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LESÕES DE CÁRIE
Etiologia, diagnóstico e tratamento
UNIVERSIDADE DE MARINGÁ - UNICESUMAR
Prof. Gustavo H Franciscato Garcia
Cárie 
Dentária
• É uma das principais doenças 
bucais que acometem 
diferentes populações ao longo 
da vida, com cunho 
comportamental e sob grande 
influencia das condições 
socioeconômicas-culturais das 
populações.
• Altamente prevalente e 
impactante.
• Efeitos negativos na qualidade 
de vida.
Magalhães et al., 2020.
1º relato 
caracterizando doença 
multifatorial em 1962, 
por Keys.
Hospedeiro (dentes)
+
Microrganismos 
(biofilme)
+
Dieta (açúcar)
Fonte:Google Imagens.
Magalhães et al., 2020.
Newbrun (1983), incluiu o tempo como 
fator importante -> lesão cariosa.
No passado, doença infecciosa e 
transmissível.
Atualmente, entende-se que os 
microrganismos podem ser transferidos, 
mas isso não é sinônimo de transferência 
da doença.
Cárie Dentária
Fig 2. Cárie ativa
Fonte: Baratieri, 2002.
Magalhães et al., 2020.
Pitts,2017.
Cárie dentária é uma doença 
dinâmica, multifatorial e 
medida por biofilme -> 
processo de 
desmineralização e 
remineralizaçao dos tecidos 
dentários = sinal clinico lesão 
cariosa.
Influenciada por outros 
fatores: genética, estilo de 
vida e aspectos 
socioenomicos-culturais.
Magalhães et al., 2020.
Biofilme
• Aglomerado de 
microrganismos que 
colonizam a superfície 
dentária, incorporados em 
uma matriz rica em polímeros 
de carboidratos produzidos 
pelos próprios 
microrganismos, além de 
proteínas, DNA, íons e água 
= PLACA DENTÁRIA.
Fig 3. Evidenciação de placa bacteriana
Fonte: Magalhaes et al, 2020.
Magalhães et al., 2020.
DIGANÓSTICO DAS LESÕES CARIOSAS
DIAGNÓSTICO
Conhecimento ou determinação de uma doença 
pelos sintomas e/ou sinais, mediante exames 
diversos: clínico, radiológicos, laboratoriais, etc.
Objetivos:
Detectar precocemente a doença cárie
Instituir o Plano de Tratamento:
Etapas Preventiva, Restauradora, de Proservação 
PRÉ-REQUISITOS PARA A DETECÇÃO 
E DIAGNÓSTICO
REMOÇÃO DO BIOFILME
Fig. 4 e 5: Profilaxia: antes e depois
Fonte: Google Imagens
SECAGEM
Fig 5 e 6: Secagem: antes e depois
Fonte: Google Imagens
ILUMINAÇÃO
Fig 6 e 7: iluminação: antes e 
depois.
Fonte: Google Imagens
Métodos de 
Diagnóstico 
de Cárie
Exame Clínico
Separação temporária de 
dentes 
Penetração de corantes
Exame Radiográfico
E
X
A
M
E
 C
LÍ
N
IC
O • Exame visual
– Inspeção de todas as 
superfícies, incluindo as 
radiculares (limpa, seca)
– “Sharp eyes” 
• Lupa
Fig. 8: exemplos de lupa
Fonte: Google Imagens
Sondagem 
Forma “clássica” de sondagem:
“Se a ponta da sonda se prender no 
sulco ou na fissura, tem cárie!”
 
COM O TEMPO, NÃO SE MOSTROU 
EFICIENTE.E
X
A
M
E
 C
LÍ
N
IC
O
Cardoso e Gonçalves, 2002 
USO DE SONDA EXPLORADORA
Fatores que influenciam na 
retenção durante a sondagem
Dimensão da 
ponta do 
explorador 
Pressão exercida 
durante a 
sondagem
Morfologia da 
fissura
E
X
A
M
E
 C
LÍ
N
IC
O
Cardoso e Gonçalves, 2002 
Fig 9: sondagem
Fonte: Google Imagens
SONDA COM PONTA ROMBA x SONDA NOVA
E
X
A
M
E
 C
LÍ
N
IC
O
Cardoso e Gonçalves, 2002 
Fig 10: exemplos 
de sonda ponta 
romba e nova
Efeitos da 
Sondagem
* Manchas brancas: danos traumáticos
* Favorecimento de invasão bacteriana 
* Transferência de microorganismos cariogênicos 
(Loesche, 1993)
* Não altera acurácia (visual + RX )
* Pobre correlação entre a sonda se prender e a 
presença de cárie - Ten Cate,1991
* Rompimento de superfícies apenas 
desmineralizadas
 Cardoso e Gonçalves, 2002
SONDA EXPLORADORA: 
INDICAÇÕES DE USO
• Remoção de detritos (ponta romba);
• Textura do fundo de cavidades; 
• Verificar a integridade marginal de 
restaurações; 
• Instrumento auxiliar da inspeção 
visual; 
Cardoso e Gonçalves, 2002 
Fig 11: exame clínico
Fonte: Google Imagens
Inspeção visual
• Acurácia semelhante a 
sondagem 
• Não causa danos
• Associada a outros métodos 
Cardoso e Gonçalves, 2002 
Fig 12: lesões 
cariosas
Fonte: Google Imagens
Fig 13: Dentes 
saudáveis
Fonte: Google Imagens
SEPARAÇÃO INTERDENTAL
• Técnica não invasiva e 
barata
• Monitoramento das 
lesões
• Auxilia no diagnóstico 
duvidoso de lesões 
proximais
Fonte: Chaves et al, 2010
Fig 14: Separação dental
SEPARAÇÃO TEMPORÁRIA 
DE DENTES
• borrachas
• elásticos 
ortodônticos
Técnica 
mediata
• separação 
mecânica
Técnica 
imediat
a
Fig 16: separação imediata com cunha de 
madeira
Fonte: Baratieri et al, 2012
Fig 15: separação mediata com 
elásticos
Fonte: Baratieri et al, 2012
PENETRAÇÃO DE 
CORANTES
• Substâncias químicas
• Fluoreto estanhoso (Wenzel, 1992)
• Vermelho ácido 1% e fucsina básica 0,5% (Fusayama, 
1988) 
• Indicam tecidos dentários desmineralizados e 
desorganizados
• Contraste
• Dúvidas quanto ao diagnóstico
• Carência de especificidade
Fig. 17: Evidenciação com fucscina básica 0,5%
Fonte: Google Imagens
EXAME 
RADIOGRÁFI
CO
•Exame complementar mais 
utilizado
•Detecção de cáries 
secundárias, lesões proximais 
incipientes e oclusais em 
dentina
•Documentação permanente
•Monitoramento de lesões
•Informações adicionais
Magalhães et al. 2020.
IMAGENS RADIOGRÁFICAS 
Cáries proximais 
detectadas quando 
30-40% de 
desmineralização
Avaliação clínica + 
exame radiográfico – 
detecção de mais de 
90% de lesões 
cariosas proximais e 
oclusais
Magalhães et al. 2020.
Fig 18:Exemplo 
radiografia 
periapical 
evidenciando 
cárie proximal
Fig 19:Exemplo 
radiografia 
interproximal 
evidenciando 
cárie.
Critérios de 
Diagnóstico
MANCHAS BRANCAS:
1. Ativas
2. Inativas
PRESENÇA DE CAVITAÇÃO:
1. Ativas
2. Inativas
MANCHA 
BRANCA
LESÕES ATIVAS
• Apresentam-se opacas, 
rugosas e porosas. Estão 
relacionadas a áreas de alto 
risco, como superfícies 
oclusais, podendo ainda surgir 
em áreas adjacentes à outras 
lesões ou com Gengivite na 
papila adjacente.
• Podem ser controladas com 
sucesso, por meio de remoção 
regular de biofilme, uso de 
fluoreto e controle da dieta.
Fonte: Google 
Imagens Fig 20: Mancha 
branca ativa
Fonte: Baratieri et al., 2012
Fig 21: Mancha 
branca ativa
Fonte: Google Imagens
LESÕES INATIVAS
• Apresentam-se brilhantes, lisas e 
polidas. Estão relacionadas a áreas de 
baixo risco de acúmulo de biofilme, 
como em superfícies lisas livres, dentes 
com oclusão estabelecida e no caso de 
lesões proximais com dentes 
adjacentes ausentes. 
• Geralmente não estão cobertas por 
biofilme e, portanto, os processos de 
desmineralização e remineralização são 
balanceados com domínio da 
remineralização. 
• Não necessitam de tratamento 
adicional.
Fig 22: Mancha 
branca inativa
Fonte: Google Imagens
Manchas brancas COM 
fluorose
N
Ã
O
 
C
O
N
FU
N
D
A
...
Fonte: Google Imagens
LESÕES 
CAVITADAS
LESÕES 
CAVITADAS 
ATIVAS
• Lesões cavitadas ativas em 
dentina apresentam tecido 
amolecido; cor amarelada ou 
castanho-claro, aspecto úmido 
e opacidade no esmalte 
adjacente. 
• Podem ser abordadas por 
meio de tratamento invasivo 
ou não invasivo, dependendo 
da acessibilidade para a 
remoção da placa.
Fig 23: Lesões 
cariosas ativas
Fonte: Google Imagens
LESÕES CAVITADAS ATIVAS
Fig 24: Aparência 
acizentada do esmalte.
Fonte: Google Imagens
Fig 25: Rx 
periapical 
evidenciando 
a cárie.
Fonte: Google 
Imagens
Fig. 26: Esmalte 
minado por cárie.
LESÕE
S 
CAVITA
DAS 
ATIVAS
Fonte: Baratieri et al., 2012
LESÕES 
CAVITADAS ATIVAS
• Presença de placa
• Gengivite
• Tecido Dentinário claro e amolecido
Fig 27: Lesões cavitadas ativas na arcada 
superior
Fonte: Google Imagens
LESÕES CAVITADAS INATIVAS
Lesões cavitadas inativas em dentina apresentam tecido endurecido no fundo da lesão; cor 
marrom escura ou negra, aspecto seco e ausência de opacidade no esmalte adjacente.
Fig 28: Lesões cavitadas inativas na arcada 
superior
Fonte: Google Imagens
LESÕES 
CAVITADAS 
INATIVAS• Ausência ou pouca 
quantidade de placa
• Gengiva sadia
• Tecido dentinário endurecido 
e escuro
FIG 28: LESÕES CAVITADAS INATIVAS NA ARCADA 
SUPERIOR
FONTE: GOOGLE IMAGENS
NÃO CONFUNDIR
Sulcos pigmentados: selamento biológico
IMPORTANTE!!!
Fig 28 a-b: Selamento biológico nos sulcos de 
dentes posteriores
Fonte: Google Imagens
a b
TRATAMENTO
TRATAMENTO 
Primeiramente como uma 
doença
Comprometimento do controle 
bacteriológico
Interação entre medidas de 
promoção de saúde e 
tratamento restaurador.
Tratamento
A verdadeira cura para a doença 
cárie está em auxiliar com os 
fatores que levam à doença.
As restaurações sozinhas, 
normalmente, não oferecem 
essa ajuda e a cura. 
As restaurações servem para 
trazer o indivíduo para uma 
categoria de risco à doença 
mais baixa. Fig. 29: Dentes 
saudáveis 
Fonte: Magne P., 2017.
Ilustração 1: 
Fluxograma 
mostrando a 
sequencia de 
pensamento que 
ditam o controle 
da doença cárie
Baratieri et al., 
2012.
Adequação do meio bucal
Reavaliação do paciente
Etapa Restauradora
QUANDO HÁ NECESSIDADE DA 
REMOÇÃO DA DENTINA CARIADA?
LESÕES NÃO CAVITADAS NÃO 
DEVEM SER RESTAURADAS
(submetidas à ações de promoção de 
saúde)
Fig 39: Manchas brancas ativas.
Fonte: Google Imagens
QUANDO HÁ NECESSIDADE
 de rEMOÇÃO DA DENTINA CARIADA?
 Remoção de 
toda dentina 
que 
encontra-se 
desmineralizad
a e infectada, 
pela lesão de 
cárie, de modo 
irreversível. 
Fig. 31: Remoção com curetas (a) ou Brocas em baixa 
rotação (b)Fonte: Mondelli, 2002.
a b
Dentina infectada ou desorganizada (irreversivelmente 
desnaturada e não passível de remineralização) = amolecida
Dentina contaminada (reversivelmente desnaturada e 
passível de remineralização = mais resistente a remoção)
Ilustração 2: Dente afetado por lesão 
cariosa, demonstrando a dentina 
afetada e dentina contaminada 
Fonte: Google Imagens
Fig. 33: Dentina infectada e 
dentina afetada.
Fonte: Google Imagens
Quanto tecido cariado deve ser 
removido?
Remoção do tecido cariado amolecido 
até que as paredes internas da 
cavidade apresentem uma 
consistência mais firme.
A presença de alteração de cor não é 
um bom parâmetro.
Fig.34: 
Remoção 
de dentina 
amolecida.
Fonte: Google 
Imagens
Fig.35: Remoção 
de lesão cariosa.
Fonte: Google Imagens
Vídeo 1: Remoção de dentina cariada.Fonte: 
https://www.youtube.com/watch?v=5xpWLYiNfoI
Quanto tecido 
cariado deve ser 
removido?
ATENÇÃO !!!
Se durante a remoção do tecido 
amolecido você perceber que a 
cavidade está muito profunda e há 
risco de exposição pulpar, PARE!
Nenhum método de 
remoção de tecido 
cariado resulta em uma 
cavidade estéril!
Quanto tecido cariado 
deve ser removido?
A manutenção de dentina 
amolecida, associada ao 
selamento temporário ou 
definitivo, é 
biologicamente preferível 
do que arriscar uma 
exposição pulpar!!
Fig. 36: Processo de remoção de dentina 
cariada com instrumento manual. Fonte: Google 
Imagens
Considerações 
finais
Antes de utilizar uma broca, o 
cirurgião dentista deve também 
considerar as opções não 
invasivas. 
A odontologia restauradora é 
apenas uma parte do tratamento 
preventivo.
Considerações 
finais
Selecionar todas as opções de 
tratamento:
•Aplicar flúor, Restaurar, 
Retorno de acordo com o 
risco de cárie
•Avaliar e reduzir o risco de 
cárie
•Promover profilaxia dentária 
profissional
•Selar fóssulas e fissuras
REFERÊNCIAS
• BARATIERI, L. N.. Odontologia restauradora: Fundamentos e Técnicas. 3. ed. São Paulo: Santos, 2012. Vol. 1. 
• BARATIERI, L.N. et al. Odontologia Restauradora, fundamentos e possibilidades. São Paulo, Ed. Santos, 
2001. 
• CARDOSO R.J.A., GONÇALVES E.A.N. Odontologia. São Paulo: Artes Médicas; 2002. 
• CHAVES L.P; FERNANDES C.V; WANG L.; BARATA T.J.E; WALTER L.R.F. Approximal caries - bases and tools for 
early diagnosis. Odontol. Clín.-Cient. (Online) vol.9 no.1 Recife Jan./Mar. 2010
• CONCEIÇÃO, Ewerton Nochi. Dentística, saúde e estética. 2. ed. São Paulo: Artmed, 2007. 
• MAGALHÃES A.C.; RIOS D.; WANG L.; BUZALAF M.A.R., Cariologia: da base à clínica. 1ª ed. Barueri, 2020.
• MONDELLI, J e t al. Dentística: procedimentos pré-clínicos. 1ª ed. São Paulo: Santos, 2002.

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