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VIGILÂNCIA EM SAÚDE TERRITORIALIZAÇÃO Processo de apropriação de um espaços por distintos atores sociais. ESPAÇO REPRESENTA MUITO MAIS QUE UMA SUPERFÍCIE GEOGRÁFICA, TENDO AINDA UM PERFIL DEMOGRÁFICO, EPIDEMIOLÓGICO, ADMINISTRATIVO, TECNOLÓGICO, POLÍTICO E SOCIAL, QUE O CARACTERIZA E SE EXPRESSA EM UM TERRITÓRIO EM CONSTANTE CONSTRUÇÃO. Vigilância em Saúde DEQUECOMPLEXIDADE FALAMOS? PLANEJAMENTOEM SAÚDE ECOMOGERENCIAR A SAÚDEDEUM TERRITÓRIO? INDICADORES DESAÚDE TEM SIDO UTILIZADO INTERNACIONALMENTE COM O OBJETIVO DE AVALIAR, SOB O PONTO DE VISTA, A HIGIDEZ DE AGREGADOS HUMANOS, BEM COMO FORNECER SUBSÍDIOS AO PLANEJAMENTO DE SAÚDE, PERMITINDO O ACOMPANHAMENTO DAS FLUTUAÇÕES E TENDÊNCIAS HISTÓRICAS, DO PADRÃO SANITÁRIO DE DIFERENTES COLETIVIDADES, CONSIDERADAS NA MESMA ÉPOCA OU DA MESMA COLETIVIDADE EM DIVERSOS PERÍODOS DE TEMPO. PRINCIPAIS INDICADORES DESAÚDE • MORTALIDADE • MORBIDADE • INDICADORES NUTRICIONAIS • INDICADORES DEMOGRÁFICOS • INDICADORES SOCIAIS • INDICADORES AMBIENTAIS • INDICADORES DE SERVIÇOS DE SAÚDE • INDICADORES POSITIVOS DE SAÚDE MAPASANITÁRIO:POR QUEEPRAQUE? • Podem sobrepor dados sócio ambientais esanitário para melhor focalização do problema; • Facilita o planejamento de ações; • Visualiza informações espacialmente; • Permite a integração de ações e informações sobre ambiente e saúde. para o diagnóstico e planejamento de atividades de campo MAPADESAÚDE DE ACORDO COM O DECRETO Nº 7.508,DE 28 DE JUNHO DE 2011,O MAPA DA SAÚDE É A DESCRIÇÃO GEOGRÁFICA DA DISTRIBUIÇÃO DE RECURSOS HUMANOS, DE AÇÕES E SERVIÇOS DESAÚDEOFERTADOSPELO SUS EPELA INICIATIVA PRIVADA. Vigilância em Saúde Politica Nacional de Vigilância em Saúde ENTENDE-SE POR VIGILÂNCIA UM PROCESSO DE: Coleta Consolidação Análise de dados Disseminação de informações HISTÓRICO A expressão VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA passou a ser aplicada a doenças transmissiveis na década de 50, para designar as atividades desenvolvidas na Campanha de Erradicação da Malária; A vigilância era direcionada às pessoas com base no isolamento e não de forma coletiva. HISTÓRICO Logo a expressão VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA significava a observação sistemática e ativa de casos suspeitos ou confirmados de doenças trsnmissíveis e também de seus contatos. Tratava – se portanto de vigilância de pessoas com base em medidas de isolamentos ou de quarentena aplicadas individualmente e não de forma coletiva. ❑ Na década de 1960, também campanha de erradicação da varíola; foi instituída uma fase de Vigilância Epidemiológica durante a Foram realizados: ▪ Vacinação em massa; ▪ Busca ativa de casos; ▪ Detecção precoce dos surtos; ▪ Bloqueio imediato da transmissão da doença. A VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA consagrou-se fundamental para a erradicação da varíola em escala MUNDIAL. HISTÓRICO Em 1968 na 21ª Assembleia Mundial de Saúde a VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA foi tema central e teve seu conceito bem estabelecido e ampliado para a aplicação em vários outros problemas de saúde pública, No Brasil a CAMPANHA DE ERRADICAÇÃO DA VARÍOLA (1966-1973) reconhecida como o marco da institucionalização da VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA no País. Iniciou-se a ideia de: -Semana Epidemiológica -Doenças de Notificação Compulsória -Disseminação de informações ❑O primeiro resultado deste esforço foi controle da POLIOMELITE no Brasil no ano de 1980 e no continente americano em 1994; ❑ Por recomendação da 5ª Conferência Nacional de Saúde em 1975 o Ministério da Saúde instituiu o SISTEMA NACIONAL DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA(SNVE) por meio da Lei 6.259/75 e Decreto 78.231/76; ❑ Esses documentos tornaram obrigatórias as notificações de doenças transmissíveis selecionadas. EPIDEMIOLOGIA “é a ciência que estuda a distribuição e os determinantes dos problemas de saúde (fenômenos e processos associados) em populações humanas”. (epi= sobre; demio= povo; logos= estudo) (Almeida e Rouquayrol,2002) Vigilância Epidemiológica “o conjunto de atividades que permite reunir a informação indispensável para conhecer, a qualquer momento, o comportamento ou história natural das doenças, bem como detectar ou prever alterações de seus fatores condicionantes, com o fim de recomendar oportunamente sobre bases firmes, as medidas indicadas e eficientes que levam à prevenção e ao controle de determinadas doenças” Sistema de Notificação ▪ Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN). QUANDO NOTIFICAR Imediata: notificar o caso em até 24 horas desde sua identificação (suspeita ou confirmação); Semanal: notificar o caso em até 7 dias desde sua identificação (suspeita ou confirmação). QUE VIGILÂNCIA É ESSA QUE ESTAMOS FALANDO? AQUELA QUE CUIDA DE PESSOAS/CONTROLA DOENÇAS AQUELA QUE QUALIFICA AQUELA QUE MONITORA AQUELA QUE DECIDEAQUELA QUE INFORMA AQUELA QUE VIGIA VIGILÂNCIA SANITÁRIA Vigilância Sanitária (Lei 8080/90) Conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde. I. - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo; II.- o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde. Dimensões inerentes à vigilância sanitária • Dimensão política: conflito de interesses, eliminar riscos significa intervir no modo de produção econômico social • Dimensão ideológica: VISA deverá responder às necessidades da população, mas enfrenta interesse e pressão do mercado Dimensões inerentes à vigilância sanitária Dimensão tecnológica: várias áreas de conhecimento científico, métodos e técnicas, grande especificidade Dimensão jurídica: diferente das demais práticas de saúde, normatiza e aplicar medidas ATUAÇÃO NA ALTA COMPLEXIDADE • Aprovação de projetos e fiscalização de indústrias e farmácias de manipulação; • Hospitais, • Laboratórios (alta tecnologia); • Hemoterapias; • Banco de órgãos; • Hemodiálise; • Diagnóstico por imagem; • Registros de produtos sob controle federal; • Controle de receitas de entorpercentes. ATUAÇÃO MÉDIA COMPLEXIDADE • Investigação de surtos - Aprovação de projetos e fiscalização de indústrias alimentícias, drogarias (exceto controlados); • Clínicas de beleza, consultórios e clínicas, unidades básicas de saúde ATUAÇÃO BAIXA COMPLEXIDADE • Atendimento ao público • Fiscalização de salão de beleza; • Bares; • Restaurantes; • Academia; • Creches; • Criadouros de animais; • Disposição de resíduos sólidos... Atuação da vigilância Santária • Educativa • Visita fiscal • Orientações • Palestras • Análise de projetos físicos • Investigativa o Quando há risco iminente a saúde pública por efeitos adversos; o Rastreamento em suspeita de contaminação do sangue transfundido (hemoderivados); o Denúncias ou potenciais riscos apresentados e/ ou suspeitos por procedimentos realizados nos estabelecimentos de saúde; o Surto de doenças veiculadas por alimentos • Monitoramento o Alimentos o Água o Medicamentos o Processo de esterilização • Coercitiva o Notificação o Advertência o Multa o Cassação da licença de funcionamento o Interdição (Parcial ou Total) INSPEÇÃO SANITÁRIA • Alvará Sanitário • Responsabilidade Técnica • Estrutura Física • Equipamentos adequados às atividades INSPEÇÃO SANITÁRIA • Reprocessamento de materiais • Biossegurança • Procedimentos Técnicos • Manuais de procedimentos operacionais • Controle de qualidade • Recursos humanos • Educação Continuada e Permanente Parcerias da vigilância sanitária • Laboratórios de saúde pública; • VISA Federal e Estadual; • Vigilância Epidemiológica; • Vigilância Ambiental; • Escolas (Universidades); • MinistérioPúblico; • Conselhos de Classe; • Polícia Militar; • Outros. Referências ● AGUIAR, Zenaide Neto. SUS: Sistema Único de Saúde: antecedentes, percurso, perspectivas e desafios. São Paulo: Martinari, 2011. ● MENEZES, A. M. B. Noções básicas de epidemiologia. Silva LCC, Menezes AMB, organizadores. Epidemiologia das doenças respiratórias. Rio de Janeiro: Revinter, p. 1-25, 2001. ● SOARES, D. A.; ANDRADE, S. M.; CAMPOS, J. J. B. Epidemiologia e indicadores de saúde. Bases da saúde coletiva. Londrina: Ed. UEL, p. 183-210, 2001. ● Link Boletins Epidemiológicos: ● https://painel-covid19.saude.ma.gov.br/ ● https://www.saude.ma.gov.br/boletins-covid-19/ ● FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (Brasil). Guia de Gestão de Riscos da Fiocruz. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, fev. 2019. Disponível em:https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/39359. Acesso em: 03 jan. 2023 ● COSTA, EA. and ROZENFELD, S. Constituição da Vigilância Sanitária no Brasil. In: ROZENFELD, S., org. Fundamentos da Vigilância Sanitária [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2000, pp. 15-40. ISBN 978-85- 7541-325-8 https://painel-covid19.saude.ma.gov.br/ https://www.saude.ma.gov.br/boletins-covid-19/ http://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/39359 Slide 1: VIGILÂNCIA EM SAÚDE Slide 2: TERRITORIALIZAÇÃO Slide 3 Slide 4: DEQUECOMPLEXIDADE FALAMOS? Slide 5: PLANEJAMENTOEM SAÚDE Slide 6 Slide 7: ECOMOGERENCIAR A SAÚDEDEUM TERRITÓRIO? Slide 8: INDICADORES DESAÚDE Slide 9: PRINCIPAIS INDICADORES DESAÚDE Slide 10: MAPASANITÁRIO:POR QUEEPRAQUE? Slide 11: MAPADESAÚDE Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16: ENTENDE-SE POR VIGILÂNCIA UM PROCESSO DE: Slide 17: HISTÓRICO Slide 18: HISTÓRICO Slide 19: HISTÓRICO Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23: EPIDEMIOLOGIA Slide 24: Vigilância Epidemiológica Slide 25 Slide 26: QUANDO NOTIFICAR Slide 27 Slide 28: QUE VIGILÂNCIA É ESSA QUE ESTAMOS FALANDO? Slide 29: SANITÁRIA Slide 30: Vigilância Sanitária Slide 31 Slide 32: Dimensões inerentes à vigilância sanitária Slide 33 Slide 34: ATUAÇÃO NA ALTA COMPLEXIDADE Slide 35 Slide 36 Slide 37: Atuação da vigilância Santária Slide 38 Slide 39 Slide 40: INSPEÇÃO SANITÁRIA Slide 41: INSPEÇÃO SANITÁRIA Slide 42: Parcerias da vigilância sanitária Slide 43: Referências