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1 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PRESTADA À PACIENTES PEDIÁTRICOS EM 
CUIDADOS PALIATIVOS 
Kétlen Pereira de Aguiar¹, Luiza Miranda Garbossa¹, Sarah Herzog Dias¹, 
Bianca Lacchine Paula² 
1- Acadêmicas do curso de Enfermagem na Faculdade Brasileira Multivix - Vitória 
2- Especialista em neonatologia e Docente na Faculdade Brasileira Multivix - Vitória 
 
RESUMO 
O período que atravessa o diagnóstico de uma doença até o fim da vida é marcado 
por diversos sentimentos, principalmente tratando-se de crianças em cuidados 
paliativos e sua família. O objetivo do estudo foi analisar a importância da 
assistência de enfermagem frente aos cuidados paliativos em pediatria. Trata-se de 
um estudo qualitativo, fundamentando-se em uma revisão integrativa e exploratória. 
Onde foram encontrados 134 artigos nas bases de dados pesquisadas na BVS e 11 
artigos na base Scielo. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão foram 
excluídos 124 artigos, e mantidos 21. Após a leitura exploratória desses, foram 
selecionados 10 artigos. Durante a pesquisa foi evidenciado a importância de a 
equipe de cuidados intervir junto à família durante o processo da doença, gerando 
conforto, mantendo a qualidade de vida e a dignidade humana. Muito importante na 
assistência à criança em cuidados paliativos, a equipe de enfermagem tem o papel 
de não tratar apenas do físico, mas também, de lidar com todo processo da doença 
a qual atinge a criança. Tendo o dever de associar ciência e arte, promovendo uma 
assistência que conforte o paciente e a família desde o auxílio no nascimento, na 
descoberta de uma doença crônica ao período de luto. Desta forma, apesar das 
dificuldades encontradas para dedicar o cuidado necessário aos pacientes e família 
acometidos por cuidados paliativos, a assistência de enfermagem deve ser 
trabalhada de forma que a empatia e o amor sejam elementos fundamentais, 
juntamente com o conhecimento teórico e prático. 
Palavras-chave: cuidados de enfermagem; cuidados paliativos; pediatria. 
 
 
 
2 
1. INTRODUÇÃO 
O período decorrente desde o recebimento de um diagnóstico de uma doença 
sem prognóstico de cura até o fim de sua vida, é marcado por diversos sentimentos 
oriundos à proximidade da morte, relatam Carmo e Oliveira (2015). Esses 
sentimentos geram atitudes. Atitudes estas, relatadas por Elisabeth Kübler-Ross em 
seu livro “Sobre a morte e o morrer” publicado em 1996, características do 
"Processo de morrer”. 
De acordo com Kübler-Ross (1996), com a realização de entrevistas com 
pacientes adoecidos e sem esperança de vida, foi possível compreender que há 
cinco estágios no “Processo de morrer”, sendo eles: negação, raiva, barganha, 
depressão e aceitação. Sendo propícios serem vividos pela pessoa adoecida e, 
também, sua família. Não sendo etapas fáceis de serem superadas e muitas vezes 
demandam ajuda de profissionais da área, descreve a autora. 
No entanto, quando se trata do público infantil, o processo de morte e morrer 
é ainda mais doloroso. Segundo Lopes (2022), isso se dá uma vez que a sociedade 
não trata com naturalidade a morte de uma criança. Do mesmo modo, Piccinni et al. 
(2009) explica que, de modo geral, a expectativa dos pais sempre é de uma criança 
saudável, e quando essa expectativa é quebrada os pais passam por um misto de 
sentimentos que remetem a inutilidade e fracasso, reforça o autor. 
De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo 
(SESA), em 2017, a taxa de mortalidade infantil (óbitos ocorridos em menores de um 
ano) foi estimada em 10,6 óbitos para cada 1000 nascidos vivos. Tal dado 
comparado a 2008, onde a taxa foi de 14,51/1000 nascidos vivos, observa-se queda 
de 26,92%. Já comparando os dados no período pós-neonatal (óbitos ocorridos 
entre 28 e 364 dias completos) observa-se queda ainda mais expressiva, 
representando uma redução de 32,02% nos últimos 10 anos (BRASIL, 2019). De 
acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP (2017), esses óbitos podem 
ser acarretados por diversas condições como câncer, cardiopatias, mal formações, 
imunodeficiências, anormalidades cromossômicas, paralisia cerebral, prematuridade 
extrema, sequelas neurológicas e entre outros. 
Lacerda et al. (2014) afirmam que mesmo que o número de mortes de 
crianças não seja demasiadamente alto, muitas vezes elas são acometidas por 
doenças que limitam sua qualidade de vida. Surgindo então a necessidade de oferta 
de cuidados específicos como forma de promover conforto a esses pacientes e 
3 
acalentar os familiares que vivenciam o processo doença, relatam os autores. Visto 
que nos últimos anos, aumentou a necessidade de assistência às crianças vivendo 
com enfermidades crônicas, que imponha limites ou que coloque a vida em ameaça, 
complementam Ferreira et al. (2022). 
Desse modo, diante da evidência da finitude da vida, como uma doença que 
não possui cura, se faz necessário cuidados específicos, sendo eles chamados 
Cuidados Paliativos (CP). Lacerda e outros (2014) descrevem, que os CP são 
considerados facilitadores do processo de morte, visto que são cuidados centrados 
na promoção de bem-estar para a criança, aliviando dores e desconfortos, e para a 
família, que vive com o diagnóstico de uma enfermidade com limitado tempo de vida 
ou uma doença fatal. Dessa forma, os CP devem ser ofertados independentes do 
estágio da doença, de forma consistente, individualizada e humana, mantendo o 
respeito e dignidade da família e do paciente, completam os autores. 
Além da família e da criança, Silveira et al. (2022) relatam que o processo de 
morte e morrer de crianças em internação hospitalar abrangem também os 
profissionais que lidam diretamente com estes pacientes, provocando neles 
diferentes formas de encarar essas situações. Segundo os autores, fatores 
relacionados à postura profissional, sentimentos desordenados e falta de 
conhecimento, afetam o direito da criança de morrer dignamente, interferindo 
inclusive no luto e processo de superação de familiares. Em complemento, Lopes 
(2022) descreve que, a perda de uma criança, além de causar sofrimento nos pais e 
demais familiares, desperta na equipe de cuidados sentimentos diversos como: 
impotência, fraqueza, revolta e frustração. 
Apesar do sofrimento que uma perda gera, Piccinni et al. (2009) reforçam a 
necessidade de que a equipe de enfermagem preste apoio à família nestes 
momentos, ofertando conhecimento científico integrado ao cuidado, uma vez que 
estes profissionais estão diretamente ligados à assistência diária dos pacientes e em 
frequente contato com a família que os acompanham. 
Perante o exposto, como fio condutor deste estudo estabeleceu-se a questão 
norteadora: qual a importância da assistência de enfermagem frente aos cuidados 
paliativos pediátricos? Deste modo, este estudo teve como objetivo analisar a 
importância da assistência de enfermagem frente aos cuidados paliativos em 
pediatria. 
 
4 
2. REFERENCIAL TEÓRICO 
2.1 CUIDADOS PALIATIVOS E SUA APLICABILIDADE NA PEDIATRIA 
Os cuidados paliativos, também conhecidos como cuidados ao fim da vida, 
são definidos pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) como o conjunto de medidas 
necessárias para controlar os sintomas nos últimos dias de vida do paciente. O 
INCA reforça, ainda, a necessidade de que esse cuidado seja integral, 
individualizado e que seja garantida a autonomia do paciente (BRASIL, 2021). 
Em complemento, a Organização Mundial Da Saúde (OMS) (2020) descreve 
que os CP consistem no cuidado promovido por uma equipe multidisciplinar 
objetivando uma melhor qualidade de vida do paciente e de seus familiares perante 
uma doença que ameace a vida. A OMS (2020) destaca ainda a importância da 
identificação precoce da doença, possibilitando a prevenção e alívio dos 
sofrimentos, avaliação acurada e intervenção em caso de dor e de outros problemas 
que podem acometer o paciente, sejam problemas físicos,psicossociais ou 
espirituais. Em continuidade, Matos e Borges (2018) enfatizam a necessidade do 
cuidado ser humanizado, integral e individual, tanto do enfermo como de seus 
familiares que passam pelo período de luto. 
Souza et al. (2022) reforça a importância de que os CP se iniciem o mais 
precoce possível, junto a outras condutas capazes de fornecer alento para o 
paciente e sua família e auxiliar na compreensão da morte. 
De acordo com a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) (2012), 
e reiterado por Carvalho (2020), os cuidados paliativos possuem alguns princípios, 
dentre eles destacam-se: o alívio da dor e demais incômodos; a visão da morte 
como um processo natural; a não antecipação ou postergação da morte; e a oferta 
de suporte e conforto para que o paciente viva o máximo possível de forma ativa e 
dinâmica, dentre suas limitações, até o momento da morte. 
Quanto ao público infantil, os Cuidados Paliativos pediátricos foram 
estabelecidos desde 1998, sendo conceituado como o cuidado prestado à criança 
com uma doença crônica ou que ameace sua vida (BRASIL, 2022). Iglesias et al. 
(2016) completam afirmando que os cuidados paliativos pediátricos são oferecidos 
para prevenir, identificar e tratar crianças que sofrem por doenças crônicas e em 
estágio avançado, bem como seus familiares e equipe de atendimento. O INCA 
afirma ainda a necessidade de um atendimento adequado desde o período do 
5 
diagnóstico até o final da doença, além da importância do acompanhamento e 
auxílio no processo de luto da família (BRASIL, 2022). 
No âmbito da neonatologia, fase do nascimento até o 28º dia de vida, Camilo 
et al. (2022) relatam que os cuidados paliativos também são necessários. De acordo 
com os autores a necessidade de CP se dá em diversos fatores, como doenças 
degenerativas e progressivas como mielomeningocele, atrofia muscular espinhal, 
encefalopatias, anoxia neonatal grave, alterações cromossômicas e prematuridade, 
em casos mais extremos. 
 Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP (2017), existem algumas 
indicações para o cuidado paliativo em crianças. Estes são divididos em classes, 
como mostra a imagem abaixo. 
Imagem 1 – Relação de condições elegíveis para cuidados paliativos pediátricos. 
 
Fonte: SBP, 2017 
De acordo com Camilo et al. (2022), algumas das condições citadas na imagem 
acima podem ser descobertas ainda no período gestacional, nas consultas pré-natal 
e demais exames rotineiros da gestação. Portanto, quando a descoberta é precoce, 
faz-se necessário que haja um cuidado holístico, dinâmico e completo que deve se 
estender durante a gestação, nascimento e possível luto, mantendo o respeito e 
dignidade do paciente e família que acompanha esse processo, acrescentam os 
autores. Do mesmo modo, Carvalho (2020) destaca a importância de um 
acompanhamento precoce para uma maior eficácia dos CP. Dessa forma, eles 
6 
destacam que é importante que, sempre que possível, o acompanhamento da 
equipe multiprofissional aconteça desde a gestação, ainda nas consultas do pré-
natal. 
 
2.2 IMPLICAÇÕES DA IMINÊNCIA DE MORTE PARA OS ENVOLVIDOS NO 
CUIDADO COM A CRIANÇA 
Como explicitado, a iminência de morte leva a sentimento de perda por todos 
os envolvidos no processo, sendo eles: o paciente, a família e os profissionais que 
promovem o cuidado. Desse modo, de acordo com Nunes et al. (2017), é preciso 
que, nessa circunstância, a criança saiba o que está ocorrendo consigo, para que 
ela consiga enfrentar da melhor forma possível, visto que com a iminência de morte, 
a criança e a família enfrentam problemas relacionados à doença, distanciamento de 
familiares, alterações na rotina, sentimentos de tristeza e o medo da possibilidade de 
morte (NUNES et al., 2017). 
Santos et al. (2019) descrevem que o adoecimento e a morte de uma criança 
afetam toda a família, intensificando as relações de forma positiva ou 
negativamente, além de provocar problemas de harmonia e adaptação familiar após 
a morte. Com isso, a família passa por mudanças bruscas desde o momento de 
hospitalização, acarretando alterações nos papéis sociais dos membros, ressaltam 
os autores. Em complemento, Santos et al. (2018) relatam que uma vez que a 
criança em cuidados paliativos se torna o foco da atenção, a família precisa de apoio 
e informações para conseguirem atuar de forma eficaz na diminuição do sofrimento 
da criança. 
Entre os envolvidos no processo de morrer é o cuidador principal, que, 
segundo Nunes et al. (2017), é quem está junto vivenciando toda tristeza e aflição 
da criança, que além de compartilhar os sentimentos de desamparo, dúvida, 
angústias e medo, ainda precisam cumprir o papel de auxiliador em todos os 
estágios do processo de morte e morrer, que na maioria das vezes é longo. 
Embora existam poucos estudos que definam o impacto do falecimento de 
uma criança na sociedade, sabe-se que a perda de um filho é devastadora e 
impactante. Essa experiência é repleta de significados e perspectivas que mediam o 
processo de luto. Durante toda a trajetória da doença os pais buscam encontrar uma 
7 
razão ou explicação para a perda de acordo com suas crenças e visão de mundo 
(SANTOS et al., 2019). 
De acordo com Santos et al. (2019), muitas vezes os pais enlutados pela 
perda do filho passam a acreditar na conexão com eles além da vida, como 
estratégia de enfrentamento. Essa continuação de vínculo é imprescindível para o 
luto parental, visto que possibilita o cultivo da memória do filho de forma pessoal, 
detalham os autores. 
Do mesmo modo, para Alves et al. (2016), a espiritualidade é uma forma que 
os pais possuem para enfrentar os momentos de adversidade que envolvem a perda 
de um filho. Portanto, diante de uma situação como esta, a equipe de cuidados deve 
estimular e possibilitar essa prática de acordo com a necessidade de crença de cada 
família. 
 Desta maneira, no período de oferta de cuidados paliativos, mesmo que 
difícil, a aceitação da morte por todos os envolvidos no cuidado é muito importante 
para a condução das medidas de conforto, que buscam aliviar o sofrimento físico e 
psicoemocional, relatam Santos et al. (2018). Em continuidade, Carmo e Oliveira 
(2015) esclarecem que os cuidados de alívio e de conforto são indispensáveis 
quando se trata de cuidados paliativos pediátricos, pois a família fica mais consolada 
quando percebe que a criança não está sofrendo. 
Dessa forma, de acordo com Santos et al. (2018), pelo contato constante, a 
criação de vínculo entre paciente e profissional é inevitável, mas, quando se trata de 
cuidar de criança, as chances desse vínculo existir é ainda maior, e quando esse 
sentimento é ameaçado por uma iminência de morte provoca o luto e todos os 
sentimentos que o rodeiam, atingindo a todos os envolvidos. Diante disso, Hermes e 
Lamarca (2013) esclarecem que isso explica o fato de a enfermagem ser a classe de 
profissionais da saúde que mais se esgota emocionalmente, devido ela estar o 
tempo todo em contato, cuidando desses enfermos, assistindo o sofrimento e o 
processo de morte desses pacientes. 
Santos et al. (2018) esclarecem que, teoricamente, os profissionais de 
enfermagem devem estar preparados para a perda de pacientes e é menos difícil 
encarar isso quando paciente tem a idade avançada, pois é algo que o profissional 
já pode esperar, tendo em vista que faz parte do ciclo da vida. Em contraste, a morte 
de uma criança é vista como a interrupção desse ciclo, dificultando o enfrentamento 
8 
da equipe do cuidado e despertando sentimento de impotência, frustração, dor, 
tristeza, angústia e sofrimento nos membros dela, continuam os autores. 
Para Carmo e Oliveira (2015) e Santos et al. (2018), essa circunstância cria 
um processo complexo que desperta nos indivíduos emoções e ações diferentes. 
Segundo os autores, enquanto alguns se reprimem e dão espaço para o medo, 
outros passam a valorizaro tempo que ainda tem e enxergam a vida com um novo 
olhar absoluto. 
Diante disso, Santos et al. (2018) explica que para a equipe de enfermagem, 
a dificuldade de aceitar a morte de uma criança causa uma grande exaustão no 
cotidiano desses profissionais. Por isso, a equipe precisa estar preparada para lidar 
especificamente com essas perdas e com os sentimentos de tristeza, frustrações e 
impotência, detalham os autores. 
 
2.3 IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM FRENTE AOS 
CUIDADOS PALIATIVOS EM PEDIATRIA 
Como explicitado, os cuidados paliativos são de fundamental importância para 
o atendimento adequado desde o período do diagnóstico ao desfecho da doença, 
além de acompanhar e auxiliar no processo de luto da família (BRASIL, 2022). 
Segundo o INCA, os profissionais que atuam com os CP têm o papel de 
monitorar a dor e demais sintomas físicos do paciente promovendo um diagnóstico 
rápido e prudente, respeitando a singularidade de cada paciente. Além disso, o 
INCA reforça a promoção de qualidade de vida, englobando os aspectos espirituais 
e autonomia do paciente e família. Ademais, a equipe deve prestar apoio 
integralmente ao paciente e seus familiares que acompanham o processo, 
participando da comunicação de notícias difíceis, quando necessário (BRASIL, 
2022). 
De todo modo, a assistência de enfermagem prestada a crianças em CP, 
geralmente, tem por base uma junção de procedimentos referentes a alimentação, 
higiene, administração de medicação e coleta de material para exames, descrevem 
Lima et al. (1996). Segundo os autores, boa parte das vezes, estes cuidados 
atendem apenas aspectos do corpo biológico, esquecendo de considerar a criança 
como um ser em crescimento e desenvolvimento. 
9 
Em contrapartida, Parentoni (2015) discorre que para a Enfermagem os 
cuidados paliativos são característicos à sua prática diária. Aliar a ciência e o 
cuidado, para amparar e confortar, é uma das atribuições dos profissionais de 
enfermagem, e deve ser feito desde o aparecimento do diagnóstico da doença, até o 
processo de luto da família, conclui o autor. 
Pavani (2020) descreve que o enfermeiro tem sua formação acadêmica 
dirigida para o cuidado, e por este motivo, deve estabelecer um vínculo enfermeiro-
paciente visando a assistência a ser prestada à criança e sua família, que 
acompanha o processo da doença. De acordo com o autor, nos cuidados paliativos, 
o enfermeiro tem um papel decisivo, capaz de identificar as necessidades e criar 
oportunidades para que seja possível a resolução de problemas junto à família, além 
de exercer o papel de conexão entre paciente, família e equipe. 
Do mesmo modo, de acordo com Parentoni (2015), o enfermeiro tem um 
importante papel nos cuidados paliativos, tanto quando se trata do paciente e a 
família ter aceitação do diagnóstico, como quanto ao auxílio necessário para 
conviver com a doença. Desta forma, o enfermeiro consegue desenvolver uma 
assistência completa ao paciente e ao familiar, com o objetivo de diminuir a 
ansiedade devido ao medo da doença e do futuro, atuando por meio da escuta 
atenta. Além disso, Pavani (2020) relata que outro papel do enfermeiro é participar 
constante e ativamente no atendimento clínico, educação, colaboração 
interprofissional, pesquisas e competência em cuidados paliativos. 
Segundo Pavani (2020), a atuação do enfermeiro envolve dimensões 
interligadas e inclui: valorizar, onde permite ao enfermeiro ser capaz de continuar a 
respeitar e prestar cuidados ao paciente mesmo em situações adversas; e encontrar 
significado, que torna o profissional capaz de ajudar o paciente e seus familiares a 
encontrar significado em situações adversas, oferecendo esperança, estimulando-os 
a refletir sobre a vida, atendendo às necessidades espirituais e auxiliando no 
enfrentamento da finitude. Diante disso, a grande importância da capacitação 
profissional no que diz respeito ao cuidado no fim da vida, continuam Pavani (2020). 
De modo constante, as capacitações visam facilitar, incentivar e oferecer 
informações sempre atualizadas para o paciente. Facilitando, assim, a construção 
de pontos fortes individuais e familiares e o envolvimento do paciente e da família 
em estratégias de planejamento, oferecendo sugestões, opções para explicar e 
10 
esclarecer dúvidas; além de estabelecer vínculo enfermeiro, paciente e familiares, 
formando uma relação terapêutica, continuam Pavani (2020). 
Em concordância, Medeiros et al. (2022) reforçam a importância de o 
enfermeiro atuar de forma significativa no processo de morte e morrer, 
desenvolvendo competências e conhecimentos capazes de ultrapassar os termos 
técnicos. Os autores frisam o aperfeiçoamento do cuidado conectado a oferta de 
conforto para o paciente e familiar que vivencia o doloroso processo de cuidados 
paliativos, devido a iminência da morte ou perda. 
Do ponto de vista prático, de acordo com Pavani (2020), o enfermeiro 
desenvolve um plano de assistência com base na abordagem do paciente e sua 
família seguindo um cronograma. Onde, inicialmente, é feita uma avaliação inicial da 
criança e sua família, identificando os maiores problemas e necessidades dos 
mesmos e partindo para a elaboração de um plano de cuidado. Após essa fase 
inicial, segundo o autor, o plano de cuidado é colocado em prática, podendo ser feito 
tanto por profissionais de saúde, no caso da internação, ou por cuidador, quando o 
cuidado é em domicílio. Desta forma, seguindo o cronograma elaborado, é feita uma 
reavaliação aliada ao controle do paciente e, quando necessário, replanejamento 
dos cuidados, uma vez que, com a evolução da doença, alguns sintomas podem 
agravar e exigir intervenção, completa o autor. 
 
3. METODOLOGIA 
A presente pesquisa se caracteriza como um estudo qualitativo, 
fundamentando-se em uma revisão integrativa e exploratória. De acordo com Souza 
et al. (2010), a revisão integrativa tem como base delimitar etapas metodológicas e 
propiciar melhor utilização das evidências elucidadas em inúmeros estudos. Desta 
forma, segundo os autores, para a construção da revisão, foram definidas as 
seguintes etapas: escolha do tema; elaboração da questão norteadora; escolha dos 
critérios de inclusão e exclusão; pesquisa nas bases de dados científicas; 
observação dos artigos selecionados; análise dos resultados e exibição da revisão 
integrativa. Assim sendo, os autores destacam que a revisão integrativa é uma 
forma de proporcionar a síntese do aprendizado e a agregação da aplicação de 
resultados de pesquisas significativas na prática. 
11 
Perante o exposto, através da pergunta norteadora: “qual a importância da 
assistência de enfermagem frente aos cuidados paliativos pediátricos?”, foi dado 
seguimento à pesquisa. 
O levantamento da produção científica foi efetuado na Biblioteca Virtual em 
Saúde (BVS), utilizando os seguintes bancos de dados informatizados como: 
MEDLINE, BDENF-Enfermagem, LILACS e na base de dados Scientific Electronic 
Library Online (Scielo). A pesquisa foi realizada no período de agosto a outubro de 
2022, sendo os descritores utilizados: Cuidados de enfermagem; Cuidados 
paliativos; Pediatria. 
Foram estabelecidos como critérios de inclusão para a seleção dos artigos: 
disponibilizados como textos completos; publicados entre 2013 e 2022; disponíveis 
em português; disponibilizados gratuitamente; com tema que se relaciona com o 
assunto da pesquisa. Como critérios de exclusão ficaram estabelecidos: artigos que 
não apresentavam os fatores de inclusão supracitados; artigos duplicados entre as 
bases de dados; publicações de relatos de experiência, devido ao baixo nível de 
evidência científica; monografias, teses e dissertações. 
O recorte temporal foi de 10 anos de publicação, ou seja, trabalhos 
publicados entre 2013 e 2022. Todos os artigos encontrados foram analisados e 
selecionados seguindo os critérios acima expostos. 
4. RESULTADOSE DISCUSSÃO 
Com a pesquisa através dos descritores foram encontrados, inicialmente, 134 
artigos nas bases de dados pesquisadas na BVS e 11 artigos na base Scielo. Sendo 
que os encontrados na BVS, 92 foram retirados da MEDLINE, 21 da base BDENF- 
Enfermagem e 21 da LILACS. 
Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão foram excluídos 124 
artigos, e mantidos 21 de acordo. Posteriormente à leitura exploratória desses 21 
artigos, foram selecionados 10 artigos, onde foi possível compreender a importância 
da assistência de enfermagem frente aos cuidados paliativos pediátricos. 
Os artigos utilizados estão dispostos no Quadro 1, a seguir: 
 
12 
Quadro 1 – Publicações de artigos por período analisado 
Base / 
ano 
Título do artigo Autores Metodologia Objetivo Geral 
LILACS 
2022 
 
Paliar, cuidando 
além da dor: uma 
reflexão dos 
profissionais de 
saúde na oncologia 
pediátrica 
Trainoti PB, 
Melcherth TD, 
Cembranel P, 
Taschetto L 
Revisão 
Integrativa 
Analisar a percepção dos 
profissionais de saúde ao 
cuidar de pacientes com 
câncer em Cuidados 
Paliativos Pediátricos (CPP’s). 
SCIELO 
2021 
Cuidados paliativos 
no fim de vida em 
oncologia 
pediátrica: um olhar 
da enfermagem 
Silva TP, Silva 
LF, Cursino 
EG, Moraes 
JRMM, Aguiar 
RCB, Pacheco 
STA 
Estudo descritivo, 
com abordagem 
qualitativa 
Identificar o conhecimento dos 
profissionais de enfermagem 
sobre os cuidados paliativos 
em oncologia pediátrica e 
suas necessidades para 
realização dos cuidados no 
fim de vida. 
LILACS
, 
BDENF 
2020 
Doença Crônica e 
Cuidados Paliativos 
Pediátricos: 
Saberes e Práticas 
de Enfermeiros à 
Luz do Cuidado 
Humano 
Buck ECS, 
Oliveira ELN, 
Dias TCC, et 
al. 
Estudo qualitativo Analisar saberes e práticas de 
enfermeiros assistenciais 
sobre cuidados paliativos à 
criança com doença crônica, à 
luz da Teoria do Cuidado 
Humano 
LILACS
, 
BDENF 
2020 
Percepções e 
vivências da equipe 
de enfermagem 
frente ao paciente 
pediátrico em 
cuidados paliativos 
Schneider AS, 
Ludwig MCF, 
Neis M, 
Ferreira AM, 
Issi HB 
 
Estudo 
qualitativo, 
exploratório e 
descritivo 
Conhecer as percepções e 
vivências dos profissionais de 
enfermagem frente ao cuidado 
à criança em cuidados 
paliativos em unidades 
pediátricas. 
BDENF 
2019 
Profissionais de 
enfermagem: 
compreensão sobre 
cuidados paliativos 
pediátricos 
Verri ER, 
Bitencourt 
NAS, Oliveira 
JAS et al. 
Estudo 
qualitativo, 
exploratório e 
descritivo 
Investigar a compreensão e a 
prática dos profissionais de 
enfermagem sobre os 
cuidados paliativos 
pediátricos. 
LILACS 
2019 
No fio da navalha: 
a dimensão 
intersubjetiva do 
cuidado aos bebês 
com condições 
crônicas complexas 
Azevedo CS, 
Pfeil, NV 
Estudo qualitativo Explorar os desafios advindos 
do cuidado de bebês 
cronicamente adoecidos e 
submetidos à dependência 
tecnológica na perspectiva 
dos profissionais de saúde. 
BDENF 
2018 
Cuidados paliativos 
pediátricos: análise 
de estudos de 
enfermagem 
Souza TCF, 
Correa Júnior 
AJS, Santana 
ME et al. 
Estudo 
bibliométrico 
Analisar as evidências 
científicas acerca dos 
cuidados paliativos 
pediátricos. 
MEDLI
NE 
2015 
Cuidados paliativos 
em oncologia 
pediátrica: 
percepções, 
saberes e práticas 
na perspectiva da 
equipe 
multiprofissional 
Silva AF, Issi 
HB, Motta 
MGC, Botene 
DZA 
Pesquisa 
qualitativa, 
exploratória e 
descritiva 
Conhecer as percepções, 
saberes e práticas da equipe 
multiprofissional na atenção 
às crianças em cuidados 
paliativos em unidade de 
oncologia pediátrica 
BDENF 
2015 
Cuidados paliativos 
em pediatria: um 
estudo reflexivo 
Brito MA, 
Soares EO, 
Rocha SS da 
et al. 
Abordagem 
reflexiva sobre a 
aplicabilidade da 
Teoria de Myra 
Estrin Levine 
Promover a reflexão acerca 
da aplicabilidade da Teoria de 
Myra Estrin Levine nos 
cuidados paliativos em 
pediatria. 
13 
Fonte: Produzido pelos autores (2022) 
 
Quanto aos artigos acima, no que tange ao conceito e conhecimento quanto 
aos cuidados paliativos, Schneider et al. (2020) e Verri et al. (2019) o designam 
como o conjunto de condutas que tem a finalidade de cuidar dos pacientes cuja 
chance de cura não é possível. E no âmbito da pediatria, em específico, os autores 
detalham que são condutas em que o foco não está na cura, e sim na diminuição 
das consequências negativas da doença que afetam o bem-estar da criança e da 
família. 
Já em relação à família frente aos CP, Silva et al. (2014) e Silva et al. (2015) 
relatam que quando a chance de morte de uma criança se aproxima, a família é 
quem mais sofre e mais precisa de atenção psicoemocional para enfrentar esse 
momento difícil. Silva et al. (2014) completam que, as vezes, o distanciamento da 
própria casa e a privação de convívio familiar, provocados pela hospitalização da 
criança, despertam nos cuidadores um sentimento de solidão e desamparo em 
relação a outros membros da família. Cabendo, então, à equipe de enfermagem o 
papel importantíssimo de apoiar essa família nesse momento conturbado, 
descrevem os autores. 
Silva et al. (2014) relatam, ainda, que nesses casos em que há possibilidade 
de morte da criança, é muito importante intervir junto à família na vivência do luto 
antecipado, acolhendo-os, proporcionando segurança e conforto, estabelecendo 
uma relação de confiança através de uma comunicação que os preparem diante dos 
desafios da doença e em casos de óbito. Do mesmo modo, Souza et al. (2018) 
afirmam que a comunicação é a chave do trabalho de saúde entre a equipe, a 
criança e a família, logo, competem a esses profissionais manter o paciente e família 
informados acerca do quadro clínico estabelecendo vínculo de confiança. 
Souza et al. (2018) complementam que mesmo que seja difícil definir uma 
comunicação eficaz, os profissionais que lidam com uma criança sem previsão de 
cura, consideram a comunicação como uma forma de humanizar e favorecer o 
LILACS 
2014 
Estratégias de 
cuidados adotadas 
por enfermeiros na 
atenção à criança 
hospitalizada com 
câncer avançado e 
no cuidado de si 
Silva MM, 
Vidal JM, Leite 
JL, Silva TP 
Estudo descritivo, 
qualitativo 
Analisar as principais 
estratégias de cuidados 
adotadas por enfermeiros, 
no 
enfretamento do processo de 
morrer, na atenção à criança 
hospitalizada com câncer 
avançado, e no cuidado de si. 
14 
equilíbrio emocional do paciente e da família nesse período difícil de iminência da 
perda. Por isso é muito importante inserir a família na estratégia terapêutica para 
torná-la parte essencial no cuidado com a criança, complementam Silva et al. 
(2015). 
De acordo com Trainoti et al. (2022), quando a equipe diminui o sofrimento da 
família e do paciente, gerando conforto, consegue manter a dignidade humana com 
qualidade de vida por um longo período. E para isso é preciso desenvolver um 
cuidado integral, através da identificação de vulnerabilidades do paciente, levando 
em consideração o contexto familiar, valores e hábitos, indo além da rotina do dia a 
dia e entregando algo a mais para esses pacientes, destacam os autores. 
Reforçando essa ideia de “ir além do padrão”, Azevedo e Pfeil (2019) afirmam 
que a ciência do cuidar necessita de criatividade, pois se tratando de doenças raras 
e complexas não existe nenhum protocolo, exigindo da equipe criatividade e 
conhecimento para elaborar um plano terapêutico considerando a necessidade 
singular de cada paciente. Desse modo, ao se adaptar de forma criativa aos 
obstáculos que surgem durante a assistência, como por exemplo a adaptação ou 
confecção de um dispositivo, esse profissional está investindo afetivamente nesse 
cuidado, indo além de técnicas ou cumprimento de rotina para promover o cuidado a 
esse paciente levando em consideração suas necessidades, explicam os autores. 
Em concordância com a ideia de considerar a singularidade de cada paciente, 
Brito et al. (2015) e Buck et al. (2020) completamque as intervenções de cuidados 
paliativos pediátricos devem ser baseadas em uma relação verdadeira de 
acolhimento por parte dos profissionais de enfermagem, se estendendo à três níveis: 
nível físico, como os sintomas patológicos; nível psicossocial, identificando medo e 
preocupações; e nível espiritual, quando há identificação dessa necessidade, 
oferecendo assim um cuidado paliativo para a criança de forma integral. Desse 
modo, Trainoti et al. (2022) descreve que o cuidado de forma holística é possível, 
pois ao longo da formação acadêmica, o profissional de enfermagem adquire 
competência para prestar um cuidado humanizado ao paciente paliativo. 
Brito et al. (2015) complementam que esse cuidado está diretamente ligado à 
atividade cotidiana da equipe de enfermagem. Segundo os autores, estes 
profissionais têm o dever de associar ciência e arte para promover uma assistência 
que ampare e conforte o paciente e a família desde o auxílio no nascimento, à 
descoberta de uma doença crônica e ao período de luto. Os autores detalham que, 
15 
quando se trata da pediatria, o cuidado e a atenção devem ser voltados também 
para a família, fornecendo qualidade de vida e abrangendo todas as vertentes do 
sofrimento das crianças em estado crítico. 
Igualmente, Silva et al. (2021) e Silva et al. (2014) afirmam que os 
profissionais de enfermagem são considerados os maiores fornecedores de cuidado 
em um hospital, pois são eles quem estão na maior parte do tempo em contato com 
o paciente e a família, tendo a capacidade de identificar e acionar quando 
necessário outros profissionais da equipe multiprofissional para atender da melhor 
forma possível as necessidades do paciente e da família. Silva et al. (2014) ainda 
completam que dessa forma a equipe de enfermagem consegue estabelecer uma 
relação de confiança com o paciente e a família, favorecendo a comunicação e o 
trabalho em equipe. 
Em conformidade, Verri et al. (2019) e Brito et al. (2015) explicam que, assim 
como toda a equipe multidisciplinar, o papel que a enfermagem exerce no âmbito de 
cuidados paliativos pediátricos é de grande importância, pois são esses profissionais 
que passam a maior parte do tempo em contato com o paciente e família, suprindo 
as necessidades diárias, com empatia, acolhimento, respeito e amor. Todavia, os 
autores destacam que é necessário que a equipe se mantenha emocionalmente 
bem, para suportar as adversidades oriundas do processo de morte e morrer, 
acreditando que sempre há algo a se fazer por esses pacientes, mesmo com o fim 
da vida. 
A vivência com crianças em cuidados paliativos que passam um longo 
período em hospitalização permite a construção de uma relação entre criança, 
família e profissional de enfermagem, aflorando na equipe sentimentos como 
compaixão, empatia e afeto, manifestando reciprocidade à dor e ao sofrimento do 
paciente e da família, relatam Schneider et al. (2020). Os autores esclarecem que 
mesmo que esses profissionais não tenham vivenciado a perda de um filho, eles 
conseguem sentir a dor por partilhar junto da família essa experiência. Para Azevedo 
e Pfeil (2019), a morte na infância é vista pelos profissionais como um 
enfrentamento aos próprios limites ao mesmo tempo em que o respeito às crianças 
é uma condição para manter a saúde mental. 
 
 
16 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A condensação das publicações analisadas demonstra que os cuidados 
paliativos são de extrema importância no processo de cuidado de pacientes 
acometidos por doenças limitantes da vida. Salienta que o objetivo principal na 
oferta deste cuidado não é buscar a cura de forma persistente, mas sim priorizar o 
cuidado antes do tratamento, oferecendo amparo à família e ao paciente de forma a 
buscar uma melhor qualidade de vida para eles. 
Os estudos exprimem que a equipe de Enfermagem tem um papel essencial 
no cuidado às crianças acometidas por doenças limitantes à vida. E apesar das 
dificuldades encontradas para dedicar o cuidado necessário aos pacientes e a 
família acometida por cuidados paliativos, a assistência de enfermagem deve ser 
trabalhada de forma que a empatia e o amor sejam elementos essenciais, 
juntamente com o conhecimento teórico e prático, para que a oferta de cuidado seja 
suficiente para a criança e seus familiares. De todo modo, é necessário que o 
enfermeiro tenha um olhar vasto para aquilo que não é dito, observando tanto os 
aspectos físicos quanto oferecendo apoio emocional nos momentos necessários. 
Visto que a enfermagem está factualmente envolvida nos cuidados paliativos, 
é necessário que os profissionais sejam capacitados para abordar, ponderar e cuidar 
do paciente em fase terminal. Sendo indispensável que os cuidados paliativos sejam 
abordados de forma integral nas instituições de ensino, para que sejam formados 
profissionais capacitados para atuar no processo de morte, objetivando o melhor 
cuidado possível para o paciente e sua família, sem que haja prejuízo de sua saúde 
mental. 
Dado a importância do tema, sugere-se novos estudos sobre o assunto a fim 
de fortificar a prática dos cuidados paliativos e proporcionar maior conhecimento 
sobre as necessidades dos profissionais de enfermagem perante a prestação do 
cuidado paliativo pediátrico. 
 
 
17 
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