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ANATOMIA E CORRELAÇÕES CLÍNICAS DO NARIZ E DOS SEIOS PARANASAIS ANATOMIA FACE: - O nariz deve ficar em ⅓ facial – beleza conceitual; - Regra vertical e regra horizontal. ANATOMIA DO NARIZ: - Brasil: etnia misturada – poucos narizes caucasianos (pequeno e estreito) e poucas características negróides (nariz mais largo). SMAS: camada fibromuscular que junta a pele a um tecido mais profundo – contorno. Ponta do nariz: com o tempo, a ponta do nariz vai caindo (gordura) – quantidade de gordura na epiderme (única parte do corpo que perde gordura com o tempo). *** Com o envelhecimento, diminuição da gordura e aparecimento das imperfeições. Músculo depressor do septo: puxa a ponta nasal para baixo. Sorriso→ traciona a ponta do nariz para baixo. - Prócero: músculo da cavidade nasal. - A. infraorbital → manda vários ramos para dentro da cavidade nasal (rinoplastia [fratura do osso do nariz] faz lesões dos ramos da a. infraorbital. - N. infraorbitário e N. infratroclear: nervos externos, relacionados com a parte sensitiva do nariz. - N.trigêmio: misto (função motora e sensitiva). Lembrar das três porções (frontal, zigomática e mandibular); - Alteração sensibilidade VII→ lesões do seio esfenoidal. - Terço médio: cartilagem lateral superior; - Definição da ponta: cartilagem lateral inferior (quanto mais próxima estiverem as cartilagens laterais inferior→ mais fina será a ponta do nariz/ quanto mais afastada a cartilagem lateral inferior→ ponta mais globosa). *** Insuficiência valvular externa. Muito frágil/débil/molenga, muito próxima uma da outra, gera pressão negativa dentro da cavidade nasal em inspirações profundas. ANATOMIA INTERNA DO NARIZ 4 PARES DE CORNETOS (os cornetos filtram, aquecem e umidificam o nariz): - Inferior – assoalho; -Médio, - Superior; - Supremo – raro. ESTRUTURAS DO SEPTO NASAL (parte cartilaginosa + ossos): Parte cartilaginosa: - Cartilagem septal (parte cartilaginosa): mais fácil de absorver traumas em partes cartilaginosas. Ossos: - Lâmina perpendicular do etmóide; - Vômer; - Crista maxilar. A. carótida externa → a. maxilar interna ⇒ artéria esfenopalatina (porção mais posterior do nariz, envolvida com sangramentos de alto volume em pacientes com HAS). A. carótida interna → a. etmoidal anterior e a. etmoidal posterior. Drenagem venosa do nariz: - Complicação venosa: - Veias nasais drenam para seio cavernoso (plexo venoso na base do crânio) – não espremer espinhas/cravos (raro, mas uma bactéria pode entrar no sistema venoso, fazendo trombose séptica do seio cavernoso) – grau de mortalidade e morbidade importante. Rinoscopia: - Septo nasal sempre na parede medial – “bola” que aparece na frente → corneto inferior (na vigência de resfriado ou rinite → corneto inferior estará aumentado – onde mais tem células caliciformes). *** Lembrar: cornetos inferiores aumentam no resfriado. Quando pinga a gotinha, maior vasoconstrição do corneto inferior. SEPTO NASAL E CONCHAS NASAIS - Septo: divide as cavidades nasais (se está desviado, há obstrução de um dos lados). PAREDE LATERAL DO NARIZ: - Seio maxilar → sinusite de causas odontogênicas vêm do seio maxilar ⇒ íntima relação do seio maxilar com a raiz dos dentes; - Seios etmoidais: ficam entre as órbitas → sinusites do seio etmoidal⇒ relação com abscessos orbitários; - Goteira olfatória: na linha média, na lâmina crivosa, onde emergem os filetes olfatórios do 1º par craniano (COVID – tropismo pelas células da goteira olfatória [destruição das células de sustentação dos filetes olfatórios, o que justifica a perda de olfato – eles conseguem se regenerar de maneira desordenada → distorção relacionada com o olfato]). *** Sistema lacrimal: drena para o meato inferior da cavidade nasal. - Corneto médio: muito pouco tecido; - Resfriados: corneto inferior é o maior responsável pela obstrução nasal (mais tecido). TC DE SEIOS DA FACE: - Branco: osso; - Preto: ar. TUMOR DE POTT: - Faz abscesso frontal→ drenar; - Complicação de sinusite frontal; - Problema: abscesso cerebral. - Lesões do seio esfenoidal: atinge olhar (paralisia do 6º par – mais medial, logo, quando há doença inflamatória dentro do seio esfenoidal esse é o primeiro par de nível motor a ser acometido). Dinâmica do movimento mucociliar através do epitélio pseudoestratificado: Inspiração → ar na cavidade nasal em movimento espiral → partículas mais pesadas grudam no muco → mucociliar → joga para posterior → reconhecimento de antígenos → produção das imunoglobulinas A de superfície. TUTORIAL: 1. Critérios anatômicos importantes para analisar um nariz para rinoplastia – anatomia cirúrgica? - Pele (fina, grossa, etc) – pele muito grossa “esconde” imperfeições, diferente de pele fina, que deixa muito claro as imperfeições do espaço mais profundo (cartilagem ou osso); - Gordura (volume) – paciente com pele mais grossa, tecido adiposo mais alto; - SMAS; - Músculo. *** Ângulo nasolabial: muito aberto (mais empinado) e muito fechado (mais caído). 2. Fratura nasal: qual/quais os ossos do septo nasal podem ser fraturados? - Parte óssea do nariz: osso próprio do nariz → é esse osso que quebra na fratura nasal; Outras estruturas que dão o formato externo do nariz: - Cartilagem lateral superior (terço médio do nariz, logo quando sai do osso próprio do nariz) e cartilagem lateral inferior (ponta nasal). Maior proximidade das cartilagens laterais inferiores = maior o refinamento da ponta do nariz. Fraturar a cartilagem do nariz é muito raro. Rinite alérgica + apertar o nariz: “esmaga”. Quais são as estruturas ósseas e cartilagens que fazem a estrutura externa do nariz? - Osso próprio do nariz (é um osso da face); - Cartilagem lateral superior; - Cartilagem lateral inferior. Rinoplastia – roxo: ruptura dos ramos da a. infraorbitária – sinal roxo abaixo dos olhos por conta da fratura nasal. Partes do septo nasal – estruturas cartilaginosas e ósseas: - Parte cartilaginosa do septo nasal → lâmina quadrangular/porção cartilaginosa do septo nasal; - Lâmina perpendicular do etmóide – vai perpendicularmente para cima (até o teto do nariz) e se insere na base do crânio; - Vômer (osso mais posterior); - Crista maxilar (osso que fica na base do nariz). Pacientes respiradores bucais de suplência: - Céu da boca ovalado→ coloca-se splint palatal⇒ força as paredes a abrirem; - Palato duro: está elevado, fazendo desvio de septo (empurra o septo e o septo entorta); - Quando coloca o splint palatal, o septo consegue retornar (abaixa o céu da boca e o paciente respira melhor). 3. Paciente com tumor vascular de teto da cavidade nasal. Embolização do tumor. Quais artérias serão embolizadas? Dois conjuntos vasculares: - A. carótida externa: a. maxilar interna → a. esfenopalatina (normalmente relacionada com os sangramentos volumosos em pacientes mais idosos e hipertensos, uso de anti-plaquetário, pico hipertensivo, pressão desregulada) – contexto clínico relacionado com picos hipertensivos; - NO TETO DO ETMÓIDE: A. carótida interna: a. oftálmica → a. etmoidal anterior e a. etmoidal posterior. *** Complicação da embolização: refluxo do êmbolo e embolizar a. oftálmica→ cega o paciente. 4. Paciente febre e alteração de comportamento. Dor na ponta do nariz. Sem comorbidades. - Diagnóstico: trombose do seio cavernoso. Drenagem venosa do nariz: - Dorso do nariz: drena para o seio cavernoso (depilação ou espremer espinha → risco de trombose séptica do seio cavernoso). Morbidade de quase 100% (seio cavernoso envolve III, IV, V e VI pares cranianos – um deles irá perder). Mortalidade + 15%. *** S. aureus cultiva no seio cavernoso → trombose do seio cavernoso. 5. 58 anos, rinite e coriza importante fazendo yoga há 2 meses. RNM com contraste. - Yoga – cabeça para baixo → aumento da pressão de drenagem venosa (aumenta pressão venosa central) ⇒ FÍSTULA LIQUÓRICA (fragilidade de lâmina crivosa/cribiforme, onde descem os folículos olfatórios, escapa líquor – paciente fala que “pinga água do nariz”); - Nariz pinga “água” repetidamente: FÍSTULA LIQUÓRICA (gotejamento nasal unilateral comouma torneira aberta). Maior incidência de fístula liquórica: seio etmoidal, seio esfenoidal e placa cribiforme. 6. Paciente com queixa de nariz obstruído que só melhora com gota nasal. Refere duas bolas crescidas dentro do nariz, dos dois lados. - Bola crescida dentro do nariz dos dois lados: CONCHA NASAL INFERIOR (cornetos inferiores); - Paciente com rinite/nariz obstruído – levanta a ponta do nariz e vê duas bolas→ concha nasal inferior; - SE TIVER OBSTRUÇÃO SÓ DE UM LADO: pode ser um tumor (não confundir com desvio de septo – desvio caudal). Diagnóstico: hipertrofia de cornetos inferiores bilaterais. 7. Queixa de ronco desde a adolescência. Uma das narinas SEMPRE obstruída. - Desvio de septo! 8. Queixa de dor em face do lado D sem melhora. Quais as causas de dores em face unilateral na região maxilar? Dor em face: - Sinusite (causa viral ou odontogênica): seio maxilar; - Mordida: mastigar apenas de um lado (dor de cabeça crônica por conta de mordida inadequada) ou bruxismo; - Sinusite esfenoidal → ramo maxilar do nervo trigêmio (nervo sensitivo e motor) ⇒ sinusite esfenoidal – nervo fica solto dentro do seio esfenoidal (dor na nuca e em terço médio da face). 9. Formigamento na bochecha e diplopia – relação. Formigamento (comprometimento do V2) na região maxilar + diplopia (comprometimento do abducente): - Tumor em base do crânio – onde junta tudo (os nervos II, IV, V e VI); - Musculatura do olho começa a ter paralisa → diplopia (visão dupla) → nervo que não está “puxando” direito o músculo. Estruturas relacionadas com o seio esfenoidal: - Quiasma óptico: junção do II par craniano; - Hipófise (em baixo): - A. carótida interna (superior); - III e IV par (lateralmente); - V2→ inervação sensitiva para o terço médio da face; - Nervo Vidiano: simpático e parassimpático dentro do septo nasal. 10. Doença relacionada com perda de olfato. - Perda de oftalmo pode ser um dos primeiros sinais de Parkinson. Perda de olfato: doenças degenerativas do SNC (principalmente Parkinson).