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NEFROLOGIA
Sumário
ANATOMIA 1
SÍNDROME NEFRÍTICA 2
SÍNDROME NEFRÓTICA 3
GLOMERULOPATIAS SECUNDÁRIAS 4
TROMBOSE GLOMERULAR 6
DOENÇAS TUBULOINTERSTICIAIS 7
INSUFICIÊNCIA RENAL 9
DISTÚRBIOS ÁCIDO BÁSICO 15
DISTÚRBIOS DO SÓDIO 18
DISTÚRBIOS DO POTÁSSIO 21
NEFROLITÍASE 22
CÂNCER DE PRÓSTATA 25
“Uma pessoa que nunca cometeu um erro, nunca tentou nada de novo”
Albert Einstein
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Reprodução proibida. @dediostephannie 1
1- Vascularização: Aorta abdominal – Art. Renal - Art. Interlobar – Art.
Arciforme – Art. Interlobulares – Arteríolas aferentes – glomérulo –
arteríola eferente – que nutre todo a parênquima renal.
2- Néfron:
- Cápsula de Bowman: folheto externo, espaço de Bowman, Folheto
interno (onde há os podócitos)
- Glomérulo: capilar glomerular
- Túbulo coletor proximal
- Túbulo coletor distal
- Alça de Henle
- Túbulo coletor
- Papila
3- Função Renal:
- Omeostase: Constancia no volume e composição
- Síntese de hemácias: eritropoietina
- Síntese de Calcitriol: Vit D
- Produção de Urina
ANATOMIA
Extra:
- Plasma filtrado: 120 – 180 L/dia
- TFG: 80 – 120 ml/min
- Urina por dia: 1 – 3 L/dia
- Osmolaridade sérica: 290 mOsm/L
- Osmolaridade urinária: 1.200 mOsm/L
Reprodução proibida. @dediostephannie 2
CARACTERÍSTICAS:
Adulto < 400 ml / 24 h
1) Oligúria 2) HAS 3) Edema 4) Hematúria dismórfica 5) Proteinúria 3,5 g / d
Criança < 0,5 ml / kg/ h Cilindros hemáticos
CAUSAS:
1) Infecciosas: GNPE 2) Sistêmica: LES, Vasculites, Tumor, Sd Goodpasture 3) Doenças 1as dos glomerulos: Berger, Glomerulonefrite
membranoproliferativa, Proliferativa mesangial.
DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA CLÍNICA DX TRATAMENTO
GNPE
- Sequela renal tardia pós
infecção Estreptococo ß-
hemolítico grupo A.
- Faringoamidalite
1- 2 sem
- Piodermitis e Impetigo
3 - 6 sem.
- Crianças e
adolescentes
- Bom prognóstico
- Dor abdominal e
lombar
- Hematúria
- Oligúria (50%)
- Edema
- HAS (50 - 90%)
- Faringite ou piodermite?
- Tempo de incubação?
- Faríngea: ASLO
Pele: Anti-DNAse B
- Queda Complemento?
Se biopsia: depósito
subepiteliais (GIBA-humps)
- HAS e Edema: restrição hídrica,
dieta hipossódica, furosemida,
anti-hipertensivo (pril).
- Retenção Azotêmica: Diálise
- ATB: para evitar reincidência.
BERGER
- Glomerulopatia 1ª mais
comum
- Depósito IgA
- Hematúria macro
intermitente
- Jovens, sexo masc.
- Mal prognóstico:
- Idade
- Homem
- Ptn > 1 g / dia
- HAS
- Crt > 1,5 mg / dl
- Crescentes ou
depósito IgA
- Hematúria macro
intermitente (2 - 6
dias) após fatores
precipitantes
- Hematúria micro-
persistente
- Período de
incubação não
compatível
- C 3 normal
- Hematúria + C3 normal +
IgA alto
Certeza: Biópsia
60% Benigna
30% IRC em 20 anos
5% Rápida disf.renal
- Hematúria + assintomática:
Observa
- Ptn > 1 g / dia + HAS: IECA
- Retenção azotêmica +
crescentes:
IECA + Corticóide +
Ciclofosfamida + Plasmaférese
GNRP
(Goodpasture)
- Sind.pulmão - rim
- Produção de anticorpo
anti- MBG
- Homens 20 - 30
anos
- Prognóstico
reservado
- Hemoptise
- Febre
- Dispnéia
- Hematúria
- Anti-MBG sérico (90%)
- Biópsia: padrão linear com
crescentes glomerulares.
- Plasmaferesis + Ciclofosfamida
(2 mg / kg / dia x 2 sem) +
Predinisona (1 mg / kg / dia)
- Seguimento com anti - MBG
Indicação de Biópsia GNPE: 1) Oligúria > 72 h 2) Hematúria macro > 6 sem
3) Complemento baixo > 8 sem 4) Ptn nefrótica > 4 sem 5) Azotemia acentuada ou prolongada.
SÍNDROME NEFRÍTICA
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CARACTERÍSTICAS:
Adultos > 3,5 g / 24 h
1) Proteinúria 2) Hipoalbuminemia 3) Edema: Periorbitário Ascite 4) Hiperlipdemia + Lipidúria
não seletiva Cilindros graxos
Criança > 40 - 50 mg / kg / 24 h
COMPLICAÇÕES:
1) TVR (membranosa, mesangiocapilar e amiloidose) 2) Peritonite Bact. Espontânea Pneumococo 3) IAM
4) TVP 5) Embolias 6) Anemia Ferropriva Refratária
EPIDEMIO ASSOCIAÇÃO CLÍNICA DX TRATAMENTO
Lesão Mínima 2 - 6 anos
- Doença de Hodgkin
- AINE
- Edema
- História de IVA
-Hematúria micro
- C3 normal
- Clínico
- Biópsia:
→ MO: Normal
→ME: Fusão e retração
podocito
- Corticóide
60 - 80 mg / dia x 4 - 6 sem
40 mg / dia por mais 4 sem
- Imunossupressor
- IECA ou BRA
GEFS Adulto
- Regra da exceção - Hematúria micro
- HAS
- C3 normal
- Biópsia - Corticóide
- IECA
- Estatinas
Glomerulonefrite
Proliferativa
Mesangial
- LES
- Endocardite
- Esquistossomose
- SN
- Hematúria
- C3 normal
- Biópsia
Nefropatia
Membranosa
Primária
Homens 30 - 50
anos
- Tumores (mama,
colo e pulmão)
- LES
- Hepatite B
- Malária
- SN insidiosa
- Hematúria micro
(30%)
- C3 normal
- Biópsia
MO: espessamento alça
capilar
ME: apagamento processo
Podocitário
- Prednisona
- Imunossupressor
(Micofenolato)
Glomerulonefrite
mesangiocapilar
- Hepatite C
-Crioglobulinemia
- LES
- Sd Nefrótica +
Nefrítica
ou
- Nefrótica pura
ou
Nefrítica pura
- Biópsia
MO: duplo contorno
C3 baixo
Indicação Biopsia Nefrose: 1)Não responsivo 2) Recidivas freqüentes 3) < 1 e > 8 anos
4) Hematúria Macro 5) C3 baixo 6) HAS
SÍNDROME NEFRÓTICA
Reprodução proibida. @dediostephannie 4
NEFROPATIA DIABÉTICA NEFROPATIA HIPERTENSIVA
FATOR DE
RISCO
- Afrodescendente
- DM + HAS descontrolado
- DM não controlado
- Dislipidemia
- Tabagismo
- História familiar
- Tempo de DM
- HAS não controlada
- Tempo de HAS
- Nefroesclerose Benigna → Hipertrofia da camada média e
arterioloesclerose, ambas por hipoperfusão → GLOMERULOESCLEROSE
FOCAL GLOBAL → compensação dos glomérulos sadios com
hiperfiltração → GEFS
CLÍNICA
Fase I: pré-nefropátia → Hiperfiltração – rins de tamanho aumentado
Fase II: Microalbuminúria – urina de 24h (30 – 300mg) ou razão
albumina/cratinina > 30mg/g.
MO: expansão celular da matriz mesangial
Seguimento: DM tipo 1: 5 anos após o diagnostico.
DM tipo 2: logo após o diagnóstico.
Fase III: Proteinúria declarada, 5-7 anos após microalbuminuria.
Albuminuria > 300mg/d
Lesão Renal Declarada:
- Focal: Glomeruloesclerose nodular (Lesão de Kimmelstiel-Wilson)
- Difusa: Glomeruloesclerose difusa.
Fase IV: Azotemia, 4-6 anos após fase III
TFG < 40 ml/min
Elevação das escórias nitrogenadas → 2 a 3 anos depois: doença renal
em estágio terminal
HAS de longa data não controlada + creatinina elevada +
- Hipertrofia do Ventrículo Esquerdo
- Retinopatia graus I ou II
- Proteinúria (média 500mg/d)
- Leve redução do tamanho renal
TTO
- Controle rigorosa de glicemia: Glicada ≤ 7%
- IECA ou BRA: se HAS ou microalbuminúria
- Controle de PA: ≤ 140 x 80 mmHg (ADA)
- Restrição protéica
- Terapia lipídica (LDL < 100 mg/dl)
- Sem cura
- Controle PA com IECA ou BRA + tiazídico + antagonista canais de cálcio
GLOMERULOPATIAS SECUNDÁRIAS
Reprodução proibida. @dediostephannie 5
NEFROESCLEROSE MALIGNA (EMERGÊNCIA)
FATOR DE
RISCO
HAS acelerada – maligna:
- PAD > 120-130 ou PAS > 200 – 220
- Retinopatia graus III e IV
- Edema agudo de pulmão
- Encefalopatia Hipertensiva
- Nefroesclerose Maligna
CLÍNICA
- Diminuição abrupta do FG por necrose fibrinoide e arterioloesclerose hiperplásica
- Leva a uma Glomeruloescerose necrosante: trombose intracapilar, necrose isquêmica e infiltração neutrofílica
- Laboratório: Hematúria, cilindros hemáticos, proteinúria, IRA (aumento súbito de uréia e creatinina) e anemia hemolítica.
TTO
Controle da PA com nitroprussiato
NEFROPATIA PELO HIV AMILOIDOSE RENAL
FATOR DE
RISCO
- Homens afrodescendentes
- Usuários de Drogas
- Baixo CD4
- Amiloidose primária (AL) ou inflamação crônica (AA)
- Depósito das fibrilas amilóides nos tecidos
CLÍNICA
- DRC com rins aumentados de tamanho
- GEFS e GEF colapsante
- DRC com rins de tamanho aumentado
- Sd. Nefrótica com proteinúria intensa.
- Diagnóstico: biopsia de reto, cochim gorduroso abdominal, fígado ou
rim. Na microscopia de luz polarizada observa-se birrefringência verde
com coloração VERMELHO DO CONGO.
TTO TARV
Reprodução proibida. @dediostephannie 6
SÍNDROME HEMOLÍTICO-URÊMICO
EPIDEMIO
- Causa mais freqüente IR em < 4 anos
- 7-10 dias após infecção E. coli 157:H7
- Formação de coágulo com fibrina nos vasos renais
CLÍNICA
- IRA oligúrica
- Trombocitopenia
- Hemólise Microangiopática
- Hematúria glomerular
- Leucocitose
TTO
Diálise peritoneal
- Prognóstico: melhora 7 – 21 dias
TROMBOSE GLOMERULAR
Reprodução proibida. @dediostephannie 7
TIPO FISIO CAUSA LABORATÓRIO TRATAMENTO
N.T.A.
- Feedback
tubuloglomerular
- Plugs obstrutivos
- Backleak escórias
- Isquêmicas → Choque,
sepse, queimados
- Tóxicas → aminoglicosídeos
(TCP), Anfo B (AH e TC),
mioglobina (TCP); Contraste
iodado, Iacrolinus,
Ciclosporina.
IRA Pré- Renal NTA - Prevenção:
- Contraste: hidrataação, HCO3
N - Acetilcisteina, isomolar
- Queimados: hidratação e manitol
- NTA instalada: suporte
Na Uri < 20 m Eq /L > 40 m Eq / L
Fe Na Uri < 1% > 1 %
Osm Uri
> 500 m Osm /
L
< 350 m Osm /
L
Densi Uri > 1020 < 1015
N.I.A.
Inflamação do
interstício renal
que causa
obstrução
extrínsica
- Fármaco (alergia) → ß-
lactomicos, sulfas, rifampicina,
AINES, tiazídicos e furosemida.
- Infecciosa → Pielonefrite
- Autoimune
- IRA Oligúrico+ dor lombar
- Febre + Rash cutâneo
- Eosinofilia + Aumento IgE
- Hematúria + Ptnúria + Piúria
- Eosinofilúria ( coloração de Hansel)
Afastar a causa, se não melhorar
usar corticoide.
N.I.C.
Fibrose do
parenquima renal e
atrofia glome
- Persistência NIA
- Nefropatia Obstrutiva
- Nefropatia Analgésica →
Fenacetina+ aspirina
- Nefrocalcinose
- Nefropatia
Hipocalemica/Saturnismo/Lítio
- Poliúria, HAS secundária, anemia
desproporcional: perda função AH e TC
- BQ: Semelhante à NIA menos eosinofiluria
- Prevenção:
- Manter lítio sérico < 1 mEq / L
+ amiloide
- Quelante (EDTA)
- Suporte
Necrose de
Papila
Isquemia de vasos
retos
P Prielonefrite
H Hemoglobinopatia s
(anemia falciforme)
O Uropatia obstrutiva
D Diabetes
A Analgésicos
✓ Dor lombar, Hematúria e febre
✓ Urografia excretora: sombra em aneis (Sing
Shadow)
Afastar causa para poupar outras
papilas
DOENÇAS TUBULOINTERSTICIAIS
Reprodução proibida. @dediostephannie 8
Distúrbios
Segmentares
do néfron
PORÇÃO REABSORÇÃO PATOLOGIA OBS.
TCP
Glicose - Ac Úrico - Fosfato -
Bicarbonato - Aminoácido
Parcial: Generalizada:
- Glicosuria Renal - Sd Fanconi
- Cistinúria Mieloma múltiplo
- Doença Hartnup
- ATR tipo II
AH
Descendente: H2O
Ascendente: Na / K / 2 Cl →
Furosemida
Sd de Bartter (Poliúria, polidipsia, PA normal) TTO: Espironoactona / amiloide +
AINES
TCD
Na: Cl → Tiazídico Sd de Gitelman
ATR tipo I
TC
Cortical: Aldosterona:
Reabsorve Na na troca H+ ou K+
Medular: ADH: reabsorve H2O
ATR tipo I → Sd Sjogren
ATR tipo IV → Diabete
ACIDOSE TUBULAR RENAL
ATR I ATR II ATR IV
CAUSA Redução da acidificação
Bicarbonatúria
( < 15 - 20)
Redução Aldosterona
PH Urinário Alcalino Normal (ácido) Ácido
Calemia (K+) Hipocalemia Hipocalemia Hipercalemia
Lembrar de... Sd Sjogren Mieloma Múltiplo Diabetes
Reprodução proibida.@dediostephannie 9
1- DOENÇA RENAL CRÔNICA
Albumina ≥ 30 mg/dl + Diminuição progressiva do TFG (<60ml/min) → POR 3 MESES OU MAIS
CAUSA CALCULO DA FUNÇÃO RENAL
- Diabetes
- HAS
- Glomerulopatias primarias (GEFS)
- Fórmula de Cockcroft-Gaullt
ClCr estimado = (140 – idade) x Peso (Kg) Se mulher agregar x 0,85
Creatinina plasmática x 72
- Fórmula da MDRD (já vem pronto nos exames)
- Marcadores exógenos (padrão ouro, mas não se usa): Inulina ou Iotalamato
Estágio da DRC segundo KDIGO
ESTÁGIO TFG ESTÁGIO ALBUMINA
G1 ≥ 90 ml/min A1 < 30mg/dia
G2 60-89 ml/min A2 30 – 300 mg/dia
G3a 45 – 59 ml/min A3 > 300 mg/dia
G3b 30 – 44 ml/min
G4 15 – 29 ml/min
G5 < 15 ml/min
TTO
ESTÁGIO 1 E 2 ESTÁGIO 3 ESTÁGIO 4 ESTÁGIO 5
- Causa base
- BRA ou IECA +/- tiazídico com alvo
de PA ≤ 130 x 80 mmHg
- Restrição de sal e proteica
- Igual ao estágio 1 e 2 +
- Furosemida
- Restrição de fósforo
- Eritropoietina se Hb < 10
- Furosemida altas doses
- IECA com cautela
- Restrição protéica, fósforo, potássio
e sódio.
- Eritropoietina se Hb entre 10 -11,5
- +/- cinacalcet +/- calcitriol
→Se creatinina > 4 ou TFG < 25 =
fístula
- Creatinina > 6-8 mg/dl Diálise
- Ureia > 120-180 mg/dl
- Restrição de água, proteínas, sódio,
potássio.
- Repor bicarbonato se < 20-23 mEq/l
INSUFICIÊNCIA RENAL
Reprodução proibida. @dediostephannie 10
SÍNDROME URÊMICA
Conjunto de sinais e sintomas que aparece na insuficiência renal grave, quando a filtração glomerular está < 30ml/min
Tem como manifestações clinicas: anemia, doenças ósseas (osteodistrofia renal), alteração cardiovascular, alteração na hemostasia, alteração do potássio,
alterações ácido-basico, pulmão Urêmico, alterações neurológicas, alterações gastrointestinais, alterações nutricionais, alterações dermatológicas
1- ANEMIA
Anemia normo-normo com clínica, devido a deficiência de eritropoietina
➔ TTO: Eritropoietina Recombinante Humana 80-120 U/kg por semana (dividido em 3 dias) SC ou Darbopoetina alfa.
Obejtivo: Hb 10 -11,5g/dl
Reposição IV de ferro: paciente com transferrina < 20% ou ferritina < 100 ng/dl. Iniciar 5 dias antes da eritropoietina.
2- OSTEODISTROFIA RENAL
Hiperparatireoidismo secundário Doença Óssea Adinâmica Osteomalácia
Aumento do PTH → destruição osso antigo e faz
osso novo de má qualidade
Alto tourn-over
- Clínica: Dor óssea (lombar), fraturas patológicas,
prurido de difícil tratamento.
- Laboratório: PTH intacto > 200pg/ml,
Hiperfosfatemia grave > 6,5 mg/dl, Fosfatasa
alcalina elevada.
- RX: Crânio em sal e pimementa, osteoclastoma
(tumor marrom), coluna em rugger Jersey
- TTO: Restrição de fosfato na dieta ( < 800mg/dia)
Uso de quelante do fósforo (cloridrato de
Sevelamer)
Uso de derivados da Vit D (calcitriol)
Calciominéticos (cinalcacet)
* Cirurgia se: dor óssea intratável, fraturas
patológicas, calcifixia, disfunção orgânica por
calcificação, prurido intratável.
- Causa: tratamento excessico do hiperpara 2º
- FR: Terapia de hiperpara 2º, idade avançada,
diabetes.
- Conduta: PTH entre 150 – 300 pg/ml
- FR: acidose metabólica crônica, deficiência de
calcitriol.
- RX: pseudofraturas de Looser.
Reprodução proibida. @dediostephannie 11
3- DOENÇA ISQUÊMICA DO MIOCÁRDIO
- Aumento do PTN-C e da dimetilarginina assimétrica.
- Aumento dos triglicerídios e diminuição do HDL
- Hiperhomocisteinemia
- Hiperfosfatemia (calcificação vascular)
➔ Pericardite Urêmica: coração em moringa
4- ALTERAÇÃO NA HEMOSTASIA
- Vilão: Ácido guanidinosuccínico: gera disfunção do fator de Von Willebrand e Gp IIb – IIIa, diminui geração do TXA2, aumenta o óxido nítrico.
- Pequeno vilão: Anemia (HTO < 30%).
➔ Conduta temporária: correção da anemia (eritropoietina), DDAVP (desmopressina) ou estrógenos conjugados ou crioprecipitado.
➔ Conduta definitiva: Hemodiálise sem heparina ou diálise peritoneal.
5- ALTERAÇÕES DO POTÁSSIO
- Aumento da fração de excreção de potássio
- Aumento da excreção colônica
- Distúrbio na bomba Na+/K+ ATPase
*Se TFG < 5-10 ml/min → Retenção de K+
6- ALTERAÇÃO ÁCIDO-BASICO
➔ TFG < 20 ml/min: diminuição da produção de amônia (NH3+) no néfron, PTH reduz a reabsorção de HCO3 no túbulo proximal. → ACIDOSE METABÓLICA
HIPERCLÔREMICA.
➔ TFG < 5 – 10 ml/min: rim retém sulfato → ACIDOSE METABÓLICA COM ANION GAP AUMENTADO.
Reprodução proibida. @dediostephannie 12
7- PULMÃO URÊMICO
- Aumento da permeabilidade alvéolo capilar
- Distribuição em “Asa de Morcego”
8- ALTERAÇÕES NEUROLÓGICAS
➔ Estágio 4: neuropatia periférica, hipoestesia em bota, Síndrome das pernas inquietas.
➔ Estágio 5: mioclonias, flapping, convulsão, coma.
9 – ALTERAÇÕES GASTROINTETSINAIS
- Náuseas, vômitos, hálito urêmico, erosões, ulcerações pépticas em mucosa gástrica e duodenal.
10- ALTERAÇÕES NUTRICIONAIS
- Desnutrido → avaliar desde estágio 3
11- DERMATOLÓGICAS
- Prurido urêmico: paciente subdialisados, controle inadequado do hiperpara, duplo produto alto, xerose (pele seca)
- Unhas de Lindsay
- Neve Urêmica.
Reprodução proibida. @dediostephannie 13
2- INJÚRIA RENAL AGUDA
Aumento da creatinina ≥ 0,3 mg/dl em < 48h
Ou ≥ 50% do valor basal em até 7 dias
Ou débito urinário < 0,5 ml/Kg/h por > 6h
CAUSA CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA
- PRÉ – RENAL (55%): mais comum, hipovolemia, IC,
hipoperfusão renal + AINES ou IECA, estenose
bilateral da artéria renal + IECA, vasodilatação
sitêmica (sepse), síndrome hepatorrenal
(vasoconstrição intra-renal).
- RENAL INTRÍNSECA (40%): mais comum na UTI,
nefrite intersticial aguda, necrose tubular aguda,
GNRP.
- PÓS-RENAL (5%): Obstrução ureteral bilateral ou
unilateral em rim único, obstrução no colo da
bexiga (hiperplasia prostática benigna, bexiga
neurogênica), obstrução ureteral unilateral com
DRC avançada.
- IRA ISQUÊMICA por: mesma causa da pré-renal,
pós- operatório de grandes cirurgias, choque séptico.
- IRA NEFROTÓXICA por:
- Lesão tubular: aminoglicosídeos, cisplatina,
ifosfamida, anfotericina B.
- Vasoconstrição: contraste radiológico, ciclosporina,
tacrolimus.
- Rabidomiólise com mioglobinúria: hiperkalemia,
hiperfosfatemia, hipocalcemia, aumento de CK
- Expansão do liquido extracelular (hipervolemia)
- Hiperkalemia
- Acidose metabólica AG aumentado
- Hiperfosfatemia
- Hipocalcemia
- Anemia
- Coagulopatia
- Infecção
- Desnutrição
- Pericardite
- ICFER
Reprodução proibida. @dediostephannie 14
LABORATÓRIO E DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
1- SEDIMENTOURINÁRIO: 2 – BIOQUIMICA 3- IMAGEM 4- BIÓPSIA
- Hematúria: coágulos: pós-renal
Dismórficas: glomerulopatias
- Eosinofiluria: nefritis intersticiais ou trombóticas
- Cristais de Oxalato e hipurato: intoxicação por
etilenoglicol
- Piuria: infecção
- Cilindros:
Hialinos: Pré-renal
Granulosos: NTA
Granulosos eosinolílicos: NIA
Hemáticos: glomerulonefrite
Marrons/pigmentados: rabdomiólise
Largos: DRC
Igual na NTA
- Biomarcadores:
- KIM-1: injuria no parênquima
renal (precoce)
- NGAL: marcador de injuria
renal mais precoce que a
creatinina porem mais tardia
que KIM-1.
USG: atrofia renal, suspeita
de obstrução, IRA sem causa
aparente.
Após excluir tudo.
TRATAMENTO
PÓS-RENAL PRÉ-RENAL ISQUÊMICA INTRÍSECA
Tratar causa base Restaurar volemia - Evitar hipervolemia
- Restrição de sódio e potássio
- Tratar hiperfosfatemia
(reposição de cálcio)
- Furosemida
- Correção da acidose
- Profilaxia de hemorragia
digestiva alta
- Suporte nutricional
- Imunossupressão
- Plasmaférese
Reprodução proibida. @dediostephannie 15
VALORES:
• pH: 7,35 - 7,45 {
𝐴𝑙𝑐𝑎𝑙𝑜𝑠𝑒
𝐴𝑐𝑖𝑑𝑜𝑠𝑒
• HCO3 : 22 - 26 m Eq / L
• pCO2: 35 -45 mm Hg
•
𝐁𝐁 𝐞𝐜𝐟: 48 m Eq /𝐿
𝐁𝐄 𝐞𝐜𝐟: ± 3 m Eq /𝐿
} Determina distúrbio crônico
INTERPRETAÇÃO
1) Determinar o Distúrbio:
• pH alto ou baixo?
+ Alcalose
- Acidose
• Quem é o responsável?
HCO3: metabólico (sempre
acompanha o pH)
pCO2: respiratório (sempre inverso
ao pH)
DISTÚRBIOS ÁCIDO BÁSICO
Reprodução proibida. @dediostephannie 16
2) Cálculo da resposta compensatória:
• Acidose Metabólica:
pCO2 = (1,5 x HCO3) + 8
• Alcalose Metabólica:
pCO2 = HCO3 + 15
• Acidose Resp. Crônica:
↑ 4 m Eq / L HCO3 → ↑ 10 mmHg CO2
• Alcalose Resp. Crônica:
↓ 5 m Eq / L HCO3 → ↓ 10 mm Hg CO2
3) Se Acidose Metabólica, calcular AG:
AG = [Na+] - (HCO3 + Cl-)
8 - 12 m Eq/ L → Acidose metabólica com AG aumentado
Acidose metabólica com AG normal (hiperclorêmica)
Corrigir
AG do paciente - 10 m Eq /L = ∆ AG > 24 m Eq / L: alcalose met. associada
∆ AG + HCO3 sérico = HCO3 para corrigir
< 24 m Eq / L: acidose Hiperclorêmica associada
4) Avalie se a clínica é compatível
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CLÍNICA
pH < 7,35 e HCO3 < 22 m Eq/L pH > 7,45 e HCO3 > 26 mEq/L pH < 7,35 e pCO2 > 45 mmHg pH > 7,45 e pCO2 < 35 mmHg
Acidose Metabólica Alcalose Metabólica Acidose Respiratória Alcalose Respiratória
Causas
AG ↑
Lática
CAD
Ca-alcoólica
Toxinas
IRC avançada
AG Normal
Perda TGI
ATR
AGU se
+ ATR
- Perda TGI
(Nau + Ku) - Clu= AGU (- 8 - 12)
- Perdas digestivas altas
- Tiazídico / Furosemida
- Hiperaldosteronismo 1º
- Hipertensão Renovascular
- Adenoma Viloso de Colon
- Hipoventilação
- DPOC
Hiperventilação
M.C.
- Aguda:
Doença de base +
Resp. Kussmaul
Vasodilatação periférica
Disfunsão miocárdica
Arritmia
- Crônica:
Dismineralização óssea
Deficit crescimento
Nefrolitíase
Doença de base +
Hipotensão arterial
Fraqueza musc.
Parestesia / tetania
- Aguda:
- Ataque de pânico
- Sepse
- Crônica:
- Cirrose hepática
- Gestação
T.T.O
- AG ↑:
1- Causa base
2- HCO3 se pH ≤ 7,2
HCO3 = 0,5 x peso x (HCO3 desejado -
atual)
0,38 x pCO2
- AG Normal:
1- Repor HCO3
2- Repor K+ (citrato de K+)
3- Fludrocortisona
- Responsiva Salina:
SF 0,9% + K+
Bloqueador H2 ou IBp
Diálise HCO3 baixo
- Não Responsivo:
Repor K+
Bloqueio da aldosterona
(espironolactona)
Cirurgia
IOT
Normalizar pH
Causa base
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Valor de referência: 135 - 145 mEq/L
1º Osmolaridade Plasmática: 2º Tonicidade (Osmolaridade Efetiva)
2 x Na +
𝑔𝑙𝑖𝑐𝑜𝑠𝑒
18
+
𝑈𝑟𝑒𝑖𝑎
6
= 285 − 295
+
𝐵𝑈𝑁
2,8
2 x Na +
𝑔𝑙𝑖𝑐𝑜𝑠𝑒
18
Osmômetro → Caso a diferença da conta para o osmômetro seja > 10 mOsm /L → Intoxicação exógena
HIPONATREMIA
Na+ < 135 mEq/ L Excesso de água (Podipsia Psicogênica) ou ↑ ADH (SIADH)
→ CLASSIFICAÇÃO:
1) Isotônico 285 - 295 2) Hipotônica < 285 mOsm/L 3) Hipertônica: > 295 mOsm/L
↑ Ptn e lipídeos ↑Outros osmólitos
Normovolêmica Hipovolêmica Hipervolêmica (Edema)
SIADH ou hipotireoidismo Extrarrenal: Nau < 20 mEq/L ICC, IRC e Cirrose
Natriurese + Diarreia e vomito
↑ osm urinária +
Uricosuria Renal: Nau > 40 mEq/L
Diurético, SPS
DISTÚRBIOS DO SÓDIO
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→ TRATAMENTO:
Normovolêmia: Restrição hídrica +
Furosemida
Se não melhorar: Conivaptan
Crônico: Hipovolêmia: SF 0,9%
Fludrocortisona se SCPS
Hipervolêmia: Restrição hídrica +
Furosemida
Se não melhorar: Diálise
Repor com Salina 3%
Agudo: Elevar 3mEq/L em 3 h
Máximo 12 mEq/L em 24 h
1º) Déficit de Sódio:
→ 0,5 x peso x variação desejada {
3
9
→ 0,6 x peso x variação desejada
2º) Transformar em gramas:
Déficit / 17 = y g
3º) Repor com NaCl 3%
100 ml → 3 g
x ml → y g
Receita: Correr em BIC ml Na Cl 3% em 3 h
e ml Na Cl 3% nas próximas 21 h
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HIPERNATREMIA
→Na+ > 145 m Eq/L →Déficit de água ou ↓ADH (Diabetes Insipidus)
→ CLASSIFICAÇÃO:
Normovolêmica Hipovolêmica Hipervolêmica
Na Normal
H2O ↓
DI, hipodipsia, perdas insensíveis
livres
Na ↓
H2O ↓↓
• Renal: Nau > 40
Diurético, pós- obstrução
• Extrarrenal: Nau < 20
Queimadura e diarreia
Na ↑↑
H2O ↑
Ganho de sódio NaHCO3 Ev, NaCl
3%
→ DX:
- Anamnese + EF + Lab. (Osm.plasmático e urinário)Investigar se causa obscura:
→ Osm ur > 150 Poliúria Hipertônica (DM, Manitol, Hiperalimentação)
→ Osm ur < 100 Osm pl ↓↓ = Polidipsia primária
Osm pl > 295 = DI
→TRATAMENTO:
Reduzir 10 mEq/L em 24 h.
1) Hipovolêmico 2) Normovolêmico 3) Hipervolêmico
SF 0,9 % até estabilizar
SF 0,45 % {
50% 𝑆𝐹 0,9%
+
50% 𝑔𝑙𝑖𝑐𝑜𝑠𝑎𝑑𝑜
Água VO
ou
SG 5% IV
SG 5% + furosemida
Sem resposta Diálise
Cálculo para Reposição:
→ 0,4 x peso x ( [ Na pac / Na desejado] - 1)
+ 1 500 ml/dia (perdas insensíveis
→ 0,5 x peso x ( [ Na pac / Na desejado] - 1)
Reprodução proibida. @dediostephannie 21
→Valor Plasmático: 3,5 – 5,0 mEq / L → Excitabilidade Neuromuscular
• Guarda K+ na célula: Insulina, adrenalina, alcalose
• Elimina K: Aldosterona
Elimina K+: Hiperaldosteronismo, alcalose e ↓ Mg2+ (Renal)
Perda suco digestivo abaixo do piloro (Extrarrenal)
HIPERCALEMIA > 5,5 mEq / L HIPOCALEMIA < 3,5 mEq / L
CAUSAS
Tiram K da célula
- Rabdomiólise
- Lise Tumoral
- Acidose met.
- Hemólise maciça
Retém K
- IR
- Hipoaldosteronismo
- Espironolactona
- IECA
- Heparina
Elimina K
- Hiperaldosteronismo
- Tiazídicos
- Anfotericina β
- Vômito e diarreia
Guarda K
- Insulina
- Alcalose
- Beta 2 agonista
- Vit B12
CLÍNICA
Não Cardiogênico: Fraqueza muscular.
Cardiogênico: Apicula onda T, QRS alargado,
Onda P achatada, Fibrilação ventricular.
Não cardiogênico: Fraqueza muscular.
Cardiogênico: Achata onda T, aumenta onda U,
apicula onda P.
TTO
1) Proteger o coração
– Gluconato de cálcio 10%, 1 amp. 2- 5 min
2) Diminuir K
- Glicoinsulinoterapia: 10 U insulina + 50 g glicose
- Bicarbonato de acidose (50 ml a 8,4%) em 20 min.
- β 2– agonista inalatório
3) Manutenção
- Furosemida
- Sorkal (30g 12/12 h)
4) Liga pra Nefro → Diálise
- Leve
- Xarope KCl 6% - 15 a 30 ml /dia
- Grave
Sintomático ou K < 3 mEq /L
SF 0,45% 210 ml + K Cl 10% - 40 ml em 4h
Repõe e verifica
Se Refratário pedir Mg
Se Mg estiver baixo o K não sobe.
DISTÚRBIOS DO POTÁSSIO
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COMPOSIÇÃO DOS CÁLCULOS FORMAÇÃO FR
- Oxalato de cálcio (40-70%)
- Estruvita (10-20%) – fosfato de amônio
magnesiano
- Ácido úrico (5-10%) – não vê
- Fosfato de cálcio puro (6%)
- Cistina (2-3%) – não vê
pH > 7 → fosfato de cálcio e estruvita
pH > 5 → acido úrico e cistina
Elementos insolúveis → nucleação (formação de
cristais) → crescimento por agregação →
formação do cálculo.
- Hiperpara 1º
- DM
- Obesidade
- Baixa ingestão de água
- Rim em ferradura
CLÍNICA DX TTO
- Dor: migração
- Obstrução em 3 pontos: junção ureteropélvica,
1/3 médio do ureter e junção vesicoureteral →
hidronefrose
- Sudorese
- Náuses e vômitos
- Hematúria (macro ou micro)
- Cólica Nefrítica: dor em flanco e região anterior
do abdome, com irradiação para região inguinal,
bolsa escrotal ou grandes lábios.
- Polaciúria e disúria
- Picos hipertensivos
- Clínica (passado de cálculo, dor e hematuria)
- RX: hiperdenso
- Urografia excretora: afilamento e dilatação
- USG renal: sombra acústical e cálculo
- TC helicoidal sem contraste (padrão ouro): com
contraste → anatomia ou cirurgia.
- Cálculo ≤ 10mm → clínico
- Cálculo > 10 mm ou persistente (>4-6 sem) →
intervenção
- CLÍNICO INICIAL:
- Hidratação IV
- Analgesia (AINES IV ou opioide)
- Bloqueadores alfa (Tansulosina)
COMO INVESTIGAR
Cálculo Ureteral na TC – analgesia + HP → Urosepsis? e/ou Rim Único? e/ou Anúria? e/ou Dor refratária?
Sim: Descompressão Ureteral de Urgência (cateter duplo J ou nefrostomia)
Não: pedra > 10 mm? Sim: Intervenção
Não: Observa e trata → retornar 4-6 semanas → fim do cálculo? Sim: investiga causa do cálculo
Não: intervenção
NEFROLITÍASE
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TTO INTERVENCIONISTA:
1- Litotripsia ondas de choque extracorpórea (LOCE):
- Cálculos < 2cm
- Pelve/ ureter proximal
- Baixa densidade
2- Ureterolitotripsia com ureterorreno semi-rígido ou rígido:
- Ureter distal ou médio → rígido
- Ureter proximal e pelve → flexível
3- Nefrolitotomia percutânea:
- Cálculo > 2 cm (pelve ou ureter proximal)
- Cálculo > 1 cm (no cálice renal inferior)
- Cálculo coraliforme
- Cálculo refratário à LOCE
INVESTIGAR A CAUSA:
1- Urina tipo I e cultura
2- Urina 24h: pH, cálcio, ácido úrico, citrato, oxalato, fosfato, magnésio
3- Sangue: cálcio, ácido úrico, fosfato, sódio, potássio, cloro. Bicarbonato, creatinina, uréia.
Reprodução proibida. @dediostephannie 24
TIPOS DE CÁLCULO E SUAS CAUSAS
CÁLCIO
HIPERCALCIÚRIA IDIOPÁTICA HIPERCALCEMIA + NEFROLITÍASE HIPEROXALÚRIA
Cálcio urinário > 300 mg/ 24h em homens ou > 250
mg/24h em mulheres.
TTO: restrição de sódio e proteínas
Tiazídico
NÃO RESTRINGIR CÁLCIO!!!!
Pensar em: hiperparatireoidismo, sarcoidose,
intoxicação de vitamina D.
- Oxalato urinário > 50mg/24h
- Oxalúria entérica > 100 mg/24h
- TTO: leve a moderada – dieta
Entérica: dieta pobre em oxalato e gordura e
suplemento de cálcio.
CISTINA
- Achado de cristais hexagonais típicos
- Cistinúria ≥ 300mg/dia
- TTO: volume urinário > 3L/dia
Citrato de potássio visando pHurinário > 7,5
Restrição de Na+
D-penicilamina ou Tiopronina
ESTRUVITA
- pH urinário > 7,0
- Urinocultura positiva: Proteus SP, Pseudomonas, Enterococcus (bactérias produtoras de uréase)
- Cálculos coraliformes: Bexiga neurogênica, cateter vesical de demora, prostatismo, anomalia congênita do trato urinário, mulher.
- TTO: Nefrolitotomia percutânea
Irrigação da pelve renal com hemiacidrina
ATB
Não candidatos a cirurgia → acido acetohidroxâmico.
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EPIDEMIO FR PATOLOGIA
-2ª causa de câncer no homem
- 2ª causa de morte por câncer no homem
- > 65 anos
- Afrodescendentes
- História familiar (15%)
- Mutação BRCA-1 e BRCA-2
- Obesidade
- Adenocarcinoma acinar em95% dos casos
- > 70% periférica (posterior)
- > 80% multifocal
ESCORE DE GLEASON
Quanto mais indiferenciável maior será o Gleason e mais diferente será do tecido normal.
Gleason vai do 1 ao 5. É realizado uma biópsia de vários locais da próstata, por ter Gleason diferente, soma os valores, sendo que o primeiro é sempre o que
mais predomina. Ex: Gleason 4 + Gleason 3= Gleason 7
GLEASON ISUP SOBREVIDA EM 5 ANOS RISCO PARA CÂNCER
6 1 96% Baixo risco
3 + 4 = 7 2 88%
Moderado risco
4 + 3 = 7 3 63%
8 4 48%
Alto risco
9 - 10 5 26%
DISSEMINAÇÃO CLÍNICA SCREENING
- Local: vesícula seminal e base da bexiga.
- Linfática: linfonodos pélvicos (linfadenectomia)
Para aórticos (linfadenectomia
extendida)
- Hematogênica: óssea (metástase blástica)
- Assintomático (60%)
- Hesitação, jato urinário fraco (doença localmente
avançada)
- Hematospermia
- Edema de MMII
- Dor óssea (metástase)
Biopsia transretal guiada por USG. Para:
- 40 -55 anos (afrodescendentes ou HF)
- 55 – 74 anos
- toque retal com nódulo ou induração.
RASTREIO
- Toque retal: área suspeita (nódulo e induração) → Biópsia transretal guiado por USG.
- PSA: solicitas a cada 2 anos, se > 10 ng0ml → Biópsia transretal guiado por USG.
CÂNCER DE PRÓSTATA
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ESTADIAMENTO
RM da próstata: avalia o T
- TC de abdome e pelve: avalia o N – pedir se Gleason > 7 ou PSA > 10 ng/ml
- Cintilografia óssea: avalia M – pedir se Gleason > 7 ou PSA > 20 ng/ml
Estágio I – T1 T2a N0 M0
Estágio II – T2b T2c N0 M0
Estágio III – T3 N0 M0
Estágio IV – T4 N0 M0
qqT N1 M0
qqT qqN M1
T N M
T 1 – tumor não palpável não visível por imagem
T2 – tumor palpável confinado a próstata
A – ½ de um dos lobos
B – mais da metade de um dos lobos
C – envolve os 2 lobos
T3 – extensão extra prostática loval
A- não invade as vesículas seminais
B – Invade as vesículas seminais
T4 – invasão por contigüidade de órgãos
adjacentes (bexiga, reto, esfíncter ureteral
externo..)
N 0 – sem envolvimento linfonodal
N 1 – com envolvimento linfonodal
M 0 – sem metástase à distancia
M 1 – Com metástase a distancia:
A – linfonodos não regionais
B – osso
C – outras localizações
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TTO
LOCALIZADO
- Conduta expectante se: expectativa de vida < 10
anos, Gleason de baixo grau, tumor de pequeno
volume.
TTO: castração cirúrgica ou química / RT
- Prostectomia Radical: RALP, laparoscopia manual
ou aberta.
- Linfadenectomia Pélvica se: PSA > 10 ou Gleason
≥ 7
ACOMPANHAMENTO
m 2 meses: PSA indetectável ( <0.04 mg/ml)
Realizar 3/3 meses no primeiro ano, de 6/6 meses no segundo ano e anual até o quinto ano.
- Recidiva: PSA maior 0,2 ng/ml → RT – PSA 2 meses após, e em 6 meses tem que estar < 0,5ng/dl, repetir 3/3 meses no 1º ano.
AVANÇADA
-Terapia Hormonal: Agonistas do GnRH – Leuprolida ou Goserelina
Bloqueador dos receptores de androgênios – Flutamida, bicalutamida, nilutamida
- Estágio III – Terapia hormonal + RT
- Estágio IV (T4 N0 M0 / Tqq N1 MO) – terapia hormonal + RT
- Estágio IV (T qq Nqq M1) – TH ou QT
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