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Cargas e Linhas de Influência M.Sc Bruno Amorim Pontes bruno.amorim@fapce.edu.br Normas Exemplo Definir esforços da ponte a seguir: NBR 7187/2021 – Projeto de Pontes NBR 7187/2021 – Projeto de Pontes NBR 7187/2021 – Projeto de Pontes NBR 7187/2021 – Projeto de Pontes Necessário o cálculo do volume. Recomendação: definir o volume em m³/m. NBR 7187/2021 – Projeto de Pontes Considerar 5cm. NBR 7187/2021 – Projeto de Pontes Cargas Móveis São aquelas que se movimentam sobre a estrutura, desta forma, o efeito sobre a estrutura depende não somente de sua magnitude como também de sua posição na mesma. Pontes rodoviárias e ferroviárias, passarelas, pórticos industriais que suportam pontes rolantes para transporte de cargas. Cargas Móveis São aquelas que se movimentam sobre a estrutura, desta forma, o efeito sobre a estrutura depende não somente de sua magnitude como também de sua posição na mesma. Pontes rodoviárias e ferroviárias, passarelas, pórticos industriais que suportam pontes rolantes para transporte de cargas. Cargas Móveis Na análise de cargas móveis em pontes, as normas definem um sistema de cargas representativos dos valores característicos dos carregamentos provenientes do tráfego a que a estrutura esta sujeita em serviço. Cargas Móveis Este sistema de cargas é definido como trem-tipo. No caso de pontes rodoviárias a ABNT NBR 7188:2012 define o trem-tipos de acordo com a classe da rodovia. Cargas Móveis Este sistema de cargas é definido como trem-tipo. No caso de pontes rodoviárias a ABNT NBR 7188:2012 define o trem- tipos de acordo com a classe da rodovia. Cargas Móveis Cargas de acordo com o padrão: Passeio para pedestres: 3kN/m² na posição + desfavorável juntamente com a carga móvel rodoviária. Passeio – elemento estrutural: 5kN/m². Padrão da Ponte Veículo Carga uniformemente distribuída (kgf/m²) Tipo Peso total (kN) Eixos e espaçamento p (pista) P (pontual) TB-450 450 kN com seis rodas 750 3 / 1,50m 5 kN/m² 75 kN TB-240 240 kN com seis rodas 240 3 / 1,50m 4 kN/m² 40kN Cargas Móveis Cargas Móveis – obs1 Para obras em anel rodoviário e obras com distância inferior a 100 km em rodovias de acesso a terminais portuários, as cargas móveis características definidas acima devem ser majoradas em 10%, a critério da autoridade competente. Cargas Móveis – obs2 Para obras em estradas vicinais municipais de uma faixa e obras particulares, a critério da autoridade competente, a carga móvel rodoviária é no mínimo igual ao tipo TB-240. Ponderação das Cargas Móveis A NBR 7188/13 determina as forças de pontes e viadutos da seguinte forma: Q = valor estático de uma roda do veículo com a ponderação; q = valor estático p acrescido dos coef. de ponderação; P= valor estático de uma roda do veículo ; p = valor estático da carga móvel unif. Distribuída; CIV = coeficiente de impacto vertical; CNF = coeficiente do número de faixas; CIA = coeficiente de impacto adicional. 𝑄 = 𝑃 × 𝐶𝐼𝑉 × 𝐶𝑁𝐹 × 𝐶𝐼𝐴 𝑞 = 𝑝 × 𝐶𝐼𝑉 × 𝐶𝑁𝐹 × 𝐶𝐼𝐴 Ponderação das Cargas Móveis 𝑄 = 𝑃 × 𝐶𝐼𝑉 × 𝐶𝑁𝐹 × 𝐶𝐼𝐴 𝑞 = 𝑝 × 𝐶𝐼𝑉 × 𝐶𝑁𝐹 × 𝐶𝐼𝐴 Ponderação das Cargas Móveis 𝑄 = 𝑃 × 𝐶𝐼𝑉 × 𝐶𝑁𝐹 × 𝐶𝐼𝐴 𝑞 = 𝑝 × 𝐶𝐼𝑉 × 𝐶𝑁𝐹 × 𝐶𝐼𝐴 Ponderação das Cargas Móveis 𝑄 = 𝑃 × 𝐶𝐼𝑉 × 𝐶𝑁𝐹 × 𝐶𝐼𝐴 𝑞 = 𝑝 × 𝐶𝐼𝑉 × 𝐶𝑁𝐹 × 𝐶𝐼𝐴 Ponderação das Cargas Móveis 𝑄 = 𝑃 × 𝐶𝐼𝑉 × 𝐶𝑁𝐹 × 𝐶𝐼𝐴 𝑞 = 𝑝 × 𝐶𝐼𝑉 × 𝐶𝑁𝐹 × 𝐶𝐼𝐴 Ponderação das Cargas Móveis 𝑄 = 𝑃 × 𝐶𝐼𝑉 × 𝐶𝑁𝐹 × 𝐶𝐼𝐴 𝑞 = 𝑝 × 𝐶𝐼𝑉 × 𝐶𝑁𝐹 × 𝐶𝐼𝐴 Ponderação das Cargas Móveis - obs As ações sobre os elementos estruturais dos passeios não são ponderados por CIV, CNF e CIA. Todos os passeios de pontes e viadutos devem ser protegidos por dispositivos de contenção. Trem-tipo Especial – Anexo A NBR7188/13 Trem-tipo Especial – Anexo A NBR7188/13 Trem-tipo Especial –NBR 8681/ Trem-tipo Especial Forças Horizontais – Frenagem e Aceleração Forças Horizontais – Frenagem e Aceleração Forças Horizontais – Força centrífuga Forças Excepcionais – Colisões Nível do tabuleiro A ação é aplicada em um comprimento de 50 cm, no topo do elemento, admitindo-se distribuição espacial a 45° (situação anterior). Forças Excepcionais – Colisões Meio fio O elemento estrutural deve ser dimensionado para uma carga horizontal perpendicular à direção do tráfego de 100 kN. Forças Excepcionais – Colisões Dispositivo de contenção O elemento deve ser dimensionado para uma força horizontal perpendicular à direção do tráfego de 100 kN e carga concomitante de 100 kN (perpendicular). Forças Excepcionais Guarda-corpo O elemento deve ser dimensionado para uma força horizontal transversal linearmente distribuída de 2,0 kN/m. Pressão da água em Movimento A pressão da água, em movimento sobre os pilares e os elementos de fundação pode ser determinada por: q = pressão estática equivalente [kN/m²]; v = velocidade da água em m/s; K = coeficiente adimensional de acordo com a geometria dos pilares. K = 0,34 para seção circular. Ver tabela para seção retangular. 𝑞[𝑘𝑁/𝑚²] = 𝐾 × 𝑣𝑎²[m/s] Pressão da água em Movimento Valores de K Peso Próprio da Estrutura Viga (120x30) Laje (h=20cm) GC (h=120cm) PP da Estrutura Guarda corpo Dispositivo de proteção PP da Estrutura Vento Vento A ação de vento em pontes é dada pela seção 11 da NBR 6123/23 Vento Aplicabilidade: ● Pontes, viadutos, passarelas com tabuleiro com seção transversal constante; ● Idem para eixo reto ou com curvaturas suaves (vertical ou em planta). ● Superelevação limite: <=1,5° Vento Aplicabilidade: Vento NÃO se aplicabilidade: ● Pontes com grande curvatura; ● Duplo tabuleiro; ● Tabuleiro com coberta; ● Tabuleiro geminado; ● duplo tabuleiro no mesmo nível e com espaçamento menor do que 6B e que 24H, sendo B e H ● as maiores dimensões entre os dois tabuleiros; Vento – Simultaneidade de Ações Todas as forças aerodinâmicas atuantes sobre os vários componentes da estrutura relativas a uma mesma direção do vento incidente, devem ser consideradas como simultâneas. Vento – Análise Dependendo das condições da ponte, alguns efeitos podem ou não ser considerados. A norma traz as seguintes análises a serem desenvolvidas: a) Vibração induzida por turbulência do vento; b) vibrações induzidas por desprendimento cadenciado de vórtices para vento em escoamento suave; c) Instabilidade aerodinâmica (Flutter); d) Instabilidade torcional quase-estática (divergência torcional). Vento – Procedimento Para determinar quais efeitos serão considerados na ponte, deve- se calcular o parâmetro de susceptibilidade à excitação aerodinâmica: Vento A ação do vento é traduzida por carga uniformemente distribuída horizontal, normal ao eixo da ponte. Vento Classificação quanto à susceptibilidade dinâmica: *Efeitos dinâmicos: ● Vibrações induzidas pela turbulência do vento (11.2.1.a); ● Vibrações induzidas por desprendimento cadenciado de vórtices para vento em escoamento suave (11.2.1.b); ● Instabilidade aerodinâmica – Flutter (11..2.1.c). Classe Efeitos Classe 1 Pae < 0,04 Efeitos estáticos. Efeitos dinâmicos podem ser desconsiderados. Classe 2 0,04 ≤ Pae ≤ 1,00 Efeitos dinâmicos* Classe 3 Pae > 1,00 Efeitos dinâmicos* + Análise aeroelástica Vento – Análise Estática (Classe 1) Devem ser calculados 2 componentes de força: ● Fx – direção transversal ao eixo do tabuleiro da ponte. A força Fx também gera uma força vertical Fz. ● Fy – direção longitudinal ao eixo do tabuleiro. Vento – Análise Estática (Classe 1) ● Fx – direção transversal ao eixo do tabuleiro da ponte; Vento – Análise Estática (Classe 1) ● Fx – direção transversal ao eixo do tabuleiro da ponte; Considerar veículos trafegando: Hv = 2,00m acima do nível da pista Vento – Análise Estática (Classe 1) ● Fz – deve atura com uma excentricidade na direção x igual a B/4 a barlavento em relação ao centro de gravidade da seção Vento – Análise Estática (Classe 1) ● Fy – direção longitudinalao eixo do tabuleiro. Vento – Análise Dinâmica (Classe 2 e 3) Vento – Análise Dinâmica (Classe 2 e 3) Vento – Análise Dinâmica (Classe 2 e 3) Vento – Taxa de Amortecimento Vento – Vibração por Turbulência Vento – Vibração por Turbulência Vibração por Desprendimento de Vórtices Inicialmente, verifica-se se realmente precisa considerar essa vibração, comparando os valores de velocidade do efeito do desprendimento de vórtices com um valor crítico. Vibração por Desprendimento de Vórtices Vibração por Desprendimento de Vórtices Flutter Flutter Linhas de Influência Pontes Linhas de Influência O procedimento geral e objetivo para determinar o efeito de uma carga móvel sobre a estrutura é feito com o auxílio de linhas de influência (LI). Linhas de Influência A LI descreve a variação de um determinado efeito (reação de apoio, esforço cortante ou um momento fletor) em função da posição de uma força vertical e unitária que percorre a estrutura. Linhas de Influência A LI de momento fletor em uma seção é a representação gráfica ou analítica do momento fletor, na seção de estudo, produzida por uma carga concentrada vertical unitária, geralmente de cima para baixo, que percorre a estrutura. Linhas de Influência - Traçado O FTOOL calcula a linha de influência de um esforço E utilizando o Princípio de Müller-Breslau (SÜSSEKIND, 1997), também conhecido como método cinemático para o traçado de LI , que foi formulado por Müller-Breslau no final do século 19. Linhas de Influência - Traçado Efeitos normalmente estudados: ● Reação de apoio; ● Cortante; ● Momento fletor. Linhas de Influência - Traçado De uma maneira resumida, para se traçar a linha de influência de um efeito E (esforço ou reação), procede-se da seguinte forma (SÜSSEKIND, 1997): 1. rompe-se o vínculo capaz de transmitir o efeito E cuja linha de influência se deseja determinar; 2. na seção onde atua o efeito E , atribui-se à estrutura, no sentido oposto ao de E positivo, um deslocamento generalizado unitário, que será tratado com sendo muito pequeno; 3. a configuração deformada (elástica) obtida é a linha de influência. Linhas de Influência – Exemplo do Traçado A determinação de valores máximo e mínimo de um esforço interno em uma seção de estudo é exemplificada para o caso do momento fletor na seção S: Linhas de Influência – Exemplo do Traçado Considere que existe uma carga móvel atuando sobre a estrutura, que é composta por uma carga concentrada P e por um carregamento acidental de ocupação que é representado por uma carga uniformemente distribuída q . Linhas de Influência – Exemplo do Traçado O que se busca são as posições de atuação das cargas P e q que maximizam ou minimizam o momento fletor em S . Linhas de Influência – Exemplo do Traçado O valor máximo de Ms é obtido quando a carga q está posicionada sobre ordenadas positivas da LIMs e a carga P está sobre a maior ordenada positiva Linhas de Influência – Exemplo do Traçado O valor mínimo é obtido quando a carga q está posicionada sobre ordenadas negativas da LIMs e a carga P está sobre a maior ordenada negativa. Linhas de Influência – Exemplo do Traçado OBSERVAÇÃO IMPORTANTE No caso geral, o valor máximo final de um determinado esforço em uma seção não é necessariamente positivo, nem o valor mínimo final é necessariamente negativo. Linhas de Influência – Exemplo do Traçado Linhas de Influência – Cortante Linhas de Influência – Cortante Linhas de Influência – Cortante Linhas de Influência – Cortante Envoltória Limite de Esforços As envoltórias limites de um determinado esforço em uma estrutura descrevem para um conjunto de cargas móveis ou acidentais, os valores máximos e mínimos deste esforço em cada uma das seções da estrutura. Envoltória Limite de Esforços As envoltórias são, em geral, obtidas por interpolação de valores máximos e mínimos, respectivamente, de esforços calculados em determinado número de seções transversais ao longo da estrutura. Envoltória Limite de Esforços Envoltória Limite de Esforços Esforços devido à carga permanente: QBesq mínimo Envoltória Limite de EsforçosQBdir mínimo QC QD Envoltória - Cortante Envoltória – Momento Fletor QC QD Envoltória – Momento Fletor Trem Tipo Homogeneizado ( ) ( )1 2 2 1 comprimento do trem tipo 6 de eixos q q m Q Q n − = = − Referência Bibliográficas MARCHETTI, OSVALDEMAR. Pontes de concreto armado. São Paulo: Blucher, 2008. BRASIL. Departamento Nacional de Estradas e Rodagens. Manual de projeto de obras-de-arte especiais. Rio de Janeiro, 1996. 225p. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7187: Projeto de pontes, viadutos e passarelas de concreto. Rio de Janeiro, 2021. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7188: Carga móvel rodoviária e de pedestres em pontes, viadutos, passarelas e outras estruturas. Rio de Janeiro, 2013. ARAÚJO, D. L. Projeto de ponte em concreto armado com duas longarinas. Apostila da disciplina Pontes do curso de Engenharia Civil, Universidade Federal de Goiás. Goiânia, 1999. EL DEBS, M. K.; TAKEYA, T. Introdução às pontes de concreto. Texto provisório de apoio à disciplina SET-412. Universidade de São Paulo: São Carlos, 2007. GAMA, J. A. B. Pontes de concreto armado. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como um dos requisitos para a conclusão do curso de Engenharia Civil. UniCEUB: Brasília, 2014. obrigado bruno.amorim@fapce.edu.br Slide 1: Cargas e Linhas de Influência Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76: Linhas de Influência Slide 77 Slide 78 Slide 79 Slide 80 Slide 81 Slide 82 Slide 83 Slide 84 Slide 85 Slide 86 Slide 87 Slide 88 Slide 89 Slide 90 Slide 91 Slide 92 Slide 93 Slide 94 Slide 95 Slide 96 Slide 97 Slide 98 Slide 99 Slide 100 Slide 101 Slide 102 Slide 103 Slide 104 Slide 105 Slide 106 Slide 107 Slide 108 Slide 109 Slide 110 Slide 111: obrigado