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Transtornos do Neurodesenvolvimento 1
🧠
Transtornos do 
Neurodesenvolvimento
Transtorno do Espectro Autista
Transtornos do Neurodesenvolvimento 2
Critérios diagnósticos 
Características essenciais: prejuízo persistente na comunicação social 
recíproca e na interação social e padrões restritos e repetitivos de 
comportamento, interesses ou atividades.
Sintomas presentes desde o início da infância
Limitam ou prejudicam o funcionamento diário 
As manifestações do transtorno variam muito dependendo da gravidade da 
condição autista, do nível de desenvolvimento e da idade cronológica → 
“espectro .ˮ
💡 TEA engloba os transtornos antes chamados de: autismo infantil 
precoce, autismo infantil, autismo de Kanner, autismo de alto 
funcionamento, autismo atípico, transtorno global do 
desenvolvimento sem outra especificação, transtorno desintegrativo 
da infância e transtorno de Asperger
Transtornos do Neurodesenvolvimento 3
Os diagnósticos são mais confiáveis e válidos se baseados em múltiplas fontes 
de informação;
Déficits verbais e não verbais: variam de ausência total da fala, atrasos na 
linguagem, compreensão reduzida da fala, fala em eco até linguagem 
explicitamente literal ou afetada
Mesmo quando habilidades linguísticas formais estão intactas, o uso da 
linguagem para comunicação social recíproca está prejudicado no TEA
Déficits na reciprocidade emocional: podem apresentar pequena ou nenhuma 
capacidade de iniciar interações sociais e de compartilhar emoções, além de 
imitação reduzida ou ausente do comportamento dos outros.
Havendo linguagem, costuma ser unilateral (sem reciprocidade social).
Usada mais para solicitar ou rotular do que para comentar, 
compartilhar sentimentos ou conversar.
Em adultos sem deficiência intelectual, esses déficits aparecem mais em 
dificuldade de processamento e resposta a pistas sociais complexas.
Ex: como e quando entrar numa conversa ou o que não dizer
Déficits em comportamentos de comunicação não verbal: uso reduzido, 
ausente ou atípico de contato visual, gestos, expressões faciais, orientação ou 
entonação da fala.
Atenção compartilhada prejudicada
Em adultos com linguagem fluente, existe dificuldade para coordenar a 
comunicação não verbal com a fala → impressão de “linguagem corporalˮ 
estranha, rígida ou exagerada
Déficits para desenvolver, manter e compreender as relações: pode haver 
interesse social ausente, reduzido ou atípico → rejeição de outros, passividade 
ou abordagens inadequadas que pareçam agressivas ou disruptivas.
Preferência por atividades solitárias ou por interações com pessoas bem 
mais jovens ou bem mais velhas
Frequentemente há o desejo de estabelecer amizades sem uma ideia 
completa ou realista do que isso significa
Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesse ou atividades: 
estereotipias motoras simples, uso repetitivo de objetos e fala repetitiva
Transtornos do Neurodesenvolvimento 4
Resistência a mudanças: adesão excessiva a rotinas e padrões restritos de 
comportamento 
Interesses altamente limitados e fixos, anormais em intesidade e foco
Muitos adultos com TEA sem deficiência intelectual ou 
linguística aprendem a suprimir comportamentos repetitivos 
em públicos.
Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais: respostas extremas a sons 
e texturas específicas, cheirar ou tocar objetos de forma excessiva, 
encantamento por luzes ou objetos giratórios e até indiferença a dor, calor ou 
frio.
As características devem ocasionar prejuío clinicamente 
significativo no funcionamento social, profissional ou em 
outras áreas importantes da vida do indivíduo no presente.
Características associadas que apoiam o diagnóstico 
Discrepância grande entre as habilidades funcionais adaptativas e intelectuais;
Déficits motores: marcha atípica, falta de coordenação e sinais motores 
anormais (como andar na ponta dos pés) podem estar presentes;
Autolesão e comportamentos disruptivos/desafiadores são comuns;
Propensão a depressão e ansiedade;
Pode ocorrer episódio de catatonia.
Prevalência 
1% da população 
Não se sabe se a alta prevalência é devido a expansão dos critérios 
diagnósticos, maior conscientização ou aumento real na frequência do 
transtorno
4x mais frequente no sexo masculino
Sexo feminino tem maior proprensão a deficiência intelectual concomitante
Desenvolvimento e curso 
Transtornos do Neurodesenvolvimento 5
Os sintomas costumam ser percebidos durante o 2° ano de vida 12 a 24 
meses)
A idade e o padrão de início devem ser observados
Antes dos 12 meses se os sintomas forem graves e após os 24 meses se 
forem sutis
Padrão de início: perda de habilidades gradual ou rápida descritas pelos pais 
ou cuidadores, falta de interesse em interações sociais no 1° ano de vida 
Platôs ou regressão no desenvolvimento
Deterioração em comportamentos sociais ou uso da linguagem
Interações sociais incomuns, padrões estranhos de brincadeiras e 
padrões incomuns de comunicação 
O TEA não é um transtorno degenerativo, sendo comum que 
aprendizagem e compensação continuem ao longo da vida
É mais fácil diagnosticar em crianças menores do que em pré-escolares.
Ganhos no desenvolvimento são frequentes no fim da 1ª infância em certas 
áreas
Apenas uma minoria de indivíduos com TEA vive e trabalha de forma 
independente na fase adulta → aqueles que o fazem tendem a ter linguagem e 
capacidades intelectuais superiores
Se o prejuízo for menor, pode ser mais capaz de funcionar com 
independência → mesmo assim podem continuar socialmente ingênuos e 
vulneráveis 
Alguns indivíduos aparecem pela 1ª vez para o diagnóstico na fase adulta → 
pode ser diagnosticado desde que não haja evidências de boas habilidades 
sociais e de comunicação na infância 
Ex: amizades recíprocas e permanentes e boas habilidades não verbais
Manifestações de prejuízos sociais e de comunicação e 
comportamentos restritos/reptitivos são claros no período de 
desenvolvimento. Mais tarde, intervenção e compensação, 
além de apoios atuais, podem mascarar essas dificuldades.
Transtornos do Neurodesenvolvimento 6
Fatores de risco e prognóstico 
Presença ou ausência de deficiência intelectual e comprometimento da 
linguagem associados → linguagem funcional é bom prognóstico
Epilepsia está associada a maior deficiência intelectual e menor capacidade 
verbal → prognóstico mais ruim 
Ambientais: idade parental avançada, baixo peso ao nascer ou exposição fetal 
a ácido valproico
Genéticos e fisiológicos: herdabilidade varia de 3790% e 15% dos casos atá 
associado com mutação genética
Mutações géticas sem penetrância completa
Consequências funcionais 
Ausência de capacidades sociais e comunicacionais: impedimento à 
aprendizagem;
Insistência em rotinas, aversão à mudança e sensibilidades sensoriais: 
interferem na alimentação, sono e tornam os cuidados de rotina 
extremamente difíceis, além de dificultar o estabelecimento da 
independência;
Dificuldades para planejar, organizar e enfrentar mudança → impacto negativo 
no sucesso acadêmico;
Funcionamento psicossocial insatisfatório na idade adulta, isolamento socuais 
e problemas de comunicação.
Cerca de 70% das pessoas com TEA podem ter um 
transtorno mental comórbido e 40% podem ter 2 
transtornos mentais comórbidos
Diagnósticos diferenciais 
Transtornos do Neurodesenvolvimento 7
Transtorno de Déficit de Atenção e 
Hiperatividade
Transtornos do Neurodesenvolvimento 8
Critérios diagnósticosCaracterística essencial: padrão persistente de desatenção e/ou 
hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento ou no 
desenvolvimento
� Desatenção: Divagação em tarefas, falta de persistência, dificuldade de 
manter o foco e desorganização
� Hiperatividade: Atividade motora excessiva quando não apropriado ou 
remexer, batucar ou conversar em excesso
� Impulsividade: Ações precipitadas que ocorrem no momento sem 
premeditação e com elevado potencial de dano à pessoa 
Pode ser um reflexo de um desejo de recompensas imediatas ou de 
incapacidade de postergar a gratificação
Intromissão social e/ou tomada de decisões importantes sem 
considerações acerca das consequências à longo prazo
O TDAH inicia da infância: vários sintomas precisam estar presentes antes dos 
12 anos de idade 
Manifestações do transtorno devem estar presentes em 1 ambiente 
Ex: casa e escola ou casa e trabalho
Transtornos do Neurodesenvolvimento 9
💡 Sinais do transtorno podem ser mínimos ou ausentes quando o 
indivíduo está recebendo recompensas frequentes por 
comportamento apropriado, está sob supervisão, está em uma 
situação nova, está envolvido em atividades especialmente 
interessantes, recebe estímulos externos consistentes ou está 
interagingo em situações individualizadas.
Características associadas que apoiam o diagnóstico 
Não específico do TDAH atrasos leves no desenvolvimento linguístico, motor 
ou social 
Costumam ser comórbidos
Baixa tolerância a frustração, irritabilidade ou labilidade do humor
Desempenho acadêmico costuma estar prejudicado 
Comportamento desatento: problemas cognitivos em testes de atenção, 
função executiva ou memória
Na vida adulta o TDAH está associado com o risco aumentado de tentativa de 
suicídio 
Não há marcador biológico que seja diagnóstico de TDAH 
Prevalência, desenvolvimento e curso 
Ocorre em cerca de 5% das crianças e 2,5% dos adultos
Mais frequente no sexo masculino
21 em crianças e 1,61 nos adultos
Pais observaram atividade motora excessiva quando a criança começa a 
andar.
Difícil distinguir os sintomas do comportamneto normal antes dos 4 anos
Pré-escola: hiperatividade.
Ensino fundamental: o TDAH é mais identificável durante esses anos: 
desatenção mais saliente e prejudicial.
Adolescência: alguns podem ficar estáveis (mais irriquietos ou sensação 
interna de nervosismo, inquietude ou impaciência) e outros desenvolverem 
Transtornos do Neurodesenvolvimento 10
comportamentos antissociais.
Fatores de risco e prognóstico 
Temperamentais: níveis menores de inibição comportamental, de controle à 
base de esforço ou contenção, a afetividade negativa e/ou maior busca por 
novidades
Ambientais: muito baixo peso ao nascer 1,5kg) confere risco de 2 a 3x maior 
para TDAH, tabagismo na gestação, história de abuso infantil, negligência, 
múltiplos lares adotivos, exposiçaõ a a neurotoxinas, infecções, exposição ao 
álcool no útero e a toxinas ambientais
Genéticos e fisiológicos: parentes biológicos de 1º grau como transtorno
Modificadores de curso: padrões de interação familiar
Consequências funcionais 
Crianças e adolescentes: desempenho escolar e sucesso acadêmico 
reduzidos, rejeição social. maior probabilidade de transtornos por uso de 
substâncias e prisão, maior propensão a sofrer lesões e relações familiares 
marcadas por discórdia e interações negativas
Adultos: pior desempenho, sucesso e assiduidade no campo profissional e 
maior probabilidade de desemprego, altos níveis de conflito interpessoal, maior 
risco de acidentes e violações de trânsito e maior risco para obesidade 
Autodeterminação variável ou inadequada a tarefas que 
exijam esforço prolongado frequentemente são interpretadas 
pelos outros como preguiça, irresponsabilidade ou falta de 
cooperação 
Transtornos comórbidos são frequentes: 1/2 das crianças com apresentação 
combinada e 1/4 daquelas com apresentação predominantemente desatenta 
possui transtorno de oposição desafiante 
Diagnósticos diferenciais 
Transtornos do Neurodesenvolvimento 11
Transtornos do Neurodesenvolvimento 12

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