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• ENTREVISTA: CONVERSAS QUE REVELAM HISTÓRIAS
~ LillgttiStiCoPletite
2. Concordância nominal
Na concordância verbal, o verbo concorda com um elemento da oração, que é o termo ao qual ele se refere. Por exemplo, na oração "A entrevista foi maravilhosa", o verbo "foi" está na terceira pessoa do singular porque o sujeito, "a entrevista", também está.
Mas, na concordância nominal é diferente.
O nome, representado sobretudo pelos substantivos e pelos pronomes pessoais do caso reto, torna-se a estrela do espetáculo. Em outras palavras, são outros elementos da oração que vão concordar com o substantivo, pelo menos na regra geral. Ainda assim, existem algumas exceções.
2.1. Regra geral
Um substantivo pode aparecer sozinho; entretanto, ele vem, muitas vezes, acompanhado de um determinante.
Determinante é a palavra que acompanha o substantivo, acrescentando a ele mais características.
Observe o exemplo:
É isso que eles precisam entender, todos os homens, que seu engajamento é importante para o mundo.
Nesse exemplo, inspirado na entrevista de Malala, há três substantivos e seus determinantes.
Substantivos Determinantes
homens todos, os
engajamento seu
mundo o
LINGUA PORTUGUESA
Você deve ter percebido que os determinantes seguem o mesmo número (singular/plural) e
gênero (masculino/feminino) do substantivo. Veja:
O pronome indefinido "todos" e o artigo definido "os" acompanham o substantivo "homens",
ficando ambos, portanto, no masculino plural.
O pronome possessivo "seu" acompanha o substantivo "engajamento", ficando, assim,
no masculino singular.
o artigo definido "o" acompanha o substantivo "mundo", ficando, dessa forma,
no masculino singular.
O determinante pertence às seguintes classes gramaticais
Artigo definido e indefinido: o, a, os, as, um, uns, uma, umas.
Pronome demonstrativo: esse, essa, esses, essas, este, esta, estes, estas, aquele, aquela,
aqueles, aquelas.
Pronome possessivo: meu, minha, meus, minhas, seu, sua, seus, suas, teu, tua, teus,
tuas, etc.
Pronome indefinido: todo, toda, todos, todas, algum, alguma, alguns, algumas, muito,
muita, muitos, muitas, etc.
Pronome oblíquo: o, a, os, as, -lo, -la, -los, -las, -no, -na, -nos, -nas.
Numeral: primeiro, primeira, primeiros, primeiras, um, uma, dois, duas, etc.
Adjetivo e locução adjetiva: bonito, bonita, das abelhas, de aço, etc.
A concordância nominal
ocorre quando os
elementos de uma frase, os
determinantes ( adjetivos,
artigos, pronomes,
numerais), concordam
em gênero (masculino ou
feminino) e número (singular
ou plural) com o substantivo
a que se referem.
,,,.~-
Bernoulli Sistema de Ensino / .
• ENTREVISTA: CONVERSAS QUE REVELAM HISTÓRIAS
Após a entrevista, DESENVOLVA o texto na modalidade escrita, organizando a introdução e as \
perguntas que foram feitas. M:! \li
Depois, compartilhe suas produções com os colegas e com os profissionais da escola que
foram entrevistados. ________ _____ - 1
. . .
Planejamento
l
Defina o propósito comunicativo e o público-alvo do seu texto.
Organize suas ideias de acordo com a estrutura da entrevista, garantindo coerência
e progressão.
Escolha um título e uma linha fina que répresentem o conteúdo do texto.
Utilize uma linguagem apropriada ao gênero textual entrevista e ao público-alvo.
Garanta a coesão e a clareza na construção do texto.
REVISÃO
Troque seu texto com um(a) colega. ANALISE se:
O texto está adequado ao gênero entrevista, seguindo sua estrutura e
características.
A linguagem está apropriada para o gênero entrevista e para o público-alvo.
O conteúdo está bem organizado, garantindo coerência e clareza.
O título e a linha fina são atrativos e condizem com o texto.
O texto apresenta progressão de ideias.
O texto está adequado às normas gramaticais e ortográficas.
2.2. As regras específicas do adjetivo
Um adjetivo anteposto a mais de um substantivo
O adJetivo concorda com o substantivo mais próximo.
Ele queria novas ideias e argumentos.
) ~ Substantivo
Adjetivo ~ mais próximo
l
li
• -
LINGUA PORTUGUESA
Se o adjetivo exercer função de predicativo do objeto, a concordância se dá com o substantivo mais próximo ou fica no plural. Deve-se lembrar que, se houver substantivos de gêneros diferentes, o adjetivo deve ficar no masculino plural.
1
Predicativo do objeto: ' termo da frase que modifica
os objetos direto e/ou indireto
da oração.
Aquele olhar tornou bela a noite e o dia.
) / Núcleo do objeto Pred1cat, ,o ~ ~ mais próximo do obJse transforma em adjetivo?
Havia muitas pedras com coloração
esmeralda.
A jovem tinha olhos esmeralda que
chamavam muito a atenção.
Nesse caso, têm-se os substantivos
adjetivados, ou seja, a classe de palavras dos
substantivos é transformada para funcionar
como a dos adjetivos. Observe os exemplos:
Escolheram um tom RllteJ para
pintar o quarto.
A paleta de cores usada na casa
apresenta apenas tons Jli\Ste.1.
Nos exemplos, o substantivo "pastel" atribui
uma característica ao substantivo "tom", que é
apresentado em duas formas: no singular e no
plural. Nesses casos, o substantivo adjetivado
("pastel") toma-se invariável em gênero
e número. Observe os demais exemplos:
Seguindo a mesma ideia do exemplo anterior
("pastel"), "esmeralda" é um substantivo que, nesse
caso, foi usado como adjetivo para caracterizar a
coloração das pedras e a cor esverdeada dos olhos
da jovem. Por isso, esse substantivo adjetivado
permanece Invariável.
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' •
~ {):ercitattdo
25
26
Leia a tirinha e APONTE os determinantes dos substantivos "dia", "flores" e "caminho".
Qual deles só varia em número? EXPLIQUE o porquê.
ms 0E OVTV8AO É ... QUE POLNZAM QUE BOM QUE O NÃO FALTA CAfÉ -, l O ~NACIONAL 1>AS TANl'AC; 6Cllf5 ;~~I EM 6UAXVPEI
~ '! ~~ , \ ' l
~E~~;;
IDENTIFIQUE o substantivo adjetivado e EXPLIQUE que novo
sentido esse determinante recebeu.
~J}j,U&]~l1m'Q
~e~~
Cartaz de divulgação
do filme A casa
monstro, lançado
em 2006.
Observe a concordância do adjetivo "amontoado" na frase a seguir: "Noites pesadas de
cheiros e calores amontoados ... "
Agora PROPONHA complementos para as frases a seguir com a concordância do mesmo
:dj:~::~s pesadas de novens e b,isas ~ ~ ~!
B. Noites pesadas de odores e brisas ~ )' ~ = . t _
e. Noites pesadas de morn>5 e nuvens ~ Q ~:ui ~- ·'J·
~
• ~. ~~ . ' • - ,,,,, ~
~mvu li Sistema de Ensino
• LÍNGUA PORTUGUESA
. \ - A
• l -
2.7 INDIQUE a opção adequada entre as opções que constam entre parênteses, preenchendo os espaços a seguir.
A. Decidimos comprar
~,a
sofá e geladeira. (novo/nova)
B. O ator e a produtora assinaram o contrato. (contratado/
contratada)
~~ e. O filme incomodou chinês e o tibetano. (os públicos/
o público)
~ D. O homem e a criança gritavam por socorro. (assustados/
assustada)
2.3. Palavras e expressões que causam confusão
Mesmo, próprio ~ anexo
Mesm~ ( Í
Quanêlo--for urr:i_,Jvérblo, sinõnimo de "realmente", a palavra será invariável.
Aquela entrevista foi incrível, mesmo.
No entanto, quando for um adjetivo, sinõnimo de "próprio", varia em gênero e número.
Eles mesmos desenvolveram as perguntas da entrevista.
Pr6prlo e anexo
Como ambos são adjetivos que variam em g~nero e número, "próprio" e "anexo• vão seguir a concordância do nome, isto é, do substantivo ou do pronome.
As autorizações para a entrevista estão anexas neste e-mail.
O áudio da entrevista está anexo à mensagem de texto.
Ele prôprio elaborou as questões para a entrevista.
Elas próprias fizeram a revisão textual da entrevista e se saíram
muito bem.
Muito obrigado, não sou obrigado!
A locução •em anexo• é
usada como expressão
adverbial, permanecendo
invariável, por exemplo:
Segue o arquivo em anexo.
Seguem ã...fmm; em anexo.
/
A expressão de agradecimento vai concordar com a pessoa que fala flc;ndo no masculino ou feminino, sem variação de número. ~
- Obrigada pela entrevista! - disse a rep6rter apôs o depoimento colhido.
4
Bemoulh Sistema de Ensino , •
• ENTREVISTA: CONVERSAS QUE REVELAM HISTÓRIAS
Por outro lado, o adjetivo "obrigadon concorda em gênero e número com o nome (substantivo
ou pronome).
E ente, nós fomos obrigados a remarcar a entrevista. O convidado teve
um compromisso de última hora.
----
Estamos quites!
(
Quites: livre de uma promessa, de J
Por ser um adjetivo de dois gêneros, quites varia uma obrigação, de um compromisso.
1
somente em número, não em gênero.
Estamos quites, cada um fez a sua parte na produção de uma entrevista.
Meio e meia
Com o sentido de "um pouco", a palavra "meio" será advérbio e invariável.
Ando meio desligada, preciso me concentrar mais.
Se pertencer à classe gramatical dos numerais, concordará com o nome ao qual se refere.
Terá o sentido de "metaden.
Comi quase meio pote de sorvete!
Meu irmão mais velho adora tomar meia xícara de chá de camomila.
É meio-dia e meia [hora].
"Meia" ainda pode ser substantivo, se representar uma peça de
vestuário que, junto com os sapatos, calçam os pés.
Coloque suas meias no cesto de roupas sujas!
Só de "somente" ou só de "sozinho"?
Slnônlmo de "somente", "só" se classifica como um advérbio.
A expressão "a sós" é
invariável, pois funciona
como locução adverbial
de modo, 1nd1cando que
alguém esta sozinho ou em
privacidade Exemplo: Elas
conversaram a sós / Ele
ficou a liÓS com o professor.
56 uma boa manchete
não constrói uma boa
entrevista.
Quando for equivalente a "sozlnho(a)", será um adjetivo comum de dois gêneros, variando
somente em número.
(As garotas ficaram sós, apesar do aviso para não sair de l perto do grupo durante a caminhada pela trilha.
• e,:mc.u:11 s,~tema de Ensino
LINGUA PORTUGUESA
• lxercttando
28
EXPLIQUE a concordância nominal empregada no meme a seguir.
=~:1r~nzfr
1
EltOU quite com
~·---~ L,, •. _ _,. -,\ ======== 1
• 7- - l ' \ ~ROPONHA duas pe,guntas para uma ent,ev:: fictkla. A pri~el,; d~e utlllzaparque de diversões americano. [ ... ]
No dia seguinte, contei tudo à minha professora. [ ... ] Encontramos diversos livros sobre mistérios e, outros,
sobre lendas urbanas. [ ... ] Será que o fantasma do sótão precisava de minha ajuda? Estaria tentando enviar
uma mensagem?
Depois de algum tempo, encontramos uma foto semelhante à do quebra-cabeça.
- Foi a morada da família Florença, conhecida pelo seu jardim belíssimo de flores brancas. - [ ... ] - Aqui
diz que a dona da casa tinha um dom sobrenatural para cuidar de flores. [ ... ] Seu fantasma já foi visto por
inúmeras pessoas. - finalizou a professora.
- Fantástico! - eu murmurei, espantado.
- Você disse que a imagem do seu quebra-cabeça mudou de parque de diversões para um jardim florido,
igual a esse?
- Sim! Multo parecido com esse aí... Acho que o fantasma da minha casa também gosta de flores!
- Pode ser. .. - ela ponderou.
Não é inaívei como a fantasia pode 1nnuenclar nossas atitudes e modificar a forma como vemos as coisas?
Aos poucos, fui convencendo minha mãe a se Interessar por jardinagem. Ela realmente se empolgou.
~ um a.irso de paisagismo a distância ela fez!
LÍNGUA PORTUGUESA
Atualmenté·, minha casa tem o jardim mais bonito da rua: lindas margaridas brancas florescem Impecáveis
durante o ano Inteiro, para o espanto de todos.
O fantasma? Nunca mais vi.
Decerto passeia feliz pelo jardim, nas noites de lua cheia.
MUNIZ, Flávia. Fantasmagorias. Silo Paulo: Moderna, 2010. p. 68-75. [Fragmento]
~ fnterpretQhdo
Instrução: Com base no texto anterior, responda às questões de 01 a 05.
01. INDIQUE se o conto lido é mais aterrorizante ou misterioso e JUSTIFIQUE sua resposta.
02. EXPLIQUE se o narrador do conto apenas observa os fatos ou é uma personagem que
participa da história. TRANSCREVA uma frase do texto que comprove sua resposta.
03. DESCREVA dois fatos estranhos que aconteceram com o quebra-cabeça da narradora
e EXPLICITE por que esses eventos são a principal fonte de surpresa e curiosidade na
história.
04. No desfecho do conto, o narrador fala sobre a fantasia e como ela pode alterar a percepção
das pessoas. ESCLAREÇA o que ele quer dizer com isso e RELACIONE essa ideia aos
eventos do conto.
05. RESUMA a situação inicial, o conflito, o desenvolvimento e o desfecho do texto lido.
Conforme o tempo passa, as pessoas vão criando, recriando e contando novas histórias,
desenvolvendo novos subgêneros. Por isso, existem vários tipos de contos. Observe alguns
exemplos.
Contos de fadas ou maravilhosos,
com personagens mágicos,
princesas e outros semelhantes.
Contos de ficção cientifica,
com temática futurista e
tecnologia avançada.
Bernoulli Sistema de Ensino
\•.EJ ARREPIOS: CON!!)S DE MISTÉRIO E DE 'f!.!lROR
Contos de investigação,
decifrando crimes e mistérios.
I • : •
. . . . . .. - . . .
em geração.
Contos de mistério e de terror,
envolvendo o desconhecido.
Contos de histórias reais, vividas,
não apenas imaginadas.
Como o gênero conto é a base geral para o conto de mistério e terror, veja algumas características
que eles têm em comum.
Narrador observador,
personagem ou
onisciente. Foco
narrativo em 1 a ou
3ª pessoa.
...
GENERO
íEXíUIIL,
CONíO
Número reduzido de
personagens.
O( a) protagonista
nem sempre tem
um(a) antagonista.
LÍNGUA PORTUGUESA
Depois de ler o diagrama, fica a questão: se a base é o conto, de forma geral, então o que o
conto de mistério e de terror tem de diferente?
Contos de mlstiirlo e de terror são histórias ficcionais, ou seja, inventadas, criadas com a Intenção de
provocar medo e pavor. Podem abordar ou não o sobrenatural, mas sempre explora o desconhecido, uttllzando
o suspense como principal elemento.
Os contos de mistério são aqueles em que o suspense é para despertar no leitor
apreensão e curiosidade em relação ao que está sendo narrado. Já nos contos
de terror, o objetivo do autor é despertar em seu leitor reações físicas ou
psicológicas que o levem a experimentar emoções, como medo,
temor e apreensão, envolvendo-o na trama.
Tanto os contos de mistério quanto os de terror exploram
o desconhecido, usando o suspense para despertar no leitor o
interesse em envolver-se com o texto. Nos contos de mistério,
no entanto, o desconhecido é tratado de forma mais branda,
despertando a curiosidade do leitor sem levá-lo a sentir
(
medo. Nos contos de terror, por sua vez, o desconhecido é
explorado para proporcionar ao leitor reações emocionais
que provoquem tensão e o levem a temer o que está por
vir. A capacidade de provocar medo é, assim, a principal
característica dos contos de terror.
1.1. O suporte textual
Em sua maioria, os contos de um determinado autor estão 1 !~~~:i~i;::~~~ônlco de l
reunidos no suporte textual livro, na versão impressa (em papel) ou arm_azenamento e leitura
digital (em leitores digitais, como tablets ou e-book readers). de hvros. :.--------
~o~ os contos de mistério e terror, não é diferente. Nos livros, são encontradas as informações
mais importantes sobre a obra, como o gênero, o autor e a sinopse, a qual pode ser encontrada
na quarta capa (contracapa). Veja na ilustração.
' • lombada
... o . r; .•.
• •• 1 . r.. •.
E-book
reader
Bernoulli S15tema de Ens,no •
ARREPIOS: CONTOS DE MISTÉRIO E DE TERROR
•
~ {):ercitattdo
1 lnstn,çao: Leia a sinopse na quarta capa de um livro para responder às questões 01 e 02.
Você tem medo do escuro? E medo de bruxa? Então, cuidado! Na noite mais escura do
ano, na hora mais escura da noite, tudo pode acontecer ... Nessas sete histórias de bruxas,
aventuras horripilantes [ ... ] vão deixá-lo de cabelos arrepiados. Só mesmo as armas da
imaginação poderão ajudá-lo a encontrar coragem para vencer os seres inventados pelo
medo [ ... ].
SSÓ, Emani. No escuro: sete histórias tenebrosas de bruxa.
Erechim: Edelbra, 2012. [Fragmento]
01 CITE por que essa obra é classificada como "livro de contos de mistério e de terror".
02 EXPLICITE por que o texto da quarta capa é considerado uma sinopse.
Você já ouvir falar sobre o tenor ambiental?
o termo •Terror Ambiental• refere-se a um subgénero da literatura de
terror que explora as consequências devastadoras das ações humanas
sobre o meio ambiente. Essa vertente literária utiliza o medo e a angústia
para abordar questões ecológicas, como a poluição, o aquecimento global
e a extinÇão de espécies. Os autores que se aventuram nesse nicho
buscam não apenas entreter, mas também provocar reflexões profundas
sobre a n!lação entre o 5ef" humano e a natureza, evidenciando o Impacto
de nossas escolhas no planeta.
MARIANO, Maralis. Terror Ambõental: O que f e exemplos relmlntes. Utlnr, 26 ago. 2024. Disponível
bt!pS:J/libnr.argfglosarioltemlr-ambiental-o-que e e exemplos-relevantes/. Acesso em: 5 de nov. 2024. (Fragme~~:
- - - l
LÍNGUA PORTUGUESA
Agora, COMENTE com seus colegas se você já leu alguma obra desse subgênero. Além disso,
DISCUTAM os seguintes pontos. O
• Como o terror ambiental pode ser utilizado para conscientizar as pessoas das questões
ambientais, como as mudanças climáticas?
• Como os elementos de medo e angústia das histórias podem motivar os leitores a adotarem
ações mais sustentáveis?
• O terror ambiental frequentemente explora temas como a extinção de espécies e a degradação
dos ecossistemas .. Como essas histórias podem provocar uma maior empatia em relação à
fauna e à flora do nosso planeta?
----~-------
1.2. Qual atmosfera captura sua atenção?
Os contos de mistério e terror apresentam elementos que os tornam únicos. Suas narrativas
são construídas para despertar determinados tipos de sentimentos, prendendo o interesse do
público que aprecia o gênero.
São narrativas empolgantes que causam sensações surpreendentes.
A atmosfera de suspense é criada e estimulada a cada instante para
manter a atenção.
O tempo narrativo geralmente é curto: uma noite ou poucos dias.
Os espaços são sombrios, com pouca luz,isolados da população;
casas antigas e cheias de histórias.
O ambiente é detalhado, descreve
objetos, pessoas, sentimentos, lugares,
cheiros, tudo que possa ajudar a
narração.
Contam com eventos incomuns, desconhecidos; situações difíceis
de explicar.
A principal finalidade é causar tensão, medo, curiosidade, envolvendo
o público na história com o narrador, tentando resolver o mistério
apresentado.
~ #f icu u dicu
Em uma nova leitura da antiga história de suspense
Frankenstein, escrita por Mary Shelley, o filme Frankenweenie
ensina os espectadores a conviverem com a perda de animais
de _estimação em uma atmosfera de mistério e emoção.
Assista ao trailer no QR Code e COMENTE com os colegas
suas impressões sobre o filme. Em seguida, DESCREVA quais
pontos de mistério foram percebidos por vocês. :._
i1
1
ARREPIOS: CONTOS DE MISTtRIO E DE TERROR
(
• - ' (
07 o titulo do texto ajuda o leitor a levantar hipóteses sobre o assunto tratado. EXPLIQUE
a relação entre o título do conto e seu enredo.
08 IDENTIFIQUE ao menos três elementos responsáveis pelo clima de mistério do conto.
09 Relela o trecho:
conferia o relógio de pulso a cada dez minutos e, sempre que o fazia, trocava olhares furtivos
com um homem de temo sentado no canto oposto do estabelecimento. O homem de terno, por sua
vez, olhava para seu próprio relógio de pulso e, em seguida, para o dono do estabelecimento. Este,
um senhor Idoso, fingia limpar alguns copos por detrás do balcão enquanto, apreensivo, espiava
discretamente os clientes. O sllinclo na cafeterla era sepulcral.
INTERPRETE o papel das expressões em destaque para o desenvolvimento da narrativa.
10 APONTE o clímax da narrativa e COMENTE como ele contribui para gerar a surpresa que
finaliza o conto.
""'
~ ecrn'Julli s,stema de Ensino
LÍNGUA PORTUGUESA
- , • . ' • • •
11 REFORMULE o últlmo parágrafo do conto, modificando a atitude do dono do
estabelecimento diante da cena vlvenclada.
• ,
~ Lihglfisticutllehte
2. Concordância verbal
Nos diálogos do cotidlano, a concordância verbal é usada quase que naturalmente, pois ela
se faz necessária para que a Informação que desejamos transmitir seja compreendida. Ela é
essenclal para que haja harmonia entre as palavras e os sentidos da mensagem.
------
A concordância verbal ocorre quando o verbo concorda com o sujeito e
o número que ele representa.
2.1. A concordância entre o verbo e o sujeito
Agora, relembre o que é frase e o que é oraçlo, observando os exemplos.
Fr•H é um enunciado que possui sentido completo:
Que medol
)
Oraçlo é uma frase (ou parte de uma frase) que contém um verbo:
Nunca mais voltei àquela casal J
A oração possui dois termos essenciais, o sujeito e o predicado.
O sujeito é o ser que pratica a ação ou do qual se diz alguma coisa. A oração se refere
prtnclpalmente a ele. Seu núcleo, Isto é, a parte mais Importante, é constituído por um pronome
ou por um substantivo. O predicado é aquilo que se diz do sujeito, a referência que ~ feita a ele.
Bernoulli Sistema de Ensino
-- ARREPIOS: CONTOS DE MISTt~IO E DE TERROR
Veja os exem~p:l~os~=:_ _______ ,_===========::::~--
Lucas correu de medo.
"Lucas" é o sujeito da oração, a quem foi referida a ação de correr.
"Correu de medo" é o predicado, a ação praticada pelo sujeito, "Lucas".
!
:;----------=..;..,.,.~~,;;.;.;;,~
Eles fugiram do fantasma.
"Eles" é o sujeito da oração, são aqueles que fugiram do fantasma.
"Fugiram do fantasma" é o predicado, o fato praticado pelo sujeito, "eles".
Pânico é um sentimento terrível.
"Pânico" é o sujeito da oração, indica qual é o sentimento terrível.
"É um sentimento terrível" é o predicado, pois se refere ao "pânico".
os sujeitos podem ser simples ou compostos. Há também o chamado sujeito desinencial
que, aqui, será apenas apresentado. O aprofundamento desse tipo de sujeito será '
feito mais a frente em seus estudos.
Emanuel aprecia filmes de terror.
"Emanuel" é o núcleo do sujeito. Ele é único, por isso, o
sujeito da oração é simples.
Emanuel e Sónia apreciam filmes de terror.
"Emanuel" e "Sónia" são os núcleos do sujeito. Quando
a oração apresenta mais de um núcleo, seu sujeito é
composto.
/"'"·· -----------------------,, -... ,
Quando o sujeito não está explícito na oração, mas é possível
recuperá-lo pela desinência do verbo, temos o sujeito
desinencial, como em:
Fiquei tenso o tempo todo durante o novo filme de terror.
o verbo "fiquei" possui desinência da primeira pessoa do singular, eu.
o núcleo do sujeito é essencial para a concordância verbal.
Observe que o verbo será flexionado, de acordo com o sujeito, em número e em pessoa.
( SUJEITO
Nós não dormiremos naquela casa mal-assombrada.
SUJEITO) l VERBO
Eu não dormirei naquela casa mal-assombrada.
lveRBO •
.._ ,ôémc.1J'h Sistema de Ensino
Lf NGUA PORTUGUESA
fxercttando
Instrução: Leia O texto a seguir para responder às questões 12 e 13.
Charlie Brown e a Grande Abóbora de Halloween
Querida Grande Abóbora,
Mal posso esperar para te encontrar na
noite de Halloween. Espero que você me traga
muitos presentes ...
Todo ano Unus escreve para a Grande
Abóbora. E todo ano ele se esconde no pé
de abóbora mais autêntico que encontra,
na esperança de ver sua misteriosa heroína.
~Na noite de Halloween, a Grande Abóbora
sal de seu pé de abóbora e voa pela vizinhança
com um saco cheio de presentes para as
crlançasH, Línus explicou para Charlie Brown.
JUSTJNE; FONTES, Ron. Charlle Brown e a
Grande Ab6bora de Ha/Joween. SJo Pc1ulo:
Compillnhla dc1s Letrinhc1s, 2014. p. 3. (Fragmento]
1~ IDENTIFIQUE o sujeito das seguintes orações:
A. "Todo ano Unus escreve para a Grande Abóbora."
Sujeito: ___________________________ _
e. "Na noite de Halloween, a Grande Abóbora sai de seu pé de abóbora [ ... ]."
Sujeito: __________________________ _
1
~ SUBLINHE o núcleo de cada sujeito das orações a seguir e APONTE a p , .J essoa e o numero
do verbo de cada predicado. •
A. "E todo ano ele se esconde no pé de abóbora mais autêntico[ ... ]."
Verbo: __________________________ _
Pessoa e número: _____________________________ _
e. "Linus explicou para Charlie Brown."
Verbo: _________________________ _
Pessoa e número: ___________________________ _
--~~--:---7F"'.9~.~~p,-~~~~~~:~ ,,.. .. • t___J ) t ~
Bernoulli Sistema de Ensino ,~
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