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UVAQUESTÃO 1 Antes do novo coronavirus à humanidade já passou por pelos menos cinco pandemias. No século XX uma delas matou mais gente do que a Primeira Guerra Mundial. A pandemia de que se fala € A Variola. B Peste Bubônica. C Gripe Espanhola. D Cólera. UPFQUESTÃO 2 Observe a imagem e o extrato de texto. “A Peste Negra, vinda do Oriente, devastou a Europa nos meados do século XIV. Subsistiu depois no estado endêmico, mostrando bruscas e violentas acometidas que afectavam especialmente as cidades. A medicina estava praticamente desarmada perante este flagelo. O único remédio era o isolamento – de uma pessoa, de um quarteirão de casas ou de toda uma cidade.” (DELUMEAU, Jean. A civilização do Renascimento. Vol. I. Editora Estampa, Lda., Lisboa, 1983). Assim como a Peste Negra na Europa Moderna, as epidemias acompanham o desenvolvimento das civilizações desde a antiguidade, com a Varíola; até os dias atuais, com o Coronavírus. A este respeito, analise as afirmativas a seguir: I. No mundo medievo, o movimento das Cruzadas provocou uma intensa movimentação da população, provocando epidemias na Europa, entre elas, a Varíola. II. Entres os séculos XI e XIII, ocorreu na Europa uma expansão das áreas de cultivo, proporcionando a ampliação de alimentos que levou ao crescimento populacional e as cidades despontaram como centros comerciais. No entanto, no século XIV, esta expansão é interrompida, surgindo uma crise geral, incluindo doenças como a Peste Negra, vista como “flagelo de Deus”. III. Durante a primeira metade do século XIX, com a precariedade das cidades industriais, surgiram bairros operários sem saneamento básico e, assim, como na Europa no século XIV, a sujeira tomava conta e a insalubridade causou milhares de vítimas de doenças, como: a varíola, a febre tifoide, a tuberculose ou diarreia e gripe. Muitas epidemias eram transmitidas pelos ratos, que propagavam a peste bubônica. IV. O século das luzes promoveu a ampliação dos conhecimentos em todas as áreas, entre elas, a medicina. Nesse contexto, o médico britânico, Edward Jenner (1749- 1823), desenvolveu a vacina contra a varíola. V. A partir das alternativas anteriores, podemos dizer: “As epidemias correspondem a grandes sinais de alerta que mostram ao verdadeiro estadista que um distúrbio ocorreu no desenvolvimento de seu povo, que nem mesmo uma política caracterizada pelo desinteresse pode negar”. (ROSEN, George, 1979). Assinale a alternativa que indica quais afirmativas estão corretas. A I, II, III, IV e V. B II, III e V, apenas. C I, II, III e IV, apenas. D II, III, IV e V, apenas. E I, III e IV, apenas. UFRRQUESTÃO 3 “[...] a gripe espanhola em países mais pobres teve um perfil diferente. Raramente se leva em conta que 60% da mortalidade global (e isso representa ao menos 20 milhões de mortes) ocorreu no Punjabi, em Bombaim, e em outras partes da Índia Ocidental onde exportações de grão para a Inglaterra e práticas brutais de requisição coincidiram com uma seca generalizada. A escassez de alimentos decorrente disso levou milhões de pobres à beira da fome. Essas populações tornaram-se vítimas de uma sinistra sinergia entre subnutrição, que suprimia sua resposta imune à infecção, e surtos desenfreados de pneumonias virais e bacterianas. Em outro caso semelhante, o Irã sob ocupação inglesa, tendo passado por muitos anos de seca, cólera e escassez alimentar, além de um surto generalizado de malária, pré-condicionou a morte de, estima-se, um quinto da população”. (Adaptado de DAVIS, Mike. “O coronavírus e a luta de classes: o monstro bate à nossa porta”. Tradução de Artur Renzo. Disponível em https://blogdaboitempo.com.br/2020/03/16/mike- davi s-o-coronaviruse-a-luta-de-classes-o-monstro-bate- a- nossa-porta/.Acesso: 25/11/2020.) No artigo de Mike Davis, destacam-se as consequências da epidemia da chamada “gripe espanhola”, que assolou o planeta no início do século XX. O conceito histórico que pode ser associado às relações internacionais mencionadas no texto acima é: A Pan-africanismo. B Socialismo. C Nazismo. D Imperialismo. E Isolacionismo. UERRQUESTÃO 4 Atchin!...Atchin!...: essa era a manchete irônica estampada no jornal O Combate, no início do mês de julho de 1918. A notícia referia-se a um estranho surto de gripe que havia paralisado o esforço de guerra na Alemanha. A Grande Guerra (1914-1918) foi uma luta bárbara pelo poder, na qual entrou em cena uma maneira nova de combater. Quando terminou, entre 20 e 30 milhões de pessoas haviam morrido. E de repente surgiu do nada outra “arma” que arrasou a sociedade alemã em apenas três meses: a gripe. Aquela era, mesmo, uma doença esquisita. Em mais ou menos noventa dias, iria infectar um quinto da população mundial e matar de 20 a 50 milhões de pessoas, ultrapassando o resultado de quatro anos de guerra global ininterrupta. O alerta inicial veio da Espanha, o primeiro país a dar publicidade à virulência e à carnificina características da doença. Por essa razão, a moléstia entrou para a história com o nome de “gripe espanhola”. E havia quem acreditasse em notícias falsas, nos Estados Unidos — e também no Brasil —, de que a gripe era uma arma química, inventada na Alemanha, fabricada pelo laboratório farmacêutico Bayer e espalhada por espiões que desembarcavam de madrugada dos submarinos alemães e destampavam cuidadosamente os tubos de ensaio repletos de germes. SCHWARCZ, L.; STARLING, H. A bailarina da morte. A gripe espanhola no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p. 11-15 (com adaptações). Considerando-se os contextos relacionados as pandemias de Gripe Espanhola (1918-1920) e da covid-19 (2019-2021), a imagem e o texto apresentados abordam elementos que permitem concluir que A as autoridades políticas mundiais e locais mostraram- se altamente preparadas para enfrentar crises sanitárias causadas por novas pandemias, o que levou a uma baixa mortalidade e a um pequeno número de contaminados em ambos os casos. B as disputas políticas e econômicas globais pouco interferiram nos rumos das pandemias da Gripe Espanhola e da covid-19. C eventos ocorridos durante a pandemia de covid-19, como a recomendação do uso de máscaras de proteção, a circulação de notícias falsas e o negacionismo científico, foram observados durante a pandemia de Gripe Espanhola. D havia movimentos e manifestações da extrema-direita na Europa e no mundo à época da Gripe Espanhola que desapareceram após o final da Segunda Guerra Mundial. E a ocorrência da revolução comunista na China em 1917, pouco antes da Gripe Espanhola, explica a atual onda de discursos de ódio contra os chineses. PUC-GOQUESTÃO 5 Antes da epidemia da COVID-19, outras doenças espalharam-se rapidamente e causaram a morte de milhares de pessoas. Na Idade Média ocidental, ficou famosa a Peste Negra que, combinada com a fome, dizimou cerca de um terço da população europeia. Assinale a única alternativa que relaciona corretamente o surgimento dessa peste com o quadro maior da baixa Idade Média: A O surgimento da Peste Negra reforçou o desenvolvimento científico, especialmente da medicina medieval, que pôde averiguar soluções salvíficas oferecidas pela Escolástica. B O surgimento da Peste Negra indica o renascimento das rotas de comércio europeu e contribuiu para a decadência do regime feudal. C A Peste Negra favoreceu o incremento das universidades na Europa, pois tanto suseranos quanto vassalos uniram-se para incentivar a elaboração de pesquisas e a criação de uma vacina eficaz. D A Peste Negra levou os papas, bispos e reis a se unirem para obrigar as pessoas infectadas a lutarem nas Cruzadas, com a meta de, desse modo, transmitirem a doença aos mulçumanos que dominavam Jerusalém. Albert EinsteinQUESTÃO 6 Em agosto de 2020, a descoberta de uma vacina para a COVID-19 estava levando os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, a passarem por cima de protocolos científicos rigorosos para anunciar o quanto antes a cura da doença. Ambos deram declarações e tomaramatitudes que despertaram a preocupação de que etapas de verificação da segurança de novas drogas fossem abreviadas na busca pela primazia de um anúncio aguardado no mundo todo. (www.nexojornal.com.br, 24.08.2020. Adaptado.) A disputa de EUA e Rússia em torno da vacina contra a COVID- 19 remete a outras controvérsias no passado, por exemplo, A a anexação da Crimeia. B a corrida espacial. C a gestão da Organização Mundial do Comércio. D a imposição de sanções à Síria. E a invasão da Ossétia do Sul. UFUQUESTÃO 7 “O modelo vigente de regulamentação internacional tem falhado. A Organização Mundial da Saúde acenou precariamente com sua responsabilidade, dispensando as primeiras notificações formais da calamidade tardiamente. Quando, finalmente, começou a organizar sua estratégia, tentando implementar um plano mundial improvisado, já era tarde demais para milhares de vítimas. O vírus já havia se espalhado pelo mundo. Em seus domínios estatais supostamente autossuficientes, alguns líderes preferiram se concentrar em discursos messiânicos, capitalizando a situação para ganho político local, concentrando-se em manobras que os beneficiariam nas próximas eleições. Quando a pandemia tomou forma, a negação se transformou em desespero, que, por sua vez, deu lugar a atos juridicamente tão terríveis que algumas das principais nações foram acusadas de pirataria internacional por apreensão ilegal de suprimentos médicos pertencentes a outros Estados.” MENEZES, Wagner; MARCOS, Henrique J. Bezerra. O Direito Internacional e a Pandemia. Revista da Faculdade de Direito. Uberlândia, MG. v. 48, n. 2, pp. 43-78, jul./dez. 2020. Essa avaliação da relação entre um órgão internacional e os poderes estatais durante a pandemia da covid-19 expressa A a imposição de regulações por parte de órgãos multilaterais em consonância com o fortalecimento de lideranças locais. B a dificuldade enfrentada pelos Estados na resolução de problemas globais, caracterizando um impasse entre soberania e democracia. C o aumento da influência de empresas multinacionais sobre a agenda política local, garantindo a expansão do livre comércio. D o enfraquecimento da soberania dos Estados na regulação da sua economia, dado a necessidade de atender as demandas eleitorais. FGV-SPQUESTÃO 8 Em fevereiro de 2020, em função da difusão da epidemia viral de COVID19, o Ministério da Saúde reconheceu uma situação de emergência na saúde pública nacional. No mês seguinte, devido ao alcance global da pandemia, a Câmara e o Senado aprovaram o decreto que elevava o grau da situação e configurava estado de calamidade pública no Brasil. A caracterização da crise como “situação de emergência” ou “estado de calamidade pública” indica o reconhecimento, pelos governantes, de que suas capacidades de enfrentar a crise estão comprometidas, sendo necessário adotar medidas extraordinárias. A respeito do estado de calamidade pública, analise as afirmações a seguir. I O estado de calamidade pública é decretado por governantes em situações anormais, decorrentes de desastres naturais ou provocados, e que causam graves danos à comunidade, em termos humanos, materiais ou ambientais. II No caso da União, o mecanismo dispensa o governo federal de obedecer ao limite de deficit previsto na lei orçamentária para o ano, além de suspender garantias constitucionais, como o sigilo de comunicações e as liberdades de imprensa e de reunião. III No caso de Estados e Municípios, o estado de calamidade pública permite renegociar o pagamento de dívidas, atrasar o pagamento com gastos obrigatórios e antecipar o recebimento de receitas. Está correto o que se afirma em A I, II e III. B I, apenas. C I e III, apenas D II e III, apenas E II, apenas. URCAQUESTÃO 9 "Por onde passou, a espanhola desnudou o despreparo das autoridades públicas e sanitárias; pôs em xeque as terapêuticas médicas; deu espaços aos saberes curativos tradicionais; multiplicou os charlatães; colapsou os insipientes serviços hospitalares com a falta de leitos, médicos e enfermeiros; fechou escolas, repartições públicas, comércios, indústrias e espaços de sociabilidade; gerou problemas de abastecimento, carestia e estimulou saques; levou a conflitos contra as medidas de quarentena." (PINHO e ALEXANDRE, 2020, pág. 254). A exposição acima apresenta o estado de calamidade em decorrência da gripe espanhola, que vitimou milhares de pessoas na primeira metade do século XX. Sobre essa pandemia é incorreto afirmar: A A gripe espanhola não atingiu a população do Cariri cearense; B De início as autoridades brasileiras tentaram negar a gravidade da doença; C A gripe espanhola foi também denominada de "bailarina"; D A gripe espanhola foi fatal para milhares de pessoas independente de idade, descendência étnica ou condição financeira; E A epidemia de gripe espanhola causou mais de mil mortes no Cariri cearense. UVAQUESTÃO 10 As pandemias são parte da história da humanidade. No Brasil, o presidente Rodrigues Alves foi uma das vitimas da Gripe Espanhola, a maior pandemia do século XX, que matou mais gente do que a guerra que ocorria. A guerra de que se fala era: A Primeira Guerra Mundial. B Guerra Fria. C Segunda Guerra Mundial. D Guerra do Golfo. UECEQUESTÃO 11 Epidemias de gripe são documentadas desde a antiguidade. No século XIX, registraram-se duas grandes epidemias nos anos 1830 e 1880. No século XX, ocorreu a grande pandemia que, entre 1918 e 1920, matou aproximadamente cinquenta milhões de pessoas nas fases finais da Primeira Guerra Mundial. Essa pandemia recebeu o nome de “gripe espanhola”, porque A os jornais da Espanha foram os primeiros a noticiá-la. B a disseminação maior se deu por meio dos soldados espanhóis. C foi na Espanha que descobriram a vacina para a doença. D os soldados americanos do Kansas foram contaminados no campo de batalha espanhol. UNIMESQUESTÃO 12 Abrigados em trincheiras, os soldados enfrentavam, além de um inimigo sem rosto, chuvas, lama, piolhos e ratos. Eram vitimados por doenças como o tifo e a febre quintana, quando não caíam mortos por tiros e gases venenosos. Parece bem ruim, não é mesmo? Era. Mas a situação naquela Europa transformada em campo de batalha da Primeira Guerra Mundial pioraria ainda mais em 1918. Tropas inteiras griparam-se e, em poucos dias, o doente morria incapaz de respirar e com os pulmões cheios de líquido. A gripe espanhola – como ficou conhecida devido ao grande número de mortos na Espanha – apareceu em duas ondas diferentes em 1918. Enquanto a primeira onda atingiu especialmente os Estados Unidos e a Europa, a segunda devastou o mundo inteiro. As estimativas do número de mortos em todo o mundo durante a pandemia de gripe em 1918-1919 variam entre 20 e 40 milhões. (www.invivo.fiocruz.br. Adaptado.) A expansão dessa pandemia ocorreu no contexto histórico de A êxodo de judeus e minorias étnicas e de desenvolvimento industrial. B tensões da Guerra Fria e de ascensão política das superpotências. C migrações intercontinentais e de declínio da hegemonia europeia. D exílio de revolucionários soviéticos e de auge da corrida imperialista. E crises no bloco socialista e de independência das colônias afro-asiáticas. UNEBQUESTÃO 13 Pandemia é uma epidemia que se espalha por uma região muito grande, como um continente, ou até por todo o mundo. Uma doença é considerada pandemia quando é altamente contagiosa e, ao se difundir, mata grande número de pessoas. O câncer, por exemplo, é responsável por um número muito grande de mortes, mas não é considerado pandemia porque não é uma doença infecciosa, como a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Pelo menos 30 novas doenças foram descobertas em diversas partes do mundo, nos últimos 20 anos. Características do mundo atual, comopobreza urbana, negligência no desenvolvimento de vacinas e baixa qualidade nos serviços de saúde pública, entre outras, potencializam os efeitos das pandemias. (PANDEMIAS..., 2014) O continente africano é associado, de uma forma geral, a situaçõescomplexas e difíceis, como o continente, entre outros, de origem do vírus da Aids e do ebola, do subdesenvolvimento, da fome, de guerras. Essa visão decorre de um processo histórico que pode ser corretamente associado A à ausência de civilizações africanas originais no período que antecedeu à colonização e à organização de sociedades simples, primitivas, características das relações sociais tribais. B ao hábito de desqualificar os povos africanos, em decorrência do tráfico negreiro, que auferiu enormes lucros à burguesia europeia e norte-americana, no processo da expansão comercial e marítima. C às guerras entre as diversas etnias africanas, que forçaram a intervenção dos países europeus, consolidada pela Conferência de Berlim. D ao processo de dominação imperialista, que justificou a colonização da África com base nas concepções do darwinismo social, defensor da concepção da superioridade racial. E à luta pela descolonização africana, que contou com o apoio e ajuda dos Estados Unidos e da União Soviética, visto que os africanos se mostraram incapazes de resolver seu próprio destino político. UEMGQUESTÃO 14 Leia atentamente o texto e, a seguir, responda: “Mas o número de gripados aumentou rapidamente nas semanas seguintes e outras medidas médico-governamentais foram tomadas na tentativa de minimizar a propagação epidêmica. Escolas, internatos, cinemas, teatros, e vários outros lugares e de reunião pública cerraram suas portas. As igrejas diminuíram drasticamente suas atividades. Práticas cotidianas, como beijos e abraços ou as compras nos mercados por mais de uma pessoa de uma mesma família, foram desaconselhadas (era necessário diminuir a quantidade de indivíduos circulando e assim o contato/contágio). A vida da cidade foi parando.” Liane Maria Bertucci-Martins. Fragmentos do discurso científico na gripe espanhola. Texto integrante dos Anais do XVII Encontro Regional de História – O lugar da História. ANPUH/SPUNICAMP. Campinas, 6 a 10 de setembro de 2004. Cd-rom. A gripe de 1918, também conhecida como gripe espanhola, tornou-se uma pandemia no segundo semestre daquele ano. No Brasil, foram registradas cerca de 300 mil mortes. Dentre as vítimas ilustres da doença, o presidente Rodrigues Alves e a educadora Anália Franco. Na década de 1910, algumas transformações sociais possibilitaram a formação de condições ideais para a propagação da doença. Assinale, a seguir, o processo histórico que NÃO está relacionado com a propagação da gripe espanhola, no Brasil: A As cidades brasileiras do Sudeste no início da década de 10 tiveram um forte período de crescimento, sem, no entanto, implementar reformas urbanas estruturais, dificultando a prevenção da doença entre os mais pobres. B Com o incremento da produção de café, vários grupos financeiros expandiram suas atividades econômicas nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, provocando um forte empobrecimento, expandindo o número de contaminados no meio rural C O processo de urbanização acelerado pela implantação das primeiras fábricas de produtos têxteis e alimentícios no Brasil concentrou várias famílias de trabalhadores em cortiços e moradias insalubres. D Os trabalhadores das fábricas eram contratados num regime assalariado de baixa renda, incompatível com as nascentes necessidades da vida urbana. FMABCQUESTÃO 15 “Calcula-se que a pandemia de 1918-1919 foi responsável por cerca de 20 milhões de mortes, cifra próxima a 1,5% de toda a população mundial do período.” Claudio Bertolli Filho. A Gripe Espanhola em São Paulo, 1918. Epidemia e sociedade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003, p. 73 O texto fala da gripe espanhola. Sobre ela, podemos dizer que A sua expansão foi facilitada pela existência de grandes concentrações urbanas, as metrópoles, e pela Primeira Guerra Mundial. B seu controle foi obtido a partir de pesquisas que resultaram em ampla vacinação, logo após o início do primeiro surto da doença. C sua taxa de infectividade era bastante baixa, mas a de letalidade era altíssima, chegando a quase 100% dos contaminados. D seu efeito na economia foi profundo pois reduziu drasticamente a mão-de-obra na agricultura e incentivou a indústria farmacêutica. E sua origem é desconhecida, embora se acredite que o vírus seja originário de áreas de colonização espanhola na América. UNITAUQUESTÃO 16 O surto de peste bubônica em 1348, após mais de meio milênio de intervalo, não poderia ter ocorrido em momento pior. A peste bubônica de 1348-1352 provavelmente reduziu a população da França em 30 a 40%. Paris perdeu talvez cinquenta mil pessoas. Embora a cidade tenha inicialmente se recuperado, o crescimento populacional foi interrompido por outras epidemias importantes na década de 1360, e de novo em 1374 e em 1400. [...] Como se isso não bastasse, outras doenças epidêmicas ceifaram muitas vidas, por exemplo: tac (caxumba) em 1414, escarlatina em 1418, dando (gripe) em 1427 e varíola em 1438. COLIN, Jones. Paris: biografia de uma cidade. Porto Alegre: L&PM, 2013, p. 96. Adaptado. A ocorrência de epidemias foi frequente durante a Idade Média. A alta mortalidade limitava o crescimento populacional e as atividades econômicas. A constância das epidemias no período estava relacionada à A escassa população dos séculos XII-XIV, com a concentração das pessoas nas cidades e consequente facilitação da circulação dos patógenos causadores das epidemias. B alternância das diferentes epidemias, que impedia a compreensão das condições que favoreciam a circulação dos patógenos causadores das epidemias. C incompreensão das condições que favoreciam a circulação dos patógenos causadores das epidemias, associada às condições de vida precárias da população, o que favorecia o aumento do número de mortos. D indiferença da autoridades públicas, o que impedia a adoção de medidas eficazes contra a circulação dos patógenos causadores das epidemias. E cidade de Paris, que foi uma exceção no período medieval, pois a circulação dos patógenos causadores das epidemias foi mais intensa naquela cidade em comparação a outras de porte similar. UNIFORQUESTÃO 17 Em 1904, eclodiu, na cidade do Rio de Janeiro, a chamada Revolta da Vacina, um movimento popular cujo estopim foi a determinação da obrigatoriedade da vacina contra a varíola, epidemia que estava em alta no período. Embora houvesse lei determinando a obrigatoriedade da vacina, esta foi desrespeitada. Entretanto, em 1908, com o agravamento da crise sanitária na então capital federal (que resultou na mais violenta epidemia de varíola de sua história), a maioria do povo procurou a vacinação. A respeito da temática, analise as assertivas. I. Desde a vitória popular na Revolta da Vacina, não existe vacina obrigatória no Brasil. II. A Revolta da Vacina foi resultado de uma crise não apenas sanitária mas também uma crise de cunho político. Uniram-se, no movimento, monarquistas que se reorganizavam, militares, republicanos radicais e operários que queriam depor Rodrigues Alves. III. A imunização é considerada uma estratégia de saúde pública. Quando a maior parte das pessoas se vacina, a doença passa a encontrar menos hospedeiros viáveis, isto é, a imunização de um se torna uma barreira que impede que outras pessoas se contaminem com a doença. É correto apenas o que se afirma em A I e II. B II e III. C III. D I e III. E I, II e III. FGV-SPQUESTÃO 18 Leia os dois trechos abaixo, acerca da Revolta da Vacina (1904) e da Gripe Espanhola (1818), respectivamente, e depois assinale a alternativa correta. E foi na intersecção sufocante dessa malha densa e perversa que a população humilde da cidade viu reduzirem-se a sua condição humana e sua capacidade de sobrevivência ao mais baixo nível. A equação dessas injunções, vistas pelo seu ângulo, traduzia-se em opressão, privação, aviltamento e indignidade ilimitadas. Sua reação, portanto, não foi contra a vacina, mas contra a história. Uma história em que o papel que lhes reservaram pareceu-lhes intolerável e que eles lutaram para mudar. SEVCENKO, N.A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes. São Paulo: Brasiliense, 1984, p. 88 O “povo da cidade” aprendeu a conviver intimamente com a desgraça coletiva, despontando com isto um senso de solidariedade em escala nunca vista anteriormente. O abatimento e a luta contra a peste provocaram mais que a reação coletiva, a reorganização do cotidiano, o repensar da vida individual e coletiva, a liberação dos medos e fantasias. BERTOLLI FILHO, C. A Gripe Espanhola em São Paulo, 1918: epidemia e sociedade. São Paulo: Paz e Terra, 2003, p. 365. A A Revolta da Vacina representou também uma luta contra a segregação social e a política de remoções forçadas no Rio de Janeiro, e a Gripe Espanhola evidenciou a fragilidade da estrutura de saúde em São Paulo. B As duas situações provocaram revoltas e movimentos políticos socialistas no Rio de Janeiro e em São Paulo devido à falta de infraestrutura hospitalar. C Apesar dos boatos e dos medos coletivos, nas duas situações, campanhas de esclarecimento voltadas às populações subalternizadas permitiram o imediato engajamento desses setores no combate às enfermidades. D Nos dois casos, formou-se um amplo consenso social que teceu uma rede de solidariedade capitaneada pelos sindicatos de trabalhadores, partidos políticos e entidades da sociedade civil. E A gravidade da situação vivida no Rio de Janeiro e em São Paulo desencadeou uma série de reformas políticas e a criação de um sistema de saúde universal, voltado ao atendimento da população mais carente. UECEQUESTÃO 19 Atente para as seguintes afirmações sobre a epidemia que assolou a Europa na Idade Média: I. A peste negra devastou a Europa aniquilando um terço de sua população durante o verão de 1348. II. A epidemia descrita pelos cronistas foi considerada uma punição pelos pecados cometidos: os judeus e os leprosos foram responsabilizados e considerados culpados por tal punição. III. As cidades isolaram-se, os estrangeiros foram proibidos de entrar, pois eram suspeitos de trazer o mal. É correto o que se afirma em A I e II apenas. B I, II e III. C II e III apenas. D I e III apenas. CUSCQUESTÃO 20 Como se desenvolveu a peste através da Europa? Ela era transmitida essencialmente pelos parasitas, principalmente as pulgas e os ratos. Era uma doença exótica, contra a qual os organismos dos europeus não tinham defesas. [...] Veja: a epidemia, essa catástrofe, é, portanto, também um dos efeitos do progresso, do crescimento. (Georges Duby. Ano 1000, ano 2000: na pista de nossos medos, 1998.) A afirmação do texto a respeito da peste negra, que se espalhou pela Europa no século XIV, justifica-se, pois A a ampliação do comércio marítimo com o Oriente provocou um maior contato dos europeus com outros povos e, em decorrência disso, com mais doenças. B o desmatamento de florestas no centro da Europa gerou forte desequilíbrio ecológico e, em decorrência disso, a manifestação de novas doenças. C a colonização da América abriu novas rotas de circulação de alimentos e, em decorrência disso, permitiu a chegada à Europa de bactérias e vírus originalmente americanos. D o declínio da produção agrícola provocou forte êxodo rural e, em decorrência disso, levou para as cidades doenças antes restritas aos meios rurais. E a ruralização gerada pela expansão feudal implicou mais contato físico entre as pessoas e, em decorrência disso, facilitou a circulação de vírus e a transmissão de doenças. TEXTO BASE 1 Em 1500, fazia oito anos que havia presença europeia no Caribe: uma primeira tentativa de colonização que ninguém na época podia imaginar que seria o prelúdio da conquista e da ocidentalização de todo um continente e até, na realidade, uma das primeiras etapas da globalização. A aventura das ilhas foi exemplar para toda a América, espanhola, inglesa ou portuguesa, pois ali se desenvolveu um roteiro que se reproduziu em várias outras regiões do continente americano: caos e esbanjamento, incompetência e desperdício, indiferença, massacres e epidemias. A experiência serviu pelo menos de lição à coroa espanhola, que tentou praticar no resto de suas possessões americanas uma política mais racional de dominação e de exploração dos vencidos: a instalação de uma Igreja poderosa, dominadora e próxima dos autóctones, assim como a instalação de uma rede administrativa densa e o envio de funcionários zelosos, que evitaram a repetição da catástrofe antilhana. (Serge Gruzinski. A passagem do século: 1480-1520: as origens da globalização, 1999. Adaptado.) UNESPQUESTÃO 21 PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 1 As epidemias provocadas pelos contatos entre europeus e povos autóctones da América A demonstraram o risco da expansão territorial para áreas distantes e determinaram o imediato desenvolvimento de vacinas. B representaram uma espécie de guerra biológica que afetou, ainda que de forma desigual, conquistadores e conquistados. C provocaram a interdição, pelas cortes europeias, da circulação de mulheres grávidas entre os dois continentes. D foram utilizadas pelos nativos para impedir o avanço dos europeus, que contraíram doenças tropicais, como a febre amarela e a malária. E levaram à proibição, pelas cortes europeias, do contato sexual entre europeus e nativos, para impedir a propagação da sífilis. UECEQUESTÃO 22 Escreva V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir sobre a epidemia que ficou conhecida como “peste negra” que, em sua fase crítica entre 1348 e 1350, causou a morte de pelo menos um terço da população do continente europeu. ( ) Foram proibidos os encontros públicos; as pessoas acometidas pela doença deviam permanecer em suas casas e, em alguns casos, eram expulsas da cidade. ( ) Os funerais públicos foram proibidos; os corpos dos mortos deixaram de ser sepultados nos arredores ou dentro das igrejas e passaram a ser enterrados fora dos muros da cidade. ( ) Vinagre, água de rosas e cravo-da-índia, dentre outros recursos com substâncias aromáticas, eram utilizados como remédios para conter a peste negra. ( ) Médicos, padres e tabeliões, cujo dever profissional deveria ser zelar pelos aspectos sanitários, espirituais e jurídicos, foram proibidos de visitar ou assistir os moribundos. Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência: A F, V, F, V. B V, F, V, F. C V, V, V, F. D F, F, F, V. Albert EinsteinQUESTÃO 23 Em 1919, o presidente eleito Rodrigues Alves foi uma das vítimas da epidemia que matou por volta de 35 mil pessoas no Brasil e cerca de 50 milhões, entre 1918 e 1920, em todo o mundo. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a doença mortal e seus impactos na cidade do Rio de Janeiro: A A peste bubônica, que se alastrou entre os combatentes da 1ª Guerra mundial, atingiu os grupos de brasileiros ligados ao exército e à política na capital do país, o que implicou o isolamento de partes da cidade para impedir a disseminação. B O sarampo, uma doença comum entre as crianças, tornou- se mortal entre os adultos, mesmo com o fechamento das escolas da capital e o rápido atendimento das crianças, o que a médio prazo erradicou a doença infectocontagiosa da cidade. C A tuberculose, conhecida como o “mal do século”, alastrou- se no Rio de Janeiro em função das más condições de alimentação e pobreza da população, e foi enfrentada pelos governantes com a quarentena dos infectados em cidades como Petrópolis. D A gripe espanhola, doença que assolou os países europeus durante a 1ª Guerra, atingiu também a população brasileira, levando o governo da capital a contratar um grupo de higienistas para combater a disseminação da doença. FAMEMAQUESTÃO 24 Ibn al-Khatib, médico e filósofo muçulmano de Granada, escreveu sobre a Peste Negra no século XIV: “A existência do contágio é estabelecida pela experiência, investigação, evidência dos sentidos e relatos dignos de fé. O fenômeno do contágio torna-se claro para o investigador que verifica como aquele que entra em contato com os enfermos apanha a doença, enquanto o que não estáem contato permanece são, e como a transmissão se efetua através do vestuário, vasilhame e atavios.” (Maria Guadalupe Pedrero-Sánchez. A Península Ibérica entre o Oriente e o Ocidente, 2002. Adaptado.) Esse comentário sobre a epidemia revela A o predomínio de superstições típicas da mentalidade medieval. B a oposição entre estudos teóricos e investigação científica. C a importância da religião na explicação das causas do fenômeno. D as bases do método científico desenvolvido no mundo islâmico. E os vínculos entre ciência e fé na realização de experiências. UEGQUESTÃO 25 Leia o texto a seguir. Segundo os cálculos de José Pereira Rego (1816-1892), importante médico da Corte, a doença teria acometido, ao todo, cerca de 90.000 pessoas, mais de um terço da população carioca, estimada, por um relatório do ministério do Império da época, em 266.466 habitantes. Os próprios médicos estavam longe de um consenso sobre a natureza da febre amarela. De onde vinha? Como se propagava? Era contagiosa? Infecciosa? Qual era a cura? Como evitar que a cidade fosse atingida por novas epidemias? Perguntas como estas eram estampadas diariamente nas páginas dos jornais, que começavam a cobrar, de forma mais agressiva, soluções para o problema. GONÇALVES, Monique de Siqueira. Morte anunciada. História Viva. 2 fev. 2009. Disponível em: <http://historianovest.blogspot.com.br/2009/02/mor te- anunciada.html>. Acesso em: 8 mar. 2018. A citação refere-se à epidemia de febre amarela que assolou a cidade do Rio de Janeiro em 1850. No contexto da época, acreditava-se que a epidemia era causada A pelas picadas de pulgas que viviam em simbiose com os ratos, uma verdadeira praga urbana na época. B pela exalação de miasmas, gases decorrentes da putrefação de corpos e alimentos em solo urbano. C pelos mosquitos Aedes Aegyptis que habitavam os inúmeros córregos e rios que cortavam a cidade. D pelas frequentes miscigenações entre caucasianos e negroides das camadas populares. E pelos vírus hospedeiros das populações indígenas nativas do continente americano. UEFSQUESTÃO 26 I. Todos aqueles que se aproximam dos pestíferos aspergem-se com vinagre, perfumam suas roupas, em caso de necessidade usam máscaras. [...] Os padres dão absolvição de longe e distribuem a comunhão por meio de uma espátula de prata fixada a uma vara que pode ultrapassar um metro. Desse modo, as relações humanas são totalmente conturbadas: é o momento em que a necessidade dos outros se faz mais imperiosa — e em que, de hábito, eles se encarregavam dos cuidados — que agora abandonam os doentes. O tempo da peste é o da solidão forçada. (DELUMEAU, 1989, p. 123). II. Os baianos passaram a ter medo dos mortos, dos doentes, dos vivos. Mas também tinham medo dos médicos e dos hospitais. Cruz Cordeiro testemunhou que os habitantes de Salvador, ao atenderem às visitas domiciliares das comissões, se mostravam incomodados com a presença de médicos e estudantes em suas casas. [...] Alguns doentes procuravam negar os seus padecimentos, “com o temor de serem conduzidos para o hospital, ou para os postos sanitários!”. (DAVID, 1996, p. 64). III. O ebola afeta o indivíduo de duas formas: biologicamente, o vírus causa a doença; psicologicamente, transmite pânico. Não há vacina ou tratamento específico para o ebola. É isso que provoca medo, inclusive entre os profissionais de saúde. O medo não é bom em nenhuma situação de emergência de saúde pública. Quando isso ocorre, aumenta a probabilidade de erros e, consequentemente, o risco de infecção é maior. (CUMINALE, 2014, p. 83). Séculos separam as epidemias da Peste Negra (Idade Média), do cólera (século XIX /Bahia) e do ebola (África atual), tratadas pelos textos citados. O traço comum que se revela nos comportamentos coletivos neles registrados, diz respeito A ao papel relevante prestado por sacerdotes e religiosos em geral, na tarefa de levarem o alívio ao sofrimento dos doentes. B à devastação das populações atingidas pelas epidemias, sobretudo as rurais, o que resultou na crise demográfica das citadas áreas, em cada período. C às políticas públicas destinadas à construção de hospitais e à aplicação de medidas de saneamento para atender às necessidades que se apresentavam. D ao temor incontrolável, responsável pelo rompimento de laços sociais e pela predisposição à ampliação da própria epidemia. E à eclosão de movimentos urbanos violentos, em protesto à precariedade do atendimento médico às vítimas das epidemias. FMPQUESTÃO 27 Em 1921 o país estava em ruínas. No inverno de 1921- 1922, houve uma grande fome que, com as epidemias, matou cerca de cinco milhões de pessoas. As revoltas locais, as greves, a insurreição revolucionária do Kronstadt configuravam um quadro de descontentamento generalizado. REIS FILHO, Daniel Aarão. As revoluções russas e o socialismo soviético. São Paulo: Editora UNESP, 2003. p. 77. A situação socioeconômica da Rússia no início da década de 1920, resumida no texto, foi causada, dentre outros motivos, pelo A extermínio dos kulaks B conflito militar contra Hitler C isolamento internacional do país D aperfeiçoamento do regime czarista E fim das restrições ao comércio externo FUVESTQUESTÃO 28 Quando a guerra mundial de 1914-1918 se iniciou, a ciência médica tinha feito progressos tão grandes que se esperava uma conflagração sem a interferência de grandes epidemias. Isso sucedeu na frente ocidental, mas à leste o tifo precisou de apenas três meses para aparecer e se estabelecer como o principal estrategista na região (...). No momento em que a Segunda Guerra Mundial está acontecendo, em territórios em que o tifo é endêmico, o espectro de uma grande epidemia constitui ameaça constante. Enquanto estas linhas estão sendo escritas (primavera de 1942) já foram recebidas notificações de surtos locais, e pequenos, mas a doença parece continuar sob controle e muito provavelmente permanecerá assim por algum tempo. Henry E. Sigerist, Civilização e doença. São Paulo: Hucitec, 2010, p. 130-132. O correto entendimento do texto acima permite afirmar que A o tifo, quando a humanidade enfrentou as duas grandes guerras mundiais do século XX, era uma ameaça porque ainda não tinha se desenvolvido a biologia microscópica, que anos depois permitiria identificar a existência da doença. B parte significativa da pesquisa biológica foi abandonada em prol do atendimento de demandas militares advindas dessas duas guerras, o que causou um generalizado abandono dos recursos necessários ao controle de doenças como o tifo. C as epidemias, nas duas guerras mundiais, não afetaram os combatentes dos países ricos, já que estes, ao contrário dos combatentes dos países pobres, encontravam-se imunizados contra doenças causadas por vírus. D a ameaça constante de epidemia de tifo resultava da precariedade das condições de higiene e saneamento decorrentes do enfrentamento de populações humanas submetidas a uma escala de destruição incomum promovida pelas duas guerras mundiais. E o tifo, principalmente na Primeira Guerra Mundial, foi utilizado como arma letal contra exércitos inimigos no leste europeu, que eram propositadamente contaminados com o vírus da doença. ENEMQUESTÃO 29 A Peste Negra dizimou boa parte da população européia, com efeitos sobre o crescimento das cidades. O conhecimento médico da época não foi suficiente para conter a epidemia. Na cidade de Siena, Agnolo di Tura escreveu: “As pessoas morriam às centenas, de dia e de noite, e todas eram jogadas em fossas cobertas com terra e, assim que essas fossas ficavam cheias, cavavam-se mais. E eu enterrei meus cinco filhos com minhas próprias mãos (...) E morreram tantos que todos achavam que era o fim do mundo.” Agnolo di Tura. The Plague in Siena: An Italian Chronicle. In: William M. Bowsky. The Black Death: a turning point in history? New York: HRW, 1971 (com adaptações). O testemunho de Agnolo di Tura, um sobrevivente da Peste Negra, que assolou a Europa durante parte do século XIV, sugere que A o flagelo da Peste Negra foi associado ao fimdos tempos. B a Igreja buscou conter o medo da morte, disseminando o saber médico. C a impressão causada pelo número de mortos não foi tão forte, porque as vítimas eram poucas e identificáveis. D houve substancial queda demográfica na Europa no período anterior à Peste. E o drama vivido pelos sobreviventes era causado pelo fato de os cadáveres não serem enterrados. ENEM PPLQUESTÃO 30 A produção de um ou dois cultivos de exportação transformou-se em regra em 1935: cacau na Costa do Ouro, amendoim no Senegal e em Gâmbia, algodão no Sudão, café e algodão em Uganda, café e sisal na Tanzânia etc. O trabalho forçado e o abandono da produção alimentar provocaram muita desnutrição, graves surtos de fome e epidemias, em certas partes da África, no início da Era Colonial. BOAHEN, A. A. O legado do Colonialismo. Correio da Unesco, n. 7, jul. 1984 (adaptado). Nos termos apresentados no texto, o Neocolonialismo europeu deixou o seguinte legado para as áreas ocupadas: A Desconcentração da estrutura fundiária. B Expropriação de direitos humanitários. C Autossuficiência do mercado interno. D Valorização de técnicas ancestrais. E Autonomia do setor financeiro. 03/03/2023 15:44 https://app.estuda.com/empresas_provas_imprimir_gabarito/?prova=39376720 https://app.estuda.com/empresas_provas_imprimir_gabarito/?prova=39376720 1/1 Corona vírus e pandemias 1 HISTÓRIA C 2 HISTÓRIA A 3 HISTÓRIA D 4 HISTÓRIA C 5 HISTÓRIA B 6 HISTÓRIA B 7 HISTÓRIA B 8 HISTÓRIA C 9 HISTÓRIA A 10 HISTÓRIA A 11 HISTÓRIA A 12 HISTÓRIA C 13 HISTÓRIA D 14 HISTÓRIA B 15 HISTÓRIA A 16 HISTÓRIA C 17 HISTÓRIA B 18 HISTÓRIA A 19 HISTÓRIA A 20 HISTÓRIA A 21 HISTÓRIA B 22 HISTÓRIA C 23 HISTÓRIA D 24 HISTÓRIA D 25 HISTÓRIA B 26 HISTÓRIA D 27 HISTÓRIA C 28 HISTÓRIA D 29 HISTÓRIA A 30 HISTÓRIA B Corona vírus e pandemias na história Gabarito Corona vírus e pandemias na história