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Universidade Nove de Julho – Medicina SBC Giovanna Facchina Martins – Turma VI – 7º semestre Vulvovaginite e Doença inflamatória pélvica Composição conteúdo vaginal fisiológico (transudato epitélio vaginal, muco cervical, celulas descampadas, secreção glândulas região genital – ex Bartholin, flora vaginal) 40% das queixas no consultório ginecológico são devido a leucorreia Sintomatologia desconfortável Repercussão psicológicas e na sexualidade Flora vaginal • Predomínio de lactobacilo o Produzem ácido láctico -> pH vaginal < 4,v5v o Sintetizam bactericiocinas, capazes de matar bacterias o Competição com bactérias patogênicas o Adesão ao epitélio escamoso Comportamento sexual, vestimenta (algodão), hormonais Vaginose bacteriana • Desordem mais frequente do trato genital inferior, causa mais prevalente de corrimento com odor fétido • Vaginose não é uma vulvoganite, poraue tem poucos sinais inflamatórios • Desequilíbrio da flora vaginal normal, proliferação de anaeróbicos e facultativos (Gardnerella. Prevotella, Atopobium, Môbiluncus) • Não é considerada DST Quadro clinico • Conteúdo vaginal fluido (conteúdo aumentado) • Pior após menstruação ou apos relação menstrual (pH > 4,5) Diagnóstico Critérios de Amsel • Corrimento vaginal homogêneo • pH > 4,5 • Whiff teste positivo (odor fétido das aminas com adicao de hidróxido de potássio a 10%) – cheiro de peixe devido as aminas • Presença de clue cells no exame a fresco Índice de Nugent Universidade Nove de Julho – Medicina SBC Giovanna Facchina Martins – Turma VI – 7º semestre Vulvovaginite e Doença inflamatória pélvica • Baseado na bacterioscopia do conteúdo vaginal (gram) O-3 = normal 4-6 = interm 7-10 = vaginose bacteriana Tratamento • Metronidazol 500mg VO 12/12h por 7 dias • Metronidazol gel 0,75%-5g – um aplicador Vi vaginal ao deitar por 5 dias • Clindamicina crème 2% - um aplicador via vaginal ao deitar por 7 dias • Efeitos colaterais dos imidazolicos: náuseas, vômitos, cefaleia, tornas, boca seca, gosto metálico • Abstinência de álcool e sexual • Tratamento do parceiro nao é obrigatório Candidíase • Processo inflamatório vulvo-vagiinal causado pela proliferação de fungos • Candida albicans: agente mais frequente (outras especies em 10% dos casos) • Cândida pode colonnnixar regiao vulvo-vaginal sem infecção -> considerar tratamento na gestação, prévio a procedimento ginecológico • Quadro clinico pode ser mais severo em casos de imunossupressão Quadro clinico • Prurido vulvo-vaginal • Conteúdo vaginal esbranquiçado, espesso, grumoso, sem odor fetido, aderido as paredes vaginais • “Leite ou papel” • Edema e hiperemia vulvo-vaginal • Discuti ?, dispareunia • Ph < 4,5 • Piora período pré menstrual Presença de fungos • Exame a fresco do contudo vaginal com KOH 10% ou soro fisiológico (sensibilidade cerca 50-60%) • Bacterioscopia com gram • Cultura em meios específicos Universidade Nove de Julho – Medicina SBC Giovanna Facchina Martins – Turma VI – 7º semestre Vulvovaginite e Doença inflamatória pélvica Tratamento • Fluconazol 150mg VO dose única • Miconazol crème vaginal (20mg/g) por 14 dias • permitido associar ambos os medicamentos • E* candidíase complicada e tem recidiva, o tratamento é com fluconazol sendo com 3 doses com intervalo de 3 dias Na gestante, preferência por tratamento tópico, ate porque na gestação a mulher está mais susceptível a infecção Obs: não é obrigatório tratamento do parceiro Tricomoniase • Causada por protozoário flagelado: Trichomonas vaginalis – parasita extracelular • Adere as células epiteliais, fagocita bactérias, fungos e vírus transportando para o trato genita superior • Doença sexualmente transmissível: TRATAR PARCEIROS • Connnsiderar investigação de outras DSTs Quadro clinico • Quadro variável, pode ser oligossintomatico • Leucorreia amarelo esverdeada, bolhosa, espumosa e com odor fétido • Pode ocorrer prurido, ardor, disuria, dispareunia • Whiff teste positivo pH > p4,5 • Colo em aspecto de morango ou em framboesa -> sufusoes hemorrágicas • Colo em aspecto tigroide ou oncoide – teste de Schiller Diagnóstico • Pode ser identificado na citologias Tratamento • Metronidazol 2g VO dose única • Metronidazol 500mg 12/12h por 7 dias • Tinidazol 2g VO dose única • Secnidazol 2g VO dose única Universidade Nove de Julho – Medicina SBC Giovanna Facchina Martins – Turma VI – 7º semestre Vulvovaginite e Doença inflamatória pélvica TRATAR PARCEIRO A preferência é sempre por VO, devido o trichomonas poder atingir o trato genital superior Vaginose citolitica • Excessiva proliferação de lactobacilos, causando um aumento da producao de ácido láctico, resultando em citólise (morte celular) e reducao de pH • Corrimento esbranquiçado flocular, prurido, ardência, disuria, dispareunia • Bacterioscopia: auemno de lactobacilos, raros leucócitos, núcleos desnudos, restos celulares, sem elementos fúngico • Não há tratamento específico, recomendado alcanilizacao de meio vaginal Vaginite inflamatória descamativa • Etiologia desconhecida (Streptococcus grupo B e E.coli em algunnns casos) • Pode ter relacao cm hipoestrogenismo • Vaginite purulenta c inflamação intensa, ardor, dispareunia • PH>4,5 • Aumento de polimorfonucleares, reducao lactobacilo • Clindamicina, hidrocortisona tópica, estorogenizacao Vaginite aeróbica • Microflora com bactérias aeróbicas entéricas • Redução lactobacilos Orientações • Cuidados com higiene intima • Evitar vestimenta apertadas e tecidos sintéticos • Não fazer uso de cosméticos na regiao genital e duchas vaginais • Evitar uso de protetores diários • Hábitos de vida saudáveis Universidade Nove de Julho – Medicina SBC Giovanna Facchina Martins – Turma VI – 7º semestre Vulvovaginite e Doença inflamatória pélvica • Uso de preservativos Cervicites • A maioria dos casos são assintomáticos • Ausência de sintomas dificulta o sue diagnostico e favorece complicações, como endometrite, doença inflamatória pélvica, desfechos adversos para gestantes e RN, maior risco de aquisição de outras ISts • Etiólogia multifatorial -> justificativa de procedimentos investigativos direcionados ao diagnóstico • Fatores associados: o Mulheres sexualmente ativas < 25 anos o Novas ou múltiplas parceiras sexuais o Parcerias com ISTs o História previa ou presença de outra IST o Uso irregular de preservativo o Adolescente Cervicite por Clamidia • Agente etiológico: Chlamnydia trachomatis • Assintomática em 70%, frequência de ate 30% na população feminina • Alto grau de morbidade e potencial de complicacao (paro prematuro, endometrite puerperal, DIP aguda, esterilidade conjugal e dor plévi • Pode ocorrer colo edemaciado, hiperemiado, friável, leucorreia , mucopurulenta, dispa, dor a mobilização Cervicite por Gonococo • Agente etiológico: Neisseria gonorrhoeae • 1-2% da população feminina • Quadro clinico o Corrimento mucopurulento e/ou sangramento vaginal intermenstrual e sangramento pós coito o Colo edemaciado e friável o Sintomas urinários o Bartholinite o Doença inflamatória pélvica Cervicite – outros agentes • Agentes etiológicos: Ureaplasma urealyticum e mycoplasma hominis • Os micoplasmas podem ser encontrados em ate 41% em mulheres assintomáticas sexualmente ativas Universidade Nove de Julho – Medicina SBC Giovanna Facchina Martins – Turma VI – 7º semestre Vulvovaginite e Doença inflamatória pélvica • Leucorreia incaracterística • Dispareunia, disuria , polaciúria, infecção urinária _______________________________________________________ __ Doença inflamatória pélvica • Conjunto de processos inflamatórios da região pélvica devido a propagação de microrganismos e partes do colo e da vaginapara o endométrio, as tubas, op peritônio, e as estruturas adjacentes • Complicações importante das infecções sexualmente transmissíveis e um sério problema de saude pública • Relevância: pelveperitonite ou ruptura de abcesso tubo-ovariano, infertilidade, gravidez ec e dor pélvica cronica Fatores de risco • Adolescentes (1 em cada 5 casos é menor de 19 anos) • Múltiplas parcerias sexuais • História atual ou previa de ISTs • Chlamydia trachomatis -> infecção do trato genital superior em ate 30% dos casos • Uso de DIU se portadora de cervicite Fisiopatologia Cervicite -> ascensão dos agentes ate o endométrio -> iniciamennnte endometrite -> ascensão dos micro-organismos do meio vaginal -> formacao de conteúdo purulento na tuba uterina -> passagem pelas fímbrias -> pelveperitonite / abscesso tubo-ovariano Anamnese • Duração, curso e localização da dor • Relação com o ciclo menstrual • Sangramento uterino anormal • Inserção recente de DIU (< 1 mês) • História pérvia de DIP • Risco de IST • Febre • Sintoma urinários / gastrointestinais • História de endometriose, gestação ectopica, calculo urinário Exame fisico • Sinais vitais • Palpacao abdome • Especular: Leucorreia, colo friável Universidade Nove de Julho – Medicina SBC Giovanna Facchina Martins – Turma VI – 7º semestre Vulvovaginite e Doença inflamatória pélvica • Toque vaginal: dor a mobilização do colo ou região anexial, massa pélvica Exames • Hemocultura • Urina I e uroculura • USG transvaginal o Espessamento da parede tubária > 5mm (100% sensibilidade) o Septos incompletos intratubarios o Sinal da roda dentada o Espessamento e líquido tubário o Abcesso tubop-ovarino o Tomografia/ ressonância de abdome • Teste de gravidez • Provas inflamatórias • Bacterioscopia para rastreio da vaginose e PCR para clamídia, gonococo, micoplasma • Sorologia • Outros exames bioquímicos – função renal e hepática Diagnóstico 3 maiores e 1 menor Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis • Aderências peri-hepaticas • Tratar gonococo • Complicação mais tardia Critérios de internação • Emergencias cirúrgicas Universidade Nove de Julho – Medicina SBC Giovanna Facchina Martins – Turma VI – 7º semestre Vulvovaginite e Doença inflamatória pélvica • Presença de abscesso ou peritonite • HIV+ ou imunossuprimidos • Uso de DIU • ATBterapia oral não tolerada ou não efetiva • Estado tóxico e grave de início • Gravidez Tratamento