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CK e CR Profa. Carla Guelli Ciclo de Krebs ou ciclo do ácido cítrico O ciclo de Krebs oxida a matéria orgânica, ou seja, ele retira elétrons e H+ dela, passando-os para o NAD e para o FAD que levarão os elétrons para a cadeia respiratória Matéria orgânica: carboidrato, aminoácidos, corpos cetônicos, ácidos graxos Nesta etapa há produção de 2 ATPs a partir de 2 piruvatos. É com a energia desses elétrons que a cadeia respiratória produzirá seus 28 ATPs OBS: na glicolise vou ter a produção liquida de 2 ATPs Reações do ciclo de Krebs Descarboxilação do piruvato CO2 sairá do piruvato para a entrada da coenzima A (CoA) Toda reação que libera CO2 é chamada de descarboxilização ocorrendo liberação de energia A saída do CO2 gera energia que torna possível a entrada da CoA O || C - O CO2 CoA | | C = O C=O | | CH3 CoA CH3 Piruvato Acetil CoA Piruvato desidrogenase 6 Até o final do ciclo de Krebs todos os H serão retirados da glicose e sobram apenas 3 CO2. No esquema abaixo, os Hs vieram de moléculas intermediárias e foram capturados pelo NAD O || C - O CO2 CoA | | C = O C=O | | CH3 CoA CH3 Piruvato Acetil CoA NAD+ NADH + H+ Próxima reação: A saída da CoA fornece energia para que o Acetil (2 carbonos) se una a oxalacetato (4 carbonos) formando ou citrato ou ácido cítrico (6 carbonos) Acetil- CoA CoA CoA | C=O COO- | | CH3 CH2 | COO- OOC - C - OH | | C=O CH2 | | CH2 COO- | COO- Citrato Oxalacetato A célula investiu na entrada da CoA para que a saída da mesma fornece a energia para formar o citrato CO2 CoA CoA Oxalacetato Piruvato Acetil CoA Citrato O citrato será convertido em Aconitato (sai uma H2O) que depois para isocitrato (volta uma H2O) Oxalacetato Formação do Isocitrato Piruvato Acetil - CoA Citrato Aconitato Isocitrato O CO2 tem que sair do citrato, isso ocorre em duas etapas envolvendo a saída e o retorno de H2O COO- | CH2 | -OOC – C – OH | CH2 H2O | COO- Citrato COO- | CH2 | -OOC – C | CH2 H2O | COO- Aconitato COO- | CH2 | -OOC – CH | HOCH2 | COO- Isocitrato Próxima reação: CO2 retirado e produção de NADH Oxalacetato Formação do ∂-cetoglutarato Piruvato Acetil - CoA Citrato Aconitato Isocitrato ∂-cetoglutarato COO- | CH2 | -OOC – CH | HOCH | COO- Isocitrato COO- | CH2 | CH2 | C = O | COO- ∂-Cetoglutarato CO2 NAD+ NADH + H+ FORMAÇÃO DA SUCCINIL CoA Próxima reação: a saída de CO2 torna possível a entrada de uma coenzima A Surge mais um NAD (o terceiro) que captura os hidrogênios e a CoA repõe os mesmos na molécula Formação do Succinato Produção de ATP a partir do GTP - a saída da CoA fornece energia para Criar o GTP ATP- GTP –CTP-TTP-UTP Formação do Fumarato Por que FAD e não NAD? Ocorrerão duas reações que irão restaurar o oxalacetato fechando o ciclo de Krebs. FORMAÇÃO DO MALATO RESTAURAÇÃO DO OXACETATO CONCLUSÃO - 2 carbonos entram no ciclo na molécula de Acetil-CoA e 2 saem como CO2 - Do piruvato até o fim do ciclo houve a produção de 4 NADH, 1 FADH2 e 1 ATP Lembre-se de que a glicose produziu 2 piruvatos Então estas quantidades devem dobrar Observação A via glicolítica ou glicólise produziu 2 ATPs Ciclo de Krebs produziu 2 ATPs A cadeia respiratória produzirá mais 34 ATPs, devido aos NADH e FADH A célula produz 38 ATPs CADEIA RESPIRATÓRIA A glicólise e o ciclo de Krebs produziram poucos ATPs Porém produzirão também NADH e FADH2 NADH e FADH2 Que tem por função levar elétrons ricos em energia para a cadeia respiratória A cadeia vai produzir ATPs usando a energia dos elétrons transportados pelo NADH e FADH2 A partir daqui veremos como a cadeia produz ATP através do NADH e do FADH2 CADEIA RESPIRATÓRIA Ocorre na membrana interna da mitocôndria nas cristas mitocondriais Mitocôndria Cada mitocôndria é circundada por duas membranas: uma externa e uma interna separando a matriz mitocondrial do citosol. A interna forma invaginações conhecidas como cristas contendo a cadeia de transporte de elétrons e a ATP-sintase. As mitocôndrias podem se replicar por divisão porém a maioria de suas proteínas deve ser importada do citosol. Apresentam ainda uma pequena quantidade de DNA. Estas estruturas em roxo + está outra (ATP sintase) são proteínas de membrana e são elas as responsáveis pela realização da CR Esta é a NADH-redutase ou desidrogenase Esta é a FADH2 redutase Aqui uma proteína chamada citocromo C- redutase Citocromo c – que é uma molécula Outra proteína inserida na membrana mitocondrial a citocromo-oxidase ATP-sintase proteína de membrana mas é uma enzima Estrutura da membrana mitocondrial Esta é a NADH-redutase ou desidrogenase Esta é a FADH2 redutase Aqui uma proteína chamada citocromo C- redutase Citocromo c – que é uma molécula Outra proteína inserida na membrana mitocondrial a citocromo-oxidase ATP-sintase proteína de membrana mas é uma enzima 39 Todos os NADH + H+ dirigem-se para a cadeia respiratória porque a função dele é levar um par de elétrons para a cadeia respiratória. Liberação do par de elétrons do NADH . Substratos mais energéticos transferem seus hidrogênios para o NAD+ Quando libera volta a ser NAD H= 1 eletron O par de elétrons é recebido pelo complexo I Esses elétrons são ricos em energia, assim o complexo I usa a energia do par de elétrons para bombear 4H+ que estavam presos dentro da mitocôndria para o espaço entre a membrana externa e interna. Complexo I Esses elétrons serão atraídos por um oxigênio Entendemos o porquê de respiração celular. O O2 que vem do ar passa pelos pulmões cai na corrente sanguínea entra na célula e segue para a mitocôndria na cadeia respiratória. O O2 que atrai os elétrons para a cadeia transportadora, portanto esse par passa de proteína em proteína até se encontrar com o O2 e formar H2O segue Ao chegar ao complexo III libera energia para bombear + 4H+ segue No complexo IV não tem tanta energia e libera só 2H+ Podemos observar a formação de 10H+ Complexo I = 4 Complexo III = 4 Complexo IV = 2 + 10 Encontro do par de elétrons com O2 forma H2O O2 foi o último a receber o par de elétrons. Por isso é o aceptor final de H+ e elétrons. O objetivo é a produçãode ATP. Para isso é necessário o ADP. E Pi para entrar na mitocôndria, para isso lado de fora da membrana mais positivo e interno mais negativo. H + que saiu será atraído para dentro devido carga negativa. Assim volta para dentro levando o Pi com ele. ADP Lado de fora da membrana mais positivo e o de dentro mais negativo Além do Pi e H+ outros 3H+ vão retornar para o interior devido carga negativa Os 3 H+ passam pela ATP sintase Ao passa por ATP sintase , esta literalmente gira e ao girar une 1 ADP ao Pi formando o ATP. Formação de ATP Elétrons liberam energia Bombeiam o hidrogênio Os H+ são atraídos pelo lado negativo Retornam para dentro da mitocôndria Quando os H+ retornam, passam pela ATP sintase. O movimento do H+ pela sintase faz essa proteína girar Ao girar não produz energia elétrica e sim química na forma de ATP OBJETIVOS 1- obter elétrons ricos em energia 2- usar a energia desses elétrons para criar acúmulo de H+ 3- usar a energia do movimento do H+ para produzir ATP Contabilidade 10H + Para produzir 1 ATP são necessários 4H+ 1 H + volta levando com ele e os outros 3H + vão passar pela ATP sintase para produzir ATP TOTAL Para cada NADH portanto foi formado 2,5 ATP. 3 ATP 10H+ bombeado 2e- 4H+ = 1 ATP 4H+ = 1 ATP Sobraram 2H+ = 0,5 ATP Geração de ATP a partir do FADH2 FADH2 - substratos menos energéticos, como o succinato transferem seus hidrogênios para o FAD Podemos observar que aparece agora o complexo II, que não aparece no NADH O complexo II será importante na formação de ATP FADH2 tem a mesma função do NADH, ou seja, levar elétrons ricos em energia para a cadeia respiratória – par de eletrons FADH2 entrega seu par de elétrons ao complexo 2 e volta a ser FAD Esse par é atraído pelo O2 Quando chega ao complexo III usa a energia do par de elétrons para bombear 4 H+ No complexo IV vai haver energia para bombear 2 H+ Finalmente o elétron se encontra com o O2 e forma a H2O Para produzir ATP é necessário ADP e para isso é necessário que o Pi ( Ânion) entre junto com o H+ para que sua carga se torne mais positiva e consequentemente pode ser atraído para dentro da mitocôndria (ambiente negativo a atração ocorre devido diferença de cargas). ADP Pi+ H + 3H+ PASSAM PELA ATP SINTASE, QUANDO PASSAM ELA GIRA Ao girar une o Pi ao ADP produzindo ATP. O par de elétrons do FADH2 não passou pelo complexo 1 , ele fornece energia para bombear só 6H+ e continua sendo necessário 4 H+ para produzir 1 ATP Teoria quimiosmótica A energia liberada pelas reações de óxido-redução é utilizada para bombear prótons de hidrogênio para fora da mitocôndria. Isso gera uma diferença na concentração de prótons de hidrogênio, na carga elétrica e no pH dentro e fora da mitocôndria, a qual estimula o retorno dos prótons de hidrogênio para mitocôndria. Porém os prótons de hidrogênio só conseguem atravessar a membrana interna da mitocôndria por sítios específicos, o complexo V (ATP sintase). A energia cinética (de movimento) contida nos prótons de hidrogênio, provoca alteração na conformação da ATP sintase quando eles a atravessam, levando a produção de ATP. CONTABILIDADE Glicólise Ciclo de Krebs Soma Cadeia Respiratória NADH 2 8 10 x 2,5 = 25 ATPs x 3 = 30 FADH2 0 2 2 X 1,5 = 3 ATPs X2 = 4 ATP 2 2 4 4 + 28 = 32 ATPs 34+4 = 38 ATPS O saldo energético por etapa da respiração: Glicólise São utilizadas 2 moléculas de ATP para ativar o catabolismo da molécula de glicose, porém são formadas 2 moléculas de NADH, 4 ATP e 2 moléculas de piruvato. Portanto, o saldo energético somente da cadeia respiratória é de: 4 ATP + 2 NADH – 2 ATP → 2 ATP + 2 NADH Ciclo de Krebs A partir dessa etapa todo o resultado deve ser dobrado (duplicado), essa consideração é conseqüente do ciclo de Krebs envolvendo cada molécula de piruvato. Assim, são formadas 4 moléculas de NADH, 1 de FADH2 e 1 de ATP em cada ciclo. 2 x (4 NADH + 1 FADH2 + 1 ATP) → 8 NADH + 2 FADH2 + 2 ATP Cadeia respiratória Etapa de conversão das moléculas de NADH e FADH2 em moléculas de ATP, quando os prótons H+ por difusão são forçados a passar pela proteína sistetase ATP (enzima transmembranar) restituindo ADP em ATP. - 2 NADH da glicólise → 6 ATP - 8 NADH do ciclo de Krebs → 24 ATP 34 ATP - 2 FADH2 do ciclo de Krebs → 4 ATP Balanço Energético da Respiração Aeróbia Glicólise = 2 ATPs Ciclo de Krebs = 2 ATPs 38 ATPs Cadeia respiratória = 34 ATPs image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.png image33.png image34.png image35.png image36.png image37.png image38.png image39.png image40.png image41.png image42.png image43.png image44.png image45.png image46.png image47.png image48.png image49.png