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DISCIPLINA 
CRIMES CONTRA A 
INCOLUMIDADE, PAZ E FÉ 
PÚBLICA 
CONTEÚDO 
Crimes de Incêndio e Explosão 
Crimes contra a Incolumidade, Paz e Fé Pública | 
Introdução 
www.cenes.com.br | 2 
A Faculdade Focus se responsabiliza pelos vícios do produto no que concerne à sua 
edição (apresentação a fim de possibilitar ao consumidor bem manuseá-lo e lê-lo). A 
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dos exemplares reproduzidos ou a suspensão da divulgação, sem prejuízo da 
indenização cabível (art. 102 da Lei n. 9.610, de 19.02.1998). 
 
Atualizações e erratas: este material é disponibilizado na forma como se apresenta 
na data de publicação. Atualizações são definidas a critério exclusivo da Faculdade 
Focus, sob análise da direção pedagógica e de revisão técnica, sendo as erratas 
disponibilizadas na área do aluno do site www.faculdadefocus.com.br. É missão desta 
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Crimes contra a Incolumidade, Paz e Fé Pública | 
Introdução 
www.cenes.com.br | 3 
Sumário 
Sumário ------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 3 
1 Introdução --------------------------------------------------------------------------------------------------- 4 
2 Crimes de perigo comum -------------------------------------------------------------------------------- 4 
3 Crime de incêndio ------------------------------------------------------------------------------------------ 5 
 Sujeitos do crime --------------------------------------------------------------------------------------------------------- 7 
 Elemento subjetivo ------------------------------------------------------------------------------------------------------ 7 
3.2.1 Incêndio culposo --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 7 
 Consumação e tentativa ----------------------------------------------------------------------------------------------- 8 
 Crime impossível --------------------------------------------------------------------------------------------------------- 8 
 Incêndio vs. Dano qualificado ---------------------------------------------------------------------------------------- 8 
 Incêndio vs. Estelionato por equiparação ------------------------------------------------------------------------- 9 
 Aumento de pena ------------------------------------------------------------------------------------------------------ 10 
 Incêndio qualificado --------------------------------------------------------------------------------------------------- 13 
 Ação penal --------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 13 
4 Crime de explosão ---------------------------------------------------------------------------------------- 13 
 Sujeitos do crime ------------------------------------------------------------------------------------------------------- 15 
 Elemento subjetivo ---------------------------------------------------------------------------------------------------- 15 
4.2.1 Explosão culposa ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 15 
 Consumação e tentativa --------------------------------------------------------------------------------------------- 16 
 Explosão privilegiada ------------------------------------------------------------------------------------------------- 16 
 Aumento de pena ------------------------------------------------------------------------------------------------------ 16 
 Explosão qualificada -------------------------------------------------------------------------------------------------- 17 
 Ação penal --------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 17 
5 Conclusão --------------------------------------------------------------------------------------------------- 17 
6 Referências Bibliográficas ------------------------------------------------------------------------------ 18 
 
 
Crimes contra a Incolumidade, Paz e Fé Pública | 
Introdução 
www.cenes.com.br | 4 
1 Introdução 
Os crimes contra a incolumidade pública estão dispostos no título VIII do Código Penal 
e nele, estão compreendidos os crimes de perigo comum, os crimes contra a 
segurança dos meios de comunicação, transporte e outros serviços públicos e os 
crimes contra a saúde pública. 
 
A incolumidade pública está relacionada com o risco e o perigo coletivo das pessoas, 
os crimes contidos no capítulo guardam relação direta com o direito ao bem-estar e 
a segurança dos brasileiros e estrangeiros residentes no País. Portanto, como trata-se 
de uma garantida estendida a todos os cidadãos, é papel do Estado garantir que os 
indivíduos que atentem contra a segurança pública e venham a causar, de um modo 
ou de outro, perigo comum a sociedade. 
 
Assim, nesta unidade, vamos nos dedicar ao primeiro grupo, as condutas que ferem e 
representam um perigo comum a sociedade, tratando a respeito dos crimes de 
incêndio e explosão, previstos, respectivamente, nos artigos 250 e 251 do Código 
Penal. 
 
2 Crimes de perigo comum 
Os crimes de perigo comum, são aqueles que, geralmente, manifestam um perigo a 
vida e a integridade física das pessoas, bem como o patrimônio de terceiros. São 10 
condutas diferentes, elencadas entre os artigos 250 a 259 do Código Penal, que 
podem ser esquematizadas da seguinte forma: 
Crimes contra a Incolumidade, Paz e Fé Pública | 
Crime de incêndio 
www.cenes.com.br | 5 
 
Figura 1 – Crimes de perigo comum. 
Fonte: Núcleo Editorial Faculdade Focus. 
 
3 Crime de incêndio 
O crime de incêndio é definido no art. 250 do Código Penal, ao passo que será punida 
a conduta de “causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o 
patrimônio de outrem”. 
Crimes contra a Incolumidade, Paz e Fé Pública | 
Crime de incêndio 
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Figura 2 – Crime de incêndio. 
Fonte: Núcleo Editorial Faculdades Focus. 
 
Considerando o entendimento de Cleber Masson (2014), o crime de incêndio detém 
como objeto material a substância ou o objeto alvo de incêndio. Ainda, nas palavras 
de Victor Eduardo Gonçalves (2021) “no crime de incêndio, o agente provoca 
intencionalmente a combustão de algum material no qual o fogo se propaga. É 
necessário, ainda, que o incêndio, em razão de suas proporções, cause risco efetivo 
(concreto) para número elevado e indeterminado de pessoas ou coisas”. A conduta 
criminosa está no ato de provocar o incêndio, independente do meio que o agente 
utilize para chegar à combustão do objeto. 
 
Assim, o crime de incêndio, em sentido amplo, além deproteger a vida, integridade 
física e o patrimônio do cidadão, tutela pela incolumidade pública, pois, o tipo penal 
não visa uma vítima em específico, mas sim um número indeterminado de pessoas, o 
crime é praticado contra a sociedade e causa um pavor geral. 
 
Além disso, outro detalhe importante que merece ser destacado é a quem pertence o 
objeto do crime de incêndio, pois, de acordo com o tipo penal, para que o indivíduo 
seja penalizado, o incêndio deve expor “a perigo a vida, a integridade física ou o 
patrimônio de outrem”, ou seja, se o ato for praticado contra um objeto de sua 
propriedade não constitui crime, a conduta será atípica. No entanto, se essa casa 
estiver situada em um condomínio e o fogo representar risco de dano ou destruição 
as demais propriedades, gerando perigo à um número indeterminado de pessoas, 
resta configurado o crime de incêndio, previsto no art. 250 do Código Penal, note que 
Crimes contra a Incolumidade, Paz e Fé Pública | 
Crime de incêndio 
www.cenes.com.br | 7 
nesta situação o perigo é concreto e efetivo. 
 
 
 
 Sujeitos do crime 
Ao analisarmos os sujeitos do crime, nota-se que, o polo ativo pode ser ocupado por 
qualquer pessoa, não se exige uma condição especial do sujeito ativo e, portanto, o 
crime de incêndio é classificado como comum. Já, com relação ao sujeito passivo, o 
crime de incêndio se classifica como vago, uma vez que o polo passivo é representado 
pela sociedade/coletividade, a conduta não é praticada contra uma pessoa específica. 
 
 Elemento subjetivo 
O elemento subjetivo do crime de incêndio é o dolo, ou seja, o agente atua de forma 
livre e consciente para provocar o incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade 
física ou o patrimônio de outrem. No entanto, o crime também pode ser punido na 
modalidade culposa. 
 
3.2.1 Incêndio culposo 
O incêndio culposo está previsto no § 2º do art. 250 do Código Penal e, é punido com 
detenção de 06 meses a 2 anos. De acordo com Victor Eduardo Gonçalves (2021) 
“trata-se de crime que ocorre quando alguém não toma os cuidados necessários em 
determinada situação e, por consequência, provoca um incêndio que expõe a perigo 
a incolumidade física ou o patrimônio de número indeterminado de pessoas”. 
Atear fogo na minha própria casa, constitui crime
de incêndio? Não, desde que a conduta não cause
ou represente perígo a vida, a integridade física ou
ao patrimonio de outras pessoas.
Se a conduta não causar risco à um número
indeterminado de pessoas, nem representar
perígo ao patrimônio de outrem, será atípica.
Crimes contra a Incolumidade, Paz e Fé Pública | 
Crime de incêndio 
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Para contextualizar, imagine que determinada pessoa esteja fumando ao lado de um 
terreno baldio e descarta o cigarro ainda acesso no local, considerando o clima seco 
que se instaurava na região, o resto do cigarro descartado em brasas foi mais do que 
suficiente para gerar um pequeno incêndio nas plantas secas, que rapidamente se 
alastrou para as casas próximas, gerando pânico e causando perigo às pessoas que se 
encontravam no local. Neste caso, o indivíduo não age com a intenção (dolo) de 
causar um incêndio, mas por imprudência dá causa ao resultado, devendo, portanto, 
responder pelo crime de incêndio a título de culpa, nos termos do art. 250, § 2º do 
CP. 
 
 Consumação e tentativa 
Com relação a consumação do crime, esta ocorre quando o incêndio toma grandes 
proporções, gerando perigo comum a um número indeterminado de pessoas, como 
lembra Capez (2020), é de extrema importância que se comprove em cada caso, a 
produção de perigo concreto. Por fim, é válido destacar que, como estamos diante de 
um crime plurissubsistente a tentativa é perfeitamente cabível. 
Ex.: caso o agente inicie o incêndio, mas, este não se concretiza por intervenção de 
terceiros – corpo de bombeiros – ou se o incêndio não atinge o objeto visado não 
gerando um perigo comum. Isto é, o sujeito age com o dolo de praticar a conduta, 
mas, esta não se consuma por circunstâncias alheias a vontade do agente. 
 
 Crime impossível 
Ainda, como no exemplo trazido pelo professor Capez (2020), se o agente supõe estar 
jogando álcool na casa enquanto na verdade, está jogando soro fisiológico, não se 
poderá falar em tentativa, mas sim em crime impossível. 
 
 Incêndio vs. Dano qualificado 
No direito penal vige o chamado princípio da consunção ou, como também é 
conhecido, princípio da absorção, é através dele que uma conduta é utilizada como 
meio para a realização de outra. Trata-se da hipótese do crime-meio e do crime-fim, 
a conduta que, embora praticada de forma isolada constitua uma infração penal 
autônoma, quando empregada para a realização de outra mais grave, é absorvida por 
Crimes contra a Incolumidade, Paz e Fé Pública | 
Crime de incêndio 
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esta. 
 
É justamente isso que ocorre entre o crime de dano qualificado pelo emprego de 
substância inflamável ou explosiva (art. 163, II do CP) e o crime de incêndio (art. 250, 
CP). A primeira conduta é caracterizada quando o agente, para provocar incêndio, faz 
uso de uma substância inflamável, mas na conduta não manifesta perigo a 
coletividade, a conduta não ofende a vida, integridade física ou ao patrimônio de 
terceiros. Agora, se ao utilizar a substância inflamável para provocar um incêndio que 
represente perigo a um número indeterminado de pessoas, o crime de dano 
qualificado fica absorvido pelo crime de incêndio, pois, foi utilizado como um meio 
para a prática do crime-fim. 
 
 
 
 Incêndio vs. Estelionato por equiparação 
Falamos anteriormente sobre a atipicidade da conduta direcionada a bens próprios 
ou quando não representa dano ou perigo a vida e a integridade física de terceiros. 
No entanto, essa possibilidade não se aplica, por exemplo, quando o indivíduo ao 
danificar um bem de sua propriedade acaba atingindo bens de terceiros. 
 
Para contextualizar, imagine a seguinte situação: um indivíduo que, para receber o 
valor do seguro, ateia fogo ao seu veículo em um local afastado da cidade. Observe 
que, nesta situação, o indivíduo não coloca em risco a incolumidade pública, portanto, 
não será responsabilizado pelo crime de incêndio, o fato de causar o incêndio com 
intenção de receber a indenização do seguro, configura o crime de estelionato por 
equiparação, disposto no artigo 171, § 2º, V, CP. 
INCÊNDIO
PERIGO a vida, integridade 
física e patrimônio de terceiro
CRIME DE DANO
PREJUÍZO ao dono do 
patrimônio
Crimes contra a Incolumidade, Paz e Fé Pública | 
Crime de incêndio 
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Contudo, imagine que, o incêndio provocado pelo indivíduo se inicia no veículo, mas, 
no decorrer da ação, acaba atingindo um condomínio que ficava mais afastado da 
cidade. Note que, nesta situação, a conduta praticada pelo agente, embora estivesse 
visando receber uma vantagem pecuniária, feriu a incolumidade pública e, portanto, 
restará configurado o crime de incêndio na sua forma majorada, conforme dispõe o 
§1º, inciso I do artigo 250, CP, à medida que o crime de estelionato será absorvido. 
 
Neste sentido, conforme dispõe Victor Eduardo Gonçalves (2021) “Se a intenção do 
agente é a de obter o valor de seguro, fica absorvido o crime de estelionato (na 
modalidade de fraude contra seguradora – art. 171, § 2º, V, do CP), respondendo o 
agente pelo crime de incêndio com a pena majorada pela intenção de obtenção de 
vantagem pecuniária, que tem pena consideravelmente maior”. 
 
 Aumento de pena 
O art. 250 traz em seu § 1º algumas possibilidades que podem aumentar um terço da 
pena do crime de incêndio. O inciso I menciona a possibilidade de incidir o aumento, 
se o crime for cometido com intuito de obter vantagem pecuniária em proveito 
próprio ou alheio, é o caso do crime de estelionato na modalidade fraude contra a 
seguradora que tratamos no tópico anterior. Já, o inciso II, determina que, o aumentode pena incidirá, se o crime for praticado sob determinadas condições, são elas: 
 
CASA HABITADA OU DESTINADA A HABITAÇÃO 
Para configurar essa hipótese, basta que o indivíduo ateie fogo em uma residência, 
independente se ela estiver vazia ou habitada durante a prática criminosa. Não é 
necessário que o morador esteja na residência, segundo Capez (2020) entende-se 
por casa habitada a residência que pode servir como abrigo/moradia para alguém, 
ainda que esteja desocupada no momento da ação. 
 
EDIFÍCIO PÚBLICO OU DESTINADO A USO PÚBLICO OU A OBRA DE 
ASSISTÊNCIA SOCIAL OU DE CULTURA 
O inciso põe a salvo o edifício público ou destinado ao uso público a obra de 
assistência social ou de cultura, pois, são bens pertencentes a União. Assim, 
conforme destaca Guilherme Nucci (2019), “quando o prédio for de propriedade do 
Crimes contra a Incolumidade, Paz e Fé Pública | 
Crime de incêndio 
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Estado ou tiver destinação pública, isto é, finalidade de atender a um grande número 
de pessoas (ex.: teatros, prédios comerciais em horário de expediente, estádios de 
futebol)”. Além disso, é válido destacar que, para que se configure o aumento não 
precisa que o local esteja aberto no momento do incêndio. 
 
EMBARCAÇÃO, AERONAVE, COMBOIO OU VEÍCULO DE TRANSPORTE 
COLETIVO 
Para a melhor interpretação deste dispositivo, precisamos nos valer da explicação 
de alguns outros institutos jurídicos. De acordo com o art. 2º, inciso V da Lei 
9.537/97, considera-se embarcação “qualquer construção, inclusive as plataformas 
flutuantes e, quando rebocadas, as fixas, sujeita a inscrição na autoridade marítima 
e suscetível de se locomover na água, por meios próprios ou não, transportando 
pessoas ou cargas”. Já, o conceito de aeronave é trazido pelo art. 106 do Código 
Brasileiro de Aeronáutica, como sendo “todo aparelho manobrável em voo, que 
possa sustentar-se e circular no espaço aéreo, mediante reações aerodinâmicas, 
apto a transportar pessoas ou coisas”. Comboio é o termo empregado aos trens e 
veículos de transportes coletivos, são aqueles capazes de transportar diversas 
pessoas (ex.: ônibus). 
 
Por fim, é importante ressaltar que, a majorante não exige que a embarcação, 
aeronave, comboio ou o veículo de transporte coletivo esteja transportando pessoas 
durante o ato criminoso, o aumento de pena será aplicado ainda que o meio esteja 
desocupado. 
 
ESTAÇÃO FERROVIÁRIA OU AERÓDROMO 
“Estação ferroviária é o local onde se processam o embarque e o desembarque de 
passageiros ou cargas de trens; aeródromo é o aeroporto, isto é, área destinada a 
pouso e decolagem de aviões. Não abrange, obviamente, rodoviárias e portos” 
(NUCCI, 2019). 
 
ESTALEIRO, FÁBRICA OU OFICINA 
Estaleiro é o local onde se realizam as construções e eventuais consertos de navios; 
as fábricas são os estabelecimentos destinados a produção de bens de consumo; e, 
por fim, são chamadas de oficinas, os locais onde se realizam consertos de um modo 
geral. E mais uma vez, assim como nas outras situações, não é necessário que haja 
pessoas no local durante a prática criminosa. 
 
Crimes contra a Incolumidade, Paz e Fé Pública | 
Crime de incêndio 
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DEPÓSITO DE EXPLOSIVO, COMBUSTÍVEL OU INFLAMÁVEL 
Neste caso, o aumento de pena se justifica pela proporção que pode alcançar os 
incêndios nesses locais, além de que a dificuldade em os apagar é muito maior, 
devendo o sujeito ser punido com mais gravidade. 
 
POÇO PETROLÍFERO OU GALERIA DE MINERAÇÃO 
Da mesma forma que o exemplo anterior, a incidência do aumento de pena se funda 
na dificuldade de apagar incêndios nesses locais, uma vez que estão repletos de 
substâncias inflamáveis. 
 
POÇO PETROLÍFERO OU GALERIA DE MINERAÇÃO 
Da mesma forma que o exemplo anterior, a incidência do aumento de pena se funda 
na dificuldade de apagar incêndios nesses locais, uma vez que estão repletos de 
substâncias inflamáveis. 
 
LAVOURA, PASTAGEM, MATA OU FLORESTA 
Neste caso, para incidir a majorante, o agente precisa atear fogo em uma lavoura, 
pastagem, mata ou floresta, de modo que o incêndio represente perigo a um 
número indeterminado de pessoas, caso contrário o sujeito responderá por crime 
ambiental, previsto no art. 41 da Lei 9.605/98. 
 
 
 
Incêndio em 
Floresta ou 
Mata
não gera perigo 
a outras pessoas
CRIME 
AMBIENTAL
Incêndio em 
Floresta ou 
Mata
gera perigo a 
outras pessoas
CRIME 
MAJORADO DE 
INCÊNDIO 
art. 250, §1º, II, "h"
Crimes contra a Incolumidade, Paz e Fé Pública | 
Crime de explosão 
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 Incêndio qualificado 
O crime de incêndio qualificado está previsto no art. 258 do Código Penal de forma 
genérica, pois, o dispositivo legal determina que a qualificadora recaia sobre todas as 
condutas de perigo comum que, de forma dolosa ou culposa, resultarem em lesão 
corporal ou morte. 
Art. 258 - Se do crime doloso de perigo comum resulta lesão corporal de natureza 
grave, a pena privativa de liberdade é aumentada de metade; se resulta morte, é 
aplicada em dobro. No caso de culpa, se do fato resulta lesão corporal, a pena 
aumenta-se de metade; se resulta morte, aplica-se a pena cominada ao homicídio 
culposo, aumentada de um terço. 
 
Assim, se do incêndio doloso resulta lesão corporal de natureza grave, a pena privativa 
de liberdade é aumentada de metade, já, se resulta morte, a pena é aplicada em dobro. 
Agora, no caso do incêndio culposo, se resultar lesão corporal a pena aumenta-se de 
metade, já, se resulta morte, se resulta morte, aplica-se a pena cominada ao homicídio 
culposo (1 a 3 anos), aumentada de um terço. 
 
 Ação penal 
No que diz respeito a ação penal do crime de Incêndio, será pública incondicionada a 
representação da vítima, uma vez que o objeto do crime é a incolumidade pública, 
através da vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem. 
 
4 Crime de explosão 
O crime de explosão está disposto no art. 251 do Código Penal e incorre na prática 
deste crime o indivíduo que expõe “a perigo a vida, a integridade física ou o 
patrimônio de outrem, mediante explosão, arremesso ou simples colocação de 
engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos”, estando sujeito a pena 
de reclusão de três a seis anos, além de passível aplicação de multa. 
Crimes contra a Incolumidade, Paz e Fé Pública | 
Crime de explosão 
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Figura 3 – Crime de explosão. 
Fonte: Núcleo Editorial Faculdade Focus 
 
Assim como ocorre no incêndio, o crime de explosão fere a incolumidade pública e 
trata-se de uma conduta de perigo concreto, pois, atinge um número indeterminado 
de pessoas ou coisas. Caso o indivíduo gere uma explosão em local ermo (deserto, 
inabitado), não manifestando perigo a vida, a integridade física, ou ao patrimônio de 
outras pessoas, o ato será atípico. 
 
De acordo com Luiz Regis Prado (2020) “o agente expõe a perigo a incolumidade 
pública através de explosão – ato ou efeito de rebentar, com violência, estrondo e 
deslocamento de ar –, arremesso – lançamento a distância, manual ou mecânico – ou 
colocação – ato de pôr em determinado local – de engenho de dinamite ou de 
substância de efeitos análogos – isto é, a bomba, o aparelho, a máquina infernal ou 
qualquer outro artefato constituído de nitroglicerina ou substância explosiva (v.g., 
derivados de nitrobenzina, do nitrotolueno, do nitrocresol, da nitronaftalina, TNT, 
gelatinas explosivas etc.)”. 
 
Crimes contra a Incolumidade, Paz e Fé Pública | 
Crime de explosão 
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 Sujeitos do crime 
No que diz respeito aos sujeitos do crime, o polo ativo pode ser ocupado por qualquer 
pessoa, dado que o crime de explosão não exige uma condição especial do agente 
infrator, por isso, trata-se de um crime comum. Já, o polo passivo é representado pela 
coletividade, pois, a conduta deve atingir um número indeterminado de pessoas, ou 
seja, classificada comoum crime vago. 
 
 Elemento subjetivo 
O elemento subjetivo da explosão é o dolo, o sujeito ativo deve agir de forma livre e 
consciente, sabendo que a explosão, o arremesso ou a colocação de objeto análogo, 
pode causar um perigo comum a um número indeterminado de pessoas. No entanto, 
a conduta também pune a modalidade a título de culpa. 
 
4.2.1 Explosão culposa 
O parágrafo terceiro do artigo 252, dispõe sobre a modalidade culposa do crime de 
explosão, quando o agente não tem a intenção, mas, por negligência, imprudência ou 
imperícia, acaba gerando o resultado. Assim, de acordo com o dispositivo legal, “no 
Crime de explosão por motivação política: a Lei de Segurança Nacional (nº 
7.170/83) pune especificamente a conduta de praticar explosão por motivação 
política, portanto, quando configurar essa possibilidade, em função do 
princípio da especialidade, o sujeito será responsabilizado pelo art. 20 da Lei 
7.170/83 e não pelo crime de explosão do art. 251 do Código Penal. 
Crime de explosão visando causar um temor social, envolvendo elementos 
de raça, etnia, cor, religião, xenofobia: quando a conduta for praticada com 
o intuito de causar um temor social, envolvendo elementos de raça, etnia, cor, 
religião ou, até mesmo, por xenofobia, será tipificada como terrorismo, com 
base na Lei 13.260/16. 
Crimes contra a Incolumidade, Paz e Fé Pública | 
Crime de explosão 
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caso de culpa, se a explosão é de dinamite ou substância de efeitos análogos, a pena 
é de detenção, de seis meses a dois anos; nos demais casos, é de detenção, de três 
meses a um ano”. 
 
Por fim, conforme destaca Victor Eduardo Gonçalves (2021) “a modalidade culposa 
aqui prevista restringe-se à hipótese de explosão, não abarcando o mero arremesso 
ou a colocação do artefato explosivo”. No mesmo sentido, Guilherme Nucci (2019) 
afirma que, “havendo imprudência, negligência ou imperícia, com resultado previsível 
ao agente, pune-se a forma culposa, embora o tipo penal só tenha levado em conta a 
explosão, e não o arremesso ou colocação” de engenho de dinamite ou de substância 
de efeitos análogos. 
 
 Consumação e tentativa 
A consumação ocorre quando o indivíduo com a explosão, com o simples arremesso 
ou com o ato de colocar o engenho explosivo, gere uma situação de perigo a um 
número indeterminado de pessoas. Segundo Capez (2020) essas ações devem 
representar uma situação de perigo concreto à coletividade. Além disso, por se tratar 
de um crime plurissubsistente, a tentativa é plenamente cabível. 
 
 Explosão privilegiada 
A figura privilegiada do crime de explosão está prevista no parágrafo primeiro do art. 
251, o qual determina que “se a substância utilizada não é dinamite ou explosivo de 
efeitos análogos” a pena será de um a quatro anos e multa. O privilégio é devido ao 
seu baixo potencial lesivo diante dos outros instrumentos. 
 
 Aumento de pena 
As penas impostas ao crime de explosão serão aumentadas em 1/3, se a conduta é 
praticada com o intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio, 
ou se a ação visa atingir: 
→ casa habitada ou destinada a habitação; 
→ edifício público ou destinado a uso público ou a obra de assistência social ou 
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Conclusão 
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de cultura; 
→ embarcação, aeronave, comboio ou veículo de transporte coletivo; 
→ estação ferroviária ou aeródromo; 
→ estaleiro, fábrica ou oficina; 
→ depósito de explosivo, combustível ou inflamável; 
→ poço petrolífero ou galeria de mineração; 
→ lavoura, pastagem, mata ou floresta 
 
 Explosão qualificada 
O crime de explosão, assim como os outros de perigo comum, possuem sua forma 
qualificada no art. 258 do Código Penal, à medida que, se da explosão dolosa resultar 
lesão corporal de natureza grave, a pena privativa de liberdade é aumentada de 
metade, já, se resultar morte, é aplicada em dobro. Por outro lado, na explosão 
culposa, se do fato resultar lesão corporal, a pena aumenta-se de metade, já, se resulta 
morte, aplica-se a pena cominada ao homicídio culposo (1 a 3 anos), aumentada de 
um terço. 
Art. 258 - Se do crime doloso de perigo comum resulta lesão corporal de natureza 
grave, a pena privativa de liberdade é aumentada de metade; se resulta morte, é 
aplicada em dobro. No caso de culpa, se do fato resulta lesão corporal, a pena 
aumenta-se de metade; se resulta morte, aplica-se a pena cominada ao homicídio 
culposo, aumentada de um terço. 
 
 Ação penal 
Por se tratar de um crime que protege a incolumidade pública, a ação penal do crime 
de explosão será pública incondicionada a representação da vítima. 
 
5 Conclusão 
Nesta unidade falamos a respeito dos crimes de incêndio (art. 250, CP) e de explosão 
(art. 251, CP), ambos são espécies dos crimes de perigo comum, praticados contra a 
incolumidade pública. No decorrer do material discorremos sobre os sujeitos do 
crime, elemento subjetivo, consumação e tentativa, eventuais aumentos de pena e as 
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Referências Bibliográficas 
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modalidades qualificadas. 
 
6 Referências Bibliográficas 
CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal - parte especial (arts. 213 a 359-H). 18. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2020. 
MASSON, Cleber. Código Penal comentado. 2. ed. rev., atual. e ampl. - Rio de Janeiro: 
Forense; São Paulo: MÉTODO, 2014. 
PRADO, Luiz Regis. Tratado de direito penal brasileiro: parte especial (arts. 250 a 
361). 3 ed. Rio de Janeiro: Forense, 2019. 
GONÇALVES, Victor Eduardo Reis. Curso de direito penal. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 
2021. 
NUCCI, Guilherme de Souza. Curso de Direito Penal: parte geral: arts. 1º a 120 do 
Código Penal. 3 ed. Rio de Janeiro: Forense, 2019. 
 
 
 
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Referências Bibliográficas 
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	Sumário
	1 Introdução
	2 Crimes de perigo comum
	3 Crime de incêndio
	3.1 Sujeitos do crime
	3.2 Elemento subjetivo
	3.2.1 Incêndio culposo
	3.3 Consumação e tentativa
	3.4 Crime impossível
	3.5 Incêndio vs. Dano qualificado
	3.6 Incêndio vs. Estelionato por equiparação
	3.7 Aumento de pena
	3.8 Incêndio qualificado
	3.9 Ação penal
	4 Crime de explosão
	4.1 Sujeitos do crime
	4.2 Elemento subjetivo
	4.2.1 Explosão culposa
	4.3 Consumação e tentativa
	4.4 Explosão privilegiada
	4.5 Aumento de pena
	4.6 Explosão qualificada
	4.7 Ação penal
	5 Conclusão
	6 Referências Bibliográficas

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