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02
Provas Objetivas
Comentado
POLÍCIA MILITAR DA PARAÍBA
SIMULADO COMPLETO
POLÍCIA E NADA MAIS | WWW.CAVEIRA.COM | @PROJETOCAVEIRA
“Conhecer a si mesmo 
é o começo de toda a 
sabedoria.”
Aristóteles
232119.13/03/2023
408.622.798-36.98452
GABARITO 2º Simulado - PMPB
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
D C B A A A B C D C
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
D C D A C A C B B D
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
A D C A B D B C A B
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
C B D D B A B C C A
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
B D C D A C B B D C
51 52 53 54 55 56 57 58 59 60
B A C D A C A D C D
61 62 63 64 65 66 67 68 69 70
C D C A B A D D C B
71 72 73 74 75 76 77 78 79 80
A D C C B D D B D D
232119.13/03/2023
408.622.798-36.98452
PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – Soldado PMPB – 2023 – PRÉ-EDITAL 
 
 
1 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 A Lição da Borboleta 
 
Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo; um 
homem sentou e observou a borboleta por várias horas, 
enquanto ela se esforçava para fazer com que seu corpo 
passasse através daquele pequeno buraco. Então, 
pareceu que ela havia parado de fazer qualquer 
progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que 
podia e não conseguia ir além. 
 
O homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma 
tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então 
saiu facilmente. Mas seu pequeno corpo estava murcho 
e tinha as asas amassadas. O homem continuou a 
observar a borboleta porque ele esperava que, a 
qualquer momento, as asas dela se abrissem e se 
esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que 
iria se afirmar a tempo. Nada aconteceu! 
 
Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida 
rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela 
nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua 
gentileza e vontade de ajudar, não compreendia, era que 
o casulo apertado e o esforço da borboleta para passar 
através da pequena abertura eram necessários para que 
o fluido do corpo da borboleta fosse para as asas, de 
modo que ela estaria pronta para voar, uma vez que 
estivesse livre do casulo. 
 
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos 
em nossa vida. Se vivêssemos sem quaisquer 
obstáculos, não seriamos tão fortes e nunca poderíamos 
voar... Que a vida seja um eterno desafio, pois só assim 
voar será realmente possível. Adaptado de “A Lição da 
Borboleta” – Autor desconhecido. 
 
1) Leia atentamente o texto “A Lição da Borboleta”. À 
primeira vista, textos enquadrados no gênero textual 
crônica são aparentemente simples, mas podem 
apresentar severas críticas sociais. Nesse caso 
específico, há a famosa “moral da história”. Assinale, 
dentre as alternativas abaixo, a que apresenta a moral 
da história do texto. 
 
a) Os homens são providos de gentileza e de vontade de 
ajudar. 
b) A natureza é sábia, assim sendo, a interferência do 
homem é desnecessária. 
c) Se vivêssemos sem quaisquer obstáculos, seriamos 
ainda mais fortes, pois poderíamos desenvolver 
habilidades que não desenvolvemos até agora. 
d) Não se pode desanimar frente aos obstáculos da vida, 
muitas vezes, eles são necessários para o seu 
desenvolvimento. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Tudo certo, Caveira? 
Firme no propósito? Ansioso para vestir a farda? 
Em breve! 
Considere, Caveira, que as questões de compreensão 
textual requererão de você uma leitura apurada e atenta. 
As questões de compreensão de texto buscam a 
informação dentro do texto de forma explícita, de forma 
exposta. Você precisa, apenas, comparar as informações 
que estão dentro do texto com as informações que estão 
dispostas nas alternativas, pois é exatamente nesse 
momento que a banca vai inserir informações 
contraditórias, extrapolar ou reduzir o conteúdo das 
informações. Esteja sempre atento, Futuro Policiak. A 
banca IBFC trabalha compreensão por meio de 
paráfrase, ou seja, reescreve a informação contida no 
texto utilizando, para isso, outras palavras, outro 
vocabulário. E, justamente nessa reescritura, a banca vai 
acrescer, restringir, contradizer ou tangenciar as 
informações. 
Note, Futuro Policial, que a banca pede a “moral da 
história”. O que seria e como encontrar a moral da 
história? A moral da história é a conclusão, a lição que o 
texto passa e, geralmente, você a encontra, além do 
decorrer do texto, a corroboração da ideia na conclusão 
do texto. 
Às alternativas: 
 
Letra A: INCORRETA. Malgrado (mais uma para o seu 
vocabulário, Caveira, cujo significado é ‘apesar de’, ‘não 
obstante’, entre outros) possamos encontrar no texto um 
fragmento que remete a um ato de gentileza e de vontade 
de ajudar (refiro-me ao momento em que o homem pegou 
a tesoura e cortou o casulo para "ajudar" a borboleta a 
sair), essa NÃO é a moral da história. A história narrada 
não converge para ensinar ao leitor que os homens são 
seres gentis e prestativos. O ato de ajudar, presente na 
narrativa, é um elemento acessório, usado para construir 
a história. E você pode observar, Caveira, na primeira 
oração do segundo parágrafo, verá que a locução verbal 
‘decidiu ajudar” indica mudança de estado. 
 
Letra B: INCORRETA. A informação visa a desorientar o 
candidato, uma vez que há informações no texto que 
contribuem para a falsa interpretação. Ora, essa 
informação da alternativa B, apesar de estar 
parcialmente correta, não é a moral da história. Ora, 
como assim, parcialmente correta? Se a natureza é tão 
sábia, não deveriam existir erros, ainda que tal erro seja 
advindo da ação humana, pois a natureza, sábia que é, 
deveria prever a ação humana e ter uma solução para a 
sua interferência no meio natural. Ademais, quantas 
borboletas morrem nesse processo de transformação 
sem que haja interferência humana? Mas a questão não 
é essa. A questão é que essa informação exposta pela 
alternativa B não é a moral da história, a lição dada pelo 
texto. A lição que aprendemos, através de metáfora 
(comparação implícita) e da figura de linguagem 
conhecida como alegoria (expansão do significado do 
termo, a qual transmite significados além do literal), é que 
embora o texto descreva a história de uma borboleta 
tentando sair do casulo e também explique a importância 
que aquele casulo tem para a formação completa do 
corpo da borboleta, todas essas informações são 
acessórias: o casulo representa as 
dificuldades/obstáculos da vida; As asas murchas 
representam pessoas que não enfrentaram obstáculos e 
não desenvolveram todo seu potencial. Note, portanto, 
que a temática da natureza serve apenas como 
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PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – Soldado PMPB – 2023 – PRÉ-EDITAL 
 
 
2 
linguagem figurada, como uma metáfora para a vida 
humana. Compreendido, Caveira? 
 
Letra C: INCORRETA. Encontramos, aqui, uma 
contradição, Caveira. Isso é o OPOSTO do que o texto 
diz. Essa alternativa diz o contrário do pretendido pelo 
texto. Já falamos sobre isso, lembra-se? Que a banca 
faria justamente isso: haveria a reescrita da informação 
com algum tipo de extrapolação, contradição, 
tangenciamento, restrição... O texto afirma, em seu 
último parágrafo, que “Algumas vezes, o esforço é 
justamente o que precisamos em nossa vida. Se 
vivêssemos sem quaisquer obstáculos, não seriamos tão 
fortes e nunca poderíamos voar... Que a vida seja um 
eterno desafio, pois só assim voar será realmente 
possível. Agora, observe a o que a alternativa informa: 
“Se vivêssemos sem quaisquer obstáculos, seriamos 
MAIS FRACOS e NÃO desenvolveríamos muitas das 
habilidades que temos até agora.” Observou a 
contradição? Assim como o casulo força a borboleta a se 
desenvolver, capacitando-a para voar, os obstáculos 
forçam as pessoas a se desenvolverem também, 
capacitando-as para atingirem seus objetivos. Leia com 
muita atenção, Caveira! Faça esse confronto de 
informaçõese você conseguirá a aprovação! 
 
Letra D: CORRETA. Eis a resposta, Caveira! O 
enunciado pediu a lição que o texto nos deu. Observe: 
[...] o casulo apertado e o esforço da borboleta para 
passar através da pequena abertura 
eram necessários para que o fluido do corpo da borboleta 
fosse para as asas, de modo que ela estaria pronta para 
voar, uma vez que estivesse livre do casulo... Algumas 
vezes, o esforço é justamente o que precisamos em 
nossa vida. Se vivêssemos sem quaisquer obstáculos, 
não seriamos tão fortes e nunca poderíamos voar... Que 
a vida seja um eterno desafio, pois só assim voar será 
realmente possível. Perceba que o autor faz a 
comparação entre o esforço da borboleta e o esforço em 
nossa vida. Para sair do casulo, o esforço do inseto 
resulta na formação das asas, que possibilitam o voo da 
borboleta. De forma metafórica, essa analogia também 
vale para as nossas vidas. Dessa forma, o autor fala que 
esse esforço é justamente o que precisamos, pois ele é 
o que nos torna fortes e nos permite "voar". Ademais, o 
autor exorta que nossas vidas sejam um eterno desafio, 
pois tais dificuldades nos fortalecerão, contribuindo para 
o desenvolvimento pessoal. 
 
2) Sabe-se que as figuras de linguagem se afastam da 
linguagem denotativa, geralmente elas estão 
relacionadas à semântica, ao pensamento, à sintaxe 
ou ao som. Atente ao trecho (...) “não seriamos tão 
fortes e nunca poderíamos voar” (...), ao contrário da 
borboleta, o homem não pode voar. Assinale, dentre 
as alternativas abaixo, a figura de linguagem que foi 
utilizada. 
 
a) Metonímia. 
b) Eufemismo. 
c) Metáfora. 
d) Prosopopeia. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Letra A: INCORRETA. Você se recorda dessa figura de 
linguagem, Caveira? A metonímia é conhecida como a 
figura de linguagem da substituição, em que há a troca 
da "parte pelo todo, do efeito pela causa, do autor pela 
obra, do continente pelo conteúdo, etc.." Nela ocorre 
a substituição de uma palavra por outra. Mas não se trata 
meramente de sinonímia, pois a palavra usada na 
substituição geralmente aparece fora do contexto 
semântico normal dela. A relação entre o substituto e a 
substituída é uma relação externa ao texto, verificável na 
realidade, e que corresponde a uma relação de todo e 
parte. Veja: “Moro no campo e como (me sustento) do 
meu trabalho (do resultado desse trabalho).” Sabemos 
que não é possível efetivamente COMER o trabalho, 
afinal "trabalho" não é um alimento. Não é o trabalho em 
si, mas o fruto desse trabalho que alimenta a pessoa. 
Como se trata de alguém que vive no campo, infere-se 
que é um agricultor. O trabalho dessa pessoa é plantar, 
irrigar, cuidar das plantas, cuidar de animais, entre outras 
atividades agrícolas. O fruto desse trabalho (vegetais, 
frutas, carne, leite, ovos, etc) é o que sustenta essa 
pessoa. Há a relação de pertinência entre o que está 
escrito e o que se quer realmente dizer, na qual o 
autor troca a causa (plantar, colher etc.) pelo 
efeito (comer). Sendo assim, não observamos tal figura 
de linguagem no excerto dado pelo enunciado. 
 
Letra B: INCORRETA. O eufemismo é uma a figura de 
linguagem utilizada para suavizar, atenuar, o que se 
pretende falar. Observe: em vez de falar "feio", diga "com 
carência de beleza"; em vez de falar "burro", diga "com 
deficit de inteligência"; em vez de dizer que a pessoa 
morreu, “diga que partiu desta para melhor”. Ao longo da 
frase dada pelo enunciado, não é observado nenhum 
exemplo de eufemismo. 
 
Letra C: CORRETA. A metáfora pode causar certa 
confusão com a comparação, pois ambas consistem em 
uma comparação, mas aquela prescinde, dispensa o uso 
de partículas, de termos utilizados para se comparar 
(como, tal e qual, que nem, tanto quanto, entre outros), 
sendo, pois, uma comparação implícita; já a comparação 
exige as partículas comparativas, enfatizando a 
comparação de forma explícita. A metáfora é fruto da 
subjetividade do autor e seu sentido pode ser modulado 
conforme o contexto. Observe que no trecho dado (...) 
“não seriamos tão fortes e nunca poderíamos voar” (...), 
o autor está comparando a metamorfose da borboleta 
com as nossas vidas. Notou isso? Observe que a 
borboleta precisava superar o obstáculo do casulo para 
poder voar (literalmente), pois só assim suas asas 
poderiam ser corretamente formadas. Quando ela recebe 
ajuda e o casulo é removido por um terceiro, as asas não 
se formam corretamente e a borboleta fica para sempre 
presa ao solo. Fazendo a comparação metafórica, nós, 
humanos, também precisamos superar os obstáculos, 
pois são estes que formaram nossa capacidade de lidar 
com os problemas, ganhar força (mental, emocional, de 
caráter) e voar (não literalmente, mas sim 
conotativamente). Quando o texto usa o verbo voar, ele 
o faz de forma conotativa, criando uma relação implícita 
entre o voo da borboleta e a realização dos 
sonhos/metas/desejos/etc. em uma vida humana. 
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3 
 
Letra D: INCORRETA. A prosopopeia, também 
conhecida como personificação, se caracteriza 
pela atribuição de características humanas a objetos, a 
seres imaginários ou a animais. Para ajudar a gravar, 
imagine que personificar é o efeito de transformar algo 
em uma "pessoa". Veja: o rio corre para o mar (correr é 
uma ação própria dos seres animados, a qual foi atribuída 
ao rio, que é um ser inanimado). 
 
3) Segundo as regras de acentuação, todas as 
palavras proparoxítonas são acentuadas, entretanto, 
essa regra não se aplica às palavras paroxítonas. 
Atente ao trecho (...) “uma pequena abertura 
apareceu num casulo” (...). A palavra casulo é uma 
paroxítona não acentuada. Assinale, dentre as 
palavras abaixo, a paroxítona que foi 
acentuada INCORRETAMENTE. 
 
a) Amigável. 
b) Assembléia. 
c) Repórter. 
d) Abdômen. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Letra A: CORRETA. A regra gramatical acerca da 
acentuação gráfica das palavras paroxítonas é muito 
clara: acentuam-se todas as palavras paroxítonas, 
exceto aquelas terminadas em A(S), E(S), O(S), EM, EM. 
Logo, repórter é uma palavra paroxítona terminada em r, 
devendo, pois, ser acentuada graficamente. 
 
Letra B: INCORRETA. Não se deve acentuar os ditongos 
abertos EI, EU e OI quando esses estiverem na posição 
paroxítona, tal e qual acontece na palavra assembleia, 
ideia, jiboia, plateia, introito, flavonoide, entre outros. 
Após o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (ABL - 
2009), passou a prevalecer a regra de que se 
acentuam todas as paroxítonas, exceto aquelas 
terminadas em A(S), E(S), O(S), EM, ENS; 
consequentemente, como "assembleia" é 
uma paroxítona terminada em "a", bem como há um 
ditongo aberto na posição paroxítona, ela NÃO deve ser 
acentuada. 
 
Letra C: CORRETA. Repórter é uma palavra 
proparoxítona terminada em ‘r’, devendo, pois, ser 
acentuada graficamente. 
 
Letra D: CORRETA. A palavra “abdômen’ é uma palavra 
paroxítona terminada em n, devendo, pois, ser acentuada 
graficamente. 
Tenha muito cuidado, Caveira, pois "abdômen" termina 
em "-n", não com "-em" ou "-ens", por isso é um vocábulo 
que deve ser acentuado. Observe que a mesma situação 
acontece com as palavras hífen, pólen e glúten, por 
exemplo. Note que "hifens" e "abdomens" não têm 
acento, pois estas palavras terminam com "-ens" ! 
Sempre é bom lembrar que palavras terminadas em "-n" 
têm dois tipos de plural, ou com "-s" ou com "-es". Caso 
se opte pela segunda maneira, as palavras passam a ser 
acentuadas por se tornarem proparoxítonas. Observe: 
hífen = hifens (hi-fens) ou hífenes (hí-fe-nes) 
pólen = polens (po-lens) ou pólenes (pó-le-nes) 
abdômen = abdomens (ab-do-mens) ou abdômenes (ab-
dô-me-nes) 
glúten = glutens (glu-tens) ou glútenes (glú-te-nes) 
 
4) Pode-se afirmar que as palavras são categorizadas 
em classes (classes de palavras ouclasses 
gramaticais). Essa categorização depende da sua 
natureza e da sua função gramatical. Existem dez 
classes de palavras em português: substantivos, 
adjetivos, artigos, numerais, pronomes etc. 
Considerando-se o trecho: “ele pegou uma tesoura e 
cortou o (...) casulo”. Leia atentamente as asserções 
abaixo e assinale a única alternativa em que todas as 
classificações estão CORRETAS. 
 
I. A palavra “ele” é um pronome, mais 
especificamente, corresponde a terceira pessoa do 
singular. 
 
II. “pegou” é um verbo e está conjugado no pretérito 
imperfeito. 
 
III. Pode-se classificar “uma” como um artigo 
indefinido. 
 
IV. A palavra “tesoura” é um substantivo abstrato. 
 
V. Pode-se afirmar que “e” é uma conjunção. 
 
VI. “cortou’ também é um verbo e está conjugado no 
pretérito imperfeito. 
 
VII. Pode-se afirmar que “o” é um artigo definido 
masculino. 
 
VIII. A palavra “casulo” é um advérbio de modo. 
 
a) As asserções I, III, V e VII apenas. 
b) As asserções II, IV, VI e VIII apenas. 
c) As asserções I, II, III e IV apenas. 
d) As asserções V, VI, VII e VIII apenas. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Item I: CORRETO. Sabendo disso, já eliminaríamos as 
alternativas B e D. 
A palavra "ele" é um pronome pessoal do caso reto 
(somente substitui sujeito da oração; já os pronomes 
oblíquos substituem complementos). É um tipo de 
pronome que comumente exerce a função de sujeito e, 
justamente por isso, é muito usado para conjugar verbos. 
O pronome "ele", de fato, refere-se à 3ª pessoa do 
discurso (de quem se fala): 
1ª pessoa: eu (singular) - nós (plural) 
2ª pessoa: tu (singular) - vós (plural) 
3ª pessoa: ele/ela (singular) - eles/elas (plural). 
 
Item II: INCORRETO. Veja bem, Caveira. Você pode até 
achar que esse item é um pouco ‘mais puxado’, mas se 
você consegue perceber que "pegou" tem o sentido uma 
ação totalmente concluída (portanto não é algo relativo 
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4 
ao pretérito imperfeito, que denota ações inconclusas ou 
em andamento, contínuas ou habituais), teria ‘matado a 
questão. A resposta, assim, só pode ser a 
alternativa A, pois já tínhamos eliminado as alternativas 
B e D anteriormente. O verbo "pegou" está no Pretérito 
Perfeito do Indicativo, um tempo verbal primitivo, cujas 
desinências são: -i, -ste, -u, -mos, -stes, -ram (peguei – 
pegaste – pegou – pegamos – pegastes – 
pegaram). Essas desinências são válidas para os verbos 
regulares. Semanticamente, o Pretérito Perfeito do 
Indicativo não se adequa aos sentidos dados no 
comando da questão, por indicar que o fato do passado 
foi completamente concluído (justamente por isso recebe 
o nome de "perfeito"). O que ajuda a identificar o pretérito 
imperfeito do indicativo é a partícula "-va-", nos verbos da 
1ª conjugação (-AR) ou a partícula "-ia-", nos verbos da 
2ª e 3ª conjugações (-ER / -IR). Nos verbos irregulares 
(como o TER), observamos a desinência "-inha-". No 
caso do verbo PEGAR, o pretérito imperfeito corresponde 
às formas: eu pegava / tu pegavas / ele pegava / nós 
pegávamos / vós pegáveis / eles pegavam 
O pretérito imperfeito do indicativo designa um fato 
passado, mas não concluído (justamente por isso recebe 
o nome "imperfeito", fazendo inclusive a distinção entre o 
sentido desse tempo verbal com o pretérito perfeito, no 
qual a ação foi completamente concluída). Essa 
incompletude da ação é o que ajuda a transmitir 
uma ideia de continuidade e duração, podendo indicar, 
por exemplo, uma ação que se configurou como hábito. 
 
Item III: CORRETO. É isso, Caveira. A palavra "uma" é 
um artigo indefinido, o qual indetermina o substantivo, e 
por tem um valor genérico, indica que se trata de uma 
tesoura qualquer. Do ponto de vista discursivo, 
o artigo indefinido indica que a informação apresentada 
é nova, sinalizando para o leitor que o elemento acabou 
de ser apresentado no texto. Relembremos quais são os 
artigos indefinidos: um, uma, uns, umas. 
 
Item IV: INCORRETO. A palavra ‘tesoura’ não é 
substantivo abstrato, Caveira. O item está errado. Vamos 
revisar rapidamente: O substantivo concreto designa 
qualquer coisa (pessoa, entidade, etc) que seja possível 
de ser transformada em uma figura concreta na mente. 
Veja que não precisa ser uma coisa real. Por exemplo, 
"unicórnio", "fada", "dragão", são todos substantivos 
concretos. Embora denominem coisas que não existem, 
é possível imaginar concretamente a imagem de um 
unicórnio, de uma fada ou de um dragão. Também se 
pode definir o substantivo concreto como aquele que 
denomina algo com existência própria (ainda que seja 
uma existência fictícia). O dragão, por exemplo, existe 
por conta própria (ainda que seja no mundo da fantasia). 
Ele não depende de outro ser/ente para se manifestar. Já 
o substantivo abstrato designa qualquer coisa a partir da 
qual não conseguimos formar uma imagem concreta em 
nossa mente. O próprio entendimento da coisa requer 
algum grau de abstração ou mesmo subjetividade. Por 
exemplo, "ideia", "felicidade", "raiva", são todos 
substantivos abstratos. Qual seria a imagem concreta de 
uma "ideia"? Para alguns pode ser aquela lampadazinha 
acendendo, ou talvez a imagem de um filosofo grego 
gritando eureka ... etc... Note que não há uma imagem 
concreta, mas sim a descrição de uma cena, que pode 
variar bastante de pessoa para pessoa, conforme o 
referencial. Podemos falar o mesmo de "felicidade" ou 
"raiva", pois não há uma imagem concreta de tais 
sentimentos. Também podemos entender como 
substantivo abstrato aquilo que depende de outros 
seres/entes para existir, pois não tem existência 
independente. O substantivo "beijo", por exemplo, é 
considerado abstrato pois depende de uma pessoa para 
acontecer (o beijo não existe por si só), podemos 
estender o raciocínio ao substantivo "ideia", visto 
anteriormente. O mesmo pode ser dito de todos os 
sentimentos, estados de espírito, qualidades, 
concepções, propriedades. Dessa forma, quando 
falamos a palavra tesoura, você consegue, de imediato, 
associar a palavra à imagem, não é? Substantivo 
concreto, pois. 
 
Item V: CORRETO. O termo ‘e’ é uma conjunção 
coordenativa aditiva, pois tem o objetivo de unir orações, 
as quais são independentes sintaticamente. Essas 
orações coordenadas são unidas por tal coordenação 
quando o objetivo é somar, adicionar um pensamento 
semântico ao outro. Há bancas, no entanto, que 
costumam utilizar a conjunção aditiva ‘e’ como se fosse 
adversativa. Exemplo é a banca FGV, Cebraspe. Note: 
Trabalha e nunca tem dinheiro. Veja que aqui não há 
soma de pensamentos convergentes, mas há uma 
oposição, uma adversidade, pois o normal é trabalhar e 
ter dinheiro (pelo menos em algum momento rsrs). Agora, 
troque o ‘e’ por ‘mas’: Trabalha, mas nunca tem dinheiro. 
Notou que aquela conjunção ‘e’ tem o valor semântico de 
‘mas’? Eis a língua portuguesa, Caro Concurseiro.... 
 
Item VI: INCORRETO. Você já viu aqui um item similar, 
Futuro Polícia. Assim como o verbo "pegou", o verbo 
"cortou" também está no pretérito PERFEITO, ou seja, 
indicando uma ação completamente concluída. Veja 
como a desinência "-ou" se repete em ambos os verbos. 
O verbo CORTAR, conjugado no pretérito imperfeito, tem 
aquele característico "-va". Observe: eu cortava / tu 
cortavas / ele cortava / nós cortávamos / vós cortáveis / 
eles cortavam. 
 
Item VII: CORRETO. Artigo é a classe de palavra, 
variável, que acompanha o substantivo para determiná-
lo ou indeterminá-lo. Note que o ‘o’ está acompanhando 
o substantivo ‘casulo’, determinando-o. Esse artigo 
definido exprime um tom de familiaridade e precisão. Do 
ponto de vista discursivo, o artigo definido indica que um 
termo já foi citado anteriormente, ou seja, o leitor já tem 
familiaridade com o elemento. Sintaticamente, assim 
como o artigo indefinido, ele será um Adjunto Adnominal 
(ADN),um determinante do substantivo. 
 
Item VIII: INCORRETO. Não, Caveira. A palavra "casulo" 
é um substantivo concreto, usado para denominar o 
invólucro filamentoso, construído pela larva de algum tipo 
de inseto. Veja que não poderia ser um advérbio, pois é 
ligado a um artigo. Artigos não se ligam a advérbios. Os 
advérbios são invariáveis e só se ligam a verbos 
(majoritariamente) ou a adjetivos e outros 
advérbios. Quando se ligam a verbos, indicam alguma 
circunstância para a ação verbal (tempo, lugar, modo, 
etc). Quando se ligam a adjetivos ou outros advérbios 
atuam como intensificadores. 
 
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5 
 
 
5) Analise atentamente a seguinte estrutura: (...) “Ela 
nunca foi capaz de voar” (...). Efetue a análise 
sintática da estrutura mencionada e assinale a 
alternativa CORRETA. 
 
a) O pronome “ela” é o sujeito da oração e está se 
referindo à borboleta. 
b) “foi” é o verbo da estrutura e está conjugado no 
pretérito mais-que-perfeito. 
c) “capaz de voar” é o predicado. 
d) “de voar” é o objeto direto. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Letra A: CORRETA. O pronome pessoal reto é o sujeito 
da oração. De fato, na maioria das vezes, os pronomes 
retos exercem função de sujeito, sendo muito usados 
para a conjugação de verbos. ‘Ela’ se refere à borboleta, 
o que inclusive fica denotado pelo uso da flexão no 
feminino. Esse é um exemplo de coesão anafórica, na 
qual um pronome retoma um termo apresentado 
anteriormente. Na verdade, a borboleta passou o resto 
de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas 
encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. 
 
Letra B: INCORRETA. Veja, Futuro Policial, que o verbo 
"foi" está conjugado no pretérito perfeito do indicativo. No 
pretérito mais-que-perfeito a conjugação é "fora". 
Semanticamente, o pretérito perfeito do indicativo não se 
adequa aos sentidos dados no comando da questão, por 
indicar que o fato do passado foi completamente 
concluído (justamente por isso recebe o nome de 
"perfeito"). O pretérito mais-que-perfeito é derivado do 
pretérito perfeito. Esse tempo verbal é identificável pela 
desinência "-RA-", a qual caracteriza essa conjugação: -
ra, -ras, -ra, -ramos, -reis, -ram (fora – foras – fora – 
fôramos – fôreis – foram). O pretérito mais-que-perfeito 
do indicativo não se adequa ao sentido da frase, pois não 
está sendo indicado que o fato do passado 
foi completamente concluído ANTES de outro fato no 
passado (justamente por isso recebe o nome de "mais-
que-perfeito"). 
 
Letra C: INCORRETA. Preste atenção, Caveira! Muito 
cuidado com questões desse tipo, Concurseiro! O 
predicado é "nunca foi capaz de voar". Lembre-se que o 
PREDICADO corresponde a todos os termos da oração 
com exceção do sujeito e do vocativo. Ou seja, o 
predicado é tudo o que se declara sobre o sujeito e 
sempre terá um verbo em sua composição. 
 
 
 
Neste caso, temos o chamado predicado nominal, aquele 
que é formado por Verbo de Ligação (VL) + Predicativo 
do Sujeito (PS). 
 
Letra D: INCORRETA. Preste atenção, Caveira. Todo o 
trecho que complementa o sentido de um adjetivo é um 
complemento nominal. Funciona como se fosse 
um objeto indireto, só que em vez de complementar o 
sentido de um verbo, complementa, no caso, o sentido de 
um adjetivo. Quando você afirma: A borboleta não é 
capaz, qual a primeira pergunta que vem à memória? 
Não é capaz de quê? Note que a própria palavra capaz 
(que é um adjetivo) exige um complemento, exige ‘algo a 
mais’ de informação para que se complete o seu sentido, 
não é mesmo? E o termo que completa o sentido de um 
adjetivo é complemento nominal, pois está 
complementando o sentido de um nome. O objeto direto 
é o complemento de verbo transitivo direto (que é aquele 
verbo que exige um complemento o qual não vem 
precedido de preposição. Já decorou quais são as 
preposições, Futuro Militar? Não? Sugiro que o faça 
imediatamente!). Indo um pouco além, observe que o 
termo "voar" é um verbo no infinitivo, logo a classificação 
completa desse termo é: Oração Subordinada 
Substantiva Completiva Nominal Reduzida de Infinitivo. 
Apesar do nome pomposo, funciona igualzinho a um 
Complemento Nominal do período simples, essa 
nomenclatura apenas evidencia a presença de um verbo 
(por isso há uma oração). 
 
6) No que tange à norma culta da língua portuguesa, 
existem quatro tipos de porquês (por que, porque, 
por quê e porquê). Analise cuidadosamente o trecho 
a seguir: (...) “O homem continuou a observar a 
borboleta porque ele esperava que, a qualquer 
momento, as asas dela se abrissem (...)”. Assinale a 
alternativa que justifica o uso do porque em 
destaque. 
 
a) Ele está exercendo a função de uma conjunção 
coordenativa. 
b) Ele está desempenhando a função de um pronome 
relativo. 
c) Justifica-se devido ao fato de preceder um pronome 
pessoal. 
d) Ele apresenta o valor de um substantivo. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Você tem enfatizado o estudo sobre ortografia, Futuro 
Combatente? Ou tem negligenciado tal assunto? Não é 
hora de negligenciar qualquer assunto. Hora de firmar a 
base. Leia, releia, pratique muitas questões e aperfeiçoe 
os detalhes. 
 
Letra A: CORRETA. Quando temos um "porque" (junto 
e sem acento) saiba que ele só pode ser 
uma conjunção (explicativa, causal ou final). As 
conjunções causais e finais estarão presentes em 
orações subordinativas; a conjunção explicativa estará 
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presente em oração coordenada. As orações 
coordenadas são aquelas que, quando isoladas, 
continuam existindo semanticamente, sem que uma 
oração necessite da outra para ter o seu sentido 
completo. Anote aí o bizu! 
A oração dada pelo enunciado foi a seguinte: 
“O homem continuou a observar a borboleta porque ele 
esperava que, a qualquer momento, as asas dela se 
abrissem (...)” 
1º PASSO: isole a conjunção que une as orações (no 
nosso caso, é a conjunção porque); 
2º PASSO: agora analise a primeira oração: “O homem 
continuou a observar a borboleta. Quando você fala a 
oração (pode falar em voz alta, sem medo), ela por si só 
tem sentido completo ou você precisa recorrer a outra 
oração para completar o seu sentido? Ela tem sentido 
completo, não é, Caveira? Então, chamamos de oração 
independente. 
3º PASSO: Analise a outra oração e faça o mesmo 
processo do passo anterior. Veja: Ele esperava que, a 
qualquer momento, as asas dela se abrissem... Notou 
que ela também tem sentido completo, por si só, sem 
precisar recorrer à oração anterior para completar o seu 
sentido. Ela também é uma oração independente. E a 
junção de duas ou mais orações independentes formam 
um período composto por coordenação. Uma oração 
independente atribui a outra oração independente, por 
meio da conjunção ‘porque’, uma explicação. Correta, 
pois. 
 
Letra B: INCORRETA. Não existe "porque" junto e sem 
acento desempenhando função de pronome relativo! 
Podemos encontrar a Preposição (POR) + Pronome 
Relativo (QUE), correspondendo a "PELO(A) QUAL / 
PELOS(AS) QUAIS". Nesta situação, é possível substituir 
o pronome relativo "que" pelo pronome relativo "o/a 
qual(is)". Como há a preposição "por", essa se une com 
o artigo "o(a)" gerando a contração "pelo(as)". O 
resultado é "pelo(a) qual(is)". 
 
Letra C: INCORRETA. Ora, Caveira, poderíamos 
perfeitamente usar um outro "porquê" antes do pronome 
pessoal. Exemplo: 
Chorou porque ele foi embora. (porque = conjunção 
subordinativa causal) 
Eis a razão por que ele engordou (preposição + pronome 
relativo ⇒ pela qual) 
Por que ele é assim? (preposição + pronome 
interrogativo) 
O que justificou o uso da palavra "porque" ali é a 
independênciasintática entre as orações unidas e a 
relação de sentido que se pretendeu criar. 
 
Letra D: INCORRETA. Apenas a palavra "porquê" (junto 
e com acento) tem valor de substantivo. A palavra 
destacada pela questão não está denominando nada, 
mas sim ligando duas orações, servindo, pois, de 
conjunção. O "porquê”, junto e com acento, é 
um substantivo. É uma palavra sinônima de "motivo", 
"razão" ou "causa". Ele vem acompanhado de artigo ou 
de algum outro determinante que se ligue a 
substantivo (pronome, numeral, adjetivo). Inclusive, por 
ser esse tipo de "porquê" um substantivo, ele é uma 
palavra variável, flexionável em número. 
Observe: Gostaria de saber os porquês de ter sido 
excluído. 
 
7) Em “Avisaram-me que não foi internada. A sutura 
está perfeita, nenhum sinal de abertura da ferida.” Em 
“A sutura está perfeita, nenhum sinal de abertura da 
ferida”, há dois períodos que se relacionam, 
semanticamente, uma vez que o segundo expressa, 
em relação ao primeiro, um sentido de: 
 
a) Conclusão. 
B) Causa. 
c) Consequência. 
d) Alternância. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
As relações semânticas de causa e consequência ainda 
causam muita confusão entre os concurseiros. 
 
Veja que a alternativa pede a relação semântica existente 
da segunda oração sobre a primeira. 
Note que não ter sido internada foi o resultado, a 
consequência da sutura bem-feita. Logo, a sutura 
perfeita, sem sinal de abertura da ferida é a causa para 
não existir a internação. A segunda oração exerce sobre 
a primeira uma relação de causa, motivação. 
 
Anote o bizu: 
O fato de -> fez com que. 
A oração que ficar no lado de ‘o fato de’, será a causa, a 
motivação; 
A oração que ficar no lado do ‘fez com que’, será a 
consequência, o resultado. 
O fato de a sutura estar perfeita fez com que não 
houvesse internação. 
 
Letra A: INCORRETA. A segunda não exerce sobre a 
primeira uma relação de conclusão, mas de causa, 
motivo. 
 
Letra B: CORRETA. Conforme explicação acima. 
 
Letra C: INCORRETA. Consequência é a relação 
existente entre a primeira oração sobre a segunda. 
 
Letra D: INCORRETA. Não, Caveira. Alternância é 
quando é dada uma alternativa, uma opção para que 
você escolha. Não vislumbramos essa situação nas 
orações em estudo. 
 
8) Na frase “No entanto, o sobrinho tem pensado 
bastante nisso e deseja, ardentemente, encontrá-la à 
noite”, vislumbram-se dois pronomes. Sobre eles, é 
CORRETO afirmar que: 
 
a) Possuem a mesma classificação morfológica. 
b) O primeiro antecipa uma ideia inédita e o segundo a 
resgata. 
c) Ambos fazem referência a algo já dito no texto. 
d) Fazem referência à segunda pessoa do discurso. 
 
Gabarito: C 
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COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Quais os pronomes relatados na questão? Nisso e -la. 
Às alternativas: 
 
Letra A: INCORRETA. O primeiro pronome está na 
contração "nisso": em + isso. O pronome "isso" é 
um pronome demonstrativo. O segundo pronome é a 
palavra "-la", uma variação do pronome pessoal oblíquo 
átono "a", que ocorre quando este está em ênclise com 
verbos terminados em "-R, -S, -Z". Nestes casos, corta-
se a última letra do verbo (encontrar - a ⇒ encontrá-la). 
 
Letra B: INCORRETA. O primeiro pronome é o "isso" 
(localizado em "nisso") e SEMPRE tem valor anafórico, 
ou seja, se refere a algo que já foi dito ou apresentado. 
Portanto está errado dizer que ele antecipa uma ideia 
inédita (sentido catafórico). O segundo pronome (-la) 
resgata a mesma ideia que o "isso" resgata. A contração 
com o pronome oblíquo átono visa a evitar repetições. 
 
Letra C: CORRETA. Exatamente, Caveira. Observe a 
transcrição da frase: “No entanto, o sobrinho tem 
pensado bastante nisso e deseja, ardentemente, 
encontrá-la à noite.” O sobrinho tem pensado bastante 
em quê? Nisso. O pronome foi usado para retomar algo 
que fora dito anteriormente. Quanto ao pronome oblíquo 
que acompanha o verbo encontrar, acontece da mesma 
forma. O sobrinho deseja encontrar alguém, do gênero 
feminino (la), a qual já teve o seu nome, ou referência, 
citado anteriormente, pois já era de conhecimento da 
pessoa que fala. 
 
Letra D: INCORRETA. Nada disso, Caveira! Os 
pronomes não fazem referência à segunda pessoa do 
discurso, mas à terceira pessoa do discurso. Tanto o 
pronome "nisso", quanto o pronome "la" fazem referência 
à terceira pessoa do discurso (de quem se fala). 
Pensava em quê? - Nisso = (ele) 
Encontrar o quê? - la= (ela). 
 
9) Em “Na conversa sobre as finanças da família, o 
pai redundava nas explicações – seja porque há 
tempos não se ocupava disso, seja porque a mãe 
tinha dificuldades para entender”, a repetição do 
conectivo indicado contribui para a sequência lógica 
do trecho em questão, apresentando um sentido de: 
 
a) Explicação. 
b) Consequência. 
c) Adversidade. 
d) Alternância. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Letra A: INCORRETA. Veja só, Caveira. Quando 
consideramos o contexto das conjunções coordenadas 
explicativas, devemos lembrar que a ideia explicativa 
está ligada a um sentido de justificativa. Observe: Fique 
quieto, pois a aula já começou. Veja que o pois, ou 
qualquer outra conjunção, tem o poder de justificar, de 
fundamentar. Conforme o nosso exemplo, na primeira 
oração é dada uma ordem (ficar quieto); na segunda 
oração, há a justificativa, o fundamento para tal ordem. 
Essa segunda oração apresenta uma conjunção com 
sentido explicativo (pois). É bastante comum que as 
orações explicativas sejam precedidas por orações com 
verbos no modo imperativo. As principais conjunções 
explicativas são: que, porque, pois (no início da oração), 
porquanto, entre outras. Preste atenção nessa conjunção 
explicativa porquanto. Não esqueça que porquanto 
significa porque, pois; já conquanto é uma conjunção 
concessiva, tendo o mesmo sentido de embora, apesar 
de. 
 
Letra B: INCORRETA. Encontra-se a ideia de 
consequência nas orações coordenadas conclusivas ou 
nas orações subordinadas adverbiais 
consecutivas. Nas orações conclusivas, a 
consequência é um desfecho, a finalização de um 
raciocínio. Exemplo: Eu estou doente, logo não irei à 
aula. As principais conjunções conclusivas são: logo, 
portanto, por isso, assim, pois, por conseguinte, então, 
em vista disso. Nas orações adverbiais consecutivas, 
a consequência é um efeito, um resultado de um causa. 
A causa aparece na oração principal, oração que 
geralmente apresenta uma palavra intensificadora 
como: tal, tamanho, tanto, a tal ponto, tanto assim, tão. A 
oração consecutiva normalmente é introduzida pela 
conjunção "que". Outras conjunções consecutivas 
são: de sorte que, de modo que, de maneira que, de 
modo que, de forma que. Exemplo: Choveu muito na rua 
de modo que minha tia escorregou na calçada. Observe 
que o fato de ter chovido tanto fez com que a tia caísse 
na calçada. Cair na calçada foi a consequência de tanta 
chuva. 
 
Letra C: INCORRETA. Eu sei que você tem esse 
conhecimento, Futuro Policial, mas nunca é tarde para 
relembramos: a ideia de adversidade está ligada ao 
sentido de oposição, contraste, ressalva, quebra de 
expectativa, compensação, retificação ou restrição 
(lembre-se de que o adversário é aquele que joga contra 
você 😉). Nenhum desses sentidos corresponde ao 
"seja... seja" apresentado no trecho. Observe as 
principais conjunções adversativas: mas, porém, 
contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante. 
Exemplo: Eu gosto bastante de matemática, mas o 
conteúdo é bem difícil de aprender. Dessa forma, prefiro 
português a tal disciplina. 
 
Letra D: CORRETA. Por fim, Caveira, observemos que 
quando se considera o sentido das conjunções 
coordenadas alternativas, há vários sentidos que podem 
ser construídos: a alternância entre duas opções pode ter 
sentido de exclusão (onde uma opção exclui a 
possibilidadede a outra ocorrer), pode ter sentido de 
alteração entre dois estados (não necessariamente 
exclusivos ou excludentes), pode ter ideia de inclusão ou 
ainda de retificação. Todos esses sentidos, professora? 
Sim, exatamente! Portanto, não se apegue ao 
ensinamento de que conjunção alternativa é aquela que 
expressa apenas escolha, ok? No trecho dado, temos 
a ideia de alternância entre duas opções dadas para 
explicar o comportamento do pai. Ele redundava nas 
explicações porque há tempos não fazia isso. Ele 
também redundava porque a mãe tinha dificuldades de 
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escolher. Temos a alternância de dois estados que 
levaram o pai a redundar nas explicações. As principais 
conjunções alternativas são: ou... ou...; ora... ora...; 
quer... quer...; seja... seja...; já... já.... 
 
Leia o texto atentamente: 
 
O que é filosofia? 
 
Querida Sofia, 
 
Muitas pessoas têm hobbies diferentes. Algumas 
colecionam moedas e selos antigos, outras gostam de 
trabalhos manuais, outras ainda dedicam quase todo o 
seu tempo livre a uma determinada modalidade de 
esporte. 
 
Também há os que gostam de ler. Mas os tipos de leitura 
também são muito diferentes. Alguns leem apenas 
jornais ou gibis, outros gostam de romances, outros ainda 
preferem livros sobre temas diversos como astronomia, a 
vida dos animais ou as novas descobertas da tecnologia. 
 
Se me interesso por cavalos ou pedras preciosas, não 
posso querer que todos os outros tenham o mesmo 
interesse. Se fico grudado na televisão assistindo a todas 
as transmissões de esporte, tenho que aceitar que outras 
pessoas achem o esporte uma chatice. 
 
Mas será que alguma coisa interessa a todos? Será que 
existe alguma coisa que concerne a todos, não 
importando quem são ou onde se encontram? Sim, 
querida Sofia, existem questões que deveriam interessar 
a todas as pessoas. E é sobre tais questões que trata 
este curso. 
 
Qual é a coisa mais importante da vida? Se fazemos esta 
pergunta a uma pessoa de um país assolado pela fome, 
a resposta será: a comida. Se fazemos a mesma 
pergunta a quem está morrendo de frio, então a resposta 
será: o calor. E quando perguntamos a alguém que se 
sente sozinho e isolado, então certamente a resposta 
será: a companhia de outras pessoas. 
 
Mas, uma vez satisfeitas todas essas necessidades, será 
que ainda resta alguma coisa de que todo mundo 
precise? Os filósofos acham que sim. Eles acham que o 
ser humano não vive apenas de pão. É claro que todo 
mundo precisa comer. E precisa também de amor e 
cuidado. Mas ainda há uma coisa de que todos nós 
precisamos. Nós temos a necessidade de descobrir 
quem somos e por que vivemos. Portanto, interessar-se 
em saber por que vivemos não é um interesse “casual” 
como colecionar selos por exemplo. Quem se interessa 
por tais questões toca um problema que vem sendo 
discutido pelo homem praticamente desde quando 
passamos a habitar este planeta. A questão de saber 
como surgiu o universo, a Terra e a vida por aqui é uma 
questão maior e mais importante do que saber quem 
ganhou mais medalhas de ouro nos últimos Jogos 
Olímpicos. (GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia. São 
Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.24-25) 
 
 
 
10) Pode-se inferir que o objetivo principal do texto é: 
 
a) Convencer Sofia de que os interesses pessoais variam 
de acordo com as afinidades e aptidões de um sujeito. 
b) Revelar que necessidades mais abstratas 
representam indício de modernidade uma vez que, no 
passado, priorizavam-se elementos concretos. 
c) Mostrar que o conhecimento sobre quem somos e de 
onde viemos é uma necessidade coletiva que singulariza 
o homem. 
d) Indicar que é preciso respeitar as diferenças de gostos 
considerando a subjetividade dos indivíduos. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Letra A: INCORRETA. A questão está errada, Caveira, 
pois embora o texto fale sobre os interesses que motivam 
as pessoas para as mais diferentes atividades, esse não 
foi o objetivo principal do texto. Esse seria o tema que 
abriria uma discussão maior, pois parte do interesse 
individual para algo maior, que é o que interessa a todos. 
Observe a transcrição: “Mas será que alguma coisa 
interessa a todos? Será que existe alguma coisa que 
concerne a todos, não importando quem são ou onde se 
encontram? Sim, querida Sofia, existem questões que 
deveriam interessar a todas as pessoas. E é sobre tais 
questões que trata este curso.” 
 
Letra B: INCORRETA. Mais uma questão equivocada, 
Futuro Polícia. É justamente o contrário, pois o último 
parágrafo do texto nos informa que se interessar em 
saber por que vivemos não é algo atual, moderno, mas é 
um interesse antigo, que precede a modernidade. Veja: 
“Portanto, interessar-se em saber por que vivemos não é 
um interesse “casual” como colecionar selos por 
exemplo. Quem se interessa por tais questões toca um 
problema que vem sendo discutido pelo homem 
praticamente desde quando passamos a habitar este 
planeta. A questão de saber como surgiu o universo, a 
Terra e a vida por aqui é uma questão maior e mais 
importante do que saber quem ganhou mais medalhas de 
ouro nos últimos Jogos Olímpicos.” 
 
Letra C: CORRETA. É isso, Futuro Combatente. O texto 
foca exatamente nisto: "Mas, uma vez satisfeitas todas 
essas necessidades, será que ainda resta alguma coisa 
de que todo mundo precise? Os filósofos acham que sim. 
Eles acham que o ser humano não vive apenas de pão. 
É claro que todo mundo precisa comer. E precisa também 
de amor e cuidado. Mas ainda há uma coisa de que todos 
nós precisamos. Nós temos a necessidade de descobrir 
quem somos e por que vivemos." Dessa forma, mesmo 
tendo gostos diferentes e interesses diversos, há uma 
necessidade coletiva que nos singulariza: a de saber 
quem somos e por que vivemos. 
 
Letra D: INCORRETA. Negativo, Futuro Policial, 
negativo. Embora o texto debata sobre saber respeitar as 
diferenças dos demais, esse não é o ponto principal do 
texto. O texto não encontra base nesse aspecto. O texto 
se baseia em questionar, em levantar uma discussão 
acerca de um tema que deve ser do interesse do coletivo, 
qual seja, quem somos e por que vivemos. 
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11) A partir da análise do texto, assinale a alternativa 
que apresenta uma afirmação INCORRETA. 
 
a) O emprego inicial de um interlocutor específico, Sofia, 
não impede que a reflexão proposta se estenda aos 
outros leitores. 
b) As perguntas empregadas ao longo do texto cumprem 
papel retórico ampliando a reflexão sobre as questões 
propostas. 
c) A pessoalidade linguística empregada em algumas 
passagens do texto aproxima o autor das situações 
descritas. 
d) O emprego, no início do texto, de exemplos de 
natureza mais universal ratifica a ideia de que os 
interesses são sempre individuais e distintos. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Letra A: CORRETA. A questão está exata, correta, 
Futuro Combatente. O texto é dirigido inicialmente a 
"Sofia", mas as reflexões propostas podem ser 
estendidas aos demais leitores, afinal o texto não está 
acessível apenas a essa interlocutora. Sofia é a 
destinatária direta do texto, mas o objetivo é estimular os 
questionamentos por parte de qualquer pessoa que o 
leia. 
 
Letra B: CORRETA. Exato, Caveira. Talvez você não 
saiba o que indica uma pergunta retórica. O objetivo de 
uma pergunta retórica não é obter respostas, mas 
incentivar uma reflexão ou introduzir uma argumentação 
sobre determinado tema. Se você observar bem, verá 
que as perguntas do texto são respondidas pelo próprio 
narrador. Vejamos um exemplo: "Mas será que alguma 
coisa interessa a todos? Será que existealguma coisa 
que concerne a todos, não importando quem são ou onde 
se encontram? Sim, querida Sofia, existem questões que 
deveriam interessar a todas as pessoas. E é sobre tais 
questões que trata este curso." As perguntas 
empregadas no texto têm a função de introduzir e ampliar 
a reflexão proposta. 
 
Letra C: CORRETA. Mais uma alternativa correta, 
Caveira. Em alguns trechos do texto, você nota o 
emprego da primeira pessoa, aproximando o autor das 
situações que estão sendo descritas, inserindo-se nos 
próprios exemplos ora apresentados. Note: "Se me 
interesso por cavalos ou pedras preciosas, não posso 
querer que todos os outros tenham o mesmo 
interesse. Se fico grudado na televisão assistindo a todas 
as transmissões de esporte, tenho que aceitar que outras 
pessoas achem o esporte uma chatice." 
 
Letra D: INCORRETA. Veja bem, Caveira. No texto, há 
indicação de que há questões que interessam a todos, de 
forma indistinta, ou seja, de maneira igual para todos. 
Dessa forma, não podemos afirmar que os interesses 
sejam sempre diferentes, distintos. Leia com atenção: 
"Mas ainda há uma coisa de que todos nós precisamos. 
Nós temos a necessidade de descobrir quem somos e 
por que vivemos." 
 
12) Observe que a estratégia de coesão empregada 
pelo autor no trecho abaixo é marcada pelo uso de 
pronomes. 
 
“ Muitas pessoas têm hobbies diferentes. Algumas 
colecionam moedas e selos antigos, outras gostam 
de trabalhos manuais, outras ainda dedicam quase 
todo o seu tempo livre a uma determinada 
modalidade de esporte.” (1º §) 
 
Assinale a alternativa que indica a CORRETA 
classificação do tipo de pronome que cumpriu esse 
papel. 
 
a) Demonstrativos. 
b) Pessoais. 
c) Indefinidos. 
d) Relativos. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Veja bem, Caveira. O enunciado afirma que a estratégia 
de coesão empregada pelo autor no trecho acima é 
marcada pelo uso de pronomes. Devemos indicar a 
classificação dos pronomes que exercem essa função 
coesiva. No trecho dado pela questão, notamos o 
emprego de alguns pronomes, quais sejam: muitas, 
algumas, outras e seu. 
O pronome indefinido muitas não está fazendo referência 
a qualquer termo citado antes, mas tão-somente, 
expressando uma quantidade vaga, indefinida de 
pessoas, uma vez que esse pronome acompanha o 
substantivo pessoa. 
Os pronomes algumas e outras são pronomes indefinidos 
os quais servem para retomar o substantivo pessoas, 
fazendo uma espécie de divisão: algumas pessoas têm 
tal hobby e, outras pessoas têm outro tipo de hobby. 
Já o pronome seu é um pronome possessivo que tem 
valor adjetivo, ou seja, o de acompanhar um substantivo 
(tempo), não fazendo menção, pois, a qualquer palavra 
dita antes. 
Assim, são estes dois pronomes indefinidos, algumas e 
outras, que cumprem um papel coesivo, pois 
proporcionam a interligação entre os elementos do texto, 
evitando repetição. 
 
Letra A: INCORRETA. Os pronomes demonstrativos são 
aqueles que demonstram algo em relação ao tempo, ao 
espaço ou ao texto. São: este (e flexões), esse (e flexões) 
e aquele (e flexões). 
 
Letra B: INCORRETA. Os pronomes pessoais são 
aqueles que substituem as pessoas do discurso, sejam 
quando essas estão exercendo o papel de sujeito 
(pronomes pessoais do caso reto), sejam quando 
exercem o papel de complemento (pronomes pessoais 
do caso oblíquo) ou quando há uma forma específica de 
tratar a pessoa do discurso (pronomes de tratamento). 
 
Letra C: CORRETA. Como vimos, os pronomes que 
exercem papel de coesão na frase dada, algumas e 
outras, são pronomes indefinidos. Esses, por sua vez, 
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são aqueles que fazem referência a quantidade de 
maneira vaga e imprecisa. 
 
Letra D: INCORRETA. Os pronomes relativos são 
aqueles que fazem a retomada de um termo que já fora 
dito anteriormente, sendo que tal termo deve ser um 
nome. Eles exercem papel coesivo também, tal e qual os 
indefinidos, mas não encontramos qualquer pronome 
relativo no excerto dado pelo enunciado. 
 
13) “Mas, uma vez satisfeitas todas essas 
necessidades, será que ainda resta alguma coisa de 
que todo mundo precise?” (6º §) 
 
Assinale a alternativa em que se faz um comentário 
sintático INCORRETO sobre o trecho em análise. 
 
a) Existe apenas uma oração subordinada introduzida 
pela conjunção integrante “que”. 
b) “alguma coisa” cumpre a função sintática de sujeito 
simples do verbo “resta”. 
c) O adjetivo “satisfeitas” exerce, no contexto, a função 
sintática de predicativo. 
d) O emprego da preposição “de” após o substantivo 
“coisa” obedece à regência desse nome. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Letra A: CORRETA. O excerto "que ainda resta alguma 
coisa" é uma oração subordinada substantiva subjetiva, 
pois exerce a função de sujeito da forma verbal "Será". 
Você se recordou de que as orações substantivas são 
introduzidas por conjunções integrantes (as mais usuais 
são que, se, como, e você pode facilmente substituir por 
“isso”)? Dessa forma, a única oração subordinada 
introduzida pela conjunção integrante "que", no 
segmento dado pelo enunciado, é a citada acima, 
estando, pois, correta a alternativa. 
Destacamos que existe mais uma oração subordinada 
nesse período: "de que todo mundo precise". Essa é uma 
oração subordinada adjetiva restritiva. As orações 
adjetivas são introduzidas por PRONOME RELATIVO 
(pode substituir por o qual, a qual e variações), e não por 
conjunção integrante. A alternativa não diz que existe 
somente uma oração subordinada, mas sim uma única 
oração subordinada introduzida pela conjunção 
integrante "que", o que está correto. 
 
Letra B: CORRETA. Você deve se lembrar, Futuro 
Policial, de que a ordem considerada natural de uma 
oração é: Sujeito – Verbo – Complementos – Adjuntos 
(Famoso: SUVECA). Quando a oração vem nessa 
ordem, o processo de identificação de seus termos se 
torna fácil. Mas teremos um pouco mais de complicação 
quando os termos vêm deslocados e fora de ordem. 
Colocando na ordem direta, e desconsiderando a oração 
adjetiva (para facilitar o entendimento), temos o seguinte: 
... alguma coisa (de que todo mundo precise) ainda 
resta? Logo, a alternativa está correta. 
 
Letra C: CORRETA. Vamos fazer uma breve revisão 
sobre predicativo. 
O predicativo cumpre o papel de caracterizar por meio da 
adjetivação. Mas repare que os adjetivos são estudados 
enquanto classe de palavras, ou seja, na morfologia; já o 
predicativo é estudado sintaticamente, ou seja, na 
análise sintática. O predicativo pode ser do sujeito 
(quando caracteriza o sujeito da oração), quando virá em 
um predicado nominal, ligando-se tal característica ao 
sujeito por meio de um verbo de ligação (ser, estar, 
permanecer, ficar, continuar, tornar-se, andar...) ou pode 
ser do objeto (quando apresenta uma característica do 
objeto, seja esse direto ou indireto), o qual virá em um 
predicado verbal. 
O segmento "uma vez satisfeitas todas essas 
necessidades" tem o mesmo sentido, ou seja, equivale a 
“uma vez que todas essas necessidades estejam 
satisfeitas”, concorda? 
Assim fica mais fácil visualizar que o termo "satisfeitas" 
qualifica o sujeito "todas essas necessidades", 
exercendo, pois, a função de predicativo do sujeito. 
 
Letra D: INCORRETA. Nosso gabarito. Nós já vimos que 
o trecho "de que todo mundo precise" é uma oração 
subordinada adjetiva restritiva, pois está sendo iniciada 
com o pronome relativo que e não vem entre vírgulas, 
certo? Essa oração é introduzida pelo pronome relativo 
"que", retomando a expressão "alguma coisa". O sentido 
é o seguinte: 
1. ainda resta alguma coisa 
2. todo mundo precisa de alguma coisa 
A preposição "de" obedece à regência do verbo 
"precisar", que é transitivo indireto (precisar de alguma 
coisa), e não do nome "coisa". 
Dessa forma, a preposição de está sendoexigida não 
pelo nome coisa, como a questão enfatizou, mas por 
exigência do verbo precisar. 
 
14) Considere o fragmento abaixo para responder à 
questão seguinte. 
 
“Mas, uma vez satisfeitas todas essas necessidades, 
será que ainda resta alguma coisa de que todo 
mundo precise?” (6º §) 
 
A pontuação cumpre papel essencial na delimitação 
das ideias apresentadas em um texto. Desse modo, 
pode-se afirmar que o conteúdo entre vírgulas 
expressa, em relação ao restante do fragmento, um 
sentido de: 
 
a) tempo. 
b) causa. 
c) modo. 
d) concessão. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Letra A: CORRETA. Você pode ter aprendido que a 
locução conjuntiva “já que” indica causa, Caveira. E não 
está de todo errado. Mas para se classificar 
corretamente, você precisa observar a semântica, ou 
seja, a significação das palavras no contexto. Se você 
observar bem, não há uma relação de causa / 
consequência introduzida por tal conjunção, mas 
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notamos uma significação de tempo (faça o teste: 
substitua a locução uma vez por qualquer palavra que 
denote tempo – quando – logo que – assim que... 
Continua fazendo parte do mesmo campo semântico, 
tendo a mesma significação). 
 
Letra B: INCORRETA. Vimos que a locução conjuntiva 
"uma vez que" pode ser empregada com sentido de 
causa, de motivo, o que ocorre com muita frequência. 
Todavia, se substituirmos tal expressão por outra 
conjunção ou locução conjuntiva causal, notaremos que 
a frase dada ficará incoerente. Vejamos: “Mas, uma vez 
satisfeitas todas essas necessidades...” Mas, visto que / 
por isso como satisfeitas todas essas necessidades...” 
Notou que o significado é modificado? Você não pode 
substituir uma palavra por outra sem observar o impacto 
na significação das palavras, Caveira. Assim, a 
substituição acima geraria alteração de sentido, portanto 
o trecho não expressa sentido de causa. 
 
Letra C: INCORRETA. Vamos entender logo o que é 
modo. Quantas vezes você lê nos seus materiais de 
estudo a expressão advérbio de modo, conjunção e 
locução conjuntiva modal e em alguns momentos acaba 
confundindo com causa. Há diferença entre causa e 
modo? Sim, sim! Guarde essa informação com muito 
carinho, Caveira! A causa é o motivo, a razão pela qual 
você faz determinada coisa; já o modo é a maneira, a 
forma como você faz determinada coisa. Vamos treinar 
aqui. 
1. Eu corri porque estava atrasado. 
2. 2. Eu corri muito rápido. 
Qual frase denota causa? A 1, certo? Veja que estar 
atrasado é a causa, o motivo do sujeito ter corrido. Já na 
frase 2 observamos a maneira, a forma como a ação do 
verbo correr foi executada. 
Dessa forma, não observamos uma semântica de modo 
na oração que está entre vírgulas, mas de tempo. 
 
Letra D: INCORRETA. O que é concessão, Caveira? 
Você tem segurança para responder a essa pergunta? 
Você precisa se lembrar de que a concessão é um fato 
que ocorreu, de forma inesperada, mas que não teve o 
condão, não teve o poder de impedir que outro fato 
acontecesse. Ainda está complicado? Vamos analisar 
um exemplo: Embora Suzana estivesse triste, 
permaneceu na festa da escola. 
Vamos entender agora o que é concessão: Note que 
Suzana estava triste, mas o fato de estar triste não foi 
forte o suficiente para fazer com que ela fosse embora 
festa da festa. Ela permaneceu na festa. Entendeu? 
Aconteceu apenas uma concessão! 
Vamos observar este outro exemplo: Ainda que chova, 
irei à praia. Veja que o fato de chover, que se desponta 
como uma possibilidade, não é forte o suficiente para 
impedir o sujeito de ir à praia. O fato de chover é apenas 
uma concessão, um obstáculo, mas que não tem o poder 
de impedir a ação do verbo da outra oração acontecer. 
Não observamos uma concessão na oração entre 
vírgulas dada pelo enunciado. 
 
 
 
 
15) O sentido simbólico é um recurso adotado pelo 
autor para realçar uma ideia. Desse modo, assinale a 
única alternativa em que se nota um exemplo de 
linguagem figurada. 
 
a) “Muitas pessoas têm hobbies diferentes.” (1º §). 
b) “Alguns leem apenas jornais ou gibis, outros gostam 
de romances,” (2º §). 
c) “Se fico grudado na televisão assistindo a todas as 
transmissões de esporte” (3º §). 
d) “É claro que todo mundo precisa comer.” (6º §). 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos lá, Caveira! 
Ânimo! 
Daqui a pouco, quando você já estiver aprovado, sentirá 
falta desse processo de preparação, revisão, questões, 
simulados. Pode acreditar! 
Às alternativas! 
 
Uma palavra ou expressão pode ser utilizada em seu 
sentido denotativo (sentido real, motivo pelo qual tal 
palavra foi criada) ou sentido conotativo (sentido 
figurado, que é quando a palavra utilizada "normalmente" 
não significa aquilo, mas adquiriu aquele sentido em uma 
situação particular de uso). Vejamos: 
Exemplo: A professora era tão ruim que choviam críticas. 
(As críticas estavam mesmo caindo do céu como a 
chuva? Não! O verbo "chover" foi empregado com 
sentido figurado, significando que a professora recebia 
muitas críticas). 
Exemplo: Choveu tanto naquele dia que o clima ficou 
agradável. (Agora, sim, utilizamos a palavra chover em 
seu sentido real, ou seja, no sentido da água que cai do 
céu). 
Feita a diferença, vamos analisar as alternativas. 
 
Letra A: INCORRETA. Todas as palavras aqui foram 
utilizadas em seu sentido real, denotativo. Você pode 
estranhar o termo "hobbies", mas essa é uma palavra 
estrangeira que significa "passatempos, atividades 
exercidas por lazer ou diversão". Hobbies é uma palavra 
de origem inglesa (e por isso está destacada em itálico), 
mas não foi empregada com sentido figurado. 
 
Letra B: INCORRETA. Todas as palavras aqui foram 
utilizadas em seu sentido denotativo, ou seja, sentido 
real. A palavra "romances" foi empregada em seu sentido 
literário, indicando os livros em prosa que narram fatos 
ficcionais, às vezes inspirados em fatos verídicos. 
 
Letra C: CORRETA. Aqui, um vocábulo foi utilizado em 
sentido figurado, conotativo, pois: grudado. O vocábulo 
“grudado” significa ficar colado por meio de substância 
colante. Não foi essa a intenção do autor dizer que algo 
ou alguém ficou colado por meio de substância colante à 
televisão. O objetivo do autor, ao usar a expressão 
“grudado na televisão” foi o de dizer que a pessoa fica 
extremamente atenta e não faz outra atividade, exceto 
assistir à televisão. O autor não fica literalmente grudado, 
colado à televisão. A expressão "grudado na televisão" 
significa que ele fica muito tempo assistindo aos 
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programas que passam na televisão. Esse é o trecho em 
que há linguagem figurada. 
 
Letra D: INCORRETA. Nenhuma palavra foi utilizada no 
sentido figurado na frase dada. O texto menciona 
literalmente a necessidade de comer, de saciar a fome. 
Esse é o sentido comum do termo, e não figurado. 
 
16) Observe o trecho abaixo descrito: 
 
No caso do curso pH, o diretor de ensino Rui Alves 
argumenta que não houve ameaça à menina e, segundo 
ele, a comunidade virtual que distribuiria uma “cola" 
associava o colégio a palavrões. “A mãe tem todo o 
direito de ir à Justiça, mas isso é um assunto 
pedagógico", diz Alves. Doutor em pedagogia, o 
professor Henrique Sobreira critica as escolas: “São 
atitudes de quem promete uma educação para a 
cidadania e faz algo bem diferente", diz ele. A lição é a 
pior possível. “Quando escolas se acham acima da lei, é 
compreensível que os alunos também passem a pensar 
da mesma forma", avalia o especialista. 
 
O termo “imbróglio" significa: 
 
a) confusão 
b) agressão 
c) decisão 
d) comportamento 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIODO PROFESSOR: 
 
A semântica trabalha o uso da palavra e sua significação 
dentro de determinado contexto. É um assunto que está 
baseado em 10 pilares: sinônimo – antônimo, denotação 
– conotação, homônimos – parônimos, hipônimo – 
hiperônimo, ambiguidade – polissemia. 
 
Letra A: CORRETA. A questão exigiu o seu 
conhecimento de semântica no aspecto de sinonímia, 
pedindo o termo que possui a mesma significação de 
imbróglio. De acordo com o Dicionário Michaelis, a 
palavra “imbróglio" tem o seguinte significado: situação 
de muita confusão; mal-entendido: “Era melhor para eles 
e para a greve não se envolverem no imbróglio” (EV). Já 
o site de sinônimos (www.sinonimos.com.br) apresenta 
os seguintes sinônimos para a palavra 
“imbróglio": abacaxi, alhada, atrapalhação, bagunça, 
complicação, confusão, desentendimento, dificuldade, 
embaraço, embrulhada, encrenca, enrascada, 
enrascadela, mal-entendido, mixórdia, pepino, problema, 
rolo, trapalhada. Dessa forma, apenas a letra A dá um 
sinônimo correto para o termo imbróglio. 
 
Letra B: INCORRETA. Imbróglio não significa agressão, 
mas confusão. 
 
Letra C: INCORRETA. Imbróglio não significa decisão, 
mas confusão, encrenca. 
 
Letra D: INCORRETA. Comportamento? Não, não, 
Caveira. Significa confusão, desentendimento, problema. 
17) Na passagem “Alguns alunos viajaram ontem; 
Outros, hoje.”, o emprego da vírgula é justificado em 
função: 
 
a) Da presença de uma enumeração. 
b) De isolar um aposto explicativo. 
c) Da elipse de um termo. 
d) De acompanhar um vocativo. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Letra A: INCORRETA. Não há elementos com a mesma 
função sintática que estejam dispostos em enumeração 
que justifiquem o uso da vírgula, Caveira. Veja um 
exemplo de enumeração: Fui ao mercado e comprei 
arroz, feijão, macarrão, frutas e legumes. 
 
Letra B: INCORRETA. Não há a presença de termo 
isolado por vírgulas com a função de aposto na frase 
dada pelo enunciado, Caveira. Até porque o aposto deve 
estar entre vírgulas, travessões ou precedido de dois-
pontos. Na oração, só encontramos uma vírgula, logo não 
poderia ser um aposto. E se você ainda estiver em dúvida 
sobre como pode vir um aposto em sua prova, dar-lhe-ei 
alguns exemplos: Pelé, rei do futebol, faleceu 
recentemente (rei do futebol é um aposto, pois explica, 
informa sobre o termo anterior); Eu vi o aluno chegando 
– o qual é muito chato – e não o cumprimentei (a 
expressão isolada por travessões é o aposto, pois 
informa algo sobre o aluno); Eu aprecio todo tipo de 
leitura: ficção, romance, terror e ciências (note que os 
dois pontos introduziram a explicação sobre o tipo de 
leitura). 
 
Letra C: CORRETA. Caveira, já ouviu falar em vírgula 
vicária? Não? Só no Simulado Caveira você tem acesso 
ao melhor conteúdo 😊! No excerto dado pela questão, 
notamos a presença de uma vírgula, sendo que tal vírgula 
foi inserida ali para indicar a omissão de um termo, no 
caso, um verbo. A vírgula vicária é isto: tem o condão de 
substituir um termo da oração. Vejamos um exemplo: 
Você presenteia o seu namorado e eu, meu professor. 
Essa vírgula que foi inserida na frase tem o poder de 
evitar a repetição do termo, no caso, presenteio. Agora, 
compare essa informação com o enunciado. Notou que a 
vírgula inserida tem o poder de omitir o verbo, a fim de 
evitar a repetição? Sem a vírgula ficaria assim: Alguns 
alunos viajaram ontem; outros viajaram hoje. Entendeu? 
 
Letra D: INCORRETA. Não temos a presença de 
vocativo na frase, Caveira. Assim, não há que se falar em 
vírgula isolar vocativo. O que seria vocativo? Vocativo é 
aquele termo que não apresenta qualquer função na 
análise sintática e serve apenas para chamamento. Todo 
vocativo deve ser isolado do restante da oração por meio 
de vírgulas. Note o exemplo: Filha, volte para casa 
urgentemente! O seu pai caiu da escada! Qual termo 
você usou para fazer um chamamento? Filha, não é 
mesmo? Pois é! Esse é o vocativo. Observou que ele 
está isolado do restante da oração por meio de vírgula? 
Não notamos esse chamamento na oração dada. 
 
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18) Ainda segundo a norma culta da Língua 
Portuguesa, a concordância verbal deve levar em 
conta o número (singular ou plural) e a pessoa (1ª, 2ª 
e 3ª) ao mesmo tempo. Assinale a alternativa que 
apresenta afirmações corretas sobre a concordância 
verbal. 
 
a) A regra básica da concordância verbal consiste em 
concordar o verbo com o objeto, seja ele direto ou 
indireto. 
b) A regra básica da concordância verbal consiste em 
concordar o verbo com o sujeito. 
c) As pessoas do singular são: nós (1ª), vós (2ª), eles / 
elas (3ª). 
d) As pessoas do plural são: eu (1ª), tu (2ª), ele / ela (3ª). 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Imagine a seguinte cena: o sujeito senta-se à mesa e 
chama o verbo para conversarem. O sujeito, com jeitinho, 
pede ao verbo que concorde consigo; O verbo, da mesma 
forma. Assim, eles entram nesse acordo e assim nasce a 
concordância verbal. 
 
Letra A: INCORRETA. A concordância verbal nasce do 
mútuo acordo existente entre verbo e sujeito, e não entre 
verbo e seus complementos, porque o verbo pode estar 
no plural e o objeto no singular. E não haverá qualquer 
tipo de problema. Observe: Os alunos pediram a 
merenda. Viu que o verbo está no plural (terceira pessoa 
do plural) e o complemento verbal, ou seja, o objeto direto 
está no singular (a merenda)? Qual incongruência 
existente na frase? Nenhuma. 
 
Letra B: CORRETA. É isso, Caveira. Note que a 
concordância verbal nasce do acordo existente entre o 
sujeito da oração e o seu verbo: se o sujeito estiver no 
singular, o verbo ficará no singular; se o sujeito estiver no 
plural, o verbo ficará no plural. 
 
Letra C: INCORRETA. As pessoas do singular são EU 
(1ª pessoa do singular), TU (2ª pessoa do singular) e 
ELE/ELA (3ª pessoa do singular). São as pessoas do 
discurso, ou pronomes pessoais do caso reto, as quais 
servem para substituir o sujeito nas orações. 
 
Letra D: INCORRETA. As pessoas do plural são: NÓS 
(1ª pessoa do plural), VÓS (2ª pessoa do plural) e 
ELES/ELAS (3ª pessoa do plural). São as pessoas do 
discurso, ou pronomes pessoais do caso reto, as quais 
servem para substituir o sujeito nas orações. Com esses 
pronomes conseguimos conjugar os verbos, reparou? 
 
19) Quanto à utilização do acento grave, assinale a 
alternativa CORRETA. 
 
a) A crase é a contração de duas vogais iguais e é 
representada pelo acento grave. A mais comum é a da 
preposição “a” com o artigo indefinido feminino “a”. 
b) Diante de nomes próprios femininos e depois da 
preposição “até”, o uso do acento grave é facultativo. 
c) O acento grave, indicador da crase, nunca ocorre antes 
de palavra masculina. 
d) É obrigatório o uso de acento grave em expressões 
com palavras repetidas. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos resolver mais uma questão, Caveira? Ouvi 
comentários de que aquele que não domina o assunto 
crase ainda não está pronto para ingressar na gloriosa 
Polícia. Você ouviu esse comentário por aí também? 😊 
Crase é um assunto bastante cobrado em provas de 
concursos. Você precisa entender que a crase é o 
fenômeno em que duas vogais idênticas se unem e, 
quando isto ocorre, empregamos o acento grave para 
indicar a tal fusão. Note como fica: 
A (preposição) + a (artigo) = à (com acento grave) 
A (preposição) + as (artigo) = às 
A (preposição) + a qual/as quais = à qual/às quais 
A (preposição) + aquele/aquilo/aquela = 
àquele/àquilo/àquela 
A (preposição) + a (enquanto pronome demonstrativo) 
= à 
Mas não pode haver crase de qualquer forma, ou toda 
vez que existirem os casos citados acima. Nós temos 
casos de uso obrigatório, facultativo e proibido da crase. 
Analisemos as questões: 
 
Letra A: INCORRETA. A alternativa estava até bonita,Caveira. Realmente, a contração mais comum de crase 
é o da preposição “a” com o artigo definido “a”. Eis o erro 
da questão: afirma-se que há contração com artigo 
indefinido. Não, não há contração de preposição com 
artigo indefinido, mas com artigo definido. Essa é a regra 
geral da crase. Vamos a um exemplo: Os alunos adoram 
ir à escola (essa crase nasceu da preposição exigida pelo 
verbo ir e do artigo definido que acompanha o substantivo 
escola). 
 
Letra B: CORRETA. A crase é facultativa diante 
de nomes próprios femininos, exceto nomes de santas e 
mulheres ilustres, ou seja, é necessária certa 
familiaridade com a pessoa do sexo feminino. Nesse 
caso, o uso do artigo é facultativo, por isso é também 
facultativo o acento indicativo de crase. 
Ex.: Não pude entregar o caderno a Maria. 
Ex.: Não pude entregar o caderno à Maria 
Ex.: Recorro em oração sempre a Santa Luzia. (nome de 
santa - crase proibida) 
Ex.: A professora sempre faz referência a Rachel de 
Queiroz. (mulher ilustre - crase proibida). 
 
A crase também é facultativa depois da preposição "até": 
Ex.: Pedro, muito tosco, levou-me até a cozinha. 
Ex.: Pedro, muito tosco, levou-me até à cozinha. 
 
Letra C: INCORRETA. Eis um caso de proibição de 
crase: não usamos o acento grave diante de palavras 
masculinas, mas temos uma exceção. Além de os 
pronomes demonstrativos aquele e aquilo (e variações) 
receberem o acento grave indicador de crase, usaremos 
tal acento diante de palavras masculinas quando você 
estiver diante da ideia de moda, maneira de, conforme, 
estando tais palavras ou ideias subentendidas. Veja 
exemplos: 
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14 
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé (Note que o 
acento grave foi usado diante da palavra Pelé, que 
designa um substantivo masculino, mas o seu uso está 
adstrito à palavra à moda de, que está subentendida no 
contexto). 
Ele gosta de escrever poemas à (moda de) Camões. 
Mesma situação do exemplo citado acima. 
Entenda, Caveira, que decorar apenas os casos gerais 
não é o suficiente para responder questões com esse tipo 
de cobrança. Decore os casos facultativos e também os 
casos proibidos, ok? 
 
Letra D: INCORRETA. Eis um caso de proibição geral: 
não se usa o acento grave entre palavras repetidas. 
Expressões do tipo: face a face, cara a cara, frente a 
frente, entre outras, não permitem o uso do acento grave. 
Em virtude da questão de paralelismo, se não há artigo 
antes do primeiro termo "face", também não há artigo 
antes do segundo termo "face". O substantivo "face", nas 
duas ocorrências, é empregado com sentido genérico, 
portanto não é antecedido por artigo. Assim, 
empregamos somente a preposição "a" que integra a 
locução. Verifica-se essa mesma ideia nas demais 
expressões de palavras repetidas (dia a dia, hora a hora, 
frente a frente, etc.). 
 
20) Assinale abaixo a alternativa que NÃO apresenta 
correta regência verbal, de acordo com a norma culta 
da língua portuguesa: 
 
a) A minha filha, preguiçosa que é, não aspirou o pó do 
chão. 
b) O tenente aspira ao cargo de coronel. 
c) Obedeça aos seus pais e terá vida longa na terra. 
d) Dedicar-se aos estudos implica em aprovação. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
O nome (regência nominal) ou o verbo (regência verbal) 
exige determinada preposição e essa preposição precisa 
acompanhar o nome ou o verbo sob pena de erro ou 
mudança de sentido. 
Vamos às alternativas: 
 
Letra A: CORRETA. O verbo aspirar apresenta dois 
sentidos, a depender da existência ou não de preposição. 
Quando “aspirar” não exige a preposição (verbo transitivo 
direto – vtd), será usado no sentido de sorver, inalar, 
respirar, atrair ou recolher pó por meio de sucção; quando 
o verbo aspirar exige a preposição a, o sentido muda, 
significando desejar, querer. Como o verbo aspirar, na 
frase, foi utilizado sem preposição – não aspirou o pó – 
significando recolher o pó por meio de sucção, a regência 
verbal está correta. 
 
Letra B: CORRETA. Aqui o verbo aspirar foi utilizado 
com preposição, sendo verbo transitivo indireto, 
significando desejar, querer – aspirar ao cargo - estando 
correta, pois, a sua construção. 
 
Letra C: CORRETA. O verbo obedecer é um verbo 
transitivo indireto, exigindo a preposição “a”, pois quem 
obedece, obedece a algo ou a alguém. Questão perfeita. 
 
Letra D: INCORRETA. O verbo implicar é um verbo 
transitivo direto, não exigindo preposição em seu 
complemento. Logo, a construção “implica em...”, 
“implica no...”, “implica na...”, e outras construções, tal 
qual a da alternativa, estão erradas. O correto seria 
“Dedicar-se aos estudos implica aprovação.” 
 
RACIOCÍNIO LÓGICO 
 
 
21) As proposições A, B e C são as descritas a seguir: 
• A: “Ele limpou a arma”. 
 
• B: “Ela limpou a faca”. 
 
• C: “Eles gostam de trabalhar em conjunto”. 
Nesse caso, a proposição (~A) ↔ [B ∨ C] está 
corretamente descrita como: 
 
a) “Ele não limpou a arma, se e somente se ela limpou a 
faca ou eles não gostam de trabalhar em conjunto”. 
b) Ele não limpou a arma, se e somente se ela não limpou 
a faca ou eles não gostam de trabalhar em conjunto”. 
c) “Ele não limpou a arma, se e somente se ela não 
limpou a faca ou eles gostam de trabalhar em conjunto”. 
d) “Ele não limpou a arma, se e somente se ela limpou a 
faca e eles não gostam de trabalhar em conjunto”. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR 
 
Dica: Demonstrando os símbolos e os conectivos do 
raciocínio lógico: 
 
 
Dica: Exemplo da utilização dos conectivos: 
 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Analisando a proposição: 
 • A: “Ele limpou a arma” 
 • ~A: “Ele não limpou a arma” 
 • “↔” = “se, se e somente se” 
 • B: “Ela limpou a faca” 
 • ~B: “Ela não limpou a faca” 
 • “∨” = “ou” 
 • C: “Eles gostam de trabalhar em conjunto” 
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15 
 • ~C: “Eles não gostam de trabalhar em conjunto” 
 
 • Proposição = (~A) ↔ [B ∨ C] = Ele não limpou a arma, 
se e somente se ela limpou a faca ou eles não gostam de 
trabalhar em conjunto. 
 
Os erros das demais alternativas estão demonstradas a 
seguir: 
 
b) (~A) ↔ [~B ∨ (~C)] = “Ele não limpou a arma, se e 
somente se ela não limpou a faca ou eles não gostam de 
trabalhar em conjunto. 
 
c) (~A) ↔ [~B ∨ (C)] = “Ele não limpou a arma, se e 
somente se ela não limpou a faca ou eles gostam de 
trabalhar em conjunto”. 
 
d) (A) ↔ [B ∧ (~C)] = “Ele não limpou a arma, se e 
somente se ela limpou a faca e eles não gostam de 
trabalhar em conjunto”. 
 
 • 2ª etapa: Análise final 
Portanto, a proposição (~A) ↔ [B ∨ C] está corretamente 
descrita na alternativa A. 
 
22) Qual das alternativas a seguir NÃO é uma 
proposição lógica? 
 
a) A polícia é um órgão de iniciativa privada. 
b) 20+7=26. 
c) Se 9>6, então 5=5. 
d) Mévio, você pegou plantão ontem à noite? 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR 
 
Tipos de sentença que NÃO podem ser considerados 
proposições lógicas: 
 
Logo, é necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Analisando a Sentença: 
 • A polícia é um órgão de iniciativa privada – Pode ser 
julgada como V ou F 
 • 20+7=26– Pode ser julgada como V ou F 
 • Se 9>6, então 5=5– Pode ser julgada como V ou F 
 • Mévio, você pegou plantão ontem à noite? – É uma 
frase interrogativa. 
 
Portanto, a sentença “Mévio, você pegou plantão ontem 
à noite?” não pode ser considerada como uma 
proposição lógica, pois se trata de uma frase 
interrogativa. 
 
 • 2ª etapa: Análise final: 
Portanto, a alternativa correta corresponde à letra D. 
 
23) Considere as seguintes premissas:Se Mévio é inocente, então Tício está dizendo a 
verdade. 
 
Se Clécio está dizendo a verdade, então Tício está 
mentindo. 
 
Se Clécio está mentindo, então ele tem algo a perder. 
 
Clécio não tem nada a perder. 
 
Com base nesse argumento, é correto concluir que: 
 
a) Clécio está mentindo. 
b) Clécio tem algo a perder. 
c) Mévio não é inocente. 
d) Tício está dizendo a verdade. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Análise do item: 
 
Admitiremos todos os argumentos como verdadeiros. 
Com isso: 
 
1ª premissa: Se Mévio é inocente, então Tício está 
dizendo a verdade = (V). 
2ª premissa: Se Clécio está dizendo a verdade, então 
Tício está mentindo = (V). 
3ª premissa: Se Clécio está mentindo, então ele tem 
algo a perder = (V). 
Conclusão: Clécio não tem nada a perder = (V). 
 
OBS: Analisando: “→” = “se, então”: 
Quando o conectivo é o “→” = “se, então”, será possível 
as seguintes hipóteses: 
 
 
 
Com isso, temos os seguintes valores para os 
argumentos, lembrando que devemos começar de 
baixo para cima (Ou seja, primeiro analisamos a 
conclusão, depois a 3ª premissa, depois a 2ª premissa e 
pôr fim a 1ª premissa): 
 
1ª premissa: Se Mévio é inocente (F), então Tício está 
dizendo a verdade (F) = (V). 
Os possíveis casos de “se, então” = “→” são: V→V=V, 
V→F=F, F→V=V e F→F=V. Logo para a 1ª premissa 
podemos ter somente a seguinte hipótese: F→F=V. 
 
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16 
2ª premissa: Se Clécio está dizendo a verdade (V), 
então Tício está mentindo (V) = (V). 
Os possíveis casos de “se, então” = “→” são: V→V=V, 
V→F=F, F→V=V e F→F=V. Logo para a 2ª premissa 
podemos ter somente a seguinte hipótese: V→V=V. 
 
3ª premissa: Se Clécio está mentindo (F), então ele tem 
algo a perder (F) = (V). 
Os possíveis casos de “se, então” = “→” são: V→V=V, 
V→F=F, F→V=V e F→F=V. Logo para a 3ª premissa 
podemos ter somente a seguinte hipótese: F→F=V. 
 
Conclusão: Clécio não tem nada a perder (V) = (V). 
 
 
Assim, temos que: 
 
 Mévio não é inocente. 
 Tício está mentindo. 
 Clécio está dizendo a verdade. 
 Clécio não tem algo a perder = Clécio não tem nada a 
perder. 
 
Diante do exposto, podemos concluir as respostas 
descritas acima, sendo que a única que está descrita nas 
alternativas dada pela banca corresponde a: “Mévio não 
é inocente”. 
 
 • 2ª etapa: Análise final: 
Portanto, a alternativa correta corresponde à letra C. 
 
24) Qual das afirmações abaixo é a negação lógica da 
proposição “Todas as demandas serão solucionadas 
e nós melhoraremos as atividades do setor X”: 
 
a) Algumas demandas não serão solucionadas ou nós 
não melhoraremos as atividades do setor X. 
b) Algumas demandas não serão solucionadas e nós não 
melhoraremos as atividades do setor X. 
c) Algumas demandas serão solucionadas e nós não 
melhoraremos as atividades do setor X. 
d) Algumas demandas não serão solucionadas ou nós 
melhoraremos as atividades do setor X. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Análise do item: 
 
Veja que a banca quer que o candidato análise qual é a 
negação da proposição “Todas as demandas serão 
solucionadas e nós melhoraremos as atividades do setor 
X”. 
 
Temos que: 
 • Proposição: “Todas as demandas serão 
solucionadas e nós melhoraremos as atividades do setor 
X”. 
 • A = Todas as demandas serão solucionadas. 
 • “∧” = “e”. 
 • B = nós melhoraremos as atividades do setor X. 
 
 
DICA: Negações: 
 
 
 
 
 
Logo a proposição: “Todas as demandas serão 
solucionadas e nós melhoraremos as atividades do setor 
X” corresponde a: A ∧ B. 
 
Com isso, a negação da proposição: A ∧ B, que pode ser 
expressa por: ∼ [A ∧ B] corresponde a: ∼A ∨ ∼B. 
 
Ou seja, ∼A ∨ ∼B = Algumas demandas não serão 
solucionadas ou nós não melhoraremos as atividades do 
setor X. 
 
Os erros das demais alternativas estão destacados em 
vermelho (Caso tenha alguma parte que esteja faltando, 
esta estará escrita em caixa alta), veja: 
B) Algumas demandas não serão solucionadas e nós 
não melhoraremos as atividades do setor X. 
C) Algumas demandas NÃO serão solucionadas e nós 
não melhoraremos as atividades do setor X. 
D) Algumas demandas não serão solucionadas ou nós 
NÃO melhoraremos as atividades do setor X. 
 
Portanto, a negação lógica da proposição: “Todas as 
demandas serão solucionadas e nós melhoraremos as 
atividades do setor X” corresponde a: “Algumas 
demandas não serão solucionadas ou nós não 
melhoraremos as atividades do setor X”. 
 
 • 2ª etapa: Análise final: 
Portanto, a alternativa correta corresponde à letra A. 
 
 
 
 
 
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17 
25) Uma proposição equivalente de “Se atiram na 
equipe de segurança, então desativaram os cilindros 
de oxigênio disponíveis na casa do Mévio” é: 
 
a) Se não desativaram os cilindros de oxigênio 
disponíveis na casa do Mévio, então atiram na equipe de 
segurança. 
b) Não atiram na equipe de segurança ou desativaram os 
cilindros de oxigênio disponíveis na casa do Mévio. 
c) Se não atiram na equipe de segurança, então não 
desativaram os cilindros de oxigênio disponíveis na casa 
do Mévio. 
d) Atiram na equipe de segurança se, e somente se, 
desativaram os cilindros de oxigênio disponíveis na casa 
do Mévio. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Analisando a proposição: 
 • Proposição: Se atiram na equipe de segurança, 
então desativaram os cilindros de oxigênio disponíveis na 
casa do Mévio. 
 • A = atiram na equipe de segurança. 
 • “→” = “Se, então”. 
 • B = desativaram os cilindros de oxigênio disponíveis 
na casa do Mévio. 
 • Proposição = A→B. 
 
DICA: Equivalência e negação da condicional: 
 
 
Logo, de acordo com a DICA acima, note que a 
proposição: A→B possui como equivalência as seguintes 
proposições: ~B→~A ou ~A∨B. 
 
Portanto: 
 • ~B→~A = Se não desativaram os cilindros de 
oxigênio disponíveis na casa do Mévio, então não atiram 
na equipe de segurança. 
 • ~A∨B = Não atiram na equipe de segurança ou 
desativaram os cilindros de oxigênio disponíveis na casa 
do Mévio. 
 
Os erros das demais alternativas estão destacados em 
vermelho (Caso tenha alguma parte que esteja faltando, 
esta estará escrita em caixa alta), veja: 
a) Se não desativaram os cilindros de oxigênio 
disponíveis na casa do Mévio, então NÃO atiram na 
equipe de segurança. 
c) Se não atiram na equipe de segurança, então não 
desativaram os cilindros de oxigênio disponíveis na 
casa do Mévio – A condicional está invertida. 
d) NÃO Atiram na equipe de segurança se, e somente 
se, OU desativaram os cilindros de oxigênio disponíveis 
na casa do Mévio. 
 
 • 2ª etapa: Análise final 
Diante do exposto, a alternativa correta corresponde à 
letra B. 
 
26) A bicondicional entre duas proposições lógicas 
terá valor verdadeiro se: 
 
a) ambas as proposições lógicas tiverem valores 
diferentes. 
b) o valor lógico de exatamente uma das proposições for 
falso. 
c) o valor lógico de exatamente uma das proposições for 
verdadeiro. 
d) ambas as proposições lógicas tiverem valores iguais. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
DICA: Bicondicioanal: 
 
 • Bicondicional: Analisando: “↔” = “se e somente se”: 
 
 
 
Logo, é necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Análise do item: 
 
A bicondicinonal entre duas proposições lógicas terá 
valor lógico verdadeiro, se ambas as proposições 
lógicas tiverem valores iguais (V↔ V=V ou F↔ F=V). 
Veja:• 2ª etapa: Análise final 
Diante do exposto, a alternativa correta corresponde à 
letra D. 
 
 
 
 
 
 
 
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18 
27) Uma obra é composta por 3 ambientes. O projeto 
prevê que as paredes de cada um desses ambientes 
deverão ser pintadas em uma cor diferente das 
paredes dos demais. Sabendo que estão disponíveis 
5 cores diferentes de tinta, de quantas maneiras 
diferentes o projeto poderá ser executado? 
 
a) 15. 
b) 60. 
c) 30. 
d) 45. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Dica: Tipos de permutação: 
 
 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Analisando o item: 
Veja que, para a pintura do primeiro ambiente, temos 5 
corres de tintas disponíveis: 
 
 1º Ambiente = 5 corres 
 2º Ambiente = x corres 
 3º Ambiente = x corres 
 
Como as paredes de cada ambiente têm corres 
diferentes das paredes dos demais ambientes, temos 
que para a pintura do segundo ambiente restam 4 corres 
disponíveis, uma vez que a primeira já foi utilizada no 
primeiro ambiente, logo: 
 
 1º Ambiente = 5 corres 
 2º Ambiente = 4 corres 
 3º Ambiente = x corres 
 
Já no terceiro ambiente restará 3 corres de tintas 
disponíveis: 
 
 1º Ambiente = 5 corres 
 2º Ambiente = 4 corres 
 3º Ambiente = 3 corres 
 
Dessa forma, aplicando o princípio fundamental da 
contagem, a quantidade de maneiras distintas para as 
pinturas dos ambientes será igual ao produto das 
possibilidades para cada ambiente, logo: 
 
(5) · (4) · (3) = 60𝑝𝑜𝑠𝑠𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 
 
 • 2ª etapa: Análise final 
Diante do exposto, a alternativa correta corresponde à 
letra B. 
 
28) Um policial da equipe de operações especiais 
selecionou 16 currículos de candidatos que almejam 
uma vaga na equipe. O próximo passo do processo 
de seleção consiste em dividir esses candidatos em 
dois grupos de 8 candidatos cada, para participar de 
uma dinâmica. O número de diferentes maneiras que 
essa divisão pode ser feita corresponde a: 
 
a) 16 ! (4!)2⁄ . 
b) 16 ! 42⁄ . 
c) 16 ! (8!)2⁄ . 
d) 16 ! 82⁄ . 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR 
DICA: Diferença entre arranjo e combinação: 
 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Análise do item: 
Note que temos 16 candidatos que formaram dois grupos 
de 8 candidatos cada. Como a ordem de escolha dos 
candidatos nos devidos grupos não importa, estaremos 
diante de duas combinações. 
 
OBS: Fórmula para a combinação: 
𝐶𝑛,𝑝 =
𝑛!
𝑝! (𝑛 − 𝑝)!
 
 
1ª Combinação que corresponde ao 1º grupo: Cada 
grupo contém 8 candidatos. Como temos 16 candidatos 
e devemos escolher 8 candidatos dentre eles, estaremos 
diante de uma 𝐶16,8. Logo: 
 
𝐶16,8 =
16!
8! (16− 8)!
=
16!
8! 𝑥8!
=
16!
(8!)2
 
 
2ª Combinação que corresponde ao 2º grupo: Cada 
grupo contém 8 candidatos. Como temos 8 candidatos 
(pois 8 candidatos já foram utilizados no 1º grupo) e 
devemos escolher 8 candidatos dentre eles, estaremos 
diante de uma 𝐶8,8. Logo: 
 
𝐶8,8 = 1 
 
Com isso, o número de maneiras diferentes que essa 
divisão pode ser feita é igual à multiplicação das duas 
combinações. Logo: 
 
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19 
𝐶16,8𝑥𝐶8,8 =
16!
(8!)2
𝑥1 =
16!
(8!)2
 
 
 • 2ª etapa: Análise final 
Diante do exposto, a alternativa correta corresponde à 
letra C. 
 
29) A probabilidade de um processo administrativo 
disciplinar não ser entregue no prazo pela ouvidoria 
da polícia corresponde a 10%. Dessa forma, sabendo 
que temos 4 processos administrativos disciplinares, 
é correto afirmar que a probabilidade de que 
exatamente 3 deles sejam entregues será igual a: 
 
a) 29,16%. 
b) 28,54%. 
c) 26,76%. 
d) 24,36%. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR 
 
Analisando o item por etapas: 
 
 • 1ª Etapa: Análise do item: 
 
Probabilidade de não ser entregue (a) = 0,1 
Probabilidade de ser entregue (b) = 0,9 
Lembrem-se que a probabilidade total deve ser igual a 
100%, ou seja, igual a 1. Assim: a + b = 1 
 
A questão afirma que temos 4 processos administrativos 
disciplinares, logo em seguida, ela solicita a 
probabilidade de exatamente 3 serão entregues, ou seja, 
temos a seguinte probabilidade: 
𝑃𝑟𝑜𝑏. = 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒𝑔𝑢𝑒 · 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒𝑔𝑢𝑒 · 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒𝑔𝑢𝑒 · 𝑛ã𝑜𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒𝑔𝑢𝑒 
𝑃𝑟𝑜𝑏.= 𝑎 · 𝑎 · 𝑎 · 𝑏 = 
𝑃𝑟𝑜𝑏.= (0,9) · (0,9) · (0,9) · (0,1) = 0,0729 
 
Contudo, perceba que estamos diante de uma 
permutação com repetição, dessa forma devemos dividir 
o fatorial do número total 𝑛 de elementos, pelo fatorial 
dos elementos que se repetem. Veja que temos 4 
elementos ao todo e que a probabilidade “a” se repete 3 
vezes (conforme mencionado acima). Assim, temos o 
seguinte cálculo: 
 
4!
3!
=
4 · 3!
3!
= 4 
 
Dessa forma a probabilidade corresponde a: 
𝑃𝑟𝑜𝑏𝑎𝑏𝑙𝑖𝑑𝑒 = 0,0729 · (4) = 0,2916 = 29,16% 
 
 • 2ª etapa: Análise final 
Diante do exposto, a alternativa correta corresponde à 
letra A. 
 
 
 
 
 
 
 
30) Um estatístico estima em 60% a chance de a 
seleção brasileira ganhar o próximo jogo. E para o 
jogo seguinte considera 30% a chance de ganhar e 
20% a chance de empatar. Diante disso, quanto à 
probabilidade de nesses dois jogos ocorrer, 
respectivamente, as combinações vitória e vitória, 
vitória e empate, vitória e derrota, corresponde 
respectivamente a: 
 
a) 18%, 12%, 70%. 
b) 18%, 12%, 30%. 
c) 20%, 16%, 60%. 
d) 20%, 16%, 80%. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Dica: Resumo sobre probabilidade: 
 
 
 
Analisando o item por etapas: 
 
 • 1ª etapa: Analise do item: 
Lembre-se de que o “e” retoma a interseção, ou seja, 
estamos diante de eventos independentes, onde o 
cálculo é feito por meio da multiplicação. 
Dessa forma, a probabilidade de nesses dois jogos 
ocorrer, respectivamente, as combinações vitória e 
vitória, vitória e empate, vitória e derrota corresponde a: 
 
>> 1º jogo (Vitória) x 2º jogo (Vitória): 
60% x 30% = 18% 
 
>> 1º jogo (Vitória) x 2º jogo (Empate): 
60% x 20% = 12% 
 
>> 1º jogo (Vitória) x 2º jogo (Derrota): 
60% x 50% = 30% 
 
 • 2ª etapa: Análise final 
Diante do exposto, a alternativa correta corresponde à 
letra B. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – Soldado PMPB – 2023 – PRÉ-EDITAL 
 
 
20 
GEOGRAFIA DA PARAÍBA 
 
31) Leia os textos I e II abaixo para, em seguida, 
responder à questão abaixo. 
 
Texto I 
“O Produto Interno Bruto (PIB) da Paraíba em 
2015 caiu 2,7% em termos reais em relação a 2014, 
mas ainda assim foi o terceiro estado com melhor 
resultado no Nordeste, atrás apenas de Piauí e Rio 
Grande do Norte.” 
 
Texto II 
“Renda per capita (por cabeça) do paraibano é 
inferior ao salário mínimo. IBGE divulgou rendimento 
domiciliar per capita referente a 2014. Renda média 
de R$ 682 é a 7ª mais baixa do país.” 
Fonte: Portal G1-Paraíba. 
 
Atribua valores de Verdadeiro (V) ou Falso (F), nas 
afirmações abaixo. 
 
( ) Em 2015, o desempenho do PIB paraibano se 
destacou entre os maiores do Nordeste. 
 
( ) Assim como ocorreu com o índice do PIB 2015, a 
Paraíba apresentou em 2014 um dos melhores 
índices nacionais de distribuição de riquezas, já que 
a renda per capta foi bem alta. 
 
( ) Em 2014 o rendimento domiciliar per capita 
paraibano foi o 7º mais baixo do país. Esse dado 
revela a má distribuição de renda, já que no ano 
seguinte teve um dos maiores PIB do Nordeste. 
 
Assinale a sequência correta de cima para baixo. 
 
a) F; F; V. 
b) V; V; V. 
c) V; F; V.d) F; F; F. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Item I – Verdadeiro 
Em 2015, o PIB da Paraíba teve o 3º melhor 
desempenho do Nordeste. 
 
Item II – Falso 
A renda per capta do paraibano está em as dez mais 
baixas do país. 
 
Item III – Verdadeiro 
Em que pese o PIB da Paraíba ter apresentado um 
dos melhores desempenhos do Nordeste em 2015, a 
renda per capta estava entre as dez mais baixas do 
Brasil em 2014. 
 
 
 
 
 
32) Leia os textos I e II abaixo para, em seguida, 
responder à questão abaixo. 
 
Texto I 
“O Produto Interno Bruto (PIB) da Paraíba em 
2015 caiu 2,7% em termos reais em relação a 2014, 
mas ainda assim foi o terceiro estado com melhor 
resultado no Nordeste, atrás apenas de Piauí e Rio 
Grande do Norte.” 
 
Texto II 
“Renda per capita (por cabeça) do paraibano é 
inferior ao salário mínimo. IBGE divulgou rendimento 
domiciliar per capita referente a 2014. Renda média 
de R$ 682 é a 7ª mais baixa do país.” 
 
Fonte: Portal G1-Paraíba. 
 
A partir das informações dos textos I e II, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
 
a) O PIB é o índice que mede a produção de riqueza de 
um lugar. Mesmo em período de crise nacional, a Paraíba 
conseguiu ter uma boa produção econômica em 
comparação a outros estados. 
b) A Paraíba apresentou em 2014 um dos melhores 
índices nacionais em termos de distribuição igualitária de 
renda. Não existem desigualdades sociais entre a 
população paraibana. 
c) Apesar do bom desempenho na geração de riquezas 
em 2015, a Paraíba ainda tem problemas com a 
concentração de renda, o índice da renda per capta de 
2014 demonstra isso. 
d) Ao cruzar os dados do PIB 2015 com a renda per 
capta (2014) da Paraíba, percebe-se, grosso modo, que 
existe desigualdade social no estado. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Alternativa A – Incorreta 
A afirmação contida na alternativa “A” está correta. 
PIB (Produto Interno Bruto) representa a soma de todos 
os bens e serviços finais produzidos num determinado 
território durante um determinado período de tempo. O 
PIB é comumente divulgado como um índice que 
mede a riqueza de um lugar. 
 
Alternativa B – Correta 
A afirmação contida na alternativa “B” está incorreta. 
A renda é mal distribuída na Paraíba, o estado, assim 
como a maior parte do território brasileiro, é marcado por 
desigualdades sociais. 
 
Alternativa C – Incorreta 
A afirmação contida na alternativa “C” está correta. 
Apesar de ter apresentado em diversas oportunidades 
um dos maiores PIBs do Nordeste, a renda per capta 
dos paraibanos está entre as menores do Brasil. 
 
Alternativa D - Incorreta 
A afirmação contida na alternativa “D” está correta. 
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21 
Ao cruzar os dados do PIB 2015 com a renda per 
capta (2014) da Paraíba, percebe-se, grosso modo, que 
existe desigualdade social no estado. 
 
33) A atividade agrícola paraibana tem como carro-
chefe a (o): 
 
a) Soja. 
b) Milho. 
c) Trigo. 
d) Cana-de-açúcar. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Alternativa A – Incorreta 
A soja não é o carro-chefe da atividade agrícola 
paraibana. 
 
Alternativa B – Incorreta 
O milho não é o carro-chefe da atividade agrícola 
paraibana. 
 
Alternativa C – Incorreta 
O trigo não é o carro-chefe da atividade agrícola 
paraibana. 
 
Alternativa D – Correta 
A atividade agrícola paraibana tem como carro-chefe 
a cana-de-açúcar. 
O estado é produtor ainda de abacaxi, banana, milho, 
feijão, arroz, mandioca, algodão herbáceo e tomate. 
Com relação à criação de animais, destacam-se a 
produção de carne e leite, por meio dos rebanhos caprino 
e bovino, e a produção de ovo. 
 
34) Atribua valores de Verdadeiro (V) ou Falso (F), nas 
afirmações abaixo. 
 
( ) As estimativas do IBGE para 2020 indicam que a 
população paraibana é de 4.039.277 habitantes, 
sendo o estado com a menor população da Região 
Nordeste. 
 
( ) A maior parcela da população da Paraíba vive nos 
centros urbanos. Levando em consideração o censo 
de 2010, a taxa de urbanização do estado é de 75,3%. 
 
( ) O município mais populoso é Campina Grande, 
com 411.807 habitantes. 
 
Assinale a sequência correta de cima para baixo. 
 
a) V – V - V. 
b) F – F – F. 
c) V – V – F. 
d) F – V – F. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Item I – Falso 
As estimativas do IBGE para 2020 indicam que a 
população paraibana é de 4.039.277 habitantes, sendo o 
5º estado em população da Região Nordeste. 
Sergipe é o estado menos populoso da região Nordeste. 
 
Item II – Verdadeiro 
A maior parcela da população da Paraíba vive nos 
centros urbanos. Levando em consideração o censo 
de 2010, a taxa de urbanização do estado é de 75,3%. 
 
Item III – Falso 
O município mais populoso é a capital, João Pessoa, 
que reúne 817.511 habitantes. Na sequência, está 
Campina Grande, com 411.807. 
 
35) Leia os itens a seguir: 
 
I. Uma das festas mais tradicionais do estado da 
Paraíba é São João de Campina Grande, conhecida 
como a maior do mundo. 
 
II. Em se tratando da gastronomia, um prato típico 
paraibano é o rubacão, uma espécie de churrasco de 
frutos do mar. 
 
III. Na literatura e no meio acadêmico, alguns nomes 
conhecidos nacional e internacionalmente possuem 
raízes paraibanas. Entre eles, podemos citar o 
economista Celso Furtado, Ariano Suassuna, 
Augusto dos Anjos e José Lins do Rego. 
 
Em relação à cultura da Paraíba, estão corretas as 
afirmações contidas em: 
 
a) Apenas I e II. 
b) Apenas I e III. 
c) Apenas II e III. 
d) I, II e III. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Item I – Correto 
O estado da Paraíba possui uma vasta cultura, que se 
manifesta nas mais diversas formas, como na dança, na 
literatura, na música, no artesanato e no teatro. 
Uma das festas mais tradicionais do estado é São 
João de Campina Grande, conhecida como a maior 
do mundo. 
 
Item II – Incorreto 
Em se tratando da gastronomia, alguns pratos típicos 
paraibanos são o rubacão (semelhante ao baião de 
dois), bolo de rolo, mungunzá, cuscuz de milho e de 
mandioca, charque e muitos outros. 
Rubacão não é um tipo de churrasco com frutos do 
mar. 
 
Item III – Correto 
Na literatura e no meio acadêmico, alguns nomes 
conhecidos nacional e internacionalmente possuem 
raízes paraibanas. Entre eles, podemos citar o 
economista Celso Furtado, Ariano Suassuna, 
Augusto dos Anjos e José Lins do Rego. 
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22 
HISTÓRIA DA PARAÍBA 
 
36) Leia o texto a seguir sobre algumas revoltas 
populares que ocorreram na Paraíba no século XIX. 
 
A _______ ocorreu em 1874, ficou assim conhecida 
pela modificação que provocou no sistema de pesos 
e medidas, fato este que desencadeou uma grande 
revolução na Paraíba. A _______ ocorreu em cinco 
províncias do Nordeste. Os revoltosos eram 
contrários aos decretos imperiais que obrigavam a 
população a fornecer dados pessoais, tais como: 
número de nascimentos e óbitos na família; filiação; 
estado civil; cor da pele. Na _______, os revoltosos 
eram os liberais adversativos dos conservadores 
(grandes latifundiários e comerciantes portugueses). 
A revolta se iniciou em Recife, os liberais exigiam: a 
divisão dos latifúndios; a liberdade de imprensa; o 
fim da oligarquia política. 
 
Assinale a alternativa que preencha correta e 
respectivamente as lacunas do texto. 
 
a) Revolta do Quebra-Quilos; Revolta do Ronco da 
Abelha; Revolução Praieira. 
b) Revolta do Ronco da Abelha; Guerra dos Mascates; 
Revolução Praieira. 
c) Guerra dos Mascates; Revolta do Ronco da Abelha; 
Revolução de Princesa. 
d) Revolução de Princesa; Revolta do Quebra-Quilos; 
Intentona Comunista de 1935. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR:A Revolta do Quebra-Quilos ocorreu em 1874, ficou 
assim conhecida pela modificação que provocou no 
sistema de pesos e medidas, fato este que desencadeou 
uma grande revolução na Paraíba. A Revolta do Ronco 
da Abelha ocorreu em cinco províncias do Nordeste. Os 
revoltosos eram contrários aos decretos imperiais que 
obrigavam a população a fornecer dados pessoais, tais 
como: número de nascimentos e óbitos na família; 
filiação; estado civil; cor da pele. Na Revolução Praieira, 
os revoltosos eram os liberais adversativos dos 
conservadores (grandes latifundiários e comerciantes 
portugueses). A revolta se iniciou em Recife, os liberais 
exigiam: a divisão dos latifúndios; a liberdade de 
imprensa; o fim da oligarquia política. 
 
37) “A década de 1950 marca um período de transição 
tanto na sociedade brasileira quanto na nordestina e 
na paraibana. […]. É nesse contexto de mudanças 
que nasce e se consolida o movimento das Ligas 
Camponesas”. 
Fonte: TARGINO; MOREIRA; MENEZES, 2011. 
 
Sobre este movimento social do campo, assinale a 
alternativa incorreta: 
 
a) As Ligas Camponesas se originaram no Engenho da 
Galileia (Pernambuco) e em 1958 foi fundada a Liga 
Camponesa de Sapé, primeira da Paraíba. 
b) As Ligas Camponesas na Paraíba tiveram amplo apoio 
da Igreja Católica, do Sistema Judiciário, da Secretaria 
de Segurança Pública e dos latifundiários locais. 
c) A ousadia dos camponeses paraibanos despertou a ira 
dos latifundiários da época, em 1962 o líder da Liga de 
Sapé, João Pedro Teixeira, foi assassinado. 
d) As Ligas Camponesas tiveram como finalidades: 
acabar com o analfabetismo rural através de criação de 
escolas; prestar assistência técnica agrícola; assistência 
jurídica para casos de exploração do trabalhador rural, 
entre outras. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Alternativa A – Incorreta 
A afirmação contida na alternativa “A” está correta. 
As Ligas Camponesas foram organizações de 
camponeses formadas pelo Partido Comunista Brasileiro 
(PCB) a partir de 1945. Foi um dos movimentos mais 
importantes em prol da reforma agrária e da melhoria das 
condições de vida no campo no Brasil. Elas foram 
abafadas depois do fim do governo de Getúlio Vargas e 
só voltaram a agir em 1954, inicialmente no estado de 
Pernambuco, e posteriormente na Paraíba, no Rio de 
Janeiro e em Goiás. 
As Ligas Camponesas se originaram no Engenho da 
Galileia (Pernambuco) e em 1958 foi fundada a Liga 
Camponesa de Sapé, primeira da Paraíba 
 
Alternativa B – Correta 
A afirmação contida na alternativa “B” está incorreta. 
Os latifundiários locais e as forças de segurança 
pública repudiavam as ligas camponesas. 
 
Alternativa C – Incorreta 
A afirmação contida na alternativa “C” está correta. 
João Pedro Teixeira foi um ativista das ligas 
camponesas de Sapé, considerado um símbolo de 
resistência à criminalização dos protestos populares no 
campo antes do golpe civil-militar de 1964. 
João Pedro Teixeira foi assassinado a tiros de fuzil 
por dois policiais em 02 abril de 1962, na estrada entre 
Café do Vento e Sapé (PB), enquanto voltava para casa, 
regressando de João Pessoa, enquanto levava cadernos 
e livros para seus filhos. O crime foi encomendado por 
um grupo de latifundiários liderados por Agnaldo Veloso 
Borges. 
 
Alternativa D – Incorreta 
A afirmação contida na alternativa “D” está correta. 
As Ligas Camponesas foram um movimento de luta pela 
reforma agrária no Brasil iniciado na década de 1950. As 
Ligas Camponesas também tiveram como 
finalidades: acabar com o analfabetismo rural através 
de criação de escolas; prestar assistência técnica 
agrícola; assistência jurídica para casos de 
exploração do trabalhador rural, entre outras. 
 
 
 
 
 
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23 
38) No dia 28 de fevereiro de 1930, uma cidade 
paraibana declarava independência provisória e 
passaria a ter hino, bandeira e leis próprias. O 
episódio ficou conhecido como: 
 
a) Revolução de 1930. 
b) Tenentismo. 
c) Revolta de Princesa. 
d) Nego. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Alternativa A – Incorreta 
Revolução de 1930 foi o movimento armado, liderado 
pelos estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande 
do Sul, que culminou com o golpe de Estado, também 
conhecido como Golpe de 1930, que depôs o presidente 
da República Washington Luís em 24 de outubro de 
1930, impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes 
e pôs fim à República Velha. 
 
Alternativa B – Incorreta 
O tenentismo foi um movimento político-militar, 
baseado em uma série de rebeliões de jovens oficiais 
de baixa e média patente do Exército Brasileiro, de 
camadas médias urbanas, que estavam insatisfeitos com 
o governo da República Oligárquica no início da década 
de 1920 no Brasil. 
 
Alternativa C – Correta 
No dia 28 de fevereiro de 1930, uma cidade paraibana 
declarava independência provisória e passaria a ter hino, 
bandeira e leis próprias. O município era Princesa 
Isabel e o embate ficou conhecido como a Revolta de 
Princesa. 
Tudo começou através de discórdias políticas e 
econômicas, envolvendo poderosos coronéis do interior 
do estado e o governador eleito da Paraíba em 1927, 
João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. 
 
Alternativa D – Incorreta 
Nego é uma palavra escrita na bandeira do estado da 
Paraíba. A palavra "Nego" nesse símbolo paraibano é 
uma derivação do verbo negar, mais precisamente a 
conjugação no presente do indicativo da primeira pessoa 
do singular. À época de sua criação, 1930, e de sua 
oficialização, 1965, a letra "e" do verbo possuía acento 
agudo, portanto facilitava seu entendimento. Mas por que 
tal palavra surge na bandeira? É, também, homenagem 
a João Pessoa, que não aceitou o sucessor indicado pelo 
presidente do Brasil à época, Washington Luís. Era a 
época da política do Café com Leite, que revezava o 
presidente entre os Estados de Minas Gerais e São 
Paulo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
39) A Revolução de 1930 foi um movimento de revolta 
armada ocorrido no Brasil. Um Golpe de Estado tirou 
o presidente Washington Luís do poder. Além do 
estado da Paraíba, o movimento era liderado pelos 
seguintes estados: 
 
a) São Paulo e Minas Gerais. 
b) Bahia e Pernambuco. 
c) Rio Grande do Sul e Minas Gerais. 
d) São Paulo e Rio de Janeiro. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Alternativa A – Incorreta 
São Paulo NÃO foi um dos estados que liderou a 
Revolução de 1930. 
 
Alternativa B – Incorreta 
Bahia e Pernambuco NÃO foram estados que 
lideraram a Revolução de 1930. 
 
Alternativa C – Correta 
A Revolução de 1930 foi um movimento de revolta 
armada ocorrido no Brasil. Um Golpe de Estado tirou o 
presidente Washington Luís do poder. 
O movimento era liderado pelos estados do Rio 
Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba. Foi 
desencadeado, principalmente, devido à insatisfação 
com o resultado das eleições presidenciais. 
A derrubada do governante em 24 de outubro de 1930 
impediu a posse do presidente eleito, Júlio Prestes. O 
episódio marcou o fim da República Velha (1889-1930). 
Com o apoio de chefes militares, Getúlio Vargas chegou 
à presidência da República. 
 
Alternativa D – Incorreta 
São Paulo e Rio de Janeiro NÃO foram estados que 
lideraram a Revolução de 1930. 
 
40) Leia os itens a seguir: 
 
I. Em 1932, ocorreu a Revolução Paulista de 1932. 
Dirigentes do movimento, apoiados pelas Unidades 
das Tropas Federais sediadas naquele Estado, pelas 
Polícias Civil e Militar, Organizações civis armadas, e 
grande respaldo popular, se declararam rebeldes 
exigindo a renúncia de Getúlio e a entrega imediata 
do Governo a uma Junta Governativa. 
 
II. Para enfrentar as Forças Revolucionárias 
Paulistas, o Governo da União convocou todas as 
Tropas Federais sediadas nos Estados e as Forças 
Públicas Estaduais. 
 
III. Convocada para esse fim, a Polícia Militar da 
Paraíba serecusou a juntar-se com as Tropas leais 
ao Governo Federal. A Polícia Militar da Paraíba se 
juntou aos revolucionários paulistas e exigiu a 
renúncia de Getúlio Vargas. 
 
Em relação à Revolução Constitucionalista de 1932 e 
à participação da PM da Paraíba, estão corretas as 
afirmações contidas em: 
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24 
 
a) Apenas I e II. 
b) Apenas I e III. 
c) Apenas II e III. 
d) I, II e III. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Item I – Correto 
Em 1932, ocorreu a Revolução Paulista de 1932. 
Dirigentes do movimento, apoiados pelas Unidades das 
Tropas Federais sediadas naquele Estado, pelas Polícias 
Civil e Militar, Organizações civis armadas, e grande 
respaldo popular, se declararam rebeldes exigindo a 
renúncia de Getúlio e a entrega imediata do Governo a 
uma Junta Governativa. 
 
Item II – Correto 
Para enfrentar as Forças Revolucionárias Paulistas, 
o Governo da União convocou todas as Tropas 
Federais sediadas nos Estados e as Forças Públicas 
Estaduais. 
 
Item III – Incorreto 
Convocada par esse fim, a Polícia Militar da Paraíba se 
fez presente, participando com um efetivo de mais de 
1.600 homens, distribuídos em quatro Batalhões, que 
seguiram deste Estado para o Rio de Janeiro, de 
onde, junto às Tropas leais ao Governo Federal, 
partiram para as frentes de combates, 
desempenhando papéis de alta relevância na vitória 
dos legalistas. 
 
NOÇÕES BÁSICAS DE INFORMÁTICA 
 
41) Caso seja preciso pesquisar especificamente, no 
Google, arquivos com a extensão PDF, e com o termo 
"superior", deverá ser utilizado na ferramenta de 
busca o seguinte operador: 
 
a) Superior card:pdf. 
b) Filetype:pdf superior. 
c) Superior sortfile:pdf. 
d) Filesort:pdf superior. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Fala, Combatentes! Para pesquisar arquivos com a 
extensão PDF e com o termo "superior", o usuário deverá 
utilizar Filetype:pdf superior. 
 
O comando filetype no Google é usado para restringir os 
resultados de uma pesquisa para arquivos de um 
determinado tipo. Por exemplo, se você quer encontrar 
apenas arquivos PDF sobre "Polícia Militar", você pode 
usar o seguinte comando: 
 
Polícia Militar filetype:pdf 
 
Isso fará com que o Google mostre apenas os resultados 
que são arquivos PDF e ignorará outros tipos de 
arquivos, como documentos do Word ou páginas da Web. 
 
42) Quanto ao conceito da Intranet, é correto afirmar: 
 
a) A intranet é uma rede corporativa privada de acesso 
restrito e não utiliza as mesmas tecnologias da internet. 
b) A intranet é uma rede corporativa pública de acesso 
restrito e que utiliza as mesmas tecnologias da internet. 
c) A intranet é uma rede corporativa pública de acesso 
amplo e que não pode ser utilizada sem a internet. 
d) A intranet é uma rede corporativa privada de acesso 
restrito e que utiliza as mesmas tecnologias da internet. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Combatentes, a INTRANET tem a função de separar 
informações específicas da internet ou do público geral. 
Trata-se de uma rede CORPORATIVA PRIVADA de 
acesso restrito e que utiliza as mesmas tecnologias da 
internet. 
 
Ou seja, ela é como uma rede de computadores 
corporativa – privada, restrita e exclusiva a um público 
específico – que se utiliza de tecnologias, padrões e 
serviços comuns à internet com o intuito de compartilhar 
informações e recursos computacionais, além de 
melhorar a comunicação interna entre membros de uma 
organização. 
 
ESQUEMATIZANDO: 
 
INTRANET: 
 
> privada (corporativa) pertence a uma organização (Ex: 
Empresa, Órgão, Instituição, Banco); 
> informações confidenciais; 
> utiliza a mesmas tecnologias da Internet; 
> pode ser utilizada sem estar conectada à internet. 
 
43) Relacione as duas colunas quanto às teclas de 
atalho do navegador Chrome, no ambiente Windows, 
e suas respectivas funcionalidades: 
 
(1) F5 (A) Ativar ou desativar o modo de tela 
cheia. 
(2) F11 (B) Atualizar a página atual. 
(3) Home (C) Ir para a parte superior da página. 
 
a) 1A - 2B - 3C. 
b) 1B - 2C - 3A. 
c) 1B - 2A - 3C. 
d) 1C - 2A - 3B. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a sequência correta é: 
 
(1) F5 (B) Atualizar a página atual. 
 
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25 
A tecla F5, no Google Chrome, tem a função de atualizar 
a página atual. Isso significa que, ao pressionar a tecla 
F5, o navegador irá recarregar a página atual, 
buscando qualquer atualização ou mudança que possa 
ter ocorrido desde a última vez que você carregou a 
página. 
 
(2) F11 (A) Ativar ou desativar o modo de tela cheia. 
 
Caveiras, a tecla F11, no Google Chrome, é usada para 
alternar entre o modo de tela inteira e o modo de tela 
normal. Quando você pressiona a tecla F11, o navegador 
maximiza o conteúdo da página e oculta a barra de 
endereços, a barra de ferramentas e a barra de menus. 
Isso pode ser útil se você quiser ver o conteúdo da página 
sem distrações, ou se precisar de mais espaço na tela 
para trabalhar. 
 
(3) Home (C) Ir para a parte superior da página. 
 
Isso mesmo, Caveiras, o Home é uma função do Google 
Chrome que permite a você acessar rapidamente suas 
páginas da Web favoritas, bem como os seus sites mais 
visitados e as suas últimas pesquisas, ao abrir um novo 
guia ou ao iniciar o navegador. 
 
44) Um e-mail possui basicamente duas partes: o 
cabeçalho e o corpo da mensagem. No cabeçalho 
apresenta, no mínimo, os seguintes campos: 
 
(1) De: (endereço do remetente). 
(2) Para: (endereço do destinatário). 
(3) Assunto: (campo não obrigatório). 
 
Da relação apresentada: 
 
a) Existem somente o 1 e 2. 
b) Existem somente o 1 e 3. 
c) Existem somente o 2 e 3. 
d) Existem todos. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Combatentes, da relação apresentada acima, todos os 
campos existem no cabeçalho de e-mail. 
 
O campo Para se refere ao destinatário da mensagem, 
isto é, pode ser uma pessoa ou uma lista de correios 
eletrônicos que receberão uma mensagem de e-mail. 
 
Já o campo De se refere ao remetente da mensagem, 
isto é, a entidade que está enviando um correio eletrônico 
para uma ou mais entidades. 
 
Por fim, o campo Assunto se refere ao assunto da 
mensagem que será enviada, no entanto, é um campo 
OPCIONAL. 
 
 
 
 
 
45) Nas últimas versões do editor de texto Word, do 
Pacote Microsoft Office (em português), pode-se 
trabalhar com tabelas. A Guia que permite manusear 
tabelas é a: 
 
a) Inserir. 
b) Referências. 
c) Exibição. 
d) Início. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a guia Inserir, no Microsoft Word, permite que 
você adicione elementos diferentes a um documento, 
como imagens, TABELAS, gráficos, símbolos e outros. 
 
A ferramenta Tabelas é uma ótima maneira para 
organizar informações em seu documento. É possível 
inserir inclusive tabelas dentro de outras tabelas – 
também chamada de tabela aninhada. 
 
No Word, essa ferramenta se encontra na Guia Inserir > 
Grupo Tabelas > Opção Tabelas, representada pelo 
botão abaixo: 
 
 
 
46) O principal editor de texto do Pacote Microsoft 
Office é o MS-WORD. Assinale a alternativa que 
apresenta a tecla de atalho que permitirá recortar o 
conteúdo selecionado para a área de transferência 
para posteriormente colar em outro local: 
 
a) Ctrl + Alt + Y. 
b) Ctrl + Alt + X. 
c) Ctrl + X. 
d) Ctrl + Y. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, o atalho CTRL + X é usado para RECORTAR 
O TEXTO selecionado e colocá-lo na área de 
transferência. Isso é útil quando você quer mover o texto 
de um lugar para outro dentro do documento ou para 
outro aplicativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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26 
47) Para dar continuidade ao trabalho em um 
documento de 50 páginas do Word da Microsoft, 
necessita-se inserir, na página 22, mantendo a 
formatação, uma nova página. Para tanto, assinale a 
alternativa correta a respeito do que se deve escolher 
no menu. 
 
a) ‘Layout da Página’ e escolher a opção ‘Inserir Página’. 
b) ‘Inserir’ e escolher a opção ‘Quebra de Página’. 
c) ‘Exibição’ e escolher a opção ‘Inserir Página’. 
d) ‘Formatação’ e escolher a opção ‘Quebra de Página’. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Combatentes, a Quebra de Página tem o objetivo de 
criar uma NOVA PÁGINA, mas mantendo a mesma 
formatação da anterior, pois continuarão em uma 
mesma seção, ou seja, uma nova página será criada 
possuindo as mesmas formatações, fonte, margens, 
parágrafos da página anterior. 
 
Isso significa que as margens serão as mesmas, o tipo 
de letra automático é o mesmo, etc. 
 
No Word, ela se encontra na Guia Inserir > Grupo 
Páginas > Opção Quebra de Páginas, representada 
pelo botão abaixo: 
 
 
 
Além disso, você também poderá ativar essa ferramenta 
por meio das teclas de atalho CTRL + ENTER. 
 
48) Com base na planilha do Excel abaixo assinale a 
alternativa que apresenta o resultado da fórmula: 
=MENOR(A1:C2;3). 
 
a) 3 (três). 
b) 2 (dois). 
c) 1 (um). 
d) 4 (quatro). 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a função Menor irá retornar o k-ésimo menor 
valor de um conjunto de dados, isto é, o terceiro menor, 
o segundo menor, etc. Como a questão colocou o 3 no 
argumento, isto é, =MENOR(A1:C2;3), o Excel irá 
retornar o TERCEIRO MENOR valor do conjunto 
apresentado, veja: 
1º MENOR: 1 
2º MENOR: 2 
3º MENOR: 2 
4º MENOR: 3 
1º MENOR: 4 
 
49) Com base na planilha do Excel abaixo, assinale a 
alternativa que apresenta o resultado da fórmula: 
=(A1)*MÍNIMO(B1:C2): 
 
 
 
a) 10 (dez). 
b) 9 (nove). 
c) 12 (doze). 
d) 20 (vinte). 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, ao utilizar a função =(A1)*MÍNIMO(B1:C2), o 
Excel irá MUILTIPLICAR o valor da célula A1 com o 
menor número do conjunto de B1 até C2. Nesse caso, 
teremos: 
 
5 * 4 = 20. 
 
A função Mínimo do Excel retorna o menor valor de um 
conjunto de números. No conjunto (B1:C2), o valor 4 é o 
menor valor. 
 
Portanto, será multiplicado o valor 5 (A1) com o valor 4. 
 
50) No MS-PowerPoint, a ferramenta que permite ao 
usuário armazenar todas as informações sobre o 
tema e os layouts de slide de uma apresentação, 
inclusive o plano de fundo, a cor, as fontes, os 
efeitos, os tamanhos de espaços reservados e o 
posicionamento é: 
 
a) Aparência Mestre. 
b) Folheto Mestre. 
c) Slide Mestre. 
d) Anotações Mestras. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Combatentes, o Slide Mestre é um slide especial em 
uma apresentação do PowerPoint que serve como um 
modelo para todos os outros slides da apresentação. 
Você pode usar o slide mestre para definir o layout, o 
estilo e o formato dos elementos que deseja que sejam 
consistentes em toda a apresentação. 
 
Você irá encontrar essa ferramenta na Guia Exibir > 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
51) De acordo o entendimento legal e jurisprudencial 
acerca dos direitos e garantias fundamentais em 
espécie, assinale a alternativa correta. 
 
a) A Constituição Federal não traz de forma expressa a 
proteção de dados como direito fundamental, sendo o 
tema tratado em lei infraconstitucional tendo em vista o 
direito à privacidade. 
b) É prescindível o consentimento de pessoa biografada 
relativamente a obras biográficas literárias ou 
audiovisuais, bem como de pessoas retratadas como 
coadjuvantes ou de familiares, em caso de pessoas 
falecidas. 
c) O STF reconhece o direito ao esquecimento 
considerando que é uma consequência da dignidade da 
pessoa humana, do direito à vida privada, intimidade e 
honra, assegurados pela CF/88. 
d) Segundo entendimento do STF, quando houver abuso 
da liberdade de expressão, a reparação poderá se dar, 
como regra, tanto pela supressão liminar de texto 
jornalístico quanto pelo direito de resposta, retificação ou 
indenização. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
O direito a proteção de dados foi incluído em 2022 no 
texto constitucional pela Emenda nº 115. Vejamos: 
 
“Art. 5º, LXXIX, CF. É assegurado, nos termos da lei, o 
direito à proteção dos dados pessoais, inclusive nos 
meios digitais.” 
 
Alternativa B – correta. 
Segundo decisão do STF na ADI 4815/DF (Info 789) é 
inexigível (não precisa, prescindível) o consentimento de 
pessoa biografada relativamente a obras biográficas 
literárias ou audiovisuais, sendo por igual desnecessária 
a autorização de pessoas retratadas como coadjuvantes 
ou de familiares, em caso de pessoas falecidas ou 
ausentes. 
 
Caso o biografado ou qualquer outra pessoa retratada na 
biografia entenda que seus direitos foram violados pela 
publicação, terá direito à reparação, que poderá ser feita 
não apenas por meio de indenização pecuniária, como 
também por outras formas, tais como a publicação de 
ressalva, de nova edição com correção, de direito de 
resposta, etc. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Conforme já decidiu o STF no RE 1010606/RJ (Info 
1005): é incompatível com a Constituição a ideia de um 
direito ao esquecimento, assim entendido como o poder 
de obstar, em razão da passagem do tempo, a divulgação 
de fatos ou dados verídicos e licitamente obtidos e 
publicados em meios de comunicação social analógicos 
ou digitais. 
 
Eventuais excessos ou abusos no exercício da liberdade 
de expressão e de informação devem ser analisados 
caso a caso, a partir dos parâmetros constitucionais – 
especialmente os relativos à proteção da honra, da 
imagem, da privacidade e da personalidade em geral – e 
as expressas e específicas previsões legais nos âmbitos 
penal e cível. 
 
Alternativa D – incorreta. 
O STF, no julgamento da Rcl 28747/PR (Info 905), 
reafirmou a posição já consolidada de que a liberdade de 
expressão desfruta de uma posição preferencial no 
Estado democrático brasileiro, por ser uma pré-condição 
para o exercício esclarecido dos demais direitos e 
liberdades. Assim, eventual uso abusivo da liberdade de 
expressão deve ser reparado, preferencialmente, por 
meio de retificação, direito de resposta ou indenização. A 
determinação de retirada de matéria jornalística afronta a 
liberdade de expressão e de informação, além de 
constituir censura prévia. Essas liberdades ostentam 
preferência em relação ao direito à intimidade, ainda que 
a matéria tenha sido redigida em tom crítico. 
 
52) Com base nos direitos e garantias 
constitucionais, assinale a alternativa que está de 
acordo com a Constituição Federal. 
 
a) A liberdade de associação para fins lícitos é ampla, 
independe de autorização dos Poderes Públicos, que 
também não podem interferir em seu funcionamento. No 
entanto, é vedada a associação de caráter paramilitar. 
b) É possível a reunião de pessoas em locais abertos ao 
público desde que sem armas, previamente autorizados 
pelas autoridades competentes e que não frustrem outra 
reunião anteriormente convocada para o mesmo local. 
c) As associações somente poderão ser 
compulsoriamente dissolvidas por sentença. 
d) Tendo em vista a liberdade plena do exercício de 
qualquer trabalho, ofício e profissão assegurado pela 
Constituição Federal, não pode lei infraconstitucional 
limitar o alcance de tal direito. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
A alternativa tem comobase o disposto em dois incisos 
do art. 5º, da CF. Vejamos: 
 
“XVII - É plena a liberdade de associação para fins lícitos, 
vedada a de caráter paramilitar;” 
 
“XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de 
cooperativas independem de autorização, sendo vedada 
a interferência estatal em seu funcionamento;” 
 
Alternativa B – incorreta. 
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Não há exigência de autorização prévia para exercício do 
direito de reunião, apenas o aviso prévio à autoridade 
competente. Vejamos: 
 
“Art. 5º, XVI, CF. Todos podem reunir-se pacificamente, 
sem armas, em locais abertos ao público, 
independentemente de autorização, desde que não 
frustrem outra reunião anteriormente convocada para o 
mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à 
autoridade competente.” 
 
Alternativa C – incorreta. 
As associações somente poderão ser compulsoriamente 
dissolvidas por decisão judicial transitada em julgado. 
Atente-se, ainda, para a suspensão de suas atividades, 
que necessita também de decisão judicial, mas não 
precisa do trânsito em julgado (art. 5º, XIX, CF). 
 
Alternativa D – incorreta. 
A liberdade de atividade profissional, conforme disposto 
na Constituição Federal, trata-se de norma de eficácia 
contida. Assim, na inexistência de lei que exija 
qualificações para o exercício de determinada profissão, 
qualquer pessoa poderá exercê-la. Entretanto, existente 
a lei, a profissão só poderá ser exercida por quem 
atender às qualificações legais. Vejamos a disposição 
constitucional a respeito: 
 
“Art. 5º, XIII, CF. É livre o exercício de qualquer trabalho, 
ofício ou profissão, atendidas as qualificações 
profissionais que a lei estabelecer;” 
 
53) Determinada Comissão Parlamentar de Inquérito, 
após apurar esquemas de corrupção, decidiu 
compartilhar dados bancários, decorrentes da 
quebra de sigilo realizado. Receoso quanto à 
divulgação, determinado Parlamentar ajuizou ação 
para impedir a veiculação, sendo certo que o seu 
pedido foi negado pelo Judiciário, sob o argumento 
de que os dados bancários não estão inseridos na 
proteção à privacidade (art. 5°, X, CF). Sobre o caso 
assinale a resposta correta. 
 
a) Acertada a decisão judicial, pois o direito à privacidade 
contempla apenas o sigilo telefônico, não protegendo 
dados bancários ou fiscais. 
b) Em que pese os dados bancários estarem inseridos no 
conceito de direito à privacidade, não há possibilidade 
jurídica do pedido realizado judicialmente, pois todos os 
dados apurados em investigações podem ser 
amplamente divulgados. 
c) Trata-se de decisão judicial equivocada, pois o direito 
à privacidade, conforme artigo 5°, X da CF, abrange a 
totalidade da vida privada, honra e imagem da pessoa, 
incluindo os dados bancários. Além disso, não é possível 
a divulgação pública dos dados obtidos pela quebra do 
sigilo. 
d) Trata-se de flagrante ilegalidade, pois Comissão 
Parlamentar de Inquérito não pode determinar a quebra 
de sigilo bancário durante suas investigações. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Nos termos do artigo 5°, X da CF, o direito à privacidade 
contempla a intimidade, vida privada, honra e imagem 
das pessoas. Sendo assim, é pacífico que um dos 
âmbitos de proteção são dos dados bancários e fiscais. 
 
Alternativa B – incorreta. 
É pacífico que há proteção de reserva aos dados obtidos 
durante investigações, sejam elas de qualquer ordem: 
CPI, Judicial, Policial ou do próprio Ministério Público. 
 
Alternativa C – correta. 
Os dados bancários estão resguardados pelo direito à 
privacidade. Entende o STF que os conteúdos das 
investigações não podem ser amplamente divulgados, 
devendo ser mantidos sob reserva. 
 
Alternativa D – incorreta. 
A Comissão Parlamentar de Inquérito tem poder para 
determinar medidas instrutórias próprias de autoridade 
judicial, dentre elas, a quebra de sigilo bancário, fiscal, 
telefônico e de dados. 
 
54) Assinale a alternativa correta em que apresenta o 
remédio constitucional gratuito, garantidor da 
liberdade de ir e vir. 
 
a) Mandado de segurança. 
b) Habeas Data. 
c) Mandado de injunção. 
d) Habeas Corpus. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Esse remédio constitucional visa a proteger direito líquido 
e certo que não seja amparado por Habeas Corpus ou 
Habeas Data, mas não é gratuito. 
 
Alternativa B – incorreta. 
O habeas data visa a proteger o direito à informação 
pessoal. 
 
Vejamos: 
 
“Art. 5º (...) LXXII - conceder-se-á habeas data: 
a) para assegurar o conhecimento de informações 
relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros 
ou bancos de dados de entidades governamentais ou de 
caráter público; 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira 
fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;” 
 
Alternativa C – incorreta. 
Esse remédio constitucional busca sanar as omissões 
legislativas. 
 
Vejamos: 
 
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“Art. 5º (...) LXXI - conceder-se-á mandado de injunção 
sempre que a falta de norma regulamentadora torne 
inviável o exercício dos direitos e liberdades 
constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania;” 
 
Alternativa D – correta. 
Trata-se a ação constitucional sumária que visa a garantir 
a liberdade de locomoção do indivíduo contra quaisquer 
atos ilegais ou abusivos. 
 
Vejamos: 
 
“Art. 5º (...) LXVIII – conceder-se-á habeas corpus 
sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de 
sofrer violência ou coação em sua liberdade de 
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.” 
 
O habeas corpus é remédio constitucional que visa a 
proteger a liberdade, é gratuito e pode ser interposto sem 
o auxílio de um advogado. Ele ainda é classificado em 
preventivo e repressivo. 
 
O HC preventivo é utilizado nos casos em que ainda não 
houve privação de liberdade, mas ela está sob ameaça 
concreta e iminente por conta de algum ato anterior. 
 
Já o HC repressivo busca reprimir uma prisão ilegal, ou 
seja, é utilizado quando o ato contra a liberdade de um 
indivíduo já se concretizou. 
 
55) No que diz respeito à organização da segurança 
pública prevista na CF/88, assinale a alternativa 
correta. 
 
a) A polícia federal destina-se a apurar infrações penais 
contra a ordem política e social ou em detrimento de 
bens, serviços e interesses da União ou de suas 
entidades autárquicas e empresas públicas. 
b) É atribuição da polícia federal apurar infrações cuja 
prática tenha repercussão intermunicipal, interestadual 
ou internacional e exija repressão uniforme. 
c) A polícia federal é órgão permanente e organizado, 
cuja competência legislativa é exclusiva da União. 
d) Compete à polícia federal exercer, de forma 
concorrente, as funções de polícia judiciária da União. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
A polícia federal, fundada na hierarquia e na disciplina, é 
integrante da estrutura básica do Ministério da Justiça e 
será instituída por lei como órgão permanente, 
organizado e mantido pela União. É estruturada em 
carreira e, dentre as suas atribuições, está apurar 
infrações penais contra a ordem política e social ou em 
detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de 
suas entidades autárquicas e empresas públicas (art. 
144, §1º, I, CF). 
 
Alternativa B – incorreta. 
Cabe à polícia federal apurar infrações cuja prática tenha 
repercussão interestadual ou internacional e exija 
repressão uniforme, nos termos do art.144, §1º, I, da 
CF/88. A pegadinha está em mencionar “repercussão 
intermunicipal”, quenão tem previsão no dispositivo 
legal. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Conforme previsão constitucional, a polícia federal é 
instituída por lei como órgão permanente, organizado, 
mantido pela União e estruturado em carreira (art. 144, 
§1º, CF). A competência para legislar sobre esse tema é 
privativa da União (art. 22, XXII, CF). 
 
Alternativa D – incorreta. 
Compete à polícia federal exercer, com exclusividade, as 
funções de polícia judiciária da União. 
 
DIREITO PENAL 
 
56) Com base no entendimento do STF, assinale a 
alternativa correta quanto ao princípio da 
insignificância. 
 
a) A reincidência, por demonstrar maior periculosidade 
social do acusado, é motivo suficiente para afastar a 
aplicação do princípio da insignificância. 
b) Não é possível a aplicação do princípio da 
insignificância aos crimes ambientais. 
c) Incide o princípio da insignificância aos crimes 
tributários federais e de descaminho quando o débito 
tributário verificado não ultrapassar o limite de R$ 
20.000,00. 
d) O princípio da insignificância pode ser aplicado ao 
crime de moeda falsa quando a quantidade e o valor 
sejam ínfimos. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Conforme Informativo 973 do STF, a reincidência não 
impede, por si só, que o juiz da causa reconheça a 
insignificância penal da conduta, devendo ser analisados 
os elementos do caso concreto. Um dos requisitos 
segundo o STF para a aplicação do princípio da 
insignificância é a ausência de periculosidade social da 
ação e não do acusado. 
 
Alternativa B – incorreta. 
Nos termos do Informativo 816 STF, é possível, de 
acordo com o caso concreto, aplicar o princípio da 
insignificância para crimes ambientais. Apesar de a 
conduta do denunciado amoldar-se à tipicidade formal, o 
STF entendeu que não havia a tipicidade material em 
razão da insignificância da lesão produzida no bem 
jurídico tutelado. O caso tratava de uma pessoa 
encontrada em uma unidade de conservação onde a 
pesca é proibida, com vara de pescar, linha e anzol, 
conduzindo uma pequena embarcação na qual não havia 
peixes. 
 
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30 
Alternativa C – correta. 
Conforme Informativo 898 do STF aplica-se o princípio da 
insignificância ao crime de descaminho quando o 
montante do tributo não recolhido for inferior ao limite de 
R$ 20.000,00 (valor estipulado pelo art. 20, Lei 
10.522/2002, atualizado pelas portarias 75 e 130/2012, 
Ministério da Fazenda). 
 
Tal valor é o mínimo para que os débitos inscritos como 
Dívida Ativa da União sejam executados, ou seja, se a 
Administração Pública entende que, em razão do valor, 
não vale a pena a cobrança de tal quantia, não se deve 
também considerar penalmente relevante tal conduta 
com base no mesmo valor do tributo, afastando a 
tipicidade material do delito. 
 
Alternativa D – incorreta. 
Segundo o disposto no Informativo 622 do STF, o valor 
nominal derivado da falsificação de moeda não é critério 
de análise de relevância da conduta porque o objeto de 
proteção da norma é supra-individual, englobando a 
credibilidade do sistema monetário e a expressão da 
própria soberania nacional. Portanto, não pode ser 
aplicado o princípio da insignificância ao crime de moeda 
falsa independentemente da quantidade ou valor 
falsificados. 
 
57) Com fulcro na legislação penal em vigor, assinale 
a opção correta. 
 
a) Assim como a emoção e a paixão, a embriaguez 
culposa é insuscetível de excluir a imputabilidade penal. 
b) Aquele que, em virtude de embriaguez completa 
advinda de força maior, era, ao tempo da omissão, 
completamente incapaz de entender a ilicitude do fato, 
terá a pena reduzida da metade. 
c) A tipicidade é o juízo de reprovabilidade acerca da 
conduta do agente. 
d) Quanto aos doentes mentais, o Código Penal adotada 
o critério biológico. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
O art. 28, I e II, do CP, é categórico ao afirmar que não 
excluem a imputabilidade penal a emoção ou a paixão e 
a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou 
substância de efeitos análogos. 
 
Alternativa B – incorreta. 
Não haverá redução, mas isenção de pena para aquele 
que, por embriaguez completa, proveniente de caso 
fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da 
omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter 
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento, vide art. 27, § 1°, do CP. 
 
Alternativa C – incorreta. 
O juízo de reprovabilidade da conduta do agente, 
considerando-se suas circunstâncias pessoais, é uma 
definição da culpabilidade, enquanto a tipicidade é a 
perfeita adequação do fato à previsão da norma. 
 
Alternativa D – incorreta. 
Primeiramente vale ressaltar a diferença entre critérios 
ou sistemas de imputabilidade: 1) Biológico: aferido 
apenas pela existência, ou não, de uma condição 
fisiológica (doença mental, idade, etc.). 2) Psicológico: 
leva em consideração, apenas, a capacidade de 
entendimento ou autodeterminação, 
independentemente, de o agente ser portador de 
limitação biológica (doença, idade, etc.). 3) 
Biopsicológico: exige uma condição fisiológica (doença 
mental, idade, etc.) e que, por tal razão, o agente não 
tenha a capacidade de entendimento ou de 
autodeterminação, ou seja, os dois requisitos são 
necessários. Por fim, diante das diferenças sinalizadas 
acima, é correto afirma que o Código Penal adotou o 
sistema biopsicológico como critério para identificação da 
inimputabilidade no que tange às pessoas doentes 
mentais. 
 
58) A infração penal pode ser cometida por um único 
agente ou por concurso de agentes. No último caso, 
podemos ter a figura dos coautores e dos partícipes. 
Sobre o tema assinale a alternativa incorreta. 
 
a) Para teoria objetivo-formal, se três agentes praticam 
um roubo, sendo que um aponta a arma, outro recolhe os 
bens e o outro é o motorista do carro de fuga e fica lá 
aguardando, os dois primeiros agentes serão 
considerados autores e o último partícipe. 
b) Na autoria colateral não há concurso de pessoas pela 
ausência de liame subjetivo. 
c) Se algum dos concorrentes quis participar de crime 
menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste. A pena 
será aumentada até metade, na hipótese de ter sido 
previsível o resultado mais grave. 
d) Em regra, segundo jurisprudência do STF, se duas 
pessoas decidem participar de um roubo armado e um 
dos agentes causa a morte de alguém, o latrocínio 
consumado deve ser imputado somente àquele que 
efetuou o disparo, sendo imputado ao coautor o crime de 
roubo circunstanciado pelo concurso de agentes. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
Na teoria objetivo-formal: autor é quem realiza a ação 
nuclear típica, na alternativa o primeiro e o segundo 
agente praticaram respectivamente os verbos do tipo: 
grave ameaça e subtrair. O partícipe, por sua vez, é 
aquele que concorre de qualquer forma para o crime 
(auxilia na fuga). 
 
Alternativa B – correta. 
Na autoria colateral, os agentes querem praticar um 
crime e agem ao mesmo tempo sem que um saiba da 
intenção do outro. Não há nesse caso o liame subjetivo; 
portanto, não há concurso de pessoas. 
 
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31 
Alternativa C – correta. 
A alternativa traz o disposto no Código Penal quanto à 
cooperação dolosamente distinta, onde o agente quis 
participar de delito diverso daquele buscado ou realizado 
pelos outros agentes. Vejamos: 
 
“Art. 29, §2º, CP. Se algum dos concorrentes quis 
participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a 
pena deste; esta pena será aumentada até metade,na 
hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave.” 
 
Alternativa D – incorreta. 
Em regra, se duas pessoas decidem participar de um 
roubo armado e um dos agentes causa a morte de 
alguém, o latrocínio consumado deve ser imputado a 
todos os envolvidos no evento criminoso. Isso porque o 
Código Penal adota a teoria monista ou unitária: 
 
“Art. 29, CP. Quem, de qualquer modo, concorre para o 
crime incide nas penas a este cominadas, na medida de 
sua culpabilidade.” 
 
Em outras palavras, em regra, o coautor que participa de 
roubo armado responde pelo latrocínio ainda que o 
disparo tenha sido efetuado só pelo comparsa. Essa é a 
posição do STF (HC 109151/RJ-Informativo 670). No 
entanto, excepcionalmente, o Tribunal tem reconhecido, 
em alguns poucos casos, a participação dolosa distinta, 
quando demonstrado que o agente não queria participar 
de latrocínio. 
 
59) O servidor público Altamiro deixou de praticar, 
indevidamente, ato de ofício para satisfazer interesse 
pessoal. Assim, Altamiro responderá pelo crime 
praticado por funcionário público contra a 
Administração denominado: 
 
a) Advocacia administrativa. 
b) Condescendência criminosa. 
c) Prevaricação. 
d) Tráfico de influência. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Vejamos a previsão do crime de advocacia 
administrativa: art. 321: Patrocinar, direta ou 
indiretamente, interesse privado perante a administração 
pública, valendo-se da qualidade de funcionário. 
 
Alternativa B – incorreta. 
Há o crime de condescendência criminosa, na forma do 
art. 320, no caso de o servidor deixar, por indulgência, de 
responsabilizar subordinado que cometeu infração no 
exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não 
levar o fato ao conhecimento da autoridade competente. 
 
Alternativa C – correta. 
Essa é a previsão exata do art. 319: Retardar ou deixar 
de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo 
contra disposição expressa de lei, para satisfazer 
interesse ou sentimento pessoal: Pena - detenção, de 
três meses a um ano, e multa. 
 
Alternativa D – incorreta. 
Vejamos o que diz a lei penal sobre o tráfico de Influência: 
 
“Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para 
outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto 
de influir em ato praticado por funcionário público no 
exercício da função: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 
(cinco) anos, e multa. 
 
Parágrafo único - A pena é aumentada da metade, se o 
agente alega ou insinua que a vantagem é também 
destinada ao funcionário.” 
 
60) Com o objetivo de furtar cordão de ouro que 
estava na vitrine de uma loja, Pedro entra no 
estabelecimento e, visando a distrair o vendedor, 
pede um copo de água. Este, com boa vontade em 
ajudar, vai para o fundo da loja buscar a água, 
momento no qual Pedro apropria-se do cordão 
exposto na vitrine. A partir do caso e diante das 
normas penais, marque a alternativa correta. 
 
a) Pedro praticou furto simples. 
b) Pedro praticou roubo simples. 
c) Pedro praticou apropriação indébita. 
d) Pedro praticou furto mediante fraude. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Perceba que Pedro reduziu a vigilância do vendedor para 
furtar o cordão. Assim, estamos diante do cometimento 
de um furto mediante fraude. 
 
Alternativa B – incorreta. 
Não se esqueça de que, para a caracterização do crime 
de roubo, a conduta deve envolver violência ou grave 
ameaça, o que não aconteceu no caso. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Conforme o art. 168, CP, a apropriação indébita se dá 
quando o agente toma para si coisa a qual tinha posse 
ou detenção. Note que, antes da sua conduta, Pedro não 
tinha, ainda, posse do bem. 
 
Alternativa D – correta. 
Pedro se valeu de um meio para reduzir a vigilância do 
vendedor. Não se esqueça de que, no caso de furto, 
entende-se que a fraude é um ardil que “quebra” uma 
relação de confiança instantânea. Assim, estamos diante 
do art. 155, § 4º, II, CP. 
 
 
 
 
 
 
 
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DIREITO PROCESSUAL PENAL 
 
61) Sobre a notitia criminis e a delatio criminis no 
inquérito policial, assinale a alternativa incorreta. 
 
a) A notitia criminis é a comunicação à autoridade da 
ocorrência de um fato criminoso ou infração penal. 
b) A doutrina classifica a notitia criminis de cognição 
coercitiva aquela em que o conhecimento do crime se dá 
no momento da apresentação do suspeito à autoridade 
policial. 
c) Notitia criminis indireta é verificada quando o próprio 
delegado investiga, por qualquer meio, e descobre um 
fato-crime, devendo apurá-lo. 
d) A chamada delatio criminis é a comunicação de um 
crime à autoridade policial, entretanto este recurso se 
diferencia pelo agente que transmite a mensagem, ou 
seja, a comunicação da infração penal chega por meio de 
qualquer pessoa do povo. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
O art. 5° do CPP descreve que a notitia criminis é a 
comunicação de um fato criminoso à autoridade policial, 
para que assim seja iniciado o inquérito policial. 
 
Alternativa B – correta. 
É exatamente esse o conceito da notitia criminis de 
cognição coercitiva, onde o agente (acusado) se 
apresenta à autoridade policial. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Ocorre por meio de provocação judicial, que se dá por 
requisição por parte do juiz, requisição do Ministério 
Público ou representação do ofendido. 
 
Alternativa D – correta. 
A diferença entre os dois institutos é que, na delatio 
criminis, a comunicação se dá por meio de um terceiro do 
povo. 
 
62) No tocante ao inquérito policial, assinale a 
alternativa correta. 
 
a) Quando não há reconhecimento, pela própria 
autoridade policial, a respeito de sua suspeição, este ato, 
isoladamente, é suficiente para causar a nulidade do 
posterior processo judicial. 
b) A autoridade policial, quando da investigação de 
determinados crimes, pode solicitar dados e informações 
cadastrais da vítima ou de suspeitos, de qualquer órgão 
do poder público, de modo que a solicitação será 
atendida no prazo de 12 horas. 
c) Na contagem dos prazos de conclusão do inquérito 
policial, inclui-se o dia de início e se exclui o último dia. 
d) A investigação pelo crime de sequestro e cárcere, 
dentre outros, permite que o delegado de polícia 
requisite, de quaisquer órgãos do poder público ou de 
empresas da iniciativa privada, dados e informações 
cadastrais da vítima ou de suspeitos. 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Disse o STJ (5ª Turma. REsp 1.942.942/RO, em 
10/08/2021. Info 704) que a ausência de afirmação da 
autoridade policial de sua própria suspeição não eiva de 
nulidade o processo judicial por si só, sendo necessária 
a demonstração do prejuízo alegado pelo réu. 
 
Alternativa B – incorreta. 
A requisição feita nos termos do art. 13-A, do CPP, será 
atendida no prazo de 24 horas, conforme o parágrafo 
único do mesmo artigo. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Em regra, entende-se que os prazos para a conclusão do 
inquérito policial têm natureza processual. Assim, na 
contagem, deve-se excluir o dia do início e incluir o último 
dia, além de prorrogar o prazo para o dia útil seguinte, 
caso inicie ou termine em dia não útil (art. 798, § 1º, CPP). 
 
Alternativa D – correta. 
Nos exatos termos do Código de Processo Penal, 
vejamos: 
 
“Art. 13-A. Nos crimes previstos nos arts. 148 (sequestro 
e cárcere privado), 149 e 149-A, no §3º do art. 158 e no 
art. 159 do Código Penal, e no art. 239 da Lei 8.069 
(Estatuto da Criança e do Adolescente), o membro do 
Ministério Público ou o delegado de polícia poderá 
requisitar, de quaisquer órgãos do poder público ou de 
empresas da iniciativa privada, dados e informações 
cadastrais da vítimaou de suspeitos. 
 
Parágrafo único. A requisição, que será atendida no 
prazo de 24 (vinte e quatro) horas, conterá I - o nome da 
autoridade requisitante; II - o número do inquérito policial; 
III - a identificação da unidade de polícia judiciária 
responsável pela investigação.” 
 
63) São princípios da ação penal pública 
condicionada à representação, previstos nos Código 
de Processo Penal e Constituição Federal: 
 
a) Da obrigatoriedade, da indisponibilidade e da 
proporcionalidade. 
b) Da oficialidade, da proporcionalidade e da 
pessoalidade. 
c) Da obrigatoriedade, da indisponibilidade e da 
oficialidade. 
d) Da obrigatoriedade, da oficialidade e da 
proporcionalidade. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
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33 
O erro da alternativa está em mencionar o princípio da 
proporcionalidade, que é um princípio penal relacionado 
à proporção entre o delito praticado e a sanção 
cominada, é um dos princípios bases da ação penal 
pública condicionada à representação. 
 
Os princípios da obrigatoriedade, previsto no art. 24, do 
CPP, e da indisponibilidade, previsto no art. 42, do CPP, 
estão corretos, conforme será explicado posteriormente. 
 
Alternativa B – incorreta. 
O erro se encontra na menção do princípio da 
proporcionalidade, bem como da pessoalidade, o qual 
também é um princípio penal que determina que 
nenhuma pena passará da pessoa do condenado, como 
princípios da ação penal pública condicionada à 
representação. 
 
O princípio da oficialidade, previsto no inciso I, do art. 
129, da CF, está correto. 
 
Alternativa C – correta. 
Dentre os princípios referentes à ação penal pública 
condicionada à representação estão: 
 
1) Princípio da obrigatoriedade, previsto no art. 24, do 
CPP. 
 
Vejamos: Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será 
promovida por denúncia do Ministério Público, mas 
dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do 
Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou 
de quem tiver qualidade para representá-lo. 
 
2) Princípio da indisponibilidade, previsto no art. 42, do 
CPP. 
 
Observe: Art. 42. O Ministério Público não poderá desistir 
da ação penal. 
 
3) Princípio da oficialidade, previsto no inciso I, do art., 
129, da CF. 
 
Vejamos: Art. 129. São funções institucionais do 
Ministério Público: 
 
I. promover, privativamente, a ação penal pública, na 
forma da lei; 
 
Alternativa D – incorreta. 
O princípio da proporcionalidade não é um dos princípios 
da ação penal pública condicionada à representação. 
 
64) Caberá ação penal privada subsidiária da pública, 
conforme delineado no art. 29, do Código de 
Processo Penal: 
 
a) Se o Ministério Público não propuser a ação pública no 
prazo legal. 
b) Se o Ministério Público requerer a absolvição do réu. 
c) Caso o Ministério Público aja de forma negligente. 
d) Se o Ministério Público não solicitar a produção de 
provas. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
Nos exatos termos do art. 29, do CPP, caberá a ação 
penal privada subsidiária da pública quando esta não for 
proposta no prazo legal. Vejamos: 
 
“Art. 29. Será admitida ação privada nos crimes de ação 
pública, se esta não for intentada no prazo legal, 
cabendo ao Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la 
e oferecer denúncia substitutiva, intervir em todos os 
termos do processo, fornecer elementos de prova, 
interpor recurso e, a todo tempo, no caso de negligência 
do querelante, retomar a ação como parte principal.” 
 
Alternativa B – incorreta. 
O art. 29, do CPP, dispõe: 
 
“Art. 29. Será admitida ação privada nos crimes de ação 
pública, se esta não for intentada no prazo legal, cabendo 
ao Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e 
oferecer denúncia substitutiva, intervir em todos os 
termos do processo, fornecer elementos de prova, 
interpor recurso e, a todo tempo, no caso de negligência 
do querelante, retomar a ação como parte principal.” 
 
Logo, percebe-se que o motivo elencado na alternativa 
não é a motivação que possibilita a propositura de ação 
privada subsidiária da pública, qual seja, a sua não 
propositura no prazo legal. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Não é a suposta negligência do Ministério Público que 
possibilita ação privada subsidiária da pública. 
 
Alternativa D – incorreta. 
Mais uma vez, não é a situação elencada na alternativa 
que possibilita ação privada subsidiária da pública. 
 
65) A fiança será julgada como quebrada, conforme 
consta no Código de Processo Penal, quando o 
acusado: 
 
a) For procurado por oficial de justiça, entretanto, não 
encontrado, para ato do processo e por isso deixar de 
comparecer. 
b) Descumprir medida cautelar imposta cumulativamente 
com a fiança. 
c) Supostamente praticar ato de obstrução ao normal 
andamento do processo. 
d) Resistir justificadamente à ordem judicial. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Segundo o inciso I, do art. 341, do CPP, será julgada 
quebrada a fiança quando o acusado, intimado 
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34 
regularmente para ato do processo, não comparecer, 
sem motivo justo. 
 
Alternativa B – correta. 
A alternativa expressa o texto legal do inciso III, do art. 
341, do CPP. Vejamos: 
 
“Art. 341. Julgar-se-á quebrada a fiança quando o 
acusado: (...) 
III. descumprir medida cautelar imposta cumulativamente 
com a fiança;” 
 
Alternativa C – incorreta. 
Será julgada quebrada a fiança quando deliberadamente 
realizar ato de obstrução ao andamento do processo, 
conforme inciso II, do art. 341, do CPP. 
 
Alternativa D – incorreta. 
Conforme o inciso IV, do art. 341, do CPP, será quebrada 
a fiança caso o acusado resista injustificadamente à 
ordem judicial. 
 
DIREITO PENAL MILITAR 
 
66) A respeito da Lei de Organização e Divisão 
Judiciária do Estado da Paraíba (Lei Complementar 
n.º 096/10), assinale a alternativa incorreta. 
 
a) Os Conselhos Permanentes serão compostos pelo 
mesmo número de oficiais previstos para os Conselhos 
Especiais, devendo ser integrados por, no mínimo, dois 
oficiais superiores. 
b) No caso de pena privativa da liberdade por até dois 
anos, o regime será regulamentado nas decisões que 
proferirem o juiz monocrático e os conselhos da Justiça 
Militar, sendo o condenado recolhido à prisão militar. 
c) Ultrapassado o limite da pena de dois anos e havendo 
o condenado perdido a condição de militar, será ele 
transferido para prisão da jurisdição comum, deslocando-
se a competência quanto à execução da pena para o 
respectivo juízo, ao qual serão remetidos os autos do 
processo. 
d) As audiências e sessões de julgamento da Justiça 
Militar são realizadas na sede da comarca, salvo os 
casos especiais por justa causa ou força maior, 
fundamentados pelo juiz de direito titular da Vara Militar. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Na realidade, com fundamento na Lei de Organização e 
Divisão Judiciária do Estado da Paraíba, deve ser 
integrado por, no mínimo, um oficial superior, e não dois 
oficiais, como afirmado na alternativa, senão vejamos: 
 
“Art. 195. Os Conselhos Permanentes serão compostos 
pelo mesmo número de oficiais previsto para os 
Conselhos Especiais, devendo ser integrados por, no 
mínimo, um oficial superior.” 
 
Alternativa B – correta. 
Nos exatos termos da Lei de Organização e Divisão 
Judiciária do Estado da Paraíba, que aduz: 
 
“Art. 198. O regime carcerário aplicável ao condenado 
pelo juiz de direito titular de Vara Militar é o seguinte: 
 
I – no caso de pena privativada liberdade por até dois 
anos, o regime será regulamentado nas decisões que 
proferirem o juiz monocrático e os conselhos da 
Justiça Militar, sendo o condenado recolhido à prisão 
militar; 
 
II – ultrapassado o limite da pena de dois anos e havendo 
o condenado perdido a condição de militar, será ele 
transferido para prisão da jurisdição comum, deslocando-
se a competência quanto à execução da pena para o 
respectivo juízo, ao qual serão remetidos os autos do 
processo.” 
 
Alternativa C – correta. 
Conforme a literalidade da Lei de Organização e Divisão 
Judiciária do Estado da Paraíba, que assevera: 
 
“Art. 198. O regime carcerário aplicável ao condenado 
pelo juiz de direito titular de Vara Militar é o seguinte: 
I – no caso de pena privativa da liberdade por até dois 
anos, o regime será regulamentado nas decisões que 
proferirem o juiz monocrático e os conselhos da Justiça 
Militar, sendo o condenado recolhido à prisão militar; 
II – ultrapassado o limite da pena de dois anos e 
havendo o condenado perdido a condição de militar, 
será ele transferido para prisão da jurisdição comum, 
deslocando-se a competência quanto à execução da 
pena para o respectivo juízo, ao qual serão remetidos 
os autos do processo.” 
 
Alternativa D – correta. 
Nos exatos termos da Lei de Organização e Divisão 
Judiciária do Estado da Paraíba, que disciplina: 
 
“Art. 192. As audiências e sessões de julgamento da 
Justiça Militar são realizadas na sede da comarca, salvo 
os casos especiais por justa causa ou força maior, 
fundamentados pelo juiz de direito titular da Vara Militar.” 
 
67) No tocante à Justiça Militar Estadual disposta na 
Constituição Federal, assinale a alternativa incorreta. 
 
a) A lei estadual poderá criar, mediante proposta do 
Tribunal de Justiça, a Justiça Militar Estadual, 
constituída, em primeiro grau, pelos juízes de direito e 
pelos Conselhos de Justiça e, em segundo grau, pelo 
próprio Tribunal de Justiça, ou por Tribunal de Justiça 
Militar nos Estados em que o efetivo militar seja superior 
a vinte mil integrantes. 
b) Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar 
os militares dos Estados, nos crimes militares definidos 
em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares 
militares, ressalvada a competência do júri quando vítima 
for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a 
perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação 
das praças. 
c) Compete aos juízes de direito do juízo militar processar 
e julgar, singularmente, os crimes militares cometidos 
contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares 
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militares, cabendo ao Conselho de Justiça, sob a 
presidência de juiz de direito, processar e julgar os 
demais crimes militares. 
d) Nas unidades federativas que não dispõem de Tribunal 
de Justiça Militar, o segundo grau de jurisdição é exercido 
pelos próprios Tribunais de Justiça, com possibilidade de 
recurso ao Superior Tribunal Militar. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
Nos exatos termos da Constituição Federal de 1988, que 
dispõe acerca da Justiça Militar Estadual, vejamos: 
 
“Art. 125 (...) 
§ 3º A lei estadual poderá criar, mediante proposta do 
Tribunal de Justiça, a Justiça Militar Estadual, 
constituída, em primeiro grau, pelos juízes de direito 
e pelos Conselhos de Justiça e, em segundo grau, 
pelo próprio Tribunal de Justiça, ou por Tribunal de 
Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar 
seja superior a vinte mil integrantes.” 
 
Alternativa B – correta. 
Nos exatos termos da Constituição Federal de 1988, que 
dispõe acerca da Justiça Militar Estadual, vejamos: 
 
“Art. 125 (...) 
§ 4º Compete à Justiça Militar estadual processar e 
julgar os militares dos Estados, nos crimes militares 
definidos em lei e as ações judiciais contra atos 
disciplinares militares, ressalvada a competência do 
júri quando vítima for civil, cabendo ao tribunal 
competente decidir sobre a perda do posto e da 
patente dos oficiais e da graduação das praças.” 
 
Alternativa C – correta. 
Nos exatos termos da Constituição Federal de 1988, que 
dispõe acerca da Justiça Militar Estadual, vejamos: 
 
“Art. 125 (...) 
§ 5º Compete aos juízes de direito do juízo militar 
processar e julgar, singularmente, os crimes 
militares cometidos contra civis e as ações judiciais 
contra atos disciplinares militares, cabendo ao 
Conselho de Justiça, sob a presidência de juiz de 
direito, processar e julgar os demais crimes 
militares.” 
 
Alternativa D – incorreta. 
Nas unidades federativas que não dispõem de Tribunal 
de Justiça Militar, o segundo grau de jurisdição é exercido 
pelos próprios Tribunais de Justiça, com possibilidade de 
recurso ao Superior Tribunal de Justiça, e não Superior 
Tribunal Militar. Imperioso ressaltar que, atualmente, só 
existe Tribunal de Justiça Militar em três unidades 
federativas: São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do 
Sul. 
 
 
 
68) Consoante ao disposto no Código Penal Militar, 
notadamente acerca de crimes propriamente e 
impropriamente militares, assinale a alternativa que 
apresenta crimes previstos exclusivamente no 
Código Penal Militar. 
 
a) Resistência, Insubmissão e Abandono de posto. 
b) Amotinamento, Insubmissão e Abandono de posto. 
c) Promoção ou facilitação da fuga de preso, Insubmissão 
e Amotinamento. 
d) Revelação de notícia, Informação ou documento; 
Insubmissão e Deserção. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, de acordo os crimes elencados nas 
alternativas, podemos extrair do Código Penal Militar três 
condutas previstas única e exclusivamente, vejamos: 
 
“Revelação de notícia, informação ou documento. 
 
Art. 144. Revelar notícia, informação ou documento, cujo 
sigilo seja de interesse da segurança externa do Brasil: 
Pena – reclusão, de três a oito anos.” 
 
“Insubmissão 
 
Art. 183. Deixar de apresentar-se o convocado à 
incorporação, dentro do prazo que lhe foi marcado, ou, 
apresentando-se, ausentar-se antes do ato oficial de 
incorporação: 
Pena – impedimento, de três meses a um ano.” 
 
“Deserção 
 
Art. 187. Ausentar-se o militar, sem licença, da unidade 
em que serve, ou do lugar em que deve permanecer, por 
mais de oitos dias: 
Pena – detenção, de seis meses a dois anos; se oficial, a 
pena é agravada.” 
 
Diante o acima exposto, a Alternativa D é a correta. 
 
69) Concernente ao Estatuto dos Policiais Militares 
da Paraíba (Lei n.º 3.909/77), assinale a alternativa 
incorreta. 
 
a) A precedência entre policiais militares da ativa do 
mesmo grau hierárquico é assegurada pela antiguidade 
no posto ou na graduação, salvo nos casos de 
precedência funcional estabelecida em lei ou 
regulamento. 
b) A hierarquia policial-militar é a ordenação dá 
autoridade em níveis diferentes, dentro da estrutura da 
Polícia Militar. A ordenação se faz por postos ou 
graduações. Dentro de um mesmo posto ou de uma 
mesma graduação se faz pela antiguidade no posto ou 
na graduação. 
c) A Polícia Militar manterá um registro de alguns dados 
referentes a seu pessoal da ativa somente, dentro das 
respectivas escalas numéricas, segundo as instruções 
baixadas pelo Comandante-Geral da Corporação. 
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36 
d) Os Alunos-Oficiais PM são declarados Aspirantes-a-
Oficial PM pelo Comandante-Geral da Corporação. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
Nos exatos termos do previsto no Estatuto dos Policiais 
Militares da Paraíba (Lei n.º 3.909/77), que assim dispõe: 
 
“Art. 15 - A precedência entre policiais militares da 
ativa do mesmo grau hierárquico é asseguradapela 
antiguidade no posto ou na graduação, salvo nos 
casos de precedência funcional estabelecida em lei 
ou regulamento.” 
 
Alternativa B – correta. 
Conforme a literalidade do Estatuto dos Policiais Militares 
da Paraíba (Lei n.º 3.909/77), que assevera: 
 
“Art. 12 - A hierarquia e a disciplina são a base 
institucional da Polícia Militar. A autoridade e a 
responsabilidade crescem com o grau hierárquica. 
 
Parágrafo 1º - A hierarquia policial-militar é a 
ordenação dá autoridade em níveis diferentes, dentro 
da estrutura da Polícia Militar. A ordenação se faz por 
postos ou graduações. Dentro de um mesmo posto 
ou de uma mesma graduação se faz pela antiguidade 
no posto ou na graduação. O respeito à hierarquia é 
consubstanciado no espírito de acatamento à seqüência 
de autoridade.” 
 
Alternativa C – incorreta. 
Na verdade, o registro será de todos os dados, e tanto do 
pessoal da ativa, como da reserva remunerada, vejamos: 
 
“Art. 17 - A Policia Militar manterá um registro de todos 
os dados referentes a seu pessoal da ativa e da reserva 
remunerada, dentro das respectivas escalas numéricas, 
segundo as instruções baixadas pelo Comandante-Geral 
da Corporação.” 
 
Alternativa D – correta. 
Nos moldes do previsto no Estatuto dos Policiais Militares 
da Paraíba (Lei n.º 3.909/77), que assim disciplina: 
 
“Art. 18. Os Alunos-Oficiais PM são declarados 
Aspirantes-a-Oficial PM pelo Comandante-Geral da 
Corporação.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
70) A respeito do Estatuto dos Policiais Militares da 
Paraíba (Lei n.º 3.909/77), assinale a alternativa 
incorreta. 
 
a) Círculos hierárquicos são âmbitos de convivência 
entre os policiais militares da mesma categoria e têm a 
finalidade de desenvolver a espírito de camaradagem em 
ambiente de estima confiança, sem prejuízo de respeito 
mútuo. 
b) A hierarquia é a rigorosa observância e o acatamento 
integral das Leis, regulamentos, normas e disposições 
que fundamentam o organismo policial militar e 
coordenam seu funcionamento regular e harmônico, 
traduzindo-o pelo perfeito cumprimento do dever por 
parte de todos e de cada um dos componentes desse 
organismo. 
c) As obrigações inerentes ao policial militar devem ser 
compatíveis com o correspondente grau hierárquico e 
definidos em legislação ou regulamentação específicas. 
d) Os policiais militares na reserva remunerada, quando 
convocados, ficam proibidos de tratar, nas organizações 
policiais militares e nas repartições públicas civis, dos 
interesses de organizações ou empresas privadas de 
qualquer natureza. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
Nos exatos termos do previsto no Estatuto dos Policiais 
Militares da Paraíba (Lei n.º 3.909/77), que assim dispõe: 
 
“Art. 13 – Círculos hierárquicos são âmbitos de 
convivência entre os policiais militares da mesma 
categoria e têm a finalidade de desenvolver a espírito 
de camaradagem em ambiente de estima confiança, 
sem prejuízo de respeito mútuo.” 
 
Alternativa B – incorreta. 
Na verdade, a alternativa nos apresentou o conceito de 
disciplina, senão vejamos: 
 
“Art. 12 - A hierarquia e a disciplina são a base 
institucional da Polícia Militar. A autoridade e a 
responsabilidade crescem com o grau hierárquica. (...) 
 
Parágrafo 2º - Disciplina é a rigorosa observância e o 
acatamento integral das Leis, regulamentos, normas e 
disposições que fundamentam o organismo policial 
militar e coordenam seu funcionamento regular e 
harmônico, traduzindo-o pelo perfeito cumprimento do 
dever por parte de todos e de cada um dos componentes 
desse organismo.” 
 
Alternativa C – correta. 
Nos exatos termos do previsto no Estatuto dos Policiais 
Militares da Paraíba (Lei n.º 3.909/77), que assevera: 
 
“Art. 19 - Cargo policial militar é aquele que só pode ser 
e exercido por policial militar serviço ativo. 
 
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37 
Parágrafo 1º - O cargo policial-militar a que se refere este 
artigo é o que se encontra especificado nos Quadros da 
Organização ou previsto, caracterizado ou definido como 
tal em outras disposições legais. 
 
Parágrafo 2º - A cada cargo policial militar corresponde 
um conjunto de atribuições, deveres e responsabilidades 
que se constituem em obrigações do respectivo titular. 
 
Parágrafo Único - As obrigações inerentes ao policial 
militar devem ser compatíveis com o correspondente 
grau hierárquico e definidos em legislação ou 
regulamentação específicas.” 
 
Alternativa D – correta. 
Conforme a literalidade do Estatuto dos Policiais Militares 
da Paraíba (Lei n.º 3.909/77), que assevera: 
 
“Art. 28 - Ao policial-militar da ativa, ressalvado o disposto 
nos parágrafos 2º e 3º, é vedado comerciar ou tomar 
parte na administração ou gerência de sociedade ou dela 
ser sócio ou participar, exceto como acionista ou quotista, 
em sociedade anônima ou por quotas de 
responsabilidade limitada. 
 
Parágrafo 1º - Os policiais militares na reserva 
remunerada, quando convocados, ficam proibidos de 
tratar, nas organizações policiais militares e nas 
repartições públicas civis, dos interesses de 
organizações ou empresas privadas de qualquer 
natureza.” 
 
LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE 
 
71) No que diz respeito aos crimes em espécie da Lei 
de Abuso de Autoridade (Lei n.º 13.869/19), assinale 
a alternativa correta. 
 
a) A autoridade policial que deixa de comunicar prisão em 
flagrante no prazo legal a autoridade judiciária incorre nos 
crimes previstos na Lei de Abuso de Autoridade. 
b) A testemunha que deixa de comparecer em juízo, 
mesmo que não tenha sido intimada da forma correta, 
deve ser conduzida de forma coercitiva pela autoridade 
policial. 
c) O agente que constrange o preso a produzir prova 
contra terceiro é punível com reclusão. 
d) Submeter a vítima de crime a procedimentos 
desnecessários, repetitivos ou invasivos, que a leve a 
reviver, sem estrita necessidade a situação vivida não 
configura crime previsto na Lei de Abuso de Autoridade. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
Essa alternativa está correta e em conformidade com o 
art. 12 da Lei. 13.869/19 (Lei de Abuso de Autoridade). 
Vejamos: 
 
“Art. 12. Deixar injustificadamente de comunicar prisão 
em flagrante à autoridade judiciária no prazo legal: 
 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e 
multa.” 
 
Alternativa B – incorreta. 
A condução coercitiva de testemunha sem prévia 
intimação de comparecimento é incabível, segundo o 
art. 10 da Lei. 13.869/19 (Lei de Abuso de Autoridade). 
Vejamos: 
 
“Art. 10. Decretar a condução coercitiva de testemunha 
ou investigado manifestamente descabida ou sem prévia 
intimação de comparecimento ao juízo: 
 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.” 
 
Alternativa C – incorreta. 
A pena nesse crime é de detenção de um ano a quatro 
anos e multa, sem prejuízo da pena cominada à violência. 
Vejamos: 
 
“Art. 13. Constranger o preso ou o detento, mediante 
violência, grave ameaça ou redução de sua capacidade 
de resistência, a: 
 
I - exibir-se ou ter seu corpo ou parte dele exibido à 
curiosidade pública; 
II - submeter-se a situação vexatória ou a 
constrangimento não autorizado em lei; 
III - produzir prova contra si mesmo ou contra terceiro: 
 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, 
sem prejuízo da pena cominada à violência. 
 
Alternativa D – incorreta. 
Segundo o art. 15-A, é a submissão da vítima de infração 
penal ou testemunha de crimes violentos que é sujeito 
passivo do crime de violência institucional, previsto na Lei 
de Abuso de Autoridade. Vejamos: 
 
“Violência Institucional (Incluído pela Lei nº 14.321, 
de 2022) 
 
Art. 15-A. Submeter a vítima de infração penal ou a 
testemunha de crimes violentos a procedimentos 
desnecessários, repetitivos ou invasivos,que a leve 
a reviver, sem estrita necessidade: (Incluído pela Lei 
nº 14.321, de 2022) 
 
I - a situação de violência; ou 
II - outras situações potencialmente geradoras de 
sofrimento ou estigmatização: 
 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e 
multa.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
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38 
72) A respeito das disposições legais no Estatuto do 
Desarmamento (Lei nº 10.826/2003), assinale a 
alternativa correta. 
 
a) Não é crime entregar, gratuitamente, uma arma de 
fogo para uma criança. 
b) O Estatuto não prevê o delito de comércio ilegal de 
armas de fogo. 
c) Não é típica a conduta de importar arma de fogo, 
acessório ou munição sem autorização da autoridade 
competente. 
d) A posse ou o porte de arma de fogo de uso proibido 
prevê uma pena maior do que a posse ou o porte de arma 
de fogo de uso restrito. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Na forma do art. 16, V, é crime vender, entregar ou 
fornecer, ainda que gratuitamente, arma de fogo, 
acessório, munição ou explosivo a criança ou 
adolescente. 
 
Alternativa B – incorreta. 
O art. 17 prevê o delito de comércio ilegal de armas de 
fogo, com pena de reclusão de 6 a 12 anos, além da 
multa. 
 
Alternativa C – incorreta. 
É típica a conduta de importar arma de fogo, acessório 
ou munição sem autorização da autoridade competente. 
 
Alternativa D – correta. 
Foi prevista uma pena maior para o uso de armas de fogo 
de uso proibido. Aquele que estiver na posse ou porte 
ilegal de arma de fogo de uso proibido sofrerá uma pena 
de reclusão de 4 a 12 anos. 
 
73) Conforme a Lei nº 9455/97, que define os crimes 
de tortura e dá outras providências, marque a 
alternativa correta. 
 
a) A condenação de agente público por delito previsto na 
Lei de Tortura acarreta como efeito penal automático da 
sentença condenatória, a perda do cargo, função ou 
emprego público e a interdição para seu exercício pelo 
dobro do prazo da pena aplicada. 
b) A condenação de policial civil pelo crime de tortura 
acarreta como efeito extrapenal, a depender de 
fundamentação específica, a perda do cargo público e a 
interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da 
pena aplicada. 
c) O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de 
graça ou anistia. 
d) Aquele que se omite diante de condutas tipificadas 
como tortura, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-
las, incorre na pena de detenção de dois a quatro anos. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
A condenação de agente público por delito previsto na Lei 
de Tortura acarreta, como efeito extrapenal automático 
da sentença condenatória, a perda do cargo, função ou 
emprego público e a interdição para seu exercício pelo 
dobro do prazo da pena aplicada. 
 
Alternativa B – incorreta. 
A condenação pelo crime de tortura acarreta, como efeito 
automático, extrapenal, independentemente de 
fundamentação específica, a perda do cargo público e 
a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da 
pena aplicada. 
 
Alternativa C – correta. 
Nos exatos termos da Lei de Tortura, que assevera: 
 
“Art. 1º (...) 
§6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de 
graça ou anistia.” 
 
Alternativa D – incorreta. 
Aquele que se omite em face dessas condutas, quando 
tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena 
de detenção de um a quatro anos. Vejamos: 
 
“Art. 1º (...) §2º Aquele que se omite em face dessas 
condutas, quando tinha o dever de evita-las ou apura-las, 
incorre na pena de detenção de um a quatro anos.” 
 
74) Acerca do entendimento dos Tribunais 
Superiores sobre as atribuições do Conselho Tutelar, 
previsto na Lei n.º 8.069/90 (Estatuto da Criança e do 
Adolescente), assinale a alternativa correta. 
 
a) A atuação do Conselho Tutelar diante de atos 
infracionais praticados por crianças viola a garantia da 
inafastabilidade da jurisdição, se tomada qualquer atitude 
sem autorização judicial. 
b) No caso de resistência dos genitores quanto à 
vacinação obrigatória de seus filhos menores de idade, 
pode-se aplicar a suspensão do poder familiar pelo 
Conselho Tutelar. 
c) O STF julgou constitucional a disposição normativa 
que possibilita ao Conselho Tutelar a aplicação de 
medidas de proteção a crianças que praticam ato 
infracional. 
d) A atuação e as decisões tomadas pelo Conselho 
Tutelar não estão sujeitas à apreciação do Poder 
Judiciário, sob risco de violação de sua autonomia. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Diferentemente do que se afirma, no Informativo 946 do 
STF, entendeu-se que a atuação do Conselho Tutelar 
mediante aplicação de medidas de proteção a crianças 
que praticam ato infracional não viola a inafastabilidade 
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39 
da jurisdição. Nesse mesmo julgamento, não se estipula 
nenhuma exceção ao entendimento apontado. 
 
Alternativa B – incorreta. 
Segundo o entendimento consubstanciado no 
Informativo 1003 do STF, em se negando a imunizar seus 
filhos menores de idade, os pais podem ter suspenso seu 
poder familiar pelo Poder Judiciário, mediante 
procedimento instaurado pelo Conselho Tutelar. 
 
Alternativa C – correta. 
De fato, no Informativo 946 do STF, entendeu-se pela 
constitucionalidade do art. 136, I, ECA. 
 
Alternativa D – incorreta. 
A atuação do Conselho Tutelar não exclui a apreciação 
de eventuais demandas pelo Poder Judiciário, conforme 
decidiu-se no Informativo 946 do STF. 
 
75) Considerando os crimes hediondos (Lei n.º 
8.072/90), assinale a opção correta. 
 
a) A lesão corporal grave, quando praticada contra 
autoridade ou agente do sistema prisional, no exercício 
da função, tem natureza hedionda. 
b) O roubo circunstanciado pela restrição de liberdade da 
vítima é hediondo. 
c) O crime de feminicídio é equiparado a hediondo em 
sua forma tentada ou consumada. 
d) Estão inclusos no rol dos crimes hediondos o tráfico e 
o terrorismo e os crimes raciais que são insuscetíveis de 
anistia, graça ou indulto. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
A lei em estudo considera hediondas, nessa situação, 
apenas a lesão corporal dolosa de natureza 
gravíssima bem como a lesão corporal seguida de 
morte. 
 
Vejamos: 
 
I-A – lesão corporal dolosa de natureza gravíssima (art. 
129, § 2º) e lesão corporal seguida de morte (art. 129, § 
3º), quando praticadas contra autoridade ou agente 
descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, 
integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de 
Segurança Pública, no exercício da função ou em 
decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou 
parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa 
condição 
 
Alternativa B – correta. 
Nos exatos termos da Lei de Crimes Hediondos, que 
assevera: 
 
“art.1º, II - roubo: a) circunstanciado pela restrição de 
liberdade da vítima (art. 157, § 2º, inciso V);” 
 
Alternativa C – incorreta. 
O erro da alternativa está em afirmar que é 
EQUIPARADO, na verdade é CONSIDERADO hediondo. 
Art.1º, inciso I - homicídio (art. 121), e homicídio 
qualificado (art. 121, § 2º, incisos I, II, III, IV, V, VI, VII, 
VIII e IX); 
 
Alternativa D – incorreta. 
Segundo o art. 2°, os crimes hediondos, a pratica de 
tortura, o tráfico e o terrorismo são crimes insuscetíveis 
de graça, anistia ou indulto. No entanto, o crime de 
racismo não é hediondo. 
 
SOCIOLOGIA 
 
76) “As próprias populações rurais vitimadas pelo 
desenvolvimento econômico excludente, que todos 
testemunhamos, têm procurado seu próprio rumo, 
têm se alçadoacima da indignidade que as vítimas, 
têm proclamado seus direitos e têm questionado os 
responsáveis por sua situação” (MARTINS, 2001; 
p.31-36). 
 
A respeito dos Movimentos Sociais no Campo no 
Brasil, assinale a alternativa que não seja um 
exemplo destes movimentos: 
 
a) A luta dos Seringalistas e Povos da Floresta. 
b) O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. 
c) As Ligas Camponesas. 
d) O Movimento dos Queixadas. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
 
Alternativa A – Incorreta 
A luta dos Seringalistas e Povos da Floresta é um 
movimento social no campo brasileiro. 
 
Alternativa B – Incorreta 
O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra é um 
movimento social no campo brasileiro. 
 
Alternativa C – Incorreta 
As Ligas Camponesas representam um movimento 
social no campo brasileiro. 
 
Alternativa D – Correta. 
O Movimento dos Queixadas é um movimento social 
urbano. Queixadas eram os trabalhadores filiados ao 
Sindicato do Cimento, Cal e Gesso de São Paulo. 
Se notabilizaram por uma greve não-violenta de sete 
anos realizada entre os anos de 1962 e 1969, na 
Companhia Brasileira de Cimento Portland Perus, 
situada na cidade de Cajamar e no bairro de Perus, no 
município de São Paulo. 
 
 
 
 
 
 
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40 
77) Analise as assertivas e assinale a alternativa que 
aponta as corretas. 
 
Na segunda metade dos anos de 1970, a ditadura 
militar, iniciada com o golpe de 1964, passou a sofrer 
pressão dos movimentos sociais e populares para o 
retorno à democracia. Foram várias entidades 
envolvidas nos acontecimentos. Entre essas 
entidades estão: 
 
I. Associação Brasileira de Imprensa. 
II. Movimento Passe Livre. 
III. ONG Geledés de Mulheres Negras. 
IV. Ordem dos Advogados do Brasil. 
V. Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. 
 
a) Apenas I, II e III. 
b) Apenas I, III e IV. 
c) Apenas III, IV e V. 
d) Apenas I, IV e V. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
I. Associação Brasileira de Imprensa - Correto 
Associação Brasileira de Imprensa é uma associação de 
classe com sede na cidade brasileira de Rio de Janeiro. 
Foi fundada em 1908 por Gustavo de Lacerda. 
Em 1977, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) 
divulga manifesto contra a censura, assinado por 
quase 3 mil jornalistas. É o mais explícito documento 
em favor da liberdade de imprensa desde o golpe de 
1964. 
 
II. Movimento Passe Livre - Incorreto 
O Movimento Passe Livre (MPL) é um movimento social 
brasileiro que defende a adoção da tarifa zero para 
transporte coletivo. O movimento foi fundado em uma 
plenária no Fórum Social Mundial em 2005, em Porto 
Alegre, e ganhou destaque ao participar da organização, 
em 2013, dos primeiros protestos em São Paulo por 
causa do aumento da tarifa de ônibus, que culminaram 
em protestos por todo país após o aumento da repressão 
policial contra manifestantes e jornalistas 
 
III. ONG Geledés de Mulheres Negras - Incorreto 
GELEDÉS Instituto da Mulher Negra fundada em 30 
de abril de 1988. É uma organização da sociedade civil 
que se posiciona em defesa de mulheres e negros por 
entender que esses dois segmentos sociais padecem de 
desvantagens e discriminações no acesso às 
oportunidades sociais em função do racismo e do 
sexismo vigentes na sociedade brasileira. 
Posiciona-se também contra todas as demais formas de 
discriminação que limitam a realização da plena 
cidadania, tais como: a lesbofobia, a homofobia, os 
preconceitos regionais, de credo, opinião e de classe 
social. 
 
IV. Ordem dos Advogados do Brasil - Correto 
A Ordem dos Advogados do Brasil é a entidade máxima 
de representação dos advogados brasileiros e a 
responsável pela regulamentação da advocacia e pela 
aplicação do Exame de Ordem dos advogados no país. 
Foi um dos movimentos sociais que defendeu o 
retorno à democracia durante a ditadura militar. 
 
V. Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - 
Correto 
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, 
fundada em 1948, é uma organização sem fins lucrativos 
voltada para o desenvolvimento científico, tecnológico, 
educacional e cultural do Brasil. 
Foi um dos movimentos sociais que defendeu o 
retorno à democracia durante a ditadura militar. 
 
78) Um movimento social que atua no campo 
brasileiro, fundado no estado do Paraná em 1984, é o 
(a): 
 
a) Movimento das Ligas Camponesas. 
b) Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. 
c) Sindicado dos Trabalhadores Rurais do Paraná. 
d) Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores 
Familiares do Estado do Paraná. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Alternativa A – Incorreta 
As Ligas Camponesas foram organizações de 
camponeses formadas pelo Partido Comunista 
Brasileiro (PCB) a partir de 1945. Foi um dos 
movimentos mais importantes em prol da reforma agrária 
e da melhoria das condições de vida no campo no Brasil. 
Elas foram abafadas depois do fim do governo de Getúlio 
Vargas e só voltaram a agir em 1954, inicialmente no 
estado de Pernambuco, e posteriormente na Paraíba, 
no Rio de Janeiro e em Goiás. 
 
Alternativa B – Correta 
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra 
(MST) surgiu oficialmente em 1984, dentro do 
Encontro Nacional de Trabalhadores Sem Terra, no 
Paraná. 
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem 
Terra (MST) é um movimento de ativismo político e social 
brasileiro. De inspiração marxista, teve origem na 
oposição ao modelo de reforma agrária imposto pelo 
regime militar, principalmente nos anos de 1970, que 
priorizava a colonização de terras devolutas em regiões 
remotas, com objetivo de exportação de excedentes 
populacionais e integração estratégica. Contrariamente a 
este modelo, o MST busca fundamentalmente a 
redistribuição das terras improdutivas. 
 
Alternativa C – Incorreta 
O estado do Paraná possui aproximadamente 300 
sindicatos de trabalhadores rurais, no entanto, nenhum 
deles faz referência direta ao movimento social que 
atua no campo brasileiro, fundado no estado do 
Paraná em 1984. 
 
Alternativa D – Incorreta 
A Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores 
Familiares do Estado do Paraná (Fetaep) é uma entidade 
sindical de segundo grau constituída para representar 
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legalmente a categoria profissional dos trabalhadores 
rurais. 
Foi fundada no mês de julho de 1963, no município 
de Londrina, Norte do Paraná. O reconhecimento pelo 
Ministério do Trabalho ocorreu em 29 de julho de 1965, 
através de uma carta sindical homologada em 30 de julho 
de 1965. No início da década de 1970, a Federação 
transferiu sua sede para Curitiba, capital do Estado. 
A Fetaep possui 310 Sindicatos de Trabalhadores Rurais 
(STRs) filiados, o que abrange cerca de 90% dos STRs 
existentes no Estado. 
 
79) As grandes demandas do movimento feminista no 
Brasil do século XXI concentram-se, em geral, nas 
questões relacionadas, exceto, a(o): 
 
a) Combate da cultura do estupro. 
b) Igualdade de condição das mulheres 
c) Combate à desigualdade salarial. 
d) Defesa da sociedade patriarcal. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
As grandes demandas do movimento feminista no Brasil 
do século XXI concentram-se, em geral, nas questões 
relacionadas ao combate da cultura do estupro e no 
combate ao assédio, à violência contra mulher, na 
criação de políticas públicas que garantam o bem-estar e 
a igualdade de condição das mulheres e no combate à 
desigualdade salarial existente no mercado de trabalho. 
 
Alternativa A – Incorreta 
O combate a cultura do estupro é uma das demandas 
do movimento feminista no Brasil do século XXI. 
 
Alternativa B – Incorreta 
Igualdade de condição das mulheres éuma das 
demandas do movimento feminista no Brasil do século 
XXI. 
 
Alternativa C – Incorreta 
O combate à desigualdade salarial é uma das 
demandas do movimento feminista no Brasil do século 
XXI. 
 
Alternativa D – Correta 
Na sociedade patriarcal, prevalecem as relações de 
poder e domínio dos homens sobre as mulheres. 
O movimento feminista NÃO defende a sociedade 
patriarcal, pelo contrário, luta contra este modelo. 
 
80) São organizações sociais que lutaram contra a 
ditadura militar, exceto, a (o): 
 
a) Ação Libertadora Nacional (ALN). 
b) Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). 
c) Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). 
d) Delegacias de Ordem Política e Social (DOPS). 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Alternativa A – Incorreta 
A Ação Libertadora Nacional foi uma organização de 
luta armada de esquerda no Brasil que enfrentou a 
ditadura militar brasileira instaurada em 1964. 
 
Alternativa B – Incorreta 
Movimento Revolucionário 8 de Outubro foi uma 
organização política marxista que participou da luta 
armada contra a ditadura militar brasileira. 
 
Alternativa C – Incorreta 
Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-
Palmares) foi uma organização brasileira de extrema-
esquerda que participou da luta armada durante a 
ditadura militar brasileira. 
 
Alternativa D – Correta 
Delegacias de Ordem Política e Social: “órgãos 
policiais de repressão política criados na década de 
1920 e que estiveram a serviço da ditadura militar, 
sendo extintos em 1983 [e tendo como] função primordial 
o controle e a repressão de movimentos políticos e 
sociais contrários ao regime militar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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