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DOC. 5 Gravura do século 
XVIII representando africanos se 
lamentando pela perda de seus 
entes, que serão utilizados como 
mão de obra escrava.
 1. Que razões motivaram a vinda de puritanos ingleses 
para as terras da América?
 2. Em que sentido a ética puritana impulsionou o capi-
talismo?
 3. Como o comércio triangular demonstra a diferença 
entre as colônias do norte e as do sul [doc. 4]? 
QUESTÕES
ou seja, centrada em um único produto. Prevalecia 
o sistema de plantation, peça fundamental do mer-
cantilismo, então hegemônico, e da ampliação do 
mercado internacional de produtos agrícolas.
O tráfico de africanos para a região, iniciado 
em 1619, abastecia as fazendas e garantia o au-
mento nos lucros dos proprietários. Embora parte 
desse tráfico fosse realizada por mercadores do 
norte por meio do comércio triangular, havia pouca 
integração econômica entre as colônias do norte 
e centro e as do sul. A produção sulista de arroz, 
índigo, tabaco e algodão era vendida sobretudo 
para a Europa por meio das companhias inglesas 
de comércio. 
A estrutura social, verticalizada e rigidamente 
hierarquizada, era controlada pelos grandes proprie-
tários rurais, que também detinham o poder político 
e definiam as regras de sociabilidade. Entre essas 
regras, destacavam-se os valores religiosos dos 
europeus de origem católica, que compuseram a 
maioria dos colonos sulistas, e a supremacia branca 
estabelecida a partir da hegemonia política e eco-
nômica dos grandes fazendeiros. O contraste desse 
poder socioeconômico branco com a grande quan-
tidade de africanos escravizados explica o racismo 
declarado que se arraigou no sul, a persistência do 
escravismo e as fortes restrições à ação do negro 
na sociedade sulista.
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Escravos negros
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Rum
 
AMÉRICA 
DO
NORTE
ÁFRICA
AMÉRICA
DO SUL
Havana
Antilhas
São Jorge da Mina
Luanda
Benguela
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
MAR MEDITERRÂNEO 
MAMAM R
MEMEM
DEDE ITETET RERE RÂRÂR NENEN O
Fonte: DAVIDSON, Basil. À descoberta do passado de África. 
Lisboa: Sá da Costa, 1981. p. 183.
 O comércio triangularDOC. 4
1.650 km
• Plantation. Sistema 
agrícola baseado na grande 
propriedade rural, na 
monocultura destinada à 
exportação e no uso de mão 
de obra escrava.
• ndigo. Planta da qual se 
extrai uma tinta de cor azul.
A mais importante relação comercial estabele-
cida entre as colônias inglesas do norte e do centro 
e o exterior foi o chamado comércio triangular 
[doc. 4]. Com algumas variações, os comerciantes 
das colônias do norte adquiriam açúcar, melaço 
e rum em colônias caribenhas e os trocavam por 
escravos na África. Trazidos para a América, os 
africanos eram vendidos a colônias do Caribe ou 
do sul da América inglesa. 
As colônias do sul
No sul, a economia era essencialmente agrária e 
exportadora. As cidades não tinham grande impor-
tância, e as manufaturas e o comércio local eram 
pouco expressivos.
De maneira semelhante ao que ocorreu na 
América ibérica e em outras áreas do continente 
colonizadas pela Inglaterra, a base da produção era 
a grande propriedade rural, em geral monocultora, 
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 Objetivo
 Reconhecer o conflito 
gerado pela divergência 
de interesses entre 
a Coroa inglesa e 
as treze colônias.
 Termos e conceitos
• Metr pole
• Leis Intoler veis
• eclaração de 
Independência
• Constituição
Seção 17.2
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DOC. 1 George III forçando chá pela garganta da América, litografia 
de Paul Revere. A imagem é uma alusão à Lei do Chá.
• Leis Townshend (1767). Definia tributos e 
formas de controle da circulação de muitos 
produtos, entre eles papel, tinta, vidro e 
chumbo.
• Lei do Ch ( ). Determinava que o for-
necimento de chá para a América inglesa 
só podia ser feito pela Companhia Inglesa 
das Índias Orientais. A Inglaterra pretendia 
assegurar mercado para o chá produzido em 
suas colônias do Oriente [doc. 1].
Com essas medidas, a Coroa inglesa pre-
tendia enquadrar as colônias nas regras do ex-
clusivo comercial metropolitano. Em vez disso, 
as leis britânicas precipitaram o movimento 
pela independência das treze colônias.
A independência das treze colônias
 Novos interesses da metrópole
As treze colônias tinham um alto grau de autonomia, tanto entre si quanto em 
relação à metrópole. As leis eram votadas internamente, sem interferência de 
Londres, e mesmo as determinações vindas da metrópole podiam ser vetadas. 
Os impostos eram definidos pelas assembleias, compostas por representantes 
eleitos pelos homens livres.
Após a década de 1760, porém, os interesses ingleses em relação à explo-
ração das colônias começaram a crescer. A burguesia inglesa passava a ver 
a América como fonte de matéria-prima e um potencial mercado consumidor. 
Para isso, era necessário reforçar os laços coloniais. 
A ocupação britânica do Canadá e da Loui siana, resultado da vitória na 
guerra contra os franceses, abriu a possibilidade de avanço para o oeste. 
Havia, no entanto, um choque de interesses. Os colonos pretendiam expandir 
seus domínios para a área do Mississípi, levando a autonomia de que des-
frutavam no litoral atlântico. A Coroa inglesa, por seu lado, queria o domínio 
direto da região e a manutenção das populações indígenas lá instaladas, de 
modo que as companhias britânicas pudessem comercializar peles e gordura 
obtidas daquelas comunidades.
 A intervenção metropolitana
Nesse contexto de tensão, a Inglaterra aumentou a carga de tributos. A 
iniciativa visava compensar os gastos decorrentes da guerra e estreitar o 
controle metropolitano sobre seus domínios na América do Norte. Além de 
assegurar recursos monetários, as leis de aumento da arrecadação limitavam 
a produção de manufaturados na colônia, ampliando o mercado consumidor 
dos manufaturados ingleses. Conheça, a seguir, algumas dessas leis.
• Lei do Melaço ( ). Estabelecia tributos altos para o melaço adquirido 
fora das áreas de colonização inglesa. Visava inibir o comércio com as co-
lônias antilhanas não inglesas.
• Lei da Receita (1764). Impunha tarifas alfandegárias e restrições à impor-
tação de açúcar, café, vinho, têxteis, madeiras e produtos de luxo. 
• Lei do Selo (1765). Determinava que qualquer tipo de impresso nas colônias 
só podia circular exibindo um selo expedido e vendido pela metrópole.
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 A reação colonial e as novas 
leis metropolitanas
Os colonos não ficaram passivos diante do esforço 
regrador da metrópole. A Lei do Selo, por exemplo, 
provocou a destruição dos postos de vendagem dos 
selos e ataques aos responsáveis pela fiscalização, 
até ser suspensa dez anos depois.
O episódio mais conhecido de recusa às novas 
leis britânicas foi a chamada Festa do Chá de Bos-
ton, em reação à Lei do Chá. Em 16 de dezembro de 
1773, colonos vestidos de índios atacaram navios 
da Companhia Inglesa das Índias, ancorados na 
capital de Massachusetts, e lançaram ao mar suas 
mercadorias.
Em resposta ao ataque, a metrópole adotou um 
conjunto de medidas que ficaram conhecidas como 
Leis Intoler veis: ocupou militarmente a colônia 
de Massachusetts, fechou o porto e condicionou 
sua liberação ao ressarcimento, pelos colonos, do 
valorda mercadoria destruída; também ampliou sua 
presença militar nas demais colônias.
Em setembro de 1774, representantes dos colo-
nos reuniram-se no Primeiro Congresso Continental 
da Filadélfia, que só não contou com a participa-
ção da Geórgia. Esse congresso repudiou as Leis 
Intoleráveis, afirmou os direitos dos moradores 
das colônias e avaliou os caminhos de negociação 
com a metrópole. A Inglaterra reagiu a essas de-
cisões com a ampliação de sua presença militar 
na América. 
Os colonos responderam realizando o Segundo 
Congresso Continental, em 1776, dessa vez com a 
presença de todas as colônias. Nesse encontro, 
constatou-se a impossibilidade de negociação com 
os britânicos e defendeu-se a emancipação. 
A independência
Essa luta consumou-se em 4 de julho de 1776, na 
Declaração de Independência, documento elabora-
do sob a supervisão de Thomas Jefferson [doc. 2].
A tentativa militar inglesa de manter controle so-
bre as áreas coloniais ainda prosseguiu por sete anos, 
até a assinatura do Tratado de Paris, em 1783, que 
estabelecia a paz entre os dois países e o reconheci-
mento britânico da independência da ex-colônia.
 Uma Constituição para o 
novo país
Uma vez consumada a independência, teve início 
o debate acerca da elaboração de uma Constituição 
que conciliasse a necessidade de um poder central 
com a disposição autonomista das regiões. 
Em 1787, o Congresso Continental aprovou uma 
Constituição, de inspiração liberal, que estabelecia 
um regime presidencialista e reconhecia a divisão e 
o necessário equilíbrio entre os poderes executivo, 
judiciário e legislativo. Definia o princípio federalista 
como base da relação entre os estados e de sua re-
lativa autonomia perante o governo federal. 
A Constituição de 1787 vigora até hoje e já recebeu 
27 emendas. Em 1789, foi aprovado o Bill of Rights, um 
conjunto de dez emendas que, entre outras garantias, 
estabelece que todos os norte-americanos têm direi-
to à liberdade de imprensa, expressão e crença.
 1. Qual o contexto histórico em que a charge foi feita e 
qual crítica ela expressa [doc. 1]?
 2. Que argumentos os colonos utilizam no documento 
para justificar a independência [doc. 2]?
 3. Por que a Declaração de Independência é considera-
da tipicamente liberal [doc. 2]?
QUESTÕES
 Declaração Unânime dos Treze 
Estados Unidos da América 
DOC. 2
“Quando, no curso dos acontecimentos humanos, se tor-
na necessário um povo dissolver laços políticos que o ligavam 
a outro, e assumir, entre os poderes da Terra, posição igual e 
separada, a que lhe dão direito as leis da natureza e as do Deus 
da natureza, o respeito digno às opiniões dos homens exige 
que se declarem as causas que os levam a essa separação. 
Consideramos estas verdades como evidentes por si 
mesmas, que todos os homens foram criados iguais, foram 
dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que en-
tre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade. 
Que a fim de assegurar esses direitos, governos são 
instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes 
do consentimento dos governados; que, sempre que qual-
quer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe 
ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo 
governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe 
os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente 
para realizar-lhe a segurança e a felicidade. [...]
Nós [...] representantes dos Estados Unidos da Amé-
rica, reunidos em Congresso Geral [...], em nome e por 
autoridade do bom povo destas colônias, publicamos e 
declaramos solenemente: que estas colônias unidas são e 
de direito têm de ser Estados livres e independentes, que 
estão desoneradas de qualquer vassalagem para com a 
Coroa Britânica, e que todo vínculo político entre elas e 
a Grã-Bretanha está e deve ficar totalmente dissolvido; 
e que, como Estados livres e independentes, têm inteiro 
poder para declarar guerra, concluir paz, contratar alianças, 
estabelecer comércio e praticar todos os atos e ações a que 
têm direito os estados independentes. [...]”
HANCOCK, John. Declaração Unânime dos Treze Estados 
Unidos da América [4 jul. 1776]. Disponível em www.embaixada- 
-americana.org.br. Acesso em 7 dez. 2009.
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