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Prévia do material em texto

Paradigmas Educacionais 
e Inovação
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. João Menoni
Revisão Textual:
Prof. Me. Claudio Brites
Redes Sociais Digitais
Redes Sociais Digitais
• Conhecer a origem e o desenvolvimento das redes sociais digitais;
• Compreender como é possível a utilização das redes sociais digitais nas empresas e instituições;
• Proporcionar uma reflexão sobre as vantagens e desvantagens das redes sociais digitais no 
mundo contemporâneo;
• Apresentar as principais plataformas de redes sociais.
OBJETIVOS DE APRENDIZADO 
• Redes Sociais Digitais;
• Plataformas Mais Usadas.
UNIDADE Redes Sociais Digitais
Redes Sociais Digitais
Fenômeno recente, as redes sociais digitais – sites e aplicativos que operam em 
diversos níveis como profissional, de relacionamento, entre outros, mas sempre per-
mitindo o compartilhamento de informações entre pessoas, empresas e instituições 
– estão modificando a maneira como as pessoas se relacionam, aprendem e se co-
municam por meio das tecnologias da informação e comunicação (computadores, 
celulares, smartphones, tablets). 
Entretanto, os conceitos de redes sociais não são novos. Um ensaio de Joseph 
Carl Robnett Lickli e Robert W. Taylor, intitulado O computador como dispositivo 
de comunicação, publicado em 1968, já questionava sobre como seriam as comu-
nidades interativas compostas por membros geograficamente distantes (ROCHA; 
SOUZA FILHO, 2016). 
Em 1976, a AT&T Bell Laboratories desenvolveu o protocolo Unix-to-Unix 
CoPy (UUCP) – sistema de comunicação entre computadores – e, baseado nele, em 
1979, foi criada a Usenet pelos estudantes norte-americanos da Duke University, 
Tom Truscott e Jim Ellis, que tiveram a ideia de ligar um par de computadores dessa 
universidade e da University of North Carolina (com a ajuda de Steve Bellovin) 
para trocar informações técnicas, formando grupos de discussão onde as pessoas 
podiam compartilhar informações, ideias, dicas e opiniões. O sistema funciona até 
hoje. A Usenet foi o primeiro serviço que teve um grande número de usuários não 
técnicos, muito antes da World Wide Web.
Assim, os grupos on-line e as salas de bate-papo (chats) ganhavam a cada dia 
mais adeptos. O serviço postal francês, por exemplo, em 1982, levou ao seu público 
consumidor de massa o serviço nacional on-line chamado Minitel. Em 1985, apa-
receu a America On-line, inicialmente com outro nome, e, em pouco tempo, essa 
passou a dominar o negócio nos Estados Unidos. Em 1988, a IBM e Sears criaram 
o Prodigy. No início dos anos 1990, foi a vez do correio eletrônico começar a ser 
usado por pessoas comuns. 
Em 1997, a empresa nova-iorquina Sixdegrees inaugurou um serviço inovador 
com o uso de nomes reais, dando início à era das redes sociais modernas. A patente 
da SixDegrees era abrangente e descrevia um serviço de rede social que matinha 
uma base de dados, permitindo a um membro criar uma conta e incentivava o con-
vite para outras pessoas se conectarem à sua rede através de e-mail. Se as pessoas 
aceitassem o convite, criava-se ali uma comunicação de mão dupla. Essa é a base das 
redes sociais. (KIRKPATRICK, 2010 apud ROCHA; SOUZA FILHO, 2016)
Mais e mais sites e aplicativos com o objetivo de conectar pessoas, seja pessoal 
ou profissionalmente, foram surgindo como o LinkedIn, Tribe, MySpace, Orkut, 
Facebook, entre outros, a partir do início dos anos 2000. No início de 2014, o site 
mais acessado do Brasil era o Facebook, superando o Orkut (desativado em 2014), 
que por anos foi a rede mais acessada e, também, ultrapassando o gigante Google. 
A visibilidade e interação que as redes sociais geram constituem parte indispen-
sável dentro dessas mídias, pois o conteúdo replicado dentro de um grupo influencia 
8
9
seus membros, tornando-se algo viral, capaz de levar a mensagem a várias pessoas. 
Essas redes sociais reúnem milhões de membros e uma quantidade cada vez maior 
de funções que permitem às pessoas interagirem de várias maneiras. Geralmente, 
cada rede tem sua regra, que estabelece o comportamento de seus participantes e 
define a maneira de interação mais eficiente.
O Brasil se rendeu à internet. Os números apontam isso e crescem em grande 
progressão. Atualmente, com base nas pesquisas das empresas Alexa, Nielsen, 
Ibope Media, Cetic (ROCHA; SOUZA FILHO, 2016), que oferecem serviços de 
mensuração e análise de dados de navegação na internet, o Brasil é o país que 
maior tempo gasta na frente de seu microcomputador, com cerca de 69 horas 
mensais. Em 2000, o tempo máximo conectado era de 8 horas.
Com as redes sociais se tornaram acessíveis novas possibilidades de relaciona-
mento, abrindo espaço para um grande número de usuários, isso pelas inúmeras 
possibilidades de construção de grupos e de produção de conteúdo, como também 
por meio da interação com o outro. Por outro lado, alguns autores falam sobre uma 
suposta banalização das relações desenvolvidas nas redes sociais, os usuários dese-
jam alcançar a popularidade que se traduz no número de amigos que fazem parte 
de seu perfil e pelo número de mensagens recebidas. “Porém estes comportamentos 
devem também ser entendidos como uma oportunidade para que eles possam se 
projetar através de máscaras que são construídas a partir de seus desejos de identifi-
cação projetiva”, afirma Corrêa (2013, p. 33).
Figura 1 – Redes sociais: muitas possibilidades de conexões e relacionamentos
Fonte: Freepik
Bauman (2011), conforme Corrêa (2013), afirma que as relações estabelecidas 
através da Internet são muito mais superficiais do que as vividas pelas gerações ante-
riores. Segundo esse autor, embora as pessoas prezem por ter uma rede de relacio-
namento on-line vasta, a intensidade da maioria dessas relações é tão insignificante 
que pouco lhe custam em termos afetivos, de forma que o estabelecimento de uma 
aliança ou o seu rompimento se resume ao esforço de um “click”. 
O fazer sobre o qual se escrevem mensagens no Twitter talvez não signi-
fique mais que dizer “estou comendo pizza aos quatro queijos”, ou “estou 
olhando pela janela”, ou “com sono e indo pra cama”, ou “morto de tédio”. 
(...) O que nós e todos os nossos iguais somos levados a compreender é 
9
UNIDADE Redes Sociais Digitais
que a única coisa que importa é saber e contar aos demais o que estamos 
fazendo – neste momento ou em qualquer outro; o que importa é “ser 
visto”. Não tem importância alguma saber por que fazemos tal coisa, o 
que estamos pensando, desejando, sonhando, o que nos alegra ou entris-
tece quando a fazemos, ou mesmo outras razões que nos inspiram a usar 
o Twitter, além de manifestar nossa presença. (BAUMAN, 2011 apud 
CORRÊA, 2013, p. 34)
Entretanto, conforme Corrêa (2013), muitos autores não compartilham da visão 
pessimista de Bauman, como Lemos e Lévy, que argumentam que também pode-
mos encontrar atuações de pessoas que buscam o conhecimento, a aprendizagem, 
a expressão e a produção de novos sentidos. De acordo com Lemos e Lévy (2010 
apud CORRÊA, 2013, p. 34):
Elas comentam em blogs, trocam arquivos torrent em redes peer to peer, 
atualizam em poucas palavras suas ações cotidianas em microblogs, tra-
balham cooperativamente em wikis, produzem e disseminam softwares 
de fonte aberta, reciclam e tornam visíveis o que era considerado lixo pela 
indústria de massa.
As redes sociais na internet, muitas vezes chamadas de sites de relacionamento, 
por possibilitarem essa troca de informação pelas pessoas e para as pessoas, têm 
o poder de formar opiniões, o que deu grande força a essas mídias, alterando, por 
exemplo, o comportamento do consumidor, que antes apenas assistia à propaganda 
de seu produto, e que agora vai até a Internet e procura informações e opiniões de 
quem teve experiências com tal produto. Dessa forma, essas mídias podem contri-
buir para a construção de uma marca ou até mesmo prejudicar sua reputação.
Assim, podemos elencar inúmeras vantagens e desvantagens das redes sociais, 
como, por exemplo (Quadro 1):
Quadro 1 – Vantagens e desvantagensdas redes sociais digitais
Vantagens
• Aproxima as pessoas que vivem em locais diferentes, pois é uma maneira fácil de manter as 
relações e o contato;
• Possibilita a interação em tempo real;
• Facilita a relação com quem está mais perto, permitindo manter uma relação de proximidade 
sem se encontrar fisicamente;
• Oferece uma forma rápida e eficaz de comunicar algo para um grande número de pessoas ao 
mesmo tempo;
• Permite avisar sobre um acontecimento, a preparação de uma manifestação ou a mobilização 
de um grupo para um protesto;
• Facilita a organização de eventos, enviando convites e solicitando a confirmação de presença.
Desvantagens
• Falta de privacidade;
• Exige cuidado na divulgação de certos pormenores da vida de cada um;
• Crianças e adolescentes divulgam informações sobre a escola e locais que frequentam;
• Pode causar dependência, pois, em alguns casos, as pessoas não conseguem se “desligar” das 
redes sociais, deixando coisas importantes por fazer;
• Criação de perfis falsos para veiculação de comentários violentos, preconceituosos e racistas;
• Facilidade de divulgação de notícias, fatos e imagens sem a verificação da fonte, podendo ser 
fake News (notícias falsas).
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As Redes Sociais e as Empresas e Instituições
A internet transformou de uma forma radical a comunicação no mundo. Ela pode 
ser considerada como um mecanismo de propagação de informações com abrangên-
cia mundial somada à interação de seus usuários e de seus computadores indepen-
dentemente da localização geográfica de cada um. E, as redes sociais passam a ser 
constituídas de fluxos informacionais, refletindo a era da conexão. 
Ao mesmo tempo, essas conversações públicas também oferecem um substrato 
para novas formas de serviços, marketing e publicidade mais direcionados e mais 
conversacionais. “A era do relacionamento é o novo momento, um novo contexto, 
onde consumidores estão em rede, comentando, discutindo, participando” (ZENHA, 
2018, p. 28). O diferencial da publicidade on-line em relação às outras mídias tradi-
cionais é a interação dos usuários com os materiais publicitários expostos na internet. 
Nessa interação, os consumidores podem clicar em algo de seu interesse dando, 
assim, um passo à frente no processo de comunicação. 
De acordo com Zeff e Brad (2000 apud RIBEIRO, 2010, p. 18), existem quatro van-
tagens na publicidade on-line com relação à publicidade tradicional, off-line (Quadro 2): 
Quadro 2 – Vantagens da publicidade on-line em comparação com a off -line
Focalização
Por meio de um banco de dados que pode conter desde comportamento, região, faixa etária, 
classe social e gênero, os anunciantes direcionam as mensagens a um determinado público-alvo 
de acordo com seu segmento.
Monitoramento
A partir do momento em que o usuário acessa algum material de publicidade on-line ficará 
registrado e será monitorado por profissionais de marketing que poderão avaliar determinados 
interesses e mensurar o alcance com mais precisão, diferente das mídias tradicionais.
Entrega e fl exibilidade
O retorno na publicidade on-line é imediato, já que o interesse dos usuários é monitorado por 
profissionais. Sendo assim, qualquer material publicitário na Web pode ser lançado, alterado ou 
até mesmo cancelado se o objetivo da comunicação não estava sendo alcançado. Isso já não é 
possível em jornais e revistas, pois a alteração só pode ocorrer depois da publicação de uma nova 
edição; e para televisão, o custo seria maior para um novo desenvolvimento de material publici-
tário depois desse ter sido divulgado.
Interatividade
Um dos maiores diferenciais, já que a publicidade on-line disponibiliza testes de produtos, 
opiniões dos consumidores e informações detalhadas sem o consumidor precisar sair de casa, 
o que transforma o consumidor em comprador mais facilmente.
Fonte: Zeff e Brad (2000 apud RIBEIRO, 2010, p. 18)
Entretanto, Ribeiro (2010, p. 19) salienta que 
As mídias sociais não surgiram para substituir as mídias tradicionais, pois 
estas também são importantes para as empresas, elas são como um com-
plemento de atividades que podem ser utilizadas nas estratégias da empresa. 
Para a autora, cada rede social digital funciona de uma forma: suas ferramentas, 
entre elas Twitter, Facebook e Youtube, por exemplo, possibilitam a publicação de 
conteúdos por qualquer pessoa, atividades que incluem compartilhamento e criação 
de palavras, fotos, vídeos e áudios. “A rede social proporciona ao consumidor colocá-lo 
11
UNIDADE Redes Sociais Digitais
realmente no lugar onde ele precisa estar, numa posição em que é capaz de escolher 
o que quer ver, quando quer ver e da maneira que quer ver”. 
Com o surgimento e crescimento das redes sociais e suas diversas ferramentas de co-
municação, o mercado, em relação às suas estratégias de marketing, sentiu necessidade 
de se adaptar a essa nova situação, pois hoje em dia as pessoas não buscam mais por 
notícias, as notícias as encontram, não vão buscar por serviços e produtos, eles também 
irão encontrá-las, tudo isso por meio das redes sociais digitais (RIBEIRO, 2010).
Com o estímulo das redes sociais, a estratégia de comunicação das empresas e 
instituições, com seus clientes e usuários, está mudando. Hoje existe a possibilidade 
de ir para onde está o seu público, ao invés de fazer com que o público vá até a 
empresa, até porque os novos consumidores estão mais informados e esse relacio-
namento não é mais baseado em apenas transmitir mensagens e informações, mas 
também em receber o retorno do público, que é capaz de filtrar, acessar e reagir a 
essas mensagens. 
Para aderir às redes sociais, segundo Ribeiro (2010), a empresa precisa saber 
quais utilizar e em qual momento as deve utilizar, pois, a partir da participação nes-
sas novas ferramentas, ela estará exposta e deverá movimentá-las, criar conteúdo, 
interagir com as pessoas e encontrar novas pessoas, e não esperar que seu perfil na 
internet se atualize sozinho, pois é preciso chamar a atenção de forma criativa e ao 
mesmo tempo agregar valor à empresa.
Vamos conferir algumas utilidades das redes sociais digitais para empresas e ins-
tituições:
• Compartilhar a visão da empresa: as redes sociais são uma espécie de vitrine 
da empresa ou instituição; é nelas que o empreendedor poderá mostrar a visão 
do negócio, no que acredita;
• Personalização da mensagem e interação direta com o cliente: nas redes 
sociais, é possível ter um relacionamento muito mais customizado e direto com 
cada cliente ou possível cliente, já que é possível entrar em contato com cada 
um, seja para resolver problemas ou descobrir novas informações;
• Possibilidade de segmentação do público: ao publicar nas redes sociais, é 
possível segmentar posts de acordo com as características da audiência, direcio-
nando esforços para aquelas parcelas do público que possuem mais afinidade 
com a solução da empresa ou instituição;
• Poder saber mais sobre cada um dos seus clientes: as pessoas compartilham 
seus gostos, desejos e outras informações que podem ser valiosas para as em-
presas na hora dessas se aproximarem do seu público-alvo. Importante é ficar 
atento ao que é relevante para a audiência para se conectar melhor a essa;
• Possibilidade de vender por esses canais: da mesma forma que é possível se 
relacionar com o público por meio das redes sociais, é também possível utilizá-las 
para vender produtos ou serviços, principalmente em relação à audiência que já 
tem um relacionamento com a empresa ou instituição;
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• Possibilidade de divulgação para empresas com baixo orçamento: ao contrário 
dos meios tradicionais, anunciar nas redes sociais possui um custo mais baixo, além 
da vantagem de que na Web é mais fácil mensurar os resultados;
• Informação em tempo real: as redes sociais permitem comunicar mensagens 
de empresas e instituições urgentes em um canal oficial. Isso é muito importante 
no caso de gestão de crise, por exemplo, em que é necessário que a marca se 
posicione rapidamente, evitandoassim que tome maiores proporções.
Erros e Acertos nas Redes Sociais
Pontos cruciais como qual rede social escolher, como se portar, como dar retorno 
aos consumidores e usuários, qual o melhor momento para utilizar e, principalmen-
te, qual o foco e objetivo da empresa ou instituição com a utilização das redes sociais, 
são de fundamental importância na gestão dessas ferramentas. Ribeiro (2010, p. 29) 
apresenta os sete erros e acertos do mundo corporativo nas redes sociais digitais, 
segundo reportagem da revista IstoÉ (Quadro 3).
Quadro 3 – Erros e acertos do mundo corporativo nas redes sociais digitais
Pecados Regras de ouro
1 Querer entrar em todas as redes ao mesmo tempo. É preciso 
ter foco.
Conhecimento. Pesquise antes qual é a melhor rede social 
para o seu objetivo, de acordo com o perfil de cada serviço.
2 Enviar muitas mensagens seguidas, de maneira a superlotar a 
página do usuário.
Discrição. É importante mostrar que há uma pessoa atrás do 
perfil, mas sem personalizar muito.
3
Deixar de entregar um produto ou prestar um serviço. Uma 
boa reputação pode levar anos para ser construída e se-
gundos para ser destruída. 
Dedicação. Certifique-se de que terá tempo suficiente para 
atender a todas as dúvidas e aos pedidos dos internautas.
4
Deixar de responder às dúvidas dos internautas em menos 
de 48 horas. Na era da informação instantânea, os clientes 
esperam velocidade de resposta.
Interação. Não tenha medo de trocar ideias e até mesmo pedir 
opiniões para os usuários das redes sociais.
5 Deixar de atualizar seu perfil. Quanto mais novidades, mais 
visualizações. Mas fique atento ao pecado nº 2. 
Transparência. Surgiu um problema e a entrega vai atrasar? 
Explicar ao cliente o que houve será melhor do que fingir que 
nada aconteceu.
6 Agir de forma impessoal. As pessoas esperam encontrar gente 
como elas nas redes sociais, e não máquinas de respostas.
Autenticidade. Seja você mesmo. Os internautas tendem a se 
identificar com um perfil quando percebem que ele fala de algo 
que realmente gosta, não apenas de conteúdo para vender.
7
Cometer erros de gramática e ortografia. Escrever uma pa-
lavra de maneira errada pode dar uma impressão pior do 
que uma vitrine pichada. 
Produção. Foi-se o tempo em que fotos e vídeos caseiras, ama-
doras faziam sucesso. Gaste algum tempo para produzir belas 
imagens.
Plataformas Mais Usadas
Em relação às redes sociais digitais, o relatório Digital in 2019, feito pela We Are 
Social em parceria com a Hootsuite, apontou que 66% da população brasileira é 
usuária dessas redes, representando mais de 140 milhões de usuários ativos. O Brasil, 
segundo o relatório, foi um dos países com maior aumento no número de usuários nas 
redes, com mais de 10 milhões de novos usuários. (COSTA, 2019)
13
UNIDADE Redes Sociais Digitais
O levantamento identificou as 10 redes sociais digitais mais usadas no país. Com 
um crescimento de mais de 58% usuários no Brasil nos últimos anos, o YouTube é, 
hoje, a maior rede no Brasil, segundo o relatório. Conforme dados da pesquisa, 95% 
dos entrevistados afirmaram que o site de vídeos é a plataforma mais usada. Hoje 
ela é utilizada para assistir programas, escutar músicas, ver jogos, acompanhar os 
youtubers e fazer marketing. 
Em segundo lugar vem o Facebook. Com mais de 2 bilhões de usuários, ele con-
quistou o posto de rede social mais popular do mundo em meados de 2008 e passou 
a ser destaque no Brasil em 2012. “Não é surpresa que a rede esteja em segundo 
lugar no país: 90% dos respondentes afirmaram usar da plataforma de interação 
social”, salienta Costa (2019). O Brasil é o terceiro país mais ativo no Facebook, 
perdendo apenas para Estados Unidos e Índia. O grande número de usuários e as 
diversas possibilidades de uso da rede são grandes atrativos para as empresas.
Figura 2 – Brasil é o terceiro país mais ativo no Facebook
Fonte: Freepik
No ranking das 10 redes sociais digitais mais usadas no Brasil, segundo o relatório 
Digital in 2019, em terceiro lugar está o WhatsApp. Se antes essa rede era usada ape-
nas para conversas com amigos e familiares, hoje ela é um dos principais aplicativos de 
mensagens e de comunicação, e não só do Brasil, como do mundo — o aplicativo conta 
com 1,5 bilhão de usuários globalmente. “E, se muitas marcas não usavam o aplicativo 
pelas limitações para fazer negócio, esse cenário pode estar mudando com o anúncio do 
WhatsApp Business, com novas possibilidades para as empresas”, afirma Costa (2019). 
Para completar a lista, seguem, em ordem, Instagram, Messenger, Twitter, LinkedIn, 
Pinterest, Skype e Snapchat. 
Vamos conferir as principais redes sociais digitais em uso no Brasil e suas carac-
terísticas básicas:
• Youtube: Compartilhamento de vídeos;
• Facebook: Interação e expansão de contatos;
• WhatsApp: Envio de mensagens instantâneas e chamadas de voz;
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• Instagram: Compartilhamento de fotos e vídeos;
• Messenger: Envio de mensagens instantâneas;
• Twitter: Compartilhamento de pequenas publicações, tweets;
• LinkedIn: Interação e expansão de contatos profissionais;
• Pinterest: Compartilhamento de ideias de temas variados;
• Skype: Chamada de voz e vídeo;
• Snapchat: Compartilhamento de vídeos curtos, 10 segundos;
• Flickr: Compartilhamento de imagens;
• Tumblr: Compartilhamento de pequenas publicações.
Conforme a pesquisa “O uso da internet por adolescentes”, conduzida pelo Fundo 
das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em 2013 (PIESCO, 2015, p. 102), o 
jovem brasileiro tem a internet como elemento central em sua vida cotidiana. 
Segundo a Unicef, 70% dos adolescentes brasileiros podem ser considerados 
“incluídos” no que diz respeito ao acesso à internet, dos quais 64% acessam a 
rede diariamente. 
Outro levantamento realizado pelo Ibope Media para o painel Conectaí, a pedido 
da YouPIX, em 2013, de acordo com Piesco (2015, p. 102), revelou que dos jovens 
brasileiros, entre 15 e 33 anos, com acesso à internet, é ainda mais marcante o 
uso das redes sociais: 95% têm contas no Facebook; 72%, no Twitter; e 63%, no 
WhatsApp. A pesquisa mostra ainda que 63% dizem acessar blogues regularmente 
e impressionantes 95% se autodeclaram “viciados em tecnologia”.
A autora salienta também que esses mesmos jovens destacam a importância da 
internet no momento de escolher as atividades a serem exercidas no tempo livre, 
algo impressionante, em todo de “94,9% dos jovens afirmaram que consultam a 
internet para se informar sobre atividades sociais e culturais da cidade, enquanto só 
29,1% disseram usar revistas para essa finalidade, e apenas 38,8% usam jornais” 
(PIESCO, 2015, p. 103), e continua:
A internet desempenha um papel central na socialização desses jovens, 
por meio das redes sociais e serviços de mensagem, sendo que 45% dos 
jovens com acesso à internet alegam preferir conversas por redes sociais 
do que pessoalmente. Ainda que o acesso à internet seja maior entre 
jovens com maior poder aquisitivo, ela está passando por uma acelerada 
democratização no Brasil, movida tanto pelo barateamento dos planos 
de acesso à internet quanto pela popularização de aparelhos de acesso 
móvel, como celulares e tablets. (PIESCO, 2015, p. 103)
O diferencial das redes sociais, conforme Zenha (2018), está na facilidade que 
possuem para construir as mensagens, facilidade na veiculação, no acesso rápido e 
em pontos distanciados que proporcionam as trocas de saberes disponibilizados pe-
los pontos na rede social, além do gerenciamento de perfis para aceitar e propagar 
esses saberes.
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UNIDADE Redes Sociais Digitais
YouTube: A Maior Plataforma de Vídeos do Mundo
O YouTube – atualmente de propriedade do Google – foi criado em 2005 quando Chad 
Hurley, Steve Chen e Jawed Karim registraram o domínio youtube.com. A plataforma 
permite aos usuários a criação de um canal para armazenamento e compartilhamento 
de vídeos em formato digital de forma gratuita. O canal pode ser customizado, sendo 
possível colocar o nome da marca, imagem de fundo e descrição.O vídeo compartilhado exibe um campo para comentários, onde qualquer usuário 
pode participar e também avaliar o vídeo e os comentários de outros usuários. Além 
dessas formas de interação, existe ainda a possibilidade de compartilhar o vídeo em 
outras redes como Facebook, Twitter, Tumblr, bem como incorporá-lo em sites e 
blogues ou então enviá-lo por e-mail.
Figura 3 – Youtuber produzindo um vídeo
Fonte: Freepik
Com o passar do tempo, os primeiros youtubers – esse termo nem existia ain-
da – começaram a sair dos empregos originais para se dedicarem só à produção 
de conteúdo em vídeo. A existência da plataforma foi o suficiente para chamar a 
atenção da internet e também das marcas. A Nike, por exemplo, foi a primeira a 
aproveitar a nova plataforma com um vídeo histórico: Ronaldinho Gaúcho calça 
suas novas chuteiras e acerta chutes no travessão várias vezes seguidas. 
Uma cultura dos youtubers foi criada e vários dos influenciadores digitais de 
hoje em dia nas redes sociais começaram no YouTube. Já foram diversas as fases e 
modas, como a tendência dos canais de maquiagem, receitas, vlogues e esquetes de 
humor. Várias delas já passaram, mas deixaram muita gente famosa e relevante até 
hoje. O YouTube é o meio preferido das pessoas que assistem conteúdos em vídeo, 
estando na frente da Netflix e, até mesmo, das TVs aberta e paga.
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Saiba mais
Conheça agora os canais mais conhecidos no mundo que fazem muito sucesso na 
plataforma de vídeos segundo Souza (2020):
• T-Series – 123 milhões de inscritos: A T-Series é uma gravadora e produtora 
indiana fundada por Gulshan Kumar em 1983. É mundialmente conhecida pelas 
músicas de Bollywood, além de trilhas sonoras e músicas indi-pop. O canal 
traz videoclipes e trailers de filmes. Tem mais de 123 milhões de inscritos e 94 
bilhões de visualizações ;
• PewDiePie – 102 milhões de inscritos: PewDiePie é o nickname de Felix 
Arvid Ulf Kjellberg, um comediante e produtor de vídeos sueco. Seu canal 
no YouTube lidera a plataforma desde o ano de 2013, chegando a ultrapassar 
canais oficiais de artistas como Rihanna. O canal tem mais de 102 milhões de 
inscritos e 24 bilhões de visualizações ;
• Cocomelon – Nursery Rhymes : 69 milhões de inscritos. Mais uma vez as 
crianças mostram que são uma audiência assídua no YouTube! Com cantigas 
educativas infantis, o canal Cocomelon tem mais de 69 milhões de inscritos e 
47 bilhões de visualizações.
No Brasil, o canal KondZilla é o campeão de visualizações do YouTube. 
Ele ficou na primeira posição no ranking elaborado pela rede multiplataforma Sna-
ck (SACCHITIELLO, 2019), que avaliou os canais brasileiros com maior número de 
visualizações em seus vídeos. O canal se autointitula como “o maior canal de funk 
do mundo”. Criado pelo produtor Konrad Dantas, aparece, em 2019, na primeira 
posição com um total de mais de 23 bilhões de visualizações (na soma de todos os 
vídeos postados). O canal tem 54 milhões de inscritos.
A sequência do ranking brasileiro elaborado pela Snack é formada por canais de 
conteúdo infantil, de música, de games e de influenciadores. Galinha Pintadinha, 
que por muito tempo liderou o ranking de visualizações do YouTube no Brasil, apa-
rece na segunda colocação, com um total de mais de 11 bilhões de visualizações.
Facebook: Curtiu?
Criado em 2004 pelos colegas de Universidade de Harvard, Mark Zuckerberg, Dustin 
Moskovitz, Eduardo Saverin e Chris Hughes, conforme descrição na própria página, a 
missão do Facebook é dar às pessoas o poder de compartilhar e tornar o mundo mais 
aberto e conectado. Zuckerberg, fundador, presidente e CEO do Facebook, é responsável 
pela definição da estratégia global de direção e de produtos para a empresa. 
O Facebook é uma rede social na qual se cria uma conta gratuita e se recebe uma 
página com seu nome, onde você pode compartilhar e produzir conteúdo. Um dos 
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UNIDADE Redes Sociais Digitais
principais objetivos é criar comunidades que irão ajudá-lo a se relacionar com seus 
colegas e amigos. É capaz de integrar várias funcionalidades como postagem de 
vídeos, fotos, textos e links, criação de grupos abertos ou privados, utilização de 
aplicativos, criação de perfil e páginas, além de oferecer espaço para anúncios.
Figura 4 – Brasil tem 130 milhões de contas no Facebook
Fonte: Freepik
Você sabia?
Em 2010, o Facebook lançou dois novos serviços: o Facebook Places – ferramenta que informava 
a localização do usuário – e o Facebook Sponsored Stories – recurso que permitia que empresas 
patrocinadoras do Facebook pudessem utilizar comentários positivos sobre seus negócios para 
gerar publicidade. Porém, ambos os serviços não se popularizaram.
As páginas, conhecidas como fanpages, constituem-se como um espaço que serve 
para reunir públicos com interesses em comum, sendo utilizadas por artistas, empre-
sas, marcas, organizações, entre outras finalidades. Está disponível aos administra-
dores da página estatísticas sobre o acesso dos usuários, com dados como gênero, 
cidade, dispositivos utilizados no acesso, idade e até o envolvimento dos “fãs” com a 
marca, por isso se constitui como uma ótima ferramenta de marketing digital.
De acordo com o site Statista (BRASIL, 2019), o Facebook é a rede social mais 
popular do mundo com 2,27 bilhões de usuários, tendo a Índia com o maior nú-
mero de perfis: 300 milhões. Depois vêm os Estados Unidos, com 210 milhões e, 
em terceiro lugar, empatado com a Indonésia, aparece o Brasil, com 130 milhões 
de pessoas conectadas à rede social. 
WhatsApp: Popular
Se partirmos da definição de rede social digital como uma estrutura composta 
por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, 
que compartilham valores e objetivos em comum, também podemos encaixar o 
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WhatsApp como uma rede social digital, uma vez que, por meio do aplicativo, com-
partilhamos várias situações, construímos relações e até podemos dizer que ele ajuda 
a atingir um objetivo em comum, já que muitas empresas utilizam o WhatsApp para 
a comunicação entre os seus funcionários. Além da função de troca de mensagens, 
é possível trocar fotos, vídeos e realizar até chamadas de voz pelo aplicativo.
Figura 5 – Página inicial do WhatsApp no computador
Fonte: Acervo do conteudista
O WhatsApp vem contribuindo para que as pessoas estejam permanentemente 
conectadas por meio de seus smartphones e olhem para a tela praticamente a toda 
hora. Muitos não podem ver o sinal de notificação do aplicativo aparecer que na hora 
olham a mensagem. Nesta era da conectividade, na qual lidamos cada vez mais com 
pessoas, seja na vida pessoal ou profissional, o aplicativo é mais um ingrediente para 
nos ajudar a lidar com tantas situações e pessoas que transitam em nossa rotina. 
Whatsapp: é um trocadilho em inglês com a expressão “What’s up?”, que pode ser traduzida 
por “Como vai?” e “Qual a boa?”. Como a pronúncia de “up” e “app” é parecida, o nome 
acabou se encaixando à proposta dos criadores.
De acordo com Agrela (2019), pesquisa feita pela consultoria Croma Insights com 
1.400 usuários do aplicativo no Brasil, mostrou que 65% das pessoas têm o hábito de 
utilizar o WhatsApp e metade dos entrevistados disseram usar o aplicativo logo que acor-
dam. A pesquisa mostra também que as pessoas também costumam acessar o app de 
mensagens quanto estão comendo sozinhas (47%) e assistindo à televisão (45%). O levan-
tamento aponta, ainda, que o WhatsApp é usado no trabalho por 60% dos entrevistados. 
O número é três vezes maior do que o e-mail, 20%, segundo os resultados da pesquisa.
Ainda conforme Agrela (2019), no relatório Global Messaging Apps 2019, que anali-
sa o setor de apps de mensagens no mundo, a consultoria americana eMarketer afirma 
que o WhatsApp é um dos aplicativos mais usados no mundo para enviar mensagens 
em mercados fora dos Estados Unidos. O Brasil é um dos principais países onde o 
aplicativo é popular, com 120 milhões de usuários ativos mensalmente. No mundo, são 
estimados mais de 800 milhões deusuários.
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UNIDADE Redes Sociais Digitais
Instagram: Não tem Segredo
O Instagram é uma rede social criada em 2010 por Kevin Systrom e pelo brasileiro 
Mike Krieger para o compartilhamento de fotos e vídeos. Dois anos depois, foi com-
prado pelo Facebook. Assim como as outras redes sociais digitais, ele é gratuito e, para 
ser utilizado, é necessário o uso de um smartphone ou tablet com o aplicativo instalado 
disponibilizado para sistemas Android e iOS, ainda que tenham lançado o Instagram na 
Web, em fevereiro de 2013.
Seja em casa, no trabalho ou no lazer, as pessoas se sentem à vontade para de-
monstrar a sua vida para os amigos, familiares e até mesmo para desconhecidos. 
Suas funções são simples e rápidas, basta um clique e a escolha de um filtro para 
que as fotos e/ou vídeos se tornem visualizadas pelos usuários da própria rede e das 
demais redes sociais. 
Figura 6 – Aplicativo é sucesso em vários países
Fonte: Getty Images
O Instagram permite publicidade paga, onde as marcas podem publicar anúncios 
em forma de fotos através de seus perfis. Todo anúncio é identificado por um ícone e 
é mostrado no feed de usuários específicos, baseado em seus interesses e atividades 
no Instagram e Facebook. 
Os lugares mais visitados e, consequentemente, mais marcados no Instagram são os Parques 
da Disney e da Universal Studios, seguidos pela Times Square e pelo Central Park, em Nova 
York, a Torre Eiffel e o Museu do Louvre, em Paris.
Em junho de 2018, o Instagram anunciou que bateu a marca de 1 bilhão de usuá-
rios ativos, incluindo a rede social como uma das mais populares no mundo, ficando 
atrás somente de Facebook, YouTube, WhatsApp, Facebook Messenger e WeChat. 
Com 66 milhões de perfis, o Brasil é o segundo país que mais usa o Instagram no 
mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que tem 110 milhões de usuários ativos.
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Twitter: O Essencial
O Twitter é uma rede social gratuita com características bem simples, mas 
atraentes, que permite aos usuários o envio de mensagens com no máximo 280 
caracteres (inicialmente eram 140 caracteres), conhecidos como tweets, com o 
objetivo de oferecer a todos o poder de criar e compartilhar ideias e informações 
instantaneamente. O formato de mensagens lembra o serviço de SMS (Short 
Messages Service) utilizado pelas empresas de telefonia, também conhecido como 
“torpedo”. A limitação de caracteres se dá exatamente pelo conceito inicial da 
ferramenta: mensagens SMS. Além disso, enviar mensagens curtas é o principal 
foco do serviço e principal difusor de sites encurtadores de URL, como o Bit.ly, 
Migre.me e outros.
Figura 7 – Página inicial do Twitter
Fonte: Acervo do conteudista
Criada pelos programadores norte-americanos Evan Willians, Jack Dorsey e Biz 
Stone, em julho de 2006, a rede, muito utilizada por celebridades, intelectuais e 
políticos, é composta por seguidores, em que cada pessoa escolhe quem seguirá. 
É possível enviar mensagens privadas, a DM (Direct Message), ou ainda mensagens 
públicas direcionadas, para isso deve-se utilizar @ antes do nome do usuário de destino. 
O Twitter mistura diversos elementos de comunicação e de relacionamento e pode ser 
utilizado para integrar a comunicação com as demais redes sociais. É uma comunicação 
instantânea na internet disponível para o uso em computadores, tablets e celulares. 
A rede permite a realização de busca através do uso do caractere #, denominado 
hashtag. Utilizando essa ferramenta, é possível localizar todas as postagens lançadas 
com essa tag, que são chamados de trending topics ou TTs (assuntos do momento). 
Na tela, ficam disponíveis a todos os usuários um ranking com os assuntos mais 
mencionados no momento, facilitando uma visualização ampla do conteúdo. 
Em 2019, a rede social contabilizou 330 milhões de usuários em todo o mundo 
(NÚMERO..., 2019). O Brasil, segundo pesquisa do Cuponation (SILVA, 2019), está 
em 6º lugar na lista das dez nações com mais usuários no Twitter, com 8,28 milhões 
de usuários ativos. As duas primeiras posições ficam com Estados Unidos e Japão, 
que apresentam 48,65 milhões e 36,7 milhões de participantes, respectivamente.
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UNIDADE Redes Sociais Digitais
As redes sociais on-line podem ser percebidas como espaço social favorável ao 
compartilhamento de informação e de conhecimento e podem também se configurar 
como espaços de ensino-aprendizagem, colaborando com a inovação pedagógica. 
Isso ocorre, segundo Zenha (2018, p. 39), “porque as redes sociais permitem 
aos usuários o acesso, a participação e a interação contínua das personagens na 
construção coletiva de novos saberes”. A aprendizagem acontece no momento 
em que os usuários dos grupos se propõem a trocar e compartilhar informações 
a respeito de um assunto para realizar uma determinada finalidade discursiva que 
resulta em novos olhares e novas posturas.
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Filmes
Privacidade Hackeada
O escândalo da empresa de consultoria Cambridge Analytica e do Facebook é 
recontado através da história de um professor americano. Ao descobrir que, junto 
com 240 milhões de pessoas, suas informações pessoais foram hackeadas para 
criar perfis políticos e influenciar as eleições americanas de 2016, ele embarca em 
uma jornada para levar o caso à corte, já que a lei americana não protege suas 
informações digitais, mas a lei britânica sim. 
https://youtu.be/wjXYCrxRWqc 
A Rede Social
Em uma noite de outono em 2003, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), analista 
de sistemas graduado em Harvard, senta-se em seu computador e começa a 
trabalhar em uma nova ideia. Apenas seis anos e 500 milhões de amigos mais 
tarde, Zuckerberg se torna o mais jovem bilionário da história com o sucesso da 
rede social Facebook. O sucesso, no entanto, o leva a complicações em sua vida 
social e profissional. 
https://youtu.be/6VtX6przSlI 
 Leitura
A influência das redes sociais e seu papel na sociedade
BARROS, A. de A.; CARMO, M. F. A. do; SILVA, R. L. da. A influência 
das redes sociais e seu papel na sociedade. In: CONGRESSO NACIONAL 
UNIVERSIDADE, EAD E SOFTWARE LIVRE, 3., 2012, Minas Gerais. Anais [...] 
Minas Gerais: UFMG, 2012. 
https://bit.ly/3c3wgMd
Redes sociais virtuais na sociedade da informação e do conhecimento: economia, poder e competência 
informacional 
ANGELO, E. Redes sociais virtuais na sociedade da informação e do 
conhecimento: economia, poder e competência informacional. Encontros 
Bibli – Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, v. 21, n. 
46, p. 71-80, maio/ago. 2016
https://bit.ly/3dZYVU1 
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UNIDADE Redes Sociais Digitais
Referências
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-habito-mais-comum-dos-brasileiros-no-whatsapp/>. Acesso em: 13 jan. 2020.
BRASIL é o 3º país com o maior número de usuários do Facebook. R7, 2 mar. 2019. 
Disponível em: <https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/brasil-e-o-3-pais-com-
-o-maior-numero-de-usuarios-do-facebook-02032019>. Acesso em: 9 jan. 2020.
COSTA, T. Quais são as redes sociais mais usadas no Brasil em 2019? RockCon-
tent, jan. 2020. <Disponível em: https://rockcontent.com/blog/redes-sociais-mais-
-usadas-no-brasil/>. Acesso em: 7 jan. 2020. 
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-social,70002800800>. Acesso em: 9 jan. 2020. 
RIBEIRO, J. F. Redes sociais e empresas. Dissertação (Trabalho de conclusão de 
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br/jspui/bitstream/123456789/1118/2/20700578.pdf>. Acesso em: 8 jan. 2020. 
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