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A Lei Penal da Copa veio disciplinar um momento especial do país, criando, inclusive, figuras criminais ligadas ao referido evento. Em seu artigo 30, o dispositivo considera crime a conduta de “reproduzir, imitar, falsificar ou modificar indevidamente quaisquer símbolos oficiais de titularidade da Fifa”, com pena de detenção de três meses a um ano ou multa. Levando em conta que a lei, em seu artigo 36, afirma que só teria vigência até o dia de 31 de dezembro de 2014, sendo, assim, considerada uma lei temporária, é possível afirmar que: Alternativas A) A regra do direito penal é a da retroatividade da nova lei mais benéfica. A cessação da norma retroage para alcançar fatos anteriores à nova situação jurídica, qualquer que seja o tipo de lei penal. B) Após o dia de 31 de dezembro de 2014, a norma não poderá ser aplicada nem aos fatos ocorridos sob sua vigência, o que não seria possível caso estivéssemos diante da denominada lei excepcional. C) Marcada pelo aluno Após o dia de 31 de dezembro de 2014, por se tratar de uma lei temporária, haverá a perda de vigência da norma, proporcionando a ultratividade da lei penal, o que não ocorre em outros tipos de norma. D) Gabarito da questão Após o dia de 31 de dezembro de 2014, haverá uma abolitio criminis, não se aplicando aos fatos ocorridos a partir dessa data. As condutas ocorridas durante sua vigência serão normalmente punidas. D) Gabarito da questão Após o dia de 31 de dezembro de 2014, haverá uma abolitio criminis, não se aplicando aos fatos ocorridos a partir dessa data. As condutas ocorridas durante sua vigência serão normalmente punidas. D E) Após o dia de 31 de dezembro de 2014, haverá uma abolitio criminis, ou seja, sua abolição, desencadeando a extinção de punibilidade daqueles que praticaram a conduta durante a vigência da norma. Feedback: Resposta correta: Após o dia de 31 de dezembro de 2014, haverá uma abolitio criminis, não se aplicando aos fatos ocorridos a partir dessa data. As condutas ocorridas durante sua vigência serão normalmente punidas. A lei penal temporária consiste naquela cujo prazo de vigência é predeterminado pelo legislador. Em que pese a regra do direito penal seja a de que a lei mais benéfica retroage para alcançar fatos pretéritos, em relação às leis temporárias e excepcionais, por disposição expressa do Código Penal, as referidas normas possuem ultratividade, mantendo sua incidência sobre fatos ocorridos durante sua vigência, mesmo após a cessação desta. Distratores: A regra do direito penal é a da retroatividade da nova lei mais benéfica. A cessação da norma retroage para alcançar fatos anteriores à nova situação jurídica, qualquer que seja o tipo de lei penal. Errada. Em se tratando de lei penal excepcional e temporária, a lei penal mais benéfica ou a abolição do crime não retroage para alcançar os fatos ocorridos sob sua vigência. Após o dia de 31 de dezembro de 2014, a norma não poderá ser aplicada nem aos fatos ocorridos sob sua vigência, o que não seria possível caso estivéssemos diante da denominada lei excepcional. Errada. A questão aborda a lei temporária, que possui ultratividade, sendo aplicada aos fatos ocorridos sob sua vigência, mesmo após a sua perda. Após o dia de 31 de dezembro de 2014, por se tratar de uma lei temporária, haverá a perda de vigência da norma, proporcionando a ultratividade da lei penal, o que não ocorre em outros tipos de norma. Errada. A ultratividade pode ser verificada na lei penal excepcional e na lei penal em branco, em hipóteses específicas. Após o dia de 31 de dezembro de 2014, haverá uma abolitio criminis, ou seja, sua abolição, desencadeando a extinção de punibilidade daqueles que praticaram a conduta durante a vigência da norma. Errada. A perda da vigência da norma não poderá ser aplicada a situações ocorridas posteriormente à perda de vigência da norma, mantendo-se a incidência do tipo aos casos ocorridos enquanto ela ainda estava vigente. Em todo e qualquer ramo do direito se faz imprescindível compreender quais são suas fontes normativas e saber também como classificá-las. Com o direito penal isso não é diferente, posto que ele possui fontes específicas formais e materiais, mediatas e imediatas, da norma penal. Considerado as especificidades desse ramo do direito, pode-se afirmar que: Alternativas A) A única fonte imediata da norma penal são os princípios, não se podendo apontar como tal (fonte imediata) a lei e a jurisprudência ou a doutrina dedicada ao estudo penal. B) No direito penal, além da lei como fonte imediata, podemos apontar a jurisprudência, a qual é fonte direta de produção de norma, ao contrário da doutrina e dos princípios. C) Os contratos são mecanismos considerados valiosas fontes do direito penal e, assim como ocorre no âmbito do direito civil, eles possuem força de lei entre as partes envolvidas. D) Marcada pelo aluno No âmbito do direito penal, a única fonte imediata admitida é a lei, de modo que todas as demais fontes são consideradas fontes mediatas desse ramo do direito. E) A doutrina, a jurisprudência e a lei consistem genuínas fontes do direito penal, de caráter mediato, ao mesmo tempo em que os costumes são a única fonte imediata do sistema penal. Feedback: Resposta correta: No âmbito do direito penal, a única fonte imediata admitida é a lei, de modo que todas as demais fontes são consideradas fontes mediatas desse ramo do direito. De acordo com a doutrina majoritária, a lei é a única fonte imediata do direito penal. Tanto a jurisprudência quanto a doutrina e os costumes constituem fontes mediatas do direito penal. Distratores: Os contratos são mecanismos considerados valiosas fontes do direito penal e, assim como ocorre no âmbito do direito civil, eles possuem força de lei entre as partes envolvidas. Errada. Os contratos não são fontes do direito penal; de acordo com a doutrina majoritária, a lei é a única fonte imediata do direito penal. Tanto a jurisprudência quanto a doutrina e os costumes constituem fontes mediatas do direito penal. No direito penal, além da lei como fonte imediata, podemos apontar a jurisprudência, a qual é fonte direta de produção de norma, ao contrário da doutrina e dos princípios. Errada. De acordo com a doutrina majoritária, a lei é a única fonte imediata do direito penal. Tanto a jurisprudência quanto a doutrina e os costumes constituem fontes mediatas do direito penal. A única fonte imediata da norma penal são os princípios, não se podendo apontar como tal (fonte imediata) a lei e a jurisprudência ou a doutrina dedicada ao estudo penal. Errada. De acordo com a doutrina majoritária, a lei é a única fonte imediata do direito penal. Tanto a jurisprudência quanto a doutrina e os costumes constituem fontes mediatas do direito penal. A doutrina, a jurisprudência e a lei consistem genuínas fontes do direito penal, de caráter mediato, ao mesmo tempo em que os costumes são a única fonte imediata do sistema penal. Errada. De acordo com a doutrina majoritária, a lei é a única fonte imediata do direito penal. Tanto a jurisprudência quanto a doutrina e os costumes constituem fontes mediatas do direito penal. O estudo do direito penal é composto por diversas classificações jurídicas que visam facilitar a compreensão da disciplina, havendo a necessidade de que o estudante compreenda cada uma delas, sabendo diferenciá-las e delimitá-las, pois elas são utilizadas durante todos os contatos que o discente travar com a matéria. Nesse contexto, pode-se afirmar que: Alternativas A) Gabarito da questão Os crimes comissivos são aqueles cujo preceito primário da norma contém um comando de ação, considerando criminosa a conduta do sujeito que se abstém de agir conforme a norma jurídica penal. B) Os comissivos por omissão são delitos que só podem ser punidos por normas de extensão. Seus autores possuem obrigação de impedir um determinado resultado, e sua inação, dolosa ou culposa, acaba desencadeando o resultado previsto emum tipo comissivo. C) Marcada pelo aluno Os delitos próprios são aqueles cujo preceito incriminador exige de seu agente uma característica específica, sem a qual o crime não poderá ser implementado. D) Os delitos comuns constituem ilícitos cujo tipo não exige do agente qualquer característica específica, atingindo a conduta de qualquer indivíduo que pratique sua conduta nuclear. E) Os crimes omissivos são aqueles cujo preceito primário da norma contém um comando de ação, considerando criminosa a conduta do sujeito que se abstém de agir conforme a norma jurídica penal. Feedback: Resposta correta: Os crimes comissivos são aqueles cujo preceito primário da norma contém um comando de ação, considerando criminosa a conduta do sujeito que se abstém de agir conforme a norma jurídica penal. Conforme os estudos realizados, os crimes comissivos demandam para a sua prática que o sujeito atue ativamente, mas sua norma possui um comando de abstenção. Ela diz ao agente “não mate”, “não roube”, “não lesione”. Aquele que, desrespeitando a norma, acaba matando, roubando ou lesionando, responderá criminalmente por ter agido, quando a norma penal determinou sua inação. Distratores: Os crimes omissivos são aqueles cujo preceito primário da norma contém um comando de ação, considerando criminosa a conduta do sujeito que se abstém de agir conforme a norma jurídica penal. Errada. A norma omissiva determina que o agente tome uma atitude. Uma vez se abstendo de fazer o que a norma determina, sua conduta será típica. Os comissivos por omissão são delitos que só podem ser punidos por normas de extensão. Seus autores possuem obrigação de impedir um determinado resultado, e sua inação, dolosa ou culposa, acaba desencadeando o resultado previsto em um tipo comissivo. Errada. Os crimes crimes comissivos por omissão, também chamados de omissivos impróprios, são aqueles praticados pelos sujeitos que possuem especial obrigação de impedir o resultado, mas a sua conduta não é diretamente especificada no tipo. Uma norma de extensão, o artigo 13, § 2º, do Código Penal, determina: “A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado.” Assim, aquele que assumiu a obrigação de ser salva-vidas, mas não se joga ao mar para resgatar um banhista, não atua ativamente para matá-lo. Pelo contrário, ele se omite, e sua omissão, na condição de garantidor, é que é responsável pela morte da vítima. “Matar alguém”, todavia, é uma norma comissiva. Os delitos próprios são aqueles cujo preceito incriminador exige de seu agente uma característica específica, sem a qual o crime não poderá ser implementado. Errada. Chamam-se de delitos próprios aqueles que contêm em seu tipo penal características específicas do autor (exemplo: infanticídio). Os delitos comuns constituem ilícitos cujo tipo não exige do agente qualquer característica específica, atingindo a conduta de qualquer indivíduo que pratique sua conduta nuclear. Errada. Ao contrário dos tipos próprios, esses delitos não preveem características específicas para seus autores e podem ser praticados por qualquer pessoa. Mateus, em um acesso de raiva, empregou contra si golpes de faca, chegando a atingir as veias do pulso, o que demandou uma intervenção médica imediata, desencadeando risco de morte. Lauro, padrasto de Mateus, vendo o desespero da mãe de Mateus, dirigiu-se até uma delegacia para comunicar o ocorrido e pedir a punição de Mateus pelo crime de homicídio tentado contra si. Todavia, fora comunicado da impossibilidade de que o ato de seu enteado fosse tomado como criminoso, havendo, inclusive, respaldo em princípios. Analisando a situação, pode-se afirmar que o princípio referido pelo delegado de polícia seria o da: Alternativas A) Gabarito da questão Alteridade. B) Marcada pelo aluno Intranscendência. C) Ofensividade. D) Fragmentariedade. E) Adequação social. Feedback: Resposta correta: Alteridade. Tal princípio determina que a conduta delituosa deve transcender o bem jurídico de terceiros, e não apenas o bem jurídico de seu titular. Distratores: Ofensividade. Errada. Segundo esse princípio, a conduta delituosa deve ofender efetivamente bens jurídicos. Fragmentariedade. Errada. Segundo esse princípio, o direito penal só deve se ocupar das condutas mais graves, que violam de forma mais grave os bens jurídicos mais importantes, e, nesse caso, o sujeito atentou contra sua vida, de modo que a fragmentariedade não impediria uma intervenção penal ao caso. Intranscendência. Errada. Segundo esse princípio, a responsabilização não pode recair sobre outra pessoa que não seja a figura do sujeito que produziu os efeitos do delito. Adequação social. Errada. Segundo esse princípio, a responsabilização pode ser afastada de condutas consideradas socialmente adequadas, não podendo se arguir que a prática de suicídio seja uma ação adequada do ponto de vista social. De acordo com Luiz Regis Prado, a antijuridicidade compreende “a violação da ordem jurídica em seu conjunto, mediante a realização do tipo [...] o juízo de valor sobre o fato previsto no tipo é tão somente indiciário da ilicitude”. Isso se dá quando o indivíduo age acobertado por uma excludente de ilicitude, a qual terá o poder de afastar o elemento ilicitude e impedir a punição do autor do fato. Diante de tal exposição, é possível afirmar que: Alternativas A) O estado de necessidade é uma excludente de antijuridicidade segundo a qual o agente “pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio”, podendo ser arguida pelo indivíduo que possui obrigação jurídica de evitar o fato. B) Marcada pelo aluno O estado de necessidade é uma excludente de ilicitude encontrada no Código Penal brasileiro segundo a qual o agente “usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem”, podendo responder por seus excessos. C) A legítima consiste em uma excludente de ilicitude na qual o agente “pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se”, podendo ser arguida pelo indivíduo que possui obrigação jurídica de evitar o fato. D) A legítima defesa consiste na excludente de culpabilidade segundo a qual o agente “pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se”. E) Gabarito da questão A legítima defesa é uma excludente de ilicitude encontrada no Código Penal brasileiro, segundo a qual o agente “usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem”, podendo responder por seus excessos. Feedback: Resposta correta: A legítima defesa é uma excludente de ilicitude encontrada no Código Penal brasileiro, segundo a qual o agente “usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem”, podendo responder por seus excessos. Segundo o artigo 25 do Código Penal brasileiro: “Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.” Distratores: A legítima consiste em uma excludente de ilicitude na qual o agente “pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se”, podendo ser arguida pelo indivíduo que possui obrigação jurídica de evitar o fato. Errada. A legítima defesa consiste em excludente de ilicitude na qual o agente atua para repelir injusta agressão atual ou iminente. O estado de necessidade é uma excludentede ilicitude encontrada no Código Penal brasileiro segundo a qual o agente “usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem”, podendo responder por seus excessos. Errada. O estado de necessidade consiste em excludente de ilicitude na qual o agente não pratica a ação para repelir injusta agressão, mas tão somente para evitar perigo de lesão a bem jurídico que não decorre de agressão de outrem. A legítima defesa consiste na excludente de culpabilidade segundo a qual o agente “pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se”. Errada. A legítima defesa não consiste em excludente de culpabilidade, mas sim de antijuridicidade; além disso, conforme já exposto, o agente atua para repelir agressão praticada por outrem. O estado de necessidade é uma excludente de antijuridicidade segundo a qual o agente “pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio”, podendo ser arguida pelo indivíduo que possui obrigação jurídica de evitar o fato. Errada. Aquele que possui obrigação de evitar o resultado não pode arguir estado de necessidade, nos termos do artigo 24, § 1º, do Código Penal. Joaquim estava passando pela frente de uma residência que se encontrava em chamas. Na oportunidade, algumas pessoas gritavam pedindo socorro lá dentro e havia a possibilidade de prestar ajuda sem risco pessoal. Levando em consideração que o Código Penal brasileiro define o crime de omissão de socorro como a conduta de “deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública” e a conduta de homicídio como a de “matar alguém”, pode-se inferir que: Alternativas A) Gabarito da questão O crime de omissão de socorro, por possuir como conduta “deixar de prestar assistência”, corresponde a um crime omissivo próprio, que não pode ser praticado por pessoas que, na situação, ostentam condição de garantidor. B) Marcada pelo aluno Caso Joaquim seja um morador da rua, mesmo que ele não ostente qualquer condição de garantidor, deverá ser responsabilizado pelo crime de homicídio, e não pela omissão de socorro, pois está obrigado a impedir o referido resultado típico. C) O crime de omissão de socorro, por possuir como conduta “deixar de prestar assistência”, corresponde a um crime omissivo impróprio, também chamado de crime comissivo por omissão, que só pode ser praticado por quem é garantidor. D) O crime de homicídio, que possui como conduta “matar alguém”, constitui um dos delitos omissivos próprios do nosso ordenamento, somente podendo ser praticado por aqueles que ostentam, na situação, a condição de garantidor. E) Caso Joaquim seja um bombeiro, em horário de serviço, e, apesar de escutar os gritos, passe direto, ele responderá pelo crime de omissão de socorro, na medida em que ele possuía a obrigação de impedir o resultado. Feedback: Resposta correta: O crime de omissão de socorro, por possuir como conduta “deixar de prestar assistência”, corresponde a um crime omissivo próprio, que não pode ser praticado por pessoas que, na situação, ostentam condição de garantidor. O crime de omissão de socorro possui um comando de ação, ou seja, a norma determina que, diante de uma das situações descritas no tipo, o sujeito preste assistência, desde que isso não importe em risco pessoal para si. A norma está impondo um agir, e a inação do sujeito passivo corresponderá à implementação da conduta criminosa. Ocorre, todavia, que a conduta somente pode ser praticada por aquelas pessoas que não são garantidoras, pois estas não responderão pelo delito omissivo, mas sim pelo delito que acabar o resultado provocado pela sua omissão. Distratores: Caso Joaquim seja um bombeiro, em horário de serviço, e, apesar de escutar os gritos, passe direto, ele responderá pelo crime de omissão de socorro, na medida em que ele possuía a obrigação de impedir o resultado. Errada. Se Joaquim estivesse em horário de serviço, teria a obrigação de impedir o resultado e, não o fazendo, não responderia por omissão de socorro, mas sim pelas consequências de sua abstenção, podendo, inclusive, responder por homicídio. Caso Joaquim seja um morador da rua, mesmo que ele não ostente qualquer condição de garantidor, deverá ser responsabilizado pelo crime de homicídio, e não pela omissão de socorro, pois está obrigado a impedir o referido resultado típico. Errada. Ser morador da rua em que o prédio está pegando fogo não é condição suficiente para torná-lo garantidor, de modo que, por ausência de obrigação de impedir o resultado, caso alguém venha a morrer por sua abstenção, Joaquim apenas responderá pelo delito de omissão de socorro. O crime de omissão de socorro, por possuir como conduta “deixar de prestar assistência”, corresponde a um crime omissivo impróprio, também chamado de crime comissivo por omissão, que só pode ser praticado por quem é garantidor. Errada. Trata-se de crime omissivo próprio que não pode ser praticado por garantidor. O crime de homicídio, que possui como conduta “matar alguém”, constitui um dos delitos omissivos próprios do nosso ordenamento, somente podendo ser praticado por aqueles que ostentam, na situação, a condição de garantidor. Errada. A conduta de matar alguém exige, para que o agente incorra no delito, que este pratique uma ação. O comando normativo impõe uma abstenção a “não matar alguém”; quando a norma é descumprida e o sujeito ativo “mata”, terá praticado um delito. A conduta então é comissiva. Para a análise de um delito, é necessário respeitar algumas etapas específicas. O conceito analítico de crime nos impõe a verificação da tipicidade, da antijuridicidade, bem como da culpabilidade. Assim, torna-se imprescindível saber a composição de cada um desses elementos, sob pena de não executar um juízo correto sobre a existência do delito. Partindo dessa premissa, cite e descreva os elementos constitutivos da culpabilidade. Resposta do aluno 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Imputabilidade, Potencial Consciência da Ilicitude e Exigibilidade de Conduta Diversa: Imputabilidade, trata-se da capacidade de entender o carater lícito do fato ou de determina-se de acordo com esse entendimento no momento da conduta criminosa em outras palavras o agente precisa ter plenas capacidade mental para ser responsabilizado pelo crime. Potencial consciencia da Ilicitude, indica que o agente mesmo que não tenha pleno comhecimento da licitudde do ato, deve ter a possibilidade de compreende-la ou de agir de acordo com essa compreensão. Exigibiliidade de conduta diversa, trata-se a capacidade do agente de agir de acordo com as normas jurudicas, ou seja de secomportar de maneira adversa daquela que se caracterizou o crime isso implica numa expectativa de que o agente pudesse e deveria ter agido de forma direferente. Correção do professor correta Feedback: Expectativa de resposta: A culpabilidade constitui um dos elementos do conceito analítico de delito e é constituída, segundo a teoria normativa da culpabilidade, por imputabilidade, potencial conhecimento da ilicitude e exigibilidade de conduta diversa. ● A imputabilidade consiste na capacidade individual de ser considerado imputável, ou seja, de ter contra ele a atribuição de uma pena. No direito penal brasileiro, a imputabilidade pode ser afastada em razão da idade do sujeito que praticou a conduta considerada típica, por ser menor de 18 anos, ou por enfermidades e doenças mentais que impeçam o sujeito de se determinar conforme a norma. ● O segundo elemento da culpabilidade é o potencial conhecimento da ilicitude, que compreende a capacidadedo sujeito de ter tido acesso ao conhecimento necessário para entender ser aquela conduta desaprovada pelo ordenamento jurídico. ● Por último, temos a exigibilidade de conduta diversa, que deve estar presente na situação junto ao potencial conhecimento da ilicitude e da imputabilidade. Tal elemento consiste no fato de que a conduta conforme o direito deve ser exigível do agente no momento da ocorrência do delito. Caso um desses elementos não esteja presente, não podemos afirmar ser uma conduta culpável. Em janeiro de 2009, Margarida, esposa de João, recebeu em sua residência uma intimação destinada a seu marido, informando que ele estava sendo processado criminalmente pelo crime de uso de documento falso. Ocorre, porém, que João havia falecido há três meses, impossibilitando seu comparecimento e, consequentemente, que ele fosse punido pelo suposto delito que havia cometido. Desesperada, Margarida buscou orientação jurídica, com dúvidas sobre a possibilidade de ser presa pelo crime cometido pelo marido, uma vez que Josélia, sua amiga, havia lhe dito que ela, mesmo sem ter contribuído com a ação do falecido marido, deveria responder no lugar dele, em razão do parentesco. Considerando as informações descritas, pode-se inferir que, com base nos princípios penais constitucionais, a afirmativa feita pela amiga de Margarida pode efetivamente se concretizar? Justifique. Resposta do aluno 1 2 3 4 5 6 7 8 Não, a afirmativa feita pela amiga de Margarida não pode se concretizar com base nos princípios penais constitucionais. De acordo com o princípio da pessoalidade da pena, consagrado no no artigo 5º, inciso XLV, da Constituição Federal brasileira, "nenhuma pena passará da pessoa do condenado". Isso significa que a responsabilidade penal é individual e não se estende a terceiros, como tenham participado da prática do crime. Portanto, Margarida não pode ser responsabilidade criminalmente pelo suposto crime cometido por seu falecido marido, uma vez que não existe previsão legal para que ela responda no lugar dele. O principio da pessoalidade da pena garante que cada pessoa seja responsavel apenas pelos seus próprios atos criminosos, não pelos atos terceiros, mesmo que haja parentesco ou qualquer outro vinculo afetivo entre eles. Correção do professor correta Feedback: Expectativa de resposta: Não. A questão versa sobre a possibilidade de uma pessoa ser punida por um crime que não cometeu, sendo apenada no lugar de outra. Invocando-se o princípio da intranscendência, não há que se falar em cumprimento da pena de João por Margarida, uma vez que em nosso sistema tal princípio veda que a pena passe da pessoa do criminoso, ainda que para seus familiares. Direito do Estado O termo "agente público" é a designação mais genérica possível para fazer referência a todas as pessoas que desempenham função pública e, portanto, a sua utilidade em situações concretas apresenta-se como sendo relevante para o efeito de se identificar quem pode figurar como autoridade coatora em sede de eventual ação de mandado de segurança. A partir do texto acima, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. Reputa-se agente público todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função. PORQUE II. Cada forma de provimento exige uma atividade com respaldo institucional. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. Alternativas A) Gabarito da questão As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. B) Marcada pelo aluno As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. C) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. D) As asserções I e II são proposições falsas. E) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. Leia a notícia a seguir: “A Promotoria de Justiça de Cabedelo ajuizou, nesta terça-feira (6), mais uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Cabedelo, Wellington Viana França. De acordo com o 4° promotor de Justiça, Ronaldo Guerra (que atua na defesa do patrimônio público, esta é a sétima ação civil pública por ato de improbidade administrativa ajuizada contra o réu, dessa vez acusado de praticar irregularidades em sua gestão em 2016. A ação tem por base inquérito civil instaurado com base em processo do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), que apontou diversas condutas praticadas por Viana, quando ele estava à frente da Prefeitura de Cabedelo, que representam atos de improbidade administrativa.” (Fonte: NUNES, A. CERQUEIRA, L. MP pede à Justiça que Leto Viana devolva R$ 2 milhões aos cofres de Cabedelo. Jornal da Paraíba. 7 set. 2022. Disponível em: https://jornaldaparaiba.com.br/politica/conversa-politica/2022/09/07/mp-pede-a-justica-que-leto-via na-devolva-r-2-milhoes-aos-cofres-de-cabedelo. Acesso em: 24 nov. 2022.) Notícias como essas não são incomuns na gestão pública, muito embora seja de conhecimento de todos os agentes públicos que a Administração Pública está restrita ao cumprimento das leis, bem como, sua atuação deve ser orientada pelos princípios constitucionais. Sobre os princípios norteadores da Administração Pública e o fato noticiado, é correto afirmar: Alternativas A) A notícia retrata um exemplo de ofensa ao princípio da publicidade, pois todos os atos executados pela Administração Pública devem ser publicizados. B) Os atos de improbidade administrativa são apurados pela esfera criminal, não havendo relação com os princípios que regem a Administração Pública. C) Pode-se a firmar que o gestor do Município de Cabedelo/PB agiu de acordo com o princípio da legalidade, porém ofendeu o princípio da impessoalidade. D) Marcada pelo aluno O fato veiculado pela imprensa retrata um exemplo ao princípio da moralidade, bem como da eficiência, visto o mau uso do recurso público. E) O fato em análise ofende a moralidade administrativa, mas está amparado por Lei, uma vez que o agente está autorizado a gerir o recurso público. Feedback: Justificativa da alternativa correta: O fato veiculado pela imprensa retrata um exemplo ao princípio da moralidade, bem como da eficiência, visto o mau uso do recurso público. Correta, pois a atuação da Administração Pública, por seus agentes, deve ser pautada na moral, na ética e na probidade, no atendimento do interesse público, e a atuação do gestor deve ser eficiente, ou seja, ofertar o melhor serviço possível à população, otimizando o uso dos recursos públicos, sem desperdícios e com tempo de espera razoável. Justificativa das alternativas incorretas (abordar todas as incorretas): A notícia retrata um exemplo de ofensa ao princípio da Publicidade, pois todos os atos executados pela Administração pública devem ser publicizados. Incorreta, pois o princípio da publicidade orienta que todos os atos executados pela Administração Pública devem ser publicizados, de forma a garantir acesso ao que está sendo feito pelo Poder Público. Porém a questão tratada na notícia relata um fato de mau uso da gestão e dos recursos públicos. Pode-se a firmar que o gestor do Município de Cabedelo/PB agiu de acordo com o princípio da legalidade, porém ofende o princípio da impessoalidade. Incorreta, pois ambos os princípios são desrespeitados, a legalidade, ao fazer algo vedado por Lei, e a impessoalidade, ao auferir vantagem para si mesmo. O fato em análise ofende a moralidade administrativa, mas está amparado por Lei, uma vez que o agente está autorizado a gerir o recurso público. Incorreta, pois dois princípios são desrespeitados nesse caso, a legalidade, ao fazer algo vedado por Lei, e a moralidade, ao não agir de acordo com a moral, ética e probidade. Os atos de improbidade administrativa são apurados pela esfera criminal, não havendorelação com os princípios que regem a Administração Pública. Incorreta, pois a responsabilização criminal não impede a responsabilização administrativa, como também não impede a responsabilização civil. O gestor do fato noticiado agiu em desacordo com os princípios que regem a Administração Pública. A Constituição é algo que tem, como forma, um complexo de normas (escritas ou costumeiras), como conteúdo, a conduta humana motivada pelas relações sociais (econômicas, políticas, religiosas etc.), como fim, a realização dos valores que apontam para o existir da comunidade, e finalmente, como causa criadora e recriadora, o poder que emana do povo. Não pode ser compreendida e interpretada se não se tiver em mente essa estrutura, considerada como conexão de sentido, como é tudo aquilo que integra um conjunto de valores, sendo que nisto consiste seu objeto. SILVA, José Afonso. Curso de Direito Constitucional Positivo. Ed. Malheiros: São Paulo, 1997. Considerando essas informações, julgue as afirmações a seguir sobre o objeto do Direito Constitucional. I. Constituem objetos do Direito Constitucional, as normas relativas à estrutura do Estado e a forma de governo. II. Constituem objetos do Direito Constitucional, as normas relativas ao estabelecimento dos órgãos estatais e os limites de sua atuação. III. Constituem objetos do Direito Constitucional, as normas relativas aos direitos fundamentais dos homens e suas respectivas garantias. IV. Constituem objetos do Direito Constitucional, as normas relativas à estrutura social, política e econômica do Estado. Está correto o que se afirma em Alternativas A) Marcada pelo aluno I, II e III, apenas. B) I, II e IV, apenas. C) I e II, apenas. D) Gabarito da questão I, II, III e IV. E) I e III, apenas. Em maio de 2017, a cidade de São Paulo esteve envolvida em uma grande polêmica ligada à Cracolândia — área frequentada por traficantes e consumidores de crack. Em operação conjunta com a Polícia Militar do Estado de São Paulo, a área foi "supostamente" desmantelada com a prisão de traficantes e a dispersão dos moradores usuários da droga, que foram expulsos do local. O Prefeito da cidade declarou que, enfim, havia sido extinta a cracolândia. A expulsão foi feita, inclusive, com a demolição de prédios, nos quais ainda havia pessoas habitando, as quais se feriram com a atuação das máquinas da Prefeitura. A forma como foi feita a abordagem foi bastante criticada, haja vista que os usuários apenas mudaram de lugar, espalhando "novas cracolândias" pela cidade, e sem garantia de nenhum tipo de tratamento aos doentes usuários do crack (soube-se depois que o plano da Prefeitura de Tratamento dos Usuários ainda não estava pronto quando da ação policial). Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulode 30/05/2017 sobre o assunto, Nabil Bonduki afirma: "A gestão pública requer atributos que vão muito além do gerenciamento de um negócio. Área de conhecimento com teoria e conceitos próprios requer formação e experiência, além de habilidade política, sensibilidade humana e capacidade de ouvir opiniões contraditórias antes de tomar decisões". Considerando a observação da situação feita por Nabil Bonduki, julgue os itens a seguir. I. A situação ilustra uma hipótese de tecnocracia, ideia que ofende as bases de um Estado Democrático de Direito, em razão da falta de diálogo com a sociedade. II. A decisão da Prefeitura de São Paulo, pelo seu caráter soberano, deve prevalecer em face da vontade dos moradores da Cracolândia, pois um Estado Democrático de Direito se pauta pelo respeito à legalidade. III. A responsabilidade da Prefeitura de São Paulo para com os doentes e viciados em drogas é uma atribuição que decorre da natureza liberal do Estado Democrático de Direito brasileiro. É CORRETO o que se afirma em Alternativas A) I e III, apenas. B) II, apenas. C) Gabarito da questão I, apenas. D) I, II e III. E) Marcada pelo aluno II e III, apenas. A modalidade de intervenção do Estado na propriedade denominada de requisição possui a seguinte redação conforme o inciso XXV do artigo 5º da Constituição da República de 1988: "no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano". A partir do texto acima, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I- A requisição pode ser civil ou militar, podendo recair sobre bens móveis, imóveis ou serviços. PORQUE II- Ocupação temporária é a utilização coercitiva de serviços ou bens particulares pelo poder público mediante ato de execução direta da autoridade requisitante. A respeito dessas asserções e da relação entre elas, assinale a opção correta. Alternativas A) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. B) Marcada pelo aluno As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. C) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. D) Gabarito da questão A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. E) As asserções I e II são proposições falsas. O princípio da função social da propriedade, predeterminada para a propriedade privada, não se limita apenas e tão somente às limitações de cunho negativo, onde o proprietário tem alguns de seus poderes sobre a propriedade retirados. Sem ditos limites, ficariam livres aproximando esse modelo de propriedade privada ao modelo tradicional. Portanto, a função social vai além, uma vez que se insere num contexto inspirado na solidariedade política, econômica, social e ao pleno desenvolvimento da pessoa. (PERLINGIERI, Pietro. Perfis do direito civil. Trad.: Maria Cristina De Cicco. 3. ed., rev.e amp. – Rio de Janeiro: Renovar, 2002.) A partir do texto acima, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I- O conteúdo da função social assume a função de disciplinar as formas de propriedade. PORQUE II- A interpretação do princípio da função social deve existir no sentido de garantir e de promover os valores sobre os quais se funda o ordenamento. A respeito dessas asserções e da relação entre elas, assinale a opção correta. Alternativas A) As asserções I e II são proposições falsas. B) Marcada pelo aluno As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. C) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. D) Gabarito da questão As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. E) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. Independentemente da diversidade de conceitos, nomenclaturas e teorias a respeito da identificação dos elementos constitutivos do Estado Moderno, a doutrina geralmente aponta para uma estrutura tríade para informar os elementos essenciais à existência do Estado. Dito isso, indique os elementos que constituem o Estado. Resposta do aluno 1 2 3 4 5 6 7 Terriório, Povo e Governo Soberano: São considerados essencias para a existência e funcionamento do Estado. Território - espaço físico onde o Estado exerce sua soberania e autoridade. Isso inclui não apenas o solo, mas também as águas territorias, o espaço aéreo e, em alguns casos, recursos naturais como minerais e florestas. Povo - Comunidade humana que habita o terrtório do Estado e está submetida à sua autoridade política. O povo é composto pelos cidadãos que compartilham laços culturais, hitóricos e jurídicos dentro do Estado. Governo Soberano - Autoridade politíca que exerce o poder de forma soberana sobre o território e o povo do Estado. O governo é resposavel pela administração dos assuntos públicos, pela criação e aplicação das leis e pela representação internacional do Estado. Correção do professor Justificativa: De uma forma geral, os autores que dissertam sobre o assunto mencionam sempre essaestrutura tríade para informar os elementos que constituem o Estado; ou seja, é comum a ideia de que o Estado é composto por três elementos. Dois elementos de ordem material, o território e o povo, e um terceiro elemento de ordem formal, que vem identificado normalmente com uma ideia de poder ou expressões correlatas como Governo, autoridade ou soberania. Feedback: Justificativa: De uma forma geral, os autores que dissertam sobre o assunto mencionam sempre essa estrutura tríade para informar os elementos que constituem o Estado; ou seja, é comum a ideia de que o Estado é composto por três elementos. Dois elementos de ordem material, o território e o povo, e um terceiro elemento de ordem formal, que vem identificado normalmente com uma ideia de poder ou expressões correlatas como Governo, autoridade ou soberania. Sobre os princípios em espécie, a classificação que ganhou mais notoriedade na doutrina jurídica, sendo mencionada por diversos outros autores, é a elaborada por José Joaquim Gomes Canotilho (CANOTILHO, 1993), em que os princípios constitucionais podem ser agrupados em quatro espécies: princípios jurídicos fundamentais, princípios políticos constitucionais, princípios constitucionais impositivos, princípios-garantia. (Fonte: CANOTILHO, J. J. G. Direito Constitucional. 6. ed. Coimbra: Almedina, 1993.) Considerando esta teoria, conceitue os princípios constitucionais impositivos e os princípios-garantia. Resposta do aluno 1 2 3 4 5 6 7 8 Princípios Constitucionais Impositivos - São aqueles que impões deveres de atuação ao Estado e aos poderes públicos, estabelecendo obrigações especifícas a serem cumpridas. Eles orientam a conduta dos órgãos estatais e são fundamentais para assegurar a efetividade dos direitos e garantias previstos na Constituição. Princípios-garantia - São aqueles que têm por objetivo proteger e assegurar os direitos fundamentais dos cidadãos frente ao poder estatal, garantindo sua efetividade e limitando a atuação estatatal. Eles funcionam como salvaguardas contra eventuais abusos de poder por parte do Estado e são essenciais para a proteção dos direitos individuais e coletivos previsto na Constituição. Esses princípios visam garantir a realização dos direitos fundamentais, proporcionando mecanismos de proteção e controle da atuação estatal em relação aos direitos dos cidadãos. Correção do professor Justificativa: Os princípios constitucionais impositivos são aqueles que vinculam os órgãos do Estado e seus poderes, com especial atenção ao Poder Legislativo, a atuar conforme as premissas ali estabelecidas. Essa espécie de princípios impõe a finalidade e a forma de execução das tarefas a serem desempenhadas pelos órgãos públicos, como o princípio da erradicação da pobreza. Já os princípios-garantia trazem em seu bojo um direito que é afiançado aos cidadãos; uma garantia de que certos direitos estão salvaguardados em situações específicas, como o princípio da legalidade penal. Feedback: Justificativa: Os princípios constitucionais impositivos são aqueles que vinculam os órgãos do Estado e seus poderes, com especial atenção ao Poder Legislativo, a atuar conforme as premissas ali estabelecidas. Essa espécie de princípios impõe a finalidade e a forma de execução das tarefas a serem desempenhadas pelos órgãos públicos, como o princípio da erradicação da pobreza. Já os princípios-garantia trazem em seu bojo um direito que é afiançado aos cidadãos; uma garantia de que certos direitos estão salvaguardados em situações específicas, como o princípio da legalidade penal. A Administração Pública é regida por princípios que orientam a atuação dos agentes públicos na busca dos interesses da coletividade. Acerca do tema acima, relacione as duas colunas. I. As decisões administrativas são presumidamente lícitas. II. A Administração Pública deve fundamentar suas decisões. III. A Administração Pública está restrita ao que a lei determina. IV. O agente público deve se empenhar para obter o melhor resultado com o mínimo de recursos. ( ) princípio da legalidade. ( ) princípio da presunção de legitimidade. ( ) princípio da motivação. ( ) princípio da eficiência. Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas. Alternativas A) I, II, III, IV. B) IV, II, III, I. C) I, III, II, IV. D) Marcada pelo aluno III, I, II, IV. E) II, IV, I, III. O acesso às instituições federais de ensino superior no Brasil é baseado em um sistema de cotas, como abordado no trecho a seguir da revista Veja (2016): Como funcionam as cotas raciais? Só podem se enquadrar nessas cotas estudantes que cursaram os três anos de ensino médio em escola pública. O total de vagas para cada grupo racial — negros, pardos, indígenas — é proporcional à população desses grupos na sociedade. Este número é definido de acordo com o censo demográfico do IBGE. Exemplo: se uma universidade no Rio de Janeiro oferece 1 000 vagas, 500 serão abertas à ampla concorrência e outras 500 destinadas às cotas. Dentre estas, 54% serão para negros, pardos e indígenas porque trata-se da composição racial do Rio, segundo o IBGE. [...] Como se define raça? O aluno autodeclara sua raça. As universidades formam comissões especiais para avaliar os casos — processo que já gerou muita polêmica, dado o alto grau de subjetividade. Disponível em: https://veja.abril.com.br/educacao/enem-quem-pode-entrar-no-sistema-de-cotas/. Acesso em: 10 fev. 2020. Nos últimos anos, as instituições federais de ensino superior têm investigado vários casos de fraude no ingresso por cotas raciais, devido a centenas de alunos se declararem pretos, pardos ou indígenas, ainda que não correspondessem ao fenótipo dessas etnias. Considerando o contexto apresentado e as fraudes no ingresso através das cotas raciais, julgue as afirmações a seguir. I. Estes alunos feriram uma ordem social, posto que não consideraram o bem comum, apenas interesses pessoais. II. Estes alunos feriram uma norma jurídica, posto que se beneficiaram de um direito sem apresentar os critérios legítimos do mesmo. III. Estes alunos feriram um contrato social, posto que transgrediram um acordo para manter o processo de ingresso justo e organizado. IV. Estes alunos feriram uma norma moral, posto que o processo de autodeclaração da etnia, pressupõe ética do aluno em fazer uso do benefício das cotas. É correto o que se afirma em Alternativas A) I, II e IV, apenas. B) I, II e III, apenas. C) I, III e IV, apenas. D) Marcada pelo aluno I, II, III e IV. E) II, III e IV, apenas. Feedback: O ramo do Direito Público alberga os ramos do Direito que têm por objetivo as relações em que o Estado possui interesse predominante, podendo ser citados entre eles o Direito Penal, o Direito Constitucional, o Direito Tributário e o Direito Processual. Nesses ramos do Direito, as normas são de ordem pública cogente e impostas ao cidadão por força de poder e de forma coercitiva. Por outro lado, o ramo do Direito Privado se baseia no interesse dos particulares que podem entabular suas negociações com autonomia para regular as suas próprias relações, a exemplo dos ramos do Direito Civil, do Direito Empresarial e do Direito Comercial. De acordo com as teorias que fundamentam a clássica divisão do Direito em Público e Privado, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. As relações contratuais que ocorrem no Direito Administrativo encontram limitações impostas à atividade do Estado, pois somente podem interferir na vida dos sujeitos quando há lei prévia que permita a interferência, em razão do princípio da legalidade. PORQUE II. O Direito Administrativo, como um dos ramos do Direito Privado, permite que as partes, com fundamento no princípio da autonomia da vontade, sejam livres para entabular a sua própria regulamentação, devendo obedecer aos princípios da igualdade. Acerca dessas asserções, assinale a opção correta. Alternativas A) As asserções I e II são proposiçõesverdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. C) As asserções I e II são proposições falsas. D) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. E) Marcada pelo aluno A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. A administração pública, nas hipóteses de realização de obras públicas, ou tendo por finalidade a prestação de algum serviço público em favor da coletividade pode se utilizar da ocupação temporária, a qual também é denominada de ocupação provisória. Nessa modalidade de intervenção o poder público pode valer-se da propriedade privada, recaindo referida intervenção sobre bens móveis ou imóveis constituindo-se em um ato administrativo discricionário com a característica da auto executoriedade, podendo ainda se dar de forma gratuita ou onerosa. MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 27. ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2010. A partir do texto acima, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. A ocupação temporária, por ser um ato autoexecutório, independe, para sua efetivação, da manifestação prévia e chancela do poder judiciário. PORQUE II. A forma remunerada, por meio de pagamento de indenização, está condicionada à existência de comprovado prejuízo ao proprietário do bem. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. Alternativas A) Gabarito da questão As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. B) As asserções I e II são proposições falsas. C) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. D) Marcada pelo aluno A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. E) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. O uso do poder é prerrogativa da autoridade. Mas o poder há que ser usado normalmente, sem abuso. Usar normalmente do poder é empregá-lo segundo as normas legais, a moral da instituição, a finalidade do ato e as suas exigências do interesse público. Abusar do poder é empregá-lo fora da lei, sem utilidade pública. O poder é confiado ao administrador público para ser usado em benefício da coletividade administrativa, mas usado nos justos limites que o bem-estar social exigir. A utilização desproporcional do poder, o emprego arbitrário da força e a violência contra o administrado constituem formas de uso do poder estatal não toleradas pelo Direito e nulificadoras dos atos que as encerram. MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. 33. ed. São Paulo: Saraiva, 2006. A respeito do uso ilícito do poder pelo agente público, julgue os itens a seguir. I. O excesso de poder exercido pelo agente administrativo pode ser configurado pelo desvio da finalidade do ato que a lei determina a ser realizado. II. O excesso de poder em um ato administrativo é constatado pela usurpação ou ausência de competência do agente que atuou, independente da legalidade da ordem emanada por ele. III. Quando o ato administrativo não observa o interesse público, não há afronta qualquer à sua legalidade, todavia, o referido ato deverá ser convalidado pela autoridade superior ao agente que o determinou, a fim de abolir o excesso de poder que o tenha viciado. IV. O excesso de poder constante de um ato administrativo, independente de sua forma exercida, não o torna nulo por inteiro, uma vez que ele prevalece naquilo que não exceder. É correto o que se afirma em Alternativas A) I, II, III e IV. B) II e III, apenas. C) Marcada pelo aluno I, apenas. D) III e IV, apenas. E) Gabarito da questão I, II e IV, apenas. O Direito Administrativo no Brasil é originário do direito francês e tem como objeto de estudo o estatuto dos órgãos públicos administrativos do Estado, assim como a estrutura de suas atividades e serviços públicos. Ou seja, ele é o Direito Público aplicado ao cotidiano, tanto das estruturas de governo, seus órgãos coligados e ramificações, como também ao que afeta a vida dos indivíduos na sua particularidade. O Direito Administrativo tem ainda como objeto a análise dos procedimentos tendentes ao cumprimento das tarefas do Poder Público para fins de concretização do escopo constitucional da realização do bem comum. Nesse contexto, verifica-se que o Direito Administrativo é ramo amplificado do Direito posto e atuante em todas as esferas. Diante disso, pode-se afirmar que o Direito Administrativo brasileiro é Alternativas A) a ordem jurídica aplicada na realidade social do Estado como administrador das relações sociais, as quais giram em torno de direitos e deveres concretizados na Constituição Federal. B) Marcada pelo aluno um conjunto de normas e princípios que regem a atuação da Administração Pública, tratando primordialmente da organização, meios de ação, formas e relações jurídicas da Administração Pública. C) a atuação do Estado na vida privada da sociedade, ao mesmo tempo em que regulamenta e organiza a vida pública através de seus órgãos e agentes. D) um ramo do Direito Público, formado por princípios norteadores da Administração, dotado de discricionariedade ao atuar na vida pública e privada da sociedade. E) a relação de normas que estabelecem o dever-ser de uma sociedade, a qual é fiscalizada pelo Governo que tem o condão de dirimir conflitos a ele apresentados. A Administração Pública pode ser definida como atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve, sob regime jurídico de Direito Público, para a consecução de interesses coletivos. É o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a lei atribui o exercício da função administrativa do Estado e, como tal, possui suas características intrínsecas: competência limitada, execução, hierarquia e instrumentalidade. Sendo assim, explique duas dessas características. Resposta do aluno 1 2 3 4 5 6 7 8 Competência Limitada tata-se do alcance e aos limites das atribuições conferidas aos orgãos e pessoas jurídicas que compõem a Administração Publica. Essas atribuições são definidas pela lei, estabelecendo claramente o que cada orgão ou entidade tem o poder lega de fazer. Por exemplo, um órgão de fiscalização ambiental tem competência para aplicar multas e fiscalizar atividades que impactam o meio ambiente, mas não tem autoridade para tomar decisões sobre questões tributárias. Hierarquia destaca que a administração pública é organizada de forma hierárquica, com diferentes níveis de autoridade e subordinação. Ou seja um órgão está subordinado a outro seguindo uma cadeia de comando estabelecido. Ex os órgãos de nível municipal estão subordinados aos órgãos de nível estadual, que por sua vez estão aos órgãos de nível federal. O que facilita a coordenação e a eficiência na implementação das politicas públicas. Correção do professor Justificativa: A Administração Pública possui, entre outras, as seguintes características: Competência limitada – Fixada por lei que estabelece os limites da atuação da Administração Pública. Execução – Presta serviços públicos e desenvolve atos administrativos por meio de seus órgãos e agentes. Hierarquia – Existe subordinação entre os órgãos inferiores aos superiores. Instrumental – Trata-se do meio utilizado pelo Estado e pelo governo para a realização de seus fins, entre eles, a promoção do desenvolvimento da nação e do bem comum da sociedade. Feedback: Justificativa: A Administração Pública possui, entre outras, as seguintes características: Competência limitada – Fixada por lei que estabelece os limites da atuação da Administração Pública. Execução – Presta serviços públicos e desenvolve atos administrativos por meio de seus órgãos e agentes. Hierarquia – Existe subordinação entre os órgãos inferiores aos superiores. Instrumental – Trata-se do meio utilizado pelo Estado e pelo governo para a realização de seus fins, entre eles,a promoção do desenvolvimento da nação e do bem comum da sociedade. Independentemente da diversidade de conceitos, nomenclaturas e teorias a respeito da identificação dos elementos constitutivos do Estado Moderno, a doutrina geralmente aponta para uma estrutura tríade para informar os elementos essenciais à existência do Estado. Dito isso, indique os elementos que constituem o Estado. Resposta do aluno 1 2 3 4 5 6 7 Povo, Território e Governo Soberano. Povo: É a omponente humana do do Estado composta pelos cidadãos que habitam o terrtório s se sbmetem à autoridade estatal. Essa comunidade compartilha laços culturais, históricos e juridicos dentro do Estado. Território: Refere-se ao espaço geográfico delimitado e controlado pelo Estado, onde ele exerce sua soberania e suas funções administrativas, politicas, econômicas e sociais. Governo Soberano: Consiste na autoridade política suprema do Estado, responsável pela tomada de decisões, pela aplicação das leis e pela adminitração dos assuntos públicos em nome do povo. Correção do professor Justificativa: De uma forma geral, os autores que dissertam sobre o assunto mencionam sempre essa estrutura tríade para informar os elementos que constituem o Estado; ou seja, é comum a ideia de que o Estado é composto por três elementos. Dois elementos de ordem material, o território e o povo, e um terceiro elemento de ordem formal, que vem identificado normalmente com uma ideia de poder ou expressões correlatas como Governo, autoridade ou soberania. Feedback: Justificativa: De uma forma geral, os autores que dissertam sobre o assunto mencionam sempre essa estrutura tríade para informar os elementos que constituem o Estado; ou seja, é comum a ideia de que o Estado é composto por três elementos. Dois elementos de ordem material, o território e o povo, e um terceiro elemento de ordem formal, que vem identificado normalmente com uma ideia de poder ou expressões correlatas como Governo, autoridade ou soberania. Como é sabido, o direito penal, assim como outros ramos do direito, possui métodos de interpretação da sua norma. Comumente fala-se em métodos gramaticais, históricos e doutrinários de interpretações, assim como se menciona a possibilidade de integração da norma jurídico-penal a partir de interpretações extensivas e analogia. Em relação à temática referenciada, é possível afirmar que: Alternativas A) Em relação ao direito penal, a analogia é permitida apenas quando aplicada em benefício do réu, não se admitindo sua aplicação para prejudicar a situação dele. A interpretação analógica, por sua vez, é vedada em qualquer hipótese. B) No âmbito do direito penal, a analogia é vedada em qualquer circunstância, uma vez que a lei penal deve respeitar o princípio da taxatividade, pouco importando se a analogia visa beneficiar ou prejudicar o réu. C) A intepretação analógica no direito penal só será permitida caso a extensão operada na norma a partir do método interpretativo seja aplicada em benefício do réu, assim como a analogia, a qual só se admite quando para beneficiar. D) Marcada pelo aluno A interpretação analógica, no âmbito do direito penal, somente é permitida quando autorizada pela norma, seja beneficiando ou não o réu, ao mesmo tempo em que a analogia só é permitida em benefício do agente delituoso, jamais em seu malefício. E) Em relação ao direito penal, a analogia é vedada qualquer que seja a circunstância em que se tente aplicá-la, ao mesmo tempo em que a interpretação analógica é permitida, seja aplicando interpretação capaz de beneficiar ou prejudicar. Feedback: Resposta correta: A interpretação analógica, no âmbito do direito penal, somente é permitida quando autorizada pela norma, seja beneficiando ou não o réu, ao mesmo tempo em que a analogia só é permitida em benefício do agente delituoso, jamais em seu malefício. A interpretação analógica consiste em uma interpretação extensiva da norma penal. Esta, como regra, não pode se operar por estender os limites de incidência da norma incriminadora. Ocorre, porém, que, quando a norma incriminadora expressamente autoriza a interpretação analógica, esta poderá ocorrer em benefício ou em malefício do réu. De outro turno, a analogia consiste em uma técnica de supressão de lacunas. No âmbito criminal, a analogia é vedada, salvo em benefício do réu. Distratores: No âmbito do direito penal, a analogia é vedada em qualquer circunstância, uma vez que a lei penal deve respeitar o princípio da taxatividade, pouco importando se a analogia visa beneficiar ou prejudicar o réu. Errada. A analogia é permitida desde que em benefício do réu. Em relação ao direito penal, a analogia é vedada qualquer que seja a circunstância em que se tente aplicá-la, ao mesmo tempo em que a interpretação analógica é permitida, seja aplicando interpretação capaz de beneficiar ou prejudicar. Errada. A analogia é permitida em benefício do réu, e a interpretação analógica é permitida em malefício ou benefício do réu, desde que expressamente autorizada pela norma penal. Em relação ao direito penal, a analogia é permitida apenas quando aplicada em benefício do réu, não se admitindo sua aplicação para prejudicar a situação dele. A interpretação analógica, por sua vez, é vedada em qualquer hipótese. Errada. A analogia é permitida em benefício do réu, e a interpretação analógica é permitida em malefício ou benefício do réu, desde que expressamente autorizada pela norma penal. A intepretação analógica no direito penal só será permitida caso a extensão operada na norma a partir do método interpretativo seja aplicada em benefício do réu, assim como a analogia, a qual só se admite quando para beneficiar. Errada. A analogia é permitida em benefício do réu, e a interpretação analógica é permitida em malefício ou benefício do réu, desde que expressamente autorizada pela norma penal. Sebastião decidiu realizar nas férias algumas obras em sua residência e resolveu comprar uma pedra de mármore para colocar no balcão de sua cozinha. Ocorre, porém, que as dimensões da pedra não permitiram que ela fosse transportada pelo elevador, tampouco que pudesse ser levada pelas escadas. Com isso, Sebastião resolveu transportar a pedra pelo lado de fora do prédio a fim de que ela fosse colocada em sua residência através da janela. Ocorre que as varandas dos apartamentos de seu prédio eram de vidro. Embora o vento estivesse demasiadamente forte, Sebastião insistiu em transportar o objeto, o qual, após ser balançado por uma ventania muito forte, acabou batendo em uma das varandas dos vizinhos, quebrando a referida fachada e lesionando o morador que nela se encontrava dormindo. Destaque-se que Sebastião claramente acreditava que o fato não iria ocorrer e que a pedra era pesada demais para ser arremessada por uma corrente de vento. Diante disso, é possível afirmar a prática dos fatos por: Alternativas A) Culpa. B) Dolo. C) Gabarito da questão Culpa consciente. D) Preterdolo. E) Marcada pelo aluno Dolo eventual. Feedback: Resposta correta: Culpa consciente. Está correta, pois trata-se de situação na qual o agente, embora preveja a possibilidade de ocorrência do delito, acredita que irá evitá-lo ou que este não ocorrerá. Distratores: Dolo. Incorreta, pois o dolo é a vontade livre e consciente de praticar o crime. Nessa modalidade, o agente sabe o que pode produzir e dirige suas ações com a finalidade de efetivamente fazê-lo. Culpa. Incorreta, pois o crime culposo é aquele em que o agente pratica o crime sem ter a intenção finalística de produzir o resultado. Nesse caso, o agente pratica um crime por ter inobservado um dever objetivo de cuidado. Dolo eventual. Incorreta, pois, no caso do dolo eventual, o agente prevê a probabilidade da ocorrência do delito, mas não deseja praticá-lo, embora não se importe com a sua produção. Diz-se que o sujeito assume o risco de produzir o resultado. Preterdolo. Incorreta, pois, em situações de preterdolo, o agente desejaproduzir um crime, mas o resultado produzido é mais grave do que o que desejado por ele e decorre de culpa do agente. Exemplo seria se o agente quisesse lesionar a vítima e, por culpa, acabasse desencadeando sua morte. De acordo com Luiz Regis Prado, a antijuridicidade compreende “a violação da ordem jurídica em seu conjunto, mediante a realização do tipo [...] o juízo de valor sobre o fato previsto no tipo é tão somente indiciário da ilicitude”. Isso se dá quando o indivíduo age acobertado por uma excludente de ilicitude, a qual terá o poder de afastar o elemento ilicitude e impedir a punição do autor do fato. Diante de tal exposição, é possível afirmar que: Alternativas A) Marcada pelo aluno O estado de necessidade é uma excludente de ilicitude encontrada no Código Penal brasileiro segundo a qual o agente “usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem”, podendo responder por seus excessos. B) Gabarito da questão A legítima defesa é uma excludente de ilicitude encontrada no Código Penal brasileiro, segundo a qual o agente “usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem”, podendo responder por seus excessos. C) O estado de necessidade é uma excludente de antijuridicidade segundo a qual o agente “pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio”, podendo ser arguida pelo indivíduo que possui obrigação jurídica de evitar o fato. D) A legítima consiste em uma excludente de ilicitude na qual o agente “pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se”, podendo ser arguida pelo indivíduo que possui obrigação jurídica de evitar o fato. E) A legítima defesa consiste na excludente de culpabilidade segundo a qual o agente “pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se”. Feedback: Resposta correta: A legítima defesa é uma excludente de ilicitude encontrada no Código Penal brasileiro, segundo a qual o agente “usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem”, podendo responder por seus excessos. Segundo o artigo 25 do Código Penal brasileiro: “Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.” Distratores: A legítima consiste em uma excludente de ilicitude na qual o agente “pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se”, podendo ser arguida pelo indivíduo que possui obrigação jurídica de evitar o fato.Errada. A legítima defesa consiste em excludente de ilicitude na qual o agente atua para repelir injusta agressão atual ou iminente. O estado de necessidade é uma excludente de ilicitude encontrada no Código Penal brasileiro segundo a qual o agente “usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem”, podendo responder por seus excessos. Errada. O estado de necessidade consiste em excludente de ilicitude na qual o agente não pratica a ação para repelir injusta agressão, mas tão somente para evitar perigo de lesão a bem jurídico que não decorre de agressão de outrem. A legítima defesa consiste na excludente de culpabilidade segundo a qual o agente “pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se”. Errada. A legítima defesa não consiste em excludente de culpabilidade, mas sim de antijuridicidade; além disso, conforme já exposto, o agente atua para repelir agressão praticada por outrem. O estado de necessidade é uma excludente de antijuridicidade segundo a qual o agente “pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio”, podendo ser arguida pelo indivíduo que possui obrigação jurídica de evitar o fato. Errada. Aquele que possui obrigação de evitar o resultado não pode arguir estado de necessidade, nos termos do artigo 24, § 1º, do Código Penal. O presidente da República, durante sua campanha, prometeu que facilitaria o acesso a armas para todos os cidadãos, pois, no seu entendimento, isso daria mais segurança à população. Após eleito, o presidente, por decreto, determinou a revogação dos crimes de porte ilegal de arma de uso permitido e o de posse irregular de arma de uso permitido, criando, ainda, a partir do mesmo decreto, um crime novo relacionado ao uso e porte de armamentos. Diante de tal situação, é possível afirmar que o presidente da República não pode criar, alterar ou revogar lei penal em razão do princípio da: Alternativas A) Intranscendência. B) Lesividade. C) Marcada pelo aluno Legalidade. D) Culpabilidade. E) Humanidade. Feedback: Resposta correta: Legalidade. O referido princípio se divide em três, quais sejam: reserva legal, taxatividade e anterioridade. O princípio da reserva legal determina que não basta que a conduta esteja prevista em uma norma, é necessário que ela esteja prevista em lei em sentido estrito. Somente leis complementares ou ordinárias podem revogar, criar ou modificar tipos penais. Com isso, não é possível que um presidente revogue e crie uma lei penal a partir de decreto. Distratores: Lesividade. Errada. Segundo esse princípio, só podem ser consideradas criminosas e punidas pelo ordenamento jurídico condutas que afetem o bem jurídico. Todavia, só é possível afastar condutas pela ausência de lesividade após sua tipificação penal. Culpabilidade. Errada. De acordo com esse princípio, a conduta delituosa, para que seja considerada crime, deve ser praticada mediante uma ação ou omissão dolosa ou culposa. Destaca-se que não há aferição de culpabilidade sem que haja prévia legalidade e taxatividade. Intranscendência. Errada. Segundo esse princípio, a pena não pode incidir sobre pessoa que não tenha praticado o delito, apenas podendo responder pelo crime aquele que o executou. Humanidade. Errada. De acordo com esse princípio, o direito deve respeitar a dignidade da pessoa humana em sua atuação, vedando-se a incidência de penas cruéis e degradantes, como a pena de morte ou o castramento químico. Jamile, após uma discussão com Verena, sua amiga, se descontrolou e desferiu-lhe um soco. O golpe acabou atingindo o maxilar de Verena, fazendo com que ela desmaiasse sobre um paralelepípedo, batesse com a cabeça e viesse a falecer em razão do trauma causado. Claramente uma situação de lesão corporal seguida de morte, na qual a autora não tinha a intenção de matar, mas apenas de lesionar sua vítima. Diante do exposto, é possível inferir que o crime aconteceu por: Alternativas A) Culpa. B) Dolo. C) Marcada pelo aluno Dolo eventual. D) Culpa consciente. E) Gabarito da questão Preterdolo. Feedback: Resposta correta: Preterdolo. Correta. Em situações de preterdolo, o agente deseja produzir um crime, mas o resultado produzido é mais grave do que o desejado por ele e decorre de culpa do agente. Exemplo seria se o agente quisesse lesionar a vítima e, por culpa, acabasse desencadeando sua morte. Distratores: Culpa. Incorreta, pois o crime culposo é aquele em que o agente pratica o crime sem ter a intenção finalística de produzir o resultado. Nesse caso, o agente pratica um crime por ter inobservado um dever objetivo de cuidado. Dolo eventual.Incorreta, pois, no caso do dolo eventual, o agente prevê a probabilidade da ocorrência do delito, mas não deseja praticá-lo, embora não se importe com a sua produção. Diz-se que o sujeito assume o risco de produzir o resultado. Culpa consciente. Incorreta, pois trata-se de situação na qual o agente, embora preveja a possibilidade de ocorrência do delito, acredita que irá evitá-lo ou que este não ocorrerá. Dolo. Incorreta, pois ele consiste a vontade livre e consciente de praticar o crime. Nessa modalidade, o agente sabe o que pode produzir e dirige suas ações com a finalidade de efetivamente fazê-lo. A infração penal possui diversas classificações. Além disso, nem todas as infrações podem ser consideradas “crimes”, pois algumas podem ser contravenções penais. Entre as contravenções e os crimes, apesar de gêneros da mesma espécie, existem diferenças fundamentais que precisam ser conhecidas e identificadas, a fim de que ambos não sejam confundidos. Acerca das diferenças existentes entre o crime e a contravenção, é possível afirmar que: Alternativas A) O crime não admite tentativa, todavia as contravenções, por sua vez, podem ser tentadas ou consumadas. B) Marcada pelo aluno O crime é apenado com reclusão ou detenção, e a contravenção é apenada com prisão simples. C) As contravenções devem ser dolosas ou culposas, mas o crime só precisa ser feito por uma conduta voluntária. D) O tempo máximo de cumprimento da pena privativa de liberdade em ambos os tipos de infração é 30 anos. E) Não existem diferenças entre as figuras do crime e da contravenção, pois elas constituem apenas sinônimos. Feedback: Resposta correta: O crime é apenado com reclusão ou detenção, e a contravenção é apenada com prisão simples. Os crimes não são apenados com prisão simples, apenas as contravenções, assim como a contravenção não é apenada com reclusão ou detenção. Distratores: Não existem diferenças entre as figuras do crime e da contravenção, pois elas constituem apenas sinônimos. Errada. Existem diferenças entre ambas as figuras, não se podendo afirmar consistirem em apenas sinônimos. O crime não admite tentativa, todavia as contravenções, por sua vez, podem ser tentadas ou consumadas. Errada. Os crimes admitem tentativa, e a contravenção somente será punida se consumada. O tempo máximo de cumprimento da pena privativa de liberdade em ambos os tipos de infração é 30 anos. Errada. O limite de cumprimento da pena do crime é de 30 anos, mas o limite de cumprimento para a contravenção é de cinco anos. As contravenções devem ser dolosas ou culposas, mas o crime só precisa ser feito por uma conduta voluntária. Errada. Os crimes devem ser dolosos ou culposos, e a contravenção deve ser praticada com uma conduta meramente voluntária. Em janeiro de 2009, Margarida, esposa de João, recebeu em sua residência uma intimação destinada a seu marido, informando que ele estava sendo processado criminalmente pelo crime de uso de documento falso. Ocorre, porém, que João havia falecido há três meses, impossibilitando seu comparecimento e, consequentemente, que ele fosse punido pelo suposto delito que havia cometido. Desesperada, Margarida buscou orientação jurídica, com dúvidas sobre a possibilidade de ser presa pelo crime cometido pelo marido, uma vez que Josélia, sua amiga, havia lhe dito que ela, mesmo sem ter contribuído com a ação do falecido marido, deveria responder no lugar dele, em razão do parentesco. Considerando as informações descritas, pode-se inferir que, com base nos princípios penais constitucionais, a afirmativa feita pela amiga de Margarida pode efetivamente se concretizar? Justifique. Resposta do aluno 1 2 3 4 5 6 Não, pois a afirmativa da amiga de Margarida não pode se concretizar com base nos princípios penais constitucionais. De acordo com o principio da pessoalidade da pena, consagrado no Art. 5º, inciso XLV, da Constituição Federal brasileira, "nenhuma pena passará da pessoa do condenado". Ou seja a respossabilidade penal é individual. Sendo assim, Margarida não pode ser responsabilizada criminalmente pelo suposto crime cometido por seu falecido marido, uma vez que não contribuiu para a ação crimnosa e não existe previsão legar para que ela responda no lugar dele. O principio da pessoalidade da pena garante que cada um seja resposavel apenas pelos seus proprios crimes, não pelos de terceiros, mesmo que haja parentesco ou qualquer outro vinculo efetivo entre eles. Correção do professor correto Feedback: Expectativa de resposta: Não. A questão versa sobre a possibilidade de uma pessoa ser punida por um crime que não cometeu, sendo apenada no lugar de outra. Invocando-se o princípio da intranscendência, não há que se falar em cumprimento da pena de João por Margarida, uma vez que em nosso sistema tal princípio veda que a pena passe da pessoa do criminoso, ainda que para seus familiares. A ocorrência de delitos pode ser praticada tanto por um único agente quanto por vários agentes. Quando o delito possui mais de um agente, é necessário analisar a teoria do concurso de pessoas aplicada pelo sistema penal para se identificar o grau de responsabilização do sujeito. Podemos classificar os diversos agentes como autores, partícipes, coautores, autores mediatos, autores imediatos, entre outras nomenclaturas. Partindo desse pressuposto e tomando como base a teoria do concurso de pessoas, defina os institutos da coautoria e da colaboração dolosamente distinta. Resposta do aluno 1 2 3 4 5 6 7 Coautoria e Colaboração dolosamente distinta: Coautoria, dois ou mais agentes atuam de forma conjunta e coordenada para a prática de um mesmo crime , contribuindo todos de maneira essencial para realização do resultado. Nesse caso, todos os coautores são considerados responsáveis pelo crime de froma igual, idependente de quem tenha efetivamente praticado o ato final. Colaboração dolosamente distinta, um dos agentes atua de froma idependente e distinta dos demais, com um objetivo próprio e diversos do objetivo comum do grupo. Esse agente crime, mas sem participar diretamente da sua execução principal. A resposabilidade desse colborador é menor do que a dos coautores, pois sua contribuição não é essencial para a realização do delito, e seu dolo é diferente do dolo comum do grupo. Correção do professor correto Feedback: Expectativa de resposta: O concurso de pessoas consiste na prática de condutas delituosas por mais de uma pessoa e é comumente chamado de concurso eventual. Nesse caso, duas ou mais pessoas, possuindo vínculo subjetivo, atuando de maneira relevante para a produção do resultado, contribuirão para a ocorrência do mesmo delito. Por sua vez, a colaboração dolosamente distinta acontece quando um dos agentes, sem que o outro tenha conhecimento ou concorde, acaba praticando conduta mais grave que ajustada. Em relação a essa conduta, que é praticada sem que haja vínculo subjetivo em relação a todos os envolvidos, aquele sujeito que não quis ou concordou com o delito não será responsabilizado pela conduta mais grave. A colaboração dolosamente distinta está disciplinada no artigo 29, § 2º, do Código Penal, segundo o qual: “§ 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o o resultado mais grave”.