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Renaturalização Urbana: O Rewilding

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Questões resolvidas

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 4, 16, 21 e 33, nessa ordem.

A à - à - às - a - a.
B à - à - às - à - a.
C a - a - as - à - à.
D à - à - as - a - a.
E a - a - as - à - a.

Nesse contexto, considere as alternativas a seguir e assinale a que apresenta o uso CORRETO da crase.

A Há a demonstração que devemos ser contrários àqueles que defendem o preconceito racial.
B Há particularidades de vivência à ser vinculada ao mundo africano.
C A representação do navio negreiro leva à pensar em pessoas que têm seu mundo compartilhado com outros.
D A implementação de uma concepção de inferiorização cria uma alusão à crimes com perdão.
E O corpo intensifica à uma comunhão de forças e de raças.

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas desse texto.

A à – à – a – a – às.
B a – a – à – à – as.
C a – à – a – a – às.
D a – a – à – a – as.
E à – a – a – à – às.

A sequência correta é

A a, à, porém, há, portanto.
B à, à, mas, à, entretanto.
C a, a, e, a, mas.
D à, à, e, a, mas.
E à, a, e, a, portanto.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.

A a – se divertiu – às – porque
B à – divertiu-se – as – por que
C a – divertiu-se – as – porque
D à – se divertiu – às – por que
E a – divertiu-se – às – por que

Identifique a alternativa em que o uso da crase está em concordância com as normas sintáticas e ortográficas.

A Dediquei o livro à meus filhos e à minhas filhas para incentivá-los à escrever.
B À exposição mostrou as vanguardas europeias as visitantes brasileiras.
C A exposição durou toda à semana; dia à dia, sem interrupção.
D Graças às minhas alunas expositoras, não perdi nenhuma sessão apresentada.
E Quando compreendi que às coisas são reais e todas diferentes, comecei à não saber que função têm.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da tira.

A Por que – à – a – porquê
B Porquê – a – a – por que
C Por que – à – à – porque
D Por quê – à – à – porque
E Por quê – a – a – porque

Assinale a alternativa que preenche com correção gramatical as lacunas do texto.

A à, às, a, à, a, a, a, a
B à, as, a, a, à, a, à, à
C a, as, à, à, a, à, à, a
D a, às, a, a, à, a, a, à

PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 10
Respectivamente, as lacunas ficam preenchidas de modo correto com a seguinte sequência:
A a – há – à – à – as.
B a – a – a – à – às.
C a – a – há – a – as.
D à – à – há – a - às
E há – a – à – a – às.

A a – há – à – à – as.
B a – a – a – à – às.
C a – a – há – a – as.
D à – à – há – a - às
E há – a – à – a – às.

Assinale a alternativa que preenche, de acordo com a norma padrão, as lacunas da seguinte frase:
“O professor se referia _______ alunas dispostas ________ vencer qualquer obstáculo do dia ______ dia.”
A às – a – a
B às – a – à
C às – à – a
D as – à – à
E as – a – à

A às – a – a
B às – a – à
C às – à – a
D as – à – à
E as – a – à

Assinale a alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas do texto:
A a – à – o – a
B a – à – o – à
C à – à – ao – à
D a – a – o – a
E à – a – ao – a

A a – à – o – a
B a – à – o – à
C à – à – ao – à
D a – a – o – a
E à – a – ao – a

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas nas linhas 6, 13, 40 e 45 do texto.

A vêm, dispõem, as, a
B veem, dispõe, às, a
C veem, dispõem, às, a
D vêem, dispõem, às, à
E vêem, dispõe, as, à

A crase, exercendo o uso facultativo, semelhante ao enunciado apresentado no trecho, pode também ser percebida na alternativa.

A Referi-me àquilo e não a outros assuntos mais complexos da conjuntura política.
B Ele costumeiramente assiste à televisão até tarde da noite.
C Temos a Filosofia como corrente epistemológica pertencente às Humanidades.
D Entregue essa encomenda à Roberta e não à Renata, a sua irmã.
E Marina frequentemente trabalha aos sábados, das 10h às 14h.

A alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas do texto de acordo com a norma-padrão é:

A podem haver – à – de – comparam – compõem – da.
B pode haver – à – de – comparam – compõem – da.
C há – à – em – compara – compõe – da.
D há – a – para – compara – compõe – na.
E pode haver – a – de – comparam – compõe – na.

Dos seguintes provérbios, o que mais se aproxima da mensagem transmitida pela charge é:

A “Há males que vêm para o bem”.
B “O peixe morre pela boca”.
C “Antes só que mal acompanhado”.
D “Contra a força não há argumento”.
E “Cão que ladra não morde”.

A expressão, Quem não pode se acode, pertence ao que chamamos provérbios populares; dadas as expressões populares, marque a que se encontra em desacordo com a sabedoria popular.

A Quem espera sempre cansa.
B Quem semeia vento colhe tempestade.
C Quem ri por último ri melhor.
D As aparências enganam.
E Nem tudo que reluz é ouro.

A tirinha trata sobre questões relacionadas ao tema da inclusão. Utilizando a ironia como recurso, o quadrinho aborda duas diferentes concepções do conceito de visão. Pode-se traçar um paralelo entre a tirinha e o conhecido ditado popular que afirma

A “Quem vê cara, não vê coração.”
B “À noite, todos os gatos são pardos.”
C “O pior cego é aquele que não quer ver.”
D “O olho do dono é o que engorda o gado.”
E “O que os olhos não veem, o coração não sente.”

O título do texto de Humberto Werneck deriva de um provérbio popular. Assinale, entre os provérbios abaixo, o que remete à saúde ambiental.

A “O corpo não deita raízes.”
B ''Tripa cheia nem foge nem peleja.”
C “Onde não entra o sol, entra o médico.”
D “Pés quentes, cabeça fria, boa urina – merda para a medicina.

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Questões resolvidas

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 4, 16, 21 e 33, nessa ordem.

A à - à - às - a - a.
B à - à - às - à - a.
C a - a - as - à - à.
D à - à - as - a - a.
E a - a - as - à - a.

Nesse contexto, considere as alternativas a seguir e assinale a que apresenta o uso CORRETO da crase.

A Há a demonstração que devemos ser contrários àqueles que defendem o preconceito racial.
B Há particularidades de vivência à ser vinculada ao mundo africano.
C A representação do navio negreiro leva à pensar em pessoas que têm seu mundo compartilhado com outros.
D A implementação de uma concepção de inferiorização cria uma alusão à crimes com perdão.
E O corpo intensifica à uma comunhão de forças e de raças.

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas desse texto.

A à – à – a – a – às.
B a – a – à – à – as.
C a – à – a – a – às.
D a – a – à – a – as.
E à – a – a – à – às.

A sequência correta é

A a, à, porém, há, portanto.
B à, à, mas, à, entretanto.
C a, a, e, a, mas.
D à, à, e, a, mas.
E à, a, e, a, portanto.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.

A a – se divertiu – às – porque
B à – divertiu-se – as – por que
C a – divertiu-se – as – porque
D à – se divertiu – às – por que
E a – divertiu-se – às – por que

Identifique a alternativa em que o uso da crase está em concordância com as normas sintáticas e ortográficas.

A Dediquei o livro à meus filhos e à minhas filhas para incentivá-los à escrever.
B À exposição mostrou as vanguardas europeias as visitantes brasileiras.
C A exposição durou toda à semana; dia à dia, sem interrupção.
D Graças às minhas alunas expositoras, não perdi nenhuma sessão apresentada.
E Quando compreendi que às coisas são reais e todas diferentes, comecei à não saber que função têm.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da tira.

A Por que – à – a – porquê
B Porquê – a – a – por que
C Por que – à – à – porque
D Por quê – à – à – porque
E Por quê – a – a – porque

Assinale a alternativa que preenche com correção gramatical as lacunas do texto.

A à, às, a, à, a, a, a, a
B à, as, a, a, à, a, à, à
C a, as, à, à, a, à, à, a
D a, às, a, a, à, a, a, à

PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 10
Respectivamente, as lacunas ficam preenchidas de modo correto com a seguinte sequência:
A a – há – à – à – as.
B a – a – a – à – às.
C a – a – há – a – as.
D à – à – há – a - às
E há – a – à – a – às.

A a – há – à – à – as.
B a – a – a – à – às.
C a – a – há – a – as.
D à – à – há – a - às
E há – a – à – a – às.

Assinale a alternativa que preenche, de acordo com a norma padrão, as lacunas da seguinte frase:
“O professor se referia _______ alunas dispostas ________ vencer qualquer obstáculo do dia ______ dia.”
A às – a – a
B às – a – à
C às – à – a
D as – à – à
E as – a – à

A às – a – a
B às – a – à
C às – à – a
D as – à – à
E as – a – à

Assinale a alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas do texto:
A a – à – o – a
B a – à – o – à
C à – à – ao – à
D a – a – o – a
E à – a – ao – a

A a – à – o – a
B a – à – o – à
C à – à – ao – à
D a – a – o – a
E à – a – ao – a

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas nas linhas 6, 13, 40 e 45 do texto.

A vêm, dispõem, as, a
B veem, dispõe, às, a
C veem, dispõem, às, a
D vêem, dispõem, às, à
E vêem, dispõe, as, à

A crase, exercendo o uso facultativo, semelhante ao enunciado apresentado no trecho, pode também ser percebida na alternativa.

A Referi-me àquilo e não a outros assuntos mais complexos da conjuntura política.
B Ele costumeiramente assiste à televisão até tarde da noite.
C Temos a Filosofia como corrente epistemológica pertencente às Humanidades.
D Entregue essa encomenda à Roberta e não à Renata, a sua irmã.
E Marina frequentemente trabalha aos sábados, das 10h às 14h.

A alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas do texto de acordo com a norma-padrão é:

A podem haver – à – de – comparam – compõem – da.
B pode haver – à – de – comparam – compõem – da.
C há – à – em – compara – compõe – da.
D há – a – para – compara – compõe – na.
E pode haver – a – de – comparam – compõe – na.

Dos seguintes provérbios, o que mais se aproxima da mensagem transmitida pela charge é:

A “Há males que vêm para o bem”.
B “O peixe morre pela boca”.
C “Antes só que mal acompanhado”.
D “Contra a força não há argumento”.
E “Cão que ladra não morde”.

A expressão, Quem não pode se acode, pertence ao que chamamos provérbios populares; dadas as expressões populares, marque a que se encontra em desacordo com a sabedoria popular.

A Quem espera sempre cansa.
B Quem semeia vento colhe tempestade.
C Quem ri por último ri melhor.
D As aparências enganam.
E Nem tudo que reluz é ouro.

A tirinha trata sobre questões relacionadas ao tema da inclusão. Utilizando a ironia como recurso, o quadrinho aborda duas diferentes concepções do conceito de visão. Pode-se traçar um paralelo entre a tirinha e o conhecido ditado popular que afirma

A “Quem vê cara, não vê coração.”
B “À noite, todos os gatos são pardos.”
C “O pior cego é aquele que não quer ver.”
D “O olho do dono é o que engorda o gado.”
E “O que os olhos não veem, o coração não sente.”

O título do texto de Humberto Werneck deriva de um provérbio popular. Assinale, entre os provérbios abaixo, o que remete à saúde ambiental.

A “O corpo não deita raízes.”
B ''Tripa cheia nem foge nem peleja.”
C “Onde não entra o sol, entra o médico.”
D “Pés quentes, cabeça fria, boa urina – merda para a medicina.

Prévia do material em texto

LISTA INTELIGENTE
PORTUGUÊS 
U F P R
Crase
TEXTO BASE 1
Leia atentamente o texto abaixo.
Quanto mais selvagem, melhor
Metrópoles estão trocando parques e jardins por “matas” onde
vegetação cresce vontade. É o rewilding, conceito que protege
o meio ambiente e agrada aos olhos.
Milhões de moradores de Barcelona, como de boa parte do
mundo, passaram meses trancados em casa no ano passado,
em lockdown rigoroso por causa da pandemia. Ao saírem,
tiveram uma surpresa. Sem humanos por perto, os pássaros e
pequenos roedores tomaram conta dos parques, onde plantas e
flores puderam crescer e desabrochar vontade.
A população de borboletas duplicou e a biodiversidade local deu
um salto de 28%. impressionante explosão ecológica promoveu
uma virada de consciência: antes resistentes ampliação dos
santuários silvestres, temendo volta de bichos indesejáveis, os
barcelonenses passaram a apoiar ideia e a prefeitura já pôs
várias iniciativas do gênero em andamento. A experiência catalã
de rewilding, como é chamada a recuperação de biomas mais
selvagens (wild, em inglês), vem se repetindo em diversas
metrópoles, como uma forma natural, simpática e inclusiva de
preservar o fustigado meio ambiente.
Visto como o que de mais moderno em urbanismo, o rewilding
pretende redefinir o conceito de área verde: saem os jardins
impecáveis e gramados bem aparados, entra vegetação natural
da região, que cresce sem poda, irrigação nem pesticidas,
permitindo que o ecossistema encontre seu equilíbrio. Em
pouco tempo, insetos, pássaros, peixes e outros animais
retornam ao hábitat, criando um vigoroso ciclo de
biodiversidade. Em Barcelona, a prefeitura plantou árvores ao
longo de ruas e avenidas, criando corredores verdes para os
animais se locomoverem. Além disso, uma área de 780 000
metros quadrados de espaço subaproveitado, como
estacionamentos, está sendo transformada em mata, onde
funcionários de parques espalham colmeias e abrigos para
pássaros e morcegos.
Revista Veja. Edição 2765. n.46, p. 70, novembro 2021.
Adaptado.
• lockdown - confinamento
• rewilding - renaturalizar
FepeseQUESTÃO 1
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 1
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do
texto.
A a / a / a / À / à / a / a / à / a 
B à / à / à / A / a / à / à / à / à 
C à / a / à / À / a / à / a / há / à 
D a / a / a / A / à / a / a / há / a 
E a / à / à / A / à / a / a / há / a
TEXTO BASE 2
Texto
Eu sei, mas não devia 
 Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
 A gente se acostuma a morar em apartamentos de 
fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E,
porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de
todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se
acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se
acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
 A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado
porque está na hora. A tomar o café correndo porque está
atrasado. A ler o jornal no ônibus 
porque não pode perder o tempo da viagem. À comer
sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho
porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A
deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
 A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E,
aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para
os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas
negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de
paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa
duração.
 A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no
telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem
receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava
tanto ser visto.
 A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de
que necessita. E a lutar para ganhar O dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que 
precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as
coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar
mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que
pagar nas filas em que se cobra.
 A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir
as revistas e ver anúncios. À ligar a televisão e assistir a
comerciais. A ir ao cinema e engolir 
publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado
na infindável catarata dos produtos.
 A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar
condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro
tremor. Ao choque que os olhos levam 
na luz natural. As bactérias da água potável. À contaminação da
água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir
passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia
dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
 A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em
doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor
aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está
cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o
pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés
e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se
consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana
não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica
satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
 A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para
preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas,
sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para
poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que
aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde
de si mesma.
COLASANTI, M. Eu sei, mas não devia. Jornal do Brasil, 19/2.
EAMQUESTÃO 2
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 2
Assinale a opção cuja crase se justifica, respectivamente, pelo
mesmo caso empregado em “E, à medida que se acostuma,
esquece o sol [...] (2º§) e “A gente se acostuma à poluição.”
(8º§).
A À proporção que íamos caminhando, chegávamos à casa
da Vovô.
B Vá à Bahia no próximo final de semana e fique à espera de
minha resposta.
C Por que disseste à Beatriz que foste até à farmácia ontem?
D Entreguei todo meu dinheiro à sua mãe às pressas.
E Estamos à procura da felicidade constantemente. Refiro-me
à felicidade plena.
TEXTO BASE 3
TEXTO
Sobrecarga de atividades atinge alunos e docentes e expõe
lacunas do ensino remoto
 A estudante Ohanna Sanna, 18, relata que 
teve dificuldade para se adaptar ____ essa rotina de 
estudos. “No começo, para cada matéria, os professo
res estavam colocando três ou quatro atividades 
[5] para entregar na semana. Em alguns casos, a gente
nem tinha três, quatro aulas com aquele professor”,
reclama ____ estudante.
 Aluna do terceiro ano do ensino médio, ela conta
que, após reclamações dos alunos, a coordenadora 
[10] da escola definiu junto aos professores uma redução
na carga de trabalhos.
 Como aluno do ensino médio e do técnico, 
Guilherme de Oliveira Silva, 17, estava acostumado 
____ estudar em dois períodos e ainda reservar um 
[15]tempo para se preparar para os vestibulares.
“Como os professores estão passando mais
atividades como forma de avaliação, eu não tive 
tempo ainda de pegar os livros para estudar para o 
vestibular”, diz o aluno. “Isso está me preocupando 
[20] bastante. Estou considerando como um ano perdido”,
acrescenta o jovem, que pretende prestar o Enem e
os vestibulares da Fuvest, da Unicamp e da Unesp.
Fragmento adaptado de: https://bit.ly/3gpjFo6. Acesso em: 23
ago. 2020.
PUC-RSQUESTÃO 3
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 3
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente,
as lacunas do texto.
A à – a – à 
B à – à – à 
C a – à – à 
D a – a – a
UVVQUESTÃO 4
Começam ___ cair uns pingos de chuva. Tão leves e raros que
nem ___ borboletas ainda perceberam, e continuam ___
pousar, ___ tontas, de jasmim em jasmim. As pedras estão
muito quentes, e cada gota que cai logo se evapora. Os
meninos olham para o céu cinzento, estendem ___mão - vão
fazer outra coisa.
Excerto do texto de Cecília Meireles - Chuvas com lembranças.
Assinale a alternativa que preenche, corretamente, a lacuna da
frase:
A à / às / a / às / a.
B à / as / à / às / a.
C a / as / a / às / a.
D a / às / a / às / a.
E a / às / a / às / à.
TEXTO BASE 4
O que nos torna pouco competitivos?
Renato Rozental
Lamentar a morte de mais de meio milhão de brasileiros por
covid-19 é pouco. Esta é uma discussão de resposta muito
clara, 
quase óbvia. Se tivéssemos capacidade interna, poderíamos ter
suprido parte das necessidades do mercado e reduzido o 
impacto da pandemia no sistema de saúde em tempo hábil. O
quadro de calamidade é resultado de décadas de políticas de 
incentivo ___ mera reprodução em vez de estímulo ___
capacitação profissional e ao domínio do processo produtivo.
[5] Começar reproduzindo (‘copiando’) não é um problema.
Basta lembrar da história do nylon, fibra têxtil sintética
patenteada
pela empresa norte-americana DuPont em 1935 e usada para
provocar a indústria japonesa e fazê-la exportar menos seda. A
resposta japonesa foi contundente e imediata: ‘copiar’ o
processo de manufatura e produzir nylon 6 meses após a
desfeita.
Atualmente, a China domina o mercado mundial de nylon,
seguida por Estados Unidos, Japão e Tigres Asiáticos. Os
chineses
perceberam que, na era tecnológica, “o caminho mais curto
para crescer é apostar em três frentes: inovação, inovação e
[10] inovação”.
Nesse contexto, pergunto: qual é o perfil da nossa indústria
farmacêutica? Produzimos genéricos… até hoje. Mas a política 
de ‘genéricos’ tem como fragilidade o fato de incluir apenas
medicamentos cujas patentes já tenham expirado. O problema
do 
conhecimento tecnológico insuficiente e a dificuldade do nosso
país em evoluir de ‘copiar’ para ‘inovar’ precisa ser tratado com 
prioridade e sem demagogia para romper o ciclo vicioso da
dependência tecnológica e trazer um diferencial competitivo.
[15] O projeto de cranioplastia, reparo craniano extenso, pode
ilustrar tanto a inovação estimulada pela demanda como os
entraves burocráticos ao desenvolvimento do produto. Pelo lado
clínico, ___ cirurgias de reconstrução do crânio após remoção
da calota craniana envolvem um alto custo, incluindo a malha
de titânio e porcelanato usada atualmente, totalizando um gasto
entre R$ 120 mil e R$ 200 mil por paciente, o que torna sua
realização no Sistema Único de Saúde (SUS) economicamente
inviável. A cranioplastia faz-se necessária não somente por
razões estéticas – o que, por si só, já justificaria o procedimento
–,
[20] mas também para assegurar que o cérebro do paciente
fique mais protegido e com melhor irrigação sanguínea,
resultando em 
melhoras cognitivas e comportamentais e facilitando ___
reintrodução do indivíduo na sociedade. No momento,
infelizmente, a 
implantação de próteses cranianas é realizada pelo SUS
somente mediante doação ou após sentença judicial,
considerando 
que o paciente corre risco de vida.
 Nossa equipe desenvolveu uma solução utilizando uma
prótese de polimetilmetacrilato (PMMA) confeccionada durante
o 
[25] período da cirurgia, com resultados semelhantes e até
superiores aos das próteses de titânio e porcelanato
disponíveis, mas 
com custo cerca de 20 vezes menor que o praticado no
mercado, tornando o tratamento, em teoria, viável e acessível à
rede 
SUS. Estamos confiantes nos resultados das próteses feitas de
PMMA, na análise dos custos e na adequabilidade do produto 
para o mercado.
 A ciência translacional não é algo que possa se embutir no
sistema por decreto. Grandes organizações, públicas e
privadas, 
[30] estão amarradas nas suas próprias burocracias, o que
dificulta o processo criativo e de inovação. No contexto da
inovação em
saúde, precisamos inserir formas de gestão flexíveis, ágeis, que
envolvam tomadas de decisão descentralizadas, permitindo a
responsabilização de todos os atores envolvidos, de modo a
ampliar os espaços de criatividade e de ousadia na busca e na
implementação de soluções. O que não dá para aceitar é
continuar ___ andar com o ‘freio de mão puxado’ e na
contramão do
desenvolvimento sustentável.
[35] Por fim, a dicotomia entre público e privado já deveria ter
sido ultrapassada. A saúde é direito de todos e dever do
Estado.
Quem trabalha com inovação quer ver o produto funcionando
no mercado global. Certa vez, em 1995, tive a oportunidade de
ouvir de Eric Kandel (Universidade Columbia), Rodolfo Llinás
(Universidade de Nova York) e Torsten Wiesel (Universidade
Rockfeller) uma previsão sobre o cenário de concessões nos
Institutos Nacionais da Saúde (NIH) em 2015-2020: “quem não
desenvolvesse uma ‘pílula’ para a sociedade como resultado do
seu projeto de pesquisa estaria fora do pool”. Tal visão está se
[40] tornando uma realidade global. Pessoalmente, acredito que
um dos compromissos mais preciosos que temos com a nossa
população é o de proporcionar hoje, e não amanhã, uma
solução para que todos possam ser atendidos a tempo e
desfrutem
de boa qualidade de vida.
(ROZENTAL, Renato.O que nos torna pouco competitivos?
[Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde. Fundação
Oswaldo Cruz e Instituto de Ciências Biomédicas. Universidade
Federal do Rio de Janeiro]. Matéria publicada em Ciência Hoje
de 20 de agosto de 2021. Disponível em:
https://cienciahoje.org.br/artigo/o-que-nos-torna-pouco-
competitivos/. Acesso em 18 de setembro de 2021). Texto
adaptado para esta prova.
UPFQUESTÃO 5
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 4
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas
das linhas 4, 16, 21 e 33, nessa ordem.
A à – à – às – a – a. 
B à – à – às – à – a. 
C a – a – as – à – à.
D à – à – as – a – a.
E a – a – as – à – a.
UFRRQUESTÃO 6
O poema Corpo-África foi publicado no portal da literatura afro-
brasileira – LITERAFRO - em setembro de 2021, em cujo tema
assim se lia: RESISTIR/EXISTIR: a poesia afro-brasileira nos
Cadernos Negros 39, um poema contemporâneo que é
construído por meio da força criadora da linguagem figurada
como um desabafo do eu-lírico, em que 2 mundos em conflito
estão apartados pelo racismo. Há um jogo de algumas
metonímias cuja maior expressão está resumida em seu título
Corpo-África. Em vários versos, percebemos as partes do corpo
sendo mencionadas como representantes desse todo que seria
a identidade africana sendo negada e silenciada pelo racismo
estrutural da sociedade ou, então, partes do outro corpo
adversário, causadores do sofrimento do eulírico.
Nesse contexto, considere as alternativas a seguir e assinale a
que apresenta o uso CORRETO da crase.
A Há a demonstração que devemos ser contrários àqueles
que defendem o preconceito racial.
B Há particularidades de vivência à ser vinculada ao mundo
africano.
C A representação do navio negreiro leva à pensar em
pessoas que têm seu mundo compartilhado com outros.
D A implementação de uma concepção de inferiorização cria
uma alusão à crimes com perdão.
E O corpo intensifica à uma comunhão de forças e de raças.
UFRGSQUESTÃO 7
 ........ me perguntam: quantas palavras 
uma pessoa sabe? Essa é uma pergunta 
importante, principalmente para quem ensina 
línguas estrangeiras. Seria muito útil para 
[5] quem planeja um curso de francês ou japonês
ter uma estimativa de quantas palavras um
nativo conhece; e quantas os alunos precisam
aprender para usar a língua com certa
facilidade. Essas informações seriam preciosas
[10] para quem está preparando um manual que
inclua, entre outras coisas, um planejamento
cuidadoso da introdução gradual de vocabulário.
 À parte isso, a pergunta tem seu 
interesse próprio. Uma língua não é apenas 
[15] composta de palavras: ela inclui também regras
gramaticais e um mundo de outros elementos
que também precisam ser dominados. Mas as
palavras são particularmente numerosas, e é
notável como qualquer pessoa, instruída ou
[20] não, ........ acesso a esse acervo imenso de 
informação com facilidade e rapidez. Assim, 
perguntar quantas palavras uma pessoa sabe 
é parte do problema geral de o que é queuma pessoa tem em sua mente e que ........ 
[25] permite usar a língua, falando e entendendo.
Antes de mais nada, porém, o que é uma
palavra? Ora, alguém vai dizer, “todo mundo
sabe o que é uma palavra”. Mas não é bem
assim. Considere a palavra olho. É muito claro
[30] que isso aí é uma palavra – mas será que
olhos é a mesma palavra (só que no plural)?
Ou será outra palavra?
 Bom, há razões para responder das duas 
maneiras: é a mesma palavra, porque significa a 
[35] mesma coisa (mas com a ideia de plural); e é
outra palavra, porque se pronuncia diferentemente
(olhos tem um “s” final que olho não tem, além
da diferença de timbre das vogais tônicas).
Entretanto, a razão principal por que julgamos
[40] que olho e olhos sejam a mesma palavra é
que a relação entre elas é extremamente
regular; ou seja, vale não apenas para esse
par, mas para milhares de outros pares de
elementos da língua: olho/olhos, orelha/orelhas,
[45] gato/gatos, etc. E, semanticamente, a relação
é a mesma em todos os pares: a forma sem
“s” denota um objeto só, a forma com “s”
denota mais de um objeto. Daí se tira uma
consequência importante: não é preciso aprender
[50] e guardar permanentemente na memória
cada caso individual; aprendemos uma regra
geral (“faz-se o plural acrescentando um “s” ao
singular”), e estamos prontos.
Adaptado de: PERINI, Mário A. Semântica lexical. ReVEL, v. 11,
n. 20, 2013.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas
das linhas 01, 20 e 24, nessa ordem.
A Às vezes – têm – lhe 
B Às vezes – tem – lhe 
C As vezes – têm – o
D Às vezes – tem – o
E As vezes – têm – lhe
TEXTO BASE 5
Instrução: A questão referem-se ao texto abaixo
 Esse delírio que por aí vai pelo futebol ........ seus 
fundamentos na própria natureza humana. O 
espetáculo da luta sempre foi o maior encanto do 
homem; e o prazer da vitória, pessoal ou do partido, 
[5] foi, é e será a ambrosia dos deuses manipulada na
Terra. Admiramos hoje os grandes filósofos gregos,
Platão, Sócrates, Aristóteles; seus coevos, porém,
admiravam muito mais os atletas que venciam no
estádio. Milon de Crotona, campeão na arte de
[10] torcer pescoços de touros, só para nós tem menos
importância que seu mestre Pitágoras. Para os
gregos, para a massa popular grega, seria
inconcebível a ideia de que o filósofo pudesse no
futuro ofuscar a glória do lutador.
[15] Na França, o homem hoje mais popular é George
Carpentier, mestre em socos de primeira classe; e,
se derem nas massas um balanço sincero, verão
que ele sobrepuja em prestígio aos próprios chefes
supremos vencedores da guerra.
[20] Nos Estados Unidos, há sempre um campeão de
boxe tão entranhado na idolatria do povo que está
em suas mãos subverter o regime político.
 E os delírios coletivos provocados pelo combate 
de dois campeões em campo? Impossível assistir-se 
[25] a espetáculo mais revelador da alma humana que
os jogos de futebol.
 Não é mais esporte, é guerra. Não se batem 
duas equipes, mas dois povos, duas nações. 
Durante o tempo da luta, de quarenta a cinquenta 
[30] mil pessoas deliram em transe, estáticas, na ponta
dos pés, coração aos pulos e nervos tensos como
cordas de viola. Conforme corre o jogo, ........ 
pausas de silêncio absoluto na multidão suspensa, 
ou deflagrações violentíssimas de entusiasmo, que 
[35] só a palavra delírio classifica. E gente pacífica,
bondosa, incapaz de sentimentos exaltados, sai fora
de si, torna-se capaz de cometer os mais horrorosos
desatinos.
 A luta de vinte e duas feras no campo transforma 
[40] em feras os cinquenta mil espectadores,
possibilitando um enfraquecimento mútuo, num
conflito horrendo, caso um incidente qualquer funda
em corisco, ....... eletricidades psíquicas 
acumuladas em cada indivíduo. 
[45] O jogo de futebol teve a honra de despertar o
nosso povo do marasmo de nervos em que vivia.
Adaptado de LOBATO, Monteiro. A onda verde. São Paulo:
Globo, 2008. p. 119-120.
UFRGSQUESTÃO 8
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 5
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas
das linhas 01, 32 e 43, nessa ordem.
A tem – haverá – as.
B têm – houveram – as.
C tem – haverão – as.
D tem – haverá – às.
E têm – houveram – às.
TEXTO BASE 6
O texto a seguir é referência para a questão.
Os tatuís e o antropoceno
 Você está em 2043. Cinco anos atrás, a civilização entrou em
colapso. Metade da humanidade foi dizimada por epidemias,
inundações, vazamentos em reatores nucleares, guerra civil. Os
estados nacionais estão falidos. Não há mais elefantes, nem
girafas, nem onças, nem centenas de outras espécies. A
internet é lenta e deficiente, quase não funciona. Não há mais
viagens aéreas. A comida é pouca e sempre a mesma. As
usinas elétricas pararam de funcionar. A eletricidade é
conseguida em pequena escala, com painéis solares.
 Um dia, uma velhinha é assaltada por um jovem que rouba
seus painéis solares. E aí começa o seguinte diálogo:
 “Você faria isso com seus parentes?”
 “Meus parentes morreram todos. E tiveram uma vida melhor
que a minha. Você também teve. Sua eletricidade, seu carro,
seu conforto... Vocês viveram bem _____ beça. Chegou _____
hora de pagar a conta. Você começa a pagar hoje. É como se
eu fosse um oficial de justiça, sacou?”
 “Mas não fui eu, pessoalmente, quem sujou o mundo. Foi o
sistema. E é muito difícil mudar o sistema”.
 “Então! É a mesma coisa. Não sou eu, pessoalmente, quem
está roubando você. É o sistema. E é muito difícil mudar o
sistema”
 Essa cena está no romance The bone clocks, do escritor
inglês David Mitchell, publicado em 2014. Ela me causou
pesadelos durante algumas semanas, e continua me
assombrando.
 Trabalhei na área de meio ambiente durante alguns anos, e
não foram poucos os relatórios, livros e artigos científicos que li
sobre as catástrofes ecológicas contemporâneas e a
devastação tão característica da nossa época. Mas nenhum
desses documentos me deixou marcas tão profundas quanto o
trecho que citei acima. Isso me fez pensar, mais uma vez, no
potencial inigualável da literatura para evocar uma realidade.
Talvez por isso a antropóloga Donna Haraway tenha sugerido
que antropoceno não é uma palavra adequada para dar conta
do terror da era em que vivemos. Em seu lugar, ela propôs o
termo cthuluceno, em homenagem ao monstro apocalíptico
criado pelo escritor H. P. Lovecraft.
 Voltei a pensar no livro do David Mitchell ao esbarrar com uma
fotografia que tirei na praia de Ipanema, anos atrás. Nela, meu
filho de cinco anos segura um solitário tatuí na palma de sua
mão. Era a primeira vez que ele via o pequeno crustáceo que
eu encontrava aos milhares quando tinha a idade dele e
frequentava _____ mesma praia. Naquele dia, passamos mais
de uma hora caminhando na beira do mar _____ procura de
outros tatuís, mas não achamos mais nenhum. Desde então,
nunca mais vimos um tatuí.
 O tatuí (Emerita brasiliensis), para quem nunca viu um, é (ou
era) um bicho característico do litoral atlântico sulamericano,
mais ou menos desde o Espírito Santo até o estuário do rio da
Prata. Tem uns três ou quatro centímetros de comprimento e
dizem que é muito saboroso (nunca provei, para mim seria
como comer um animal doméstico). É uma espécie muito
sensível _____ variações no ambiente e, por isso, tem sido
usada como bioindicador, ou seja, como ferramenta para
monitorar o estado do ecossistema em que vive. Fatores como
aumento da poluição marinha e elevação da temperatura da
água afetam rapidamente o comportamento, as características
físicas e o ciclo de vida dos tatuís.
 Uma vez li em algum lugar que, quanto mais calor no
ambiente, mais rápido bate o pequeno coração do tatuí e,
portanto, menor é o seu tempo de vida. Não sei se isso é
verdade, mas não deixa de ser uma maneira tristemente poética
de dar conta do desaparecimento dos tatuís das praias
cariocas.
 Em 2043, terei setenta e um anos. É difícil não me identificar
com a velhinha da história. Mais difícil ainda acreditar que, no
mundo de 2043, ainda existirão elefantes, girafas, onças e
tatuís.
 Bom, pelo menos nos restará o consolode saber que não
fomos nós, pessoalmente, que criamos esse mundo. Foi o...
sistema.
(Gustavo Pacheco, diplomata e antropólogo. Disponível em:
<https://epoca.globo.com/gustavo-pacheco/os-tatuis-
oantropoceno-23031237>.)
UPQUESTÃO 9
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 6
Assinale a alternativa que preenche corretamente as
lacunas desse texto.
A à – à – a – a – às. 
B a – a – à – à – as.
C a – à – a – a – às. 
D a – a – à – a – as. 
E à – a – a – à – às.
TEXTO BASE 7
O texto a seguir é referência para a questão.
 Butão e Costa Rica disputam atualmente o título mundial de
felicidade. Nos anos 30, o troféu coube ____ Ilhas Salomão,
onde os antropólogos mostraram que havia liberdade com os
costumes sexuais e compreensão para com a educação das
crianças. Na Idade Média os paraísos medievais eram feitos de
comida abundante e segurança, assim como as utopias
modernas giraram em torno da liberdade e da igualdade. As
variações de conteúdo sugerem uma constante: a felicidade é
composta do que nos falta, mais exatamente, da relação com o
que nos falta. Se entre nós e o que nos falta está o trabalho,
temos uma relação com ____ felicidade. Se entre nós e o que
nos falta está o amor, eis que a felicidade muda de figura. Se
nos falta dinheiro, poder ou fama, ali estará a substância da
felicidade.
 A felicidade depende da teoria da transformação que
carregamos conosco. Se entre nós e o que nos falta existe
apenas e tão somente uma imagem, a transformação dessa
imagem será o processo mesmo _____ que chamaremos
felicidade. Se entre nós e o que nos falta existe um oceano (que
nos levaria até as Ilhas Salomão), então nossa felicidade tem
estrutura de viagem. Se entre nós e a felicidade está a
presença incômoda de pessoas indesejáveis e seus costumes
perturbadores, então nossa felicidade seguirá _____ gramática
da guerra ou da segregação.
 O terceiro critério de produção da felicidade diz respeito ao
outro. Por exemplo, nos faltam asas, mas em geral não nos
lamentamos disso. Afinal, ninguém tem asas. Nossa felicidade
depende de como supomos a felicidade de nosso vizinho. Se
ele aparecesse com asas biônicas, imediatamente nos
tornaríamos seres infelizes, afetados por essa privação.
Civilizações obcecadas com felicidade, como a nossa, são
também culturas de inveja e da competição.
 Como nossa felicidade depende de nossa teoria
transindividual da transformação em relação ao que nos falta, a
tarefa de educar nossas crianças tornou-se um desafio
contemporâneo. Queremos tanto fazê-las felizes porque isso
realiza nossa felicidade. Aqui a armadilha tem sido fatal.
Imaginamos que o encontro de contrariedades reais traz
infelicidades, por isso tentamos poupar nossos alunos de
experimentarem sua própria falta. Supomos, depois, que nossa
teoria da transformação será igual _____ deles (afinal, vivemos
mais, sabemos como é o mundo), por isso não trabalhamos
para que eles construam responsabilidade ou implicação com a
felicidade que lhes concerne inventar. Além disso, sancionamos
_____ ilusão da felicidade indiferente, baseada no conforto e na
satisfação de si, custeada pelo mito de que se nós nos amamos
e ficamos juntos e protegidos tudo vai terminar bem.
Infelizmente, usado dessa maneira o amor mata ou imbeciliza.
 Praticada dessa maneira, produzimos com eles uma felicidade
feita de negação de diferenças reais (que, portanto, não serão
tratadas), de recusa de falsidade nas experiências de
reconhecimento (que, portanto, serão odiadas) e de imperativos
de sucesso que correspondem _____ realização, empobrecida,
de nossa própria felicidade, não da deles. É assim que estamos
prometendo uma felicidade venenosa e ainda queremos fazer
das escolas uma extensão desse projeto mórbido. Precisamos
de uma felicidade mais cara – esta está dando errado.
(Christian Ingo Lenz Dunker, psicanalista, professor titular do
Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).
Disponível em: <http://www2.uol.com.br/vivermente/)
UPQUESTÃO 10
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 7
Assinale a alternativa que preenche corretamente as
lacunas acima, na ordem em que aparecem no texto.
A as – a – à – a – a – à – à. 
B às – a – a – a – à – a – à. 
C às – à – à – à – a – a – a. 
D as – à – a – à – à – à – à. 
E as – a – à – a – à – a – a.
FACISAQUESTÃO 11
Segue, abaixo, excerto de um texto publicado na conta do
Instagram @topdestinos. Preencha as lacunas com as palavras,
em sua forma correta, indicadas numa das assertivas abaixo.
“A rivalidade entre Porto e Lisboa equivale ____ que existe
entre paulistas e cariocas. Vai do futebol ____ gastronomia
____ inclui arquitetura e política. Por exemplo: Lisboa é ____
capital de Portugal ____ o nome do país vem de Porto”.
A sequência correta é
A a, à, porém, há, portanto.
B à, à, mas, à, entretanto.
C a, a, e, a, mas.
D à, à, e, a, mas.
E à, a, e, a, portanto.
TEXTO BASE 8
Leia o texto.
Fome e subdesenvolvimento
A fome é, de longe, o sintoma mais grave e mais geral do
subdesenvolvimento. Resulta de todo um conjunto de causas e
provoca toda uma gama de consequências. Sendo a
alimentação a necessidade primeira do homem e a busca da
alimentação tendo sido, durante milênios, uma preocupação
quase obsessiva, a fome é, entre as características do
subdesenvolvimento, aquela que mais profundamente choca a
opinião dos países ricos. É a manifestação mais flagrante da
miséria, a expressão das privações que não é possível eludir:
admite-se que os homens fiquem nus (é, diz-se, “a tradição”),
que se alojem em cabanas (à primeira vista é “pitoresco”), que
sejam doentios (não existe a doença nos países
desenvolvidos?), que não tenham trabalho (“certamente não
gostam de se cansar”), etc., mas não é possível admitir a fome.
Sua denúncia é, de fato, o único meio de levar a opinião pública
dos países desenvolvidos a tomar consciência dos problemas
do subdesenvolvimento. (…)
Yves Lacoste. Geografia do subdesenvolvimento.
FepeseQUESTÃO 12
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 8
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F).
( ) A crase foi usada de forma correta em: “Fiz referência àquilo
que me disseste e me coloquei à disposição para esclarecer os
fatos mencionados no relatório das ações para combate à
fome”.
( ) A crase é facultativa nas seguintes situações: “Isso cheira à
molho de tomate”, “Fiz referência à esta situação” e “Estou
disposto à combater os casos de fome de minha comunidade”.
( ) A crase é proibida nas seguintes situações: “Estávamos
frente a frente” e “Somente obedeço a leis justas”.
( ) Em termos do uso da crase, as seguintes situações igualam-
se: “Dirijo-me a Roma” e “Fui a Bahia”, em ambas ocorre o
fenômeno da crase na palavra sublinhada.
( ) Está correto o uso da crase em: “Suas opiniões são análogas
às que dei na entrevista ontem”.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima
para baixo.
A V • V • V • F • F 
B V • V • F • V • F 
C V • F • V • F • V
D F • V • F • V • F
E F • F • F • V • V
EEARQUESTÃO 13
Quanto ao uso ou não do acento grave indicador de crase,
assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente,
as lacunas do texto abaixo.
 “Minha mãe, pessoa mais intransigente da casa, um dia
acordou aberta _____ novas experiências. Deixou de lado seu
ponto de vista contrário _____ aquisição de animais domésticos
e achou que valeria _____ pena adotar um cão. Porém, quanto
_____ passarinhos, jamais; queria-os livres para voarem rumo
______ liberdade.”
A a - a - à - a - a
B à - a - à - à - à 
C à - à - a - à - a 
D a - à - a - a - à
ACAFEQUESTÃO 14
Preencha os espaços em branco com Há, a, à, nessa ordem.
I ____ dois anos não ___ visitava, mas sua mãe sempre esteve
___ espera. 
ll ____ beira do precipício, ____ poucos arbustos ___ decorar a
paisagem. 
III ____ quem quisesse ver, demonstrei que não ___
possibilidade de resolver ___ questão. 
IV ____ alguma chance, ____ custa de muito esforço, de obter
___ vaga pretendida. 
V ____ ao menos três maneiras de encaminhar isso ___ quem
está ___ disposição para ajudar.As frases corretas, de acordo com a ordem proposta, são:
A I - V
B II - III - IV
C I - III - IV
D III - V
UFRRQUESTÃO 15
Leia os textos e em seguida responda. 
I. “No crepúsculo em que habito, passeio ____ noite em
amarelos, rosas em becos desconhecidos” (Devair Fiorotti)
II. “Minha poesia carrega em si uma cor que ___ vezes nem
minha alma contém.” (Eli Macuxi)
III. “Cai o sol na terra de Makunaima/ Boa Vista no céu, lua
cheia de mel/ sobe___ serra de Pacaraima/ eu sou de Roraima”
(Neuber Uchôa e Zeca Preto)
IV. “Eu sou cavalo selvagem/ Meu mundo é ___ imensidão”
(Eliakin Rufino)
V. “Ele retira forças pra atravessar os desertos/ que
enfrentamos juntos/ e para beber ___ estrelas e aos olhos/ da
mulher que amo e que não está comigo.” (Roberto Mibielli)
As lacunas são preenchidas corretamente pela sequência:
A a, a, a, à, as
B à, às, a, a, as
C a, às, à, à, às
D à, as, à, a, às
E à, às, a, a, às
UFRRQUESTÃO 16
Leia o período abaixo e analise as alternativas a seguir:
Para alguns, a obra Macunaíma não tem à ver com a preguiça
do povo brasileiro. Para outros, o personagem principal revela a
verdadeira síntese do comodismo e o preconceito de que
brasileiro não gosta de trabalhar. Por conseguinte, Mário de
Andrade determinou que muitos mentirosos fossem às favas.
I. O uso da crase em “à ver” está de acordo com a norma
gramatical vigente;
II. Em “a verdadeira”, o artigo “a” deveria estar com a crase
porque “verdadeira” é uma palavra feminina;
III. A expressão “às favas” está dentro dos padrões da Norma
Culta.
IV. Em “brasileiro não gosta de trabalhar” o verbo gostar é
intransitivo.
Está (ão) CORRETA (S):
A ) Apenas I e III.
B Apenas II.
C Apenas II e IV.
D Apenas III.
E Apenas I, III e IV.
TEXTO BASE 9
INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto.
TEXTO
Festas de casamento falsas viram moda na Argentina
 Comida gostosa, música boa, bar liberado ____ 
noite toda... quem nunca ______ até altas horas numa 
boa festa de casamento? Esse ritual, que muitos já 
presenciaram ao longo da vida, é, porém, desconhe-
[5] cido para alguns representantes das gerações mais
jovens.
 Mas há uma solução para elas: Casamento Falso 
(ou Falsa Boda, no nome original em espanhol), uma 
ideia de cinco amigos de La Plata, na Argentina. O 
[10] detalhe era que os convidados não eram amigos ou
parentes dos noivos, mas ilustres desconhecidos que
compraram entradas para o evento.
 Martín Acerbi, um publicitário de 26 anos, estava 
cansado de ir sempre ____ mesmas boates. “Quería-
[15] mos organizar uma festa diferente, original”, disse. E
assim pensaram em fazer esse evento “temático”, que
chamaram de Casamento Falso.
 Pablo Boniface, um profissional de marketing de 
32 anos que esteve em um Casamento Falso em 
[20] Buenos Aires em julho, disse que para ele foi a oca-
sião perfeita para realizar algo que sempre quis fazer:
colocar uma gravata.
 “Para mim essas festas são até melhores do que 
um casamento real, _____ você não precisa se sentar 
[25] com estranhos e ficar entediado. Você passa bons
momentos com seus amigos e não se encontra com
todos os tios e avôs que normalmente frequentam
essas cerimônias”, disse Pablo.
Adaptado de: http://www.bbc.com/portuguese/
noticias/2015/08/150831_falsos_casamentos_tg. Acesso em 07
set. 2016.
PUC-RSQUESTÃO 17
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 9
Assinale a alternativa que preenche, correta e
respectivamente, as lacunas do texto.
A a – se divertiu – às – porque 
B à – divertiu-se – as – por que 
C a – divertiu-se – as – porque
D à – se divertiu – às – por que 
E a – divertiu-se – às – por que
UFRGSQUESTÃO 18
Instrução: A questão estão relacionadas ao texto abaixo.
– Temos sorte de viver no Brasil – dizia
meu pai, depois da guerra. – Na Europa 
mataram milhões de judeus. 
 Contava as experiências que os médicos 
[5] nazistas faziam com os prisioneiros.
Decepavam-lhes as cabeças, faziam-nas
encolher – à maneira, li depois, dos índios
Jivaros. Amputavam pernas e braços.
Realizavam estranhos transplantes: uniam a
[10] metade superior de um homem ........ metade 
inferior de uma mulher, ou aos quartos 
traseiros de um bode. Felizmente morriam 
essas atrozes quimeras; expiravam como 
seres humanos, não eram obrigadas a viver 
[15] como aberrações. (........ essa altura eu tinha 
os olhos cheios de lágrimas. Meu pai pensava 
que a descrição das maldades nazistas me 
deixava comovido.) 
 Em 1948 foi proclamado o Estado de 
[20] Israel. Meu pai abriu uma garrafa de vinho –
o melhor vinho do armazém –, brindamos ao
acontecimento. E não saíamos de perto do
rádio, acompanhando ........ notícias da guerra 
no Oriente Médio. Meu pai estava 
[25] entusiasmado com o novo Estado: em Israel,
explicava, vivem judeus de todo o mundo,
judeus brancos da Europa, judeus pretos da
África, judeus da Índia, isto sem falar nos
beduínos com seus camelos: tipos muito
[30] esquisitos, Guedali.
Tipos esquisitos – aquilo me dava ideias.
Por que não ir para Israel? Num país de
gente tão estranha – e, ainda por cima, em
guerra – eu certamente não chamaria a
[35] atenção. Ainda menos como combatente,
entre a poeira e a fumaça dos incêndios. Eu
me via correndo pelas ruelas de uma aldeia,
empunhando um revólver trinta e oito,
atirando sem cessar; eu me via caindo,
[40] varado de balas. Aquela, sim, era a morte que
eu almejava, morte heroica, esplêndida
justificativa para uma vida miserável, de
monstro encurralado. E, caso não morresse,
poderia viver depois num kibutz. Eu, que
[45] conhecia tão bem a vida numa fazenda, teria
muito a fazer ali. Trabalhador dedicado, os
membros do kibutz terminariam por me
aceitar; numa nova sociedade há lugar para
todos, mesmo os de patas de cavalo.
Adaptado de: SCLIAR, M. O centauro no jardim. 9. ed. Porto
Alegre: L&PM, 2001
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas
das linhas 10, 15 e 23, nessa ordem.
A à – À – às
B a – A – às
C à – A – às
D a – À – as
E à – A – as
CESMACQUESTÃO 19
O uso da norma culta da gramática portuguesa costuma ser
socialmente valorizada, como algo distintivo e de prestígio.
Identifique a alternativa em que o uso da crase está em
concordância com as normas sintáticas e ortográficas.
A Dediquei o livro à meus filhos e à minhas filhas para
incentivá-los à escrever.
B À exposição mostrou as vanguardas europeias as visitantes
brasileiras.
C A exposição durou toda à semana; dia à dia, sem
interrupção.
D Graças às minhas alunas expositoras, não perdi nenhuma
sessão apresentada.
E Quando compreendi que às coisas são reais e todas
diferentes, comecei à não saber que função têm.
UNIFESPQUESTÃO 20
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente,
as lacunas da tira.
A Por que – à – a – porquê
B Porquê – a – a – por que
C Por que – à – à – porque
D Por quê – à – à – porque
E Por quê – a – a – porque
UNIPAMQUESTÃO 21
Este texto publicitário foi transcrito com lacunas. Leia-o para
responder ao que se pede.
O acesso ____ internet é essencial para atingirmos os objetivos
globais da humanidade. Quando as pessoas têm acesso ____
ferramentas e ao conhecimento existente na internet, elas têm
acesso _____ oportunidades que fazem a vida ser melhor para
todos nós. A internet tem um papel fundamental no combate
_____ injustiça, no compartilhamento de novas ideias e no
auxilio _____ empreendedores na geração de empregos. No
entanto, metade das pessoas neste planeta não tem acesso
____ ela, especialmente mulheres e meninas. A internet
pertence ____ todos. Ela deveria ser acessível ____ todos.
(Adaptado de Folha de S.Paulo, 1º out. 2015).
Assinale a alternativa que preenche com correção gramatical as
lacunas do texto.
A à, às, a, à, a, a, a, a 
B à, as, a, a, à, a, à, à 
C a, as, à, à, a, à, à, a 
D a, às, a, a, à, a, a, à
TEXTO BASE 10
Observe o texto abaixo e responda à questão
LEI Nº 12.990, DE 9 DE JUNHO DE 2014.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso
Nacional decreta e eu sanciono ______ seguinte Lei:
Art. 1° Ficam reservadas aos negros 20% (vinte por cento) das
vagasoferecidas nos concursos públicos para provimento de
cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da
administração pública federal, das autarquias, das fundações
públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia
mista controladas pela União, na forma desta Lei.
§ 1° A reserva de vagas será aplicada sempre que o número de
vagas oferecidas no concurso público for igual ou superior ___
3 (três).
§ 2° Na hipótese de quantitativo fracionado para o número de
vagas reservadas __ candidatos negros, esse será aumentado
para o primeiro número inteiro subsequente, em caso de fração
igual ou maior que 0,5 (cinco décimos), ou diminuído para
número inteiro imediatamente inferior, em caso de fração menor
que 0,5 (cinco décimos).
§ 3° A reserva de vagas a candidatos negros constará
expressamente dos editais dos concursos públicos, que
deverão especificar o total de vagas correspondentes____
reserva para cada cargo ou emprego público oferecido.
Art. 2° Poderão concorrer ___vagas reservadas a candidatos
negros aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos no ato
da inscrição no concurso público, conforme o quesito cor ou
raça utilizado pela Fundação Instituto.
(BRASIL. LEI Nº 12.990, DE 9 DE JUNHO DE 2014. .
Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-
2014/2014/Lei/L12990.htm. Acessado em 20/11/2016)
FDSMQUESTÃO 22
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 10
Respectivamente, as lacunas ficam preenchidas de modo
correto com a seguinte sequência:
A a – há – à – à – as. 
B a – a – a – à – às. 
C a – a – há – a – as.
D à – à – há – a - às
E há – a – à – a – às.
ESAQUESTÃO 23
Assinale a alternativa que preenche, de acordo com a norma
padrão, as lacunas da seguinte frase:
“O professor se referia _______ alunas dispostas ________
vencer qualquer obstáculo do dia ______ dia.”
A às – a – a 
B às – a – à 
C às – à – a 
D as – à – à 
E as – a – à
UEA - SISQUESTÃO 24
 Na esteira do regionalismo, Rachel de Queiroz compôs dois
romances de ambientação cearense, O quinze e João Miguel.
Em ambos releva notar uma prosa enxuta e viva. Confrontados
com A bagaceira, de José Américo, esses livros podem dizer-se
mais próximos do ideal neorrealista que nortearia ___ narrativa
social do Nordeste. Os períodos são, em geral, menos
“literários”, breves, colados ___ transcrição dos atos e dos
acontecimentos. E ___ diálogo é corrente, lembrando às vezes
a novelística popular que, mais tarde, atrairia ___ escritora ao
passar do romance para o teatro de raízes regionais e
folclóricas. 
(Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 1994.
Adaptado.)
Assinale a alternativa que preenche, respectivamente, as
lacunas do texto.
A a – à – o – a
B a – à – o – à
C à – à – ao – à
D a – a – o – a
E à – a – ao – a
UFRGSQUESTÃO 25
Instrução: As questões de 10 a 17 estão relacionadas ao
texto abaixo. 
[1] Não faz muito que temos esta nova TV
com controle remoto, mas devo dizer que se
trata agora de um instrumento sem o qual eu
não saberia viver. Passo os dias sentado na
[5] velha poltrona, mudando de um canal para o
outro – uma tarefa que antes exigia certa
movimentação, mas que agora ficou muito
fácil. Estou num canal, não gosto – zap, mudo
para outro. Eu gostaria de ganhar em dólar
[10] num mês o número de vezes que você troca
de canal em uma hora, diz minha mãe. Tratase
de uma pretensão fantasiosa, mas pelo
menos indica disposição para o humor,
admirável nessa mulher.
[15] Sofre minha mãe. Sempre sofreu: infância
carente, pai cruel, etc. Mas o seu sofrimento
aumentou muito quando meu pai a deixou. Já
faz tempo; foi logo depois que eu nasci, e
estou agora com treze anos. Uma idade em
[20] que se vê muita televisão, e em que se muda
de canal constantemente, ainda que minha
mãe ache isso um absurdo. Da tela, uma
moça sorridente pergunta se o caro
telespectador já conhece certo novo sabão
[25] em pó. Não conheço nem quero conhecer, de
modo que – zap – mudo de canal. ―Não me
abandone, Mariana, não me abandone!‖.
Abandono, sim. Não tenho o menor remorso,
e agora é um desenho, que eu já vi duzentas
[30] vezes, e – zap – um homem falando. Um
homem, abraçado ........ guitarra elétrica, fala
........ uma entrevistadora. É um roqueiro. É
meio velho, tem cabelos grisalhos, rugas,
falta-lhe um dente. É o meu pai.
[35] É sobre mim que ele fala. Você tem um
filho, não tem?, pergunta a apresentadora, e
ele, meio constrangido – situação pouco
admissível para um roqueiro de verdade –, diz
que sim, que tem um filho só que não vê há
[40] muito tempo. Hesita um pouco e acrescenta:
você sabe, eu tinha que fazer uma opção, era
a família ou o rock. A entrevistadora, porém,
insiste (é chata, ela): mas o seu filho gosta de
rock? Que você saiba, seu filho gosta de rock?
[45] Ele se mexe na cadeira; o microfone,
preso ........ desbotada camisa, roça-lhe o
peito, produzindo um desagradável e bem
audível rascar. Sua angústia é compreensível;
aí está, num programa local e de baixíssima
[50] audiência – e ainda tem de passar pelo
vexame de uma pergunta que o embaraça e à
qual não sabe responder. E então ele me
olha. Vocês dirão que não, que é para a
câmera que ele olha; aparentemente é isso;
[55] mas na realidade é a mim que ele olha, sabe
que, em algum lugar, diante de uma tevê,
estou a fitar seu rosto atormentado, as
lágrimas me correndo pelo rosto; e no meu
olhar ele procura a resposta ........ pergunta
[60] da apresentadora: você gosta de rock? Você
gosta de mim? Você me perdoa? – mas aí
comete um engano mortal: insensivelmente,
automaticamente, seus dedos começam a
dedilhar as cordas da guitarra, é o vício do
[65] velho roqueiro. Seu rosto se ilumina e ele vai
dizer que sim, que seu filho ama o rock tanto
quanto ele, mas nesse momento – zap –
aciono o controle remoto e ele some. Em seu
lugar, uma bela e sorridente jovem que está –
[70] à exceção do pequeno relógio que usa no
pulso – nua, completamente nua.
Adaptado de: SCLIAR, M. Zap. In: MORICONI, Í. (Org.) Os cem
melhores contos brasileiros. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. p.
547-548.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas
nas linhas 31, 32, 46 e 59, nesta ordem. 
A à – a – à – a 
B à – à – a – a
C a – à – a – à
D a – a – à – a 
E à – a – à – à 
UCSQUESTÃO 26
O ato de escrever nos modifica, e é por essa razão que ele
faz sentido
Cristovão Tezza
 Há muitos anos, ouvi o escritor português Augusto Abelaira
(1926-2003) classificar toda a literatura 
do mundo em apenas duas famílias: “Grandes Esperanças” e
“Ilusões Perdidas”. A brincadeira com as 
obras-primas de Dickens e Balzac poderia ser estendida ao
temperamento dos escritores, os soturnos e 
solares. 
[5] Como classificar e coçar é só começar, e a ficção – o nome
já o diz – não é uma ciência, pensei
em separar os escritores em função de como eles ____ o
mundo que pretendem “revelar”. As aspas se
explicam adiante.
 A primeira vertente seria a conspiratória. Segundo ela, somos
naturalmente seres negativos que se
dirigem à morte. Infelizmente, não há nada que se possa fazer a
respeito, porque a natureza é soberana,
[10] e a subjetividade, uma mentira. Pela escrita, fomos
arrancados do aqui e agora do mundo natural, ao qual
não podemos voltar.
 Assim, escrever será sempre um processo insidioso de
ocultação, e são impressionantes os meios de
que ____ a escrita para nos enganar, criando fantasmas
paralelos e arbitrários que asfixiam o real tentando
simular um impossível retorno à suposta paz primitiva.
[15] É falsa, portanto, a distinção entre ficção e não ficção –
tudo é ficção; ou, pior, tudo é uma mentira, e a
penosa ética da escrita seria torná-la límpida, trazer a
mentira à luz do sol, denunciando perpetuamente o
fracasso, que, queiramos ou não, se volta sobre si mesmo. Não
há escape ou segurança, exceto no próprio
ato de escrever, que é, necessariamente, um ato de desespero.
 A segunda vertente é a encantatória. Vivemos em uma rede
maravilhosa – não necessariamente
[20] otimista, alegre ou feliz, mas no sentido atávico das mil e
uma noites, o maravilhoso como suspensão do
tempo edas regras sensoriais.
 Essa rede fantástica de sentidos, causas e efeitos existe
segundo essências inatingíveis pela lógica
humana e revela sinais milagrosos em toda parte. O artista é a
antena com poderes de captação de um
saber que, apesar da intransponível opacidade da natureza,
está sempre pulsando no entorno à espera de
[25] um intérprete. O escritor seria esse arauto das forças
misteriosas do mundo.
 Nessa visão, de um apelo instintivamente escapista, escrever
também é tirar o manto que oculta a
realidade e revelá-la tal qual ela é. Para o poeta Ezra
Pound, havia mesmo uma raça pulsando em alguma
parte, que o poeta, “antena da raça”, deve farejar. A expressão
é historicamente grotesca, mas o seu
espírito tem uma atração perene, uma espécie de “alma do
mundo”, o comando romântico irresistível.
[30] O fato é que, tanto para os encantatórios como para os
conspiratórios, a realidade é um dado prévio
que se deixa ver apenas por enigmas e só pode ser
pressentido; escrever é revelar, ou, mais precisamente,
deixar o mundo revelar-se pelas mãos do escritor.
São visões com o charme do irracionalismo poético – e
certamente obras-primas se escreveram e
continuarão se escrevendo sob o sopro dessa natureza
regressiva.
[35] Para colocar essa teoria capenga em minha própria
medida, gosto de pensar em mim mesmo como
escritor de uma realidade encantatória, mas o espírito da
conspiração vive me puxando o tapete. A ideia de
que os escritores “revelam” alguma coisa é enganosa – eu aqui,
cristalino; e o mundo lá, turvo e misterioso.
 Escrever é uma ação sobre o mundo, e sou parte dele. O ato
de escrever nos modifica, e é por essa
razão que ele faz sentido. É possível que o primeiro impulso
seja o da “revelação” – o que é isso que estou
[40] vendo ou sentindo? –, mas já no instante seguinte a
redução da vida real ____ letras, a reapresentação e
o fechamento do mundo pela gramática, pelo funil das
sentenças, cria uma terceira realidade, um desejo
que se desenha, um objeto espelhado, uma hipótese, que, por
sua própria natureza, surge não “revelando”
o mundo, que nada diz por si mesmo, mas fazendo
concorrência a ele, como queriam os verdadeiros
realistas.
[45] Levando-se adiante ____ conversa solta, pode-se extrair
daí uma ética laica do ato de escrever ficção,
ou seja, o seu princípio inegociável, desde os diálogos
socráticos e seu sabor romanesco: o fato de que
somos seres inacabados. Fico por aqui: para salvação deste
escriba, e alegria do leitor, acabou o espaço.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/cristovao-
te zza/2017/07/1897639-o-ato-de-escrever-nos-modifica -e-e-
por-essa-razao-que- -ele-faz-sentido.shtml>. Acesso em: 3 set.
17. (Adaptado.)
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente,
as lacunas nas linhas 6, 13, 40 e 45 do texto.
A vêm, dispõem, as, a 
B veem, dispõe, às, a 
C veem, dispõem, às, a 
D vêem, dispõem, às, à 
E vêem, dispõe, as, à
FEMAQUESTÃO 27
Fui ____ instituição de ensino. Dirigi-me ____ Diretor, ____
quem perguntei se poderia entregar ____ premiação ____ aluna
ganhadora do concurso de redação.
A alternativa que completa corretamente a frase acima é:
A a – ao – a – a - à 
B à – ao – à – a - à
C a – ao – a – à – à 
D à – ao – a – a - a 
E à – ao – a – a – à
TEXTO BASE 11
Leia o texto a seguir, que traz um verbete, gênero textual
presente na esfera didática e instrucional, a fim de responder
à questão.
TEXTO
Resiliência 
re·si·li·ên·ci·a 
sf
1 FÍS. Elasticidade que faz com que certos corpos deformados
voltem à sua forma original.
2 FIG. Capacidade de rápida adaptação ou recuperação.
(Fonte: http://michaelis.uol.com.br/busca?id=0LE9G)
IFALQUESTÃO 28
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 11
“Elasticidade que faz com que certos corpos deformados voltem
à sua forma original.”
A crase, exercendo o uso facultativo, semelhante ao enunciado
apresentado no trecho , pode também ser percebida na
alternativa.
A Referi-me àquilo e não a outros assuntos mais complexos
da conjuntura política.
B Ele costumeiramente assiste à televisão até tarde da noite.
C Temos a Filosofia como corrente epistemológica pertencente
às Humanidades. 
D Entregue essa encomenda à Roberta e não à Renata, a sua
irmã. 
E Marina frequentemente trabalha aos sábados, das 10h às
14h.
UNIFUNECQUESTÃO 29
 Embora já sejam parte do dia a dia da população, ainda 
 dúvidas sobre o uso correto de máscaras. E não estamos
falando daquelas pessoas que as usam cobrindo qualquer parte
do rosto, menos nariz e boca. Uma das questões ainda em
estudo é o melhor jeito de higienizar o acessório sem prejuízo 
 sua capacidade barrar o novo coronavírus.
Pensando nisso, cientistas da Coreia do Sul e do Japão
divulgaram pesquisa em que o desempenho e as
diferenças dos filtros que as máscaras após serem
limpos com álcool. As pesquisas levaram em conta a eficiência 
 filtragem, a taxa de fluxo de ar e as propriedades
das máscaras após a limpeza. A conclusão foi a de que apenas
os filtros de nanofibra podem ser reutilizados várias vezes se
higienizados com álcool.
(https://revistagalileu.globo.com. Adaptado.)
A alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas do
texto de acordo com a norma-padrão é:
A podem haver – à – de – comparam – compõem – da.
B pode haver – à – de – comparam – compõem – da.
C há – à – em – compara – compõe – da.
D há – a – para – compara – compõe – na.
E pode haver – a – de – comparam – compõe – na.
CUSCQUESTÃO 30
A crase está presente no exemplo: Dia Mundial de Combate
à Doença. Indique as frases em que o uso da crase está
correto:
I. Ministério da Saúde lança campanha para combater à
dengue.
II. O governo atribuiu dificuldades para enfrentar à tuberculose.
III. O combate à tuberculose deve ser compromisso dos
governos municipal, estadual e federal.
IV. A crise hídrica leva à redução da água potável.
Pode-se afirmar que:
A apenas III e IV estão corretas. 
B apenas I e II estão corretas. 
C apenas III e IV estão corretas. 
D apenas I, II e III estão corretas. 
E apenas IV está correta.
Crase
Questão 1:
[E]
Questão 2:
[E]
Questão 3:
[D]
Questão 4:
[C]
Questão 5:
[D]
Questão 6:
[A]
Questão 7:
[B]
Questão 8:
[A]
Questão 9:
[E]
Questão 10:
[B]
Questão 11:
[D]
Questão 12:
[C]
Questão 13:
[D]
Questão 14:
[A]
Questão 15:
[E]
Questão 16:
[D]
Questão 17:
[A]
Questão 18:
[E]
Questão 19:
[D]
Questão 20:
[D]
Questão 21:
[A]
Questão 22:
[B]
Questão 23:
[A]
Questão 24:
[A]
Questão 25:
[E]
Questão 26:
[B]
Questão 27:
[E]
Questão 28:
[D]
Questão 29:
[B]
Questão 30:
[C]
Ditados populares e provérbios 
EsPCExQUESTÃO 1
Nos provérbios abaixo, assinale aquele em que se observa a
concordância prescrita pela gramática.
A “Não se apanham moscas com vinagre.”
B “Casamento e mortalha no céu se talha.”
C “Quem cabras não têm e cabritos vende, de algum lugar
lhes vem.”
D “Diga-me com quem andas e dir-te-ei quem tu és.”
E “Em terra de urubus diplomados, não se ouve cantos de
sabiás.”
TEXTO BASE 1
O PODER DE DEUS
 Zé Maria e Alice começaram a namorar numa festa de
cruzeiro. Ele era retireiro, ela cozinhava na fazenda. Quando
resolveram casar, trataram de fazer uma cafua, formar jardim,
plantar horta-de-couve, vedada com bambu em pé, por causa
das galinhas. Do alto da serra vinha no cascalho uma água
clara, servia a bica, na porta da cozinha, depois descia horta
abaixo. De noite, o rego d’água marulhava, era uma beleza.
 Um dia de sábado, depois do almoço, Zé Maria bebeu café e
sentou no banquinho na banda de fora. Tirou a palha do bolso
de trás, pegou a faca, começou a fazer o pito. Alice, não passou
muito, acabou de arrumar a cozinha e veio pra janela. Já
andava muito gorda, pesadona, o menino devia nascer dentro
de mês e pouco. Ela gostava de ficar em pé depois da comida,
mesmo sentindo pressão nas veias das pernas.
 Zé Maria, alisando a palha com o corte da faca, pensava em
como ia ser bonito o crioulinho (ou crioulinha) queia nascer: pra
ele não fazia diferença se fosse homem ou mulher. Havia de ser
uma beleza, de certo ia puxar a mãe. Ele também não era de
jogar fora, em solteiro nunca faltou namorada, vivia rodeado de
moça.
 Tinha acabado de alisar a palha, ia pegando o fumo no bolso
quando Alice, já na janela, limpou a garganta e perguntou:
- Zé?
- Hein
- Hein.
- Ocê acha que Deus, se quiser, pode fazer chover, mesmo
sendo um dia clarinho como esse de hoje?
- Acho.
- Assim de repente?
- Acho.
 Pegou o fumo, foi picando devagar, bem devagarinho,
rendendo aquela hora de pachorra que ele apreciava tanto. O
fumo picado na mão esquerda, foi esfregando os pedacinhos
com o polegar e o indicador da mão direita, esmigalhando, até
não ter nenhum toco, nenhum fiapo mais grosso, fazia o cigarro
apagar.
Aí Alice falou: 
- Zé? Depois de ter chovido, ocê acha que Deus, se Ele quiser,
pode fazer tudo secar duma
hora pra outra?
- Acho.
- Mesmo tendo sido chuva de dilúvio?
- É.
Zé Maria abriu a palha, fez uma espécie de chochozinho, foi
espalhando o fumo. Acertou a camada e começou a enrolar,
nem muito apertado nem muito bambo: regular. Alice
perguntou:
- Ocê acha, Zé, que se Deus quiser que geia, mesmo sendo na
volta do dia, tem base de gear?
- Acho. Deus tem poder de fazer tudo que Ele quiser.
- Tudo mesmo, Zé?
- É. Mas por que essa perguntação, Alice?
- À toa, Zé. A gente fica pensando...
Ela não acabou a frase, ele não perguntou nada. Tirou a binga
do bolso, abriu, lembrou do velho Severino, seu avô. Tinha sido
presente dele, hoje não encontrava mais. Pegou o fuzil,
um pedaço de ferro, mais a pedra-figo, começou a bater. A
primeira fagulha que caiu soprou calibrado, foi soprando, logo
aparecia o fogo, aquela cor bonita dentro do cilindro de lata.
 Quando ele ia acendendo o cigarro, a mulher perguntou: 
- Se for muito da vontade de Deus, mas muito mesmo, que a
gente tem um filho branco, ou quem sabe, mulato, ocê acha que
Ele pode fazer isso? 
- Pode, Alice. 
 Ela já ia respirando aliviada, quase sem acreditar, quando ele
completou: 
- Poder, pode, mas só tem uma coisa... 
- O que é, Zé Maria? 
- ... ocê vai levar um cacete que, se viver pra lembrar, nunca
mais há de esquecer.
(ROMANO, Olavo. Minas e seus casos. São Paulo: Ática, 1984,
p. 51-53) 
UNIPAMQUESTÃO 2
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 1
Não raro, o povo mineiro é alvo de constantes críticas, seja por
seu modo de falar, seja por suas atitudes. Tais críticas são
retratadas em causos, piadas, charges e provérbios. Na maioria
deles, contudo, o mineiro sempre se sai bem das situações
mais embaraçosas, demonstrando a sua esperteza e
combatendo o preconceito de que mineiro é ingênuo e caipira.
 
Assinale o provérbio que poderia ser usado como título do
causo que você leu.
A Mineiro dorme no chão para não cair da cama.
B Mineiro não dá ponto sem nó.
C Mineiro não perde o trem.
D Mineiro come quieto.
UFTQUESTÃO 3
Leia os provérbios a seguir para responder à questão 07.
 
Antes que cases, olha o que fazes.
Quem casa não pensa, quem pensa não casa.
 
Procura e acharás.
Quem procura acha.
 
Se queres bom conselheiro, procura o travesseiro.
A noite é boa conselheira.
Assinale a alternativa INCORRETA quanto à leitura discursiva e
gramatical dos provérbios:
A Os provérbios são expressos de modo pessoal e impessoal,
como podemos ver respectivamente nos exemplos: "Se
queres bom conselheiro, procura o travesseiro" e "A noite é
boa conselheira".
B A opção pela impessoalidade no ato de citar um provérbio
reflete a tendência de quem enuncia de não se envolver
diretamente com o dito. É o caso de "Antes que cases, olha
o que fazes".
C Os provérbios com marcas pessoais tratam de um discurso
predominantemente centrado no enunciador, ou seja, em
quem diz o dito. É o caso de "Procura e acharás" e "Se
queres bom conselheiro, procura o travesseiro".
D O uso de provérbios revela um discurso de autoridade, ou
um discurso autoritário: eles provêm de uma sabedoria
popular anônima.
E Em "Procura e acharás", a classificação modo-temporal de
acharás é futuro do presente do indicativo; forma hoje em
desuso na oralidade no português brasileiro.
TEXTO BASE 2
Examine a charge do cartunista Quino para responder à
questão.
UNICIDQUESTÃO 4
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 2
Dos seguintes provérbios, o que mais se aproxima da
mensagem transmitida pela charge é:
A “Há males que vêm para o bem”. 
B “O peixe morre pela boca”. 
C “Antes só que mal acompanhado”.
D “Contra a força não há argumento”. 
E “Cão que ladra não morde”.
UNIFORQUESTÃO 5
Herdamos os provérbios da sabedoria popular. Nascem do bom
senso do povo e trazem um ensinamento. Muitas vezes
questionados, mas em quase sua totalidade aceitos.
 
Com base na leitura da tirinha, assinale a opção que apresenta
o provérbio que se aproxima da situação vivenciada pelos
personagens.
A O riso é a mais antiga e ainda a mais terrível forma da
crítica.
B Quem a si próprio elogia não merece crédito.
C Nem tudo que reluz é ouro.
D Na terra de sapo de cócoras com ele.
E Quem tudo quer tudo perde.
URCAQUESTÃO 6
TEXTO 1
Canto X – Nossa Rainha Marcelino Freire
 
Mãe, eu quero ser Xuxa. Mas minha filha. Eu quero ser Xuxa. A
menina não tem nem nove anos,
fica tagarelando com as bonecas. Com as pedras do Morro. Eu
quero ser Xuxa. Mas minha filha.
A mãe ia fazer um book, como? Viu no jornal quanto custa.
Perguntou ao patrão, no Leblon. Um
absurdo! Ia bater na porta da Rede Globo? Nunca.
A menina parecia uma lombriga. Porque nasceu desmilinguida.
Mas vivia dizendo, a quem fosse:
eu quero ser Xuxa. Que coisa! Que doença! Ainda era muito
pequena. Eu quero ser Xuxa.
Quem não pode se acode.
A mãe já vivia da ajuda do povo. Mas tinha de levar a menina
ao cinema. Toda vez que aparecia um
filme novo. O que Xuxa está pensando? O que Padre Marcelo
está pensando? Que tanto disco à venda,
que tanto boneco, que tanta prece! Tenha santa paciência.
O Padre Marcelo a mãe trocou por um pai de santo. Esse, pelo
menos, só me pede umas velas. De
quando em quando, uma galinha preta. Que eu aproveito e levo
daqui, quando tem reveillon. Despacho de
rico só tem o que é bom. Mas a menina não tem jeito. É uma
paixão que não tem descanso.
Eu quero ser Xuxa. Eu quero ser Xuxa. Eu quero ser Xuxa. Um
dia eu esfolo essa condenada. Deus
me perdoe. Essa danada da Xuxa. Dou uma surra nela para ela
tomar jeito. Fazer isso com filha de pobre.
Que horror!
A mãe mal chegou do trabalho a menina já falou. Que a Xuxa
vem esse final de semana. O que ela
vem fazer no morro?, a mãe perguntou. Se a Xuxa que eu
conheço aqui é só você, querida. Alisou a
cabeça da maldita, deu um abraço cego e mandou dormir.
Maldita, sim. Quem disse que a danada foi pra
cama? Puta que pariu!
A mãe tinha de faltar ao trabalho de novo. Tinha medo que a
filha tivesse um troço. Se jogasse
debaixo do carro, sei lá. Fosse pisoteada, que remorso! Eu não.
Mãe que é mãe acompanha a filha no dia
mais feliz da sua vida.
Pendurou a menina nas costas e enfrentou o calor. E o
empurraempurra.
E também gritou para ver se a Xuxa ouvia: Xuxa, Xuxa, Xuxa.
Pelo amor de Deus! Faz essa menina calar a boca. Diz pra ela
pensar em outra coisa, sonhar com os pés no chão.
 
Quando ela vai ser, assim como você, um dia? A Rainha dos
Baixinhos nossa Rainha da Bateria, sei não, sei lá.
 
O morro nessa euforia, todo mundo doido para vêla sambar.
A expressão, Quem não pode se acode, pertence ao que
chamamosprovérbios populares; dadas as expressões
populares, marque a que se encontra em desacordo com a
sabedoria popular.
A Quem espera sempre cansa.
B Quem semeia vento colhe tempestade.
C Quem ri por último ri melhor.
D As aparências enganam.
E Nem tudo que reluz é ouro.
UNIFORQUESTÃO 7
A tirinha trata sobre questões relacionadas ao tema da inclusão.
Utilizando a ironia como recurso, o quadrinho aborda duas
diferentes concepções do conceito de visão. Pode-se traçar um
paralelo entre a tirinha e o conhecido ditado popular que afirma 
A “Quem vê cara, não vê coração”. 
B “À noite, todos os gatos são pardos”. 
C“O pior cego é aquele que não quer ver”. 
D “O olho do dono é o que engorda o gado”. 
E “O que os olhos não veem, o coração não sente”. 
TEXTO BASE 3
Para responder à questão, leia o texto a seguir.
PERDÃO
 Diz a oração católica que devemos perdoar a quem nos
ofendeu (assim como esperamos o perdão divino às nossas
ofensas, claro). De fato, a neurociência já sabe que perdoar –
tanto pontualmente como por hábito – favorece o bem-estar e a
saúde cardiovascular. O perdão põe fim ao estresse causado
pelo ódio crônico, que estimula a produção de hormônios de
estresse, perturba o sono, aumenta o risco cardiovascular e de
depressão e ansiedade.
 O que acontece no cérebro que perdoa? Um estudo italiano
recrutou voluntários para seguir um roteiro que os orientava a
imaginar situações de ofensas pessoais, e em seguida os
instruía a perdoar o inimigo imaginário ou, ao contrário, os
incitava a planejar vingança. Tudo isso acontecia dentro de um
aparelho de ressonância magnética, que permitia à equipe
acompanhar as mudanças de atividade no cérebro dos
voluntários enquanto eles perdoavam ou não.
 O estudo mostrou que tanto o perdão quanto a vingança
envolvem ativação nas mesmas estruturas – mas de maneiras
diferentes. O perdão ocorre quando a ativação do córtex pré-
frontal dorsomedial, que regula nosso comportamento
emocional, é comandada por duas estruturas que nos permitem
adotar o ponto de vista do agressor e reavaliar o estado
emocional deste: o precuneus e o lobo parietal inferior,
respectivamente. Isso fomenta a empatia, que coíbe ímpetos de
retaliação via o córtex pré-frontal, e traz um estado emocional
positivo: o alívio do perdão concedido.
 Se não há perdão, o córtex pré-frontal dorsomedial também é
ativado, mas sob o controle do giro temporal medial, e não do
precuneus e do parietal inferior (que também estão ativos, mas
ocupados em julgar o agressor um vilão). O giro temporal
medial representa a intenção alheia –nesse caso, de nos fazer
mal. Como a agressão foi intencional e não temos empatia com
o vilão, o cérebro faz o que é mais sensato: odeia ativamente
quem o insultou, sem perdão.
 Perdoar, portanto, não depende dos fatos, e sim da nossa
avaliação – consciente – da intenção e das emoções de quem
nos ofendeu. Quer perdoar? Coloque-se no lugar do outro. Não
quer perdoar? Recusese a ver o insulto pelos olhos do seu
agressor – o que, francamente, em alguns casos é a coisa
sensata a fazer. O perdão católico universal não nos mantém a
salvo de quem não presta. Ruminar o ódio faz mal, mas ainda
há saída: banir o infrator da sua vida e mente. Quando não há
perdão, a distância ajuda.
(HOUZEL, Suzana Herculano- Folha de São Paulo, 18/02/2014,
Caderno Equilíbrio, p.5.)
FCMMGQUESTÃO 8
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 3
Assinale a alternativa em que haja adequação entre o
trecho do texto e os respectivos provérbios.
A “O perdão católico universal não nos mantém a salvo de
quem não presta.” – “Mais vale perdoar do que
castigar.”/”Quem semeia ventos, colhe tempestade.” 
B “O perdão põe fim ao estresse causado pelo ódio crônico,
que estimula a produção de hormônios de estresse” –
“Ladrão que rouba ladrão merece 100 anos de perdão.”/ “O
ódio quer vingança.” 
C ''Ruminar o ódio faz mal, mas ainda há saída: banir o infrator
da sua vida e mente. Quando não há perdão, a distância
ajuda.” – “Perdoar não é esquecer.”/ “Longe dos olhos,
longe do coração.” 
D “Como a agressão foi intencional e não temos empatia com
o vilão, o cérebro faz o que é mais sensato: odeia
ativamente quem o insultou, sem perdão.” – "Ao que erra,
perdoa-se uma vez, mas não três."/ “Errar é humano.”
TEXTO BASE 4
TEXTO PARA A QUESTÃO
Uma planta é perturbada na sua sesta* pelo exército que a pisa.
Mas mais frágil fica a bota.
Gonçalo M. Tavares, 1: poemas.
*sesta: repouso após o almoço.
FUVESTQUESTÃO 9
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 4
O ditado popular que se relaciona melhor com o poema é:
A Para bom entendedor, meia palavra basta. 
B Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
C Quem com ferro fere, com ferro será ferido. 
D Um dia é da caça, o outro é do caçador. 
E Uma andorinha só não faz verão.
TEXTO BASE 5
Leia a charge a seguir e responda à questão:
TEXTO
IFNMGQUESTÃO 10
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 5
Pode-se resumir uma história em um ditado popular, um
provérbio. Esses ditados populares servem como “moral da
história”. A partir dos seus conhecimentos e da leitura da charge
(TEXTO), marque a alternativa que contém o ditado popular que
melhor resume a história.
A Um burro calado passa por intelectual. 
B A cavalo dado não se olha os dentes. 
C Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço.
D Macaco velho não põe a mão em cumbuca.
TEXTO BASE 6
Texto
Crônica dos 30 anos
Fábio José dos Santos*
 Na minha infância, havia uma 
brincadeira através da qual, por meio de uma 
espécie de numerologia pueril e leiga, era 
possível descobrir, no presente dos oito ou nove 
[5] anos, como seria o nosso futuro. Por meio dessa
consulta – séria, é bom deixar claro –, éramos
capazes de obter dados relacionados a áreas
diferentes da nossa vida. Era possível prever, por
exemplo, quando iríamos nos casar, qual seria
[10] nossa profissão, se seríamos ricos, pobres ou
lascados, e, ainda, quantos filhos teríamos.
Naquela época, contraí matrimônio aos vinte e
cinco, e tive três ou quatro filhos. Penso que
passei pelas três condições financeiras possíveis
[15] – comi caviar e degustei farinha seca. Ah, e
passei por várias profissões. (Não preciso dizer
que fiz a consulta mais de uma vez)
 O fato é que, em geral, rejeitei, voluntária 
ou involuntariamente, a série completa dos 
[20] vaticínios que fiz quando criança. O Tempo é
senhor dos destinos, creio. Contudo, a história
não se escreve sozinha, ela é o resultado de
como conduzimos nossas vidas, muito embora
estejamos
habilitados a
escrever apenas
rascunhos, que
servem para compor
a versão mais ou
[30] menos final do livro
da vida (em certos
casos, o texto pode
ser reescrito, quase que integralmente).
 Hoje é o dia em que celebro minha 
[35] trigésima primavera. E enquanto recebo os
parabéns – inclusive de amigos distantes no 
tempo e no espaço –, sinto que o Tempo já me 
pesou menos. Com efeito, já lá se foram trinta 
anos que comecei a morrer... E ainda me lembro 
[40] do cheiro e do gosto de algumas coisas do
passado... Mas o passado passou. E o ruim
desse processo é que o tempo, inflexível, não
permite que recuemos na linha da vida até
aqueles momentos que tanto nos fizeram felizes.
[45] E, em trinta anos, quantas experiências
prazerosas eu tive...
 Durante todos esses anos, eu cresci. O 
mundo cresceu também. Aliás, tudo ficou maior. 
É verdade que a experiência nos faz aumentar o 
[50] tamanho das coisas que nos cercam. E o que
antes era pequeno, como era o nosso mundo,
assume proporções hercúleas. Por que mesmo
temos de ser responsáveis? Não seria bem mais
fácil se nossos pais sempre passassem à frente
[55] e, como há vinte, vinte e cinco anos, resolvessem
todos os problemas como sempre o fizeram, num
passe de mágica? E me fica a questão: é mesmo
imperativo que experimentemos a dor, o
desespero, as turbulências, enfim, a morte? Mas 
[60] tudo isso estava lá, também.
 De qualquer forma, hoje celebro trinta 
anos de idade. Segundo o professor Narciso, 
cheguei à metade da minha vida. De fato. De 
fato. Nesse tempo, vi o mesmo de diversas 
[65] formas. Conheci e continuo conhecendo muitas
coisas novas. Fui de um extremo ao outro dos
hemisférios do meu mundo. Eu mudei; tudo
mudou. E as previsões da infância não se
realizaram. Não casei aos vinte e cinco, não
[70] tenho (ainda?) nenhum dos quatro filhos que me
seriam destinados, não me tornei presidente nem
cantor. Aquelas previsões não foram bem
previstas. Contudo, preciso deixar claro: isso não
me frustra. Preciso dizer a todos: acho que sou
[75] muito bem sucedido. A emenda, se houve, saiu
bem melhor que o soneto. Preciso dizer, ainda: a
danada da consulta aos númeroslá dos idos
anos 80 não era capaz de prever aquilo que,
julgo, era mais fundamental, a saber, se o
[80] interessado seria ou não seria feliz, a despeito,
entre outros, de sua condição de rico, pobre ou
lascado. Mas eu posso afirmar, do alto dos meus
trinta bem vividos anos, que a felicidade tem-me
acompanhado ao longo de todos esses anos,
[85] razão por que me sinto, hoje, imensamente
realizado.
 Os números erraram – graças a Deus! 
__________ 
*Professor de Língua Portuguesa do IFAL, Campus
[90] Maceió
IFALQUESTÃO 11
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 6
 Nessa crônica, o seu autor faz referências a alguns ditados
populares implícita ou explicitamente. A única opção em que
não há correspondência entre o que é dito e o ditado em si é:
A Farinha do mesmo saco. (1º parágrafo)
B O tempo é senhor do destino. (2º parágrafo)
C Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se
acabe. (3º parágrafo)
D Ninguém sabe ser filho senão quando chega a ser pai. (4º
parágrafo)
E Pior a emenda do que o soneto. (5º parágrafo)
UECEQUESTÃO 12
TEXTO 3
Velhice
Vinícius de Moraes
[115] Virá o dia em que eu hei de ser um velho
experiente
Olhando as coisas através de uma filosofia
sensata
E lendo os clássicos com a afeição que a
[120] minha mocidade não permite.
Nesse dia Deus talvez tenha entrado
definitivamente em meu espírito
Ou talvez tenha saído definitivamente dele.
Então todos os meus atos serão
[125] encaminhados no sentido do túmulo
E todas as ideias autobiográficas da
mocidade terão desaparecido:
Ficará talvez somente a ideia do testamento
bem escrito.
[130] Serei um velho, não terei mocidade, nem
sexo, nem vida
Só terei uma experiência extraordinária.
Fecharei minha alma a todos e a tudo
Passará por mim muito longe o ruído da
[135] vida e do mundo
Só o ruído do coração doente me avisará de
uns restos de vida em mim.
Nem o cigarro da mocidade restará.
Será um cigarro forte que satisfará os
[140] pulmões viciados
E que dará a tudo um ar saturado de
velhice.
Não escreverei mais a lápis
E só usarei pergaminhos compridos.
[145] Terei um casaco de alpaca que me fechará
os olhos.
Serei um corpo sem mocidade, inútil, vazio 
Cheio de irritação para com a vida 
Cheio de irritação para comigo mesmo.
[150] O eterno velho que nada é, nada vale, nada
vive
O velho cujo único valor é ser o cadáver de
uma mocidade criadora.
MORAES, Vinícius. Velhice. Disponível
em:http://www.viniciusdemoraes.com.br/ptbr/poesia/ poesias-
avulsas/velhice. Acesso: 23/9/17.
Os versos “Virá o dia em que eu hei de ser um velho experiente/
Olhando as coisas através de uma filosofia sensata/ E lendo os
clássicos com a afeição que a minha mocidade não permite”
(linhas 115- 120) podem ser traduzidos pelo seguinte ditado
popular:
A A velhice é a segunda meninice. 
B Quanto mais idade, mais maturidade. 
C A velhice é um tirano que castiga os prazeres com pena de
morte. 
D A juventude leviana faz velhice desolada.
TEXTO BASE 7
Para responder à questão, leia o texto a seguir.
PÉ FRIO, CABEÇA QUENTE
§1 Durante anos, Pedro Nava deixava seu apartamento, no
velho prédio onde viveu metade da vida, no bairro da Glória,
cruzava o hall e, no mesmo andar, assumia a condição de
médico reumatologista, um dos mais reputados do Rio de
Janeiro. Quando ali estive pela primeira vez, sem reumatismo
algum, o dr. Nava já não exercia a profissão. Fazia pouco mais
de uma década que ele, à beira dos 70, irrompera na paisagem
literária como caudaloso memorialista, o maior que já tivemos,
assumindo, assim, em regime de monogamia, um talento
praticamente desmobilizado desde o fecho da primeira
juventude.
§2 Certa manhã de maio de 1983, às vésperas de completar 80
anos, Pedro Nava me levou ao antigo consultório, instalado
num salão com pé-direito altíssimo. Sentou-se por detrás de um
vetusto birô, como em outros tempos se dizia, e indicou uma
cadeira de braços em frente a ele. Quando, em vão, tentei
puxá-la para perto da mesa, Nava riu, como quem tivesse
pregado uma peça: tinha mandado aparafusar a cadeira no
assoalho, para evitar, justificou, que pacientes mais carentes
acabassem no seu colo.
§3 Pela primeira vez, parei para pensar no desamparo que, em
doses variáveis, bate em mim, quem sabe em você também,
durante uma consulta médica. Desamparo que, às vezes, vem
misturado a uma inconfessável satisfação por nos sentirmos
numa súbita berlinda, já que o assunto único, ali, somos nós.
Nossa coqueluche, nossa catapora, nosso prontuário cirúrgico e
hospitalar. Mais: a incidência de determinada doença que
desfolhou boa parte de nossa árvore genealógica. As tias que,
para além talvez das coincidências, morreram todas do mesmo
mal. A intrigante insistência da pancada seca dos enfartes, a
reprise de determinado tipo de tumor. O pai que por pouco não
virou caso médico, tão rara é a doença que nos levou à
orfandade.
§4 Vá me dizer que também você não sente alguma excitação,
a palavra é esta, quando o médico se põe a escarafunchar o
histórico de sua saúde. E também, mesclada ao alívio, uma
ponta de decepção, diante da notícia de que não se achou
problema algum. Do outro lado da mesa, o doutor pode estar
atento a essa eventualidade. Quem nunca ouviu falar de
médicos - Pedro Nava era um deles - que, para não desapontar
o impaciente, inventam uma anormalidade qualquer, benigna, à
qual irá corresponder uma receita, algum placebo, para que a
criatura não saia com as mãos vazias?
§5 Escrevi, faz tempo, sobre um camarada que chamei de
“hipocondríaco sem remédio”. Pois bem, faltou coragem para
admitir que também sou um pouco assim, hipocondríaco,
incurável mas com muito remédio, cada vez mais. Gosto muito,
confesso, de uma boa anamnese, aquele interrogatório sobre a
saúde atual e pregressa, quase sempre extensivo aos
familiares. A sabatina mais esmiuçadora pela qual passei
aconteceu na primeira vez que fui ao consultório de um
homeopata, de onde sairia, mais de hora depois, levando um
verdadeiro buquê de florais. Que perguntas mais inesperadas
ouvi ali! Estava vendo o momento em que o doutor iria
perguntar se eu tinha tomado chuva, e, ante a negativa,
receitar: “Então tome. Dois copos”.
§6 Numa ocasião me consultei com um médico, alopata, esse,
que me virou pelo avesso, na indisfarçável esperança de que eu
fosse o seu primeiro paciente a padecer da doença de Crohn -
insidiosa inflamação do trato gastrointestinal, traduziu, à beira
da euforia de uma estreia. E se for?, consegui indagar. Pausa
terrível, nublada pelos mais negros presságios. “Você tem um
bom psicoterapeuta?”, desembuchou ele, sílaba por sílaba, e
pôs-se a explicar que eu precisaria me armar para
padecimentos vitalícios. Não conteve a frustração quando
reiterados exames eliminaram a hipótese na qual investira.
“Ainda não”, terá ruminado o doutor, “ainda não...”
§7 No consultório high tech de um mago da medicina
ortomolecular, em frente a enorme tela que amplificava imagens
de um microscópio de última geração, ao qual fora submetida
uma gota de sangue meu, tive o dissabor de presenciar o
espetáculo de hemácias, leucócitos e neutrófilos a nadar de lá
pra cá, qual tubarões e garoupas num aquário. Como me senti?
Como a lagartixa que contempla, a um palmo de distância, a
ponta saltitante de seu rabinho recém-amputado.
§8 Outra gota, essa de sangue coagulado, encheu a tela com o
que parecia ser o chão gretado de um açude nordestino
reduzido a nada. Em busca de consolo na literatura, concluí que
havia em mim, na falta de um Graciliano, ao menos o solo
estorricado sobre o qual perambula a pobre gente de Vidas
Secas.
§9 Não precisou de tão afiada tecnologia o velho acupunturista
chinês com o qual me consultei por aquela mesma época.
Antes de dardejar agulhas certeiras, o sábio chim esquadrinhou
minha carcaça com mãozinhas secas e percuciente olhar
amendoado, antes de proferir o mais preciso e sintético parecer
a respeito do que comigo se passava, ou passa ainda:
§10 - Pé frio, cabeça quente!
(Humberto Werneck.
http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,pe-frio-cabeca-
quente,10000092718. Acessadoem: 06/12/2016.)
FCMMGQUESTÃO 13
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 7
O título do texto de Humberto Werneck deriva de um
provérbio popular. Assinale, entre os provérbios abaixo, o que
remete à saúde ambiental.
A “O corpo não deita raízes.”
B ''Tripa cheia nem foge nem peleja.” 
C “Onde não entra o sol, entra o médico.”
D “Pés quentes, cabeça fria, boa urina – merda para a
medicina.
TEXTO BASE 8
Para responder a questão, leia o artigo “Pó de pirlimpimpim”, do
neurocientista brasileiro Sidarta Ribeiro.
 Alcançar o aprendizado instantâneo é um desejo poderoso,
pois o cérebro sem informação é pouco mais que estofo de
macela1 . Emília, a sabida boneca de Monteiro Lobato,
aprendeu a falar copiosamente após engolir uma pílula,
adquirindo de supetão todo o vocabulário dos seres humanos
ao seu redor. No filme Matrix (1999), a ingestão de uma pílula
colorida faz o personagem Neo descobrir que todo o mundo em
que sempre viveu não passa de uma simulação chamada
Matriz, dentro da qual é possível programar qualquer coisa.
Poucos instantes depois de se conectar a um computador, Neo
desperta e profere estupefato: “I know kung fu”.
 Entretanto, na matriz cerebral das pessoas de carne e osso,
vale o dito popular: “Urubu, pra cantar, demora.” O aprendizado
de comportamentos complexos é difícil e demorado, pois requer
a alteração massiva de conexões neuronais. Há consenso hoje
em dia de que o conteúdo dos nossos pensamentos deriva dos
padrões de ativação de vastas redes neuronais,
impossibilitando a aquisição instantânea de memórias
intrincadas.
 Mas nem sempre foi assim. Há meio século, experimentos
realizados na Universidade de Michigan pareciam indicar que
as planárias, vermes aquáticos passíveis de condicionamento
clássico, eram capazes de adquirir, mesmo sem treinamento,
associações estímulo-resposta por ingestão de um extrato de
planárias já condicionadas. O resultado, aparentemente
revolucionário, sugeria que os substratos materiais da memória
são moléculas. Contudo, estudos posteriores demonstraram
que a ingestão de planárias não condicionadas também
acelerava o aprendizado, revelando um efeito hormonal
genérico, independente do conteúdo das memórias presentes
nas planárias ingeridas.
 A ingestão de memórias é impossível porque elas são
estados complexos de redes neuronais, não um quantum de
significado como a pílula da Emília. Por outro lado, é sim
possível acelerar a consolidação das memórias por meio da
otimização de variáveis fisiológicas envolvidas no processo.
Uma linha de pesquisa importante diz respeito ao sono, cujo
benefício à consolidação de memórias já foi comprovado. Em
2006, pesquisadores alemães publicaram um estudo sobre os
efeitos mnemônicos da estimulação cerebral com ondas lentas
(0,75 Hz) aplicadas durante o sono por meio de um estimulador
elétrico. Os resultados mostraram que a estimulação de baixa
frequência é suficiente para melhorar o aprendizado de
diferentes tarefas. Ao que parece, as oscilações lentas do sono
são puro pó de pirlimpimpim
(Sidarta Ribeiro. Limiar: ciência e vida contemporânea, 2020.)
1macela: planta herbácea cujas flores costumam ser usadas
pela população como estofo de travesseiros.
UNESPQUESTÃO 14
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 8
“Entretanto, na matriz cerebral das pessoas de carne e osso,
vale o dito popular: ‘Urubu, pra cantar, demora.’” (2º parágrafo)
Considerando o contexto, o ditado popular mencionado pode
ser substituído pelo seguinte provérbio:
A “Quem espera sempre alcança.” 
B “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.” 
C “Para bom entendedor, meia palavra basta.” 
D “Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.” 
E “Quem canta seus males espanta.”
INSPERQUESTÃO 15
Equivoca-se quem pensa que falar bem é falar claro. A arte
da retórica reside, na verdade, na habilidade de confundir.
Afinal, se digo algo e você entende de cara, vai logo se
achando mais inteligente do que eu: mau negócio. Se, contudo,
sou capaz de temperar as frases mais simples com um molho
de obscuridade, com uma calculada pitada de empulhação, o
ouvinte pensará que sei mais do que revelo: ponto para mim.
Vejamos: você entra numa farmácia, pergunta se tem
Aspirina e o funcionário responde com um peremptório "não". O
que você pensará? Que aquela é uma farmácia ruim. Se,
porém, ele disser que "no caso, Aspirina a gente não vai tá
tendo, hoje", a coisa muda completamente de figura. O "no
caso" sugere que, numa situação normal, ele teria Aspirina.
Logo, "hoje", estamos numa situação anormal. Qual seria essa
situação? Haveria um surto de enxaqueca no bairro? Boatos de
que a Copa e as Olimpíadas levariam à falta de ácido
acetilsalicílico teriam desencadeado uma busca frenética pelo
produto? Você não sabe, ele sabe, e, num segundo, o que era
uma farmácia vagabunda transforma-se numa farmácia sob
estado de exceção, enquanto você, em vez de um cliente
insatisfeito, torna-se um náufrago à deriva no mar da
especulação.
(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff12102 01104.htm)
Entre os seguintes provérbios, qual deles melhor resume a
concepção do autor sobre a retórica?
A Eloquência é a arte de aumentar coisas pequenas.
B Por fora bela viola, por dentro, pão bolorento.
C Falar é prata, calar é ouro.
D A bom entendedor, meia palavra basta.
E A propaganda é a alma do negócio.
ENEM PPLQUESTÃO 16
Como estamos na " era digital ", foi necessário rever os
velhos ditados existentes e adaptá-los à nova realidade. Veja
abaixo...
1.A pressa é inimiga da conexão.
2.Amigos, amigos, senhas à parte.
3.Para bom provedor uma senha basta.
4.Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
5.Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
6.Quem clica seus males multiplica.
7.Quem semeia e-mails, colhe spams.
8.Os fins justificam os e-mails.
Disponível em: www.abusar.org.br. Acesso em: 20 maio 2015
(adaptado).
No texto, há uma reinterpretação de ditados populares com o
uso de termos da informática. Essa reinterpretação
A torna o texto apropriada para profiassionais da informática.
B atribui ao texto um caráter humorístico.
C restringe o acesso ao texto por público não especializado.
D deixa a terminologia original mais acessível ao público em
geral.
E dificulta a compreensão do texto por que não domina a
língua inglesa.
PUC-PRQUESTÃO 17
[...]
O menino ouviu a narrativa de um arqueiro que passou anos e
anos treinando a arte do arco e flecha, até se tornar um
especialista. Ao chegar a uma reunião com outros arqueiros,
encontrou uma extensa parede com inúmeros alvos – e flechas
cravadas bem no centro deles. O arqueiro ficou impressionado.
Não acreditava que uma única pessoa havia feito aquilo. Era
uma proeza. Uma multidão de flechas milimetricamente no
centro dos alvos, quem realizou aquele feito? Havia um
garotinho perto dos alvos e o arqueiro perguntou: “Você sabe
quem lançou essas flechas?”. E o garoto disse: “Sim, fui eu”. O
arqueiro não conseguia acreditar. Como assim? Aquele
garotinho era o responsável por tamanha façanha? Então o
menino contou como fez aquilo: “Primeiro eu jogo a flecha e
depois pinto o alvo ao redor”. [...]
Disponível em: . Acesso em: 13/06/17. (Excerto).
Os ditados populares e provérbios têm a propriedade de
sintetizar interpretações sobre fatos da vida
cotidiana, geralmente ilustrados por narrativas que contêm
quebras de expectativa. Considerando essas informações, o
possível provérbio que melhor sintetiza o texto é
A Não adianta chorar sobre o leite derramado.
B Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
C Cada macaco no seu galho.
D Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
E Em terra de cego, quem tem um olho é rei.
TEXTO BASE 9
Leia os provérbios e responda à questão.
 
I - O tempo que vai não volta. 
II - Errar é humano. 
III - Faça o bem sem olhar a quem. 
IV - Cor da vida, cor da morte. 
V - É melhor um pássaro na mão que dois voando.
UFMTQUESTÃO 18
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 9
O provérbio Águas passadas não movem moinho. corresponde,
semanticamente, a qual dos provérbios citados?
A ProvérbioIII
B Provérbio I
C Provérbio II
D Provérbio V
E Provérbio IV
TEXTO BASE 10
Para responder à questão, leia o texto.
 
TEXTO: NUTRIÇÃO
 
Consultório de uma nutricionista. 
MÉDICA: Fiz uma dieta pra você seguir à risca. É muito
importante não fugir disso, pelo menos na primeira semana. 
Mulher lê a dieta. Não entende. 
MULHER: Não entendi. Pode pão à vontade? 
MÉDICA: Pão é ótimo. Não leu no jornal de hoje? 
MULHER: Saiu no jornal? 
MÉDICA: Deixa eu só ver no G1 se continua fazendo bem.
Continua. Pode comer. Quando começar a fazer mal eu te ligo. 
Mulher lê a dieta. 
MULHER: Tá escrito que eu preciso evitar brócolis? 
MÉDICA: A todo custo. Acabei de receber um inbox no Face
avisando que o brócolis caiu. 
MULHER: Não era anticancerígeno? 
MÉDICA: Sim, mas parece que tá dando Alzheimer. Então tem
que botar na balança. 
MULHER: Mas ovo pode? 
MÉDICA: Ovo à vontade. 
MULHER: Você acha que isso deve mudar? 
MÉDICA: Não. O ovo parece que veio pra ficar (chega um SMS)
Ih, não. Caiu. Por causa do colesterol. Não. É colesterol bom.
Então pode. Eu tenho um grupo de WhatsApp só pro ovo. 
MULHER: Não tem nada que seja definitivo? Tipo a linhaça? 
MÉDICA: Linhaça tá superultramegaproibido a partir das duas
da tarde. 
MULHER: Faz mal comer depois das duas? 
MÉDICA: Faz mal comer sempre. É que descobriram isso hoje,
às duas. 
MULHER: E abacate? 
MÉDICA: Abacate mata. 
MULHER: Então não. 
MÉDICA: ...os germes... 
MULHER: Então sim? 
MÉDICA: ...responsáveis pela cura do câncer. 
MULHER: Então não. 
MÉDICA: Mas pela cura do câncer bom.
MULHER: Tem câncer bom? 
MÉDICA: Não. Esse que é o problema. 
MULHER: Então abacate não? 
MÉDICA: Jamais. Não poderia. Deixar de poder. A não ser que
venha a poder mesmo. 
MULHER: Vou botar que não. 
MÉDICA: Melhor.
(DUVIVIER, Gregorio. Put some farofa. São Paulo: Companhia
das Letras, 2014, p.121- p.122.)
FCMMGQUESTÃO 19
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 10
O ditado ou expressão popular que melhor caracteriza a
médica, nessa crônica, é:
A “Casa-da-mãe-joana”. 
B “Maria-vai-com-as-outras”.
C “Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”. 
D “Quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza”.
UNIFORQUESTÃO 20
A tirinha trata sobre questões relacionadas ao tema da inclusão.
Utilizando a ironia como recurso, o quadrinho aborda duas
diferentes concepções do conceito de visão. Pode-se traçar um
paralelo entre a tirinha e o conhecido ditado popular que afirma
A “Quem vê cara, não vê coração”. 
B “À noite, todos os gatos são pardos”. 
C "O pior cego é aquele que não quer ver”. 
D “O olho do dono é o que engorda o gado”.
E “O que os olhos não veem, o coração não sente”.
UEMAQUESTÃO 21
Os ditados populares permanecem no tempo e significam, na
maioria das vezes, exemplos morais, filosóficos, sem deixar de
carregarem consigo certa carga de humor e de ironia, sendo,
por isso, comumente utilizados na linguagem cotidiana. O ditado
popular que sintetiza o que é exposto na tirinha é
A “Promessas não pagam dívidas”.
B “Após a tempestade vem a bonança”.
C “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.
D “Quem nunca comeu mel quando come se lambuza”.
E “Não há mal que perdure, não há dor que não se cure’”.
UNIFORQUESTÃO 22
Ditado popular ou provérbios são expressões consagradas pelo
uso popular. Diante da charge, marque a opção que pode
traduzi-la.
A “Os políticos são como as fraldas... Devem ser trocados
com frequência, e sempre pelo mesmo motivo...”. 
B “Gato escaldado tem medo de água fria”.
C "Farinha do mesmo saco”. 
D “À noite, todos os gatos são pardos”. 
E “Balaio de gatos”.
Ditados populares e provérbios
Questão 1:
[A]
Questão 2:
[B]
Questão 3:
[B]
Questão 4:
[C]
Questão 5:
[B]
Questão 6:
[A]
Questão 7:
[C]
Questão 8:
[C]
Questão 9:
[B]
Questão 10:
[C]
Questão 11:
[A]
Questão 12:
[B]
Questão 13:
[C]
Questão 14:
[B]
Questão 15:
[A]
Questão 16:
[B]
Questão 17:
[E]
Questão 18:
[B]
Questão 19:
[B]
Questão 20:
[C]
Questão 21:
[C]
Questão 22:
[E]
Flexão verbal 
UNIFUNECQUESTÃO 1
 Embora já sejam parte do dia a dia da população, ainda 
 dúvidas sobre o uso correto de máscaras. E não estamos
falando daquelas pessoas que as usam cobrindo qualquer parte
do rosto, menos nariz e boca. Uma das questões ainda em
estudo é o melhor jeito de higienizar o acessório sem prejuízo 
 sua capacidade barrar o novo coronavírus.
Pensando nisso, cientistas da Coreia do Sul e do Japão
divulgaram pesquisa em que o desempenho e as
diferenças dos filtros que as máscaras após serem
limpos com álcool. As pesquisas levaram em conta a eficiência 
 filtragem, a taxa de fluxo de ar e as propriedades
das máscaras após a limpeza. A conclusão foi a de que apenas
os filtros de nanofibra podem ser reutilizados várias vezes se
higienizados com álcool.
(https://revistagalileu.globo.com. Adaptado.)
A alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas do
texto de acordo com a norma-padrão é:
A podem haver – à – de – comparam – compõem – da.
B pode haver – à – de – comparam – compõem – da.
C há – à – em – compara – compõe – da.
D há – a – para – compara – compõe – na.
E pode haver – a – de – comparam – compõe – na.
CNQUESTÃO 2
Assinale a opção em que todas as formas verbais destacadas
foram empregadas corretamente.
A O sertanejo preveu a seca e proveu a casa de mantimentos.
B Todos os citados requiseram os pedidos e ativeram-se aos
detalhes.
C O juiz queria que reouvéssemos todos os processos
trazidos ontem.
D Credes em Deus e apiedai-vos dos irmãos.
E Eu me precavenho todas as vezes que saio de casa.
TEXTO BASE 1
Leia atentamente o texto abaixo.
Quanto mais selvagem, melhor
Metrópoles estão trocando parques e jardins por “matas” onde
vegetação cresce vontade. É o rewilding, conceito que protege
o meio ambiente e agrada aos olhos.
Milhões de moradores de Barcelona, como de boa parte do
mundo, passaram meses trancados em casa no ano passado,
em lockdown rigoroso por causa da pandemia. Ao saírem,
tiveram uma surpresa. Sem humanos por perto, os pássaros e
pequenos roedores tomaram conta dos parques, onde plantas e
flores puderam crescer e desabrochar vontade.
A população de borboletas duplicou e a biodiversidade local deu
um salto de 28%. impressionante explosão ecológica promoveu
uma virada de consciência: antes resistentes ampliação dos
santuários silvestres, temendo volta de bichos indesejáveis, os
barcelonenses passaram a apoiar ideia e a prefeitura já pôs
várias iniciativas do gênero em andamento. A experiência catalã
de rewilding, como é chamada a recuperação de biomas mais
selvagens (wild, em inglês), vem se repetindo em diversas
metrópoles, como uma forma natural, simpática e inclusiva de
preservar o fustigado meio ambiente.
Visto como o que de mais moderno em urbanismo, o rewilding
pretende redefinir o conceito de área verde: saem os jardins
impecáveis e gramados bem aparados, entra vegetação natural
da região, que cresce sem poda, irrigação nem pesticidas,
permitindo que o ecossistema encontre seu equilíbrio. Em
pouco tempo, insetos, pássaros, peixes e outros animais
retornam ao hábitat, criando um vigoroso ciclo de
biodiversidade. Em Barcelona, a prefeitura plantou árvores ao
longo de ruas e avenidas, criando corredores verdes para os
animais se locomoverem. Além disso, uma área de 780 000
metros quadrados de espaço subaproveitado, como
estacionamentos, está sendo transformada em mata, onde
funcionários de parques espalham colmeias e abrigos para
pássaros e morcegos.
Revista Veja. Edição 2765. n.46, p. 70, novembro 2021.
Adaptado.
• lockdown - confinamento
• rewilding - renaturalizar
FepeseQUESTÃO 3
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 1
Analise as frases abaixo de acordo com a norma-padrão.
• sete horas, a rua estava muito escura.
• Os deputados estavam na iminência de embora do plenário.
• duas noites que não durmo!
• Setecentos gramas de queijo um exagero para esta pizza!
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do
texto.A Deram / ir / Faz / é 
B Deu / ir / Fazem / é 
C Deram / ir / Faz / são 
D Deu / irem / Faz / são 
E Deu / irem / Fazem / é
TEXTO BASE 2
Assiste à demolição
– Morou mais de vinte anos nesta casa? Então vai sentir
“uma coisa” quando ela for demolida.
 Começou a demolição. Passando pela rua, ele viu a casa já
sem telhado, e operários, na poeira, removendo caibros. Aquele
telhado que lhe dera tanto trabalho por causa das goteiras,
tapadas aqui, reaparecendo ali. Seu quarto de dormir estava
exposto ao céu, no calor da manhã. Ao fundo, no terraço,
tinham desaparecido as colunas da pérgula, e a cobertura de
ramos de buganvília – dois troncos subindo do pátio lá embaixo
e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde
gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-
ticos.
 Passou nos dias seguintes e viu o progressivo desfazer-se
das paredes, que escancarava a casa de frente e de flancos
jogando-a por assim dizer na rua. Os marcos das portas
apareciam emoldurando o vazio. O azul e as nuvens circulavam
pelos cômodos, em composição surrealista. E o pequeno
balcão da fachada, cercado de ar, parecia um mirante espacial,
baixado ao nível dos míopes.
 A demolição prosseguiu à noite, espontaneamente. Um lanço
de parede desabou sozinho, para fora do tapume, quando já
cessara na rua o movimento dos lotações. Caiu discreto, sem
ferir ninguém, apenas avariando – desculpem – a rede
telefônica.
 A casa encolhera-se, em processo involutivo. Já agora de um
só pavimento, sem teto, aspirava mesmo à desintegração.
Chegou a vez da pequena sala de estar, da sala de jantar com
seu lambri envernizado a preto, que ele passara meses
raspando a poder de gilete, para recuperar a cor da madeira. E
a vez do escritório, parte pensante e sentinte de seu
mecanismo individual, do eu mais íntimo e simultaneamente
mais público, eu de gavetas sigilosas, manuseadas por um
profissional da escrita. De todo o tempo que vivera na casa, fora
ali que passara o maior número de horas, sentado, meio
corcunda, desligado de acontecimentos, ouvindo, sem escutar,
rumores que chegavam de outro mundo – cantoria de bêbados,
motor de avião, chorinho de bebê, galo na madrugada.
 E não sentiu dor vendo esfarinharem-se esses
compartimentos de sua história pessoal. Nem sequer a
melancolia do desvanecimento das coisas físicas. Elas tinham
durado, cumprido a tarefa. Chega o instante em que
compreendemos a demolição como um resgate de formas
cansadas, sentença de liberdade. Talvez sejamos levados a
essa compreensão pelo trabalho similar, mais surdo, que se vai
desenvolvendo em nós. E não é preciso imaginar a alegria de
formas novas, mais claras, a surgirem constantemente de
formas caducas, para aceitar de coração sereno o fim das
coisas que se ligaram à nossa vida.
 Fitou tranquilo o que tinha sido sua casa e era um amontoado
de caliça e tijolo, a ser removido. Em breve restaria o lote, à
espera de outra casa maior, sem sinal dele e dos seus, mas
destinada a concentrar outras vivências. Uma ordem, um
estatuto pairava sobre os destroços, e tudo era como devia ser,
sem ilusão de permanência.
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço.
12. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.
Vocabulário
caibro s.m. elemento estrutural de um telhado, geralmente
peças de madeira que se dispõem da cumeeira ao frechal, a
intervalos regulares e paralelas umas às outras, em que se
cruzam e assentam as ripas, frequentemente mais finas e
compridas, e sobre as quais se apoiam e se encaixam as telhas
pérgula s. f. espécie de galeria coberta de barrotes espacejados
assentados em pilares, geralmente guarnecida de trepadeiras
buganvília s.f. designação comum às plantas do gênero
bougainvillea, trepadeira, muito cultivadas como ornamentais
de flanco s. m. pela lateral
marco s. m. parte fixa que guarnece o vão de portas e janelas, e
onde as folhas destas se encaixam, prendendo-se por meio de
dobradiças
tapume s. m. cerca ou vala guarnecida de sebe que defende
uma área; anteparo, geralmente de madeira, com que se veda a
entrada numa área, numa construção
lambri s. m. revestimento interno de parede, usado com fim
decorativo ou para proteger contra frio, umidade ou barulho;
feito de madeira, mármore, estuque, numa só peça ou
composto por painéis, que vão até certa altura ou do chão ao
teto (mais usado no plural)
caliça s.f. conjunto de resíduos de uma obra de alvenaria
demolida ou em desmoronamento, formado por pó ou
fragmentos dos materiais diversos do reboco (cal, argamassa
ressequida) e de pedras, tijolos desfeitos
lote s. m. porção de terra autônoma que resulta de loteamento
ou desmembramento; terreno de pequenas dimensões, urbano
ou rural, que se destina a construções ou à pequena agricultura
Fonte: HOUAISS, A. e Villar, M. de S. Dicionário Houaiss da
Língua Portuguesa. Elaborado no Instituto Antônio Houaiss de
Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa. Rio de
Janeiro. Objetiva, 2009.
EsPCExQUESTÃO 4
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 2
Marque a alternativa em que a forma verbal substitui
corretamente a locução verbal sublinhada na seguinte oração:
“Ao fundo, no terreno, tinham desaparecido as colunas da
pérgula…”.
A havia desaparecido
B havia desaparecidas
C haviam desaparecidas
D haviam desaparecido
E haviam desaparecidos
UFPRQUESTÃO 5
Considere o seguinte parágrafo:
Partilhar conhecimentos e bens é uma forma inovadora de
reduzir o impacto negativo da informalidade, que achata a renda
das famílias. Alguém que __________ consertar uma geladeira,
por exemplo, talvez __________ de algum conhecimento seu. E
você, assim, __________ a geladeira consertada em troca de
suas habilidades.
(Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mariaines/20
20/05/reconstrucao-do-consumo-exigira-colaboracao- e-
desprendimento.shtml.)
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas na
ordem em que aparecem no texto.
A souber – precise – tivesse.
B saberá – precisará – tem.
C soubesse – precisasse – teria.
D saiba – precisaria – tem.
E soubesse – precisaria – terá.
FepeseQUESTÃO 6
Escolha a forma verbal (entre parenteses) correta
■ Se eu (depuser/depor), serás condenado!
■ (Acodimos/Acudimos) o aluno que se machucou.
■ Quando eu (vir/ver) o diretor, falarei com ele.
■ Quando olhei para trás, a água (invadira/invadiu) as lojas.
■ Eu (reavi/reouve) meus pertences.
Assinale a alternativa que indica corretamente as formas
verbais.
A depuser • acudimos • vir • invadira • reouve
B depuser • acodimos • vir • invadira • reouve 
C depor • acudimos • ver • invadiu • reouve 
D depor • acudimos • ver • invadira • reavi 
E depor • acodimos • ver • invadiu • reavi
TEXTO BASE 3
Instrução: A questão referem-se ao texto abaixo
 
 Esse delírio que por aí vai pelo futebol ........ seus 
fundamentos na própria natureza humana. O 
espetáculo da luta sempre foi o maior encanto do 
homem; e o prazer da vitória, pessoal ou do partido, 
[5] foi, é e será a ambrosia dos deuses manipulada na 
Terra. Admiramos hoje os grandes filósofos gregos, 
Platão, Sócrates, Aristóteles; seus coevos, porém, 
admiravam muito mais os atletas que venciam no 
estádio. Milon de Crotona, campeão na arte de 
[10] torcer pescoços de touros, só para nós tem menos 
importância que seu mestre Pitágoras. Para os 
gregos, para a massa popular grega, seria 
inconcebível a ideia de que o filósofo pudesse no 
futuro ofuscar a glória do lutador. 
[15] Na França, o homem hoje mais popular é George 
Carpentier, mestre em socos de primeira classe; e, 
se derem nas massas um balanço sincero, verão 
que ele sobrepuja em prestígio aos próprios chefes 
supremos vencedores da guerra. 
[20] Nos Estados Unidos, há sempre um campeão de 
boxe tão entranhado na idolatria do povo que está 
em suas mãos subverter o regime político. 
 E os delírios coletivos provocados pelo combate 
de dois campeões em campo? Impossível assistir-se 
[25] a espetáculo mais revelador da alma humana que 
os jogos de futebol. 
 Não é mais esporte, é guerra.Não se batem 
duas equipes, mas dois povos, duas nações. 
Durante o tempo da luta, de quarenta a cinquenta 
[30] mil pessoas deliram em transe, estáticas, na ponta 
dos pés, coração aos pulos e nervos tensos como 
cordas de viola. Conforme corre o jogo, ........ 
pausas de silêncio absoluto na multidão suspensa, 
ou deflagrações violentíssimas de entusiasmo, que 
[35] só a palavra delírio classifica. E gente pacífica, 
bondosa, incapaz de sentimentos exaltados, sai fora 
de si, torna-se capaz de cometer os mais horrorosos 
desatinos. 
 A luta de vinte e duas feras no campo transforma 
[40] em feras os cinquenta mil espectadores, 
possibilitando um enfraquecimento mútuo, num 
conflito horrendo, caso um incidente qualquer funda 
em corisco, ....... eletricidades psíquicas 
acumuladas em cada indivíduo. 
[45] O jogo de futebol teve a honra de despertar o 
nosso povo do marasmo de nervos em que vivia.
Adaptado de LOBATO, Monteiro. A onda verde. São Paulo:
Globo, 2008. p. 119-120.
UFRGSQUESTÃO 7
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 3
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas
das linhas 01, 32 e 43, nessa ordem.
A tem – haverá – as.
B têm – houveram – as.
C tem – haverão – as.
D tem – haverá – às.
E têm – houveram – às.
EAMQUESTÃO 8
Em todos os enunciados abaixo, a concordância está correta,
EXCETO em:
A em bastantes situações, nós sentíamos que ganhávamos
muito menos do que realmente precisávamos.
B fazia muitos meses que Karina tomava seu café sempre
correndo, pois estava, diariamente, bastante atrasada.
C a maior parte das pessoas se acostumam a esperar
tranquilamente, haja vista que fazem isso o dia inteiro.
D existem pessoas habituadas a acordar normalmente, mas
eu estava acostumada a acordar sobressaltada.
E podem haver vários momentos em que eu sorrio e espero
mesmo um meio sorriso sincero de volta.
TEXTO BASE 4
Leia o capítulo IX do romance Memórias póstumas de Brás
Cubas, de Machado de Assis, para responder à questão.
 
Transição
 
 E vejam agora com que destreza, com que arte faço eu a
maior transição deste livro. Vejam: o meu delírio começou em
presença de Virgília; Virgília foi o meu grão pecado da
juventude; não há juventude sem meninice; meninice supõe
nascimento; e eis aqui como chegamos nós, sem esforço, ao
dia 20 de outubro de 1805, em que nasci. Viram? Nenhuma
juntura aparente, nada que divirta a atenção pausada do leitor:
nada. De modo que o livro fica assim com todas as vantagens
do método, sem a rigidez do método. Na verdade, era tempo.
Que isto de método, sendo, como é, uma coisa indispensável,
todavia é melhor tê-lo sem gravata nem suspensórios, mas um
pouco à fresca e à solta, como quem não se lhe dá da vizinha
fronteira, nem do inspetor de quarteirão. É como a eloquência,
que há uma genuína e vibrante, de uma arte natural e feiticeira,
e outra tesa, engomada e chocha. Vamos ao dia 20 de outubro.
(Memórias póstumas de Brás Cubas, 2018.)
UERRQUESTÃO 9
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 4
“E vejam agora com que destreza”.
 
O verbo sublinhado está conjugado no mesmo modo do verbo
sublinhado em:
A “não há juventude sem meninice”.
B “meninice supõe nascimento”.
C “e eis aqui como chegamos nós”.
D “Viram? Nenhuma juntura aparente”.
E “Vamos ao dia 20 de outubro”.
TEXTO BASE 5
INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto.
TEXTO
 As transformações que _____ ocorrido na socieda-
de contemporânea, em especial a partir dos anos 70, 
_____ propiciando mudanças nas relações científicas 
estabelecidas com o ambiente internacional. Um evento 
[5] norteador das transformações societais e decisivo para
essas mudanças foi a globalização, que _____ fortes
evidências do entrosamento entre ciência e sociedade
e _____ a dinâmica de produção do conhecimento, com
efeitos no ensino superior sobretudo, realçando a impor-
[10] tância da internacionalização nas funções de transmitir
e produzir conhecimento.
Universidade, ciência, inovação e sociedade. 36º Encontro
Anual da ANPOCS. (Texto adaptado)
PUC-RSQUESTÃO 10
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 5
Assinale a alternativa que completa, correta e
respectivamente, as lacunas do texto.
A tem – vem – trouxe – alterou 
B têm – vêm – trouxe – alterou
C tem – veem – trouxe – alterou 
D tem – veem – trouxeram – alteraram
E têm – vêm – trouxeram – alteraram
FEMAQUESTÃO 11
Transpondo para a voz passiva a oração “Ministério da
Economia pode extinguir 170 mil cargos da administração
pública federal” (Folha online), obtém-se a forma verbal:
A podem ser extintos
B pode ser extinguidos
C pode serem extinto
D podem ter sido extinguindo
E pode ter estado extintos
EEARQUESTÃO 12
Em qual alternativa a concordância verbal está de acordo com o
padrão culto da língua portuguesa?
A Todos sabemos que existe, no passado daquela família
tradicional, fatos que ninguém quer relembrar.
B Haviam pessoas no teatro que abandonaram o local antes
do término do espetáculo.
C A atitude dos alunos daquelas universidades públicas
comoveram os jornalistas.
D Desconheciam-se os motivos pelos quais o marido havia
abandonado a família.
UFRRQUESTÃO 13
A exemplo da frase “Fazia horas que procuravam uma
sombra.”, assinale a opção que apresenta concordância verbal
semelhante de acordo com a norma culta.
A Eles hão de fazer o que eu pedi.
B Choveram pedidos de ingressos para o show. 
C Faremos um recital de poesia na próxima sexta-feira.
D Houve problemas no caminho e não chegamos a tempo. 
E Recuperaram o tempo perdido ao encontrar o ente querido.
MULTIVIXQUESTÃO 14
Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada entre
parênteses não completa corretamente a frase:
A Os policiais (deteram - detiveram) o ladrão.
B Os alunos (exporam – expuseram) suas ideias ao
professor. 
C (Havia – Haviam) muitos livros sobre a mesa. 
D Se ele (mantivesse – mantesse) o quarto organizado, não
perderia suas coisas. 
E Os fiscais (retiveram - reteram) meus documentos na
alfândega.
UNEMATQUESTÃO 15
Bebê recém-nascido infectado com coronavírus em Wuhan
indica possível transmissão no útero
“A emissora estatal CCTV informou que dois bebês estão
infectados com o novo coronavírus, sendo o mais jovem
nascido há menos de 30 horas. Citando fontes de um hospital
pediátrico da cidade, a CCTV afirmou que os sinais vitais da
criança são estáveis. Não há mais informações sobre esses
casos. Até agora, a doença matou 490 pessoas e atingiu 26
países. Mais de 24 mil pessoas foram infectadas 99% deles na
China. Desde a semana passada, o governo brasileiro investiga
casos de suspeitas do vírus no país, mas não HOUVERAM
nenhuma confirmação até o momento. (...).”
Disponível em https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias
/bbc /20 20/02/05/bebe-recem-nascido-infectado-com-coronavi
rus-em-wuhanindica-possivel-transmissao-no-utero.h tm?
cmpid=copiaecola. Acesso em fev. 2020. (Adaptado).
O verbo em destaque no texto está empregado de forma
inadequada.
Assinale a alternativa em que, na reescrita da frase, o verbo
está gramaticalmente correto levando em consideração sua
conjugação no pretérito perfeito.
A Desde a semana passada, o governo brasileiro investiga
casos de suspeitas do vírus no país, mas não há nenhuma
confirmação até o momento.
B Desde a semana passada, o governo brasileiro investiga
casos de suspeitas do vírus no país, mas não houvera
nenhuma confirmação até o momento.
C Desde a semana passada, o governo brasileiro investiga
casos de suspeitas do vírus no país, mas não haviam
nenhuma confirmação até o momento.
D Desde a semana passada, o governo brasileiro investiga
casos de suspeitas do vírus no país, mas não houve
nenhuma confirmação até o momento.
E Desde a semana passada, o governo brasileiro investiga
casos de suspeitas do vírus no país, mas não havia
nenhuma confirmação até o momento.
UPQUESTÃO 16
Considere o seguinte texto:
Os avanços tecnológicos impõem como condição de
sobrevivência que nos __________ continuamente conectados
à rede mundial, o que faz com que __________ nossos
aparelhos celulares paraabsolutamente todas as situações
cotidianas e __________ com nossa atenção desigualmente
dividida entre eles e os eventuais interlocutores presenciais.
Talvez toda essa obsessão por interatividade virtual
__________ ser repensada, de modo que __________ a dar
mais atenção aos circunstantes.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas
acima.
A mantemos – carregamos – vivemos – deveria – passemos.
B mantivéssemos – carreguemos – vivendo – devesse –
passássemos. 
C mantenhamos – carregamos – vivamos – devesse –
passaremos. 
D mantivéssemos – carreguemos – viveríamos – deva –
passamos. 
E mantenhamos – carreguemos – vivamos – devesse –
passássemos.
FACISAQUESTÃO 17
Na conta do Instagram “curiosidadesefatos”, pode-se ler:
“O clima seria seco, pois o centro do continente seria tão longe,
que raramente receberia os ventos úmidos. Haveriam muitos
desertos. Ainda partindo da ideia de que os humanos
existissem, não haveriam tantas culturas e o conceito de
globalização não faria muito sentido.”
Marque os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).
( ) O uso do futuro do pretérito contribui para o sentido de
probabilidade, referindo-se “a algo que poderia ter acontecido
posteriormente a uma situação no passado”.
( ) O emprego de “Haveriam”/”haveriam” contraria
recomendação das gramáticas tradicionais quanto ao uso do
português culto, uma vez que o verbo está sendo empregado
no sentido de existir.
( ) A substituição correta de “Haveriam”/”haveriam” pelo verbo
existir resultaria em “Existiria”/”existiria”.
( ) A conjunção “pois” se classifica, no contexto, como
subordinativa explicativa, pois a oração que se lhe segue
explica a causa de o clima ser seco.
( ) O primeiro registro do “que” é como conjunção subordinativa
consecutiva, pois introduz oração com sentido de consequência
em relação à oração precedente.
( ) O “que”, em “de que”, é uma conjunção integrante e o
emprego da preposição “de” está correto, pois inicia oração
completiva nominal em relação a “ideia”.
A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses é:
A F, V, V, V, F, F
B V, F, V, F, V, F
C V, V, F, F, V, V
D F, F, V, V, V, F
E V, V, F, V, F, V
FAMEMAQUESTÃO 18
“O criminoso pode alegar que foi o segundo eu o autor do
crime.”
(Carlos Drummond de Andrade. O avesso das coisas, 1990.)
Transpondo-se para a voz passiva a oração centrada na
locução verbal sublinhada, surge a forma verbal:
A pôde ser alegado.
B pode alegar.
C é alegado.
D pode ser alegado.
E foi alegado.
Campo RealQUESTÃO 19
Leia o seguinte texto:
 O governo praticamente zerou sua projeção de crescimento
do PIB este ano, com previsão de 0,02%. Parte dos
economistas, porém, já _________ que o impacto do
coronavírus pode ser muito mais prolongado e colocar o país no
caminho de uma depressão econômica. 
 A rápida deterioração da economia global diante do avanço
do coronavírus levanta dúvidas sobre a duração e a
profundidade da crise na dinâmica produtiva brasileira. Já é
praticamente consenso entre os economistas que o país, assim
como o mundo, ________ uma recessão. Mas no intenso
debate sobre a necessidade de estímulos para lidar com a
turbulência, muitos dos experts já _______indícios de que o
Brasil corre risco de mergulhar numa depressão econômica. 
 Para caracterizar a entrada do país em recessão técnica,
_______ dois trimestres seguidos de desempenho negativo do
Produto Interno Bruto (PIB), uma possibilidade com a qual o
próprio Ministério da Economia já trabalha, ao reduzir sua
projeção de crescimento da economia brasileira para este ano a
praticamente zero. É consenso que _______recessões no país
e no mundo. […]
(Adaptado de:
https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/
03/20/governo-corta-a-zero-projecao-para-crescimen to-do-pib-
em-2020.htm.)
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas
acima na ordem em que aparecem no texto.
A avalia – enfrentarão – avista – basta – haverão.
B avalia – enfrentará –avistam – bastam – haverá.
C avaliam – enfrentará – avistam –basta – haverão.
D avaliam – enfrentarão – avistam – basta – haverão.
E avaliam – enfrentará – avista – bastam – haverá.
ACAFEQUESTÃO 20
Preencha os espaços em branco com Há, a, à, nessa ordem.
I ____ dois anos não ___ visitava, mas sua mãe sempre esteve
___ espera. 
II ____ beira do precipício, ____ poucos arbustos ___ decorar a
paisagem.
III ____ quem quisesse ver, demonstrei que não ___
possibilidade de resolver ___ questão. 
IV ____ alguma chance, ____ custa de muito esforço, de obter
___ vaga pretendida. 
V ____ ao menos três maneiras de encaminhar isso ___ quem
está ___ disposição para ajudar.
As frases corretas, de acordo com a ordem proposta, são:
A III - V
B II - III - IV 
C I - III - IV 
D I - V
TEXTO BASE 6
Para responder a questão, leia a crônica “Almas penadas”, de
Olavo Bilac, publicada originalmente em 1902.
 Outro fantasma?... é verdade: outro fantasma. Já tardava. O
Rio de Janeiro não pode passar muito tempo sem o seu
lobisomem. Parece que tudo aqui concorre para nos impelir ao
amor do sobrenatural [...]. Agora, já se não adormecem as
crianças com histórias de fadas e de almas do outro mundo.
Mas, ainda há menos de cinquenta anos, este era um povo de
beatos [...]. [...] Os tempos melhoraram, mas guardam ainda um
pouco dessa primitiva credulidade. Inventar um fantasma é
ainda um magnífico recurso para quem quer levar a bom termo
qualquer grossa patifaria. As almas simples vão propagando o
terror, e, sob a capa e a salvaguarda desse temor, os patifes
vão rejubilando.
 O novo espectro que nos aparece é o de Catumbi. Começou
a surgir vagamente, sem espalhafato, pelo pacato bairro —
como um fantasma de grande e louvável modéstia. E tão
esbatido1 passava o seu vulto na treva, tão sutilmente deslizava
ao longo das casas adormecidas — que as primeiras pessoas
que o viram não puderam em consciência dizer se era duende
macho ou duende fêmea. [...] O fantasma não falava —
naturalmente por saber de longa data que pela boca é que
morrem os peixes e os fantasmas... Também, ninguém lhe
falava — não por experiência, mas por medo. Porque, enfim,
pode um homem ter nascido num século de luzes e de
descrenças, e ter mamado o leite do liberalismo nos estafados
seios da Revolução Francesa, e não acreditar nem em Deus
nem no Diabo — e, apesar disso, sentir a
voz presa na garganta, quando encontra na rua, a desoras2,
uma avantesma3 ...
 Assim, um profundo mistério cercava a existência do
lobisomem de Catumbi — quando começaram de aparecer
vestígios assinalados de sua passagem, não já pelas ruas, mas
pelo interior das casas. Não vades agora crer que se tenham
sumido, por exemplo, as hóstias consagradas da igreja de
Catumbi, ou que os empregados do cemitério de S. Francisco
de Paula tenham achado alguma sepultura vazia, ou que algum
circunspecto pai de família, certa manhã, ao despertar, tenha
dado pela falta... da própria alma. Nada disso. Os fenômenos
eram outros. Desta casa sumiram-se as arandelas, daquela
outra as galinhas, daquela outra as joias... E a polícia,
finalmente, adquiriu a convicção de que o lobisomem, para
perpétua e suprema vergonha de toda a sua classe, andava
acumulando novos pecados sobre os pecados antigos, e
dando-se à prática de excessos menos merecedores de
exorcismos que de cadeia.
Dizem as folhas4 que a polícia, competentemente munida de
bentinhos5 e de revólveres, de amuletos e de sabres, assaltou
anteontem o reduto do fantasma. Um jornal, dando conta da
diligência, disse que o delegado achou dentro da casa sinistra
— um velho pardieiro6 que fica no topo de uma ladeira íngreme
— alguns objetos singulares que pareciam instrumentos
“pertencentes a gatunos”. E acrescentou: “alguns morcegos
esvoaçavam espavoridos, tentando apagar as velas acesas que
os sitiantes7 empunhavam”.
 Esta nota de morcegos deve ser um chique romântico do
noticiarista. No fundo da alma de todo o repórter há sempre um
poeta... Vamos lá! nestes tempos, que correm, já nem há
morcegos. Esses feios quirópteros, esses medonhos ratos
alados,companheiros clássicos do terror noturno, já não
aparecem pelo bairro civilizado de Catumbi. Os animais, que
esvoaçavam espavoridos, eram sem dúvida os frangões
roubados aos quintais das casas... Ai dos fantasmas! e mal dos
lobisomens! o seu tempo passou.
(Olavo Bilac. Melhores crônicas, 2005.)
1 esbatido: de tom pálido.
2 a desoras: muito tarde.
3 avantesma: alma do outro mundo, fantasma, espectro.
4 folha: periódico diário, jornal.
5 bentinho: objeto de devoção contendo orações escritas.
6 pardieiro: prédio velho ou arruinado.
7 sitiante: policial.
UNESPQUESTÃO 21
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 6
Em “Vamos lá! nestes tempos, que correm, já nem há
morcegos” (5º parágrafo), o termo sublinhado está empregado
na mesma acepção do termo sublinhado em
A “ela correu um risco desnecessário”. 
B “a notícia corria por toda a cidade”. 
C “a manhã corria especialmente tranquila”. 
D “segundo corria, ela seria facilmente eleita”. 
E “um arrepio correu-lhe pela espinha”.
FAMECAQUESTÃO 22
Sabina
Havia três anos que o bacharel Figueiredo era o amante da
viúva Fontes. E marido seria se ela quisesse; mas Sabina
– Sabina era o seu nome – dera-se mal com o casamento, e
não queria experimentá-lo de novo.
Um mês depois do seu primeiro encontro com o bacharel
Figueiredo, este dizia-lhe:
– Eu amo-te, tu amas-me, eu sou livre, tu és livre: casemo-nos!
– Não! – respondia ela – não! Não! Não!...
– Por que, meu amor?
– Porque esse fogo, esse ímpeto, esse entusiasmo que te
lançou nos meus braços, tudo isso desapareceria desde que eu
fosse tua mulher!
– Mas a sociedade...
– Ora, a sociedade! Sou bastante independente para me não
importar com ela.
– Tua filhinha...
– Tem apenas quatro anos! Está na idade em que se olha sem
ver. Demais, não quero dar-lhe um padrasto. Amemonos, e
deixemos em paz o padre e o pretor.
(Arthur Azevedo. Seleção de contos, 2014.)
Assinale a alternativa em que as passagens “Havia três anos
que o bacharel Figueiredo era o amante da viúva Fontes.” (1o
parágrafo) e “Amemo-nos, e deixemos em paz o padre e o
pretor.” (último parágrafo) estão corretamente reescritas, de
acordo com a norma-padrão.
A Contavam três anos que o bacharel Figueiredo era o
amante da viúva Fontes. / Amemo-nos, e que o padre e o
pretor tenha paz 
B Contava três anos que o bacharel Figueiredo era o amante
da viúva Fontes. / Amemo-nos, e que fiquem em paz o
padre e o pretor.
C Fazia três anos que o bacharel Figueiredo era o amante da
viúva Fontes. / Amemo-nos, e que fique em paz o padre e o
pretor.
D Faziam três anos que o bacharel Figueiredo era o amante
da viúva Fontes. / Amemo-nos, e que tenham paz o padre e
o pretor.
E Faziam três anos que o bacharel Figueiredo era o amante
da viúva Fontes. / Amemo-nos, e que o padre e o pretor
fique em paz.
UFAMQUESTÃO 23
Mauro não I na discussão sobre os descontos abusivos, porque
se II com assuntos alheios ao problema; se eu o III , direi que
fiquei decepcionado.
Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as
lacunas:
A I: interviu; II: entreteu; III: ver
B I: interveio; II: entreteve; III: vir
C I: interviu; II: entreteve; III: ver
D I: interveio; II: entreteu; III: ver
E I: interviu; II: entreteve; III: vir
TEXTO BASE 7
E a indústria de alimentos na pandemia?
 O editorial da edição de 10 de junho do British Medical
Journal, assinado por professores da Queen Mary University of
London, na Inglaterra, propõe uma reflexão tão interessante que
vale provocá-la entre nós, aqui também: a pandemia de Covid-
19 deveria tornar ainda mais urgente o combate à outra
pandemia, a de obesidade.
 O excesso de peso, por si só, já é um fator de risco
importante para o agravamento da infecção pelo Sars-CoV 2,
como lembram os autores. A probabilidade de uma pessoa com
obesidade severa morrer de Covid-19 chega a ser 27% maior
do que a de indivíduos com obesidade grau 1, isto é, com um
índice de massa corporal entre 30 e 34,9 quilos por metro
quadrado, de acordo com a plataforma de registros
OpenSAFELY.
 O editorial cita uma série de outros dados e possíveis razões
para a associação entre a má evolução de certos casos de
Covid-19 e a obesidade. No entanto, o que mais destaca é o
ambiente obesogênico que o novo coronavírus encontrou no
planeta.
 Nos Estados Unidos e no Reino Unido, para citar dois
exemplos, entre 65% e 70% da população apresentam um peso
maior do que o recomendado para o bem da saúde. E, assim,
os autores apontam o dedo para a indústria de alimentos que,
em sua opinião, em todo o globo não parou de promover
produtos ultraprocessados, com muito açúcar, uma quantidade
excessiva de sódio e gorduras além da conta.
 A crítica do editorial é mesmo cortante: “Fica claro que a
indústria de alimentos divide a culpa não apenas pela pandemia
de obesidade como pelos casos mais graves de Covid-19 e
suas consequências devastadoras”, está escrito.
 E os autores cobram medidas, lembrando que o
confinamento exigido pela Covid-19 aparentemente piorou o
estado nutricional das pessoas, em parte pela falta de acesso a
alimentos frescos, em outra parte porque o pânico fez muita
gente estocar itens ultraprocessados em casa, já que esses
costumam ter maior vida de prateleira, inclusive na despensa.
 Mas o que deixou os autores realmente desconfortáveis
foram as ações de marketing de algumas marcas nesses
tempos desafiadores. Todas, claro, querendo demonstrar o seu
envolvimento com iniciativas de responsabilidade social, mas
dando tiros que, para olhos mais atentos, decididamente saíram
pela culatra. Por exemplo, quando uma indústria bem popular
na Inglaterra distribuiu nada menos do que meio milhão de
calóricos donuts para profissionais na linha de frente do
National Health Service britânico.
 A impressão é de que as indústrias de alimentos
verdadeiramente preocupadas com a população, cada vez mais
acometida pela obesidade, deveriam aproveitar a crise atual
para botar a mão na consciência, parar de promover itens
pouco saudáveis e reformular boa parte do seu portfólio. As
mortes por Covid-19 dão a pista de que essa é a maior causa
que elas poderiam abraçar no momento.
Fonte: Adaptado de https://abeso.org.br/e-a-industria-de-
alimentos-na-pandemia. Publicado em 30 de junho de 2020.
Acessado em 09 Mar 21.
GLOSSÁRIO: O termo “ambiente obesogênico” foi criado pelo
professor de Bioengenharia da Universidade da Califórnia, nos
EUA, Bruce Blumberg. Segundo ele, são os Obesogênicos os
responsáveis por contribuir no ganho de peso sem que o
indivíduo tenha consciência de que está engordando.
EsPCExQUESTÃO 24
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 7
“Unamos agora os pés e ___________ um salto por cima da
escola, a enfadonha escola, onde aprendi a ler, escrever,
contar, dar cambalhotas, apanhá-las, e ir fazer diabruras, ora
nos morros, ora nas praias, onde quer que fosse propício a
ociosos”.
 Nesse trecho, o personagem-narrador Brás Cubas, de
Machado de Assis, faz um pedido ao leitor para que, juntos,
adiantem o tempo da narrativa. Para isso, utiliza o mesmo modo
verbal para os dois verbos que iniciam o período: o verbo unir e
o verbo dar.
O verbo conjugado que completa, então, corretamente a lacuna
é
A daremos.
B damos.
C demos.
D daríamos
E daríeis.
TEXTO BASE 8
Texto
Uso de bactérias em tratamento de câncer tem bons resultados
em novo estudo
 Que tal se pudéssemos revolucionar o tratamento do câncer
com uma solução barata e eficaz? Um estudo realizado na
Universidade Nacional da Austrália indica que estamos mais
perto desta solução do que pensávamos — e com algo que já
havia sido pensado há mais de cem anos, mas nunca colocado
em prática. O novo tratamento consiste na injeção de bactérias
mortas em células tumorais. O corpo, então, elimina as células
atingidas pelas bactérias, levando junto com elas o tumor.
 Testes do tratamento já foram realizados tanto em ratos, cães
e cavalos, quanto em humanos. Em todos os casos, os
resultados foram positivos — e em alguns deles os tumores
regrediram completamente: 3% dos mastocitomas em ratos;
21% dos mastocitomasem cães e 18% dos melanomas em
cavalos. Evidências de respostas imunes sistêmicas –
regressão de metástases não injetadas com o tratamento –
também foram observadas.
 Entre os 12 pacientes humanos que participaram do estudo,
o tratamento foi bem tolerado. Entre os resultados mais
animadores, um paciente com câncer renal em estágio
avançado obteve regressão do tumor, aumentando a qualidade
de vida. O estudo mostrou que a injeção intratumoral induz
respostas anticâncer em uma proporção significativa.
 Os cientistas do estudo utilizaram as "toxinas de Coley", que
remontam a uma longa história: o médico e pesquisador
americano do câncer William Coley (1862-1936) injetou
repetidamente (a cada 2 a 3 dias por vários meses)
preparações de bactérias mortas em centenas de pacientes
com cânceres inoperáveis. Inicialmente ele injetava a
preparação dentro e ao redor dos tumores. Mais tarde, passou
a aplicar injeções intravenosas.
Ambas as abordagens de Coley tiveram como resultado
remissões duráveis do câncer em muitos pacientes, incluindo
312 casos de sarcomas inoperáveis e 190 regressões tumorais
completas. Ao final de seu estudo, o pesquisador considerou as
injeções intratumorais como as mais eficazes.
O novo estudo australiano partiu do princípio de Coley,
utilizando uma nova forma de imunoterapia intratumoral, a
injeção de adjuvante de Freund completo emulsificado (CFA). O
CFA é um estimulante imunológico extremamente potente,
desenvolvido na década de 1950, que possui três componentes:
óleo mineral e surfactante (que formam o adjuvante incompleto
de Freund (IFA) – o mesmo utilizado em vacinas –, ou
Montanide ISA-51, licenciados para uso humano), e
micobactérias mortas pelo calor.
 Emulsionado corretamente, o CFA forma um depósito de
liberação lenta no local da injeção. A aplicação do composto
fornece estimulação imunológica contínua durante semanas, o
que torna o CFA uma opção simples e barata de imunoterapia
contra o câncer.
 Semanas ou meses após o novo tratamento, os pacientes
apresentaram aumento de células B e T – do sistema
imunológico – nos tecidos infiltrados. Segundo o estudo, a
ativação do sistema imunológico inato por si só pode ser
suficiente para a regressão de alguns tumores. O que acontece
em seguida ao tratamento é a ativação do sistema imunológico
adquirido, que passa a mediar a regressão de metástases não
injetadas.
 O tratamento é barato: "É um custo extremamente baixo.
Estimamos em torno de US$ 20 dólares a dose, enquanto o
custo de outras imunoterapias pode chegar a US$ 40.000
dólares. Isso torna o tratamento acessível para pacientes em
países em desenvolvimento", afirmou, em um comunicado à
imprensa, o professor Aude Fahrer, que liderou o estudo.
Segundo Fahrer, o melhor do tratamento é que ele requer
poucas dosagens, tem administração simples e poucos efeitos
colaterais.
 Atualmente vemos uma multiplicação de tratamentos do
câncer, de imunoterapia a nanopartículas. O Congresso da
Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco) de 2020,
maior congresso do mundo sobre o tema, apontou para a
individualização do tratamento e uso de novos medicamentos.
Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/ciencia/226085-
uso-bacterias-tratamento-cancer-apresenta-bons-
resultados.htm. Acesso em 05 out. 2021. [Adaptado].
ACAFEQUESTÃO 25
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 8
Analise as frases a seguir quanto à concordância verbal.
I. Para que se tenha boas safras, deve-se plantar boas
sementes e torcer para que hajam chuvas suficientes.
II. Fomos nós quem fez o trabalho de coleta dos dados que se
incluíram no relatório.
III. Sobre essas diferentes interpretações, verificou-se duas
tendências de ordem ideológica: existe pessoas que acredita
nas vacinas e existe pessoas que as defende. 
IV. Erros de cálculo pode haver quanto ao percentual de
habitantes imunizados e, por isso, serão refeitas as planilhas. 
V. Deviam ser duas horas da manhã quando chegaram em casa
os adolescentes.
VI. Durante a assembleia da ONU, realizou-se, no final da tarde,
algumas eleições para diversos órgãos que compõe o
organograma da instituição.
São CORRETAS as frases:
A I – III – IV
B II – III – VI
C II – IV – V
D I – V – VI
TEXTO BASE 9
Texto para a questão.
TEXTO
“HÁ EMBUTIDA NAS OBRAS de Aristóteles uma ideia medular,
que escapou à percepção de quase todos os seus leitores e
comentaristas, da Antiguidade até hoje. Mesmo aqueles que a
perceberam — e foram apenas dois, que eu saiba, ao longo dos
milênios — limitaram-se a anotá-la de passagem, sem lhe
atribuir explicitamente uma importância decisiva para a
compreensão da filosofia de Aristóteles. No entanto, ela é a
chave mesma dessa compreensão, se por compreensão se
entende o ato de captar a unidade do pensamento de um
homem desde suas próprias intenções e valores, em vez de
julgá-lo de fora; ato que implica respeitar cuidadosamente o
inexpresso e o subentendido, em vez de sufocá-lo na idolatria
do “texto” coisificado, túmulo do pensamento. A essa ideia
denomino Teoria dos Quatro Discursos. Pode ser resumida em
uma frase: o discurso humano é uma potência única, que se
atualiza de quatro maneiras diversas: a poética, a retórica, a
dialética e a analítica (lógica).”
CARVALHO, O. de. Aristóteles em nova perspectiva: Introdução
à teoria dos quatro discursos. Campinas (SP): Vide editorial,
2013, pp.21-2.
IFALQUESTÃO 26
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 9
Sabendo-se que o verbo “haver”, quando usado
impessoalmente, não sofre variação número-pessoal, indique a
opção que corresponde, conforme a norma culta, ao sentido
exato da frase de abertura do texto acima: «Há embutida nas
obras de Aristóteles uma ideia medular, que escapou à
percepção de quase todos os seus leitores e comentaristas, da
Antiguidade até hoje».
A Existe embutida nas obras de Aristóteles uma ideia medular,
que escapou à percepção de quase todos os seus leitores e
comentaristas, da Antiguidade até hoje.
B Tem embutida nas obras de Aristóteles uma ideia medular,
que escapou à percepção de quase todos os seus leitores e
comentaristas, da Antiguidade até hoje.
C Têm embutida nas obras de Aristóteles uma ideia medular,
que escapou à percepção de quase todos os seus leitores e
comentaristas, da Antiguidade até hoje. 
D Hão embutida nas obras de Aristóteles uma ideia medular,
que escapou à percepção de quase todos os seus leitores e
comentaristas, da Antiguidade até hoje. 
E Existem embutida nas obras de Aristóteles uma ideia
medular, que escapou à percepção de quase todos os seus
leitores e comentaristas, da Antiguidade até hoje.
FPSQUESTÃO 27
Analise o seguinte fragmento: “Normas de comportamento, mais
ou menos explícitas, existem em todas as sociedades”.
Substituindo o verbo ‘existir’, pelo verbo ‘haver’, o enunciado
correto seria:
A Normas de comportamento, mais ou menos explícitas,
haveriam em todas as sociedades.
B Normas de comportamento, mais ou menos explícitas,
haviam em todas as sociedades.
C Normas de comportamento, mais ou menos explícitas,
houveram em todas as sociedades.
D Bom seria se normas de comportamento, mais ou menos
explícitas, houvessem em todas as sociedades!
E Normas de comportamento, mais ou menos explícitas,
houve em todas as sociedades.
TEXTO BASE 10
TEXTO
A explosão da solidão
1. Em 1973, o americano Robert King foi preso pela terceira
vez. A polícia o levou para a cadeia de Nova Orleans, onde
conheceu membros dos Panteras Negras: um grupo que
misturava ativismo com violência. King se juntou a eles para
exigir melhores condições carcerárias. Não conseguiu e foi
transferido para a Penitenciária Estadual da Louisiana. Ao
chegar, foi colocado na solitária – na qual passaria os 29 anos
seguintes. Foram três décadas absurdamente sozinho. King só
podia sair da cela de 2x2,5m uma hora por dia (quando ficava
isolado numa gaiola sem poder se aproximar dos outros
presos).
2. Em 2001, aos 59 anos, ele foi solto. Ao tentar se adaptar à
vida em sociedade, descobriu que não conseguia reconhecer
rostos, seguir rotas para ir a um lugar, ese tornou objeto de
interesse da ciência: no ano passado, King foi convidado a
contar sua história no congresso da Sociedade Americana de
Neurociência. O caso dele é notável, pois nunca um ser
humano haviase submetido a um período de isolamento tão
longo e sobrevivido com lucidez para contar como foi. A
solitária, geralmente, enlouquece suas vítimas e há razões
concretas para isso.
3. O isolamento prolongado tem efeitos neurológicos. Pode
fazer muito mal. E não só para quem está trancafiado numa
cela. Você já deve ter-se sentido solitário e sabe o quão
desagradável isso é. A solidão pode ser objetiva, ou seja,
derivada de um isolamento real, ou subjetiva, numa sensação
criada pela mente (esse tipo de solidão se manifesta, por
exemplo, quando nos sentimos sós, mesmo estando cercados
de outras pessoas). Em ambos os casos, ela é um alerta do
organismo para que busquemos a companhia de mais pessoas,
e aumentemos, assim, nossa chance de sobrevivência. Isso era
tão verdadeiro na Pré-História, quanto é no mundo de hoje. A
novidade é que, por motivos ainda não elucidados, a solidão
parece estar aumentando, a ponto de se tornar uma epidemia.
Nos EUA, 76% das pessoas apresentam níveis moderados ou
altos de solidão, segundo estudos da Universidade da
Califórnia.
4. Na década de 1980, cada americano tinha em média 2,94
“amigos do peito”. Em 2011, a média nacional caiu para 2,03
amigos próximos. Na Inglaterra, 66% da população apresenta
sintomas de solidão crônica.
5. Não há números a respeito no Brasil, mas os indicadores
mais relevantes apontam na mesma direção. Entre 2004 e
2014, o número anual de divórcio aumentou 250%. Entre 1991
e 2019, a quantidade de pessoas que moram sozinhas subiu
340%.
6. Em suma, a solidão é onipresente e está crescendo. O
problema é que ela pode matar. Solitários têm 29% mais
chances de sofrer de doenças cardíacas; 32% mais risco de ter
um AVC. E são 200% mais propensos a desenvolver Alzheimer.
Em mulheres solitárias, a reincidência de câncer de mama é
40% maior, e a propensão à letalidade chega a 60%. Quem já
experimentou um grau elevado de solidão tem três vezes mais
chances de cair em depressão. A solidão é mais letal que a
obesidade e o alcoolismo e consegue ser tão nociva quanto o
tabagismo.
7. De toda forma, segue aqui uma dica: pare e pense nos
sentimentos que você tem em comum com as outras pessoas.
A começar por este: elas, assim como você, estão se sentindo
meio isoladas. Todo mundo anda meio solitário – e, exatamente
por isso, você não está sozinho.
(Revista Super Interessante, n. 407. Set. 2019. Adaptado).
FPSQUESTÃO 28
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 10
Em relação às normas prescritas pela gramática da norma-
padrão da língua portuguesa, quanto à concordância verbal,
está corretamente elaborado o seguinte enunciado:
A Quem já experimentou graus elevados de solidão têm três
vezes mais chances de cair em depressão.
B No Brasil, não houveram indícios sobre os níveis de
isolamento, mas os sinais mais relevantes apontaram na
direção do aumento da solidão.
C Fazem mais de mil anos que existem os recursos da
vacinação, de tão grandes benefícios para a humanidade.
D Aqueles que houverem experimentado sinais de isolamento,
por muito tempo, não haverão de se esquecer disso!
E Segue aqui umas dicas: pare e pense nos sentimentos que
vocês tem em comum com as outras pessoas.
EAMQUESTÃO 29
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da
sentença a seguir.
Segundo a autora, _____ vários ingredientes que tornaram o
quadro insustentável, _____ essa situação se resolveria se
_____ fortes estudos e _____ interpretação de texto.
A há/mas/houvesse/mais
B a/mais/houvessem/mais
C há/más/houvesse/mas
D a/mas/houvesse/más
E há/mas/houvessem/mais
EEARQUESTÃO 30
Quanto à concordância verbal, assinale a alternativa que
contém a sequência que completa, correta e respectivamente,
as lacunas do texto abaixo.
 Caros cidadãos:
 Amanhã um grupo __________ (passar) nas ruas deste
bairro arrecadando roupas para as vítimas da última
tempestade. A maioria das peças __________ (dever) ser para
adultos; apenas 10% das roupas __________ (ir) para crianças
de 2 a 7 anos. _________ (Haver) muitos pedidos de
cobertores, por isso podem doar esse item também.
 A Associação de Bairro agradece a todos!
A passará - deverá - irão - Houve
B passará - deverão - irá - Houve
C passarão - deverão - irá - Houveram 
D passarão - deverá - irão - Houveram
UFAMQUESTÃO 31
Assinale a alternativa em que o verbo deveria estar no
singular:
A Agorinha mesmo deram cinco horas da tarde 
B Choveram papéis picados dos edifícios, saudando os
campeões
C Hão de acontecer manifestações violentas contra o
governo. 
D Haviam muitos igarapés na Manaus do ciclo da borracha 
E Não costumam aparecer por aqui tais delinquentes
UFGDQUESTÃO 32
Assinale a alternativa com as palavras que preenchem correta e
respectivamente as lacunas no período a seguir.
______ alguns dias, ______ nesse local obras de arte valiosas.
Hoje, só _______ escombros de um incêndio que chocou a
todos.
A Fazem, havia, existe 
B Fazem, havia, existe 
C Fazem, haviam, existem
D Faz, haviam, existe 
E Faz, havia, existem
TEXTO BASE 11
Leia o conto “A moça rica”, de Rubem Braga (1913-1990), para
responder à questão.
 A madrugada era escura nas moitas de mangue, e eu
avançava no batelão1 velho; remava cansado, com um resto de
sono. De longe veio um rincho 2 de cavalo; depois, numa choça
de pescador, junto do morro, tremulou a luz de uma lamparina.
 Aquele rincho de cavalo me fez lembrar a moça que eu
encontrara galopando na praia. Ela era corada, forte. Viera do
Rio, sabíamos que era muito rica, filha de um irmão de um
homem de nossa terra. A princípio a olhei com espanto, quase
desgosto: ela usava calças compridas, fazia caçadas, dava
tiros, saía de barco com os pescadores. Mas na segunda noite,
quando nos juntamos todos na casa de Joaquim Pescador, ela
cantou; tinha bebido cachaça, como todos nós, e cantou
primeiro uma coisa em inglês, depois o Luar do sertão e uma
canção antiga que dizia assim: “Esse alguém que logo encanta
deve ser alguma santa”. Era uma canção triste.
 Cantando, ela parou de me assustar; cantando, ela deixou
que eu a adorasse com essa adoração súbita, mas tímida, esse
fervor confuso da adolescência – adoração sem esperança, ela
devia ter dois anos mais do que eu. E amaria o rapaz de suéter
e sapato de basquete, que costuma ir ao Rio, ou (murmurava-
se) o homem casado, que já tinha ido até à Europa e tinha um
automóvel e uma coleção de espingardas magníficas. Não a
mim, com minha pobre flaubert 3, não a mim, de calça e
camisa, descalço, não a mim, que não sabia lidar nem com um
motor de popa, apenas tocar um batelão com meu remo.
 Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na
praia solitária; eu vinha a pé, ela veio galopando a cavalo; vi-a
de longe, meu coração bateu adivinhando quem poderia estar
galopando sozinha a cavalo, ao longo da praia, na manhã fria.
Pensei que ela fosse passar me dando apenas um adeus, esse
“bom-dia” que no interior a gente dá a quem encontra; mas
parou, o animal resfolegando e ela respirando forte, com os
seios agitados dentro da blusa fina, branca. São as duas
imagens que se gravaram na minha memória, desse encontro:
a pele escura e suada do cavalo e a seda branca da blusa;
aquela dupla respiração animal no ar fino da manhã.
 E saltou, me chamando pelo nome, conversou comigo. Séria,
como se eu fosse um rapaz mais velho do que ela, um homem
como os de sua roda, com calças de “palm-beach”, relógio de
pulso. Perguntou coisas sobre peixes; fiquei com vergonha de
não saber quase nada, não sabia os nomes dos peixes que ela
dizia, deviam ser peixes de outros lugares mais importantes,
com certeza mais bonitos. Perguntou se a gente comia aqueles
cocos dos coqueirinhos junto da praia – e falou de minha irmã,
que conhecera, quis saber se era verdade que eu nadara desde
a ponta do Boi até perto da lagoa.
 De repente me fulminou: “Por que você não gostade mim?
Você me trata sempre de um modo esquisito...” Respondi,
estúpido, com a voz rouca: “Eu não”.
 Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava
mesmo dela, e eu disse: “Não é isso.” Montou o cavalo,
perguntou se eu não queria ir na garupa. Inventei que precisava
passar na casa dos Lisboa. Não insistiu, me deu um adeus
muito alegre; no dia seguinte foi-se embora.
 Agora eu estava ali remando no batelão, para ir no Severone
apanhar uns camarões vivos para isca; e o relincho distante de
um cavalo me fez lembrar a moça bonita e rica. Eu disse
comigo – rema, bobalhão! – e fui remando com força, sem ligar
para os respingos de água fria, cada vez com mais força, como
se isto adiantasse alguma coisa.
(Os melhores contos, 1997.)
1 batelão: embarcação movida a remo.
2 rincho: relincho.
3 flaubert: um tipo de espingarda.
UNESPQUESTÃO 33
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 11
Ao se converter o trecho “Ela então riu, disse que eu confessara
que não gostava mesmo dela” (7o parágrafo) para o discurso
direto, o verbo “confessara” assume a forma:
A confessei.
B confessou.
C confessa.
D confesso.
E confessava.
Flexão verbal
Questão 1:
[B]
Questão 2:
[C]
Questão 3:
[A]
Questão 4:
[D]
Questão 5:
[C]
Questão 6:
[A]
Questão 7:
[A]
Questão 8:
[E]
Questão 9:
[E]
Questão 10:
[B]
Questão 11:
[E]
Questão 12:
[D]
Questão 13:
[D]
Questão 14:
[D]
Questão 15:
[D]
Questão 16:
[E]
Questão 17:
[C]
Questão 18:
[D]
Questão 19:
[B]
Questão 20:
[D]
Questão 21:
[C]
Questão 22:
[C]
Questão 23:
[B]
Questão 24:
[C]
Questão 25:
[A]
Questão 26:
[A]
Questão 27:
[E]
Questão 28:
[D]
Questão 29:
[A]
Questão 30:
[A]
Questão 31:
[D]
Questão 32:
[E]
Questão 33:
[B]
Orações 
TEXTO BASE 1
Texto para a pergunta.
O NEGACIONISMO NO PODER
Como fazer frente ao ceticismo que atinge a ciência e a política
 Até pouco tempo atrás, quando queríamos sustentar uma
afirmação sem 
argumentar demais, bastava dizer: “É comprovado
cientificamente.” Mas essa 
tática já não tem mais a mesma eficácia, pois a confiança na
ciência está 
diminuindo. Vivemos hoje um clima de ceticismo generalizado,
uma descrença 
[5] nas instituições que favorece a disseminação de
negacionismos, encampados 
por governos com políticas escancaradamente anticientíficas. 
 Algumas pesquisas confirmam a crise de confiança que
atinge, ao mesmo 
tempo, a ciência e a política. O fenômeno da pós-verdade –
esse momento que 
atravessamos no qual fatos objetivos têm menos influência na
opinião pública 
[10] do que crenças pessoais – é um sintoma extremo dessa
crise. Muita gente não 
enxerga que a ciência, assim como a política, existe para
beneficiar a 
sociedade. E esse desencanto produz um terreno fértil para
movimentos 
anticiência e teorias da conspiração (além de fomentar
extremismos). A pós-
verdade, assim, não designa apenas o uso oportunista da
mentira (embora ele 
[15] seja frequente). O termo sinaliza, acima de tudo, um
ceticismo quanto aos 
benefícios das verdades que costumavam compor um repertório
comum, o 
que explica certo desprezo por evidências factuais usadas na
argumentação 
científica. Diante disso, contradizer argumentos falsos exibindo
fatos reais 
pode ter pouca relevância em uma discussão. Evidências e
consensos 
[20] científicos têm sido facilmente contestados com base em
convicções pessoais 
ou experiências vividas – como se percebe todos os dias nas
redes sociais.
Tatiana Roque, Piauí, No. 161, fevereiro, 2020. Adaptado.
FGV-RJQUESTÃO 1
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 1
Consideradas no contexto, as orações “embora ele seja
frequente” e “como se percebe todos os dias nas redes sociais”
– ambas no segundo parágrafo – exprimem, respectivamente,
ideia de
A causa e conformidade.
B concessão e causa.
C consequência e comparação.
D concessão e conformidade.
E causa e comparação
TEXTO BASE 2
Leia a reportagem, retirada do caderno Ilustrada do jornal Folha
de S.Paulo, para responder a questão.
 Para o público em geral, ateliês de artistas costumam estar
envoltos numa aura de mistério. Visitá-los, afinal, é uma prática
limitada a profissionais da arte, como curadores e galeristas.
 O livro Espaços de trabalho de artistas latino-americanos, de
Beta Germano, satisfaz essa curiosidade. E, recém-lançado
pela editora Cobogó, pode servir de inspiração justamente num
momento em que todos estão presos em casa.
 Para compor a publicação, Germano e o fotógrafo Fran
Parente visitaram ateliês de 27 artistas espalhados por oito
países. Enquanto ele clicava os espaços, ela, que é jornalista,
batia longos papos com seus donos — uma lista que inclui,
entre outros, Cildo Meireles, Adriana Varejão e Miguel Rio
Branco.
 Germano explica que, além da questão regional, outro fator
que guiou a feitura dessa lista foi a idade dos artistas. Com 60
anos, em média, muitos deles iniciaram suas carreiras num
momento em que a própria ideia do ateliê com móveis cobertos
de respingos de tinta era questionada.
 Vem daí, aliás, a opção por chamar esses locais de “espaços
de trabalho”. Afinal, diz a autora, lugares como aquele do
mexicano Carlos Amorales mais parecem escritórios.
 Além disso, continua Germano, ao trabalharem nos anos
1970 e 1980, esses artistas viveram as ditaduras da região,
experiência que contaminou a obra da maioria deles.
 “É muito interessante ver como, mesmo sem internet, as
mesmas coisas estavam acontecendo em diversos países”,
afirma Germano. “E dividimos uma história de violência muito
grande, que começa na colonização, passa pela ditadura, e
sobrevive até hoje.”
 São temas que também se manifestam nos espaços de
trabalho desses artistas. A porta do ateliê da colombiana Delcy
Morelos, localizado numa das regiões mais violentas de Bogotá,
exibia uma cruz quando Germano foi entrevistá- -la. Um jovem
tinha sido assassinado ali dias atrás. “E o ateliê dela é uma paz,
uma energia”, diz Germano.
 Se o estúdio de Morelos representa um paradoxo também
em relação à sua obra, que reflete sobre o sangue derramado
pelo narcotráfico no seu país natal, outros ateliês mostram
quase uma extensão da produção de seus donos.
 Pioneiro da arte postal no país, Paulo Bruscky mantém uma
verdadeira barricada de livros e papéis na sua sala, no Recife
— o artista imprime todos os e-mails que recebe.
 Mesmo que ainda demore para ela e outros voltarem aos
ateliês, Germano diz que a ideia é criar um segundo volume do
livro. Ela e Parente já foram fotografar outros nove ateliês, de
nomes como Anna Maria Maiolino e Artur Barrio.
(Clara Balbi. www.folha.com.br, 26.04.2020. Adaptado.)
UNICEUBQUESTÃO 2
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 2
“Para compor a publicação, Germano e o fotógrafo Fran
Parente visitaram ateliês de 27 artistas espalhados por oito
países.” (3º parágrafo)
Em relação à oração que a sucede, a oração sublinhada
expressa ideia de
A proporção. 
B consequência. 
C causa. 
D concessão.
E finalidade.
TEXTO BASE 3
A importância do ato de ler2
 
Paulo Freire
 
Continuando neste esforço de “re-ler” momentos fundamentais
de experiências de minha infância, de minha adolescência, de
minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância
do ato de ler se veio em mim constituindo através de sua
prática, retomo o tempo em que, como aluno do chamado curso
ginasial, me experimentei na percepção crítica dos textos que
lia em classe, com a colaboração, até hoje recordada, do meu
então professor de língua portuguesa. Não eram, porém,
aqueles momentos puros exercícios de que resultasse um
simples dar-nos conta de uma página escrita diante de nós que
devesse ser cadenciada, mecânica e enfadonhamente
“soletrada” e realmente lida. Não eram aqueles momentos
“lições de leitura”, no sentido tradicional desta expressão. Eram
momentos em que os textos se ofereciam à nossa inquieta
procura, incluindo a do então jovem professor José Pessoa.
 
Algum tempo depois, como professor também de português,
nos meus vinte anos, vivi intensamente a importânciade ler e
de escrever, no fundo indicotomizáveis, com os alunos das
primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência
verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o
sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a
tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos
estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à
curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo
mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles
próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo
parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que
memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas
apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-a
seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A
memorização mecânica da descrição do elo não se constitui em
conhecimento do objeto. Por isso, é que a leitura de um texto,
tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de
memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o
conhecimento do objeto de que o texto fala.
 
Creio que muito de nossa insistência, enquanto professoras e
professores, em que os estudantes “leiam”, num semestre, um
sem-número de capítulos de livros, reside na compreensão
errônea que às vezes temos do ato de ler. Em minha
andarilhagem pelo mundo, não foram poucas as vezes em que
jovens estudantes me falaram de sua luta às voltas com
extensas bibliografias a serem muito mais “devoradas" do que
realmente lidas ou estudadas. [...]
 
A insistência na quantidade de leituras sem o devido
adentramento nos textos a serem compreendidos, e não
mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da
palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda
que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por
exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível
qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de
páginas escritas. No entanto, um dos documentos filosóficos
mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach,
de Marx, tem apenas duas páginas e meia.
 
Parece importante, contudo, para evitar uma compreensão
errônea do que estou afirmando, sublinhar que a minha crítica à
magicização da palavra não significa, de maneira alguma, uma
posição pouco responsável de minha parte com relação à
necessidade que temos, educadores e educandos, de ler,
sempre e seriamente, os clássicos neste ou naquele campo do
saber, de nos adentrarmos nos textos, de criar uma disciplina
intelectual, sem a qual inviabilizamos a nossa prática enquanto
professores e estudantes.
PUC-MGQUESTÃO 3
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 3
Atente para o excerto:
 
A insistência na quantidade de leituras sem o devido
adentramento nos textos a serem compreendidos, e não
mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da
palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda
que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por
exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível
qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de
páginas escritas. No entanto, um dos documentos filosóficos
mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach,
de Marx, têm apenas duas páginas e meia...
 
Observe os conectivos destacados no excerto e a semântica a
eles atribuída. A correlação está INCORRETA em:
A ainda que → concessão 
B e não → adição 
C no entanto → adversidade 
D quando → temporalidade
TEXTO BASE 4
Considere o poema “O menino sem passado”, de Murilo
Mendes, para responder à questão.
 
Monstros complicados 
não povoaram meus sonhos de criança 
porque o saci-pererê não fazia mal a ninguém 
limitando-se moleque a dançar maxixes desenfreados 
no mundo das garotas de madeira 
que meu tio habilidoso fazia para mim.
 
A mãe-d’água só se preocupava 
em tomar banhos asseadíssima 
na piscina do sítio que não tinha chuveiro.
 
De noite eu ia no fundo do quintal 
para ver se aparecia um gigante com trezentos anos 
que ia me levar dentro dum surrão, 
mas não acreditava nada.
 
Fiquei sem tradição sem costumes nem lendas 
estou diante do mundo 
deitado na rede mole 
que todos os países embalançam.
(Os melhores poemas, 2000.)
FEMAQUESTÃO 4
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 4
Na terceira estrofe, o trecho “para ver se aparecia um gigante
com trezentos anos” indica ideia de
A finalidade.
B conformidade.
C concessão.
D proporção.
E consequência.
TEXTO BASE 5
Texto
As mulheres negras e a ciência no Brasil: “E eu,
não sou uma cientista?”
 O título deste texto é uma adaptação 
do emblemático discurso da militante negra 
ex-excravizada Sojouner Truth em 1851, 
numa conferência feminista em Ohio, Estados 
[5] Unidos. Neste antológico discurso, Sojouner
problematizava a opressão das mulheres
negras nos Estados Unidos, buscando
explicitar os graus de desumanização dessas
mulheres a ponto de não lhes serem
[10] conferidas as características socialmente
construídas do gênero feminino.
 Mas o que que um discurso do século 
XIX de uma feminista negra ex-escravizada 
estadunidense tem a ver com o histórico das 
[15] cientistas negras brasileiras? Acontece que
cientistas negras são mulheres que estão
imersas nos segregadores processos de
subjugação racial que o racismo estrutural
nos impõe em qualquer lugar do mundo.
[20] Mulheres negras, assim como todas as
pessoas oriundas do processo diaspórico de
escravização brasileira, só tiveram a sua
liberdade legal a partir de 1888, quando a
pressão exercida secularmente pelo
[25] movimento quilombola articulada à
necessidade de expansão mercantil do
capitalismo inglês intensificaram o
movimento abolicionista no Brasil, o último
país da América Latina a abolir a escravatura.
[30] Nesse sentido, cabe refletirmos:
tendo o Brasil abolido a escravidão no final
do século XIX, é plausível imaginarmos que
pessoas negras brasileiras tiveram um
processo tardio de acesso a direitos sociais
[35] tais como educação, saúde e moradia, dentre
outros. Assim sendo, a universidade
brasileira, que teve a sua fundação com a
Escola Baiana de Medicina em 1808, foi por
muito tempo uma instituição branca, criada
[40] no contexto da escravização para suprir as
necessidades de uma elite intelectual branca
colonizadora e imperialista.
 Pouquíssimas pessoas negras tiveram 
acesso à escolarização básica, quem dirá 
[45] àquela de nível superior. No contexto da
primeira metade do século XX, enquanto
mulheres brancas lutavam pelos direitos
sufragistas e de trabalharem fora de casa,
mulheres negras trabalhavam nas casas
[50] destas tomando conta dos seus filhos e
filhas, lavando roupa, sendo empregadas
domésticas; sustentavam famílias vendendo
quitutes nos tabuleiros… em um presente
bem distante de um futuro emancipado
[55] academicamente. Nesses termos, mesmo
sabendo dos processos de alterização
negativa que mulheres em geral sofrem na
sociedade, há um descompasso histórico 
entre a ausência de privilégios das mulheres 
[60] brancas comparadas às mulheres negras que
se perpetuam até os dias de hoje mesmo
com todos os direitos alcançados nos últimos
anos como a PEC das domésticas, como as
cotas raciais, como os programas de combate
[65] à miséria no Brasil.
Infelizmente, essa é uma realidade
que persiste aos dias atuais, mesmo com os 
avanços dos últimos anos. De acordo com 
uma pesquisa realizada pelo Instituto 
[70] Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
em 2018, apenas 10,4% das mulheres
negras com idade entre 25 a 44 anos
concluem o ensino superior. De acordo com
uma pesquisa realizada pelo Instituto
[75] Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (Inep), o percentual de
mulheres negras (pretas e pardas) doutoras
professoras de programa de pós-graduação é
inferior a 3%. Segundo uma pesquisa
[80] realizada pelo Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPQ) em 2015 apenas 7% das bolsas de
produtividade são destinadas a mulheres
negras.
[85] A marginalidade supracitada no
ambiente científico não versa sobre a baixa
capacidade intelectual de mulheres negras,
nem tampouco sobre uma ausênciade
propensão genética de mulheres negras à
[90] produção epistêmica, mas sim sobre um
brutal processo social de produção e
reprodução de padrões de subalternidade
cognitivamente e materialmente a nós
impostos.
[95] Nos contaram acerca de uma história
de inferioridade programada da população
negra no mundo nos últimos quatro séculos e
“esqueceram” de nos contar sobre os
milênios de pioneirismo intelectual desses
[100] nossos e nossas ancestrais nas ciências, na
matemática, na filosofia, no desenvolvimento
da escrita, na arquitetura, na medicina etc.
Nos ensinaram uma história negra que
ontologicamente remonta à escravidão,
[105] entretanto “deixaram passar” informações
relevantes, como o fato de a humanidade ter
nascido em África – o verdadeiro velho
mundo –; de uma mulher negra africana,
Merit Ptah (2700 a.C), ser a primeira médica
[110] de que se tem conhecimento; como o fato de
não conhecermos grandes impérios africanos
como Axum, Meroé, Núbia, Numídia, a Terra
de Punt, o Império de Kush, o Império
Ashanti e o Império de Gana, dentre outros.
[115] Concluo informando que é preciso
revisitarmos os porões da nossa história para
darmos vez e voz a narrativas históricas
invisibilizadas, que nos propiciarão uma
descolonização dos padrões do que vem a ser
[120] ciência e do que vem a ser cientista. É
preciso um olhar atento para a história para
compreendermos os passos que nos 
conduziram até aqui e para termos 
sensibilidade e empatia com essas 
[125] existências negadas e inferiorizadas.
Pinheiro, Bárbara Carine Soares. As mulheres negras e a
ciência no Brasil: “e eu, não sou uma cientista?”. Disponível em
https://www.comciencia.br/as-mulheresnegras-e-ciencia-no-
brasil-e-eu-nao-sou-uma-cientista/. Acesso em 5 de abril de
2021. Texto adaptado.
UECEQUESTÃO 5
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 5
A relação sintático-semântica estabelecida entre os períodos do
enunciado “No contexto da primeira metade do século XX,
enquanto mulheres brancas lutavam pelos direitos sufragistas e
de trabalharem fora de casa, mulheres negras trabalhavam nas
casas destas tomando conta dos seus filhos e filhas”, (linhas 45-
51) é de
A conclusão.
B alternância.
C proporção.
D adição.
TEXTO BASE 6
Texto
Pierina e pouco mais 
Henrique Fendrich
Como já é bastante comum que eu folheie algum livro e, sem
querer, logo me depare com alguma citação ao Rubem Braga,
não estranhei que justamente nos dias em que estive em São
Paulo, vindo de Taubaté, houvesse uma exposição sobre ele no
Museu da Língua Portuguesa. É uma lei de atração que
provavelmente apenas a mecânica quântica consegue explicar.
Ou ela ou o fato de que na última década li, reli e treli todos os
seus livros, pesquisei e esmiucei todas as características de
suas crônicas (...).
Não era, portanto, um desconhecido que fui encontrar no
museu. E por isso também não esperava encontrar muita
novidade. Pra mim já era bom ver o Braga sendo visto – pelo
menos no ano do seu centenário. E lá estava o Braga repórter,
escritor, editor, diplomata, cachoeirense, amante das artes,
homem da TV e, sobretudo, combatente da FEB. (...)
Tudo isso exposto aqui em São Paulo, onde o Braga se sentiria
bem. Ele dizia que Congonhas já havia entrado para a sua
geografia. Nesta soberba cidade, os seus nervos estalaram,
entre emoções e solidões, como vergas de metal do velho
viaduto. Dentro dele vibravam, como parte de sua vida, as
agitações da ânsia multifária e triste de São Paulo. (...) E há
também Pierina, a amada que vez ou outra aparecia em sua
crônica no Diário de São Paulo em 1934. Pierina existiu e se
chamava Pierina. Com ela Braga se correspondia por meio de
sinais e gestos da janela do seu prédio para a janela do
sobrado dela. Às vezes, lhe jogava flores ou frutas, sem acertar
o alvo. Nunca chegaram a se encontrar, e logo o Braga se
mudou de São Paulo. Mas, naquele tempo, o que amava o
Braga? Pierina e pouco mais. Pierina e a vida, duas coisas que
se confundem hoje, e amanhã mais se confundirão na morte.
Disponível em:
https://rubem.wordpress.com/2013/07/26/pierina-e-pouco-mais/
Acesso em: 25 abr. 2018. Adaptado.
UPEQUESTÃO 6
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 6
No trecho: "Como já é bastante comum que eu folheie algum
livro e, sem querer, logo me depare com alguma citação ao
Rubem Braga, não estranhei que (...)" (1º parágrafo), o
conectivo introdutório (destacado) estabelece uma relação
sintático-semântica de
A causa.
B comparação.
C condição.
D explicação.
E oposição.
TEXTO BASE 7
Para responder à questão, leia a letra da canção “Bom
conselho”, de Chico Buarque, composta em 1972.
Ouça um bom conselho 
Que eu lhe dou de graça 
Inútil dormir que a dor não passa 
Espere sentado 
Ou você se cansa 
Está provado: 
Quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo 
Deixe esse regaço 
Brinque com meu fogo 
Venha se queimar 
Faça como eu digo 
Faça como eu faço 
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo 
Vim de não sei onde 
Devagar é que não se vai longe 
Eu semeio vento na minha cidade 
Vou pra rua e bebo a tempestade
(www.chicobuarque.com.br)
UNESPQUESTÃO 7
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 7
Em “Inútil dormir que a dor não passa” (1a estrofe), o termo
sublinhado introduz uma oração que expressa, em relação à
anterior, ideia de
A condição.
B consequência.
C concessão.
D proporção.
E explicação.
TEXTO BASE 8
Leia o texto de Jean-Louis Vieillard-Baron para responder
à questão.
 Ler um texto filosófico é sempre um exercício difícil, pois se
trata de seguir um raciocínio que envolve um vocabulário
frequentemente técnico. A leitura das obras de Bergson1 não
coloca em princípio nenhuma dificuldade de estilo, visto que
esse filósofo, diferentemente de múltiplos outros, se esforçou
para falar a linguagem de todos. Porém, apesar desta vontade,
ele não adotou o que caracteriza essa linguagem, a saber, a
imprecisão, a inexatidão, a pobreza. A linguagem de Bergson é
aparentemente fácil, fluida, até mesmo um pouco comum, mas
esta facilidade é uma ilusão, pois o pensamento de Bergson é
extremamente preciso, e suas formas de raciocínio, embora não
apareçam fortemente nas palavras, elas mesmas, nem por isso
são menos rigorosas. É preciso, portanto, redobrar a atenção
ao ler as obras de Bergson.
(Compreender Bergson, 2009.)
1 Henri Bergson: filósofo francês.
FEMAQUESTÃO 8
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 8
Assinale a alternativa em que a oração sublinhada tem sentido
de concessão.
A “É preciso, portanto, redobrar a atenção ao ler as obras de
Bergson.”
B “Porém [...] ele não adotou o que caracteriza essa
linguagem, a saber, a imprecisão, a inexatidão, a pobreza.”
C “A leitura das obras de Bergson não coloca em princípio
nenhuma dificuldade de estilo, visto que esse filósofo [...] se
esforçou para falar a linguagem de todos.”
D “Ler um texto filosófico é sempre um exercício difícil, pois se
trata de seguir um raciocínio que envolve um vocabulário
frequentemente técnico.”
E “suas formas de raciocínio, embora não apareçam
fortemente nas palavras, elas mesmas, nem por isso são
menos rigorosas.”
UNIFUNECQUESTÃO 9
A oração sublinhada expressa noção de concessão em:
A Caso as autoridades incentivem o uso de máscaras, serão
notáveis os benefícios à saúde pública.
B As autoridades devem ampliar a propaganda do uso de
máscaras, a fim de que a saúde pública conquiste melhores
resultados.
C O uso de máscaras gerará dúvidas por muito tempo, mesmo
que as pesquisas em torno do assunto se multipliquem.
D Gera enorme mal-estar a obrigatoriedade do uso de
máscaras, portanto esse hábito demorará a ser assumido.
E Já que a população foi alertada quanto à importância da
autoproteção, o uso de máscaras irá se propagar.
TEXTO BASE 9
Texto 
Figurinhas viram febre nas mensagens de celular e inspiram
debates sobre o futuro da comunicação
Para especialistas, estamos conversando mais e melhor
Jan Niklas e Luiza Barros
Febre do momento, as figurinhas (ou stickers, em inglês) 
são o exemplo mais recente de como a tecnologia anda 
criando ferramentaspara nos comunicarmos – ou nos 
trumbicarmos.
[05] Ao lado dos emojis, elas seduzem por serem divertidas,
fofas, criativas. Mas também por preencherem lacunas da
linguagem verbal.
– A escrita sempre tentou trazer um pouco da oralidade,
usando sinais como o ponto de exclamação e reticências.
[10] Mas, nesse aspecto, sempre foi limitada – reconhece a
professora da Faculdade de Letras da UFMG Vera Menezes. –
Com emojis e stickers, você transmite com facilidade a ironia, a
brincadeira.
Disponível em: https://oglobo.globo.com/cultura/figurinhas-
viram-febre- -nos-celulares-inspiram-debates-sobre-futuro-da-
comunicacao-23772274. Acesso em: 18 set. 2019.
IMEPACQUESTÃO 10
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 9
A oração “por serem divertidas, fofas, criativas” (linhas 5-6)
veicula uma ideia de:
A Causa 
B Comparação 
C Condição 
D Finalidade
TEXTO BASE 10
TEXTO
A geografia linguística no Brasil
 É por meio da língua que o homem expressa suas ideias, as
ideias de sua geração, as ideias da comunidade a que
pertence, as ideias de seu tempo. A todo instante, utiliza-a de
acordo com uma tradição que lhe foi transmitida, e contribui
para sua renovação e constante transformação. Cada falante é,
a um tempo, usuário e agente modificador de sua língua, nela
imprimindo marcas geradas pelas novas situações com que se
depara.
 Nesse sentido, pode-se afirmar que, na língua, se projeta a
cultura de um povo, compreendendo-se cultura no seu sentido
mais amplo, aquele que abarca “o conjunto dos padrões de
comportamento, das crenças, das instituições e de outros
valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e
característicos de uma sociedade”, segundo o novo Aurélio. (...)
 Ao falar, um indivíduo transmite, além da mensagem contida
em seu discurso, uma série de dados que permite a um
interlocutor atento não só depreender seu estilo pessoal, mas
também filiá-lo a um determinado grupo.
 A entonação, a pronúncia, a escolha vocabular, a preferência
por determinadas construções frasais, os mecanismos
morfológicos que são peculiares a determinado usuário podem
servir de índices que identifiquem: a) o país ou a região de que
se origina; b) o grupo social de que faz parte (seu grau de
instrução, sua faixa etária, seu nível socioeconômico, sua
atividade profissional); c) a situação (formal) ou (informal) em
que se encontra. (...)
 O Brasil, em decorrência do processo de povoamento e
colonização a que foi submetido bem como das condições em
que se deu sua independência política e seu posterior
desenvolvimento, apresenta grandes contrastes regionais e
sociais, estes últimos perceptíveis mesmo em grandes centros
urbanos, em cuja periferia se concentram comunidades
mantidas à margem do progresso.
 Um retrato fiel, atual, de nosso país teria de colocar lado a
lado: executivos de grandes empresas; técnicos que
manipulam, com desenvoltura, o computador; operários de
pequenas, médias e grandes indústrias; vaqueiros isolados em
latifúndios; cortadores de cana; pescadores artesanais;
plantadores de mandioca em humildes roças; viajantes que
comerciam pelo sertão; indígenas aculturados. (...)
 Detentores de antigos costumes portugueses aqui
reelaborados pelo contato com outra terra e outras gentes ou, já
em acelerado processo de mestiçagem étnica e linguística,
esquecidos das origens, esses homens e mulheres guardam,
na sua forma de expressão oral, as marcas de nossa identidade
linguístico-cultural e a resposta a muitas indagações e a
diversas hipóteses sobre a história e o estado atual do
português do Brasil.
(Sílvia F. Brandão. A geografia linguística no Brasil. São Paulo:
Ática, 1991. p.5-17. Adaptado)
CESMACQUESTÃO 11
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 10
Em: “O Brasil, em decorrência do processo de povoamento
e colonização a que foi submetido bem como das condições em
que se deu sua independência política e seu posterior
desenvolvimento, o segmento destacado tem um sentido de:
A oposição. 
B temporalidade. 
C finalidade. 
D causalidade. 
E alternância.
TEXTO BASE 11
Leia o texto a seguir para responder às questão.
 
À padronização linguística e as atitudes populares A
padronização afeta diversas áreas da vida além da língua —
cunhagens, pesos e medidas, tomadas elétricas e até latas de
molho de tomate. Bens manufaturados geralmente são
padronizados de modo que todos os exemplares de qualquer
classe sejam idênticos. Nesses casos a uniformidade é
obviamente desejável por razões sociais, e sobretudo,
econômicas. Assim, na medida em que as línguas têm valores
econômicos, aquelas mais afetadas pela padronização
(essencialmente as que estão inseridas num contexto de
culturas de língua padrão) têm valores econômicos mais altos
do que as que são menos afetadas ou nada afetadas. A
padronização leva a uma maior eficiência nas trocas de
qualquer tipo.
Um efeito extremamente importante da padronização tem sido o
desenvolvimento da consciência, entres os falantes, de uma
forma de língua “correta” ou canônica. Nas culturas de língua
padrão, praticamente todo mundo adere à ideologia da língua
padrão, e um aspecto dela é uma firme crença na correção. 
Essa crença assume a seguinte forma: quando houver duas ou
mais variantes de alguma palavra ou construção, somente uma
delas pode estar certa. E considerado óbvio, como senso
comum, que algumas formas são certas e outras, erradas. A
sentença “eu vi ele”, por exemplo, é obviamente errada, e “eu o
vi” é — de forma igualmente óbvia — correta.
Para a maioria das pessoas em culturas de língua padrão é
assim e pronto: nenhuma justificativa é necessária para rejeitar
“eu vi ele”, e quando alguma justificativa é dada (por exemplo,
que o pronome “ele” exerce a função de sujeito, não de objeto),
ela é post hoc, isto é vem depois da constatação do erro. De
fato, todos os argumentos prescritivos sobre correção que
dependem de fatores intralinguísticos são racionalizações post
hoc. Portanto, o que determina a noção de correção é o simples
senso comum: todo mundo sabe isso, faz parte da cultura saber
ISSO, e quem pensar de outra maneira é um marginal, isto é,
uma pessoa que não participa da cultura comum, e por isso
suas opiniões podem ser descartadas. 
É importante ressaltar o quanto o apelo ao senso comum é
poderoso. Chamá-lo de “senso comum” implica que qualquer
debate sobre a questão é supérfluo: todo mundo seguramente
tem que saber que a opinião expressa é a opinião correta —
responsável, decente, moral. Os que vierem a discordar dela
não podem ser levados a sério: é provável que sejam
excêntricos, irresponsáveis, ou talvez, desonestos.
Embora as atitudes linguísticas ancoradas no senso comum
sejam ideologicamente carregadas, aqueles que as sustentam
não as veem assim. Para eles, os juízos desfavoráveis sobre as
pessoas que usam a língua “incorretamente” são juízos
puramente linguísticos, sancionados por autoridades sobre
língua. As pessoas não associam necessariamente esses juízos
com preconceito ou discriminação em termos de raça ou classe
social: elas acreditam que, sejam quais forem as características
sociais dos falantes que usam formas linguísticas
estigmatizadas, estes simplesmente falam de um modo errado
e têm todas possibilidades de aprender a falar corretamente. Se
não o fazem, é por culpa própria deles, como indivíduos, seja
qual for a raça, cor, credo ou classe; existe uma abundância
de modelos do “bom” falar para eles.
MILROY, James. Ideologias linguísticas e as consequências da
padronização. In: LAGARES, Xoan; BAGNO, Marcos (Org.).
Políticas da norma e conflitos linguísticos. São Paulo: Parábola,
2011. p. 58-
UNIEVAQUESTÃO 12
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 11
No trecho “Embora as atitudes linguísticas ancoradas no senso
comum sejam ideologicamente carregadas, aqueles que as
sustentam não as veem assim”, a oração subordinada que abre
o período estabelece, em relação à oração principal, um sentido
de
A concessão
B oposição
C comparação
D explicação
TEXTO BASE 12
Leia o trecho do livro A dança do universo, do físico brasileiroMarcelo Gleiser, para responder à questão.
 Algumas pessoas tornam-se heróis contra sua própria
vontade. Mesmo que elas tenham ideias realmente (ou
potencialmente) revolucionárias, muitas vezes não as
reconhecem como tais, ou não acreditam no seu próprio
potencial. Divididas entre enfrentar sua insegurança expondo
suas ideias à opinião dos outros, ou manter-se na defensiva,
elas preferem a segunda opção. O mundo está cheio de
poemas e teorias escondidos no porão.
 Copérnico é, talvez, o mais famoso desses relutantes heróis
da história da ciência. Ele foi o homem que colocou o Sol de
volta no centro do Universo, ao mesmo tempo fazendo de tudo
para que suas ideias não fossem difundidas, possivelmente
com medo de críticas ou perseguição religiosa. Foi quem
colocou o Sol de volta no centro do Universo, motivado por
razões erradas. Insatisfeito com a falha do modelo de Ptolomeu,
que aplicava o dogma platônico do movimento circular uniforme
aos corpos celestes, Copérnico propôs que o equante fosse
abandonado e que o Sol passasse a ocupar o centro do cosmo.
Ao tentar fazer com que o Universo se adaptasse às ideias
platônicas, ele retornou aos pitagóricos, ressuscitando a
doutrina do fogo central, que levou ao modelo heliocêntrico de
Aristarco dezoito séculos antes.
 Seu pensamento reflete o desejo de reformular as ideias
cosmológicas de seu tempo apenas para voltar ainda mais no
passado; Copérnico era, sem dúvida, um revolucionário
conservador. Ele jamais poderia ter imaginado que, ao olhar
para o passado, estaria criando uma nova visão cósmica, que
abriria novas portas para o futuro. Tivesse vivido o suficiente
para ver os frutos de suas ideias, Copérnico decerto teria
odiado a revolução que involuntariamente causou.
 Entre 1510 e 1514, compôs um pequeno trabalho resumindo
suas ideias, intitulado Commentariolus (Pequeno comentário).
Embora na época fosse relativamente fácil publicar um
manuscrito, Copérnico decidiu não publicar seu texto, enviando
apenas algumas cópias para uma audiência seleta. Ele
acreditava piamente no ideal pitagórico de discrição; apenas
aqueles que eram iniciados nas complicações da matemática
aplicada à astronomia tinham permissão para compartilhar sua
sabedoria. Certamente essa posição elitista era muito peculiar,
vinda de alguém que fora educado durante anos dentro da
tradição humanista italiana. Será que Copérnico estava
tentando sentir o clima intelectual da época, para ter uma ideia
do quão “perigosas” eram suas ideias? Será que ele não
acreditava muito nas suas próprias ideias e, portanto, queria
evitar qualquer tipo de crítica? Ou será que ele estava tão
imerso nos ideais pitagóricos que realmente não tinha o menor
interesse em tornar populares suas ideias? As razões que
possam justificar a atitude de Copérnico são, até hoje, um ponto
de discussão entre os especialistas.
(A dança do universo, 2006. Adaptado.)
UNESPQUESTÃO 13
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 12
Em “Mesmo que elas tenham ideias realmente (ou
potencialmente) revolucionárias, muitas vezes não as
reconhecem como tais, ou não acreditam no seu próprio
potencial” (1° parágrafo), a locução conjuntiva sublinhada pode
ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
A À medida que. 
B Ainda que. 
C Desde que.
D Visto que. 
E A menos que.
TEXTO BASE 13
Leia o trecho do romance Lavoura arcaica, de Raduan Nassar,
para responder à questão.
– Meu coração está apertado de ver tantas marcas no teu
rosto, meu filho; essa é a colheita de quem abandona a casa
por uma vida pródiga.
– A prodigalidade também existia em nossa casa.
– Como, meu filho?
– A prodigalidade sempre existiu em nossa mesa.
– Nossa mesa é comedida, é austera, não existe desperdício
nela, salvo nos dias de festa.
– Mas comemos sempre com apetite.
– O apetite é permitido, não agrava nossa dignidade, desde
que seja moderado.
– Mas comemos até que ele desapareça; é assim que cada
um em casa sempre se levantou da mesa.
– É para satisfazer nosso apetite que a natureza é generosa,
pondo seus frutos ao nosso alcance, desde que trabalhemos
por merecê-los. Não fosse o apetite, não teríamos forças para
buscar o alimento que torna possível a sobrevivência. O apetite
é sagrado, meu filho.
– Eu não disse o contrário, acontece que muitos trabalham,
gemem o tempo todo, esgotam suas forças, fazem tudo que é
possível, mas não conseguem apaziguar a fome.
– Você diz coisas estranhas, meu filho.
(Lavoura arcaica, 2001.)
Albert EinsteinQUESTÃO 14
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 13
“– É para satisfazer nosso apetite que a natureza é
generosa, pondo seus frutos ao nosso alcance, desde que
trabalhemos por merecê-los.” (9° parágrafo)
Considerado no contexto, o trecho sublinhado expressa ideia de
A causa. 
B consequência. 
C condição. 
D concessão. 
E conclusão.
TEXTO BASE 14
Leia o texto para responder à questão.
 
 A marca de dez anos da falência do banco americano
Lehman Brothers, evento catalisador da crise financeira que
então se espalhava pelo mundo, suscita oportuno debate a
respeito de seu legado e da capacidade da economia global
para lidar com novos choques.
 Do lado positivo, o sistema bancário se mostra mais sólido do
que antes. Regulação apertada e maior exigência de capital
para o funcionamento das instituições reduzem o risco de novo
colapso.
 Mas a sombra da crise continua a se projetar, mesmo uma
década depois, quando se tem em conta que a maioria dos 24
países onde houve problemas ainda não retornou à tendência
anterior de crescimento da renda, segundo o Fundo Monetário
Internacional (FMI).
 De modo geral, mesmo nos países ricos, governos em
situação financeira mais frágil terão menos espaço para atuar
num novo socorro ao setor privado.
 Mesmo a estabilidade bancária duramente conquistada pode
se mostrar algo ilusória, afinal, na medida em que inovações
tecnológicas e a entrada de inéditos participantes no mercado
trazem desafios novos para a regulação.
 O prognóstico de cooperação internacional numa eventual
nova crise tampouco se mostra animador. Se em 2009 houve
alinhamento no âmbito do G20, com participação dos países em
desenvolvimento, o momento atual é distinto. A competição
geopolítica entre EUA e China é um dos fatores a dificultar uma
ação coordenada.
 Já o Brasil, dez anos depois, ainda se apresenta incapaz de
retomar a expansão econômica sustentada. Ao próximo
governo, que não pode contar com os ventos favoráveis do
quadro externo, só restará a opção de estabilizar sua dívida e
recuperar a confiança doméstica.
(Editorial. Folha de S.Paulo. 10.09.2018. Adaptado)
FGV-SPQUESTÃO 15
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 14
No período – Ao próximo governo, [...] só restará a opção de
estabilizar sua dívida e recuperar a confiança doméstica. –
(último parágrafo), a relação entre as orações é de
A adição, e elas podem ser reescritas da seguinte forma: Ao
próximo governo, só restará a opção de não apenas
estabilizar sua dívida como também recuperar a confiança
doméstica. 
B oposição, e elas podem ser reescritas da seguinte forma: Ao
próximo governo, só restará a opção de estabilizar sua
dívida, entretanto recuperando a confiança doméstica. 
C conclusão, e elas podem ser reescritas da seguinte forma:
Ao próximo governo, só restará a opção de estabilizar sua
dívida e, assim, recuperar a confiança doméstica. 
D alternância, e elas podem ser reescritas da seguinte forma:
Ao próximo governo, só restará a opção de estabilizar sua
dívida ou recuperar a confiança doméstica.
E explicação, e elas podem ser reescritas da seguinte forma:
Ao próximo governo, só restará a opção de estabilizar sua
dívida, pois recuperará a confiança doméstica.
TEXTO BASE 15
O texto a seguir é referência para a questão.
 
Boomers, millenials, zoomers: estamos vivendo um conflito de
gerações?
 
 Até pouco tempo atrás, os millennials, nascidos entre o fim
das décadas de 1980 e 1990, eram alvos de críticas dos baby 
boomers, aqueles que chegaram ao mundo entre 1946 e 1964.
Os mais velhos atribuíamaos mais novos adjetivos como
“geração 
mimimi”, “síndrome de Peter Pan”, “mal-acostumados”,
“narcisistas” e “preguiçosos”. Agora, a geração Z, que engloba
quem nasceu 
após o ano 2000, entrou na roda para acirrar ainda mais essas
discussões. [...] 
[05] Segundo a professora de sociologia Kimi Tomizaki, da
Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo
(FE/USP), os 
conflitos geracionais surgem quando grupos formados a partir
de experiências diversas, que deram a eles capacidades
diferentes 
de ler e compreender o mundo, se encontram. A partir disso,
podem surgir alianças ou disputas se uma geração considera
que a 
outra não dá respostas adequadas às demandas do presente.
“Os confrontos envolvem o grupo que é detentor do poder, em
relação 
a trabalho, política ou mesmo universo acadêmico, e os
pretendentes, que são aqueles que querem entrar nesses
espaços sociais”, 
[10] explica Tomizaki. “Os pretendentes querem colocar em
prática o que consideram mais importante, enquanto os
detentores desejam 
preservar seus lugares, e um desconfia do outro”. [...] 
 Só que, mais do que as características dessas classificações,
são as vivências em sociedade que definem uma geração. 
“Nascer no mesmo período histórico não basta, é preciso estar
ligado a uma série de experiências comuns que remetem às
mesmas 
questões”, pontua Tomizaki. O psicólogo Ferrigno lembra ainda
que, por mais que existam perfis geracionais, é preciso cautela
para 
[15] não se apegar a receitas definitivas. “Não devemos criar
estereótipos”, observa. [...] 
 A prova de que esses termos nem sempre se aplicam a
pessoas nascidas em uma determinada geração são as
chamadas 
“microgerações”. Seriam aqueles que chegaram ao mundo no
meio de um período geracional, de modo que não se identificam
nem 
com os membros da geração anterior nem com os da posterior.
Segundo a WGSN, empresa norte-americana de análise de 
tendências, as duas principais microgerações seriam os
“xennials”, nascidos entre 1976 e 1982, e os “zennials”, que
vieram ao 
[20] mundo entre 1992 e 1998. 
 Os “xennials” são jovens demais para se parecerem com os
boomers, mas também não se veem totalmente nos millennials. 
Embora não sejam indivíduos que nasceram num mundo
plenamente digital, adaptaram-se rapidamente a um ambiente
tecnológico 
e compartilham do otimismo “millenniano”. Os “zennials”, por
sua vez, estão entre os millennials e a geração Z: dominam
tecnologias, 
adoram memes e se preocupam com o planeta, mas também
são nostálgicos e céticos. No entanto, se tivesse que escolher
um 
[25] grupo geracional do qual fazer parte, a maioria escolheria
os millennials. Em uma pesquisa global da WGSN, 70% dos
“zennials”
disseram se sentir emocionalmente mais próximos da geração
mais velha do que da mais nova.
(Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2020/09/relac
ao-com-o-plastico-tem-de-mudar-radicalmente.shtml.)
Campo RealQUESTÃO 16
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 15
Nas linhas 10 e 11, o segmento “enquanto os detentores
desejam preservar seus lugares” introduz uma relação:
A conclusiva.
B adversativa.
C causal.
D concessional.
E contrastiva.
TEXTO BASE 16
Leia o texto de Bernardo Carvalho para responder à questão.
 No audiovisual (sobretudo nas séries de TV), hoje se fala da
inteligência dos diálogos ou da engenhosidade da construção
dramática, quando antes se elogiava o silêncio ou as conexões
incongruentes das obras de cineastas como Antonioni e
Godard.
 O atual horror ao spoiler tem a ver com um mundo de regras
comerciais ou acadêmicas, no qual a obsessão por não revelar
finais e desenlaces se justifica como guardiã do entretenimento.
Mas onde há tamanho zelo por evitar as revelações fora de
hora, a reflexão passa para segundo plano, quando não é
simplesmente eliminada.
 Não existiria psicanálise se a história de Édipo precisasse
preservar seu desenlace. Na verdade, não haveria nem
tragédia. Já na Grécia Antiga, a ideia de spoiler era uma
contradição. Os espectadores assistiam repetidas vezes a
tragédias que eles conheciam de cor.
 Para a técnica dramatúrgica, contam as regras e as
conexões internas, assim como para o academicismo contam
as convenções: elas se aprendem e se ensinam. A reflexão,
entretanto, depende de conexões externas. O que o spoiler
realmente estraga é uma relação passiva, consumista e não
reflexiva com a arte.
 É de bom senso a moderação no uso do spoiler, mas o horror
com que passamos a encarar tudo que estraga nossa diversão
revela muito sobre os consumidores infantilizados que nos
tornamos.
(www.folha.uol.com.br, 13.05.2018. Adaptado.)
FCSBQUESTÃO 17
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 16
Na frase “Não existiria psicanálise se a história de Édipo
precisasse preservar seu desenlace” (3º parágrafo), a oração
introduzida pelo conectivo “se” expressa, em relação à anterior,
uma
A condição.
B consequência.
C consequência.
D causa.
E oposição.
UEMAQUESTÃO 18
O fragmento seguinte integra o primeiro capítulo do livro
Memórias de um Sargento de Milícias, intitulado Origem,
nascimento e batizado. Leia-o para responder à questão que
segue.
[...] Os meirinhos de hoje não são mais do que a sombra
caricata dos meirinhos do tempo do rei; esses eram gente que
temível e temida, respeitável e respeitada; formavam um dos
extremos da formidável cadeia judiciária que envolvia todo o Rio
de Janeiro no tempo em que a demanda era entre nós um
elemento de vida: o extremo oposto eram os desembargadores.
Ora, os extremos se tocam, e estes, tocando-se, fechavam o
círculo dentro do qual se passavam os terríveis combates das
citações, provarás, razões principais e finais, e todos esses
trejeitos judiciais que se chamava o processo. [...]
ALMEIDA, M. A. Memórias de um Sargento de Milícias. Porto
Alegre: L&PM, 2015.
No contexto, o fragmento “Ora, os extremos se tocam, e estes,
tocando-se, fechavam o círculo[...]”, de acordo com as relações
sintático-semânticas, contém o sentido equivalente à
A oposição. 
B condicionalidade. 
C conformidade. 
D comparação. 
E finalidade.
TEXTO BASE 17
Leia a crônica de Clarice Lispector, publicada no Jornal do
Brasil em 29 de março de 1969, para responder à questão.
Perguntas grandes
 Pessoas que são leitoras de meus livros parecem ter receio de
que eu, por estar escrevendo em jornal, faça o que se chama
de concessões. E muitas disseram: “Seja você mesma.”
 Um dia desses, ao ouvir um “seja você mesma”, de repente
senti-me entre perplexa e desamparada. É que também de
repente me vieram então perguntas terríveis: quem sou eu?
como sou? o que ser? quem sou realmente? e eu sou?
 Mas eram perguntas maiores do que eu.
(A descoberta do mundo, 1999.)
FAMERPQUESTÃO 19
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 17
Os trechos “por estar escrevendo em jornal” (1° parágrafo) e
“ao ouvir um ‘seja você mesma’” (2° parágrafo) exprimem,
respectivamente, circunstância de
A consequência e tempo. 
B causa e condição. 
C causa e tempo. 
D finalidade e condição. 
E consequência e finalidade.
TEXTO BASE 18
Leia a narrativa “O leão, o burro e o rato”, de Millôr Fernandes,
para responder à questão.
 
 Um leão, um burro e um rato voltaram, afinal, da caçada que
haviam empreendido juntos1 e colocaram numa clareira tudo
que tinham caçado: dois veados, algumas perdizes, três tatus,
uma paca e muita caça menor. O leão sentou-se num tronco e,
com voz tonitruante que procurava inutilmente suavizar, 
berrou: 
 — Bem, agora que terminamos um magnífico dia de trabalho,
descansemos aqui, camaradas, para a justa partilha do nosso
esforço conjunto. Compadre burro, por favor, você, que é o mais
sábio de nós três, com licença do compadre rato, você,
compadre burro, vai fazer a partilha desta caça em três partes
absolutamente iguais. Vamos, compadre rato, até o rio, beber
um pouco de água, deixando nosso grande amigo burro em paz
para deliberar. 
 Os dois se afastaram, foram até o rio, beberam água2 e
ficaram um tempo. Voltaram e verificaram que o burro tinha feito
um trabalho extremamentemeticuloso, dividindo a caça em três
partes absolutamente iguais. Assim que viu os dois voltando, o
burro perguntou ao leão: 
 — Pronto, compadre leão, aí está: que acha da partilha? 
 O leão não disse uma palavra. Deu uma violenta patada na
nuca do burro, prostrando-o no chão, morto. 
 Sorrindo, o leão voltou-se para o rato e disse: 
 — Compadre rato, lamento muito, mas tenho a impressão de
que concorda em que não podíamos suportar a presença de
tamanha inaptidão e burrice. Desculpe eu ter perdido a
paciência, mas não havia outra coisa a fazer. Há muito que eu
não suportava mais o compadre burro. Me faça um favor agora
— divida você o bolo da caça, incluindo, por favor, o corpo do
compadre burro. Vou até o rio, novamente, deixando-lhe calma
para uma deliberação sensata. 
 Mal o leão se afastou, o rato não teve a menor dúvida. Dividiu
o monte de caça em dois: de um lado, toda a caça, inclusive o
corpo do burro. Do outro, apenas um ratinho cinza morto por
acaso. O leão ainda não tinha chegado ao rio, quando o rato o
chamou: 
 — Compadre leão, está pronta a partilha! 
 O leão, vendo a caça dividida de maneira tão justa, não pôde
deixar de cumprimentar o rato: 
 — Maravilhoso, meu caro compadre, maravilhoso! Como
você chegou tão depressa a uma partilha tão certa? 
 E o rato respondeu: 
 — Muito simples. Estabeleci uma relação matemática entre
seu tamanho e o meu — é claro que você precisa comer muito
mais. Tracei uma comparação entre a sua força e a minha — é
claro que você precisa de muito maior volume de alimentação
do que eu. Comparei, ponderadamente, sua posição na floresta
com a minha — e, evidentemente, a partilha só podia ser esta.
Além do que, sou um intelectual, sou todo espírito! 
 — Inacreditável, inacreditável! Que compreensão! Que
argúcia! — exclamou o leão, realmente admirado. — Olha, juro
que nunca tinha notado, em você, essa cultura. Como você
escondeu isso o tempo todo, e quem lhe ensinou tanta
sabedoria? 
 — Na verdade, leão, eu nunca soube nada. Se me perdoa
um elogio fúnebre, se não se ofende, acabei de aprender tudo
agora mesmo, com o burro morto.
 
MORAL: Só um burro tenta ficar com a parte do leão.
1 A conjugação de esforços tão heterogêneos na destruição do
meio ambiente é coisa muito comum. 
2 Enquanto estavam bebendo água, o leão reparou que o rato
estava sujando a água que ele bebia. Mas isso já é outra fábula.
(100 fábulas fabulosas, 2012.)
UNESPQUESTÃO 20
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 18
“Mal o leão se afastou, o rato não teve a menor dúvida.” (8°
parágrafo)
Em relação à oração que a sucede, a oração sublinhada
expressa ideia de
A consequência.
B tempo.
C concessão.
D condição.
E causa.
TEXTO BASE 19
DIVAGAÇÕES SOBRE AS ILHAS
Quando me acontecer alguma pecúnia1, passante de um
milhão de cruzeiros, compro uma ilha; não 
muito longe do litoral, que o litoral faz falta; nem tão perto,
também, que de lá possa eu aspirar a fumaça 
e a graxa do porto. Minha ilha (e só de a imaginar já me
considero seu habitante) ficará no justo ponto 
de latitude e longitude que, pondo-me a coberto de ventos,
sereias e pestes, nem me afaste demasiado 
[5] dos homens nem me obrigue a praticá-los diuturnamente.
Porque esta é a ciência e, direi, a arte do bem
viver; uma fuga relativa, e uma não muito estouvada
confraternização.
De há muito sonho esta ilha, se é que não a sonhei sempre. Se
é que a não sonhamos sempre, inclusive 
os mais agudos participantes. Objetais-me: “Como podemos
amar as ilhas, se buscamos o centro 
mesmo da ação?” Engajados, vosso engajamento é a vossa
ilha, dissimulada e transportável. Por onde 
[10] fordes, ela irá convosco. Significa a evasão daquilo para
que toda alma necessariamente tende, ou seja,
a gratuidade dos gestos naturais, o cultivo das formas
espontâneas, o gosto de ser um com os bichos, as
espécies vegetais, os fenômenos atmosféricos. Substitui, sem
anular. Que miragens vê o iluminado no
fundo de sua iluminação?... Supõe-se político, e é um
visionário. Abomina o espírito de fantasia, sendo
dos que mais o possuem. Nessa ilha tão irreal, ao cabo, como
as da literatura, ele constrói a sua cidade
[15] de ouro, e nela reside por efeito da imaginação, administra-
a, e até mesmo a tiraniza. Seu mito vale o
da liberdade nas ilhas. E, antagonista do mundo burguês, que
outra coisa faz senão aplicar a técnica do
sonho, com que os sensíveis dentre os burgueses se
acomodam à realidade, esquecendo-a?
A ilha que traço agora a lápis neste papel é materialmente uma
ilha, e orgulha-se de sê-lo. Pode ser 
abordada. Não pode ser convertida em continente. Emerge do
pélago2 com a graça de uma flor criada
[20] para produzir-se sobre a água. Marca assim o seu
isolamento, e como não tem bocas de fogo nem
expedientes astuciosos para rechaçar o estrangeiro, sucede
que este isolamento não é inumano.
Inumano seria desejar, aqui, dos morros litorâneos, um
cataclismo que sovertesse3 tão amena,
repousante, discreta e digna forma natural, inventada para as
necessidades do ser no momento exato 
em que se farta de seus espelhos, amigos como inimigos.
[25] E por que nos seduz a ilha? As composições de sombra e
luz, o esmalte da relva, a cristalinidade dos
regatos – tudo isso existe fora das ilhas, não é privilégio delas.
A mesma solidão existe, com diferentes
pressões, nos mais diversos locais, inclusive os de população
densa, em terra firme e longa. Resta ainda
o argumento da felicidade: “aqui eu não sou feliz”, declara o
poeta, para enaltecer, pelo contraste, a sua
Pasárgada4: mas será que se procura realmente nas ilhas a
ocasião de ser feliz, ou um modo de sê-lo? (...).
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE 
Adaptado de Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,
1979.
 
1Pecúnia: pagamento.
2Pélago: profundidade.
3Soverter: fazer desaparecer.
4Pasárgada: localidade fictícia em poema de Manuel Bandeira
onde o eu lírico seria sempre feliz.
USSQUESTÃO 21
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 19
Supõe-se político, e é um visionário. Abomina o espírito de
fantasia, sendo dos que mais o possuem. (l. 13-14)
 
No fragmento acima, há pares de ideias articuladas por uma
relação lógica de
A oposição 
B conclusão 
C conformidade 
D proporcionalidade
TEXTO BASE 20
Texto para a questão.
 
TEXTO 
 
 Infecções sexualmente transmissíveis, ou ISTs, são aquelas
cuja contaminação se dá por via sexual, nas mais diversas
modalidades. Apesar de essa forma de transmissão ser a
principal, não é a única em muitos casos. Transfusão de sangue
contaminado, contato direto ou indireto com feridas e/ou líquido
oriundo destas, ou mesmo a contaminação de mãe gestante
para filho são algumas outras formas de contaminação. 
 Elas se manifestam em ambos os sexos, em diferentes faixas
etárias e em todos os níveis socioeconômicos. Nem sempre
apresentam sintomas. Como mulheres possuem seus órgãos
genitais mais internos, algumas vezes, não são capazes de
identificar a presença de feridas suspeitas em seu interior,
revelando mais um motivo especial para, pelo menos uma vez
ao ano, visitarem o ginecologista. 
 Vírus, bactérias, protozoários, fungos e, até mesmo, alguns
animais são capazes de provocar e transmitir ISTs. Sua
gravidade e a possibilidade ou não de cura dependerão do
agente causador e do diagnóstico precoce. 
 As formas mais eficazes de prevenção às ISTs, sexualmente
falando, incluem a abstinência sexual e a monogamia.
Entretanto, a primeira medida se mostra muito radical para um
grande número de pessoas, bem como não temos garantias
reais de a segunda estar sendo exercida verdadeiramente.
Assim, o uso da camisinha se mostra a melhor maneira de
reduzir as chances de contaminação por uma ou mais ISTs,
tendo a vantagem adicional de, também, prevenir contra uma
gravidez não planejada.
Disponível em:
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/doencas/dsts.htm.
Acesso em: 22 fev. 2019. (Adaptado)
UnichristusQUESTÃO 22
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 20
Observe: 
“Apesar de essa forma de transmissão ser a principal, não é a
únicaem muitos casos.” (1o parágrafo)
 
Em relação ao trecho que o sucede, o trecho destacado
expressa ideia de
A finalidade.
B causa.
C proporção.
D concessão.
E consequência.
EEARQUESTÃO 23
Considere as orações subordinadas adverbiais nos versos
seguintes.
 
“Ainda que eu falasse línguas, 
as dos homens e dos anjos 
se eu não tivesse amor, 
seria como sino ruidoso 
ou como címbalo estridente.” 
 
Marque a alternativa que apresenta a classificação ausente no
trecho
A causal 
B concessiva 
C condicional 
D comparativa
Atenas Sete LagoasQUESTÃO 24
Pneu furado
O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De
pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu,
uma moça muito bonitinha. Tão bonitinha que atrás parou outro
carro e dele desceu um homem dizendo "Pode deixar". Ele
trocaria o pneu.
– Você tem macaco? - perguntou o homem.
– Não - respondeu a moça.
– Tudo bem, eu tenho - disse o homem - Você tem estepe?
– Não - disse a moça.
– Vamos usar o meu - disse o homem. E pôs-se a trabalhar,
trocando o pneu, sob o olhar da moça. Terminou no momento
em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele
ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.
Dali a pouco chegou o dono do carro.
– Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.
– É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.
– Coisa estranha.
– É uma compulsão. Sei lá.
(Luís Fernando Veríssimo. Pai não entende nada. L&PM, 1991).
Analise as frases a seguir:
I. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o
pneu, uma moça muito bonitinha.
II. E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça.
III. Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um
homem dizendo "Pode deixar".
Quanto às orações subordinadas adjetivas acima, são
respectivamente classificadas como:
A explicativa, explicativa e restritiva.
B restritiva, explicativa e restritiva. 
C restritiva, restritiva e restritiva. 
D explicativa, explicativa e explicativa.
E explicativa, restritiva e explicativa.
TEXTO BASE 21
Texto para a questão
Quando você significa eu
 Outro dia, deitado no divã em uma seção de análise, descrevi
meus sentimentos. “Quando sobe a raiva, você perde a
capacidade de ser generoso.” Antes de terminar a frase, eu me
dei conta de que tinha usado “você”, apesar de estar
descrevendo um comportamento meu. Instintivamente repeti a
frase. “Quando sobe a raiva, eu perco a capacidade de ser
generoso.”
 Não me senti bem. Não era o que eu queria expressar. O que
seria esse estranho “você” que havia usado falando de mim, e
seguramente não me referindo a ele, meu analista, que era o
único na sala? Como você sabe, o “você” normal é usado como
nessa frase, para se referir ao interlocutor. Descobri que esse
estranho “você” é o chamado “você” genérico e pode significar
muitas coisas, entre elas “eu e toda a humanidade”. O que eu
queria dizer era o seguinte: “Quando sobe a raiva, eu e toda a
humanidade perdemos a capacidade de sermos generosos.” Ao
usar o “você” genérico estava tentando me eximir um pouco da
culpa.
 Imagine qual não foi minha surpresa ao me deparar com um
estudo que investiga exatamente em que condições as pessoas
usam esse “você” genérico. O prazer é grande quando você (o
prazer é meu, mas estou usando o “você “genérico para
expressar minha esperança que você também tenha esse
prazer) lê sobre algo que já observou.
Fernando Reinach, O Estado de S. Paulo, 08/04/2017.
FGV-RJQUESTÃO 25
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 21
A oração “Ao usar o ´você´ genérico” (final do segundo
parágrafo) expressa ideia de
A causa. 
B consequência. 
C tempo.
D condição.
E finalidade.
TEXTO BASE 22
TEXTO
 
Leia o texto abaixo e responda a questão.
 
Para pessoas de opinião
 
 Você me dirá que uma das coisas que mais preza é sua
opinião. Prezá-la é considerado virtude. “- Fulano? É uma
pessoa de opinião”. É preciso força e decisão para “ter opinião”.
Não é fácil.
 Você me dirá, ainda, do que é capaz de fazer para defender a
própria opinião. Ter opinião é tão importante que há até um
direito dos mais sagrados, o direito à opinião, ultimamente,
aliás, bastante afetado, pois vivemos tempos de ampliação do
delito de opinião. Ter opinião, em vez de ser considerado um
estágio preliminar da convicção, passa a ser ameaçador.
 Mas sem contrariar a força com que você defende as
próprias opiniões e, sobretudo, defendendo o seu inalienável
direito de tê-las, eu lhe proporei pensar sobre se a opinião é
uma instância realmente profunda ou se é, tão-somente, uma
das primeiras reações que se tem diante dos acontecimentos.
 Será a opinião uma reação profunda ou superficial? Ouso
afirmar que, quase sempre, é das mais superficiais.
 Opinião é reação, e expressa um sentimento ou Julgamento.
Ao reagir, o sentimento realiza uma síntese do que e como
somos. Esta síntese aparece na forma pela qual reagimos. A
primeira reação é reveladora do sentimento com que julgamos a
vida, o mundo, as pessoas. Quase sempre a opinião surge
nessa etapa inicial, patamar superficial do nosso ser. Somos um
repositório de primeiras impressões!
 Pode-se, efetivamente, garantir que nossas opiniões são
fruto de meditação? Ou de conhecimento sedimentado?
Positivamente, não. Quem responder sinceramente, vai concluir
que tem muito mais opiniões do que coisas que sabe ou
conhece. Qualquer conhecimento profundo não leva à opinião;
leva à análise, à convicção, à dúvida ou à evidência, e nenhuma
dessas quatro instâncias tem a ver com a opinião.
 Quem (se) reparar com cuidado, verificará o quanto é levado
a opinar, vale dizer, reagir, sentir, julgar, diante dos variados
temas. Somos um aluvião de opiniões. Defendemo-nos de
analisar, tendo opinião; preservamo- nos do perigoso e
trabalhoso mister de pensar, tendo logo uma opinião.
 É mais fácil ter opinião do que dúvida. Opinião traz adeptos e
dividendos pessoais de prestígio, respeitabilidade, aura de
coragem ou heroísmo.
 As opiniões são uma espécie de fabricação em série de
ideias sempre iguais, saídas do modelo pelo qual vemos o
mundo, e nos faz enfocar a realidade segundo um eterno
subjetivismo. Por isso a opinião quase nunca é o reflexo das
variadas componentes do real. É eco a repetir a experiência
anterior, diante de cada caso novo. A opinião nos defende da
complexidade do real, logo, é maneira de impedir a criatividade
do homem.
 Na origem latina, opinar tem um sentido ambíguo. É muito
mais conjecturar do que afirmar. A palavra chega a ter, nos
seus vários sentidos, o de disfarçar. A origem do termo é mais
fiel ao seu significado do que a tradução que hoje se lhe dá.
 Opinar não significa saber nem conhecer. Opinar significa ter
uma opinião a respeito de algo, isto é, uma impressão sujeita a
retificações, a correções, a mudanças permanentes. O sentido
essencial de opinar é conjecturar, ou seja, supor uma realidade
para poder discuti-la e, assim, melhor conhecê-la.
 No entanto, nos ofendemos se contrariam a nossa opinião;
vivemos em busca do respeito à “nossa opinião”. E, mais grave
e frequente, vivemos a sofrer por causa da opinião ou de
opiniões dos outros sem saber que a opinião de alguém é o
resultado das manifestações (reações) mais superficiais e
fáceis do seu espírito.
 A opinião é instância superficial, exercício de dúvida e de
conhecimento disfarçado em certeza ou afirmação, uma
conjetura em forma de assertiva. E mais a expressão de um
sentimento do que a conciliação deste com o conhecimento e a
verdade. A partir do momento em que sabemos de tudo isso,
temos obrigatoriamente que deixar de dar tanta importância à
opinião alheia e à própria. É preciso, sempre, submetê-las ao
crivo da permanência, do tempo, da análise, do conhecimento,
da vivência, da experimentação em situações diferentes, em
estados de espírito diversos, para, só então, considerá-la
significativa, válida, profunda.
 Qual de nós está disposto a aceitar que a própria opinião,
embora válida e respeitável, é uma forma superficial de
manifestação? Quem está disposto a sedar ao trabalho de
atribuir à opinião sua verdadeira função, que é nobilíssima: a de
ser trânsito, passagem, via, para a Convicção, para a Análise,
para Dúvida e para a Evidência - os quatro elementos que
compõem a verdade?
 Esta é a minha opinião...
TÁVOLA, Artur da. Alguém que já não fui. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 1985.
ENQUESTÃO 26
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 22
No trecho "Qualquer conhecimento profundo não leva à opinião;
leva à análise, à convicção, à dúvida [...]." (6°§), embora as
orações sejam assindéticas, há uma relação de sentido entre
elas.
 
Assinale a opção em que essa relação está corretamente
indicada.
A Adição.
B Contraste.
C Conclusão.
D Exclusão.
E Justificativa.
TEXTO BASE 23
Leia o texto de Oliver Sacks para responder à questão.
 No meu tempo de estudante de medicina na Londres dos
anos 1950, vi no Hospital de Middlesex muitos pacientes com
delírio, estados de flutuação da consciência causados, às
vezes, por infecções com febre alta ou por problemas como
insuficiência dos rins ou do fígado, doença pulmonar ou
diabetes mal controlado; todas essas condições podem produzir
mudanças drásticas na química do sangue. Alguns pacientes
deliravam em consequência de medicação, especialmente os
que recebiam morfina ou outros opiáceos para aliviar a dor. Os
pacientes com delírio estavam quase sempre nas alas médicas
ou cirúrgicas, e não nas neurológicas ou psiquiátricas, pois em
geral o delírio indica um problema médico, uma consequência
de algo que afeta o corpo como um todo, inclusive o cérebro, e
desaparece assim que o problema médico é sanado. 
 É possível que a idade, mesmo com um funcionamento
intelectual pleno, aumente o risco de alucinação ou delírio em
resposta a problemas médicos e medicação, ainda mais com a
polifarmácia tão frequentemente praticada na medicina atual.
Como trabalho em vários lares para idosos, de vez em quando
vejo pacientes tratados com muitas medicações, as quais
podem interagir umas com as outras de modos complexos, e,
não raro, empurrar o paciente para o delírio.
(A mente assombrada, 2013. Adaptado.)
FCMSCSPQUESTÃO 27
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 23
“É possível que a idade, mesmo com um funcionamento
intelectual pleno, aumente o risco de alucinação ou delírio em
resposta a problemas médicos e medicação” (2° parágrafo)
No contexto em que está inserido, o trecho destacado expressa
A uma causa.
B uma consequência.
C uma condição.
D uma finalidade.
E uma concessão.
ENQUESTÃO 28
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 22
Assinale a opção em que o valor semântico da oração
destacada no trecho “Mas sem contrariar a força com que você
defende suas próprias opiniões e, sobretudo, defendendo o seu
inalienável direito de tê-las [...].” (3º§) está corretamente
apresentado.
A Concessão.
B Condição.
C Finalidade.
D Proporção.
E Tempo.
TEXTO BASE 24
Texto para a pergunta.
Ambiente de startups parece mágico, mas burnout em mentores
é
alerta à comunidade
 A pandemia acelerou a digitalização dos negócios, alterou o 
comportamento do consumidor e abriu ainda mais espaço para
as novas 
tecnologias — não à toa tivemos recordes de investimentos nas
startups 
brasileiras. 
[5] Acredito que este ano não será diferente. O mercado está
bastante 
aquecido e é possível que muitos novos unicórnios, como
chamamos as 
empresas com valor de mercado de 1 bilhão, surjam ainda
neste primeiro 
semestre. 
 O ambiente de startups parece mágico, mas a verdade é que,
há tempos, 
[10] tenho visto CEOs no fundo do poço. São pessoas
talentosas, criativas e com 
paixão. Que dão o melhor de si, mas que se esquecem da
ferramenta mais 
importante que possuem: o hardware da própria mente. 
 As conexões sociais são um dos pilares mais importantes e
poderosos para 
proteger a nossa mente. Várias pesquisas apontam o aumento
de transtornos 
[15] mentais durante a crise da Covid-19 em todo o mundo. Um
deles é a síndrome 
de burnout, que apresenta sintomas similares aos da ansiedade
e da 
depressão. A diferença é que o fator determinante para essa
síndrome é única 
e exclusivamente o trabalho. 
 Numa tradução livre, burnout significa “totalmente queimado”.
O corpo 
[20] queima os fusíveis e desliga para evitar uma sobrecarga
fatal do sistema. É um 
nível de estresse extremo que leva o profissional à exaustão
física e mental. 
 Com o isolamento social, é muito mais fácil as pessoas
mergulharem 
profundamente e sem qualquer restrição no home office. O
trabalho antes 
“full time” foi substituído pelo “full life” — muitos já não
conseguem separar 
[25] vida profissional e pessoal. Você vai se desconectando do
próprio corpo, 
despersonalizando-se, e não ouve os primeiros sinais de
exaustão, como dores 
de cabeça e insônia recorrente.
 Trabalhamos com tecnologia, mas não somos robôs. Temos
emoções e às 
vezes elas gritam dentro da gente pedindo socorro e, se não
ouvimos, o corpo 
[30] dá um jeito de se fazer escutar. 
 É notável a diferença entre a estrutura de negócio de uma
startup e a de 
empresas tradicionais. As startups crescem de maneira
exponencial e nós, de 
carne e osso, podemos não acompanhar esse ritmo frenético. 
 O ambiente de inovação é muito competitivo e existe uma
baita pressão. 
[35] Quem está à frente dos negócios muitas vezes nem
consegue cogitar a 
possibilidade de fazer um intervalo ou se dar um pequeno
descanso por causa 
do sentimento de culpa. Ter estresse é normal e até nos ajuda a
tomar decisões 
no trabalho e na vida pessoal. Em excesso, porém, pode gerar
doenças 
psicossomáticas. Ao insistir, chegamos em nosso limite, que é o
burnout. 
[40] É preciso entender de uma vez por todas que respeitar o
próprio corpo e 
mente também é cuidar da sua startup e dos seus
colaboradores. Respire, 
medite, dance e reconheça momentos que te façam sentir mais
leve com a 
vida. 
Beatriz Bevilaqua, https://www1.folha.uol.com.br 6/3/2021.
Adaptado.
FGV-RJQUESTÃO 29
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 24
Nos trechos “e, se não ouvimos, o corpo dá um jeito de se fazer
escutar” e “Ao insistir, chegamos em nosso limite”, as orações
sublinhadas exprimem, respectivamente, ideia de
A causa e tempo.
B consequência e causa.
C condição e tempo.
D condição e consequência.
E oposição e finalidade.
TEXTO BASE 25
Texto para a questão.
 Aprendi cedo, sem o perceber, que o Brasil é o país da
procrastinação, e que, nessa terra, a lentidão é “protocolar,
litúrgica, dignificante”, tanto que o Brasil “não tem problemas,
apenas soluções adiadas”, conforme ensina Luís da Câmara
Cascudo.
 A história, quando se trata de outros países, possui múltiplas
definições: “a soma das coisas que poderiam ter sido evitadas”
(Konrad Adenauer), ou “o conjunto de mentiras sobre as quais
se chegou a um acordo” (Napoleão).
 Para o Brasil, embora simpatize com a definição de Cacá
Diegues – “uma senhora bêbada que tropeça em tudo que vê” –
acho mais preciso adotar a ideia de que nossa história é uma
opulenta coleção de adiamentos, às vezes, interrompida pelo
medo.
Gustavo Franco, “A visão do precipício”, www.estadao.com.br
26.01.2019.
FGV-RJQUESTÃO 30
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 25
A oração “tanto que o Brasil não tem problemas, apenas
soluções adiadas” expressa ideia de
A causa.
B consequência.
C finalidade.
D oposição.
E concessão.
TEXTO BASE 26
Leia o trecho do romance A moreninha, de Joaquim Manuel de
Macedo, para responder à questão.
 Chegou o sábado. O nosso Augusto, depois de muitos
rodeios e cerimônias, pediu finalmente licença para ir passar o
dia de domingo na ilha de… e obteve em resposta um não
redondo; jurou que tinha dado sua palavra de honra de lá se
achar nesse dia e o pai, para que o filho não cumprisse a
palavra, nem faltasse à honra, julgou muito conveniente trancá-
lo em seu quarto.
 Mania antiga é essa de querer triunfar das paixões com fortes
meios; erro palmar, principalmente no caso em que se acha o
nosso estudante; amor é um menino doidinho e malcriado que,
quando alguém intentarefreá-lo, chora, escarapela, esperneia,
escabuja, morde, belisca e incomoda mais que solto e livre;
prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se
desgoste; soltá-lo no prado, para que não corra; limpar-lhe o
caminho, para que não passe; acabar com as dificuldades e
oposições, para que ele durma e muitas vezes morra. O amor é
um anzol que, quando se engole, agadanha-se logo no coração
da gente, donde, se não é com jeito, o maldito rasga, esburaca
e se aprofunda.
(A moreninha, 1997.)
UEA-EspecíficoQUESTÃO 31
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 26
Em “prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se
desgoste” (2º parágrafo), o trecho sublinhado pode ser
substituído, mantendo-se a correção gramatical e o sentido
original, por:
A já que ele disso se desgosta.
B a fim de que ele disso se desgoste.
C desde que ele disso se desgoste.
D porque ele disso se desgosta.
E logo que ele disso se desgoste.
TEXTO BASE 27
Leia o texto do crítico de arte Jorge Coli para responder
à questão.
 Dizer o que seja a arte é coisa difícil. Um sem-número de
tratados de estética debruçou-se sobre o problema, procurando
situá-lo, procurando definir o conceito. Mas, se buscamos uma
resposta clara e definitiva, decepcionamo-nos: elas são
divergentes, contraditórias, além de frequentemente se
pretenderem exclusivas, propondo-se como solução única.
 Entretanto, se pedirmos a qualquer pessoa que possua um
mínimo contato com a cultura para nos citar alguns exemplos
de obras de arte ou de artistas, ficaremos certamente
satisfeitos. Todos sabemos que a Mona Lisa, que a Nona
sinfonia de Beethoven, que a Divina comédia, que Guernica de
Picasso ou o Davi de Michelangelo são, indiscutivelmente,
obras de arte. Assim, mesmo sem possuirmos uma definição
clara e lógica do conceito, somos capazes de identificar
algumas produções da cultura em que vivemos como sendo
“arte”. Além disso, a nossa atitude diante da ideia “arte” é de
admiração: sabemos que Leonardo ou Dante são gênios e, de
antemão, diante deles, predispomo-nos a tirar o chapéu.
 Podemos, então, ficar tranquilos: se não conseguimos saber
o que a arte é, pelo menos sabemos quais coisas
correspondem a essa ideia e como devemos nos comportar
diante delas. Infelizmente, esta tranquilidade não dura se
quisermos escapar ao superficial e escavar um pouco mais o
problema. O Davi de Michelangelo é arte, e não se discute.
Entretanto, eu abro um livro consagrado a um artista célebre do
século XX, Marcel Duchamp, e vejo entre suas obras,
conservado em museu, um aparelho sanitário de louça,
absolutamente idêntico aos que existem em todos os mictórios
masculinos do mundo inteiro. Ora, esse objeto não corresponde
exatamente à ideia que eu faço da arte.
 Assim, a questão que há pouco propusemos – como saber o
que é ou não é obra de arte – de novo se impõe. Já vimos que
responder com uma definição que parte da “natureza” da arte é
tarefa vã. Mas, se não podemos encontrar critérios a partir do
interior mesmo da noção de obra de arte, talvez possamos
descobri-los fora dela.
Para decidir o que é ou não arte, nossa cultura possui
instrumentos específicos. Um deles, essencial, é o discurso
sobre o objeto artístico, ao qual reconhecemos competência e
autoridade. Esse discurso é o que proferem o crítico, o
historiador da arte, o perito, o conservador de museu. São eles
que conferem o estatuto de arte a um objeto. Nossa cultura
também prevê locais específicos onde a arte pode manifestar-
se, quer dizer, locais que também dão estatuto de arte a um
objeto. Num museu, numa galeria, sei de antemão que
encontrarei obras de arte; num cinema “de arte”, filmes que
escapam à “banalidade” dos circuitos normais; numa sala de
concerto, música “erudita” etc. Esses locais garantem-me assim
o rótulo “arte” às coisas que apresentam, enobrecendo-as.
Desse modo, para gáudio1 meu, posso despreocupar- -me,
pois nossa cultura prevê instrumentos que determinarão, por
mim, o que é ou não arte. Para evitar ilusões, devo prevenir que
a situação não é assim tão rósea. Mas, por ora, o importante é
termos em mente que o estatuto da arte não parte de uma
definição abstrata do conceito, mas de atribuições feitas por
instrumentos de nossa cultura, dignificando os objetos sobre os
quais ela recai.
(O que é arte, 2013. Adaptado.)
1gáudio: alegria; júbilo.
FAMEMAQUESTÃO 32
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 27
“Para decidir o que é ou não arte, nossa cultura possui
instrumentos específicos.” (5° parágrafo)
Em relação ao trecho que o sucede, o trecho sublinhado tem
sentido de
A explicação. 
B finalidade. 
C condição.
D consequência. 
E causa.
TEXTO BASE 28
Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda à
questão.
O fim do canudinho de plástico
Por Devorah Lev-Tov / Quinta-feira, 5 de Julho de 2018
 Em 2015, um vídeo perturbador de uma tartaruga marinha
oliva sofrendo com um canudo plástico preso em sua narina
viralizou, mudando a atitude de muitos espectadores quanto ao
utensílio plástico tão conveniente para muitos.
 Mas, como pode o canudo plástico, um item insignificante
utilizado brevemente antes de ser descartado, causar tanto
estrago? Primeiramente, ele consegue chegar facilmente aos
oceanos devido a sua leveza. Ao chegar lá, o canudo não se
decompõe. Pelo contrário, ele se fragmenta lentamente em
pedaços cada vez menores, conhecidos como microplásticos,
que são frequentemente confundidos com comida pelos animais
marinhos.
 E, em segundo lugar, ele não pode ser reciclado.
“Infelizmente, a maioria dos canudos plásticos são leves demais
para os separadores manuais de reciclagem, indo parar em
aterros sanitários, cursos d’água e, por fim, nos oceanos”,
explica Dune Ives, diretor executivo da organização Lonely
Whale. A ONG viabilizou uma campanha de marketing de
sucesso chamada “Strawless in Seattle” (ou “Sem Canudos em
Seattle”) em apoio à iniciativa “Strawless Ocean” (ou “Oceanos
Sem Canudos”).
 Nos Estados Unidos, milhões de canudos de plástico são
descartados todos os dias. No Reino Unido, estima-se que pelo
menos 4,4 bilhões de canudos sejam jogados fora anualmente.
Hotéis são alguns dos piores infratores: o Hilton Waikoloa
Village, que se tornou o primeiro resort na ilha do Havaí a banir
os canudos plásticos no início deste ano, utilizou mais de 800
mil canudos em 2017.
 Mas é claro que os canudos são apenas parte da quantidade
monumental de resíduos que vão parar em nossos oceanos.
“Nos últimos 10 anos, produzimos mais plástico do que em todo
o século passado e 50% do plástico que utilizamos é de uso
único e descartado imediatamente”, diz Tessa Hempson,
gerente de operações do Oceans Without Borders, uma nova
fundação da empresa de safáris de luxo & Beyond. “Um milhão
de aves marinhas e 100 mil mamíferos marinhos são mortos
anualmente pelo plástico nos oceanos. 44% de todas as
espécies de aves marinhas, 22% das baleias e golfinhos, todas
as espécies de tartarugas, e uma lista crescente de espécies de
peixes já foram documentados com plástico dentro ou em volta
de seus corpos”.
 Mas, agora, o próprio canudo plástico começou a finalmente
se tornar uma espécie ameaçada, com algumas cidades nos
Estados Unidos (Seattle, em Washington; Miami Beach e Fort
Myers Beach, na Flórida; e Malibu, Davis e San Luis Obispo, na
Califórnia) banindo seu uso, além de outros países que limitam
itens de plástico descartável, o que inclui os canudos. Belize,
Taiwan e Inglaterra estão entre os mais recentes países a
proporem a proibição.
Mesmo ações individuais podem causar um impacto
significativo no meio ambiente e influenciar a indústria: a
proibição em uma única rede de hotéis remove milhões de
canudos em um único ano. As redes Anantara e AVANI
estimam que seus hotéis tenham utilizado 2,49 milhões de
canudos na Ásia em 2017, e a AccorHotels estima o uso de 4,2
milhões de canudos nos Estados Unidos e Canadá também no
último ano.
 Embora utilizar um canudo não seja a melhor das hipóteses,
algumas pessoas ainda os preferem ou até necessitam deles,como aqueles com deficiências ou dentes e gengivas sensíveis.
Se quiser usar um canudo, os reutilizáveis de metal ou vidro
são a alternativa ideal. A Final Straw, que diz ser o primeiro
canudo retrátil reutilizável do mercado, está arrecadando fundos
através do Kickstarter.
 “A maioria das pessoas não pensa nas consequências que o
simples ato de pegar ou aceitar um canudo plástico tem em
suas vidas e nas vidas das futuras gerações” diz David Laris,
diretor de criação e chef do Cachet Hospitality Group, que não
utiliza canudos de plástico. “A indústria hoteleira tem a
obrigação de começar a reduzir a quantidade de resíduos
plásticos que gera”.
Adaptado de https://www.nationalgeographicbrasil.com/planeta-
ou-plastico/2018/07/fim-canudinhoplastico-canudo-poluicao-
oceano . Acesso em 14 de março de 2019.
EsPCExQUESTÃO 33
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 28
“ As redes Anantara e AVANI estimam que seus hotéis tenham
utilizado 2,49 milhões de canudos na Ásia em 2017.”
Assinale a alternativa em que a oração sublinhada abaixo tem a
mesma função daquela destacada na frase acima.
A Ele se fragmenta em pedaços cada vez menores, que são
frequentemente confundidos com comida pelos animais
marinhos. 
B É claro que os canudos são apenas parte da quantidade
monumental de resíduos que vão parar em nossos
oceanos. 
C Nos últimos 10 anos, produzimos mais plástico do que em
todo o século passado. 
D As empresas não precisam esperar que o governo institua a
proibição antes de implementarem a sua própria. 
E Redes hoteleiras que estão eliminando os canudos plásticos
já testaram diversas alternativas descartáveis.
TEXTO BASE 29
Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.
Cena 1 
 Em uma madrugada chuvosa, um 
trabalhador residente em São Paulo acorda, 
ao amanhecer, às cinco horas, toma 
[5] rapidamente o café da manhã, dirige-se até o
carro, acessa a rua, e, como de costume, faz
o mesmo trajeto até o trabalho. Mas, em um
desses inúmeros dias, ouve pelo rádio que
uma das avenidas de sua habitual rota está
[10] totalmente congestionada. A partir dessa
informação e enquanto dirige, o trabalhador
inicia um processo mental analítico para
escolher uma rota alternativa que o faça
chegar ........ empresa no horário de sempre. 
[15] Para decidir sobre essa nova rota, ele
deverá considerar: a nova distância a ser
percorrida, o tempo gasto no deslocamento, a
quantidade de cruzamentos existentes em
cada rota, em qual das rotas encontrará
[20] chuva e em quais rotas passará por áreas
sujeitas a alagamento.
Cena 2
 Mais tarde no mesmo dia, um casal 
residente na mesma cidade obtém 
[25] financiamento imobiliário e decide pela
compra de um apartamento. São inúmeras
opções de imóveis à venda. Para a escolha
adequada do local de sua morada em São
Paulo, o casal deverá levar em conta, além do
[30] valor do apartamento, também outros
critérios: variação do preço dos imóveis por
bairro, distância do apartamento até a escola
dos filhos pequenos, tempo gasto entre o
apartamento e o local de emprego do casal,
[35] preferência por um bairro tranquilo e
existência de linha de ônibus integrada ao
metrô nas proximidades do imóvel – entre
outros critérios.
 Essas duas cenas urbanas descrevem 
[40] situações comuns ........ passam diariamente 
muitos dos cidadãos residentes em grandes 
cidades. As protagonistas têm em comum a 
angústia de tomar uma decisão complexa, 
escolhida dentre várias possibilidades 
[45] oferecidas pelo espaço geográfico. Além de
mostrar que a geografia é vivida no cotidiano,
as duas cenas mostram também que, para
tomar a decisão que ........ seja mais 
conveniente, nossas protagonistas deverão 
[50] realizar, primeiramente, uma análise 
geoespacial da cidade. Em ambas as cenas,
essa análise se desencadeia a partir de um
sistema cerebral composto de informações
geográficas representadas internamente na
[55] forma de mapas mentais que induzirão as três
protagonistas a tomar suas decisões. Em cada
cena podemos visualizar uma pergunta
espacial. Na primeira, o trabalhador pergunta:
“qual a melhor rota a seguir, desde este
[60] ponto onde estou até o local de meu trabalho,
neste horário de segunda-feira?” Na segunda,
o questionamento seria: “qual é o lugar da
cidade que reúne todos os critérios
geográficos adequados à nossa moradia?”
[65] A cena 1 é um exemplo clássico de análise
de redes, enquanto a cena 2 é um exemplo
clássico de alocação espacial – duas das
técnicas mais importantes da análise
geoespacial.
[70] A análise geoespacial reúne um conjunto de
métodos e técnicas quantitativos dedicados à
solução dessas e de outras perguntas
similares, em computador, ........ respostas 
dependem da organização espacial de 
[75] informações geográficas em um determinado
tempo. Dada a complexidade dos modelos,
muitas técnicas de análise geoespacial foram
transformadas em linguagem computacional e
reunidas, posteriormente, em um sistema de
[80] informação geográfica. Esse fato
geotecnológico contribuiu para a
popularização da análise geoespacial realizada
em computadores, que atualmente é
simplificada pelo termo geoprocessamento.
Adaptado de: FERREIRA, Marcos César. Iniciação à análise
geoespacial: teoria, técnicas e exemplos para
geoprocessamento. São Paulo: Editora UNESP, 2014. p. 33-34.
UFRGSQUESTÃO 34
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 29
Assinale a alternativa que apresenta relações de sentido,
contextualmente adequadas no texto, para os nexos de
articulação textual Mas (l. 07), enquanto (l. 11) e Para (l. 15),
nessa ordem.
A oposição – comparação – explicação
B concessão – temporalidade – explicação
C concessão – concomitância – finalidade
D oposição – concomitância – explicação
E oposição – temporalidade – finalidade
TEXTO BASE 30
Texto
 
BECOS DA MEMÓRIA
 
A barriga de Ditinha cresceu. Beto estava com
treze anos. Ela temia pelo futuro de Beto. E depois
vieram o Zé, o Nico. A mesma coisa, ela só faltou
tomar o diabo em pó para abortar, entretanto a
[5] barriga crescia. Na última gravidez, ela já sabendo
que remédios, chás de nada adiantavam, pois tinha
o organismo forte, de mulher parideira, Ditinha foi
mais longe. Maria Cosme não era escrupulosa
como Vó Rita. Maria Cosme enfiou uma sonda por
[10] dentro de Ditinha. A sonda ficou lá dentro quase
dez dias, até que numa manhã ela começou a
sangrar. Sangrou tanto que foi parar no hospital.
Os médicos queriam que ela dissesse o nome da
“fazedeira de anjinhos”. Ela não disse mesmo; pelo
[15] contrário, se preciso fosse, se pudesse, até
esconder Maria Cosme, ela esconderia. Tiveram
que retirar o útero e o ovário de Ditinha. Ela
respirou aliviada, pelo menos não criaria barriga
mais nunca.
 
[20] Quando Ditinha chegou ao seu barraco, Beto e Zé
não estavam em casa. Mandou que Nico fosse
atrás deles; o menor voltou chorando e sozinho.
Estava tão cansada, olhou o pai paralítico e viu
seus olhos vermelhos, congestionados de cachaça.
[25] O velho pediu mais, ela deu.
EVARISTO, Conceição. Becos da memória. Rio e Janeiro:
Pallas, 2017. p.102-103.
FMCQUESTÃO 35
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 30
O período “Sangrou tanto que foi parar no hospital” (linha
12) expressa relação semântica de
A condição e resultado.
B finalidade e explicação. 
C finalidade e causa. 
D explicação e localização. 
E causa e consequência.
TEXTO BASE 31
Leia o trecho inicial do conto “A doida”, de Carlos Drummond de
Andrade, para responder à questão.
 
 A doida habitava um chalé no centro do jardim maltratado. E a
rua descia para o córrego, onde os meninos costumavam
banhar-se. Era só aquele chalezinho, à esquerda, entre o
barranco e um chão abandonado; à direita, o muro de um
grande quintal. E na rua, tornada maior pelo silêncio, o burro
que pastava. Rua cheia de capim, pedras soltas, num declive
áspero. Onde estava o fiscal, que não mandava capiná-la?
 Os três garotos desceram manhã cedo, para o banho e a pega
de passarinho. Só com essa intenção. Mas era bom passar pela
casa da doida e provocá-la. As mães diziam o contrário: que era
horroroso,poucos pecados seriam maiores. Dos doidos
devemos ter piedade, porque eles não gozam dos benefícios
com que nós, os sãos, fomos aquinhoados. Não explicavam
bem quais fossem esses benefícios, ou explicavam demais, e
restava a impressão de que eram todos privilégios de gente
adulta, como fazer visitas, receber cartas, entrar para
irmandades. E isso não comovia ninguém. A loucura parecia
antes erro do que miséria. E os três sentiam-se inclinados a
lapidar1 a doida, isolada e agreste no seu jardim.
 Como era mesmo a cara da doida, poucos poderiam dizê-lo.
Não aparecia de frente e de corpo inteiro, como as outras
pessoas, conversando na calma. Só o busto, recortado numa
das janelas da frente, as mãos magras, ameaçando. Os
cabelos, brancos e desgrenhados. E a boca inflamada, soltando
xingamentos, pragas, numa voz rouca. Eram palavras da Bíblia
misturadas a termos populares, dos quais alguns pareciam
escabrosos, e todos fortíssimos na sua cólera.
 Sabia-se confusamente que a doida tinha sido moça igual às
outras no seu tempo remoto (contava mais de sessenta anos, e
loucura e idade, juntas, lhe lavraram o corpo). Corria, com
variantes, a história de que fora noiva de um fazendeiro, e o
casamento uma festa estrondosa; mas na própria noite de
núpcias o homem a repudiara, Deus sabe por que razão. O
marido ergueu-se terrível e empurrou-a, no calor do bate- -boca;
ela rolou escada abaixo, foi quebrando ossos, arrebentando-se.
Os dois nunca mais se veriam. Já outros contavam que o pai,
não o marido, a expulsara, e esclareciam que certa manhã o
velho sentira um amargo diferente no café, ele que tinha
dinheiro grosso e estava custando a morrer – mas nos
racontos2 antigos abusava-se de veneno. De qualquer modo,
as pessoas grandes não contavam a história direito, e os
meninos deformavam o conto. Repudiada por todos, ela se
fechou naquele chalé do caminho do córrego, e acabou
perdendo o juízo. Perdera antes todas as relações. Ninguém
tinha ânimo de visitá-la. O padeiro mal jogava o pão na caixa de
madeira, à entrada, e eclipsava-se. Diziam que nessa caixa uns
primos generosos mandavam pôr, à noite, provisões e roupas,
embora oficialmente a ruptura com a família se mantivesse
inalterável. Às vezes uma preta velha arriscava-se a entrar, com
seu cachimbo e sua paciência educada no cativeiro, e lá ficava
dois ou três meses, cozinhando. Por fim a doida enxotava-a. E,
afinal, empregada nenhuma queria servi-la. Ir viver com a doida,
pedir a bênção à doida, jantar em casa da doida, passaram a
ser, na cidade, expressões de castigo e símbolos de irrisão3 .
 Vinte anos de uma tal existência, e a legenda está feita.
Quarenta, e não há mudá-la. O sentimento de que a doida
carregava uma culpa, que sua própria doidice era uma falta
grave, uma coisa aberrante, instalou-se no espírito das
crianças. E assim, gerações sucessivas de moleques passavam
pela porta, fixavam cuidadosamente a vidraça e lascavam uma
pedra. A princípio, como justa penalidade. Depois, por prazer.
Finalmente, e já havia muito tempo, por hábito. Como a doida
respondesse sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia
de um equilíbrio por compensação, que afogava o remorso.
 Em vão os pais censuravam tal procedimento. Quando
meninos, os pais daqueles três tinham feito o mesmo, com
relação à mesma doida, ou a outras. Pessoas sensíveis
lamentavam o fato, sugeriam que se desse um jeito para
internar a doida. Mas como? O hospício era longe, os parentes
não se interessavam. E daí – explicava-se ao forasteiro que
porventura estranhasse a situação – toda cidade tem seus
doidos; quase que toda família os tem. Quando se tornam
ferozes, são trancados no sótão; fora disto, circulam
pacificamente pelas ruas, se querem fazê-lo, ou não, se
preferem ficar em casa. E doido é quem Deus quis que ficasse
doido... Respeitemos sua vontade. Não há remédio para
loucura; nunca nenhum doido se curou, que a cidade soubesse;
e a cidade sabe bastante, ao passo que livros mentem.
(Contos de aprendiz, 2012.)
1 lapidar: apedrejar.
2 raconto: relato, narrativa.
3 irrisão: zombaria.
UNIFESPQUESTÃO 36
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 31
“Como a doida respondesse sempre furiosa, criara-se na
mente infantil a ideia de um equilíbrio por compensação, que
afogava o remorso.” (5° parágrafo)
Em relação ao trecho que o sucede, o trecho sublinhado
expressa ideia de
A finalidade. 
B causa. 
C proporção. 
D comparação.
E consequência.
TEXTO BASE 32
Texto
Da dor à doação
(1) Sofrimentos lancinantes podem ser vistos como provações.
Como trajetos necessários no percurso, ou paradas forçadas no
meio do caminho. Entre o susto de repentino golpe e a espera
do que se costumava chamar de normalidade, nem sempre a
distância é grande. Pode ser um passo. Um gesto de
generosidade que provoca o sentimento de impagável gratidão.
É assim, via de regra, nos casos de transplante de órgãos e
tecidos, quando a razão e a emoção podem ser exigidas ao
limite, para tomar difíceis decisões que dizem respeito à nossa
compreensão, nem sempre exposta, sobre a vida e a morte.
(2) [...] Um milagre que se torna possível graças à doação. São,
de fato, vidas compartilhadas, consumidas pela dor, reanimadas
pela esperança. Compartilhamento que une vidas
desconectadas num ato de pura fé na vida. A incompreensão é
desafiada a crer, quando um órgão que habitava um corpo
passa a morar em outro. E tudo em que se crê alcança o
território da dúvida, quando a vida, vista como inquilina, põe à
prova toda experiência, todo o saber de alguém.
(3) Pernambuco teve, no ano passado, o maior número de vidas
salvas por transplantes já registrado no Estado: cerca de 1.800
pessoas recuperaram a condição de viver mais próximas da
plenitude que nomeamos de vida saudável. Pacientes de
graves enfermidades, às vezes pacientes terminais, assim
como seus círculos familiares e de amigos, deixaram de pensar
na morte para aproveitar a vida. Sim, o tempo será sempre
incerto, mas a recuperação do horizonte vital, para quem não
enxerga nada além de sombras, é quase o renascimento.
(4) Para que a doação de órgãos se espalhe, mais indivíduos
precisam declarar à família qual escolha fazer na hora do pior
infortúnio. Por isso a doação é, também, um gesto de cidadania
que deve ser estimulado por políticas públicas direcionadas
para acolher as famílias em agonia, primeiro, para depois
receber e transmitir os órgãos de potenciais doadores a quem
se encontra no aguardo de uma chance de vida. A realização
de um transplante envolve o esforço de convencimento, se não
houver desejo previamente declarado de quem vem a ter a
morte encefálica confirmada pela medicina. Em Pernambuco,
onde há mais de mil na fila do transplante, metade das
tentativas junto às famílias é frustrada por negativas. Portanto, a
fila dos pacientes ansiosos por órgãos e tecidos poderia ser
menor. [...]
(5) É verdade que não é fácil sair da dor à doação. E se soa
estranho imaginar a córnea, o pulmão, o fígado ou o coração de
um ente querido sendo nutrido pelo calor e pelo sangue de
outra pessoa, vale a pena pensar o quanto é estranha a
natureza da vida. Perdida numa ilhota minúscula no meio do
universo, a vida humana conta com o luxo da consciência para
relatar a perplexidade que não nos abandona, desde o
despertar da existência.
Da dor à doação. Jornal do Commercio, Recife, 1º de jul. 2018.
Opiniões. Editorial. p. 22. Adaptado.
UPEQUESTÃO 37
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 32
O segmento sublinhado em: “Para que a doação de órgãos se
espalhe, mais indivíduos precisam declarar à família qual
escolha fazer na hora do pior infortúnio.” estabelece com o
trecho que o sucede uma relação sintático-semântica de
A comparação.
B concessão.
C condição.
D conformidade.
E finalidade.
TEXTO BASE 33
Texto para a questão
Capítulo XLVIII 
Um primo de Virgília
- Sabe quem chegou ontem de São Paulo? perguntou-me
uma noite Luís 
Dutra. 
 Luís Dutra era um primo de Virgília, que também privava com
as musas. Os 
versos dele agradavam e valiam mais do que os meus; mas eletinha 
necessidade da sanção de alguns, que lhe confirmasse o
aplauso dos outros. 
Como fosse acanhado, não interrogava a ninguém; mas
deleitava-se com 
ouvir alguma palavra de apreço; então criava novas forças e
arremetia 
juvenilmente ao trabalho. 
 Pobre Luís Dutra! Apenas publicava alguma cousa, corria à
minha casa, e 
entrava a girar em volta de mim, à espreita de um juízo, de uma
palavra, de 
um gesto, que lhe aprovasse a recente produção, e eu falava-
lhe de mil cousas 
diferentes, -- do último baile do Catete, da discussão das
câmaras, de 
berlindas e cavalos, - de tudo, menos dos seus versos ou
prosas. Ele respondia-
me, a princípio com animação, depois mais frouxo, torcia a
rédea da conversa 
para o assunto dele, abria um livro, perguntava-me se tinha
algum trabalho 
novo, e eu dizia-lhe que sim ou que não, mas torcia a rédea
para o outro lado, 
e lá ia ele atrás de mim, até que empacava de todo e saía triste.
Minha 
intenção era fazê-lo duvidar de si mesmo, desanimá-lo, eliminá-
lo. E tudo isto 
a olhar para a ponta do nariz...
Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.
FGV-SPQUESTÃO 38
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 33
As orações “Como fosse acanhado” e “Apenas publicava
alguma cousa” expressam, respectivamente, ideia de
A conformidade e de alternância. 
B comparação e de consequência. 
C causa e de tempo. 
D oposição e de adição. 
E finalidade e de explicação.
TEXTO BASE 34
TEXTO
Tempos ansiosos
(1) Saber lidar com as preocupações se tornou uma
característica desejada, porque a ansiedade foi relegada ao
posto de vilã do mundo moderno. Apesar de ser essencial para
a sobrevivência, ela ganhou o estigma de atrapalhar as
relações pessoais, a competência no trabalho e todo tipo de
situação delicada.
“Se o candidato não consegue dominar a ansiedade na hora da
seleção de emprego, já questionamos como ele agirá no
ambiente de trabalho”, diz Adriana Vilela, analista de recursos
humanos da RHBrasil, empesa que recruta candidatos para o
mercado de trabalho. É muito comum, aliás, as pessoas
reclamarem que são ansiosas demais e os especialistas
chamarem os nossos tempos de “era da ansiedade”.
(2) Mas essa noção de que vivemos numa época especialmente
estressante é coisa ultrapassada, na verdade. A ideia de “era
da ansiedade” nasceu antes da internet e do computador.
Apareceu pela primeira vez em 1947, num poema do inglês
Hugh Auden, que, desiludido com a humanidade depois da 2ª.
Guerra Mundial, criticou o homem e sua busca sem sentido por
significado.
Desde então, há pelo menos uma obra por década que afirma
que o ser humano está passando pelos tempos mais difíceis de
sua história e que, coitados de nós, sofremos demais com a
ansiedade.
(Hueck, Karin. Sobre a ansiedade. Revista Superinteressante.
São Paulo: Abril, nov. 2008. Adaptado)
CESMACQUESTÃO 39
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 34
Analisando os recursos da coesão textual no primeiro
parágrafo do Texto, vemos que ocorreram conectivos que,
respectivamente, expressam relações semânticas de:
A concessão, finalidade e adição.
B temporalidade, oposição e finalidade. 
C oposição, adição e causalidade. 
D causalidade, concessão e adição. 
E adição, causalidade e concessão.
TEXTO BASE 35
Texto para a questão.
Ao captar o ódio frio de tirano tropical...
 De tão repetida, a verdade insofismável de que a história não
se repete transforma-se no seu contrário, em sofisma. Agora
mesmo, venais¹ travestidos de vestais² repisam que o Terror
curitibano esconde uma guilhotina no porão e que estamos
todos com a cabeça a prêmio. 
 Como os legalistas querem deter os carrascos, os
procuradores provincianos botam a carapuça, fingem que é
boné frígio³ e entoam: somos todos jacobinos. A analogia é
trapaceira porque não se passou nada que remotamente lembre
a Revolução Francesa. 
Logo, não há motivo real para reação à termidoriana4 ou o
alarme moralista. O que há de palpável, isso sim, é o afã em
desregulamentar o trabalho e cortar aposentadorias. O sofisma
de fundo histórico é falsa ideologia: evoca um passado heroico
para justificar tramoias no presente. 
 Assim, se na França tribunos da plebe vestiram as togas
retóricas da República romana, políticos e procuradores
brasileiros agitam o espectro do Terror para mobilizar crápulas
tremebundos5 do pântano brasiliense. Fazem buuuuu para
arrebatar aliados e trouxas. É má ficção, mas cola. 
(MÁRIO SÉRGIO CONTI, Folha de S.Paulo, 01/07/2017,
adaptado)
¹venal: que pode ser vendido; exposto à pvenda. 
²vestal: honesto; casto; virgem. 
³frígio: espécie de touca ou carapuça, símbolo do regime
republicano, da liberdade. 
4termidoriana: A reação termidoriana é considerada uma das
fases finais do processo da Revolução Francesa. Após o
período designado pelos historiadores como Reino do Terror (ou
somente Terror), em que as garantias dos cidadãos foram
suspensas e a facção da Montanha, do partido jacobino,
assassinou e perseguiu seus opositores, alguns girondinos
sobreviveram e se organizaram na articulação de um golpe. 
5tremebundo: que faz tremer.
ESPMQUESTÃO 40
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 35
“Como os legalistas querem deter os carrascos, os
procuradores provincianos botam a carapuça...”. Nesse
segmento, as orações traduzem respectivamente ideias de:
A consequência e causa.
B causa e consequência.
C conformidade e causa.
D comparação e consequência.
E conformidade e consequência.
Orações
Questão 1:
[D]
Questão 2:
[E]
Questão 3:
[B]
Questão 4:
[A]
Questão 5:
[C]
Questão 6:
[A]
Questão 7:
[E]
Questão 8:
[E]
Questão 9:
[C]
Questão 10:
[A]
Questão 11:
[D]
Questão 12:
[A]
Questão 13:
[B]
Questão 14:
[C]
Questão 15:
[A]
Questão 16:
[E]
Questão 17:
[A]
Questão 18:
[A]
Questão 19:
[C]
Questão 20:
[B]
Questão 21:
[A]
Questão 22:
[D]
Questão 23:
[A]
Questão 24:
[A]
Questão 25:
[C]
Questão 26:
[B]
Questão 27:
[E]
Questão 28:
[C]
Questão 29:
[C]
Questão 30:
[B]
Questão 31:
[B]
Questão 32:
[B]
Questão 33:
[D]
Questão 34:
[E]
Questão 35:
[E]
Questão 36:
[B]
Questão 37:
[E]
Questão 38:
[C]
Questão 39:
[D]
Questão 40:
[B]
Pontuação 
UFGDQUESTÃO 1
Assinale a alternativa cujo texto está corretamente pontuado.
A O cinema é uma ótima forma de conhecer cidades, em
outros tempos. Em muitos casos no entanto, os cenários
estão lá em função de uma narrativa. Para testemunhar
detalhes mais banais ou a rotina diária de correria, os
vídeos caseiros são um bom caminho.
B O cinema é uma ótima forma de conhecer cidades em
outros tempos. Em muitos casos, no entanto os cenários
estão lá em função de uma narrativa. Para testemunhar
detalhes mais banais, ou a rotina diária de correria os
vídeos caseiros são um bom caminho.
C O cinema é uma ótima forma de conhecer cidades em
outros tempos. Em muitos casos, no entanto, os cenários
estão lá em função de uma narrativa. Para testemunhar
detalhes mais banais ou a rotina diária de correria, os
vídeos caseiros são um bom caminho.
D O cinema é uma ótima forma de conhecer cidades, em
outros tempos. Em muitos casos no entanto os cenários
estão lá em função de uma narrativa. Para testemunhar
detalhes mais banais ou a rotina diária de correria, os
vídeos caseiros, são um bom caminho.
E O cinema é uma ótima forma de conhecer cidades em
outros tempos. Em muitos casos, no entanto; os cenários,
estão lá em função de uma narrativa. Para testemunhar
detalhes, mais banais ou a rotina diária de correria, os
vídeos caseiros são um bom caminho.
TEXTO BASE 1
O MACHISMO BRASILEIRO E A DOMINAÇÃO DO MAL
A lógica da dominação masculina silencia e mata mulheres e
homens
 Uma aluna me interrompeu bruscamente quando eu estava
dando uma aula para uma turma de psicologia sobre o livro “A
dominação masculina”, de Pierre Bourdieu. “Você está
comparando o sofrimento das mulheres com o dos homens?”
Respondi que, para o sociólogo francês, a lógica da dominação
masculina, além de oprimir, aprisionar e escravizar as mulheres,
também provoca sofrimento nos homens que não conseguemcorresponder ao modelo dominante de ser um “homem de
verdade”.
 Na lógica da dominação masculina, os homens devem ser
sempre superiores às mulheres: mais velhos, mais altos, mais
fortes, mais poderosos, mais ricos, mais escolarizados etc.
Essa lógica tem como efeito colocar as mulheres em um
permanente estado de insegurança, inferioridade e
dependência. Delas se espera que sejam submissas, contidas,
discretas, apagadas, inferiores, invisíveis.
 No entanto, essa lógica aprisiona as mulheres e também os
homens, já que eles precisam fazer um esforço desesperado e
patético, segundo Bourdieu, para estar à altura do ideal de
masculinidade: força física, altura, sucesso, poder, prestígio,
dinheiro, potência, virilidade, tamanho do pênis etc.
 A aluna reagiu agressivamente: “Mas os homens não
precisam ser defendidos pelas mulheres. Eles são os
agressores, os inimigos, não as vítimas. Todos os homens são
culpados ou cúmplices da violência que as mulheres sofrem”.
 Tentei argumentar mostrando que os discursos sobre
masculinidade podem ter mudado, mas que muitos
comportamentos e valores permanecem, de forma consciente
ou inconsciente, reproduzindo e fortalecendo a lógica da
dominação masculina, inclusive pelas próprias mulheres.
 “Ninguém está defendendo os machistas, só estamos
refletindo sobre como a lógica da dominação masculina
aprisiona mulheres e homens. Não estamos diminuindo o
sofrimento feminino, mas apenas mostrando que os homens
também sofrem. E sofrem calados.”
 Dei então alguns exemplos das minhas pesquisas. Quando
perguntei: “O que todo homem é?”, as respostas mais citadas
foram: machista, galinha e infiel. Para “O que toda mulher é?”, a
maioria respondeu: maternal, sensível e romântica.
 Quando perguntei: “Você chora muito ou pouco?”, 52% das
mulheres responderam que choram muito, 46% choram pouco e
2% nunca choram. Já os homens disseram que choram pouco
(58%) ou nunca (37%). Apenas 5% choram muito. Perguntei:
“Quem chora mais: o homem ou a mulher?”: 95% concordaram
que a mulher chora mais e 5% que homens e mulheres choram
igual.
 Muitos homens cresceram ouvindo: “Homem não chora”;
“Homem que chora é mulherzinha”; “Engole o choro, seja um
homem de verdade”; “Chorar é frescura, coisa de maricas”.
Alguns choram escondido, dentro do banheiro, pois não querem
revelar seus medos, fraquezas e inseguranças para a esposa,
namorada, filhos, pais e amigos. Outros confessaram que só
choram quando estão bêbados, como um estudante de 18
anos: “Quando minha namorada terminou comigo entrei em
depressão, passei a beber muito, tomar muito remédio. Muitas
vezes me escondi para chorar no banheiro do bar para meus
amigos não zombarem de mim.”
 Mostrei pesquisas sobre o número de homens que morrem
de infartos, suicídios, violência urbana. E outras sobre
aposentados que se tornaram alcoólatras por se sentirem
inúteis, invisíveis e descartáveis. Apresentei os resultados de
pesquisas sobre jovens que têm vergonha do tamanho do pênis
e que tomam Viagra por medo de brochar. A aluna gritou: “todos
os homens são machistas”.
 A turma tinha 100 alunos: 75 mulheres e 25 homens. Por que
ninguém mais disse o que pensava? Por que todos ficaram
calados?
 Muitos alunos e alunas vieram conversar comigo depois da
aula. “Professora, o discurso odiento e raivoso silencia as vozes
de todos, não importa o assunto, pode ser machismo ou outro
qualquer. Ela não quer ouvir ninguém, só quer vomitar seu ódio.
Vivemos em uma época em que mesmo que 99% pensem
diferente, o mal e o ódio venceram, estão no poder. Não existe
a banalização do mal? Agora é a era da dominação do mal.”
 Mirian Goldenberg, Antropóloga e professora da
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2022/0
4/o-machismo-brasileiro-e-a-dominacao-do-mal.shtml
UnioesteQUESTÃO 2
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 1
Em relação às aspas, assinale a alternativa INCORRETA.
A Indicam os questionamentos da professora.
B Marcam a ironia porque os homens também choram.
C Explicitam o discurso discordante de uma aluna.
D Apontam para os turnos de fala dos alunos.
E Evidenciam o título do livro em estudo.
TEXTO BASE 2
Instrução: A questão referem-se ao texto abaixo.
Entre a desordem carnavalesca, que 
permite e estimula o excesso, e a ordem, que 
requer a continência e a disciplina pela 
obediência estrita às leis, como é que nós, 
[5] brasileiros, ficamos? Qual a nossa relação e a
nossa atitude para com e diante de uma lei
universal que teoricamente deve valer para
todos? Como procedemos diante da norma
geral, se fomos criados numa casa onde, desde
[10] a mais tenra idade, aprendemos que há
sempre um modo de satisfazer nossas
vontades e desejos, mesmo que isso vá de
encontro às normas do bom-senso e da
coletividade em geral?
[15] Num livro que escrevi – Carnavais,
malandros e heróis –, lancei a tese de que o
dilema brasileiro residia numa trágica oscilação
entre um esqueleto nacional feito de leis
universais cujo sujeito era o indivíduo e
[20] situações onde cada qual se salvava e se
despachava como podia, utilizando para isso o
seu sistema de relações pessoais. Haveria,
assim, nessa colocação, um verdadeiro
combate entre as leis que devem valer para
[25] todos e as relações que evidentemente só
podem funcionar para quem as tem. O
resultado é um sistema social dividido e até
mesmo equilibrado entre duas unidades sociais
básicas: o indivíduo (o sujeito das leis
[30] universais que modernizam a sociedade) e a
pessoa (o sujeito das relações pessoais, que
conduz ao polo tradicional do sistema). Entre
os dois, o coração dos brasileiros balança. E no
meio dos dois, a malandragem, o “jeitinho” e o
[35] famoso e antipático “sabe com quem está
falando?” seriam modos de enfrentar essas
contradições e paradoxos de modo tipicamente
brasileiro. Ou seja: fazendo uma mediação
também pessoal entre a lei, a situação onde ela
[40] deveria aplicar-se e as pessoas nela
implicadas, de tal sorte que nada se modifique,
apenas ficando a lei um pouco desmoralizada,
mas, como ela é insensível e não é gente como
nós, todo mundo fica, como se diz, numa boa,
[45] e a vida retorna ao seu normal...
De fato, como é que reagimos diante de um
“proibido estacionar”, “proibido fumar”, ou
diante de uma fila quilométrica? Como é que
se faz diante de um requerimento que está
[50] sempre errado? Ou diante de um prazo que já
se esgotou e conduz a uma multa automática
que não foi divulgada de modo apropriado pela
autoridade pública? Ou de uma taxação injusta
e abusiva?
Adaptado de: DA MATTA, Roberto. O que faz o brasil, Brasil?.
Rio de Janeiro: Rocco, 1984. p. 97-99.
UFRGSQUESTÃO 3
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 2
Considere as seguintes afirmações sobre o texto.
I - As interrogações no último parágrafo servem para o autor
problematizar o tema com o leitor.
II - Os parênteses no segundo parágrafo servem para o autor
explicar termos para o leitor.
III- As aspas no terceiro parágrafo servem para o autor
introduzir passagens citadas de outros contextos.
Quais estão corretas?
A Apenas I.
B Apenas II.
C Apenas III.
D Apenas II e III.
E I, II e III.
TEXTO BASE 3
 Se não quiser adoecer – “Busque soluções.”
 Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os
problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o
pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a
escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais
doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo
gera energia negativa que se transforma em doença.
 Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências.”
 Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar
a impressão de que está bem, quer mostrar-se perfeito,
bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma
estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a
saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com
muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital,
a dor.
 Se não quiser adoecer – “Confie.”
 Quem não confia não se comunica,não se abre, não se
relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades
verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A
desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.
 Se não quiser adoecer – “Não viva SEMPRE triste! ”
 O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde
e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o
ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do
doutor.” Alegria é saúde e terapia.
VARELLA, Dráuzio. Desassossego. Disponível em:
https://www.pensador.com/textos_de_drauzio_varella/. Acesso
em: ago. 2022. Fragmento.
UNIDOMPEDROQUESTÃO 4
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 3
Sobre os sinais de pontuação usados no texto, considerando-se
o contexto em que se encontram, é correto afirmar:
A O ponto existente depois do vocábulo “pessimismo”, em
“Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo.” tem
a mesma finalidade que o empregado após a palavra “etc.”,
em “quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc.”
B As reticências no fragmento “está acumulando toneladas de
peso...” indicam hesitação do enunciador do discurso para
evitar impacto maior no leitor.
C A vírgula presente em “uma estátua de bronze, mas com
pés de barro. ” foi utilizada pela mesma razão em “Sem
confiança, não há relacionamento. ”
D A exclamação na frase “Não viva SEMPRE triste! ” expressa
a intensidade da ideia que exterioriza um sentimento de
cuidado em relação ao outro.
E As aspas usadas na sentença “O bom humor nos salva das
mãos do doutor. ” enfatizam uma maneira irônica de alusão
ao trabalho médico.
UVVQUESTÃO 5
Desculpem-me, mas não dá pra fazer uma cronicazinha
divertida hoje. Simplesmente não dá. Não tem como disfarçar:
esta é uma típica manhã de segunda-feira. A começar pela luz
acesa da sala que esqueci ontem à noite. Seis recados para
serem respondidos na secretária eletrônica. Recados chatos.
Contas para pagar que venceram ontem. Estou nervoso. Estou
zangado.
Disponível em: CARNEIRO, J. E. Veja, 11 set. 2002
(fragmento).
A explicação para o uso dos dois pontos no trecho: “Não tem
como disfarçar” é esta:
A A frase que se segue é uma citação.
B O que vem depois é um esclarecimento.
C Indica a consequência de um enunciado.
D Marca a fala do autor no texto.
E Trata-se de um acréscimo de informação acessória.
TEXTO BASE 4
O peso e a leveza de viver
 Por conta de um seminário na margem sul do Tejo, cruzei a
Praça do Comércio durante toda a semana. Saía 
do barco, atravessava a praça e avançava sob o arco da rua
Augusta, oficialmente a porta de entrada da cidade. O 
mesmo trajeto que, durante séculos, fizeram todos aqueles que
chegavam a Lisboa por mar. Apesar da repetição, o 
trajeto nunca foi monótono. Houve dias em que senti uma
leveza extrema: a belíssima arquitetura tingida de amarelo, 
[5] com suas torres e esculturas que abraça o campo de visão;
o histórico café Martinho da Arcada, frequentado por
Fernando Pessoa; o quiosque de licor de ginja; as esplanadas
dos cafés; o clima de festa no rosto dos turistasH
 Em outros dias, fui soterrada pelo peso da história da praça.
Foi nela que se registrou, em 1640, o fim do 
domínio espanhol, assinalado com a morte do secretário de
estado — o infeliz foi atirado da janela do palácio para a 
praça. Esse mesmo cenário foi transformado em escombros
pelo terremoto de 1755. O Palácio Real e sua biblioteca 
[10] de 70 mil volumes, documentos históricos e centenas de
obras de arte — entre as quais pinturas de Ticiano e
Rubens — foram completamente destruídos. Nessa mesma
praça, em 1908, o rei D. Carlos e o seu filho foram
assassinados.
 A mesma praça, dois estados: peso e leveza. As duas faces
da vida na visão do filósofo grego Parmênides, 
que via o mundo como pares opostos: o ser e o não ser, o
quente e o frio, o peso e a leveza. Apesar da pertinência, 
[15 ]Parmênides tinha preferência pela leveza, porque ela tinha
mais chances de trazer a liberdade. 
 E qual é o problema? A ironia. Com todo esse arsenal de
leveza, a cada dia, a vida parece mais pesada e 
difícil de suportar. Dizendo melhor: a busca da leveza é pesada,
e estamos caminhando em círculos: buscamos a 
leveza, encontramos o peso e, por isso, aumentamos ainda
mais a nossa sede pela leveza. O primeiro que alertou 
para esse fracasso foi o teórico da hipermodernidade Gilles
Lipovetsky. Para ele, a leveza do digital é uma ilusão. 
[20] Você pode discordar ou, pelo menos, considerar um
exagero. Afinal, não é óbvia a leveza do mundo digital.
 As demoradas correspondências, entregues pelo carteiro,
deram lugar a mensagens instantâneas para 
qualquer lugar do planeta. E melhor: nada das eternas cartas
empoeiradas guardadas no fundo do baú e o peso de 
ser cobrado no futuro por promessas escritas e o confronto de
provas concretas. Agora, pode-se trocar mensagens e 
fotos que se autodestroem, segundos depois de serem lidos.
Tudo como uma magia etérea, um sopro de ar. 
[25] E isso não é bom? É. O problema é que essa “leveza”
traz junto o peso da ditadura das respostas imediatas
(“Visualizou e não responde? Por quê?”). Alguns podem dizer
que a tecnologia em si não é má, basta saber usá-la.
Ok. Você quer usufruir da leveza de não ser incomodado com
mensagens. Não dá.
 A eficiência da tecnologia trouxe a impossibilidade de se
distanciar, de se ausentar. Lembra o clássico 
“Qualquer dia eu desapareço!”? Impossível. Você pode ir para
os confins do mundo, qualquer lugar tem wi-fi. A 
[30] tecnologia traz a leveza da existência nômade, o “meu
escritório é o mundo”, mas também é mensageira da vida em
fluxo tenso, do “zero atraso” e da sensação de estar “enterrado
no trabalho”.
 É. Mas a tecnologia trouxe quantidade, leveza e agilidade
para a principal busca humana: o outro. Será? Os 
aplicativos de relacionamentos proporcionam muitos encontros
— sem compromisso. Sim, mas eles não eliminam o 
peso da insegurança e o medo da rejeição. A tecnologia oferece
um cardápio de pessoas à escolha, mas não elimina 
[35] o peso das expectativas e os sonhos de amor, nem as
frustrações que daí decorrem. Ela oferece a leveza das
delícias da experimentação, mas também o peso de não ser
aceito e o pesadelo do abandono. E, por fim, o
hedonismo ligeiro dos sites de namoro a exibir catálogos de
pessoas não retirou um milímetro da importância da
exclusividade.
 E por que é assim? Porque não existe nada leve ou pesado.
Não há como experimentar a leveza doce do 
[40] amor por um filho, sem o peso do dever de educá-lo. A
existência etérea da borboleta carrega o peso da memória da 
lagarta. Eles não são contraditórios, são faces da mesma
moeda, se alternam e se encontram. São parte da 
diversidade necessária para o equilíbrio da vida. Milan Kundera
no maravilhoso livro A Insustentável Leveza do 
Ser — que não posso deixar de citar — personifica essa união
nos personagens Teresa (peso) e Thomas (leveza). 
 E mesmo que fosse possível escolher. Qual dos dois é o
melhor? A leveza intensifica a sensação de 
[45] liberdade, mas também traz a insignificância e a dispersão.
Ela não carrega malas, mas também não cria vínculos. O
peso vem quando nos relacionamos, mas só nos relacionamos
quando a leveza permite que sejamos tocados. O
peso nos puxa para a terra, diminui a nossa agilidade, mas é
esse mesmo peso que pavimenta o caminho da leveza
de se rever e de se perder naqueles que amamos. A leveza traz
a capacidade para o sonho, mas é no peso que
encontramos o sentido da vida.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/o-peso-e-a-
leveza-de-viver//. Acesso em: 12 out. 2021. Adaptado.
UNIMONTESQUESTÃO 6
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 4
Considere o trecho: “Em outros dias, fui soterrada pelo peso da
história da praça. Foi nela que se registrou, em 1640, o fim do
domínio espanhol, assinalado com a morte do secretário de
estado — o infeliz foi atirado da janela do palácio para a praça.”
(Linhas 7-9) Sobre a organização sintática do trecho, analise as
afirmativas que se seguem.
I. A vírgula depois da palavra “dias” foi usada de acordocom a
norma, para separar uma oração subordinada adverbial, que
está antecipada.
II. As vírgulas que intercalam o termo “em 1640” foram usadas
de acordo com a norma, para separar um adjunto adverbial não
oracional antecipado.
III. O uso do pronome “se” proclítico é obrigatório segundo a
norma, pois a palavra “que” é atrativa.
IV. O travessão foi usado depois da palavra “estado” para
introduzir um aposto explicativo não oracional.
Estão CORRETAS as afirmativas:
A I, II e III, apenas.
B II e III, apenas.
C II, III e IV, apenas.
D I, II, III e IV.
TEXTO BASE 5
Com base neste Texto, responda à questão.
Texto
Vem uma pessoa 
Rubem Braga
 Vem uma pessoa de Cachoeiro de 
Itapemirim e me dá notícias melancólicas. Numa 
viagem pelo interior, em estradas antigamente 
belas, achou tudo feio e triste. A estupidez e a 
[5] cobiça dos homens continua a devastar e exaurir a
terra.
 Mas não são apenas notícias tristes que 
me chegam da terra. Ouço nomes de velhos 
amigos e fico sabendo de histórias novas. E a 
[10] pessoa que me fala da praia – de Marataízes – e
diz que ainda continua reservado para mim aquele
pedaço de terra, em cima das pedras, entre duas
prainhas. Ali um dia o velho Braga, juntando os
tostões que puder ganhar batendo em sua
[15] máquina, levantará sua casa perante o mar da
infância. Ali plantará árvores e armará sua rede e
meditará talvez com tédio e melancolia na vida que
passou.
 Esse dia talvez ainda esteja muito longe, e 
[20] talvez não exista. Mas é doce pensar que o
nordeste está lá, jogando as ondas bravas e fiéis
contra as pedras de antigamente; que milhões de
vezes a espumarada recua e ferve, escachoando,
e outra onda se ergue para arremeter contra o
[25] pequeno território em que o velho Braga construiu
sua casa de sonho e de paz.
 Como será a casa? Ah, amigos arquitetos, 
vocês me façam uma coisa tão simples e tão 
natural que, entrando na casa, morando na casa, a 
[30] gente nunca tenha a impressão de que, antes de
fazê-la, foi preciso traçar um plano; tenha a
impressão de que é assim mesmo e naturalmente
deveria ser assim; e que a ninguém sequer ocorra
que ela foi construída, mas existe naturalmente,
[35] desde sempre e para sempre, tranquila, boa e
simples. Uma casa, Caloca, em que não se tenha,
de vez em quando, a consciência de se estar em
uma determinada casa, mas apenas de estar em
casa.
[40] Que árvores plantarei? A terra certamente
é ruim, além de pequena, e eu talvez não possa ter
uma fruta-pão nem um jenipapeiro; talvez 
mangueiras e coqueiros para dar sombra e música; 
talvez... 
[45] Mas nem sequer o pedaço de terra ainda é
meu; meus títulos de propriedade são apenas
esses devaneios que oscilam entre a infância e a
velhice, que me levam para longe das inquietações
de hoje. Que rei sou eu, Braga Sem Terra, Rubem
[50] Coração de Leão de Circo, triste circo
desorganizado e pobre, em que o palhaço cuida do
elefante e o trapezista vai pescar nas noites sem
lua com a rede de proteção, e a luz das estrelas e
a água da chuva atravessam o pano encardido e
[55] roto...
Mas me sinto subitamente sólido; há
alguns metros, nestes 8 mil quilômetros de costa, 
onde posso plantar minha casa nos dias de aflição 
e de cansaço, com pedras de ar e telhas de brisa; 
[60] e os coqueiros farfalham, um sabiá canta meio
longe, e me afundo na rede, e posso dormir para
sempre ao embalo do mar...
Apud ROSSIGNOLI, Walter. Português - Teoria e Prática. Ed.
Ática, 2002, p. 168.
IFALQUESTÃO 7
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 5
Rubem Braga, talvez se valendo da licença poética, comete, em
seu texto, alguns deslizes quanto à pontuação. Em uma destas
alternativas, porém, o período extraído do texto está
corretamente pontuado.
Assinale essa alternativa.
A Ali um dia o velho Braga, juntando os tostões que puder
ganhar batendo em sua máquina, levantará a sua casa
perante o mar da infância. 
B Ali plantará árvores e armará sua rede [...]
C [...] e meditará talvez com tédio e melancolia na vida que
passou. 
D Esse dia talvez ainda esteja muito longe, e talvez não
exista. 
E [...] e que a ninguém sequer ocorra que ela foi construída,
mas existe naturalmente, desde sempre e para sempre,
tranquila, boa e simples.
EEARQUESTÃO 8
Assinale a alternativa que contém a pontuação correta do texto.
A Os cinco sentidos do homem, ajudam-no a tomar
conhecimento de tudo que, acontece à sua volta, seja um
ruído, seja uma lâmpada acesa, um odor; qualquer coisa
pode atuar sobre ele como um estímulo capaz de provocar
uma associação significativa. 
B Os cinco sentidos do homem ajudam-no a tomar
conhecimento de tudo que acontece à sua volta, seja um
ruído, seja uma lâmpada acesa, um odor. Qualquer coisa
pode atuar sobre ele como um estímulo capaz de provocar
uma associação significativa.
C Os cinco sentidos do homem ajudam-no a tomar
conhecimento, de tudo que acontece à sua volta, seja um
ruído, seja uma lâmpada acesa, um odor: qualquer coisa
pode atuar sobre ele, como um estímulo capaz de provocar
uma associação significativa. 
D Os cinco sentidos do homem, ajudam-no a tomar
conhecimento de tudo que acontece à sua volta seja um
ruído seja uma lâmpada acesa, um odor. Qualquer coisa
pode atuar sobre ele como um estímulo, capaz de provocar,
uma associação significativa.
TEXTO BASE 6
Projeto ajuda a interromper ciclo de violência contra mulheres
Em Sergipe, um projeto tem ajudado a interromper o ciclo de
violência contra mulheres. Foram 16 anos sofridos em silêncio
até que ela resolveu dar um basta. “Quando eu saí de casa, fui
para a casa de minha mãe. Ele me ligou, esculhambou de tudo,
falou que estava indo para a casa da minha mãe para me bater,
para quebrar meus dentes, para fazer o que ele queria. Foi
nessa hora que resolvi ir para a delegacia e prestei queixa”,
disse a mulher. 
A queixa virou um acordo entre o casal. Ao invés de responder
a um inquérito, uma vez por semana, o ex-marido frequenta um
grupo só para homens. Antes do primeiro empurrão, do tapa,
geralmente existe a agressão verbal seguida de ameaça. Os
homens que foram denunciados por esse tipo de agressão
estão no grupo para aprender a enxergar a mulher com outros
olhos, com respeito. Uma mudança de comportamento que fez
romper o ciclo da violência doméstica. 
“A ideia do grupo é uma mudança de atitude, de
comportamento, mesmo que você não concorde. Está na lei”,
diz a psicóloga aos homens. Sandra Aiaish Menta, doutora em
psicologia da Universidade Federal de Sergipe, tem um papel
fundamental. “Quando eles chegam ao grupo, a gente tem que
sensibilizá-los de que aquilo que eles fizeram é algo que é uma
agressão ao outro”, disse. 
A cada encontro, novas descobertas. Um homem que sequer
admitia que era agressor está na sexta reunião e já mudou de
atitude. “Reconheço sim, reconheço que errei com ela. O grupo
ajudou muito, graças a Deus”, disse. Mas se ele voltar a ser
violento, não tem acordo.
“A gente vai trabalhando numa escalada: para os crimes mais
simples, oferecendo a mediação. Houve descumprimento, a
gente vai para investigação com medida protetiva. Se ele
descumprir, a gente pede a prisão”, disse a delegada Ana
Carolina Machado Jorge. 
O projeto é uma parceria da Universidade Federal de Sergipe
com a prefeitura e delegacia da cidade de Lagarto. Começou há
seis anos e, nesse tempo, foi registrado apenas um caso de
feminicídio na cidade. Pelo grupo já passaram mais de 300
homens e muitas foram as lições. “Estou aprendendo várias
coisas. Se 
eu pudesse não errar, voltava para trás”, disse o homem.
Adaptado de: g1.globo.com
UELQUESTÃO 9
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 6
Sobre os recursos de pontuação empregados no texto,
considere as afirmativas a seguir.
 
I. As aspas, ao marcarem o discurso direto, revelam o grau de
formalidade do discurso, próprio de textos opinativos. 
II. No trecho “A gente vai trabalhando numa escalada:”, após os
dois pontos há uma sequência com efeito de gradação. 
III. Em “Sandra Aiaish Menta, doutora em psicologia da
Universidade Federal de Sergipe, tem um papel fundamental”,as vírgulas separam um trecho explicativo. 
IV. As vírgulas utilizadas no discurso direto do primeiro
parágrafo desempenham papel fundamental de enumerar
ações.
 
Assinale a alternativa correta.
A Somente as afirmativas I e II são corretas.
B Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
TEXTO BASE 7
SOBRE A SENSAÇÃO DE ESTAR SENDO OBSERVADO
Carlos Orsi - 10 de março de 2014
 
 Você nota quando é observado por alguém fora do seu
campo de visão? Pesquisas sugerem que até 94% das pessoas
já tiveram uma experiência do tipo – sentir-se espionado pelas
costas e, ao virar-se, constatar que realmente tem alguém de
olho. O primeiro estudo formal sobre esse “sexto sentido” foi
publicado em 1898 na revista Science. O autor, um psicólogo
americano, concluiu que o efeito não passava de uma mistura
de ilusão e coincidência – por exemplo, a pessoa sente-se
apreensiva por um motivo qualquer e começa a se mexer,
chamando a atenção de quem está atrás, até que, quando se
vira, alguém está mesmo olhando para ela.
 Desde então, vários estudos foram realizados. Em alguns
casos, o pesquisador se sentava atrás da “cobaia” em locais
públicos olhando fixamente para sua nuca por vários minutos, e
depois perguntava se ela havia sentido algo estranho. Em
outros, um voluntário era monitorado por uma câmera enquanto
o pesquisador passava parte do tempo concentrado na imagem
gerada. Com um sensor no voluntário, investigava-se se os
períodos de maior estresse coincidiam com os em que a
atenção do pesquisador estava na imagem.
 Depois de 116 anos de estudos, a questão continua aberta.
Em geral, quando o experimento é conduzido por um
pesquisador que acredita em paranormalidade, o resultado dá
positivo; quando ele é cético, dá negativo. Várias causas foram
sugeridas para esse paradoxo, indo do “efeito gaveta”
(pesquisadores que só divulgam resultados que confirmam suas
crenças prévias) à possibilidade de céticos emitirem “más
vibrações”.
 Na prática, o melhor é não contar com esse “superpoder”. No
ano passado, quando guardas de Araraquara (SP) começaram
a usar as câmeras de vigilância das ruas para dar zoom no
decote de algumas pedestres, um escândalo na cidade,
nenhum sexto sentido entrou em ação para avisá-las.
Disponível em:
https://revistagalileu.globo.com/blogs/olharcetico/noticia/2014/03
/sobre-sensacao-de-estar-sendoobservado.html. Acesso em: 17
jun. 2022.
UNEBQUESTÃO 10
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 7
Sobre a pontuação empregada no texto, assinale a alternativa
correta.
A Em “O autor, um psicólogo americano, concluiu que [...]”, as
vírgulas são facultativas.
B Em “sexto sentido”, “cobaia” e “superpoder”, as aspas são
utilizadas pelo mesmo motivo.
C Em “Depois de 116 anos de estudos, a questão continua
aberta.”, a vírgula pode ser omitida.
D Os parênteses empregados no terceiro parágrafo sinalizam
que a informação neles contida é sintaticamente e
semanticamente essencial.
E O sinal de interrogação utilizado no início do primeiro
parágrafo indica uma pergunta que é respondida na
sequência do texto.
UFAMQUESTÃO 11
Por vários motivos a vírgula é usada na escrita. As frases a
seguir estão todas corretamente pontuadas e têm o motivo pelo
qual se usou a vírgula entre parênteses. Uma delas, porém,
NÃO contém a explicação correta.
Assinale, pois, a alternativa em que o motivo do uso desse sinal
de pontuação está INCORRETO:
A A Via-Láctea, que é uma galáxia, se perde entre bilhões de
outras no universo (separar oração adverbial).
B Viver, disse João Guimarães Rosa, é muito perigoso
(separar oração intercalada).
C Estudaram bastante; não conseguiram, no entanto, ser
aprovados (separar conjunção deslocada).
D Ela gosta das redes sociais e de fofocas; eu, de livros e boa
música (indicar a elipse de um termo).
E As crianças estudam, brincam, veem televisão durante a
quarentena (separar orações coordenadas).
TEXTO BASE 8
Texto para a questão.
 O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a
diminuição da leitura é preocupante quando sabemos que os
livros são dispositivos fundamentais na formação subjetiva das
pessoas. Nos perguntamos sobre o que os meios de
comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos
brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e
aparelhos.
 Se em nossa época a leitura diminui vertiginosamente, ao
mesmo tempo, cresce o elogio da lgnorância, nossa velha
conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância em
relação às quais os livros são potentes ou impotentes. Uma é a
ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha na
ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber
pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas
informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles
muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a
ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de
"burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e,
contudo, muito prepotente, alguém transforma o não saber em
suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade.
Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários
como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade, como
sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se
inúteis. Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à
que nos deforma por estagnação. A primeira gosta dos livros, a
segunda os detesta.
 [...]
 Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não
porque o pensamento dependa da gramática ou da língua
formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina
a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a
falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda,
portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que
nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o
outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento,
apenas cada um de nós mesmos.
 Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí,
muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto
simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É
lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da
cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de
comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem
uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É
que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também,
muitos afastam-se dele. Muitos que foram educados para não
pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há
quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a
partir da experiência da linguagem - compreensão e diálogo -
que sempre está ofertada em um livro. Certamente para essas
pessoas, o mundo todo - e ela mesma - é algo bem diferente.
(TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia
política da leitura. Disponível em http://revistacult .uol.com.br —-
31 de jan. 2016 = com adaptações)
CNQUESTÃO 12
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 8
Assinale a opção na qual o texto foi pontuado corretamente.
A Segundo pesquisas, brasileiros, leem mais que paraguaios
e bolivianos; por outro lado, utilizam bem menos, as
bibliotecas públicas.
B Na infância, as crianças aprendem que, a leitura exige
concentração, mas traz, como recompensa, bastantes
alegrias e conhecimento.
C Não existe, em parte alguma, povo civilizado que despreze
a leitura, o conhecimento, as experiências advindas das
bibliotecas, e gabinetes de leitura.
D Os leitores adquirem, ao longo dos anos, muitas
experiências preciosas; enquanto isso, os não leitores, sem
perceber, furtam-se de um universo incontável de saber.
E Sem perceber as pessoas vão deixando para trás, quando
abandonam a leitura, um universo completamente precioso
ao mesmo tempo os leitores fiéis acumulam sabedoria e
ideias novas.
TEXTO BASE 9
Texto
Padre Júlio Lancellotti: “Não se humaniza a vida numa
sociedade como a nossa sem conflito”
Líderreligioso, conhecido por seu trabalho com a população em
situação de rua em São Paulo, fala ao EL PAÍS sobre seus 35
anos de sacerdócio. Alvo de críticas da extrema direita, ele
voltou a sofrer ameaças durante a pandemia.
São oito horas da manhã de quinta-feira, 17 de setembro, e o
padre Júlio Lancellotti (São Paulo, 1948) veste jaleco branco,
avental laranja, sandálias pretas, luvas de látex e uma máscara
respiratória rosa com filtro embutido. Há uma fila de centenas
de pessoas para tomar café da manhã no Núcleo de
Convivência São Martinho de Lima, da prefeitura da capital
paulista, e é o religioso quem aponta um termômetro para a
testa de cada uma delas. Aos 71 anos, pertence ao grupo mais
propenso a desenvolver complicações da covid-19, mas nem
uma pandemia tão longa e mortífera freou sua convivência
diária com a população que vive nas ruas de São Paulo.
Quando Cassiano, de 40 anos, se juntou à fila com o corpo
sujo, as roupas rasgadas, machucado na testa e olhar triste,
Lancellotti não hesitou em se aproximar e tocar a cabeça do
homem com as duas mãos. “Nós vamos cuidar de você”, disse,
com a voz suave. Quando ele já estava sentado e comendo, o
padre se aproximou de novo para saber o que havia acontecido.
Um abraço demorado cobriu, então, a cabeça do rapaz. Um
carinho incomum que fez com que ele chorasse. “Não são anjos
ou demônios. Eu procuro ver os olhos deles... Tem os que estão
com raiva, tristes, solitários, alegres... Desses 40 anos, há
quanto tempo Cassiano não recebia um afeto?”, pergunta
Lancellotti.
Sua quinta-feira começou como todos os dias, com uma missa
na Igreja São Miguel Arcanjo, da qual é pároco. Ali, no bairro da
Mooca, zona leste de São Paulo, mantém há 35 anos um
compromisso constante com a população em situação de
vulnerabilidade. Costumava servir um café da manhã na própria
igreja para cerca de 200 pessoas. Veio a pandemia e o número
praticamente triplicou. As atividades tiveram de ser transferidas,
com o aval da Prefeitura, para o centro comunitário a algumas
quadras dali. “Eu não trabalho com morador de rua. Eu convivo
com eles. Porque dizer „trabalhar‟ parece que eles são objetos.
É preciso olhar para a vida de forma humana. Isso não é tarefa
só para os religiosos. Mas eu não conseguiria viver a dimensão
religiosa sem humanizar a vida", explica. [...] Até hoje Lancellotti
segue vivendo na pequena casa, no bairro do Belém, que era
de sua mãe, Wilma, que morreu em 2010, aos 88 anos.
Felipe Betim. Disponível em:
https://brasil.elpais.com/brasil/2020-09-20/padre-julio-lancellotti-
nao-se-humaniza-a-vida-numa-sociedadecomo-a-nossa-sem-
conflito.html Acesso em: 02 ago. 2021. Excerto adaptado.
UPEQUESTÃO 13
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 9
Ainda considerando o trecho anterior, assinale a alternativa
CORRETA quanto ao emprego de certos recursos da coesão e
da pontuação
A Em: “Eu não trabalho com morador de rua. Eu convivo com
eles.”, o emprego do pronome “eles” (destacado) gera
incoerência, visto que pretende substituir “morador de rua”.
B Também no trecho anterior: “Eu não trabalho com morador
de rua. Eu convivo com eles.”, o emprego do ponto final
para separar as orações é obrigatório, mas a vírgula é a
outra opção autorizada pelo uso mais formal da língua.
C O trecho: “Eu não trabalho com morador de rua. Eu convivo
com eles.” mantém o mesmo sentido em: “Eu não trabalho
com morador de rua, porque eu convivo com eles.”.
D Em: “Isso não é tarefa só para os religiosos.”, o termo
destacado retoma o segmento “olhar para a vida de forma
humana”.
E Uma proposta de articulação que também atenderia os
sentidos pretendidos entre os períodos a seguir é: “Isso não
é tarefa só para os religiosos, portanto eu não conseguiria
viver a dimensão religiosa sem humanizar a vida".
UPQUESTÃO 14
Assinale a alternativa corretamente pontuada.
A As mitocôndrias são extremamente complexas, até porque
no passado muito antes de se tornarem meros grãozinhos,
dentro de nós, elas foram seres vivos, independentes
similares às bactérias que conhecemos hoje. 
B As mitocôndrias, são extremamente complexas até porque,
no passado, muito antes de se tornarem meros grãozinhos
dentro de nós elas foram seres vivos independentes,
similares às bactérias, que conhecemos hoje. 
C As mitocôndrias são extremamente complexas, até porque,
no passado, muito antes de se tornarem meros grãozinhos
dentro de nós, elas foram seres vivos independentes,
similares às bactérias que conhecemos hoje.
D As mitocôndrias são extremamente complexas até, porque
no passado, muito antes de se tornarem meros grãozinhos
dentro de nós elas foram seres vivos independentes,
similares às bactérias, que conhecemos hoje. 
E As mitocôndrias, são extremamente complexas – até porque
no passado, muito antes de se tornarem meros grãozinhos,
dentro de nós elas foram seres vivos independentes
similares às bactérias, que conhecemos hoje.
UPQUESTÃO 15
Assinale a alternativa corretamente pontuada.
A Publicada pela editora americana Springer, e disponível
apenas em inglês a obra Bioquímica humana integrativa,
escrita pela bioquímica brasileira Andrea Da Poian, da UFRJ
e pelo bioquímico português Miguel Castanho, do iMM é um
dos primeiros legados desse projeto internacional. 
B Publicada pela editora americana: Springer, e disponível
apenas em inglês, a obra Bioquímica humana integrativa
escrita pela bioquímica brasileira, Andrea Da Poian da
UFRJ, e pelo bioquímico português, Miguel Castanho do
iMM, é um dos primeiros legados desse projeto
internacional.
C Publicada pela editora americana Springer e disponível
apenas em inglês, a obra Bioquímica humana integrativa,
escrita pela bioquímica brasileira Andrea Da Poian, da
UFRJ, e pelo bioquímico português Miguel Castanho, do
iMM, é um dos primeiros legados desse projeto
internacional. 
D Publicada pela editora americana Springer e disponível,
apenas em inglês, a obra, Bioquímica humana integrativa,
escrita pela bioquímica brasileira Andrea Da Poian, da
UFRJ, e pelo bioquímico português Miguel Castanho do
iMM, é um dos primeiros legados desse projeto
internacional. 
E Publicada pela editora americana, Springer, e disponível
apenas em inglês, a obra Bioquímica humana integrativa,
escrita pela bioquímica brasileira Andrea Da Poian da UFRJ
e pelo bioquímico português Miguel Castanho do iMM é um
dos primeiros legados desse projeto internacional.
UNCISALQUESTÃO 16
Ensaio sobre a cegueira
Gosto dos romances e dos filmes apocalípticos, ou seja,
das histórias em que algum tipo de fim do mundo (guerra
nuclear, invasão extraterrestre, epidemia etc.) nos força a
encarar uma versão laica e íntima do Juízo Final. Nessa versão,
Deus não avalia nosso passado, mas, enquanto o mundo
desaba, nosso desempenho mostra quem somos realmente. No
desamparo, quando o tecido social se esfarela e as normas
perdem força e valor, conhecemos, enfim, nosso estofo
“verdadeiro”. Somos capazes do melhor ou do pior: o
apocalipse nos testa e nos revela. 
O primeiro romance apocalíptico (de 1826) talvez tenha sido “O
Último Homem”, de Mary Shelley, que é também a autora
de “Frankenstein”. De fato, as duas obras são animadas pelo
mesmo sonho: uma criatura radicalmente nova pode ser
fabricada em um necrotério ou nascer das cinzas da civilização.
Em ambos os casos, ela será sem história, sem ascendência,
sem comunidade e, portanto, penosamente livre. No romance
de Shelley, aliás, a causa da catástrofe é uma epidemia, como
no “Ensaio sobre a Cegueira”, de Saramago, que é agora
levado para o cinema por Fernando Meirelles. 
A obra de Meirelles é fiel ao livro que a inspira, mas, para
contar a mesma história, consegue inventar uma eloqüência
própria. Por exemplo, banha o filme uma luz esbranquiçada e
difusa que não é apenas (como muitos apontaram) uma
evocação da cegueira branca que aflige a humanidade: é a
atmosfera ordinária de nosso universo desbotado, em que a
trivialidade do cotidiano desvanece os contrastes – até que as
sombras e os brilhos sejam revelados na “hora do vamos ver”,
que acontece, paradoxalmente,porque todos (ou quase todos)
perdem a visão. 
No “Ensaio sobre a Cegueira”, diferente do que acontece em
muitas narrativas apocalípticas, a heroína é uma mulher, e as
mulheres são as depositárias da esperança; elas saem
engrandecidas pelas provas da situação extrema. São elas que,
para o bem de todos, entregam-se aos estupradores, aviltando
não elas mesmas, mas os que as violentam, com uma coragem
que salienta a covardia dos maridos ciumentos ou zelosos de
sua “honra”. São elas que sabem cuidar de uma criança ou
matar quando é preciso. São elas que reinventam a amizade
em algumas cenas memoráveis do filme. 
Aviso, caso, um dia, a gente tenha que recomeçar tudo do zero:
em geral, as mulheres sabem, melhor do que os homens, o que
é essencial na vida. 
(Contardo Calligaris. Folha de S.Paulo, 18.09.2008. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o trecho – Aviso, caso, um dia, a
gente tenha que recomeçar tudo do zero: em geral, as mulheres
sabem, melhor do que os homens, o que é essencial na vida. –
reescrito, encontra-se corretamente pontuado, de acordo com a
norma culta.
A Aviso que, caso a gente um dia tenha que recomeçar tudo
do zero, as mulheres em geral sabem, o que é essencial na
vida, melhor do que os homens.
B Aviso, caso a gente, tenha que recomeçar, um dia, tudo do
zero: as mulheres sabem, em geral, melhor do que os
homens, o que é essencial na vida.
C Aviso: caso um dia a gente tenha que recomeçar tudo do
zero, as mulheres, em geral, sabem, o que é essencial à
vida, melhor do que os homens.
D Caso, um dia, a gente tenha, que recomeçar tudo do zero,
aviso: em geral, as mulheres sabem o que é essencial na
vida, melhor do que os homens.
E Aviso: caso a gente tenha que recomeçar tudo do zero um
dia, as mulheres sabem, em geral, o que é essencial à vida
melhor do que os homens.
TEXTO BASE 10
Texto
O peso e a leveza de viver
 Por conta de um seminário na margem sul do Tejo, cruzei a
Praça do Comércio durante toda a semana. Saía 
do barco, atravessava a praça e avançava sob o arco da rua
Augusta, oficialmente a porta de entrada da cidade. O 
mesmo trajeto que, durante séculos, fizeram todos aqueles que
chegavam a Lisboa por mar. Apesar da repetição, o 
trajeto nunca foi monótono. Houve dias em que senti uma
leveza extrema: a belíssima arquitetura tingida de amarelo, 
[5] com suas torres e esculturas que abraça o campo de visão;
o histórico café Martinho da Arcada, frequentado por
Fernando Pessoa; o quiosque de licor de ginja; as esplanadas
dos cafés; o clima de festa no rosto dos turistasH
 Em outros dias, fui soterrada pelo peso da história da praça.
Foi nela que se registrou, em 1640, o fim do 
domínio espanhol, assinalado com a morte do secretário de
estado — o infeliz foi atirado da janela do palácio para a 
praça. Esse mesmo cenário foi transformado em escombros
pelo terremoto de 1755. O Palácio Real e sua biblioteca 
[10] de 70 mil volumes, documentos históricos e centenas de
obras de arte — entre as quais pinturas de Ticiano e
Rubens — foram completamente destruídos. Nessa mesma
praça, em 1908, o rei D. Carlos e o seu filho foram
assassinados.
 A mesma praça, dois estados: peso e leveza. As duas faces
da vida na visão do filósofo grego Parmênides, 
que via o mundo como pares opostos: o ser e o não ser, o
quente e o frio, o peso e a leveza. Apesar da pertinência, 
[15] Parmênides tinha preferência pela leveza, porque ela tinha
mais chances de trazer a liberdade.
 E qual é o problema? A ironia. Com todo esse arsenal de
leveza, a cada dia, a vida parece mais pesada e 
difícil de suportar. Dizendo melhor: a busca da leveza é pesada,
e estamos caminhando em círculos: buscamos a 
leveza, encontramos o peso e, por isso, aumentamos ainda
mais a nossa sede pela leveza. O primeiro que alertou 
para esse fracasso foi o teórico da hipermodernidade Gilles
Lipovetsky. Para ele, a leveza do digital é uma ilusão. 
[20] Você pode discordar ou, pelo menos, considerar um
exagero. Afinal, não é óbvia a leveza do mundo digital.
 As demoradas correspondências, entregues pelo carteiro,
deram lugar a mensagens instantâneas para 
qualquer lugar do planeta. E melhor: nada das eternas cartas
empoeiradas guardadas no fundo do baú e o peso de 
ser cobrado no futuro por promessas escritas e o confronto de
provas concretas. Agora, pode-se trocar mensagens e 
fotos que se autodestroem, segundos depois de serem lidos.
Tudo como uma magia etérea, um sopro de ar. 
[25] E isso não é bom? É. O problema é que essa “leveza”
traz junto o peso da ditadura das respostas imediatas
(“Visualizou e não responde? Por quê?”). Alguns podem dizer
que a tecnologia em si não é má, basta saber usá-la.
Ok. Você quer usufruir da leveza de não ser incomodado com
mensagens. Não dá.
 A eficiência da tecnologia trouxe a impossibilidade de se
distanciar, de se ausentar. Lembra o clássico 
“Qualquer dia eu desapareço!”? Impossível. Você pode ir para
os confins do mundo, qualquer lugar tem wi-fi. A 
[30] tecnologia traz a leveza da existência nômade, o “meu
escritório é o mundo”, mas também é mensageira da vida em
fluxo tenso, do “zero atraso” e da sensação de estar “enterrado
no trabalho”. 
 É. Mas a tecnologia trouxe quantidade, leveza e agilidade
para a principal busca humana: o outro. Será? Os 
aplicativos de relacionamentos proporcionam muitos encontros
— sem compromisso. Sim, mas eles não eliminam o 
peso da insegurança e o medo da rejeição. A tecnologia oferece
um cardápio de pessoas à escolha, mas não elimina 
[35] o peso das expectativas e os sonhos de amor, nem as
frustrações que daí decorrem. Ela oferece a leveza das
delícias da experimentação, mas também o peso de não ser
aceito e o pesadelo do abandono. E, por fim, o
hedonismo ligeiro dos sites de namoro a exibir catálogos de
pessoas não retirou um milímetro da importância da
exclusividade.
 E por que é assim? Porque não existe nada leve ou pesado.
Não há como experimentar a leveza doce do 
[40] amor por um filho, sem o peso do dever de educá-lo. A
existência etérea da borboleta carrega o peso da memória da 
lagarta. Eles não são contraditórios, são faces da mesma
moeda, se alternam e se encontram. São parte da 
diversidade necessária para o equilíbrio da vida. Milan Kundera
no maravilhoso livro A Insustentável Leveza do 
Ser — que não posso deixar de citar — personifica essa união
nos personagens Teresa (peso) e Thomas (leveza). 
 E mesmo que fosse possível escolher. Qual dos dois é o
melhor? A leveza intensifica a sensação de 
[45] liberdade, mas também traz a insignificância e a dispersão.
Ela não carrega malas, mas também não cria vínculos. O
peso vem quando nos relacionamos, mas só nos relacionamos
quando a leveza permite que sejamos tocados. O
peso nos puxa para a terra, diminui a nossa agilidade, mas é
esse mesmo peso que pavimenta o caminho da leveza
de se rever e de se perder naqueles que amamos. A leveza traz
a capacidade para o sonho, mas é no peso que
encontramos o sentido da vida.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/o-peso-e-a-
leveza-de-viver//. Acesso em: 12 out. 2021. Adaptado. 
UNIMONTESQUESTÃO 17
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 10
Considere o trecho: “Em outros dias, fui soterrada pelo peso da
história da praça. Foi nela que se registrou, em 1640, o fim do
domínio espanhol, assinalado com a morte do secretário de
estado — o infeliz foi atirado da janela do palácio para a praça.”
(Linhas 7-9)
Sobre a organização sintática do trecho, analise as afirmativas
que se seguem.
I. A vírgula depois da palavra “dias” foi usada de acordo com a
norma, para separar uma oração subordinada adverbial, que
está antecipada.
II. As vírgulas que intercalam o termo “em 1640” foram usadas
de acordo com a norma, para separar um adjunto adverbial não
oracional antecipado.
III. O uso do pronome “se” proclítico é obrigatório segundo a
norma, pois a palavra “que” é atrativa.
IV. O travessão foi usado depois da palavra “estado” para
introduzir um aposto explicativo não oracional.
Estão CORRETAS as afirmativas:
A I, II e III, apenas.
B II eIII, apenas.
C II, III e IV, apenas.
D I, II, III e IV.
UFRGSQUESTÃO 18
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 2
Observe as seguintes afirmações sobre o emprego de sinais de
pontuação, considerando o sentido original da frase e sua
correção gramatical.
I - Substituição dos dois pontos da linha 29 por um ponto final.
II - Substituição dos dois pontos da linha 38 por uma vírgula.
III- Supressão da vírgula imediatamente depois de diz (l. 44).
Quais estão corretas?
A Apenas I.
B Apenas II.
C Apenas I e III.
D Apenas II e III.
E I, II e III.
TEXTO BASE 11
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Justiça suspende curso sobre botox destinado a profissionais
não médicos
Decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1)
suspendeu a realização de um curso de capacitação em botox e
preenchimento facial destinado a biomédicos, farmacêuticos e
dentistas. A formação estava sendo anunciada pelo Instituto
Brasileiro de Ensino do Norte (Iben) para os dias 4 e 5 de maio,
em Manaus (AM). A juíza Raffaela Cássia de Sousa também
determinou a retirada da publicidade do curso, inclusive nas
redes sociais. A decisão liminar foi dada em ação ajuizada pela
Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e pelo Conselho
Regional de Medicina do Amazonas (Cremam). O resultado se
insere em uma iniciativa conjunta de várias entidades médicas
na defesa do ato médico (Lei nº 12.842/2013).
A estratégia, proposta pelo Conselho Federal de Medicina
(CFM), inclui o funcionamento de uma Comissão Jurídica de
Defesa ao Ato Médico, composta por advogados e
representantes de várias entidades, como Associação Médica
Brasileira (AMB), Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) e
sociedades de especialidades médicas, que analisa e propõe
ações na defesa dos interesses dos médicos, da medicina e da
população.
Para o CFM, essa liminar representa mais uma importante
vitória na luta em defesa das prerrogativas exclusivas do
médico previstas em lei. Em sua justificativa, a juíza argumenta
que o exercício da odontologia é regulado pela Lei nº 5.081/96.
Disse, ainda, que a Resolução do Conselho Federal de
Odontologia (CFO), que disciplina o uso do ácido hialurônico e
da toxina botulínica para fins estéticos pelos odontólogos,
“invadiu a competência privativa dos médicos, atribuída pela Lei
nº 12.842/13” e “extrapolou os limites da competência do
cirurgião dentista”.
A juíza argumenta, ainda, que a oferta exagerada de
procedimentos estéticos por profissionais que não tenham a
devida habilitação e autorização legal para a sua execução
provoca evidente risco à saúde pública de toda a população,
“razão pela qual o curso ofertado deve ser imediatamente
suspenso”.
(Adaptado de: Portal do Conselho Federal de Medicina.
http://www.portal.cfm.org.br/index.php?
option=com_content&view=article&id= 27615:2018-05-03-15-
56-51&catid=3. Acesso em: 5 maio 2018.)
UnilagoQUESTÃO 19
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 11
Sobre os recursos linguístico-semânticos utilizados no texto,
considere as afirmativas a seguir. 
I. O uso excessivo de parênteses prejudica a leitura, pois as
informações neles contidas são desnecessárias e repetitivas.
II. No fragmento “A juíza argumenta, ainda, que a oferta...”, o
termo entre vírgulas tem caráter explicativo.
III. As aspas são utilizadas, ao longo do texto, para destacar o
discurso direto da juíza Raffaela Cássia de Sousa.
IV. No trecho “Em sua justificativa, a juíza argumenta...”, o
pronome “sua” faz referência ao termo “juíza”.
Assinale a alternativa correta.
A Somente as afirmativas I e II são corretas.
B Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
UFAMQUESTÃO 20
Leia o texto a seguir:
 Nos anos 1960, o físico britânico Stephen Hawking foi um dos
pesquisadores que passaram a se interessar pela existência de
buracos negros. Ele escreveu sua tese de doutorado sobre os
aspectos cosmológicos de uma singularidade (ponto no espaço-
tempo no qual toda a massa de um buraco negro está
concentrada) e traçou paralelos entre as singularidades de
buracos negros da massa estelar e o estado inicial do universo
durante o Big Bang.
 Por volta de 1973, Hawking passou a se interessar pela
mecânica quântica e pelo comportamento da gravidade em
escala subatômica. Ele fez uma descoberta importante – que,
apesar de seu nome, os buracos negros não apenas engolem
matéria e energia, mas emitem radiação (In: O Livro da Ciência.
São Paulo: Globo, 2016, p. 314).
Considere as afirmativas a seguir
I. No primeiro período do texto, a concordância poderia também
ser a seguinte: “foi um dos pesquisadores que passou a se
interessar pela existência de buracos negros”.
II. Quanto à tipologia, o texto pode ser definido como
dissertativo e informativo, tendo como função da linguagem a
emotiva ou expressiva.
III. No segundo parágrafo, o travessão poderia ser substituído
por outro tipo de pontuação: o dois-pontos.
IV.O uso dos parênteses, no primeiro parágrafo, se justifica
porque eles separam do corpo do texto uma explicação.
V. Palavras como “singularidade” (no primeiro parágrafo) e
“gravidade” (no segundo) são formadas com o sufixo adverbial
“dade”.
Assinale a alternativa CORRETA:
A Somente as afirmativas I, II e V são verdadeiras.
B Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
C Somente as afirmativas I, III e V são verdadeiras.
D Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
E Somente as afirmativas II, IV e V são verdadeiras.
MULTIVIXQUESTÃO 21
Assinale a alternativa em que o período está corretamente
pontuado:
A Com as graças de Deus, vou indo, meu pai. 
B Ainda que soubesse quem ele era não abriria nenhuma
exceção. 
C Permita-me portanto, agradecê-lo, por tão belo gesto de
solidariedade. 
D Já te disse sua mãe, que não deveria sair sem se
agasalhar. 
E A questão porém, não é o time é a torcida.
TEXTO BASE 12
TEXTO
 
O HOMEM CORDIAL
 
Marco A Rossi
 
 É de 1936 o livro “Raízes do Brasil”, do historiador 
Sérgio Buarque de Holanda. Nele está contida a ideia de 
“homem cordial”, uma das maiores contribuições já 
realizadas para a compreensão do Brasil e dos brasileiros. 
[05] O “homem cordial”, resultado de um cruzamento entre a 
cultura colonial e o improviso de um país para sempre 
inacabado, é afetuoso, interesseiro e autoritário; adora 
obter vantagens em tudo, detesta regras, vive em busca de 
atalhos favoráveis; não vê problema no que faz de errado, 
[10] embora seja raivoso na hora de apontar os erros dos 
outros. Variação muito mal-humorada de um tipo único de 
homo brasiliensis, o “homem cordial” é avesso ao esforço 
metódico e à concentração; prefere o circunstancial, a 
moda do momento e o jeito mais rápido de conquistar aquilo 
[15] que deseja. Adepto do “curtir a vida adoidado”, o homo 
brasiliensis encarnado no “homem cordial” sofre muito 
diante de compromissos que exijam dispêndio de energia e 
tempo – na cultura humana do juro, opta sempre por curtir 
hoje e pagar amanhã, em vez de investir agora para 
[20] saborear depois por tempo indeterminado e mais tranquilo. 
A impessoalidade no trato, as regras universais, a ética 
como parâmetro para a tomada de decisões, o antever dos 
desdobramentos de sua ação sobre a vida e o planeta, o 
incentivo ao fortalecimento de instituições públicas e 
[25] sociais, nada disso agrada ao “homem cordial”, que não 
esconde amar o familiarismo nas relações sociais, as 
regras particulares, a moral privada, o “salve-se quempuder”,
o apelo a saídas pessoais diante de problemas e 
questões que são, de superfície e de fundo, coletivas. Em 
1936, Sérgio Buarque de Holanda apontava esses traços 
[30] culturais brasileiros como uma barreira intransponível para 
a democracia. E hoje? Creio que a atualidade da ideia de 
“homem cordial” salta aos olhos de quem observa com 
interesse o país. Resta saber o tamanho desse malfazejo 
[35] espólio.
(Fonte: Marco. A .Rossi. Acesso 10/01/2013 às 12:30 p.m
http://travessia21.blogspot.com.br/2013/01/o-homem-cordial.html.)
AFAQUESTÃO 22
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 12
Quanto à pontuação, assinale a alternativa que apresenta uma
análise INCORRETA do trecho dado.
A “...nada disso agrada ao ‘homem cordial’, que não esconde
amar o familiarismo nas relações sociais...” ( ℓ. 25 e 26) – A
vírgula utilizada antes do pronome indica que todos os
homens cordiais não escondem amar o familiarismo nas
relações sociais. 
B “E hoje? Creio que a atualidade da ideia de ‘homem cordial’
salta aos olhos de quem observa com interesse o país.” ( ℓ.
32 a 34) – O ponto de interrogação introduz um
questionamento retórico, já que o próprio autor deduz a
resposta.
C “Nele está contida a ideia de ‘homem cordial’, uma das
maiores contribuições já realizadas para a compreensão do
Brasil e dos brasileiros.” ( ℓ . 2 a 4) – A vírgula poderia ser
substituída por travessão. 
D “O ‘homem cordial’, resultado de um cruzamento entre a
cultura colonial e o improviso de um país para sempre
inacabado, é afetuoso, interesseiro e autoritário;” (ℓ. 5 a 7) –
A vírgula antes do adjetivo “afetuoso” é de emprego
facultativo.
UPQUESTÃO 23
Assinale a alternativa corretamente pontuada.
A Publicada pela editora americana Springer, e disponível
apenas em inglês a obra Bioquímica humana integrativa,
escrita pela bioquímica brasileira Andrea Da Poian, da UFRJ
e pelo bioquímico português Miguel Castanho, do iMM é um
dos primeiros legados desse projeto internacional. 
B Publicada pela editora americana: Springer, e disponível
apenas em inglês, a obra Bioquímica humana
integrativa escrita pela bioquímica brasileira, Andrea Da
Poian da UFRJ, e pelo bioquímico português, Miguel
Castanho do iMM, é um dos primeiros legados desse projeto
internacional.
C Publicada pela editora americana Springer e disponível
apenas em inglês, a obra Bioquímica humana integrativa,
escrita pela bioquímica brasileira Andrea Da Poian, da
UFRJ, e pelo bioquímico português Miguel Castanho, do
iMM, é um dos primeiros legados desse projeto
internacional.
D Publicada pela editora americana Springer e disponível,
apenas em inglês, a obra, Bioquímica humana integrativa,
escrita pela bioquímica brasileira Andrea Da Poian, da
UFRJ, e pelo bioquímico português Miguel Castanho do
iMM, é um dos primeiros legados desse projeto
internacional. 
E Publicada pela editora americana, Springer, e disponível
apenas em inglês, a obra Bioquímica humana integrativa,
escrita pela bioquímica brasileira Andrea Da Poian da UFRJ
e pelo bioquímico português Miguel Castanho do iMM é um
dos primeiros legados desse projeto internacional.
TEXTO BASE 13
Texto 1
O humor e a liberdade de expressão
 A atividade humorística tem limites? Essa questão voltou à
tona com a recente informação de que Danilo Gentili foi
condenado à pena de seis meses e vinte e oito dias de prisão,
em regime semiaberto, em razão de ofensas direcionadas à
deputada Maria do Rosário (PT/ RS). Ele pode recorrer da
sentença proferida.
 Novamente o choque entre liberdade de expressão e direito à
honra se coloca no centro de uma discussão que está longe de
acabar, pois versa sobre direitos previstos na Constituição da
República e que às vezes são inconciliáveis.
 O humor é importante para a sociedade, pois, além da
sensação de bem-estar que causa, tem uma função de apontar
falhas e incoerências dos seres humanos. É rindo que se
corrigem os costumes. Não raramente é pelo humor que críticas
veementes conseguem ser feitas. Quem podia fazer gracejos e
indicar defeitos do Rei? O bobo da corte. Assim, já vem há
séculos essa característica de crítica social feita pelo humorista
que, de forma aparentemente despretensiosa, toca em
assuntos difíceis e diz verdades, se aproveitando da roupagem
amena e agradável que confere às suas palavras.
 Quem não conhece o filme O Grande Ditador, de Charlie
Chaplin, que ridicularizou Hitler? Outro filme inesquecível é A
Vida é Bela, de Roberto Benigni, que, sob o véu da comédia
mostrou o horror do holocausto e o esforço feito por um pai para
que o filho não entendesse o que se passava e, por isso,
sofresse menos no campo de concentração.
 É, porém, árdua a tarefa de identificar se o humorista agiu de
forma adequada ou ultrapassou a barreira do aceitável, que é
uma tênue linha entre a arte e a ofensa, ou seja, o legal e o
ilegal.
 Não existe um direito absoluto e que sempre se sobreponha
aos demais, bastando observar que a Constituição brasileira
prevê a possibilidade de aplicação da pena de morte no caso de
guerra declarada, situação de tamanho perigo para o país que
até o direito à vida é limitado. Assim, demais direitos como a
liberdade de expressão e de crítica também sofrem atenuações,
não podendo servir de respaldo a comportamentos lesivos.
 Voltando ao caso de Danilo Gentili, as informações mostram
que ele usou palavra de baixo calão ao se referir a Maria do
Rosário e teve conduta ofensiva ao demonstrar seu
descontentamento. Se assim agiu para fazer humor ou não,
torna-se questão secundária porque a manifestação do
pensamento é livre, porém não pode lesar a honra da pessoa a
quem ela se dirige.
Marco Antonio dos Anjos Estadão - Portal do Estado de
S.Paulo, 18 abril 2019.
Disponível em: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-
macedo/ o-humor-e-a-liberdade-de-expressao/. Acesso em: 20
abr. 2019. [Adaptado.]
Texto 2
Caso Gentili mostra que não há liberdade sem responsabilidade
 A Constituição de 1988 proibiu a censura e instituiu a
liberdade de expressão como norma máxima no Brasil. Como
consequência disso, prevêse apenas responsabilização a
posteriori das condutas.
 A doutrina clássica que fundamenta a liberdade de
expressão, reconhecendo um mercado de ideias que se
autorregula e que propicia o máximo de liberdade ao maior
número de pessoas, já previa a possibilidade — sempre
posterior — de avaliar as informações e de regulá-las de acordo
com o estado democrático das coisas.
 “Todo homem pode pôr diante do público o que bem lhe
aprazer, mas, se publicar o impróprio, malicioso ou ilegal, terá
consequências”, escreveu Blackstone, inglês que contribuiu
decisivamente para o reconhecimento da liberdade de
expressão.
 Entendendo que a honra objetiva (reputação) e a honra
subjetiva (o sentido que se tem de si mesmo) são valores
determinantes para a boa convivência social, o direito brasileiro
protegeu-as mediante a criação das normas penais de
difamação e injúria, respectivamente.
 A honra é um bem jurídico protegido penalmente pelo Estado
democrático brasileiro. E foi precisamente essa a racionalidade
utilizada na sentença da juíza federal Maria Isabel do Prado que
condenou o apresentador Danilo Gentili às penas definidas para
crimes de injúria e difamação em face da deputada federal
Maria do Rosário (PT-RS).
 A juíza Maria Isabel fundamentou a condenação em atos
provados no processo. Em posts de mídia social com amplo
acesso no país, Gentili dirigiu-se à vítima em tom de deboche
como “puta”, “falsa”, “cínica” e “nojenta” — o que
indubitavelmente fere a honra de Maria do Rosário.
 [...] É evidente a adequação objetiva [dessa conduta] de
Danilo Gentili aos tipos descritos nos artigos 140 e 141 do
Código Penal. A reputação e a dignidade da vítima foram
violadas, e os valores inerentes a essa proteção penal foram
flexibilizados.
 Ao aplicar a pena ao réu, a sentença reafirma a proteção
penal da honra, objetiva e subjetiva, de cada um dos brasileiros.
 É um engano pensar que, por se tratar de um humorista,
Danilo Gentili estaria imune à lei penal. O animus jocandi da
conduta não exclui a possibilidade de ofensa à vítima e,
portanto, de violação da norma penal. Também as brincadeiras
e o humor devem respeitar as regras do Estado democrático de
Direito. Caso contrário, seria atribuir imunidade desigual aos
que são mais engraçados.
 A sentença falha tecnicamente, no entanto, ao impor o
cumprimento da pena de 6 meses e 28 dias de detenção em
regime semiaberto.
 O Código Penal prevê a substituição da pena de prisão por
penasrestritivas de direito, as quais se mostram mais
adequadas e mais proporcionais ao caso concreto.
 O Brasil tem muito a avançar no respeito à liberdade. Ainda
engatinhamos. E nesse caminho de aprendizado é
imprescindível reconhecer que as ações livres — por
expressarem a autonomia do agente —, são passíveis de
responsabilização.
 A Constituição proíbe a censura e assegura um regime de
liberdade e de responsabilidade. A Justiça cumpre o seu papel
quando aplica essa racionalidade a todos, sem qualquer
discriminação.
 
Marina Coelho Araújo
Folha de S.Paulo, 13 abril 2019. Caderno Poder, p. A8
[Adaptado]
PUC-SPQUESTÃO 24
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 13
No quarto parágrafo do texto 2, os parênteses são empregados
de modo a
A inserir interpretação subjetiva da atitude do condenado.
B indicar a postura antiética de Danilo Gentili. 
C apresentar significado das expressões jurídicas.
D assinalar opinião de Marina Coelho Araújo, autora do texto.
FEMAQUESTÃO 25
A frase está pontuada corretamente na alternativa:
A Para mim ser é admirar-me de estar sendo. 
B Para mim, ser é admirar-me de estar sendo.
C Para mim ser, é admirar-me de estar sendo. 
D Para mim ser é admirar-me de, estar sendo.
E Para mim ser, é admirar-me de estar, sendo.
TEXTO BASE 14
Texto
 
“Slam” é voz de identidade e resistência dos poetas
contemporâneos
 
 A poesia falada e apresentada para 
grandes plateias não é um fato novo, 
porém, a grande diferença é que hoje a 
poesia falada se apresenta para o povo e 
[150] não para uma elite — estamos falando da 
poesia slam. Essa palavra surgiu em 
Chicago, em 1984, e hoje a poetry slam, 
como é chamada, é uma competição de 
poesia falada que traz questões da 
[155] atualidade para debate. slam é uma 
expressão inglesa cujo significado se 
assemelha ao som de uma “batida” de porta 
ou janela, “algo próximo do nosso ‘pá!’ em 
língua portuguesa”, explica Cynthia Agra de 
[160]Brito Neves, em artigo recém-publicado na 
revista Linha D’Água. Nas apresentações de 
slam o poeta é performático e só conta com 
o recurso de sua voz e de seu corpo.
 A poetry slam, também chamada 
[165] “batalha das letras”, tornou-se, além de um 
acontecimento poético, um movimento 
social, cultural e artístico no mundo todo, 
um novo fenômeno de poesia oral em que 
poetas da periferia abordam criticamente 
[170] temas como racismo, violência, drogas, 
entre outros, despertando a plateia para a 
reflexão, tomada de consciência e atitude 
política em relação a esses temas. Os 
campeonatos de poesias passam por etapas 
[175] ao longo do ano, de fevereiro a novembro, 
são compostos de três rodadas e o 
vencedor, escolhido por cinco jurados da 
plateia, é premiado com livros e participa 
do Campeonato Brasileiro de Slam (Slam 
[180] Br). O poeta vencedor dessa etapa 
competirá na Copa do Mundo de Slam, 
realizada todo ano em dezembro, na 
França.
 Os campeonatos de slam no Brasil 
[185] foram introduzidos por Roberta Estrela 
D’Alva, a slammer (poetisa) brasileira mais 
conhecida pela mídia e que conquistou o 
terceiro lugar na Copa do Mundo de Poesia 
Slam 2011, em Paris. Outra presença 
[190] expressiva no assunto é Emerson Alcalde, 
fundador do Slam da Guilhermina, 
entrevistado pela autora em maio deste ano 
na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências 
Humanas (FFLCH) da USP. Segundo ele, 
[195] “promover a poesia oral, falar poesias, ler, 
escrever, promover batalhas de 
performances poéticas, é transformar os 
slams em linguagem” e, pensando nisso, 
levou o slam às escolas, pois “poesia é 
[200] educação”.
 (...) O slam é um grito, atitude de 
“reexistência”, termo criado com a fusão 
das palavras existência e resistência, de 
acordo com a professora Ana L. S. Souza. O 
[205] artigo ressalta também a importância de se
levar os slams para as escolas, na medida
em que forma alunos leitores e escritores
conscientes, dispostos a reivindicarem
mudanças educacionais e sociais.
[210] É fundamental o papel da escola na
disseminação dos “slams”, pois por meio
deles os alunos expressam “seus modos de
existir” e suas reivindicações por “uma
cultura jovem, popular, negra e pobre, de
[215] moradores da periferia, bem diferentes do
gosto canônico, branco e de classe média”.
Ao recriarem a cultura oficialmente escolar
letrada, esses alunos se tornam “agentes de
letramentos de reexistência”, e os slams,
[220] dessa maneira, são seus porta-vozes, pelos
quais demonstram sua revolta, sua
identidade e resistência. A autora finaliza
afirmando que “é preciso resistir para
existir. Poesia é reexistência”, enfatizando o
[225] desafio com que se deparam as escolas
diante dessa nova poesia contemporânea.
 Adaptado de NEVES, Cynthia Agra de Brito. “Slam” é voz de
identidade e resistência dos poetas contemporâneos.
Disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-
humanas/slam-evoz-de-identidade-e-resistencia-dos-
poetascontemporaneos/ Acesso em 14 de setembro de 2021.
UECEQUESTÃO 26
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 14
Atente para o seguinte trecho: “‘promover a poesia oral, falar
poesias, ler, escrever, promover batalhas de performances
poéticas, é transformar os slams em linguagem’ e, pensando
nisso, levou o slam às escolas, pois ‘poesia é educação’” (linhas
195-200).
Quanto ao uso das aspas, é correto afirmar que indica
A o discurso de outrem.
B o sentido figurado da linguagem.
C a utilização de neologismos.
D a utilização de gírias.
FepeseQUESTÃO 27
Assinale a alternativa correta no que diz respeito ao uso da
vírgula.
A O rapaz ou escrevia, ou ficava com medo de ser
repreendido pelos seus erros. 
B José faça com atenção a redação solicitada, mas não se
preocupe com a correção, eu a farei. 
C A língua um dos instrumentos de comunicação, serve à
humanidade há séculos. 
D Aquele ofício, enviado, na data de ontem ao engenheiro
responsável, estava cheio de erros. Lamentável! 
E Naquele tempo, os falantes da língua portuguesa, tinham
mais liberdade, que nos dias de hoje.
TEXTO BASE 15
INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto.
TEXTO
O que é a verdade?
 Todos nós, em algum momento da nossa vida, 
já nos perguntamos o que é a verdade. Os filósofos 
sempre refletiram sobre essa questão, buscando-a 
incessantemente, sendo essa a primeira busca da 
[5] filosofia.
Normalmente, surge uma dúvida em nossos
pensamentos e, ao encontrarmos uma resposta para 
essa dúvida, seja por meio de deduções lógicas ou 
de alguma experiência sensível, acreditamos que 
[10] encontramos a verdade. Nesse caso, podemos dizer
que encontramos a verdade ao obter o resultado de
algo que, por meio de nossos pensamentos, acredi-
tamos como real; porém, para ser verdade, é neces-
sário que todos, ao duvidarem, cheguem ao mesmo
[15] denominador comum, ou seja, a verdade tem que ser
universal. Se assim não o for, não é verdadeira, é uma
falsa verdade.
 Podemos dizer que a busca da verdade dá sentido 
para a nossa existência, enquanto a falta dela leva o 
[20] ser humano a desiludir-se.
Adaptado de: Coleção base do saber: filosofia. São Paulo:
Rideel, 2008.
PUC-RSQUESTÃO 28
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 15
Considere as propostas para alterar a pontuação do texto.
I. Na linha 02, poderiam ser inseridos dois-pontos depois de
“perguntamos”, sem prejuízos à correção do texto.
II. O ponto final depois de “universal” (linha 16) poderia ser
corretamente substituído por vírgula.
III. Na linha 16, a vírgula depois de “verdadeira” poderia ser
corretamente substituída por doispontos.
Está/Estão correta(s) apenas a(s) proposta(s)
A I.
B III.
C I e II.
D II e III.
CESGRANRIOQUESTÃO 29
A vírgula está empregada de acordo com a norma-padrão da
língua portuguesa em:
A Apesar de se observar muita negligência com relação à
poupança da água, é de se esperar que os seres humanos
mudem esse comportamento.
B A água é um recurso finito mas essa noção só começou a
ser difundida nos últimos anos à medida que os
racionamentos, se tornaram mais urgentes e necessários.
C A questão muitas vezesnão se resume à existência de água
mas às condições de acesso, a um bem que deveria ser
universal.
D Dois milhões de toneladas de detritos, são despejados em
lagos e rios no mundo todo dia incluindo resíduos de
agrotóxicos.
E Entre as estratégias, baseadas no meio ambiente para
resolver problemas da vegetação destacam-se as práticas
de preservação de solos.
UFAMQUESTÃO 30
Assinale a alternativa em que a utilização (ou a ausência) da
vírgula NÃO está CORRETA, contrariando as regras de
pontuação:
A A extração da borracha se processava mediante feridas ou
cortes paralelos feitos no tronco da seringueira.
B Se os carros não voarem no futuro, ou se não houver um
helicóptero na garagem, será impossível dirigir até o
trabalho.
C Quando se popularizou o computador não se mostrou a
utopia com que todos sonhavam, pois acabou tornando o
homem um escravo do tempo.
D O trabalho dos operários consistia em pegar barras de metal
que vinham deslizando sobre uma esteira e colocá-las lá
embaixo.
E Acredita-se, sobretudo entre os linguistas, que, devido à
globalização, apenas alguns poucos idiomas conseguirão se
manter vivos.
UNIFIMESQUESTÃO 31
Leia com atenção as duas frases abaixo, ambas pertencem ao
escritor brasileiro Dalton Trevisan.
Um peixinho aí, compadre? 
Por que você bebe, Papa-Isca? 
Em relação ao uso da vírgula é correto o que se afirma em:
A Ambas as vírgulas estão usadas de forma adequada, pois
têm intuito de separar o vocativo; 
B Apenas a primeira vírgula está usada de forma adequada,
pois tem intuito de separar o vocativo, a segunda não
consta de vocativo; 
C Apenas a segunda vírgula está usada de forma adequada,
pois tem intuito de separar o vocativo, a primeira não consta
de vocativo; 
D Ambas as vírgulas estão usadas de forma inadequada, pois
têm intuito de separar o vocativo, mas as frases não têm
vocativo; 
E Ambas as vírgulas estão usadas de forma adequada, pois
têm intuito de separar adjuntos adverbiais;
EMESCAMQUESTÃO 32
Leia o texto a seguir.
Quem teve Covid deve aguardar para ser operado, aponta
estudo
Pacientes que tenham sido diagnosticados com Covid-19 e que
precisem fazer uma cirurgia, se possível, devem adiar os planos
em pelo menos sete semanas. Esse é o período que leva para
que a mortalidade em até 30 dias se equipare à de quem não
teve a doença, de acordo com uma pesquisa que reuniu mais
de 15 mil anestesistas e cirurgiões de 116 países, incluindo o
Brasil.
A pesquisa, publicada este mês na revista científica
Anaesthesia, constatou que pacientes operados que não tinham
sido infectados pelo novo coronavírus tinham mortalidade de
1,5% após 30 dias. Por sua vez, aqueles operados entre zero e
duas semanas morriam em 4,1% dos casos, praticamente a
mesma cifra daqueles operados após três ou quatro semanas
(3,9%).
Entre os infectados, o risco se mantém alto da quinta à sexta
semana, em 3,6%, e só cai a partir da sétima, voltando ao
patamar de 1,5%. Ao todo, informações de 140.231 cirurgias
foram coletadas ao longo do mês de outubro de 2020 e
analisadas pelo consórcio CovidSurg. Mesmo fazendo ajustes
por idade, sexo e complexidade da cirurgia, a conclusão se
manteve.
Com o risco de morte mais do que duas vezes no caso de quem
teve diagnóstico de Covid-19 entre zero e seis semanas antes
do procedimento, a conclusão dos autores não poderia ser
outra a não ser recomendar o adiamento dessas cirurgias
sempre que a situação permitir.
“Claro, há situações em que não se pode esperar, como, por
exemplo, em certos pacientes com câncer. É uma questão de
customizar. Em relação a uma doença benigna o risco de óbito
chega ao dobro. E, às vezes, não dá para esperar sete
semanas, sob risco de a doença progredir rapidamente. Aí a
gente tenta postergar o máximo que for possível”, afirma Glauco
Baiocchi Neto, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Oncológica e um dos coordenadores do estudo no Brasil.
ALVES, Gabriel. Disponível
em:https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/
2021/03/quem-tevecovid-deve-aguardar-sete-semanas- para-
ser-operado-aponta-estudo.shtml. Acesso em: 31 mar. 2021.
[Fragmento adaptado]
De acordo com as regras de pontuação prescritas na Gramática
Normativa da Língua Portuguesa, o emprego de vírgula no
trecho destacado está incorretamente justificado em:
A “Claro, há situações em que não se pode esperar, como, por
exemplo, em certos pacientes com câncer. (As vírgulas
isolam um termo de natureza conclusiva.)
B Em relação a uma doença benigna, o risco de óbito chega
ao dobro. (A vírgula separa uma locução prepositiva que
introduz, no caso, um tema sobre o qual se falará no
período seguinte.)
C “E, às vezes, não dá para esperar sete semanas, sob risco
de a doença progredir rapidamente”. (A vírgula separa uma
oração coordenada sindética explicativa reduzida de
infinitivo.)
D “[...] afirma Glauco Baiocchi Neto, membro da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Oncológica e um dos coordenadores
do estudo no Brasil. (A vírgula separa um aposto.)
TEXTO BASE 16
TEXTO
A educação a.C. e d.C.: tudo vai ser diferente no ensino “depois
da covid-19”
FÁBIO ROQUE SBARDELLOTTO
 A sentença de Heráclito, filósofo pré-socrático e 
pai da dialética, no sentido de que ninguém pode entrar 
duas vezes no mesmo rio porque, ao entrar pela segunda 
vez, já não encontra as mesmas águas, nunca se fez tão 
[5] verdadeira como agora, tamanha gravidade do fenômeno
pelo qual estamos passando. Não haverá como resistir:
sairemos diferentes de como entramos nesta pandemia.
Os processos civilizatórios deverão ser reinventados na
economia, na política, na vida familiar, na educação
[10] Com o isolamento social, houve uma disrupção
inesperada e muito traumática no ambiente educacional.
Na educação pública, praticamente foram paralisadas as
aulas. No ambiente privado, mantiveram-se sob a forma
do ensino a distância, com tecnologias virtuais. Os alunos
[15] de instituições públicas permanecem com seu horizonte
incerto quanto ao semestre e mesmo ao ano.
 O que esperar no ambiente educacional? Os 
conteúdos não se modificaram. O desafio está em 
vislumbrar a retomada dos processos educacionais pós
[20] coronavírus. Projetamos uma realidade na qual pouco do
que se tinha antes será encontrado. E as instituições de
ensino e seus educadores deverão se reposicionar – “não
se passará mais pelo mesmo rio”. A travessia será mais
tranquila para aquelas instituições que já desenvolviam
[25] um ambiente educacional segmentado, embasado em
uma relação humanista, que tinham o estudante no
centro da relação aprendizagem/ensino. A seletividade
irá privilegiar aqueles ambientes educacionais nos quais
o processo de aprendizagem oferecia ferramentas que
[30] tornavam a tecnologia aliada da educação, mas que
também entregavam resultados alvissareiros para seus
investidores, os alunos. Sairão exitosas as instituições
educacionais que estavam preparadas e já planejavam o
futuro de uma educação de excelência, apesar de existir
[35] crise econômica.
Para essas, o processo apenas se acelerou,
e as águas que as banharam já haviam filtrado boa 
parte do que agora se apresentou como desafio quase 
intransponível para as outras.
Fragmento adaptado de: https://bit.ly/3f9OhuF. Acesso em: 30
abr. 2020.
PUC-RSQUESTÃO 33
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 16
Assinale a alternativa correta para a substituição de pontuação
empregada no texto, considerando a coesão e a coerência com
o parágrafo em que está inserida.
A A vírgula da linha 04 (depois de “águas”) poderia ser
substituída por ponto e vírgula. 
B A vírgula da linha 13 poderia ser substituída por dois-
pontos.
C O ponto de interrogação da linha 17 poderia ser substituído
por vírgula se fosse deslocado para depois “se modificaram”
(linha 18). 
D A vírgula da linha 32 poderia ser substituída por dois-
pontos.
TEXTO BASE 17
TEXTO
 
Poluição das águas continentais
 
A poluição das águas continentais, 
principalmente nos grandes centros urbanos, 
é cada vez mais alarmante. 
 As perspectivas futuras para as 
[5] águas continentais são bastantenegativas. 
Muitos são os estudos que buscam 
contemplar informações sobre a quantidade 
e qualidade da água disponível. A ONU 
(Organização das Nações Unidas) elaborou 
[10] uma série de estudos para obter um parecer 
concreto da real situação no quadro hídrico 
do planeta e ficou comprovado que, com 
o passar do tempo, o comprometimento das 
águas para o consumo humano, para a 
[15] manutenção de animais e para a irrigação na 
agricultura ocorre de forma crescente. 
 Atualmente, vários fatores e 
seguimentos distintos contribuem para o 
processo de escassez desse recurso 
[20] indispensável a todo ser vivo, dentre os 
principais estão: a atividade industrial, que 
utiliza os rios para escoar os seus rejeitos; as 
mineradoras; a agricultura, que faz uso de 
diversos insumos agrícolas (fertilizantes, 
[25] inseticidas, herbicidas e etc.), com intuito de 
aumentar a produção, a fim de atender o 
mercado externo, ou seja, exportação; entre 
outros. 
 Uma parte dos insumos agrícolas é 
[30] levada pela enxurrada da chuva, que chega a 
rios e córregos, inserindo várias substâncias 
tóxicas. Essas mesmas substâncias são 
absorvidas pelo solo e atingem o lençol 
freático. 
[35] Das substâncias comumente 
encontradas como agentes poluidores estão: 
restos de petróleo e derivados, chumbo, 
mercúrio e metais pesados, que são 
largamente usados em indústrias e na 
[40] extração de minérios. 
 Outro centro de difusão de poluição 
são os centros urbanos, que, diariamente, 
em todo o planeta e, principalmente nos 
países pobres, lançam esgotos domésticos 
[45] sem nenhum tipo de tratamento. O esgoto 
atinge rios e córregos, além do lençol 
freático, que estão nas proximidades das 
cidades. Isso acontece em vários lugares, no 
entanto, a incidência é mais comum em 
[50] pequenas cidades que não possuem centros 
de tratamento do esgoto doméstico. 
 O desmatamento é um fator direto 
que agrava a questão da escassez da água, 
uma vez que ao retirar a cobertura vegetal 
[55] para a ocupação urbana ou rural, o solo fica 
exposto à água da chuva e vento. Com isso, 
o solo vai sendo depositado nos mananciais, 
provocando o assoreamento dos rios, esse 
processo promove mudanças climáticas e 
[60] compromete a vida aquática. 
 Os garimpos, que têm suas 
atividades às margens de rios, provocam a 
dispersão de minerais pesados, como o 
mercúrio, poluindo as águas que são 
[65] consumidas por comunidades. 
 Os portos realizam limpeza de cinco 
em cinco anos, jogando uma imensa 
quantidade de dejetos; os aterros sanitários 
são grandes agentes poluidores de águas, 
[70] principalmente do lençol freático, pois 
milhões de toneladas de lixo acumulados 
liberam um líquido (chorume) que é 
absorvido pelo solo e atinge as reservas 
subterrâneas de água.
Adaptado de FREITAS, Eduardo de. Poluição de Águas
Continentais. Brasil Escola. Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/poluicao-
aguascontinentais.htm. Acesso em: 20 de maio de 2019.
UECEQUESTÃO 34
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 17
No trecho “Uma parte dos insumos agrícolas é levada pela
enxurrada da chuva, que chega a rios e córregos, inserindo
várias substâncias tóxicas.” (linhas 29-32), é correto afirmar,
sobre a presença de vírgulas na expressão destacada, que o
sinal de pontuação
A traduz um valor explicativo, significando uma informação
mais detalhada acerca da enxurrada da chuva, e o trecho
em destaque pode ser retirado sem prejuízo ao sentido total
da mensagem. 
B atribui à expressão o valor restritivo, significando oposição a
outros elementos do texto, tais como a “a irrigação na
agricultura”, e o trecho em destaque não pode ser retirado
porque afetaria o sentido total da mensagem. 
C caracteriza uma expressão de realce para demarcar a
relação entre as substâncias tóxicas e as substâncias
absorvidas pelo solo, sendo que a separação demarcada
pelas vírgulas aponta para vários tipos de enxurradas. 
D marca uma pausa com dois valores distintos: um que não
modifica o referente “enxurrada da chuva” e outro que se faz
na relação de oposição entre as substâncias tóxicas e as
substâncias absorvidas pelo solo.
TEXTO BASE 18
Atenção: Para responder às questão, baseie-se no texto abaixo.
Descendentes do bacilo de Koch
 Em boa enrascada se meteu o primo Ruy, quando decidiu ser
o genealogista da família. Decidiu? Pode não ter sido bem
assim. Talvez tenha entrado nessa empreitada de modo natural,
como continuador do trabalho do pai, meu falecido tio Jorge. E
talvez não soubesse da encrenca que o esperava.
 Aqui vai um segredo da família: somos, quase todos,
descendentes do bacilo de Koch. Ele mesmo, o causador da
tuberculose. Posso e devo explicar.
 Nosso avô Hugo, que era carioca, contraiu a doença aos 27
anos, em 1906, e depois de se tratar num sanatório suíço foi
consolidar a cura nos ares então terapêuticos de Belo
Horizonte, cidade criada na prancheta que não completara
ainda nove anos de existência. O jovem médico lá ficou até
morrer. Além de dois filhos nascidos no Rio de Janeiro, gerou
mais onze no solo fértil de Minas. Tivesse ele permanecido no
Rio e carioca teria sido toda a sua filharada. Um dos rebentos,
também ele Hugo, só por milagre teria conhecido Wanda, e com
ela tido onze mineirinhos, entre eles um camarada metido a
escritor. Você poderia talvez estar lendo um cronista menos
chinfrim. Lamento. Não foi culpa minha, foi culpa do bacilo de
Koch.
(Adaptado de: WERNECK, Humberto. Esse inferno vai acabar.
Porto Alegre: Arquipélago, 2011, p. 143-45)
UnilusQUESTÃO 35
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 18
É inteiramente adequada a pontuação da seguinte frase:
A Muitos se lembrarão do poeta, Manuel Bandeira, por conta
do tratamento, que ele também tuberculoso, foi fazer em
sanatório suíço.
B Sabe-se já no início da crônica, que o primo do cronista –
um tal de Ruy decidiu levar em conta a ocupação, do pai
que era genealogista.
C Se foi culpa do bacilo de Koch, e não sua, cronista, não há
por que lamentar supostas deficiências que você acusa em
seu estilo.
D Até que surgisse medicação de fato eficaz, a tuberculose,
era quase sempre, uma doença mortal.
E Se um leitor considerar, que essa crônica é fato meio
chinfrim, encarregue-se de culpar: o bacilo de Koch do avô
do cronista.
UPQUESTÃO 36
Assinale a alternativa corretamente pontuada.
A E mesmo que a importância da música para a sobrevivência
de nossos ancestrais possa não ser tão imediatamente
óbvia quanto a capacidade de reconhecer palavras, ela
funciona aglutinando o grupo. 
B E, mesmo que a importância da música para a
sobrevivência de nossos ancestrais, possa não ser tão
imediatamente óbvia, quanto a capacidade de reconhecer
palavras, ela funciona aglutinando o grupo. 
C E mesmo que a importância da música, para a
sobrevivência de nossos ancestrais possa não ser tão
imediatamente óbvia, quanto a capacidade de reconhecer
palavras, ela funciona aglutinando o grupo. 
D E, mesmo que a importância da música para a
sobrevivência de nossos ancestrais possa não ser tão
imediatamente óbvia quanto a capacidade de reconhecer
palavras ela funciona, aglutinando o grupo. 
E E mesmo que a importância da música para a sobrevivência
de nossos ancestrais, possa não ser tão imediatamente
óbvia quanto a capacidade de reconhecer palavras, ela
funciona, aglutinando o grupo.
FACISAQUESTÃO 37
Leia o excerto de texto abaixo, transcrito, sem pontuação, do
original de Chico Buarque.
(Essa Gente, São Paulo: Companhia das Letras, p. 86):
“Não custava nada citar de passagem meu livro de estreia o
romance histórico O Eunuco do Paço Real que tratava do
assunto muito antes de os castrati andarem em voga no Brasil.”
Assinale a seguir a única alternativa em que a pontuação segue
a norma culta, atentando também para o sentido.
A Não custava nada citar de passagem meu livro de estreia, o
romance histórico O Eunuco do Paço Real, que tratava do
assunto muito antes de os castrati andarem em voga no
Brasil.
B Não custava nada, citar, de passagem, meu livrode estreia
– o romance histórico “O Eunuco do Paço Real”– que
tratava do assunto, muito antes de os castrati andarem em
voga, no Brasil.
C Não custava nada, citar de passagem, meu livro de estreia:
o romance histórico, O Eunuco do Paço Real, que tratava do
assunto, muito antes de os castrati andarem em voga, no
Brasil.
D Não custava nada, citar de passagem meu livro de estreia, o
romance histórico, O Eunuco do Paço Real, que tratava do
assunto, muito antes, de os castrati andarem em voga no
Brasil.
E Não custava nada, citar, de passagem, meu livro de estreia:
o romance histórico – O Eunuco do Paço Real, que tratava
do assunto, muito antes de os castrati andarem, em voga,
no Brasil.
TEXTO BASE 19
No país da biodiversidade, faltam recursos para gerir os nossos
parques
 Quem já visitou algum parque brasileiro certamente se
surpreendeu com tamanha exuberância cênica desses 
locais. Não por acaso, nossos parques conservam uma rica
biodiversidade − uma das maiores do mundo − cuja 
excepcionalidade projetou algumas dessas áreas ao patamar
de patrimônio natural da humanidade. Enquanto a 
natureza nos dá motivos de sobra para enaltecer nossos
parques, a realidade de escassez e limitação de recursos 
[5] para a gestão e manutenção dessas áreas tem
comprometido grande parte do seu potencial gerador de
desenvolvimento, saúde e bem-estar − para não mencionar a
vulnerabilidade a que sua fauna e flora ficam
expostas.
 Esse retrato de limitações foi capturado na edição recém-
lançada da pesquisa Diagnóstico de Uso Público em 
Parques Brasileiros: A Perspectiva da Gestão, produzida pelo
Instituto Semeia junto a equipes gestoras de 370 
[10] parques de todas as regiões, biomas e níveis
governamentais do país. O sinal de alerta dessa escassez foi
declarado por 67% dos respondentes, que afirmaram não
contar com subsídios − humanos e financeiros −
necessários para a realização de suas atividades no parque.
 Ainda de acordo com a pesquisa, grande parte (49%) das
equipes que administram essas áreas conta somente 
com até 10 funcionários, ao passo que 9% possuem apenas um
colaborador. Na prática, isso quer dizer que, no 
[15] caso dos parques nacionais, há um único responsável, em
média, por quase 11 mil hectares − o que equivale a
cerca de 11 mil campos de futebol. Já na esfera estadual, seria
um funcionário para, aproximadamente, 2 mil
hectares e, na municipal, um funcionário para 58 hectares.
 Quando o assunto é a gestão financeira desses espaços,
além da escassez de recursos, o cenário é também 
de falta de informação: 40% dos respondentes declaram não ter
acesso aos dados orçamentários das unidades 
[20] em que atuam. Entre os que têm acesso a esses números,
seja de forma parcial ou total, o valor médio do
orçamento em 2019 para os parques federais foi de R$ 790 mil,
para os municipais, de R$ 800 mil, e os estaduais,
R$ 9,6 milhões.
 Para se ter uma ideia, o National Park Service (órgão norte-
americano responsável por 421 unidades 
distribuídas em 34 milhões de hectares) teve em 2019 um
orçamento de USD 2,4 bilhões. No mesmo ano, o 
[25] orçamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio) foi de USD 142,6 milhões (em
reais, 791 milhões), para administrar uma área cinco vezes
maior (se considerarmos unidades de conservação
terrestres e marinhas).
 Tudo isso se reflete nas condições de visitação e no uso
público dos parques brasileiros. Mais da metade declara 
não contar com infraestrutura básica para receber visitantes −
como banheiros e estacionamento, por exemplo. E, 
[30] entre as unidades que receberam visitantes em 2019
(79%), apenas 7% afirmam contar com uma estrutura que
garante plenamente as necessidades básicas de visitação,
enquanto somente 11% consideram que a manutenção 
das estruturas está em excelente estado.
 Esses dados evidenciam uma triste contradição: se, por um
lado, nossos parques possuem belezas naturais 
únicas, equipes altamente qualificadas e experientes, além de
um potencial turístico promissor, por outro, tudo isso 
[35] se arrefece com a precariedade observada na
implementação e manutenção das atividades de uso público na
maioria deles. Basta pensar que, em 2019, o Brasil foi listado
pelo Fórum Econômico Mundial como 2º lugar em
recursos naturais, mas figura somente na 32ª colocação do
ranking global de competitividade turística.
 Alcançar um patamar condizente à altura do nosso capital
natural é mais do que possível. Para isso, faz-se 
necessário fortalecer os órgãos gestores dessas áreas e
avançar numa agenda mais moderna, empreendedora e 
[40] sustentável voltada à gestão desses espaços. E, nesse
sentido, as parcerias e concessões podem ser uma
alternativa possível − já experimentadas em alguns parques
brasileiros internacionalmente reconhecidos como
Igraçu e Chapada dos Veadeiros, por exemplo − para apoiar as
equipes gestoras a potencializar a visitação, o
turismo e a conservação. Afinal de contas, quanto mais os
brasileiros conhecerem o seu patrimônio natural, maior
será a conscientização sobre o valor e a necessidade de cuidar
dessas áreas.
Disponível em: https://exame.com/blog/opiniao/no-pais-da-
biodiversidade-faltam-recursos-para-gerir-os-nossos-parques/.
Acesso em 02 de maio de 2021). Texto adaptado para esta
prova.
UPFQUESTÃO 38
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 19
Quanto ao emprego da pontuação, analise os casos a seguir,
identificando-os como verdadeiros (V) ou falsos (F).
( ) No trecho "Quem já visitou algum parque brasileiro
certamente se surpreendeu com tamanha exuberância cênica
desses locais" (linhas 1 e 2), deve-se empregar uma virgula
após “Quem já visitou algum parque brasileiro [,]” para fins de
adequação à norma culta da língua portuguesa.
( ) No trecho "Não por acaso, nossos parques conservam uma
rica biodiversidade − uma das maiores do mundo − cuja
excepcionalidade projetou algumas dessas áreas ao patamar
de patrimônio natural da humanidade" (linhas 2 e 3), empregou-
se travessão duplo para substituir vírgulas e assinalar uma
expressão intercalada.
( ) No trecho "Quando o assunto é a gestão financeira desses
espaços, além da escassez de recursos, o cenário é também de
falta de informação: 40% dos respondentes declaram não ter
acesso aos dados orçamentários das unidades em que atuam"
(linhas 18 a 20), os dois pontos introduzem uma informação
explicativa.
( ) O que justifica o emprego da vírgula, após a palavra "ideia",
no fragmento "Para se ter uma ideia, o National Park Service
(órgão norte-americano responsável por 421 unidades
distribuídas em 34 milhões de hectares) teve em 2019 um
orçamento de USD 2,4 bilhões" (linhas 23 e 24) é a
necessidade de separar orações que se caracterizam por
enumeração.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima
para baixo, é
A V – V – V – F.
B V – F – V – F.
C F – V – F – V.
D F – V – V – V.
E F – V – V – F.
UNIFORQUESTÃO 39
Assinale a alternativa cujo período está corretamente pontuado.
A O conhecimento adquirido no dia a dia deve nos modificar
de alguma maneira, nos acrescentar e nos tornar seres
melhores.
B As competências pressupõem operações mentais,
capacidades, para usar as habilidades, emprego de
atitudes, adequadas à realização de tarefas, e
conhecimentos.
C Deve-se oportunizar, o desenvolvimento de habilidades e
competências dos alunos independente de área.
D O ideal, é formar um professor que possa compreender
esses novos desafios, e saiba desempenhar com
competência a sua profissão.
E Tal como falar, escrever é um recurso que precisa ser
aprendido, e ambos, estão ligados.
UNIVESPQUESTÃO 40
A vírgula é um sinal de pontuação usado para marcar uma
pausa no enunciado. Assinale a alternativa que apresenta
um período corretamente pontuado, seguindo a norma padrão
da língua portuguesa
A O aluno levantou, o braço, pois tinha, uma dúvida.
B O aluno, levantou o braço, pois tinha uma dúvida.
C O aluno levantou o braço, pois tinha uma dúvida.
D O aluno levantou o braço pois, tinha uma dúvida.
E O aluno levantou o braçopois tinha uma dúvida.
CNQUESTÃO 41
Assinale a opção que está corretamente pontuada.
A A quantidade de alimentos que, como se pode notar em
pesquisas, é jogada no lixo daria para alimentar um Haiti.
B Antigamente uma pessoa levava um litro lavado, e trocava
por outro cheio de leite.
C Existe também o desperdício de talentos, de gênios como
se fossem, recursos inesgotáveis.
D Como se fossem recursos inesgotáveis, profissionais, no
Brasil, são desperdiçados.
E Vários caminhões que passam pelas rodovias, deixam para
trás uma chuva de grãos de soja.
UPQUESTÃO 42
Assinale a alternativa corretamente pontuada.
A E mesmo que a importância da música para a sobrevivência
de nossos ancestrais possa não ser tão imediatamente
óbvia quanto a capacidade de reconhecer palavras, ela
funciona aglutinando o grupo. 
B E, mesmo que a importância da música para a
sobrevivência de nossos ancestrais, possa não ser tão
imediatamente óbvia, quanto a capacidade de reconhecer
palavras, ela funciona aglutinando o grupo. 
C E mesmo que a importância da música, para a
sobrevivência de nossos ancestrais possa não ser tão
imediatamente óbvia, quanto a capacidade de reconhecer
palavras, ela funciona aglutinando o grupo. 
D E, mesmo que a importância da música para a
sobrevivência de nossos ancestrais possa não ser tão
imediatamente óbvia quanto a capacidade de reconhecer
palavras ela funciona, aglutinando o grupo. 
E E mesmo que a importância da música para a sobrevivência
de nossos ancestrais, possa não ser tão imediatamente
óbvia quanto a capacidade de reconhecer palavras, ela
funciona, aglutinando o grupo.
Campo RealQUESTÃO 43
Assinale a alternativa corretamente pontuada.
A Os que até o momento demonstraram sua solidariedade
com Freetown, por exemplo foram as próprias nações
africanas, como: o Togo e a Comunidade Econômica dos
Estados da África Ocidental, que doaram 500.000 dólares
em agosto, para alimentos e assistência médica.
B Os que até o momento demonstraram sua solidariedade
com Freetown por exemplo, foram as próprias nações
africanas como o Togo e a Comunidade Econômica dos
Estados da África Ocidental, que doaram 500.000 dólares
em agosto para alimentos, e assistência médica.
C Os que, até o momento demonstraram sua solidariedade
com Freetown, por exemplo, foram as próprias nações
africanas, como o Togo, e a Comunidade Econômica dos
Estados da África Ocidental, que doaram 500.000 dólares,
em agosto para alimentos e assistência médica.
D Os que até o momento demonstraram sua solidariedade
com Freetown, por exemplo, foram as próprias nações
africanas, como o Togo e a Comunidade Econômica dos
Estados da África Ocidental, que doaram 500.000 dólares
em agosto para alimentos e assistência médica.
E Os que até o momento, demonstraram sua solidariedade,
com Freetown, por exemplo foram as próprias nações
africanas como o Togo, e a Comunidade Econômica dos
Estados da África Ocidental, que doaram 500.000 dólares,
em agosto, para alimentos e assistência médica.
UNIFORQUESTÃO 44
O uso inadequado da vírgula pode causar algumas
confusões, atribuir duplo sentido ou, até mesmo, interferir no
sentido da frase.
Leia os períodos das alternativas abaixo e assinale aquela em
que a segunda frase, pontuada de forma diferente da primeira,
tem o sentido alterado.
A “...às vezes faziam com as mãos arabescos tão
compreensíveis...” / às vezes, faziam com as mãos
arabescos tão compreensíveis. 
B Era um tempo de estiagem e o jardim parecia morto. / Era
um tempo de estiagem, e o jardim parecia morto.
C Atualmente, as pessoas se falam mais nas redes sociais. /
Atualmente as pessoas se falam mais nas redes sociais. 
D Encontrei minha prima, querida. / Encontrei minha prima
querida.
E Todos entenderam, finalmente, a situação. / todos
entenderam finalmente a situação.
UPQUESTÃO 45
Assinale a alternativa corretamente pontuada.
A Estamos falando da interrupção voluntária da gravidez por
livre manifestação de vontade da gestante, ou na hipótese
de seu impedimento, por intermédio de quem legalmente a
represente. 
B Estamos falando da interrupção voluntária da gravidez por
livre manifestação de vontade da gestante ou na hipótese
de seu impedimento, por intermédio de quem legalmente a
represente. 
C Estamos falando da interrupção voluntária da gravidez, por
livre manifestação de vontade da gestante ou, na hipótese
de seu impedimento, por intermédio de quem legalmente a
represente. 
D Estamos falando da interrupção voluntária da gravidez, por
livre manifestação de vontade da gestante, ou na hipótese
de seu impedimento por intermédio de quem legalmente, a
represente. 
E Estamos falando, da interrupção voluntária da gravidez; por
livre manifestação de vontade da gestante ou, na hipótese
de seu impedimento por intermédio de quem legalmente a
represente.
UEMAQUESTÃO 46
O trecho a seguir, extraído de Verão no Aquário, é um diálogo
entre as personagens Patrícia e Raíza, respectivamente mãe e
filha. Leia-o para responder à questão que segue.
 
- Vou pedir à titia que vista uma roupa de fada e me transforme
num peixe. Deve ser boa a vida de peixe de aquário, murmurei. 
- Deve ser fácil. Aí ficam eles dia e noite, sem se preocupar com
nada, há sempre alguém para lhes dar de comer, trocar a
água... Uma vida fácil, sem dúvida. Mas não boa. Não esqueça
de que eles vivem dentro de um palmo de água quando há um
mar lá adiante. 
- No mar seriam devorados por um peixe maior, mãezinha. 
- Mas pelo menos lutariam. E nesse aquário não há luta, filha.
Nesse aquário não há vida.
TELES, L. G. Verão no Aquário. São Paulo: Companhia das
Letras, 2010.
 
A pontuação no texto escrito constitui uma pista segura para o
entendimento pretendido pelo discurso.
 
Em, “há sempre alguém para lhes dar de comer, trocar a
água...” (2º.§), as reticências
A constroem uma intenção indutiva.
B enumeram uma sequência explicativa. 
C separam um vocativo enfático. 
D isolam uma ideia contrastiva.
E traduzem uma repetição monótona.
TEXTO BASE 20
Texto
Redes sociais não são para-brisas, são retrovisores
Tiago Belotte
Se quisermos enxergar o futuro e a transformação, precisamos
entender que as redes sociais só nos mostram o que fomos e
gostamos no passado.
 Por diversas vezes a gente conversa aqui sobre o universo
digital e reflete junto sobre suas possibilidades 
e perigos. Quando nós fazemos isso, estamos investidos na
nossa alfabetização digital, tema que também já 
mencionei aqui algumas vezes. A tecnologia entra, cada vez
mais, em cada pedacinho da nossa vida. No nosso 
sono, na nossa alimentação, no lazer, no estudo, no trabalho eu
nem preciso falar. Não é? 
[5] E nós abraçamos cada novidade, pois amamos inovação
e tecnologia – os brasileiros mais do que todo o
resto do mundo, segundo alguns estudos. Já faz tempo que
encaramos inovações tecnológicas como janelas para o
futuro. No entanto, é preciso saber quando elas também são
portais para o passado.
 As redes sociais, por exemplo, por mais que acreditemos que
elas nos conectam com o mundo, a verdade 
é que elas só nos ligam ao que já conhecemos ou gostamos.
Como um retrovisor colocado a nossa frente para se 
[10] passar por para-brisa. Estamos olhando para frente, mas
só vemos o que está atrás.
Só aparece na sua timeline de rede social aquilo que já faz
parte do seu comportamento, dos seus gostos e
das suas preferências. O que você já curtiu, comentou ou
compartilhou antes. E qual o perigo disso? Acredito que
são principalmente dois.
 O primeiro é que, ao ver apenas o conhecido e curtido, você
não é confrontado pelo diferente, pelo novo, 
[15] pela mudança. Se as redes acabaram virando o nosso
principal veículo de informação no nosso dia a dia, isso se
torna perigoso, pois acaba nos fechando numa bolha. Quantas
vezes você já disse ou ouviu alguém dizer “nossa,
todo mundo está na praia neste feriado” ou “tá todo mundo
defendendo tal causa social”.
 Quando, de fato, o “todo mundo” é só quem faz parte do meu
feed. Veja bem, nem é todo mundo que eu 
sigo, é só quem é escolhido pelo algoritmo paraaparecer para
mim. E quem é escolhido? Quem mais combina com 
[20] as minhas preferências passadas.
O segundo perigo é praticamente uma consequência do
primeiro. Ao nos fecharmos na nossa bolha, nos 
tornamos menos tolerantes ao diferente e nos tornamos
impermeáveis ao que é contrário ao nosso jeito de ser e 
pensar. No entanto, é exatamente o contraditório que gera
confronto de ideias. E é do confronto de ideias que nasce 
o novo, é a partir da exposição ao diferente que alargamos
nossos horizontes. Aí está nosso para-brisa real.
[25] Precisamos estar atentos e conscientes, aumentando
nossa fluência digital, nos tornando críticos ao que
consumimos e para onde o uso da tecnologia, da forma que
usamos, está nos levando.
 Nos últimos dias, uma investigação, divulgada em uma série
de notícias do Wall Street Journal, revela que 
o Facebook — a rede social mais popular no Brasil — desde
2018 sabia que uma mudança feita em seu algoritmo
fazia mal à saúde mental de jovens e que também
potencializava o alcance e o compartilhamento de conteúdos 
[30] tóxicos, violentos e de desinformação.
Por isso, o papel de guardiões do nosso próprio futuro, do
horizonte que enxergamos através do para-brisa, 
não é das redes sociais, é nosso. A tecnologia precisa estar a
favor do nosso bem-estar e do futuro que queremos, 
do interesse coletivo e não apenas de alguns. 
 É possível falar em democracia digital? Sim, mas apenas se
nós estivermos fazendo a nossa parte, como 
[35] verdadeiros cidadãos digitais, cientes dos nossos deveres e
direitos, entendendo os mecanismos e fazendo escolhas
melhores.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/redes-sociais-
nao-sao-para-brisas-sao-retrovisores/. Acesso em: 6 out.
2021.Adaptado.
UNIMONTESQUESTÃO 47
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 20
No decorrer do texto, observa-se o uso do itálico para destacar
os estrangeirismos.
Uma outra opção para destacar essas palavras é o uso
A das letras maiúsculas.
B do negrito.
C das aspas simples.
D das aspas duplas.
TEXTO BASE 21
TEXTO
 
De perto ninguém é normal (ou o “novo normal”)
(Lilia Moritz Schwarcz)
 
 Sempre desconfio das expressões que fazem sucesso 
rápido e acabam servindo para qualquer ocasião. Afinal, o 
que explica tudo também explica nada. 
 A expressão “novo normal” tem sido muito utilizada 
[5] nos últimos meses, quando se percebeu que o coronavírus 
há de acarretar mudanças para todo o planeta. Isto é, que 
os efeitos da Covid-19 não se limitarão ao dia em que a 
pandemia for dada por terminada. E é certo: a história 
mostra que não se sai de crises como essa da mesma 
[10] maneira que se entrou. 
 “Novo normal” não é, porém, um termo recente; 
tampouco se sabe a origem dele. No entanto, tem sido 
crescentemente associado a momentos da história em que 
toda a sociedade tem de se reinventar diante de períodos 
[15] de crises de ordem política, militar, econômica ou 
sanitária. [...] 
 E esse me parece ser o “novo normal”: ele representa, 
no meu entender, um esforço contínuo no sentido da 
preservação da sociedade (e de um determinado status 
[20] quo), nem que, para que isso ocorra, ela seja levemente 
alterada. Isso porque a humanidade, em seu longo curso, 
sempre lutou pela manutenção. As pessoas também 
preferem estados de equilíbrio, de “normalidade”, do que 
viver no “caos” da novidade. Por isso, se é preciso que 
[25] alguma coisa se altere, o melhor é que seja bem pouco. 
 Considero, assim, o “novo normal” um movimento 
bastante conservador; no sentido primeiro da palavra: 
conservar. Afinal, esse seria um “novo normal” para 
quem? Qual seria o nosso coeficiente de “normalidade”? 
[30] E qual a régua que mede e distingue o que é “normal” do 
que é “anormal”, ou, ainda, um “novo normal”? 
 Toda sociedade carrega seus próprios parâmetros e 
princípios, que serão mais eficientes quanto mais forem 
vividos como “naturais”, “normais”. A lógica da 
[35] sociedade, dizia o sociólogo Émile Durkheim, no final do 
século 19, não corresponde à “soma dos indivíduos”. Por 
isso, o silêncio que carregamos conosco é uma barulhenta 
algazarra social, pois procura esconder os critérios que 
regem essas métricas e não mostra como são obrigatórios 
[40] esses traços sociais, que nos parecem apenas facultativos. 
 Arrisco, portanto, dizer que “normal” é acreditar numa 
história feita apenas por homens, brancos, de classe alta, e 
celebrados por seus atos célebres. No jogo do “diz que 
não diz”, chamamos de “história universal” uma narrativa 
[45] que diz respeito aos Estados Unidos e à Europa, e em 
especial à Europa Central. Ela é a “normal”. Tudo o que 
escapar da “norma” fica jogado na lata de lixo da exceção 
e do que “não é normal”. Foi assim com a Revolução do 
Haiti (1791-1804), que cometeu o “pecado” de mostrar 
[50] ao mundo que escravizados podem (e devem) se rebelar e 
ganhar o comando de seus próprios países. [...] 
 Algo pode mudar, mas tudo deve permanecer 
basicamente como está. E esse é o terreno fértil onde se 
move o “novo normal”. 
[55] Também agimos com “naturalidade” quando 
dividimos as produções visuais de maneira cartesiana: 
arte ou artesanato; arte X artesanato. O que não dizemos 
quando deixamos de explicitar esses conceitos? Resposta: 
que arte (europeia, masculina, de classe alta) é a “norma”, 
[60] já o artesanato é (com sorte) o “novo normal”. Mesmo 
assim, não existe termo de comparação entre eles. 
 Os exemplos são muitos. Mas vira e mexe um 
“acidente” de proporções globais tem a capacidade de 
escancarar essas diferenças, que preferimos, em geral, 
[65] jogar debaixo do tapete. Períodos de guerra fazem isso 
com as pessoas, que passam a reconsiderar suas verdades. 
Grandes acidentes naturais – terremotos, maremotos, 
furacões – também têm a potencialidade de fazer que nos 
movamos um pouco do terreno seguro das nossas 
[70] confortáveis certezas. Mas só um pouco, pois a história 
mostra como, passado o perigo e a insegurança, lá 
estamos nós de novo habitando nossas velhas e boas 
verdades. [...] 
 Foi assim com a gripe espanhola, que, em dois meses, 
[75] assaltou a imprensa, a imaginação e a realidade das 
pessoas. Calcula-se que a pandemia tenha atingido, direta 
ou indiretamente, cerca de 50% da população mundial e 
levado à morte de 20 milhões a 50 milhões de pessoas: 
8% ou 10% delas na faixa dos jovens. Os números eram 
[80] maiores do que os da Primeira Guerra Mundial, que 
acabou mais ou menos na mesma época, no dia 11 de 
novembro de 1918, vitimando entre 20 milhões a 30 
milhões de pessoas, entre soldados e população civil. No 
entanto, quando o “incidente” foi embora, tudo voltou ao 
[85] “normal”, ou a um “novo normal”, levemente alterado por 
alguns hábitos de higiene, que também se perderam pelo 
caminho. 
 E eis que 2020 mal começou e há de terminar com a 
chegada desse micro-organismo que não é nem ao menos 
[90] visível a olho nu. E o impossível aconteceu: as rotinas 
foram suspensas pelo planeta afora e até segundo aviso. 
Nessas horas em que o medo e a agonia falam mais forte, 
tendemos mesmo a sonhar melhor e a desenhar o futuro 
de forma mais solidária. [...] 
[95] Muitos têm defendido a ideia de que esses tempos de 
pandemia romperam com o preconceito contra a educação 
remota. Ou seja, que a pandemia nos ensinou a aprender 
de dentro de casa e no recanto do lar. No entanto, é essa 
mesma crise na saúde pública que tem acentuado e 
[100] ampliado as iniquidades na área da educação. Existem 
alunos que têm seu próprio computador, estudam na 
calma do seu quarto e dispõem de toda uma família 
estruturada pronta para dar amparo nesse momento de 
“novo normal” que, sem dúvida, atrapalhou (e muito) a 
[105] rotina dos pais e mães. Não discordo ou discuto. Para 
eles, o “novo normal” é um estado quiçá passageiro. Mas 
o que dizer de famílias que receberam o material impresso 
e organizado bravamente pelas escolas públicas, mas não 
têm lápis e borracha em casa? Muito menos acesso à 
[110] internet? Nesse caso,vive-se mais do mesmo “normal. 
[...] 
 Penso que provérbios são peças de linguagem feitas 
para iludir. Muitas vezes os citamos sem termos certeza 
do significado. Vou evocar um por aqui: “A exceção 
[115] confirma a regra”. Se o “novo normal” for uma espécie de 
estado de exceção, ele (então) confirma a regra. Se não 
for, se tiver vindo para ficar, será mais uma das nossas 
convenções conservadoras que pretendem manter, não 
revolucionar. 
[120] Afinal, e como diz Caetano Veloso num dos versos de 
“Vaca Profana”, “de perto ninguém é normal”. Quem 
sabe o “novo normal” faça sentido apenas de longe. 
Numa distância que acomoda; não incomoda. 
 Bem-vindos ao velho/novo normal. É hora de 
[125] reconhecer, como poetou Carlos Drummond de Andrade,
que “toda história é remorso”.
(Texto disponível em: https://.gamarevista.com.br/sociedade/de-
pertoninguém-e-normal-ou-o-novo-normal/. Acesso em 7 dez
2020)
UEM/CVUQUESTÃO 48
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 21
Assinale o que for correto.
01) Em “já o artesanato é (com sorte) o ‘novo normal’” (linha
60), o emprego dos parênteses insere uma reflexão da autora e
indica uma marca de subjetividade própria do artigo de opinião.
02) O uso de dois pontos (linha 8) tem a função de iniciar uma
sequência que esclarece a ideia anterior de que os efeitos da
Covid-19 não se limitarão ao fim da pandemia.
04) As aspas (linha 49) foram empregadas com a finalidade de
dar destaque ao vocábulo “pecado”.
08) Em “‘Novo normal’ não é, porém, um termo recente” (linha
11), o emprego das vírgulas tem a função de isolar o aposto
explicativo no interior da oração.
16) Em “‘toda história é remorso’” (linha 126), o uso das aspas
serve para introduzir uma citação.
A 03
B 10
C 14
D 19
E 24
PUC-PRQUESTÃO 49
Leia o texto a seguir sobre o grafiteiro inglês Banksy.
A cara de Banksy
O inglês Steve Lazaridis trabalhou 11 anos com Banksy, o
grafiteiro mais genial – e misterioso – do mundo. Ele comprava
as tintas, ajudava a distrair a polícia e tirava fotos
documentando todas as peripécias do artista: que, neste livro,
aparece fotografado pela primeira vez. As imagens não revelam
a identidade de Banksy (ele sempre aparece com o rosto
coberto por uma tarja), mas mostram algo tão intrigante quanto:
sua intimidade.
SUPER, fev/2020, p. 17.
Assinale a alternativa que analisa adequadamente o emprego
de elementos de pontuação do texto.
A Os parênteses associados a explicação para identidade de
Banksy, mesmo com fotos, não ser revelada.
B Os travessões destacam uma característica pouco
conhecida do grafiteiro.
C A primeira vírgula empregada no texto destaca um aposto
para Steve Lazaridis.
D As duas ocorrências de dois-pontos introduzem uma ideia
contrária à anterior.
E A última vírgula empregada no texto é opcional porque as
orações estão em ordem direta.
TEXTO BASE 22
TEXTO
Reflexões sobre o tempo
(Marcelo Gleiser – professor de física)
 Para alguns, os mais pragmáticos, o tempo não tem 
nada de misterioso: ele passa, envelhecemos e um dia 
morremos, ponto final. Já para outros, este colunista 
incluído, o tempo é um paradoxo, nosso grande amigo e 
[5] inimigo.
Amigo por nos ensinar a ser pacientes com a
impaciência dos outros, por nos fazer esquecer coisas que 
devem ser esquecidas e lembrar aquelas que devem ser 
lembradas. Inimigo por interromper vidas e relações, 
[10] mudar coisas que não queremos que sejam mudadas, por
nos fazer esquecer coisas que devem ser lembradas. Em
termos psicológicos não temos dúvidas: como ninguém
consegue se lembrar do futuro, o tempo anda sempre
avante.
[15] Mas a situação não é assim tão simples. Em arte,
podemos inventar o futuro no presente, “visualizar” o que
vai ser e tentar dar vida a essa visão. O paradoxo, aqui, é
que toda criação depende apenas do passado: criamos o
futuro re-experimentando e reintegrando o passado. Isso
[20] não significa que tudo já existe; significa apenas que
existem infinitos modos de olhar para trás.
 Em física, a direção do tempo não é obviamente para 
a frente. Na verdade, as leis da mecânica não distinguem 
entre ir avante ou para trás. Imagine, por exemplo, que 
[25] alguém tenha filmado uma bola voando da direita para a
esquerda. Se o filme for passado de trás para a frente, a 
bola voa da esquerda para direita: quem não esteve 
presente durante a gravação, não saberia em qual das duas 
situações o tempo vai do passado para o futuro. Dizemos 
[30] que as leis da mecânica são reversíveis temporalmente.
Se a física dissesse que o tempo é reversível sempre,
estaria em séria contradição com a realidade que vemos à 
nossa volta. (E em nós mesmos.) Basta observarmos o 
mundo para saber que o tempo vai para a frente: os dias 
[35]passam, coisas mudam, pessoas e animais envelhecem,
planetas giram em torno do Sol, o Sol envelhece, estrelas
nascem e morrem, o próprio Universo cresce cada vez
mais, definindo a direção cosmológica do tempo. Como
então reconciliar estas observações com as leis básicas da
[40] física? A resposta se encontra na complexidade do
sistema: uma bola é um sistema extremamente simples,
sua trajetória para a direita ou para a esquerda é
essencialmente a mesma. Mas um ovo virar omelete, por
exemplo, é um processo irreversível: não vemos um
[45] omelete virar ovo. A diferença é que um ovo pode ser
transformado em omelete através de inúmeros caminhos.
Mas existem poucos modos de se transformar omeletes
em ovos. (Assumindo que todos os ovos são
essencialmente iguais...).
[50] Como mostrou Ludwig Boltzmann, a questão
depende de probabilidades: a probabilidade que todas as
moléculas de um omelete se realinhem em um ovo é
extremamente pequena, tão pequena que o fenômeno é
altamente improvável, quase impossível. Quase mas não
[55] totalmente. Para tal, seriam necessárias incontáveis
interações entre as moléculas de clara e gema seguindo
instruções extremamente específicas: seria necessário um
princípio organizador que pudesse contrariar o fato que
desordem tende a aumentar, um princípio capaz de 
[60] transformar desordem em ordem. Um destes princípios é 
justamente a arte; outro é a ciência. Ambas dão expressão 
à necessidade que temos de integrar nossa experiência do 
mundo com quem somos. 
GLEISER, M. Folha de S. Paulo, 20 de março de 2005.
UEM/CVUQUESTÃO 50
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 22
Assinale o que for correto.
 
01) Os dois empregos de dois pontos, nas linhas 12 e 18, têm
funções distintas: o primeiro introduz um dado importante a
respeito da direção do tempo; o segundo anuncia uma síntese
da relação entre o passado e o futuro.
02) Os dois empregos de parênteses (linhas 33, 48 e 49) têm a
mesma função de acrescentar um comentário para a
argumentação desenvolvida no texto.
04) O emprego de reticências na linha 49 produz o sentido de
pensamento inconcluso, dando espaço para o leitor concluir a
reflexão.
08) A interrogativa empregada pelo autor (linha 40) não
apresenta uma resposta direta no próprio texto, indicando que
ela se encontra como uma informação implícita.
16) Entre as sequências “os dias passam” (linhas 34 e 35) e
“coisas mudam” (linha 35), a vírgula é obrigatória, pois demarca
a separação de duas orações coordenadas assindéticas.
A 10
B 23
C 27
D 30
E 31
Pontuação
Questão 1:
[C]
Questão 2:
[B]
Questão 3:
[E]
Questão 4:
[D]
Questão 5:
[B]
Questão 6:
[B]
Questão 7:
[E]
Questão 8:
[B]
Questão 9:
[E]
Questão 10:
[B]
Questão 11:
[A]
Questão 12:
[D]
Questão 13:
[D]
Questão 14:
[C]
Questão 15:
[C]
Questão 16:
[E]
Questão 17:
[A]
Questão 18:
[B]
Questão 19:
[C]
Questão 20:
[B]
Questão 21:
[A]
Questão 22:
[D]
Questão 23:
[C]
Questão 24:
[C]
Questão 25:
[B]
Questão 26:
[A]
Questão 27:
[A]
Questão 28:
[B]
Questão 29:
[A]
Questão 30:
[C]
Questão 31:
[A]
Questão 32:
[A]
Questão 33:
[D]
Questão 34:
[A]
Questão 35:
[C]
Questão 36:
[A]
Questão 37:
[A]
Questão 38:
[E]
Questão 39:
[A]
Questão 40:
[C]
Questão 41:
[D]
Questão 42:
[A]
Questão 43:
[D]
Questão 44:
[D]Questão 45:
[C]
Questão 46:
[A]
Questão 47:
[D]
Questão 48:
[D]
Questão 49:
[A]
Questão 50:
[B]
Substituições de palavras 
TEXTO BASE 1
Leia o trecho do livro Bilhões e bilhões, de Carl Sagan, para
responder à questão.
 Espantosamente, a astrofísica moderna está prestes a
determinar percepções fundamentais da origem, natureza e
destino de todo o universo. O universo está em expansão.
Todas as galáxias estão se afastando velozmente umas das
outras no que é chamado de fluxo de Hubble, uma das três
principais evidências de uma enorme explosão na época em
que o universo teve início — ou, pelo menos, sua presente
encarnação. A gravidade da Terra é bastante forte para atrair de
volta uma pedra atirada para o céu, mas não um foguete com
velocidade de escape. E assim acontece com o universo: se ele
contém uma grande quantidade de matéria, a gravidade
exercida por toda essa matéria vai diminuir e deter a expansão.
Um universo em expansão será convertido num universo em
colapso. E se não há bastante matéria, a expansão vai
continuar para sempre. O presente inventário de matéria no
universo é insuficiente para diminuir a expansão, mas há razões
para pensar que talvez exista uma grande quantidade de
matéria escura que não trai a sua existência emitindo luz, para
a conveniência dos astrônomos. Se o universo em expansão se
revelar apenas temporário, sendo finalmente substituído por um
universo em contração, isso certamente criará a possibilidade
de que o universo passa por um número infinito de expansões e
contrações, sendo infinitamente antigo. Um universo
infinitamente antigo não tem necessidade de ser criado. Sempre
esteve ali. Por outro lado, se não há matéria suficiente para
reverter a expansão, isso seria coerente com um universo
criado do nada. Essas são questões profundas e difíceis que
toda cultura humana tem de algum modo tentado enfrentar. Mas
é só na nossa época que temos uma perspectiva real de
desvendar algumas das respostas. Não por meio de conjeturas
ou histórias — mas por observações reais, verificáveis,
passíveis de repetição.
(Carl Sagan. Bilhões e bilhões, 2008.)
Albert EinsteinQUESTÃO 1
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 1
Em “talvez exista uma grande quantidade de matéria escura
que não trai a sua existência emitindo luz”, o termo sublinhado
pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
A nega. 
B revela. 
C disfarça. 
D oculta.
E anula.
TEXTO BASE 2
Sobre a Dimensão Socioeconômica e Cultural do Processo
Saúde-DoençaMorte e Raça/Etnia
O processo histórico de formação da sociedade capitalista
brasileira implicou 
o desenvolvimento de uma complexa rede de contradições
sociais. Assim,
foram sendo criados e recriados, por meio da industrialização e
modernização,
critérios de seleção social, que geraram desigualdades sociais.
[5] A chamada revolução burguesa transformou os grupos
populacionais
considerados de categoria inferior: negros, índios e imigrantes –
em
trabalhadores, porém não os converteu em cidadãos.
Consequentemente, as desigualdades sociais foram
compreendendo e
mesclando diversidades raciais e de classe social, provocando
um efeito duplo
[10] de contradições de classe e raça (Ianni, 1991; Coimbra,
1997).
Esses efeitos acumulados decorrentes das desigualdades ficam
evidentes
quando se analisa a apropriação econômica, de bens e
serviços, e direitos
sociais, políticos e culturais que a população negra detém no
Brasil, quando
comparada com a população branca. Essas desvantagens
sistemáticas se
[15] expressam na participação desigual no mercado de
trabalho, nos níveis de
renda, no acesso ao sistema formal educacional, enfim, nas
oportunidades de
mobilidade social.
Sobre como as três subpopulações se distribuem nas diferentes
posições
socioeconômicas, segundo sua inserção no processo produtivo,
sabe-se que a
[20] questão da mão-de-obra negra vincula-se à problemática
do trabalho 
marginal, temporário e precário (Chaia, 1986), consequência do
processo 
histórico brasileiro desde a escravidão até os dias de hoje. 
Estudos sobre o tema (Hasenbalg, 1979; Beozzo, 1984;
Porcaro et al., 1988; 
Chaia, 1988) mostram as dificuldades dos negros em superar o
nível de 
[25] pobreza por meio do trabalho, apesar de entrarem no
mercado muito mais
precocemente que os brancos.
Observa-se também que eles ocupam as posições menos
qualificadas e
apresentam pior posição relativa no que diz respeito ao
desemprego aberto e
encoberto. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad)
[30] 1995, tabulados por Simões & Cardoso (1997), evidenciam
que a população
negra com dez anos e mais, independentemente do sexo,
alcança taxas de
desocupação mais elevadas comparadas às da população
branca, no Brasil e 
em todas as grandes regiões. A título de exemplo, podemos
citar os achados 
para o país: enquanto a estimativa desse indicador para as
mulheres brancas 
[35] era de 7,45%, as negras assumem 9,11%, sendo que
esses valores nos
homens são de 5,35% e 6,10%, respectivamente (Simões &
Cardoso, 1997).
(...) Vários estudos constatam que, em igualdade de condições
socioeconômicas, existe um diferencial racial no acesso ao
sistema formal de
educação. Como exemplo, citamos as conclusões de
Hasenbalg & Silva
[40] (1991), que constatam que a proporção de negros (pardos
e pretos) sem
nenhum acesso à escola é três vezes maior que a dos brancos;
quando
conseguem ingressar no sistema formal, além de fazê-lo muito
mais
tardiamente, obtêm níveis de escolaridade consistentemente
inferiores aos
dos brancos da mesma origem social; os retornos da
escolaridade adquirida
[45] em termos de inserção ocupacional e renda tendem a ser
proporcionalmente
menores para negros que para brancos. Outros estudos
assinalam que, em
1995, do total de mulheres classificadas como analfabetas
funcionais, ou seja,
com até três anos de instrução, 17% eram brancas e 38%
negras. Entre os
homens esses valores eram de 19% e 40%, respectivamente.
[50] Por todo o enunciado até aqui, conclui-se que os negros
brasileiros estão
expostos a um ciclo de desvantagens cumulativas na
mobilidade social
intergeracional, fato que os coloca em posição de maior
vulnerabilidade frente
a uma série de agravos à sua saúde.
Conclui-se também que a população negra brasileira vivencia
situações de
[55] exclusão, marginalidade e/ou discriminação
socioeconômica, que a expõem 
com maior vulnerabilidade a uma série de agravos à saúde.
Salienta-se que a 
maior suscetibilidade se deve a fatores tanto de ordem
biológica, como 
socioeconômica e cultural. 
CUNHA. E. M. G. de P. Especificidades da Raça/Etnia nas
Questões de Saúde. In: O Clássico e o Novo: tendências,
objetos e abordagens em ciências sociais e saúde [online].
GOLDENBERG, P., MARSIGLIA, RMG and GOMES, MHA.,
orgs. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2003.
IMEPACQUESTÃO 2
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 2
(...) fato que os coloca em posição de maior vulnerabilidade
frente a uma série de agravos à sua saúde (linhas 52-53).
O termo em destaque no excerto acima só NÃO pode ser
substituído (sem alteração do sentido do texto) por
A fragilidade.
B instabilidade.
C indestrutibilidade.
D fraqueza.
TEXTO BASE 3
Texto
 
Compartilhando água
 
 Uma das riquezas do Brasil é a água em abun-
dância, nosso Ouro Azul. O que o senso comum não 
se dá conta é o porquê de termos água em abun-
dância. E, diga-se de passagem, que vários Brasis 
[5] já não têm tanta água assim, e alguns nunca tiveram 
desde o tempo da colonização.
 Vamos começar por aí. O Brasil não é extrema-
mente rico em água. A Amazônia é, o Pantanal é, 
mas a Mata Atlântica – onde vivem cerca de 70% dos 
[10] brasileiros – está deixando de ser
 Agora, por que o Brasil é rico em água? Primeiro, 
por causa da Bacia Amazônica e por suas comple-
xas interações entre o ecossistema amazônico e a 
“produção de água”. A vegetação, especialmente a 
[15] nativa, tem enorme importância na transpiração e na 
diminuição do escoamento superficial das chuvas. E, 
se uma de nossas riquezas é a água emabundância, 
como fazemos para compartilhá-la? Aí é que começa 
o conflito. O ser humano não é hábil em compartilhar, 
[20] e, quando se trata de um bem tão precioso, os ânimos 
se acirram.
 Em primeiro lugar, quando falamos de compar-
tilhamento, estamos falando de toda a água consu-
mida mundialmente no setor produtivo. O consumo 
[25] doméstico, tanto no Brasil quanto no resto do mundo, 
é de apenas aproximadamente 10% da água disponí-
vel. Os 90% restantes vão para a indústria. Isso quer 
dizer que o grande volume de água consumida está 
direcionado para o setor produtivo.
[30] Em termos internacionais, quem detém água 
detém alimentos; e nações dependentes de impor-
tação para alimentação estão em forte desvantagem 
na geopolítica. Se por um lado a transferência virtual 
de água pode ser vista como instrumento de pressão 
[35] geopolítica, por outro, pode também ser vista como 
solução para otimizar o consumo hídrico no planeta. 
O mesmo dilema pelo qual passa o comércio interna-
cional globalizado.
 Um território sem água se torna inviável para 
[40] viver. Enormes conflitos surgem de maneira seme-
lhante aos da exploração de fontes de água por 
grandes indústrias. As grandes alterações na pai-
sagem ocasionadas pela construção de barragens 
hidroelétricas ou para abastecimento trazem perdas 
[45] irreparáveis para o ecossistema e as comunidades 
humanas locais.
 Como multiplicar essa riqueza? Sim, porque pen-
sar riqueza apenas em termos de gastar o que se tem
(o uso) não é sustentável no sentido mais simples do 
[50] termo. Um antigo provérbio árabe já dizia: “confie em 
Alah, mas amarre seu camelo.” Ou seja, há em uma 
boa parte do Brasil e da América do Sul excelentes 
condições de disponibilidade hídrica, e é uma questão 
de governança gerenciar esse recurso para benefício 
[55] das presentes e futuras gerações.
FIGUEIREDO, Carlos Augusto. Agência Envolverde Jornalismo.
Carta Capital. 21/03/2018. Disponível em: http://envolverde.
cartacapital.com.br/agua-em-discussao-ouro-azul-nao-e-ouro- -
de-tolo/. Acesso em: 29 jan. 2019. Adaptado.
CESGRANRIOQUESTÃO 3
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 3
No trecho do Texto “O ser humano não é hábil em compartilhar,
e, quando se trata de um bem tão precioso, os ânimos se
acirram.” (ℓ. 19-21), a palavra em destaque pode ser substituída,
sem prejuízo do sentido, por
A depreciam
B desanimam
C inflamam
D desvirtuam
E modificam
UNIFIMESQUESTÃO 4
Considere a tirinha de Laerte.
Mantendo o sentido original, a expressão “Por incrível que
pareça” pode ser substituída por:
A À medida que não parecem.
B Na medida em que parecem.
C Uma vez que não parecem. 
D Ainda que não pareçam.
E Embora pareçam.
PUC-PRQUESTÃO 5
Leia o texto a seguir com atenção ao vocabulário empregado.
 
A primeira leitura de “O Morro dos Ventos Uivantes” foi há
pouco mais de 50 anos. O romance de Emily Brontë, publicado
pela Coleção Saraiva, provocou estupor. Mais pela sua
esquisitice do que pelo encanto.
Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mariosergioc
onti/2021/07/revisitar-o-morro-dos-ventos-uivantes -e-uma-ideia-
sempreatraente.shtml. Acesso em: 2/9/21.
 
A compreensão de um texto em maior ou menor grau pode ser
realizada de acordo com o entendimento que temos sobre o
vocabulário empregado.
 
No texto, a palavra destacada pode ser substituída, sem que
haja alteração de sentido, por
A perplexidade.
B curiosidade.
C náusea.
D ojeriza.
E melancolia.
ACAFEQUESTÃO 6
Texto 1: De currais e caricaturas
[...] 
 Nada mais coerente, portanto, do que criarmos um movimento
em busca de indenização, certo? Errado. O exemplo anterior
[sobre a perseguição aos alemães no Brasil no período da
Segunda Guerra] serve apenas para mostrar que as coisas não
são tão simples quanto parecem. Nos anos 1940, os japoneses
que viviam no Brasil sofreram ainda mais que os alemães. 
 O mesmo pode ser dito de judeus, árabes, poloneses e
italianos. Não foram apenas os índios e os negros que
padeceram nas garras de um Estado imaturo e elitizado como o
nosso, ainda que tenham padecido numa escala maior e mais
documentada. Se procurarmos nos livros certos, descobriremos
que todos os grupos étnicos, religiosos e sexuais teriam direito
a alguma forma de reparação. 
 Pois é aí que reside o problema. 
 Se você acredita que desencavar rancores contribui para o
amadurecimento do país, está guiando por uma contramão
arriscada, da qual é sempre difícil retornar. Em vez de
resolverem as demandas das quais se originaram, as iniciativas
de reparação histórica e as admoestações politicamente
corretas que as acompanham têm o poder de complicar ainda
mais a situação. Normalmente transformam-se em bandeiras de
políticos irresponsáveis que querem ver o circo pegar fogo para
se dar bem nas urnas. As consequências são evidentes: mais
do que polarizada, a sociedade brasileira está “guetificada”, e
não apenas por razões étnicas ou político-partidárias.
 Das igrejas que lutam contra a descriminalização do aborto
aos coletivos feministas sediados em universidades, das ações
dos grupos LGBT às bancadas conservadoras que cunharam a
expressão “heterofobia”, parece que todo mundo quer vestir a
capa do Supercidadão e sair voando para salvar o planeta. De
repente começamos a nos ver como membros de clãs que
sentem a obrigação de erigir totens para impor nossa verdade à
vizinhança. Quem discorda é “ignorante” e por isso merece a
fogueira. Nunca é demais lembrar que a ascensão dos
movimentos de autoafirmação minoritária foi uma das maiores
vitórias do nosso tempo, mas – muita calma nessa hora – a
radicalização de palavras de ordem e o resgate forçado de
ressentimentos transformaram essa conquista numa faca de
dois gumes.
 Vivemos num período tão complexo que talvez seja impossível
encontrar alguém que possa se definir sem ressalvas. Diante da
confusão, apelar para o estereótipo tornou-se a saída mais
cômoda. De todas as caricaturas que passaram a simbolizar as
mazelas da humanidade, o Homem Branco Ocidental parece
ser a mais recorrente, como se todos os homens brancos, sem
exceção, fossem racistas, machistas e homofóbicos. Se você
pertence a esse grupo, já deve ter sido silenciado em algum
debate por aí. Não importa sua opinião, se é a favor ou contra,
pois já foi tachado como o machista do grupo e ponto-final. Em
compensação, a caricatura que se costuma desenhar como
resposta também não deixa de ser injusta: a feminista furibunda
que pensa pouco e grita muito é outro dos estereótipos que
criamos para empobrecer o debate.
 Ninguém gosta de receber lições de moral por aquilo que é.
Por isso, antes de leis arbitrárias elaboradas por “iluminados” e
impostas a uma população que ainda não teve tempo de digerir
preconceitos ancestrais, precisamos é de educação igualitária e
multicultural para todos. Conhecer a cultura daqueles que
consideramos diferentes é a melhor maneira de nos aceitarmos
coletivamente, e não apenas de nos “tolerarmos”. A
“guetificação” não é boa para ninguém. Se insistirmos nisso,
acabaremos voltando aos currais de arame farpado.
TENFEN, Maicon. Revista Veja. Edição 2499, de 12 de outubro
de 2016. p. 62-63. Fragmento adaptado.
Assinale a alternativa em que a expressão destacada pode ser
substituída pela expressão sugerida entre parênteses, sem que
o sentido do texto 1 seja alterado.
A “Não importa sua opinião, se é a favor ou contra, pois já foi
tachado como o machista do grupo e ponto-final.”
(acusado) 
B “Se você acredita que desencavar rancores contribui para o
amadurecimento do país, está guiando por uma contramão
arriscada, da qual é sempre difícil retornar.” (segundo a
qual) 
C “De repente começamos a nos ver como membros de clãs
que sentem a obrigação de erigir totens para impor nossa
verdade à vizinhança.” (como defensores de uma seita
religiosa)
D “Por isso, antes de leis arbitrárias elaboradas por
“iluminados” e impostas a uma população que ainda não
teve tempo de digerir preconceitos ancestrais, precisamos é
de educação igualitária e multicultural para todos.”(obsoletas)
TEXTO BASE 4
 Quando terminou a Revolta da Armada, serenaram os ânimos.
Aliás, a passagem do ano de 1894 para o de 1895 parecia
anunciar um futuro mais calmo para a ainda titubeante
República brasileira: em novembro de 1894 terminou o
“mandato” do sagaz Floriano Peixoto, que presidia o país de
maneira irregular desde novembro de 1891, pois não fora eleito,
coisa impossível de acontecer, hodiernamente, no Brasil. Ele se
transformara num chefe de governo conhecido por fazer tanto
afetos quanto adversários e adorava viver no fausto. Ainda em
1894 estavam rompidas as relações diplomáticas com Portugal,
as quais foram reatadas já em março do ano seguinte. Em
junho de 1895, colocava-se também um ponto final na
espinhosa Revolução Federalista, com a assinatura de um
tratado de paz, no Rio Grande do Sul, que foi muito festejado
pelos militares governistas.
(Do livro “Lima Barreto: triste visionário”, de Lilia Moritz
Schwarcz, p. 109. Texto adaptado.)
UFAMQUESTÃO 7
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 4
Assinale a alternativa em que a palavra em destaque NÃO
pode ser substituída pela que está entre parênteses, sem
alteração substancial do sentido do enunciado, por não serem
sinônimas uma da outra:
A Ele se transformara num chefe de governo conhecido por
fazer tanto afetos quanto adversários. (antagonistas) 
B Em novembro de 1894 terminou o “mandato” do sagaz
Floriano Peixoto. (odioso) 
C Floriano Peixoto adorava viver no fausto. (luxo) 
D O tratado de paz, no Rio Grande do Sul, foi muito festejado
pelos militares governistas. (celebrado) 
E Ele não fora eleito, coisa impossível de acontecer,
hodiernamente, no Brasil. (atualmente)
TEXTO BASE 5
Leia o trecho do romance A queda dum anjo, de Camilo Castelo
Branco, para responder à questão.
 Por fins de janeiro, chegou Calisto a Lisboa, e alugou casa no
bairro de Alfama, por lhe terem dito que, naquela porção de
Lisboa antiga, a cada esquina havia um monumento à espera
de arqueólogo competente.
 Ao cabo de três dias, Calisto mudou-se para rua mais limpa,
supondo que os lamaçais de Alfama haviam tragado os
monumentos, lamaçais em que ele desastradamente
escorregara, e donde saíra mal-limpo, e assoviado por marujos
e colarejas1, seus vizinhos mais chegados. Mau agouro! A
primeira quimera de Calisto, seu tanto ou quanto científica,
atascara-se na lama daquela parte de Lisboa, que devia ser a
ínclita2 Ulisseia de Luís de Camões!
(Camilo Castelo Branco. A queda dum anjo, 1866. Adaptado.)
Glossário: 
1 colareja: mulher que vende frutas e hortaliças no mercado.
2 ínclita: que é notável por possuir grandes qualidades.
FCSBQUESTÃO 8
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 5
Considerando o contexto, o termo sublinhado em “A primeira
quimera de Calisto” (2º parágrafo) pode ser substituído por
A convicção.
B transgressão.
C curiosidade.
D ilusão.
E tentativa.
TEXTO BASE 6
Leia o texto do crítico de arte Jorge Coli para responder
à questão.
 Dizer o que seja a arte é coisa difícil. Um sem-número de
tratados de estética debruçou-se sobre o problema, procurando
situá-lo, procurando definir o conceito. Mas, se buscamos uma
resposta clara e definitiva, decepcionamo-nos: elas são
divergentes, contraditórias, além de frequentemente se
pretenderem exclusivas, propondo-se como solução única.
 Entretanto, se pedirmos a qualquer pessoa que possua um
mínimo contato com a cultura para nos citar alguns exemplos
de obras de arte ou de artistas, ficaremos certamente
satisfeitos. Todos sabemos que a Mona Lisa, que a Nona
sinfonia de Beethoven, que a Divina comédia, que Guernica de
Picasso ou o Davi de Michelangelo são, indiscutivelmente,
obras de arte. Assim, mesmo sem possuirmos uma definição
clara e lógica do conceito, somos capazes de identificar
algumas produções da cultura em que vivemos como sendo
“arte”. Além disso, a nossa atitude diante da ideia “arte” é de
admiração: sabemos que Leonardo ou Dante são gênios e, de
antemão, diante deles, predispomo-nos a tirar o chapéu.
 Podemos, então, ficar tranquilos: se não conseguimos saber
o que a arte é, pelo menos sabemos quais coisas
correspondem a essa ideia e como devemos nos comportar
diante delas. Infelizmente, esta tranquilidade não dura se
quisermos escapar ao superficial e escavar um pouco mais o
problema. O Davi de Michelangelo é arte, e não se discute.
Entretanto, eu abro um livro consagrado a um artista célebre do
século XX, Marcel Duchamp, e vejo entre suas obras,
conservado em museu, um aparelho sanitário de louça,
absolutamente idêntico aos que existem em todos os mictórios
masculinos do mundo inteiro. Ora, esse objeto não corresponde
exatamente à ideia que eu faço da arte.
 Assim, a questão que há pouco propusemos – como saber o
que é ou não é obra de arte – de novo se impõe. Já vimos que
responder com uma definição que parte da “natureza” da arte é
tarefa vã. Mas, se não podemos encontrar critérios a partir do
interior mesmo da noção de obra de arte, talvez possamos
descobri-los fora dela.
Para decidir o que é ou não arte, nossa cultura possui
instrumentos específicos. Um deles, essencial, é o discurso
sobre o objeto artístico, ao qual reconhecemos competência e
autoridade. Esse discurso é o que proferem o crítico, o
historiador da arte, o perito, o conservador de museu. São eles
que conferem o estatuto de arte a um objeto. Nossa cultura
também prevê locais específicos onde a arte pode manifestar-
se, quer dizer, locais que também dão estatuto de arte a um
objeto. Num museu, numa galeria, sei de antemão que
encontrarei obras de arte; num cinema “de arte”, filmes que
escapam à “banalidade” dos circuitos normais; numa sala de
concerto, música “erudita” etc. Esses locais garantem-me assim
o rótulo “arte” às coisas que apresentam, enobrecendo-as.
Desse modo, para gáudio1 meu, posso despreocupar- -me,
pois nossa cultura prevê instrumentos que determinarão, por
mim, o que é ou não arte. Para evitar ilusões, devo prevenir que
a situação não é assim tão rósea. Mas, por ora, o importante é
termos em mente que o estatuto da arte não parte de uma
definição abstrata do conceito, mas de atribuições feitas por
instrumentos de nossa cultura, dignificando os objetos sobre os
quais ela recai.
(O que é arte, 2013. Adaptado.)
1gáudio: alegria; júbilo.
FAMEMAQUESTÃO 9
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 6
Em “Para evitar ilusões, devo prevenir que a situação não é
assim tão rósea.” (6° parágrafo), o termo sublinhado pode ser
substituído, sem prejuízo de sentido para o texto, por:
A simples. 
B curiosa. 
C enfadonha. 
D instigante. 
E louca.
UCSQUESTÃO 10
O ignorante não sabe que o é
Contardo Calligaris
 
 Lena Dunham é a autora e a protagonista de “Girls”, o
seriado da HBO
que estreia sua última temporada nesta semana. “Girls” é “Sex
in the City”,
mas para gente grande – o que é irônico, porque o pessoal de
“Girls” é mais
jovem do que o pessoal de “Sex in the City”. Enfim, Lena
Dunham, pela boca
[5] de sua personagem Hannah, reconheceu: “Tenho forte
opinião sobre tudo.
Mesmo em tópicos sobre os quais sei pouco a respeito”.
Talvez você não
goste de Lena Dunham e pule de alegria porque ela finalmente
admitiu o que
você sempre pensou dela (ou seja, que ela é “metida” mesmo).
Pois bem, não
pule. O que Dunham disse é apenas uma regra universal e
incontestável: ao
[10] tomar posição sobre qualquer tópico, quanto menos
soubermos, tanto mais
mostraremos e sentiremos uma certeza absoluta. E quanto
maior nossa
incompetência, tanto maior será nossa convicção na hora de
agir.
 Em 1995, o sr. McArthur Wheeler assaltou dois bancos depois
de
molhar o rosto com suco de limão, absolutamente convencido
de que
[15] o suco funcionaria como tinta invisível e não deixaria seu
rosto aparecer
nas gravações das câmeras de segurança. Todos podemos
ter ideias
erradas, mas só os grandes incompetentes se avaliam como
extremamente
competentes.
 O fenômeno foi comprovado em 1999 por David Dunning e
Justin Kruger,
[20] psicólogos da Universidade Cornell, em uma série de
experiências coma
prática médica, o jogo de xadrez, a capacidade de dirigir um
carro, etc. Em
cada caso, as pessoas incompetentes não reconheciam o
tamanho de sua
incompetência – só começavam a reconhecer sua
incompetência efetiva se
e quando elas treinassem e se instruíssem para se tornarem
competentes.
[25] Ou seja, quanto mais a gente é ignorante e incompetente,
mais a gente
tem certezas radicais e passionais. Inversamente, quem se
afasta de sua
incompetência (informando-se ou formando-se) torna-se mais
humilde
e mais disposto a duvidar de si. Em suma, ignorância e
incompetência
produzem uma ilusão interna de saber e competência.
Inversamente, saber
[30] e competência produzem uma certa _________ do sujeito,
que passa a
duvidar de si.
 É possível pensar que a certeza passional seja uma maneira
de compensar
(e esconder) nossa própria ignorância ou incompetência. Mas,
de qualquer
forma, a explicação é intuitiva: quanto menos eu souber (do que
for: de
[35] motor de carro, de política econômica, de teatro, de amor,
etc.), tanto menos
saberei medir o que não sei. Inversamente, quem sabe
mede facilmente que
só sabe uma pequena parte do que gostaria de saber. Sócrates
dizia que ele
só sabia que nada sabia. Por isso mesmo, o resultado da
pesquisa pareceu
tão esperado que Dunning e Kruger, em 2000, ganharam o
prêmio Ig Nobel
[40] de irrelevância. Mas Dunning continuou e, em 2005,
publicou um livro, “Self-
Insight”, cujas implicações são úteis.
 Em época de grandes paixões e conflitos – ou, como se diz,
de
polarizações – mundo afora, vale _________ pena lembrar que
a certeza
(ainda mais quando for passional) é proporcional à ignorância e
à
[45] incompetência. Aplique isso ao campo da moral, da política
e da religião: a
ignorância é a grande mãe de quase qualquer extremismo.
O psicanalista
Jacques Lacan disse um dia que só os teólogos conseguiam
ser verdadeiros
ateus: o saber e a competência nos afastam da certeza.
 Enfim, alguém poderia se preocupar especificamente com uma
[50] consequência disso tudo: se a ignorância e a
incompetência nos
oferecem certezas (falsas, mas tanto faz), será que isso não
significa que
os ignorantes e os incompetentes são os mais aptos a agir?
Será que o
excesso de competência e de saber nos levariam a dúvidas
sofridas e,
portanto, _________ incapacidade de agir? Por exemplo, deve
ser fácil
[55] decidir a política dos EUA a partir do noticiário da televisão,
mas se você
lesse e estudasse todos os relatórios preparados pelas
diferentes fontes que
informam o presidente, então a tomada de decisão se tornaria
complicada,
_________. Obviamente, essa não é uma razão para se render
às facilidades
da incompetência. Tampouco é uma razão para não agir. Para
agir, é preciso
[60] aceitar que a qualidade de um ato apareça nas dúvidas e
não na certeza
de quem age, porque, como já dizia Touchstone, o bobo de
“As You Like it”
(mais de 400 anos antes de Dunning e Kruger), “o idiota pensa
que é sábio,
enquanto o sábio é aquele que sabe de ser idiota”.
Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardoc
alligaris/2017/02/1858984-o-ignorante- -nao-sabe-que-o-
e.shtml>. Acesso em: 2 mar. 17. (Adaptado.)
Assinale a alternativa em que o termo presente na COLUNA B
melhor substitui, no texto, o da COLUNA A, mantendo-se a
sinonímia a mais aproximada possível.
A
B
C
D
E
TEXTO BASE 7
Leia o texto a seguir para responder a questão:
 
Casos de depressão e ansiedade aumentaram na pandemia
 
Uma pesquisa publicada na revista científica The Lancet, na
sexta-feira (8), mostra que os casos de depressão aumentaram
28% e os de ansiedade 26% no mundo todo durante a
pandemia da Covid-19. As mulheres e os jovens entre 20 e 24
anos foram os mais afetados. O estudo é liderado por Damian
Santomauro, da Escola de Saúde Pública da Faculdade de
Medicina da Universidade de Queensland, na Austrália, e
envolveu mais 65 pesquisadores. […]
 “Este é, até onde sabemos, o primeiro estudo a identificar e a
analisar sistematicamente os dados da pesquisa de saúde
mental da população e a quantificar o impacto resultante da
pandemia da Covid-19 na prevalência desses dois transtornos
por localização, idade e sexo em 2020”, escreveram os autores.
 A equipe encabeçada por Santomauro estima que ocorreram
246 milhões de casos de transtorno depressivo maior e 374
milhões de casos de transtornos de ansiedade em todo o
mundo em 2020 – o aumento do primeiro foi de 28% e o do
segundo foi 26% maior do que o esperado, se a pandemia não
tivesse existido. Cerca de dois terços (66,67%) desses casos
extras de transtorno depressivo e 68% dos casos de ansiedade
ocorreram entre mulheres. Os jovens foram mais afetados do
que os adultos mais velhos, com casos extras em pessoas
entre 20 e 24 anos.
 “As responsabilidades adicionais de cuidar da família devido
ao fechamento de escolas ou devido a doenças de familiares
têm maior probabilidade de recair sobre as mulheres. Elas têm
maior probabilidade de sofrer desvantagens financeiras durante
a pandemia, devido a salários mais baixos, […] e empregos
menos seguros do que os dos homens”, observaram os
autores. “As mulheres também são mais propensas a serem
vítimas de violência doméstica, cuja prevalência aumentou
durante o confinamento.”
 A Unesco declarou a Covid-19 como a interrupção mais
severa da educação global na história, estimando que 1,6 bilhão
de alunos em mais de 190 países ficaram totalmente ou
parcialmente fora da escola em 2020. Com o fechamento de
escolas e restrições sociais mais amplas, os jovens foram
impedidos de se reunir em espaços físicos, afetando sua
capacidade de aprender e de interagir com os pares. Além
disso, os jovens têm maior probabilidade de ficar
desempregados durante e após as crises econômicas do que
as pessoas mais velhas”, relata o estudo.
 A pesquisa conclui que “a pandemia gerou uma urgência
cada vez maior para fortalecer os sistemas de saúde mental na
maioria dos países. As estratégias de mitigação podem
incorporar maneiras de promover o bem-estar mental e
direcionar os determinantes de saúde mental precária e
intervenções para tratar pessoas com transtorno mental. Não
tomar medidas para lidar com o fardo do transtorno depressivo
maior e dos transtornos de ansiedade não deve ser uma
opção”.
HAIDAR, Sílvia. Casos de depressão e ansiedade aumentaram
na pandemia. Disponível em:
https://saudemental.blogfolha.uol.com.br/2021/10/13/casos-.
Acesso 15 out. 2021. Adaptado.
UNITAUQUESTÃO 11
PARA RESPONDER À QUESTÃO, LEIA O TEXTO BASE 7
No trecho “As estratégias de mitigação podem incorporar
maneiras de promover o bem-estar mental e direcionar os
determinantes de saúde mental precária e intervenções para
tratar pessoas com transtorno mental”, a palavra destacada
pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
A eliminação
B atenuação
C precaução
D motivação
E intervenção
TEXTO BASE 8
TEXTO
Leia o texto abaixo e responda à questão.
O CORPO ESCRITO DA LITERATURA
 À escrita se faz com o corpo, e daí sua pulsação, seu ritmo
pulsional, sua respiração singular, sua rebeldia, às vezes
domada pela força da armadura da língua, pela sintaxe, freios e
ordenamentos. Assim, nunca são puras ideias abstratas que se
escrevem e por isso, quando se lida com a escrita alheia do
escritor ou do escrevente comum, como leitor ou crítico, toca-se
em textos, com as mãos, com os olhos, com a pele. Tal gesto
pode irritar profundamente aquele que escreveu, como se seu
corpo sofresse uma agressão ou uma invasão indevida, da qual
ele tem que se defender, sob o risco de se ver ferido por um
olhar ou mão estranha, Por isso, aquele que escreve, a todo
momento, talvez tente se explicar, se suturar, na tentativa de se
preservar de um outro intrusivo, que fala de um lugar que nem
sempre é o da cumplicidade especular, obrigando a um dizer
outro que ele - o que escreve - recusa, desconhece ou
simplesmente cala.
 O escrever tem a ver com uma intimidade que, no entanto,
sempre se volta para fora, paradoxalmente se mascarando e se
desvelando, ao mesmo tempo.

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