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Segundo o Censo da Educação Superior de 2022, embora os estudantes autodeclarados pretos e pardos tenham aumentado sua presença nas universidades públicas na última década, ainda enfrentam maiores taxas de evasão, menores índices de permanência e dificuldades no acesso à pós-graduação. Estudos em educação e direitos humanos indicam que essas desigualdades refletem o racismo estrutural, que articula cor/raça, classe social e território na reprodução de assimetrias dentro das instituições de ensino.
Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. A permanência de estudantes negros no ensino superior está condicionada, em grande medida, à superação de desigualdades históricas e estruturais que ultrapassam o acesso inicial à universidade. PORQUE A efetividade das políticas de ação afirmativa, como cotas raciais, exige a articulação com políticas intersetoriais que promovam inclusão social, apoio pedagógico e combate ao preconceito institucional. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
A permanência de estudantes negros no ensino superior está condicionada, em grande medida, à superação de desigualdades históricas e estruturais que ultrapassam o acesso inicial à universidade.
A efetividade das políticas de ação afirmativa, como cotas raciais, exige a articulação com políticas intersetoriais que promovam inclusão social, apoio pedagógico e combate ao preconceito institucional.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
As asserções I e II são proposições falsas.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
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Vamos analisar as asserções: I. A permanência de estudantes negros no ensino superior está condicionada, em grande medida, à superação de desigualdades históricas e estruturais que ultrapassam o acesso inicial à universidade. Verdadeiro. A permanência envolve fatores além do acesso, como apoio social, econômico e pedagógico, que refletem desigualdades estruturais. II. A efetividade das políticas de ação afirmativa, como cotas raciais, exige a articulação com políticas intersetoriais que promovam inclusão social, apoio pedagógico e combate ao preconceito institucional. Verdadeiro. Para que as cotas sejam eficazes, é necessário um conjunto de políticas complementares que garantam a permanência e o sucesso dos estudantes. Agora, a relação entre elas: a segunda asserção justifica a primeira, pois explica que superar as desigualdades estruturais (I) depende da articulação de políticas intersetoriais (II). Portanto, a alternativa correta é: As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

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A COP30 será realizada em Belém (PA), entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, reunindo representantes de 198 Estados e diversos atores da sociedade civil para debater soluções diante da crise climática global. O encontro representa uma oportunidade decisiva para o reforço dos compromissos nacionais, as chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), instrumento central do Acordo de Paris. No entanto, até o momento, apenas cerca de 30 países atualizaram suas metas, muitas das quais são consideradas insuficientes frente à iminência de ultrapassagem do limite de 1,5 °C de aquecimento global nos próximos dois a três anos. As negociações preparatórias, realizadas em Bonn no mês de junho, foram marcadas por atrasos, impasses geopolíticos, resistência de países produtores de combustíveis fósseis e divergências sobre mecanismos financeiros. Um dos principais pontos de atrito foi o debate sobre o uso de créditos de carbono, com o Brasil alertando para o risco de sua utilização excessiva em detrimento de ações concretas e internas de descarbonização. Para além da urgência climática, a COP30 vem sendo analisada também sob a perspectiva dos direitos humanos. Organizações como Amnesty International e Human Rights Watch defendem que o evento assegure um espaço cívico democrático, proteja lideranças indígenas e ambientais, e priorize temas como a transição justa para além dos combustíveis fósseis, a proteção de florestas e a equidade no acesso às decisões.
Considerando essas informações, assinale a alternativa correta:
A centralidade das NDCs no Acordo de Paris dispensa a necessidade de articulação com marcos de direitos humanos, uma vez que as metas são de natureza autônoma, soberana e não vinculante entre os países.
A incorporação de diretrizes de equidade e justiça social no âmbito da COP30 compromete a neutralidade científica das metas climáticas e pode gerar entraves adicionais às negociações multilaterais.
A priorização de mecanismos de mercado, como os créditos de carbono, assegura eficácia ambiental sem comprometer a soberania estatal, tornando secundária a implementação de políticas internas de mitigação e adaptação.
A condução da COP30 pelo Brasil, como país em desenvolvimento, restringe sua capacidade de mediar a agenda climática internacional, devendo limitar-se à facilitação logística e à submissão de suas próprias metas nacionais.
A eficácia dos compromissos climáticos globais depende do reconhecimento de que os impactos das mudanças climáticas são desiguais, e que o princípio da responsabilidade comum, porém diferenciada, exige soluções que integrem mitigação ambiental e proteção de direitos fundamentais.

No Estudo de Impacto Ambiental (EIA) são abordados os aspectos técnicos necessários à avaliação dos impactos ambientais a serem gerados pelo empreendimento. O EIA deve ser elaborado por equipe técnica multidisciplinar habilitada e deverá conter: análise dos impactos ambientais do projeto e de suas alternativas, por meio de identificação, previsão da magnitude e interpretação da importância dos prováveis impactos relevantes, discriminando: os impactos positivos e negativos (benéficos e adversos), diretos e indiretos, imediatos e a médio e longo prazos, temporários e permanentes; seu grau de reversibilidade; suas propriedades cumulativas e sinérgicas; a distribuição dos ônus e benefícios sociais. Disponível em: .Acesso em: 12 jun. 2019 (adaptado). Considerando esse contexto e os impactos ambientais oriundos de usinas hidroelétricas e suas barragens, avalie as afirmacoes a seguir.
É correto apenas o que se afirma em
I. A proliferação de algas na superfície de rios e lagos por causas antropogênicas favorece a multiplicação de peixes.
II. A hidroeletricidade é definida como uma fonte de energia livre de gases de efeito estufa.
III. A implantação de hidroelétricas interfere no microclima local, provocando alterações na temperatura, na umidade relativa do ar, na evaporação e afetando o ciclo pluvial.
IV. Os reservatórios de usinas hidroelétricas armazenam água da chuva que pode ser usada para consumo ou irrigação, protegendo os aquíferos contra o esgotamento e reduzindo a vulnerabilidade regional a inundações e secas.
I.
I e III.
II.
III e IV.
II e IV.

Segundo o Dossiê Nacional da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), o Brasil segue, pelo 16º ano consecutivo, como o país que mais mata pessoas trans no mundo. Em 2024, foram registrados 122 assassinatos de travestis e transexuais, uma redução de 16% em relação ao ano anterior, mas ainda com índices alarmantes de letalidade. A análise mostra que a maioria das vítimas são mulheres trans, jovens, negras, de baixa renda e majoritariamente do Nordeste e Sudeste. Os assassinatos ocorrem geralmente em espaços públicos, durante a noite, com extrema violência e características de crueldade. A expectativa de vida dessa população continua em torno de 35 anos, muito abaixo da média nacional. O estado de São Paulo lidera o ranking com 16 mortes, seguido de Minas Gerais (12), Ceará (11) e Rio de Janeiro (10). Estados como Acre, Roraima e Rio Grande do Norte não registraram homicídios oficialmente — o que pode refletir subnotificação. A ANTRA alerta ainda para a dificuldade na identificação formal das vítimas trans pelos órgãos públicos, o que invisibiliza a dimensão real do problema e fragiliza o combate à violência estrutural motivada por transfobia. Além disso, a organização destaca que políticas públicas ainda são tímidas e fragmentadas, faltando efetiva responsabilização dos crimes e iniciativas de prevenção, acolhimento e cidadania para pessoas trans no Brasil.
Considerando essas informações, assinale a alternativa correta:
I. A persistência da violência letal contra pessoas trans no Brasil, mesmo diante de marcos legais protetivos, evidencia o descompasso entre o princípio da igualdade formal e sua efetivação concreta nas políticas públicas.
II. A subnotificação de assassinatos de pessoas trans e a recusa em reconhecer oficialmente a identidade de gênero das vítimas caracterizam uma forma de violência institucional, que contribui para a manutenção da marginalização dessa população.
III. A queda numérica no total de homicídios de pessoas trans em 2024 não deve ser interpretada isoladamente como indicativo de melhora, visto que a análise deve considerar fatores estruturais como desigualdade racial, acesso à justiça e presença do Estado.
IV. A consolidação de políticas de segurança pública, educação inclusiva e saúde integral para a população trans requer ações intersetoriais e o reconhecimento do princípio da dignidade humana como elemento estruturante da administração pública.
I, II e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.
I e II, apenas.
I, II, III e IV.

Dado que a exposição prolongada a campos eletromagnéticos pode causar males à saúde, a Lei n. 11.934/2009 estabeleceu os limites recomendados segundo a Organização Mundial de Saúde para a exposição ocupacional e a exposição da população em geral a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos em frequências de até 300 GHz. Essa recomendação segue o que foi estabelecido pela Comissão Internacional de Proteção Contra Radiação Não Ionizante. Os níveis de referência para campo elétrico e magnético (valores eficazes) em baixas frequências estão apresentados na tabela a seguir. Uma linha de transmissão de alta tensão operando em 60 Hz, localizada em uma região urbana, apresentou níveis de campo elétrico da ordem de 4,5 kV/m, medidos a 1,0 metro do solo. Além disso, foi detectada a existência de uma componente de 7ª harmônica, cujo campo elétrico resultante foi de 0,4 kV/m, também medido a 1,0 metro do solo. Com base nessa situação e nas informações apresentadas,
é correto afirmar que, na frequência de 60 Hz, considerando-se
o público em geral, o campo elétrico não atingiu os limites de exposição estabelecidos.
o público em geral, o campo elétrico ultrapassou o limite recomendado, ao passo que o componente harmônico não ultrapassou o limite estabelecido.
o público em geral, o campo elétrico não atingiu o limite recomendado, ao passo que o componente harmônico ultrapassou o limite previsto na tabela.
a exposição ocupacional, o campo elétrico ultrapassou o limite recomendado, ao passo que o componente harmônico não ultrapassou o limite estabelecido.
a exposição ocupacional, o campo elétrico não atingiu o limite recomendado, ao passo que o componente harmônico ultrapassou o limite previsto.

O esgotamento profissional, conhecido como Síndrome de Burnout, foi incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa síndrome, que foi incluída no capítulo de problemas associados ao emprego ou ao desemprego, foi descrita como uma síndrome resultante de um estresse crônico no trabalho não administrado com êxito e caracterizado por três elementos: sensação de esgotamento, cinismo ou sentimentos negativos relacionados a seu trabalho e eficácia profissional reduzida. A nova classificação, publicada em 2018 e aprovada durante a 72ª Assembleia Mundial da OMS, entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2022. A Classificação Internacional de Doenças da OMS estabelece uma linguagem comum que facilita o intercâmbio de informações entre os profissionais da área da saúde ao redor do planeta. Disponível em: >. Acesso em 06 jul. 2019 (adaptado). Considerando as informações apresentadas, avalie as afirmações a seguir.
É correto o que se afirma em:
I. Os programas de formação de lideranças focados na obstinação e na resistência ao erro têm sido eficazes na redução da vulnerabilidade a esse tipo de síndrome.
II. A compreensão dos sintomas de forma isolada do contexto sociocultural dificulta o estabelecimento do chamado nexo causal entre trabalho e adoecimento.
III. As relações de trabalho onde predominam o sentido de realização profissional tendem a reforçar elos de coesão e reconhecimento social favoráveis à saúde psíquica.
IV. A prevalência do protocolo clínico pautado no tratamento medicamentoso é condição determinante para a superação desse problema de saúde pública.
I, apenas.
III e IV, apenas.
II e III, apenas.
I, II, III e IV.
I, II e IV, apenas.

Em uma sociedade marcada por transformações tecnológicas, polarização política e circulação massiva de desinformação, cresce a desconfiança nas instituições jornalísticas tradicionais. O avanço das redes sociais e de influenciadores como mediadores da informação coloca em xeque o papel do jornalismo profissional e seu compromisso com o interesse público. Nesse contexto, amplia-se o debate sobre a necessidade de reafirmar a liberdade de imprensa — não como privilégio das empresas jornalísticas, mas como direito da sociedade ao acesso à informação confiável e plural. Isso exige ética, responsabilidade e diversidade, bem como regulação adequada das plataformas digitais, de forma a distinguir o que é jornalismo do que é manipulação e propaganda.
Considerando o texto e os fundamentos constitucionais da democracia e da liberdade de expressão, assinale a alternativa correta:
A liberdade de imprensa deve ser exercida com absoluta independência das regulações estatais, mesmo que isso permita a proliferação de desinformação em ambientes digitais.
A regulação das plataformas digitais, quando voltada à promoção da transparência e à preservação do espaço público da informação, fortalece a liberdade de imprensa e o direito coletivo à informação de qualidade.
A perda de confiança no jornalismo tradicional justifica que influenciadores digitais assumam o papel de mediadores oficiais da informação, independentemente de critérios éticos ou técnicos.
A liberdade de imprensa deve ser restrita quando se trata de conteúdos compartilhados por influenciadores digitais, visto que estes não têm compromisso com a imparcialidade e a veracidade das informações divulgadas.
O jornalismo, ao disputar espaço com redes sociais e conteúdos virais, deve se adaptar às dinâmicas do mercado digital, mesmo que isso implique flexibilizar seus padrões éticos e editoriais.

TEXTO 1
Em abril de 2024, o chatbot Grok, desenvolvido pela empresa xAI (de Elon Musk) e integrado à plataforma X (antigo Twitter), gerou polêmica ao publicar uma afirmação falsa e difamatória sobre o jogador de basquete Klay Thompson. A ferramenta afirmou que o atleta havia jogado tijolos em residências na cidade de Sacramento, Califórnia — uma alegação sem fundamento na realidade. Análises apontam que o erro provavelmente se originou de uma “alucinação algorítmica”, fenômeno no qual o sistema de IA interpreta equivocadamente uma informação com base em padrões de linguagem. No caso, a expressão “throwing bricks”, usada frequentemente no jargão do basquete para se referir a arremessos errados, foi entendida literalmente como ato de vandalismo. A confusão ocorreu após uma derrota do time de Thompson, o Golden State Warriors, o que gerou diversas publicações online com o termo. Esse episódio ilustra um problema central das IAs generativas: a capacidade de gerar conteúdos plausíveis, porém falsos ou difamatórios, sem checagem factual. Tal falha levanta questionamentos jurídicos e éticos sobre responsabilidade civil, regulação da IA e proteção à imagem e reputação de indivíduos. À medida que essas tecnologias se popularizam, cresce a pressão por normas que exijam transparência nos dados de treinamento, limites em aplicações públicas e mecanismos de responsabilização clara em casos de danos provocados por erros automatizados.

Disponível em: https://www.techtudo.com.br. Acesso em: 30 de jun 2025 (Adaptado).

TEXTO 2
A aplicação da Inteligência Artificial (IA) em ambientes de atendimento ao público tem se expandido nos últimos anos, especialmente em setores como alimentação, transporte e varejo. No entanto, os resultados práticos nem sempre correspondem às expectativas comerciais e tecnológicas. Um exemplo emblemático ocorreu entre 2021 e 2024, quando a rede de fast-food McDonald’s, em parceria com a IBM, testou sistemas automatizados de IA para recepção de pedidos em mais de 100 unidades com serviço de drive-thru nos Estados Unidos. A proposta era substituir operadores humanos por uma interface conversacional automatizada, agilizando o atendimento e reduzindo custos operacionais. Contudo, em junho de 2024, o McDonald’s anunciou a suspensão definitiva do experimento, após uma série de falhas de compreensão e execução dos pedidos por parte do sistema. Relatos de clientes frustrados se acumularam, incluindo episódios em que o sistema adicionava itens não solicitados ou se confundia com o sotaque, ritmo ou gírias dos usuários. Um caso viralizou nas redes sociais quando dois clientes tentaram impedir o sistema de continuar adicionando nuggets a um pedido, que terminou com 260 unidades no total, sem correção possível pela IA.
Considerando essas informações, assinale a alternativa correta:
IA, por ser não humana, não pode ser responsabilizada juridicamente; portanto, erros como difamações ou falhas de atendimento devem ser tratados como externalidades inevitáveis de um sistema em desenvolvimento.
As falhas da IA nesses contextos demonstram que apenas sua utilização em áreas de risco elevado, como justiça e saúde, deve ser regulamentada; já usos em redes sociais e comércio dispensam atenção legal específica.
A violação de direitos fundamentais por sistemas de IA evidencia a urgência de um marco regulatório que assegure, entre outros princípios, auditabilidade, supervisão humana contínua e possibilidade de reparação por danos automatizados.
Apesar das falhas nas aplicações de IA, o avanço dessas tecnologias justifica a minimização das responsabilidades legais das empresas, uma vez que elas são necessárias para a evolução e modernização dos setores em que são implementadas.
A reprodução de erros linguísticos por IA, como os casos apresentados, são demonstrações naturais de aprendizagem de máquina e não devem ser considerados ameaças reais à dignidade humana nem à reputação de indivíduos.

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