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HEPATITE VIRAIS B, C e D Nomes das integrantes: Adriana Caxias da Silva 03242012 Anny Letícia Oliveira Hermida 03046112 Hogla da Silva Melo 03242049 Kemely Lorrane Bitencourt Ribeiro 03242076 Rafta Jordana Candeia Braga 03113853 Sara Kethellen Castro de Almeida 03242057 HEPATITE VIRAIS • Hepatite é toda e qualquer inflamação do fígado e que pode resultar desde uma simples alteração laboratorial (portador crônico que descobre por acaso a sorologia positiva), até doença fulminante e fatal (mais frequente nas formas agudas). HEPATITE B A hepatite B é uma doença infecciosa causada pelo vírus da hepatite B, ou HBV. É considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), uma vez que o vírus pode ser encontrado no sangue, sêmen e secreções vaginais, podendo ser facilmente transmitido para outra pessoa durante a relação sexual desprotegida (sem camisinha). ENTENDA AS HEPATITES • Mais transmitida por contato sanguíneo; • Considerada a maior epidemia da humanidade; • Principal causa de transplantes de fígado; • Pode causar cirrose, câncer de fígado e a morte; • Não tem vacina; Hepatite C Somente pequena proporção de infectados é constituída de crianças e há pouca ou nenhuma manifestação dessa infecção durante a infância; A infecção aguda é raramente reconhecida na criança, exceto em circunstâncias especiais, como na exposição vertical de recém-nascidos de mães sabidamente infectadas ou após hemotransfusão. ENTENDA AS HEPATITES Hepatite D • Causada pelo vírus da hepatite D; • Atinge apenas infectados pelo vírus da hepatite B; • Vacinação contra a hepatite B protege infecção por hepatite D. EPIDEMIOLOGIA DA HEPATITE NO BRASIL (BOLETIM) De 2000 a 2021, foram notificados 718.651 casos confirmados de hepatites virais no Brasil. Destes, 168.175 (23,4%) são referentes aos casos de hepatite A, 264.640 (36,8%) aos de hepatite B, 279.872 (38,9%) aos de hepatite C e 4.259 (0,6%) aos de hepatite D. Os óbitos por hepatite C são a maior causa de morte entre as hepatites virais. De 2000 a 2020, foram identificados 62.611 óbitos associados à hepatite C (76,2% do total de óbitos por hepatites virais). Em todos os casos, as notificações de casos representaram queda nos últimos anos. A Hepatite A, por exemplo, apresentou redução de 95,6% entre 2011 e 2021. CASOS CONFIRMADOS DE HEPATITE B CASOS CONFIRMADOS DE HEPATITE C CASOS CONFIRMADOS DE HEPATITE D DIAGNÓSTICO • Hepatite B: É feito por meio de exame de sangue específico. • Hepatite C: Depende do tipo do vírus (genótipo) e do comprometimento do fígado (fibrose). Para isso, é necessária a realização de exames específicos, como biópsia hepática nos pacientes sem evidências clínicas de cirrose e exames de biologia molecular. • Hepatite D: A gravidade da doença depende do momento da infecção pelo vírus D. Pode ocorrer ao mesmo tempo em que a contaminação pelo vírus B ou atacar portadores de hepatite B crônica (quando a infecção persiste por mais de seis meses). Na infecção simultânea dos vírus D e B, na maioria das vezes, manifesta-se da mesma forma que hepatite aguda B. Já na infecção pelo vírus D em portadores do vírus B, o fígado pode sofrer danos severos, como cirrose ou até mesmo formas fulminantes de hepatite. TIPO DE HEPATITE COMPOSIÇÃO MOLECULAR FORMA DE TRANSMISSÃO POSSIBILIDADE DE CRONICIDADE B DNA PARENTERAL, SEXUAL, PERINATAL OK C RNA PARENTERAL, SEXUAL, PERINATAL OK D RNA PARENTERAL, SEXUAL, PERINATAL, HEPATITE B CONINFECÇÃO REQUERIDA OK SINTOMAS Febre; Fraqueza; Mal-estar; Dor abdominal; Vômito; Perda de apetite; Urina escura (cor de café); Icterícia (olhos e pele amarelada); Fezes esbranquiça- das. TRANSMISSÃO Hepatites B e D: Contato com o sangue, contato sexual e durante a gestação (de mãe para filho). Hepatite C: Contato com o sangue contaminado. TRATAMENTO • O tratamento para hepatites variam de acordo com as causas e os tipos virais. Normalmente, é recomendado repouso, hidratação, boa alimentação e suspensão do consumo de bebidas alcoólicas e alguns medicamentos por, pelo menos, meses para evitar mais danos ao fígado e acelerar o processo de recuperação. Casos mais graves podem levar à hospitalização, ao transplante de órgãos e até mesmo a óbito. • Medicamentos: Hepatite B (Entecavir e Tenofovir); Hepatite C (Sofosbuvir e Daclatasvir); Hepatite D (Crônica: Interferon Alfa). PREVENÇÃO • Evitar o contato com sangue infectado ou de quem se desconheça o estado de saúde, não partilhar objetos cortantes e perfurantes, nem instrumentos usados para a preparação de drogas injetáveis, e usar sempre preservativo nas relações sexuais são as principais formas de prevenir o contágio. • Vacina – A vacina é uma forma de prevenção contra as hepatites do tipo A e B, entretanto quem se vacina para o tipo B, se protege também para hepatite D, e está disponível gratuitamente no SUS. Para os demais tipos de vírus não há vacina e o tratamento é indicado pelo médico. PROGNÓSTICO • Hepatite B: O prognóstico do portador é usualmente, mas não invariavelmente, benigno e depende da duração e intensidade da hepatite crônica precedente. A progressão para cirrose ocorre em torno de 41 a 52 anos, numa taxa anual de 2 a 10%, principalmente nos pacientes que mantêm o vírus em atividade (HBeAg reagente). Para paciente com cirrose compensada, o índice de sobrevida é de 84% em cinco anos e 68% em 10 anos. Em portadores com cirrose descompensada, a sobrevida em cinco anos é apenas de 14%. Ascite é, em geral, a primeira manifestação (49%), seguida por icterícia (12%) e sangramento de varizes esofágicas (9%). • Hepatite C: A cronicidade ocorre em 70 a 85% das crianças infectadas. Portanto, a frequência de evolução para as formas crônicas não é diferente entre crianças e adultos e entre pessoas com doenças de base. É necessário distinguir a evolução e o prognóstico das crianças que se infectaram por hemotransfusões, em razao de enfermidades crônicas graves associadas, cujo tratamento necessário pode contribuir para lesões hepáticas adicionais (hemoglobinopatias, cardiopatias, neoplasias, imunodeficiências). As crianças com doença crônica de base representam pelo menos 40% do total de infectados. • Hepatite D: Na superinfecção, o índice de cronicidade é significativamente maior (70%), se comparado ao que ocorre na coinfecção (5%). Na coinfecção, pode haver uma taxa maior de casos de hepatite fulminante. Já a superinfecção determina, muitas vezes, uma evolução mais rápida para cirrose. ESTUDO DE CASO • Paciente J.S.M 18 anos, deu entrada na unidade hospitalar, com sintomas de febre 38°c, náuseas, vômitos, fadiga e dor em hipocôndrio direito. SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Coleta de Dados Diagnóstico de Enfermagem Planejamento Implementação Avaliação de Enfermagem Febre e Náuseas • Temperatura corporal acima dos parâmetros diurnos normais devido a falha na termorregulação. • Náusea relacionada a distensão da cápsula do fígado caracterizada por relato de náusea. • .Determinar a causa subjacente caracterizado por produção excessiva de calor. • Determinar a idade cronológica e o nível de desenvolvimento do cliente. • Promover o resfriamento da superfície corporal retirando as roupas. Monitorar a utilização de mantas e envolver os membros em toalhas úmidas. • Manter a cabeceira elevada a 30°. • Identificar junto ao paciente, fatores que contribuem para desencadear e melhorar as náuseas e eliminar • Perda de calor por radiação e condução, para atenuar os calafrios . • As modificações da dieta podem ser suficientes para diminuir a frequência das náuseas. • Verificar se há condições sistêmicas que podem causar náuseas. Ex: hepatite. REFERÊNCIAS • https://qualitr.paginas.ufsc.br/files/2018/08/manual_tecnico_hepatites_08_2018_web.pdf • http://www.rmmg.org/artigo/detalhes/623• https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/07_0044_M2.pdf • https://www.medicina.ufmg.br/gastroped/wp-content/uploads/sites/58/2016/12/Hepatites-virais- 20-12-2016.pdf