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OS IMPACTOS DAS REDES SOCIAIS NA SAÚDE MENTAL DOS 
ADOLESCENTES 
THE IMPACTS OF SOCIAL NETWORKS ON ADOLESCENTS MENTAL HEALTH 
Ana Luiza Nunes Martins¹ 
Eliane Almeida Silva ² 
Vitor de Assis Monteiro³ 
Vitória Gabriela Aguiar Gomes4 
Karen Mendes Graner5 
 
RESUMO 
O uso de redes sociais, em especial, entre os adolescentes, é uma crescente gerando 
questionamentos entre pesquisadores da área em relação aos seus impactos que podem afetar 
à saúde mental. Nesse sentido, o presente estudo visa investigar a relação entre o uso de redes 
sociais e a saúde mental dos adolescentes. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, 
seguindo etapas que incluem: definição do problema, seleção da amostra, caracterização dos 
estudos, análise dos resultados, e apresentação e discussão dos achados. A coleta de dados foi 
realizada por meio de buscas na base de dados Pubmed, resultando em 85 estudos. 
Posteriormente, aplicaram-se filtros idioma (inglês, espanhol e português) e período (2014 a 
2024), chegando-se a 61. Após a leitura dos títulos e resumos, 39 estudos foram excluídos, 
totalizando 22 para análise na íntegra. Destes, 6 foram desconsiderados por não atenderem à 
pergunta da pesquisa, e 16 estudos foram selecionados para a amostra final. Os resultados dos 
estudos identificados apresentaram aspectos relevantes, destacando-se correlação significativa 
entre o uso problemático das redes sociais e problemas emocionais e sociais entre os 
adolescentes, como baixa autoestima, ansiedade, depressão e dificuldades na regulação 
emocional. Além disso, o uso excessivo das redes sociais parece aumentar a vulnerabilidade 
ao cyberbullying e agravar sintomas de transtornos psicológicos. Nesse contexto, a família e a 
escola têm um papel protetor crucial, reforçando a importância de intervenções educativas e 
preventivas para promover um equilíbrio saudável entre o uso do mundo digital e as 
interações sociais. 
Palavras-chave: adolescentes; impacto; rede social; mídia; internet; saúde mental. 
 
¹ Acadêmica do 10º Período do curso de Psicologia da Universidade Vale do Rio Doce. 
Email: ana.nunes@univale.br 
² Acadêmica do 10º Período do curso de Psicologia da Universidade Vale do Rio Doce. 
Email: eliane.silva@univale.br 
³ Acadêmico do 10º Período do curso de Psicologia da Universidade Vale do Rio Doce. 
Email: vitor.monteiro@univale.br 
4 Acadêmica do 10º Período do curso de Psicologia da Universidade Vale do Rio Doce. 
Email: vitoria.aguiar@univale.br 
5 Docente do curso de Psicologia da Univale. 
Email: karen.graner@univale.br 
 
 
 
 
 
mailto:ana.nunes@univale.br
mailto:eliane.silva@univale.br
mailto:vitor.monteiro@univale.br
mailto:vitoria.aguiar@univale.br
mailto:karen.graner@univale.br
2 
INTRODUÇÃO 
Os adolescentes são um grupo particularmente vulnerável, pois estão em uma fase de 
desenvolvimento crítico de formação de sua identidade e autoestima. O conceito de 
adolescência vem passando por mudanças por se tratar de uma construção cultural que evolui 
ao longo do tempo (PAPALIA; FELDMAN, 2013). Desde o século XX, é considerada como 
uma fase do desenvolvimento humano e pode ser compreendida como um período no qual 
ocorrem as transformações físicas, emocionais e sociais (PAPALIA; FELDMAN, 2013). 
Nessa fase, os adolescentes confrontam-se com uma série de desafios, sendo destacadas por 
flutuações de humor, a vulnerabilidade social e a necessidade de suporte familiar 
(STEINBERG, 2014). 
No Brasil, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a 
adolescência é uma fase de desenvolvimento que abrange o período dos 12 aos 18 anos 
(BRASIL, 1990). No entanto, o Ministério da Saúde, em conformidade com a Organização 
Mundial da Saúde (OMS), considera-a como um período da vida dos 10 aos 19 anos e a 
juventude é estendida dos 15 aos 24 anos de idade (BRASIL, 2007). 
A transição do mundo real para o mundo virtual tem se tornado cada vez mais presente 
entre os jovens na atualidade. Com a crescente presença e influência das redes sociais, em 
especial, entre os adolescentes, tem sido notável uma série de questionamentos e 
preocupações em relação aos impactos nocivos à saúde mental (ALENCAR et al., 2018). De 
acordo com Gonçalves e Nuernberg (2012), observa-se maior isolamento social através da 
substituição das interações presenciais pelas relações mediadas por tecnologia, em especial 
após o período pandêmico. Redes sociais são plataformas digitais que visam facilitar a 
conexão e interação entre indivíduos ou grupos, permitindo a partilha de informações, ideias, 
interesses e conteúdo. No entanto, o uso excessivo dessas plataformas tem se tornado cada 
vez mais comum (DE CUNHA et al., 2022). 
No mundo contemporâneo, a presença onipresente das redes sociais é inegável. À 
medida que a influência das redes sociais continua a crescer, observa-se uma série de 
preocupações relacionadas à saúde mental dos adolescentes. O constante uso de redes sociais 
pode expô-los a uma série de desafios emocionais, incluindo cyberbullying, pressões para se 
encaixar nos padrões de beleza e estilos de vida idealizados, bem como a sensação de 
desconexão da realidade (DE CUNHA et al., 2022). Além disso, os jovens estão cada vez 
mais expostos a uma série de informações midiáticas e interações sociais que podem 
desencadear ou acentuar emoções diversas, como ansiedade, tristeza e estresse (ALENCAR et 
al., 2018). 
3 
Como aponta Weinstein (2023), o uso excessivo das redes sociais está ligado a 
comportamentos potencialmente prejudiciais, como a falta de controle sobre as atividades 
cotidianas, autoestima reduzida, angústia, isolamento e desânimo. Tem sido também 
consistentemente observado nesses indivíduos sinais e sintomas, como desânimo, angústia, 
tensão, bem como diagnósticos de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e Transtorno de 
Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Outros aspectos emocionais incluem reflexões 
repetitivas, hostilidade e dificuldades na regulação emocional. Tanto a dependência da 
Internet quanto o uso problemático das redes sociais são caracterizados pela falta de domínio 
cognitivo e emocional, o que tende a interferir nas relações familiares e nas interações com 
amigos, e a resultar em autoestima reduzida (NISKIER et al., 2023). 
Em seu estudo, Bienzobás (2021) ressalta que as redes oferecerem respostas virtuais, 
com retorno do engajamento, impactam a “vida offline”. Os adolescentes, com menor 
autocontrole, tornam-se cada vez mais dependentes dessas respostas, aumentando seu 
envolvimento. Quando não recebem o retorno esperado ou são inibidos de alguma forma 
desse contato, experimentam sensações de abstinência, ansiedade e sofrimento psíquico. 
A busca de uma vida “perfeita” por adolescentes com base nas redes sociais tem sido 
uma realidade. Tal comportamento pode ser bastante prejudicial à saúde mental e às relações 
interpessoais desses jovens. Segundo Lorenzon et al. (2013), por estarem em processo de 
desenvolvimento da identidade e da autoconfiança, os adolescentes estão naturalmente mais 
suscetíveis a agravos na saúde mental. Desta forma, a partir de uma revisão integrativa da 
literatura, busca-se compreender: quais os impactos do uso das redes sociais na saúde mental 
dos adolescentes? Nesse contexto, o presente estudo visa investigar a relação entre o uso de 
redes sociais e a saúde mental dos adolescentes. 
METODOLOGIA 
Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada seguindo as seguintes 
etapas: estabelecimento do problema; seleção da amostra; caracterização dos estudos; análise 
dos resultados e apresentação e discussão dos achados (SOUZA; SILVA; CARVALHO, 
2010). A coleta dos dados foi orientada através da busca de artigos na base de dados Pubmed, 
utilizando-se o seguinte conjunto de palavras-chave: (adolescents) OR ("young people") AND 
(impact) AND ("social network") OR (media) OR (internet)AND ("excessive use") AND 
("mental health"). Esta busca ocorreu de março de 2024 a junho de 2024, sendo incluídos 
artigos disponíveis na íntegra, nos idiomas português, espanhol e inglês, publicados nos 
últimos dez anos (2014 a 2024), conforme figura abaixo. 
4 
 
Figura 1. Fluxograma da coleta de dados realizada na revisão integrativa da literatura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 = 
 
 
Fonte: Elaborada pelos autores. 
 
Obteve-se, ao todo, 85 estudos na íntegra. Em seguida, utilizou-se filtros para língua (inglesa, 
espanhola e portuguesa) e para o período que compreende 2014 a 2024, obtendo-se 61 
estudos. Após esta etapa, os títulos e resumos foram lidos, tendo sido excluídos 39. 
Permaneceram para leitura na íntegra 22 artigos, sendo que 6 foram excluídos por não 
abordarem a pergunta da pesquisa.
 
Total de artigos encontrados na 
base de dados Pubmed 
 (N = 85) 
 
 
 Total de artigos encontrados após os 
filtros: estar disponível na integra; ter 
sido publicado nos últimos 10 anos; e 
estar na língua portuguesa, espanhola ou 
inglesa (N= 61) 
 
Total de artigos excluídos 
(N=24) 
Total de artigos excluídos 
após a leitura dos títulos e 
resumos 
(N=39) 
 
 
 
Total de artigos após leitura na íntegra 
(N=22) 
 
Total de artigos 
excluídos por não 
abordar a pergunta de 
pesquisa 
(N=6) 
 
 Amostra Final 
(N= 16) 
 
5 
QUADRO 1. Identificação dos estudos (n=) selecionados na revisão integrativa sobre os impactos das redes sociais na saúde mental dos adolescentes. 
TÍTULO ANO PAÍS TIPO DE 
ESTUDO 
AMOSTRA INSTRUMENTOS RESULTADOS PRINCIPAIS 
The relationship between addictive use 
of social media and video games and 
symptoms of psychiatric disorders: A 
large-scale cross-sectional study. 
A relação entre o uso viciante de mídias 
sociais e videogames e sintomas de 
transtornos psiquiátricos: um estudo 
transversal em larga escala. 
 
 
2016 Noruega Transversal n=23.533 
adolescentes 
● A Escala de Dependência 
de Redes Sociais de Bergen 
(BSNAS) 
● Escala de Dependência do 
Facebook de Bergen 
(BFAS) 
● A Game Addiction Scale 
(GAS) 
● A Escala de Autorrelato de 
TDAH em Adultos (ASRS-
Versão 1.1) 
● Obsession-Compulsive 
Inventory-Revised (OCI-R) 
● a Escala Hospitalar de 
Ansiedade e Depressão 
(HADS) 
● O Transtorno de Déficit de Atenção e 
Hiperatividade (TDAH), o Transtorno 
Obsessivo Compulsivo (TOC), a 
ansiedade e a depressão se 
apresentaram associadas 
significativamente com o uso viciante 
de mídias sociais e videogames. 
● Associação significativa entre gênero e 
tipo de uso viciante de tecnologia 
(homens com videogames, mulheres 
com mídias sociais). 
● Estado civil solteiro correlacionado 
positivamente com ambos os tipos de 
uso viciante de tecnologia. 
The impact of digital technology use on 
adolescent well-being. 
O impacto do uso da tecnologia digital 
no bem-estar dos adolescentes. 
2020 - 
Revisão da 
literatura - 
● Revisão da literatura livre. ● O uso da tecnologia digital apresentou 
efeitos mais fortes nos marcadores de 
bem-estar hedônico de curto prazo (por 
exemplo, afeto negativo) do que 
medidas de bem-estar eudaimônico de 
longo prazo (por exemplo, satisfação 
com a vida). 
6 
Relationship between internet addiction 
and mental health in adolescents. 
Relação entre dependência de internet e 
saúde mental em adolescentes. 
2020 Reino 
Unido 
Estudo 
transversal 
n= 362 
adolescentes 
● Internet Addiction Test 
● General Health Questionnair
e de 28 itens (GHQ-28). 
● O uso excessivo de internet está 
correlacionado com a piora na saúde 
mental dos adolescentes. 
● A Inteligência Artificial (IA) tem 
impactos negativos nos relacionamentos 
sociais, no desempenho acadêmico e na 
saúde pública. 
● IA é um fator de risco para depressão 
grave e insônia. 
● Adicção a internet se associa à elevada 
ansiedade social e depressão. 
Psychological Morbidities Associated 
With Excessive Usage of Smartphones 
Among Adolescents and Young Adults: 
A Review. 
Morbidades psicológicas associadas ao 
uso excessivo de smartphones entre 
adolescentes e jovens: uma revisão. 
 
2022 - 
 
Revisão da 
literatura 
n=38 
estudos 
- ● Identificou-se impulsividade 
disfuncional relacionada ao uso de 
Smarthphones; 
● Estudos apontam que o uso de 
smartphones tende a impactar 
negativamente os adolescentes, 
predispondo-os a problemas, como: 
ansiedade, depressão, falso prestígio, 
problemas de autocontrole, estresse 
fisiológico, problemas de visão, 
divagação mental, TDAH e TOC. 
Mental Health, Smartphone Use Type, 
and Screen Time Among Adolescents in 
South Korea. 
Saúde mental, tipo de uso de 
smartphone e tempo de tela entre 
adolescentes na Coreia do Sul. 
2021 Coreia do 
Sul 
Estudo 
transversal 
 
n=54.243 
● Questionário 
sociodemográfico: idade, 
sexo, área de residência, 
status socioeconômico e 
desempenho acadêmico. 
● Questionário auto- 
aplicável para avaliar a 
finalidade do uso de 
smartphones nos últimos 
● Foi observado que a percepção do 
estresse, a satisfação com o sono, os 
sintomas depressivos e os indicadores 
relacionados ao suicídio pioraram em 
ambos os grupos (SI: Usar 
Messenger/Chat (Line, My People, 
KakaoTalk, etc.); utilizar 
cafés/comunidades; usando e-mail; 
SRS (blogs, Instagram, Twitter, 
7 
 
 
 
 
 
 
 
30 dias, com opções como 
estudo, busca de 
informações, uso de 
mensageiros/chat, jogos, 
leitura/baixar desenhos 
animados ou novelas, entre 
outros. 
Facebook, etc.) e SNI: demais 
respondentes), que usaram 
smartphones por mais de quatro horas 
por dia. 
● O tempo de tela dos smartphones foi 
diferente dependendo da finalidade 
para a qual foram usados, e o risco 
associado ao uso descontrolado foi 
maior do que entre aqueles cujo 
tempo foi definido. 
● O tempo de tela de uso do smartphone 
no fim de semana por 
aproximadamente quatro horas 
aumentou o risco para percepção de 
estresse, insatisfação com o sono e 
depressão. 
● Em relação ao tempo de tela do 
smartphone de aproximadamente duas 
horas, mas menor que quatro horas 
nos finais de semana, o risco de 
insatisfação com o sono aumentou em 
ambos os grupos. 
 
8 
Problematic Social Networking Site 
use-effects on mental health and the 
brain. 
Efeitos problemáticos do uso de sites 
de redes sociais na saúde mental e no 
cérebro. 
2023 - 
Revisão da 
literatura livre - 
 
 
 
 
 
 
- ● Identificou-se impacto do uso 
problemático de Sites de Redes Sociais 
(SRS) no aumento da taxa de depressão, 
ansiedade, estresse, TOC, TDAH e na 
propensão ao uso excessivo de álcool; 
● Maior vulnerabilidade à agressão, 
cyberbullying e medo de perder 
associados ao uso problemático de SRS. 
Social media use in female adolescents: 
Associations with anxiety, loneliness, 
and sleep disturbances. 
Uso de mídias sociais em adolescentes 
do sexo feminino: associações com 
ansiedade, solidão e distúrbios do sono. 
 
2022 Inglaterra Estudo 
transversal 
n=41 
● Escala Social Media 
Disorder (SMD); 
● Questionário sobre o uso 
de mídia social; 
● Inventário de Ansiedade de 
Beck 
● Escala Short Loneliness; 
● Índice de Qualidade do 
Sono de Pittsburgh (PSQI). 
● Adolescentes com Transtorno das Redes 
Sociais (SMD) experimentaram níveis 
mais elevados de solidão. E houve 
comprometimento na qualidade do sono. 
● Interagir em plataformas como 
Instagram, Twitter e Snapchat não 
apresentou uma associação significativa 
com a qualidade do sono. 
The Impact on Family Functioning of 
Social Media Use by Depressed 
Adolescents: A Qualitative Analysis of 
the Family Options Study. 
O impacto do uso das mídias sociais por 
adolescentes deprimidos no 
funcionamento familiar: uma análise 
qualitativa do estudo de opções 
familiares. 
2015 Austrália Análise 
qualitativa 
n=39 
● Behavior exchange system 
training (BEST-MOOD); 
● Parentingadolescents 
support training (PAST); 
● Software Livescribe. 
● Observou-se sensação de perda de 
controle parental sobre o ambiente 
familiar em relação ao uso de telas. 
● Mudança na rotina familiar já que os 
adolescentes passavam muito tempo 
online, mudando planos e eventos 
familiares e, em seu extremo, criando 
uma atmosfera caótica para a vida 
familiar. 
9 
Social Media Disorder, Mental Health, 
and Validation of the Chinese Version of 
27-Item Social Media Disorder Scale in 
Chinese College Students. 
Transtorno de mídia social, saúde mental 
e validação da versão chinesa do 
transtorno de mídia social de 27 itens 
Escala em estudantes universitários 
chineses. 
2022 China Estudo de 
Validação 
Psicométrica 
n=1.539 
● Transtorno de Mídia Social 
(SMD-27) 
● Questionário problemático 
de avaliação de uso de 
mídias sociais móveis para 
adolescentes (PMSMU) 
● Questionário de saúde do 
paciente-9 (PHQ-9) 
● Escala de Ansiedade de 
interação (IAS) 
● Escala de Gravidade da 
Fadiga (FSS) 
● O estudo destacou que a versão chinesa 
da Escala de 27 itens do Transtorno de 
Mídia Social é válida e confiável para 
avaliar o vício em mídias sociais entre 
estudantes universitários chineses. Ele 
também revelou uma alta incidência 
desse transtorno, com até 20,9% dos 
estudantes afetados, associado a um 
impacto negativo no desempenho 
acadêmico e riscos de problemas de 
saúde mental. Isso ressalta a urgente 
necessidade de desenvolver ferramentas 
precisas para medição e intervenção. 
Cognitive deficits in problematic internet 
use: meta-analysis of 40 studies. 
Déficits cognitivos no uso problemático 
da Internet: metanálise de 40 estudos. 
 
2019 - Revisão 
sistemática da 
literatura 
n=40 estudos 
 - 
● A maioria dos estudos nesta meta-
análise rastreou transtornos mentais 
convencionais (como transtornos 
afetivos: 78% e uso indevido de 
substâncias: 80% usando instrumentos 
validados). 
● A meta-análise atual fornece evidências 
sólidas de que a Uso Problemático de 
Internet (definida de forma ampla e 
operacional) está associada a déficits 
cognitivas no controle inibitório motor, 
memória de trabalho, inibição da atenção 
de Stroop e tomada de decisão. 
10 
Internet addiction and mental health 
status of adolescents in Croatia and 
Germany. 
Vício em internet e estado de saúde 
mental de adolescentes na Croácia e na 
Alemanha. 
2017 Croácia 
 
 
Estudo 
Transversal 
 
n=667 
● Questionário Qualidade de 
vida modificado (SF-36) 
● Teste de Vício em Internet 
(IAT) 
● Forte correlação entre saúde mental, 
qualidade de vida e dependência de 
internet (p≤0,05). 
● 39% dos adolescentes com problemas de 
saúde eram moderadamente ou 
gravemente viciados em internet. 
● A prevalência de vício de uso de internet 
foi de 20% entre os adolescentes com 
saúde auto avaliada como “média”. 
● 13% dos adolescentes com “boa” saúde 
eram moderadamente ou altamente 
viciados. 
● Quanto melhor a auto avaliação de 
saúde, menor o vício na internet, e vice-
versa. 
Validation of the Social Media Disorder 
Scale using network analysis in a large 
representative sample of Czech 
adolescents. 
Validação da Escala de Transtornos de 
Mídia Social usando análise de rede em 
uma grande amostra representativa de 
adolescentes tchecos. 
 
2022 República 
Tcheca 
Estudo 
Transversal 
n=13.377 
● Lista de Verificação Breve 
de Sintomas do Health 
Behavior in School-aged 
Children (HBSC) 
● Questionário Social Media 
Disorder Scale (SMDS) 
● Pontuações mais altas nas meninas, 
especialmente nas faixas etárias de 13 e 
15 anos, em comparação com os 
meninos. 
● Correlações positivas do questionário 
SMDS com realizar outras atividades 
online (tirar “self”, uso de computador, 
frequência de uso de jogos e 
comunicação online) e tempo de tela, e 
correlações negativas entre SMDS com 
bem-estar e saúde mental. 
Adolescent Screen Use: Problematic 
Internet Use and the Impact of Gender. 
Uso de telas por adolescentes: uso 
2024 Brasil Estudo 
Transversal 
n=180 
 
● Teste de dependência de 
Internet 
● Índice de Atividades de 
Tela (IAT) 
● Escalas validadas como a 
● Foram identificadas diferenças 
significativas entre sexo, hábitos de tela 
e atividades extracurriculares (p≤0,05). 
● As meninas apresentaram classificação 
geral em relação ao uso de tela maior em 
11 
problemático da Internet e o impacto do 
gênero. 
Smart-phone Addiction 
Scale (SAS); Internet 
Gaming Disorder-Short 
Form (IGDS-SF) e Bergen 
Social Media Addiction 
Scale (BSMAS). 
comparação aos meninos. Além disso, 
adolescentes do sexo masculino 
passaram mais tempo praticando 
esportes regularmente, enquanto as 
meninas eram mais propensas a relatar 
estarem em um relacionamento. 
Predictors of excessive use of social 
media and excessive online gaming in 
Czech teenager 
Preditores de uso excessivo de mídias 
sociais e jogos on-line excessivos em 
Adolescentes Tchecos. 
 
 
 
 
 
 
2017 República 
Tcheca 
Estudo 
Transversal 
 
n= 4.887 ● Questionário desenvolvido 
que investiga consumo de 
tabaco, álcool, outras 
substâncias e atitude dos 
estudantes em relação a esses 
comportamentos. 
● Questionário 
sociodemográficos e tempo 
gasto na Internet nos últimos 
sete dias, especialmente 
relacionado a jogos e 
apostas. 
 
● Os resultados destacam diferenças de 
gênero: as meninas são mais propensas 
ao uso excessivo de redes sociais, 
enquanto os meninos são mais 
prevalentes nos jogos online. 
● Foi encontrada uma associação entre o 
uso excessivo de redes sociais e o 
consumo excessivo de álcool, além de 
uma relação inversa entre o uso 
excessivo de jogos online e o consumo 
diário de tabaco. 
12 
Fonte: Elaborada pelos autores.
How have excessive electronics devices 
and Internet uses been concerned? 
Implications for global research agenda 
from a bibliometric analysis. 
O quão preocupante é o uso excessivo de 
dispositivos eletrônicos? Implicações 
para a pesquisa global por meio de 
análise bibliométrica. 
 
 
2020 - Análise 
bibliométrica 
n=2876 
- ● O vício em internet esteve associado a 
comorbidades psiquiátricas, incluindo 
TDAH, transtorno depressivo, fobia 
social e hostilidade. 
● Foi identificado apoio social, 
aconselhamento e Terapia Cognitivo-
Comportamental tendem a ajudar os 
jovens a superar o vício de dispositivos 
eletrônicos e da Internet, bem como 
amenizar sentimentos de solidão. Além 
disso, um bom relacionamento familiar e 
o apoio escolar também parecem 
fundamentais para prevenir o vício. 
Are Mental Health Effects of Internet 
Use Attributable to the Web-Based 
Content or Perceived Consequences of 
Usage? A Longitudinal Study of 
European Adolescents. 
Os efeitos do uso da Internet na saúde 
mental são atribuíveis ao conteúdo 
baseado na Web ou às consequências 
percebidas do uso? Um estudo 
longitudinal de adolescentes europeus. 
 
2016 Estônia, 
Hungria, 
Itália, 
Lituânia, 
Espanha, 
Suécia e 
Reino 
Unido 
Estudo 
longitudinal 
online e 
presencial 
n= 2.286 
● Escala de Suicídio de Paykel. 
● Questionário desenvolvido 
para avaliar comportamentos 
de uso da Internet e variáveis 
de saúde mental, o tempo 
gasto com a Internet, o 
tempo gasto em diferentes 
atividades na Internet e as 
consequências percebidas do 
envolvimento nessas 
atividades. 
 
● O estudo identificou fatores de risco e 
proteção relacionados à Internet para 
problemas de saúde mental entre os 
adolescentes europeus. 
● O tempo gasto na Internet e em 
conteúdos foram preditivos da saúde 
mental dos adolescentes, principalmente 
devido às consequências negativas, 
como a perda de sono e a abstinência. 
● O estudo ressaltou a importância de 
diferenciar entre formas generalizadas e 
específicas de uso problemático da 
Internet, destacando que o uso da 
Internet não é intrinsecamenteprejudicial, mas depende da atividade e 
de como afeta o indivíduo. 
 
13 
RESULTADOS 
O presente estudo tem como objetivo investigar a relação entre o uso de redes sociais e 
a saúde mental dos adolescentes. Após os critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 
16 artigos, entre o período de 2014 a 2024. A distribuição ao longo desses anos é apresentada 
a seguir: um artigo publicado em 2015, dois em 2016, três em 2017, um em 2019, três em 
2020, um em 2021, três em 2022, um em 2023 e um em 2024. Foi observada uma maior 
concentração nos anos de 2017, 2020 e 2022, e nos demais anos foi encontrada uma 
quantidade reduzida, destacando-se o ano de 2019 e 2021 com um artigo cada. 
Gráfico 1 - Distribuição temporal das publicações selecionadas. 
 
 
Fonte: Elaborada pelos autores. 
Com base no quadro 1, é possível observar que a maioria dos estudos selecionados são 
provenientes de países europeus, totalizando sete estudos (SCHOU et al. 2016; VEISANI, et 
al., 2020; AZHARI et al., 2022; KARACIC and ORESKOVIC, 2017; SABLATUROVA et 
al., 2022; SPIKOVA et al., 2017; HOKBY, SEBASTIAN et al., 2016). Além disso, foram 
identificados dois estudos provenientes do continente asiático (WOO et al., 2021; LEI HUI et 
al., 2022), um da Oceania (LEWIS et al., 2015) e um da América do Sul (Brasil; NISKIER et 
al., 2024). Vale destacar que cinco estudos não indicaram o país de origem. 
14 
Em relação ao delineamento dos estudos, os artigos revisados foram classificados em 
diferentes tipos de estudos, conforme ilustrado no quadro 1. Entre eles, oito eram estudos 
transversais (SCHOU ANDREASSEN et al. 2016; VEISANI et al., 2020; WOO et al., 2021; 
AZHARI et al., 2022; KARACIC and ORESKOVIC, 2017; ŠABRATUROVÁ et al., 2022; 
NISKIER et al., 2024; SPIKOVA et al., 2017), duas revisões de literatura tradicionais 
(DIENLIN and JOHANNES, 2020; RATHOD et al., 2022), uma revisão de literatura livre 
(WEINSTEIN, 2023), uma revisão sistemática da literatura (IOANNIDIS et al., 2019), um 
estudo do tipo qualitativo (LEWIS et al., 2015), um estudo de validação psicométrica (LEI et 
al., 2022), uma análise bibliométrica (TRAN et al., 2020) e um estudo longitudinal (HOKBY 
et al., 2016). Essa diversidade metodológica oferece uma visão abrangente sobre o tema 
pesquisado. 
Identificou-se, também, grande variedade de instrumentos utilizados pelos 
pesquisadores, destacando-se: a Escala Social Media Disorder (SMD; n=3), a Escala de 
Dependência de Redes Sociais de Bergen (BSMAS; n=2), e o Teste de Dependência de 
Internet (IAT; n=2). Especificamente, para avaliar sintomas ansiosos e depressivos, utilizou-
se com maior frequência o Inventário de Ansiedade de Beck (n=1; AZHARI et al., 2022), a 
Escala de Ansiedade de Interação (IAS; n= 1, LEI et al., 2022), a Escala Hospitalar de 
Ansiedade e Depressão (HADS; n=1; SCHOU, ANDREASSEN et al., 2016), e a Escala de 
Suicídio de Paykel (n-=1; HOKBY et al., 2016). 
A análise dos artigos revisados permitiu observar alguns impactos das redes sociais na 
saúde mental dos adolescentes. De acordo com os estudos, o uso de redes sociais foi 
associado a um aumento na taxa de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade 
(TDAH) em quatro artigos (SCHOU ANDREASSEN et al. 2016; RATHOD et al. 2022; 
WEINSTEIN, 2023; TRAN et al. 2020), e em três artigos houve uma associação significativa 
com o aumento de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) (SCHOU ANDREASSEN et al. 
2016; WEINSTEIN 2023; RATHOD et al. 2022). Além disso, quatro estudos relataram 
associação entre o uso de redes sociais e o aumento da ansiedade, (SCHOU ANDREASSEN 
et al., 2016; VEISANI et al., 2020; RATHOD et al., 2022; WEINSTEIN 2023), enquanto seis 
obtiveram que o uso de redes sociais esteve associado a um aumento nos casos de depressão 
(SCHOU ANDREASSEN et al., 2016; VEISANI et al., 2020; RATHOD et al., 2022; WOO et 
al., 2021; WEINSTEIN., 2023; TRAN et al., 2020). Em relação ao prejuízo geral na saúde 
mental, cinco artigos destacaram que o uso excessivo de redes sociais pode agravar condições 
pré-existentes ou contribuir para o desenvolvimento de novos transtornos mentais (VEISANI 
et al., 2020; LEI et al., 2022; KARACIC and, 2017; ŠABLATÚROVÁ et al., 2022; HÖKBY 
15 
et al., 2016). Da mesma forma, estudo realizado por Lewis et al. (2015) obteve que solidão e 
falta de apoio social estiveram associadas ao uso problemático da internet. Em contraste, boa 
avaliação do relacionamento familiar e ter suporte escolar demonstraram potencial para 
mitigar os efeitos negativos da mídia. 
Em relação às diferenças de gênero e o uso de redes sociais, quatro artigos apontaram 
que meninas tendem a usar redes sociais com mais frequência para diversos fins, como por 
exemplo, estabelecimento ou manutenção de relacionamentos (SCHOU ANDREASSEN et 
al., 2016; SPILKOVÁ et al. 2017; NISKIER et al., 2024; ŠABLATUROVÁ et al., 2022), e 
nesses estudos dois artigos sugeriram que homens parecem mais propensos a utilizar jogos 
online (SCHOU ANDREASSEN et al., 2016; NISKIER et al., 2024). Os resultados 
apresentados indicam uma diversidade de impactos das redes sociais na saúde dos 
adolescentes, variando de acordo com o tipo de uso e o perfil dos usuários. 
DISCUSSÃO 
A adolescência é um período fundamental na formação da identidade, no qual os 
indivíduos enfrentam uma série de transformações físicas e emocionais típicas dessa fase, 
incluindo a busca pela identidade e autoconhecimento, a deslocalização temporal e a 
adaptação emocional à perda do corpo infantil acarretando frequentes dúvidas e incertezas 
(FROIS et al., 2011). Esse panorama parece refletir a maneira como os adolescentes 
enfrentam os desafios do processo de maturação corporal e hormonal decorrente da 
puberdade, além de como lidam com as novas demandas que essas transformações evocam e 
sua tentativa de encontrar o seu lugar na sociedade (SILVA; SILVA, 2017). 
De acordo com Gonçalves e Nuernberg (2012), o aumento do uso das redes sociais 
vem possibilitando aos adolescentes a troca de informações e interação com pessoas de 
diferentes lugares simultaneamente. Essa interação virtual, muitas vezes impulsionada pelo 
entretenimento, tem levado a uma notável transição do mundo real para o mundo virtual. À 
medida que as conversas e conexões online se tornam mais atrativas, a interação social que 
ocorria no mundo físico tem sido transferida para o espaço digital (MARINHO et al.,2018). 
Conforme demonstrado por De Cunha e colaboradores (2022), com o avanço das 
Tecnologias da Informação e Comunicação – TICs, principalmente durante e após o período 
crítico de pandemia da COVID-19, o uso de Redes Sociais tem crescido exponencialmente, 
principalmente entre os adolescentes. No entanto, à medida que o uso das redes sociais cresce, 
torna-se cada vez mais crucial avaliar os possíveis impactos associados a essa superutilização. 
Destaca-se que Relatório do Comitê Gestor da Internet no Brasil (BIMC, 2023), publicado em 
16 
2024, cerca de 25 milhões de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos tiveram acesso à 
internet, e que 38% dos adolescentes da classe socioeconômica D e E (Critério Brasil) 
acessam regularmente a internet exclusivamente por meio de celular, o que demonstra 
crescente uso das mídias por esta população tende a influenciar na percepção de estresse, 
insatisfação com o sono e sintomas depressivos (WOO et al., 2021). 
Assim como identificado no presente estudo, o qual analisou 16 artigos, alguns 
transtornos mentais têm sido associados ao uso excessivo de telas, como o Transtorno 
Obsessivo Compulsivo (TOC) e o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade 
(TDAH), os quais aparecem frequentemente juntos. 
Em relação ao TOC, a superutilização de redes sociais pode estar associada à 
pensamentos obsessivos e comportamentos repetitivos. As plataformas digitais oferecem um 
ambiente onde a busca por informações, a necessidade de verificar constantementenotificações ou perfis, e até mesmo a comparação social podem alimentar comportamentos 
compulsivos. A busca incessante por respostas, validação ou controle pode aumentar os 
rituais repetitivos típicos do quadro. Assim também, pode ser observado em indivíduos que 
apresentam sinais e sintomas de TDAH, uma vez que o uso contínuo de dispositivos digitais 
promove estímulos constantes e imediatos, podendo reforçar comportamentos impulsivos e 
dificuldade de concentração (SCHOU ANDREASSEN et al., 2016; TRAN, 2020). 
Um fato inerente ao uso de redes sociais é a percepção de necessidade de imediatismo, 
por exemplo, podendo amplificar a busca por recompensas rápidas, dificultando controle dos 
impulsos entre os jovens. Como resultado, esses indivíduos tendem a apresentar maior 
propensão ao comportamento de vício à internet, devido à sua dificuldade em regular o tempo 
gasto online. Assim, há uma relação bidirecional entre o uso exagerado das mídias e os 
sintomas do TDAH (impulsividade, agitação, desatenção) e do TOC, onde um reforça o outro, 
potencializando os impactos negativos na saúde mental dos jovens (GRILLO et al., 2023). 
Esse uso intensivo de redes sociais, em contrapartida, tende a criar um ciclo vicioso: quanto 
mais os jovens recorrem a essas plataformas para atender à sua necessidade de estimulação, 
mais difícil se torna para eles se adaptarem a situações que exigem paciência e atenção 
prolongada (BERNARDO et al., 2023). 
Embora seja uma ferramenta que pode disponibilizar muitos benefícios, o uso de redes 
sociais acaba também expondo as crianças e adolescentes a situações emocionalmente 
vulneráveis, como por exemplo o cyberbullying ou bullying virtual (ANDRADE, 2021). De 
acordo com Weinstein (2023), estudo identificado na presente revisão, o cyberbullying é 
definido como o uso de tecnologias de comunicação e informação envolvendo 
17 
comportamentos deliberados, repetidos e hostis contra um indivíduo ou grupo com intenção 
de causar dano, impactando significativamente na saúde mental dos jovens (SANTOS, 2015). 
Diferente do bullying tradicional, o cyberbullying tem um alcance maior na execução de suas 
ações, vai além dos limites do espaço físico. Segundo Santos (2015), os agressores geralmente 
são indivíduos que expressam seus sentimentos de angústia pela internet de forma hostil. 
Dessa forma, o ambiente virtual tende a acarretar a sensação de liberdade a esses jovens, 
permitindo uma inibição menor de comportamentos desadaptativos e emoções negativas. 
Diante desse contexto, ressalta-se a urgência de abordagens preventivas e intervenções 
conscientes para reduzir os impactos adversos do uso excessivo de redes sociais entre 
adolescentes. O reconhecimento da elevada prevalência de condições de saúde mental 
sublinha a importância de estratégias psicoeducativas que promovam uma relação saudável e 
equilibrada com as plataformas digitais. Ações que envolvam pais, educadores e profissionais 
de saúde são essenciais para criar um ambiente de apoio, orientação e diálogo, visando a 
promoção da saúde mental dos adolescentes. 
 
CONCLUSÃO 
O presente estudo identificou que o uso problemático das redes sociais está fortemente 
associado a uma série de problemas emocionais e sociais entre os adolescentes. Entre os 
principais efeitos negativos, destacam-se a baixa autoestima, ansiedade social, estresse, 
depressão, TOC e TDAH. Além disso, o uso abusivo dessas plataformas pode aumentar a 
vulnerabilidade dos adolescentes à agressão e ao cyberbullying. Adolescentes que passam 
mais tempo online tendem a desenvolver dificuldades na regulação emocional, o que agrava 
sintomas de transtornos psicológicos. Esse comportamento disfuncional, denominado "uso 
problemático de redes sociais", afeta negativamente o bem-estar psicológico e os 
relacionamentos sociais dos jovens, exacerbando a desconexão entre suas vidas online e 
offline. 
Diante disso, a importância de um suporte adequado por parte da família e da escola é 
inegável, pois esses fatores podem mitigar os efeitos prejudiciais do uso excessivo das redes 
sociais. Ações educativas e preventivas são essenciais para promover um equilíbrio saudável 
entre o mundo digital e as interações reais, promovendo o desenvolvimento integral dos 
jovens e a sua saúde mental. Por fim, o presente trabalho ressalta a necessidade de 
intervenções conscientes que envolvam pais, educadores e profissionais de saúde, visando 
orientar os adolescentes sobre os riscos associados ao uso excessivo das redes sociais e 
promover práticas saudáveis que favoreçam o bem-estar emocional e psicológico. 
18 
THE IMPACTS OF SOCIAL NETWORKS ON ADOLESCENTS MENTAL HEALTH 
 
ABSTRACT 
The use of social media, especially among adolescents, is increasing, generating questions 
among researchers regarding its impacts, which may affect mental health. In this sense, the 
present study aims to investigate the relationship between social media use and adolescent 
mental health. This is an integrative literature review, following steps that include: problem 
definition, sample selection, study characterization, result analysis, and presentation and 
discussion of findings. Data collection was conducted through searches in the PubMed 
database, resulting in 85 studies. Language (English, Spanish, and Portuguese) and period 
(2014 to 2024) filters were then applied, narrowing the sample to 61 studies. After reading the 
titles and abstracts, 39 studies were excluded, resulting in 22 for full analysis. Of these, 6 
were disregarded for not addressing the research question, and 16 studies were selected for the 
final sample. The results of the identified studies highlighted relevant aspects, notably a 
significant correlation between problematic social media use and emotional and social issues 
among adolescents, such as low self-esteem, anxiety, depression, and difficulties in emotional 
regulation. Moreover, excessive social media use seems to increase vulnerability to 
cyberbullying and exacerbate symptoms of psychological disorders. In this context, family 
and school play a crucial protective role, reinforcing the importance of educational and 
preventive interventions to promote a healthy balance between digital engagement and social 
interactions. 
Keywords: adolescents; impact; social network; media; internet; mental health. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 
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