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Para explicar como ocorrem as modificações nas 
características dos seres vivos e o surgimento de novas 
espécies, várias teorias evolucionistas surgiram. Entre elas, 
destacamos o lamarckismo, o darwinismo e o neodarwinismo.
LAMARCKISMO
O biólogo francês Jean-Baptiste Lamarck foi um dos 
primeiros defensores do transformismo, isto é, um dos 
primeiros a admitir que os seres vivos se modificam com 
o passar do tempo. Em 1809, Lamarck, em seu livro 
Philosophie Zoologique, propôs uma hipótese na tentativa 
de explicar como ocorre o mecanismo de transformação das 
espécies, ou seja, como uma espécie poderia dar origem a 
outras espécies.
O lamarckismo baseia-se em dois pontos básicos: lei do 
uso e desuso e lei da transmissão das características 
adquiridas. 
Segundo Lamarck, as alterações das condições ambientais 
desencadeariam, em uma espécie, a necessidade de se 
modificar, no sentido de promover sua adaptação às novas 
condições do meio. Em consequência, a espécie adquiriria 
novos hábitos, fato que acarretaria a utilização mais intensa 
e frequente de certos órgãos ou partes do organismo, 
causando-lhes uma hipertrofia ou, então, acarretaria o 
desuso de órgãos e estruturas do corpo, causando-lhes 
uma atrofia. Assim, pelo uso ou desuso de certos órgãos e 
estruturas do corpo, os indivíduos passariam a ter novas 
características que os tornariam mais bem adaptados às 
condições ambientais. Por meio da reprodução, essas 
novas características passariam a ser transmitidas aos 
descendentes.
Vários foram os exemplos citados por Lamarck para 
ilustrar suas ideias evolucionistas. O mais célebre foi 
o do pescoço das girafas atuais. Segundo Lamarck, 
os ancestrais das girafas tinham pescoços curtos, membros 
anteriores com o mesmo comprimento dos posteriores e 
viviam em um ambiente onde a vegetação rasteira era 
relativamente escassa e, por isso, teriam sido forçados 
a se alimentarem de folhas situadas no alto das árvores. 
No esforço para terem acesso ao alimento, adquiriram o hábito 
de esticar o pescoço e as pernas anteriores e, assim, essas 
partes do corpo foram se desenvolvendo pelo uso frequente. 
Essas características adquiridas passaram a ser transmitidas 
de geração em geração, resultando nas atuais girafas de 
pescoços longos e pernas dianteiras desenvolvidas.
Originalmente, 
as girafas possuíam 
pescoço curto, 
alimentando-se do 
estrato mais baixo 
da vegetação.
Por pressões ambientais, 
as girafas ancestrais se 
viram obrigadas a 
explorar estratos 
vegetais mais altos e, 
para tanto, esticavam 
o pescoço e pernas 
anteriores, 
progressivamente 
os alongando.
Por sucessivas gerações, 
esses caracteres 
adquiridos de pescoços 
e membros cada vez 
mais alongados foram 
herdados pelos 
descendentes, 
culminando, nos dias 
atuais, nas girafas de 
pescoços e pernas 
dianteiras compridas.
De forma semelhante ao que aconteceu com as girafas, 
o lamarckismo explica a longa perna da garça como 
uma decorrência de seu esforço para se manter com o 
corpo fora da água; coelhos teriam orelhas longas em 
resposta à frequente solicitação da audição para perceber 
a aproximação de predadores. No esforço de canalizar 
melhor o som para o interior do conduto auditivo, 
os coelhos iam gradativamente esticando cada vez mais 
suas orelhas, inicialmente curtas, até resultar nas orelhas 
longas que atualmente possuem; tamanduás teriam 
garras desenvolvidas e língua comprida como resultado do 
uso frequente das garras para remexer os formigueiros, 
e do esticamento da língua, no processo de captura 
de formigas; cactáceas teriam suas folhas reduzidas a 
espinhos como necessidade de adaptação à economia de 
água; as toupeiras atuais têm olhos atrofiados porque seus 
ancestrais, vivendo sob a terra, não necessitavam de visão. 
A pouca utilização dos olhos teria feito com que eles se 
atrofiassem, e isso seria transmitido de geração em geração. 
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MÓDULO
06
FRENTE
C
93Bernoulli Sistema de Ensino
BIOLOGIA
Teorias evolucionistas
Meu
 Bern
ou
lli
Esses exemplos ilustram como o lamarckismo explica o 
surgimento de algumas características morfofisiológicas 
em determinadas espécies. Observe que, em todos os 
exemplos citados, o meio ambiente atua como um fator 
que “exige” modificações nos seres vivos para que eles 
possam se tornar adaptados às circunstâncias existentes.
Embora certo em suas convicções, o lamarckismo está 
errado em suas explicações. A lei do uso e desuso, por 
exemplo, embora correta para o caso dos músculos, não 
pode ser generalizada para todos os órgãos e todas as 
partes de um organismo. Por outro lado, sabemos que 
nenhuma alteração fenotípica provocada por fatores 
ambientais, isto é, característica adquirida, se transmite 
à descendência. Sua maior falha está exatamente aí, 
na transmissão dos caracteres adquiridos ao longo das 
gerações. Apesar de suas falhas, Lamarck teve seus 
méritos: foi um evolucionista ardente em uma época em 
que predominava o fixismo e chamou a atenção para o 
fenômeno da adaptação ao meio como um processo 
necessário para a evolução.
DARWINISMO
Em 1859, o naturalista inglês Charles Darwin expôs, 
em seu livro Origem das espécies, suas ideias evolucionistas, 
que ficaram conhecidas como darwinismo.
O darwinismo baseia-se nos seguintes pontos:
• Os indivíduos de uma mesma espécie não são 
rigorosamente iguais uns aos outros. Há diferenças 
individuais que tornam alguns mais atraentes, mais 
fortes, mais rápidos, mais adaptados às condições 
de vida no ambiente do que outros não tão 
bem adaptados.
• As populações crescem em uma progressão 
geométrica, já as reservas alimentares crescem 
apenas em uma progressão aritmética (fundamento 
tirado de um livro de Thomas Malthus, economista 
inglês que muito influenciou Darwin na elaboração de 
sua teoria).
• Face à desproporção entre o crescimento da 
população e à quantidade de alimento disponível, 
os indivíduos empenhar-se-iam em uma “luta 
pela vida”.
• Como resultado da luta pela vida, haveria a 
seleção natural dos mais aptos em detrimento dos 
menos aptos.
Apoiando-se nesses pontos, Darwin considerou que certas 
características poderiam contribuir para a sobrevivência 
e a reprodução de certos indivíduos em um determinado 
ambiente, constituindo variações “favoráveis”. Indivíduos 
portadores de variações “desfavoráveis”, por sua 
vez, teriam grandes dificuldades de sobrevivência 
e seriam extintos. Assim, as diferenças individuais 
já existentes entre os seres de uma mesma espécie 
seriam selecionadas naturalmente pelo meio ambiente; 
o meio, então, como fator de seleção, preservaria os 
indivíduos portadores de variações favoráveis e eliminaria 
os portadores de variações desfavoráveis. Dessa maneira, 
a natureza iria, ao longo das gerações, “aprimorando” a 
espécie, de modo a torná-la cada vez mais adaptada ao 
meio ambiente.
Darwin também ilustrou suas ideias com alguns 
exemplos. Para explicar a origem das girafas atuais, ele 
argumentou da seguinte maneira: no passado, os ancestrais 
das atuais girafas tinham pescoços e patas dianteiras 
com tamanhos variáveis. Mas a competição pelo alimento 
disponível, a partir do momento em que a vegetação 
rasteira do meio começou a se tornar escassa, favoreceu os 
indivíduos portadores de pescoço longo e patas dianteiras 
desenvolvidas, que dotados de tais variações “favoráveis” 
teriam mais acesso às folhagens situadas no alto das 
árvores. Assim, a seleção natural beneficiou os indivíduos 
portadores dessas variações, em detrimento das girafas de 
pescoços e patas dianteiras curtos, que, lentamente, foram 
se extinguindo. Ao longo de várias gerações, sobreviveram 
apenas as girafas de pescoço longo e patas dianteiras 
desenvolvidas, que hoje conhecemos.
A população ancestral 
de girafas já era 
composta por indivíduos 
de pescoço e membros 
posteriores de tamanhos 
variados, em proporções 
equivalentes, que se 
alimentavam de diversos 
estratos da vegetação.
Por pressões ambientais(estratos vegetais mais 
baixos se esgotaram), 
indivíduos que possuíam 
membros anteriores e 
pescoços mais compridos, 
por apresentarem maior 
chance de sobrevivência 
e de reprodução, foram 
favorecidos e selecionados.
Após milhares de gerações, 
a proporção, na população, 
de representantes de 
dimensões menores 
reduziu progressivamente, 
fazendo com que a 
espécie, atualmente, 
apresente como 
característica 
predominante pernas 
dianteiras e pescoços 
compridos.
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Frente C Módulo 06
94 Coleção Estudo 4V
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De forma semelhante ao exemplo anterior, o darwinismo 
explica as longas orelhas dos coelhos como uma variação 
“favorável” que foi selecionada, em contraposição aos 
coelhos de orelhas curtas. Como se sabe, as longas orelhas 
favorecem a eficiência auditiva, o que determina, nos 
coelhos portadores dessa variação, uma maior capacidade 
de percepção de predadores, fato que lhes facilita a 
fuga; por sua vez, os tamanduás, portadores de garras 
desenvolvidas e línguas compridas, eram favorecidos 
no processo de utilização de formigas como alimento e, 
assim, venceram a competição com outros animais não 
portadores de tais características e sobreviveram e se 
reproduziram, adaptando-se com sucesso ao meio onde 
viviam; por terem folhas reduzidas a espinhos, além 
de outras adaptações à escassez de água, as cactáceas 
puderam adaptar-se e sobreviver às condições desérticas.
Nos exemplos citados, podemos constatar uma grande 
diferença entre a explicação de Lamarck e a de Darwin. 
O lamarckismo supõe que características novas são 
adquiridas por imposição do meio, e o darwinismo considera 
que as características já existentes são apenas selecionadas 
pelo meio. Em outras palavras, para Lamarck, o meio é 
causador das variações; para Darwin, o meio seleciona as 
variações. É, pois, na influência do meio que reside a maior 
diferença entre as ideias de Darwin e de Lamarck.
Um dos argumentos apresentados por Darwin em 
favor da seleção dos mais aptos baseou-se no estudo 
de espécies criadas e cultivadas pelo homem. Sabia-se 
que pelo menos alguns animais domésticos e vegetais 
cultivados pertenciam a espécies representantes ainda 
em estado selvagem.
Darwin dedicou-se à criação de pombos, cujas 
variedades domésticas eram sabidamente originadas de 
uma única espécie selvagem, a Columba livia, a partir 
da seleção artificialmente conduzida pelos criadores. 
Sua conclusão foi que a seleção artificial podia ser 
comparada àquela que a natureza exercia sobre as 
espécies selvagens.
Da mesma forma que o homem seleciona reprodutores de 
uma determinada variedade ou raça, permitindo que apenas 
os que têm as características desejadas se reproduzam, 
a natureza seleciona, nas espécies selvagens, os indivíduos 
mais adaptados às condições reinantes. Estes deixam 
um número proporcionalmente maior de descendentes, 
contribuindo significativamente para a formação da 
geração seguinte.
O darwinismo, entretanto, também cometeu falhas. 
Primeiramente, não soube explicar como surgem as novas 
variedades ou novas características entre os indivíduos de 
uma mesma espécie. Darwin partiu do princípio de que 
elas já existiam entre os seres de uma mesma população. 
Também a afirmação de Malthus sobre a desproporção 
entre crescimento populacional e quantidade de alimentos 
estava profundamente exagerada e errônea. Lembre-se 
de que essa ideia de Malthus muito influenciou Darwin 
na elaboração do conceito de seleção natural. Todavia, 
o fenômeno “luta pela vida”, proposto por Darwin, 
é indiscutível, assim como é inegável a seleção natural 
dos mais aptos.
NEODARWINISMO
Como vimos, a teoria evolucionista proposta por 
Darwin não soube explicar as causas das variações ou 
variabilidade hereditárias das espécies. Essa explicação só 
pôde ser dada mais tarde, com a descoberta das mutações 
e o desenvolvimento da genética. Apenas no século XX, 
com o redescobrimento dos trabalhos de Mendel e com 
o aprofundamento do conceito de gene, foi possível 
determinar os responsáveis pela variabilidade nos seres 
vivos: as mutações e a recombinação gênica.
As mutações são fontes básicas para toda a variabilidade 
genética, pois fornecem a matéria-prima para a evolução. 
Os novos genes produzidos determinam características 
fenotípicas que poderão, ou não, ser úteis aos seres que 
as possuem. Caso sejam e passem à descendência, serão 
perpetuadas.
A recombinação gênica também contribui para a 
variabilidade. A reprodução sexuada, a segregação 
independente de dois ou mais pares de genes e o crossing-
over são os fenômenos que permitem novos arranjos 
de genes que chegarão aos gametas, aumentando a 
variabilidade dessas células formadas durante a meiose 
e, consequentemente, aumentando a probabilidade de 
ocorrência de genótipos diferentes.
O neodarwinismo, mutacionismo, ou, ainda, teoria 
sintética ou moderna da evolução, proposta no início 
da década de 1940, constitui uma ampliação das ideias de 
Darwin: explica as causas das variações nos seres vivos, 
coisa que o darwinismo clássico não conseguiu fazer.
Teorias evolucionistas
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95Bernoulli Sistema de Ensino
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As mutações e a recombinação gênica são as causas da variabilidade genética existente nos seres vivos, já a seleção 
natural “modela” o processo evolutivo, direcionando-o por meio da “escolha” das variações favoráveis ou adaptativas a um 
determinado meio. Ao passo que as mutações e a recombinação gênica aumentam a variabilidade genética nos seres vivos, 
a seleção natural a diminui, uma vez que tende a extinguir os indivíduos portadores de variações desfavoráveis.
A mutação cria novos genes, e a recombinação os mistura com os genes já existentes, originando os indivíduos geneticamente 
variados de uma população. A seleção natural, por sua vez, favorece os portadores de determinados conjuntos gênicos, que 
tendem a sobreviver e se reproduzir em maior escala que os outros.
A evolução, portanto, pode ser considerada como resultado da seleção natural atuando sobre a variabilidade 
genética.
Dependendo das condições ambientais, a seleção natural pode atuar em uma população favorecendo certos fenótipos 
referentes a uma determinada característica.
Gráfico 1 – Curva normal
Variação fenotípica
da característica
MédiaN
. 
de
 in
di
ví
du
os
Gráfico 2 – Histograma
Fenótipos
N
. 
de
 in
di
ví
du
os
Os gráficos 1 e 2 representam a curva normal de distribuição de diferentes fenótipos referentes a uma determinada característica 
em uma população.
Considerando os tipos selecionados de acordo com a curva de distribuição normal dos diferentes fenótipos, a seleção 
pode ser: direcional, estabilizadora ou disruptiva.
• Seleção direcional: favorece apenas um dos tipos extremos da curva de distribuição normal. Exemplo: em 
uma população de bactérias onde existem indivíduos 100% sensíveis, indivíduos parcialmente resistentes e 
indivíduos 100% resistentes a certo antibiótico, a presença desse antibiótico no meio irá favorecer as bactérias 
100% resistentes, aumentando na população bacteriana a frequência dos indivíduos portadores do referido 
fenótipo. 
• Seleção estabilizadora (normalizadora): favorece os fenótipos médios da curva de distribuição normal, 
em detrimento dos fenótipos extremos. Exemplo: pesquisas feitas em diversos hospitais mostram que crianças 
nascidas com peso em torno da média (de 3 kg a 4,5 kg) têm maiores chances de sobreviver do que crianças 
com pesos muito grandes ou muito pequenos.
• Seleção disruptiva (diversificadora): favorece os indivíduos com fenótipos de ambos os extremos da curva 
de distribuição normal, em detrimento dos indivíduos com fenótipos médios. Exemplo: em um ambiente onde 
os alimentos para os pássaros estão representados predominantemente por sementes duras e larvas, devem 
ser favorecidos os pássaros de bico fino e delicado(que têm facilidade de capturar larvas) e pássaros de bico 
maior e mais forte (capazes de quebrar sementes). Nesse ambiente, os pássaros de bicos intermediários estão 
em desvantagem por não serem muito hábeis na obtenção de nenhum dos dois tipos de alimento.
Frente C Módulo 06
96 Coleção Estudo 4V
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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
01. (Ufpel-RS) Antigamente, creditava-se a uma divindade 
o surgimento dos seres vivos, o que ficou conhecido 
como criacionismo, crença que persiste entre membros 
de muitas religiões. Posteriormente, surgiu o fixismo, 
defendendo o princípio da imutabilidade das espécies, ou 
seja, que os seres vivos não se modificavam ao longo do 
tempo. Já no século XVIII, o biólogo francês Buffon e sua 
equipe de colaboradores escreveram uma obra chamada 
Histoire Naturalle, na qual reuniram todo o conhecimento 
biológico da época. Em 1809, o biólogo Jean-Baptista 
Antoine de Monet foi um dos primeiros defensores 
do transformismo, segundo o qual os seres vivos 
modificavam-se através dos tempos, em contraposição ao 
fixismo. Posteriormente, em 1859, Charles Robert Darwin 
expôs, em seu livro Origem das Espécies, suas ideias a 
respeito do mecanismo da transformação das espécies, 
base da moderna Teoria da Seleção Natural. 
Com base no texto e em seus conhecimentos, analise as 
afirmações.
I. Os seres vivos produzem muitos descendentes, mas 
poucos chegam à fase adulta para reproduzir-se, por 
isso, o número de indivíduos de cada espécie se mantém 
constante ao longo das gerações.
II. As serpentes evoluíram de ancestrais que possuíam 
pernas muito curtas; quando, em determinada época, 
aconteceram mudanças radicais no ambiente, esses 
animais tiveram necessidade de modificar-se para se 
adaptar às novas condições e desenvolver o hábito de 
rastejar.
III. Somente os indivíduos mais aptos sobrevivem, 
porque são mais adaptados às condições ambientais, 
de modo que cada geração aprimora o grau de adaptação 
conseguido por seus ancestrais.
IV. Quando novas necessidades se apresentam a um 
indivíduo, sua organização estrutural se altera de modo a 
torná-lo mais adaptado ao novo modo de vida. Assim os 
órgãos corporais se desenvolvem pelo uso da musculatura, 
ou atrofiam se pouco utilizados.
As afirmações anteriores podem ser creditadas, 
respectivamente, a
A) Darwin – Lamarck – Buffon – Lamarck.
B) Darwin – Lamarck – Darwin – Lamarck.
C) Lamarck – Buffon – Darwin – Darwin.
D) Lamarck – Darwin – Darwin – Lamarck.
E) Lamarck – Darwin – Buffon – Darwin.
02. (UEBA) A ideia de uma seleção natural, segundo a qual 
os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores 
chances de sobrevivência e produzem um número maior de 
descendentes, é a base
A) da teoria lamarckista, apenas.
B) da teoria darwinista, apenas.
C) da teoria neodarwinismo, apenas.
D) das teorias lamarckista e darwinista.
E) das teorias darwinista e neodarwinista.
03. (UFRGS-RS) Existem duas grandes teorias que tentam 
explicar os mecanismos pelos quais os organismos 
evoluíram e continuam a evoluir. Tanto Lamarck como 
Darwin apresentam um fator como primordial para a 
evolução. A diferença é que, para Lamarck, esse fator é 
a causa direta das variações e, para Darwin, esse mesmo 
fator seria o que seleciona dentre as variações possíveis 
a mais adaptadas. Esse fator é
A) o ambiente.
B) a grande capacidade de reprodução.
C) a competição.
D) a variação hereditária transmissível.
E) a migração.
04. (PUC-Campinas-SP–2016) Sobre o tema Evolução, 
fizeram-se as afirmações a seguir:
I. As espécies dos seres vivos são passíveis de 
mod i f i cação, podendo so f re r a l t e rações 
morfofisiológicas ao longo do tempo.
II. Prova de que nosso planeta foi habitado por seres 
diferentes dos que existem atualmente é a existência 
de fósseis.
III. Os que admitem que as espécies não se alteram no 
decorrer do tempo são adeptos da teoria do fixismo.
Está CORRETO o que se afirma em
A) I, apenas.
B) I e II, apenas.
C) I e III, apenas.
D) II e III, apenas.
E) I, II e III.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
01. (Mackenzie-SP–2015) Nos últimos anos, a taxa do gene 
para hemofilia tem aumentado muito nas populações 
humanas. Os hemofílicos, no passado, frequentemente 
não chegavam à idade de reprodução, já que para eles 
qualquer ferimento maior poderia ser fatal. Hoje, porém, 
os hemofílicos recebem o fator VIII, retirado do sangue 
de pessoas normais, que favorece a coagulação. Assim, a 
probabilidade de sobrevivência dos hemofílicos aumentou 
muito; também se elevaram as chances de constituírem 
família, transmitindo seus genes paras os descendentes.
Podemos afirmar que os avanços da Medicina
A) prejudicaram a ocorrência da seleção natural.
B) favoreceram a ocorrência da seleção natural.
C) prejudicaram a ocorrência de mutação.
D) favoreceram a ocorrência de mutação.
E) não interferiram na ocorrência da seleção natural ou 
na mutação.
Teorias evolucionistas
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97Bernoulli Sistema de Ensino
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02. (UEL-PR–2016) O uso indiscriminado e abusivo de 
agrotóxicos, como os herbicidas, pode acarretar a 
necessidade da utilização de concentrações cada vez mais 
frequentes e maiores de substâncias presentes nesses 
produtos para obter os efeitos esperados. Depois de 
um longo período de tempo, esse agrotóxico não surtirá 
mais os efeitos desejados, ou seja, exterminar as ervas 
daninhas, que competem pelos nutrientes do solo em 
plantações de soja.
Acerca da explicação para esse fenômeno, assinale a 
alternativa CORRETA.
A) As pequenas doses do agrotóxico desenvolveram 
resistência nas ervas daninhas.
B) As ervas daninhas resistentes foram selecionadas pelo 
uso do agrotóxico.
C) As ervas daninhas se acostumaram e se adaptaram 
ao agrotóxico.
D) As ervas daninhas submetidas ao agrotóxico 
tornaram-se dependentes da substância.
E) O agrotóxico modificou as ervas daninhas, induzindo 
mutações.
03. (FUVEST-SP) No início da década de 1950, o vírus que 
causa a doença chamada de mixomatose foi introduzido 
na Austrália para controlar a população de coelhos, 
que se tornara uma praga. Poucos anos depois da 
introdução do vírus, a população de coelhos reduziu-se 
drasticamente. Após 1955, a doença passou a se 
manifestar de forma mais branda nos animais infectados 
e a mortalidade diminuiu. 
Considere as explicações para esse fato descritas nos 
itens de I a IV.
I. O vírus promoveu a seleção de coelhos mais 
resistentes à infecção, os quais deixaram maior 
número de descendentes.
II. Linhagens virais que determinavam a morte muito 
rápida dos coelhos tenderam a se extinguir.
III. A necessidade de adaptação dos coelhos à presença 
do vírus provocou mutações que lhes conferiram 
resistência.
IV. O vírus induziu a produção de anticorpos que foram 
transmitidos pelos coelhos à prole, conferindo-lhe 
maior resistência com o passar das gerações.
Estão de acordo com a Teoria da Evolução por Seleção 
Natural apenas as explicações
A) I e II.
B) I e IV.
C) II e III.
D) II e IV.
E) III e IV.
04. (UNIFESP) Nas figuras, as mudanças de cores nas esferas 
simbolizam a aquisição de novas características nas 
espécies ao longo do tempo.
Tempo atual
Tempo
I II III
As figuras que representam, respectivamente, a teoria 
criacionista, a transformista (Lamarck) e a darwinista são
A) I, II e III. 
B) I, III e II.
C) II, I e III.
D) II, III e I.
E) III, II e I.
05. (FIEB-SP–2016) A Teoria da Evolução proposta por Charles 
Darwin fundamenta-se na seleção natural de organismos 
cujas características são mais aptas à sobrevivência no meio 
ambiente. Darwin também observou, embora não soubesse 
explicar os motivos biológicos, que, para a seleção natural 
ocorrer, é fundamental que as populações apresentem
A) uma taxa equitativa quanto à natalidade e à mortalidade.
B) indivíduos machos dominantes, denominados machos 
alfa.
C) diversidade de características entre seus indivíduos 
integrantes.
D) transmissão dos caracteres adquiridos em função da 
necessidade de adaptação.
E)constantes mutações genéticas ocorridas nos indivíduos 
mais aptos.
06. (IFSP–2016) Sapos e rãs são anfíbios, apresentam 
dependência de ambientes terrestres úmidos ou 
aquáticos, apresentam na sua pele as glândulas de 
muco para conservá-la úmida e favorecer trocas 
gasosas, além de poder exibir glândulas de veneno que 
eliminam substâncias para combater microrganismos e 
afugentar animais predadores. A explicação para essas 
características nos anfíbios, fornecida pela Teoria da 
Evolução de Charles Darwin, é apresentada em:
A) Seleção de adaptações positivas devido à ação do 
meio ambiente.
B) Lei do uso e desuso.
C) A existência de pulmão atrofiado devido à respiração 
cutânea.
D) A transmissão de características adquiridas para os 
descendentes.
E) A destruição dessas espécies porque estão 
mal-adaptadas.
Frente C Módulo 06
98 Coleção Estudo 4V
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lli
07. (FURG-RS) Utilize os conceitos enumerados para 
completar as afirmativas a seguir:
1. Evolução
2. Teoria sintética da evolução
3. Lei da transmissão das características adquiridas
4. Convergência adaptativa
5. Seleção natural
I. O mecanismo defendido por Darwin para explicar a 
adaptação dos organismos ao ambiente é conhecido 
como ( ).
II. A ideia de que o desenvolvimento de um órgão pelo 
uso intensivo é herdado pela prole é conhecida como 
( ).
III. A ideia de que todos os organismos estão ligados 
por laços de ancestralidade e descendência com 
modificação é conhecida como ( ).
IV. A ideia que considera o desenvolvimento de estruturas 
e formas corporais semelhantes por adaptação a 
ambientes parecidos é conhecida como ( ).
V. Mutação, recombinação e seleção natural são os 
principais fatores evolutivos considerados pela ( ).
Assinale a alternativa que apresenta a sequência 
numérica, lida de cima para baixo, que completa 
CORRETAMENTE as afirmativas.
A) 5, 3, 4, 2 e 1
B) 5, 3, 1, 4 e 2
C) 1, 3, 4, 5 e 2
D) 1, 4, 3, 5 e 2
E) 2, 5, 1, 3 e 4
08. (UFRN–2013) A restrição à venda de antibióticos no Brasil 
foi uma medida tomada em função do aparecimento de 
bactérias super-resistentes. Atualmente, com os avanços 
na área da genética e da biologia molecular, uma das 
explicações aceitas para o surgimento dessas bactérias é 
a ocorrência de mutações, a partir das quais haveria uma 
mudança aleatória em um determinado gene, e, dessa 
forma, as bactérias passariam a apresentar resistência ao 
antibiótico. No passado, sem o conhecimento da genética 
e da biologia molecular, Lamarck e Darwin elaboraram 
explicações para o surgimento de novas variedades de 
seres vivos. Nesse contexto, como pode ser explicado o 
surgimento de bactérias super-resistentes
A) com base na Teoria da Evolução de Lamarck?
B) com base na Teoria da Evolução de Darwin?
SEÇÃO ENEM
01. (Enem–2015) Algumas raças de cães domésticos não 
conseguem copular entre si devido à grande diferença 
em seus tamanhos corporais. Ainda assim, tal dificuldade 
reprodutiva não ocasiona a formação de novas espécies 
(especiação). 
Essa especiação NÃO ocorre devido ao(à) 
A) oscilação genética das raças.
B) convergência adaptativa das raças.
C) isolamento geográfico entre as raças. 
D) seleção natural que ocorre entre as raças. 
E) manutenção do fluxo gênico entre as raças.
02. (Enem–2014) Embora seja um conceito fundamental para 
a Biologia, o termo “evolução” pode adquirir significados 
diferentes no senso comum. A ideia de que a espécie 
humana é o ápice do processo evolutivo é amplamente 
difundida, mas não é compartilhada por muitos cientistas.
Para esses cientistas, a compreensão do processo citado 
baseia-se na ideia de que os seres vivos, ao longo do 
tempo, passam por
A) modificação de características.
B) incremento do tamanho corporal.
C) complexificação de seus sistemas.
D) melhoria de processos e estruturas.
E) especialização para determinada finalidade.
03. (Enem–2011) Diferente do que o senso comum acredita, 
as lagartas de borboletas não possuem voracidade 
generalizada. Um estudo mostrou que as borboletas 
de asas transparentes da família Ithomiinae, comuns 
na Floresta Amazônica e na Mata Atlântica, consomem, 
sobretudo, plantas da família Solanaceae, a mesma 
do tomate. Contudo, os ancestrais dessas borboletas 
consumiam espécies vegetais da família Apocinaceae, 
mas a quantidade dessas plantas parece não ter sido 
suficiente para garantir o suprimento alimentar dessas 
borboletas. Dessa forma, as solanáceas tornam-se uma 
opção de alimento, pois são abundantes na Mata Atlântica 
e na Floresta Amazônica.
CORES AO VENTO. Gene e fósseis relevam origem e diversidade 
de borboletas sul-americanas. Revista Pesquisa FAPESP. 
W 170. 2010 (Adaptação).
Nesse texto, a ideia do senso comum é confrontada com 
conhecimentos científicos, ao se entender que as larvas 
das borboletas Ithomiinae encontradas atualmente na 
Mata Atlântica e na Floresta Amazônica, apresentam
A) facilidade em digerir todas as plantas desses locais.
B) interação com as plantas hospedeiras da família 
Apocinaceae.
C) adaptação para se alimentar de todas as plantas 
desses locais.
D) voracidade indiscriminada por todas as plantas 
existentes nesses locais.
E) especificidade pelas plantas da família Solanaceae 
existente nesses locais.
Teorias evolucionistas
B
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99Bernoulli Sistema de Ensino
Meu
 Bern
ou
lli
04. (Enem–2010) Alguns anfíbios e répteis são adaptados 
à vida subterrânea. Nessa situação, apresentam algumas 
características corporais como ausência de patas, corpo 
anelado que facilita o deslocamento no subsolo e, em alguns 
casos, ausência de olhos.
Suponha que um biólogo tentasse explicar a origem das 
adaptações mencionadas no texto utilizando conceitos da 
teoria evolutiva de Lamarck. Ao adotar esse ponto de vista, 
ele diria que
A) as características citadas no texto foram originadas pela 
seleção natural.
B) a ausência de olhos teria sido causada pela falta de uso 
dos mesmos, segundo a lei do uso e desuso.
C) o corpo anelado é uma característica fortemente 
adaptativa, mas seria transmitida apenas à primeira 
geração de descendentes.
D) as patas teriam sido perdidas pela falta de uso e, em seguida, 
essa característica foi incorporada ao patrimônio genético e 
então transmitida aos descendentes.
E) as características citadas no texto foram adquiridas por 
meio de mutações e depois, ao longo do tempo, foram 
selecionadas por serem mais adaptadas ao ambiente em 
que os organismos se encontram.
05. (Enem–2005) As cobras estão entre os animais peçonhentos que 
mais causam acidentes no Brasil, principalmente na área rural.
As cascavéis (Crotalus), apesar de extremamente venenosas, 
são cobras que, em relação a outras espécies, causam poucos 
acidentes a humanos. Isso se deve ao ruído de seu “chocalho”, 
que faz com que suas vítimas percebam sua presença e as 
evitem. Esses animais só atacam os seres humanos para sua 
defesa e se alimentam de pequenos roedores e aves. Apesar 
disso, elas têm sido caçadas continuamente, por serem 
facilmente detectadas.
Ultimamente os cientistas observaram que essas cobras têm 
ficado mais silenciosas, o que passa a ser um problema, 
pois, se as pessoas não as percebem, aumentam os riscos 
de acidentes.
A explicação darwinista para o fato de a cascavel estar ficando 
mais silenciosa é que
A) a necessidade de não ser descoberta e morta mudou seu 
comportamento.
B) as alterações no seu código genético surgiram para 
aperfeiçoá-la.
C) as mutações sucessivas foram acontecendo para que 
ela pudesse adaptar-se.
D) as variedades mais silenciosas foram selecionadas 
positivamente.
E) as variedades sofreram mutações para se adaptarem 
à presença de seres humanos. 
GABARITO
Fixação
01. B 
02. E 
03. A 
04. E
Propostos
01. A 
02. B
03. A
04. C
05. C
06. A
07. B
08. A) Lamarck: o surgimento de bactérias super-resistentes 
teria se dado por indução do meio (antibiótico). 
 B) Darwin: o antibiótico elimina as bactérias sensíveis,e as bactérias resistentes se multiplicam, desenvolvendo 
uma população resistente.
Seção Enem
01. E 
02. A 
03. E 
04. B 
05. D
Frente C Módulo 06
100 Coleção Estudo 4V
Meu
 Bern
ou
lli

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