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S í n d r o m e d a C a u d a E q u i n a e m C ã e s I n t r odução A síndrome da cauda equina é um complexo de sinais neurológicos que são decorrentes da compressão das raízes nervosas denominadas de cauda equina. Essa patologia é descrita em cães de diversas idades e raças. Sua origem pode ser congênita ou adquirida. Conhecer a anatomia da região lombossacral da coluna vertebral é extremamente importante para entender a patologia e identificação. O cão possui 7 vértebras cervicais, 13 torácicas, 7 lombares, 3 sacrais e cerca de 20 caudais. I n t r odu ção : Vista caudal de uma vértebra lombar de um cão. Imagem dorsal do final do canal vertebral aberto de um cão. A- Cauda equina, B- processo transverso da sexta vértebra lombar, C- Cone medular. Etiologia Fisiopatogenia Estenose congên i ta do cana l ve r tebra l Encurtamento dos pedículos Diminuição do canal espinhal Hipertrofia do l igamento interarqueado .Esclerose das facetas art iculares Espond i l o se Discopatia crônica Processo degenerativo do anel f ibroso e do núcleo pulposo Pro t rusão do d i s co in te r ve r tebra l . Hansen t ipo 1 Herniação aguda de discos, ruptura total de anel f ibroso . Hansen t ipo 2 Protrusão gradual das fibras anulares dorsais para dentro do canal vertebral O U T R A S A L T E RA Ç Õ E S F r a t u r a s l o m b a r e s c a u d a i s L u x a ç õ e s v e r t e b r a i s D i s c o e s p o n d i l i t e N e o p l a s i a s S INAIS CLÍNICOS Dor lombossacral Atrofia muscular Debi l idade da cauda Paresia progressiva Claudicação Perda de força Distúrbios dos esfíncteres Alterações de sensibi l idade D I A GN Ó S T I C O H i s t ó r i c o do pac i en te As espécies, as raças, a idade e o sexo do paciente podem fornecer pistas importantes para o diagnóstico. Problemas crônicos de dor dorsal e claudicação dos membros pélvicos com ou sem fraqueza do mesmos e incontinência urinária EXAME FÍSICO .Dorso flexionado .Claudicação uni ou bilateral .Atrofia muscular .Incontinência urinária .Paralisia dos membros pélvicos .Cauda caída EXAME NEUROLÓGICO .avaliar a integridade funcional do sistema nervoso .sendo que as técnicas mais util izadas para realizar essa avaliação são: observação, palpação, exame das reações posturais, dos reflexos espinhais e da propriocepção consciente O animal também deve ser avaliado quanto à sua capacidade de corrigir a alteração postural Exame Rad i og ráf i c o S imp l e s .A l t e raçõe s degene ra t i vas .F ra tu ras / luxações .Tumore s .Defo rm idades ó s seas A mielografia é um exame radiográfico após a introdução de um meio de contraste no interior do espaço subaracnóide medular e é utilizada para delimitar o contorno da medula espinhal, já que ela não é visível em radiografias convencionais. MIELOGRAF IA A epidurografia é o estudo radiográfico contrastado do espaço epidural para avaliação da região da cauda equina. EP IDUROGRAF IA O local da injeção do contraste geralmente é entre S3 e Cco 1, mas qualquer espaço intervertebral entre as primeiras vértebras coccígeas pode ser usado A tomografia computadorizada é uma técnica que emprega raios X para a obtenção da imagem. TOMOGRAF IA COMPUTADOR IZADA RESSONÂNC IA MAGNÉT ICA A ressonância magnética é um método diagnóstico por imagem que não utiliza radiação ionizante. Ela proporciona imagens em cortes, semelhante à tomografia computadorizada, porém determina informações diferentes, sendo de alto valor em estudo de desordens neurológicas. Mielopatia Distúrbios musculoesqueléticos Discoespondilite crônica Osteomielite Tumores vertebrais primários ou metastáticos DIAGNÓST ICO D IFERENC IAL TRATAMENTO Conf inamen t o Tra tamen t o med i camen t o s o .T ra tamen t o a l t e rna t i v o Tra tamen t o c i rú rg i c o Consiste em restringir o animal de movimentação de hiperextensão da junção lombossacral , como pular e descer de estruturas elevadas. CONF INAMENTO Anti- inflamatórios não esteroidais (AINES) Analgésicos Glicocorticóides Antimicrobianos. TRATAMENTO MEDICAMENTOSO Objetivo TRATAMENTO C IRÚRG ICO Técnicas: - Laminectomia Dorsal - Facetectomia - Foraminotomia -Hemilaminectomia A figura demonstra a realização de laminectomia dorsal para descompressão das raízes espinhais causada pela hipertrofia do ligamento interarqueado.Exposição da cauda equina (esquerda). Afastamento das raízes nervosas lateralmente para retirada do anel fibroso dorsal hipertrofiado, que estava causando a compressão da cauda equina (direita). A hemilaminectomia e a facetectomia estão indicadas para exposição das partes laterais do canal vertebral lombossacral e utilizadas para remover lesões compressivas, como neoplasias, fragmentos de fraturas ou material herniado de disco intervertebral Fisioterapia: pode ser utilizada tanto por pacientes que não irão passar por cirurgia como por aqueles que já passaram. Para aqueles que já passaram, auxilia no controle da dor e dos estímulos proprioceptivos TRATAMENTO ALTERNATIVO P R O G N Ó S T I C O R e f e r ê n c i a GONÇALVES, Joice dos santos. síndrome da cauda equina em cães. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/95098#:~:text=Resumo,machos%20 e%20de%20meia%2Didade O B R I G AD O . M a r i a h S a m p a i o . C a r o l i n a R e i s A P R E S EN TA ÇÃ O : . J o r d a n o B a r b o s a . L e o n a r d o T r i n d a d e . M a r i a C l a r a T a v a r e s P o w e r P o i n t : . L u i z a L e a l . K a r e n K a l a f . A n a L u i z a P o l d i