Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
E
S
Sujeito – Exercícios
LÍNGUA PORTUGUESA FGV
SUJEITO – EXERCÍCIOS
1. “Nada do que é grande surge repentinamente, nem mesmo a uva nem os figos. Se 
agora me disseres: ‘Quero um figo’, respondo-te: ́É preciso tempo.’ Antes de tudo deixa 
virem as flores, depois que se desenvolvam os frutos e que amadureçam.”
No Texto IV, a forma verbal que vem antes de seu sujeito é:
a. surge
b. é
c. virem
d. desenvolvam
e. amadureçam
COMENTÁRIO
Pede-se um verbo que venha antes do sujeito, ou seja, o sujeito está posposto ao verbo.
Em “Nada do que é grande”, o “do” significa de + o. O “de” é preposição. O “o” não é artigo. 
Na língua portuguesa, o, a, os, as nem sempre são artigos. Na frase, o “o” não é artigo 
porque o “que” não é substantivo, então está na categoria dos pronomes. Tanto isso é ver-
dade que seria completamente plausível trocar o “do” por “daquilo” (de + aquilo) – “Nada 
daquilo que é grande”. “Aquilo”, assim como o “o,” são pronomes demonstrativos. Há um 
pronome demonstrativo seguido por um pronome relativo “que”, o qual vai retomar o “aqui-
lo”, levando à conclusão de que o “que” é o sujeito do verbo. O importante neste momento 
é entender a ideia de que “aquilo é grande”. 
O que surge repentinamente? “Aquilo”, que nesse caso não foi verbalmente representado 
antes da palavra “surge”, então há um sujeito elíptico, oculto ou desinencial. A questão 
quer um sujeito que esteja após o verbo, então não pode ser o “surge”.
Em “Antes de tudo deixa virem as flores”, qual o sujeito de virem? “As flores”, cujo núcleo 
é a palavra “flores”, que está no plural e justifica a concordância do verbo “virem” no plural. 
Na ordem direta, seria “As flores deixa virem antes de tudo”.
Em “depois que se desenvolvam os frutos”, a banca FGV se equivocou, porque quem se 
desenvolve são “os frutos”, ou seja, “os frutos” é o sujeito do verbo “desenvolvam”. O sujei-
to de “amadureçam” é “ele”, retomando “os frutos”.
Assim, o gabarito é a letra c, mas há a mesma situação com o verbo “desenvolvam”, que 
também caberia como resposta. 
5m
10m
www.grancursosonline.com.br
2www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
E
S
Sujeito – Exercícios
LÍNGUA PORTUGUESA FGV
2. Notícia publicada na imprensa na penúltima semana de setembro de 2019: “Tráfico da 
Rocinha ameaça quem joga lixo na rua
Bandidos espalham cartazes em área onde houve deslizamentos de terra nas últimas 
chuvas, alertando moradores para não despejar detritos em beco. Medida seria tomada 
porque venda de drogas é interrompida quando a região alaga”.
O cartaz aludido no texto 2 dizia o seguinte:
“Por favor, não jogue lixo no beco! Caso contrário, varrerá até a Rua 1. Estamos 
de olho...”
Para melhorar a escritura da frase extraída do cartaz aludido no texto 2 “Caso con-
trário, varrerá até a Rua 1”, poderíamos incluir um sujeito explícito, cuja forma mais 
adequada seria:
a. o morador da Rocinha
b. o habitante descuidado
c. o infrator da “lei”
d. a facção rival
e. o traficante da comunidade.
COMENTÁRIO
Para encontrar o sujeito explícito que o examinador quer, é preciso encontrar a ideia pre-
sente no texto.
No cartaz citado no texto, quer-se dizer: “Por favor, (você) não jogue lixo no beco! Caso 
contrário, (você) varrerá até a Rua 1”. Foi sugerido “você” por causa dos verbos no impe-
rativo, mas o examinador quer algo mais adequado.
Do ponto de vista da concordância, todos os itens contêm palavras no singular, assim 
como o verbo. Será necessário entender a ideia contida no texto para encontrar a alterna-
tiva correta.
Será o morador da Rocinha que varrerá até a Rua 1? Quando se diz “está alertando mo-
radores para não despejar detritos em beco”, está alertando a todos os moradores. Se 
alguém está ameaçando quem joga lixo na rua, não é para todos os moradores. Os trafi-
cantes estão alertando todos os moradores, mas a ameaça é só para os moradores que 
jogam lixo na rua. 
15m
www.grancursosonline.com.br
3www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
E
S
Sujeito – Exercícios
LÍNGUA PORTUGUESA FGV
Na alternativa b, fala-se em habitante descuidado, mas ele não é só descuidado; ele está 
sujando a rua. Na verdade, existe uma intenção nisso.
Em c, colocou-se lei entre aspas, porque essa palavra não deve ser interpretada em seu 
sentido denotativo, de legislação. Existe uma conotação, pois os traficantes estabeleceram 
uma “lei”, não no sentido real, mas uma regra. Quem joga lixo na rua e terá de varrer até a 
Rua 1 é alguém que infringe a lei estabelecida pelo traficante da Rocinha.
O examinador queria um sujeito explícito para a frase, para não deixar tão vago. A frase 
ficaria assim: “Por favor, não jogue lixo no beco! Caso contrário, o infrator da “lei” varrerá 
até a Rua 1”.
3. “Onde, sob os olhos dos juízes, o direito é derrubado pela iniquidade e a verdade pela 
mentira, são derrubados os próprios juízes”.
Sobre a estrutura dessa frase, a única afirmação inadequada é:
a. o termo inicial “onde” não se refere a nenhum lugar específico;
b. no segmento “e a verdade pela mentira” está omitida a forma verbal “é derrubada”;
c. no segmento “sob os olhos dos juízes” não se pode substituir a forma “sob” por “sobre”;
d. no segmento “o direito é derrubado pela iniquidade” há um exemplo de voz passiva 
em que o sujeito (o direito) sofre a ação;
e. no segmento “são derrubados os próprios juízes” não se pode colocar o sujeito (os 
próprios juízes) antes do verbo (são derrubados).
COMENTÁRIO
“Onde” não diz respeito a um lugar específico, não se diz que lugar é esse. Refere-se a 
qualquer lugar. Deve-se tomar cuidado para não fazer uma análise de raciocínio lógico. O 
candidato pode pensar que negação com negação (“não” e “nenhum”) é afirmação. O por-
tuguês é uma língua de características pleonásticas, havendo o pleonasmo vicioso. Nem 
todo pleonasmo é vicioso. Quando se fala de objeto direto ou indireto pleonástico, não se 
está falando de objetos que são viciosos. Na verdade, eles são enfáticos, não pleonásticos. 
Diferentemente do inglês, em que se marca o plural apenas no substantivo, não no artigo 
nem no adjetivo, no português se deve colocar plural em tudo. Na questão, “nenhum lugar 
específico” é nenhum lugar mesmo.20m
www.grancursosonline.com.br
4www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
E
S
Sujeito – Exercícios
LÍNGUA PORTUGUESA FGV
Em “a verdade pela mentira”, está omitida a forma verbal “é derrubada”. Houve uma elipse 
de tipo especial, pois há a omissão de um termo anteriormente citado. Essa forma dá a 
possibilidade de perceber que ela se repetiria. A omissão de um termo anteriormente citado 
é denominada zeugma. O zeugma é um tipo de elipse.
Em “sob os olhos dos juízes”, “sob” tem o sentido de “abaixo”, por isso só se pode usar 
“sob”, não “sobre”.
Em d, “o direito” é sujeito. Quando se diz “o direito é derrubado pela iniquidade”, o senti-
do é o mesmo de “a iniquidade derruba o direito”. A diferença é que há uma inversão na 
estrutura, a qual não é apenas semântica, mas também sintática. “o direito é derrubado 
pela iniquidade” significa que a iniquidade derruba o sujeito. O sujeito é paciente, sofre a 
ação verbal. Realmente há uma estrutura de voz passiva analítica: verbo ser (é) + verbo 
no particípio (derrubado). 
No item 2, o sujeito é “os próprios juízes”; o núcleo é “juízes”, portanto o sujeito é simples e 
posposto ao verbo. Não existe problema em se dizer: “os próprios juízes são derrubados”. 
Na verdade, o sujeito só vai voltar para a ordem canônica. Essa mudança de posição não 
fere a correção gramatical nem altera o sentido original. Há apenas uma mudança de foco. 
Com a locuçãoverbal antes, o foco está na ação de derrubar, não em quem está sendo 
derrubado. O foco maior está na ação e não em quem sofre a ação pelo fato de que a ação 
vem primeiro. Quando se inverte, o foco passa a ser “os juízes”, não a ação de derrubar. 
Como está no texto original, quer-se que se preste mais atenção no fato de que a ação de 
derrubar alcança os juízes do que no fato de que existem juízes que são derrubados.
4. Inteligência e sabedoria não são a mesma coisa. Entretanto, na linguagem cotidiana, 
usamos os dois termos indistintamente. Vivemos em uma sociedade onde a eficiência 
e os resultados são valorizados. Aparentemente, apenas os mais inteligentes estão 
destinados a obter sucesso. No entanto, apenas os sábios conseguem uma felicidade 
autêntica. Eles são guiados por valores e preocupados em fazer uso da bondade, apli-
cando uma visão mais otimista à vida.
Se procurarmos agora no dicionário o termo sabedoria, será encontrada uma definição 
simples: a faculdade das pessoas de agir de maneira sensata, prudente ou correta. 
Sendo assim, a primeira pergunta que vem à mente é: a inteligência não nos dá a ca-
pacidade de nos movimentarmos no nosso dia a dia da mesma maneira? Um QI médio 
ou alto não nos garante a capacidade de tomar decisões acertadas?
25m
www.grancursosonline.com.br
5www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
Sujeito – Exercícios
LÍNGUA PORTUGUESA FGV
A
N
O
TA
ÇÕ
E
S
É claro que sim. Também é claro que quando falamos de inteligência surgem diferentes 
nuances. Por isso, o tipo de personalidade e a maturidade emocional são fatores que 
influenciam mais concretamente as realizações das pessoas. Isso também é verdadei-
ro em relação à capacidade de investir mais ou menos em seu próprio bem-estar e no 
dos outros.
Em vista disso, inteligência e sabedoria são dois conceitos interessantes. Assim, pode-
remos ter uma ideia mais precisa e útil do que realmente são. Afinal, se queremos algo, 
além de ter um alto QI, é necessário desenvolver uma sabedoria excepcional e moldar 
uma personalidade virtuosa. Isso vai um passo além do cognitivo e do emocional. “A 
verdadeira sabedoria está em reconhecer a própria ignorância.” Sócrates.
Disponível em https:amentemaravilhosa.com.br/inteligencia-e-sabedoria/
O caso em que o sujeito de uma dessas formas abrange o maior universo possível de 
pessoas é:
a. “Inteligência e sabedoria não são a mesma coisa. Entretanto, na linguagem cotidiana, 
usamos os dois termos indistintamente”;
b. “Vivemos em uma sociedade onde a eficiência e os resultados são valorizados”;
c. “Também é claro que quando falamos de inteligência surgem diferentes nuances”; d. 
“Assim, poderemos ter uma ideia mais precisa e útil do que realmente são”;
e. “Afinal, se queremos algo, além de ter um alto QI, é desenvolver uma sabedoria 
excepcional e moldar uma personalidade virtuosa”.
COMENTÁRIO
Todas as formas apresentadas são de primeira pessoa do plural. Todos os sujeitos são 
ocultos, elípticos, desinenciais.
Existe a primeira pessoa do plural em sentido generalizante e em sentido particularizante.
Quando se diz “Estamos estudando língua portuguesa para a FGV”, quem está estudando? 
Eu, você, mais duas ou três pessoas. É uma primeira pessoa do plural mais restrita. Já quan-
do se diz “Estamos revoltados com a política econômica brasileira”, significa que todos nós, 
brasileiros, estamos revoltados. Essa primeira pessoa do plural tornou-se mais abrangente. 
Ela deixa de ter um sentido particularizante e passa a ter um sentido generalizante.
www.grancursosonline.com.br
6www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
Sujeito – Exercícios
LÍNGUA PORTUGUESA FGV
Quando se fala em particularizante e generalizante, não se fala em dois pólos. Por exemplo: 
“Estamos empenhados em levar a você a melhor videoaula do Brasil”. Está se falando do 
Gran Cursos Online. Considerando-se os três exemplos, o menor grupo é o primeiro. O maior 
é o segundo, de todos os brasileiros. O último, do Gran Cursos Online, está entre os outros 
dois; é menor que a população brasileira, é maior que dois ou três. Essa primeira pessoa do 
plural trafega em uma linha que vai do menos específico ao mais específico. O examinador 
quer saber qual é o mais específico, o mais abrangente. Para isso, é preciso ler o texto.
No item a, em “(nós) usamos”, existe uma certa especificidade. Precisam ser usuários dos 
dois termos indistintamente, como se inteligência e sabedoria fossem uma coisa só.
Em “Vivemos em uma sociedade onde a eficiência e os resultados são valorizados”, está 
se referindo a todos nós que vivemos em sociedade. Até agora, qual grupo é maior? O dos 
usuários dos dois termos ou o dos que vivem em sociedade? O da sociedade é bem maior.
O trecho “quando falamos de inteligência” refere-se àqueles que estão abordando o assun-
to. Esse grupo também é menor que a sociedade.
Quanto ao verbo “poderemos”, quem poderá “ter uma ideia mais precisa e útil”? Aqueles 
que leram o texto ou aqueles que reconheceram o quão interessante ou o quão diferentes 
são essas terminologias. 
Quem quer algo? Aquelas pessoas que querem algo além do QI e que precisam desenvol-
ver uma inteligência excepcional. Esse grupo também é menor que a sociedade. 
GABARITO
 1. c
 2. c
 3. e
 4. b
30m
30m
��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Elias Gomes Santana. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
A
N
O
TA
ÇÕ
E
S
www.grancursosonline.com.br

Mais conteúdos dessa disciplina