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4. O poema de Drummond também aborda o fazer poético. Como ele é 
caracterizado no texto?
a) Nesse poema, o fazer poético pode ser entendido como uma ação 
racional? Explique.
b) O eu lírico afirma que “a poesia deste momento inunda minha vida 
inteira”. O que sugere a expressão destacada?
 5. Releia e compare: a visão do fazer poético expressa no poema de 
Bilac é semelhante à do poema de Drummond? Por quê?
 6. Os poemas foram produzidos em épocas distintas. Que elementos, 
na forma e no tratamento dado ao tema, permitem associar os dois 
poemas a diferentes estilos de época? Justifique.
Carlos Drummond de An-
drade (1902-1987), mineiro 
de Itabira, é considerado 
o mais importante poeta 
brasileiro do século XX. Ele 
tematizou a vida cotidiana e 
os acontecimentos do mun-
do em versos que focalizam 
o ser humano, a família, as 
questões sociais, a existên-
cia e a própria poesia. Muitos 
de seus livros foram traduzi-
dos para o espanhol, inglês, 
francês, italiano, alemão, 
sueco, tcheco, entre outras 
línguas.
 Carlos Drummond de 
Andrade, Rio de Janeiro, 
anos 1980.
Jogo de ideias
Neste capítulo, você viu como é possível identificar, em cada época, 
um conjunto de características e aspectos que marcam o estilo das 
criações artísticas. A seleção de temas, o modo como são tratados, 
a linguagem utilizada, os recursos expressivos, tudo isso contribui 
para definir o estilo de uma época. As marcas desse estilo podem 
ser encontradas na literatura, na pintura, na escultura, na dança e 
também na música.
Para refletir sobre isso, propomos que você e seus colegas, em 
equipe, tragam para a sala de aula algumas músicas brasileiras que 
possam representar um dos seguintes momentos: década de 1920, de 
1960, de 1970, de 1990 e do ano 2000 aos dias de hoje. Em seguida, 
cada equipe selecionará uma ou duas músicas do período pesquisado, 
discutindo quais são os aspectos mais importantes do estilo daquele 
momento.
Feita a seleção, a equipe deverá discutir as seguintes questões:
De que fala cada uma das músicas selecionadas? Como cada ff
uma trata o tema?
A linguagem utilizada nas músicas das décadas trabalhadas é ff
diferente? Em quê?
As músicas dessas décadas também identificam de que forma o ff
público influencia na produção musical? Por quê?
A mudança nos veículos de circulação das músicas (rádio, dis-ff
co, CD, mp3) também interfere em sua produção e circulação? 
Como?
Ao fim da discussão, sua equipe deverá organizar uma apresentação 
das músicas selecionadas para os demais colegas e explicar como o 
estilo de época se manifesta em cada uma delas.
Dica
Quando você e seus colegas forem pesquisar as músicas, escolham, primeiro, 
um tema (por exemplo, a imagem da mulher ou a relação entre pais e filhos). 
Isso vai facilitar a comparação entre as músicas produzidas em diferentes 
épocas. Outra sugestão é fazer um levantamento das imagens que são usadas 
nas letras para representar o tema. É importante observar se elas refletem o 
olhar característico do momento em que foram criadas. 
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Exercícios adicionais.
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CONEXÕES
 http://www.lichtensteinfoundation.org/
Site da Fundação Roy Lichtenstein (em inglês). Des-
taque para a reprodução de todas as obras do pintor 
norte-americano e para o conjunto de artigos publicados 
em revistas sobre sua vida e seu trabalho.
 http://www.starnews2001.com.br/
literatura.html
Site sobre a vida e obra de Johann W. Goethe. Desta-
que para as informações sobre a novela Os sofrimen-
tos do jovem Werther e sobre o movimento Sturm und 
Drang (Tempestade e Ímpeto), que está nas origens 
da estética romântica.
 Orgulho e preconceito, de Joe Wright. 
Inglaterra/França/EUA, 2005.
Essa adaptação do romance de Jane Austen revela a 
força da literatura como expressão dos costumes de uma 
época. Na Inglaterra do século XVIII, as irmãs Bennet 
foram educadas para o casamento, por ser esse o papel 
estabelecido para as mulheres na sociedade. A jovem Eli-
zabeth Bennet, porém, tem uma natureza independente e 
se revolta ao ver sua irmã mais velha ser desprezada pelo 
vizinho rico, Sr. Bingley. O principal obstáculo à união dos 
amantes é o Sr. Darcy, amigo de Bingley, a quem Elizabeth 
jura desprezar por toda a eternidade, mas a cujo fascínio 
parece incapaz de resistir.
Como este capítulo trata da literatura como expres-
são de uma época, achamos interessante sugerir uma 
coletânea de contos que abordam um mesmo tema ao 
longo de várias épocas. Assim, você terá a oportunidade 
de, durante a leitura, refletir um pouco mais sobre essa 
questão.
 13 dos melhores contos de amor da literatura 
brasileira, organização de Rosa Amanda 
Strausz. 
Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.
A obra, como o título indica, traz 13 contos escritos 
sobre o tema do amor. Há desde autores do século XIX, 
como Machado de Assis e Raul Pompeia, a escritores 
contemporâneos, como Luis Fernando Verissimo, Lya Luft 
e Lygia Fagundes Telles. Destaque para o belo texto “O 
amor acaba”, de Paulo Mendes Campos.
 Kate e Leopold, de James Mangold. 
EUA, 2001.
Stuart Besser é um pesquisador norte-americano que 
descobre um portal do tempo e viaja para o passado. 
Quando volta para o presente, é seguido por Leopold, 
o Duque de Albany, nobre do século XIX que tem sérias 
dificuldades para se adaptar à vida em Nova York no 
século XXI. Quando conhece Kate, Leopold apaixona-
-se pela bela publicitária e tem início uma divertida 
comédia romântica. O filme explora o confronto entre 
as diferentes visões que um nobre do século XIX e uma 
nova-iorquina do século XXI têm do amor e do papel da 
mulher na sociedade.
 Para navegar Para ler e pesquisar
 Para assistir
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Exercícios adicionais.
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Filme: trecho de Orgulho e preconceito, de Joel Wright.
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MARIA LUIZA M. ABAURRE
MARCELA PONTARA
Parte I 
Unidade 1 Introdução à literatura 
Capítulo 1 Arte, literatura e seus agentes
Página 30 
TEMPOS, LEITORES 
E LEITURAS
Volume único 
EXERCÍCIOS ADICIONAIS
 Como vimos neste capítulo, a arte pode ser considerada uma “provocação, 
espaço de reflexão e de interrogação”. Notícias sobre o episódio apresentado 
destacam que algumas pessoas presentes no momento da pichação aplau-
diram a ação do grupo. Outras, depois do acontecimento, expressaram sua 
opinião a respeito desse fato. Leia, agora, um trecho da nota oficial sobre 
a pichação, divulgada pela organização da 28a Bienal, e um depoimento 
publicado em uma revista de circulação nacional.
“[...] O vandalismo causado pela atitude autoritária e agressiva desses jovens 
representa uma ameaça à constituição de um espaço público coletivo, que respeite 
a integridade de cada cidadão e o patrimônio material e simbólico da nossa cultura”, 
conclui o comunicado.
Trecho da nota oficial divulgada pela organização da 28a Bienal sobre a pichação, 
publicado no jornal Folha de S.Paulo, 28 out. 2008.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u461213.shtml>.
Acesso em: 14 ago. 2009. (Fragmento).
“A Bienal tem de saber lidar com isso [a pichação]. É um modo de expressão 
em estado bruto. Não acho graça. Acho feio, mas é parte da sociedade. E a Bienal 
tem de estar aberta para a sociedade”, Ricardo Basbaum, artista, críticoe curador, 
presente no local no momento da pichação, em declaração ao jornal O Estado de 
S. Paulo, na ocasião.
Revista Bravo, nov. 2008. Disponível em:
<http://bravonline.abril.com.br/conteudo/assunto/assuntos_402495.shtml>.
Acesso em: 20 jun. 2009.
a) Qual das opiniões apresentadas mais se aproxima daquilo que você 
também pensa? Por quê?
b) Por que o depoimento de Ricardo Basbaum pode ser considerado uma 
crítica à postura expressa na nota oficial dos organizadores da Bienal?
c) Que outra forma de reação à atitude dos pichadores poderia ser adequada 
nesse contexto? Por quê?
d) A ação dos pichadores provocou polêmica. Você diria que, se a arte pode 
ser considerada uma provocação, espaço de reflexão e interrogação, as 
pichações podem ser consideradas uma manifestação artística nesse 
caso? Justifique sua resposta.

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