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DA ENTREVISTA INICIAL A DEVOLUTIVA
Antes que se aborde o tema propriamente dito, são importantes algumas definições:
• Professor: é aquele que ensina. Para o exercício dessa profissão, é necessária 
formação acadêmica em Pedagogia ou licenciatura.
• Psicopedagogo: é o profissional que investiga, faz o diagnóstico/levantamento de 
hipótese e a intervenção. Para exercer esta atividade, é necessária especialização 
Lato Sensu, cujo pré-requisito é a formação em nível superior, preferencialmente em 
área de saúde ou formação acadêmica de professor. Em alguns estados do Brasil já 
existe graduação em psicopedagogia.
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O psicopedagogo pode ser:
• Clínico: o trabalho desse profissional é realizado em uma clínica psicopedagógica, 
hospital, espaço próprio e escolas fazendo atendimentos individuais.
• Institucional: o trabalho desse profissional é realizado em uma instituição, podendo ser 
escolar ou empresarial.
• Clínico e Institucional: Considero este o curso que deve ser escolhido, já que com ele o 
profissional estará habilitado para atuar em qualquer um dos campos de atuação 
próprios do psicopedagogo.
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	 O embasamento teórico é fundamental para o diagnóstico psicopedagógico. Aqui 
vamos tratar sobre isto, baseados na Epistemologia Convergente, criada por Jorge Visca, 
que propôs um trabalho integrado com a psicogenética de Jean Piaget, a Psicanálise de 
Sigmund Freud e a Psicologia Social de Enrique Pichon Rivière. Do ponto de vista de 
Visca, a aprendizagem é estabelecida nas relações dos aspectos cognitivo, afetivo e 
social, apoiando-se em princípios interacionista, construtivista e estruturalista.
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	 Jean Piaget escreveu diversos livros sobre o desenvolvimento cognitivo infantil, teve 
como seu principal foco o sujeito epistêmico, ou seja, aquele que constrói conhecimentos. 
A aprendizagem é um processo de reorganização cognitiva, que passa por várias etapas 
de desenvolvimento, onde os conflitos favorecem para uma maturação cognitiva.
Sigmund Freud contribuiu muito com seus estudos sobre a Psicanálise, estudando a 
dinâmica da personalidade, os conteúdos inconscientes, que nos auxilia para o 
entendimento de um diagnóstico da personalidade, os conteúdos inconscientes, que nos 
auxilia para o entendimento de um diagnóstico adequado durante uma avaliação 
psicopedagógica. A criança precisa sempre ser estimulada afetivamente, pois para boa 
aprendizagem é necessário uma relação de amizade e respeito. Esta linha da 
Epistemologia Convergente une os lados primordiais, como o lado cognitivo, afetivo e 
social para um coerente diagnóstico.
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Mas para que isto ocorra é necessário um olhar e escuta diferenciados, que é um 
profissional que previne e trata os problemas de aprendizagem, é um olhar cuidadoso para 
entender o que está ocorrendo com o processo ensino-aprendizagem, as facilidades e as 
dificuldades do indivíduo, que leve ao vínculo positivo com a aprendizagem e o alcance da 
autonomia do sujeito.
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Além do referencial teórico, o profissional necessita ter um olhar refinado para compreender 
o que está nas entrelinhas. É comum que o primeiro lugar onde se identifica o “problema” 
da criança seja a escola, pois muitas vezes os pais não notam, mas o professor percebe um 
sintoma de que alguma coisa não vai bem.
A escola tem preocupação com os alunos que apresentam dificuldades no processo 
ensino-aprendizagem, então conversam com a família para que possam ajudar o sujeito e 
geralmente sugerem uma avaliação psicopedagógica clínica para que possam descobrir o 
real motivo da queixa apresentada.
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Em se tratando de fracasso escolar, é necessário que se leve em conta uma série de 
fatores, a começar pelo contexto de vida da criança e da família. Deve-se também 
considerar que as crianças são diferentes entre si e têm especificidades próprias, além 
do fato de cada uma delas estar em um momento diferente de desenvolvimento.
	 Hábitos, costumes, religião, valores que são comuns nas famílias, e até mesmo nos 
professores e funcionários da escola, podem interferir na percepção que a criança tem do 
mundo à sua volta. 	 É comum que a família e a escola coloquem toda expectativa sobre 
a criança, sem se darem conta de que muitas vezes esta ainda não se encontra em 
condições de abarcar toda a responsabilidade e a cobrança que lhe são atribuídas. Por 
esse motivo, escola e família se frustram e atribuem o fracasso escolar à criança. Esse é 
o momento em que ocorre o encaminhamento para o Psicopedagogo.
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Dizemos que a aprendizagem acadêmica é a entrada do sujeito para o mundo letrado, 
com competências adquiridas ao longo dos anos nos bancos escolares. O aluno 
incorpora tudo o que lhe é ensinado e, ao se apropriar deste ensinamento, passa para a 
etapa das representações simbólicas. Quando a criança aprende, afirma-se que ela é um 
aprendiz ativo e essa aprendizagem lhe dá certa autonomia.
Ocorrem muitas vezes casos em que o entusiasmo e a ansiedade da criança, se não 
percebidos pelo professor (e às vezes não o são), podem atropelar o processo de 
aprendizagem. O mesmo ocorre com o psicopedagogo durante o diagnóstico. 	O 
diagnóstico psicopedagógico vai além das sessões do consultório, devendo ser 
multidisciplinar, ou seja, o psicopedagogo, o professor, a família e outros profissionais da 
área de saúde (psicólogos, neuropediatras, nutricionista, fonoaudiólogos, terapeuta 
ocupacional e fisioterapeuta) devem estar unidos a fim de diagnosticar e intervir no caso 
que lhe compete.
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ENTREVISTA INICIAL
	 Após o contato telefônico, agenda-se a entrevista inicial. Nesse momento, o sujeito 
pode estar presente e participar ativamente da sessão, pois ele traz fatos importantes 
sobre o que acontece com ele na escola e porque não aprende. Observa-se também a 
relação mãe e filho, que poderá ser investigada na anamnese.
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O psicopedagogo precisa saber como é esse sujeito, quais são os recursos de 
conhecimento que ele utiliza, de que forma ele produz seu conhecimento e quais são suas 
influências afetivas e inconscientes, sendo fundamental conhecer o sistema de educação 
e os métodos educativos. Igualmente indispensável é ter ciência de quais são os fatores 
que interferem e favorecem o aparecimento das dificuldades de aprendizagem no 
processo escolar.
Iniciando o diagnóstico e o processo terapêutico, o profissional psicopedagogo deve 
orientar a família sobre como ocorrerão os atendimentos. Primeiramente, estabelece-se 
um contrato de atendimento, visando esclarecer qualquer tipo de dúvida e estabelecer as 
bases sobre as quais se dará a terapia.
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	 Os pais acreditam que esse diagnóstico e a “cura” são obtidos em um piscar de 
olhos e, por essa razão, há a necessidade de orientação a respeito de como serão 
realizados os encontros, ou sessões, para que não haja evasão quando acham que os 
resultados estão demorando muito ou a criança não apresenta resultados positivos. A 
anamnese configura-se como o segundo passo a ser dado. Somente os pais serão 
ouvidos, sendo importante que pai e mãe estejam presentes.
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Oriento fazer a anamnese na terceira sessão. Na primeira sessão é feita a entrevista com a 
família (o sujeito poderá estar ou não presente) e contrato de trabalho, na segunda sessão 
“e primeira com a criança a sós” deve ser feita a EOCA (aproveitar para fazer a formação 
de vínculo), posteriormente faz-se a anamnese e os demais testes e jogos até a devolutiva.
Esta entrevista visa também confirmar ou descartar algumas hipóteses levantadas na 
EOCA. Uma anamnese bem feita é a base para um bom levantamento de hipótese. Pois a 
anamnese conta toda a história de vida do sujeito, desde a gestação, e isso dará uma 
série de dados objetivos que estão vinculados  ao problema atual e também permitedetectar problemas provenientes da própria família.
Deixamos um modelo de anamnese em anexo nos materiais do curso. 
A ANAMNESE
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O psicopedagogo deve dirigir-se até a escola para conhecer 
o local, o professor, o coordenador, e saber sobre o sujeito 
que está sendo avaliado, sendo importante:
• Ouvir do professor no que se refere a como ele vê esse 
aluno em relação à classe;
• Saber como o sujeito se relaciona com o meio escolar;
• Entender como o professor vê essa criança no tocante ao 
ensino e aprendizagem;
• Prestar atenção ao que o sujeito é capaz de fazer, mesmo 
porque a tendência é manter o foco no que ele não sabe. 
Porém, é preciso considerar o que ele sabe, o que 
consegue fazer e como consegue fazer.
Visita à instituição escolar e entrega do relatório ao professor:
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Nesse momento é entregue ao professor o RPP- Relatório do professor 
para intervenção psicopedagógica no qual o professor responderá diversos 
questionamentos sobre o sujeito em tela.
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	 Alguns testes são utilizados para o diagnóstico psicopedagógico, de acordo com o 
referencial teórico adotado. Ao identificar a necessidade se submeter o sujeito a esse tipo de 
testes, o psicopedagogo iniciará a aplicação de diversos testes que lhe competem. Alguns 
deles são:
- EOCA – Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem;
- Provas Projetivas;
- Avaliação do grau de leitura e escrita;
- TDE – Teste de desenvolvimento escolar;
- Perfil de habilidades fonológicas;
- Provas Operatórias Piagetianas;
- Teste ABC;
- COMFIAS;
- PROLEC; 
- IAR;
- Caixa de Areia, dentre outros.
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Os jogos e brinquedos também são utilizados com bastante êxito durante as sessões 
diagnósticas. Nesse caso, o olhar clínico e minucioso do profissional o ajudará a identificar 
diversos aspectos que lhe indicarão indícios os quais servirão de peças para montar o quebra 
cabeça do diagnóstico.
Além da entrevista individual e da anamnese, os testes citados acima são importantes 
recursos para o processo de investigação, mas não são obrigatórios. Dessa forma, o 
profissional utilizará os recursos que mais se identifica durante a sua prática. E com o tempo, 
ele mesmo montará seu próprio “plano base”, assim como os planos terapêuticos individuais.
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Outro procedimento importante é a formação de vínculo com o sujeito. E isso já deve 
acontecer desde a primeira sessão utilizando-se de materiais, jogos e recursos divertidos os 
quais sejam do interesse do sujeito a fim de obter um melhor retorno e interesse já nesse 
primeiro momento. E como saber quais os interesses do sujeito já no primeiro já na primeira 
sessão? Oriento que durante a anamnese o psicopedagogo pergunte sobre algo do interesse 
do aprendente para que ele possa providenciar. 
Ex: slime, pipoca (levar a pipoqueira elétrica e fazer junto com a criança), desenhos de 
dinossauros...), o profissional poderá colocar itens do interesse do aprendente dentro da 
caixa EOCA. É importante buscar ganhar a confiança e desenvolver a alto estima do 
sujeito já na primeira sessão. 
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Nas sessões diagnósticas, ocorre uma relação entre psicopedagogo e sujeito, nas quais 
um busca conhecer o outro. Esse é o processo por meio do qual se consegue entrar no 
mundo desse sujeito e compreender o que o impede de aprender, suas dificuldades, 
seus anseios e seus medos.
	 No procedimento diagnóstico, a escuta psicopedagógica é primordial, porque vai 
trazer e nortear o diagnóstico e a intervenção. Durante a escuta é que se pode saber 
qual é o interesse do sujeito em aprender ou ignorar o aprendizado.
	 Diversos aspectos devem ser levados em consideração no processo de diagnóstico 
como o social, orgânico, cognitivo, emocional e pedagógico.
•
DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO
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• Aspetos orgânicos 
Estão relacionados à saúde física deficiente, alimentação inadequada, problemas no sistema 
nervoso. Quando ocorrem alterações nos órgãos sensoriais, estas podem impedir ou 
dificultar a aprendizagem.
• Aspecto cognitivos 
Estão ligados à capacidade de aprender, de memorizar, de atenção e antecipação.
	 Pode-se dizer ainda que essa incapacidade de 
aprender pode estar ligada à falta de recursos 
intelectuais que a impedem de elaborar ou mesmo 
testar suas hipóteses.
	 Essa falta de recursos pode ser atribuída a um 
ambiente em que essa criança não tenha acesso 
aos estímulos necessários para a aquisição do 
conhecimento, pois o desenvolvimento cognitivo é 
um processo de construção que ocorre por meio da 
interação do sujeito com o meio.
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• Aspectos emocionais:
	 Estão ligados ao desenvolvimento afetivo e à construção do conhecimento de forma 
inconsciente. Esse desenvolvimento afetivo não cabe somente aos componentes externos, 
fora da escola, cabendo inclusive à escola. Na verdade, muitas vezes, as dificuldades de 
relacionamento familiar aparecem como um sintoma de que algo não vai bem na dinâmica 
familiar.
	 Resolver o sintoma ou a inibição de aprendizagem de fracasso escolar, quando a causa é 
estrutural, indivíduo/família, exige do psicopedagogo uma postura firme, a fim de colocar os 
envolvidos em contato com a realidade, para que possam atuar de maneira positiva, 
reconhecendo essa realidade e colocando-se à disposição para a mudança de conduta. 
Caso seja necessário, o encaminhamento da família ao psicólogo contribuirá com o sucesso 
das intervenções. 
•
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• Aspectos sociais:
	 Abrangem a perspectiva da sociedade em que a família e a escola estão inseridas e da 
ideologia das classes sociais. Muitas vezes a ideologia da escola não é a que os pais 
almejam para os seus filhos. Apesar de os pais buscarem eleger as “melhores” escolas 
para os seus filhos, não há garantias de que essa será a escolha ideal, pois muitas vezes a 
escola não corresponde às expectativas.
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• Aspectos pedagógicos:
	 São os aspectos ligados à metodologia de ensino, à estruturação das turmas, à avaliação, à 
quantidade e qualidade de  informações que interferem no processo de ensino e aprendizagem. 
Alguns teóricos reforçam que a boa escola é a que fornece oportunidade para que o aluno aprenda 
e adquira autonomia de vida e não a que produz alunos inseguros, que não conseguem criar.
	 Grande parte dos autores de Psicopedagogia reforça que a aprendizagem é um processo de 
construção permanente, e essa construção acontece na interação com o meio em que o sujeito 
está inserido, inicia-se com a família e se expande para todo o rol da sociedade. Algumas questões 
relativas à dificuldade de aprendizagem são fáceis de serem identificadas no sujeito, como, por 
exemplo, questões relacionadas à cultura de um povo, classe socioeconômica, idade cronológica 
da criança, problemas familiares, metodologia da escola, exigências da escola, conteúdo 
apropriado para a turma.
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O processo de ensino e aprendizagem conta com duas polaridades. De um lado o conhecimento 
de quem ensina e, do outro, de quem aprende, que também traz sua bagagem de conhecimento.
	 Para o diagnóstico psicopedagógico, é necessário analisar duas situações: o momento 
presente, que chamamos de eixo horizontal, e o momento passado, chamado de eixo vertical, 
que corresponde à construção do sujeito.
	 Feito o diagnóstico, inicia-se o processo de intervenção, utilizando recursos que possibilitem 
solucionar ou minimizar o problema. Pode-se afirmar que o diagnóstico não é estanque, pois 
durante o processo de intervenção, a investigação continua e novas informações vão surgindo à 
medida que o vínculo sujeito e profissional vai se estabelecendo.
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	 O diagnóstico é um processo contínuo e com procedimentos específicos para cada caso, 
independentemente do referencial teórico adotado ou da metodologia a seguir. O momento da 
entrevista é consideradoessencial e o ambiente onde ela acontece deve ser acolhedor e não 
se apresentar como uma sala de aula. O tempo reservado para as sessões deve ser suficiente 
para essa prática, nem curto, nem longo demais.
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A PRIMEIRA SESSÃO DIAGNÓSTICA
Na primeira sessão diagnóstica, é comum que ocorra um sentimento de ansiedade de 
ambos os lados: família/sujeito e terapeuta. O sujeito chega carregado de interrogações, 
julgando-se o maior “problemático”. A ansiedade, no caso do psicopedagogo, manifesta-se 
no desejo de compreender o seu cliente e, nos pais, por terem que revelar fatos conscientes 
e inconscientes de suas vidas, nunca revelados antes. 
	 A ansiedade equilibrada não é prejudicial, mas, no caso de ser excessiva, pode 
prejudicar o processo diagnóstico, tornando a ação improdutiva. Por vezes os pais acabam 
mudando de profissional, isso quando o profissional observa algumas atitudes dos pais 
interferindo no processo da criança, sendo que mudanças de conduta dos pais incomodam, 
não sendo muito aceitas, dessa forma é necessário cautela durante as conversas e 
orientações aos pais. Quando eles preferem mudar de terapeuta, até para ouvirem que o 
problema é de qualquer um, menos deles próprios, acabam por ouvir a mesma informação 
de outros profissionais. 
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	 No momento da entrevista, há questões que colaboram muito para o diagnóstico e, 
portanto, devem ser observadas como o respeito pela vez de cada um se pronunciar, pelas 
diferentes opiniões, se apenas um membro fala, o tipo de vínculo entre pai mãe e filho, o que o 
sintoma em questão trouxe para a família, como se colocam em relação à queixa da escola.
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FATORES DOS DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM:
O ato de aprender envolve vários fatores, tais como: intelectual, 
psicomotor, físico, social e emocional. Dentre esses fatores, o 
emocional é o que tem maior importância na aprendizagem 
infantil, sendo que os demais guardam sua devida importância 
também. A aprendizagem traz para o sujeito autonomia e 
conhecimento.
Quando se observam mudanças de comportamento no sujeito, 
podemos dizer que houve aprendizado significativo para ele. Para 
que a aprendizagem seja eficaz e garanta a mudança de 
comportamento, ela não deve ser ministrada de forma mecânica. 
O sujeito precisa enxergar um sentido, uma relação entre o que 
está aprendendo e a sua vida.
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É importante lembrar que para que ocorra a aprendizagem, deve-se respeitar o desenvolvimento 
das estruturas corporais, neurológicas e orgânicas de cada criança.Todo conteúdo a ser 
transmitido para a criança deve imprescindivelmente respeitar as etapas do desenvolvimento 
infantil, caso contrário, a escola e o professor estarão contribuindo para a promoção de uma 
dificuldade de aprendizagem em seu aluno. As escolas atualmente estão recebendo a cada ano 
crianças mais novas e imaturas, sendo que uma porcentagem dessas crianças revela problemas 
de aprendizagem.
Apresentam-se cognitivamente muito estimuladas, porém imaturas no que se refere ao 
desenvolvimento motor. As crianças mudaram, mas os professores são os mesmos e, por vezes, 
estão despreparados para lidar com esse novo público que deixou as atividades motoras 
durante as brincadeiras do dia a dia pela utilização do tablete, celular e computador desde a 
mais tenra idade dificultando, dessa forma, o desenvolvimento infantil.
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O NORMAL E O PATOLÓGICO NAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
Normal e patológico:
	 O problema de aprendizagem ou a dificuldade de aprendizagem (DA), ocorre no período 
escolar em momentos diferentes para cada sujeito, o que implica em uma investigação 
envolvendo a família da criança para descobrir o que está impedindo ou impossibilitando o 
aprendizado da mesma.
	 Para ter um bom desenvolvimento, o sujeito precisa de um ambiente afetivamente 
equilibrado, no qual possa satisfazer as necessidades inerentes ao seu estado infantil. Quando 
isso não ocorre, gera uma situação de desequilíbrio, resultando muitas vezes em 
comportamento problemático ou mesmo patológico. Esse desequilíbrio manifesta-se em 
dificuldade emocional, alta sensibilidade, sentimento de rejeição, sensação de pânico, 
ansiedade, regressão ou infantilização.
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O comportamento anormal da criança pode ter origem na própria criança, chamado de fator 
genético, e quando decorrente do meio ambiente, de fator social. O professor, ao observar as 
anormalidades, deve levar em conta as características apresentadas pelo sujeito, a permanência 
do sintoma, se a criança está vivendo um período difícil em seu lar ou na escola, se essa é uma 
situação provisória a partir de um problema pontual, para depois poder ajudar a criança a superar 
esse conflito.
Cabe ao professor perceber que seu aluno está apresentando uma dificuldade de aprendizagem e 
até investigar, envolvendo os pais para descobrir se ocorrem fatores orgânicos, neurológicos, 
mentais e/ou psicológicos, e fazer os devidos encaminhamentos.
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DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
Sabe-se que criança com dificuldade de aprendizagem não deve ser classificada como deficiente 
mental. Ela pode apresentar problemas de comportamento, discrepância na linguagem, dificuldade 
psicomotora, mas aprende segundo o seu ritmo mais compassado. Para essa criança, algumas 
coisas podem ser muito difíceis de aprender, ao passo que outras ela aprende com mais facilidade. 
No entanto, os programas escolares não estão preparados para enfrentar esse tipo de ocorrências.
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A dificuldade de aprendizagem tem origem orgânica, na 
maioria dos casos, e de alguma forma está ligada ao 
funcionamento do Sistema Nervoso Central, órgão 
responsável pela aprendizagem. Não se pode definir que 
a criança com dificuldade de aprendizagem seja 
portadora de deficiência visual, auditiva ou mental, 
porém, que fique bem claro: nesses casos, a inteligência 
é normal, apenas a forma como ela aprende se 
diferencia dos esquemas padronizados.
É necessário que o professor conheça o funcionamento 
do sistema nervoso central para entender o seu aluno e 
fazer algo por ele, e esse conhecimento é imprescindível 
ao psicopedagogo, para que proceda à intervenção e à 
reeducação do aluno.
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FATORES DOS DISTÚRBIOS E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
Os termos dificuldade de aprendizagem e distúrbio de aprendizagem causam confusão.
Dificuldade de aprendizagem  – é de origem pedagógica e caracteriza-se por um resultado 
consideravelmente abaixo do esperado no desenvolvimento de elementos básicos como: 
escuta, fala, leitura, escrita, raciocínio lógico e habilidades matemáticas.
Distúrbio de aprendizagem  – é de origem neurológica e está relacionado com fundamentos 
orgânicos, como: lesão cerebral, hereditariedade, características de funcionamento do sistema 
nervoso central e outros, e demanda um tratamento específico.
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Os fatores podem ser:
• Fatores biológicos
Dos fatores biológicos das DAs, destacamos os fatores genéticos:
• pré-natal
• perinatal
• pós-natal
• fatores neurológicos
• fatores neuropsicológicos
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Alguns estudiosos tornaram públicas questões determinantes para o desenvolvimento 
cognitivo, quais sejam:
• problema intrauterino
• variações genéticas
• anóxia
• hipóxia
• malformação congênita
• incompatibilidade de Rh
• lesões cerebrais
• doenças infecciosas
• hemorragias cerebrais
• disfunção cerebral
• prematuridade
• desordem do desenvolvimento
• anemias
• má nutrição
• traumatismo e acidentes
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• Fatores genéticos
Os fatores genéticos são ocasionados por alterações cromossômicas e também por 
herança genética.
Habilidades linguísticas:
Habilidades psicomotoras:
• discriminação auditiva e visual
• sequenciação
• associação auditiva
• lateralização
• visuoespacial
• dominância de hemisférios
• integração Inter sensorial
•significação
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• Generalização: 
Apesar de haver poucas pesquisas sobre hereditariedade e dislexia, é importante conhecer a 
causa para poder fazer a identificação precoce, contribuindo, assim, para um diagnóstico correto 
seguido de seu respectivo tratamento.
A Síndrome de Down também é ocasionada por desordem genética ou anormalidade 
cromossômica. Apesar de apresentar dificuldade de aprendizagem, o sujeito com Síndrome de 
Down consegue aprender, porém em um ritmo mais lento.
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• Fatores pré, peri e pós-natal: 
Alguns estudiosos realizaram uma pesquisa fazendo o 
acompanhamento com crianças que sofreram anóxia no parto 
e com crianças que não passaram por esse processo. Eles 
observaram que as crianças não afetadas apresentaram melhor 
desempenho na leitura, na atenção e na concentração. Outra 
situação relatada na pesquisa foi a de crianças com problemas 
de aprendizagem, cujas mães tiveram complicações no parto, 
tais como: pré-eclâmpsia, hipertensão e hemorragia vaginal.
Outros casos igualmente apresentaram problemas de 
aprendizagem, decorrentes de fatores como prematuridade e 
parto prolongado, somados a condições socioeconômicas 
desfavoráveis.
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• Fatores neurobiológico e neurofisiológico: 
	 Pesquisas comprovaram que a falta de amadurecimento do cérebro provoca disfunção na 
aprendizagem. A nutrição deficiente, as carências afetivas e a falta de estímulo no período de 
desenvolvimento da criança afetam o desenvolvimento do sistema nervoso central. Há autores que 
afirmam que a má nutrição acarreta problemas no desenvolvimento cognitivo com implicações na 
leitura.
	 O sistema nervoso está em formação a partir do primeiro trimestre de gestação até os dois anos 
de idade. Portanto, qualquer lesão que porventura ocorra nesse período poderá vir a prejudicar o 
processo de aprendizagem verbal ou não verbal do sujeito. A nutrição deficiente nesse período do 
desenvolvimento, por exemplo, acarretará transtorno na integração audiovisual, integração 
visuocinestésica e intersensorial.
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• Fatores sociais
	 Durante anos de trabalho em escolas centrais e de periferia, é possível observar o quanto essas 
características pesam na vida dessas crianças, não apenas no aspecto de aprendizagem, mas 
como um todo em suas vidas.
	 Fatores bioetiológicos estão ligados aos fatores socioetiológicos. Ambos provocam uma 
relação complexa, presente nos casos de dificuldade de aprendizagem. Condições sociais 
desfavoráveis e desumanas são indutoras do atraso do sistema nervoso central (SNC). Crianças 
privadas de estímulo social, cultural e econômico têm sua formação acadêmica bastante prejudica.
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• Fatores de envolvimento e de privação cultural 
	 Quando se compara a clientela de escolas de periferia com a das escolas de bairros melhores, 
pode-se comprovar uma realidade na qual não se excluem somente os alunos, mas os pais desses 
alunos também. Muitas vezes os pais não comparecem às reuniões porque não compreendem o 
que os professores estão falando.
	 A falta de nivelamento na comunicação entre as partes envolvidas também prejudica o processo 
de diagnóstico, pois existem barreiras regionais, socioculturais, de classes sociais (professores 
transferidos de escolas de periferia ou para escolas de periferia), intelectuais e até mesmo de 
vestimenta (professores muito bem vestidos geram constrangimento no relacionamento entre pais e 
professores).
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ANÁLISE CONTEXTUAL DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
Sabe-se que a política de educação está pautada em preocupações econômicas e 
administrativas, ignorando fundamentos de pesquisas científicas e não se preocupando com a 
taxonomia dos sujeitos com dificuldades de aprendizagem, cuja quantidade chega a ser maior 
do que o número de sujeitos chamados de “normais”.
Os recursos financeiros são igualmente limitados e insuficientes, dificultando ainda mais essa 
equação. O índice de reprovação nas séries iniciais, do primeiro ao quinto ano, é muito alto, 
diminuindo a partir do sexto ano devido ao fato das equipes escolares (professores, 
coordenadores, diretores), os legisladores políticos e os responsáveis pela educação terem um 
conceito etéreo a respeito da dificuldade de aprendizagem.
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Infelizmente os profissionais que lidam diretamente com a dificuldade de aprendizagem 
contam apenas com a opinião de outros profissionais que se valeram de didáticas eficazes 
em alguns casos, mas essa é uma prática que não se aplica a todos os alunos com DA.
Reação contextual social: 
Grupos de pais e associações vêm se mostrando insatisfeitos com a forma como acontece a 
inclusão de crianças com dificuldades de aprendizagem e buscam soluções para os 
problemas de seus filhos. O que é apresentado por parte da escola, porém, é ineficiente e 
não atende às reais necessidades desses alunos.
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As associações e grupos de pais encontram profissionais (professores) com boa 
vontade, mas sem conhecimento teórico-científico para uma intervenção eficaz e, 
quando deparam com profissionais que aplicam métodos  profícuos, esbarram em 
obstáculos e impedimentos dos sistemas educacionais.
	 O ministério da educação adotou um conceito mais abrangente para definir a 
dificuldade de aprendizagem, passando a chamá-la de Necessidades Educativas 
Especiais. Apesar do caráter mais abrangente, na verdade, essa conceituação passa a 
ser restrita no momento em que se consideram apenas as necessidades educativas, 
devido ao entendimento de que este não envolve nenhum outro problema. A taxonomia 
da Dificuldade de Aprendizagem não se fundamenta apenas em um dado, mas em um 
conjunto de problemas e de diversos sintomas. A investigação relativa à dificuldade de 
aprendizagem ocorre isoladamente, não havendo nenhuma pesquisa voltada para esse 
tema no campo científico.
	
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O que o sujeito não é capaz de realizar, em um determinado 
momento, é introduzido sob outra abordagem, para que ele 
consiga realizar ou aprender de outra maneira.
É importante salientar que o psicopedagogo poderá atender 
diferentes faixas etárias, desde a mais tenra idade até o 
idoso. Para isso é necessário que o profissional busque 
novos cursos de extensão focados no público que ele 
deseja atender, assim como se faz necessário o 
investimento em pesquisa, literatura e recursos de trabalho 
próprios para o atendimento deste público.
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O PLANO TERAPEUTICO PSICOPEDAGÓGICO 
	 O plano terapêutico é individualizado e deve ser feito de acordo com a queixa 
apresentada pela família. Isso não significa que você irá investigar apenas os aspectos 
relatados na queixa, mas serão investigadas todas as habilidades que deveriam ser 
alcançadas para aquela faixa etária e os aspectos num todo.
	 Para isso, tenho um plano terapêutico que chamo de “plano base”, o qual serve como 
base para todo processo de diagnóstico. Sendo inserido nele, apenas o necessário para 
cada caso em específico. Segue o Plano Base:
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	 Durante cada sessão se faz necessário à utilização de jogos diversos e brinquedos através 
dos quais o profissional irá fazer uma avaliação qualitativa através da observação do 
desempenho, comportamento e desenvoltura. Tudo que for observado deverá ser anotado em 
prontuário próprio para servir de suporte ao final durante a confecção do relatório final/
devolutiva e encaminhamentos.
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CONHECENDO MELHOR OS TESTES PSICOPEDAGÓGICOS 
✓Entrevista Inicial
Esse é o momento do primeiro contato após o contato telefônico, e ocorrerá no mesmo 
dia da assinatura do contrato de atendimento psicopedagógico. Neste dia a criança 
poderá ou não estar presente, isso dependerá do comportamento da mesma. Nesta 
entrevista será perguntado sobre queixa, 
✓Anamnese
É uma entrevista a qual é realizada com a família do sujeito.É importante que o sujeito 
investigado não esteja presente nesta sessão, já que poderão ser relatados fatos que não 
convém que ele escute como forma de não contaminar o processo e não traumatiza-lo.
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✓EOCA – Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem
Este instrumento será utilizado na primeira sessão com a criança, podendo ser repetida em 
outra sessão caso não dê tempo de completa-la.
Durante a entrevista é colocada à frente do sujeito uma caixa com diversos materiais 
pedagógicos e outros do interesse dele como um carrinho por exemplo. Solicita-se que o 
sujeito utilize o que desejar e enquanto isso o psicopedagogo faz observações, anotações e 
questionamentos próprios do formulário desta entrevista.
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✓Visita à instituição escolar e entrega do relatório RPP – Relatório do professor para o 
psicopedagogo. Este relatório contém questões que o professor consegue identificar no dia 
a dia escolar, são questões relacionadas a conduta, comportamento, evolução ou atraso 
escolar. 
✓Avaliação do grau de leitura e escrita – Deverá ser proposta atividades que permitam 
identificar o nível da escrita que o sujeito se encontra. (Pré-silábica, silábica, silábica-
alfabética). Para isso você poderá utilizar o formulário proposto ou o recurso que mais lhe 
convier.
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✓Provas Projetivas – Tem o objetivo de fazer o sujeito se expressar através do desenho e 
dessa forma deixar transparecer fatos os quais não foram relatados.
✓Teste ABC – Tem como objetivo verificar o nível de maturidade requerida para aquisição da 
leitura e da escrita em crianças de séries iniciais.
✓PHF – Perfil de Habilidades Fonológicas – tem como objetivo fornecer dados sobre a 
capacidade do indivíduo em processar os aspectos fonológicos. Faixa etária de 5 10 anos.
✓Provas Operatórias Piagetianas – Tem como objetivo identificar se a idade cognitiva 
corresponde a idade cronológica.
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✓TDE – O TDE II tem por objetivo avaliar habilidades básicas de leitura, escrita e aritmética 
podendo ser utilizado não apenas como uma triagem universal do processo de aprendizagem 
desses três domínios do desempenho escolar, mas também como instrumento de avaliação ou 
como parte de uma bateria de instrumentos com fins diagnósticos e clínicos de planejamento e 
intervenções clínico-educacionais.O público alvo são crianças do 1º ao 9º ano do Ensino 
Fundamental brasileiro, tanto de escolas públicas quanto privadas.
✓CONFIAS - é um instrumento que tem como objetivo avaliar a consciência fonológica de forma 
abrangente e sequencial. A utilização deste instrumento possibilita a investigação das 
capacidades fonológicas, considerando a relação com a hipótese da escrita (Ferreiro & 
Teberosky, 1991). Além disso, contribui para a prática na alfabetização e instrumentaliza 
profissionais de diferentes áreas tais como fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos e 
educadores, podendo também, subsidiar pesquisas acadêmicas na área da linguagem, da 
psicologia cognitiva e da educação. Faixa etária: a partir de 4 anos de idade.
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✓PROLEC - é composto por diferentes tarefas que tratam de explorar todos os processos 
que interferem na leitura, dos mais periféricos aos mais centrais, bem como dos mais 
simples aos mais complexos. A principal vantagem destas provas consiste em derivar de um 
modelo bem fundamentado sobre o funcionamento do sistema de leitura (Dupla Rota), 
estando especificamente claros os processos que o compõem. Com estas provas não se 
obtém somente uma pontuação da capacidade de leitura dos escolares, como ocorre com 
as baterias clássicas. São obtidas informações sobre as estratégias que cada escolar utiliza 
na leitura de um texto, bem como os mecanismos que não estão funcionando 
adequadamente para que se realize uma boa leitura, o que é de extrema importância na 
hora de buscar seu aperfeiçoamento ou recuperação. Por meio do PROLEC, é possível 
compreender as dificuldades de leitura, bem como ter auxílio na análise do diagnóstico dos 
transtornos de aprendizagem.
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✓IAR - O presente IAR foi planejado para ser um instrumento de auxílio para os educadores 
que atuam com crianças da faixa pré-escolar (5-6 anos) e do primeiro ano do Ensino 
Fundamental.
Seus objetivos específicos são:
a) avaliar o repertório comportamental das crianças no que diz respeito aos pré-requisitos 
fundamentais para a aprendizagem da leitura e escrita;
b) possibilitar informações que indicarão se a criança está em condições ideais de iniciar a 
alfabetização propriamente dita;
c) fornecer aos professores informações seguras sobre que habilidades ou conceitos deverão 
ser treinados para que a criança possa iniciar a aprendizagem da leitura e escrita.
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Em termos práticos, o IAR pode ser aplicado no início do ano escolar, tanto nas séries iniciais 
do Ensino Fundamental como na etapa final da Educação Infantil. Em ambos os casos, 
indicará aos professores que habilidades as crianças já dominam, ou não, possibilitando 
assim o desenvolvimento de programas específicos que atendam as necessidades de cada 
criança.
Algumas escolas têm utilizado o IAR após o chamado período preparatório para formação de 
classes. O ideal é que seja aplicado antes e após o referido período: antes, para orientar o 
professor sobre as principais habilidades que deverão ser treinadas e após, para verificar os 
efeitos do treino e indicar as crianças que deverão ser encaminhadas para as classes de 
alfabetização ou para um período preparatório mais longo.
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✓Caixa de Areia:
 A caixa de areia e as miniaturas é uma atividade lúdica que permite desenvolver e estimular a 
criatividade, o pensamento, o sentimento da criança, do jovem ou do adulto. Uma atividade 
de construção e produção de significados. É um instrumento de aprendizagem e os cenários 
são uma projeção de desejos, pensar, agir, sentir, imaginar e se tornar um sujeito de seu 
pensamento , do seu universo e dono das suas ações. O jogo mobiliza o sujeito para um 
desenvolvimento pessoal, cognitivo e social. Podendo ser mais um instrumento 
psicopedagógico, possibilitando trabalhar o imaginário, o lúdico, o inconsciente, desejos e 
inquietações que interferem no sistema de aprendizagem do aprendiz. Também como projeto 
de aprender agindo e intervindo na diferentes áreas do conhecimento.

Utilizar a caixa de areia com miniaturas na intervenção com alunos com dificuldades de 
aprendizagem.
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✓Questionário TDAH – (modelo anexo)
 Neste questionário são feitos questionamentos que de acordo com as respostas dadas 
pela família e/ou professor o psicopedagogo poderá identificar indícios de TDAH.
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✓M-Chat – (modelo anexo)
É um breve questionário referente ao desenvolvimento e comportamento utilizado em crianças 
dos 16 aos 30 meses, com o objetivo de rastrear as perturbações do espectro do autismo 
(PEA). Pode ser aplicado tanto numa avaliação periódica de rotina (cuidados primários de 
saúde), como por profissionais especializados em casos de suspeita. Como na maioria dos 
testes de rastreio poderá existir um grande número de falsos positivos, indicando que nem 
todas as crianças que cotam neste questionário irão ser diagnosticadas com esta perturbação. 
No entanto estes resultados podem apontar para a existência de outras anomalias do 
desenvolvimento, sendo por isso necessária a avaliação mais apurada por equipe 
multidisciplinar.
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É importante salientar que nenhum destes instrumentos dará uma resposta exata, pelo fato de que 
um diagnóstico ou levantamento de hipótese se faz por meio da junção de diversos instrumentos, 
assim como, de avaliação qualitativa no decorrer de todas as sessões, e encaminhamentos 
necessários para que outros profissionais também investiguem e deem a sua contribuição para 
que ao final esse sujeito tenha um laudo da sua dificuldade,transtorno ou distúrbio.
Lembrando que o psicopedagogo clínico faz levantamento de hipótese e encaminhamentos. O 
diagnóstico e laudo são realizados pelo médico especialista.
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A DEVOLUTIVA (modelo anexo): 
A devolutiva psicopedagógica é um relatório no qual deverá ser relatado todos os aspectos 
observados durante a investigação, todos os testes e intervenções realizados, assim como, 
o seu levantamento de hipótese e encaminhamentos.
A devolutiva é um documento que deverá ser guardado em local seguro, livre do acesso de 
terceiros. Deverá ser entregue a família ao final da investigação, junto com o 
encaminhamento para outro profissional, caso o sujeito necessite de outro tipo de terapia ou 
investigação complementar.
Nesse momento o psicopedagogo deverá conversar com a família sobre a continuidade dos 
seus atendimentos, caso haja necessidade, e falar como funcionará as intervenções 
posteriores e os resultados que ele pretende alcançar.

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