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INSUFICIÊNCIA CARDÍACA, ANGINA E INFARTO
PROFA DRA GISELE HIRANO
PROFA JANAINA P. AGUIAR
2025
Contoso
Farmacêutica
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INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
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Farmacêutica
CONCEITO
Síndrome clínica complexa, na qual o coração é incapaz de bombear sangue de forma a atender às necessidades metabólicas tissulares, ou pode fazê-lo somente com elevadas pressões de enchimento. Tal síndrome pode ser causada por alterações estruturais ou funcionais cardíacas e caracteriza-se por sinais e sintomas típicos, que resultam da redução no débito cardíaco e/ou das elevadas pressões de enchimento no repouso ou no esforço (Braunwald, 2015)
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Farmacêutica
Manutenção Débito Cardíaco - perfeita integração entre:
 pré-carga (quantidade de sangue que chega no VE)
 contratilidade
 pós-carga (força que o VE necessita para ejetar o sangue pela Aorta)
 freqüência cardíaca 
 contração ventricular
Insuficiência Cardíaca
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Epidemiologia da IC
 Incidência :
envelhecimento da população 
 da mortalidade de indivíduos com cardiomiopatias
Mundo: 23 milhões de pessoas
Mortalidade em 5 anos: 35%
BRASIL - 2 milhões diagnósticos IC
  240 mil casos novos/ano
DEZ/2024: 14.736internações por IC
 tempo médio internação 5,7 dias
Custo com internações por IC em Dez/24: R$38.065.696,07 
ALTO IMPACTO SOCIAL E ECONÔMICO
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FATORES DE RISCO
Harrison - 15ª Ed. 2002
IAM
idade
HA
DM
valvulopatias
Obesidade
Dislipidemia
Doença de Chagas
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ETIOLOGIA
Falência miocárdica - via final comum de diversas cardiopatias:
Harrison - 15ª Ed. 2002
isquêmica
chagásica
dilatada idiopática( familiar ou não)
hipertensiva
valvar
congênita
periparto
pós miocardite
agentes cardiotóxicos (exemplo: álcool, cocaína)
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Estágios da insuficiência cardíaca (IC), segundo American College of Cardiology/American Heart Association
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Classificação funcional, segundo a New York Heart Association
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INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA (ICC)
Insuficiência cardíaca Esquerda:
Se o coração não tiver força de contração para impulsionar o sangue que chega dos pulmões para o organismo, a tendência é hipertrofiar provocando acúmulo de sangue no pulmão  edema pulmonar
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Insuficiência cardíaca Direita:
Se não houver força suficiente para levar o sangue que chega dos tecidos aos pulmões, ocorrerá dilatação do VD, prejudicando a oxigenação e o sangue tenderá a retornar para os locais de onde veio (acúmulo de líquido em órgãos de grande circulação)
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA (ICC)
ASCITE
HEPATOMEGALIA
AUMENTO DA PRESSÃO VENOSA CENTRAL E PERIFÉRICA
ESTASE JUGULAR
EDEMA DE MMII
FADIGA
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SINAIS E SINTOMAS DE IC
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 Eletrocardiograma: 
Dificilmente o paciente com insuficiência ventricular esquerda apresenta ECG normal.
Porém as alterações não são específicas. 
Ecocardiograma: 
Exame complementar mais valorizado atualmente
- Método não invasivo  fornece dados relevantes para o manuseio do paciente
Exames diagnósticos
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Radiografia de tórax evidenciando aumento de área cardíaca
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Visa melhorar a força e a eficiência da contração do miocárdio.
Eliminar o excesso de líquidos do organismo
 repouso
 dieta leve hipossódica(máximo 3g/dia)
Medicamentos:
 Digitálicos, 
Diuréticos
 vasodilatadores
Tratamento
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DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM – NANDA 2024-2026
Risco de débito cardíaco diminuído
Volume de líquidos excessivo
Troca de gases prejudicada
Padrão respiratório ineficaz
Tolerância à atividade diminuída
Mobilidade física prejudicada
Autogestão ineficaz da saúde
Risco de infecção
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 avaliação dos efeitos da terapêutica - melhoria da eficiência cardíaca: redução das necessidades metabólicas do corpo - repouso
 realizar balanço hídrico
 avaliação do nível de consciência
 avaliação da função respiratória
 exame físico: ausculta, FC, sudorese, inquietude, fadiga
 aliviar ansiedade
 restrição Hídrica, 
 avaliação de edema: peso jejum, circunferência abdominal
 dieta hipossódica
Intervenções de Enfermagem:
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SÍNDROMES CORONARIANAS AGUDAS
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DOR TORÁCICA
Mais de 5 % dos atendimentos nas unidades de emergência são por dor torácica;
40% das causas de internação hospitalar
Cerca de 25 % dos que são internados são diagnosticados com síndrome coronariana aguda (SCA)
O ECG deve ser realizado e interpretado nos primeiros 10min do contato médico em pacientes suspeitos para SCA
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DOR TORÁCICA NA EMERGÊNCIA
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ABORDAGEM DO PACIENTE COM DOR TORÁCICA
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Instalar O2 se SatO2músculos estriados envolvidas com o mecanismo de regulação de cálcio; as cadeias de aminoácidos das cadeias T e I são diferentes nos músculos cardíaco e periférico o que as torna específicas do coração
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BIOMARCADORES DE NECROSE MIOCÁRDICA
	BIOMARCADOR	ELEVAÇÃO (HORAS)	PICO (sem tratamento)	NORMALIZAÇÃO
(sem tratamento)	PICO	(com tratamento	NORMALIZAÇÃO
(com tratamento)
	Mioglobina	1-3	6-8	24		
	CKMB	3-12	18-24	44-72	11	24
	Troponina I	3-12	20-48	6-11	15-24	3-4
	Troponina T	3-12	20-48	6-14	11-48	4-5
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Síndromes coronarianas agudas - diferencial
Angina Instável
Sem
alterações de
Infarto com supra de
ST
Infarto sem supra de ST
marcadores de necrose miocárdica
Com alterações de marcadores de necrose miocárdica
ATENÇÃO!
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TRATAMENTO INICIAL DAS SCA
Morfina
Oxigênio
Nitroglicerina
Aspirina
Heparina (HNF; HBPM)
Tratamento fibrinolítico
Outros agentes adicionais ao tratamento inicial:
Beta-bloqueadores
Antagonistas do difosfato de adenosina (clopidogrel, prasugrel)
Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina (IECA)
Inibidor da HMG-COA redutase ( estatinas)
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Síndrome Coronariana Aguda causada por isquemia miocárdica regional em conseqüência do desequilíbrio agudo e transitório entre consumo de O2 e suprimento sanguíneo coronariano, que se manifesta em repouso.
Resulta de obstrução aguda de uma artéria coronária SEM infarto do miocárdio. 
DOR ou desconforto torácico > 20’ 
Presença de uma obstrução aguda não totalmente oclusiva no sistema coronariano, de fisiopatologia semelhante a que ocorre no IAM, com a diferença de não existirem os sinais eletrocardiográficos e enzimáticos do IAM, nem a oclusão total do vaso coronariano.
ANGINA INSTÁVEL
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Dor precordial (opressão, queimação) com ou sem irradiação para braço esquerdo, mandíbula; duração 30 min.
Náuseas / vômitos, tontura, sudorese, palidez
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IAM com supra de ST
Alterações eletrocardiográficas: supradesnivelamento do segmento ST acima de 2 mm, em duas ou mais derivações contíguas
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EVOLUÇÃO DO ECG NO IAM C/SST
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CADEIA DE SOBEVIVÊNCIA DO IAM COM SST
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Terapia de Reperfusão: Fibrinolítica
Tratamento do IAM com SST
Indicações: IAM com supradesnivelamento do segmento ST > 1 mm em 2 ou mais derivações contíguas, com até 12 horas do início dos sintomas
AVCH prévio em qualquer tempo
Neoplasia intracraniana
conhecida
Sangramento interno ativo
Suspeita de dissecção de aorta
Contra indicações absolutas	Contra indicações relativas
HAS não controlada
Uso atual de anticoagulantes
Cirurgia de grande porte (90%
Pacientes submetidos a ATC tem menos isquemia recorrente e menor número de internações do que os tratados com fibrinolíticos
Limitações: disponibilidade e experiência do intervencionista
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Tratamento do IAM com SST
Terapia de Reperfusão: Mecânica
Angioplastia primária: primeira conduta terapêutica para a recuperação do fluxo coronariano
Angioplastia de salvamento: quando é realizada após o uso de trombolítico sem ocorrer reperfusão
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Tratamento do IAM com SST
Terapia de Reperfusão: Mecânica
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Tratamento do IAM com SST
Terapia de Reperfusão: Mecânica
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Diretrizes para tratamento do IAM com SST
Terapia de reperfusão deve ser iniciada nas primeiras 12hs de início dos sintomas
Tempo porta- ECG: 10 min
Tempo porta- agulha: 30min
Tempo porta- balão: 90min
ANGIOPLASTIA
FIBRINOLÍTICO
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Ansiedade
Risco de sangramento
Dor aguda
Risco de débito cardíaco diminuído
Risco de pressão arterial instável
Tolerância à atividade diminuída
Déficit no autocuidado para banho
Risco de choque
Diagnósticos de enfermagem
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Manter repouso relativo no leito (absoluto nas primeiras 24h)
Monitorar para sinais de diminuição de débito cardíaco (hipotensão, sudorese, alteração de nível de consciência...)
Manter papagaio próximo do leito;
Aferir sinais vitais 6/6h;
Atentar para queixas de dor precordial e sinais de sangramento.
Aplicar escala de dor ;
Orientar a comunicar queixa de dor ou mal estar;
Orientar a evitar esforço físico.
Avaliar exames laboratoriais (eletrólitos, curva de biomarcadores...)
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
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REFERÊNCIAS
Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda. Arq Bras Cardiol. 2018; 111(3):436-539. Disponível em: https://abccardiol.org/article/diretriz-brasileira-de-insuficiencia-cardiaca-cronica-eaguda/
Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento ST – 2021. Arq Bras Cardiol. 2021; 117(1):181-264. Disponível em:https://abccardiol.org/article/diretrizes-da-sociedade-brasileira-de-cardiologia-sobre-angina-instavel-e-infarto-agudo-do-miocardio-sem-supradesnivel-do-segmento-st-2021/
Stefanini, E; Kasinski, N.; Carvalho, A.C. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar: Cardiologia. 2 ed.Barueri: Manole, 2009
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