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@psicopecursos DA ENTREVISTA INICIAL A DEVOLUTIVA Antes que se aborde o tema propriamente dito, são importantes algumas definições: • Professor: é aquele que ensina. Para o exercício dessa profissão, é necessária formação acadêmica em Pedagogia ou licenciatura. • Psicopedagogo: é o profissional que investiga, faz o diagnóstico/levantamento de hipótese e a intervenção. Para exercer esta atividade, é necessária especialização Lato Sensu, cujo pré-requisito é a formação em nível superior, preferencialmente em área de saúde ou formação acadêmica de professor. Em alguns estados do Brasil já existe graduação em psicopedagogia. @psicopecursos O psicopedagogo pode ser: • Clínico: o trabalho desse profissional é realizado em uma clínica psicopedagógica, hospital, espaço próprio e escolas fazendo atendimentos individuais. • Institucional: o trabalho desse profissional é realizado em uma instituição, podendo ser escolar ou empresarial. • Clínico e Institucional: Considero este o curso que deve ser escolhido, já que com ele o profissional estará habilitado para atuar em qualquer um dos campos de atuação próprios do psicopedagogo. @psicopecursos O embasamento teórico é fundamental para o diagnóstico psicopedagógico. Aqui vamos tratar sobre isto, baseados na Epistemologia Convergente, criada por Jorge Visca, que propôs um trabalho integrado com a psicogenética de Jean Piaget, a Psicanálise de Sigmund Freud e a Psicologia Social de Enrique Pichon Rivière. Do ponto de vista de Visca, a aprendizagem é estabelecida nas relações dos aspectos cognitivo, afetivo e social, apoiando-se em princípios interacionista, construtivista e estruturalista. @psicopecursos Jean Piaget escreveu diversos livros sobre o desenvolvimento cognitivo infantil, teve como seu principal foco o sujeito epistêmico, ou seja, aquele que constrói conhecimentos. A aprendizagem é um processo de reorganização cognitiva, que passa por várias etapas de desenvolvimento, onde os conflitos favorecem para uma maturação cognitiva. Sigmund Freud contribuiu muito com seus estudos sobre a Psicanálise, estudando a dinâmica da personalidade, os conteúdos inconscientes, que nos auxilia para o entendimento de um diagnóstico da personalidade, os conteúdos inconscientes, que nos auxilia para o entendimento de um diagnóstico adequado durante uma avaliação psicopedagógica. A criança precisa sempre ser estimulada afetivamente, pois para boa aprendizagem é necessário uma relação de amizade e respeito. Esta linha da Epistemologia Convergente une os lados primordiais, como o lado cognitivo, afetivo e social para um coerente diagnóstico. @psicopecursos Mas para que isto ocorra é necessário um olhar e escuta diferenciados, que é um profissional que previne e trata os problemas de aprendizagem, é um olhar cuidadoso para entender o que está ocorrendo com o processo ensino-aprendizagem, as facilidades e as dificuldades do indivíduo, que leve ao vínculo positivo com a aprendizagem e o alcance da autonomia do sujeito. @psicopecursos Além do referencial teórico, o profissional necessita ter um olhar refinado para compreender o que está nas entrelinhas. É comum que o primeiro lugar onde se identifica o “problema” da criança seja a escola, pois muitas vezes os pais não notam, mas o professor percebe um sintoma de que alguma coisa não vai bem. A escola tem preocupação com os alunos que apresentam dificuldades no processo ensino-aprendizagem, então conversam com a família para que possam ajudar o sujeito e geralmente sugerem uma avaliação psicopedagógica clínica para que possam descobrir o real motivo da queixa apresentada. @psicopecursos Em se tratando de fracasso escolar, é necessário que se leve em conta uma série de fatores, a começar pelo contexto de vida da criança e da família. Deve-se também considerar que as crianças são diferentes entre si e têm especificidades próprias, além do fato de cada uma delas estar em um momento diferente de desenvolvimento. Hábitos, costumes, religião, valores que são comuns nas famílias, e até mesmo nos professores e funcionários da escola, podem interferir na percepção que a criança tem do mundo à sua volta. É comum que a família e a escola coloquem toda expectativa sobre a criança, sem se darem conta de que muitas vezes esta ainda não se encontra em condições de abarcar toda a responsabilidade e a cobrança que lhe são atribuídas. Por esse motivo, escola e família se frustram e atribuem o fracasso escolar à criança. Esse é o momento em que ocorre o encaminhamento para o Psicopedagogo. @psicopecursos Dizemos que a aprendizagem acadêmica é a entrada do sujeito para o mundo letrado, com competências adquiridas ao longo dos anos nos bancos escolares. O aluno incorpora tudo o que lhe é ensinado e, ao se apropriar deste ensinamento, passa para a etapa das representações simbólicas. Quando a criança aprende, afirma-se que ela é um aprendiz ativo e essa aprendizagem lhe dá certa autonomia. Ocorrem muitas vezes casos em que o entusiasmo e a ansiedade da criança, se não percebidos pelo professor (e às vezes não o são), podem atropelar o processo de aprendizagem. O mesmo ocorre com o psicopedagogo durante o diagnóstico. O diagnóstico psicopedagógico vai além das sessões do consultório, devendo ser multidisciplinar, ou seja, o psicopedagogo, o professor, a família e outros profissionais da área de saúde (psicólogos, neuropediatras, nutricionista, fonoaudiólogos, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta) devem estar unidos a fim de diagnosticar e intervir no caso que lhe compete. @psicopecursos ENTREVISTA INICIAL Após o contato telefônico, agenda-se a entrevista inicial. Nesse momento, o sujeito pode estar presente e participar ativamente da sessão, pois ele traz fatos importantes sobre o que acontece com ele na escola e porque não aprende. Observa-se também a relação mãe e filho, que poderá ser investigada na anamnese. @psicopecursos O psicopedagogo precisa saber como é esse sujeito, quais são os recursos de conhecimento que ele utiliza, de que forma ele produz seu conhecimento e quais são suas influências afetivas e inconscientes, sendo fundamental conhecer o sistema de educação e os métodos educativos. Igualmente indispensável é ter ciência de quais são os fatores que interferem e favorecem o aparecimento das dificuldades de aprendizagem no processo escolar. Iniciando o diagnóstico e o processo terapêutico, o profissional psicopedagogo deve orientar a família sobre como ocorrerão os atendimentos. Primeiramente, estabelece-se um contrato de atendimento, visando esclarecer qualquer tipo de dúvida e estabelecer as bases sobre as quais se dará a terapia. @psicopecursos Os pais acreditam que esse diagnóstico e a “cura” são obtidos em um piscar de olhos e, por essa razão, há a necessidade de orientação a respeito de como serão realizados os encontros, ou sessões, para que não haja evasão quando acham que os resultados estão demorando muito ou a criança não apresenta resultados positivos. A anamnese configura-se como o segundo passo a ser dado. Somente os pais serão ouvidos, sendo importante que pai e mãe estejam presentes. @psicopecursos Oriento fazer a anamnese na terceira sessão. Na primeira sessão é feita a entrevista com a família (o sujeito poderá estar ou não presente) e contrato de trabalho, na segunda sessão “e primeira com a criança a sós” deve ser feita a EOCA (aproveitar para fazer a formação de vínculo), posteriormente faz-se a anamnese e os demais testes e jogos até a devolutiva. Esta entrevista visa também confirmar ou descartar algumas hipóteses levantadas na EOCA. Uma anamnese bem feita é a base para um bom levantamento de hipótese. Pois a anamnese conta toda a história de vida do sujeito, desde a gestação, e isso dará uma série de dados objetivos que estão vinculados ao problema atual e também permitedetectar problemas provenientes da própria família. Deixamos um modelo de anamnese em anexo nos materiais do curso. A ANAMNESE @psicopecursos O psicopedagogo deve dirigir-se até a escola para conhecer o local, o professor, o coordenador, e saber sobre o sujeito que está sendo avaliado, sendo importante: • Ouvir do professor no que se refere a como ele vê esse aluno em relação à classe; • Saber como o sujeito se relaciona com o meio escolar; • Entender como o professor vê essa criança no tocante ao ensino e aprendizagem; • Prestar atenção ao que o sujeito é capaz de fazer, mesmo porque a tendência é manter o foco no que ele não sabe. Porém, é preciso considerar o que ele sabe, o que consegue fazer e como consegue fazer. Visita à instituição escolar e entrega do relatório ao professor: @psicopecursos Nesse momento é entregue ao professor o RPP- Relatório do professor para intervenção psicopedagógica no qual o professor responderá diversos questionamentos sobre o sujeito em tela. @psicopecursos Alguns testes são utilizados para o diagnóstico psicopedagógico, de acordo com o referencial teórico adotado. Ao identificar a necessidade se submeter o sujeito a esse tipo de testes, o psicopedagogo iniciará a aplicação de diversos testes que lhe competem. Alguns deles são: - EOCA – Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem; - Provas Projetivas; - Avaliação do grau de leitura e escrita; - TDE – Teste de desenvolvimento escolar; - Perfil de habilidades fonológicas; - Provas Operatórias Piagetianas; - Teste ABC; - COMFIAS; - PROLEC; - IAR; - Caixa de Areia, dentre outros. @psicopecursos Os jogos e brinquedos também são utilizados com bastante êxito durante as sessões diagnósticas. Nesse caso, o olhar clínico e minucioso do profissional o ajudará a identificar diversos aspectos que lhe indicarão indícios os quais servirão de peças para montar o quebra cabeça do diagnóstico. Além da entrevista individual e da anamnese, os testes citados acima são importantes recursos para o processo de investigação, mas não são obrigatórios. Dessa forma, o profissional utilizará os recursos que mais se identifica durante a sua prática. E com o tempo, ele mesmo montará seu próprio “plano base”, assim como os planos terapêuticos individuais. @psicopecursos Outro procedimento importante é a formação de vínculo com o sujeito. E isso já deve acontecer desde a primeira sessão utilizando-se de materiais, jogos e recursos divertidos os quais sejam do interesse do sujeito a fim de obter um melhor retorno e interesse já nesse primeiro momento. E como saber quais os interesses do sujeito já no primeiro já na primeira sessão? Oriento que durante a anamnese o psicopedagogo pergunte sobre algo do interesse do aprendente para que ele possa providenciar. Ex: slime, pipoca (levar a pipoqueira elétrica e fazer junto com a criança), desenhos de dinossauros...), o profissional poderá colocar itens do interesse do aprendente dentro da caixa EOCA. É importante buscar ganhar a confiança e desenvolver a alto estima do sujeito já na primeira sessão. @psicopecursos Nas sessões diagnósticas, ocorre uma relação entre psicopedagogo e sujeito, nas quais um busca conhecer o outro. Esse é o processo por meio do qual se consegue entrar no mundo desse sujeito e compreender o que o impede de aprender, suas dificuldades, seus anseios e seus medos. No procedimento diagnóstico, a escuta psicopedagógica é primordial, porque vai trazer e nortear o diagnóstico e a intervenção. Durante a escuta é que se pode saber qual é o interesse do sujeito em aprender ou ignorar o aprendizado. Diversos aspectos devem ser levados em consideração no processo de diagnóstico como o social, orgânico, cognitivo, emocional e pedagógico. • DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO @psicopecursos • Aspetos orgânicos Estão relacionados à saúde física deficiente, alimentação inadequada, problemas no sistema nervoso. Quando ocorrem alterações nos órgãos sensoriais, estas podem impedir ou dificultar a aprendizagem. • Aspecto cognitivos Estão ligados à capacidade de aprender, de memorizar, de atenção e antecipação. Pode-se dizer ainda que essa incapacidade de aprender pode estar ligada à falta de recursos intelectuais que a impedem de elaborar ou mesmo testar suas hipóteses. Essa falta de recursos pode ser atribuída a um ambiente em que essa criança não tenha acesso aos estímulos necessários para a aquisição do conhecimento, pois o desenvolvimento cognitivo é um processo de construção que ocorre por meio da interação do sujeito com o meio. @psicopecursos @psicopecursos • Aspectos emocionais: Estão ligados ao desenvolvimento afetivo e à construção do conhecimento de forma inconsciente. Esse desenvolvimento afetivo não cabe somente aos componentes externos, fora da escola, cabendo inclusive à escola. Na verdade, muitas vezes, as dificuldades de relacionamento familiar aparecem como um sintoma de que algo não vai bem na dinâmica familiar. Resolver o sintoma ou a inibição de aprendizagem de fracasso escolar, quando a causa é estrutural, indivíduo/família, exige do psicopedagogo uma postura firme, a fim de colocar os envolvidos em contato com a realidade, para que possam atuar de maneira positiva, reconhecendo essa realidade e colocando-se à disposição para a mudança de conduta. Caso seja necessário, o encaminhamento da família ao psicólogo contribuirá com o sucesso das intervenções. • @psicopecursos • Aspectos sociais: Abrangem a perspectiva da sociedade em que a família e a escola estão inseridas e da ideologia das classes sociais. Muitas vezes a ideologia da escola não é a que os pais almejam para os seus filhos. Apesar de os pais buscarem eleger as “melhores” escolas para os seus filhos, não há garantias de que essa será a escolha ideal, pois muitas vezes a escola não corresponde às expectativas. @psicopecursos • Aspectos pedagógicos: São os aspectos ligados à metodologia de ensino, à estruturação das turmas, à avaliação, à quantidade e qualidade de informações que interferem no processo de ensino e aprendizagem. Alguns teóricos reforçam que a boa escola é a que fornece oportunidade para que o aluno aprenda e adquira autonomia de vida e não a que produz alunos inseguros, que não conseguem criar. Grande parte dos autores de Psicopedagogia reforça que a aprendizagem é um processo de construção permanente, e essa construção acontece na interação com o meio em que o sujeito está inserido, inicia-se com a família e se expande para todo o rol da sociedade. Algumas questões relativas à dificuldade de aprendizagem são fáceis de serem identificadas no sujeito, como, por exemplo, questões relacionadas à cultura de um povo, classe socioeconômica, idade cronológica da criança, problemas familiares, metodologia da escola, exigências da escola, conteúdo apropriado para a turma. @psicopecursos O processo de ensino e aprendizagem conta com duas polaridades. De um lado o conhecimento de quem ensina e, do outro, de quem aprende, que também traz sua bagagem de conhecimento. Para o diagnóstico psicopedagógico, é necessário analisar duas situações: o momento presente, que chamamos de eixo horizontal, e o momento passado, chamado de eixo vertical, que corresponde à construção do sujeito. Feito o diagnóstico, inicia-se o processo de intervenção, utilizando recursos que possibilitem solucionar ou minimizar o problema. Pode-se afirmar que o diagnóstico não é estanque, pois durante o processo de intervenção, a investigação continua e novas informações vão surgindo à medida que o vínculo sujeito e profissional vai se estabelecendo. @psicopecursos O diagnóstico é um processo contínuo e com procedimentos específicos para cada caso, independentemente do referencial teórico adotado ou da metodologia a seguir. O momento da entrevista é consideradoessencial e o ambiente onde ela acontece deve ser acolhedor e não se apresentar como uma sala de aula. O tempo reservado para as sessões deve ser suficiente para essa prática, nem curto, nem longo demais. @psicopecursos A PRIMEIRA SESSÃO DIAGNÓSTICA Na primeira sessão diagnóstica, é comum que ocorra um sentimento de ansiedade de ambos os lados: família/sujeito e terapeuta. O sujeito chega carregado de interrogações, julgando-se o maior “problemático”. A ansiedade, no caso do psicopedagogo, manifesta-se no desejo de compreender o seu cliente e, nos pais, por terem que revelar fatos conscientes e inconscientes de suas vidas, nunca revelados antes. A ansiedade equilibrada não é prejudicial, mas, no caso de ser excessiva, pode prejudicar o processo diagnóstico, tornando a ação improdutiva. Por vezes os pais acabam mudando de profissional, isso quando o profissional observa algumas atitudes dos pais interferindo no processo da criança, sendo que mudanças de conduta dos pais incomodam, não sendo muito aceitas, dessa forma é necessário cautela durante as conversas e orientações aos pais. Quando eles preferem mudar de terapeuta, até para ouvirem que o problema é de qualquer um, menos deles próprios, acabam por ouvir a mesma informação de outros profissionais. @psicopecursos No momento da entrevista, há questões que colaboram muito para o diagnóstico e, portanto, devem ser observadas como o respeito pela vez de cada um se pronunciar, pelas diferentes opiniões, se apenas um membro fala, o tipo de vínculo entre pai mãe e filho, o que o sintoma em questão trouxe para a família, como se colocam em relação à queixa da escola. @psicopecursos FATORES DOS DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM: O ato de aprender envolve vários fatores, tais como: intelectual, psicomotor, físico, social e emocional. Dentre esses fatores, o emocional é o que tem maior importância na aprendizagem infantil, sendo que os demais guardam sua devida importância também. A aprendizagem traz para o sujeito autonomia e conhecimento. Quando se observam mudanças de comportamento no sujeito, podemos dizer que houve aprendizado significativo para ele. Para que a aprendizagem seja eficaz e garanta a mudança de comportamento, ela não deve ser ministrada de forma mecânica. O sujeito precisa enxergar um sentido, uma relação entre o que está aprendendo e a sua vida. @psicopecursos É importante lembrar que para que ocorra a aprendizagem, deve-se respeitar o desenvolvimento das estruturas corporais, neurológicas e orgânicas de cada criança.Todo conteúdo a ser transmitido para a criança deve imprescindivelmente respeitar as etapas do desenvolvimento infantil, caso contrário, a escola e o professor estarão contribuindo para a promoção de uma dificuldade de aprendizagem em seu aluno. As escolas atualmente estão recebendo a cada ano crianças mais novas e imaturas, sendo que uma porcentagem dessas crianças revela problemas de aprendizagem. Apresentam-se cognitivamente muito estimuladas, porém imaturas no que se refere ao desenvolvimento motor. As crianças mudaram, mas os professores são os mesmos e, por vezes, estão despreparados para lidar com esse novo público que deixou as atividades motoras durante as brincadeiras do dia a dia pela utilização do tablete, celular e computador desde a mais tenra idade dificultando, dessa forma, o desenvolvimento infantil. @psicopecursos O NORMAL E O PATOLÓGICO NAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM Normal e patológico: O problema de aprendizagem ou a dificuldade de aprendizagem (DA), ocorre no período escolar em momentos diferentes para cada sujeito, o que implica em uma investigação envolvendo a família da criança para descobrir o que está impedindo ou impossibilitando o aprendizado da mesma. Para ter um bom desenvolvimento, o sujeito precisa de um ambiente afetivamente equilibrado, no qual possa satisfazer as necessidades inerentes ao seu estado infantil. Quando isso não ocorre, gera uma situação de desequilíbrio, resultando muitas vezes em comportamento problemático ou mesmo patológico. Esse desequilíbrio manifesta-se em dificuldade emocional, alta sensibilidade, sentimento de rejeição, sensação de pânico, ansiedade, regressão ou infantilização. @psicopecursos O comportamento anormal da criança pode ter origem na própria criança, chamado de fator genético, e quando decorrente do meio ambiente, de fator social. O professor, ao observar as anormalidades, deve levar em conta as características apresentadas pelo sujeito, a permanência do sintoma, se a criança está vivendo um período difícil em seu lar ou na escola, se essa é uma situação provisória a partir de um problema pontual, para depois poder ajudar a criança a superar esse conflito. Cabe ao professor perceber que seu aluno está apresentando uma dificuldade de aprendizagem e até investigar, envolvendo os pais para descobrir se ocorrem fatores orgânicos, neurológicos, mentais e/ou psicológicos, e fazer os devidos encaminhamentos. @psicopecursos DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM Sabe-se que criança com dificuldade de aprendizagem não deve ser classificada como deficiente mental. Ela pode apresentar problemas de comportamento, discrepância na linguagem, dificuldade psicomotora, mas aprende segundo o seu ritmo mais compassado. Para essa criança, algumas coisas podem ser muito difíceis de aprender, ao passo que outras ela aprende com mais facilidade. No entanto, os programas escolares não estão preparados para enfrentar esse tipo de ocorrências. @psicopecursos A dificuldade de aprendizagem tem origem orgânica, na maioria dos casos, e de alguma forma está ligada ao funcionamento do Sistema Nervoso Central, órgão responsável pela aprendizagem. Não se pode definir que a criança com dificuldade de aprendizagem seja portadora de deficiência visual, auditiva ou mental, porém, que fique bem claro: nesses casos, a inteligência é normal, apenas a forma como ela aprende se diferencia dos esquemas padronizados. É necessário que o professor conheça o funcionamento do sistema nervoso central para entender o seu aluno e fazer algo por ele, e esse conhecimento é imprescindível ao psicopedagogo, para que proceda à intervenção e à reeducação do aluno. @psicopecursos FATORES DOS DISTÚRBIOS E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM Os termos dificuldade de aprendizagem e distúrbio de aprendizagem causam confusão. Dificuldade de aprendizagem – é de origem pedagógica e caracteriza-se por um resultado consideravelmente abaixo do esperado no desenvolvimento de elementos básicos como: escuta, fala, leitura, escrita, raciocínio lógico e habilidades matemáticas. Distúrbio de aprendizagem – é de origem neurológica e está relacionado com fundamentos orgânicos, como: lesão cerebral, hereditariedade, características de funcionamento do sistema nervoso central e outros, e demanda um tratamento específico. @psicopecursos Os fatores podem ser: • Fatores biológicos Dos fatores biológicos das DAs, destacamos os fatores genéticos: • pré-natal • perinatal • pós-natal • fatores neurológicos • fatores neuropsicológicos @psicopecursos Alguns estudiosos tornaram públicas questões determinantes para o desenvolvimento cognitivo, quais sejam: • problema intrauterino • variações genéticas • anóxia • hipóxia • malformação congênita • incompatibilidade de Rh • lesões cerebrais • doenças infecciosas • hemorragias cerebrais • disfunção cerebral • prematuridade • desordem do desenvolvimento • anemias • má nutrição • traumatismo e acidentes @psicopecursos • Fatores genéticos Os fatores genéticos são ocasionados por alterações cromossômicas e também por herança genética. Habilidades linguísticas: Habilidades psicomotoras: • discriminação auditiva e visual • sequenciação • associação auditiva • lateralização • visuoespacial • dominância de hemisférios • integração Inter sensorial •significação @psicopecursos • Generalização: Apesar de haver poucas pesquisas sobre hereditariedade e dislexia, é importante conhecer a causa para poder fazer a identificação precoce, contribuindo, assim, para um diagnóstico correto seguido de seu respectivo tratamento. A Síndrome de Down também é ocasionada por desordem genética ou anormalidade cromossômica. Apesar de apresentar dificuldade de aprendizagem, o sujeito com Síndrome de Down consegue aprender, porém em um ritmo mais lento. @psicopecursos • Fatores pré, peri e pós-natal: Alguns estudiosos realizaram uma pesquisa fazendo o acompanhamento com crianças que sofreram anóxia no parto e com crianças que não passaram por esse processo. Eles observaram que as crianças não afetadas apresentaram melhor desempenho na leitura, na atenção e na concentração. Outra situação relatada na pesquisa foi a de crianças com problemas de aprendizagem, cujas mães tiveram complicações no parto, tais como: pré-eclâmpsia, hipertensão e hemorragia vaginal. Outros casos igualmente apresentaram problemas de aprendizagem, decorrentes de fatores como prematuridade e parto prolongado, somados a condições socioeconômicas desfavoráveis. @psicopecursos • Fatores neurobiológico e neurofisiológico: Pesquisas comprovaram que a falta de amadurecimento do cérebro provoca disfunção na aprendizagem. A nutrição deficiente, as carências afetivas e a falta de estímulo no período de desenvolvimento da criança afetam o desenvolvimento do sistema nervoso central. Há autores que afirmam que a má nutrição acarreta problemas no desenvolvimento cognitivo com implicações na leitura. O sistema nervoso está em formação a partir do primeiro trimestre de gestação até os dois anos de idade. Portanto, qualquer lesão que porventura ocorra nesse período poderá vir a prejudicar o processo de aprendizagem verbal ou não verbal do sujeito. A nutrição deficiente nesse período do desenvolvimento, por exemplo, acarretará transtorno na integração audiovisual, integração visuocinestésica e intersensorial. @psicopecursos • Fatores sociais Durante anos de trabalho em escolas centrais e de periferia, é possível observar o quanto essas características pesam na vida dessas crianças, não apenas no aspecto de aprendizagem, mas como um todo em suas vidas. Fatores bioetiológicos estão ligados aos fatores socioetiológicos. Ambos provocam uma relação complexa, presente nos casos de dificuldade de aprendizagem. Condições sociais desfavoráveis e desumanas são indutoras do atraso do sistema nervoso central (SNC). Crianças privadas de estímulo social, cultural e econômico têm sua formação acadêmica bastante prejudica. @psicopecursos • Fatores de envolvimento e de privação cultural Quando se compara a clientela de escolas de periferia com a das escolas de bairros melhores, pode-se comprovar uma realidade na qual não se excluem somente os alunos, mas os pais desses alunos também. Muitas vezes os pais não comparecem às reuniões porque não compreendem o que os professores estão falando. A falta de nivelamento na comunicação entre as partes envolvidas também prejudica o processo de diagnóstico, pois existem barreiras regionais, socioculturais, de classes sociais (professores transferidos de escolas de periferia ou para escolas de periferia), intelectuais e até mesmo de vestimenta (professores muito bem vestidos geram constrangimento no relacionamento entre pais e professores). @psicopecursos ANÁLISE CONTEXTUAL DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM Sabe-se que a política de educação está pautada em preocupações econômicas e administrativas, ignorando fundamentos de pesquisas científicas e não se preocupando com a taxonomia dos sujeitos com dificuldades de aprendizagem, cuja quantidade chega a ser maior do que o número de sujeitos chamados de “normais”. Os recursos financeiros são igualmente limitados e insuficientes, dificultando ainda mais essa equação. O índice de reprovação nas séries iniciais, do primeiro ao quinto ano, é muito alto, diminuindo a partir do sexto ano devido ao fato das equipes escolares (professores, coordenadores, diretores), os legisladores políticos e os responsáveis pela educação terem um conceito etéreo a respeito da dificuldade de aprendizagem. @psicopecursos Infelizmente os profissionais que lidam diretamente com a dificuldade de aprendizagem contam apenas com a opinião de outros profissionais que se valeram de didáticas eficazes em alguns casos, mas essa é uma prática que não se aplica a todos os alunos com DA. Reação contextual social: Grupos de pais e associações vêm se mostrando insatisfeitos com a forma como acontece a inclusão de crianças com dificuldades de aprendizagem e buscam soluções para os problemas de seus filhos. O que é apresentado por parte da escola, porém, é ineficiente e não atende às reais necessidades desses alunos. @psicopecursos As associações e grupos de pais encontram profissionais (professores) com boa vontade, mas sem conhecimento teórico-científico para uma intervenção eficaz e, quando deparam com profissionais que aplicam métodos profícuos, esbarram em obstáculos e impedimentos dos sistemas educacionais. O ministério da educação adotou um conceito mais abrangente para definir a dificuldade de aprendizagem, passando a chamá-la de Necessidades Educativas Especiais. Apesar do caráter mais abrangente, na verdade, essa conceituação passa a ser restrita no momento em que se consideram apenas as necessidades educativas, devido ao entendimento de que este não envolve nenhum outro problema. A taxonomia da Dificuldade de Aprendizagem não se fundamenta apenas em um dado, mas em um conjunto de problemas e de diversos sintomas. A investigação relativa à dificuldade de aprendizagem ocorre isoladamente, não havendo nenhuma pesquisa voltada para esse tema no campo científico. @psicopecursos O que o sujeito não é capaz de realizar, em um determinado momento, é introduzido sob outra abordagem, para que ele consiga realizar ou aprender de outra maneira. É importante salientar que o psicopedagogo poderá atender diferentes faixas etárias, desde a mais tenra idade até o idoso. Para isso é necessário que o profissional busque novos cursos de extensão focados no público que ele deseja atender, assim como se faz necessário o investimento em pesquisa, literatura e recursos de trabalho próprios para o atendimento deste público. @psicopecursos O PLANO TERAPEUTICO PSICOPEDAGÓGICO O plano terapêutico é individualizado e deve ser feito de acordo com a queixa apresentada pela família. Isso não significa que você irá investigar apenas os aspectos relatados na queixa, mas serão investigadas todas as habilidades que deveriam ser alcançadas para aquela faixa etária e os aspectos num todo. Para isso, tenho um plano terapêutico que chamo de “plano base”, o qual serve como base para todo processo de diagnóstico. Sendo inserido nele, apenas o necessário para cada caso em específico. Segue o Plano Base: @psicopecursos @psicopecursos Durante cada sessão se faz necessário à utilização de jogos diversos e brinquedos através dos quais o profissional irá fazer uma avaliação qualitativa através da observação do desempenho, comportamento e desenvoltura. Tudo que for observado deverá ser anotado em prontuário próprio para servir de suporte ao final durante a confecção do relatório final/ devolutiva e encaminhamentos. @psicopecursos CONHECENDO MELHOR OS TESTES PSICOPEDAGÓGICOS ✓Entrevista Inicial Esse é o momento do primeiro contato após o contato telefônico, e ocorrerá no mesmo dia da assinatura do contrato de atendimento psicopedagógico. Neste dia a criança poderá ou não estar presente, isso dependerá do comportamento da mesma. Nesta entrevista será perguntado sobre queixa, ✓Anamnese É uma entrevista a qual é realizada com a família do sujeito.É importante que o sujeito investigado não esteja presente nesta sessão, já que poderão ser relatados fatos que não convém que ele escute como forma de não contaminar o processo e não traumatiza-lo. @psicopecursos ✓EOCA – Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem Este instrumento será utilizado na primeira sessão com a criança, podendo ser repetida em outra sessão caso não dê tempo de completa-la. Durante a entrevista é colocada à frente do sujeito uma caixa com diversos materiais pedagógicos e outros do interesse dele como um carrinho por exemplo. Solicita-se que o sujeito utilize o que desejar e enquanto isso o psicopedagogo faz observações, anotações e questionamentos próprios do formulário desta entrevista. @psicopecursos ✓Visita à instituição escolar e entrega do relatório RPP – Relatório do professor para o psicopedagogo. Este relatório contém questões que o professor consegue identificar no dia a dia escolar, são questões relacionadas a conduta, comportamento, evolução ou atraso escolar. ✓Avaliação do grau de leitura e escrita – Deverá ser proposta atividades que permitam identificar o nível da escrita que o sujeito se encontra. (Pré-silábica, silábica, silábica- alfabética). Para isso você poderá utilizar o formulário proposto ou o recurso que mais lhe convier. @psicopecursos ✓Provas Projetivas – Tem o objetivo de fazer o sujeito se expressar através do desenho e dessa forma deixar transparecer fatos os quais não foram relatados. ✓Teste ABC – Tem como objetivo verificar o nível de maturidade requerida para aquisição da leitura e da escrita em crianças de séries iniciais. ✓PHF – Perfil de Habilidades Fonológicas – tem como objetivo fornecer dados sobre a capacidade do indivíduo em processar os aspectos fonológicos. Faixa etária de 5 10 anos. ✓Provas Operatórias Piagetianas – Tem como objetivo identificar se a idade cognitiva corresponde a idade cronológica. @psicopecursos ✓TDE – O TDE II tem por objetivo avaliar habilidades básicas de leitura, escrita e aritmética podendo ser utilizado não apenas como uma triagem universal do processo de aprendizagem desses três domínios do desempenho escolar, mas também como instrumento de avaliação ou como parte de uma bateria de instrumentos com fins diagnósticos e clínicos de planejamento e intervenções clínico-educacionais.O público alvo são crianças do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental brasileiro, tanto de escolas públicas quanto privadas. ✓CONFIAS - é um instrumento que tem como objetivo avaliar a consciência fonológica de forma abrangente e sequencial. A utilização deste instrumento possibilita a investigação das capacidades fonológicas, considerando a relação com a hipótese da escrita (Ferreiro & Teberosky, 1991). Além disso, contribui para a prática na alfabetização e instrumentaliza profissionais de diferentes áreas tais como fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos e educadores, podendo também, subsidiar pesquisas acadêmicas na área da linguagem, da psicologia cognitiva e da educação. Faixa etária: a partir de 4 anos de idade. @psicopecursos ✓PROLEC - é composto por diferentes tarefas que tratam de explorar todos os processos que interferem na leitura, dos mais periféricos aos mais centrais, bem como dos mais simples aos mais complexos. A principal vantagem destas provas consiste em derivar de um modelo bem fundamentado sobre o funcionamento do sistema de leitura (Dupla Rota), estando especificamente claros os processos que o compõem. Com estas provas não se obtém somente uma pontuação da capacidade de leitura dos escolares, como ocorre com as baterias clássicas. São obtidas informações sobre as estratégias que cada escolar utiliza na leitura de um texto, bem como os mecanismos que não estão funcionando adequadamente para que se realize uma boa leitura, o que é de extrema importância na hora de buscar seu aperfeiçoamento ou recuperação. Por meio do PROLEC, é possível compreender as dificuldades de leitura, bem como ter auxílio na análise do diagnóstico dos transtornos de aprendizagem. @psicopecursos ✓IAR - O presente IAR foi planejado para ser um instrumento de auxílio para os educadores que atuam com crianças da faixa pré-escolar (5-6 anos) e do primeiro ano do Ensino Fundamental. Seus objetivos específicos são: a) avaliar o repertório comportamental das crianças no que diz respeito aos pré-requisitos fundamentais para a aprendizagem da leitura e escrita; b) possibilitar informações que indicarão se a criança está em condições ideais de iniciar a alfabetização propriamente dita; c) fornecer aos professores informações seguras sobre que habilidades ou conceitos deverão ser treinados para que a criança possa iniciar a aprendizagem da leitura e escrita. @psicopecursos Em termos práticos, o IAR pode ser aplicado no início do ano escolar, tanto nas séries iniciais do Ensino Fundamental como na etapa final da Educação Infantil. Em ambos os casos, indicará aos professores que habilidades as crianças já dominam, ou não, possibilitando assim o desenvolvimento de programas específicos que atendam as necessidades de cada criança. Algumas escolas têm utilizado o IAR após o chamado período preparatório para formação de classes. O ideal é que seja aplicado antes e após o referido período: antes, para orientar o professor sobre as principais habilidades que deverão ser treinadas e após, para verificar os efeitos do treino e indicar as crianças que deverão ser encaminhadas para as classes de alfabetização ou para um período preparatório mais longo. @psicopecursos ✓Caixa de Areia: A caixa de areia e as miniaturas é uma atividade lúdica que permite desenvolver e estimular a criatividade, o pensamento, o sentimento da criança, do jovem ou do adulto. Uma atividade de construção e produção de significados. É um instrumento de aprendizagem e os cenários são uma projeção de desejos, pensar, agir, sentir, imaginar e se tornar um sujeito de seu pensamento , do seu universo e dono das suas ações. O jogo mobiliza o sujeito para um desenvolvimento pessoal, cognitivo e social. Podendo ser mais um instrumento psicopedagógico, possibilitando trabalhar o imaginário, o lúdico, o inconsciente, desejos e inquietações que interferem no sistema de aprendizagem do aprendiz. Também como projeto de aprender agindo e intervindo na diferentes áreas do conhecimento. Utilizar a caixa de areia com miniaturas na intervenção com alunos com dificuldades de aprendizagem. @psicopecursos ✓Questionário TDAH – (modelo anexo) Neste questionário são feitos questionamentos que de acordo com as respostas dadas pela família e/ou professor o psicopedagogo poderá identificar indícios de TDAH. @psicopecursos ✓M-Chat – (modelo anexo) É um breve questionário referente ao desenvolvimento e comportamento utilizado em crianças dos 16 aos 30 meses, com o objetivo de rastrear as perturbações do espectro do autismo (PEA). Pode ser aplicado tanto numa avaliação periódica de rotina (cuidados primários de saúde), como por profissionais especializados em casos de suspeita. Como na maioria dos testes de rastreio poderá existir um grande número de falsos positivos, indicando que nem todas as crianças que cotam neste questionário irão ser diagnosticadas com esta perturbação. No entanto estes resultados podem apontar para a existência de outras anomalias do desenvolvimento, sendo por isso necessária a avaliação mais apurada por equipe multidisciplinar. @psicopecursos É importante salientar que nenhum destes instrumentos dará uma resposta exata, pelo fato de que um diagnóstico ou levantamento de hipótese se faz por meio da junção de diversos instrumentos, assim como, de avaliação qualitativa no decorrer de todas as sessões, e encaminhamentos necessários para que outros profissionais também investiguem e deem a sua contribuição para que ao final esse sujeito tenha um laudo da sua dificuldade,transtorno ou distúrbio. Lembrando que o psicopedagogo clínico faz levantamento de hipótese e encaminhamentos. O diagnóstico e laudo são realizados pelo médico especialista. @psicopecursos A DEVOLUTIVA (modelo anexo): A devolutiva psicopedagógica é um relatório no qual deverá ser relatado todos os aspectos observados durante a investigação, todos os testes e intervenções realizados, assim como, o seu levantamento de hipótese e encaminhamentos. A devolutiva é um documento que deverá ser guardado em local seguro, livre do acesso de terceiros. Deverá ser entregue a família ao final da investigação, junto com o encaminhamento para outro profissional, caso o sujeito necessite de outro tipo de terapia ou investigação complementar. Nesse momento o psicopedagogo deverá conversar com a família sobre a continuidade dos seus atendimentos, caso haja necessidade, e falar como funcionará as intervenções posteriores e os resultados que ele pretende alcançar.