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9. Poluição ambiental e saúde nos meios urbanos e rurais
INTRODUÇÃO 
Até a década de 80 boa parte dos centros urbanos (cidades) podiam oferecer melhor qualidade de vida a seus habitantes do que aquelas típicas dos meios rurais.
Porém, com a aceleração da urbanização ocorrida a partir da década de 70, as cidades passaram a ser o foco das preocupações, principalmente porque não havia até então precedentes para este fenômeno, pelo menos não nesta escala. Estamos em um ponto em que mais da metade da população mundial vive em cidades.
A urbanização trouxe consigo alguns desdobramentos físicos, sociais e econômicos provocando um impacto importante na saúde da população dentre eles os altos índices de poluição, de violência urbana e de pobreza os quais tornaram as cidades que dantes ofereciam melhor qualidade de vida, em um ambiente insalubre. Estas transformações chamam a de profissionais das mais variadas áreas, e uma subdisciplina vem sendo consolidada no cenário internacional, voltada aos temas relacionados à saúde especificamente no contexto urbano - a Saúde Urbana. 
A proposta de Cidades Saudáveis da Organização Mundial de Saúde tem sido incorporada cada vez mais à chamada "Agenda da Saúde Pública" chamando atenção às questões relacionadas às condições de saúde da população e com o meio ambiente, principalmente o meio ambiente urbano onde essa população se encontra. 
“Uma cidade saudável, na definição da OMS” - é aquela que coloca em prática de modo contínuo a melhoria de seu meio ambiente físico e social utilizando todos os recursos de sua comunidade”. Portanto considera-se uma cidade ou município saudável aquela em que os seus dirigentes municipais enfatizam a saúde de seus cidadãos dento de uma ótica ampliada de qualidade de vida”
(https://ecoprofundo.wordpress.com/cidade-saudavel/).
9.1. Poluição nos meios urbanos
9.1.1. Poluição do ar nas grandes cidades
A poluição atmosférica, nas regiões urbanas, aumentou demasiadamente devido, dentre outros fatores, a crescente atividade industrial e ao aumento do número de veículos motorizados em circulação. A qualidade do ar, nos meios urbanos tem causado diversos problemas às condições de vida e saúde das pessoas, das plantas e dos animais que vivem nas cidades e arredores.
A concentração de poluentes gerados pelas atividades industriais e pela descarga da combustão de veículos automotores movidos a combustível fóssil dissemina na atmosfera partículas sólidas em suspensão, gotículas de óleo expelidas pelos motores, altas concentrações de CO, CO2 e SO2 e compostos de Flúor e Cloro (estas são algumas das causas da baixa qualidade do ar).
Efeito dos poluentes atmosféricos
	POLUENTE
	FONTE DE POLUIÇÃO
	EFEITOS
	NO2
	Escape dos veículos motorizados
	Problemas respiratórios
	
	 Centrais termoelétricas
	
	
	Fábricas de fertilizantes, de explosivos ou de ácido nítrico
	
	SO2
	Centrais termoelétricas
	Problemas respiratórios, irritação nos olhos, problemas cardiovasculares
	
	Queima de carvão e de petróleo
	
	
	Fábricas de ácido sulfúrico
	
	PARTÍCULAS EM SUSPENSÃO
	Escape dos veículos motorizados
	Problemas respiratórios, intoxicações, problemas cardiovasculares.
	
	Processos industriais
	
	
	Centrais termoelétricas
	
	
	Reação de gases poluentes na atmosfera
	
	CO
	Escape dos veículos motorizados
	Na exposição prolongada: aumento do volume do baço, hemorragias, náuseas, diarreias, pneumonia, perda da memória e outros males
	
	Processos industriais
	
	
	Fumaça de cigarro
	
	Pb (Chumbo)
	Escape dos veículos motorizados 
	 Efeito tóxico acumulativo
	
	Incineração de resíduos
	 Anemia e destruição de tecido cerebral
	O3 (ozônio)
	Formados na atmosfera devido à reação de óxidos de azoto, hidrocarbonetos e luz solar. 
(Azoto - Designação antiga utilizada para nomear o nitrogênio)
	Irritação nos olhos
	
	
	Problemas respiratórios
Em geral os poluentes gasosos causam danos às plantas (óxidos de nitrogênio, dióxido de enxofre, hidrocarbonetos e substâncias foto-oxidantes) com efeitos que variam de acordo com a concentração e período de exposição. Calcula-se que 60% da poluição atmosférica nas regiões das grandes cidades sejam decorrentes dos veículos automotores. Outras fontes problemáticas são indústrias e queimadas, agravadas pelas condições climáticas.
(Referência: https://ambientes.ambientebrasil.com.br/urbano/poluicao/poluicao_urbana.html).
9.1.2. Poluição hídrica nas grandes cidades
A poluição das águas, sobretudo dos cursos fluviais, ocorre de várias formas. Uma delas é a excessiva poluição e má destinação do lixo no espaço físico da própria cidade, que necessariamente integra uma bacia hidrográfica em específico. Assim, em tempos de chuva, todo o lixo acumulado nas ruas e calçadas é escoado em direção ao curso de algum rio, que se torna inutilizável. Além disso, a falta de estrutura ou o planejamento incorreto no destino de resíduos sólidos também intensificam o problema. As redes de esgoto, muitas vezes, não contam com estações de destino e tratamento da água, depositando todo o material em grandes rios e até nos mares, no caso das cidades litorâneas. Isso, além de comprometer a disponibilidade de água potável, prejudica a preservação de espécies animais e dos ecossistemas. (https://brasilescola.uol.com.br/geografia/poluicao-nos-centros-urbanos.htm).
9.1.3. Causas de poluição da água
As fontes de poluição da água são separadas em duas categorias: 
 - Causas humanas (descarte incorreto de produtos)
- Lançamento de esgoto e produtos químicos na água.
- Fontes pontuais - São fontes individuais como um encanamento ou uma vala, por exemplo o lançamento dos poluentes de uma fábrica diretamente na água.
- Fontes não pontuais – ou fontes difusas são relacionadas à contaminação que não tem origem em uma fonte individual ou pontual como por exemplo o descarte incorreto de substâncias prejudiciais ao meio ambiente, o lixo e o lançamento de esgoto diretamente nos córregos.
- Poluição biológica - Esse tipo de poluição ocorre com a introdução de detritos orgânicos lançados geralmente por esgotos domésticos e industriais, que podem ser direcionados à água ou podem se infiltrar nos solos, atingindo lençóis freáticos (compostos de carboidratos, gorduras, proteínas, fosfatos e bactérias) como por exemplo: restos de alimentos, fezes humanas e detergentes. Na decomposição desses detritos, o oxigênio é consumido, causando um desequilíbrio em seu nível na água, o que provoca a morte de peixes e outros organismos aquáticos. 
Esses detritos também estão cheios de micro-organismos patogênicos, como as bactérias, vírus e protozoários, provenientes principalmente dos resíduos humanos e como consequências estão as diversas doenças que podem ser transmitidas aos humanos e aos animais, tais como leptospirose, amebíase, febre tifoide, diarreia, cólera e hepatites. Segundo estimativas, estas doenças são responsáveis por cerca de dez milhões de mortes anuais e cerca de metade destas pessoas são crianças.
- Poluição térmica - é um dos tipos de poluição da água menos conhecidos pois não é facilmente observável, porém seu impacto é considerável. Ocorre quando a temperatura de um meio de suporte de algum ecossistema (como um rio, por exemplo) é aumentada ou diminuída, causando um impacto direto na população desse ecossistema, como a diminuição dos níveis de oxigênio na água e poluição térmica.
- Poluição química – é gerada por produtos químicos que acabam tendo como destino os corpos hídricos. Muitas indústrias despejam produtos químicos em rios, lagos ou na rede de esgoto, sem o tratamento adequado. Os efeitos desse tipo de poluição são cumulativos e podem levar anos para serem sentidos. Ela causa grandes danos para a vida marinha nos rios e lagos, além de prejudicar animais que interagem com o ecossistema, como aves que se alimentam dos peixes.
Os seres humanos também são prejudicados quando ocorre o contato com a água contaminada por produtos químicos, podendo causar o desenvolvimento de doenças e problemas graves de saúde. 
Alguns dos poluentes maiscomuns das águas são:
- Fertilizantes agrícolas			- Agrotóxicos			- Esgoto doméstico e industrial
- Compostos orgânicos sintéticos		- Plásticos			- Metais pesados.
Um dos maiores problemas é a dificuldade de descontaminação, pois o processo tem alto custo e quase sempre é demorado. Nos cursos de água, o poluente é levado por todo o curso, contaminando também as margens e também podem acabar depositados no fundo dos rios, dificultando muito sua remoção.
- Efeitos em humanos - é um dos maiores perigos à saúde, afinal, não podemos sobreviver sem beber água e, se ela estiver poluída, pode causar sérios problemas à saúde ao ser ingerida. Alguns micro-organismos, como bactérias, que podem se desenvolver naturalmente na água ou serem introduzidas com os tipos de poluição citados, podem causar doenças como febre tifoide, cólera, hepatites, disenteria e pólio. 
Poluentes químicos não causam doenças de forma direta, porém, proporcionam grandes danos à saúde a longo prazo, mesmo em níveis baixos de concentração. Esses poluentes acabam sendo consumidos acidentalmente por peixes e se acumulam em seus tecidos. Quando esses peixes são consumidos, essa poluição acaba entrando no nosso corpo - e, no futuro, doenças podem surgir a partir dessa alta concentração.
- Efeitos no meio ambiente - Constantemente aparecem notícias sobre vazamentos de óleo ou cenas de água poluída perto de fábricas e de áreas urbanas. Devem existir outros exemplos visíveis de poluição da água perto da sua casa. Alguns tipos são facilmente identificados, enquanto outros podem não ser notados até que causem grandes danos. Mesmo que a água de um rio ou lago pareça limpa, ela pode conter um número grande de poluentes.
- Controle e tratamento - os governos possuem leis estritas que ajudam a minimizar a poluição da água e quase sempre voltadas para indústrias, hospitais e áreas de comércio que controlam como despejar, tratar e monitorar os efluentes desses locais.
O tratamento de efluentes também é fundamental e deve ser projetado para diminuir a poluição nos corpos d'água.
Para o abastecimento humano, a água deve ser tratada a fim de eliminar os patógenos presentes nela e os poluentes nocivos à nossa saúde.
- O que você pode fazer?
Além das medidas de controle e tratamento realizadas pelos governos, existem algumas simples ações que você pode fazer para ajudar. Confira algumas dicas abaixo:
- Descarte seu lixo de maneira correta (veja onde reciclar);
- Diminua seu lixo;
- Compostagem doméstica: como fazer e benefícios
- Tenha preferência por alimentos orgânicos;
- Caso tenha horta ou plantação, tente não utilizar fertilizantes industriais e diminua o uso de pesticidas.
 Veja oito passos para fazer sua horta orgânica: não jogue remédios, cigarros, camisinhas, fraldas, absorventes ou qualquer outro lixo que contenha substâncias nocivas na privada; não jogue tintas, solventes, óleos e outros produtos que contenham químicos diretamente no ralo; pratique o consumo consciente de água. Evite desperdícios!
(https://www.ecycle.com.br/2945-poluicao-da-agua.html#)
9.1.4. Poluição do solo
A superfície terrestre é a pele do planeta, um manto hoje com muitas cicatrizes e feridas causadas tanto pelo homem como pela natureza. Algumas destas feridas são incuráveis e outras comprometem a saúde e a segurança alimentar e todas elas ameaçam o bem-estar de 3,2 bilhões de pessoas no mundo: é a advertência do último relatório sobre poluição do solo da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES).
- O que é a poluição do solo?
A poluição do solo é uma ameaça global particularmente grave em regiões como a Europa, Eurásia, Ásia e norte da África, tal como revela a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A FAO também afirma que a degradação intensa ou moderada já afeta um terço do solo mundial, e sua recuperação é tão lenta que seriam necessários 1.000 anos para criar 1 centímetro de camada arável superficial.
- Causas e tipos de poluição do solo
Fenômenos tais como a erosão, a perda de carbono orgânico, a salinização, a compactação, a acidificação e a poluição química são os principais responsáveis da deterioração atual do solo. 
Além disso, a FAO diferencia entre estes dois tipos de poluição relacionada ao solo:
· Poluição pontual: ocorre por razões específicas, acontece em áreas reduzidas e suas causas são fáceis de identificar. Esta poluição terrestre é comum nas cidades, em locais de antigas fábricas, arredores de estradas, lixeiras ilegais e estações depuradoras.
· Poluição difusa: inclui territórios muito amplos e suas causas são diversas ou difíceis de identificar. Este tipo envolve a dispersão de poluentes através de sistemas ar-solo-água e tem um impacto importante na saúde humana e no meio ambiente.
Para a FAO, entre as causas mais comuns da poluição do solo destacam-se: a indústria, a mineração, as atividades militares, a gestão de resíduos — incluindo o lixo tecnológico — e as águas residuais, a agricultura, a pecuária e a construção de infraestruturas urbanas e de transportes.
- CONSEQUÊNCIAS DA CONTAMINAÇÃO DO SOLO
As substâncias tóxicas que se depositam na superfície terrestre prejudicam a nossa saúde e bem-estar, bem como a qualidade dos alimentos, da água e do ar. A seguir, detalhamos os efeitos mais relevantes de acordo com a IPBES e a FAO:
- Danos para a saúde - Os poluentes da terra passam ao nosso organismo pela cadeia trófica (alimentação), propiciando o aparecimento de doenças. Além disso, a disseminação dos antibióticos no meio ambiente favorece a resistência dos patógenos a estes medicamentos.
- Piores cultivos - Os agentes da poluição do solo comprometem a segurança alimentar da população mundial ao diminuir a quantidade e a qualidade das colheitas.
- Mudanças climáticas - A degradação do solo liberou entre 3,6 e 4,4 bilhões de toneladas anuais de CO2 à atmosfera na primeira década do século XXI.
- Poluição da água e do ar - A deterioração da superfície terrestre repercute na qualidade da água e do ar, especialmente nos países em vias de desenvolvimento.
- Deslocamentos de populações - A degradação do solo e as mudanças climáticas obrigarão que emigrem entre 50 e 700 milhões de pessoas até o ano 2050.
-  Desaparecimento de espécies - A poluição do solo é uma das principais causas que poderiam desencadear a sexta extinção em massa da história — a população terrestre de vertebrados já diminuiu cerca de 40%.
- Desertificação - O número de habitantes das áreas mais áridas do planeta poderia significar 45 % da população mundial em 2050, enquanto as zonas úmidas do mundo perderam 87 % de sua área nos últimos três séculos.
- Soluções para reduzir a poluição do solo
A degradação do solo é um problema complexo que exige medidas conjuntas por parte dos governos, instituições, comunidades e indivíduos. 
Estas são algumas das coisas que podemos fazer para melhorar sua saúde:
· Consumir alimentos sustentáveis, reciclar corretamente pilhas e baterias, fazer compostagem caseira ou doar medicamentos nos lugares existentes para este fim.
· Incentivar um modelo mais ecológico de indústria, agricultura e pecuária, entre outras atividades econômicas.
· Melhorar o planejamento urbano das cidades e do transporte, bem como o tratamento das águas residuais.
· Reformar a gestão dos resíduos da mineração, restaurar a topografia e conservar a camada superficial do solo.
· Incluir as comunidades locais e os povos indígenas na elaboração, implementação e avaliação da gestão sustentável do solo.
(https://www.iberdrola.com/meio-ambiente/poluicao-do-solo-causas-consequencias-solucoes)
9.2. Poluição e saúde nos meios rurais
9.2.1. a Doença do Jeca Tatu - A doença que já foi símbolo do atraso e da pobreza no Brasil rural (amarelão) está para ganhar uma vacina. Pesquisadores devem começar a testar em janeiro (2004) nos EUA a primeira imunização contra a ancilostomose, infecção causada por vermes que afeta 740 milhões de pessoas nos trópicos. Se passar nos testes em humanos,a vacina será fabricada no Brasil. A ancilostomose, também conhecida como doença do amarelão, foi tornada célebre por Monteiro Lobato em 1918, como a causadora da indolência do personagem Jeca Tatu.
A inércia e a cor amarelada típica dos pacientes- se deve ao fato de os parasitas causadores da ancilostomose, os vermes “Necator americanos” e “Ancylostoma duodenale”, atacarem a mucosa intestinal e causarem perda de sangue e anemia.
"Em algumas áreas do Nordeste de Minas Gerais, de 55% a 87% da população está infectada", disse o imunologista Rodrigo Oliveira, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em Belo Horizonte. 
O grupo liderado pelo médico americano Peter Hotez conseguiu isolar proteínas secretadas pelos vermes causadores do amarelão quando estão em fase de larva. É nessa parte do ciclo de vida do parasita que os seres humanos são infectados, por ingestão ou contato com solo contaminado.
O modo mais simples de erradicar a doença -como é regra entre a maioria das moléstias tropicais endêmicas- é criar um mínimo de infraestrutura de saneamento. E calçar a população.
(https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0109200401.htm#).
9.2.2. Além das queimadas
	Praticamente todas as situações de poluição urbana, também atingem o meio rural, porém em menor escala devido as condições de ar mais puro, água ainda não tão contaminada dentre outras.
	As queimadas são hoje um foco de poluição de efeito imediato (fumaça e doenças respiratórias) e uma consequência de médio a longo prazo que é a perda da biodiversidade pois uma vez que o habitat de pássaros, anfíbios, cobras e pequenos animais (predadores) é alterado, também se altera a cadeia alimentar e assim, é grande a possibilidade de infestação por vetores de doenças como os ratos (leptospirose), mosquitos e pernilongos (dengue, dengue hemorrágica, febre amarela, dentre outras).
	Porém, além das queimadas, um dos problemas críticos da área rural é o uso de agroquímicos na lavoura. (do autor)
	O trabalho agrícola pode ser considerado uma prática perigosa na atualidade pois dentre os vários riscos ocupacionais, destacam-se os agroquímicos que são relacionados a intoxicações dos seres vivos e diversos outros danos ambientais.
Parte dos agricultores desconhece os riscos impostos por esses produtos, e como consequência negligenciam algumas normas básicas indispensáveis para a segurança no trabalho e negligenciam também a preservação do meio ambiente e da saúde humana.
Os agroquímicos classificam-se em:
1. Os BACTERICIDAS destinam-se ao controle de doenças causadas por bactérias
2. Os NEMATICIDAS são destinados ao controle de nematoides (vermes)
3. Os HERBICIDAS são os defensivos destinados ao controle do mato
4. Os FUNGICIDAS são usados no controle de doenças causadas por fungos
5. Os INSETICIDAS destinam-se ao controle dos insetos
6. Os ACARICIDAS são os defensivos destinados ao controle de ácaros
O uso indevido e inadequado dos agroquímicos podem causar grandes danos econômicos e ambientais à sociedade. Quando usado incorretamente causam contaminação da água e dos solos, pois se deslocam no meio ambiente através dos ventos e água da chuva para locais distantes do local aplicado e é ainda podem ser responsáveis pelos altos índices de intoxicação verificados entre os produtores e trabalhadores rurais, além de provocar a contaminação dos alimentos.
O uso de agroquímicos no campo atinge primordialmente os trabalhadores rurais, que manuseiam e aplicam estes compostos. A OMS estima que ocorreram no mundo até 2000 cerca de quatro milhões de intoxicações agudas causadas por esses compostos, com cerca de 220 mil mortes por ano.
Alguns fatores inter-relacionados atuam como determinantes da amplificação e da redução do impacto que o uso do agroquímico pode acarretar sobre a saúde das populações humanas, tais como: 
a) o baixo nível de escolaridade; 
b) a falta de uma política de acompanhamento/aconselhamento técnico mais eficiente; 
c) as práticas exploratórias de propaganda e venda, por parte das indústrias produtoras 
d) o desconhecimento de técnicas alternativas e eficientes de cultivo; 
e) a pouca atenção dada ao descarte de rejeitos e de embalagens; 
f) a utilização/exposição continuada dos agrotóxicos; 
g) o teor eminentemente técnico do material informativo disponível às populações rurais; 
h) as dificuldades de comunicação entre técnicos e agricultores;
i) ausência de iniciativas governamentais eficientes para prover assistência técnica continuada aos trabalhadores rurais e; 
j) a falta de estratégias governamentais eficientes para o controle da venda agrotóxicos.
(https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/biologia/os-impactos-agroquimicos-sobre-meio-ambiente.htm)
Estudos com cultivadores de tabaco expostos aos agrotóxicos mostram que esses trabalhadores tiveram danos nos seus mecanismos de defesa celular e alterações nas atividades de telômeros (extremidades dos cromossomos e têm a função crucial de proteger o DNA que está nas nossas células), transtornos mentais, doença do tabaco e sibilância (sonoridade aguda e/ou chiada produzida pelas vias respiratórias). Além disso, os trabalhadores rurais expostos aos agrotóxicos têm maior chance de morrer por suicídio. Alguns fumicultores relatam sintomas como dores de cabeça, náuseas e dor de estômago, além de dor lombar e diagnóstico médico de gastrite, depressão, ansiedade, mialgia, irritabilidade e cólicas abdominais. 
Riquinho e Hennington85, ao entrevistarem agricultores do Rio Grande do Sul, também evidenciaram a doença da folha verde do tabaco, o uso de pesticidas e sua possível relação com doenças respiratórias, acidentes e intoxicações por agrotóxicos. Os mesmos autores, em 2012, também demonstraram uma relação entre a exposição aos agrotóxicos e os distúrbios respiratórios, as lesões musculares e doenças mentais.
Um estudo realizado com agentes comunitários de saúde, em Goiás, demonstrou, também, que o grupo exposto apresentou maiores danos ao DNA quando comparado ao grupo controle. Um estudo realizado com agentes de controle da malária da região da Amazônia identificou que esses trabalhadores possuíam níveis sanguíneos de DDT bem superiores aos da população em geral. Agentes de endemias, que estão diariamente expostos aos agrotóxicos, apresentaram maiores chances de tremores.
Sabe-se, também, que a exposição aos agrotóxicos pode causar alterações celulares e, consequentemente, pode estar associada a alguns tipos de câncer no cérebro, linfomas melanoma cutâneo, câncer no sistema digestivo, sistemas genitais masculino e feminino, sistema urinário, sistema respiratório, câncer de mama e câncer de esôfago.
Estudo também mostrou que os organoclorados podem exercer efeitos adversos no tecido hematopoiético (tecido conjuntivo responsável pela produção de células sanguíneas) e no fígado em populações cronicamente expostas a níveis elevados desses compostos. 
Essas substâncias também foram relacionadas a alterações hormonais e nos níveis de hormônios tireoidianos. Um estudo realizado com doadores de sangue, na cidade de São Paulo, detectou resíduos de organoclorados no sangue dos doadores.
Pesquisas mostram, também, que a exposição a alguns agrotóxicos pode gerar alterações nos sistemas reprodutores masculinos e femininos, como a relação entre organoclorados e efeitos antiandrogênicos nos homens e efeito estrogênico nas mulheres.
Além de todos esses efeitos já apresentados, os agrotóxicos podem, também, estar relacionados a alterações no binômio mãe-feto, como malformações congênitas, nascimentos prematuros e micro pênis em recém-nascidos.
A perda auditiva também pode ser um efeito causado pela exposição aos agrotóxicos em trabalhadores rurais. Esses resultados vão ao encontro dos achados da revisão sistemática realizada por Kós et al.116, segundo a qual todos os 16 estudos encontrados mostraram que a exposição aos agrotóxicos induz a danos nas vias auditivas.
(https://scielosp.org/article/sdeb/2018.v42n117/518-534/).
10. Energia e ações sobre o meio ambiente
Objetivo desta aula: Demonstrara energia como recurso essencial e estratégico e identificar as principais fontes de energia.
10.1. O que é energia e de onde ela vem?
“Energia é a capacidade de um sistema de realizar trabalho”. “Trabalho” significa deslocar, rodar, transformar”. 
A maior fonte de energia para o planeta Terra é o sol que evapora a água do mar e dos rios formando assim as nuvens de chuva. O aquecimento ajuda a formar os ventos que por sua vez carrega as nuvens formadas permitindo que cheguem a locais muito distantes de onde se formaram. 
Além disso as plantas utilizam o sol para crescer (fotossíntese). O ser humano pode utilizar diretamente o sol como fonte de energia ou utilizar outras fontes de energia influenciadas pelo sol como por exemplo os painéis solares ou a extração do sal do mar pela evaporação.
Para um melhor conceito sobre o que é energia, vamos conhecer algumas das formas em que ela se faz presente na natureza e como podemos utilizá-la.
O fogo foi a primeira fonte de energia conhecida e utilizada pelo homem, com ele o ser humano aprendeu a espantar animais selvagens, cozinhar alimentos e fazer ferramentas e utensílios (os primeiros utensílios feitos com o uso do fogo foram panelas e jarros de barro cozido). Posteriormente utilizou o fogo para fundir metais e fazer armas e outros instrumentos. 
Outra forma de energia utilizada pela humanidade foi o movimento dos fluidos (água dos rios e o vento). Ainda existem no Brasil e em outras partes do mundo as rodas d’água e os monjolos. Estes equipamentos utilizam a energia das águas para várias tarefas como moer grãos, gerar energia e bombear água.
 	
 
O homem também utilizou e ainda utiliza a energia dos animais para preparar a terra para cultivar alimentos, transportar cargas pesadas e ainda, se deslocar com maior velocidade.
Hoje convivemos com várias formas de energia na nossa vida diária para utilizar produtos como geladeira, televisão, lâmpadas, produtos a pilha ou bateria, e todos precisam de energia para funcionar.  
No seu dia a dia você pode ainda conviver com outras formas de energia. Quando tomamos banho quente, usamos energia para aquecer a água, seja a eletricidade ou gás natural do aquecedor ou ainda a energia do sol captada por painéis solares e os carros que usam de energia dos combustíveis ou energia elétrica para funcionar. 
Observando esses tipos de energia que nos cercam, fica fácil compreender o conceito de energia do dicionário: “energia é a capacidade de um sistema de realizar trabalho”. “Trabalho” significa deslocar, rodar, transformar”. 
A energia existe em grande quantidade no universo, não aumenta nem diminui, mas passa por muitas transformações.
Com todo o exposto, concluímos que a energia é importante, ou melhor, fundamental para a nossa sobrevivência e conforto e é parte da história, os processos de transformação de energia quase sempre causam algum impacto ambiental, ou seja, prejudicam a flora, a fauna ou as pessoas, geram resíduos e ainda corremos o risco de esgotar algum recurso natural e por isso, é nossa responsabilidade utilizar a energia de forma racional evitando desperdícios.	https://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/o-que-e-energia
10.2. Matriz energética do Brasil e no mundo
O Ministério das Minas e Energia (MME) publicou o documento “Linha do Tempo de Indicadores de Energia, Emissões, Demografia e Economia – 1960 a 2019”, aqui resumido, onde demonstra a evolução das condições de energia no Brasil e dentre outros aspectos indica a diversidade da Matriz de Oferta Interna de Energia – 1960 e 2019,
- Em 1960 a lenha detinha hegemonia na matriz energética brasileira (2/3 da energia total)
- Em 1979, o petróleo (óleo) passou a ter a maior proporção, com metade da energia total. 
- Em 2019, o petróleo ainda representa 1/3 da energia utilizada.
De 1960 a 1980, houve forte substituição de lenha para cocção de alimentos por gás liquefeito de petróleo o que resultou em forte carbonização da matriz energética, que chegou a 56,4% de fósseis em 1979, dobrando o indicador de 2060 e outro pico de carbonização ocorreu em 2001, quando houve forte expansão da geração termelétrica (59,1% de fósseis).
http://antigo.mme.gov.br/documents/78404/0/Indicadores+dos+60+anos+do+MME.pdf/55495d2b-40e7-1e1c-397b-54cccf3ed74b
O mundo possui uma matriz energética composta, principalmente, por fontes não renováveis, como o carvão, petróleo e gás natural:
- Matriz Energética Mundial 2018 (IEA, 2020)
Fontes renováveis como solar, eólica e geotérmica, por exemplo, juntas correspondem a apenas 2% da matriz energética mundial, assinaladas como “Outros” no gráfico. Somando à participação da energia hidráulica e da biomassa, as renováveis totalizam aproximadamente 14%.
A matriz energética do Brasil é muito diferente da mundial pois usamos mais fontes renováveis que no resto do mundo. Somando lenha e carvão vegetal, hidráulica, derivados de cana e outras renováveis, nossas renováveis totalizam 46,2%, quase metade da nossa matriz energética:
Matriz Energética Brasileira 2019 (BEN, 2020)
Essa característica da nossa matriz é muito importante porque as fontes não renováveis são as maiores responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa (GEE) e pensando em emissões por número de habitantes o nosso país emite menos GEE por habitante que a maioria dos outros países.
https://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/matriz-energetica-e-eletrica
10.3. Energia e Meio Ambiente
O tema energético é diretamente ligado ao Meio Ambiente uma vez que toda energia produzida e utilizada no planeta é resultado da utilização e transformação dos recursos naturais.
Em épocas remotas a geração e uso de energia (fogo e cursos d´água), por exemplo, o impacto causado a natureza não era grande a ponto de alterar o ciclo natural da Terra, porém, com a Revolução Industrial e o surgimento das máquinas a vapor, teve início um novo processo de apropriação predatória do Meio Ambiente. A partir de então, as sociedades passaram a consumir muito mais, o que trouxe a necessidade de novas fontes energéticas e uma intensa exploração das matrizes tradicionais e cada vez mais, foram geradas energias provenientes da água, do carvão, do petróleo, do gás natural, entre outras.
Ainda hoje os padrões mundiais de consumo e produção de energia tem por base as fontes não renováveis (ver item anterior) e de grande impacto ambiental como a dos combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e carvão).
Esses combustíveis são os grandes responsáveis pela emissão de bilhões de toneladas de gases na atmosfera, o que tem gerado o aumento da temperatura e a destruição da camada de ozônio provocando as mudanças climáticas do planeta. Essas mudanças do clima geram, além de alterações bruscas nas características das estações do ano, o aumento de ventanias, ciclones e enchentes, cada vez mais frequentes em nosso cotidiano.
A geração de energia elétrica sempre provoca algum efeito na natureza, mas cada processo tem suas particularidades:
Energia Hidroelétrica - mais de 80% da energia elétrica gerada no Brasil vem de usinas hidroelétricas gerada pela correnteza dos rios, que faz girar turbinas instaladas em quedas d’água. Esta energia é considerada limpa já que quase não emite gases de efeito estufa. 
O problema ambiental e social causado pelas hidroelétricas é a necessidade de represar os rios onde vastas regiões são alagadas e isso provoca não só a retirada das populações humanas do local, como alterações no ecossistema e por isso, projetos de usinas para o Norte do Brasil (por exemplo a obra de Belo Monte) preveem reservatórios menores. Contudo, isso torna a geração mais dependente do volume de água e assim exige que haja outras fontes de energia para garantir o abastecimento constante.
Usina hidroelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai
Energia Eólica – Depende em muito do clima (vento) nas quais o vento move hélices que acionam turbinas. Esta alternativa não pode ser usada sozinha e necessita de haja um sistema para complementá-la, porém é ecologicamente correta. 
No Nordeste brasileiro,na época mais seca, os ventos sopram mais forte e produzem quantidade razoável de energia. Esse é o tipo de usina que mais cresce no mundo, porém não é muito potente, e é preciso instalar várias usinas lado a lado para se obter bons resultados. Na Europa, já existem comunidades que reclamam da poluição visual, que prejudica o turismo.
Parque eólico de Osório, no Rio Grande do Sul (Foto: Bernardo Fiusa / Divulgação)
Energia termoelétrica - As usinas termoelétricas são o tipo mais comum do mundo e nelas é queimado algum combustível (carvão, gás natural, óleo) para ferver água. O vapor gerado movimenta turbina e assim gera energia. São usinas de instalação mais barata, com tecnologia bem conhecida e tem a vantagem de garantir um suprimento de energia que não depende das condições do clima. O processo de “queima da água”, no entanto, traz um efeito indesejado pois tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar.
As termoelétricas a carvão respondem por mais de 40% da produção mundial de energia e as movidas a gás respondem por outros 21%. O Brasil tem uma alternativa ecológica que é o uso da biomassa (bagaço da cana) e sua combustão não emite gases de efeito estufa. Isso acontece porque o gás carbônico liberado é utilizado pelas plantas na fotossíntese, fechando o ciclo do carbono.
Energia Nuclear - O termo mais correto para denominar uma usina nuclear é “termonuclear”. Seu funcionamento é idêntico ao das demais usinas termoelétricas, a diferença está no combustível. A fissão nuclear do urânio ou do plutônio gera o calor e produz, por outro lado, material radioativo que tem de ser monitorado por milhares de anos, o que é apontado como o principal problema por todos os especialistas ouvidos. Está entre os piores tipos de energia e por mais que setor nuclear diga que todo empreendimento energético está vinculado a acidentes, a grande diferença é a agressividade do acidente nuclear. 
A radiação se estoca no organismo e pode ser transmitida por gerações. Embora acidentes sejam raros, o risco não pode ser considerado pequeno. Apesar do risco de acidentes, a energia nuclear é benéfica ao meio ambiente em um aspecto. O combustível em um reator nuclear não é queimado, portanto não há emissão de gases poluentes.
Energia fotovoltaica - Os painéis fotovoltaicos são feitos de materiais semicondutores à base de silício. Quando recebem radiação solar, liberam elétrons e geram energia. É uma boa forma de gerar energia, porém custa caro e vale a pena em locais de acesso muito difícil, caso contrário, só é viável se houver subsídios. Além disso a capacidade de geração de cada painel é muito pequena, de forma que uma usina teria de ocupar uma área muito maior que uma termoelétrica para produzir a mesma energia.
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/03/entenda-como-geracao-de-energia-eletrica-afeta-o-meio-ambiente.html
10.4. Tecnologias novas para geração de energia
A produção de energia a partir de resíduos industriais continua sendo um grande desafio para a sociedade. Neste contexto, diversas novas e sustentáveis tecnologias são desenvolvidas para suprimir a demanda de energia, entre elas, o uso de biomassa e biocombustíveis. No Brasil, conforme Balanço Energético Nacional de 2020 (ano base 2019), 18% da oferta interna de energia é oriunda de biomassa de cana, 8,7% de lenha e carvão vegetal e mais 7% de outras fontes renováveis, que inclui lixívia, biodiesel e outras biomassas, como casca de arroz, capim-elefante e óleos vegetais.  
 
Biomassa - é todo material que contenha energia química no seu interior, desta forma, inclui-se qualquer tipo de vegetação e árvore, lixo orgânico, resíduos agroindustriais e dejetos de animais. Alguns exemplos de biomassa são resíduos de cana-de-açúcar como bagaço, palhas e torta de filtro, cavacos e pellets da indústria madeireira, resíduos de culturas de soja, milho, café e arroz, bem como de coco, feijão, amendoim, mandioca e cacau além do esterco, do lodo de estações de tratamento de esgoto e de resíduos sólidos urbanos, este último em escala bem menor. 
(https://www.catalisajr.com.br/biomassa/?gclid=EAIaIQobChMIhKzdy6ua8AIVmv6zCh3odw_6EAAYASAAEgKRzPD_BwE)
	Biodiesel - é um biocombustível feito a partir de biomassa, (matéria orgânica de origem vegetal ou animal) como por exemplo, plantas (óleos vegetais) ou de animais (gordura animal). 
Pela sua natureza orgânica, este, é considerado um combustível totalmente limpo, orgânico e renovável e sua finalidade é de substituir o óleo diesel usado em automóveis pesados como caminhões e ônibus. Pode ser usado em motores a combustão interna com ignição por compressão ou para geração de outro tipo de energia que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil.
O biodiesel é obtido através de fontes renováveis, desde que atenda as especificações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), órgão regulador das atividades que integram as indústrias de petróleo e gás natural e de biocombustíveis no Brasil.
Para produzir biodiesel, usa-se o processo de transesterificação na usina de Biodiesel, consiste no seguinte procedimento: o óleo retirado das plantas é misturado com etanol (proveniente da cana-de-açúcar) ou metanol (pode ser obtido a partir da biomassa de madeiras) e depois estimulado por um catalisador.
Nota: No processo de transesterificação, para obtenção de biodiesel, os triglicerídeos presentes no óleo são transformados em moléculas menores de ésteres de ácido graxo (biodiesel) a partir de um agente trans esterificante (álcool primário) e um catalisador (base ou ácido).
De acordo com Boletim Mensal de Energia – Ministério das Minas e Energia, 2017, o Brasil produz, atualmente, cerca de 50 mil barris de biodiesel por dia. Sendo o segundo maior produtor mundial de biodiesel. A região Centro-oeste é a maior produtora do Brasil.
Vantagens do biodiesel: baixos índices de poluição, gera emprego e renda no campo, utiliza fonte de energia renovável e substitui gradativamente o petróleo.
Desvantagens do biodiesel: risco de diminuição das reservas florestais do nosso planeta devido alto grau de desmatamento de florestas para dar espaço para a plantação de grãos gerando aumento no preço dos produtos derivados de matéria-prima (leite de soja, óleos, carne, rações para animais, ovos etc.) utilizadas na fabricação deste combustível, tendo em vista sua vasta utilização. 
https://www.canalbioenergia.com.br/biodiesel-o-que-e-como-e-feito-vantagens-desvantagens-producao-no-brasil/
11. Direito ambiental
11.1. O que é o Direito Ambiental?
O Direito Ambiental, segundo Paulo de Bessa Antunes – jurista consagrado na área -, é o ramo jurídico que regula a relação dos indivíduos, governos e empresas com o meio ambiente. Tudo isso com o objetivo de conciliar os aspectos ecológicos, econômicos e sociais com a melhoria da condição ambiental e bem-estar da população e tem como objetivo proteger o meio ambiente, evitando danos a ele e, assim, garantir que ele permaneça saudável para as próximas gerações.
O Direito Ambiental nasceu no século XX, mais especificamente na década de 1960, em um contexto de crise ambiental. O esgotamento dos recursos naturais e as consequências negativas da degradação ambiental e da poluição fizeram com que se percebesse a necessidade de limitar a atuação do ser humano no ambiente.
Além disso, é preciso destacar o papel da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano no Direito Ambiental. Realizada em 1972, conhecida como Conferência de Estocolmo, que discutiu as questões ambientais e o direito ao meio ambiente (declarado como um direito fundamental).
Nota: Nesta ocasião o Brasil dava ênfase ao seu crescimento econômico e vivia sobre o regime da ditadura militar em um período denominado milagre econômico, participou da Conferência das Nações Unidas e se posicionou a favor de um crescimento econômico ambientalmente irresponsável, colocando o crescimento econômico acima de qualquer política ambiental. No entanto,esse posicionamento mudou com a redemocratização do país. A Constituição de 1988 foi inovadora em muitos sentidos se comparada com as anteriores e, em relação ao meio ambiente e o direito ambiental, não poderia ter sido diferente.
A Constituição atual representa um marco na legislação ambiental brasileira por dar proteção jurídica ao meio ambiente e se preocupar com a preservação e o uso racional dos recursos naturais. Segundo o artigo 225: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para os presentes e futuras gerações.”
A proteção ao meio ambiente foi inserida na Constituição de 1988 após pressões de movimentos ambientais nacionais e internacionais. No nosso país, esses movimentos ganharam força principalmente depois da queda do governo militar.
Nesse contexto, é fundamental ressaltar que o Brasil tem destaque quando o assunto é biodiversidade, tendo a maior floresta tropical do mundo (a Amazônia) e outros biomas riquíssimos. Assim, muitos movimentos garantem que o direito ambiental é de extrema importância por aqui. O Poder Público cria as leis ambientais e os órgãos ambientais são responsáveis por fiscalizá-las. Em termos de leis ambientais, nosso país é reconhecidamente avançado, tendo uma das legislações mais completas do mundo. 
Segundo Michel Prieur, um dos maiores especialistas em Direito Ambiental da Europa, a aplicação das leis ambientais não é um desafio somente no nosso país. De acordo com ele, “em todos os países do mundo é a mesma coisa: as leis são boas, mas não são aplicadas. Tem conflitos de interesses e pressões econômicas que atrapalham a aplicação da lei”.
11.2. Princípios do direito ambiental	
Princípio da Prevenção - Esse princípio é o que norteia toda a legislação ambiental e políticas públicas voltadas ao meio ambiente. De acordo com ele, o melhor caminho é fazer tudo ao alcance para prevenir danos ambientais. Isso porque, quando ocorre alguma catástrofe relacionada ao meio ambiente, os impactos dificilmente são revertidos e seus efeitos são sentidos pelas gerações futuras.
Princípio da Precaução - Considerado um aperfeiçoamento do princípio da prevenção, o da precaução tem como objetivo impedir qualquer intervenção no meio ambiente se não houver certeza das possíveis consequências futuras.
Princípio do Poluidor-Pagador - Segundo esse princípio, se alguém causar algum prejuízo ao meio ambiente, ficará responsável por arcar com os custos da reparação do dano por ele causado.
Princípio da Responsabilidade - De acordo com esse princípio, os responsáveis pela degradação ambiental são obrigados a arcar com a responsabilidade e com os custos da reparação ou da compensação pelo dano causado.
Princípio da Gestão Democrática - Esse princípio tem como objetivo assegurar ao cidadão o direito à informação e a participação na elaboração das políticas públicas ambientais.
Princípio do Limite - Busca estabelecer padrões de qualidade ambiental, visando sempre a promoção do desenvolvimento sustentável.
(https://www.politize.com.br/direito-ambiental/)
11.3. Importância do direito ambiental
Além de estar presente na nossa Constituição, o Direito Ambiental é responsável por criar normas que garantam o equilíbrio dos interesses ecológicos, econômicos e sociais e um desenvolvimento sustentável – ou seja, um desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.
No Brasil, o Direito Ambiental estabelece novas diretrizes de conduta, fundamentadas na Política Nacional do Meio Ambiente (lei 6.938, de 31/8/81). Esse código estabelece definições claras para o meio ambiente, qualifica as ações dos agentes modificadores e provê mecanismos para assegurar a proteção ambiental.
A lei 6.938, regulamentada pelo decreto 99.274 institui também o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), constituído por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos municípios e pelas fundações instituídas pelo poder público, responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, conforme a seguinte estrutura:
Órgão superior: conselho de governo
Órgão consultivo e deliberativo: Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)
Órgão central: Ministério do Meio Ambiental (MMA)
Órgão executor: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA)
Órgãos seccionais: órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela execução de programas, projetos e pelo controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação ambiental;
Órgãos locais: órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e pela fiscalização dessas atividades, nas suas respectivas jurisdições.
A atuação do SISNAMA se dá mediante articulação coordenada de órgãos e entidades que o constituem, observado o acesso da opinião pública às informações relativas às agressões ao meio ambiente e às ações de proteção ambiental, na forma estabelecida pelo CONAMA.
Cabe aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios a regionalização das medidas emanadas do SISNAMA, elaborando normas e padrões supletivos e complementares.
Principais instrumentos de proteção ambiental
Estudo de Impacto Ambiental (EIA)
Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)
Plano de Controle Ambiental (PCA)
Relatório de Controle Ambiental (RCA)
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD)
Relatório Ambiental Preliminar (RAP)
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS)
A Lei da Ação Civil Pública (lei 7.347, de 24/7/85) tutela os valores ambientais, disciplina as ações civis públicas de responsabilidade por danos causados ao meio ambiente, consumidor e patrimônio de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. 
Em 1988, a Constituição Federal dedicou normas direcionais da problemática ambiental, fixando as diretrizes de preservação e proteção dos recursos naturais e definindo o meio ambiente como bem de uso comum da sociedade humana. 
Em qualquer organização pública ou privada, o Direito Ambiental exprime a busca permanente pela melhoria da qualidade ambiental de serviços, produtos e ambientes de trabalho, num processo de aprimoramento que propicia o desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental globalizados e abrangentes. Ao operar nesses sistemas, as organizações incorporam as melhores práticas corporativas em vigência, além de procedimentos gerenciais e técnicos que reduzem ao mínimo as possibilidades de danos ao meio ambiente, da produção à destinação de resíduos.
https://www.ecprio.com.br/servicos/direito-ambiental/#:~:text=%E2%80%9CNo%20Brasil%2C%20o%20emergente%20Direito,1990%2C%20institui%20tamb%C3%A9m%20o%20Sistema
11.4. Conceito jurídico de meio ambiente
O conceito jurídico de meio ambiente foi desdobrado pela doutrina e pela jurisprudência em quatro aspectos: meio ambiente natural, meio ambiente artificial, meio ambiente cultural, meio ambiente do trabalho e patrimônio genético.
- O meio ambiente natural ou físico é o constituído pelos recursos naturais propriamente ditos e pela correlação recíproca de cada um desses em relação aos demais. 
- O meio ambiente artificial é o construído ou alterado pelo ser humano, sendo constituído pelos edifícios urbanos e pelos equipamentos comunitários. 
- O meio ambiente cultural é o patrimônio histórico, artístico, paisagístico, ecológico, científico e turístico e constitui-se tanto de bens de natureza material quanto imaterial. 
- O meio ambiente do trabalho é o conjunto de fatores que se relacionam às condições do ambiente de trabalho. 
11.5. Codificação ambiental
Ao contrário do que ocorre com a maioria dos ramos da Ciência Jurídica, ainda não existe um código que harmonize a legislação ambiental brasileira, apesar da existência de códigos setoriais, a exemplo do Código de Caça, do Código Florestal e do Código de Pesca. Trata-se, efetivamente, de uma matéria nova e complexa, que tem sofrido uma enorme proliferaçãolegislativa nos últimos anos, a ponto de ser um dos ramos do Direito com maior número de normas.
Com o intuito de sistematizar esse arcabouço legislativo tramita atualmente no Congresso Nacional o Projeto de Lei n. 5.367/2009. Todavia, apesar de esparsa, a legislação ambiental brasileira é extremamente avançada, albergando institutos como a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica, a reserva legal de parte da propriedade rural para fins de conservação, a responsabilidade civil objetiva e a responsabilidade criminal da pessoa jurídica, de maneira que existe o risco de supressão ou de flexibilização de algumas dessas conquistas ao longo do processo de aprovação dessa lei.
11.5.1. Considerações sobre a nomenclatura "Direito Ambiental"
Outras designações têm sido apontadas para esse ramo da Ciência Jurídica que tem como objetivo a proteção do meio ambiente, a exemplo de Direito Ecológico, Direito da Ecologia, Direito do Ambiente, Direito do Meio Ambiente e Direito da Proteção da Natureza. Enquanto algumas terminologias deixaram de ser utilizadas por conta da implícita associação à concepção de meio ambiente natural, outras simplesmente não o foram e obtiveram a preferência dos juristas, legisladores e magistrados. A expressão Direito Ambiental foi adotada pela doutrina, pela jurisprudência e pela legislação, alcançando na atualidade praticamente o consenso entre os profissionais da área. 
11.5.2. Fontes do Direito Ambiental
Assim como os demais ramos da Ciência Jurídica, as fontes do Direito Ambiental são classificadas em formais ou materiais. As fontes formais decorrem do ordenamento jurídico nacional ou internacional, a exemplo da Constituição Federal, das leis, da jurisprudência e dos tratados e declarações internacionais, ao passo que as fontes materiais são os movimentos populares, as descobertas científicas e a doutrina jurídica nacional ou internacional.
Nesse diapasão, o Direito Ambiental desponta como tertium genus, configurando-se como uma das espécies de direito coletivo no sentido amplo, o que transcende a dicotomia entre público e privado. Cuida-se de um direito difuso, classificado no inciso I do parágrafo único do art. 81 do Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/90) como aqueles “transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato”.
11.6. Antropocentrismo x biocentrismo
No que diz respeito aos pressupostos filosóficos do Direito Ambiental, o antropocentrismo e o biocentrismo se sobressaem como concepções predominantes. Na primeira, oriunda das tradições aristotélicas e judaico-cristãs, o ser humano é apontado como titular e destinatário de todos os recursos naturais existentes, devendo a proteção ao meio ambiente ocorrer apenas na medida necessária para que os interesses humanos sejam resguardados.
Já na segunda concepção, que se fundamenta na Ecologia Profunda, cada recurso natural possui um valor intrínseco e deve ser protegido em razão de sua função ecológica, pois os seres vivos e os elementos que propiciam a vida fazem parte de um sistema integrado e interdependente, sendo o ser humano apenas uma parte dessa complexa teia. É evidente que a Constituição Federal adotou o paradigma antropocêntrico ao estabelecer no caput do art. 225 o direito de todos ao meio ambiente equilibrado, já que o ordenamento jurídico é construído pelos seres humanos com o intuito de disciplinar a vida em sociedade.
https://www.conjur.com.br/2020-set-26/ambiente-juridico-questoes-basicas-direito-ambiental
12. A legislação ambiental
As mudanças climáticas são fruto das ações antrópicas e, principalmente, das empresas e muitas delas possuem processos de produção que não seguem boas práticas e prejudicam o meio ambiente. Derramamento de petróleo nos mares e oceanos, a emissão de gases poluentes e o descarte incorreto de resíduos são alguns exemplos de malefícios causados por empresas aos ecossistemas. Para evitar danos como estes é que existe a legislação ambiental. 
O que é a legislação ambiental e para que ela serve?
A legislação ambiental consiste em leis, decretos e resoluções que visam o estabelecimento de regras para o funcionamento de empresas e a conduta do cidadão em relação ao meio ambiente. Estes dispositivos legais ainda definem atos de infrações e punições em caso de não cumprimento das leis.
Municípios, estados e governo federal podem editar suas próprias normas ambientais. Entretanto, os dois primeiros precisam seguir as diretrizes dadas em âmbito federal.
A legislação ambiental exerce um papel fundamental quando o assunto é desenvolvimento sustentável. Pois, ela é uma forma legal de exigir que as empresas adequem suas práticas tendo em vista a preservação dos recursos naturais. Além de evitar malefícios à natureza e à comunidade que mora no entorno dos locais de produção das organizações, a adequação à legislação ambiental beneficia diretamente a imagem das empresas. Os consumidores estão cada vez mais conscientes e, por isso, buscam adquirir produtos de empresas ecologicamente corretas.
 
12.1. Legislação ambiental: quais são suas principais leis e normas?
A legislação ambiental é bem abrangente e se aplica à operação de empresas que possuem um potencial poluidor. Confira alguns exemplos de leis e normas desta legislação específica:
- Licenciamento ambiental: é um pré-requisito para a atuação de empresas que realizam atividades que podem prejudicar o meio ambiente. A sua obrigatoriedade é prevista em lei desde 1981 com a promulgação da Política Nacional do Meio Ambiente e pode ser conduzida nos âmbitos municipal, estadual ou federal, de acordo com porte e extensão territorial do empreendimento. O licenciamento ambiental depende de condicionantes como a produção de resíduos sólidos, a geração de efluentes líquidos ou gasosos e o armazenamento de substâncias tóxicas; por exemplo;
As condicionantes do licenciamento ambiental são cláusulas que estabelecem as condições, restrições, medidas administrativas e ambientais que deverão ser observadas pelo empreendedor para o gerenciamento dos impactos ambientais decorrentes da instalação e operação de empreendimentos e atividades objeto do licenciamento. https://www.gov.br/pt-br/servicos/atendimento-de-condicionantes-do-licenciamento-ambiental-federal#
· Novo Código Florestal Brasileiro (Lei 12.651/12): a sua principal função é responsabilizar proprietário de espaços protegidos entre a Área de Preservação Permanente (APP) e a Reserva Legal (RL). Este deve zelar pelo ecossistema que há nestes locais;
A Lei 12.651, de 25 de maio de 2012, estabelece normas para proteção da vegetação nativa em áreas de preservação permanente, reserva legal, uso restrito, exploração florestal e assuntos relacionados. Nesse contexto, as propriedades deverão seguir as instruções estabelecidas nessa legislação. Esta página reúne informações para facilitar o entendimento desta Lei, como também, conteúdos técnicos para a recuperação de áreas, como estratégias de recuperação, experiências já realizadas, espécies de plantas nativas sugeridas para plantio e soluções tecnológicas da Embrapa e parceiros, além de boas práticas agrícolas que contribuirão para o alcance do desenvolvimento sustentável da propriedade rural nos diferentes biomas. https://www.embrapa.br/codigo-florestal
· Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81): foi a primeira lei federal sobre o tema e que o aborda sob diversos aspectos. Ela proíbe a poluição, obriga a obtenção do licenciamento ambiental e atribui responsabilidade ao poluidor, por exemplo;
A Política Nacional de Meio Ambiente tem a finalidade regulamentar as várias atividades que envolvam o meio ambiente, para que haja preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental. As suas diretrizes e instrumentos buscam a proteção ambiental e asseguram à população condições propícias para seu desenvolvimento social e econômico. A proteção ambiental é princípio expresso na Constituição Federal (artigo 225), que dispõe sobre o reconhecimento do direitoa um meio ambiente sadio como uma extensão ao direito à vida, seja pelo aspecto da própria existência física e saúde dos seres humanos, seja quanto à dignidade desta existência, medida pela qualidade de vida. O direito a um meio ambiente preservado impõe ao Poder Público e à coletividade a responsabilidade pela proteção ambiental. 
A Política Nacional do Meio Ambiente tem o objetivo de:
1- conciliar o desenvolvimento econômico e social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico;
2- definir áreas prioritárias de ação governamental relativa à preservação ambiental;
3- estabelecer critérios e padrões de qualidade ambiental e de normas relativas ao uso e manejo de recursos ambientais;
4- desenvolver tecnologias para o uso racional de recursos ambientais;
5- divulgar tecnologias de manejo do meio ambiente;
6- divulgar dados e informações ambientais;
7- formar uma consciência pública sobre a necessidade de preservação da qualidade ambiental e do equilíbrio ecológico;
8- preservar e restaurar os recursos ambientais através da utilização racional dos recursos naturais;
9- impor ao poluidor e ao predador a obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados;
10- impor aos usuários uma contribuição pela utilização de recursos ambientais com fins econômicos.
https://www.vgresiduos.com.br/blog/politica-nacional-do-meio-ambiente/
· Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10): define princípios e diretrizes para empresas quanto ao gerenciamento de resíduos sólidos, além de estabelecer responsabilidades tanto das organizações quanto do poder público;
O constante aumento do consumo nas cidades proporciona grande geração de resíduos sólidos urbanos. Esse crescimento não é acompanhado pelo descarte adequado, o que pode prejudicar o meio ambiente e a saúde humana com contaminação do solo, dos corpos d'águas e da atmosfera. Um grande potencial é desperdiçado, já que muitos objetos poderiam ser reciclados ou reaproveitados, poupando recursos naturais, financeiros e emissões de CO2, que desequilibram o efeito estufa. 
Em 2010, a Lei n° 12.305 foi sancionada e a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi instituída, regulamentada pelo decreto 7.404/10. A PNRS foi um marco no setor por tratar de todos os resíduos sólidos (materiais que podem ser reciclados ou reaproveitados), sejam eles domésticos, industriais, eletroeletrônicos, entre outros; e por tratar a respeito de rejeitos (itens que não podem ser reaproveitados), incentivando o descarte correto de forma compartilhada.
Existem 15 objetivos na PNRS:
1- Proteção da saúde pública e da qualidade ambiental;
2- Não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos;
3- Estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços;
4- Adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas como forma de minimizar impactos ambientais;
5- Redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos;
6- Incentivo à indústria da reciclagem, tendo em vista fomentar o uso de matérias-primas e insumos derivados de materiais recicláveis e reciclados;
7- Gestão integrada de resíduos sólidos;
8- Articulação entre as diferentes esferas do poder público, e destas com o setor empresarial, com vistas à cooperação técnica e financeira para a gestão integrada de resíduos sólidos;
9- Capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos;
10- Regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, com adoção de mecanismos gerenciais e econômicos que assegurem a recuperação dos custos dos serviços prestados, como forma de garantir sua sustentabilidade operacional e financeira, observada a Lei nº 11.445, de 2007;
11- Prioridade, nas aquisições e contratações governamentais, para:
produtos reciclados e recicláveis;
bens, serviços e obras que considerem critérios compatíveis com padrões de consumo social e ambientalmente sustentáveis;
12- Integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;
13- Estímulo à implementação da avaliação do ciclo de vida do produto;
14- Incentivo ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados para a melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos sólidos, incluídos a recuperação e o aproveitamento energético;
15- Estímulo à rotulagem ambiental e ao consumo sustentável.
https://www.ecycle.com.br/3705-politica-nacional-de-residuos-solidos-pnrs.html
https://ambscience.com/legislacao-ambiental/
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