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Figura 9.16 As asas dos insetos e as das aves são órgãos análogos: têm mesma função, 
mas origem embrionária e plano estrutural totalmente diferentes. A asa de um inseto é uma 
projeção do exoesqueleto de quitina que recobre o corpo do animal, enquanto a asa de uma 
ave é um membro composto de ossos, músculos, pele, nervos etc. 
Certos organismos apresentam órgãos vestigiais, estruturas atrofiadas e sem função evi-
dente. Um exemplo de órgão vestigial é o apêndice vermiforme humano, uma pequena estrutura 
em forma de dedo localizada na junção entre o intestino delgado e o intestino grosso.
Figura 9.17 Exemplo de convergência evolutiva: a forma hidrodinâmica do corpo desenvolveu-se 
independentemente em diferentes espécies de vertebrado devido à sua adaptação ao modo de vida aquático. 
A. Golfinho. B. Ictiossauro (um réptil extinto). C. Peixe ósseo. D. Pinguim. 
Asas de morcegos e de aves também são órgãos análogos, apesar de seus esqueletos serem 
homólogos. Analise a figura 9.15 e conclua por quê.
Conforme mencionamos, a semelhança entre órgãos homólogos é explicada, na teoria da evo-
lução, por eles terem sido herdados do ancestral comum às espécies a que pertencem.
As funções diferentes de certos órgãos homólogos são explicadas pela diversificação ocorrida 
ao longo da evolução; cada espécie incorporou, no decurso do tempo, características adapta-
tivas ao seu modo particular de vida. Essa diversificação de órgãos homólogos, decorrente da 
adaptação a modos de vida diferentes, é denominada divergência evolutiva.
Órgãos análogos, por sua vez, são estruturas que apareceram de forma independente em 
diferentes grupos de organismos, constituindo adaptações a modos de vida semelhantes. Por 
exemplo, asas são estruturas adaptadas para voar, apresentando, por isso, superfície ampla, o 
que permite ao animal sua sustentação no ar. Esse princípio estrutural está presente nas asas 
tanto de insetos como de morcegos, as quais têm origens embrionárias totalmente distintas. 
Assim, durante a evolução, a adaptação pode levar organismos pouco aparentados a terem es-
truturas e formas corporais semelhantes selecionadas devido a pressões evolutivas similares, o 
que é denominado convergência evolutiva. Lembre-se de que a evolução não é o resultado de 
uma intenção preconcebida do organismo que visa melhorar uma característica (no caso, produzir 
órgãos especializados no voo), mas sim uma adaptação dos indivíduos ao ambiente em que vivem, 
resultante da seleção natural. (Fig. 9.17)
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Apêndice 
vermiforme
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COELHO ESPÉCIE 
HUMANA
Colo
Ceco
Apêndice 
vermiforme
Ceco
Íleo
A presença do apêndice vermiforme em nossa espécie é interpretada como uma evidência 
da evolução. Esse órgão foi importante em nossos ancestrais remotos, que tinham dieta pre-
dominantemente herbívora; neles, o ceco (porção inicial do intestino grosso, na qual se abre o 
intestino delgado) e o apêndice abrigavam microrganismos auxiliares da digestão de celulose. 
Com o desenvolvimento de outros tipos de dieta, na linhagem que originou nossa espécie, o ceco 
e o apêndice vermiforme deixaram de ser vantajosos e regrediram durante o processo evolutivo, 
restando apenas como vestígios de sua existência passada. (Fig. 9.18)
A pequena “cauda” das aves (popularmente chamada coranchim), formada por vários ossos, 
é também considerada uma estrutura vestigial. A presença de tantos ossos em uma cauda tão 
pequena parece ser o resquício de uma longa cauda presente nos répteis ancestrais, animais 
dos quais as aves de hoje se originaram. 
Evidências bioquímicas da evolução
Técnicas modernas de análise bioquímica têm revelado grande semelhança entre a estrutura 
molecular de diversos organismos.
Por exemplo, as proteínas são os constituintes fundamentais de qualquer ser vivo e todas as 
formas atuais de vida têm proteínas formadas pelos mesmos 20 tipos de aminoácido. Será que 
essa semelhança é apenas uma coincidência? Os biólogos evolucionistas acreditam que não. 
Segundo eles, os seres vivos têm proteínas semelhantes porque herdaram de seus ancestrais 
o sistema de codificação genética para produzi-las, basicamente o mesmo em todas as formas 
atuais de vida do planeta. 
A análise comparativa de proteínas e de ácidos nucleicos tem confirmado as semelhanças 
anatômicas e embrionárias já verificadas entre certos organismos. Um exemplo é a comparação 
da sequência de aminoácidos do citocromo c, uma proteína com pouco mais de uma centena de 
aminoácidos, presente na maioria das espécies.
O citocromo c é exatamente o mesmo na espécie humana e nos chimpanzés. Quando se 
compara o citocromo c humano ao das baleias, por exemplo, nota-se que eles diferem quanto à 
posição de 8 aminoácidos. Essa diferença aumenta quando se compara o citocromo c humano 
ao das aves (diferença quanto à posição de 13 aminoácidos), ao dos peixes (diferença quanto à 
posição de 20 aminoácidos) e ao dos fungos (diferença quanto à posição de 41 aminoácidos).
De acordo com o evolucionismo, essas diferenças refletem nosso maior grau de parentesco 
com os chimpanzés, com os quais compartilhamos um ancestral há muito menos tempo do que 
com as baleias; e assim por diante.
Figura 9.18 Representação esquemática de parte do tubo digestório de coelho (à esquerda) e humano (à direita), 
mostrando as diferenças nos tamanhos relativos dos cecos e dos apêndices vermiformes. Essas estruturas são mais 
desenvolvidas no coelho e em outros animais herbívoros e nelas vivem microrganismos que atuam na digestão da 
celulose. (Imagem sem escala, cores-fantasia.)
Conteúdo digital Moderna PLUS http://www.modernaplus.com.br
Animação: Fundamento da evolução biológica, veja aba Evidências da evolução
Texto: Os limites da ciência
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QUESTÕES PARA PENSAR E DISCUTIR
Questões objetivas
Considere as alternativas a seguir para responder 
às questões de 1 a 3.
a) Criacionismo.
b) Esoterismo. 
c) Evolucionismo.
d) Paganismo.
 1. Algumas tribos indígenas brasileiras acreditavam 
que os primeiros seres humanos haviam sido cria-
dos por uma entidade divina a partir da massa de 
milho. Em que corrente de pensamento essas ideias 
podem ser classificadas? 
 2. O arcebispo irlandês James Ussher (1581-1656), 
com base em seus estudos bíblicos, calculou que 
Adão e Eva se originaram por obra divina no ano 
de 4004 a.C. Que corrente de pensamento melhor 
corresponderia à adotada pelo bispo?
 3. “Os morcegos apresentam várias adaptações 
semelhantes às desenvolvidas pelas aves para 
diminuir o peso do corpo. Os ossos de sua cauda 
diminuíram até se tornarem finos como palha ou 
desapareceram totalmente.”
Essa descrição, extraída do livro A vida na Terra, de 
David Attenborough, seria mais bem enquadrada 
em que corrente de pensamento? 
Considere as alternativas a seguir para responder 
às questões de 4 a 7.
a) Adaptação fisiológica. 
b) Camuflagem. 
c) Mimetismo.
d) Seleção artificial.
e) Seleção sexual.
 4. O panda-gigante tem um sexto dedo — uma es-
pécie de “polegar” — que evoluiu de um dos ossos 
do punho; com isso, esses animais podem segurar 
com mais eficiência os ramos de bambu de que se 
alimentam. Como esse fenômeno pode ser classi-
ficado sob o ponto de vista do evolucionismo?
 5. O cuco europeu, como o chupim brasileiro, põe seusovos no ninho de outras aves, deixando a elas os 
cuidados de chocar e criar seus filhotes. Os cucos 
são geralmente bem maiores que os representan-
tes das espécies que chocam seus ovos; esses, no 
entanto, são semelhantes aos de seus hospedeiros, 
tanto em tamanho como no padrão de coloração. 
Como esse fenômeno pode ser classificado sob o 
ponto de vista do evolucionismo?
 6. A hemoglobina das lhamas apresenta uma pequena 
diferença em relação à de outros mamíferos, o que 
lhe confere maior afinidade pelo gás oxigênio. Essa 
característica é útil onde as lhamas vivem, no alto 
dos Andes, em que o ar é rarefeito. Como esse fe-
nômeno pode ser classificado sob o ponto de vista 
do evolucionismo?
 7. Os linguados são peixes que vivem a maior parte 
do tempo parados sobre a areia do fundo do mar. 
Sua coloração apresenta o mesmo padrão que a 
coloração do fundo do mar e por isso eles passam 
despercebidos de seus predadores e também de 
suas presas. Como esse fenômeno pode ser clas-
sificado sob o ponto de vista do evolucionismo?
 8. Um dos mais preciosos e importantes sítios pa-
leontológicos, com cerca de meio bilhão de anos, 
foi descoberto, em 1909, no alto das Montanhas 
Rochosas canadenses, no interior do Parque Na-
cional de Yoho, próximo à fronteira oriental da 
Colúmbia Britânica. São impressões na rocha não 
só de carapaças, mas também das partes moles de 
diversos tipos de animais invertebrados, o que per-
mite inferir como era sua organização anatômica. 
Vestígios como esses são exemplos de:
a) adaptação c) mimetismo.
b) fósseis. d) seleção natural.
 9. A forma hidrodinâmica dos corpos de um golfinho, 
de um ictiossauro (réptil aquático extinto), de um 
atum e de um pinguim desenvolveu-se indepen-
dentemente nesses animais como adaptação ao 
ambiente aquático.
Trata-se, portanto, de um caso de: 
a) convergência evolutiva.
b) divergência evolutiva.
c) mimetismo.
d) seleção artificial.
 10. Os olhos de um vertebrado e de um polvo fun-
cionam de maneira muito semelhante, apesar de 
terem origens embrionárias totalmente diferentes. 
Eles são, portanto, exemplos de:
a) mimetismo. 
b) órgãos análogos.
c) órgãos homólogos.
d) órgãos vestigiais.
 11. As semelhanças estruturais e funcionais entre os 
olhos de um vertebrado e de um polvo podem ser 
atribuídas ao fenômeno denominado:
a) convergência evolutiva.
b) divergência evolutiva.
c) mimetismo.
d) seleção artificial.
Considere as alternativas a seguir para responder 
às questões 12 e 13.
a) Órgão análogo.
b) Órgão convergente.
c) Órgão divergente.
d) Órgão vestigial.
 12. Os ancestrais das aves tinham caudas longas, sus-
tentadas por diversas vértebras. Nas aves atuais, a 
cauda está reduzida ao coranchim, que mantém 
ainda muitos pequenos ossos em sua estrutura, 
quando um único osso seria suficiente. O que 
representa o coranchim das aves no contexto do 
evolucionismo?

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