impactos ambientais dizem respeito às quaisquer mo-
dificações no meio ambiente, que resultem dos aspectos ambien-
tais. Essas modificações podem ser adversas ou benéficas. Ex: 
eventos indesejáveis, agressões ao meio ambiente.
Figura 32 – Diferença entre aspecto e impacto ambiental
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Fonte: Ruppenthal, 2014.
Auditoria Ambiental
A auditoria ambiental é um instrumento para a verificação de 
empresas e uma avaliação do sistema de gestão. Ela auxilia a verificação 
sobre o desempenho dos equipamentos utilizados e instalados, na busca 
de avaliar o impacto ambiental sobre o meio ambiente, a partir de suas 
atividades. As auditorias são compostas por equipes multidisciplinares, 
e devem ser um instrumento independente, sistemático, documentado, 
periódico e objetivo. As normas que compõem os critérios de avaliação e 
fiscalização, bem como os auditores para tais funções, estão estabeleci-
dos nas leis, são elas: NBR ISO 19011:2012 que trata das diretrizes para 
auditoria de sistemas de gestão, e a NBR ISO 19015:2003 que trata da 
Avaliação Ambiental de Locais e Organizações – AALO.
Avaliação de Desempenho Ambiental (ADA)
O desempenho ambiental pode ser entendido como resultados 
mensuráveis da gestão de uma organização sobre seus aspectos am-
bientais. A Avaliação de desempenho ambiental (ADA) é um instrumen-
to de gestão interna, que busca promover informações confiáveis para 
determinar se o desempenho ambiental de uma organização está ade-
quado, aos parâmetros colocados pela administração da organização.
O ADA fornece informações precisas a uma organização, poden-
do auxiliá-las no processo de uma gestão ambiental. Entre as informações, 
o ADA pode identificar os aspectos ambientais significativos, verificar e 
apontar caminhos e oportunidades para uma melhor gestão e, contudo, 
elevar o nível de gestão ambiental de uma organização. O ADA possui três 
níveis de atuação e organização: Planejar, Executar, Verificar e Atuar.
Rotulagem Ambiental
A rotulagem ambiental, ou ecolbeling, é uma metodologia vo-
luntária de certificação e rotulagem de desempenho ambiental de pro-
dutos ou serviços, que vem sendo praticada ao redor do mundo. É um 
importante mecanismo de implementação de políticas ambientais diri-
gido aos consumidores, auxiliando-os na escolha de produtos menos 
agressivos ao meio ambiente. 
Algumas organizações utilizam nomes que trazem uma caracte-
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rística ambiental como: eco-rótulo, eco-selo, rótulo ecológico, selo verde.
Ao implementar um programa de rotulagem ambiental, a em-
presa considera que um segmento do mercado de consumo apoiará os 
custos mais altos de produção requeridos para atingir os padrões am-
bientais. Contudo, com oaumento da oferta de produtos com melhores 
padrões ambientais, os custos e, consequentemente, os preços finais, 
tendem a cair. No curto prazo, a rotulagem ambiental pode contribuir 
para a redução das vendas de produtos poluentes em favor daqueles 
considerados menos prejudiciais ao ambiente. No longo prazo, a rotula-
gem pode estimular os produtores em direção a inovações tecnológicas 
consideradas mais limpas (BLEDA e VALENTE, 2009). Os tipos de rotu-
lagem pelas normas veremos abaixo. 
Rotulagem Ambiental Tipo I
Definida pela NBR ISO 14024, que trata dos procedimentos 
para o desenvolvimento de programas de rotulagem ambiental, como 
avaliar e demonstrar sua conformidade, além dos procedimentos de 
certificação para a concessão do rótulo.
Figura 33 – Exemplos de rótulos ambientais
Fonte: Ruppenthal, 2014.
Rotulagem Ambiental Tipo II
Definida pela NBR ISO 14021 que trata dos requisitos para au-
todeclarações ambientais, incluindo textos, símbolos e gráficos, no que 
se refere aos produtos.
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Figura 34 – Exemplos de rótulos
Fonte: Ruppenthal, 2014.
Rotulagem Ambiental Tipo III
É definida pela ISO 14025, encontra-se em fase de formatação 
pela ABNT. Ela trata de rótulos voluntários, verificados por terceiros e 
que consideram a ACV completa do produto. São considerados os mais 
sofisticados e complexos quanto à sua implantação, pois, exigem exten-
sos bancos de dados ou inventários para avaliar o produto em todas as 
suas etapas, fornecendo a dimensão exata dos impactos que provoca.
A rotulagem ambiental é uma ferramenta de gestão am-
biental que pode ser
utilizada para a elaboração de políticas públicas ambien-
tais como as compras
públicas sustentáveis.
Fonte: Ruppenthal, 2014.
Conforme frisado por Moura (2011), com base em resultados 
de pesquisas de opinião, o consumidor está dando mais valor à exis-
tência de um meio ambiente mais sadio. A degradação ambiental tomou 
gigantescas proporções nos últimos anos e isso mexeu com a cabeça 
de milhares de pessoas, que são ou já foram, em sua grande maioria, 
afetadas pela poluição.
A sociedade, então, está mudando. O consumidor é mais bem informado, co-
nhece os seus direitos, valoriza o seu dinheiro. Sabe que é ele quem decide 
os destinos das empresas, neste mercado tão competitivo. Procura qualida-
de para o produto, preço adequado e, hoje em dia, passa a pensar em como 
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aquele produto se relaciona com o meio ambiente. Procura entender quais 
são os impactos ambientais causados, ou seja, que modificações aquele pro-
duto introduz no meio ambiente. Avalia e considera que a empresa, somente 
cumprindo a legislação ambiental, pode estar fazendo pouco, ou seja, o mí-
nimo esperado. De imediato, provavelmente ele irá pensar nos impactos cau-
sados pelo uso do produto e pelo seu descarte após o uso (MOURA, 2011).
As empresas conhecem essa nova postura que vem sendo ado-
tada pelas pessoas e, como forma de atraí-las, lança mão de informativos 
realçados nos rótulos acerca das vantagens ambientais do produto.
Análise do Ciclo da Vida (ACV)
A ACV é uma ferramenta de apoio à tomada de decisões que 
gera informações; avalia impactos e compara desempenhos ambientais 
de produtos. Ciclo de vida é o conjunto de todas as etapas necessárias 
para que um produto cumpra sua função na cadeia de produtividade. 
As normas sobre análise de ciclo de vida tratam dos objetivos e escopo, 
análises do inventário, avaliação do impacto, interpretação dos dados, 
gerando, desenvolvimento de produtos sustentáveis, criação de políti-
cas públicas e marketing. São elas:
- ABNT NBR ISO 14040:2009 Gestão ambiental – Avaliação do 
ciclo de vida – Princípios e estrutura.
- ABNT NBR ISO 14044:2009 Gestão ambiental – Avaliação do 
ciclo de vida – Requisitos e orientações.
 
Figura 35 - Análise do Ciclo de Vida
Fonte: Ruppenthal, 2014.
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RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL
O movimento da responsabilidade socioambiental é um movimen-
to mundial. Trata-se de um processo contínuo e progressivo do desenvol-
vimento de competências cidadãs, com a assunção de responsabilidades 
sobre questões sociais e ambientais relacionadas a todos os públicos em 
interação na sociedade: trabalhadores, consumidores, governo, empresas, 
investidores e acionistas, organizações da sociedade civil, mercado e con-
correntes, comunidade e o próprio meio ambiente, conforme a Agenda Am-
biental na Administração Pública - A3P (BRASIL, 2009).
Países como a Europa e Estados Unidos investem grandemen-
te na pegada socioambiental. No Brasil, a partir da década de 90, este 
movimento de valorização empresarial/ambiental começa a ganhar força, 
movida por atividades e movimentos ambientais, ONG's (organizações 
não governamentais) que sentiam a necessidade de um olhar integrador 
entre meio ambiente e sociedade. Algumas normas e certificações foram 
criadas para pleitear empresas e organizações, que responderam a este 
chamado de responsabilidade ambiental e social, este compete também 
a avaliações internas, sendo contempladas todas as partes de uma orga-
nização, desde relações trabalhistas, até relações com as comunidades.
No processo produtivo, são analisadas as relações trabalhistas, 
o respeito aos direitos humanos, a contratação de mão de obra, inclusive 
fornecedores, a gestão ambiental e a natureza do produto/serviço. Nas 
relações com a comunidade, são analisados natureza e foco das ações 
desenvolvidas, problemas sociais solucionados e os beneficiários e par-
ceiros. Nas relações com os empregados, são analisados os benefícios 
concedidos, inclusive aos familiares, o clima organizacional, a qualidade 
de vida no trabalho e as ações para aumento da empregabilidade.
A NBR ISO 26000 dispõe sobre a responsabilidade social, esta 
é uma norma de uso voluntário, e não oferece certificação ou titula-
ção. Os princípios desta norma são a responsabilização, transparência, 
comportamento ético, respeito pelos interesses das partes, pelo estado 
de direito, pelas normas internacionais de comportamento e direito aos 
seres humanos. Estes são os sete temas de responsabilidade social 
que uma empresa deve ter, segundo a NBR 26000:
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Figura 36 – Visão Holística
Fonte: Coimbra, 2009.
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QUESTÕES DE CONCURSO
QUESTÃO 01
Ano: 2016. Banca: IBEG Órgão: Companhia de Águas e Esgoto do 
Maranhão - MA (CAEMA/MA) Prova: Técnico do Meio Ambiente Ní-
vel: Médio
A gestão ambiental é o principal instrumento para se obter um de-
senvolvimento industrial sustentável. Sobre a implantação do sis-
tema de gestão ambiental (SGA) é INCORRETO afirmar que:
a) O processo de gestão ambiental nas empresas está profundamente 
vinculado a normas que são elaboradas pelas instituições públicas (pre-
feituras, governos estaduais e federais) sobre meio ambiente.
b) As normas legais são referências obrigatórias para as empresas que 
pretendem implantar um Sistema de gestão Ambiental (SGA).
c) Há inúmeras vantagens e benefícios que as empresas poderão obter ao 
optarem por adotar políticas preventivas em relação à gestão ambiental.
d) Em função da cultura ambiental predominante nas empresas, a maior 
parte dos esforços tecnológicos e financeiros que são aplicados ao 
SGA, está ligado à aplicação de técnicas corretivas.
e) A gestão ambiental é aplicável apenas para empresas de médio e 
grande porte, tendo em vista que são poluidores em grande potencial e 
que mais prejudicam o meio ambiente.
QUESTÃO 2
Ano: 2016. Banca: IBEG Órgão: Companhia de Águas e Esgoto do 
Maranhão - MA (CAEMA/MA) Prova: Técnico do Meio Ambiente Ní-
vel: Médio
Atualmente as certificações e rotulagensambientais, os chamados 
“selos verdes”, são fatores importantes a ser considerados pelo pon-
to de vista do marketing de uma empresa, isso porque os consumi-
dores estão mais atentos e exigentes, não só com as características 
gerais do produto, mas também com as incorporações das variáveis 
ambientais. Embora existam vários tipos de selos ambientais adap-
tados a cada setor produtivo, há alguns princípios comuns a todos:
I - Devem ser verificáveis a qualquer momento, para se evitar fraude;
II - Devem ser concedidos por organizações independentes e de 
idoneidade reconhecida;
III - Não deve criar barreiras comerciais;
IV - Devem estimular a melhoria do serviço e produto sem conside-
rar o tempo de vida útil do produto;
Estão corretas as afirmativas:
a) II e III.
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b) I, II e III.
c)II, III e IV.
d) I, II e IV.
e) I e IV.
QUESTÃO 3
Ano: 2016 Banca: ITAME Órgão: Prefeitura de Aragoiânia GO Pro-
va: Biólogo Nível: Superior 
A Conformidade do sistema de gestão de uma empresa com a nor-
ma ABNT NBR ISO 14.001, refere se a:
I - Não significa que vai comprovar junto ao mercado e a socieda-
de que a organização adota um conjunto de práticas destinadas a 
minimizar impactos que imponham riscos à preservação da biodi-
versidade.
II - Isso não significa que vai contribuir com o equilíbrio ambiental 
e a qualidade de vida da população.
III – As organizações obtêm um considerável diferencial competiti-
vo fortalecendo sua ação no mercado.
IV - Há redução da carga de poluição gerada por essas organizações 
porque envolve a revisão de um processo produtivo visando à me-
lhoria contínua do desempenho ambiental, controlando insumos e 
matérias primas que representem desperdícios de recursos naturais.
Marque a alternativa correta:
a) Apenas o item III é verdadeiro. 
b) Existem três itens falsos. 
c) Os itens II e III são verdadeiros. 
d) Os itens III e IV são verdadeiros.
QUESTÃO 4
Ano: 2016 Banca: CEC Órgão: Prefeitura de Piraraquara Prova: 
Biólogo Nível: Superior 
Instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente, de importância 
para a gestão institucional de planos, programas e projetos, em 
nível federal, estadual e municipal.
O texto acima se refere ao que está em qual alternativa?
a) Estudo de Impacto Ambiental 
b) Avaliação do Impacto Ambiental 
c) Relatório de Impacto Ambiental 
d) Sistema de Gestão Ambiental
e) Resumo do Impacto Ambiental
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QUESTÃO 5
Ano: 2016 Banca: CEC Órgão: Prefeitura de Piraraquara Prova: 
Biólogo Nível: Superior
Analise as afirmativas feitas com relação ao Sistema de Gestão 
NBR-ISO 14.001:
I. É uma norma internacionalmente aceita, que define os requisitos 
para estabelecer e operar um Sistema de Gestão Ambiental.
II. A norma reconhece que organizações não devem aliar lucrati-
vidade e gestão de impactos ambientais, partindo-se do princípio 
que uma área se sobrepõe a outra.
III. A norma oferece um sistema de gestão de uso e disposição de 
recursos; é reconhecida como um meio de controlar custos, redu-
zir os riscos e melhorar o desempenho.
IV. A norma estabelece uma relação entre prazos e ações, buscan-
do o aumento da competitividade e a utilização controvertida dos 
recursos, gerando aumento da produtividade sem a conservação 
dos métodos.
Assinale a alternativa correta:
a) Somente as afirmativas III e IV estão corretas. 
b) Somente as afirmativas I e III estão corretas. 
c) Somente as afirmativas II e III estão corretas. 
d) Somente as afirmativas II e IV estão corretas.
e) Somente as afirmativas I, II e III estão corretas.
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
A partir do que você estudou, redija sobre as classificações dos selos 
ambientais existentes, comentando a importância deles.
TREINO INÉDITO
Assinale a alternativa correta em relação a seguinte questão: É 
concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento 
ou atividade.
a) Licença prévia
b) Licenciamento
c) Licença de instalação
d) Licença de operação
e) Autorização implantação 
NA MÍDIA
CNI: 71% DAS EMPRESAS ADOTAM GESTÃO AMBIENTAL ENTRE 
AS EMPRESAS GRANDES, ÍNDICE CHEGA A 94,9%
Procedimentos relacionados à gestão ambiental, como economia de ener-
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gia elétrica e reutilização da água, são adotados por 71% das empresas, 
segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria 
(CNI). O percentual diminui para 61% entre as pequenas empresas e sobe 
para 94,9% entre as grandes. Entre aquelas que declararam adotar esses 
procedimentos, 87,5% afirmaram contar com um Sistema de Gestão Am-
biental (SGA) – que compreende processos com certificação internacional.
Dentre os programas adotados dentro do SGA, destacam-se a redu-
ção na geração de resíduos (80,1% das empresas que possuem SGA), 
o uso eficiente de energia (69,5%), a redução no consumo de água 
(58,3%), o uso de resíduos como matéria-prima ou insumo (45,9%) e 
a reutilização de água (43,6%). Por outro lado, foi constada a baixa 
adesão de práticas capazes de proteger a fauna e a flora. A proteção 
de áreas ambientais sensíveis teve adesão de apenas 36%, enquanto 
investimentos na produção da biodiversidade abrangeram 6,9%.
Fonte: Exame 
Data: 06. nov. 2017
Leia a notícia na Íntegra:https://exame.abril.com.br/negocios/cni-71-em-
presas-adotam-gestao-ambiental-598900/
NA PRÁTICA
O sistema de gestão ambiental se configura como uma importante ferra-
menta no que tange à proteção ambiental. É uma metodologia ativa que 
proporciona autonomia e criatividade às organizações que buscam um 
meio ambiente de qualidade. Os processos que cercam as certificações 
como o ISO 14001, são importantes também no reconhecimento favorável 
das empresas, portanto, é algo que está intimamente ligado ao marketing 
"ambiental". A apropriação deste tipo de gerenciamento potencializa os 
modos de produção, fomenta no mercado de trabalho o desenvolvimento 
sustentável e serve também, como uma educação permanente para quem 
produz, compra e vende. A gestão ambiental surge como um futuro próximo 
para as organizações e empresas brasileiras, cabe ressaltar que, ainda é 
necessário investimento no conhecimento deste sistema, bem como seus 
benefícios, no que tange à prática de um desenvolvimento sustentável. 
PARA SABER MAIS
LIVRO: Gestão Ambiental e Sustentabilidade
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GABARITOS
CAPÍTULO 01
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
Segundo a lei 6.938/81 que regulamenta a Política Nacional do Meio 
Ambiente (PNMA), degradação ambiental pode ser entendida como “al-
teração adversa das características do meio ambiente”. Com o cres-
cente desenvolvimento urbano/ industrial, elevou-se os níveis de degra-
dação ambiental em todo o mundo. Exemplos seriam o desmatamento 
acelerado das matas nativas para construções, depósito de dejetos nas 
redes hídricas, o acúmulo e o consumo exagerado de lixo, são gran-
des exemplos de como a degradação ambiental afetou as cidades. Os 
movimentos sociais, juntamente com as conferências internacionais da 
ONU, aproximaram o desenvolvimento técnico científico do meio am-
biente e, além de medidas simples com a criação de políticas públicas, 
tem-se um investimento grande em energias renováveis, selos de ga-
rantias e produtos com quantidades menores de químicos, investimento 
em fiscalização e mapeamento rápido e seguro. É fato que o desenvol-
vimento científico-tecnológico corroborou para o aumento do consumo 
e degradação ambiental, mas atualmente, os dois tentam se estabele-
cer, na busca de uma sociedade mais consciente, ativa e participante.
TREINO INÉDITO
Gabarito: B
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CAPÍTULO 02
QUESTÕES DE CONCURSO
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
Eutrofização é o processo de poluição dos corpos d’água, como rios e la-
gos, que acabam por deixar a água turva e com coloração baixa. Isso se 
dá devido ao crescimento excessivo de plantas aquáticas, estas por sua 
vez, criam uma espécie de “tampão”, e impede que a luz solar chegue ao 
fundo dos rios e lagos, implicando diretamente no processo de fotossín-
tese das plantas mais submersas. Sem fotossíntese, o nível de oxigênio 
O2 diminui drasticamente, o que leva a morte de seres vivos presentes 
neste ecossistema aquático. O que leva este processo a ter início é a 
quantidade excessiva de nutrientes como Nitrogênio (N) e Fósforo (P), 
geralmente ocasionados por dejetos que são despejados nos rios como, 
sistema de tratamentos de esgotos, resquícios de adubos e fertilizantes 
utilizados em fazendas. Duas formas de tratar este problema podem ser, 
alocação de filtros, instalações e ou tecnologias que diminuam a quan-
tidade desses nutrientes na água. A outra forma é atacando as próprias 
algas ou plantas aquáticas, na tentativa de redução, mas lembrando que 
esta medida muitas vezes é pouco eficaz, pois, se não diminuirmos o 
poluente, a consequência crescente deste irá continuar.
TREINO INÉDITO
Gabarito: C
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CAPÍTULO 03
QUESTÕES DE CONCURSO
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
A resolução do CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de 1997, traz 
como conceitos importantes:
I - Licenciamento Ambiental: procedimento administrativo pelo qual o órgão 
ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a ope-
ração de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, 
consideradas efetivas ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob 
qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as dis-
posições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso. 
II - Licença Ambiental: ato administrativo pelo qual o órgão ambiental compe-
tente, estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental 
que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica, 
para localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades uti-
lizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente 
poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação 
ambiental expostos no art° 8°, da resolução 237/97 do Conama:
I - Licença Prévia (LP) - concedida na fase preliminar do planejamento do em-
preendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção, atestando a 
viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a 
serem atendidos nas próximas fases de sua implementação;
II - Licença de Instalação (LI) - autoriza a instalação do empreendimento ou 
atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas 
e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais 
condicionantes, da qual constituem motivo determinante;
III - Licença de Operação (LO) - autoriza a operação da atividade ou empre-
endimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das 
licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes 
determinados para a operação.
Parágrafo único - As licenças ambientais poderão ser expedidas isolada ou 
sucessivamente, de acordo com a natureza, características e fase do empre-
endimento ou atividade.
TREINO INÉDITO
Gabarito: A
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CAPÍTULO 04
QUESTÕES DE CONCURSO
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
Os 3Rs da sustentabilidade (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) são ações 
práticas que visam minimizar o desperdício de materiais e produtos, 
além de poupar a natureza da extração inesgotável de recursos.
Reduzir: Reduzir consiste em ações que visem à diminuição da geração 
de resíduos, seja por meio da minimização na fonte, ou por meio da 
redução do desperdício. Na redução, o objetivo é comprar bens e ser-
viços, de acordo com nossas necessidades, para evitar desperdícios, 
adotando um consumo não apenas com consciência ambiental, mas 
também econômico. 
Reutilizar: Quando um produto é reutilizado, este é reaproveitado na 
mesma função ou em diversas outras possibilidades de uso. Assim, pa-
péis, por exemplo, podem ser utilizados em blocos de rascunho ou gar-
rafas podem se tornar objetos de decoração.
Reciclar: A reciclagem envolve o processamento de um material com 
sua transformação física ou química, seja para sua reutilização, sob a 
forma original, ou como matéria-prima, para produção de novos mate-
riais com finalidades diversas. 
TREINO INÉDITO
Gabarito: A
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CAPÍTULO 05
QUESTÕES DE CONCURSO
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
Os tipos de rotulagens são: 
Rotulagem tipo I – NBR ISO 14024 – procedimentos para o desenvolvi-
mento de programas de rotulagem ambiental, como avaliar e demons-
trar sua conformidade, além dos procedimentos de certificação para a 
concessão do rótulo. Rotulagem tipo II- NBR ISO 14021 – requisitos 
para autodeclarações ambientais, incluindo textos, símbolos e gráficos, 
no que se refere aos produtos. Rotulagem tipo III- É definida pela ISO 
14025, encontra-se em fase de formatação pela ABNT. Ela trata de rótu-
los voluntários, verificados por terceiros e que consideram a ACV com-
pleta do produto. São considerados os mais sofisticados e complexos 
quanto a sua implantação, pois, exigem extensos bancos de dados ou 
inventários para avaliar o produto em todas as suas etapas, fornecendo 
a dimensão exata dos impactos que provoca.
A rotulagem de produtos se tornou uma forma que a gestão ambiental, 
junto com as organizações e o marketing, alcança e atrai consumidores 
e prestadores de serviço. Na era digital, e avanço descontrolado do con-
sumo, nasce a ideia de consumo menos ou consciente, esta marca é 
expressa pelas rotulagens, estas têm o papel concreto de conscientizar, 
promover uma educação básica e além disso, estreitar a relação dos 
consumidores com o meio ambiente, promovendo ações de respeito 
mútuo entre ambos.
TREINO INÉDITO
Gabarito: A
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