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1 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-14, 2024 
 
 jan. 2021 
Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e uso de telas: qual a 
relação? 
 
Attention deficit hyperactivity disorder and screen use: what is the 
relationship? 
 
Trastorno por déficit de atención con hiperactividad y uso de pantallas: 
¿cuál es la relación? 
 
DOI: 10.55905/revconv.17n.6-222 
 
Originals received: 05/10/2024 
Acceptance for publication: 05/31/2024 
 
Soraya Sarmento de Melo 
Especialista em Enfermagem do Trabalho 
Instituição: Faculdade Santa Emília de Rodat 
Endereço: João Pessoa - Paraíba, Brasil 
E-mail: sorayasarmento0@gmail.com 
 
Lisandra Karoll Torres Pinheiro Cordeiro 
Mestre em Gestão e Economia da Saúde 
Instituição: Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) 
Endereço: Recife – Pernambuco, Brasil 
E-mail: lisandrakaroll@gmail.com 
 
Francisca Larissa Silva de Sousa 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM) 
Endereço: Cajazeiras - Paraíba, Brasil 
E-mail: larissinhav.a@gmail.com 
 
Gabriela Vieira Queiroga 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM) 
Endereço: Cajazeiras - Paraíba, Brasil 
E-mail: vieiraqgabriela@gmail.com 
 
Matheus Mendes Dias 
Graduado em Medicina 
Instituição: Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM) 
Endereço: Cajazeiras - Paraíba, Brasil 
E-mail: matheusmendesd6@gmail.com 
 
 
2 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-14, 2024 
 
 jan. 2021 
Matheus da Silva Alves 
Graduando em Medicina 
Instituição: Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM) 
Endereço: Cajazeiras - Paraíba, Brasil 
E-mail: matheusalvesmed19@gmail.com 
 
Carlos Vitor Miranda Vieira 
Graduando em Medicina 
Instituição: Universidade Federal do Pará (UFPA) 
Endereço: Altamira - Pará, Brasil 
E-mail: carlosvitormv@gmail.com 
 
Marina de Oliveira Gadelha Souza 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM) 
Endereço: Cajazeiras - Paraíba, Brasil 
E-mail: marinagadelha2006@hotmail.com 
 
Anne Letícia Gadelha Braga 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM) 
Endereço: Cajazeiras - Paraíba, Brasil 
E-mail: leticiagadelha2015@gmail.com 
 
Larissa Vitória Barros Araújo 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Faculdade Medicina de Olinda (FMO) 
Endereço: Olinda - Pernambuco, Brasil 
E-mail: larissavitoriabarros@gmail.com 
 
Maria Thalya Camila Silva 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Faculdade Medicina de Olinda (FMO) 
Endereço: Olinda - Pernambuco, Brasil 
E-mail: thalyacamila100@gmail.com 
 
Sérgio Ednaldo Couto Nunes Filho 
Graduando em Medicina 
Instituição: Faculdade Medicina de Olinda (FMO) 
Endereço: Olinda - Pernambuco, Brasil 
E-mail: Sergionunesfilho00@gmail.com 
 
Nicole Sarmento Queiroga 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ) 
Endereço: João Pessoa - Paraíba, Brasil 
E-mail: nicolesqueiroga@hotmail.com 
mailto:marinagadelha2006@hotmail.com
mailto:leticiagadelha2015@gmail.com
mailto:larissavitoriabarros@gmail.com
mailto:thalyacamila100@gmail.com
mailto:Sergionunesfilho00@gmail.com
 
3 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-14, 2024 
 
 jan. 2021 
Rafaela Trindade do Ó Caminha 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ) 
Endereço: João Pessoa - Paraíba, Brasil 
E-mail: rafaelatrindadef@gmail.con 
 
Afonso Queiroga Gadelha Neto 
Graduado em Medicina 
Instituição: Centro Universitário Unifacisa 
Endereço: Campina Grande - Paraíba, Brasil 
E-mail: afonsoqueirogagn@gmail.com 
 
RESUMO 
Introdução: As telas muitas vezes são usadas para acalmar, como ferramenta educacional ou para 
entretenimento enquanto os cuidadores realizam suas atividades profissionais e domésticas. No 
entanto, há preocupações expressas por pais e mães sobre os efeitos dessa exposição precoce, 
levando-os a se sentirem culpados pelo excesso de tecnologia na vida de seus filhos. Objetivo: 
Mostrar a relação entre o uso de telas e o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. 
Método: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, entre os meses dezembro de 2023 a 
maio de 2024, utilizando os descritores “Attention Deficit Disorder with Hyperactivity” e 
“Technology Addiction”, através das bases de dados Scielo, BVS e PubMed. Foram incluídos 10 
artigos na presente revisão. Resultados e discussões: Diversos estudos apontam que tanto o vício 
na internet (IA) quanto o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) afetam níveis 
de regulação emocional e o reconhecimento de habilidades emocionais. A regulação emocional, 
que envolve a consciência, a compreensão e a capacidade de agir objetivamente sem ser 
dominada pelas emoções, é prejudicada em adolescentes com dificuldades nessa área, levando-
os a utilizar a internet de forma compulsiva para evitar ou suprimir emoções negativas. 
Conclusão: O uso excessivo de telas, especialmente em atividades como videogames e redes 
sociais, está associado a uma piora nos problemas emocionais e comportamentais. Estratégias de 
manejo devem incluir a limitação do tempo de tela e a promoção de atividades físicas, além de 
suporte emocional e educacional para minimizar os impactos negativos e melhorar a qualidade 
de vida dos jovens com TDAH. 
 
Palavras-chave: atenção, hiperatividade, relação, telas. 
 
ABSTRACT 
Introduction: Screens are often used to calm, as an educational tool or for entertainment while 
caregivers carry out their professional and domestic activities. However, there are concerns 
expressed by parents about the effects of this early exposure, leading them to feel guilty about 
too much technology in their children's lives. Objective: To show the relationship between screen 
use and attention deficit hyperactivity disorder. Method: An integrative review of the literature 
was carried out, between December 2023 and May 2024, using the descriptors “Attention Deficit 
Disorder with Hyperactivity” and “Technology Addiction”, through the Scielo, VHL and 
PubMed databases. 10 articles were included in the present review. Results and discussions: 
Several studies indicate that both internet addiction (IA) and attention deficit hyperactivity 
disorder (ADHD) affect levels of emotional regulation and the recognition of emotional skills. 
Emotional regulation, which involves awareness, understanding and the ability to act objectively 
 
4 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-14, 2024 
 
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without being dominated by emotions, is impaired in adolescents with difficulties in this area, 
leading them to use the internet compulsively to avoid or suppress negative emotions. 
Conclusion: Excessive use of screens, especially in activities such as video games and social 
networks, is associated with a worsening of emotional and behavioral problems. Management 
strategies should include limiting screen time and promoting physical activity, as well as 
emotional and educational support to minimize negative impacts and improve the quality of life 
of young people with ADHD. 
 
Keywords: attention, hyperactivity, relationship, screens. 
 
RESUMEN 
Introducción: Las pantallas suelen utilizarse para calmar, como herramienta educativa o de 
entretenimiento mientras los cuidadores realizan sus actividades profesionales y domésticas. Sin 
embargo, los padres expresan preocupaciones sobre los efectos de esta exposición temprana, lo 
que los lleva a sentirse culpables por demasiada tecnología en la vida de sus hijos. Objetivo: 
Mostrar la relación entre el uso de pantallas y el trastorno por déficit de atención con 
hiperactividad. Método: Se realizó una revisión integradora de la literatura, entre diciembre de 
2023 y mayo de 2024, utilizandolos descriptores “Trastorno por Déficit de Atención con 
Hiperactividad” y “Adicción a la Tecnología”, a través de las bases de datos Scielo, BVS y 
PubMed. En la presente revisión se incluyeron 10 artículos. Resultados y discusiones: Varios 
estudios indican que tanto la adicción a Internet (IA) como el trastorno por déficit de atención 
con hiperactividad (TDAH) afectan los niveles de regulación emocional y el reconocimiento de 
habilidades emocionales. La regulación emocional, que implica la conciencia, la comprensión y 
la capacidad de actuar objetivamente sin dejarse dominar por las emociones, se ve alterada en los 
adolescentes con dificultades en este ámbito, llevándoles a utilizar Internet de forma compulsiva 
para evitar o reprimir las emociones negativas. Conclusión: El uso excesivo de pantallas, 
especialmente en actividades como videojuegos y redes sociales, se asocia con un 
empeoramiento de problemas emocionales y conductuales. Las estrategias de manejo deben 
incluir limitar el tiempo frente a la pantalla y promover la actividad física, así como apoyo 
emocional y educativo para minimizar los impactos negativos y mejorar la calidad de vida de los 
jóvenes con TDAH. 
 
Palabras clave: atención, hiperactividad, relación, pantallas. 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A nova geração de crianças está exposta às telas desde uma idade muito precoce. Embora 
a televisão continue sendo a forma mais comum de mídia na infância, dispositivos móveis 
interativos, como tablets e smartphones, também fazem parte significativa da rotina de bebês e 
crianças. Para as famílias de hoje, lidar com a presença das telas é um desafio, já que esses 
 
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dispositivos estão integrados ao dia a dia tanto de adultos quanto de crianças, despertando 
interesse desde os primeiros anos de vida (Kim et al., 2020). 
As telas muitas vezes são usadas para acalmar, como ferramenta educacional ou para 
entretenimento enquanto os cuidadores realizam suas atividades profissionais e domésticas. No 
entanto, há preocupações expressas por pais e mães sobre os efeitos dessa exposição precoce, 
levando-os a se sentirem culpados pelo excesso de tecnologia na vida de seus filhos. Além disso, 
o uso indiscriminado de telas nos primeiros anos de vida sobrecarrega as crianças com estímulos 
que podem exceder sua capacidade de processamento mental ainda em desenvolvimento 
(Engelhard; Kollins, 2019). 
O envolvimento precoce com telas também pode prejudicar a disponibilidade dos 
cuidadores, com estudos demonstrando menor sensibilidade parental às necessidades das 
crianças, bem como menos interações e de menor qualidade entre pais e filhos quando esses 
dispositivos estão em uso (Puccineli, Marques, Lopes, 2023). 
O vício em internet, embora não esteja oficialmente catalogado na quinta edição do 
Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), é reconhecido como 
"distúrbio de jogos na Internet" (IA) nesta mesma edição. A IA pode ter impactos adversos no 
desenvolvimento social, físico e psicológico de crianças e adolescentes. Estudos indicam que 
mais da metade dos adolescentes com IA apresentam transtornos psiquiátricos concomitantes. 
Especialmente em indivíduos mais jovens, a IA tende a ser associada a outros transtornos 
psiquiátricos, como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), depressão, 
ansiedade social e problemas vinculados a jogos de azar e ao uso de substâncias (Weinstein; 
Lejoyeux, 2020). 
Assim, o presente estudo objetiva mostrar a relação entre o uso de telas e o transtorno de 
déficit de atenção e hiperatividade. 
 
2 METODOLOGIA 
 
Trata-se de uma Revisão Integrativa da Literatura (RIL), que possibilita a síntese, a 
identificação e a realização de uma análise ampla na literatura acerca de uma temática específica 
(Ercole; Melo; Alcoforado, 2014). Realizada no mês de dezembro de 2023 a maio de 2024, a 
partir de um levantamento bibliográfico de artigos científicos publicados nos periódicos 
 
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indexados nas bases de dados da National Library of Medicine (PUBMED), Scielo e Biblioteca 
Virtual em Saúde (BVS) (Cavalcante e Oliveira, 2020). 
Para realização da pesquisa os descritores foram utilizados de acordo com os Descritores 
em Ciência da Saúde (DeCS): “Attention Deficit Disorder with Hyperactivity” e “Technology 
Addiction”. O operador booleano “AND” foi usado para cruzamento entre todos os termos. 
Foram considerados elegíveis artigos completos disponíveis nas bases de dados definidas. 
Ao total foram encontrados 2 artigos na Scielo, 160 estudos na base do PUBMED e 198 na BVS 
por meio da estratégia de busca. Os critérios de inclusão foram: artigos publicados no período de 
2019 a 2024, na língua portuguesa, espanhola e inglesa, estudos de coorte retrospectivos, 
prospectivos, transversais e comparativos, além de publicações que corroborem com o objetivo 
e tema central do estudo. Foram excluídas teses, monografias, relatos de caso, dissertação, cartas 
ao editor, textos incompletos e manuscritos que não respeitaram o objetivo do estudo. 
Após aplicação dos critérios de elegibilidade, a análise dos resultados foi feita, 
inicialmente, por meio da leitura e avaliação dos títulos e resumos dos artigos selecionados nas 
bases de dados, em conformidade com os critérios de inclusão/exclusão já definidos 
anteriormente. Aqueles selecionados foram, então, submetidos à leitura completa. A partir dessa 
busca, foram encontrados em cada base de dados: Scielo (n=2), PubMed (n=160) e BVS (n=198), 
totalizando 360 manuscritos. Após isso, os artigos foram analisados (n=298), depois excluídos 
os manuscritos duplicados pelo título e resumo (n=62). Em seguida, foram mantidos para 
avaliação mais detalhada (n=75), e excluídos (n=60) após a leitura na íntegra. Ao final da 
avaliação, foram selecionados 10 estudos para elaboração da presente RIL. Não houve 
divergências entre os revisores sobre a inclusão dos manuscritos. Para sistematizar o processo de 
seleção dos artigos, foi utilizada a metodologia Preferred Reporting Items for Systematic and 
Meta-Analyses (PRISMA) (Moher et al., 2009). A seguir estão representadas as etapas que 
caracterizam o processo de seleção dos artigos na forma de um fluxograma (Figura 1). 
 
 
7 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-14, 2024 
 
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Figura 1: Fluxograma PRISMA de seleção dos artigos que constituíram a amostra. 
 
Fonte: Autoria própria. 
 
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
Em síntese, no Quadro 1, observa-se a descrição dos principais trabalhos usados para 
realizar esta revisão, classificando-os por meio do autor, título e objetivo da pesquisa. 
Posteriormente, encontra-se a discussão dos resultados sobre a problemática proposta. 
 
Quadro 1: Publicações incluídas na pesquisa segundo o autor, título e objetivo principal. 
Autor Título Objetivo 
Boer, M. et al., (2020). Attention Deficit Hyperactivity 
Disorder-Symptoms, Social Media Use 
Intensity, and Social Media Use 
Problems in Adolescents: Investigating 
Directionality. 
Desvendar que tipo de sintomas do uso de mídias 
sociais está relacionado aos sintomas de TDAH e em 
que direção, usando um estudo longitudinal de três 
ondas entre adolescentes holandeses de 11 a 15 anos (n 
= 543). 
Engelhard; Kollins, 
(2019). 
Os muitos canais de tecnologia de mídia 
de tela no TDAH: um paradigma para 
quantificar riscos distintos e benefícios 
potenciais. 
Identificar dimensões distintas e quantificáveis do uso 
de tecnologia de mídia de tela e revisar possíveis 
ligações com o TDAH para facilitar uma investigação 
mais precisa e reprodutível. 
 
 
Estudos encontrados 
na busca eletrônica 
(n = 360) 
 
Estudos mantidos para 
avaliaçãomais detalhada 
(n = 75) 
 
Estudos incluídos na revisão 
(n = 10) 
 
Estudos excluídos através 
da leitura na íntegra (n = 
60) 
 
Excluídas por duplicação, 
pelo título e resumo (n=62) 
 
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 Número de publicações 
analisadas (n = 298) 
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Jeong, et al., (2020). Low self-control and aggression exert 
serial mediation between 
inattention/hyperactivity problems and 
severity of internet gaming disorder 
features longitudinally among 
adolescents. 
Examinar os papéis mediadores seriais do baixo 
autocontrole e da agressividade na explicação das 
relações entre os níveis de problemas de desatenção e 
hiperatividade (IHPs) e a gravidade das características 
do transtorno de jogos na Internet (IGD) quando 
expostos a jogos online entre adolescentes sem 
transtorno de déficit de atenção e hiperatividade ( 
TDAH) estratificado por sexo usando estudo 
longitudinal de três ondas. 
Kim, et al., (2020). Aberrant structural network of comorbid 
attention deficit/hyperactivity disorder is 
associated with addiction severity in 
internet gaming disorder. 
Identificar se existe uma rede cerebral estrutural 
relacionada ao TDAH em pacientes com IGD com 
TDAH comórbido (IGD ADHD + ), comparando-os 
com aqueles sem TDAH comórbido (IGD ADHD- ) e 
elucidando como a sub-rede está associada à gravidade 
do vício. 
Masklavanou, et al., 
(2023). 
Internet gaming disorder, exercise and 
attention deficit hyperactivity disorder: 
The role of symptoms of depression, 
anxiety and stress. 
Investigar a relação entre distúrbios dos jogos de 
internet e exercício, bem como entre distúrbios dos 
jogos de internet e TDAH 
Puccinelli, et al., 
(2023). 
Telas na Infância: Postagens de 
Especialistas em Grupos de Cuidadores 
no Facebook. 
Compreender como o uso de telas na infância vem 
sendo abordado por especialistas em grupos de mães e 
pais no Facebook. 
Saatçioğlu, et al., 
(2023). 
Investigation of Adolescents Who Have 
Internet Addiction Accompanied By 
Attention Deficit and Hyperactivity 
Disorder in Terms of Emotion 
Regulation and Social Cognition. 
Avaliar a cognição social e as habilidades de regulação 
emocional em indivíduos com Dependência de Internet 
(IA) e dependência de Internet com Transtorno de 
Déficit de Atenção/Hiperatividade comórbido (IA + 
TDAH). 
Shuai, et al., (2021). Influences of digital media use on 
children and adolescents with ADHD 
during COVID-19 pandemic. 
Explorar as influências do uso das mídias digitais nos 
sintomas centrais, estado emocional, eventos de vida, 
motivação para aprendizagem, função executiva (FE) e 
ambiente familiar de crianças e adolescentes com 
diagnóstico de transtorno de déficit de atenção e 
hiperatividade (TDAH) durante a doença do novo 
coronavírus. 
Weinstein; Lejoyeux, 
(2020). 
Neurobiological mechanisms underlying 
internet gaming disorder
. 
Descrever e resumir de forma abrangente os correlatos 
neurobiológicos do uso viciante da Internet em 
adolescentes e adultos jovens.
 
Zakaria, et al., (2023). Internet addiction and its relationship 
with attention deficit hyperactivity 
disorder (ADHD) symptoms, anxiety 
and stress among university students in 
Malaysia. 
 
Determinar a relação entre os sintomas psicológicos 
(sintomas de Transtorno de Déficit de Atenção e 
Hiperatividade (TDAH), estresse, depressão, ansiedade 
e solidão) e vício em internet (IA) entre estudantes 
universitários na Malásia. 
Fonte: Autoria própria. 
 
Diversos estudos apontam que tanto o vício na internet (IA) quanto o transtorno de déficit 
de atenção e hiperatividade (TDAH) afetam níveis de regulação emocional e o reconhecimento 
 
9 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-14, 2024 
 
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de habilidades emocionais. A regulação emocional, que envolve a consciência, a compreensão e 
a capacidade de agir objetivamente sem ser dominada pelas emoções, é prejudicada em 
adolescentes com dificuldades nessa área, levando-os a utilizar a internet de forma compulsiva 
para evitar ou suprimir emoções negativas. Esse comportamento resulta em uma redução na 
comunicação presencial e na socialização, aumentando a sensação de solidão (Saatçioğlu et al., 
2023). 
Em um estudo específico, adolescentes com vício na internet demonstraram maiores 
dificuldades na regulação emocional, essas dificuldades foram intensificadas pela comorbidade 
com o TDAH. Pacientes com TDAH obtiveram ganhos mais altos em subescalas que medem 
dificuldades na regulação emocional. Além disso, no campo da cognição social, os grupos com 
tráfico na internet, tanto isoladamente quanto combinados com TDAH, tiveram resultados mais 
baixos do que o grupo de controle em vários testes, diminuindo habilidades sociais mais 
deficientes. Esses achados sublinham a importância de compreender os efeitos combinados do 
vício na internet e do TDAH na regulação emocional e na cognição social, destacando a 
necessidade de abordagens terapêuticas que considerem essas interações. 
Outro estudo correlacional com 515 adultos foi programado utilizando formulários do 
Google. Para detectar sintomas de Transtorno de Jogo na Internet (IGD), foi utilizada a Internet 
Gaming Disorder Scale – Short-Form. Os hábitos de exercício de lazer dos participantes foram 
avaliados pelo Leisure-Time Exercise Questionnaire, enquanto os sintomas de TDAH foram 
medidos pela Barkley Adult ADHD Rating Scale. Além disso, a Escala de Depressão, Ansiedade 
e Estresse-21 foi empregada para avaliar os sintomas de depressão, ansiedade e estresse. Os 
resultados sugerem que indivíduos com sintomas de IGD tendem a se exercitar menos no tempo 
livre. Além disso, esses indivíduos apresentam mais sintomas de TDAH, especificamente 
desatenção e impulsividade, bem como mais sintomas de depressão (Masklavanou et al., 2023). 
Entre os fatores psicológicos analisados no estudo de Boer et al (2020), os sintomas de 
TDAH, tanto a desatenção quanto a hiperatividade, foram os mais significativamente associados 
ao vínculo na internet (IA), apresentando um risco superior às vezes maior. O estudo também 
revelou que os sintomas de TDAH estavam parcialmente associados à gravidade dos distúrbios 
de jogos na internet em adultos. A natureza multimodal, rápida e de resposta quase instantânea 
da internet, especialmente nos jogos, pode corresponder à vulnerabilidade dos jovens com 
TDAH. A falta de estímulo externo nesses indivíduos foi significativamente correlacionada com 
 
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um maior envolvimento em jogos na internet, que frequentemente incorpora múltiplas estratégias 
de reforço, atraindo os jogadores a se envolverem cada vez mais. Essas características fornecem 
fortes incentivos para pessoas com TDAH, pois as rápidas mudanças de tela impõem demandas 
marginais à atenção e à memória de trabalho, que são desafiadoras para quem tem TDAH. 
Além disso, o estresse é outro fator psicológico que influencia o vício na internet. O 
estudo mostrou que aqueles que relataram estresse tinham quase o dobro do risco de desenvolver 
IA. Alguns estudos encontraram uma demonstração entre IA e estresse, depressão e ansiedade, 
enquanto outros identificaram que apenas a depressão e o estresse estavam significativamente 
correlacionados com o vício na internet. A alta estimulação dos jogos oferece uma forma de 
escapar das demandas da vida cotidiana, tornando-se especialmente atraente para indivíduos com 
TDAH e aqueles que sofrem de estresse. Dessa forma, as condições comórbidas de TDAH e o 
estresse, juntamente com outras morbidades psiquiátricas, como abuso de álcool, depressão e 
ansiedade, são fatoresimportantes a serem considerados na compreensão e tratamento do vício 
na internet (Zakaria et al., 2023). 
O estudo de Shuai et al (2023) incluiu 192 participantes de 8 a 16 anos com diagnóstico 
de TDAH. Os participantes foram divididos em dois grupos: TDAH com uso problemático de 
mídia digital (PDMU) e TDAH sem PDMU, com base em coletados em questionários de uso de 
telefone celular e internet. Comparamos sintomas de TDAH, função executiva (FE), ansiedade, 
depressão, estresse, motivação para aprendizagem e ambiente familiar entre os grupos. O grupo 
com PDMU apresentou piora significativa em desatenção, comportamento, problemas 
emocionais, ansiedade, depressão, déficits de FE, estresse de eventos de vida, menor motivação 
para aprendizagem e maior prejuízo na coesão familiar. Esses participantes também passam mais 
tempo em videogames e redes sociais e menos tempo em exercícios físicos. Crianças com TDAH 
e PDMU enfrentariam sintomas mais graves, emoções negativas e maiores desafios no ambiente 
familiar. A gestão eficaz requer supervisão do uso de mídias digitais e aumento da atividade 
física. 
Já Jeong et al (2020) analisou 1.732 dias familiares de alunos da sétima série sem TDAH. 
Os níveis de problemas de interferência de impulsos (IHPs) foram avaliados no início do estudo, 
e a gravidade do distúrbio de jogos na internet (IGD) foi medida na terceira onda. Autocontrole 
e agressividade foram avaliados por autorrelato. Uma análise de mediação serial avaliou o papel 
do baixo autocontrole e da agressividade na relação entre IHPs e IGD para cada sexo. Os IHPs 
 
11 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-14, 2024 
 
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foram diretamente relacionados à gravidade do IGD em ambos os sexos. Efeitos indiretos via 
baixo autocontrole foram significativos em ambos os sexos, mas via agressão, apenas nas 
mulheres. A mediação serial via baixo autocontrole e agressão foi significativa em ambos os 
sexos. Foi identificado um possível mecanismo de mediação serial explicando como os IHPs 
afetavam o IGD, embora os efeitos sejam pequenos e devam ser interpretados com cautela. 
 
4 CONCLUSÃO 
 
A relação entre o TDAH e o uso de dispositivos eletrônicos é complexa e multifacetada, 
exigindo uma análise cuidadosa e aprofundada. Os estudos recentes indicaram que crianças e 
adolescentes diagnosticados com TDAH frequentemente utilizam dispositivos digitais de 
maneira mais intensa e prolongada em comparação com seus pares neurotípicos. Esse uso 
exacerbado pode estar associado a um aumento dos sintomas característicos do TDAH, tais como 
desatenção, impulsividade e hiperatividade. A hiperestimulação proporcionada por telas e 
dispositivos digitais pode exacerbar a dificuldade de concentração, levando a uma maior 
dispersão e dificuldade em manter o foco em tarefas prolongadas. 
A natureza imediatista e recompensadora dos conteúdos digitais pode reforçar 
comportamentos impulsivos, dificultando ainda mais o controle dos impulsos. A exposição 
excessiva a esses dispositivos pode contribuir para um ciclo de hiperatividade, uma vez que o 
estímulo constante impede o relaxamento e o descanso adequados. Portanto, é fundamental que 
intervenções voltadas para jovens com TDAH considerem a moderação e o controle do uso de 
dispositivos digitais como uma parte integral do plano terapêutico. 
O uso excessivo de dispositivos eletrônicos, particularmente em atividades como 
videogames e redes sociais, está fortemente associado a um agravamento dos problemas 
emocionais e comportamentais em indivíduos com TDAH. Este uso intensivo pode levar a uma 
diminuição significativa da motivação para atividades acadêmicas, além de contribuir para um 
aumento do estresse no ambiente familiar. As evidências sugerem uma interação bidirecional 
complexa: o TDAH pode predispor os indivíduos a um uso problemático de telas, enquanto o 
consumo excessivo de mídia digital pode exacerbar os sintomas do TDAH. 
Estratégias de manejo para jovens com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade 
devem ser abrangentes e integrativas, incluindo a restrição do tempo de exposição às telas, a 
 
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promoção de atividades físicas regulares e a oferta de suporte emocional e educacional robusto. 
A limitação do tempo de tela é crucial para evitar a exacerbação dos sintomas de TDAH, pois o 
uso excessivo de dispositivos eletrônicos pode agravar a desatenção e a impulsividade. 
Paralelamente, a incorporação de atividades físicas na rotina diária é essencial, uma vez que o 
exercício regular tem demonstrado benefícios significativos na redução dos sintomas de TDAH, 
contribuindo para uma melhora na capacidade de concentração e no controle comportamental. 
Além disso, é imperativo fornecer suporte emocional adequado, que pode envolver 
intervenções psicoterapêuticas e aconselhamento, para ajudar os jovens a lidar com os desafios 
emocionais e sociais associados ao TDAH. O suporte educacional também deve ser prioritário, 
através de adaptações no ambiente escolar e estratégias pedagógicas personalizadas, visando 
otimizar o desempenho acadêmico e o desenvolvimento cognitivo. A implementação destas 
estratégias de manejo de forma integrada e coordenada é fundamental para minimizar os 
impactos negativos do TDAH e melhorar significativamente a qualidade de vida desses jovens. 
Por fim, novos estudos devem investigar não apenas a intensidade e a duração do uso de 
telas, mas também a qualidade do conteúdo consumido e seu impacto específico nos diferentes 
domínios dos sintomas de TDAH. É fundamental que as pesquisas futuras explorem intervenções 
digitais personalizadas, que possam utilizar as mesmas plataformas tecnológicas para promover 
hábitos mais saudáveis e comportamentos adaptativos entre jovens com TDAH. A integração de 
abordagens multidisciplinares, combinando neurociência, psicologia, pedagogia e tecnologia, 
será fundamental para desenvolver estratégias de manejo mais eficazes. 
Também é essencial investigar o papel dos pais e educadores na mediação do uso de 
dispositivos digitais, visando desenvolver diretrizes baseadas em evidências que possam ser 
aplicadas tanto em ambientes domésticos quanto escolares. Dessa forma, espera-se que as novas 
pesquisas contribuam para a criação de políticas públicas e programas educacionais que ajudem 
a mitigar os riscos associados ao uso excessivo de telas, promovendo um ambiente mais 
equilibrado e saudável para o desenvolvimento de crianças e adolescentes com TDAH. 
 
 
13 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-14, 2024 
 
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