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Leishmaniose e malária Prof.a: Mayara Sabino Características gerais • As leishmanioses são doenças infecto-parasitárias que acometem o homem, causadas por várias espécies de protozoários do gênero Leishmania • A doença pode apresentar diferentes formas clínicas, dependendo da espécie de Leishmania envolvida e da relação do parasita com seu hospedeiro • Família: TRYPANOSOMATIDAE • Gênero: Leishmania Subgêneros: Leishmania e Viannia • Ciclo de vida heteróxeno. Vive alternadamente em hospedeiros vertebrados e insetos vetores. • Doença negligenciada • . Em 2020, 16.432 casos de LT foram notificadosno Brasil Formas clínicas LEISHMANIOSE CUTÂNEA E MUCOSA (LT) – L.V. L. brasiliensis; L. amazonensis; L.V. guyanensis LEISHMANIOSE VISCERAL (LV) – L. infantum L. chagasi Tipos de leishmanioses Morfologia Vetores Vetores Ciclo biológico • Leishmaniose tegumentar: Doença de áreas desmatadas, rurais, peri-urbanas e urbanas - Ocupacional, gênero masculino (74%) com mais de 10 anos (90%) • Leishmaniose visceral : Caráter social, essencialmente ligados à pobreza e baixo nível educacional, que conduzem a uma maior vulnerabilidade da população, não apenas a LV, que pode funcionar como doença secundária a outras enfermidades, como por exemplo, a aids Fatores de risco Após a inoculação, as promastigotas precisam sobreviver aos mecanismos inatos de defesa do hospedeiro. As mudanças bioquímicas ocorridas durante a metaciclogênese conferem às promastigotas uma resistência aumentada à lise pelo s. complemento. Substâncias presentes na saliva dos flebotomíneos também favorecem a infecção. • Nos macrófagos, os parasitos internalizados ficam dentro de um vacúolo parasitóforo (fagolisossoma), que os separa do citoplasma celular. Leishmaniose tegumentar Cutânea Mucocutânea Diagnóstico Exames parasitológicos: A demonstração do parasito é feita por meio de exames direto e indireto. • Demonstração direta do parasito • Isolamento em cultivo in vitro (meios de cultivo) • Exames imunológicos • Teste intradérmico (Intradermoreação de Montenegro ou da leishmanina) • Testes sorológicos IFI, ELISA Diagnóstico Diagnóstico – Teste de Montenegro Leishmaniose Visceral A relação parasito–hospedeiro pode levar desde infecções assintomáticas (leishmaniose visceral subclínica) – com ausência de sintomatologia, mas presença de anticorpos para o parasito – até formas mais graves, que culminam com o óbito. • Nos quadros mais graves, a progressão da doença é geralmente insidiosa, com períodos de incubação que levam meses ou anos • 2ª maior causa de morte por doença parasitária no mundo na África Oriental e Índia Quadro clínico 5% dos infectados evoluem para a forma sintomática, entretanto a mortalidade é elevada dentre os sintomáticos • Febre persistente, hepatoesplenomegalia, linfadenopatia, pancitopenia, hipergamaglobulinemia • Incubação – 3-8 meses • Usualmente, não ocorre o surgimento de lesões semelhantes à forma cutânea antes da evolução para a forma visceral. Diagnóstico Padrão-ouro: Biópsia hepática ou esplênica, com visualização de amastigotas; aspirado de medula óssea • Exame Microscópico Direto: detecta a presença de formas amastigotas do parasita em fragmentos de fígado e baço, punção de linfonodo e medula óssea de amostras humana e animal. Resultado: 24 a 48 horas. • Isolamento do Parasita: A partir de fragmentos de fígado e baço, punção de linfonodo e medula óssea de amostras humana e animal, em meio de cultura acelular com posterior identificação e caracterização. Resultado: 30 dias. Tratamento Malária Características gerais Epidemiologia De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 241 milhões de casos de malária foram registrados em 2020 em 85 países endêmicos A região Amazônica brasileira é considerada a área endêmica do país para malária Ciclo biológico Aspectos morfológicos Vetor: mosquito Anopheles (fêmeas hematófagas) • Hospedeiro: homem • Fonte: doentes ou portadores assintomáticos Características gerais e etiologia – Efeito lítico direto na hemácia • P.vivax – hemácias jovens • P. malariae – hemácias maduras • P. falciparum – qualquer hemácia – Alta parasitemia Áreas endêmicas (P. falciparum) – Crianças (3m a 5 anos) – Grávidas – Visitantes • Parasitemia intensa dos eritrócitos – Destruição (anemia) e Seqüestro eritrocitário Virulência parasitária Formas clínicas Período de infecção: Mal estar, cansaço, mialgia Ataque paroxístico (acesso malárico) Remissão. Acesso malárico (ciclos 48-72h) – “Estágio frio” com calafrios intensos (15 min a 1 h) – “Estágio quente” Febre até 41oC (4-8 horas) – • Cefaléia, vômitos, mialgia, dor abdominal • Palidez, icterícia, hepatoesplenomegalia Quadro clínico geral P. Vivax terça menigna Não ataca células maduras Mialgias, cefaléia, palidez, icterícia leve, hepatoesplenomegalia, calafrios violentos e curtos, febre rápida elevação (4-8h) e sudorese profusa Se não tratar pode durar até 3 meses • Formas latentes podem causar doença até 4 anos • Complicações – Ruptura de baço – Plaquetopenia – Insuficiência renal aguda – Anemia severa • Recidiva : quadro semelhante, porém mais anemia e hepatoesplenomegalia P. Falciparum terça maligna Graves por elevada parasitemia (até 1 milhão/mm3 ) • Invade qualquer hemácea • Rompimento hemácea • Alteração física das hemáceas – Aglutina nos capilares, trombose e isquemia. Malária cerebral – Início gradual ou súbito Cefaléia, confusão, torpor e coma Mortalidade: 20 a 50% dos casos • Insuficiência renal – Hipovolemia, vasoconstrição, hemoglobinúria. Forma intestinal – Diarréia profusa, às vezes sanguinolenta • Malária pulmonar – Edema pulmonar (tosse e hipoxemia) – Alta mortalidade (> 80%) • Hepatite malárica P. Malarie Febre quartã Incubação: 30 a 40 dias – Febre intermitente (72 horas) – Esplenomegalia – Parasitemia: 20.000 p/mm3 – Sd. Nefrótica (em crianças) Exames diretos – Gota espessa – Métodos de Giemsa ou Walker • Identificação da espécie • Quantificação da parasitemia • Esfregaço (Giemsa ou Wright) Diagnóstico Diagnóstico Sorologia – Estudos de campo • Detecção direta (antígenos) – Imunofluorescência – Captura de antígenos • Teste rápido (imunocromatográfico) • Detecção DNA (sondas ou PCR) Exames complementares: Hemograma: – Anemia, leucopenia, plaquetopenia • Bilirrubinas – Discreta normalmente • Transaminases – Geralmente < 200 UI • Coagulação – Alargamento TP • Função renal Tratamento Objetivos: – Abolir ciclo reprodutivo sanguínio do parasita • Remissão da doença clínica • Evitar complicações – Erradicar as formas latentes do ciclo tecidual • Evitar recorrências tardias – Eliminar os gametócitos • Interrupção da transmissão em áreas endêmicas Evolução terapêutica Evolução Clínica e Parasitológica – Clínica: • < Febre e melhora do estado geral – Parasitológica • Negativação da pesquisa de hematozoários Slide 1: Leishmaniose e malária Slide 2: Características gerais Slide 3 Slide 4: Formas clínicas Slide 5 Slide 6: Tipos de leishmanioses Slide 7: Morfologia Slide 8: Vetores Slide 9: Vetores Slide 10: Ciclo biológico Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14: Fatores de risco Slide 15: Leishmaniose tegumentar Slide 16: Cutânea Slide 17: Mucocutânea Slide 18: Diagnóstico Slide 19: Diagnóstico Slide 20: Diagnóstico – Teste de Montenegro Slide 21: Leishmaniose Visceral Slide 22: Quadro clínico Slide 23: Diagnóstico Slide 24: Tratamento Slide 25: Malária Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40