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A rubéola uma doença exantemática, provocada por infecção viral contagiosa. Ela pode provocar adenopatia, exantema e, de forma mais rara, sintomas constitucionais leves e de pouca duração. Con�ra o caso clínico! Identificação P. C. F., sexo feminino, 5 anos, parda, natural e procedente de Salvador, católica. Queixa principal Febre e Manchas pelo corpo há 2 dias. UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA Casos Clínicos: Rubéola https://sanarmed.com/ História da doença Paciente procurou a UPA, trazida pela genitora, a qual referiu que a mesma há dois dias começou a apresentar febre não aferida, associada a exantemas que iniciaram na cabeça e que se disseminaram rapidamente pelos braços, pernas e tronco; dor de garganta e dor de cabeça. Interrogatório sintomatológico Geral: A�rma febre; Cabeça: Refere cefaléia; Paciente nega outros sintomas nos demais sistemas Antecedentes pessoais Nascida de parto natural, sem intercorrências, a termo, Apgar 8, perímetro cefálico 33 cm, 43 cm de comprimento e 3,0 kg ao nascer. Refere ter tido catapora no ano anterior. Nega alergias e outras comorbidades. Não sabe informar sobre o calendário vacinal. Antecedentes familiares Pai hipertenso. Mãe sem comorbidades. Avô paterno diabético e hipertenso. Hábitos de vida Compõe uma família de classe média com casa própria, água encanada, saneamento básico. Encontra-se matriculada na série G4, não possui animais de estimação. Aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade. Exame físico geral Ao exame físico encontra-se em estado geral regular, lúcida, orientada, hidratada, mucosas coradas e febril 38.2 °C, temperatura axilar. Apresenta exantema máculo papular e puntiforme, difusamente pela face e corpo, e linfonodos retro auriculares, occipital e cervical presentes. Orofaringe levemente eritematosa, sem placa de pus. Ao exame físico segmentar, apresenta: Cabeça e Pescoço– Implantação e distribuição dos cabelos normais; Linfonodos palpáveis em cadeias retroauricular, occipital e cervical posterior. Sistema Cardiovascular- Bulhas rítmicas, normofonéticas, em dois tempos e sem sopros; Sistema Respiratório- Murmúrios vesiculares bem distribuídos e sem ruídos adventícios; Abdome- Flácido, globoso e simétrico; Som timpânico à percussão abdominal; Extremidades- Sem deformidades, bem perfundidas e sem edemas. Foi orientada a necessidade de isolamento social em domicilio, e prescrita medicação para dor e febre. Sugerido realização de exames laboratoriais para con�rmação de hipótese diagnóstica. Os exames solicitados foram: sorologia para algumas doenças exantemáticas, entre elas Rubéola, Sarampo e Dengue. Retornou ao ambulatório com os resultados do exames negativos para sorologia dessas doenças, exceto o de Rubéola que se apresentou positivo, com o valor de IgM 2,10. O tratamento recomendado foi um tratamento sintomático, para alívio das manifestações apresentadas pelo paciente. Questões para orientar a discussão do caso de rubéola 1. Qual o quadro clínico característico da Rubéola? 2. Quais os possíveis diagnósticos diferenciais para esse caso clínico? 3. Quais exames podem ser solicitados para o diagnóstico de Rubéola? 4. Qual o motivo do isolamento social? 5. Qual o tratamento para Rubéola? Respostas 1. O quadro clínico da Rubéola divide-se em 2 períodos são eles: Prodrômico e Exantemático. No período prodrômico os principais sintomas são febre baixa, linfoadenopatia retroauricular, occipital e cervical posterior, dor de garganta, cefaleia, mal estar, anorexia, que antecedem o exantema. Já o período exantemático é marcado pelo surgimento do exantema máculo-papular (o qual tem início em face e se dissemina em seguida por todo o corpo, além de sofrerem mudanças com os passar dos dias. Inicialmente são de característica macular se tornando com o passar dos dias mais escarlatiniforme que duram em torno de 5 dias), in�amação de faringe e a presença de petéquias no palato mole que recebe o nome de manchas de Forschheimer. 2. Com base no quadro clínico apresentado pela paciente, os diagnósticos diferenciais são: Sarampo, Eritema Infeccioso, Exantema Súbito (Roséola), Varicela, Escarlatina, Mononucleose Infecciosa, Dengue. 3. Os exames que podem ser solicitados para realização do diagnóstico em um paciente com Rubéola, são titulações de anticorpos IgM e IgG (ELISA) para essa doença. Para considerar um resultado de titulação positiva para uma infecção recente/aguda (4 a 8 semanas) da Rubéola, é necessário que o IgM seja reagente, ou seja, apresenta um valor acima de 1.60. Além disso, esse diagnóstico pode ser feito por meio da detecção de RNA viral por meio da técnica de PCR em amostras da garganta e nariz. Em relação a investigações epidemiológicas, a análise do genótipo pode ser útil. 4. A rubéola é transmitida através do contato de uma pessoa com outra, por meio de secreções eliminadas no momento da fala, tosse, espirro e respiração. É possível transmitir o vírus entre 5 a 7 dias antes e depois do aparecimento de exantemas pelo corpo. O pico da transmissibilidade ocorre dois dias antes e depois das lesões na pele surgirem. 5. Não há um tratamento especí�co para a doença. Baseando-se nos sintomas que o paciente apresente o tratamento é sintomático. Devido a isso é imprescindível manter o calendário vacinal atualizado, pois existe vacina para prevenir a rubéola. As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba (tríplice viral): a primeira, com um ano de idade; a segunda dose, entre quatro e seis anos. Todos os adolescentes e adultos (homens e mulheres) também precisam tomar a vacina tríplice viral ou a vacina dupla viral (contra sarampo e rubéola), especialmente mulheres que não tiveram contato com a doença. Gestantes não podem ser vacinadas. As mulheres em idade fértil devem evitar a gestação por 30 dias após a vacinação. No caso de infecção, recomenda-se que a pessoa com rubéola (criança ou adulto) �que afastada de quem não contraiu a doença.