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PROENEM.COM.BR
REDAÇÃO
AÇÕES AFIRMATIVAS EM QUESTÃO NO BRASIL
PROENEM.COM.BR1
REDAÇÃO AÇÕES AFIRMATIVAS EM QUESTÃO NO BRASIL
IN
ST
R
U
ÇÃ
O A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos 
ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal 
da língua portuguesa sobre o tema “Ações afirmativas em questão no Brasil”, apresentando 
proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de 
forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
TEXTO I
Ações afirmativas
O que são ações afirmativas?
Entende-se por ações afirmativas o conjunto de medidas especiais voltadas a grupos discriminados e 
vitimados pela exclusão social ocorridos no passado ou no presente.
Qual o objetivo das ações afirmativas?
O objetivo das ações afirmativas é eliminar as desigualdades e segregações, de forma que não se 
mantenham grupos elitizados e grupos marginalizados na sociedade, ou seja, busca-se uma composição 
diversificada onde não haja o predomínio de raças, etnias, religiões, gênero, etc.
Como são feitas as ações afirmativas?
Por meio de políticas que propiciem uma maior participação destes grupos discriminados na educação, 
na saúde, no emprego, na aquisição de bens materiais, em redes de proteção social e de reconhecimento 
cultural.
Quais as ações afirmativas existentes no Brasil?
Muitas ações afirmativas já foram e são feitas no Brasil, podemos citar: aumento da participação dos 
grupos discriminados em determinadas áreas de emprego ou no acesso à educação por meio de cotas; 
concessão de bolsas de estudo; prioridade em empréstimos e contratos públicos; distribuição de terras e 
moradias; medidas de proteção diferenciada para grupos ameaçados, etc..
Ações afirmativas são políticas anti-discriminatórias?
Não. As ações afirmativas são preventivas e reparadoras no sentido de favorecer indivíduos que 
historicamente são discriminados. As políticas anti-discriminatórias são apenas formas de reprimir os 
discriminadores ou de conscientizar aqueles que possam vir a discriminar.
Quais são as ações afirmativas em âmbito federal para os afrodescendentes?
Existem muitas ações, dentre elas está a Lei 10.639/03 e a Lei 11.645/08. Além delas, podemos citar a Lei 
de Cotas no Ensino Superior, a Portaria Normativa Nº 18, de 11 de Outubro de 2012 o DECRETO Nº 7.824, 
DE 11 DE OUTUBRO DE 2012 e o Estatuto da Igualdade Racial.
(Disponível em: http://etnicoracial.mec.gov.br/acoes-afirmativas)
TEXTO II
História das Ações Afirmativas
No Brasil, as lutas pelas políticas de ação afirmativa foram trazidas a público pelo Movimento Negro 
Brasileiro, que denunciou a ausência de negros nos cursos superiores brasileiros.
As políticas de ação afirmativa no Brasil adquiriram visibilidade após a realização da 3 Conferência 
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Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e formas correlatas de Intolerância promovida 
pela ONU, em 2001, na cidade de Durban, na África do Sul.
O Estado brasileiro comprometeu-se, oficialmente, a superar o racismo e estabelecer políticas concretas 
para a sua superação. Além das cotas, fazem parte das políticas de ação afirmativas do governo: a criação 
da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR); a lei 10.639|03 que instaura a 
obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileiras e Africanas nas escolas públicas e privadas do 
ensino fundamental e médio; a lei 11.096|2005, que institui o Programa Universidade para Todos (PROUNI); e 
a Lei 12.288|10, que institui o Estatuto da Igualdade Racial.
Assim, é importante que todos conheçam essa história e saibam que a entrada de estudantes na UFMG 
pela lei de Cotas faz parte de uma Luta histórica de vários movimentos sociais, como Movimento Negro, 
Movimento dos Sem-Universidade, Pré-Vestibulares para Negros e Carentes, Educafro, entre outros.
(Disponível em: https://www.ufmg.br/prae/acoes-afirmativas/historia-das-acoes-afirmativas/)
TEXTO III
Estudo do Ipea mostra aumento da inserção de negros nas universidades
Pesquisadores avaliaram políticas de ações afirmativas implementadas pelo Governo Federal
Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que, nos últimos quinze 
anos, houve um aumento gradual da inserção de negros nas universidades. Entre 2012 e 2015, o número de 
vagas reservadas aos afrodescendentes passou de 140.303 para 247.950. Isso porque 31% das universidades 
públicas, que não haviam aderido a qualquer modalidade de reserva de vagas, foram obrigadas a implantá-la. 
A lei de cotas uniformizou, estabeleceu metas e tornou obrigatória a adoção de programas de ações afirmativas 
na rede federal de ensino.
As informações estão na 26ª edição do Boletim de Políticas Sociais (BPS) que, desta vez, trata das ações 
afirmativas e das fraudes em programas que adotam cotas para a população negra. Sob o tema “As Políticas 
de Ações Afirmativas e as Fraudes: uma reflexão sobre as iniciativas do Estado e sua eficácia inclusiva”, o 
documento destaca algumas ações adotadas pelo Governo Federal para inserção de negros em universidades 
públicas e no serviço público, por exemplo.
Nesta edição do boletim foi traçado o histórico de acontecimentos sociais e legislativos que culminaram na 
aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e das leis 12.711/2012 e 12.990/2014, que tratam do ingresso nas 
universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e da reserva aos negros de 
20% (vinte por cento) das vagas oferecidas nos concursos públicos, respectivamente.
No que diz respeito às ações afirmativas no serviço público, de acordo com dados da Escola Nacional de 
Administração Pública (Enap), em 2014, os negros ocupavam menos de 30% dos cargos do serviço público. 
Considerando a distribuição dos cargos que exigem níveis de escolaridade para a sua ocupação, as disparidades 
são ainda maiores: os negros têm sua participação aumentada nos cargos de nível auxiliar (50,7%) e nível 
intermediário (31,9%), enquanto no nível superior o quantitativo fica em torno de 20%.
(Disponível em: http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=35009:estudo-do-ipea-mostra-
aumento-da-insercao-de-negros-nas-universidades&catid=10:disoc&directory=1)
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