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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO – UFMA Centro de Ciências de Imperatriz – CCIm Coordenação do Curso de Ciências Contábeis - COCC ....................................................................... WALTER SARAIVA LOPES Matrícula/Siape 2272828 - Professor do Magistério Superior E-mail: w.saraiva@yahoo.com.br – WhatsApp: (99) 9 8210-9170 COCC CCIm CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA Prof. Walter Saraiva Lopes Aula 2.1 NOÇÕES DE COMÉRCIO E INSTITUIÇÕES COMERCIAIS Comércio, atividade econômica que, por meio de operações de compra e venda, transfere bens e serviços dos produtores para os consumidores ou outros produtores. É considerada empresa comercial aquela que tem como atividade principal operações de compra e venda de mercadorias, aproximando o produtor do consumidor. Empresário Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços. O empresário é a pessoa física, individualmente considerada. Exemplos: costureira; eletricista; encanador; comerciante ambulante. Espécies de sociedades adotadas pelo novo Código Civil Sociedade Simples Sociedade constituída por pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados, não tendo por objeto o exercício de atividade própria de empresário. São sociedades formadas por pessoas que exercem profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística. Exemplos: dois médicos constituem um consultório médico Características principais -Além de integralizar o capital social em dinheiro, poderá o sócio fazê-lo em contribuição em serviços. -Capital social, expresso em moeda corrente ou outra espécie de bens, suscetíveis de avaliação pecuniária. -Registro da empresa no Cartório das Pessoas Jurídicas em até 30 dias da constituição. Sociedade Empresária A Sociedade Empresária tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito ao registro, inclusive a sociedade por ações, independentemente de seu objeto, devendo inscrever-se na Junta Comercial do respectivo Estado. Isto é, Sociedade Empresária é aquela que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços. Exemplo: Sociedades comerciais em geral. As formas mais comuns de constituição de sociedades comerciais Existem várias formas comuns de constituição de sociedades comerciais, cada uma com suas características, vantagens e desvantagens. A escolha da forma de constituição mais adequada dependerá das circunstâncias específicas de cada negócio, incluindo tamanho, natureza da atividade, número de sócios e nível de responsabilidade desejado. É recomendado consultar um contador ou um profissional legal para orientação adequada com base nas leis e regulamentos vigentes. A seguir serão listadas duas sociedades comerciais mais comuns. Sociedades por quotas de responsabilidade Limitada (LTDA) -A responsabilidade dos sócios é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social. -O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada sócio. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO – UFMA Centro de Ciências de Imperatriz – CCIm Coordenação do Curso de Ciências Contábeis - COCC ....................................................................... WALTER SARAIVA LOPES Matrícula/Siape 2272828 - Professor do Magistério Superior E-mail: w.saraiva@yahoo.com.br – WhatsApp: (99) 9 8210-9170 COCC CCIm -Pode o contrato instituir conselho fiscal composto de três ou mais membros e respectivos suplentes, sócios ou não. -É assegurado aos sócios minoritários, que representarem pelo menos 1/5 do capital social, o direito de eleger um dos membros do conselho fiscal e o respectivo suplente. -Pela exata estimação de bens conferidos ao capital social respondem solidariamente todos os sócios, até o prazo de cinco anos da data do registro da sociedade. Sociedade por Ações (S/A) É um tipo societário muito utilizado por grandes empreendimentos, por conferir maior segurança aos seus acionistas, por meio de regras mais rígidas e cujas características principais são: -Capital social é dividido em ações. -Cada sócio ou acionista responde somente pelo preço de emissão das ações que adquiriu. -Rege-se pela Lei n° 6.404/76 e, nos casos omissos, pelas disposições do Novo Código Civil. -A Lei 11.638/07 promoveu uma série de alterações na Lei 6404/76, sobretudo no tocante às Demonstrações Contábeis. Constituição de Sociedades Comerciais Os procedimentos de constituição de empresas mercantis, civis ou de empresas individuais seguem rito básico, ditado pela legislação federal. Alguns aspectos são disciplinados de forma diversa nos Estados. Assim, alguns procedimentos indicados para a abertura devem ser vistos com reserva, dependendo sempre do contato do interessado com a Junta Comercial local, o Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas ou a Prefeitura Municipal. O exercício da atividade comercial exige, via de regra, a existência da denominada sociedade comercial. Sociedade é a reunião de duas ou mais pessoas que se submetem a um regulamento, a fim de exercer uma atividade comum, que no nosso caso consiste em uma atividade comercial. Existem vários tipos de sociedades, as Sociedades por Quota de Responsabilidade Limitada (Decreto nº 3.708, de 10 de janeiro de 1919), as Sociedades Anônimas (Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976 – Lei da S.A), as Sociedades Civis (Código Civil) etc. Para que qualquer empresa possa desenvolver suas atividades é necessário que estejam devidamente constituídas e legalizadas. Uma empresa é considerada como legalizada quando atende as exigências impostas pelos Órgãos competentes, entre os quais se destacam: Junta Comercial do Estado; Secretaria da Receita Federal (Ministério da Fazenda); Secretaria da Receita do Estado; Prefeitura Municipal; Previdência Social (INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social); Delegacia Regional do Trabalho (Ministério do Trabalho); Sindicato. REFERÊNCIAS OU BASE TEÓRICA PARA ESTE MATERIAL RIBEIRO, O. M. Contabilidade intermediária. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2017.