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TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO TIPOS DE HEPATITE VIRAL PROFESSOR(A): FRANCILIO DE CARVALHO OLIVEIRA DISCENTE: Ryann Gabriel Lima e Silva CURSO: MEDICINA PERÍODO: 4º TERESINA, 31 de MARÇO de 2025 TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TICS)- EIXO :SISTEMA ORGÂNICOS INTEGRADOS QUAIS OS CINCO PRINCIPAIS TIPOS DE HEPATITES VIRAIS CONHECIDAS? QUAIS AS DIFERENÇAS CLÍNICAS ENTRE ELAS? QUAIS POSSUEM VACINA DISPONÍVEL? Os cinco principais tipos de hepatites virais conhecidas são hepatite A, hepatite B, hepatite C, hepatite D e hepatite E. Cada uma delas tem características distintas em relação à transmissão, evolução e gravidade. A hepatite A é uma infecção aguda transmitida por alimentos e água contaminados, sendo mais comum em locais com saneamento inadequado. Clinicamente, apresenta sintomas como febre, fadiga, dor abdominal, náuseas e icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos). Não se torna crônica e, na maioria dos casos, o próprio organismo elimina o vírus sem complicações. A hepatite B é uma infecção que pode ser tanto aguda quanto crônica, transmitida pelo contato com sangue e fluidos corporais infectados, incluindo relações sexuais desprotegidas e compartilhamento de seringas. Diferente da hepatite A, pode evoluir para formas graves e persistentes, causando cirrose e câncer de fígado a longo prazo, muitos pacientes não apresentam sintomas na fase inicial, o que pode atrasar o diagnóstico. A hepatite C também pode se tornar crônica e tem um alto potencial de causar danos ao fígado, sua transmissão ocorre principalmente por contato com sangue contaminado, como no uso de seringas compartilhadas ou materiais não esterilizados. Assim como a hepatite B, pode evoluir silenciosamente por anos sem sintomas, sendo identificada muitas vezes apenas quando já há complicações hepáticas, como cirrose ou câncer. A hepatite D só afeta indivíduos que já possuem hepatite B, pois depende desse vírus para se replicar, a coinfecção agrava a doença, aumentando o risco de evolução rápida para cirrose e insuficiência hepática. Os sintomas podem ser semelhantes aos da hepatite B, porém mais intensos, tornando a doença mais difícil de tratar. A hepatite E é uma infecção autolimitada, transmitida principalmente pelo consumo de água contaminada, semelhante à hepatite A. Os sintomas incluem fadiga, febre, dor abdominal, náuseas e icterícia. Em geral, não se torna crônica, mas pode ser perigosa para gestantes e pessoas com imunidade comprometida, podendo levar a insuficiência hepática fulminante nesses casos. Em relação à vacinação, existem vacinas disponíveis para a hepatite A e a hepatite B. A imunização contra a hepatite B também previne a hepatite D, pois essa forma só ocorre em portadores do vírus da hepatite B. No entanto, não há vacina disponível para a hepatite C e a hepatite E. RELAÇÃO TEÓRICO-PRÁTICA O Sr. Carlos, 52 anos, comparece à consulta relatando fadiga intensa, dores abdominais e episódios frequentes de náusea há algumas semanas. Durante a anamnese, menciona que realizou uma doação de sangue recentemente e foi informado sobre alterações em seus exames hepáticos. Questionado sobre histórico de cirurgias, transfusões ou uso de seringas compartilhadas, Carlos relembra uma pequena cirurgia há mais de 20 anos e uma transfusão de sangue antes das triagens rigorosas serem implementadas. O Dr. Ricardo solicita exames complementares, incluindo testes para hepatites virais. Dias depois, Carlos retorna com os resultados, que confirmam a presença do vírus da hepatite C. O médico explica que a hepatite C é transmitida pelo contato com sangue contaminado e pode evoluir silenciosamente por anos, causando danos ao fígado. Destaca que, embora não exista vacina, o tratamento atual tem altas taxas de cura. Carlos demonstra preocupação, mas o Dr. Ricardo o tranquiliza, informando que um tratamento antiviral específico será iniciado e que é essencial acompanhar a saúde hepática regularmente. Ele reforça a importância de evitar o consumo de álcool e seguir uma rotina saudável para preservar o fígado. O paciente sai da consulta mais informado e esperançoso com o tratamento. . Referências Bibliográficas European Association for the Study of the Liver. EASL recommendations on treatment of hepatitis C 2018. J Hepatol. 2018;69(2):461-511. World Health Organization. Guidelines for the prevention, care and treatment of persons with chronic hepatitis B infection. Geneva: World Health Organization; 2015. MINISTÉRIO DA SAÚDE. MANUAL TÉCNICO PARA O DIAGNÓSTICO DAS HEPATITES VIRAIS. 2018. Disponível em: https://qualitr.paginas.ufsc.br/files/2018/08/manual_tecnico_hepatites_08_2018_w eb.pdf. Acesso em: 31 Mar. 2025. TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO TIPOS DE HEPATITE VIRAL PERÍODO: 4º TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TICS)- EIXO :SISTEMA ORGÂNICOS INTEGRADOS RELAÇÃO TEÓRICO-PRÁTICA Referências Bibliográficas