Prévia do material em texto
1 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PRESTADA À PACIENTES PEDIÁTRICOS EM CUIDADOS PALIATIVOS Kétlen Pereira de Aguiar¹, Luiza Miranda Garbossa¹, Sarah Herzog Dias¹, Bianca Lacchine Paula² 1- Acadêmicas do curso de Enfermagem na Faculdade Brasileira Multivix - Vitória 2- Especialista em neonatologia e Docente na Faculdade Brasileira Multivix - Vitória RESUMO O período que atravessa o diagnóstico de uma doença até o fim da vida é marcado por diversos sentimentos, principalmente tratando-se de crianças em cuidados paliativos e sua família. O objetivo do estudo foi analisar a importância da assistência de enfermagem frente aos cuidados paliativos em pediatria. Trata-se de um estudo qualitativo, fundamentando-se em uma revisão integrativa e exploratória. Onde foram encontrados 134 artigos nas bases de dados pesquisadas na BVS e 11 artigos na base Scielo. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão foram excluídos 124 artigos, e mantidos 21. Após a leitura exploratória desses, foram selecionados 10 artigos. Durante a pesquisa foi evidenciado a importância de a equipe de cuidados intervir junto à família durante o processo da doença, gerando conforto, mantendo a qualidade de vida e a dignidade humana. Muito importante na assistência à criança em cuidados paliativos, a equipe de enfermagem tem o papel de não tratar apenas do físico, mas também, de lidar com todo processo da doença a qual atinge a criança. Tendo o dever de associar ciência e arte, promovendo uma assistência que conforte o paciente e a família desde o auxílio no nascimento, na descoberta de uma doença crônica ao período de luto. Desta forma, apesar das dificuldades encontradas para dedicar o cuidado necessário aos pacientes e família acometidos por cuidados paliativos, a assistência de enfermagem deve ser trabalhada de forma que a empatia e o amor sejam elementos fundamentais, juntamente com o conhecimento teórico e prático. Palavras-chave: cuidados de enfermagem; cuidados paliativos; pediatria. 2 1. INTRODUÇÃO O período decorrente desde o recebimento de um diagnóstico de uma doença sem prognóstico de cura até o fim de sua vida, é marcado por diversos sentimentos oriundos à proximidade da morte, relatam Carmo e Oliveira (2015). Esses sentimentos geram atitudes. Atitudes estas, relatadas por Elisabeth Kübler-Ross em seu livro “Sobre a morte e o morrer” publicado em 1996, características do "Processo de morrer”. De acordo com Kübler-Ross (1996), com a realização de entrevistas com pacientes adoecidos e sem esperança de vida, foi possível compreender que há cinco estágios no “Processo de morrer”, sendo eles: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Sendo propícios serem vividos pela pessoa adoecida e, também, sua família. Não sendo etapas fáceis de serem superadas e muitas vezes demandam ajuda de profissionais da área, descreve a autora. No entanto, quando se trata do público infantil, o processo de morte e morrer é ainda mais doloroso. Segundo Lopes (2022), isso se dá uma vez que a sociedade não trata com naturalidade a morte de uma criança. Do mesmo modo, Piccinni et al. (2009) explica que, de modo geral, a expectativa dos pais sempre é de uma criança saudável, e quando essa expectativa é quebrada os pais passam por um misto de sentimentos que remetem a inutilidade e fracasso, reforça o autor. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (SESA), em 2017, a taxa de mortalidade infantil (óbitos ocorridos em menores de um ano) foi estimada em 10,6 óbitos para cada 1000 nascidos vivos. Tal dado comparado a 2008, onde a taxa foi de 14,51/1000 nascidos vivos, observa-se queda de 26,92%. Já comparando os dados no período pós-neonatal (óbitos ocorridos entre 28 e 364 dias completos) observa-se queda ainda mais expressiva, representando uma redução de 32,02% nos últimos 10 anos (BRASIL, 2019). De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP (2017), esses óbitos podem ser acarretados por diversas condições como câncer, cardiopatias, mal formações, imunodeficiências, anormalidades cromossômicas, paralisia cerebral, prematuridade extrema, sequelas neurológicas e entre outros. Lacerda et al. (2014) afirmam que mesmo que o número de mortes de crianças não seja demasiadamente alto, muitas vezes elas são acometidas por doenças que limitam sua qualidade de vida. Surgindo então a necessidade de oferta de cuidados específicos como forma de promover conforto a esses pacientes e 3 acalentar os familiares que vivenciam o processo doença, relatam os autores. Visto que nos últimos anos, aumentou a necessidade de assistência às crianças vivendo com enfermidades crônicas, que imponha limites ou que coloque a vida em ameaça, complementam Ferreira et al. (2022). Desse modo, diante da evidência da finitude da vida, como uma doença que não possui cura, se faz necessário cuidados específicos, sendo eles chamados Cuidados Paliativos (CP). Lacerda e outros (2014) descrevem, que os CP são considerados facilitadores do processo de morte, visto que são cuidados centrados na promoção de bem-estar para a criança, aliviando dores e desconfortos, e para a família, que vive com o diagnóstico de uma enfermidade com limitado tempo de vida ou uma doença fatal. Dessa forma, os CP devem ser ofertados independentes do estágio da doença, de forma consistente, individualizada e humana, mantendo o respeito e dignidade da família e do paciente, completam os autores. Além da família e da criança, Silveira et al. (2022) relatam que o processo de morte e morrer de crianças em internação hospitalar abrangem também os profissionais que lidam diretamente com estes pacientes, provocando neles diferentes formas de encarar essas situações. Segundo os autores, fatores relacionados à postura profissional, sentimentos desordenados e falta de conhecimento, afetam o direito da criança de morrer dignamente, interferindo inclusive no luto e processo de superação de familiares. Em complemento, Lopes (2022) descreve que, a perda de uma criança, além de causar sofrimento nos pais e demais familiares, desperta na equipe de cuidados sentimentos diversos como: impotência, fraqueza, revolta e frustração. Apesar do sofrimento que uma perda gera, Piccinni et al. (2009) reforçam a necessidade de que a equipe de enfermagem preste apoio à família nestes momentos, ofertando conhecimento científico integrado ao cuidado, uma vez que estes profissionais estão diretamente ligados à assistência diária dos pacientes e em frequente contato com a família que os acompanham. Perante o exposto, como fio condutor deste estudo estabeleceu-se a questão norteadora: qual a importância da assistência de enfermagem frente aos cuidados paliativos pediátricos? Deste modo, este estudo teve como objetivo analisar a importância da assistência de enfermagem frente aos cuidados paliativos em pediatria. 4 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 CUIDADOS PALIATIVOS E SUA APLICABILIDADE NA PEDIATRIA Os cuidados paliativos, também conhecidos como cuidados ao fim da vida, são definidos pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) como o conjunto de medidas necessárias para controlar os sintomas nos últimos dias de vida do paciente. O INCA reforça, ainda, a necessidade de que esse cuidado seja integral, individualizado e que seja garantida a autonomia do paciente (BRASIL, 2021). Em complemento, a Organização Mundial Da Saúde (OMS) (2020) descreve que os CP consistem no cuidado promovido por uma equipe multidisciplinar objetivando uma melhor qualidade de vida do paciente e de seus familiares perante uma doença que ameace a vida. A OMS (2020) destaca ainda a importância da identificação precoce da doença, possibilitando a prevenção e alívio dos sofrimentos, avaliação acurada e intervenção em caso de dor e de outros problemas que podem acometer o paciente, sejam problemas físicos,psicossociais ou espirituais. Em continuidade, Matos e Borges (2018) enfatizam a necessidade do cuidado ser humanizado, integral e individual, tanto do enfermo como de seus familiares que passam pelo período de luto. Souza et al. (2022) reforça a importância de que os CP se iniciem o mais precoce possível, junto a outras condutas capazes de fornecer alento para o paciente e sua família e auxiliar na compreensão da morte. De acordo com a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) (2012), e reiterado por Carvalho (2020), os cuidados paliativos possuem alguns princípios, dentre eles destacam-se: o alívio da dor e demais incômodos; a visão da morte como um processo natural; a não antecipação ou postergação da morte; e a oferta de suporte e conforto para que o paciente viva o máximo possível de forma ativa e dinâmica, dentre suas limitações, até o momento da morte. Quanto ao público infantil, os Cuidados Paliativos pediátricos foram estabelecidos desde 1998, sendo conceituado como o cuidado prestado à criança com uma doença crônica ou que ameace sua vida (BRASIL, 2022). Iglesias et al. (2016) completam afirmando que os cuidados paliativos pediátricos são oferecidos para prevenir, identificar e tratar crianças que sofrem por doenças crônicas e em estágio avançado, bem como seus familiares e equipe de atendimento. O INCA afirma ainda a necessidade de um atendimento adequado desde o período do 5 diagnóstico até o final da doença, além da importância do acompanhamento e auxílio no processo de luto da família (BRASIL, 2022). No âmbito da neonatologia, fase do nascimento até o 28º dia de vida, Camilo et al. (2022) relatam que os cuidados paliativos também são necessários. De acordo com os autores a necessidade de CP se dá em diversos fatores, como doenças degenerativas e progressivas como mielomeningocele, atrofia muscular espinhal, encefalopatias, anoxia neonatal grave, alterações cromossômicas e prematuridade, em casos mais extremos. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP (2017), existem algumas indicações para o cuidado paliativo em crianças. Estes são divididos em classes, como mostra a imagem abaixo. Imagem 1 – Relação de condições elegíveis para cuidados paliativos pediátricos. Fonte: SBP, 2017 De acordo com Camilo et al. (2022), algumas das condições citadas na imagem acima podem ser descobertas ainda no período gestacional, nas consultas pré-natal e demais exames rotineiros da gestação. Portanto, quando a descoberta é precoce, faz-se necessário que haja um cuidado holístico, dinâmico e completo que deve se estender durante a gestação, nascimento e possível luto, mantendo o respeito e dignidade do paciente e família que acompanha esse processo, acrescentam os autores. Do mesmo modo, Carvalho (2020) destaca a importância de um acompanhamento precoce para uma maior eficácia dos CP. Dessa forma, eles 6 destacam que é importante que, sempre que possível, o acompanhamento da equipe multiprofissional aconteça desde a gestação, ainda nas consultas do pré- natal. 2.2 IMPLICAÇÕES DA IMINÊNCIA DE MORTE PARA OS ENVOLVIDOS NO CUIDADO COM A CRIANÇA Como explicitado, a iminência de morte leva a sentimento de perda por todos os envolvidos no processo, sendo eles: o paciente, a família e os profissionais que promovem o cuidado. Desse modo, de acordo com Nunes et al. (2017), é preciso que, nessa circunstância, a criança saiba o que está ocorrendo consigo, para que ela consiga enfrentar da melhor forma possível, visto que com a iminência de morte, a criança e a família enfrentam problemas relacionados à doença, distanciamento de familiares, alterações na rotina, sentimentos de tristeza e o medo da possibilidade de morte (NUNES et al., 2017). Santos et al. (2019) descrevem que o adoecimento e a morte de uma criança afetam toda a família, intensificando as relações de forma positiva ou negativamente, além de provocar problemas de harmonia e adaptação familiar após a morte. Com isso, a família passa por mudanças bruscas desde o momento de hospitalização, acarretando alterações nos papéis sociais dos membros, ressaltam os autores. Em complemento, Santos et al. (2018) relatam que uma vez que a criança em cuidados paliativos se torna o foco da atenção, a família precisa de apoio e informações para conseguirem atuar de forma eficaz na diminuição do sofrimento da criança. Entre os envolvidos no processo de morrer é o cuidador principal, que, segundo Nunes et al. (2017), é quem está junto vivenciando toda tristeza e aflição da criança, que além de compartilhar os sentimentos de desamparo, dúvida, angústias e medo, ainda precisam cumprir o papel de auxiliador em todos os estágios do processo de morte e morrer, que na maioria das vezes é longo. Embora existam poucos estudos que definam o impacto do falecimento de uma criança na sociedade, sabe-se que a perda de um filho é devastadora e impactante. Essa experiência é repleta de significados e perspectivas que mediam o processo de luto. Durante toda a trajetória da doença os pais buscam encontrar uma 7 razão ou explicação para a perda de acordo com suas crenças e visão de mundo (SANTOS et al., 2019). De acordo com Santos et al. (2019), muitas vezes os pais enlutados pela perda do filho passam a acreditar na conexão com eles além da vida, como estratégia de enfrentamento. Essa continuação de vínculo é imprescindível para o luto parental, visto que possibilita o cultivo da memória do filho de forma pessoal, detalham os autores. Do mesmo modo, para Alves et al. (2016), a espiritualidade é uma forma que os pais possuem para enfrentar os momentos de adversidade que envolvem a perda de um filho. Portanto, diante de uma situação como esta, a equipe de cuidados deve estimular e possibilitar essa prática de acordo com a necessidade de crença de cada família. Desta maneira, no período de oferta de cuidados paliativos, mesmo que difícil, a aceitação da morte por todos os envolvidos no cuidado é muito importante para a condução das medidas de conforto, que buscam aliviar o sofrimento físico e psicoemocional, relatam Santos et al. (2018). Em continuidade, Carmo e Oliveira (2015) esclarecem que os cuidados de alívio e de conforto são indispensáveis quando se trata de cuidados paliativos pediátricos, pois a família fica mais consolada quando percebe que a criança não está sofrendo. Dessa forma, de acordo com Santos et al. (2018), pelo contato constante, a criação de vínculo entre paciente e profissional é inevitável, mas, quando se trata de cuidar de criança, as chances desse vínculo existir é ainda maior, e quando esse sentimento é ameaçado por uma iminência de morte provoca o luto e todos os sentimentos que o rodeiam, atingindo a todos os envolvidos. Diante disso, Hermes e Lamarca (2013) esclarecem que isso explica o fato de a enfermagem ser a classe de profissionais da saúde que mais se esgota emocionalmente, devido ela estar o tempo todo em contato, cuidando desses enfermos, assistindo o sofrimento e o processo de morte desses pacientes. Santos et al. (2018) esclarecem que, teoricamente, os profissionais de enfermagem devem estar preparados para a perda de pacientes e é menos difícil encarar isso quando paciente tem a idade avançada, pois é algo que o profissional já pode esperar, tendo em vista que faz parte do ciclo da vida. Em contraste, a morte de uma criança é vista como a interrupção desse ciclo, dificultando o enfrentamento 8 da equipe do cuidado e despertando sentimento de impotência, frustração, dor, tristeza, angústia e sofrimento nos membros dela, continuam os autores. Para Carmo e Oliveira (2015) e Santos et al. (2018), essa circunstância cria um processo complexo que desperta nos indivíduos emoções e ações diferentes. Segundo os autores, enquanto alguns se reprimem e dão espaço para o medo, outros passam a valorizaro tempo que ainda tem e enxergam a vida com um novo olhar absoluto. Diante disso, Santos et al. (2018) explica que para a equipe de enfermagem, a dificuldade de aceitar a morte de uma criança causa uma grande exaustão no cotidiano desses profissionais. Por isso, a equipe precisa estar preparada para lidar especificamente com essas perdas e com os sentimentos de tristeza, frustrações e impotência, detalham os autores. 2.3 IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM FRENTE AOS CUIDADOS PALIATIVOS EM PEDIATRIA Como explicitado, os cuidados paliativos são de fundamental importância para o atendimento adequado desde o período do diagnóstico ao desfecho da doença, além de acompanhar e auxiliar no processo de luto da família (BRASIL, 2022). Segundo o INCA, os profissionais que atuam com os CP têm o papel de monitorar a dor e demais sintomas físicos do paciente promovendo um diagnóstico rápido e prudente, respeitando a singularidade de cada paciente. Além disso, o INCA reforça a promoção de qualidade de vida, englobando os aspectos espirituais e autonomia do paciente e família. Ademais, a equipe deve prestar apoio integralmente ao paciente e seus familiares que acompanham o processo, participando da comunicação de notícias difíceis, quando necessário (BRASIL, 2022). De todo modo, a assistência de enfermagem prestada a crianças em CP, geralmente, tem por base uma junção de procedimentos referentes a alimentação, higiene, administração de medicação e coleta de material para exames, descrevem Lima et al. (1996). Segundo os autores, boa parte das vezes, estes cuidados atendem apenas aspectos do corpo biológico, esquecendo de considerar a criança como um ser em crescimento e desenvolvimento. 9 Em contrapartida, Parentoni (2015) discorre que para a Enfermagem os cuidados paliativos são característicos à sua prática diária. Aliar a ciência e o cuidado, para amparar e confortar, é uma das atribuições dos profissionais de enfermagem, e deve ser feito desde o aparecimento do diagnóstico da doença, até o processo de luto da família, conclui o autor. Pavani (2020) descreve que o enfermeiro tem sua formação acadêmica dirigida para o cuidado, e por este motivo, deve estabelecer um vínculo enfermeiro- paciente visando a assistência a ser prestada à criança e sua família, que acompanha o processo da doença. De acordo com o autor, nos cuidados paliativos, o enfermeiro tem um papel decisivo, capaz de identificar as necessidades e criar oportunidades para que seja possível a resolução de problemas junto à família, além de exercer o papel de conexão entre paciente, família e equipe. Do mesmo modo, de acordo com Parentoni (2015), o enfermeiro tem um importante papel nos cuidados paliativos, tanto quando se trata do paciente e a família ter aceitação do diagnóstico, como quanto ao auxílio necessário para conviver com a doença. Desta forma, o enfermeiro consegue desenvolver uma assistência completa ao paciente e ao familiar, com o objetivo de diminuir a ansiedade devido ao medo da doença e do futuro, atuando por meio da escuta atenta. Além disso, Pavani (2020) relata que outro papel do enfermeiro é participar constante e ativamente no atendimento clínico, educação, colaboração interprofissional, pesquisas e competência em cuidados paliativos. Segundo Pavani (2020), a atuação do enfermeiro envolve dimensões interligadas e inclui: valorizar, onde permite ao enfermeiro ser capaz de continuar a respeitar e prestar cuidados ao paciente mesmo em situações adversas; e encontrar significado, que torna o profissional capaz de ajudar o paciente e seus familiares a encontrar significado em situações adversas, oferecendo esperança, estimulando-os a refletir sobre a vida, atendendo às necessidades espirituais e auxiliando no enfrentamento da finitude. Diante disso, a grande importância da capacitação profissional no que diz respeito ao cuidado no fim da vida, continuam Pavani (2020). De modo constante, as capacitações visam facilitar, incentivar e oferecer informações sempre atualizadas para o paciente. Facilitando, assim, a construção de pontos fortes individuais e familiares e o envolvimento do paciente e da família em estratégias de planejamento, oferecendo sugestões, opções para explicar e 10 esclarecer dúvidas; além de estabelecer vínculo enfermeiro, paciente e familiares, formando uma relação terapêutica, continuam Pavani (2020). Em concordância, Medeiros et al. (2022) reforçam a importância de o enfermeiro atuar de forma significativa no processo de morte e morrer, desenvolvendo competências e conhecimentos capazes de ultrapassar os termos técnicos. Os autores frisam o aperfeiçoamento do cuidado conectado a oferta de conforto para o paciente e familiar que vivencia o doloroso processo de cuidados paliativos, devido a iminência da morte ou perda. Do ponto de vista prático, de acordo com Pavani (2020), o enfermeiro desenvolve um plano de assistência com base na abordagem do paciente e sua família seguindo um cronograma. Onde, inicialmente, é feita uma avaliação inicial da criança e sua família, identificando os maiores problemas e necessidades dos mesmos e partindo para a elaboração de um plano de cuidado. Após essa fase inicial, segundo o autor, o plano de cuidado é colocado em prática, podendo ser feito tanto por profissionais de saúde, no caso da internação, ou por cuidador, quando o cuidado é em domicílio. Desta forma, seguindo o cronograma elaborado, é feita uma reavaliação aliada ao controle do paciente e, quando necessário, replanejamento dos cuidados, uma vez que, com a evolução da doença, alguns sintomas podem agravar e exigir intervenção, completa o autor. 3. METODOLOGIA A presente pesquisa se caracteriza como um estudo qualitativo, fundamentando-se em uma revisão integrativa e exploratória. De acordo com Souza et al. (2010), a revisão integrativa tem como base delimitar etapas metodológicas e propiciar melhor utilização das evidências elucidadas em inúmeros estudos. Desta forma, segundo os autores, para a construção da revisão, foram definidas as seguintes etapas: escolha do tema; elaboração da questão norteadora; escolha dos critérios de inclusão e exclusão; pesquisa nas bases de dados científicas; observação dos artigos selecionados; análise dos resultados e exibição da revisão integrativa. Assim sendo, os autores destacam que a revisão integrativa é uma forma de proporcionar a síntese do aprendizado e a agregação da aplicação de resultados de pesquisas significativas na prática. 11 Perante o exposto, através da pergunta norteadora: “qual a importância da assistência de enfermagem frente aos cuidados paliativos pediátricos?”, foi dado seguimento à pesquisa. O levantamento da produção científica foi efetuado na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os seguintes bancos de dados informatizados como: MEDLINE, BDENF-Enfermagem, LILACS e na base de dados Scientific Electronic Library Online (Scielo). A pesquisa foi realizada no período de agosto a outubro de 2022, sendo os descritores utilizados: Cuidados de enfermagem; Cuidados paliativos; Pediatria. Foram estabelecidos como critérios de inclusão para a seleção dos artigos: disponibilizados como textos completos; publicados entre 2013 e 2022; disponíveis em português; disponibilizados gratuitamente; com tema que se relaciona com o assunto da pesquisa. Como critérios de exclusão ficaram estabelecidos: artigos que não apresentavam os fatores de inclusão supracitados; artigos duplicados entre as bases de dados; publicações de relatos de experiência, devido ao baixo nível de evidência científica; monografias, teses e dissertações. O recorte temporal foi de 10 anos de publicação, ou seja, trabalhos publicados entre 2013 e 2022. Todos os artigos encontrados foram analisados e selecionados seguindo os critérios acima expostos. 4. RESULTADOSE DISCUSSÃO Com a pesquisa através dos descritores foram encontrados, inicialmente, 134 artigos nas bases de dados pesquisadas na BVS e 11 artigos na base Scielo. Sendo que os encontrados na BVS, 92 foram retirados da MEDLINE, 21 da base BDENF- Enfermagem e 21 da LILACS. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão foram excluídos 124 artigos, e mantidos 21 de acordo. Posteriormente à leitura exploratória desses 21 artigos, foram selecionados 10 artigos, onde foi possível compreender a importância da assistência de enfermagem frente aos cuidados paliativos pediátricos. Os artigos utilizados estão dispostos no Quadro 1, a seguir: 12 Quadro 1 – Publicações de artigos por período analisado Base / ano Título do artigo Autores Metodologia Objetivo Geral LILACS 2022 Paliar, cuidando além da dor: uma reflexão dos profissionais de saúde na oncologia pediátrica Trainoti PB, Melcherth TD, Cembranel P, Taschetto L Revisão Integrativa Analisar a percepção dos profissionais de saúde ao cuidar de pacientes com câncer em Cuidados Paliativos Pediátricos (CPP’s). SCIELO 2021 Cuidados paliativos no fim de vida em oncologia pediátrica: um olhar da enfermagem Silva TP, Silva LF, Cursino EG, Moraes JRMM, Aguiar RCB, Pacheco STA Estudo descritivo, com abordagem qualitativa Identificar o conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre os cuidados paliativos em oncologia pediátrica e suas necessidades para realização dos cuidados no fim de vida. LILACS , BDENF 2020 Doença Crônica e Cuidados Paliativos Pediátricos: Saberes e Práticas de Enfermeiros à Luz do Cuidado Humano Buck ECS, Oliveira ELN, Dias TCC, et al. Estudo qualitativo Analisar saberes e práticas de enfermeiros assistenciais sobre cuidados paliativos à criança com doença crônica, à luz da Teoria do Cuidado Humano LILACS , BDENF 2020 Percepções e vivências da equipe de enfermagem frente ao paciente pediátrico em cuidados paliativos Schneider AS, Ludwig MCF, Neis M, Ferreira AM, Issi HB Estudo qualitativo, exploratório e descritivo Conhecer as percepções e vivências dos profissionais de enfermagem frente ao cuidado à criança em cuidados paliativos em unidades pediátricas. BDENF 2019 Profissionais de enfermagem: compreensão sobre cuidados paliativos pediátricos Verri ER, Bitencourt NAS, Oliveira JAS et al. Estudo qualitativo, exploratório e descritivo Investigar a compreensão e a prática dos profissionais de enfermagem sobre os cuidados paliativos pediátricos. LILACS 2019 No fio da navalha: a dimensão intersubjetiva do cuidado aos bebês com condições crônicas complexas Azevedo CS, Pfeil, NV Estudo qualitativo Explorar os desafios advindos do cuidado de bebês cronicamente adoecidos e submetidos à dependência tecnológica na perspectiva dos profissionais de saúde. BDENF 2018 Cuidados paliativos pediátricos: análise de estudos de enfermagem Souza TCF, Correa Júnior AJS, Santana ME et al. Estudo bibliométrico Analisar as evidências científicas acerca dos cuidados paliativos pediátricos. MEDLI NE 2015 Cuidados paliativos em oncologia pediátrica: percepções, saberes e práticas na perspectiva da equipe multiprofissional Silva AF, Issi HB, Motta MGC, Botene DZA Pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva Conhecer as percepções, saberes e práticas da equipe multiprofissional na atenção às crianças em cuidados paliativos em unidade de oncologia pediátrica BDENF 2015 Cuidados paliativos em pediatria: um estudo reflexivo Brito MA, Soares EO, Rocha SS da et al. Abordagem reflexiva sobre a aplicabilidade da Teoria de Myra Estrin Levine Promover a reflexão acerca da aplicabilidade da Teoria de Myra Estrin Levine nos cuidados paliativos em pediatria. 13 Fonte: Produzido pelos autores (2022) Quanto aos artigos acima, no que tange ao conceito e conhecimento quanto aos cuidados paliativos, Schneider et al. (2020) e Verri et al. (2019) o designam como o conjunto de condutas que tem a finalidade de cuidar dos pacientes cuja chance de cura não é possível. E no âmbito da pediatria, em específico, os autores detalham que são condutas em que o foco não está na cura, e sim na diminuição das consequências negativas da doença que afetam o bem-estar da criança e da família. Já em relação à família frente aos CP, Silva et al. (2014) e Silva et al. (2015) relatam que quando a chance de morte de uma criança se aproxima, a família é quem mais sofre e mais precisa de atenção psicoemocional para enfrentar esse momento difícil. Silva et al. (2014) completam que, as vezes, o distanciamento da própria casa e a privação de convívio familiar, provocados pela hospitalização da criança, despertam nos cuidadores um sentimento de solidão e desamparo em relação a outros membros da família. Cabendo, então, à equipe de enfermagem o papel importantíssimo de apoiar essa família nesse momento conturbado, descrevem os autores. Silva et al. (2014) relatam, ainda, que nesses casos em que há possibilidade de morte da criança, é muito importante intervir junto à família na vivência do luto antecipado, acolhendo-os, proporcionando segurança e conforto, estabelecendo uma relação de confiança através de uma comunicação que os preparem diante dos desafios da doença e em casos de óbito. Do mesmo modo, Souza et al. (2018) afirmam que a comunicação é a chave do trabalho de saúde entre a equipe, a criança e a família, logo, competem a esses profissionais manter o paciente e família informados acerca do quadro clínico estabelecendo vínculo de confiança. Souza et al. (2018) complementam que mesmo que seja difícil definir uma comunicação eficaz, os profissionais que lidam com uma criança sem previsão de cura, consideram a comunicação como uma forma de humanizar e favorecer o LILACS 2014 Estratégias de cuidados adotadas por enfermeiros na atenção à criança hospitalizada com câncer avançado e no cuidado de si Silva MM, Vidal JM, Leite JL, Silva TP Estudo descritivo, qualitativo Analisar as principais estratégias de cuidados adotadas por enfermeiros, no enfretamento do processo de morrer, na atenção à criança hospitalizada com câncer avançado, e no cuidado de si. 14 equilíbrio emocional do paciente e da família nesse período difícil de iminência da perda. Por isso é muito importante inserir a família na estratégia terapêutica para torná-la parte essencial no cuidado com a criança, complementam Silva et al. (2015). De acordo com Trainoti et al. (2022), quando a equipe diminui o sofrimento da família e do paciente, gerando conforto, consegue manter a dignidade humana com qualidade de vida por um longo período. E para isso é preciso desenvolver um cuidado integral, através da identificação de vulnerabilidades do paciente, levando em consideração o contexto familiar, valores e hábitos, indo além da rotina do dia a dia e entregando algo a mais para esses pacientes, destacam os autores. Reforçando essa ideia de “ir além do padrão”, Azevedo e Pfeil (2019) afirmam que a ciência do cuidar necessita de criatividade, pois se tratando de doenças raras e complexas não existe nenhum protocolo, exigindo da equipe criatividade e conhecimento para elaborar um plano terapêutico considerando a necessidade singular de cada paciente. Desse modo, ao se adaptar de forma criativa aos obstáculos que surgem durante a assistência, como por exemplo a adaptação ou confecção de um dispositivo, esse profissional está investindo afetivamente nesse cuidado, indo além de técnicas ou cumprimento de rotina para promover o cuidado a esse paciente levando em consideração suas necessidades, explicam os autores. Em concordância com a ideia de considerar a singularidade de cada paciente, Brito et al. (2015) e Buck et al. (2020) completamque as intervenções de cuidados paliativos pediátricos devem ser baseadas em uma relação verdadeira de acolhimento por parte dos profissionais de enfermagem, se estendendo à três níveis: nível físico, como os sintomas patológicos; nível psicossocial, identificando medo e preocupações; e nível espiritual, quando há identificação dessa necessidade, oferecendo assim um cuidado paliativo para a criança de forma integral. Desse modo, Trainoti et al. (2022) descreve que o cuidado de forma holística é possível, pois ao longo da formação acadêmica, o profissional de enfermagem adquire competência para prestar um cuidado humanizado ao paciente paliativo. Brito et al. (2015) complementam que esse cuidado está diretamente ligado à atividade cotidiana da equipe de enfermagem. Segundo os autores, estes profissionais têm o dever de associar ciência e arte para promover uma assistência que ampare e conforte o paciente e a família desde o auxílio no nascimento, à descoberta de uma doença crônica e ao período de luto. Os autores detalham que, 15 quando se trata da pediatria, o cuidado e a atenção devem ser voltados também para a família, fornecendo qualidade de vida e abrangendo todas as vertentes do sofrimento das crianças em estado crítico. Igualmente, Silva et al. (2021) e Silva et al. (2014) afirmam que os profissionais de enfermagem são considerados os maiores fornecedores de cuidado em um hospital, pois são eles quem estão na maior parte do tempo em contato com o paciente e a família, tendo a capacidade de identificar e acionar quando necessário outros profissionais da equipe multiprofissional para atender da melhor forma possível as necessidades do paciente e da família. Silva et al. (2014) ainda completam que dessa forma a equipe de enfermagem consegue estabelecer uma relação de confiança com o paciente e a família, favorecendo a comunicação e o trabalho em equipe. Em conformidade, Verri et al. (2019) e Brito et al. (2015) explicam que, assim como toda a equipe multidisciplinar, o papel que a enfermagem exerce no âmbito de cuidados paliativos pediátricos é de grande importância, pois são esses profissionais que passam a maior parte do tempo em contato com o paciente e família, suprindo as necessidades diárias, com empatia, acolhimento, respeito e amor. Todavia, os autores destacam que é necessário que a equipe se mantenha emocionalmente bem, para suportar as adversidades oriundas do processo de morte e morrer, acreditando que sempre há algo a se fazer por esses pacientes, mesmo com o fim da vida. A vivência com crianças em cuidados paliativos que passam um longo período em hospitalização permite a construção de uma relação entre criança, família e profissional de enfermagem, aflorando na equipe sentimentos como compaixão, empatia e afeto, manifestando reciprocidade à dor e ao sofrimento do paciente e da família, relatam Schneider et al. (2020). Os autores esclarecem que mesmo que esses profissionais não tenham vivenciado a perda de um filho, eles conseguem sentir a dor por partilhar junto da família essa experiência. Para Azevedo e Pfeil (2019), a morte na infância é vista pelos profissionais como um enfrentamento aos próprios limites ao mesmo tempo em que o respeito às crianças é uma condição para manter a saúde mental. 16 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS A condensação das publicações analisadas demonstra que os cuidados paliativos são de extrema importância no processo de cuidado de pacientes acometidos por doenças limitantes da vida. Salienta que o objetivo principal na oferta deste cuidado não é buscar a cura de forma persistente, mas sim priorizar o cuidado antes do tratamento, oferecendo amparo à família e ao paciente de forma a buscar uma melhor qualidade de vida para eles. Os estudos exprimem que a equipe de Enfermagem tem um papel essencial no cuidado às crianças acometidas por doenças limitantes à vida. E apesar das dificuldades encontradas para dedicar o cuidado necessário aos pacientes e a família acometida por cuidados paliativos, a assistência de enfermagem deve ser trabalhada de forma que a empatia e o amor sejam elementos essenciais, juntamente com o conhecimento teórico e prático, para que a oferta de cuidado seja suficiente para a criança e seus familiares. De todo modo, é necessário que o enfermeiro tenha um olhar vasto para aquilo que não é dito, observando tanto os aspectos físicos quanto oferecendo apoio emocional nos momentos necessários. Visto que a enfermagem está factualmente envolvida nos cuidados paliativos, é necessário que os profissionais sejam capacitados para abordar, ponderar e cuidar do paciente em fase terminal. Sendo indispensável que os cuidados paliativos sejam abordados de forma integral nas instituições de ensino, para que sejam formados profissionais capacitados para atuar no processo de morte, objetivando o melhor cuidado possível para o paciente e sua família, sem que haja prejuízo de sua saúde mental. Dado a importância do tema, sugere-se novos estudos sobre o assunto a fim de fortificar a prática dos cuidados paliativos e proporcionar maior conhecimento sobre as necessidades dos profissionais de enfermagem perante a prestação do cuidado paliativo pediátrico. 17 REFERÊNCIAS ACADEMIA NACIONAL DE CUIDADOS PALIATIVOS (ANCP). Manual de Cuidados Paliativos. Agosto/2012, 2ª edição. Disponível em: http://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/Manual-de-cuidados- paliativos-ANCP.pdf . Acesso em: 03 de outubro de 2022. ALVES, K. M. C., et al. A vivência dos pais da criança com câncer na condição de impossibilidade terapêutica. Texto Contexto Enferm, v. 25, n.2, e2120014, 2016. Disponível em: https://old.scielo.br/pdf/tce/v25n2/pt_0104-0707-tce-25-02- 2120014.pdf. Acesso em: 03 de novembro de 2022. AZEVEDO, C. S., PFEIL, N. V. No fio da navalha: a dimensão intersubjetiva do cuidado aos bebês com condições crônicas complexas. Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 29, n.4, e290406, 2019. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/physis/a/G5YDqyxZhV46QqSVnB4XV3G/?format=pdf&lang= pt>. Acesso em: 05 de outubro de 2022. BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do câncer (INCA): Cuidados paliativos pediátricos. 12 de jun./2022. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt- br/assuntos/cancer/tipos/infantojuvenil/especificos/cuidados-paliativos-pediatricos. Acesso em: 02 de outubro de 2022. ________. Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, Cuidados Paliativos: Vivências e Aplicações Práticas do Hospital do Câncer IV. Rio de Janeiro, 2021. Disponível em: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//cuidados_paliat ivos-hciv.pdf . Acesso em: 24 de setembro de 2022. ________. Secretaria de Estado da Saúde (SESA). A Saúde em crianças menores de 10 anos. Boletim Epidemiológico. 2019. Acesso em: 13 de set. 2022. BRITO M. A., et al. Cuidados paliativos em pediatria: um estudo reflexivo. Rev enferm UFPE on line, Recife, v.9, n.3, p.7155-60, 2015. Disponível em: <https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/10446>. Acesso em: 05 de outubro de 2022. BUCK E.C.S. et al. Doença Crônica e Cuidados Paliativos Pediátricos: Saberes e Práticas de Enfermeiros à Luz do Cuidado Humano. Rev Fun Care Online, v.12, p.682-688, 2020. Disponível em: http://seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/9489/pdf_1. Acesso em: 24 de outubro de 2022. CAMILO, B. H. N. et al. Communication of bad News in the contexto of neonatal paliative care: experience of intensivist nurses. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, v. 43, p. 1-10, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rgenf/a/cM4GSjhR9pXkqXD8b8bgK5C/ . Acesso em: 24 de setembro de 2022. http://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/Manual-de-cuidados-paliativos-ANCP.pdf http://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/Manual-de-cuidados-paliativos-ANCP.pdfhttps://old.scielo.br/pdf/tce/v25n2/pt_0104-0707-tce-25-02-2120014.pdf https://old.scielo.br/pdf/tce/v25n2/pt_0104-0707-tce-25-02-2120014.pdf https://www.scielo.br/j/physis/a/G5YDqyxZhV46QqSVnB4XV3G/?format=pdf&lang=pt https://www.scielo.br/j/physis/a/G5YDqyxZhV46QqSVnB4XV3G/?format=pdf&lang=pt https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/infantojuvenil/especificos/cuidados-paliativos-pediatricos https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/infantojuvenil/especificos/cuidados-paliativos-pediatricos https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/cuidados_paliativos-hciv.pdf https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/cuidados_paliativos-hciv.pdf https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/10446 http://seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/9489/pdf_1 https://www.scielo.br/j/rgenf/a/cM4GSjhR9pXkqXD8b8bgK5C/ 18 CARMO S. A.; OLIVEIRA I. C. S. Criança com Câncer em Processo de Morrer e sua Família: Enfrentamento da Equipe de Enfermagem. Revista Brasileira de Cancerologia, v.61, n.2, p.131-138, 2015. Disponível em: https://rbc.inca.gov.br/index.php/revista/article/view/300/185 . Acesso em: 05 de outubro de 2022. CARVALHO, W. B. Neonatologia 2a ed. (Coleção Pediatria). São Paulo, Editora Manole, 2020. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555762426/ . Acesso em: 24 de setembro de 2022. FERREIRA, E. A. L., et al., Mapeamento dos Cuidados Paliativos Pediátricos no Brasil. Rede Brasileira de Cuidados Paliativos Pediátricos. 1ª edição, 2022. São Paulo. Disponível em: https://azassocia.com.br/sobrasp/documentos/59.pdf . Acesso em: 08 de outubro de 2022. HERMES, H. R.; LAMARCA, I. C. A., Cuidados paliativos: uma abordagem a partir das categorias profissionais de saúde. Ciência & Saúde Coletiva, v.18, n.9, p.2577- 2588, 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/6RByxM8wLfBBVXhYmPY7RRB/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 03 de novembro de 2022. IGLESIAS, S. B. O., et al. Cuidados paliativos pediátricos. Residência Pediátrica, v.6, n.1, p.46-54, 2016. Disponível em: https://cdn.publisher.gn1.link/residenciapediatrica.com.br/pdf/v6s1a10.pdf. Acesso em: 13 de setembro de 2022. KUBLER-ROSS, E. Sobre a morte e o morrer. 7. Ed. SP: Martins Fontes, 1996. LACERDA, F. A., et al., Cuidados Paliativos Pediátricos. Relatório do Grupo de Trabalho do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde. Dez, 2014. Disponível em: https://1library.org/document/ynl0d11q-cuidados- paliativos-pediatricos-relatorio-trabalho-gabinete-secretario-ministro.html. Acesso em: 13 de setembro de 2022. LIMA, R.A.G. et al. Assistência à criança com câncer: análise do processo de trabalho. Rev.Esc.Enf.USP, v.30, n.1, p.14-24, abr. 1996. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reeusp/a/Sq4vNdmcGRPbFnBPTRnWGXx/ . Acesso em: 02 de outubro de 2022. LOPES, C. M. C. Cuidados paliativos em unidade de tratamento intensivo neonatal. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v.4, n.6, p. 25331-25353; nov./dec. 2022. Disponível em: file:///C:/Users/USUARIO/Downloads/39864-99839-1-PB.pdf. Acesso em: Acesso em: 13 de setembro de 2022. MATOS, C. J.; BORGES, S. M. The family as a member of palliative care assistance. Revista de Enfermagem UFPE [online], v. 12, n. 9, p. 2399-2406, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/234575/29932. Acesso em: 24 de setembro de 2022. https://rbc.inca.gov.br/index.php/revista/article/view/300/185 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555762426/ https://azassocia.com.br/sobrasp/documentos/59.pdf https://www.scielo.br/j/csc/a/6RByxM8wLfBBVXhYmPY7RRB/?format=pdf&lang=pt https://cdn.publisher.gn1.link/residenciapediatrica.com.br/pdf/v6s1a10.pdf https://1library.org/document/ynl0d11q-cuidados-paliativos-pediatricos-relatorio-trabalho-gabinete-secretario-ministro.html https://1library.org/document/ynl0d11q-cuidados-paliativos-pediatricos-relatorio-trabalho-gabinete-secretario-ministro.html https://www.scielo.br/j/reeusp/a/Sq4vNdmcGRPbFnBPTRnWGXx/ file:///C:/Users/USUARIO/Downloads/39864-99839-1-PB.pdf https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/234575/29932 19 MEDEIROS, J.A., et al. Morte e morrer de neonatos e crianças: relações entre enfermagem e família segundo Travelbee. Rev. Bras. Enfer. REBEn, 2022, 75(2). Disponível em: https://www.scielo.br/j/reben/a/zwmF53rCzsR3cP6H9r7BvXh/?lang=pt&format=pdf. Acesso em: 24 de setembro de 2022. NUNES L. C. B., et al. A Criança Entra em Cuidados Paliativos: O Sentimento do Cuidador Frente à Notícia. Revist. Port.: Saúde e Sociedade, v.2, n.1, p.319-331, 2017. Disponível em: https://seer.ufal.br/index.php/nuspfamed/article/view/3152. Acesso em: 09 de outubro de 2022. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Cuidado Paliativo. 05 de agosto de 2020. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/palliative-care . Acesso em: 24 de setembro de 2022. PARENTONI, C.C. Atuação do enfermeiro diante da terminalidade e morte da criança e do adolescente com câncer em cuidados paliativos. Unicamp-SP, 2015. Disponível em: http://repositorio.unicamp.br/Acervo/Detalhe/950071. Acesso em: 02 de outubro 2022. PAVANI, S. A. L. Enfermagem pediátrica e neonatal. São Paulo, Editora Manole, 2020. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555760835/ . Acesso em: 31 de maio de 2022. PICCININI, A. C., et al. Expectativas e sentimentos de pais em relação ao bebê durante a gestação. Estudos de Psicologia (Campinas). V. 26, n. 3. Nov. 2009. Disponível em: https://www.scielo.br/j/estpsi/a/34nwCvftmQJhHjzNR44hJ9N/?lang=pt#. Acesso em: 13 de setembro 2022. SANTOS D. V. S., et al. Percepções da equipe de enfermagem quanto ao cuidado prestado à criança em cuidados paliativos e sua família. Arq Med Hosp Fac Cienc Med Santa Casa São Paulo, v.63, n.3, p.198-202, 2018. Disponível em: https://arquivosmedicos.fcmsantacasasp.edu.br/index.php/AMSCSP/article/view/482/ 651 . Acesso em: 05 de outubro de 2022. SANTOS M. R., et al. Da hospitalização ao luto: significados atribuídos por pais aos relacionamentos com profissionais em oncologia pediátrica. Rev Esc Enferm USP, v.53, e.03521, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1980- 220X2018049603521. Acesso em: 06 de outubro de 2022. SCHNEIDER A. S., et al. Percepções e vivências da equipe de enfermagem frente ao paciente pediátrico em cuidados paliativos. Ciênc. Cuid. Saúde, n.19, e41789, 2020. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1122152 . Acesso em: 05 de outubro de 2022. SILVA A. F., et al. Cuidados paliativos em oncologia pediátrica: percepções, saberes e práticas na perspectiva da equipe multiprofissional. Rev Gaúcha Enferm. v.36 n.2, p.56-62, 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reben/a/zwmF53rCzsR3cP6H9r7BvXh/?lang=pt&format=pdf https://seer.ufal.br/index.php/nuspfamed/article/view/3152 https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/palliative-care http://repositorio.unicamp.br/Acervo/Detalhe/950071 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555760835/ https://www.scielo.br/j/estpsi/a/34nwCvftmQJhHjzNR44hJ9N/?lang=pt https://arquivosmedicos.fcmsantacasasp.edu.br/index.php/AMSCSP/article/view/482/651 https://arquivosmedicos.fcmsantacasasp.edu.br/index.php/AMSCSP/article/view/482/651 https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1122152 20 https://www.scielo.br/j/rgenf/a/v7mLR86DTXnKrLCzJ9Cddsx/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 05 de outubro de 2022. SILVA M. M., et al. Estratégias de cuidados adotadas por enfermeiros na atenção à criança hospitalizada com câncer avançado e no cuidado de si. Ciênc. Cuid. Saúde, v.13, n.3, p. 8, 2014. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1122032. Acesso em: 05 de outubro de 2022. SILVA T. P., et al. Cuidados paliativos no fim de vida em oncologiapediátrica: um olhar da enfermagem. Rev Gaúcha Enferm, v.42, e20200350, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rgenf/a/RD5dDjLzFzLcgFDDjp8TbSj/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 05 de outubro de 2022. SILVEIRA, M. C., et al. Enfrentamento da equipe de enfermagem no processo morte-morrer em uma unidade neonatal. Acta Paul Enferm. V. 35, eAPE02261. Fev. 2022. Disponível em: https://acta-ape.org/en/article/coping-of-the-nursing-team- in-the-death-dying-process-in-a-neonatal-unit/. Acesso em: 13 de setembro 2022. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP). Departamento científico de medicina da dor e cuidados paliativos: Cuidados Paliativos Pediátricos: O que são e qual sua importância? Cuidando da criança em todos os momentos. Nº 1, fevereiro/2017. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/03/Medicina-da-Dor-Cuidados- Paliativos.pdf . Acesso em: 03 de outubro de 2022. SOUZA, M. T., et al. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein (São Paulo), São Paulo, v. 8, n. 1, p. 102-106, Mar. 2010. Disponível em: https://journal.einstein.br/pt-br/article/revisao-integrativa-o-que-e-e-como-fazer/. Acesso em: 25 agosto 2022. SOUZA, S. L. O. M. et al. Reflexões de profissionais de enfermagem sobre cuidados paliativos. Revista Bioética, v. 30, n. 1, p. 162-171, 2022. Disponível em: https: //www.scielo.br/j/bioet/a/M8PwcV7ZPSRcFVrKCRhnhYB/?lang=pt#. Acesso em: 24 de setembro de 2022. SOUZA T. C. F., et al. Cuidados paliativos pediátricos: análise de estudos de enfermagem. Rev enferm UFPE on line, Recife, v.12, n.5, p.1409-22, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i5a231304p1409-1422-2018. Acesso em: 05 de outubro de 2022. TRAINOTI P.B., et al. Paliar, cuidando além da dor: uma reflexão dos profissionais de saúde na oncologia pediátrica. Rev Bras Promoç Saúde, v.35, n.12308, 2022. Disponível em: https://ojs.unifor.br/RBPS/article/view/12308/6939. Acesso em: 05 de outubro de 2022. VERRI E. R., et al. Profissionais de enfermagem: compreensão sobre cuidados paliativos pediátricos. Rev enferm UFPE on line, v.13, n.1, p.126-36, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.5205/1981-8963-v13i01a234924p126-136-2019. Acesso em: 05 de outubro de 2022. https://www.scielo.br/j/rgenf/a/v7mLR86DTXnKrLCzJ9Cddsx/?format=pdf&lang=pt https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1122032 https://www.scielo.br/j/rgenf/a/RD5dDjLzFzLcgFDDjp8TbSj/?format=pdf&lang=pt https://acta-ape.org/en/article/coping-of-the-nursing-team-in-the-death-dying-process-in-a-neonatal-unit/ https://acta-ape.org/en/article/coping-of-the-nursing-team-in-the-death-dying-process-in-a-neonatal-unit/ https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/03/Medicina-da-Dor-Cuidados-Paliativos.pdf https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/03/Medicina-da-Dor-Cuidados-Paliativos.pdf https://journal.einstein.br/pt-br/article/revisao-integrativa-o-que-e-e-como-fazer/ https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i5a231304p1409-1422-2018 https://ojs.unifor.br/RBPS/article/view/12308/6939 https://doi.org/10.5205/1981-8963-v13i01a234924p126-136-2019