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Asma ! 48aac40ec7b64f1fab07fa884aead974.pdf
Asma ! 1
🍁
Asma !
Definição
Doença inflamatória crônica das vias aéreas.
Associada à hiperresponsividade das vias aéreas
Obstrução ao fluxo aéreo intrapulmonar generalizada e variável → 
reversível espontaneamente ou com tratamento (broncodilatadores)
Epidemiologia e impacto
Acomete cerca de 300 milhões de pessoas
4ª causa de internações 
Impacto → gastos com asma grave: 25% da renda familiar dos pacientes da 
classe menos favorecida, mas a OMS recomenda que esse custo não 
exceda 5% 
Fisiopatogenia
Estreitamento brônquico intermitente e reversível é causado por: 
contração do músculo liso brônquico
edema da mucosa
hipersecreção da mucosa
Hiper-responsividade brônquica com resposta broncoconstritora 
exagerada ao estímulo (esse estímulo/antigeno é inócuo em pessoas 
normais - que não têm asma).
Ciclo contínuo de agressão e reparo → alterações estruturais irreversíveis 
(se nada for feito): é o remodelamento das vias aéreas.
História natural e índice preditivo de asma:
Lactentes e crianças pré-escolares com sibilância recorrente (bebê chiador 
ou sibilante):
Evoluções variadas - bronquiolite ou pneumonia viral com 
broncoespasmo
Asma ! 2
Não é possível predizer o curso clínico da sibilância entre lactentes e 
pré-escolares
Características para prever se a sibilância recorrente na criança irá 
persistir na vida adulta: Critérios de castro-rodrigues - índice preditivo de 
asma) 1 critério maior ou dois menores indica alta probabilidade asma. 
Diagnóstico de eczema nos 3 anos (critério maior)
Diagnóstico de rinite nos 3 anos 
Pai ou mãe com asma (critério maior)
Sibilância sem resfriado (fora de quadro gripal ou sem virose)
Eosinofilia sanguínea 3% na ausência de parasitoses) - 
eosinofilia não necessariamente está presente em todos os casos
Diagnóstico
Sugerido por
dispneia, tosse crônica, sibilância
opressão ou desconforto torácico (como se estivessem apertando o 
peito) → sobretudo à noite ou nas primeiras horas da manhã
As manifestações que sugerem fortemente:
variabilidade dos sintomas
desencadeamento por irritantes inespecíficos (fumaças, odores fortes, 
exercício) ou por aeroalérgenos (ácaros e fungos)
piora dos sintomas à noite
melhora espontânea ou com medicações 
Ausculta:
Sibilos (som expiratório) = obstrução ao fluxo aéreo (pode não ocorrer 
em todos os pacientes) (estreitamento da via aérea inferior)
Confirmação: feita por método objetivo
Espirometria → não é feita de maneira adequada abaixo dos 6 anos por 
questões técnicas.
Espirometria
Asma ! 3
Ajuda no diagnóstico, avalia a gravidade da obstrução e monitora o curso 
da doença. Mas uma espirometria normal não exclui o diagnóstico de asma.
Indicada para maiores de 6 anos para a confirmação do diagnóstico de 
asma.
Duas medidas importantes para o diagnóstico de limitação ao fluxo de ar 
das vias aéreas:
VEF1  volume expirado forçado no 1° segundo (boa reprodutibilidade → 
medida isolada mais acurada)
CVF capacidade vital forçada
Diagnóstico de limitação ao fluxo aéreo: redução da relação VEF1/CVF (a 
capacidade vital forçada é mantida, mas o quanto consegue eliminar em 1s 
é muito menor - demora eliminar todo o ar pq há obstrução).
limitação ao fluxo de ar
principalmente: reversibilidade (após a inalação de um broncodilatador 
de curta ação)
Espirometria normal não exclui diagnóstico de asma  A espirometria pode 
ser inteiramente normal, mas deve ser repetida após o broncodilatador e 
pode revelar uma resposta significativa VEF1 aumenta) - mostrando que 
havia obstrução ao fluxo.
Medidas seriadas do PFE Pico de Fluxo Expiratório)
Medidas da variação diurna exagerada do PFE  forma mais simples, mas 
menos acurada.
Mede a variabilidade de obstrução das vias aéras.
Medidas matinais e vespertinas obtidas durante 2 semanas 
Variações diurnas  20% são positivas - um PFE com variabilidade de 
obstrução de vias aéreas maior que 20% indica diagnóstico de asma
o pct sopra no peak flow 3x de manhã em sequência e 3x 
no fim do dia e os valores têm que ser próximos A 
diferença entre os sequenciais não pode ser maior que 
10%  se for maior, indica que não foi feito de maneira 
correta). Compara a média de manhã com a média do fim 
Asma ! 4
do dia, se houver diferença maior que 20% mostra 
grande variabilidade do fluxo aéreo e aí tem uma asma de 
fato.
Desvantagens do PFE em relação à espirometria:
avalia apenas as grandes vias aéreas
esforço-dependente (quanto menor a criança pior)
produz medidas de má qualidade
valores variam entre os diversos aparelhos
Teste de broncoprovocação → casos de dúvida
Na dúvida diagnóstcia após espirometria ou PFE, podemos realizar o teste 
de broncoprovocação - é realizado pela exposição à baixas concentrações 
de substâncias broncoconstritoras (metacolina, carbacol). Uma piora de 
20% da função pulmonar após a aplicação dessas substâncias, favorece o 
diagnóstico de asma.
Confirma ou afasta a suspeita. Se resultado negativo, exclui o diagnóstico 
de asma.
Verificação da hiper-responsividade das vias aéreas:
Medida através da inalação de substâncias broncoconstritoras 
(metacolina, carbacol e histamina)
Pelo teste de broncoprovocação por exercício (broncoespasmo 
induzido pelo exercício)
Testes farmacológicos:
Alta sensibilidade e elevado valor preditivo negativo Se o exame for 
normal, provavelmente não há asma)
Importantes para a decisão diagnóstica, especialmente nos casos com 
espirometria normal
Broncoprovocação com drogas: metacolina, histamina, carbacol → 
queda significativa no VEF1 (por convenção 20%
Testes adicionais:
Broncoprovocação por exercício demonstrando queda do VEF110%
Asma ! 5
Medidas do estado alérgico
Forte associação entre asma, rinite e outras alérgicas → até 80% dos 
pacientes asmáticos possuem rinite alérgica.
Avaliação da atopia:
anamnese cuidadosa 
confirmação da sensibilização alérgica por exames laboratoriais 
Diagnóstico da alergia
Anamnese
Identificação da exposição a alérgenos
Confirmação da sensibilização alérgica
Testes cutâneos ou determinação das concentrações séricas de IgE 
específica.
Provas in vivo (testes cutâneos)
Provas in vitro IgE específica)  IgE sérica específica confirma os 
resultados dos testes cutâneos
Aeroalérgenos mais frequentes
ácaros, fungos e polens
antígenos de cães e gatos
baratas
Sensibilização a antígenos inaláveis
Testes cutâneos → mais frequentes: ácaros da poeira Dermatophagoides 
pteronyssinus
Diagnóstico em crianças menores de 5 anos
Baseado em aspectos clínicos.
Dificuldade de se obter medidas objetivas.
50% das crianças apresentam pelo menos 1 episódio de sibilância nos 
primeiros anos de vida, mas a maioria não desenvolverá asma.
As manifestações clínicas mais sugestivas de asma são:
episódios frequentes de sibilância  1 vez/mês)
Asma ! 6
tosse ou sibilos que ocorrem à noite ou cedo pela manhã - provocados 
por riso ou choro intensos ou exercício físico
tosse sem relação evidente com viroses respiratórias
presença de atopia (rinite alérgica ou dermatite atópica / eczema)
história familiar de asma e atopia
boa resposta clínica a B2-agonistas associados ou não aos corticoides
Classificação de acordo com os níveis de controle da asma:
Controle: Extensão com a qual as manifestações da asma estão suprimidas 
(espontaneamente ou pelo tratamento).
Controle das limitações atuais deve ser avaliado em relação às últimas 4 
semanas - como o pct se comporta em relação a sintomas diurnos, uso de 
medicação de alívio, sintomas noturnos, limitação de atividade.
Normal/aceitável: sintomas diurnos (no máximo 2x por 
semana), pode usar medicação de alívio no máximo 2x 
por semana, não pode ter despertar noturno por causa da 
asma e nem limitação de atividade.
Controle das limitações atuais inclui:
sintomas
necessidade de medicação de alívio 
limitação
de atividades físicas
intensidade da limitação ao fluxo aéreo (exame objetivo)
Classificação de acordo com os níveis de controle da asma:
asma controlada - quando todos os 4 parâmetros estão adequados
asma parcialmente controlada  1 ou 2 parâmetros alterados
asma não controlada  3 ou mais alterados
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Últimas 4 semanas, 4 perguntas: ABCD
Atividades limitadas pela asma?
Broncodilatador: teve que usar mais que 2 vezes por semana (resgate)?
Calada da noite: teve algum sintoma/despertar noturno de asma?
Diurno: teve sintomas durante o dia mais de 2 vezes na semana?
Se zero respostas positivas, a asma está controlada. 1 ou 2 respostas 
positivas, parcialmente controlada. 3 ou 4 respostas positivas, asma não 
controlada.
Uso de SABA 2x por semana no último mês configura asma parcialmente 
controlada - se apenas isso de alterado - necessitando de tto de controle 
ou step up.
Gravidade e nível de controle da asma:
Controle: o quanto estou conseguindo suprimir os sintomas nas últimas 4 
semanas. É influenciado pela adesão ao tratamento ou pela exposição a 
fatores desencadeantes.
Gravidade: refere-se à quantidade de medicação necessária para atingir o 
controle. Característica intrínseca da doença, definida pela intensidade do 
tratamento.
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O pct pode ter uma asma controlada e ser uma asma 
gravíssima - usa muita medicação para conseguir o 
controle.
Gravidade da asma:
Asma leve: necessita de baixa intensidade de tratamento → etapa 2 
(medicação antiinflamatória diária) → tem indicação de tratamento 
profilático CI  SABA em step1
Asma moderada: necessita de intensidade intermediária → etapa 3
Asma grave: alta intensidade de tratamento → etapa 4 e 5
Tratamento:
A base do tratamento da asma deve ser sempre o corticoide inalatório 
associado ou não a beta 2 agonista e longa ação LABA  Formoterol). Este 
deve ser o início do tratamento e devemos avaliar após 3 meses de uso 
regular e correto das medicações se este paciente vai manter, escalonar ou 
descalonar o tratamento.
Beclometasona está indicado para pcts  5 anos de idade → 
beclometasona 100mcg (aerossol) com espaçador e máscara (o principal 
fator associado a falha de tratamento é administração incorreta da 
medicação. Em crianças, devemos optar sempre pelo espaçador e máscara 
bem vedados ao rosto por 10 segundos após administração do aerossol).
Cápsula inalatória: a criança não consegue inalar corretamente pelo 
dispositivo. 
Dividido em 5 etapas:
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Etapa 1 asma intermitente → só precisa de medicação na crise. Medicação: 
broncodilatador de curta ação. Todo mundo, independente da etapa, 
precisa, quando em crise, de broncodilatador de curta ação. 
A partir da etapa 2 vão entrar opções de medicamentos anti-inflamatório 
diário profilático e não só o beta-2 de curta ação na crise.
Etapa 2 asma leve, o pct fica bem/controlado usando uma dose de 
corticoide inalatório baixa diariamente. Na criança menor de 6 anos, a 
preferência é dar corticoide inalatório dose média/alta ao invés de fazer 
essa associação.
Etapa 3 asma moderada: o pct precisa de uma associação de dose baixa 
de corticoide inalatório e beta-agonista de longa ação.
Etapa 4 associa dose moderada/alta de corticoide inalatório e beta 
agonista de longa duração. 
Etapa 5 além dessa medicação, precisa de corticoide oral na dose baixa 
para manter o pct controlado.
Em todos os estágios: questionar o controle ambiental, avaliar a técnica 
inalatória, exercício e rever controle. O tratamento deve ser mantido pelo 
menos 3 meses antes de considerar aumento para estágio subsequente.
Corticoide
O uso de corticoide oral não substitui o CI no manejo ambulatorial na asma 
moderada: o corticoide via oral está reservado para casos de asma grave 
STEP5 e exacerbações. 
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Candidíase oral e disfonia estão entre os principais efeitos colaterais do 
corticoide inalatório - são efeitos tópicos que podem ser reduzidos com a 
higienização oral após a aplicação. 
Corticoide inalatório tem ação tópica nas vias aéreas, com pouquíssimo 
efeito sistêmico.
Etapa 1 - asma intermitente (asma leve - sintomas menos de 2x/mês e sem 
fatores de risco para exacerbações)
Medicação de resgate para o alívio dos sintomas
Educação do asmático e controle ambiental 
Medicação de alívio para sintomas ocasionais 2x ou menos por 
semana). 
� CI de baixa dose  LABA (formoterol)
� Conforme necessidade: CI de baixa dose  SABA
� Conforme necessidade: SABA (salbumatol, fenoterol, formoterol)
Etapa 2 - asma persistente leve (asma leve - sintomas 2x/mês ou mais e 
menos de 1x/dia).
Medicação de alívio na crise + um único medicamento de controle (anti-
inflamatório de uso diário)
� Sob demanda: Corticoides inalatórios em doses baixas  LABA 
(formoterol)
� Medicações alternativas: antileucotrienos
� Fixo: CI baixa dose. Sob demanda: CI  SABA
Tratamento de manutenção: corticosteroide inalatório (principal 
medicamento) → candidíase oral e disfonia podem ser observadas 
(reduzidas com higiene oral após o uso)
Corticoide inalatório não tem efeito sistêmico pq é de primeira passagem → 
é muito bem absorvido no pulmão, mas tem metabolização assim que 
passa pelo fígado e aí passa a ser inativo e não tem efeito sistêmico. 
Etapa 3 - asma persistente moderada (asma moderada - sintomas na 
maioria dos dias ou sintomas noturnos 1x/semana ou mais)
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Medicação de alívio  1 ou 2 medicamentos de controle.
� Associação de um corticoide inalatório em doses baixas com um B2-
agonista inalatório de ação prolongada 1ª escolha) → crianças maiores 
de 6 anos. Fixo e sob demanda: CI baixa dose + formoterol)
Crianças menores de 6 anos: corticoide inalatório em dose maior.
Tratamento de manutenção:
LABA B-agonista de ação prolongada)
Usados em associação aos CI em pacientes 4 anos
Não devem ser usados como monoterapia.
Etapa 4 - asma persistente grave (asma moderada - sintomas na maioria 
dos dias ou despertar 1x/semana ou mais ou baixa função pulmonar)
Medicação de alívio  2 ou mais medicamentos de controle.
� Fixo: Combinação de corticoide inalatório em doses médias ou altas  
B2-agonista de ação prolongada (formoterol). Sob demanda: CI dose 
baixa + formoterol.
� Fixo: CI dose média/alta  LABA. Sob demanda: SABA  CI.
Etapa 5 - asma persistente grave refratária (asma grave - não resposta às 
medidas do estágio 4. 
Medicação de alívio + medicação de controle adicional. 
� Fixo: CI dose alta + formoterol  LAMA (antagonista muscarínico de 
longa ação). Sob demanda: CI dose baixa + formoterol. 
� sob demanda: CI dose baixa  SABA
Adiciona-se corticoide oral às outras medicações de controle.
Somente para pacientes com asma não controlada na etapa 4. 
E que tenham sido exaustivamente questionados sobre a ADESÃO ao 
tratamento.
Avaliar terapias adicionais (anti-IgE, anti-IL 5/5R, anti-IL 4R
Anti-IgE é uma alternativa na etapa 5 para pacientes atópicos (anticorpo 
monoclonal contra o IgE  .omalizumabe) → pode melhorar o controle da 
asma e reduzir o risco de exacerbações.
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Omalizumabe: anticorpo monoclonal → inibe a ligação da IgE com o seu 
receptor. 6 anos com asma alérgica de difícil controle.
UpDate:
Em crianças: dar uma preferência na etapa 3 para corticoide inalatório em 
dose média/alta ao invés da associação de CILABA. 
Quando o pct tem a crise, naqueles que fazem como medicação de 
controle diária CILABA, na crise pode ao invés do SABA, optar por um 
LABACI na crise. Formoterol tem ação imediata e prolongada. Então na 
crise, para aqueles que já fazem como controle uso de CILABA, na crise 
faz LABACI de dose baixa, e o LABA vai ser o formoterol.
Observação:
Independentemente da etapa de tratamento, se tem sintomas agudos fazer 
medicação de resgate SABA
Exercício físico
Causa comum de sintomas. 
Diferenciar a broncoconstrição induzida por exercício do descontrole
da 
doença (que leva a limitação física). 
Manejo:
Broncoconstrição induzida por exercício  B2-agonista de curta ação 
antes do exercício.
Descontrole da doença → aumento da dose da medicação atual. 
Pacientes asmáticos não devem evitar exercícios. Atividades aeróbicas 
são benéficas - a própria atividade física diminui o broncoespasmo 
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induzido pelo exercício físico com o tempo. Não há nenhuma evidência de 
superioridade de natação. 
Asma induzida por exercício:
Resposta broncoespástica ao se exercitar
Único precipitante natural da asma que induz taquifilaxia (quando 
quanto maior a exposição, menor é o efeito que aquela exposição 
exerce, ou seja, quanto mais exercício o asmático praticar, menos o 
exercício irá causar broncoespasmo neste paciente)
Tratamento da broncoconstrição induzida pelo exercício BIE
Profilaxia: tratamento regular da asma com corticoide inalatório 
costuma reduzir a magnitude da BIE em 50%.
Aquecimento antes do exercício - o aquecimento diminui o 
broncoespasmo induzido por um exercício mais intenso
Beta-2 agonista inalatórios de curta duração 1530 minutos antes do 
exercício) - para prevenir broncoespasmo
Tratamento de manutenção
Imunoterapia específica com alérgenos IT. 
Indicações:
Asma alérgica (presença de anticorpos IgE para alérgenos do 
ambiente)
Indivíduos com idade entre 5 e 60 anos. 
Tratamento da crise de asma
Manejo das exacerbações
Ocorrem de forma gradual
Deterioração clínica progressiva em um período de 57 dias → criança 
começa a ficar mais cansada. 
Adotar oximetria de pulso
Fator de risco
Doença do Refluxo gastroesofágico 
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Tratamento da crise
Classificar a gravidade e instituir tratamento imediatamente. 
Causa mortis por asma
Asfixia (quase totalidade)
Tratamento excessivo é causa rara
Classificação da intensidade das exacerbações em crianças e adultos
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Basta olhar para SpO2 para decidir se a crise é leve a moderada ou grave. 
Oxigenoterapia
Gestantes e crianças: manter SpO2 9495%
Tratamento medicamentoso da crise
Beta-2 agonistas por via inalatória (cada 10 a 30 minutos) na 1ª hora.
Na crise grave está indicado brometo de ipratrópio (anticolinérgico).
Pacientes que não respondem ao 1° ciclo de Beta2 agonista de curta 
ação, administra-se corticoide oral ou EV (possuem a mesma eficácia) - já 
na primeira hora da exacerbação.
Crise grave
Ao exame: agitação, fala intercotada, FR30, desconforto respiratório e 
saturação menor que 90%.
A meta para a saturação para crianças de 6 a 10 anos, segundo o GINA, 
é de 94 a 98%;
O salbutamol, que é um Beta-2 agonista de ação curta, está indicado 
para reversão do broncoespasmo;
O ipratrópio pode ser utilizado e tem a função de reduzir o risco de 
hospitalização;
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O corticoide, que reduz a inflamação e a produção de muco, pode ser 
utilizado na forma oral ou endovenoso.
Broncodilatadores de curta ação - primeira medida
A água destilada não deve ser veículo nas nebulizações → risco de 
agravamento. 
Em adultos: salbutamol EV  recurso extremo para evitar a Ventilação 
mecânica. 
Em crianças: salbutamol EV  ainda na sala de emergência para os que 
não respondem a via inalatória (não é recurso extremo).
Beta 2 agonista inalatório (salbutamol): 3 ciclos de 20 em 20 minutos.
Corticoides sistêmicos - medicação essencial na crise
Essenciais no tratamento da exacerbação - se a criança não respondeu ao 
beta2 inicialmente, ainda na primeira hora tem que começar o corticoide (o 
que mata na asma é a inflamação → corticoide é um grande 
antiinflamatório). 
Devem ser usados precocemente.
O uso por via oral ou intravenosa tem efeito clínico equivalente.
Prednisona 4060mg VO
Sulfato de magnésio EV
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Tratamento de escolha quando não se tem resposta apropriada ao 
tratamento inicial de uma crise asmática grave. 
Tratamento inicial: corticoide sistêmico, beta-2 agonista de curta e 
anticolinérgico (ipratropio).
Aminofilina
É proscrita para o manejo da crise asmática aguda.
Avaliação da resposta ao tratamento, critérios de alta e de transferência 
para a unidade de internação
3060 minutos após o tratamento inicial → reclassificação da 
gravidade.
Entre as medidas objetivas, a que melhor se correlaciona com a 
gravidade é a SpO2.
Persistência de SpO2 92% após tratamento inicial → indicação de 
hospitalização.
Pacientes com boa resposta ao tratamento (não apresentam sinais de 
gravidade; SpO2  95%; PFE ou VEF1  70% do valor previsto): 
liberados para o domicílio
Se ficar entre 92 e 95 a SpO2 esperar mais 1h e reavaliar novamente.
Equívocos mais comuns durante o tratamento nos serviços de urgência
Ausência de mensurações da SpO2 por oximetria
Ausência de verificações de medidas funcionais, especialmente do PFE
Orientação inadequada do tratamento inalatório
Aminofilina como tratamento inicial ou principal
Retardo para iniciar o uso de corticoides Asma, crise é beta2  não 
recuperou > corticoide)
Demora em iniciar a oxigenoterapia
Não há benefício de agentes mucolíticos na asma (acetilcisteína)
Conduta na alta dos serviços de urgência
Bom momento para promover a educação do paciente - o que está 
usando de manutenção, de profilaxia, na crise?
Asma ! 20
Equívocos no momento da alta
Liberação precoce sem respeitar os critérios clínicos-funcionais
Falta de orientação do tratamento de manutenção
Falta de prescrição de prednisona - o que tirou da crise precisa ser 
mantido em média 5 dias
Falta de orientação da técnica de uso dos dispositivos inalatórios
Falta de orientação do plano de ação para exacerbação posterior
Escolha dos dispositivos de acordo com a faixa etária
4 anos: IP  espaçador com máscara facial
4 a 6 anos: IP  espaçador com bocal
 6 anos: IP  espaçador com bocal ou IP
Adultos: IP (pressurizado) ou IPo (inalador de pó)
Indicações de transferência para UTI
hipercapnia, acidose (pH 7,30 ou hipoxemia
níveis elevados de lactato sérico
hipotensão arterial ou arritmias cardíacas graves
persistência dos sinais e sintomas de gravidade (sonolência, confusão 
mental, exaustão, cianose, silêncio respiratório, PFE 30% do valor 
previsto) a despeito do tratamento adequado.
Intubação endotraqueal em emergência
Sedação com quetamina: não compromete a hemodinâmica e não produz 
broncodilatação.
A técnica deve ser complementada com a indução de bloqueio 
neuromuscular.
Caso clínico - asma parcialmente controlada
Asma ! 21
Menino, 5 anos de idade, faz acompanhamento por asma em uma UBS há 6 
meses. Na última consulta, há 3 meses, foi prescrito beclometasona, 100 
mcg/dia, spray oral para uso contínuo e salbutamol, 400 mcg/dose, spray 
oral, para os sintomas e agudizações. Neste retorno, a mãe refere que, nos 
últimos 30 dias, o filho apresentou um episódio de despertar noturno por 
tosse e um episódio semanal de chiado e tosse ao jogar bola. Durante a 
consulta, constatou-se boa adesão ao tratamento, uso adequado dos 
dispositivos inalatórios e ausência de outras morbidades no período 
interconsulta. A conduta a ser tomada para essa criança, em relação à 
medicação de manutenção, é prescrever
a) beclometasona 200mcg/dia spray oral
O paciente apresenta um quadro de asma parcialmente controlada, já que 
mantém despertares noturnos após três meses de tratamento. Como já 
foi checada boa adesão terapêutica e ausência de outras morbidades no 
período, é necessária a reavaliação do manejo:
O paciente encontrava-se na etapa 2 de tratamento, de acordo com as 
orientações da GINA 2022 para crianças até 5 anos, já que 
estava em uso diário de corticoide inalatório em baixa 
dose (beclometasona 100 mcg/dia) associado ao uso de beta-agonista 
inalatório de curta duração quando necessário (salbutamol, 400 
mcg/dose).
Assim, o próximo passo no manejo desse paciente, de acordo com a 
GINA 2022, seria o aumento para
o dobro da dose do CI (resposta 
trazida nessa alternativa), além de considerar encaminhamento para 
especialista, correspondendo à etapa 3 de tratamento.
Caso clínico - asma não controlada 
Menino, 7 anos de idade, apresenta episódios recorrentes de tosse seca, 
chiado e falta de ar nos últimos 3 meses, com uso frequente de 
broncodilatador. Refere, ainda, falta de ar e chiado no peito ao correr ou 
subir escadas. Nega crises graves ou internação. Para o controle da asma 
deste paciente é indicado:
a) uso diário de corticoide inalatório em dose baixa e broncodilatador de 
curta ação nas crises. 
sse paciente está com sintomatologia e necessitando de broncodilatador 
frequentemente, além de apresentar limitação nas suas atividades pelos 
Asma ! 22
sintomas, o que indica um quadro de asma não controlada. Assim, o 
próximo passo no tratamento desse paciente, de acordo com o GINA 2022, 
seria a adição do uso diário de corticoides inalatórios em baixa dose, além 
de manter o uso de b2-agonistas de curta duração nas crises. 
Caso clínico - asma não controlada
Um escolar com 9 anos da idade comparece à consulta médica de rotina 
em Unidade Básica de Saúde. O paciente apresenta crises de 
broncoespasmo recorrentes desde 4 anos de idade, com sintomas diurnos 
3 vezes por semana e despertar noturno sempre com necessidade de uso 
de β2agonista de curta duração por demanda. Ele não consegue realizar 
atividades comuns da infância, como correr com seus amigos. Refere 
controle ambiental adequado. Há 4 meses, faz uso contínuo de corticoide 
inalatório em dose baixa. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado 
geral, corado, hidratado e eupneico. Possui auscultas cardíaca e 
respiratória normais. Qual é a classificação da asma e a terapêutica 
recomendada, além do uso do β2agonista de curta duração por demanda?
a) asma não controlada; uso contínuo de corticoide inalatório em dose 
média.
Temos que fazer 4 perguntas para saber como está o controle dos 
sintomas, dentro das últimas 4 semanas:
Tem sintomas mais de 2x por semana?
Acorda alguma vez durante à noite pela asma?
Tem que usar algum corticóide beta-agonista de curta duração mais 
de 2x por semana?
Tem limitação física por causa da asma?
Se a resposta for não para todas, está bem controlado; se for sim para 12 
está parcialmente controlado e se for 2 não está controlado.
O caso clínico mostra uma criança com sintomas 3x por semana, despertar 
noturno, uso constante de b2-agonista de curta duração e não consegue 
realizar atividades físicas, ou seja, pontua 4 vezes e está com 
uma asma não controlada.
Sabemos que não está controlada, mas qual o tratamento agora, Doc?
Asma ! 23
Seguindo as mudanças do GINA 2022, devemos otimizar a medicação e 
subir o Step, agora a criança está apenas com uso de SABA (b2-agonista 
de curta duração - famoso Salbutamol)
Não se deve mais usar apenas SABA sem corticóide inalatório! Devemos 
iniciar desde o Step 1 corticóide inalatório e ir subindo de acordo com o não 
controle dos sintomas, no Step 1 faríamos corticóide inalatório (por exemplo 
beclometasona)  SABA sob demanda; Step 2 corticóide inalatório diário 
em baixa dose; Step 3 corticóide inalatório diário em dose média ou baixa 
dose de corticóide inalatório com um b2-agonista de longa duração 
(formoterol por exemplo)
💡 Lembre-se: buscamos o total controle dos sintomas, ou seja, as 4 
perguntas devem ter resposta negativa. A partir de 36 meses de controle 
com a medicação, pode-se tentar a diminuição do Step!
Referências
MEDCEL 2020
https://portal.wemeds.com.br/gina-2023-asma/ 
https://ensinoepesquisa.ghc.com.br/natsghc/Asma APS 2023.pdf 
http://telessaude.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/aula-asma-
2023-soraia-matos.pdf 
https://emojipedia.org/light-bulb/
https://portal.wemeds.com.br/gina-2023-asma/
https://ensinoepesquisa.ghc.com.br/natsghc/Asma%20APS%202023.pdf
http://telessaude.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/aula-asma-2023-soraia-matos.pdf
http://telessaude.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/aula-asma-2023-soraia-matos.pdf
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