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3 - Epidemiologia analítica ED00097 - Bioestatística e Epidemiologia Profª Drª Renata Cristofani Martins Pergunta de pesquisa • Tema: Aleitamento materno e obesidade infantil • Como pesquisar? Estudos epidemiológicos • Descritivos – Transversal, Serie de casos e Ecológico • Analíticos – análise de fatores de risco, associação de variáveis – Tipos • Observacionais: o pesquisador observa nos sujeitos • Experimentais: o pesquisador atua / decide a intervenção Estudo Coorte • Coorte é um grupo de indivíduos que possuem uma característica em comum • Estudo coorte: acompanhamento de um coorte (sadios) ao longo do tempo. – Avalia relação causal – estuda fator de risco ou exposição que se quer avaliar o efeito (consequência) – No começo do estudo as pessoas não podem ter o desfecho que se quer avaliar – A exposição não está sob controle do pesquisador – Estudo de longa duração Historia Natural da Doença – Único estudo observacional capaz de medir a incidência da doença DESENHO EXEMPLO Pessoas com presença da variável dependente Pessoa com presença de uma ou mais variáveis independentes Pessoas com ausência da variável dependente Pessoas com presença da variável dependente Pessoa com ausência de uma ou mais variáveis independentes Pessoas com ausência da variável dependente Pessoas com câncer de pulmão Fumante Pessoas sem câncer de pulmão Pessoas com câncer de pulmão Não fumante Pessoas sem câncer de pulmão Estudo Coorte • Tipos – Prospectivo • Estudo começa antes da ocorrência da doença • Exposição: é possível identificar e avaliar a exposição, obter dados de fatores de confusão • Caro e de longa duração – Retrospectivo • A ocorrência da doença pode preceder o inicio do estudo • Os grupos são selecionados em um tempo do passado com segmento até o presente. • Usa registros – confiabilidade e disponibilidade das informações Estudo Coorte • Vantagens – Relação temporal – Conhecimento da história natural da doença – Bom para avaliar exposição rara – Permite avaliar múltiplos efeitos de uma única exposição – No prospectivo: baixa chance de informação incorreta – No retrospectivo: barato e rápido • Desvantagens – Grande chance de perda de segmento – Incerteza que os grupos são comparáveis com relação a outros fatores – Difícil fazer o estudo cego – Dependendo da exposição é difícil obter controle – Ineficiente para avaliar doenças raras – No prospectivo: caro, demorado, perda de segmento – No retrospectivo: confiabilidade dos dados Estudo Prognóstico • Prognóstico – É uma predição sobre o curso da doença após seu início. – Estudos acompanham as pessoas com a doença e comparam fatores prognósticos. • Diferenças com o estudo coorte – Indivíduos doentes – TEMPO ZERO igual – Desfecho: as consequências da doença (morte, incapacidade, complicações) – Os desfechos são mais frequentes • Segmento – Estudos podem ter durações diferentes DESENHO EXEMPLO Pessoas com presença do desfecho Pessoa doente com presença de um ou mais fatores prognósticos Pessoas com ausência do desfecho Pessoas com presença do desfecho Pessoa doente com ausência de um ou mais fatores prognósticos Pessoas com ausência do desfecho Pessoas vivas após 5 anos Pessoa com câncer com tumor maior de 5 cm Pessoas mortas após 5 anos Pessoas vivas após 5 anos Pessoa com câncer com tumor menor de 5 cm Pessoas mortas após 5 anos Estudo Caso-controle • Comparação de grupos de pessoas selecionadas com base na presença ou ausência de doença para avaliar a frequência de uma exposição • Parte da doença e avalia a exposição • A identificação dos casos e controles é independente da exposição • Ideal para – Quando dados de exposição é difícil; doença rara; longo período de latência; se conhece pouco da doença; população é dinâmica DESENHO EXEMPLO Pessoas com presença da variável dependente Pessoa com presença de uma ou mais variáveis independentes Pessoas com câncer de pulmão Pessoa com ausência de uma ou mais variáveis independentes Pessoas com ausência da variável dependente Pessoa com presença de uma ou mais variáveis independentes Pessoa com ausência de uma ou mais variáveis independentes Não fumante Fumante Pessoas sem câncer de pulmão Não fumante Fumante Estudo Caso-controle • Vantagens – Barato e rápido – Necessita menos indivíduos para detectar diferenças – Bom para avaliar doenças com longo período de latência – Permite explorar múltiplas exposições de uma doença – Fácil execução • Desvantagens – Maior probabilidade de viés: • Viés de lembrança • Viés de seleção • Viés de registro de informação – Ineficiente para exposição rara – Não estabelece relação temporal – É um estudo comum, mas muitos deles são ser conduzido erronemante. Medidas de associações • São medem a intensidade da associação entre duas variáveis. • Para calcular elas é necessário fazer uma tabela de contingência (2x2) Desfecho presente Desfecho ausente Total Exposição presente a b a + b Exposição ausente c d c + d Total a + c b + d a + b + c + d Risco Relativo (RR) • Risco Relativo (RR) • Interpretação – RR > 1,0: a exposição é fator de risco para o desfecho • O risco de desenvolver a doença é X (RR) vezes maior em quem tem a exposição – RR = 1,0: sem associação – RR < 1,0: a exposição é fator protetor para o desfecho • A exposição diminui o risco de desenvolvimento da doença em X vezes (1/RR) Exemplo 1 Cancer Não Cancer total Alcoolismo 80 40 120 Não alcoolismo 20 160 180 total 100 200 300 • O resultado de um estudo coorte está mostrado na tabela abaixo. Calcule o RR e comente o resultado • Incidência expostos = 80 120 = 0,67 • Incidência não expostos = 20 180 = 0,11 • Risco relativo = 0,67 0,11 = 6,09 • O alcoolismo aumenta em 6,09 vezes o risco de desenvolver câncer Exemplo 2 Obesidade Peso adequado total Alta ingesta FLV 84 291 375 Baixa ingesta FLV 425 132 557 total 509 423 932 • Calcule o RR e comente o resultado • Incidência expostos = 84 375 = 0,22 • Incidência não expostos = 425 557 = 0,76 • Risco relativo = 0,22 0,76 = 0,29 • 1 𝑅𝑅 = 1 0,29 = 3,45 • Alta ingesta de fruta reduz em 3,45 vezes o risco de obesidade Risco Atribuível (RA) • Exemplo 3 2) Um estudo coorte acompanhou 230 recém- nascidos, sendo que 100 usaram fórmula. Após 5 anos avaliou que 80 crianças estavam com sobrepeso, dessas 62 não tiveram aleitamento materno. a) Faça a tabela 2x2 b) Calcule risco relativo. Comente o resultado c) Calcule risco atribuível. Comente o resultado Sobrepeso Não sobrepeso total Fórmula 62 38 100 Aleitamento materno 18 112 130 total 80 150 230 Exemplo 3 • Incidência expostos = 62 100 = 0,62 • Incidência não expostos = 18 130 = 0,14 • Risco relativo = 0,62 0,14 = 4,43 – Usar fórmula aumenta em 4,43 vezes o risco de sobrepeso na infância • Risco atribuível = 0,62 – 0,14 = 0,48 – É atribuído a fórmula 4,8 casos de sobrepeso em cada 10 crianças Sobrepeso Não sobrepeso total Fórmula 62 38 100 Aleitamento materno 18 112 130 total 80 150 230 Odds Ratio (OR) • Em português pode ser chamado de Razão de chances • Vantagens – Pode ser calculado em todos os tipos de estudo – É modelado em regressão logística – Pode ser calculado com dados de prevalência ou incidência • Interpretação – Semelhante ao risco relativo – O valor se aproxima ao RR quando a frequência do desfecho é baixa (menor que 10%) Odds Ratio (OR) • Fórmula Exemplo 1) Um estudo caso controle acompanhou 70 crianças com microcefalia e 140 criança sem essa alteração. Durante a gestação 85 mães tiveram doença febril, sendo que 55 tiveram filho com microcefalia e 30 tiveram seus filhos sem alteração. a) Faça a tabela 2x2 b) Calcule o odds ratio. Comente o resultado Exemplo - resolução • Microcefalia Normal total Doença febril 55 30 85 Não febre 15 110 125 total 70 140 210 Aferição dos desfechos- PROGNOSTICO Estudos experimentais - Ensaio clínico • Pesquisas clínicas para validar raciocínio lógico e tratamento • Descobrir os benefícios e malefícios • Maior controle e gerenciamento das variáveis, dos grupos e da intervenção • Isolar o fator a ser estudado, mantendo constante todos os outros determinantes do desfecho. • Reduz viés de confusão • Ensaio clínico randomizado é o padrão ouro para os estudos científicos sobre tratamento • Superioridade ou não inferioridade DESENHO EXEMPLO Pessoas com presença do desfecho Grupo intervenção Pessoa que realizaram a intervenção Pessoas com ausência do desfecho Pessoas com presença do desfecho Grupo controle Pessoa que não realizaram a intervenção Pessoas com ausência do desfecho Pessoas com a doença Vacinados com princípio ativo Pessoas sem a doença Pessoas com a doença Vacinados com placebo Pessoas sem a doença Amostra Grupo intervenção Grupo controle Desfecho Não Sim Sim Não Randomização Placebo Tratamento convencional Melhor tratamento disponível • Ética – Consentimento do paciente e Não trazer maleficio • Os grupos devem ser o mais semelhante possível com exceção da intervenção a ser testada • Amostra controlada e restrita – Reduz a viés, acaso e aumenta a validade interna – Reduz a capacidade de generalizar – Adesão ao tratamento, desfecho não esperado, cruzamento, cointervenções • Estratégia de alocação nos grupos – métodos amostrais • Comparação dos efeitos: – História natural da doença, Efeito Hawthorne, Cuidado convencional, Placebo e Intervenção Ensaio clínico Alocação Intervenção Controle Avaliação Avaliação do desfecho • Medidas sumárias – Redução relativa do risco (RRR), Redução absoluta do risco (RAR) e Número necessário tratar (NNT) • RRR – Muitas pessoas usam a Eficácia para avaliar o tratamento. Ela é o valor do RRR em porcentagem 𝑅𝑅𝑅 = 𝐼𝑛𝑐𝑖𝑑ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒𝑠𝑓𝑒𝑐ℎ𝑜 𝐶𝑜𝑛𝑡𝑟𝑜𝑙𝑒 − 𝐼𝑛𝑐𝑖𝑑ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒𝑠𝑓𝑒𝑐ℎ𝑜 𝐼𝑛𝑡𝑒𝑟𝑣𝑒𝑛çã𝑜 𝐼𝑛𝑐𝑖𝑑ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒𝑠𝑓𝑒𝑐ℎ𝑜 𝐶𝑜𝑛𝑡𝑟𝑜𝑙𝑒 • Análise – Intenção de tratar ou Explanatórias Exemplo Sintomáticos Assintomáticos + não doentes Total Intervenção 85 639 724 Placebo 167 539 706 Total 252 1178 1430 𝐼𝑛𝑐𝑖𝑑ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑛𝑎 𝐼𝑛𝑡𝑒𝑟𝑣𝑒𝑛çã𝑜 = 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑠𝑖𝑛𝑡𝑜𝑚á𝑡𝑖𝑐𝑜𝑠 𝑛𝑎 𝐼𝑛𝑡𝑒𝑟𝑣𝑒𝑛çã𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝐼𝑛𝑡𝑒𝑟𝑣𝑒𝑛çã𝑜 = 85 724 = 0,1174 𝐼𝑛𝑐𝑖𝑑ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑛𝑜 𝐶𝑜𝑛𝑡𝑟𝑜𝑙𝑒 = 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑠𝑖𝑛𝑡𝑜𝑚á𝑡𝑖𝑐𝑜𝑠 𝑛𝑜 𝐶𝑜𝑛𝑡𝑟𝑜𝑙𝑒 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝐶𝑜𝑛𝑡𝑟𝑜𝑙𝑒 = 167 706 = 0,2365 𝑅𝑅𝑅 = 𝐼𝑛𝑐𝑖𝑑ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒𝑠𝑓𝑒𝑐ℎ𝑜 𝐶𝑜𝑛𝑡𝑟𝑜𝑙𝑒−𝐼𝑛𝑐𝑖𝑑ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒𝑠𝑓𝑒𝑐ℎ𝑜 𝐼𝑛𝑡𝑒𝑟𝑣𝑒𝑛çã𝑜 𝐼𝑛𝑐𝑖𝑑ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒𝑠𝑓𝑒𝑐ℎ𝑜 𝐶𝑜𝑛𝑡𝑟𝑜𝑙𝑒 = = 0,2365 − 0,1174 0,2365 = 0,1191 0,2365 = 0,5036 𝑥 100 = 50,36% A vacina reduz em 50,36% a chance de uma pessoa ser caso sintomático de COVID-19, quando comparado a pessoas não vacinadas. Pesquisa avalia a eficácia de uma vacina contra COVID-19 • Eficácia: avaliação do tratamento em condições ideais - Alta validade interna • Efetividade: avaliação do tratamento em condições normais - Alta capacidade de generalização (validade externa) • Limitações do Ensaio Clínico Randomizado – Custo elevado, logística complexa, randomização, adesão a pesquisa (não querer ser controle) – Alternativas: Estudos observacionais sobre as intervenções - Avalia a ação em condições normais • Fases de Estudos Clínicos – Fase I (Farmacodinâmica e farmacocinética) Fase II (Avaliação da eficácia, Fase III (Avaliação da efetividade), Fase IV (Avaliação pós-comercialização dos efeitos a longo prazo) Ensaio clínico Avaliação de Testes diagnóstico • Pesquisas que avaliam ou comparam diferentes testes diagnósticos - Descreve as características de um teste • Pode ser métodos diagnósticos, formulários, exames • Medidas – Especificidade e Sensibilidade • São características do teste e não são alteradas pela prevalência • Devem ser consideradas ao decidir qual teste solicitar – Valor Preditivo Positivo e Negativo • Variam conforme a S e E e prevalência • Auxiliam na interpretação do resultado Tabela 2x2 “doente” “sadio” total Positivo Verdadeiro positivo (VP) Falso positivo (FP) VP + FP Negativo Falso negativo (FN) Verdadeiro negativo (VN) VN + FN total VP + FN FP + VN Doente ou sadio pode ser obtido por outro critério diagnóstico. Normalmente a comparação é com o padrão ouro (gold standard) que é um teste com maior acurácia e precisão a b c d 0 5 10 15 20 25 30 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 Sadio Doente Medidas • Sensibilidade • Proporção de pessoas com a doença que tem um teste positivo • Alta sensibilidade significa baixo valor de FN • Confio no Negativo • = 𝑉𝑃 𝑉𝑃+𝐹𝑁 𝑜𝑢 𝑎 𝑎+𝑐 • Uso • quando quero garantir que estou reconhecendo todos os doentes – doenças transmissíveis • Testes iniciais ou de rastreamento • Especificidade • Proporção de pessoas SEM a doença que tem um teste negativo • Alta especificidade significa baixo valor de FP • Confio no Positivo • = 𝑉𝑁 𝑉𝑁+𝐹𝑃 𝑜𝑢 𝑑 𝑏+𝑑 • Uso • Quando o teste positivo pode ser nocivo • Confirmação diagnóstica • Confio no positivo Ponto de corte = 100 mg/dl Diabétic o Não diabético total Positivo 88 161 249 Negativ o 2 73 75 total 90 234 324 S = 88 90 = 97,78% 𝑒 E = 73 234 = 31,20% • Curva ROC (receiver operator characteristics) • Ponto de corte no canto superior esquerdo - joelho • Quanto mais próximo da diagonal pior o discernimento do teste • Acurácia aferida pela área sob a curva: quanto maior a área, melhor o teste Medidas • Valor preditivo positivo (VPP) • Probabilidade de ter a doença em um teste positivo • Associado com a proporção de FP – associado a Especificidade • Confio no resultado positivo • = 𝑉𝑃 𝑉𝑃+𝐹𝑃 𝑜𝑢 𝑎 𝑎+𝑏 • Valor preditivo negativo (VPN) • Probabilidade de não ter a doença em um teste negativo • Associado com a proporção de FN – associado a Sensibilidade • Confio no resultado negativo • = 𝑉𝑁 𝑉𝑁+𝐹𝑁 𝑜𝑢 𝑑 𝑐+𝑑 Medidas – VPP e VPN • Varia conforme a S e E e prevalência – Mesmo com teste muito específico se o teste for aplicado em uma população de baixa prevalência da doença, o número de FP será alto VPN será baixo – Se aumentar E ou S sem diminuir o outro, os valores preditivos aumentarão • Prevalência – VPP é diretamente proporcional – VPN é inversamente proporcional – Em população de alta prevalência da doença o teste tem “melhores” resultados (mais confiáveis) – Para aumentar o VPP testar em pessoas com maior prevalência. Para aumentar a prevalência usar anamnese, grupos de risco e clínica Teste diagnóstico “doente” “sadio” total Positivo Verdadeiro positivo (VP) Falso positivo (FP) VP + FP Negativo Falso negativo (FN) Verdadeiro negativo (VN) VN + FN total VP + FN FP + VN VPP Sensibilidade Especificidade VPN Testes diagnósticos múltiplos • Testes em paralelo • Aumentam a Sensibilidade e VPN; reduzem Especificidade e VPP - Maior probabilidade de FP • Úteis para melhorar a Sensibilidade de testes disponíveis que são pouco sensíveis • Desvantagem: maior risco de tratar e diagnosticar errado • Testes em série • Aumentam a Especificidade e VPP; reduzem a Sensibilidade e VPN – Maior probabilidade de FN • Úteis para fechar diagnóstico, para não solicitar exames com maior risco desnecessariamente. Faz menos testes. • Desvantagem: maior tempo Referência bibliográfica • Medronho. Epidemiologia. São Paulo: Editora Atheneu: 2009 • FLETCHER, Robert H; FLETCHER, Suzanne W; FLETCHER, Grant S. Epidemiologia Clínica: elementos essenciais. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. Slide 1: 3 - Epidemiologia analítica Slide 2: Pergunta de pesquisa Slide 3: Estudos epidemiológicos Slide 4: Estudo Coorte Slide 5 Slide 6: Estudo Coorte Slide 7: Estudo Coorte Slide 8: Estudo Prognóstico Slide9 Slide 10: Estudo Caso-controle Slide 11 Slide 12: Estudo Caso-controle Slide 13: Medidas de associações Slide 14: Risco Relativo (RR) Slide 15: Risco Relativo (RR) Slide 16: Exemplo 1 Slide 17: Exemplo 2 Slide 18: Risco Atribuível (RA) Slide 19: Exemplo 3 Slide 20: Exemplo 3 Slide 21: Odds Ratio (OR) Slide 22: Odds Ratio (OR) Slide 23: Exemplo Slide 24: Exemplo - resolução Slide 25: Aferição dos desfechos - PROGNOSTICO Slide 26: Estudos experimentais - Ensaio clínico Slide 27 Slide 28 Slide 29: Ensaio clínico Slide 30 Slide 31: Avaliação do desfecho Slide 32: Exemplo Slide 33: Ensaio clínico Slide 34: Avaliação de Testes diagnóstico Slide 35: Tabela 2x2 Slide 36 Slide 37: Medidas Slide 38 Slide 39 Slide 40: Medidas Slide 41: Medidas – VPP e VPN Slide 42: Teste diagnóstico Slide 43: Testes diagnósticos múltiplos Slide 44: Referência bibliográfica